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1 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS COESÃO REFERENCIAL Mecanismos de Coesão Referencial: anáfora, catáfora, dêixis, substituição, hiperonímia, hiponímia. Anáfora ou coesão anafórica ocorre quando uma palavra ou expressão substitui outro(a) já citado. É possível até que uma frase ou parágrafo inteiros sejam retomados. Veja: Pedrinho segurava firme a mão do pai. O menino não queria se perder. A palavra “menino” retoma “Pedrinho”, citado anteriormente. Trata-se de uma substituição lexical, que é uma substituição por palavra de significado, e não meramente por um pronome. Se “menino” fosse trocado por “ele”, também seria coesão anafórica, mas a troca seria feita por um pronome. Pronome não é palavra de significado próprio e independente; é apenas uma coesão por substituição pronominal. A coesão com “menino” é lexical porque se trata de palavra de significado próprio. Catáfora ou coesão catafórica ocorre quando uma palavra ou expressão antecipa informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência. Veja: Ela vinha de distantes terras onde não há tempo para tristezas. Ana era mais forte que todos. “Ela” se refere a Ana. Na sequência, percebe-se que “ela” está associada a “Ana”. Essa é a catáfora: na continuação do texto, aponta-se para o elemento mais específico. COESÃO REFERENCIAL COM PRONOME RELATIVO Pronome relativo retoma substantivo anterior ou expressão nominal anterior, mas acima de tudo prevalece a lógica textual (coerência) e a clareza da informação. Comprei livros de receita, que mostram os hábitos culinários de cada país. O verbo “mostram”, no plural, portanto, só pode se relacionar ao plural “livros”. “Receita”, no singular, isoladamente, não será a referência, mas a expressão completa “livros de receita”, cujo núcleo – a ideia central – é “livros”. Estudamos uma técnica de cálculo de juros, que facilita muito para resolver questões. O verbo está no singular, então não vai retomar “juros”, que está no plural. “Cálculo” está no singular, mas o que faz mais sentido? “Estudamos uma técnica”; então é essa técnica que tem relação lógica, coerência. A retomada está na ideia central de “técnica”. “Cálculo”, sozinho, não. Encontrei o irmão de Clara que prestou o serviço militar obrigatório no ano passado. Esse “que” retoma “Clara” ou “irmão”? Olhando a sequência – “prestou o serviço militar obrigatório” –, a referência só pode ser ao “irmão”, que é quem tem obrigação de prestar o serviço militar. Não vai retomar “Clara” sozinha; vai retomar a expressão antecedente “o irmão de Clara”, com a ideia central em “irmão”. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 2 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS O pronome relativo retoma o substantivo anterior. O “anterior”, não o “colado”. É também possível retomar a expressão nominal anterior. “Expressão” significa um conjunto de palavras anteriores, mas, acima de tudo, prevalece a lógica textual. Isso é muito importante, porque não prevalece apenas a retomada gramatical; atenta- se também para uma relação lógica textual e para a clareza das informações. É preciso ficar sempre alerta para o que está escrito anteriormente, verificando qual é a expressão completa, a fim de garantir coerência e relações lógicas no texto. COESÃO REFERENCIAL COM PRONOME DEMONSTRATIVO (ESTE/ESSE/AQUELE, ISTO, ISSO) “Este” retoma o que foi citado por último; “aquele” retoma o que foi citado mais anteriormente. E não importa a posição: o mais distante sempre será “aquele” e o citado por último sempre será “este”. X – Y... este... aquele X – Y... aquele... este Estudamos Informática e Português. Este teve mais questões do que aquela. Estudamos Informática e Português. Aquela teve menos questões do que este. “Este” retoma “português”, porque foi citado por último: “Este teve mais questões do que aquela.” “Aquela” se refere ao que está mais distante. Mudar a posição na frase não altera a lógica: “este” vai sempre buscar o último elemento citado. Frase (sentido completo) anterior... Isso... Isto... Frase (sentido completo) posterior Para retomar o sentido completo da frase anterior, utiliza-se “isso”. Outra dica: “esse/essa/isso” – com dois “s” – referem-se ao passado, ao que já foi citado; dois “s” de “passou”. Já “isto”, com “t”, aponta para frente, para a frase que vai aparecer depois. Quem estuda vence. Isso é fato. Para resumir a frase que já está atrás, diz-se: “Isso é fato.” Se for para antecipar a frase que virá, utiliza-se “isto”, apresentando a frase em seguida. Isto é fato: Quem estuda vence. ATENÇÃO: Um texto pode estar errado, mas a questão pode perguntar somente a referência (sentido): https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 3 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Quem estuda vence. Isto é fato. (O pronome “isto” refere-se à frase anterior completa, apesar de desobedecer à regra.) Nem sempre isso é respeitado nos textos, que podem apresentar erros. A leitura e a interpretação devem ser feitas com base nas relações lógicas do texto. A questão pode perguntar somente a referência, sem se importar com a norma. O candidato deve responder o que a prova pergunta. “Quem estuda vence. Isto é fato.” A referência está na frase anterior. Se a pergunta for: “Isto está certo ou errado segundo a norma?”, a resposta é: “está errado; deveria ser ‘isso’”. Mas se a pergunta for: “O pronome nesta frase refere-se à frase anterior?”, a resposta é: sim. É fundamental entender o que a banca está perguntando. São três situações de uso dos pronomes demonstrativos este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas: isso, aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. Primeira situação. • Para referência a objetos em relação às pessoas que participam de um diálogo (pessoas do discurso). REGRAREGRA Primeira pessoa: eu, nós (pessoa que fala). Deve-se empregar ESTE, ESTA, ISTO com referência a objeto próximo de quem fala. Exemplo: “Este relógio”. Segunda pessoa: tu, vós, você (pessoa que ouve). Deve-se empregar ESSE, ESSA, ISSO com referência a objeto próximo de quem ouve. Exemplo: “Professor, esse relógio aí…”. Terceira pessoa: ele, ela, eles, elas (pessoa ou assunto da conversa). Deve-se empregar AQUELE, AQUELA, AQUILO com referência a objeto distante tanto de quem fala, como de quem ouve. “Aquele relógio” de outra pessoa, afastado de nós. Exemplo rápido de correspondência oficial: EXEMPLO 1:EXEMPLO 1: Correspondência do Governador para o Presidente da Assembleia Legislativa. Senhor Presidente, Solicito a V. Exa. que essa Casa Legislativa analise com urgência o projeto que destina verba para reforma do Ginásio Estadual Américo de Almeida. Resposta do Presidente da Assembleia Legislativa para o Governador. Senhor Governador, Informo a V. Exa. que esta Casa colocará em pauta na quarta-feira próxima a análise do projeto que destina verba para reforma do Ginásio Américo de Almeida. Essa Governadoria pode aguardar informativo na quinta-feira. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS EXEMPLO 2:EXEMPLO 2: Aqui nesta sala onde estamos, às vezes escutamos vozes vindas daquela sala onde estão tendo aula de Finanças públicas. Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmouso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores. Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de Lisboa, no ano de 1655. Internet: (com adaptações). 01. (CEBRASPE/TCU-RS./COERÊNCIA TEXTUAL) Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente. Pela construção dos sentidos do trecho “Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo” (antepenúltimo período), é correto concluir que o termo “lhes” remete a “príncipes”. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS É uma questão sobre coesão referencial, sobre a referência de um pronome no texto. A pergunta é sobre “lhes”. “É o que é devido a quem?” Aos príncipes. O raciocínio indica a autoridade dos príncipes, levando à leitura de que “lhes” retoma “príncipes”. COESÃO REFERENCIAL COM PRONOME POSSESSIVO Dica: Referência de um pronome é o que ele substituiu no texto. É uma dúvida frequente pensar que o possessivo se refere à palavra escrita depois dele. A referência de um pronome é aquilo que ele substitui no texto. Observe: Os imperadores cunhavam moedas com sua imagem para confirmar seu poderio. • Referência de “sua”: • Referência de “seu”: Consideram alguns que “sua” tem como referência “imagem”. Não. O pronome possessivo existe para substituir o dono. A imagem é dos imperadores. A referência de “sua” é “os imperadores”. “Seu poderio” – o poderio de quem? Deles, dos imperadores. Então, “sua” e “seu” retomam “os imperadores”. “Mas ‘sua’, no feminino, tem a ver com ‘imagem’?” Tem, mas isso é concordância de gênero com o substantivo “imagem”, não é referência. Referência é o termo substituído; concordância é a combinação de gênero e número com o nome que acompanha. A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República – com “r” maiúsculo – às nossas relações políticas e sociais. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros. O próprio nome atribuído ao país – República Federativa do Brasil – sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988. O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja- se que a política – compreendida em sentido amplo – tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera -se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum. Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado – em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses –, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano. Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ, v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: (com adaptações). 02. (CEBRASPE/TCE-RS/COESÃO TEXTUAL) A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto, julgue o item que se segue. O referente das formas pronominais “suas” e “seus”, no segundo período do quarto parágrafo, é “pessoas”. “Deseja-se que a política, compreendida em sentido amplo, tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses em negócios privados.” https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS “Suas atividades” – atividades de quem? Das pessoas. “Seus interesses” – interesses de quem? Das pessoas. A dificuldade comum é que muitos candidatos pensam que “seus”, por ser masculino, não poderia se referir a “pessoas”. Lembre-se: referência é o dono (pessoas); a forma “seus/ suas” varia por concordância com o nome (“interesses”, “atividades”), não com o referente semântico “pessoas”. MECANISMOS DE COESÃO REFERENCIAL A COESÃO ANAFÓRICA E A COESÃO CATÁFORICA ocorrem dentro do texto, entre elementos escritos ou pressupostos (elipse) na estrutura da oração. Podem ser chamadas de COESÃO ENDOFÓRICA. Não obstante, a coesão pode ocorrer entre elementos expressos no texto e dados do contexto que envolve os interlocutores em uma dada situação comunicativa. Pode ocorrer: Coesão esofórica: o elemento referido é fixo, mas apenas não estava expresso no texto. Ex.: “Sala de aula, quadro, cadeira, professor…” Se infere “escola/faculdade”. A referência é fixa nesse contexto. Coesão com dêixis: o elemento referido não é fixo, mas varia conforme a situação entre os interlocutores. O elemento referido não é fixo; varia conforme a situação. Ex.: “Hoje estamos bem.” “Hoje” muda de referência conforme o dia em que a frase é enunciada. Essa variação caracteriza o elemento dêitico. Compare: a) Pedro chegou cedo. Queria ver tudo: animais, palhaços, trapezistas. Nesse texto, o leitor só vai pensar logo em circo, a partirdos elementos desse campo lexical (animais, palhaços, trapezistas). Então, coesão exofórica. b) Aqui estamos confortáveis hoje. Nesse outro texto, o leitor vai associar o advérbio “aqui” ao lugar onde ele estiver (e isso pode variar a cada vez que enunciamos a mesma frase, em locais diferentes); o leitor vai associar a forma verbal “estamos” ao grupo em que ele estiver inserido a cada momento quando essa frase for enunciada; e o leitor vai associar o advérbio “hoje” ao dia ou à data do momento em que essa frase for enunciada. Então temos aqui coesão com dêixis ou elementos dêiticos. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 03. No segundo quadrinho, o pronome essa tem valor a) anafórico. b) catafórico. c) dêitico. d) relativo. e) expletivo. Na tirinha, um peixe olha para a varinha com anzol e a minhoca. Ele diz: “Não existem minhocas aquáticas.” No segundo quadrinho: “Logo, alguém colocou essa minhoca aí.” Quando o peixe disse “essa minhoca”, ele olhava para o objeto à sua frente. A referência é o objeto presente na cena, não a palavra “minhoca” citada antes. Se fosse a palavra anterior, seria anáfora; se fosse a palavra posterior, seria catáfora. Mas o que define aqui é a situação de fala: referência dêitica. O mesmo peixe pode nadar, encontrar outro anzol e repetir: “Alguém colocou essa minhoca aí.” Mesma frase, outra minhoca. A variação da referência em situações distintas confirma: o pronome “essa” tem valor dêitico. Quando a referência do demonstrativo depende do contexto situacional (quem fala, onde, quando), trata-se de dêixis, não de anáfora ou catáfora textual. MECANISMOS DE COESÃO REFERENCIAL (COESÃO LEXICAL) Hiperônimo: nome de um conjunto genérico de seres de diversas espécies. exemplo: militar é hiperônimo de sargento, major, tenente, capitão... Hipônimo: nome de cada elemento de um conjunto genérico. Exemplo: sargento, major, tenente, capitão... são hipônimos na relação com o conjunto “militar”. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Não confundir hiperônimo com coletivo. Coletivo indica seres da mesma espécie. “Alcateia” reúne só lobos. Hiperônimo abrange diferentes espécies. “Animais” é hiperônimo de “leão”, “elefante”, “girafa” etc. “Alcateia” não é hiperônimo; é coletivo. Sinônimo (ou quase sinônimos): palavras com significados semelhantes. Uso de termos cognatos: Palavras que possuem um mesmo radical e formam famílias de palavras: estudo, estudante, estudioso, estudar...; gelo, geleira, gelado, desgelar... Nominalização: Caminhar de manhã ativa a circulação. A caminhada melhora a disposição. Verbalização: A caminhada ativa a circulação. Caminhar melhora a disposição. Emprego de pronomes: o/no/na/lo/la, lhe, ele(a)(s), este, esse, aquele, isso; que, o qual, cujo...; todos, todas... Uso de advérbios: lá, cá, aqui, ali... Por exemplo: “Moro em São Paulo.” “Aqui existem oportunidades.” “Aqui” se refere a “São Paulo”: referência anafórica. Já a frase isolada “Aqui estamos tranquilos hoje” tem “aqui” como dêitico, pois não há termo precedente que o defina. Uso de numerais: os três, as cinco, ambos... “Fábio, Márcio e Juliano… Os três chegaram.” Retomada por numeral. Ampliação com determinantes: escolhi um livro, e depois doei esse livro de aventuras após lê-lo Uso de símbolos: trocamos seres por aquilo que os representa. Exemplos: a cruz e a espada se enfrentaram na América; armas deram lugar à pomba branca... Elipse parcial ou redução: Getúlio Vargas governou o Brasil em dois mandatos. Vargas marcou a política do século XX. Verbo vicário. Verbo ou locução/expressão verbal que substitui uma oração, e funciona como se fosse pronome em referência anafórica. 04. Assinale a frase em que o pronome sublinhado substitui uma frase e não um termo. a) “Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.” b) “Os homens dizem que a vida é breve, mas seus infortúnios fazem-na parecer longa.” c) “A vida tem um grande valor quando a desprezamos.” https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 10gran.com.br Coesão Referencial INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS d) “Não há bom raciocínio que pareça tal quando é muito longo.” e) “Sobre aquilo que não se pode falar, deve-se calar.” a) “O fazem” retoma a oração “reprimem o desejo”. b) “Fazem-na” retoma “vida” (palavra), não a oração. c) Retomada de palavra (“vida”). d) “Tal” retoma “bom” (palavra). e) “Aquilo” é referência dêitica ao contexto, não retomada/antecipação textual. GABARITO 01. C 02. C 03. c 04. a � �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Márcio Wesley. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclusiva deste material. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br