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Órgãos de classe Surgimento do Conselho Nacional de Radiologia (CONTER): implementação da lei nº. 1.234/50, atuação do Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF) e promulgação da lei nº. 7.394/85. Organização dos Conselhos Regionais de Radiologia (CRTRs): estrutura organizacional das primeiras regionais, atuação dos órgãos regulatórios. Normatização: leis, decretos, portarias e resoluções empregadas para a regulamentação profissional e deliberação das ações do sistema CONTER/CRTRs. Prof. Raphael de Oliveira Santos 1. Itens iniciais Propósito Conhecer os órgãos de classe, o que capacita o estudante a enxergar sua formação de modo mais amplo, consciente de suas atribuições, seus direitos e deveres como futuro profissional. Dessa forma, o estudante se torna apto a entender os principais problemas de sua área, as lutas por garantia de direitos, sua função dentro do contexto hospitalar e não depende de validação externa para entender seu papel profissional e social para a Radiologia. Objetivos Descrever a história do Conselho de Radiologia e sua estrutura organizacional. Reconhecer a estruturação das regionais e sua atuação no campo da Radiologia. Identificar as principais normas reguladoras do exercício profissional. Introdução Será que a Radiologia sempre foi como é hoje? É bem complicado responder a essa pergunta, não acha? Afinal, muito provavelmente não vivemos o período de seu advento. Porém, é exatamente por isso que os registros dos acontecimentos são importantes: para nos ajudar a compreender a realidade atual através de uma análise do percurso histórico. Trabalhar com Radiologia, para os leigos, nada mais é do que “bater chapas do pulmão”. Para nós, estudantes da área, além de saber realizar exames e inspeções, é fundamental compreender nosso papel como profissionais dentro de um contexto, seja ele da saúde, seja da indústria. Respondendo pela fiscalização do exercício profissionais no campo da Radiologia, temos um órgão de classe: o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER). É desse órgão e de seu papel para a nossa classe que vamos tratar nas próximas seções, por meio de uma abordagem histórica. Vale destacar que este material não é um conteúdo sobre a história da Radiologia. No entanto, segundo o filósofo Karel Kosik (2010), precisamos entender que a realidade faz parte de uma totalidade, estruturada e inseparável. Não podemos estudar “a parte fora do todo”, tampouco tomar um texto fora do contexto. Tudo está conectado! Precisamos recorrer ao passado para compreender e modificar nosso presente, bem como para criar perspectivas de futuro. Os desafios e benefícios que encontramos hoje no campo da Radiologia, na verdade, são reflexos de sua construção histórica. Sem conhecermos essa história, continuaremos sem compreender a realidade da classe atual. • • • 1. História do Conselho de Radiologia e sua estrutura organizacional O que tínhamos antes do CONTER? A constituição da área da Radiologia percorreu um longo caminho. Como você sabe, os raios X foram descobertos na Alemanha, pelo físico Wilhelm Conrad Röntgen. Um ano após a descoberta, em 1895, já havia pesquisas sobre o uso dos raios X com efeito diagnóstico. No British Medical Journal, Röntgen publicou trabalhos sobre o assunto, e rapidamente os raios X passaram a ser usados na Medicina. Curiosidade Não demorou muito para os raios X saírem da Europa e chegarem às terras tupiniquins. O primeiro relato histórico no Brasil data de 1896, com a tese do médico Adolpho Carlos Lindemberg, defendida na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ).O primeiro aparelho chegou ao Brasil um ano depois, na cidade de Formiga, no estado de Minas Gerais (MG), trazido pelo médico José Carlos Ferreira Pires. Era um aparelho Siemens, rudimentar, fabricado sob supervisão do próprio Röntgen. A eletricidade era produzida por meio de motor a gasolina, uma vez que não havia rede elétrica em Formiga. Os médicos dispunham do aparelho, mas não sabiam operá-lo. O que fazer então? 