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HANDEBOL 
Da iniciação ao treinamento 
JOÃO MARIN MECHIA 
LIVRARIA ITAIPÙ 
EDITORA LIMITADA 
Prof. JOÃO MARIN MECHIA 
HANDEBOL 
DA INICIAÇÃO AO TREINAMENTO 
1? EDIÇÃO 
L IVRARIA EDITORA ITAIPÚ 
CURITIBA - PARANÁ - BRASIL 
1981 
HhlUI llllllllillllllllll i l f i l l l l l 
UlojunÊo SlQJDML^ dui UUUJLAQ 
À minha mulher Ivonete, meus filhos Maryane, Marcelo e Marlos, pelo amor 
e compreensão. 
— Aos Professores 
José Maria Teixeira 
Lincoln Raso 
Mauro Rodinski 
Arci l io Tavares 
Roberto Lima Rosa 
Santo Baldacin Neto 
William Felippe 
Pela transmissão de novos conhecimentos.-
À colega ELIANA MARIA MARTINS MOREIRA (in memorian) pela 
companhia durante anos, trabalhando em prol do Handebol. 
Aos meus queridos atletas que de um modo especial me incentivaram a 
publicar este trabalho, e pelas fotos 
DEDICO ESTA OBRA 
João Marin Mechiíi 
m m m 
O AUTOR 
- Licenciado em Educação Física pela Escola de Educação Física e Desportos 
do Paraná - 1967 - Curitiba. 
-Professor de Handebol no Curso de Educação Física da Universidade 
Estadual de Maringá - Paraná. 
- Especialização em Ciências do Esporte pela Escola Superior de Educação 
Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - 1979 - p.A. 
- T é c n i c a Desportiva de Handebol pela Escola Superior de Educação Física da 
Alta Paulista - 1975 - Tupã-S.P. 
- T é c n i c a Desportiva de Volibol pela Fundação Faculdade de Filosofia e 
Ciências de Arapongas - Pr. - 1975 
- T é c n i c a Desportiva de Basquetebol pela Fundação Faculdade de Filosofia 
Ciências e Letras de Arapongas - Pr. - 1975 
- T é c n i c o de Handebol do Paraná nos Jogos Estudantis Brasileiros de 1973 
1975e1976. 
- T é c n i c o de Handebol do Paraná nos Jogos Universitários Brasileiros de 1974 
e 1977. 
- Campeão Paranaense de Handebol masculino nos jogos Colegiais do Paraná 
1976. 
-Campeão Paranaense de Handebol masculino nos Jogos Abertos do Paraná 
em 1978. 
-Tr i -campeão Paranaense de Handebol feminino nos Jogos Abertos do Paraná 
em 1976, 1977 e 1978. 
- Campeão Paranaense Universitário em 1974, 1975, 1978, 1979e 1980. 
- Campeão Sul-Brasileiro Universitário masculino - Curitiba 1980. 
- Campeão Inter-Universidades do Estado do Paraná - 1980. 
- C h e f e do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de 
Maringá - de 18.05.76 a 31.05.78. 
- Professor efetivo do Estado do Paraná lotado no Colégio Dr. Gastão Vidigal 
ensino de 1.° e 29 Grau - Maringá. 
- Presidente da Sub-sede da Federação Parananense de Handebol, região de 
Maringá - Pr. 1980. 
Ill» 
PREFÁCIO 
Este l i v ro busca d i f u n d i r o Handebo l e dar os f u n d a m e n t o s de 
sua prát ica. 
Trata-se de abordagem vo l t ada ao interesse de estudantes e 
professores de Educação Física, b e m c o m o , aos in ic iantes da p rá t i ca 
desse Despor to , que já está t o m a n d o v u l t o e m nosso País. 
O a u t o r busca através de expos ições claras e bastante s imples 
t ransmi t i r c o m o é fác i l a prá t ica do Handebo l , t r a z e n d o aos seus 
prat icantes reais bene f í c ios à saúde pelos sucessivos e ráp idos 
mov imen tos que o re fe r ido espor te exige. 
Obra t r a n q u i l a m e n t e recomendáve l pelo seu va lor a l t amen te 
educat ivo e de fác i l assimi lação. 
Jam i l A n d r é 
Professor A d j u n t o — Escola de Educação Física 
Un ivers idade de São Paulo 
Ill lllllllllllllllllfll m m m f l l l l l tfl i!I inHfHtftHIHIIIHHinmiHHttWlHHtHHIIIttMIfV 
APRESENTAÇÃO 
Já dizia um autor desconhecido: " N o campo do mundo tu és 
um semeador. Não podes fugir à responsabilidade de semear. Não 
digas que o solo é áspero, que chove frequentemente, que o sol 
queima ou que a semente não serve, não é tua função julgar a terra e 
o tempo, tua missão é semear." 
Foi pensando neste provérbio, e lembrando-me das dif iculda-
des encontradas por falta de material b ib l iográf ico no início de 
minha profissão, quando comecei com o Handebol em 1968 na 
cidade de Nova Esperança-Paraná, que resolvi publicar. 
Com mui to t rabalho, muita dedicação, f u i colhendo subsídios. 
E após estes longos anos de experiências posso colaborar e dar 
minha pequena contr ibu ição, a professores de Educacão Física 
Académicos e Técnicos Desportivos, para esse esporte, q U e se 
agiganta sobremaneira em todos os meios esportivos. 
Prof. João Marin Mech ia 
ÍNDICE 
Página 
INTRODUÇÃO 9 
HISTÓRICO 1 Q 
DESTREZAS DESPORTIVAS '. '.'.'.'.'.'.'.'.'.'.'. 12 
I Destrezas sem bola ^ 3 
1 Destrezas com bola 
1 ' rocessos p e d a g ó g i c o s p r e l i m i n a r e s 17 
i u n d a m e n t o s (proc. ped. específicos) . 18 
HECEPÇÃO 1 9 
casses . . . . . . . . . . . . . 7\ 
I • Quanto à trajetôria 22 
) Quanto à situação de jogo 22 
I Quanto à distância 22 
1 Quanto ao movimento de execução 22 
6 • Passes especiais 22 
PROGRESSÃO . . . . . . . . . . . . . . . 24 
I Drible (batidas sucessivas) 25 
I Lançar e tornar a pegar 26 
3 • 3 passos 26 
4 • 5 passos 27 
6 - 7 passos 28 
I I NT AS . . . . . 29 
a r r e m e s s o s 33 
1 • Arremessos simples 33 
2 • Arremessos especiais 35 
TIPOS DE ARREMESSOS . . 39 
oefesa : : : ; ; ; : ; ; ; ; ; ; 40 
1 • Conceitos 40 
2 - Posição básica de defesa 40 
3-Movimentação de defesa 40 
4 - Considerações gerais sobre um trabalho de defesa 49 
6 - Tática individual de defesa 51 
6 - Regras básicas de um jogador na defesa 51 
7 • Princípios defensivos 52 
8 • Fases da defesa 53 
f) - Regras básicas para marcação de pivôs 54 
10 - Sistema de defesa 54 
a - sistema 6 x 0 55 
b - sistema 5 x 1 gg 
c - sistema 4 x 2 57 
d - sistema 3 x 3 
e - sistema 3 x 2 x 1 ' 5 8 
f - sistema misto ou combinado 59 
11 - Considerações sobre os movimentos na defesa 60 
12 • Defesa em inferioridade numérica 60 
13-Defesa em superioridade numérica . . . 61 
a t a q u e . . ! ! ! ! ! ! ! ! 61 
1 - Conceitos g 1 
2 - Condições básicas do ataque g2 
3 - Fases do ataque g3 
4 - Tipos de ataque g r, 
4.1 - Ataque posicionai gg 
4.2 - Ataque em circulação gl! 
6 - Exemplos de ataque em circulação . 67 
6-Recursos ofensivos 6 g 
6 . 1 - C o r t i n a gg 
6.2 - Bloqueio . . . » 69 
6 .3-Cruzamentos 69 
6.4 - Desenvolvimentos 70 
6.5 - Cobrança de t i ro livre 70 
0 GOLE IRO DE HANDEBOL '.'.'.'.'.'.'.'.'.'.'' 71 
1 - O papel do goleiro na equipe 71 
2 - As características do goleiro 7 2 
2.1 - Físicas j 2 
2.2 - Psicológicas 7 2 
2.3 - Técnica e tática 73 
3 -Exerc íc ios para o goleiro 75 
3.1 - Banco ou corda 
1 3.2 - Corda elástica 7 5 
3.3 - Exercício de reflexo 76 
3.4 - Coordenação viso-motora 7g 
3 .5 -Exerc íc ios de agilidade ' 7 7 
4 - Coletânea de exercícios para goleiro 31 
5 - Exercícios para passes, dribles e arremessos . . qn 
B I B L I O G R A F I A ! ! . ' ! . ' . ' 103 
INTRODUÇÃO 
0 Handebol é, entre os esportes coletivos, o mais fácil e o mais 
benéfico de todos eles. O mais fácil porque não oferece qualquer dificuldade 
na execução dos seus movimentos; pela rapidez com que é compreendido pelo 
iniciante; que pode ser jogado de improviso; que vem despertar maior atenção 
entre os garotos dada a facilidade de executar as mais variadas formas de 
lances e jogadas. Efetivamente, é o Handebol o único esporte coletivo onde 
intervém diversos tipos atléticos, ou seja: o corredor, o saltador e o 
arremessador, englobando desta forma três qualidades físicas fundamentais 
para o handebol: velocidade, habilidade e força. 
O Handebol pode ser praticado tanto em campo, como em salão, 
sendo que este úl t imo vem encontrando maio aceitação, dada a maior 
velocidade empregada e a constante sensação de gol que se lhe oferece. 
Sendo um esporte de velocidade e força, aliadas à habilidade, o 
jogador necessitar!de bom desenvolvimento físico. Intensamente disputado, 
é um esporte que obriga o atleta a despender muita energia. Requer, por isso, 
grande reserva de vigor físico e bom desenvolvimento muscular em todo o 
corpo. 
Psicologicamente,, o jogador necessitará de muita personalidade, 
pois é uma luta constante pelade 
causa. 
5. Tàtica individual de Defesa 
O rendimento do jogador na defesa será sensivelmente melhorado se 
a sua preparação prática for completada com os conhecimentos teóricos das 
regras individuais de defesa. 
A utilização de procedimentos técnicos defensivos será facilitada e, 
dará bons resultados se o defensor estiver apto à adaptar-se as situações de 
jogo do adversário. Ele deverá estar com todo o seu potencial físico técnico e 
intelectual, para se adaptar a tática e a técnica do adversário. 
Sobre a idéia de certas bases, que devem ser conhecidas pelo 
defensor como, o deslocamento no terreno de jogo; sustentar eficientemente 
a luta com o adversário que marca, estando de posse da bola, ou tentando 
interceptar um passe ou um arremesso. 
6. Regras Básicas de um Jogador na Defesa 
01. No seu deslocamento, estar em uma linha, imaginária, entre o atacante e o 
gol. 
02. A movimentação para frente deve ser corn decisão e rapidez, a fim de 
dificultar um arremesso ou um passe. 
03. O defensor somente deve tentar interceptar um passe quando tiver 
absoluta certeza de êxito. 
04. O defensor deve ter vivacidade e intuição para antecipar a ação do 
adversário. 
05. O defensor, durante a luta com o adversário, não deve nunca deixar de 
combatê-lo, observando as regras do jogo. 
06. O jogador de posse da bola deve ser sempre marcado. 
07. Observar atentamente a equipe adversária sempre que possível, para 
conhecer as suas condições técnicas de arremessos, fintas, mudanças, etc., a 
fim de melhor anular seu jogo. 
08. Sair da marcação apertada na linha de nove metros e, retornar a linha de 
seis metros em diagonal, de acordo com a trajetória da bola. 
09. O defensor deve bloquear o ângulo de arremesso e, orientar o jogo do 
ataque para as laterais da quadra, dificultando a finta com o seu corpo. 
10. O jogador deve conhecer todos os princípios e fases do jogo na defesa. 
51 
7. Princípios Defensivos 
Em consequência do trabalho defensivo ser a parte mais importante 
e complexa do jogo, levamos ao conhecimento dos senhores professores 
alguns princípios do jogo na defesa. 
Estes são determinados dentro de um campo de trabalho, como os 
pontos de aprimoramento de uma equipe. 
Os atletas deverão ter conhecimento, pelo menos, dos princípios 
abaixo, a fim de melhorarem seu nível técnico e tático, cuja meta principal é 
fazer com que eles tomem conhecimento da finalidade dos exercícios que 
estão praticando, através de aulas teóricas e práticas. 
•7.1. Equilíbrio Defensivo: 
O equilíbrio defensivo é caracterizado quando uma equipe, mesmo 
em posse da bola, estiver se preocupando com uma situação na quadra em que 
um ou dois jogadores, que não estejam participando diretamente da situação 
do jogo, fiquem numa posição que possa interceptar ou impedir um contra 
ataque do adversário. 
7.2. Para o Contra Ataque do Adversário: 
Este princípio é empregado a fim de impedir a ação rápida do 
adversário, em sua saída para o ataque. 
Quando uma equipe perder a posse da bola, deverá retardar ou 
impedir a reposição rápida da bola para o ataque do adversário. Caso isto não 
seja possível esta equipe deverá cometer uma falta técnica, facilitando com 
isto, a composição de sua defesa. 
7.3. Marcação mais Conveniente do jogador e de todas as Situações do Jogo: 
Princípio pelo qual se faz a marcação de acordo com as 
circunstâncias do jogo e características individuais do atacante. 
São três os tipos de marcação conveniente: 
> 7.3.1. Marcação ativa ou apertada. 
7.3.2. Marcação de longe ou de observação. 
7.3.3. Marcação de interceptação. 
7.3.1. MARCAÇÃO ATIVA OU APERTADA 
É usada quando se está marcando o jogador de posse da bola. 
Deve ter saídas rápidas, a colocação do defensor deve ser entre o gol 
e o atacante do lado do braço do arremesso ao gol, orientando o jogo para as 
laterais da quadra. 
7.3.2. MARCAÇÃO DE LONGE OU OBSERVAÇÃO 
Quando um atacante não oferece perigo a gol (fintas, arremessos de 
nove metros), executando passes apenas laterais, o defensor não deverá sair de 
sua zona de defesa para dar combate e, assim marcá-lo através de observação. 
Quando a bola estiver fora de sua zona de defesa, o defensor deverá 
ficar com sua atenção voltada para a bola, sem no entanto abandonar a 
52 
marcação de seu atacante correspondente, através de uma visão periférica da 
quadra. 
7.3.3. MARCAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO 
Esta marcação ocorre quando o defensor coloca-se na trajetroia da 
bola tentando interceptá-la. 
O defensor eferecerá condições para o atacante executar um passe 
desde que tenha certeza que irá interceptá-lo. 
É uma marcação perigosa, pois uma falha do defensor resultará em 
uma grande oportunidade de gol para o dversário. 
7.4. Ataque Permanente ao Adversário 
É um tipo de marcação a f im de evitar que o atacante utilize-se da 
linha de seis metros. 
0 atacante deverá ser constantemente molestado e levado para a 
linha de nove metros, com o auxílio do corpo, sem que sejam infligidas as 
regras do jogo. 
Nesta marcação o defensor deverá dar combate aos arremessadores 
sempre no seu braço de arremesso, com decisão. Após estes combates ele 
deverá voltar a linha de seis metros em diagonal, acompanhando a trajetroia 
da bola. 
7.5. Dividir Constantemente e Exatamente os atacantes 
Esta divisão será feita de forma que o defensor tenha sempre um 
atacante correspondente. 
Devemos tomar por base uma linha imaginária, que dividirá área de 
defesa em duas zonas. 
O defensor não deverá nunca permitir que uma destas zonas sejam 
ocupadas por um número maior de atacantes, evitando assim, a superioridade 
numérica do ataque. 
7.6. Ajuda Recíproca 
Neste princípio o defensor além de marcar o seu adversário 
correspondente, deverá estar constantemente dando cobertura a um seu 
companheiro. 
8. Fases da Defesa 
São as fases de defesa: 
8.1. Retorno à defesa: 
O jogador no momento que perder a posse da bola deve voltar o mais 
rápido que na saída do contra-ataque. 
Independente de sua posição no ataque, ele deverá voltar a defesa 
imediatamente pelo caminho mais curto, a f im de evitar o contra-ataque do 
adversário. 
8.2. Defesa Temporária: 
Nesta fase, o jogador estará fora de sua posição de defusii, pui. 
procurando voltar para impedir o contra-ataque do adversário, por um 
caminho mais curto, dando oportunidades para que os demais defensores 
ocupem seus setores de friarcação, jogará temporariamente fora de sua posição 
de maior rendimento. 
8.3. Organização da Defesa: 
Nesta fase, os defensores esperarão uma oportunidade para retornar 
ao seu setor de maior rendimento. Oportunidade para que os demais 
defensores ocupem seus setores de marcação. Ele jogará temporariamente fora 
de sua posição de maior rendimento. 
8.4. Defesa Organizada: 
Nesta fase acontece a aplicação do sistema tático de defesa, que 
poderá ser: sistema de defesa por zona, sistema de defesa individual ou 
homem a homem e sistema de defesa combinado ou misto. 
9. Regras Baseias para Marcação de Pibôs 
9.1. O pivô deve ser molestado constantemente, a fim de que ele não tenha 
condições de entrar em posse da bola. 
9.2. O defensor não deverá deixar jamais o pivô se colocar em posição 
favorável para o passe. Para tanto, o defensor deve se colocar entre o 
atacante que tem a posse de bola e o pivô, ou se fazer uma marcação na 
frente do pivô, um dos pés do defensor deverá estar próximo a linhada 
área de gol, impedindo com isto a saída do pivô para receber o passe. 
Com outro pé deve bloquear a saída deste jogador e, com isto o pivô fica 
completamente marcado, pois sua única saída será por dentro da área de 
gol. 
9.3. Tentar levar o pivô para a linha de nove metros. 
9.4. O defensor numa situação de marcação apertada não deve deixar de 
, marcar o pivô para sair, a fim de marcar um atacante que se encontra na 
linha de nove metros, a não ser que receba auxílio de um outro defensor. 
Ê preferível deixar o atacante arremessar dos nove metros do que o pivô 
receber a bola.9.5. Todo jogador de defesa deve sempre retardar a movimentação do pivô, 
sempre que este procure ganhar uma posição favorável em relação a bola. 
9.6. No caso do pivô executar uma cortina, atrapalhando a saída de um 
defensor para dar combate direto ao atacante de posse da bola é 
preferível deixar sair o arremesso da linha de nove metros, que deixar o 
pivô desmarcado. 
