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Hermeneutica juridica aula 02 (1)

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Sujeito e Objeto da 
Interpretação: 
principais problemas
Prof. Me. Thyara Novais
As várias tentativas de estabelecer regras ou 
cânones (modelo, padrão, paradigma) para o 
processo interpretativo a partir do predomínio da 
objetividade ou da subjetividade associam o 
método como um procedimento para alcançar a 
“vontade da norma”, o “espírito do legislador” ou 
até mesmo a interpretação correta do texto.
Prof. Me. Thyara Novais
- Nessa perspectiva, visualiza-se a interpretação como 
um procedimento de retirada daquilo que a norma 
contém. Nessa visão, a interpretação se subdivide em 
três momentos: 
primeiro compreendo, 
depois interpreta, 
depois aplico.
Prof. Me. Thyara Novais
O que se ignora, no entanto, é que é impossível o 
intérprete retirar do texto um significado que o texto 
possui em si mesmo, isso porque o processo de 
interpretação é produtivo (conforme dito na aula 
passada), e atribui sentido.
Prof. Me. Thyara Novais
Hans-Georg Gadamer foi um filósofo alemão 
considerado como um dos maiores expoentes da 
hermenêutica. 
Prof. Me. Thyara Novais
Para Gadamer, estamos irremediavelmente imersos em 
uma tradição de modo que inexiste o grau zero de sentido 
pressuposto pelos procedimentos que pretendem 
estruturar a compreensão (como é o caso da ponderação 
alexyana). 
Com Gadamer, portanto, a hermenêutica perde o caráter 
metodológico (presente em esquemas dedutivos e 
subsuntivos) e passa a ser uma hermenêutica filosófica 
baseada na antecipação de sentido (elaboração de 
projetos prévios de sentido) e no círculo hermenêutico.
Prof. Me. Thyara Novais
- Isso não quer dizer, de forma alguma, que a afirmação 
de que o intérprete atribui sentido ao texto significa a 
possibilidade de este estar autorizado a atribuir sentidos 
de forma arbitrária, como se texto e norma estivessem 
separados e tivessem existência autônoma.
- Para Gadamer: “se queres dizer algo sobre o texto, 
deixe que o texto te diga algo”.
Compreender não é produto de um procedimento 
(método), compreender é um modo de ser.
Prof. Me. Thyara Novais
Texto e 
norma
Prof. Me. Thyara Novais
Leia com atenção:
“Texto não é igual a norma e que a 
norma é o produto da interpretação do 
texto.”
Prof. Me. Thyara Novais
Nem de longe quer dizer que o texto não vale nada ou 
que norma e texto sejam “coisas à disposição do 
intérprete”, ou, ainda, que depende do intérprete a 
“fixação da norma”.
É um equívoco pregar que o texto jurídico é apenas “a 
ponta do iceberg”, e que a tarefa do intérprete é a de 
revelar o que está “submerso”, porque pensar assim é 
dar azo(ocasião) à discricionariedade e ao 
decisionismo, características do positivismo;
Prof. Me. Thyara Novais
Na era das Constituições compromissórias e sociais, em 
pleno pós-positivismo, uma hermenêutica jurídica capaz de 
intermediar a tensão inexorável entre o texto e o sentido do 
texto não pode continuar a ser entendida como uma teoria 
ornamental do direito, que sirva tão-somente para colocar 
“capas de sentido” aos textos jurídicos. 
No interior da virtuosidade do círculo hermenêutico, o 
compreender não ocorre por dedução. 
Se um texto legal conseguisse abarcar todas as hipóteses 
de aplicação, seria uma lei perfeita. 
Prof. Me. Thyara Novais
Voluntas legis
 X 
Voluntas legislatoris
Prof. Me. Thyara Novais
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E 
COLETIVOS
 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e 
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes:
Na prática isto ocorre?
- O intérprete deve buscar a vontade do legislador ou o 
pensamento da lei?
- Na Antiguidade, predominava o pensamento teológico, e 
a lei era vontade dos deuses. As leis eram consideradas 
imutáveis, porque sendo obra divina somente poderiam 
ser reformuladas por quem as fizera. 
Teoria subjetiva: culto(veneração) permanente à vontade 
do legislador. 
Teoria objetiva: o intérprete deve pesquisa a vontade da 
lei. Chama atenção para o pensamento social na 
formação do Direito, bem como o seu caráter evolutivo.
Prof. Me. Thyara Novais
Artigo 5º, Inciso X da Constituição Federal Brasileira 
que trata do direito à privacidade e à honra: 
Art. 5º, X: são invioláveis a intimidade, a vida privada, 
a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito 
a indenização por dano material ou moral decorrente 
de sua violação.
