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RESUMO IMUNOLOGIA CLÍNICA Sistema ABO é um sistema de classificação sanguínea que divide o sangue humano em quatro grupos: A, B, AB e O, com base na presença de antígenos (A e B) nas hemácias e anticorpos no plasma. Localização dos antígenos ABO: ● Presente nas hemácia ● Presente na maioria das células epiteliais e endoteliais, linfócitos e plaquetas ● Apresentam-se de forma solúvel em secreções: saliva, lágrima, leite, urina e líquido amniótico. Por esse motivo, o sistema ABO é considerado um sistema de histocompatibilidade. Genética dos antígenos ABO: ● Definidos por uma proteína codificada por um gene único. ● Existem três alelos: A, B e O. ● Relação de dominância: alelos A e B dominam sobre o alelo O. ● Relação de codominância: entre os alelos A e B. ● Possibilidade de quatro tipos sanguíneos: A, B, AB ou O Aglutinógeno: Substância antigênica que estimula a formação de uma aglutinina específica. Aglutinina: Substância que pode provocar a aglutinação de células quando identificadas como antígeno. Desenvolvimento dos anticorpos naturais ABO: ● Ausentes ao nascimento ● Iniciam-se entre 3 e 6 meses de vida ● Atingem títulos máximos entre 5 e 10 anos ● Permanecem elevados até a fase adulta Relevância Clínica: ● Importância transfusional significativa ● Podem causar reações transfusionais graves ● Relacionados a DHRN ( doença hemolítica do recém-nascido) de forma moderada, provocando icterícia leve. resumo sistema ABO: tipos: A, B, AB e O Qual a diferença entre esses tipos? São proteínas que se encontram na parte externa da membrana de nossos glóbulos vermelhos (as hemácias) → Essas proteínas são chamadas de Aglutinogênios ou Antígenos = existem dois tipos, o A e o B. ● Sangue A → possui antígeno do Tipo A ● Sangue B → possui antígeno do Tipo B ● Sangue AB → possui antígeno do Tipo AB ● Sangue O → não possui antígeno Por que podemos doar sangue só para pessoas com certos tipos de sangue? POR CAUSA DE NOSSOS ANTICORPOS ● sangues A e AB tem antígenos A e B AB → receptor universal O → doador universal Classificação do Sistema ABO - PROVA DIRETA ● pesquisar antígenos fixados nas hemácias do indivíduo. ● Método: Utilização de soros com anticorpos específicos: Anti-A, Anti-B, Anti-A,B ● Mecanismo: Os anticorpos reconhecem e ligam-se aos antígenos eritrocitários. ● Resultado: Permite a definição dos grupos sanguíneos: A, B, AB, O. Classificação do Sistema ABO - PROVA REVERSA ● Objetivo: pesquisar os anticorpos presentes no soro (ou plasma) do indivíduo. ● Material utilizado: Hemácias de tipo sanguíneo A e B conhecido. ● Importância: ● Serve como contraprova essencial para a conclusão da tipagem sanguínea. ● Deve ser sempre realizada ● Exceção: Não deve ser realizada em bebês com idade inferior a 4 meses, pois: ● Os anticorpos do sistema ABO estão ausentes ao nascimento. ● Só são detectados após os primeiros meses de vida. Fator Rh - tem mais de 50 antígenos não tem a proteína - Rh negativo tem a proteína - Rh positivo ● presente apenas nas hemácias TESTES SOROLÓGICOS Método Qualitativo: indica a presença ou ausência de uma resposta, ou seja, apenas classifica aquela análise como positiva ou negativa, reagente ou não reagente. EX: beta HCG Reagente. Método Quantitativo: quando desejamos que um resultado seja medido, ou seja, tenha um valor quantificado. A quantidade de antígenos, ou anticorpos, pode ser expressa: ● Cruzes (positivo +,++,+++,++++) ● Titulações (1:2, 1:4, 1:8, 1:16, etc) ● Densidade ópticas de reações colorimétricas ● Unidades de medidas (UI/mL, % e mg/mL) ex: beta HCG Quantitativo MORBIDADE= N° de casos de doença / população em risco MORTALIDADE = N° de óbitos / população em risco LETALIDADE= N° de óbitos pela doença / N° de casos da doença INCIDÊNCIA = N° de casos novos PREVALÊNCIA = Casos antigos + novos Métodos Laboratoriais com reagentes não marcados