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Educação especial e inclusiva
Os paradigmas da Educação Especial desde o modelo de segregação, a integração social à proposta de
inclusão e o diálogo com as políticas e ações do período de adequação ao processo de atendimento às
pessoas com deficiências.
Profa. Carla Cordeiro Marçal y Guthierrez
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer a Educação Especial e a Educação Inclusiva, seus diálogos e diferenças fundamentais contribuirá
para a reflexão de professores que atendem pessoas com necessidades específicas de aprendizagem e de
produção de conhecimento.
Objetivos
Definir a Educação Especial e seu processo de segregação e integração.
Reconhecer a Educação Inclusiva como política educacional e suas consequências.
Identificar diferentes práticas e estratégias para a Educação Inclusiva.
Introdução
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, observe as imagens a seguir que representam os processos de
exclusão, segregação, integração e inclusão de pessoas com deficiência.
Infográfico demonstrativo dos processos de exclusão, segregação, integração e
inclusão.
Neste tema, conheceremos a Educação Especial e seus paradigmas desde o modelo de segregação,
passando pela integração com a criação das escolas especiais até a proposta de inclusão.
 
Reconheceremos a Educação Inclusiva como uma política educacional brasileira e o quanto as práticas
educacionais e docentes foram modificadas a partir da Declaração de Salamanca (1994). A Educação Especial
na perspectiva inclusiva concebe o espaço escolar como um local capaz de atender a todos os sujeitos,
assegurando o direito de aprender e considerando as especificidades de cada um. A Educação Inclusiva
garante a aprendizagem das pessoas com deficiências desde a Educação Infantil até o Ensino Superior.
 
• 
• 
• 
Por fim, identificaremos as diferentes práticas e estratégias para a Educação na perspectiva inclusiva em
diálogo com o ensino colaborativo; a importância da mediação entre pares; a necessidade de um Plano de
Ensino Individualizado (PEI) e as estratégias comunicativas para estudantes sem fala funcional utilizando a
comunicação alternativa.
Declaração de Salamanca
Resolução da ONU sobre a questão da mudança da perspectiva da Educação Especial, direcionando-a a
uma perspectiva inclusiva.
1. A Educação Especial e seu processo de segregação e integração
Educação Especial: origem e importância
A Educação Especial
Neste vídeo, apresentaremos os caminhos percorridos pela Educação Especial através dos anos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Antes de iniciarmos o diálogo sobre Educação Especial, precisamos ter em mente alguns marcos importantes:
Séculos V a XV
Durante a Idade Média (séculos V a XV), as pessoas com deficiências eram excluídas da sociedade.
Séculos XIV a XVI
Somente a partir do período renascentista (XIV a XVI), com o desenvolvimento do pensamento
científico, surge alguma preocupação em relação às pessoas com deficiências, mas o preconceito e a
discriminação continuavam presentes.
Séculos XVII e XVIII
A partir dos séculos XVII e XVIII, inicia-se um movimento assistencialista, em hospitais, voltado para
as pessoas com deficiências, principalmente para aquelas mutiladas nas guerras, para os surdos e os
cegos.
Século XIX
No Brasil, a Educação Especial surge no século XIX com uma composição assistencialista, mas
também com um olhar para os serviços especializados. Somente no século XX iniciam-se ações
educativas às pessoas com deficiências. 
Brasil
No Brasil, destacam-se ações de D. Pedro II,
com a fundação de escolas para esse fim, como
o Imperial Instituto dos Meninos Cegos – atual
Instituto Benjamin Constant.
Pensar a Educação Especial nos faz refletir sobre sua importância, marcos históricos, transformações e
embates políticos voltados a necessidades, demandas, visibilidades e ao desenvolvimento das pessoas com
deficiências. Assim, segundo Montoan (1998), o processo histórico da Educação Especial no Brasil pode ser
dividido em três períodos:
1854 a 1956
Ações de investimentos privados.
1957 a 1993
Ações de âmbito nacional.
1993
Ações a favor da inclusão.
Compreendemos a Educação Especial como uma modalidade da educação escolar e como um
processo educacional que parte de propostas pedagógicas que devem assegurar os recursos e os
serviços educacionais especiais.
Esses serviços especializados são necessários para apoiar os serviços educacionais comuns, muitas vezes
complementados e, até mesmo, substituídos para garantir a educação escolar e potencializar o
desenvolvimento dos estudantes que apresentam necessidades educacionais especiais.
Segregação
Infográfico demonstrativo do processo de segregação.
A imagem anterior representa o paradigma da segregação. No primeiro período, de 1854 a 1956, entendia-se
que as pessoas com deficiências precisavam estar protegidas e cuidadas em ambientes separados. Assim,
embora muitos hospitais e clínicas de reabilitação acolhessem essas pessoas, a invisibilidade dos sujeitos com
deficiências era marcante na sociedade.
 