1903 Primeira aula sobre o trabalho com raios X A primeira aula sobre o trabalho com raios X ocorreu em 1903, na Faculdade de Medicina da Bahia, ministrada pelo médico João Américo Garcez Froes. 1913 Primeiros cursos de Radiologia Os primeiros cursos de Radiologia, voltados para médicos, foram criados em 1913, nas Santas Casas de Misericórdia de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ), pelos médicos Raphael de Barros e Roberto Duque Estrada, respectivamente. Lembre-se desse momento, pois é a partir de então que o trabalho com raios X ganha forma. 1916 Cursos de Radiologia Em 1916, os cursos de Radiologia para médicos já tinham estrutura teórica e prática, e eram realizados no próprio posto de trabalho. Note que, até aqui, não mencionamos auxiliares, técnicos ou tecnólogos. A prática em Radiologia era exclusividade médica. 1930 Curso de Radiologia para médicos na Faculdade de Ciências Médicas A década de 1930 foi importante para a Radiologia brasileira. O médico Manuel de Abreu inaugurou um curso de Radiologia para médicos na Faculdade de Ciências Médicas, e o médico José Guilherme Dias Fernandes inaugurou outro, na Faculdade de Medicina do atual Hospital Gaffrée Guinle. A estrutura de especialização, para médicos já formados, foi criada pelo médico Nicola Casal Caminha, e o primeiro programa de estágio profissional foi organizado pelo médico Emílio Amorim. Repare que, em menos de 30 anos após a descoberta dos raios X, o diagnóstico por imagem já era realidade nas grandes metrópoles. Nicola Casal Caminha fundou cursos de residência médica e pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Em suma, até o fim da década de 1930, os médicos já dispunham de conhecimento científico suficiente para manipular raios X e já existia uma estrutura de pós-graduação para aperfeiçoamento (residência médica e especialização), a fim de aprender a produzir imagens com raios X e interpretá-las clinicamente. Atenção A prática com raios X, até a década de 1930, era exclusiva para médicos O surgimento dos auxiliares de radiologia Para que tantos médicos formados em Radiologia? Será que já havia toda essa demanda por exames? Recorrendo à história do Brasil em 1930, antes do primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945), não existia um sistema de saúde como você conhece hoje. Os médicos liberais A alta sociedade era atendida por médicos liberais, e a saúde dos pobres era tratada com medicina popular (quem nunca tomou um chá de boldo para indigestão?) ou cuidada pela caridade, como ocorria nas Santas Casas de Misericórdia, da Igreja Católica. Médicos liberais Eram profissionais autônomos que prestavam serviços a pacientes particulares. Eles iam às casas das pessoas da alta sociedade (os únicos que podiam pagar pelos honorários) e ofereciam atendimento à família. Hoje, temos os consultórios, principalmente de especialistas, onde ainda figuram esses médicos autônomos. No entanto, a caricatura do homem de paletó com aquela maleta preta perdurou por várias décadas, antes mesmo da existência dos próprios hospitais. Os IAPs Durante o governo Vargas, foram criados os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) e, com eles, os trabalhadores passaram a ter direito à assistência médica hospitalar em troca de uma contribuição mensal no seu contracheque. Os IAPs deram origem ao que conhecemos hoje como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e, com eles, o acesso das pessoas à saúde aumentou, pois os familiares do trabalhador também tinham direito ao atendimento. O Radiologista Com a maior procura nos hospitais, os médicos logo ficaram sobrecarregados. Foi nesse contexto que as especializações médicas ganharam força, em especial a residência médica em Radiologia. Com isso, tínhamos um novo profissional: o radiologista. Esse médico era especializado no diagnóstico e dedicado à interpretação das radiografias e emissãodos laudos, o que agilizava o trabalho dos médicos nos plantões. No entanto, uma pergunta ainda permanece sem resposta: quem fazia os exames de imagem se os médicos estavam tão sobrecarregados? Aqui começa a nossa história. Laudos Um laudo