Ensaios imunológicos: Sem marcadores- ● reações de precipitação ● imunoeletroforese ● reações de aglutinação ● reação de neutralização ● teste de Combs Com marcadores- ● reações de imunofluorescência ● reações em cadeia de polimerase (PCR) ● reações de citometria de fluxo ● reações de Western blotting ● Radioimunoensaio ● ELISA MÉTODO DE ELISA Objetivo: detectar e quantificar antígenos e anticorpos específicos. Princípio do método: ● Interação antígeno-anticorpo pode ser revelada por um sistema enzima-substrato ● Na presença de um cromógeno (doador de elétrons) formam-se produtos coloridos. ● Inovação: proteínas podem ser imobilizadas em superfícies sólidas, como o poliestireno. O método de ELISA é capaz de detectar antígenos ou anticorpos. O método utiliza microplacas de 96 poços e sequência de procedimentos. Etapas: sensibilização da placa, bloqueio de espaços vazios, lavagens, uso de antígenos ou anticorpos conjugados com enzimas, e leitura. - detecta pequenas quantidades de antígenos e anticorpos. - leitura qualitativa ou quantitativa por espectrofotômetro - alta sensibilidade, sem elementos radioativos - classificação em direto, indireto ou competitivo ELISA DIRETO: ● pesquisa de antígenos ● empregado em testes imuno-histoquímicos para detectar proteínas, enzimas, receptores, alterações celulares em amostras de tecidos obtidas por biópsia. ● Procedimento: fixação da amostra a uma superfície, adição de anticorpo conjugado com enzima correspondente ao antígeno investigado. ● Presença do antígeno resulta em reconhecimento com o anticorpo conjugado, e a adição de substrato da enzima gera coloração. ELISA INDIRETO ● Utilizado para pesquisar a concentração de anticorpo em amostras de soro ou plasma ● Antígenos são imobilizados na fase sólida (placa de ELISA) ● Interferência antígeno-anticorpo evidenciada pelo uso de um segundo anticorpo (anticorpo secundário) conjugado com enzima. ● O anticorpo secundário reconhece o anticorpo ligado ao antígeno. ● A reação é visualizada após adição do substrato da enzima. ● Empregado no diagnóstico de doenças infectocontagiosas como Aids e doença de Chagas ELISA SANDUÍCHE ● Adaptação da técnica ELISA para pesquisa de antígenos em amostra biológica é chamada de ELISA sanduíche → a placa é sensibilizada com anticorpo de captura que reconhece o antígeno na amostra biológica. ● A reação é revelada com um anticorpo conjugado que reconhece o antígeno ligado ao anticorpo de captura. ● Método empregado no teste de gravidez para detecção do hormônio gonadotrofina coriônica no soro. ELISA COMPETITIVO ● Pesquisa antígenos competindo com antígenos conjugados com enzima em uma placa sensibilizada com anticorpo de captura. ● Amostra e antígenos conjugados adicionados simultaneamente competem por ligação ao anticorpo → Após adição do substrato, a interação gera cor (Maior cor indica menor concentração de antígenos na amostra; menor cor indica maior concentração). ● Pode ser direto (pesquisa antígenos) ou indireto (pesquisa anticorpos). ● Competição ocorre simultaneamente ou sequencial, dependendo da adição da substância marcada e investigada. GONORREIA ● resistente a antibióticos. ● Características: Diplococo Gram-negativo, não flagelado. ● Colonização: principalmente mucosa genital doença inflamatória pélvica), ocular, anal e nasofaringe. ● Transmissão materna: Pode causar cegueira neonatal. DIAGNÓSTICO ● Exame bacterioscópico das secreções uretral, cervical, orofaríngea, retal ou conjuntival. ● Coloração: Método de gram ● Cultivo para o isolamento do agente etiológico. ● testes moleculares: Urina de primeiro jato. ● ELISA: reação enzimática de cromógenos (IgG e IgM) ● Imunofluorescência: Compostos químicos fluorescentes ● Limitações: Menos sensíveis e específicos que cultura e testes moleculares MENINGITE BACTERIANA ● Inflamações sérias nas meninges do sistema nervosocentral, causadas por