Instituto Benjamin Constant.
Podemos dizer que a Educação Especial se constituiu a partir de um modelo clínico, em que os médicos viram
a necessidade de escolarização das pessoas com deficiências, mesmo com foco terapêutico. Nessas
instituições especializadas, os atendimentos passavam pela Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, entre
outras.
A educação escolar não era considerada prioritária, ou mesmo possível, principalmente para aqueles
com deficiências cognitivas, múltiplas ou distúrbios emocionais severos. O trabalho educacional era
voltado para a autonomia nas atividades de vida diária (AVD) e relegado a um interminável processo de
prontidão para a alfabetização, sem maiores perspectivas, já que não havia expectativas de que esses
indivíduos ingressassem na cultura letrada formal.
(GLAT & BLANCO, 2007, p. 19-20)
No final do século XIX, houve um marco
histórico na Educação Especial no Brasil. Em
1854, foi criado o Instituto dos Meninos Cegos,
hoje conhecido como Instituto Benjamin
Constant (IBC), na cidade do Rio de Janeiro.
Após três anos, em 1857, foi criado o Instituto
Nacional de Educação de Surdos (INES) na
mesma cidade.
Saiba mais
No decorrer dos anos, a Educação Especial evoluiu no país e algumas medidas e campanhas foram
criadas. Por meio do Decreto nº 42.728, de 3 de dezembro de 1957, foram criadas a Campanha para
Educação do Surdo no Brasil e a Campanha Nacional de Educação e Reabilitação dos Deficientes Visuais
com a finalidade de reabilitar, mas também educar. 
Surge, então, um diferente pensamento sobre o espaço social ocupado pelas pessoas com deficiências, o que
trouxe redemocratização, políticas públicas e qualidade nos serviços e atendimentos.
Integração
Infográfico demonstrativo do processo de integração.
O paradigma da integração oferecia aos estudantes com deficiências um ambiente menos “isolado”. Os
estudantes das classes especiais e das escolas especiais eram preparados para entrar nas classes regulares
das escolas e o atendimento especializado era oferecido de maneira paralela. No posterior ao Decreto nº
42.728, de 3 de dezembro de 1957, a busca por práticas, estratégias e intervenções era questionada e
pensada com um olhar menos segregado. No entanto, o “problema” persistia: o estudante continuava
segregado, isolado em escolas ou classes especiais por não conseguirem acompanhar as turmas regulares.
Muitas vezes, o estudante era responsabilizado pelo insucesso da escola e pelo fracasso na aprendizagem.
Atenção
Um outro aspecto desse modelo da Integração era a ausência de diálogo entre os professores. Não
havia troca de informações e reflexões entre os professores da sala de recursos e da classe comum — a
responsabilidade pelos conteúdos escolares ficava com o professor especializado da sala de recursos.
Os estudantes com deficiências continuavam “excluídos” na própria escola. 
Achou difícil?
Mostra como é professora Maria Luiza!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digitalpara ouvir o áudio.
A crítica contra esse paradigma, assim como as buscas para melhorias no desenvolvimento e aprendizagem
dos sujeitos foram caminhando para uma nova proposta: a Educação Inclusiva , que veremos no próximo
módulo.
Pôster do filme Forrest Gump.
Educação Especial e Inclusiva
Vamos entender alguns pontos trabalhados até agora neste bate-papo com os professores Rodrigo Rainha e
Carla Marçal.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Reflexão
Foi estranho tentar entender e não conseguir não é?É difícil entender a Educação Especial? É uma
dificuldade social, construída pelo olhar da sociedade? 
Até menos de dois séculos atrás, as crianças
que nasciam com necessidades diferenciadas
eram vistas como um problema. Muitas ficavam
escondidas dentro de casa, porque, por fatores
religiosos e sociais, eram consideradas “uma
punição à família”. A ideia de que poderiam se
inserir na sociedade parecia absolutamente
distante da realidade.
 
Mesmo que disfarçassem as suas
necessidades, as pessoas com deficiências
eram entendidas como incapazes. Elas eram
expurgadas da escola porque “não tinham
condição de desenvolver o aprendizado da
mesma forma que os demais”. Graus diferentes
de autismo, síndromes, traumas, nada disso era objeto da escola em sua função de ensinar os conteúdos — e
os que não acompanhavam eram excluídos, fosse em turmas ou mesmo em ambientes educacionais próprios.
 
O filme Forrest Gump ilustra bem esta situação, em que o sujeito, por ter QI abaixo do considerado mínimo,
deve ir a uma escola que o estigmatiza: de um lado, uma escola excludente e, de outro, uma escola especial
que o deixaria ainda mais marcado.
 
Centros de excelência de Educação Especial foram constituídos e instrumentalizaram de forma singular os
grupos para sua integração. Dessa forma, o aprendizado de Braille ou Libras, o domínio da utilização de piso
tátil, a conscientização dos direitos individuais são vitórias poderosas que devem ser historicizadas. Esse tipo
de olhar para Educação Especial ratifica a sua função e seu papel social no desenvolvimento de habilidades e
competências.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Refletimos sobre o processo da Educação Especial e seu surgimento no século XIX no Brasil
com uma composição assistencialista, mas também de serviços especializados. Podemos
dizer que a Educação Especial tem sua importância por:
A
Garantir que as pessoas com deficiências usufruam de seus direitos na sociedade com limitações dos
espaços públicos.
B
Proporcionar a integração dos sujeitos com deficiências em atividades sociais, culturais e educacionais
restritas de acordo com as limitações.
C
Ressignificar o processo de redemocratização sem modificar os serviços de atendimentos oferecidos para a
população com deficiência.
D
Trazer transformações e embates políticos voltados às necessidades, demandas, visibilidades e
desenvolvimento das pessoas com deficiências.
E
Continuar permitindo a invisibilidade dos sujeitos com deficiências na sociedade.
A alternativa D está correta.
A Educação Especial trouxe mudanças na vida de sujeitos com deficiências, proporcionando visibilidade e
crescimento como indivíduos e como cidadãos dotados de direitos na sociedade. Da mesma maneira,
trouxe melhores condições de vida e serviços especializados.
Questão 2
O processo histórico da Educação Especial é marcado por paradigmas educacionais que
trazem diferentes práticas e concepções. Dialogamos sobre o paradigma da segregação e da
integração e percebemos que ambos contribuem para o desenvolvimento dos sujeitos com
deficiências e para significativas mudanças na Educação. Quanto ao paradigma educacional
da Integração, podemos dizer que:
A
Propunha oferecer aos estudantes um ambiente escolar o menos restritivo possível.
B
Preparava os estudantes para ingressarem em classes regulares e, assim, não mais precisavam de
atendimentos especializados.
C
As práticas tradicionais da Educação Especial continuavam presentes e não eram questionadas.
D
Os estudantes com deficiências não eram segregados e excluídos, mesmo não apresentando condições de
acompanhar as turmas regulares.
E
A falta de diálogo entre os professores de sala de recursos e sala regular continuava presente, no entanto, a
responsabilidade pela aprendizagem dos estudantes ficava com o professor da sala regular.
A alternativa A está correta.
A Educação Especial é um processo histórico com diferentes paradigmas educacionais. Houve mudanças
significativas no período da Integração. No entanto, os estudantes com deficiências continuavam excluídos
do processo educacional, e a falta de diálogo entre os professores permanecia. Além disso, a
responsabilidade pela aprendizagem dos estudantes era do professor da sala de recursos.
2. A Educação Inclusiva como política educacional 
O que muda com a Educação Inclusiva
Educação Inclusiva – Um desafio mundial
Neste vídeo, apresentaremos os desafios enfrentados pela Educação Inclusiva no mundo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A Educação Inclusiva defende que os estudantes sejam inseridos nas classes regulares independentemente
de qualquer deficiência. A escola é responsável por todo atendimento diferenciado e precisa garantir o direito
de aprender considerando as especificidades de cada aluno, suas necessidades motoras, visuais, cognitivas e
linguísticas.
 