10. Sistema de Defesa 
São três os sistemas defensivos: 
10.1. Individual ou homem a homem 
10.2. Zona ou Setor 
10.3. Misto ou Combinado. 
10.1. Sistema Individual. 
Neste sistema, cada jogador tem a missão específica de marcar um 
jogador. Esta marcação poderá ser feita na quadra toda ou em meia quadra. 
Para que seja feita uma boa marcação individual o defensor deverá colocar-se 
entre o atacante correspondente e o seu próprio gol. 
Para que uma equipe trabalhe neste sistema é preciso que os atletas 
formem uma perfeita coordenação, sabendo marcar individualmente o 
adversario, pois normalmente este tipo de marcação dá uma grande vantagem 
ao ataque. 
Devemos empregar este tipo de marcação nas seguintes ocasiões: 
10.1.1. Quando o adversário está em inferioridade numérica. 
10.1.2. Contra uma equipe mal preparada fisicamente. 
10.3.3. Contra uma equipe que não faça fintas de arremessos. 
10.1.4. Contra uma equipe que explore muito o contra-ataque. 
10.2. Sistema por Zona ou Setor 
Chama-se defesa por xona ou setor, o sistema que estabelece por um 
bloqueio defensivo, dando uma oportunidade de interceptação à diante, ou 
cercando o próprio gol. 
Este sistema tem por finalidade: 
10.1.1. Dar um sentido de responsabilidade coletiva. 
10.2.2. Dar oportunidade do cobrir a falha do companheiro. 
10.2.3. Reduzir os arremessos a gol. 
10.2.4. Dificultar a movimentação do adversário, nos seis metros e 
evitar as infiltrações. 
10.2.5. Obrigar o adversário a movimentar a bola fora dos nove 
metros, facilitando com isto a interceptação. 
10.2.6. Equilibrar a inferioridade numérica da defesa. 
Pode-se dizer que o segredo do sistema defensivo por setor se apoia 
em sua constante mobilidade. 
Os sistemas defensivos por setor são: 
- 6x0, 5+1, 4+2, 3+3, 3+2+1. 
a. SISTEMA 6 x 0 
É o mais simples sistema de defesa, sendo inclusive a base de todos 
os outros sistemas. 
Os seis jogadores colocam-se na linha dos seis metros, deslocando-se 
de acordo com a atrajetíoia da bola, à direita ou à esquerda. Estas 
movimentações à lateral associam-se aos deslocamentos para frente até os 
nove metros, com volta até a linha dos seis metros, acompanhando a trajetória 
da bola, em diagonal. 
Os jogadores devem permanecer na posição de guarda, com os braços 
levantados. Neste sistema deve-se tomar cuidado de não deixar quo o 
adversário infiltre por trás dos defensores. Para evitar isto, a defesa devo flc.i 
11 lili 
bem junto a linha dos seis metros, obrigando, desse moclo, os atacantes a 
pisarem na linha. 
FORMAÇÃO: Os seis jogadores colocados próximos a área de gol 
conforme o desenho abaixo. 
A 
b. SISTEMA 5 + 1 
& um sistema composto de duas linhas de defesa. 
Uma primeira, composta de cinco jogadores próximos a linha de seis 
metros, que terão a função de evitar os arremessos dos alas e que o bloqueio a 
área de gol não seja rompido pela movimentação dos infiltradores. 
Uma segunda linha é composta de mais um jogador nas imediações 
da linha de nove metros, na tentativa de impedir os passes feitos neste setor e 
dificultar no meio a ação de seus adversários, e seus arremessos à distância. 
b.1. MECÂNICA DOS MOVIMENTOS 
O deslocamento dos defensores que atuam na primeira linha (seis 
metros) é para a direita e esquerda, enquanto que os deslocamentos à frente 
(nove metros) cabem apenas a dois jogadores, os defensores laterais três e 
cinco. O defensor central (quatro) faz juntamente com os alas (dois e seis), 
apenas deslocamentos laterais, já que sua saída à frente seria desnecessária, 
pois este setor estará sempre coberto pelo defensor que joga na segunda linha, 
ou seja o número sete. 
O deslocamento do defensor que atua na segunda linha (nove 
metros), será para as laterais — três metros para a esquerda e direita - sempre 
tomando como referência a linha de nove metros, em um ligeiro movimento 
diagonal para trás, a f im de compensar a saída de um dos defensores laterais — 
três ou cinco. 
b.2. OBJETIVOS 
Neutralizar as investidas das equipes que se utilizem de infiltradores 
para obter o gol e, que não possuam bons arremessadores de longa distância. 
b.3. FORMAÇÃO 
Os cinco jogadores da primeira linha de eis metros e, o jogador na 
segunda linha de nove metros. 
~ v — -
c. SISTEMA 4 + 2 . 
É um sistema composto de duas linhas de defesa. 
Uma primeira linha composta por quatro jogadores, colocados 
próximos a linha dos seis metros, cuja função será evitar os arremessos dos 
alas e que o bloqueio a área de gol não seja rompido pela movimentação dos 
infiltradores. 
Uma segunda linha é composta de mais dois jogadores, distantes três 
metros um do outro, nas imediações da linha de nove metros, na tentativa de 
interceptação de passe e dificultar a ação dos adversários e seus arremessos a 
distância neste setor. 
c.1. OBJETIVOS 
Neutralizar as investidas das equipes que se utilizam de infiltradores 
para obter o gol, como também de arremessadores de longa distância. 
c.2. MECÂNICA DOS MOVIMENTOS 
Os jogadores 2, 3, 4 e 5, que atuam no setor dos seis metros, 
deslocam-se unicamente em sentido lateral, enquanto que os jogadores que 
atuam na segunda linha (6 e 7) se deslocam em sentido lateral tomando como 
referência a linha dos nove metros, formando desta forma a estrutura básica 
do sistema. 
O retângulo formado por 3, 4, 6 e 7 irradia a força do sistema que 
varia de acordo com a coordenação entre os defensores, de acordo com a 
orientação do ataque adversário. 
d. SISTEMA 3 + 3. , 
É o mais perfeito e equilibrado sistema defensivo, conhecido até 
agora em Handebol, mas também é o mais difícil para se conseguir uma 
perfeita coordenação e ajuste. 
Também é composto de duas linhas de defesa. 
Uma próximo a linha de seis metros, primeira linha, composta de 
três defensores, cuja função será de evitar os arremessos dos alas e o bloqueio 
não seja rompido pela movimentação dos infiltradores. 
Uma segunda linha é composta de mais três jogadores, nas 
imediações dos nove metros, impedindo os arremessos à distância. 
d.1. OBJETIVOS 
Neutralizar as investidas das equipes que se utilizam dos armadores 
para arremessos a gol. 
d.2. MECÂNICA DO MOVIMENTO 
Duas barreiras simétricas que atuam com três jogadores em cada 
uma. A primeira é composta pelos jogadores 2, 3 e 4 que atuam sobre a zona 
dos seis metros, com deslocamentos apenas às laterais. 
A segunda barreira é formada pelos jogadores 5, 6 e 7, que atuam no 
setor dos nove metros e, é a que deve adaptar-se com maior facilidade às 
cortinas variantes deste sistema. O deslocamento desta segunda linha será às 
laterais, para trás em diagonal e, variando para os sistemas 4 + 2 e 5 + 1, com 
recuo dos jogadores 5 e 7 para a primeira defesa. 
d.3. FORMAÇÃO 
Três jogadores colocados na primeira linha de defesa e três na 
segunda linha de defesa. 
/ V V S * 
/ I I 1 
e. SISTEMA 3 + 2 + 1 
Este sistema é muito difícil de ser empregado. 
Ele é composto de três linhas de defesa. 
Uma primeira linha é composta por três jogadores, colocados 
próximos a linha dos seis metros, cuja função será de evitar os arremessos dos 
alas e que o bloqueio da área de gol não seja rompido pela movimentação dos 
infiltradores. 
58 
Uma segunda linha é composta de mais dois jogadores, colocados na 
parte média entre as linhas de seus e nove metros, na tentativa de interceptar 
os arremessos de longa distância. 
e.1. OBJETIVO 
Dificultar os arremessos de longa distância e os da parte central da 
linha de nove metros, favorecendo porém as infiltrações pelos alas. 
Este sistema permite praticar o jogo de interceptação e põem 
obstáculos aos passes longos e, permite àdefesa, organizar-se. 
Evitar o retardamento do ataque adversário. 
e.2. MECÂNICA DO MOVIMENTO 
Os defensores 4, 3 e 2 só farão deslocamentos laterais. 
Os defensores 5 e 6 marcam os armadores laterais correspondentes, 
impedindo-lhes a penetração. 
O defensor sete neutralizará as ações de passes, arremessos e armação 
de jogadas do armadjr central. 
Os possíveis arremessos dos alas em ângulo fechado, são deixados 
para o goleiro. 
e.3. FORMAÇÃO 
Três jogadores colocados na primeira linha de defesa, dois jogadores 
colocados na segunda linha de defesa, um jogador colocado na terceira linha 
de defesa, conforme o gráfico a seguir. 
10.3. Sistema Misto ou Combinado 
Denomina-se sistema de defesa misto ou combinado toda a defesa 
que tenha características de marcação individual e por setor. 
Chama-se também de defesa combinada, quando um ou mais 
defensores marcam um ou mais adversários individualmente, enquanto que os 
demais defendem seus setores. 
Quando o adversário possui um ou dois jogadores de grande 
qualidade e, que constituem a base da equipe, devemos usar este sistema de 
marcação. 
Se realmente consegue sua anulação com uma marcação individual 
perfeita, se consegue, não somente segurar um ou dois magníficos jogadores, 
como também toda a equipe baixa de rendimento ao falhar seu jogo normal, 
além de criar um impecto moral ao não saber ou poder reagir. 
59 
Como foi explicado, através da descrição dos diversos sistemas 
desenvolvidos, nenhum deles mantém sua estrutura teórica original, já que 
sofrem contínuas variações pelos deslocamentos de seus jogadores para tráse 
para frente. 
Idealmente, como premissa de organização, não deveria mover-se 
nenhum jogador da sua posição original, mas isto é impossível, em se tratando 
de jogadores que atuam sobre a zona dos seus metros, já que vão marcar o 
adversário é deixá-lo livre sobre a zona dos nove metros, significa 
irremediavelmente um gol. 
É por isso que quando se observa um adversário de posse da vola 
sobre a zona de nove metros, deve-se sair e marcá-lo acirradamente, e se este 
não tenta um arremesso e passa a bola em outra direção, deve-se voltar 
imediatamente, reicorporando-se na zona de seis metros e, cobrir os cairos 
deixados por seus companheiros. 
Mas, quando se trata de um ataque pelas pontas, de nenhuma forma 
o defensor dessa zona deve sair para marcar o atacante, pelas seguintes razões: 
— 0 ângulo do tiro do atacante da ponta não é muito favorável, e 
mesmo com a exta colocação do goleiro. 
— Sempre que siar um defensor central ou lateral a cobertura dos 
claros deixados por estes será feita pelos companheiros da esquerda e ireita, 
enquanto que sendo o defensor da ponta, o seu claro só poderá ser coberto 
por um seu companheiro. 
A marcação em Handebol de Salão requer uma perfeição sincroniza-
ção entre os defensores e um conhecimento teórico dos conhecimentos de 
marcação por zona e individual, já que ao produzir-se estas trocas, saídas de 
defensores, se estão alternando continuamente os presentes conceitos sobre o 
problema da marcação. 
12. Defesa em Inferioridade Numérica. 
É uma luta desigual para qualquer equipe, que impõem aos jogadores 
uma coordenação muito maior e uma colaboração mais cerrada; o esforço 
individual e coletivo vão aumentar sensivelemnte; os defensores devem reagir 
prontamente nesses moemntos do jogo, pois o ataque terá um grande 
handicap. Nesses casos geralmente recomenda-se uma marcação por zona, 
independente do sistema usado anteriormente. Os defensores deverão dobrar 
o seu esforço físico e tático para compensar a falta de um ou mais jogadores. 
Geralemnte o ataque utiliza dois pivôs contra uma defesa com inferioridade 
numérica, para que possam ser realizados os arremessos de nove metros com 
mais facilidade; nesse caso os defensores deverão fazer os bloqueios na linha 
de seis metros. Nesse tipo de defesa deverá haver uma preocupação maior com 
a parte central facilitando dessa forma os arremessos de extremas que deverão 
ficar por conta do goleiro. 
13. Defesa em Superioridade Numérica. 
« 
Este é o caso em que a defesa está em superioridade numérica, em 
relação ao adversário. Com ações defensivas sorretas e inteligentes, devem 
aproveitar os erros dos atacantes para ficar de posse da bola mais 
rapidamente. Teoricamente isso parece muito simples, mas na prática se revela 
muito difícil. Na maioria dos casos o defensor que continua a praticar seu 
jogo normalmente, perde para a equipe numericamente inferiorizada, que 
quer conservar a bola o maior tempo possível e procura sofrer faltas. Nesse 
tipo de defesa pode-se empregar as seguintes ações defensivas: 
- por ações mais rápidas e eficazes, surpreender o atacante; 
- a equipe pode-se colocar na zona, para economizar energia (principalmente 
se estiver vencendo) — defesa 6 x 0 ; 
- um jogador na linha de nove metros para tentar interceptar a bola (defesa 5 
ú 1); 
- u m jogador marcando individualmente o atacante mais perigoso - meia 
quadra ou quadra toda (defesa combinada). 
ATAQUE 
1. Conceitos 
Sabemos que o Handebol apresenta-se como uma disputa constante 
entre ataque e defesa. Portanto cabe aos técnicos de uma equipe estudar 
táticas e aplicá-las, de forma que um procure sobrepujar o outro. 
Aqui procuraremos apresentar uma forma didática e, que se 
apresenta durante o jogo; as diversas condições e fases necessárias para a sua 
boa execução. 
A característica mais marcante de um ataque encontra-se no 
momento em que a equipe está de posse de bola, nas várias situações (na 
defesa do goleiro, na interceptação de um passe ou arremesso mal executado 
pelo ataque adversário, na cobrança de um lateral, t iro livre, saída, etc.), 
caminha em direção ao gol, através de passes combinados por intermédio de 
um grupo de jogadores, que se organizam sempre em posição agressiva ao gol. 
i i i i i l l i l i l í í 
Considera-se que uma equipe inicia um ataque quando está de possa tia bola, 
ou quando está para entear de posse da bola. É a participação efetiva de um 
ou vários jogadores de ataque para se alcançar a meta adversária e consignar o 
gol. 
2. Condições Basicas do Ataque 
2.1. Preparação Teórica 
2.2. Preparação Física 
2.3. Preparação Técnica 
s 2.4. Preparação Tática. 
2.1. PREPARAÇÃO TEÓRICA 
Entendemos como preparação teórica todo aquele esforço despre-
endido com o objetivo de facilitar a assimilação por parte dos atletas, através 
de explanações ou quadros de avisos dos princípios básicos que norteiam as 
ações ofensivas, como por exemplo: 
2.1.1. Ataque à meta. 
2.1.2. Manter a posse da bola. 
2.1.3. Especificação própria para cada tipo de adversário 
2.1.4. Diferentes ritmos nas diferentes fases do jogo 
2.1.5. Falso ataque 
2.1.6. Superioridade numérica 
2.1.7. Explorar os pontos fracos do adversário 
2.1.8. Frente de ataque amplo. 
2.1.1. Ataque a Meta — Consideramos a expressão "ataque a meta", 
ser como que uma máxima a explorar, a definir, a orientar todos os objetivos 
do ataque, ou seja, toda aquela preocupação que deve ter a equipe atacante 
em estar constantemente ameaçando a meta adversária, mesmo quando a sua 
intenção principal não seja o arremesso a gol. 
, 2.1.2. Manter a posse da Bola — "Manter a posse da bola" 
consideramos de vital importância, uma vez que a equipe está de posse da 
bola é a que efetivamente encontra-se em ataque. Portanto, mantendo a posse 
da bola a equipe estará sempre procurando uma maneira de chegar ao gol 
adversário, ao mesmo tempo que reduz o tempo que teria o seu adversário 
para lhe atacar. 
2.1.3. Enpecificação própria para cada tipo de adversário - Num 
jogo uma equipe modifica o seu sistema de ataque dependendo da situação 
sistemática usada pela defesa adversária, procurando envolver os seus 
oponentes através de jogadas pré-estabelecidas, com variações de acordo com 
as situações que se apresentam. 
2.1.4. Diferentes ritmos nas diferentes fases de jogo — Num ataque 
podemos também contar com mudanças de ritmo de jogo, o qual servirápara 
ijnodificar o equilíbrio defensivo ostentado pelo adversário. Podemos citar 
para efeito de ilustração uma equipe que começa com o ataque posicionai e 
muda rapidamente para uma circulação complexa, obtendo com isso uma 
falha de movimentação da defesa adversária. 
2.1.5. Falso ataque - Entendemos como falso ataque, uma tentativa 
62 
dos atacantes através de fintas, trocas de passes, objetivando o gol; atrair os 
defensores em um setor da quadra, para que em outro setor haja melhor 
penetração de seus companheiros. 
2.1.6. Superioridade numérica — É a forma de criar situações de 
jogo, em determinados setores da quadra, procurando colocar um maior 
número de atacantes do que de defensores, dificultando as ações defensivas, a 
f im de possibilitar uma melhor finalização. 
2.1.7. Explorar os pontos fracos dos adversários — A equipe que 
ataca deve se preocupar em observar os pontos fracos da defesa adversária 
(demora de retorno para a defesa, defensores de baixa estatura, etc.), 
procurando com isto tirar proveito desses elementos negativos, a fim de lograr 
a marcação de gois. 
2.1.8. Frente de ataque amplo — É uma maneira que utiliza a equipe 
atacante para se ocupar amplamente o espaço físico da quadra, obrigando 
assim a defesa abrir-se, para poder executar a marcação, obtendo-se assim 
espaços para infiltrações. 
2.2. PREPARAÇÃO FÍSICA 
Claro está que a preparação física é a parte indispensável e essencial a 
todo programa de treinamento. Não havendo uma boa preparação física não 
será possível uma boa execução técnica e tática em nenhuma fase do ataque. 
O atleta preparado fisicamente tem condições de executar movimentos 
utilizando todas as suas potencialidades (velocidade, explosão, força, reação, 
etc.). 
2.3. PREPARAÇÃO TÉCNICA 
É a fase do treinamento, no qual preocupamos em aprimorar as 
condições técnicas individuais dos jogadores, fazendo-os mecanizar todos os 
movimentos, tornando-os assim capazes de executar com rapidez, perfeição e 
habilidade, os diversos gestos próprios do Handebol. 