infecções ou trauma → Rápida evolução para óbito, contagiosas e agressivas O diagnóstico laboratorial deve ser rápido e preciso e as amostras coletadas são o líquor, sangue ou raspado de petéquias. Diagnóstico Exames no líquor: ● Conjunto: hematológicos ● Bioquímicos ● Bacteriológicos ● Cultura bacteriana do material ● Gram e celularidade Teste do látex: Detecta antígenos de sorogrupos bacterianos. SÍFILIS ● Transmitida sexualmente ou verticalmente (gravidez) por Treponema pallidum. ● Manifestações: Resultam de resposta inflamatória local, mecanismos não totalmente claros. ● Imunidade: Células reconhecem antígenos treponêmicos, estimulando linfócitos B e T (IFN-y) FICAM LATENTES POR ANOS ESTÁGIO PRIMÁRIO: ● Úlcera indolor de resolução espontânea no local da inoculação ● Como as lesões não são dolorosas, elas podem não ser percebidas, principalmente em locais ocultos de exposição como o colo do útero e o reto, dificultando o diagnóstico da doença. ESTÁGIO SECUNDÁRIO ● Disseminação sistêmica - exantema maculopapular ● Resolução espontânea sem a administração de tratamento ● Nessa fase, as erupções cutâneas e outros sintomas podem ser feitos ou confundidos com outras doenças. FASE LATENTE ● Precoce: Duração menor que dois anos ● Tardia: Duração maior que dois anos ● Sem manifestação clínica ● Quando há sintomas: SNC (Neurossífilis), osso, pele, sistema cardiovascular. DIAGNÓSTICO ● Baseado em histórico clínico e testes laboratoriais complementares. ● Pacientes sintomáticos: Úlceras primárias, lesões secundárias ou congênitas - detecção direta (microscopia, anticorpos fluorescentes, imuno-histoquímica). ● Pacientes assintomáticos: Testes sorológicos utilizados para triagem. ● Limitações: Dificuldade de cultivo do treponema em laboratório; teste sorológico não distingue subespécies venéreas de não venéreas. TESTE NÃO TREPONÊMICOS ● VDRL, RPR, TRUST → Detectam IgM e IgG em resposta a antígenos bacterianos, úteis para detectar sífilis ativa. Reação de precipitação → detectam anticorpo em uma suspensão de lecitina, colesterol e cardiolipina - composto encontrado na membrana celular de bactérias TESTES TREPONÊMICOS ● IgM e IgG → ELISA, Hemoaglutinação, Imunofluorescência, quimioluminescência ● Altamente específicos, mas não diferenciam infeção ativa de passada. ● Confirmatórios após teste não treponêmico positivo LISTERIOSE ● Causada por Listeria monocytogenes, bactéria transmitida por alimentos contaminados. ● Disseminação sistêmica a partir do trato gastrointestinal (gastroenterite, cólica e sintomas gripais) ● Manifestações gastrointestinais ou sintomas graves em casos sistêmicos: febre, dor de cabeça, meningite, abscesso no fígado, encefalite e pneumonia em hospedeiro imunocomprometidos. ● Defesa inicial envolve células epiteliais, muco e fagócitos. DIAGNÓSTICO ● Isolamento e a cultura do microrganismo - método trabalhoso e demorado ● Métodos moleculares (PCR) e imunológicos (ELISA) ● Testes rápidos imunocromatográficos são uma opção eficientes ● Identificação rápida em alimentos e utensílios crucial para prevenção. BRUCELOSE ● Brucella causa a brucelose, uma zoonose global prevalente. ● Patógenos intracelulares afetam humanos e animais, com tropismo para tecidos linforeticulares e reprodutivos. ● Transmissão por produtos lácteos contaminados ou inalação de aerossóis. ● Sintomas na brucelose incluem febre ondulante, sintomas gripais e complicações crônicas. ● Bactéria evita resposta imunológica ao infectar células fagocíticas e não fagocíticas. DIAGNÓSTICO ● Isolamento em cultura bacteriana ● Testes de biologia molecular - PCR ● Testes sorológicos: IgG e IgM ● Testes de aglutinação: rápidos e econômicos LECTOSPIROSE ● Risco aumenta após enchentes ● Penetração tecidual e disseminação hematogênica são passos iniciais ● Humanos são hospedeiros acidentais, eliminando a bactéria na urina por curtos períodos. O contato com a