A política educacional inclusiva refere-se à responsabilidade dos governos e sistemas escolares com a
qualificação de todas as crianças e jovens, sobretudo no que tange aos valores, conceitos e experiências
voltadas para o processo de ensino e aprendizagem. Assim, os estudantes com necessidades educacionais
especiais têm a oportunidade de aprendizado nos mesmos espaços das pessoas que não apresentam
deficiência. Para isso, é necessária a adequação das propostas pedagógicas para potencializar habilidades e
competências, superando as dificuldades sociais, linguísticas e motoras dos sujeitos.
Delaração de salamanca
A Declaração de Salamanca (Espanha, 1994) é
um marco histórico para a Educação Inclusiva.
Essa resolução das Nações Unidas trata dos
princípios, políticas e práticas em Educação
Especial e apresenta os “Procedimentos-
padrão das Nações Unidas para a Equalização
de Oportunidades para Pessoas com
Deficiência”.
 
O documento aborda a educação para todos,
pautada nos direitos humanos, colocando o
sujeito como centro de todo o processo
educativo. Gerencia também questões políticas, a fim de discutir e propor políticas de Educação Especial com
o objetivo de garantir o acesso à escola às pessoas com deficiências.
 
Segundo essa linha de ação, as escolas devem acolher todas as crianças independentemente de suas
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou linguísticas. Devem acolher crianças com deficiência e
crianças bem-dotadas, crianças que vivem nas ruas e que trabalham, crianças de minorias linguísticas, étnicas
ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas desfavoráveis ou marginalizadas (UNESCO, 1994, p. 17-18).
A Educação Inclusiva é a política educacional
do Brasil. Ela surge após o paradigma da
integração, período em que, como vimos, o
processo de exclusão acontecia no interior da
própria escola, apesar de muitas conquistas,
reflexões e debates. Há muitos desafios a
serem enfrentados em nosso país,
especialmente em relação à questão estrutural,
econômica, social e de formação inicial e
continuada de professores. Para isso, o diálogo
e a busca por melhorias desse paradigma são
necessários.
 
Para as escolas, os desafios são grandes. É preciso uma reestruturação desde sua organização até o Projeto
Político Pedagógico (PPP) com mudanças avaliativas, metodologias e estratégias de ensino. É preciso uma
nova cultura escolar. Segundo Guthierrez e Walter (2020), faz-se necessário pensar a Educação Inclusiva para
além da matrícula do aluno com deficiência na turma comum. Mais que um espaço para socialização e
convivência, a escola é umlocal que favorece a aprendizagem e os conteúdos socialmente valorizados para
todos os estudantes do ano de escolaridade. Mas, para isso, é fundamental refletir sobre acessibilidade
curricular.
Acessibilidade curricular
Para que haja aprendizagem e para que a
educação seja inclusiva, é fundamental a
acessibilidade curricular. Ela garante
modificações nos objetivos, nas metodologias e
no conteúdo das disciplinas, mas também na
didática do professor, sobretudo em relação ao
tempo e às estratégias na organização das
avaliações. Sem acessibilidade não é possível
atender às diversidades e eliminar as práticas
excludentes na escola.
 