Este aprimoramento de condições técnicas é desenvolvido através de 
trabalhos didáticos crescentes, através de exercícios que estimulan cada vez 
mais o interesse do jogador ou atleta em se aperfeiçoar, para que possamos, 
assim, atingir os objetivos desejados. 
2.4. PREPARAÇÃO TÁTICA 
É o conjunto de movimentos executados e exercitados, procurando 
aproveitar ao máximo as habilidades técnicas individuais, agrupando-as em 
sistemas ofensivos, permitindo utilizá-los em várias situações de jogo, que 
podem se apresentar em uma partida de Handebol, não podendo deixar de se 
observar as oportunidades que poderão surgir no decorrer da mesma. 
3. Fases de Ataque 
3.1. Contra-ataque simples 
3.2. Contra-ataque sustentado ou coletivo 
63 
1 
OBSERVAÇÃO: Analisando o contra-ataque, observamos a existência de 
fases distintas, que contribuem decisivamente para sua perfeita execução. 
Portanto, para que se realize um contra-ataque perfeito torna-se necessário 
uma sincronização de movimentos entre os elementos que nele participam, 
bem como os movimentos próprios de cada fase que o compõem. Então o 
contra-ataque seria mais eficiente, quanto mais rápida for a tomada de posse 
da bola pelo goleiro, ou por um jogador de defesa, coincidindo com este 
momento o "Spr int" inicial do jogador, que parte para o ataque em ritmo 
crescente, girando a cabeça para receber a bola; recebendo-a, progride e 
executa o arremesso a gol. 
3.3. Organização e repouso 
3.4. Ataque em Sistema 
3.1. CONTRA-ATAQUE SIMPLES 
É a participação rápida de um jogador que parte adiantado, 
recebendo a bola de sua defesa, dominando-a, arremessando-a a gol. (Figura 1 
e 2). 
Figura 1 
Figura 2 
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3.2. CONTRA-TAQUE SUSTENTADO OU COLETIVO 
, É a participação rápida de dois ou mais jogadores que partem 
adiantados, recebendo a bola e, sofrendo a marcação do adversário, será 
apoiado por seus companheiros, que partem posteriormente em melhores 
condições de arremesso. 
3.3. ORGANIZAÇÃO E REPOUSO 
Na impossibilidade de executar os tipos de contra-ataque, anterior-
mente citados, sendo superado numericamente pela equipe adversária, a 
equipe entra na fase de organização e repouso, ou seja, deverá organizar-se e 
recuperar-se. 
3.4. ATAQUE EM SISTEMA 
Esta é a fase de uma equipe que, após organizar-se, entra em fase 
posicionai ou circulação, utilizando-se de cortinas, bloqueios e desmarcação 
em jogadas ensaiadas, com a finalidade de envolver a defesa adversária, a f im 
de atingir o objetivo do jogo (o gol). 
4. Tipos de Ataque 
4.1. ATAQUE POSICIONAL 
Nesta fase a equipe que passou da defesa para o ataque, superando a 
fase de organização e repouso, situa os seus jogadores em suas posições 
características, fazendo com que circule rapidamente. 
Torna-se necessário ressaltar que no ataque posicionai a equipe deve 
estar ciente da necessidade de atacar a mata, procurar ficar em superioridade 
numérica na zona onde está atacando e executar jogadas em combinações de 
dois jogadores ou três. O ataque posicionai pode ser com um ou dois pivôs. 
Ataque posicionai com 1 Pivô Ataque posicionai com 2 Pivôs 
a. Situações em que se deve empregar o jogo em ataque posicionai: 
a.1. Bons jogadores nos seus postos específicos; 
a.2. Ligação entre a 2? e 4? fase de ataque (3? fase); 
a.3. Adversário fisicamente bem superior; 
a.4. Quando o placar lhe é favorável. 
b.) Características do Ataque posicionai: 
b.1. Circulação da bola pré-esquematizada; 
b.2. Ataque sucessivos à meta (fintas e arremessos); 
b.3. Desmarcação individual; 
b.4. Bloqueios ofensivos. 
4.2. ATAQUE EM CIRCULAÇÃO 
0 ataque em circulação pode ser com 1 ou 2 pivôs. Esse ataque 
-consiste basicamente em fazer a bola e os jogadores, procurando através 
dessas circulações, envolver a defesa adversária, obtendo assim uma condição 
de obter êxito ao gol adversário. 
Achamos necessário salientar que na circulação a bola permanece 
dentro de uma determinada zona, enquanto os jogadores circulam, passando-a 
dentro desta zona estabelecida. Na circulação dos jogadores e bola, tanto os 
jogadores quanto a bola, circulam obedecendo uma movimentação constante 
e estabelecida. 
Como características do Ataque em Circulação, podemos citar: 
4.2.1. Aumentar as dificuldades para a defesa; 
4.2.2. Necessidades de bom preparo físico; 
4.2.3. Dificuldade de relação ao trabalho dos jogadores. 
Justificando estas características temos a acrescentar que, logicamen-
te por ser um trabalho mais complexo e geralmente pré-estabelecido, onde os 
jogadores e/ou a bola seguem uma determinada movimentação, está 
plenamente caracterizada a dificuldade que terá a defesa em acompanhar e 
prever a movimentação do atacante, dificultando assim as suas ações 
defensivas. 
66 
Há logicamente, a necessidade de uma boa condição física por parte 
circulação q U e m O V Í m e n t a m " s e consideravelmente no seu trabalho de 
innaHnrDcCa
t
raC^ te r ÍZamOS 3 m a i 0 r d i f i c u l d a d e em relação ao trabalho dos 
jogadores, tando em vista que o jogador tenha habilidade técnica suficiente 
que lhe permite deminar os seguintes aspectos: 
a. Receber e passar a bola em movimento. 
b. Dominar vários tipos de arremessos. 
posições)0' D ° m Í n a r V á r Í 3 S POSÍÇÕes d e j °9 °que são bastante comuns e que devem ser evitados neste 
trabalho: 
a. FALTA DE OBJETIVIDADE: Neste aspecto desejamos salientar a 
necessidade que o atacante tem em ameaçar o gol adversário, a f im de evitar a 
caracterização do jogo passivo e ter condições de aproveitar a falha da defesa 
no momento que se apresenta. 
b. DESCUIDOS COM AS "BOLAS ROUBADAS": Caracteriza a necessidade 
que ha em todo momento, em recuperar-se constantemente na manutenção 
do equilíbrio defensivo, cobrindo os pontos mais vuneráveis do ataque, com 
intuito de precaver-se contra possíveis contra-ataques adversários. 
6. Recursos Ofensivos 
6.1. CORTINA 
É a passagem rápida pelo jogador atacante em frente do defensor, 
tirando a visão da bola e, não permitindo o deslocamento para frente. 
A A 
o — - d 
68 
6.2. BLOQUEIO 
É um artificio tático utilizado pelos atacantes para impedir o 
deslocamento lateral do defensor, facilitando a penetração do companhei ro. 
O r : 
í.3. CRUZAMENTOS 
Simples 
Duplo. 
O 
Cruzamento simples 
6.4. ENVOLVIMENTOS 
— Interior 
— Exterior 
Envolvimento interior 
6.5. COBRANÇA DE TIRO LIVRE 
— Faltas 
— Sete metros. 
70 
O GOLEIRO DE HANDEBOL 
Embora o consenso geral dos treinadores tenha o goleiro como 
responsável pelo menos por 50% do rendimento de uma equipe, não se tem 
dedicado a ele proporcional atenção quando se trata ou mesmo na preparação 
de uma equipe. Raros são os estudos com aferições realmente científicas e, na 
preparação das equipes lhe é reservada uma pequena parte do treinamento ou 
mesmo o goleiro é entregue aos cuidados de um auxiliar técnico, que na 
maioria das vezes não tem as condições de experiências e rendimento do 
professor. 
1. O papel do Goleiro na Equipe 
Em levantamentos efetuados nos últimos campeonatos mundiais 
sobre os arremates executados tivemos 37% convertidos, 32% fora e 31% 
defendidos pelo goleiro. Esse frio estudo não leva em consideração algumas 
marcantes influências do goleiro tais como postura, colocação, saídas de gol, 
que com certeza influíram decisivamente nas partidas. 
A visão global de jogo de um goleiro frequentemente o tem levado a 
liderar e, não raro, a ser capitão da equipe. Ele supervisiona tanto a defesa 
como o ataque imprimindo sempre o r i tmo inicial do jogo. 
A delicada participação de um goleiro na equipe é assim explicada 
pelo professores Firan e Massano. 
Ele é o último defensor - defende a balisa após os atacantes terem 
esgotado todas as possibilidades. 
O primeiro defensor - saindo para oito/nove metros, é o primeiro a 
combater o contra-ataque adversário. 
O primeiro atacante - lança o contra-ataque e dá o r i tmo inicial do 
j°9°- , . . . . . 
O último atacante - quando a sua equipe esta inferiorizada 
numericamente, ou marcada sobre pressão, o goleiro fora de sua área é 
eficiente apoiador de ataque. 
Poderíamos mostras o goleiro pela maneira com que ele deveria se 
apresentar (em condições ótimas) para a defesa. 
Todo o campo de jogo está sob seu controle, os defensores estão 
frequentemente sendo orientados sobre a marcação. 
O goleiro precede mentalmente a situação do ataque, prevendo o 
local do futuro arremate. 
D es loca-se sobre o seu arco de referência, tomando a postura de base 
com as pernas em semi-flexão e o tronco ligeiramente inclinado a frente, num 
desiquilíbrio controlado. 
O atacante previsto recebe a bola e prepara-se para o arremesso, o 
goleiro sai para a tomada da pré-defesa, iniciando o movimento com a perna 
do lado do arrematador. 
Numa fração de tempo o goleiro rememora os conhecimentos sobre 
o referido atacante, tais como tipo de arremate preferido possível, trajetória 
da bola e a força do arremate.. . 71 
Com a predisposição de manter o controle da bola, após a defesa, ele 
adiciona imediatamente um contra-ataque. 
2. As Características do Goleiro 
2.1. Físicas 
É idéia corrente que o goleiro deve ser alto. Alguns técnicos chegam 
a defender a necessidade imperiosa de uma boa envergadura. Citamos a seguir, 
um quadro com as medidas antropmétricas básicas dos goleiros da Seleção 
Romena, citada pelo professor Constantin Popescu. 
Nome Alt. Peso Busto Env. Flexão 
Cap. 
Vit. 
Vel. 
Reação 
F. 
Salto 
Redl Mihai .1.85 85 95 1.92 80 70 6.000 15,6 43,3 
Bologea Ion 1.81 86 94 1.90 74 64 5.400 15,9 50,4 
Penu Traian 1.79 76,6 95,5 1.83 60 52 5.600 16,0 31,9 
Naghy Irina 1.69 61,6 91 1.68 44 34 4.000 17,1 27,3 
Ciceu Doina 1.71 70 94 1.75 40 32 4.200 15,8 24,7 
De maneira geral as qualidades físicas do goleiro são apresentadas 
por ordem de importância, da seguinte maneira: 
a. VELOCIDADE: aprimorada sob todos os pontos de vista e, 
predominantemente a velocidade de reação e a de deslocamento em pequenas 
distâncias. 
b. COORDENAÇÃO E DESTREZA: indispensável a um goleiro o 
bom ordenamento dos segmentos e transformação de posições anti técnicas 
em posições técnicas e o perfeito domínios da bola, depende desses dois 
aspectos. 
c. FORÇA EXPLOSIVA: não somente com referências as pernas 
(impulsão), mas todos os segmentos. 
d. RESISTÊNCIA: para poder manipular com a mesma intensidade 
as suas atitudes técnicas durante todo o jogo. 
e. FORÇA: básica para melhoramento das outras qualidades. 
2.2. Psicológicas 
a. A CORAGEM: qualidade fundamental e, há quem sustente, 
inclusive pode-se considerar um goleiro sem alguns requisitos, mas sem 
coragem não teremos um goleiro. 
b. A CALMA (auto controle): que lhe permite analisar com 
coerência as situações de jogo e tomar as decisões necessárias. 
c. CONCENTRAÇÃO: para acompanhar o jogo e ordenar rapida-
mente as suas respostas. 
d. DECISÃO: executar prontamente (sem hesitação) a resposta 
encontrada para a situação do jogo. 
e. ESTILO: é a apresentação da zona de conhecimentos de um 
jogador. Tem-se como altamente respeitável o estilo de um goleiro, inclusive 
por possibilitar respostas corretas a problemas tecnicamente considerados 
72 
difíceis. A pesquisa sobre a posição básica, apresentada no final de nosso 
trabalho, dá uma idéia do respeito ao estilo. 
2.3. Técnica e Tática 
0 trabalho do goleiro não é sempre de obter a bola. A defesa - ação 
sobre a bola - não é mais do que a fase intermediária entre outras duas, 
igualmente importantes: 
a. Deslocamentos e atitudes antes do arremate. 
b. Recuperação e lançamento. 
0 deslocamento condiciona a recuperação e o lançamento. 
Não existe uma técnica básica do goleiro, mas sim várias técnicas 
eficazes, que devem ter o denominador comum assentado nas mesmas bases. 
O aspecto exterior varia muito de goleiro para goleiro, mas para um bom 
desenpenho de seus deslocamentos, postura, etc., devem obedecer a alguns 
princípios fundamentais. 
a. Deslocamentos e atitudes de preparação da defesa 
O goleiro está sempre na bissetriz do ângulo de ataque, nessa 
bissetriz ele pode estar mais ou menos atrasado. Pode-se reduzir a ângulo de 
ataque em função da trajetória da bola e em função do arco de referência ou 
arco de deslocamento. 
Arco de referência é um arco imaginário que passa tangente aos dois 
postes verticais da balisa e tem a sua corda maior no centro da mesma, numa 
distância que varia de 50 a 80 cm, fonforme as características do goleiro. 
b. Jogar adiantado ou atrasado? 
Ao jogar mais atrasado o goleiro aumenta o ângulo de arremate, mas 
tem mais tempo de reagir a finalização. Ao jogar mais adiantado, diminui o 
ângulo de arremate, mas tem menos tempo para reagir, colocando em jogo 
então dois aspectos: 
b.1. Morfológicos (altura, envergadura). 
b.2. Qualidades nervosas. 
Um terceiros ponto, também importante, ao sair do gol o goleiro 
deixa de enxergar a balisa precisando então senti-la. Tal qualidade, segundo 
estudos realizados, depende da educação física recebida entre os 4 e 10 anos. 
c. Postura 
Para uma melhor condição de resposta a um taques adversário, 
apostura de base é uma unidade aceita, estruturada com seguintes princípios: 
c.1. Estabilidade: sem movimentos amplos, pés apoiados. 
c.2. Equilíbrio: ou boa distribuição dopeso corporal sobre os dois 
pés. 
c.3. Em Semi-Flexão: braços e pernas semi-flexionados, preparados 
para a extensão. 
O corpo deverá estar ligeiramente inclinado sobre as plantas dos pés. 
73 
O goleiro instável (em movimento) terá dificuldade de r«ação. O 
desiquilibrado que não tiver controle sobre esse desiquilíbrio, terá dificuldade 
em reação no sentido oposto ao desiquilíbrio. O não flexionado limitará 
inteiramente a sua amplitude de movimento e, não tendo firmeza sobre os 
apoios terá dificuldade em lançar os diversos segmentos. 
c.4. A atitude de pré-defesa: a atitude de pré-defesa é apenas um 
componente da defesa global, é o instante de estabilidade em que a 
concentração é máxima. A pré-defesa é intermediária entre os deslocamentos 
e a defesa propriamente dita, tornando a ação global homogénea. 
c.5. Características da Pré-Defesa: deslocamentos curtos, rápidos e 
rasantes, os pés perdem apenas o mínimo contato com o solo, os 
deslocamentos são bem caracterizados (pouca variação). 
O ângulo — perna-coxa — não deve ser muito pronunciado, para não 
prejudiçar a extensão. 
O tronco é ligeiramente inclinado para frente, a linha dos ambros 
perpendicular a trajetroia da bola e o queixo deve estar voltado para a bola. 
c.6. Os Deslocamentos: poderão ser executados com os pés em 
movimentos alternados ou simultâneos. 
O goleiro desloca-se em função do perigo e não em relação a bola 
(isto permite anteceder os movimentos da bola e estabilizar-se antes do 
arremate). 
Para orientar os seus deslocamentos o goleiro deverá estar em 
condições de avaliar: 
— a situação do ataque (possibilidade); 
— a posição do atacante segundo o seu setor de eficácia; 
— a qualidade do arremate; 
— a situação da defesa para otimizar a reposição de bola (contra-ataque); 
O goleiro deverá ter uma visão gloval do campo de jogo e. não 
somente a bola e/ou o adversário, além disso, deverá ter estudado os 
adversários. 
Além dos deslocamentos no seu arco de referência, o goleiro 
coloca-se (sai do gol) para: 
— Fechar o ângulo do arremate; nessa movimentação diminui a distância do 
arrematador e o goleiro. 
— Surpreender o atacante. Se o atacante estava preparado para arrematar com 
o goleiro na balisa, terá uma surpresa ao ver o goleiro fora da meta, o que 
poderá prejudicar a qualidade do arremate. 
— Provocar o atacante. O goleiro bem preparado para a recuperação poderá 
provocar o atacante e encob .-lo e, tirar partido da situação. 
c.7. Quando "sair o gol"? : O goleiro deve, em primeiro lugar, 
analisar se há tempo de tomar a atitude de pré-defesa no ponto extremo do 
seu avanço. 
0 deslocamento deve ser feito no momento do arremate. 
No arremate em suspensão o goleiro tem como referência para o 
deslocamento o ponto de impilsão do atacante, e deve sair sempre 
vigorosamente, pois mesmo tendo uma boa antecipação, ele dispõe de muito 
pouco tempo. O equilíbrio fornecerá as boas condições para a tomada da 
pré-defesa. 
74 
c.8. A defesa propriamente dita: com relação a bola o goleiro poderá 
hierarquizar algumas regras: 
- evitar o gol. 
- Recuperar a bola. 
- Opor a trajetória da bola a maior superfície corporal possível. 
- Segurar a bola ao invés de controlá-la. 
- Controlar a bola ao invés de espalmá-la. 
- Espalmar a bola ao invés de rebatê-la. 
- Usar as duas mãos sempre que possível. 
- Conservar os apios ao invés de saltar. 
- Preparar-se para ação é organizar sincronizar as fases da defesa. 
- A antecipação é mental. Uma antecipação feita por hábito ou com desleixo 
prejudicial. 
- U m arrematesque corres obliquamente vai, provavelmente, cruzar o seu 
arremate. 
- O atacante dificilmente consegue modificar a trajetória do seu arremate 
apos a bola ter ultrapassado a sua linha de ombros. 