Prof. Me. Thyara Novais
Prof. Me. Thyara Novais
169 do CP
 Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu 
poder por erro, caso fortuito ou força da natureza: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Prof. Me. Thyara Novais
Lei 5.172/66 do CTN
Art. 111. Interpreta-se literalmente a 
legislação tributária que disponha sobre:
I - suspensão ou exclusão do crédito 
tributário;
II - outorga de isenção;
III - dispensa do cumprimento de 
obrigações tributárias acessórias.
Prof. Me. Thyara Novais
- Afinal, o que é interpretar um 
texto na sua literalidade? 
Prof. Me. Thyara Novais
Literalmente é o que é literal, 
sem nenhuma alteração; é uma 
tradução que não contém 
nenhuma forma de interpretação.
 Uma ordem transmitida de forma 
literal não insere nenhuma outra 
informação ou determinação.
Prof. Me. Thyara Novais
- A polêmica "intenção do legislador" versus "vontade 
da lei" também suscita debates no âmbito da 
operacionalidade do Direito. 
- Assim, embora as duas correntes não possam ser 
distinguidas com grande nitidez, didaticamente podem ser 
separadas, conforme o reconhecimento da vontade do 
legislador (doutrina subjetivista) ou da vontade da lei 
(doutrina objetivista) como sede do sentido das normas.
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Doutrina subjetivista
Insiste em que, sendo a ciência jurídica um saber 
dogmático (a noção de dogma enquanto um princípio 
arbitrário, derivado de vontade do emissor de norma lhe 
é fundamental) é, basicamente, uma compreensão do 
pensamento do legislador; portanto, interpretação ex 
tunc (desde então), ressaltando-se, em consonância, o 
papel preponderante do aspecto genético e das técnicas 
que lhe são apropriadas (método histórico). 
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Doutrina objetivista
Aqui, a norma goza de um sentido próprio, determinado 
por fatores objetivos (o dogma é um arbitrário social), 
independente até certo ponto do sentido que lhe tenha 
querido dar o legislador, donde a concepção da 
interpretação como uma compreensão ex nunc (desde 
agora), ressaltando-se o papel preponderante dos 
aspectos estruturais em que a norma ocorre e as 
técnicas apropriadas à sua captação (sociológico).
Para identificá-los, basta que se encontrem alusões "ao 
espírito do legislador", "à vontade do legislador", "ao 
processo de formação da lei", "o espírito da lei", para que 
se esteja diante de um adepto da corrente subjetivista; 
por outro lado, a invocação da "vontade da norma", da 
"intenção da lei", é indício da presença de um 
"objetivista".
Prof. Me. Thyara Novais
- Nesse sentido, com Ferraz Jr., destaca que levado a um 
extremo, podemos dizer que o subjetivismo favorece um 
certo autoritarismo personalista, ao privilegiar a figura do 
"legislador", pondo sua "vontade" em relevo. Por exemplo, 
a exigência, na época do nazismo, de que as normas 
fossem interpretadas, em ultima ratio, de acordo com a 
vontade do Füluer.
https://www.youtube.com/watch?v=wagsCDsXpWI
Prof. Me. Thyara Novais
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http://www.youtube.com/watch?v=wagsCDsXpWI
- Por outro lado, continua Ferraz Jr., o objetivismo, levado 
também ao extremo, favorece um certo anarquismo, pois 
estabelece o predomínio de uma equidade duvidosa dos 
intérpretes sobre a própria norma ou, pelo menos, desloca 
a responsabilidade do legislador para os intérpretes, 
chegando-se a afirmar, como fazem alguns realistas 
americanos, que direito é "o que decidem os tribunais". 
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- Nesse sentido, ressaltaa importância de conceitos 
como:
1)Integridade
2)Coerência
3)Tradição
4)Teoria da decisão
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A
Conjunto de costumes, pensando, práticas, valores e 
conhecimentos que são transmitidos de geração em 
geração dentro de uma cultura, sociedade ou grupo.
 
Serve como um elo entre o passado e o presente, 
mantendo vivas as práticas e ideias que são 
consideradas importantes ou sagradas.
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B
Significa a qualidade ou estado de alguém que é possui 
conduta reta, ética, justa, honesta, proba. É sinônimo de 
honestidade, retidão, imparcialidade. Em uma leitura, 
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C
Estuda os processos pelos quais indivíduos, grupos 
ou organizações fazem escolhas, especialmente em 
situações de incerteza. Combina elementos de 
matemática, estatística, economia, psicologia e 
filosofia para analisar produções textuais e artísticas 
por exemplo a assim, auxiliar de como elas podem 
ser melhoradas
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D
Qualidade que faz com que um texto seja 
compreensível e lógico para o leitor. É uma conexão 
lógica entre as ideias, onde as partes do texto se 
relacionam de maneira que o leitor consiga entender 
o sentido geral e a mensagem transmitida.
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Gabarito
A)03
B)01
C)04
D)02
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