Proporcionar uma educação para todos em
termos de igualdade de direitos e oportunidades significa oferecer um ambiente educacional favorável às
diferentes formas de aprender. Para isso, é preciso um Atendimento Educacional Especializado (AEE) para
realizar a flexibilização da prática educacional para atender a todos, como, por exemplo, a atuação de
professores mediadores na escola junto a estudantes com necessidades especiais
Percurso da Educação Inclusiva após a década de 1990
Após a Declaração de Salamanca, em 1994, a Educação Inclusiva passou a se estruturar seguindo diferentes
aspectos e legislações.
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva
Trouxe a definição do público-alvo da Educação Especial: alunos com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades/superdotação. Além de especificações quanto à
realização do atendimento no contraturno à escolarização, na própria escola ou em centros de
Atendimento Educacional Especializado (AEE), de forma complementar ou suplementar (BRASIL,
2008a). É importante destacar que, até este momento, o atendimento era visto “como um tipo de
educação que, eventualmente, poderia substituir a educação no ensino regular” (KASSAR, 2011, p.65)
Decreto nº 6.571/2008
Após a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, houve mudanças para a
realização do Atendimento Educacional Especializado para a sala de recursos multifuncionais da
própria escola (onde o aluno é escolarizado) ou de outra, além de estabelecer a dupla contabilização
pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e de Valorização dos
Profissionais da Educação – para o aluno matriculado na classe regular e no atendimento educacional
especializado (BRASIL, 2008b; PLETSCH, 2010, 2014; KASSAR, 2011).
Decreto nº 7611/2011
A proposta da Política Nacional foi reafirmada, além do apoio técnico e financeiro às “instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na Educação
Especial, conveniadas com o Poder Executivo competente” (BRASIL, 2011, Artigo 14°).
Nota técnica nº 4
Emitida em 2014, a nota técnica nº 4 foi considerada como um princípio de independência do modelo
clínico, tendo em vista que seu texto ressalta a não obrigatoriedade de apresentação de laudo médico
para a realização do atendimento educacional especializado (ARAÚJO, OLIVEIRA & PLETSCH, 2014).
Isso é muito importante, pois sabemos que muitas instituições de ensino ficam aguardando o laudo
para iniciar as intervenções necessárias. Portanto, frisamos que não há obrigatoriedade do laudo
médico para o início das intervenções pedagógicas diferenciadas.
Assim, a Educação Inclusiva é compreendida por um processo progressivo da entrada e da permanência do
estudante com deficiência na escola comum. Mas também é necessário pensar, refletir e proporcionar uma
formação inicial e continuada aos professores .
Educação Inclusiva
Neste bate-papo, os professores Rodrigo Rainha e Carla Marçal discutem um pouco mais sobre Educação
Inclusiva como política educacional do Brasil.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Reflexão
A professora Maria Luiza mostra sua luta e indignações, mostrando que não é nada fácil trabalhar pela
inclusão. O que realmente significa incluir? Aqui estamos colocando um conjunto social relevante, grupos
com necessidades especiais — cadeirantes, cegos, surdos, síndrome de Down, entre outras – que foram
excluídos. Mas, conceitualmente, pensamos em um processo muito mais intenso do que esse. Uma
escola em que homens e mulheres não são excluídos ou discriminados por questões de gênero e que
não permita a reprodução das violências cotidianas. É uma escola comprometida em romper anos de
exclusão em violência contra grupos de ameríndios e descendentes de escravizados. Quando o mundo
passa a compreender o papel social da escola, sua função para sociabilidade, organização, liberdade, os
grupos mais diversos passam a ser incluídos e plurais. 
Achou difícil?
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Cefet, 2014) A perspectiva da educação inclusiva traz como premissa a prevalência de um
único sistema educativo para todos, ou seja, a inclusão de:
A
Todo e qualquer tipo de deficiência ou alta habilidade, na escola de Educação Especial.
B
Todas as crianças com deficiências mentais e físicas, na escola de Educação Especial.
C
Todas as crianças com deficiências ou necessidades educativas especiais, na escola regular.
D
Crianças surdas e cegas na escola de Educação Especial, a partir do ensino obrigatório de Braille e da Língua
de Sinais.
E
Crianças com necessidades educativas especiais, em turmas de Educação Especial da escola regular.
A alternativa C está correta.
Crianças com necessidades educativas especiais, em turmas de Educação Especial da escola regular.
Questão 2
(Seplag, MG, 2012) A escola inclusiva baseia-se na defesa de princípios e valores éticos, nos
ideais de cidadania, justiça e igualdade para todos. Para que se torne realidade, a escola
precisa responder às necessidades dos alunos. Nesse sentido, é fundamental:
A
Uma transformação e democratização da Educação que envolva o compromisso de pais, professores,
especialistas, agentes do poder público e de outros atores sociais.
B
Que a escola seja um espaço que receba todas as crianças indistintamente e possa se adaptar de tal forma
que não precise de aparelhamento específico, professores especializados e nem reformas do espaço físico.
C
Evitar discussões na sala de aula que possam evidenciar posicionamentos diferenciados, pois cada grupo
deve garantir sua identidade podendo se defender da perda de suas características, mantendo-as intactas.
D
Um currículo diferenciado para cada segmento da sociedade, adaptando os conteúdos escolares às
especificidades dos alunos, sejam elas de fundo social, econômico, cultural, étnico, religioso, político, físico ou
intelectual.
E
Oferecer atendimento educacional especializado apenas se a escola tiver condições estruturais.
A alternativa A está correta.
Na Educação Inclusiva, as escolas precisam ser reorganizadas para atender a todos os estudantes. Para
isso, é preciso modificar os objetivos, metodologias e estratégias de ensino.
3. Diferentes práticas e estratégias para a Educação Inclusiva
Práticas e estratégias para uma Educação Inclusiva
Feedback – Práticas e Reflexões
Neste vídeo, vamos ter acesso a alguns feedbacks de atividades já desenvolvidas pela educação especial e
inclusiva.
Conteúdo interativo
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Para vivenciarmos a Educação Inclusiva, precisamos de um ambiente educacional favorável a todos os
estudantes. Anteriormente, dialogamos sobre a importância da acessibilidade curricular, condição para
garantir uma Educação Inclusiva de fato.
 