3. Exercícios para o Goleiro 
3.1. Banco ou corda 
3.1.1. O goleiro a partir da posição de base no arco de referência 
salta um banco colocado paralelamente a linha do gol, tomando o impulso 
com os dois pés e executando a posição em forma de X, na fase aérea do 
salto. 0 exemplo poderá ser feito com uma corda. (Figura 2). 
3.1.2. Idem ao primeiro, com o goleiro tomando impulso sobre o 
banco. 
3.1.3. Idem ao item 3.1.1., executa a posição em X na fase aérea do 
salto, conseguido com o contato depois do salto do banco. 
3.1.4. Estando o goleiro no seu arco de referência, salta um banco 
sueco, colocado perpendicularmente a linha de gol. O salto é executado com a 
impulsão de qualquer um dos pés (do outro lado do banco) deve aproximar-se 
a posição ou "spacato". 
3.1.5. Idem ao item 3.1.4., com o pé de impulsão determinado pelo 
professor. 
3.2. Corda elástica 
3.2.1. Utilizar a corda elástica para a balisa - presa em ângulos 
determinados - , com a finalidade desfortalecer os grupos muculares que 
trabalham efetivamente nos arremessos. O goleiro simula ou mesmo executa 
os arremessos estando sua mão atada a extremidade da corda. 
3.2.2. Idem a 3.2.1., para fortalecer os outros grupos musculares, tais 
como dorsais, abdominais,. . . 
3.2.3. Mão e pé do goleiro são atados a uma extremidade da corda 
elástica, a outra extremidade é presa ao poste vertical do lado contrário aos "" 
membros atados. O goleiro executa o "spacato" para o lado dos membros 
atados. 
7K 
3.2.4. Exercícios conforme as figuras 3, 4 e 5. 
3.3. Exercícios de reflexo 
3.3.1. O goleiro sob a sua balisa, de costas para o professor, a um 
sinal deste, faz meia volta e tenta interceptar a bola que é lançada 
simultaneamente ao sinal. 
3.3.2. Idem ao item 3.3.1., estando o goleiro em diversas posições 
(ajoelhado, sentado, de cócoras, deitado,.. .). 
3.3.3. 0 goleiro sentado com as pernas afastadas e as mãos apoiadas 
para trás da linha do tronco tenta segurar a bola solta pelo professor, que está 
em pé com os joelhos tocando as suas costas. 
3.3.4. O professor e o goleiro em coluna, frente a uma parede (o 
goleiro na frente). O professor lança a bola contra a parede e o goleiro tenta 
interceptá-la (figura 7). 
3.3.5. Idem ao item 3.3.4., estando o goleiro de frente para o 
professor e da costas para a parede, executando uma meia volta a cada 
lançamento. 
3.3.6 Dois golejros em pé, de costas um para o outro. Alternadamen-
te os goleiros soltam a bola por sobre a cabeça do companheiro, que está a 
olhar a linha do horizonte, e este, tenta segurá-la. 
3.3.7. O goleiro tentando interceptar um arremate, vindo de uma 
direção desconhecida (por detrás de uma cortina, por exemplo). (Figura 8). 
3.4. Coordenação Viso-Motora 
3.4.1. Dois goleiros, frente a frente, deslocam-se como se fosse no 
arco de referência fazendoso espelho, tendo a guia de preocupação fixar 
algumas posturas bases. 
3.4.2. O goleiro na balisa e dois atacantes de posse da bola na linha 
de tiro de sete metros. Os dois simulam o arremate, que é executado apenas a 
um comando do professor, que está fora do raio de visão do goleiro. 
3.4.3. Vários atacantes na linha de seis metros arremata. 
sucessivamente em forma de ando. 
3.4.4. 0 goleiro na balisa e o professor a quatro metros de posse de 
várias bolas. 0 professor executa vários arremates de percussão, t ipo cortada 
de bolibol. 
3.4.5. O professor com uma raquete de ténis e de posse de várias 
bolas de ténis, com a variação de distâncias e forças de arremates ele executa 
diversas raquetadas. 
3.4.6. Várias volas colocadas no centro de um círculo, de raio de 10 
m, rodeado por atacantes de posse da bola. O goleiro tentará defender as 
bolas colocadas no centro dos arremates executados pelos atacantes. 
3.4.7. O goleiro de costas para uma parede, onde estão desenhados 
um ou mais alvos. Os atacantes de posse da bola executam arremates tentando 
atingir os alvos. (Figura 9). 
i 3.4.8. Com a intenção de recuperar rapidamente a bola e provocar as 
defesas repetidamente, o professor repete os exercícios comuns com o 
goleiro, utilizando ochigote. (Figura 10e 10a.). 
76 
3.4.9. O goleiro na balisa e o professor a sua frente. O professor 
indica a direção e o aluno toma a postura e técnicacorrespondente a um 
arremate vindo na direção indicada (Figura 11). 
3.4.10. O goleiro de frente e a um metro da parede chuta a bola 
seguidamente com a parte interna dos pés. (Figura 12.). 
3.4.11. Idem ao item 3.4.10., estando dois goleiros frente a frente. 
3.4.12. O aluno deitado em decúbito ventral defende bolas enviadas 
pelo professor de diferentes pontos, forçando uma rotação de tronco e 
sustentação do tronco sem o contato com o solo. 
3.4.13. Idem ao item 3.4.12., estando o goleiro sentado com as 
pernas afastadas e executando extensão do tronco a cada posse da bola. 
3.4.14. Idem ao item 3.4.12., estando o goleiro sentado sobre os 
calcanhares e o professor dando preferência aos arremessos rasteiros. O 
goleiro deverá estender a perna do lado do arremesso. 
3.4.15. Estando o goleiro pendurado no travessão superior da balisa, 
o professor lança a bola em diferentes pontos. (Figura 13 e 14). 
3.4.16. Tendo duas ou várias bolas penduradas no travessão superior 
ou colocadas no chão, o goleiro sobre o seu arco de referência, toca nas bolas 
com os movimentos adequados a comando do professor (Figura 16 e 15). 
3.5. Exercícios de Agilidade 
3.5.1. O goleiro sentado sobre os calcanhares sobre o seu arco de 
referência. O professor arremata em várias direções e o goleiro passa 
imediatamente para a postura solicitada à defesa. 
3.5.2. Idem ao item 3.5.1., o goleiro partindo de diversas posições 
(sentado, de cócoras, deitado.. .). 
3.5.3 O goleiros colocado juntos a um, dos postes verticais e uma 
coluna de arrematadores de posse de bola, na linha de nove metros. O goleiro 
toca o ângulo superior ou inferior do seu lado e isso serve para acionar o 
arremate do primeiro atacante da coluna. O goleiro tentará deter a bola, 
passando pela posição de pré-defesa. 
3.5.4. Idem ao item 3.5.3., sendo que, o sinal dado significa 
arremates de diversas formas ou de diferentes pontos. Exemplo: quando o 
goleiro toca o ângulo inferior o arremate deve vir a meia altura do lado 
oposto, etc. 
3.5.5. O goleiro estando sentado com as pernas estendidas e voltadas 
para o centro da quadra (sobre o seu arco de referência), deve levar os braços 
para a direção do arremate execitado pelo professor, enquanto nesse mesmo 
movimento as pernas são estendidas para o lado oposto, ficando o goleiro 
deitado. 
3.5.6. Idem ao item 3.5.5., partindo o goleiro da posição sentado, 
com as pernas estendidas de frente para um dos travessões verticais. 
3.5.7. Estando o goleiro sobre o seu arco de referência, inicia uma 
série de movimentos em que simula posturas de defesas e toca determinados 
pontos (ângulos superior esquerdo, centro da linha de gol, poste vertical 
esquerdo, a meia altura, ângulo inferior direito, por exemplo). No quarto 
toque o arrematador de posse da bola na linha dos nove metros executa o 
arremesso, que deve ser defendido. 
77 
3.5.8. O atacante na linha de cobrança do tiro de sete metros. O 
goleiro avança até os quatro metros e retorna rapidamente, pois o seu toque 
na marcação de quatro metros aciona a ação do tacante. 
3.5.9. 0 goleiro óolocado no seu arco referêncial, com os braços para 
trás (cruzando nas costas) tenta deter arremates executados em diversas 
direções usando somente o tronco e as pernas. OBS.: é aconselhável o uso de 
bolas especiais. (Figura 16). 
3.5.10. Idem ao item 3.5.9., estando o goleiro com os braços na 
posição de "postura de base", mas sem movimentá-los. 
3.5.11. O goleiro estando na linha de nove metros, corre até o seu 
arco de referência procurando uma colocação sobre o ângulo de arremate, 
formado entre seus dois defensores (dois obstáculos). O arremate é executado 
assim que o goleiro chega ao arco de referência. (Figura 17). 
3.5.12. O professor, ou um companheiro, segurando com uma das 
mãos b poste vertical e, dando com a outra mão, a sustentação do goleiro. O 
goleiro simula defesa de arremesso beixos. (Figura 18). 
3.5.13. Duas colunas colocadas em cantos diagonais da quadra. Um 
goleiro colocado em cada uma das balisas e de posse de várias bolas. O goleiro 
lança aos elementos dás colunas, em contra-ataque. (Figura 19). 
3.5.14. Idem ao item 3.5.13., sendo que, os goleiros saem da área na 
tentaitva de bloquear o contra-ataque adversário. (Figura 20). 
3.5.15. Um goleiro em uma das balisas dè posse de várias bolas. 
Outro goleiro na balisa aposta, colocado na linha dos seis metros. O goleiro de 
posse das bolas arremata com cobertura. (Figura 21). 
3.5.16. O goleiro executando lançamento a diversos alvos desenha-
dos sobre o campo de jogo e com valores determinados. (Figura 22). 
3.5.17. Vários jogadores em fileiras paralelas a linha de gol partem 
do meio da quadra em atitude de arremate. Na linha de nove metros um aluno 
pré-estabelecidose, sem conhecimento do goleiro, executa o arremate (os 
atacantes podem gritar na fase final do exercício na tentativa de intimidar o 
goleiro). 
78 
goleiro — posição média 
goleiro — defesa média 
goleiro — defesa média 
COLETÀNEA DE EXERCÍCIOS PARA GOLEIRO 
01. Corrida curta, em torno da quadra, controlando uma bola com os pés, 
parte interna. Este exercício poderá ser feito defronte a uma parede. 
02. Movimento de passe com a parte interna dos pés - dois a dois - , sem 
evolução. 
03. Com a corda elástica presa à balisa ou a um outro local (grade, etc), 
prender uma das pontas a um dos pés e a outra ao braço do mesmo lado. 
Proeurar fazer os movimentos de defesa relativos aquele lado e para tal é 
necessário que a corda se mantenha sob pressão. Esta colocação da corda 
poderá ser variada. 
Exemplo: Pé e mão direita, pé e mão esquerda, nas duas mãos, nos dois 
pés, na cintura, etc. 
04. Idem ao exercício nP 03, somente que a corda deverá ter sua ponta presa 
apenas a uma das mãos. O goleiro deverá fazer movimentação do passe 
para o contra ataque. 
05. Com a corda elástica ou banco sueco, colocado paralelo a linha de gol e 
afastado da mesma aproximadamente 1.50 m, o goleiro deverá, partindo 
da sua posição fundamental básica do centro saltar o referido obstáculo 
tocando o solo ou sem tocar, tomar posição de X. 
06. Idem ao exercício nP 05, somente que o obstáculo deverá ser colocado 
numa perpendicular à linha de gol. O goleiro deverá, partindo de sua 
posição básica, saltar o mesmo (lateralmente), tocar o solo e fazer uma 
defesa baixa ou alta, conforme estipulado anteriormente. Esta movimen-
tação deverá ser feita para os dois lados. 
07. Idem ao exercício nP 05, com banco, acrescentando somente que o 
goleiro deverá saltar de cima do mesmo e, tomar posição de X antes de 
tocar o solo. 
08. Em arremessos contínuos o auxiliar deverá lançar (sem velocidade) bolas 
ao gol em ângulos diferentes, para que o goleiro, com seu deslocamento 
cada vez mais crescente, devolva-os ao mesmo. Por exemplo: uma no 
angulo inferior esquerdo e outra no ângulo superior direito ou uma no 
angulo superior esquerdo e outra na altura média direita, etc. 
F7& 
\ 
09. O goleiro de cócoras e de costas deverá se colocar junto a um dos postes 
laterais da balisa. Ao sinal do HOP, ou JÁ, ele virará rapidamente 
procurando tomar posição básica de centro, para melhor interceptar a 
O 
10. Idem ao exercício nP 09, somente que o goleiro deverá ficar na posição d? 
pé. Este exercício também poderá ser feito defronte uma parade e com o 
goleiro de frente para o auxiliar e, ao sinal deste, procurar voltar-se para a 
mesma (parede), para recepcionar ou defender o arremesso. 
12. Idem ao exercício nP 11, somente modificando a posição do goleiro que 
deverá estar sentado com as pernas unidas ou afastadas. 
13. O goleiro sentado sobre os calcanhares (cócoras) deverá defender somente 
com os pés ou com os pés e as mãos, as bolas arremessadas no ângulo 
inferior de sua meta. 
deverá segurar a bola lançada pelo auxiliar, antes que a mesma toque em 
suas pernas. 
15. O goleiro na sua posição fundamental básica de centro deverá efetuar 
defesas de arremessos de alas (pontas) e consequentemente a movimenta-ção à lateral em sua meta. (Figura a). Esses arremessos deverão ser 
contínuos e na distância de seis metros. A mesma coisa deverá ser feita na 
distância de nove metros e, na posição dos armadores laterais esquerdo e 
direito. (Figura b). 
Figu ra "b 
( & ' 
O s 
i 
A ordem de arremesso poderá ser determinada pelo treinador que 
acontece na figura "c", como também, estando os jogadores em posição de 
arremesso e, fazê-lo a um simples sinal educativo. 
Figura "c" 
16. Vários jogadores dispostos em uma coluna farão uma progressão 
driblando até a linha de nove metros, onde executarão o arremesso a gol. 
Esses arremessos deverão ser contínuos e poderão variar a critír io do 
treinador. 
17. Idem ao exercício nP 16, variando a formação dos jogadores que deverão 
progredir em linha até os nove metros, onde somente farão o arremesso. 
Esta ordem numérica crescente dos jogadores nos arremessos poderá ser 
pré-determinada, o que disporá o atleta em colocações variadas ou, a um 
simples sinal indicativo dará o número do atleta que arremessará, porém 
todos deverão fazer o gesto de arremesso. 
O O O O O O O 
18. 0 goleiro no centro de sua meta, com os joelhos apoiados no solo e 
sentado sobre os calcanhares, deverá com um salto, colocar-se o mais 
rapidamente de pé, procurando defender os arremessos (sem velocidade), 
feitos contra sua meta. 
19. 0 goleiro sentado com ou sem afastamento lateral das pernas, arremessará 
uma bola ao alto e levantar-se-á a tempo de arremessá-la entes que toque o 
solo. 
Variação: sentado com afastamento lateral das pernas, projetará bola 
entre elas e se levantará a fim de que possa recepcioná-la antes de sua 
queda ao solo. 
20. Rítimo: O goleiro fará sua movimentação, ao gol ou fora dele, em 
movimentos de defesa ritmado. 
Exemplo: Partindo da posição fundamental básica de centro, o goleiro se 
desloca para a defesa baixa direita, volta a posição inicial e completa uma 
defesa alta esquerda. Esta movimentação deverá ser variada de vez em 
uando, isto é, depois de alguns minutos (tempo estipulado pelo treinador) 
de treinamento, em uma sequência, ele passará para outra; partindo do 
centro fará posição de defesa alta a direita e logo após, baixa à esquerda, 
etc.. . 
100 
21. Espelho: é a movimentação feita no exercício nP 20, com um 
companheiro colocado à frente e, podendo ainda colocar mais atrás. 
Devemos variar o goleiro que comanda os movimentos. Esta movimenta-
ção poderá ser anteriormente estipulada, como também comandada a livre 
critério de escolha de um dos goleiros e, ser seguida pelos demais, como se 
fosse um espelho. 
22. O treinador fará uma sequência de chutes de voleio ao arco do goleiro, 
que procurará defendê-los. Esta sequência deverá ser mais contínua 
possível e, para que tal se realize, é necessário que um auxiliar forneça as 
bolas. 
23 .0 treinador colocará todas as bolas disponíveis sobre a linha de seis 
metros à nove metros, com intervalo entre uma e outra de mais ou menos 
upi metro. Feito isto, fará uma sequência de chutes rápidos e contínuos 
sobre a meta do goleirom que procurará defender o máximo de bolas 
possíveis. 
88 
24. Seguro a um companheiro, que por sua vez deverá estar preso a um dos 
postes da meta, ele deverá fazer as posições de defesa nos ângulos 
contrários. Feito isto durante um tempo determinado, ele mudará e fará 
do outro lado. 
25. E, suspensão alongada no travessão superior o goleiro, sem tocar com os 
pés no solo, deverá somente com as pernas, tentar defender as bolas 
arremessadas a sua meta. Depois poderá variar com a perna e um dos 
braços simultaneamente. 
26. Na posição de " t i ro de sete metros", cinco ou mais jogadores serão 
numerados, sem que o goleiro saiba seus respectivos números. 0 treinador 
de trás ou ao lado da meta, indicará verbalmente ou em mímica o jogador 
que deverá arremessar. Todos tomam posição, mais somente o indicado 
assemessará. 
• 
27. Formação de duas colunas na linha de sete metros. O treinador indicará 
verbalmente (esquerda ou direita), ou sinalizando com elevação do braço 
esquerdo ou direito, o jogador que, após os dois tomarem posição, fará o 
arremesso. 
Variante: este mesmo exercício poderá ser feito em progressão com dois 
ou três jogadores e que, elevando os dois braços ou deixando de elevar 
significará ser o do meio (no caso de três jogadores). 
89 
28. Na linha de sete metros estipula-se um determinado número de arremessos 
para cada jogador. 
Variante: este mesmo exercício poderá ser feito com o goleiro de costas 
para o jogador e, ao sinal de "HOP", dado pelo professor, ele virará e 
tentará defender. 
29. Os jogadores ficarão dispostos na linha de seis metros. Uma certa quantia 
de bolas mais ou menos a quatro metros. O goleiro passa uma das bolas de 
sua escolha e volta rapidamente a linha de um metro para fazer a defesa 
30. Idem ao exercício n.° 29 somente que as bolas deverão estar dentro de seu 
gol. Ele apanha uma bola, sai a distância de um metro, passa de volta ao 
seu gol para defendê-la. 