leptospira, durante a infecção, ativa o sistema imunológico inato gerando uma resposta inflamatória. DIAGNÓSTICO ● Detecção direta, isolamento, detecção molecular ou detecção de anticorpos. ● ELISA-IgM e teste de aglutinação (MAT) são comuns no diagnóstico. ● ELISA-IgM é gênero-específico, detecta anticorpos após 5-7 dias; MAT fornece sorogrupo infectante, mas é uma técnica perigosa com bactérias vivas. ● Testes rápidos disponíveis para pesquisa de anticorpos IgM. DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO DE VÍRUS Diferentes imunoensaios são utilizados na pesquisa de infecções virais: ELISA, teste rápido, imunofluorescência indireta, western blot, imunoblot, aglutinação em látex... Vírus da Imunodeficiência humana (HIV) ● Infecta receptores das células CD4, afetando as CD4+, macrófagos e células dendríticas → Comprometendo o sistema imune ● HIV é encontrado nos fluidos corporais (sangue, sêmen, lubrificação vaginal, leite materno) → Pode estar livre ou em células infectadas. MARCADORES SOROLÓGICOS ● Após a entrada do vírus, há um período de 7-10 dias sem detecção de marcadores virais; ● O antígeno p24 é um dos principais presente no capsídeo viral - detectável após 24 dias; ● Janela imunológica para detectar os anticorpos é em média de 30 dias → Antes disso pode ser falso negativo; ● Primeiro há a produção do IgM e depois é substituído pelo IgG anti-HIV ● O indivíduo pode ter a presença de IgM anti-HIV não apenas na fase aguda. TESTES SOROLÓGICOS ● Testes de triagem possuem alta sensibilidade, evitando falsos negativos ● Testes confirmatórios possuem alta especificidade, evitando os falsos positivos, e confirmando o resultado positivo. TESTES SOROLÓGICOS: 1 E 2ª ● ELISA indireto para detectar a concentração de anticorpos presentes na amostra de soro ou plasma do paciente. ● 1ª geração: Antígenos partículas virais obtidas de cultivos em laboratório, riscos de contaminação, não são mais utilizados. ● Os de 2ª geração: Antígenos recombinantes ou peptídeos sintéticos derivados de proteínas do HIV. TESTES SOROLÓGICOS: 3ª geração ● ELISA sanduíche ● Utiliza os antígenos recombinantes ou peptídeos sintéticos de HIV, que são reconhecidos por anticorpo IgM e IgG anti-HIV ● Depois que os anticorpos interagem com os antígenos da placa, adiciona-se os antígenos conjugados com uma enzima de detcção. TESTES SOROLÓGICOS: 4ª geração ● Detectam os antígenos p24 e anticorpo anti-HIV IgM e IgG ● A fase sólida apresenta antígenos do HIV e anticorpos anti-p24 ● Adiciona a amostra do paciente e depois os anticorpos anti p24 a antígenos conjugados a enzimas → Substrato revela cor, indicando a presença dos anticorpos ou do p24 ● A intensidade da cor será quantificada pelo espectrofotômetro. TESTES SOROLÓGICOS RÁPIDOS ● Fácil execução e suas etapas são realizadas em um tempo inferior a 30 minutos. Os formatos desse tipo de teste mais utilizados são: ● Dispositivos de imunocromatografia; ● Imunocromatografia de duplas migração; ● Dispositivos de imunoconcentração; ● Fase sólida. As amostras utilizadas nesses ensaios incluem fluido oral, soro, plasma ou sangue total. TESTES SOROLÓGICOS HIV Os resultados positivos detectados com o auxílio dos testes de triagem precisam ser confirmados por testes complementares como o western blot, imunoblot e imunofluorescência indireta. Western blot Neste ensaio, são utilizadas tiras de membrana com proteínas nativas do HIV que são separadas por eletroforese. Imunoblot Já no ensaio de imunoblot, utilizam-se tiras de membranas com proteínas recombinantes ou peptídeos sintéticos impregnados. TESTES SOROLÓGICOS HIV ● Tiras incubadas com amostras de soro ou plasma do indivíduo. ● Os anticorpos anti-HIV presentes na amostra se ligam especificamente às proteínas das tiras de western blot ou imunoblot, detectados por anticorpos secundários, conjugados com uma enzima, seguido por um substrato quegera