A partir dessa premissa, é preciso identificar as diferentes e possíveis práticas inclusivas no cotidiano da
escola. Veja algumas delas.
Ensino Colaborativo (EC) e a mediação entre pares
Ações pedagógicas são necessárias para
atender a demanda por uma escola inclusiva
diante das questões apresentadas pelos
estudantes e pelos professores. Assim,
podemos considerar o Ensino Colaborativo (EC)
como uma ação pedagógicainclusiva
construída no dia a dia da escola
conjuntamente entre os professores de
atendimento educacional especializado e os de
sala de aula comum. Sabemos o quanto o
diálogo entre os professores é imprescindível
para a construção de práticas inclusivas e para
a produção de conhecimento e
desenvolvimento dos estudantes com deficiências.
Repetimos que o Ensino Colaborativo consiste em uma parceria entre os professores de Educação Regular e
os professores de Educação Especial, na qual um educador comum e um educador especial dividem a
responsabilidade de planejar, instruir e avaliar os procedimentos de ensino a um grupo heterogêneo de
estudantes (FERREIRA; MENDES; ALMEIDA; DEL PRETTE, 2007, p. 1).
 
Com essa ação pedagógica, é possível estar atento às demandas dos estudantes com deficiências e/ou
necessidades educacionais especiais e, assim, contribuir para a aprendizagem de todos e, principalmente,
garantir uma atenção diferenciada.
O EC vai para além do suporte e diálogo entre os professores, pois permite a presença de dois
professores em sala de aula para realizar a mediação dos estudantes, planejar e avaliar. Essa
estratégia, chamada de co-ensino ou bidocência (BEYER, 2005; FONTES, 2009), proporciona a
mediação entre pares, seja entre o estudante e o professor, seja entre os estudantes. Os
professores podem e devem mediar todo o processo de troca e aprendizado entre os sujeitos.
Essa ação pedagógica viabiliza a construção de conhecimentos dos estudantes, podendo garantir a
individualização do ensino sem a exclusão do estudante com deficiências em seu grupo/ano de escolaridade.
Plano de Ensino Individualizado (PEI)
Famílias e profissionais da Educação relatam que alguns estudantes com deficiências são aprovados nos anos
de escolaridade sem alcançar os objetivos básicos de acordo com os planos de curso. Muitas vezes, isso
acontece devido à falta de direcionamento pedagógico e, principalmente, à ausência de um Plano de Ensino
Individualizado (PEI) para os estudantes público-alvo da Educação Especial que precisam de diferenciação
pedagógica.
 
Portanto, construir um Plano de Ensino Individualizado é fundamental para que o processo de ensino e
aprendizagem aconteça de maneira favorável e inclusiva. Além disso, esse documento é construído a partir da
demanda de cada estudante, auxiliando no currículo oficial e especificando quando é preciso um apoio
profissional.
 
O PEI deve seguir algumas funções (GINÉ & RUIZ , 1995):
I
Estabelecer uma conexão lógica entre a avaliação psicopedagógica e a programação individual.
II
Preparar e coordenar as atuações educacionais regulares e especiais direcionadas ao estudante.
III
Proporcionar o máximo possível ao estudante e, quando convier, ambientes menos restritivos.
IV
Eliminar, na medida do admissível e quando convier, os recursos educacionais especiais e devolver ao
estudante circuitos, serviços e situações escolares os mais normais.
V
Descrever, especificar e justificar a resposta educacional dirigida ao estudante, de forma clara e
compreensível, a fim de que todas as pessoas envolvidas no crescimento pessoal desse estudante —
e o próprio estudante, sempre que possível — possam participar, efetivamente, na tomada de
decisões educacionais relacionadas à elaboração, desenvolvimento e avaliação do programa
individualizado.
Importante compreender que cada instituição de ensino deve elaborar seu PEI. Não há um padrão, um único
modelo. O mais importante é considerar as especificidades dos estudantes. Não é possível utilizar o mesmo
programa educacional no PEI para os estudantes, pois a elaboração deve ser individual.
Entende-se que o PEI é necessário para os estudantes que não estão aptos a terem as mesmas
aprendizagens esperadas dentro do currículo padrão. São estudantes que precisam de
acessibilidade curricular. Assim, é possível alcançar expectativas da aprendizagem e avançar no
desenvolvimento do estudante.
LARPI é uma das importantes práticas inclusivas, um laboratório que permite a diferenciação pedagógica para
os estudantes da Educação Especial e inclui a acessibilidade curricular. Foi implementado pela professora
Carla Marçal y Guthierrez, em 2018, em uma escola pública do Rio de Janeiro, para organizar os recursos
pedagógicos inclusivos criados a partir dos conteúdos escolares trabalhados em sala de aula.
 
Para a implementação de um LARPI, é necessário criar um acervo organizado e sistematizado dos produtos. A
observação semanal dos estudantes em sala de aula é fundamental para compreender as dificuldades em
relação aos conteúdos aplicados e desafios enfrentados no cotidiano escolar, considerando as dificuldades
motoras, cognitivas e sociais dos estudantes, para que sejam trabalhadas no atendimento educacional
especializado.
Os produtos abrangem o conteúdo visto em sala de aula para que o estudante com deficiência
envolva-se com os recursos pedagógicos, aprenda e se desenvolva em seu ano de escolaridade.
Achou difícil?
Mostra como é professora Maria Luiza!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Os produtos podem ser utilizados por todos os estudantes, com ou sem deficiências, e são em grande parte
produzidos com materiais acessíveis em sala de aula, como papel, cartolina, tesoura, cola, material para
escrita. Quando há necessidade, utilizam-se recursos exteriores como a impressão em gráfica e a
plastificação para melhor conservação do item. Esses produtos são então categorizados segundo o conteúdo
e o ano de escolaridade, através de um acervo digital criado com tabela enumerada (em geral, no Excel).
 