31. Quatro séries de " t i ro de sete metros". O número de arremessos deverá ser 
estipulado pelo treinador. Na primeira série o goleiro deverá estar dentro 
do gol, mas evitará que a bola penetre no mesmo. Na segunda série ele 
ficará fora da linha de gol e, na terceira e quarta série na posição normal 
(fora do gol). 
32. Utilizando a bola com a corda elástica, o treinador poderá, numa distância 
de aproximadamente um metro do goleiro, empunhando a mesma pelo 
elástico, fazer uma série de arremessos contínuos sobre o goleiro, que 
procurará, por reflexo, defendê-las. Este exercício servirá para treinamen-
to de reflexo e agilidade do goleiro. 
100 
33. Com o goleiro colocado de frente para uma parede lisa e, o treinador atrás 
dele, procurando variar sua distância da referida parede, o goleiro 
procurará defender os arremessos feitos à parede. 
Variante: Idem ao exercício acima, variando apenas a colocação do 
goleiro, que estará de costas para a parede, virando rapidamente no 
momento do arremesso. 
3 4 . 0 goleiro deverá treinar o contra-ataque da seguinte forma: após a 
recepção da bola arremessada, por um jogador da coluna " A " , se 
deslocará em diagonal contrária ao lado de quem irá fazer o passe para o 
.contra-ataque. 
Motivos pelos quais ele deverá fazer a sua progressão no sentido contrário: 
a) melhor recepção do jogador contra-atacante (diagonal), b) ludibriará a 
equipe adversária com uma progressão no sentido contrário, etc. 
35. Idem ao exercício nP 34, somente que utilizando um jogador 
intermediário para este contra-ataque (sustentado). 
36. Saída para interceptação: quando um passe longo do adversário para 
outro, próximo à sua área de defesa, o goleiro para o contra-ataque, 
interceptando este passe. Ele dificilmente deverá sair a uma distância maior 
que dez ou onze metros, pois poderá ser envolvido e, no momento preciso 
do passe adversário, pode ser encoberto. 
37. Recepção rápida da bola em jogo. Este treinamento poderá ser feito com 
o treinador simulando arremessos atrás de sua meta, longe de seu alcance, 
como por exemplo na arquibancada. Poderá ser feito com uma, duas ou 
mais bolas ao mesmo tempo. 
38. Colocaçãc) na sua meta frente a um bloqueio de arremesso a gol. Ele 
sempre deverá cobrir o ângulo oposto ao bloqueio de seus comapnheiros, 
isto é, se o bloqueio for feito no ângulo esquerdo, ele deverá cobrir o 
ângulo direito. 
WÊÊÊÊ^mÊmÊÊÊÊm 
39. idem ao exercício nP 38, no caso de batida de tiro livre com barreira. 
40. Defesas diante de arremessadores encobertos por uma balisa ou qualquer 
outro material que ofusque a visão dos arremessos á sua meta. 
95 89 
II 
41. Interceptação de passes ou chutes feitos entre três ou mais jogadores entre 
si e, para tal é necessário que ele se coloque em posição que facilite tal 
interceptação. Esta interceptação poderá ser feita com as mãos ou com os 
pés. 
EXERCCIOS PARA PASSES, DRIBLES E ARREMESSOS 
01. F. Duas colunas frente à frente, distantes seismetros uma da outra. 
D. Passa a bola com uma mão por cima do ombro para B e, corre atrás de 
sua coluna. B passa para C, e assim sucessivamente. 
Variação: trocar de lado. 
c A 
O O O c - _ _ : T - O O O . 
02. F. Idem formação ao exercício n.°01, colocados na linha de fundo. 
D. A progride driblando até B, passando a bola e colocando-se atrás da 
coluna B. B. repete passando à C. 
03. F. Idem ao exercício nP 02. 
D. Idem ao exercício nP 02, no momento que A passa para B, retorna à 
sua defesa de frente até a metade da quadra e, depois de costas. B inicia 
o drible do lado aposto, passando para C e, repete as ações do A. 
C A 
O O O ^ A Í V W ^ O O 
- Q -
04. F. Quatro a quatro com as bolas. 08. F. Dois a dois com uma bola. 
D. A e B passam a bola simultaneamente a C e D. Trocam de lugar para C D. Ao sinal os dois alunos procuram passar a bola entre si com muita 
passar a B e D passar a A, respectivamente. velocidade e movimentação. 
05. F. Uma coluna. 
D. B passa para A e corre em sentido contrário. A faz um passe longo para 
C. C recebe a bola e passa novamente a B, que novamente corre em 
sentido contrário. 
Observação: anotar o tempo. 
06. F. Em triângulo. 
D. A, B e C trocam passes entre si com muita novimentação e pernas 
semi-flexionadas. 
07. F. Seis alunos dispostos como mostra o qráfico. 
D. A e B ao sinal passam a bola para C e F, respectivamente, C passa para 
D e F para E, que novamente passará aos alunos do centro. 
09. F. Alunos dispostos em forma de quadrado. 
D. A passa para B e corre em diagonal atrás de C e, assim sucessivamente: 
B passa para C; C para D e D para E. 
10. F. Uma coluna dospista na diagonal ao longo da quadra. 
D. A passa para B e recebe na corrida. A passa para C e continua a corrida 
até receber de C. A passa para D que reinicia o exercício 
11. F. Duas colunas frente à frente, distantes doze metros. 
D. Executa três passos (E, D, E) e, passa com salto para B, que reinicia o 
exercício. 
A 8 
97 89 
12. F. Cada aluno com uma bola na frente da linha de nove metros. 
D. A arremessa de nove metros a gol, depois B e assim sucessivamente. 
Variação: Arremessar com salto, com apoio, cruzando as pernas, trocar 
delado. 
13. F. Duas colunas frente à linha de nove metros. 
D. A passa para B e este devolve para A que arremessará a gol de nove 
metros. 
Variação: arremessar com salto, com apoio, trocar de lado. 
14. F. Quatro colunas de frente para a linha de nove metros. 
D. Ao sinal os alunos executam o arremesso a gol: com salto e com apoio. 
Q O o. Q ' . . / 
O O o. 
O O o. o 3 — i > 
O o o. o " - - r 7 
\ 
15. F. Idem ao exercício nP 14, com alunos da defesa. 
D. Idem ao exercício nP 14, com alunos da defesa fazendo bloqueio 
defensivo. 
Q O. O. o ! — . 
Q Q Q tf— 
O. O. O. O ? - -
Q O. O Q - — 
K 
bola, com muito contato, que exige auto 
controle, força de vontade, perseverança e disciplina. As regras são rígidas e 
têm um sentido educativo. Possibilitam atitudes cavalheirescas em jogo franco 
entre equipes bem formadas. 
Para os leitores terem uma idéia mais clara do jogo, diremos que o 
handebol é a fusão dos elementos que compõe o basquetebol e o futebol, 
porém, com características e regras próprias, que definem o Handebol como 
desportos de base, desenvolvendo qualidades físicas, psíquicas e morais de 
forma que não necessita de exercícios complementares para compensações 
musculares. A velocidade, agilidade, resistência, força, reflexos e controle 
emocional, são algu mas das qualidades desenvolvidas pelos praticantes do 
Handebol. 
Para o perfeito desenvolvimento técnico, é necessário o emprego da 
tática evoluída; esta contribui para se evitar acidentes e possibilita a prática do 
jogo num nível elevado e cortês; o Handebol é um esporte coletivo, onde 
todos os jogadores de campo atacam e defendem. 
É indispensável a perfeita execução dos fundamentos, pois, ao 
mesmo tempo em que se está bloqueando um ataque adversário, pode-se 
imediatamente passar à finalização com um contra-ataque. Para isso, o 
jogador deve ser um bom arremessador. 
O jogo em si, permite excelente oportunidade para observarmos as 
reações dos jogadores, tendo em vista que as próprias regras preconizam um 
comportamento moral e disciplinar perfeito, prevenindo e protegendo os 
contra os lances mais ríspidos proporcionados pelo calor da luta. 
Cabe ao orientador a tarefa de mostrar com segurança os caminho» 
para uma conduta esportiva exemplar. 
li 
HISTÓRICO 
Em 1890, surgiu o Raffballspiel, criado pelo professor alemão 
Lonrad Koch. Esse jogo era muito semelhante ao Handebol atual, tinha 
popularidade apenas entre os estudantes. Não havia campo demarcado nem as 
traves do gol. 
Em 1892, apareceu o Hazena, criado pelo professor Kristof Antonin, 
na Tchecoslováquia, era praticado numa quadra de 45x30m, havia traves corri 
2m de largura por 2,40m de altura. No início, a área do goleiro tinha formato 
retangular com 4m de distância da linha de fundo. Mais tarde, Vaclav Karas, 
professor tcheco modificou a área do goleiro para um semi-círculo de 6m de 
vão e dividiu a quadra em três setores, ficando estabelecido que cada equipe 
ficaria com sete jogadores. 
Em 1898, Holger Nielsen, professor dinamarquês, recebeu ordem do 
rigoroso diretor da escola em que lecionava, para que não permitisse que se 
jogasse futebol no pátio do estabelecimento, por ter aquele esporte causado 
prejuízos e ferimentos em alguns estudantes. Assim, o referido professor criou 
novo t ipo de jogo pára os alunos, muito menos perigoso do que era o futebol 
de então. Deu ao novo esporte o nome de Handbold. De início, só a escola 
que estava sob a orientação de Holger praticava tal esporte. Mais tarde, 
entretanto, o novo jogo fez-se muito popular na Dinamarca. Em 1915,' 
iniciou-se na Alemanha, o Torball, adaptados pelo já conhecido Korball é 
Volkerball, que foi jogado com algumas regras próprias, que foram designadas 
por Bachman Herman. Inicialmente, estes jogos eram apresentados em 
preliminares das competições de ginástica, na Alemanha. Na mesma época, já 
existia a Feldhandball onde o campo tinhas as seguintes dimensões: 40x20m 
com duas traves de funco de 2m x 2,50m e um raio de 4m de semi-círculo da 
área do goleiro. A 29 de outubrosde 1917, surgiu uma modificação, no 
aperfeiçoamento do Handebol. O professor alemão "Kar l Schelenz" com a 
colaboração de dois patrícios, Max Heiser e Erich Konigstrabalharam na 
formação do Handebol como esporte competitivo. No sentido de obter uma 
divulgação maior, enviou este trabalho, juntamente com as regras especiais do 
Handebol de campo, a países como: Estados Unidos, Iralanda, Itália, Suíça e 
França. 
Foi assim que surgiu este esporte competit ivo, que anteriormente, 
era praticado apenas como preliminar e mais pelo sexo feminino. Agora, já 
seria praticado também pelo sexo masculino, o que aumentaria ainda mais o 
espírito de competição. 
No ano de 1927 fo i criada a Federação Internacional de Handebol. 
Ampliando-se o campo, foi reduzido o tamanho da bola, o que deu maior 
interesse ao jogo. 
Pelo impulso dado na Alemanha, pela sua crescente popularidade, 
incluiu-se no programa dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Para que este 
esporte pudesse ser praticado no inverno, os Suecos" idealizaram o Handebol 
de interior, o que chamaram de Inne Handeball, para o qual deviam reduzir 
também o terreno, a f im de ser praticado em um espaço coberto Chamou-se 
10 
também de Handebol de Salão, que é a tradução exata da expressão alemã 
Hallenhandball. Visto que 11 jogadores era muito, reduziu-se para 7 
elementos. 
Na Europa, é praticado por diversos países, principalmente 
Alemanha, Roménia, Suécia, Dinamarca,Tchecoslováquia, Espanha, etc. É no 
nntanto, na Alemanha que vamos encontrar maior número de praticantes de 
Handebol, existindo cerca de 400.000 praticantes, seguidos da Roménia. 
É por essa razão que chamamos "Kar l Schelenz", o pai do Handebol, 
jè que foi ele quem adaptou o Torball para o Handebol, forçando assim, a 
popularização do jogo em toda a Europa. Este trabalho foi favorecido pelo 
fato de ter sido ele, professor da Faculdade de Educação Física de Berlim, 
onde havia muitos alunos estrangeiros, ques levaram para seus respectivos 
países os conhecimentos ali obtidos. O professor Schelenz fez palestras sobre 
a nova modalidade em vários países europeus, entre 1920 e 1930. 
Para conhecimento do [leitor, no Uruguai, foi publicado um livro 
(Reglamento de juego de esporte Uruguayo de balon, - 1943) onde o autor 
citou o nome do professor Antonio Valeta, como inventor do Handebol. 
O referido livro diz: 
"E l Balón es un deporte inventado por el Professor de Educación 
Física y Naturismo, senor Antonio Valeta, autor de outros juegos atléticos, 
muy difundidos en América. 
Dlcho juego se comenzó a praticar en el ano 1917.. . más tarde 
habria de ser jugado por los argentinos, los brasilenos y los chilenos, para 
passa, en el ano de 1920, a Europa.. . " 
Finalizando e esclarecendo o assunto: o Handebol fo i iniciado com o 
nome de Hazena (Tchecoslováquia), num campo pequeno (45m x 30m) com 
sete jogadores de cada lado e por esta razão este é o mais parecido com o 
Handebol atual, favorecendo ainda a data mais antiga (1892), como origem da 
modalidade. 
No Brasil, sabemos que o Handebol surgiu inicialmente na 
especialidade de Campo, através de clubes, cujos fundadores, eram 
estrangeiros radicados no Brasil, de origem israelita e alemã, lá pelos anos de 
1930/1932. 
O Handebol de Campo, no Brasil, praticamente deixou de existir 
com a prática de Handebol de Salão, tendo-se lembrança de ter sido realizado 
um de seus últimos campeonatos, com a participação de bem poucas 
entidades, em 1965. Tendo sido campeão o Esporte Clube Pinheiros (Antigo 
Esporte Clube Germânia). O Handebol de Salão possivelmentesdeve ter 
começado entre 1950/1952. 
Sua maior evolução, até a presente data, pertence a São Paulo, 
primeiro estado a formar Federação na modalidade, evento, realizado em 26 
de fevereiro de 1940. 
De 1969 para cá, após a instituição dos Jogos Estudantis Brasileiros, 
o Handebol começou a acelerar seus passos, em termos de âmbito nacional. 
O Handebol, ao ser introduzido em 1971, nos Jogos Estudantis e 
Universitários Brasileiros (JEB'S e JUB'S), ganhou enorme difusão em todo o 
território nacional e hoje é o desporte que conta com maior número da 
participantes em ambos os eventos. 
11 
í! III! 
Os estados que mais praticam Handebol são: Paraná, Minas, Paraíba, 
Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Amazonas, etc. 
No Paraná existe uma Federação já oficializada, com sede em 
Curitiba e realiza campeonatos com a participação de todo o estado, nas 
diversas categorias de idade. 
As principais cidades que praticam o Handebol no Paraná, são: 
Maringá, Nova Esperança,Curitiba, Paranavaí, Campo Mourão, Goio-Erê, 
Cornélio Procópio, Marechal Cândido Rondon, etc. 
Foi introduzido oficialmente nos Jogos Colegiais Paranaenses no ano 
de 1973, para o sexo masculino e feminino, na cidade de Londrina. 
Nos Jogos Abertos do Paraná, a cidade de Maringá, fo i a que mais 
obteve tí tulos até a presente data. 
I l l - DESTREZAS DESPORTIVAS 
É destreza: " A capacidade que se tem de fazer coisas com 
facilidade". Um movimento se torna fácil quando se realiza com naturalidade, 
liberdade e espontaneidade. 
Estes princípios se cumprem em toda atividade infanti l quando se 
realiza um ensinamento da técnica dos movimentos. 
O objetivosdesta aprendizagem é obtenção do maior número de 
destrezas que tenham aplicação na prática do handebol, especialmente o 
manejo, o arremesso da bola, variedade de corridas, saltos, tiros, rodadas e 
caídas que formam parte dos fundamentos de uma jogada de Handebol. 
Para prática dessas destrezas é conveniente que cada uma se exercite 
com uma bola (cada criança), de handebol, a qual, pode, adaptar-se com uma 
bola de borracha tamanho adequado. 
Não se estabelece uma ordem e cada movimento tem valor por si só, 
não como preliminar de outro. Da acumulação e repetição surgirá a 
incorporação como conhecimento. 
Estas destrezas devem apresentar-se como "tarefas físicas", que 
deverfi ser realizadas sem inibição. Apresentam-se mediante o desafio feito 
através das perguntas: Quem pode? Quem faz mais rápido? Quem atira mais 
longe? etc. 
1) DESTREZAS SEM BOLA: 
Quem Pode: 
— correr mais rápido; 
— correr, sentar e voltar a correr; 
— saltar mais alto; 
— saltar e no ar, tocar com ambas as mãos nos joelhos; 
— correr rnais rápido de costas; 
— corrar mais rápido de lado; 
— correr rápido e parar bruscamente; 
^ I t i t a r com um dos pés; 
- - Ititar com dois pés unidos; 
— correr, saltar, girar e continuar correndo; 
— saltar mais longe; 
Quem atira mais longe? Quem pode rolar com a bola? 
12 
2) DESTREZAS COM A BOLA: 
Quem Pode: 
— bater e segurar a bola em alturas progressivas; 
— bater a bola com ambas as mãos o maior número de vezes; 
— bater somente com uma das mãos; 
— bater a bola bem baixa com as duas mãos; 
— bater a bola bem baixa com uma das mãos; 
— bater a bola alternadamente, com as mãos; 
— bater a bola com deslocamento para frente, para trás e ao lado; 
— bater a bola em zig-zag; 
— bater a bola ajoelhando e sentando; 
— bater a bola sem olhar; 
— bater a bola em movimento, parar e tomar a andar; 
13 
bater somente com uma das mãos bater se deslocando para frente 
Quem Pega Melhor: 
— em pé com a mão em cima da cabeça; (fig. A) 
— em pé com as mãos na altura do peito; (fig. B) 
— em pé com as mãos na altura dos joelhos; (fig. C) 
— com as duas mãos junto ao solo; (fig. D) 
— correndo; 
— ajoelhado; 
— sentado; 
— deitado; 
— saltando para cima, para o lado e para a frente; 
c) Quem Passa Melhor? 
— com as duas mãos; 
— com uma das mãos; 
— sobre a cabeça; 
— sentado; 
— correndo; 
— mais longe; 
— mais alto; 
!iMMmfHnEiiHHUiifniHi>fm!EfmiimiMiiEiU!Etriiiiinmífiií!Mniinnf • 
- batendo no chão; 
para trás; 
para os lados; 
por baixo das pernas; 
saltando; 
- - - -o 
. i.m as duas mãos c o m u m a d a 5 m S o 5 mais longe 
d) Quem Lança (arremessa melhor)? 
