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Hermenêutica Jurídica Moderna

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Hermenêutica 
 jurídica
Prof. Me. Thyara Novais
Conteúdo 
1)O Direito Positivo
2)O positivismo exegético (legalista)
3)O Normativismo
4)A hermenêutica em Dworkin
5)Níveis sintático, semântico e pragmático
Formem 
conceitos 
simples - nada 
de celular
- A dogmática jurídica procura estabelecer a priori as respostas 
aos problemas jurídicos, elaborando assim um controle das 
decisões.
- A sociedade moderna, por sua vez, separa as esferas do poder 
e do saber da lei e da religião, abrindo uma nova possibilidade de 
discussão. Surge o problema da legitimidade das decisões 
tomadas.
- A razão e racionalidade aparecem, então, como postura 
metodológica a ser empregada para a administração dos riscos 
da indeterminação do direito.
Existem riscos da 
indeterminação do direito?
A indeterminação do direito refere-se à falta de precisão e clareza 
nas normas jurídicas, o que pode gerar incertezas sobre como a 
lei deve ser aplicada em casos concretos. 
Ex: art 33 da lei de drogas (11.343/2006)
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, 
adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, 
transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar 
a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar:
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 
(quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.
 
A ambiguidade aqui é a falta de clareza sobre a distinção 
entre o usuário de drogas e o traficante. A norma não 
especifica critérios para diferenciar quem porta drogas para 
consumo pessoal e quem o faz com intenção de traficar, 
deixando essa determinação à interpretação do juiz.
Falta de clareza:
Art. 187 CC - “boa fé”, “bons costumes”...
 
1)O Direito Positivo 
A hermenêutica jurídica é usada para se alcançar o 
conhecimento jurídico necessário para a correta 
compreensão das normas jurídicas a serem aplicadas por 
um jurista ao caso concreto
 - Na modernidade não é mais possível se manter a concepção 
medieval dominante de direito: o direito natural, eterno, imutável, 
indiferente às transformações sociais. Neste momento, surge o 
um Direito Positivo: colocado por uma decisão política vinculante.
- A modernidade é uma teoria jurídica ligada à noção de Estado. 
(o direito como produto único do Estado-legislador).
- Predominância do método gramatical para o desenvolvimento 
de uma interpretação meramente literal da lei.
- Concepção mecanicista(visão de mundo que considera que 
funciona como uma máquina) da atuação do magistrado.
2)O positivismo 
exegético 
(legalista)
 "exegético" é e-ze-jé-ti-co .
Corrente da Filosofia do Direito que procura reduzir o 
Direito apenas àquilo que está posto, positivado e utilizar 
um método científico para estudá-lo.
É caracterizada por: culto ao texto da lei; apologia da 
codificação das leis como racionalização perfeita da 
ordem jurídica e a identificação do direito positivo com o 
direito legal (a lei como fonte jurídica exclusiva).
A ideia central do formalismo jurídico é a que o Direito se 
constitui de formas legais (isto é, produzido pelo 
legislador, figura jurídica e politicamente central neste 
modelo), necessárias e suficiente a resolução de qualquer 
problema jurídico, bastando para isso a comparação entre 
o seu conteúdo e os fatos do caso.
 