A produção e a categorização dos materiais contam com 38 (trinta e oito) produtos que abrangem jogos
lúdicos (como de tabelas de multiplicação), jogos de memória baseados em textos trabalhados em sala de
aula, cartões de CAA (comunicação alternativa e ampliada), entre outros. Eles podem ser usados para ilustrar
ações cotidianas realizadas dentro e fora do ambiente escolar, servindo de apoio e estímulo para
comunicação e interação entre os estudantes sem fala funcional, suas professoras e colegas. Veja alguns
produtos nas figuras a seguir.
Palavras
Palavras fatiadas com imagens.
Pranchas 
Pranchas móveis com cartões de CAA.
Tabuleiro 
Tabuleiro da multiplicação.
Frases
Construção de frases.
É preciso aprimorar a qualidade do ensino e trabalhar com princípios educacionais válidos para todos,
incluindo os estudantes com deficiência. Segundo Marçal-Guthierrez, Paula, Quintanilha e Ribeiro (2019, p.
139), para que haja respeito à diversidade na escola, é necessário que todos sejam reconhecidos como iguais
em dignidade e em direito, porém sem deixar de considerar as inúmeras formas de diferenciação que existem
entre os indivíduos e os grupos. Devemos fornecer o apoio e os recursos necessários para que não haja tanta
desigualdade nas oportunidades e no acesso aos recursos.
Atenção
Os desafios enfrentados na escola e no convívio social, gerados pelas diferenças entre os indivíduos,
devem ser minimizados ao máximo, para que não ocorra segregação e discriminação entre os
estudantes. As necessidades de aprendizagem e comunicação são pessoais: é preciso uma visão
individualizada quanto a essas questões. (VIEIRA; QUINTANILHA; GUTHIERREZ, 2020) 
Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) e as
estratégias comunicativas para estudantes sem fala
funcional
A Comunicação Alternativa e Ampliada envolve o uso de sistemas e recursos alternativos que oferecem aos
indivíduos sem fala funcional possibilidades para se comunicar. Tais mecanismos são elaborados através de
sinais ou símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários, que substituem ou suplementam a fala humana
com outras formas de comunicação (NUNES, 2003; GLENNEN, 1997).
Saiba mais
Tecnologia Assistiva é uma expressão que identifica os recursos e serviços que contribuem para ampliar
ou proporcionar habilidades funcionais às pessoas com deficiências. 
Segundo Nunes (2017), o emprego da Comunicação Alternativa e Ampliada em sala de aula ou emqualquer
outro ambiente nos leva a refletir sobre em que consiste a comunicação humana. A comunicação é um
processo contínuo entre os interlocutores.
 
Fazem parte da Comunicação Alternativa e Ampliada (VON TETZCHNER, 1997; GLENNEN, 1997):
 
Gestos manuais.
Expressões faciais e corporais.
Símbolos gráficos.
Voz digitalizada ou sintetizada para a comunicação dos indivíduos não oralizados.
 
Quando nos deparamos com um estudante sem fala ou sem fala funcional, como nos comunicamos com ele?
O uso da Comunicação Alternativa e Ampliada é um suporte imprescindível nestes casos e, portanto, devemos
utilizá-la como uma prática inclusiva em nossas salas de aula e fora dela.
 
A comunicação dos estudantes sem fala é um direito humano e deve ser vista com urgência.
Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente da sua raça,
sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Os direitos humanos incluem o
direito à vida e à liberdade, liberdade de opinião e expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre
outros. Todos têm direito a estes direitos, sem discriminação.
(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 1948)
Recursos de CAA de baixa tecnologia
Os recursos de baixa tecnologia são desenvolvidos com materiais de baixo custo, como por exemplo, as
pranchas de Comunicação Alternativa e Ampliada.
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• 
Pranchas de CAA.
Pranchas de CAA organizadas em pasta com plásticos.
Rotina com cartões de CAA.
Recursos de CAA de alta tecnologia
Os recursos de alta tecnologia são os programas de computadores, softwares e sistemas de comunicação,
assim como acionadores e comunicadores.
Comunicador.
Acionadores.
A seguir, temos um exemplo de atividade pedagógica com o uso da CAA.
Responda às perguntas e monte uma história.
 