— mais forte contra o solo; 
— mais alto; 
— mais longe para frente e para trás; 
— mais longe girando; 
— mais forte para trás por entre as pernas; 
— golpeando; 
— saltando por cima; 
— saltando para a frente; 
— correndo; 
— sentado; 
— deitado; 
e) Quem Acerta? 
— no companheiro; 
- e m outra bola; 
— na maça; 
— no medicine-ball; 
— no centro da quadra; 
- n o gol; 
— no travessão; 
— em uma marca na parede; 
— na bola sobre o banco; 
— num retalho de pano, colocado no ângulo da trave; 
f) Quem Cai (colchão de grama) Melhor? 
— com a bola, ajoelhado, para frente; 
— com a bola, ajoelhado, para o lado; 
— com a bola, agachado para frente; 
— com a bola, agachado para o Lado; 
— com a bola, agachado para trás; 
— de pé, com a bola, para frente; 
— de pé, com a bola, para o lado; 
— de pé, com a bola, para trás — simples; 
— de pé, com a bola, para trás com rolamento; 
— cambalhota para frente sem soltar a bola; 
— cambalhota para trás sem soltar a bola; 
com a bola agachado 
para o lado 
de pé com a bola 
para a frente 
de pé com a bola 
para o lado 
cambalhota para a frente, 
sem soltar a bola 
16 
IV - PROCESSOS PEDAGÓGICOS PRELIMINARES 
São aqueles exercícios que servem para a iniciação de qualquer 
esporte coletivo. Tem por objetivo a iniciação dos Fundamentos Básicos, 
assim é que se deve dar ao aluno meios para que ele possa compreender as 
noções gerais do jogo. Devemos variar o mais possível os exercícios, dando-os 
sob a forma de recreação e de competição, fazendo com que os iniciantes 
executem os mais variados movimentos relacionados com a prática do esporte 
a ensinar. Os fundamentos empregados quase sempre serão os de Handebol. 
As regras serão as mais simples possíveis, mas ao esquematizar o jogo, o 
professor deverá a medida que os alunos forem progredindo elevar o nível de 
dificuldades contr ibuindo com isso para um complemento e perfeito domínio 
de bola. 
Exercícios Fundamentais Básicos: 
O objetivo principal dos exercícios fundamentais básicos é fazer com 
que o aluno trabalhe o máximo possível a bola e de todas as formas 
imagináveis, isto a f im de qué ele adquira domínio de bola, r i tmo e 
coordenação no manejo da mesma; equil íbrio (parado e em movimento), 
noção das diferentes trajetôrias da bola em relação à velocidade e direção: tais 
atividades podem-se desenvolver das seguintes maneiras: 
a) Quem pode? 
1) . . .picar a bola com a mão direita? 
2) . . .picar a bola com a mão esquerda? 
3) . . .picar a bola muito baixo, sem que ela pare? 
4) . . .picar a bola em um mesmo lugar e correr ao redor? 
5) . . .picar bem alto e alternadamente bem baixo? 
6) . . .picar uma vez com cada mão alternadamente? 
b) Quem lança a bola? 
1) . . .mais forte contra a solo? 
2) . . .mais alto? 
3) . . .mais longe para a frente, e depois para trás? 
4) . . .mais forte para trás? 
c) Quem pode saltar com a bola? 
1) . . .mais alto? 
2) . . .mais longe? 
3) . . .e girar antes de cair? 
4) . . .para trás? 
d) Quem pode passar a bola ao companheiro sem que ela caia? 
1) . . .com as duas mãos? 
2) . . .com uma mão? 
3) . . .por sobre a cabeça? 
4) . . .estando mui to longe um do outro? 
17 
E outros exercícios de fácil assimilação, que c&ncorrem para a 
aquisição das habilidades desejadas fazendo com que, em certo tempo o aluno 
domine completamente a bola, como se ela fizesse parte do seu próprio 
corpo. 
Damos em seguida alguns exemplos de jogos preliminares, e de 
acordo com a capacidade de cada um, essas formas poderão sofrer variações: 
1 - A A A A A 
1 - B B B B B 
Colocadas as duas equipes em duas colunas, o aluno nP 1 que 
permanece f ixo, lança, depois do apito do professor, a bola, em direção ao nP 
2, que a recebe com as duas mãos e devolve-a ao nP 1 com uma das mãos e vai 
se colocar no f im da coluna. O primeiro aluno de nP 6 que devolver antes a 
bola ao nP 1 fará um ponto. 
A A A A A B B B B B 
Duas colunas, frente a frente, distantes a uns 10 metros. O primeiro 
aluno de cada coluna com a bola na mão; ao sinal corre picando a bola 
(driblando), até a outra coluna, entregando-a ao primeiro, que faz o mesmo 
no sentido contrário. Depois de conduzir a bola, o aluno se colocará atrás da 
coluna contrária. 
F 2 D 4 B 6 
X X X \ 
I E 3 C 5 A 
Colocam-se duas equipes, em fileiras e voltadas para o centro, de 
modo tal que os jogadores fiquem intercalados na mesma fileira (I—E—3—C— 
5 - A ) , (F-2— D - 4 - B - 6 ) . Os cabeças (I F) de cada equipe então de posse da 
bola. Ao apito do professor, passam para os companheiros que estão na fileira 
oposta e assim por diante, até o úl t imo homem, e volta na mesma ordem, até 
os cabeças, I e F de cada equipe. 
Contará ponto a equipe que for mais rápida. 
Observação:Os passes devem ser executados somente com uma das 
mãos, a f im de obrigar o aluno a usar somente uma. 
V - FUNDAMENTOS 
- PROCESSOS PEDAGÓGICOS ESPECÍFICOS -
Nesta fase, iniciamos o aprendizado do Handebol propriamente dito, 
procurando realizar exercícios e processos nos quais entram diretamente, os 
elementos fundamentais, quer sob a forma de recreação (competição) quer 
sob a forma de exercícios de iniciação. 
Estes exercícios darão ao aluno conhecimento e habilidades mínimas 
16 
para a prática do Handebol, ou seja, o aprendizado dos elementos 
fundamentais do jogo. 
Como os demais esportes, o treinamento dos elementos fundamen-
tais constitui a parte primordial para o aperfeiçoamento técnico e o domínio 
dos gestos próprios do Handebol, pelo qual os jogadores obtém os melhores 
resultados. A técnica nos mostra as regras práticas de execução dos gestos 
(recepção, passes, arremessos), os melhores procedimentos a empregar e os 
defeitos que se tem de corrigir. 
Dentro dos princípios fundamentais da técnica individual e como 
condições indispensáveis para que o aluno adquira, atitudes básicas em prol de 
sua estruturação definitiva, deve adotar posições adequadas, a f im de 
conseguir bons resultados em benefício do próprio rendimento, tanto 
ofensivo como defensivo. 
O princípio fundamental do Handebol consiste, portanto, no 
aperfeiçoamento e execução dos elementos fundamentais que são: 
a) Recepção 
b) Progressão 
c) Passes 
d) Arremessos 
e) Tipos de arremessos — simples e especiais 
RECEPÇÃO 
São técnicas aplicadas para reter a bola de forma correta nas 
diferentes situações do jogo, enquadrando o corpo em condições de executar 
perfeitamente os movimentos, protegendo-a contra o adversário. 
Para o perfeito recebimento, as mãos devem ir de encontro à bola, 
dedos voltados em direção à mesma e polegares próximos formando uma 
concha; isto permite amortecê-la e segurá-la com firmeza. 
a) Recepção da bola na altura do peito 
b) Recepção da bola acima da cabeça 
c) Recepção da bola alta e lateralmente 
d) Recepção da bola na altura dos quadris 
e) Recepção da bola junto ao solo 
f) Recepção com uma das mãos 
t 
b 
19 
Exercícios para iniciantes de pouca idade: 
Os exercícios devem ser praticados inicialmente em posição parada, 
se possível cada um com uma bola, ou em dupla; tão logo se tenha dominado 
os movimentos com a bola. 
A) Cada um com uma bola: 
1) Jogar para cima, à pequena altura, e pegar a bola, trazendo-a junto 
ao corpo; 
2) Bater no solo e pegá-la, trazendo-a junto ao corpo; 
3) Jogar na parede e pegá-la, trazendo-a junto ao corpo ou 
procurando jogá-la novamente; 
4) Posteriormente, introduzir a movimentação, lançando-a pouco à 
frente; 
5) Jogar na parede de longe e correr para pegar, procurando segurar a 
bola. 
B) Cada dois jogadores com uma bola, tendo-se o objetivo de corrigir 
detalhes de apreensão da bola (jogadores parados): 
1) Passando a bola para o outro, executando as recepções simples; 
2) Passar, variando a altura para executar os diferentes tipos de 
recepções simples; 
3) Passare receberem movimento. 
No caso de poucas bolas para muitos alunos: 
1) Util izar duas fileiras, frente a frente, executando, as recepções 
rapidamente; 
2) Util izar três fileiras, formando um triângulo; executar as 
recepções de um lado e passar para o outro, para o primeiro da outra fileira; 
trocar de posição na própria fileira ou seguir a trajetória da bola, colocando-se 
no f im da outra fi leira; 
3) 'Com o domínio dos exercícios simples, variar direção possibilitan-
do a prática de todos os tipos de recepções. 
C) Manejo individual com a bola; ensino da adaptação à bola e 
execução de movimentos que concorrerão para a melhora do manejo de bola: 
20 
IHI I I I l l l l f l l l l i l l l l l l f l l I !ll»lllll»ll!!!ill»llll 
1) Lançar pelo alto e pegar; 
2) Lançar para o alto, saltar e pegar no ar; 
3) Lançar para o alto, de uma mão para outra; 
4) Lançar para o alto atrás, girar e pegar; 
5) Lançar para o alto atrás, girar, saltar e pegar. 
Posição das mãos: 
O passe é o elemento básico de toda a construção do jogo. É o meio 
para que a bola chegue ao companheiro. São formas de progressões onde 
participam dois ou mais jogadores, que com habilidade e perfeito 
entrosamento entre si, levam uma equipe próxima a área do gol. 
Da qualidade de seus passes depende o nível técnico de uma equipe. 
Em princípio, uma equipe de posse da bola não deve perdê-la, salvo quando se 
arremessa a gol. 
Os passes podem ser realizados com uma das mãos (usado mais 
comumente) ou com as duas (muito raramente). 
E um fundamento de vital importância. Permitem conduzir a bola 
rapidamente através dos companheiros e preparar o ataque. 
Sua execução deve ser precisa, indo na medida e direção do 
companheiro e sem que o adversário consiga interceptar. Ao executar o passe, 
0 jogador não deve ficar olhando para o companheiro, denunciando sua 
Intenção, mas ter perfeito domínio visual do campo e de quem vai receber o 
passe. 
As equipes de categoria, com muito treino das jogadas preparadas e 
porfeito entrosamento entre os jogadores, executam os passes sem olhar, às 
' «(ias, pois existe sincronização de movimentos. A perfeita execução destes 
1 lota lhes, a infiltração e o contra-ataque decidem o jogo. Por razões táticas, 
i|u«m não está com a bola deve procurar se desmarcar, para poder recebê-la e 
ih iomessá-la ao gol. 
Os passes podem ser realizados com uma das duas mãos, de acordo 
i um a situação do jogo. O passe com uma só mão é o mais usado, pois 
Ill 
favorece maior mobilidade, rapidez e não revela a intenção do jogador. Com 
as duas mãos, o passe é mais seguro: tem-se maior proteção da bola, perde-se 
em velocidade e possibilidade de arremesso. 
1) Quanto à trajetória: o passe da bola pode ser direto, picado e 
parabólico. O direto é o mais rápido, pois a bola percorre o caminho mais 
curto e preciso seguindo trajetória reta. O picado é util izado quando se tem 
um ou dois adversários pela frente e não se pode ultrapassá-los diretamente; a 
bola é lançada ao chão, do lado, pouco à frente ou pouco atrás do adversário, 
em direção ao companheiro, sem permitir que seja interceptada. O parabólico, 
é utilizados quando $e procura vencer um ou mais adversários por cima; é 
usado nos contra-ataques em profundidade ou nos passes de longa distância. 
Deve ser bem executado, pois sua trajetória é lenta, possibilitando ao 
"dversário notar e interceptar a bola. 
2) Quanto à situação do jogo: Os passes podem ser em progressão 
quando a equipe procura ganhar terreno, indo para gol adversário - ou de 
preparação, quando se procura criar situações que vão possibilitar a 
finalização por meio de infiltrações, passes em progressão, dribles ou fintas. 
3) Quando è distância: pode ser curto, médio ou longo, de acordo 
com a necessidade de utilização, dependendo do local onde está ou onde vai 
estar o companheiro que deverá receber a bola. 
4) Quanto ao movimento de execução: pode ser feito parado, em 
deslocamento ou em suspensão, com uma ou duas mãos, de frente, de lado e 
de costas. 
5) Passes especiais: podem ser: 
a) Reversão; 
b) Pronação; 
c) Passe por trás do ombro; 
d) Passe por trás das costas; 
e) Passe de frente com uma das mãos (ombro ou beisebol); 
f) Passe lateral com uma das mãos (boliche); 
g) Passe de frente com as duas mãos (Peito e por cima da cabeça); 
h) De frente picado; 
i) Passe com salto; 
j) Passe por cima da cabeça (de gancho); 
I) Por trás das pernas; 
m) Por baixo das pernas; 
n) De ombro com duas mãos. 
22 
O passe deve ser endereçado ao companheiro de forma a facilitar a 
itção seguinte, isto é, se o companheiro está correndo deverá receber a bola 
pouco à frente, a altura do peito, o que permitirá o domínio dela na 
sequência do movimento; do contrário, terá de se abaixar ou parar. 
Interrompendo a jogada. 
Se o companheiro estiver atacando para penetrar dentro da área, ela 
deverá vir alta, a altura do rosto, o que facilita a execuçãodo arremesso 
Imediato. Mas, se estiver armando o jogo, ele deverá receber a bola: alta, na 
nltura do peito, baixa, rasteira, do lado ou longe do corpo, conforme a 
•Ituação favorecer o domínio perfeito, sem dar oportunidade ao adversário de 
Interceptar. O aprendizado do passe está intimamente ligado ao das pegadas e 
rocebimentos, que devem ser feitos em conjunto, pois, sempre que dois alunos 
mtiverem se exercitando em pegadas, também o estarão em passes. 
Exercícios: 
- Dois a dois (se o número de bolas permitir, cada dois jogadores 
com uma bola), inicialmente parados, executar todos os tipos de passes: 
direto, picado, com reversão, etc. 
- Cada dois jogadores com duas bolas, inicialmente parados, 
executar ou melhor dizendo cada um executa um t ipo de passe. Exempl: " A " 
faz passe picado, o outro faz passe de peito, combinar outros tipos de passe. 
- I n t r o d u z i r movimentação nos exercícios anteriores, progressão 
lateral e troca de passes; progressão de frente com troca de passes à frente 
com uma das mãos. 
- Três a três, parados, todos os tipos de passes: 
a) Receber de frente e passar de frente; 
b) Receber de frente e passar sem olhar; 
c) Receber de frente e f intar; ameaçar passar para " A " e passar para 
"B " ; 
d) Receber de lado e passar de lado; 
e) Fazer o " 8 " trocando passes; 
f) Progressão para frente com troca de posição: quem recebe a bola 
vai para a posição de um dos companheiros; este passa por trás do que está 
com a bola e vai para a antiga posição dele. 
- Quatro a quatro: 
a) Exercícios com progressão para frente: quatro em linha; 
b) Progressão em linha (em duas linhas); 
c) Progressão em quatro com troca de posição; 
d) Troca de passes entre três parados e um tentando pegar. 
- Exercícios com cinco ou mais elementos numerados: em 
movimento, receber e passar para trás, girando o corpo naturalmente. 
- Em círculo: colocados em duplas numeradas equidistantes passar 
duas ou três bolas num mesmo sentido; iniciar, recebendo por baixo e passar 
por baixo em forma natural; pés afastados, fazendo somente o movimento do 
tronco e, posteriormente, passe de peito mais rápido, por cima da cabeça, 
com uma ou duas mãos. 
Para correção das equipes que têm o vício de, ao receberem uma 
bola, já batê-la no chão ou tentar driblar, pode ser utilizada, uma bola murcha 
ou "medicine-ball" de um qui lo, que não pule, para o exercício de passes. É 
importante introduzir treinamento dos passes em movimento, uti l izando ida e 
volta na quadra: 
- Passadas alternadas para frente, passar a bola e voltar três passos 
atrás para receber; 
- Passadas laterais para frente, passar a bola e voltar três passos atrás 
para receber. 
Progressão 
Progressão é o meio de que se serve o jogador de posse da bola para 
progredir. São técnicas aplicadas para ganhar espaços, permitidas pelas regras 
do jogo, que levam os praticantes de acordo com sua capacidade, mais 
facilmente ao gol. 
E a forma de reter a bola estando os jogadores em movimento 
Ganha-se terreno e se possibilita a ação individual no ataque, principalmente 
quando nao se tem para quem passar, ou quando se está pressionado na 
defesa, tentando sair e iniciar o contra-ataque. 
As progressões podem ser: 
1) Batidas sucessivas na bola (drible). 
2) Lançar a bola a uma certa distância e tornar a pegá-la (rolando no 
ar). 
3) Dar 3 passos: 
a) 3 passos normais 
b) Sobre passo 
c) Cruzada Alemã (por trás) 
d) Cruzada Rumena (pela frente) 
4) Dar 5 passos: 
a) Direto - dar três passos, quicar e dar mais um passo; 
b) Invertido - dar três passos, quicar e dar mais três passos. 
5) Dar 7 passos: - dar três passos, quicar, e dar mais três passos. 
1) Drible (Batidas sucessivas na bola): 
Este t ipo de progressão não deve ser uti l izado, senão raramente e 
sempre no bom sentido. Seu abuso é nocivo e trás sempre uma morosidade no 
movimento de circulação da bola e dos jogadores, uma vez que no handebol a 
velocidade é o elemento primordial do ataque. 
A bola é empurrada, por uma só mão (com todos os dedos), para 
baixo e pouco à frente, mais ou menos na altura da cintura (conforme a 
velocidade). Deverá ficar à frente do corpo, tronco semi-flexionado para a 
(rente, com outro braço, procurando protegê-la. O olhar deve estar f irme no 
desenrolar do jogo, procurando a melhor solução para o próximo lance; caso 
o drible pare, a bola é empurrada verticalmente, ficando o corpo'mais-
estendido. 
O drible só deve ser uti l izado em caso de necessidade, ou quando se 
quer reter a bola, esperando colocação ou vinda de um companheiro, pois ele 
retarda as jogadas de contra-ataque, permitindo, ao adversário formar uma 
defesa. 