um produto colorido. DIAGNÓSTICO IMUNE DAS HEPATITES ● As hepatites B e C são causadas por vírus hepatotróficos → invadem o tecido hepático. ● Essas infecções, quando não diagnosticadas e tratadas, podem progredir para a forma crônica, aumentando as chances de desenvolvimento de insuficiência hepática, cirrose e hepatocarcinoma. ● Essas complicações são as principais causas de morte nos pacientes infectados com os vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV). AUTOIMUNIDADE → Sistema imune reconhece nossas próprias células como se fossem invasoras e monta uma resposta duradoura contra elementos celulares = podem levar a complicações perigosas e ao risco de óbito Tolerância Imunológica É a forma como os linfócitos reconhecem estruturas celulares ou teciduais (ou até mesmo de outros organismos) sem reagirem contra eles. ● Autotolerância: capacidade de nossas imunidade em reconhecer e não montar uma resposta imunológica forte contra antígenos próprios. ● Os linfócitos que reagem contra os antígenos próprios (autoantígenos) são eliminados por diferentes vias e em diferentes estágios da sua maturação. CAUSA DA AUTOIMUNIDADE ● Causada por diferentes mecanismos imunes: produção e circulação de anticorpos que reagem a autoantígenos (ou autoanticorpos) e imunocomplexos, ou pela maturação e ativação de linfócitos T autorreativos; ● Podem ser em órgãos específicos ou sistêmicos; ● São crônicas e progressivas: o autoantígeno sempre é encontrado no corpo e a constante ativação da resposta autoimune amplifica o sinal de dano tecidual. Também pode ser ainda mais amplificado por outros autoantígenos derivados. FATORES QUE INFLUENCIAM: ● Causas genéticas: pessoas da mesma família têm risco aumentado de desenvolver certa síndrome comparadas com a população em geral. ● Causas ambientais: inflamações frequentes, infecções e danos teciduais aumentam o risco de desenvolvimento de doenças autoimunes. HIPERSENSIBILIDADE Respostas imunes exagerada contra antígenos, com perda do controle imunológico = Normalmente associa a antígenos exógenos, mas também está relacionado às autoimunes Tipos de Hipersensibilidade TIPO 1: ● Conhecida como alergia e atopia ● Desenvolvimento de resposta celular do tipo Helper 2 (Th2), com produção de imunoglobulina do tipo E (IgE) em resposta ao alérgeno. ● Participação intensa de mastócitos, basófilos e eosinófilos. ● Causa vasodilatação, inchaços (edema), broncoconstrição (fechamento das vias aéreas), aumento da motilidade gastrointestinal e prurido, gerando pápulas e eritemas. ● Hipersensibilidade imediata e tardia TIPO 2 ● Anticorpo IgM e IgG, que reconhecem antígenos (próprios ou exógenos) na superfície celular ou na matriz tecidual → cascata de ataque citotóxico contra essas células. ● O ataque é mediado pela imunidade inata, fagócitos e células NK, em um mecanismo conhecido como citotoxicidade mediada por anticorpos (ADCC-antibody-dependent celular citotoxicity) e cascata de ataque à membrana pela via clássica do sistema complemento. TIPO 3 ● Anticorpo IgM e IgG contra antígenos solúveis (exógenos e endógenos) e formação dos imunocomplexos. ● Tendem a se acumular e depositar em pequenos vasos, gerando uma resposta mediada por anticorpos no sítio tecidual (normalmente vascular) onde se depositarem. ● A porção Fc pe reconhecida por fagócitos, proteínas do sistema complemento e células NK, gerando a injúria tecidual. TIPO 4 ● Tardia: demora de horas a dias para aparecer ● A lesão tecidual é mediada por linfócitos T, secreção de citocinas pró-inflamatórias (linfócitos T CD4+ – resposta Th1 e Th17) e recrutamento e ativação de leucócitos → levam à inflamação tecidual. ● Linfócitos T CD8+ → citotoxicidade celular em alguns casos. ● Os antígenos podem ser microbianos ou teciduais → intensos infiltrados mononucleares podem ser observados ao redor do antígeno na avaliação histopatológica (grabuloma).