Chapeuzinho vermelho é uma menina ou menino?
O que a chapeuzinho foi levar para a casa da vovó?
Quem queria pegar a chapeuzinho?
Chave de resposta
Chapeuzinho vermelho é uma MENINA.
Chapeuzinho foi levar um BOLINHO para a casa da vovó.
O LOBO queria pegar a chapeuzinho.
A história fica da seguinte forma:
Chapeuzinho Vermelho é uma MENINA, que leva um BOLINHO para casa da vovó e que está sendo
perseguida pelo LOBO.
Relatos de Experiência
Neste vídeo, a professora Carla Marçal fará alguns relatos de suas experiências na prática da educação
especial e inclusiva.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é um documento construído a partir da demanda de
cada estudante e auxilia no currículo oficial ao especificar em que medida é preciso um apoio
profissional. Devemos considerar como uma função do PEI:
A
Estabelecer uma conexão ilógica entre a avaliação psicopedagógica e a programação individual.
• 
• 
• 
B
Preparar e coordenar as atuações educacionais regulares e especiais direcionadas ao estudante.
C
Proporcionar ao estudante o mínimo possível e, quando convier, ambientes menos restritivos.
D
Eliminar, na medida do admissível e quando convier, os recursos educacionais especiais e devolver ao
estudante circuitos, serviços e situações escolares os mais difíceis possíveis.
E
Descrever, especificar e justificar a resposta educacional dirigida ao estudante de forma clara e rígida e incluir
todas as pessoas envolvidas no crescimento pessoal desse estudante.
A alternativa B está correta.
Para que o atendimento ao estudante com deficiência seja direcionado e proporcione avanços em sua
aprendizagem, a construção e o acompanhamento do PEI são necessários no cotidiano da escola.
Questão 2
A Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) está para além de uma subárea da Tecnologia
Assistiva e envolve o uso de sistemas e recursos alternativos que oferecem aos indivíduos
sem fala funcional possibilidades para se comunicar. Assim, ela contribui para:
A
Uma comunicação contínua entre os interlocutores.
B
Uma comunicação somente para a pessoa sem fala funcional.
C
Uma comunicação mecânica e sem interação.
D
Uma comunicação isolada e sem troca comunicativa.
E
Uma comunicação tecnológica em que as máquinas substituem o ato comunicativo.
A alternativa A está correta.
A Comunicação Alternativa contribui para práticas pedagógicas inclusivas e, principalmente, para a
comunicação interativa entre os sujeitos.
4. Conclusão
Considerações finais
Em nosso estudo, conhecemos a origem da Educação Especial desde o paradigma da segregação e
integração à Educação Inclusiva. Dialogamos sobre a inclusão e a política educacional brasileira, assim como
algumas práticas e estratégias inclusivas necessárias, sobretudo do ambiente escolar.
 
Assim, compreendemos que a inclusão é ação política, social, educacional e, sobretudo, humana. Todos têm
direito de aprender e se desenvolver como indivíduo em suas especificidades.
Podcast
Agora, o professor Rodrigo dos Santos Rainha encerra o tema fazendo um resumo dos pontos
trabalhados.
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Fala, mestre!
Mestres de diversas áreas do conhecimento compartilham as informações que tornaram suas trajetórias
únicas e brilhantes, sempre em conexão com o tema que você acabou de estudar! Aqui você encontra
entretenimento de qualidade conectado com a informação que te transforma.
Direitos das crianças, religiões de matriz africana e perseguição
religiosa
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do
Estado do Rio de Janeiro e primeira desembargadora
negra do TJRJ, relata o racismo existente em processos da
vara de infância e juventude envolvendo religiões de
matriz africana.
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Atuação dentro da vara de infância e juventude
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira desembargadora
negra do TJRJ, compartilha suas memórias do período em que atuou na vara de infância e juventude e o seu
compromisso com a sua função.
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Explore+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
 
O livro Salas abertas: formação de professores e práticas pedagógicas em comunicação alternativa e
ampliada nas salas de recursos multifuncionais, de Leila Regina de O. Paula Nunes e Carolina Rizzotto
Schirmer (Orgs.), sobre práticas pedagógicas e pesquisas voltadas para estudantes sem fala funcional.
Artigos sobre práticas pedagógicas voltadas para o Ensino Colaborativo em Atendimentos
Educacionais Especializados no e-book Práticas e Perspectivas de Ensino Colaborativo.
A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015,Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da
Pessoa com Deficiência).
Artigos sobre experiências em práticas inclusivas nos Anais do Congresso Brasileiro de Educação
Especial de 2016 e 2018.
Referências
ARAÚJO, Daniele Francisco de; OLIVEIRA, M. C. P. de; PLETSCH, M. D. Análise das políticas públicas para a
escolarização do público-alvo da educação especial. In: Anais do Congresso Brasileiro de Educação Especial
da UFSCar. Galoá, Campinas, 2014.
 
BEYER, Hugo Otto. Pioneirismo da escola (modelo) Flämming na proposta de integração (inclusão) escolar na
Alemanha: aspectos pedagógicos decorrentes. Revista Educação Especial. Universidade de Santa Maria/
Cascavel. nº 25, 2005, p. 9-24. Consultado na internet em: abril 2021. Santa Maria, 2021.
 
BRASIL. Política nacional da educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF, 2008.
Consultado na internet em: abril 2021. Brasília, 2021.
 
BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília:
Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 1994. Consultado na internet
em: abril 2021. Brasília, 2021.
 
FERREIRA, Bárbara Carvalho; MENDES, Enicéia Gonçalves; ALMEIDA, Maria Amélia; DEL PRETTE, Zilda
Aparecida Pereira. Parceria colaborativa: descrição de uma experiência entreo ensino regular e especial. In:
Revista do Centro de Educação/Cadernos, UFSM, nº 29, 2007.
 
FONTES, Rejane de Souza. Ensino Colaborativo: uma proposta de educação inclusiva. Araraquara: Junqueira &
Marin, 2009.
 
GINÉ, C.; RUIZ, R. As adequações curriculares e o Projeto de Educação do Centro Educacional. In: Palacios, J.;
Marchesi, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem
escolar. Tradução de Marcos A. G. Domingues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. v. 3. p. 295-321.
 
GLAT, Rosana e BLANCO, Leila de Macedo Varela. Educação Especial no contexto de uma Educação Inclusiva. 
In: Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007.
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• 
• 
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GLENNEN, S. L. Introduction to augmentative and alternative communication. In: GLENNEN, S. L.; DECOSTE, D.
C. (Orgs). Handbook of augmentative and alternative communication. San Diego: Singular, 1997.
 