radiográfico, como qualquer outro laudo técnico, é um documento formal no qual as informações observadas na imagem radiológica são descritas em detalhes, com o objetivo de auxiliar o diagnóstico médico. Para uma boa transcrição, o radiologista deve conhecer bem os métodos de diagnóstico por imagem, anatomia e patologia observadas. Portanto, o laudo não traz o diagnóstico pronto. Tudo depende da avaliação do médico solicitante, o único que dispõe de todas as informações necessárias para definir o diagnóstico da condição clínica do paciente. A primeira regulamentação profissional da Radiologia Até esse ponto da História, não tínhamos estrutura normativa para regular o trabalho com raios X. Os médicos eram formados nas faculdades e treinados em serviço, nos próprios laboratórios de raios X. Com o aumento da demanda da população nos ambulatórios, os médicos precisavam de auxiliares, e toda a estrutura hospitalar já estava saturada. Algumas ocupações, porém, eram desempenhadas em momentos bem específicos, deixando os profissionais com relativo tempo ocioso, como era o caso dos maqueiros. A equipe médica, então, reuniu esses profissionais e propôs essa nova atribuição, paralela ao seu ofício, em troca de gratificações. Esses auxiliares eram treinados com conhecimentos básicos de anatomia e eletricidade para operar o aparelho de raios X. Todo o treinamento era prático, realizado no próprio laboratório do exame. Adquirindo bom manejo, o auxiliar atuava posicionando o paciente ou operando o painel do aparelho, até que, ao longo do tempo, os auxiliares passaram a ser os responsáveis por realizar os raios X nos hospitais. Curiosidade Era comum encontrar técnicos em Radiologia que atuaram como maqueiros ou auxiliares de gesso (atuais técnicos de imobilização ortopédica) no período pré-regulamentação. Em 1948, foi criado o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), na cidade de São Paulo (SP). Embora não fosse considerado uma estrutura regulatória, o CBR tornou-se uma instituição de referência no aspecto técnico- científico da Radiologia no Brasil. Contudo, ainda faltava um órgão normativo, pois eram muitos os auxiliares que atuavam com raios X, e não havia parâmetros para uniformizar o trabalho desses profissionais. Além disso, os auxiliares já reivindicavam direitos e limites em suas jornadas de trabalho, pois a maioria cumpria dupla função no hospital. Em 14 de novembro de 1950, foi sancionada a lei n. 1.234, que conferia direitos e vantagens aos servidores que operavam com raios X. Embora essa lei tenha sido um dos primeiros documentos em que se definia algum tipo de organização para o trabalho com raios X, os operadores auxiliares ainda não eram contemplados. A lei reconhecia apenas os servidores da União, que, em sua maioria, eram médicos. Em razão disso, em 1951, foi publicado o decreto nº. 29.155, para ampliar o disposto na lei, no qual se consideravam médicos, físicos dentistas, operadores de raios X e auxiliares dos médicos como profissionais que manipulavam raios X. Vale frisar que operadores assalariados, não servidores, ainda não eram contemplados pela legislação. O antecessor do CONTER no Brasil Em 1956, começaram a ocorrer mudanças no trabalho com raios X. Uma delas se deu a partir da publicação do decreto nº. 40.360/56, que definia conhecimentos específicos para que o trabalhador tivesse seus benefícios garantidos. No ano seguinte, com o decreto nº. 41904/57, foi criado o Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF), equivalente ao que conhecemos hoje como Conselho Federal de Medicina (CFM). Da mesma forma, o SNFMF figura como um órgão anterior ao CONTER. Embora o objetivo fosse fiscalizar o exercício profissional de Medicina e Farmácia, na estrutura organizacional da SNFMF, a Radiologia estava atrelada à seção de Medicina, sendo tratada como Análises Clínicas. Nesta divisão da SNFMF, os operadores de raios X eram submetidos a provas teóricas e práticas para habilitação ao exercício da profissão nos laboratórios de raios X e radium (antigos setores de radioterapia), também fiscalizados pelo órgão. Após esse