3)O Normativismo
- O principal autor que representa essa concepção é 
Kelsen, que tem como pressuposto teórico o normativismo, 
que vai se difundir em todo o ocidente como a matriz teórica 
representante do Direito e da modernidade.
 O ideal de pureza implica separa o conhecimento jurídico, 
do direito natural, da metafísica, da moral, da ideologia, da 
política.
- O normativismo kelseniano foi quem introduziu a 
perspectiva dinâmica ao direito, explicando os processos de 
produção das normas. 
- Com a globalização e a complexidade da sociedade, o 
Direito começa a ficar defasado em relação a uma série de 
questões importantes da sociedade, especialmente quanto 
àquilo que chamamos de novos direitos.
- Deste modo, a crise do direito não é somente uma 
deficiência de sua estrutura tradicional, mas uma crise de 
integração de seus pressupostos dogmáticos para 
funcionarem dentro da globalização. Surge assim, a ideia de 
pensa o direito numa perspectiva hermenêutica:
- Percebe-se a insuficiência da noção de norma jurídica e se 
começa a entende-la como algo que não é completo, um conceito 
que é limitado, que deve ser completado pela interpretação 
social.
- Cabe ressaltar que o uso da expressão “interpretação como ato 
de vontade” remete a Hans Kelsen, que aparece na obra “Teoria 
Pura do Direito” que se destina a abordar o problema da 
interpretação.
- Para ele a produção do ato jurídico dentro da “moldura” da 
norma jurídica é livre, realizando-se segundo a livre apreciação do 
órgão competente.
A hermenêutica 
em Dworkin
- Em relação ao conceito de direito, em Dworkin, o direito é 
uma prática social de característica argumentativa, não 
podendo ser identificado com um modelo de regras e 
prescrições de conduta. 
- Isso quer dizer que o direito envolve todos os participantes da 
atividade jurídica e que compreendê-lo como um conceito 
interpretativo inclui o sentido que os agentes empregam aos 
argumentos enquanto prática social (interpretação interna ou 
interior a essa prática).
- De acordo com a teoria de Dworkin, portanto, o direito não se 
resume a um sistema de regras (isso fica ainda mais evidente 
quando o autor trata do conceito de princípios). 
- Para ele o direito - como um conceito interpretativo e 
controverso - envolve uma teia complexa de articulações e 
práticas de autoridade e argumentação. Nessa linha, é 
possível afirmar que o significado do direito depende das 
práticas argumentativas que o constituem e que estão 
presentes no dia a dia dos juristas. 
- Dworkin trabalha o direito, portanto, como um conceito 
interpretativo a partir de uma perspectiva do caso concreto, 
deixando de adotar o estudo do direito como um conjunto de 
regras para assumir uma postura argumentativa. 
- Se confirma pelo ideal de direito como integridade. 
Ademais, para o autor, o direito não pode estar submetido às 
preferências pessoais do juiz, pelo contrário: o juiz possui o 
dever de avaliar os pesos relativos dos vários fatores 
pertinentes ao caso e, sendo assim, é ausente o seu poder 
discricionário.
Pela Lei de Direitos Autorais nº 9.610 de 1998, autor – e, 
consequentemente, titular-proprietário – é a pessoa física 
(leia-se: CPF) que criou a obra. Porém, os advogados 
ressaltaram que IA não tem natureza jurídica. Isso porque 
não é pessoa física nem jurídica (no caso, CNPJ).
Então, segundo os advogados, o uso do ChatGPT, não 
pode ser considerado de maneira imediata como plágio, ao 
passo que quem usou não pode imediatamente ser 
considerado autor e titular-proprietário da obra.
Níveis sintático, 
semântico e 
pragmático
 
 
- Sintaxe: formação de 
sentido através da 
relação entre os signos. 
“Dizer a lei”
Importância da Sintaxe na Hermenêutica Jurídica:
● Interpretação das Normas 
● Determinação do Sentido e Alcance
● Coerência e Coesão
Assim, na hermenêutica jurídica, a sintaxe é um dos 
elementos fundamentais para a interpretação correta 
das normas, ajudando a garantir que o texto legal seja 
compreendido de forma clara e precisa
- Semântica: é o referente, a 
que estou me referindo quando 
falo de alguma coisa. 
(significado). “Explicar a lei”
Na hermenêutica jurídica, semântica refere-se ao estudo 
do significado das palavras e expressões dentro dos 
textos normativos. Enquanto a sintaxe da estrutura das 
frases é tratada, a semântica se preocupa com o sentido e a 
interpretação das palavras usadas nas normas jurídicas. 
Importância da Semântica na Hermenêutica Jurídica:
Determinação do Sentido das Normas, logo ajuda a 
compreender o que as palavras e frases significamem um 
contexto legal específico, garantindo que a interpretação 
das normas seja fiel ao seu propósito original.
- Pragmática: contexto, situação; localiza o que 
foi dito em um determinado contexto. Está 
diretamente ligada ao caso concreto. “Verificar 
se a lei se aplica a determinada situação”
Na hermenêutica jurídica, um paradigma refere-se a um 
modelo ou padrão de interpretação que orienta como os 
operadores do direito, como juízes e advogados, devem 
abordar e interpretar as normas jurídicas. 
São conjuntos de conceitos, teorias e aceitos que orientam a 
interpretação e aplicação do direito em determinado período 
ou contexto. 
Importância dos Paradigmas na Hermenêutica Jurídica:
Orientação Interpretativa, fornecem diretrizes para a 
interpretação das normas jurídicas.
ATIVIDADE

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