GUTHIERREZ, Carla C.; MARÇAL & WALTER, Catia Crivelenti de Figueiredo. Autoscopia no processo formativo
de professores no uso da comunicação alternativa. In: NUNES, Leila Regina. Autoscopia: uma ação reflexiva
sobre a prática docente. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2020. p. 111-132.
 
KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães. Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva: desafios
da implantação de uma política nacional. Educar em Revista, nº 41, p. 61-79, 2011. Consultado na internet em:
abril 2021. Curitiba, 2021.
 
MANTOAN, Maria Teresa Eglèr. Ensino Inclusivo/Educação (de qualidade) para todos. Revista Integração. São
Paulo, nº 20, 1998.
 
NUNES, Leila Regina; SCHIRMER, Carolina Rizzoto. Salas abertas: formação de professores e práticas
pedagógicas em comunicação alternativa e ampliada nas salas de recurso multifuncionais. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2017. 344 p.
 
NUNES, Leila Regina. Comunicação alternativa: uma introdução. In: NUNES, L.R.O.P (Org). Favorecendo o
desenvolvimento da comunicação em crianças e jovens com necessidades educacionais especiais. Rio de
Janeiro: Dunya, 2003. p.3-13.
 
PAULA, M. C. B. L.; MARÇAL, C. C; QUINTANILHA, B. A.; RIBEIRO, Apanache. Diferenciação pedagógica,
atendimento educacional especializado e o Ensino Colaborativo na perspectiva inclusiva. In: MARÇAL-
GUTHIERREZ, C.C; PRATA, Juliana de Moraes e CRUZ, Mara Monteiro. Práticas e perspectivas de Ensino
Colaborativo. Rio de Janeiro: CAP/UERJ, 2019.
 
VIEIRA, Julia Maria; QUINTANILHA, Beatriz; GUTHIERREZ, Carla Marçal. Implementação de um Laboratório de
Recursos Pedagógicos Inclusivos – LARPI. Revista Multidisciplinar de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura do
Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ), v. 9, nº 22, set./dez. 2020. Consultado na
internet em: abril 2021. Rio de Janeiro, 2021.
 
VON TETZCHNER, S. Augmentative and alternative communication: assessment and intervention – a functional
approach. Theoretical aspects. Oslo: Universidade de Oslo, 1997.
 
	Educação especial e inclusiva
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. A Educação Especial e seu processo de segregação e integração
	Educação Especial: origem e importância
	A Educação Especial
	Conteúdo interativo
	Séculos V a XV
	Séculos XIV a XVI
	Séculos XVII e XVIII
	Século XIX
	Brasil
	1854 a 1956
	1957 a 1993
	1993
	Segregação
	Saiba mais
	Integração
	Atenção
	Achou difícil?
	Conteúdo interativo
	Educação Especial e Inclusiva
	Conteúdo interativo
	Reflexão
	Verificando o aprendizado
	Refletimos sobre o processo da Educação Especial e seu surgimento no século XIX no Brasil com uma composição assistencialista, mas também de serviços especializados. Podemos dizer que a Educação Especial tem sua importância por:
	O processo histórico da Educação Especial é marcado por paradigmas educacionais que trazem diferentes práticas e concepções. Dialogamos sobre o paradigma da segregação e da integração e percebemos que ambos contribuem para o desenvolvimento dos sujeitos com deficiências e para significativas mudanças na Educação. Quanto ao paradigma educacional da Integração, podemos dizer que:
	2. A Educação Inclusiva como política educacional
	O que muda com a Educação Inclusiva
	Educação Inclusiva – Um desafio mundial
	Conteúdo interativo
	Delaração de salamanca
	Acessibilidade curricular
	Percurso da Educação Inclusiva após a década de 1990
	Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva
	Decreto nº 6.571/2008
	Decreto nº 7611/2011
	Nota técnica nº 4
	Educação Inclusiva
	Conteúdo interativo
	Reflexão
	Achou difícil?
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	(Cefet, 2014) A perspectiva da educação inclusiva traz como premissa a prevalência de um único sistema educativo para todos, ou seja, a inclusão de:
	(Seplag, MG, 2012) A escola inclusiva baseia-se na defesa de princípios e valores éticos, nos ideais de cidadania, justiça e igualdade para todos. Para que se torne realidade, a escola precisa responder às necessidades dos alunos. Nesse sentido, é fundamental:
	3. Diferentes práticas e estratégias para a Educação Inclusiva
	Práticas e estratégias para uma Educação Inclusiva
	Feedback – Práticas e Reflexões
	Conteúdo interativo
	Ensino Colaborativo (EC) e a mediação entre pares
	Plano de Ensino Individualizado (PEI)
	I
	II
	III
	IV
	V
	Achou difícil?
	Conteúdo interativo
	Palavras
	Pranchas
	Tabuleiro
	Frases
	Atenção
	Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) e as estratégias comunicativas para estudantes sem fala funcional
	Saiba mais
	Recursos de CAA de baixa tecnologia
	Recursos de CAA de alta tecnologia
	Relatos de Experiência
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é um documento construído a partir da demanda de cada estudante e auxilia no currículo oficial ao especificar em que medida é preciso um apoio profissional. Devemos considerar como uma função do PEI:
	A Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) está para além de uma subárea da Tecnologia Assistiva e envolve o uso de sistemas e recursos alternativos que oferecem aos indivíduos sem fala funcional possibilidades para se comunicar. Assim, ela contribui para:
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Fala, mestre!
	Direitos das crianças, religiões de matriz africana e perseguição religiosa
	Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira desembargadora negra do TJRJ, relata o racismo existente em processos da vara de infância e juventude envolvendo religiões de matriz africana.
	Conteúdo interativo
	Atuação dentro da vara de infância e juventude
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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