exame, os trabalhadores eram encaminhados ao Departamento Nacional de Saúde (anterior ao Ministério da Saúde) para comprovação de seus conhecimentos. É interessante mencionar também o Instituto Estadual de Radiologia e Medicina Nuclear Manoel de Abreu (IERM), inaugurado em 1968. Dirigido por Abércio Arantes Pereira, o IERM foi a primeira instituição a estruturar um curso público exclusivo para operadores de raios X, embora também oferecesse residência médica e formação para auxiliares de câmara escura. O instituto atuou na capacitação de técnicos e auxiliares de Radiologia até 1984, quando foi extinto. Lembre-se: Em 1957, encontramos o antecessor do CONTER: o Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, órgão de fiscalização e habilitação profissional dos operadores de raios X. A formação profissional do operador de raios X Com uma estrutura mais sistematizada e controlada, os profissionais passam a se dedicar exclusivamente ao laboratório de raios X. Com direito a férias, salário definido e atribuições específicas, o trabalho como operador de raios X durou até o início da década de 1970. Nesse período, foi promulgada uma nova legislação educacional brasileira. Antes, o trabalhador da Radiologia precisava comprovar apenas Ensino Primário (equivalente ao primeiro segmento do Ensino Fundamental) e ter sido treinado por um operador mais antigo. O que valia era a aprovação no exame aplicado pelo SNFMF. Lembram-se dele? Com a legislação educacional nº. 5.692/71, foram criados os ensinos de 1º e 2º graus, e o ensino profissional passa a ser chamado Técnico de 2º grau. Então, a legislação brasileira passa a exigir formação técnica para o exercício de algumas profissões. Com a Radiologia e a maioria das profissões em saúde, não foi diferente. Diante de todas essas mudanças, um projeto de lei (PL 317) foi apresentado ao Plenário da Câmara dos Deputados em 12 de maio de 1975, com uma proposta de regulamentação da profissão de técnico em Radiologia. A aprovação ocorreu dez anos depois, em 29 de outubro de 1985, com a promulgação da lei nº. 7.394, em vigor até a presente data. Por meio do artigo 12 desta lei (art. 12 - Ficam criados o Conselho Nacional e os Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia, que funcionarão nos mesmos moldes dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina, obedecida igual sistemática para sua estrutura, e com as mesmas finalidades de seleção disciplinar e defesa da classe dos técnicos em Radiologia), o CONTER era estabelecido, juntamente a suas regionais, destinado a defender a classe dos técnicos em Radiologia. A disputa no processo de regulamentação Os profissionais da Radiologia já se organizavam como categoria bem antes da regulamentação, em 1985. Na verdade, esse movimento foi fundamental no processo de regulamentação da profissão. Em 1952, os operadores de raios X se reuniam durante o curso ministrado por Raphael de Barros (na Santa Casa de Misericórdia de SP). As reuniões visavam registrar os conhecimentos científicos da área, uma vez que a maioria dos materiais de estudo eram importados e não havia produção científica no Brasil. Como resultado dessas reuniões, em 1º de outubro de 1952, foi fundada a Associação de Tecnologia em Radiologia do Estado de São Paulo (ATRESP), presidida por Walter Fonseca Braga. Esse movimento influenciou outros estados, como Rio Grande do Sul (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Bahia (BA). Como resultado desse intenso movimento da ATRESP na produção de conhecimento e troca de informações com as demais associações, foi organizado o 1º Congresso Nacional de Técnicos em Radiologia, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Além do conhecimento científico, asassociações discutiam as diferenças nas condições de trabalho em cada região. Nas reuniões, discutia-se sobre direitos comuns, atribuições de trabalho definidas e remunerações equivalentes para todos os estados. Destas associações, inclusive, foi retirada parte dos trechos das legislações. Essa união entre as associações e sociedades científicas da Radiologia tornava-se cada