Processos Pedagógicos: 
1) Prática de drible parado, mantendo-se um pé a frente 
empurrando a bola da altura da cintura, protegendo a bola com o outro 
2) Introduzir movimentação para frente e para trás. 
3) Introduzir giro: fazer para dentro, protegendo a bola sem expô-la 
ao adversaria. 
4) Introduzir troca de mão no drib'e. 
5) Drible entre obstáculos, contornando ida e volta se possível 
6) Drible em progressão: introduzir o arremesso. 
2) Lançar e Tornar a pegar: 
É usado este t ipo de progressão, sempre que o elemento se encontra 
sozinho em um contra-ataque (geralmente na marcação 5:1). 
A progressão, lançar a bola e pegá-la novamente, não tem limitado o 
numero de passos executados. Caso toque em outro jogador ou na baliza 
pode ser novamente lançada e apanhada no chão. 
1) Uma coluna na linha de fundo da quadra, lançar a bola correr e 
pega-la. 
2) Idem, só que ao pegar a bola, fazer a progressão dos três passos 
3) Duas colunas, uma em cada canto, na linha de fundo da quadra 0 
aluno da coluna A, arremessará a bola para o aluno da coluna D, que 'irá 
lança-la executando os três passos e arremessando a gol. 
4) Idem aos três exercícios acima, só que em vez de lançar a bola irá 
rola-la no chao. ' 
3) Dar Três Passos: 
Esta progressão é mais usada quando se prepara um arremesso de 
longa distancia ou quando se procura fazer uma jogada entre dois 
companheiros, o que geralmente, é executado em movimento. 
a) Progressão Normal: 
Começando com o pé esquerdo. 
26 
b) Sobre Passo: 
d i f i c u l d a d C e T ™ C ° m ° P é d Í r e i t ° ' r 6 C U r S 0 t é c n i c o P a r a ^ e m tem ai ti cu idade de começar com o pé esquerdo. 
c) Cruzada Alemã: 
Dá-se um passo com o esquerdo, cruza o direito oara trá* h^ 
esquerdo, dá-se mais um passo com o esquerdo lançando õ pira a f Jente 
c r r 7 
d) Cruzada Rumena: 
Dá-se um passo com o pé esquerdo, cruza o direito pela frente do oé 
esquerdo e a seguir joga o pé esquerdo à frente do direito. 
3 
Processos Pedagógicos: 
frente, d e ^ r t l T " ^ ^ ^ ^ ^ * C r U Z a d Í n h a S ' ^ 
(cruzadinha)fPrimeifro^ndemda P ~ " " 3 ^ « * 3 
2) Idem, com um pouco de velocidade e a seguir com velocidade. 
4) 5 Passos: 
a) 5 Passos Direto (Dar três passos, quicar e dar mais um): 
É util izado como finta de arremesso para servir pivô ou ala e servo 
uerdo C X a r r e m e S S ° ? P 0 Í S d a f inta' , n i c i a se c o m ° * esquerdo direi,o 
E dá * m . V T ' 3 b ° i a r m 6 S m 0 t e m p ° ' ° u a n t e s d e ««n o 3 direito, da-se mais um com o pé esquerdo e arremessa. 
! Ill !llllll!líl!ll!l!ll!llllll 
c s T t S * 
7 ' 
b) 5 Passos Invertido: 
Dá-se um passo com o pé esquerdo, salta, cai no pé direito, quicando 
a bola e mais três passos: esquerdo, direito, esquerdo. 
, C £ > V C D l 
C V 
Processos Pedagógicos: 
1) R iscar no solo com um giz a movimentação dos pés da progressão 
de 3 passos. Em coluna, passar individualmente, primeiro andando, depois 
com a velocidade maior e por f im em velocidade. 
2) Idem, porém com bola. 
3) Idem, porém finalizando com arremesso a gol. 
4) Correndo, driblando a bola, nas imediações da área de t i ro livre 
executar a progressão de 3 passos e arremessar. 
5) Uma coluna de frente para o gol. Coloca-se um aluno base, nas 
proximidades da linha de tiro livre. 0 primeiro aluno da coluna efetuáum 
Pçisso ao aluno base e sai correndo para receber a bola, assim que a recebe, 
executa a progressão. 
5) 7 Passos (Dar três passos, quicar e dar mais três passos): 
E uti l izado em contra-ataque quando se encontra sozinho, e como 
finta para arremesso é de grande utilidade para jogadas rápidas pelo jogador 
de posse da bola. 
Inicia-se com o pé esquerdo, direito, esquerdo, sobe em altura, quica 
a bola ao mesmo tempo ou antes de pisar com o direito ou os dois, dá mais 
um passo com o esquerdo, direito, esquerdo, e arremessa. 
• / C X f c = > 
16 
Processos Pedagógicos: 
1) Fazer inicialmente a fundamentação feita anteriormente, riscar a 
movimentação no solo, fazer primeiramente andando, depois com um poifco 
de velocidade e por f im em velocidade e a seguir fazer com a bola. 
2) Em coluna, coloca-se um aluno como base. 0 primeiro aluno 
uxecuta os 3 passos, faz a f inta no aluno base, quica a bola, então dá mais um 
passo ou mais três. Fazer primeiro andando, com um pouco de velocidade e 
com velocidade. 
3) Idem, porém o aluno da coluna efetua um passe ao aluno base, 
recebe a bola, faz a progressão de 3 passos, finta, quica a bola, dá o passo com 
o pé direito e por f im mais um ou mais três passos e arremessa. 
4) Prática do drible com progressão: quem está com a bola deve 
protegê-la sempre. 
5) Introduzir pegada, drible e passe, trabalhar com duas ou três 
colunas, frente à frente. 
6) Introduzir, após o drible, determinado t ipo de passe. 
7) Drible em progressão: introduzir arremessos (bem variados). 
I X - FINTAS 
A finta consiste em movimentos de cabeça, braços e corpo, feitos ou 
não com deslocamento dos pés. É usada para enganar um oponente e fazê-lo 
agir ou se movimentar de modo desvantajoso para si mesmo. A f inta não é 
eficaz se o centro de gravidade se deslocar demasiadamente para fora do 
perímetro da base de sustentação, pois o tempo gasto para a recuperação do 
equilíbrio e partida em outra direção, inutilizará totalmente o movimento 
realizado. Torna-se imprescindível, então, haver sempre um movimento de 
compensação. Por exemplo: uma f inta com a cabeça e os ombros em uma 
direção, deve ser compensada por uma flexão da perna oposta a f im de 
impedir o deslocamento do centro de gravidade na direção da f inta e permitir 
um rápido impulso na direção oposta. A compensação é sempre obtida com a 
realização de um movimento de pernas, braços ou tronco, que conserve o 
centro de gravidade em direção à frente da base de sustentação ou na direção 
da partida após a f inta. 
Recomendações: 
Não "telegrafar" a f inta que será feita; variar o mais possível os tipos 
de fintas empregadas; de posse da bola, é preciso ter certeza de que ela está 
bem protegida durante a f inta; em geral as melhores fintas são feitas com o 
corpo, e não com a bola; o uso das fintas não deve ser exagerado; a surpresa é 
uma condição sempre necessária às fintas; também na defensiva os jogadores 
deverão fazer uso constante das fintas, o que poderá ser fei to demonstrando 
aparente liberdade para a passagem do adversário por um determinado lado, 
quando na realidade, é esse o ponto para o qual se dirige a maior atenção do 
marcador; ou então, nos casos de dois contra um, quando ele pode fingir uma 
corrida em direção ao driblador, forçando-o a passar a bola, e locomover sn 
rapidamente para marcar o outro adversário. 
29 
Legenda: 
Drible 
B 
pé direito 
pé esquerdo 
pés paralelos 
atacante 
arremesso 
adversário 
direção da f inta 
p o 
Giro para Giro para Giro ficando de costas 
esquerda direita para o adversário 
Atacante entrando por sua "d i re i ta" (três passos) 
Figura A 
Figura B 
giro pé direito 
entrando no esquerdo 
do adversário 
30 
pé direito no direito do adversário 
atacante entrando por sua "esquerda" 
arremesso com apoio (mesmo pé do arremesso) 
X - ARREMESSOS 
O arremesso, constitui o fundamento principal, pois é a f inal i / .* .„, 
da jogada, coroação de todo o trabalho ofensivo na busca do gol, quu é o 
objetivo do jogo. 
São técnicas de lançamentos onde se imprime força, procurando 
atingir o gol de qualquer distância. 
O importante no arremesso é conseguirmos velocidade, potência e 
precisão no t i ro, dentro de condições ideais de arremesso, para que se obtenha 
sucesso. A maior potência será alcançada quando a bola for arremessada em 
plena corrida. Em síntese, o arremesso é o t ipo de movimento ultra-rápido do 
qual participa o corpo inteiro, a partir dos pés até os braços. O maior impulso 
de movimento parte do tronco, seja qual for o t ipo de arremesso. Ombros e 
braços é que transmitem esta força à bola, derivando disto a direção e alvo da 
mesma. 
O arremesso é a finalidade principal do jogador em ofensiva, não se 
deve forçar a sua execução. É preciso buscar a oportunidade, evitandosempre 
a presença do adversário entre a bola e o gol. 
Para que o arremesso se realize na forma indicada, é mister pensar no 
ângulo do mesmo, o que se consegue, quase sempre, por movimentos corretos 
do jogador. Os jogadores devem conhecer a maior variedade possível de 
arremessos, que permitem a sua execução ante as diferentes circunstâncias de 
marcação a que podem ser submetidas. 
No arremesso devemos obter as seguintes condições: 
a) Velocidade na execução (entendemos por execução o conjunto de 
movimentos que prepara o lançamento da bola). 
b) Precisão (direção segura da bola). 
c) Potência (maior força empregada). 
Os arremessos, segundo a sua modalidade de execução podem ser 
assim classificados: 
a) Arremessos Simples. 
b) Arremessos Especiais. 
Arremessos Simples: 
São aqueles realizados nos limites da linha de t iro livre, portanto 
média e longa distância e frontalmente ao gol por um jogador que possua 
muita potência e precisão nos tiros. Os arremessos simples, podem ser 
ofetuados parados, em movimento e quase sempre obrigam o adversário a sair 
de sua marcação, para evitar tiros, abrindo-se assim claros na defesa. 
Podem ser: 
a) Arremesso simples e de frente. 
b) Arremesso por baixo (boliche). 
c) Arremesso com inclinação lateral. 
i a 
Executa-se começan-
do com a bola atrás da cabe-
ça. O braço em horizontal; o 
antebraço e a mão quase 
sempre paralelos ao tronco. 
Constitui o arremesso funda-
mental e busca, simultanea-
mente, potência e velocidade 
i na sua execução. Quando se 
realiza, a mão, o braço que efetua o arremesso deve se encontrar atrás da bola 
e os movimentos que compreendem a execução, empregam o tronco, o 
ombro, braço e mão até a ponta dos dedos. 
O pé de apoio é o esquerdo e após o arremesso, o pé direito vai à 
frente. É uti l izado nas distâncias de 12 a 15 metros, para abrir defesas mui to 
fechadas. 
Arremesso por baixo (boli-
che): 
É a forma de arremesso do 
boliche, - com movimento do corpo 
balanceado e com o deslocamento da 
bola no sentido horizontal. Para se 
conseguir que a bola vá na direção 
desejada, deve-se quebrar o punho na 
fase final do arremesso. 
Arremesso Lateral com In-
clinação: 
Neste arremesso, o corpo 
deve ser inclinado para o lado, com 
afastamento da mão do arremesso, 
e deve se dar maior amplitude ao 
braço e arremessar na altura dos 
quadris. Para se conseguir que a 
bola vá na direção desejada, deve-se 
quebrar o punho na fase final do 
arremesso. O quadril deve seMevado ligeiramente para frente, acompanhando 
o movimento do corpo. 
Processos Pedagógicos: 
a) Arremesso parado, dois a dois, ou três a três. 
b) Arremesso parado contra objeto imóvel, execução de todos os 
tipos de arremessos. 
34 
c) Arremesso contra a parede demarcada. 
d) Arremesso em duas colunas, frente a frente, com uma corda 
suspensa a um metro de altura. 
e) Em duas colunas: arremesso em movimento; pegar, dar um passo e 
arremessar. 
f) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; um passe com a bola 
na mão e chute para o gol. 
g) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; drible três passos 
com a bola na mão e chute para o gol. 
h) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro;drible, três passos 
com a bola na mão e chute para o gol, colocando duas blusas de agasalho 
amarradas no ângulo superior da baliza. 
Arremessos Especiais: 
São aqueles executados no limite da área de gol (curta distância) e 
que exigem dos jogadores, qualidades físicas, tais como: Velocidade, Força, 
Habilidade, Agilidade, Flexibilidade, e qualidades morais, como: Coragem e 
Tenacidade. 
Os arremessos especiais, são assim denominados, pela combinação de 
saltos, giros, quedas, rolamentos, fintas e movimentos acrobáticos, com a 
finalidade de superar o bloqueio defensivo oposto por um ou vários 
adversários. Como vemos o handebol é mercê de suas características próprias, 
é considerado um esporte de técnica especial. 
Divisão dos arremessos especiais: 
Arremesso no salto 
Arremesso no salto com giro 
Arremesso com queda de frente 
Arremesso com giro e queda 
Arremesso com queda para o lado (direito e esquerdo) 
Arremesso com queda parado (7 metros) 
Arremesso com salto e queda 
Arremesso de reversão 
Arremesso com salto (altura) 
Arremesso em suspensão 
Arremesso de percussão 
Arremesso de costa com giro 
Arremesso no Salto: 
O jogador de posse da bola progride diretamente 
para o gol e, aproveitando os três passos, leva a bola para a 
mão (direita), saltando para cima e para a frente, soltando a 
bola o mais perto possível do gol. O arremesso deve ser 
executado quando o jogador atingir o ponto mais alto da 
trajetória do salto, pois é neste momento que o arremesso 
pode alcançar a máxima potência. A queda deve se efetuartobre o mesmo pé 
de impulsão. O ombro deve auxiliar o arremesso, a f im de conseguir maior 
força. 
Arremesso no Salto com Giro: 
Usado somente em condições especiais e que 
requer muita habilidade, velocidade e coordenação de 
movimentos, além de boa elasticidade. Realiza-se o 
arremesso, quando o jogador, após uma finta, ou ao 
receber a bola na corrida, parte em velocidade para a 
linha da área do gol, executando a seguir um salto com 
uma ampla movimentação dos braços e rotação do 
tronco e ombros para dentro da área, seguido de uma 
extensão lateral da perna, realizando portanto um giro 
no ar, f icando em condições de finalizar para o gol. 
Arremesso com Queda de 
Frente: 
É o arremesso característi-
co .do handebol de salão. Muito 
uti l izado por pivôs. 0 movimento 
de queda é atirado pela ação total 
do corpo, resultando uma maior 
potência no arremesso. Deixa-se o 
corpo cair para dentro da área do 
gol e no momento em que o corpo estiver obliquamente ao solo, solta a bola, 
e amortece a queda com uma flexão dos braços (apoio de frente para o solo). 
Para o aprendizado deve-se utilizar colchões, observando-se sempre a maneira 
como é executada a queda. Deve-se evitar dobrar as pernas a f im de evitar o 
choque do joelho no solo. 
Arremesso com Giro e Queda: 
O jogador que executa o arremesso 
encontra-se, antes de receber a bola, de costas 
para o gol. Uma vez efetuado o recebimento da 
bola, apoia o peso do corpo sobre o pé 
contrário à mão que vai atirar e gira sobre o 
mesmo, mergulhando para a frente, procedendo 
em seguida, como no arremesso com queda de 
frente. 
Arremesso com Queda para o Lado: 
É usado para o arremesso a gol quando há formação de barreira ou 
como desvio da barreira defensiva. O jogador deixa-se cair para um dos lados e 
36 
arremessa conforme a reação do 
goleiro, no canto aberto do gol. O 
arremesso Dode ser fei to tanto pela 
direita como pela esquerda: podemos 
dizer queda para o lado do braço do 
arremesso ou queda para o lado 
contrário do braço do arremesso. 
No primeiro caso o apoio 
também será sobre a perna do mesmo 
lado, é quando se consegue maior 
área úti l de arremesso, pois a bola 
fica mais longe do raio de ação do adversário. Na finalização deverá ser feita 
um rolamento sobre o ombro. 
No segundo caso, a posição do braço de arremesso sofre uma 
pequena modificação, pois o braço deverá ser conduzido por sobre a cabeça, 
semi-arqueada, a mão coincidindo mais ou menos com a linha posterior da 
cabeça, a f im de fugir à marcação do adversário. A queda será com apoio das 
mãos sobre o solo ou rolamento no ombro contrário ao braço do arremesso. 
Arremesso com Queda Parado (7 metros) 
É a cobrança de penalidade máxima com 
queda. Um dos pés deve permanecer em contato com 
o solo, até o final do lance. A mão esquerda é a 
primeira a tocar o solo e, em seguida, a mão do 
arremesso, amortecendo o choque. Neste arremesso 
deve-se olhar para o gol e para o goleiro, a f im de 
fintá-lo e saber onde vai colocar a bola. 
Arremesso com Salto e Queda: 
Usado somente por jogadores de elevado nível 
técnico e que exige uma grande habilidade e coordena-
ção. É um arremesso combinado com salto e queda, a 
qual poderá ser feita com deslize ou com rolamento para 
a frente. 
Arremesso de Reversão: 
É um arremesso cujo fator 
mais importante é a surpresa principal-
mente para o goleiro que não o espera. 
O jogador se encontra de 
costa para o gol. O braço fica na altura 
da cintura, mais ou menos estendido; 
as mãos devem estar ligeiramente vol-
tadas para fora e o polegar para baixo. 
O peso do corpo se apoia sobro o |>A 
37 
contrário a mão que executa o arremesso e mediante rápido e curto giro do 
tronco (primeiro os ombros e depois os braços) se efetua o arremesso. A 
posição do pé de trás (o que não faz apoio) é que vai determinar a direção da 
bola. Devemos tomar cuidado com os adversário da defesa, a f im de não 
machucá-los. Após a finalização poderá ser feita a queda com rolamento para 
trás ou não. 
Arremesso com Salto: 
É um arremesso que exige do jogador muita 
habilidade, impulso, equil íbrio e coordenação de 
movimentos. É mui to usado por armadores após a 
execução de uma barreira ofensiva. A sua execução é 
idêntica a uma corrida de volibol inclusive as 
passadas. 
Arremesso em Suspensão: 
Mais uti l izado pelos jogadores 
que atuam na zona de armação do 
jogo. Distinguem-se 5 fases neste t ipo: 
a) corrida 
b) salto 
c) recepção 
d) arremesso 
e) queda 
O salto deve ser efetuado 
buscando a maior altura possível, já 
que desta forma é possível elevar-se sobre a barreira defensiva e ter uma boa 
visão para o arremesso imediato. 
, É um arremesso do qual se pode aproveitar ao máximo a 
possibilidade de gol. 
Arremesso de Percussão: 
São arremessos executados em 
bolas cruzadas a área do gol ou quando a 
mesma permanece "p ingando" no interior 
da mesma. 
O jogador executa um salto sobre 
a área e soca ou espalma a bola empur-
rando-a para o gol. Poderá também, em 
bolas baixas, executar um mergulho para 
socar a bola para o gol. 
Arremesso de Costa com Giro: 
Util izado somente por pivôs de alto índice técnico. 0 jogador se 
38 
JMM!!iElMMM!MiMI!U!H!HHtf!1HM1!H tlNHiMlimi UMttMitMiy I! I f i l l I lllll 
encontra de costa para o gol, salta de costa para fugir do marcador, e no ar 
gira para o gol fazendo o arremesso. A queda será de frente para o solo. 
O 
a) Faz-se todos os arremessos parados e sem a bola, de frente ao 
chão; 
b) Idem ao anterior, só que util izando a bola. 
c) Idem ao anterior, só que em movimento. 
d) Introduzir obstáculos imóveis e fazer a prática dos exercícios de 
arremesso, que visam a fugir da barreira por salto, por inclinação lateral, por 
queda lateral, por reversão, etc. 
e) Exercícios de arremesso que visam a ganhar terreno, incluindo 
salto, queda frontal e mergulho. 
f) Colocar um obstáculo alto; o jogador vem driblando, em 
determinado local marcado, dá os três passos com a bola, saltando em altura 
no ú l t imo passo, colocando-se em condições de arremessar por cima do 
obstáculo. 
g) Executar arremessos, ainda junto a linha da área do goleiro 
procurando ganhar terreno e chutar de perto. 
h) Combinar os fundamentos, receber, progredir, driblar, dar três 
passos e arremessar. 
i) Introduzir adversários, para dif icultar o arremesso. 
Observação: Para o aprendizado dos arremessos especiais, usa-se, 
colchões para proteção. Eles são colocadosde frente para o gol. 
TIPOS DE ARREMESSOS 
— Na corrida 
— De apoio 
— Em suspensão (no salto) 
NA CORRIDA: — São os arremessos executados estando o jogador 
em plena velocidade (corrida), sem preocupação com a progressão e com 
qualquer pé de apoio. 
39 
DE APOIO: - Arremessos executados estando o jogador com os pés 
fixos no chão, normalmente utilizando as progressões: alemã e rumena e nos 9 
metros. 
EM SUSPENSÃO: - Estando o jogador no máximo em altura de um 
salto, após uma progressão, efetua o arremesso. 
DEFESA 
1. Conceitos 
Um bom jogador de Handebol deve inicialmente aprender a defender 
sua própria meta, para, em seguida, aprender a atacar. A defesa de sua própria 
área de gol compreende uma participação coletiva, onde primordialmente se 
destacam a atenção e a solidariedade, não devendo jamais encontrar-se em 
situação de inferioridade numérica. Toda defesa deve procurar não dar 
condições ao adversário de manejo livre da bola e, impedir o arremesso a gol, 
em condições ideais por parte do adversário. A defesa deve reagir de acordo 
com a ação do adversário, acompanhando a movimentação da bola. A 
atenção, a garra, a solidariedade, aliadas a fibrasesa luta são condições 
iprescindíveis a todo jogador que atua na defesa. O defensor nunca deve 
deixar de molestar o adversário, a fim de constantemente quebrar seu ri tmo 
de jogo, impedindo a continuidade do ataque. A defesa é a parte mais 
importante do jogo de Handebol. 
2. Posição Básica de Defesa 
O jogador de defesa deverá procurar uma posição adequada, a fim de 
poder movimentar-se em qualquer direção, protegendo a sua meta. 
A posição básica para um defensor, deverá ser em confortável 
afastamento lateral das pernas semi-flexionadas, tronco na vertical, braços na 
horizontal semi-flexionados, palmas das. mãos voltadas para frente, cabeça 
erguida com a atenção voltada para o adversário e a bola. 
3. Movimentação de Defesa 
Um defensor deverá estar sempre em movimento, a f im de atender o 
mais rapidamente possível a situação de perigo — representada pela ação do 
adversário. Durante um jogo de Handebol, a defesa executa os seguintes 
movimentos: 
3.1. Movimentação para lateral; 
3.2. Movimentação para frente; 
3.3. Movimentação para trás. 
3.1. MOVIMENTAÇÃO PARA LATERAL 
Nesta movimentação, o jogador estando na posição básica de defesa, 
executa deslocamentos laterais para a direita ou esquerda, sempre com a 
atenção voltada para a bola e seus adversários. 
OBS.: 0 jogador não deve cruzar as pernas nesta movimentação, nem fazer 
corrida) para a frente a f im de interceptar um passe ou um arremesso. 
40 
3.2. MOVIMENTAÇÃO PARA FRENTE 
Nesta movimentação, o jogador estando na posição básica de defesa 
executa um deslocamento para frente, até a linha dos nove metros, ou um 
pouco além, a f im de neutralizar um arremesso por parte do adversário. Um 
dos braços do defensor deve tocar a cintura do atacante e outro o braço do 
arremesso. 
3.3. MOVIMENTAÇÃO PARA TRÁS 
Esta movimentação é sempre executada em diagonal, em relação 
trajetória da bola, a fim de que o defensor possa cobrir um maior ângulo 
defensivo e, dar cobertura a seu companheiro de equipe na linha de seis 
metros. 
EXERCÍCIOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE DEFESA 
F — Formação 
D — Deslocamento 
01. F. Em coluna - quadra toda. 
D. Deslocamento à lateral, posição básica de defesa ao sinal do professor, 
os alunos ficam de frente ou de costas para a quadra. 
OBS.: Os braços realizam uma movimentação pendular. 
02. F. Em fileira - na linha lateral da quadra. 
D. Os alunos fazem deslocamentos para frente, voltam à linha lateral em 
diagonal e, em afastamento lateral voltam ao ponto de partida, 
executando a figura de triângulo. 
03. F. Dois a dois — na quadra toda. 
D. Um aluno corre pela quadra, tentando se desmarcar. O outro tentará 
marcá-lo, sem que ele fuja do seu domínio. 
04. F. Dois a dois — na quadra toda. 
D. Um aluno dribla, tentando ganhar espaço à frente de seu marcador. O 
marcador tentará tirar e dominar a bola de seu companheiro e, sempre 
que isso acontecer as posições são invertidas. 
05. F. Três a três - na quadra toda. 
D. Dois alunos trocam passes e driblam de frente para o terceiro aluno. O 
terceiro aluno é o defensor e, tentará interceptar a bola. 
06. F. Dois a dois - na quadra toda. Um deverá ser espelho do outro. 
D. Um aluno deverá fazer as movimentações, as ações e, o outro terá do 
acompanhá-lo. 
07. F. Em coluna no fundo da quadra, no início da linha de sois metros 
09. F. Em fileira sobre a linha de seis metros e sobre a linha de nove metros. 
D. Ao sinal do professor, os alunos executam deslocamentos para frente, 
para trás, para a direita e para esquerda, com movimentação dos braços. 
S - f l - H 
08. F. Em coluna no fundo da quadra, no início da linha de seis metros. 
D. Deslocamentos para a lateral na extensão da linha de seis metros, com 
movimentação pendular dos braços até o outro lado da área. Os alunos 
realizam um pique até o centro da quadra, executam um giro e correm 
de costas até o início da linha de seis metros, no outro lado da quadra, 
onde iniciam a mesma movimentação. 
D. Deslocamento à lateral na extensão da linha de seis metros, com 
movimentos'pendulares dos braços, até o outro lado da área. Os alunos 
deverão retornar ao ponto de partida andando sobre a linha de nove 
metros. 
AO 
10. F. Cinco alunos colocados na linha de seis metros e um na linha de nove 
metros. 
D. Os alunos que estão na linha defseis metros, deverão executar os 
mesmos movimentos feitos pelo aluno que está à frente. 
D. Deslocamentos para a frente^e retorno a linha de seis metros, em 
diagonal. 
O 
12. F. Seis em seis — sobre a linha de seis metros. 
D. Ao sinal do professor, executam deslocamentos para a direita, 
esquerda, frente, atrás, várias vezes e, a um outro sinal, darão um pique 
até o meio da quadra, tocarão na linha central com as mãos e voltarão 
13. F. Em coluna no fundo da quadra, no início da linha de seis metros; dois 
alunos com bolas na linha de nove metros, de frente para o gol. 
D. Os alunos farão deslocamentos laterais até o primeiro aluno com a 
bola, em sua direçãosfarão um deslocamento para frente, tentando 
interceptar o arremesso e voltarão a linha de seis metros, em diagonal, 
continuam os deslocamentos laterais até o segundo aluno com a bola, 
quando repetirão os mesmos movimentos de saída. 
14. F. Em coluna no fundo da quadra, no início da linha de seis metros. 
D. Os alunos farão deslocamentos laterais sobre a linha de seis metros, 
executam várias saídas até a linha de nove metros e retornam em 
diagonal até a linha de seis metros, ao final desta linha executam um 
pique até a interseção da linha do meio da quadra e linha lateral, faz 
um giro e de costas irá até a linha de fundo, onde reiniciará os mesmos 
movimentos. 
OBS.: A volta de costas deverá ser com movimentos pendulares dos 
braços. 
15. F. Seis alunos colocados sobre a linha de seis metros. Seis alunos 
colocados sobre a linha de nove metros, de frente para o gol e de posse 
da bola. 
D. Os alunos em posse da bola, se deslocam para o arremesso, que será 
interceptado pelos defensores, que sairão aos nove metros e retornarão 
a posição inicial em diagonal. 
OBS.: Os alunos defensores, tentarão neutralizar o arremesso, saindo 
com um braço estendido no braço que se encontra a bola do adversário, 
e o outro na cintura. 
TOP 
16. F. Seis alunos colocados sobre a linha de seis metros. Seis alunos sobre a 
linha de nove metros, de frente para o gol e de posse de uma bola. 
D. Os atacantes trocarão passes laterais com fintas de arremesso e os 
defensores sairão no braço de arremesso, sempre tentando um tiro a 
gol. 
OBS.: Sempre que sair um defensor na linha de nove metros, deverá 
voltar em diagonal, enquanto ele permanecer fora da linha de defesa, os 
seus companheiros deverão cobrir a sua ausência. 
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44 45 
17. F. Dois alunos colocados sobre a linha de seis metros — Defensores Duas 
colunas (Ae B) colocadas fora da linha dynove metroa — Atacantes. 
D. O primeiro aluno da coluna A, fará uma finta de arremesso e passará a 
bola para o primeiro aluno da coluna B, que repetirá os movimentos. 
Os dois defensores, darão combates aos atacantes na linha de nove 
metros, e retornarão a linha dos seis metros em diagonal. 
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18. F. Dois alunos colocados sobre a linha de seis metros — defensores. Três 
colunas fora da linha de nove metros — atacantes. 
D. Os três primeiros de cada coluna trocarão passes e tentarão arremessos 
rápidos e certeiros ao gol. Em inferioridade numérica, os defensores 
sairão para defender a sua área até a linha de nove metros e voltarão em 
diagonal, acompanhando a trajetória da bola, a f im de equilibrar esta 
desigualdade numérica. 
19. 
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O O o 
F. Quatro colunas sobre a linha de seis metros. A e B de um lado da 
quadra e C e D do outro lado da quadra. 
D. Os primeiros alunos das colunas A e B, trocarão passes rápidos em 
direção as outras duas colunas, entregarão a bola aos dois primeiros das 
colunas C e D e voltarão em uma corrida de costas com movimentação 
de braços, numa tentativa de defesa. 
46 
20. F. Três alunos colocados sobre a linha de seis metros - defensores. Duas 
colunas fora da linha de nove metros - atacantes. 
D. Os primeiros alunos de cada coluna sairão trocando passes e 
arremessarão ao gol, com tiros de nove metros. Os defensores direita e 
central, sairão para combater o atacante que estiver de posse da bola, 
enquanto o defensor esquerdo fará a cobertura destas saídas. 
O O 
21. F. Duas colunas colocadas no fundo da quadra, no início da linha de seis 
metros - atacantes. Seis alunos colocados sobre a linha de seis metros 
— defensores. 
D. O primeiro aluno driblará dentro dos nove metros em direção do outro 
lado da área. Os defensores deverão marcá-lo numa tentativa de 
colocá-lo fora da linha de nove metros (com auxílio do corpo) e na 
passagem deverá entregá-la ao companheiro que vai insistir na marcação 
até a linha do fundo. 
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22. F. Uma coluna colocada sobre a linha de seis metros — defensores. Uma 
coluna com bolas no centro da quadra — atacantes. 
D. A coluna de atacantes deverá executar arremessos altos na linha de 
nove metros. O defensor tentará bloquear estes arremessos, com saída 
nos nove metros e voltará em diagonal, atrás da coluna para preparação 
da próxima saída. 
23. F. Uma coluna colocada sobre a linha de seis metros — defensores. Uma 
coluna com bolas no centro da quadra — atacantes. 
D. A coluna de atacantes deverá executar arremessos baixos, pelo lateral 
do defensor. 
24. F. Três alunos colocados sobre a linha de seis metros — defensores. Duas 
colunas colocadas próximo às laterais da quadra — atacantes. 
D. Alternada entre as colunas executarão arremessas de nove metros ao 
gol. Os defensores tentarão bloquear este arremesso na linha de nove 
metros, sempre em dupla, com isto, o terceiro aluno deverá estar dando 
cobertura a saída de seus dois companheiros (o defensor central sairá 
em todos os arremessos). A volta dos defensores será sempre em 
diagonal, de acordo com a trajetória da bola. 
A ^ A ^ - A 
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25. F. Três alunos colocados sobre a linha de seis metros - defensores. Duas 
colunas colocadas fora da linha de nove metros - atacantes. 
D. Os dois primeiros alunos de cada coluna trocarão passes cruzados e um 
deles fará uma cortina na frente dos defensores impossibilitando a sua 
saída, o outro arremessará por sobre a cortina. 
A A A 
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O 
O 
O 
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O 
o 
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4. Considerações Gerais sobre um Trabalho de Defesa 
Atualmente, os estudiosos da matéria são unânimes em afirmar que o 
resultado final de um jogo depende diretamente do êxito do jogador na 
defesa. 
Este é o fator que permite o equilíbrio de forças entre duas equipes, 
cujo comportamento coletivo depende da técnica e tática individual de cada 
jogador, devendo ser superior e neutralizar o ataque adversário. 
De modo geral, a defesa sempre está inferiorizada em relação ao 
ataque, pois os defensores dependem da iniciativa do atacante para a sua 
interpretação. Um defensor só pode partir para o combate depois do atacante 
ter tomado a sua iniciativa. 
Sendo assim os defensores não poderão adivinhar o que o^tacante 
pretende fazer, mas ao primeiros movimento ofensivo, deverão partir com 
decisão para neutralizar a ação adversária. 
Para que isto aconteça uma defesa deve sempre jogar em bloco, pois 
dessa forma sempre teremos um elemento para cobrir uma possível falha de 
qualquer jogador que tenha saído para dar combate a uma ação ofensiva. 
Mesmo com o crescente desenvolvimento do Handebol, mostra-se 
que a defesa ainda está relegada a um plano inferior de treinamento, talvez 
porque os técnicos ainda não encontraram uma forma para dar motivação aos 
seus atletas no que diz respeito ao treinamento específico de defesa. 
Se um técnico encontra motivação suficiente para treinar sua equipe 
no ataque (tiros a gol, manuseio da bola, o próprio gol, etc.), deverá também 
achar a mesma motivação para o trabalho de defesa e, como eles são mais 
espinhosos, monótonos, pacientes, precisamos ser mais tolerantes, mas não 
relapsos. 
Sugerimos como motivação aos atletas, que eles sejam conscientiza-
dos para este trabalho e saibam a importância e o valor da defesa em uma 
equipe. Esta motivação poderá ser dada com aulas teóricas e além de 
prepararmos nossos atletas eles nos ajudarão nos treinos futuros pois farão os 
exercícios sabendo do seu valor. 
Um bom ataque e uma boa defesa. Esta relação é válida, pois, 
sabemos que se uma equipe suporta ofensivas de um adversário, automatica-
mente vai deixá-los desorientados, nervosos e até me"smo preocupados, pois 
todas as suas tentativas ao gol foram eliminadas com o bom trabalho 
defensivo e, quando esta entra em posse da bola, partirá com êxito para o 
ataque, em virtude da equipe contrária ainda encontrar-se em situação de 
desiquilíbrio. 
Se um erro é cometido no ataque, é possível sua recuperação por um 
companheiro, mas um erro cometido na defesa será geralmente um gol para o 
adversário. Consequentemente esta equipe deverá marcar mais dois gois, a f im 
de recuperar a falha defensiva. 
« O jogo defensivo bem organizado e bem praticado estimula a equipe 
a ter confiança nas suas próprias forças. 
Uma defesa forte, vibrante, constitui um suporte moral e parte, 
sobretudo para uma equipe que joga em terreno adversário, mesmo que esta 
seja mais forte e apesar do calor da sua torcida, não consegue impor seu jogo 
no ataque. 
É importante na defesa que os jogadores estejam seguros e confiantes 
mesmo nas situações maiu delicadas. 
A memorização dos procedimentos técnicos específicos é muito 
importante e, devemos memorizá-las através da repetição, mesmo que sejam 
bem aceitas pelos jogadores. 
A negligência do técnico nesta fase do treinamento, fará com que os 
seus atletas se utilizem de recursos ilícitos à regra, a f im de obter êxito. Porém 
isto só acarretará prejuízo para a sua equipe. 0 êxitodaatividadecoletivana 
defesa, supõe que os jogadores tenham conhecimento e respeitam os 
princípios individuais e coletivos, subordinados a um sistema: 
1. A organização da defesa dentro de um sistema ou ações dos jogadores, 
50 
decorram do conhecimento das ações táticas ou técnicas individuais, 
subordinadas a um sistema de jogo. 
2. A observação das fases do jogo específico de defesa, que seriam: volta ou 
retorno para a defesa? defesa temporária, organização da defesa, defesa em 
sistema. 
A idéia de defender deve ser contante preocupação dos jogadores. 
No momento em que a equipe estiver atacando os jogadores devem estar com 
a idéia da defesa posterior, pois se a equipe somente se preocupar com o 
ataque não terá condições de retornar para a sua defesa. Devemos estar 
preparados para aplicar o equilíbrio defensivo, com todo conhecimento

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