vez mais forte e culminou com a criação da Federação das Associações de Técnicos em Radiologia dos Estados do Brasil (FATREB), em 1966. Lembra-se do projeto de lei que mencionamos há pouco, o PL 317/75? Ele foi resultado de intensas discussões entre os associados regionais, a FABREB e o poder público federal. O documento foi encaminhado ao Senado Federal e, após dez anos tramitando, foi arquivado. Um dos personagens marcantes no campo da Radiologia foi o técnico Jair Pereira da Silva (era Presidente da ATREGO (associação goiana) e vice-presidente da FATREB, foi um dos militantes da regulamentação profissional na década de 1970. Jair travou inúmeros embates com o Plenário e com o Senado Federal para a aprovação da lei), conhecido como Índio. Ciente do arquivamento do PL 357, foi encaminhado por ele um novo projeto de lei (PL 957/75) a ser anexado ao antigo, e as discussões foram retomadas. A proposta só veio a ser aprovada em 1985, com a lei 7.394. Curiosidade: Após dez anos de arquivamento, o processo de regulamentação pareceu tramitar mais rapidamente depois de um fato inusitado. Em 1984, após sofrer uma lesão no tornozelo, Roseana Sarney, filha do então presidente José Sarney, foi levada ao serviço médico do Senado Federal. Durante o exame de raios X, o técnico Oity Rangel contou toda a história e luta dos profissionais pela regulamentação e pediu que o presidente soubesse da situação desses trabalhadores e os ajudasse de alguma forma. Após esse episódio, o processo retornou à pauta e foi aprovado em 1985. Percebeu o longo percurso histórico para que os profissionais da Radiologia tivessem uma profissão reconhecida e regulamentada? Hoje, com o avanço da tecnologia em saúde, os trabalhadores da Radiologia são profissionais estratégicos no avanço do diagnóstico por imagem. Para você atuar no campo da Radiologia atualmente, é necessário ter Ensino Médio completo e formação técnica ou superior (tecnológica) concluída para se credenciar ao órgão de classe. Com isso, a sociedade civil tem uma garantia mínima da competência profissional do trabalhador, e você – futuro profissional – tem uma formação técnico-científica que oferece recursos e estratégias para exercer suas atividades de forma profissional, ética e responsável para a sociedade. Aproveitamos, hoje, um legado deixado a duras penas, então nós também devemos contribuir para que avanços sejam alcançados pela classe. Importante: O CONTER foi o primeiro conselho profissional formado exclusivamente por técnicos. Os demais órgãos de classe foram instituídos por suas respectivas cadeiras acadêmicas, englobando também os técnicos. Estrutura organizacional do CONTER O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) é uma autarquia federal criada por meio da lei nº. 7.394/85 e do decreto nº. 92.790/86, no qual suas atribuições são detalhadas. Em 4 de junho de 1987, no Distrito Federal, a estrutura física do CONTER é estabelecida, com objetivo de sistematizar o trabalho com Radiologia, defender os direitos trabalhistas da classe e combater o exercício ilegal da profissão: da inscrição do futuro profissional à fiscalização dos postos de trabalho dos profissionais já credenciados. Autarquia Pela definição do dicionário, uma autarquia é uma entidade pública com autonomia administrativa, inclusive quanto a seu patrimônio e sua receita. Juridicamente, uma autarquia é um serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. Ou seja, o CONTER presta ao Governo Federal o serviço de gestão do trabalho com Radiologia em todo o território nacional, recebendo dele a autonomia necessária para executar essas tarefas de forma autônoma. Fonte: Politize Brasão símbolo da profissão de Radiologia A estrutura do CONTER é complexa, uma vez que sua atuação ocorre em todo o território nacional. Imagine se tivéssemos somente um órgão para gerenciar um país com 26 estados e um território de aproximadamente 8.5 milhões de quilômetros quadrados! São diversas as atribuições do CONTER, responsável por conferir validade de diplomas, documentação civil, auditar contratos de trabalho, editais de concursos, inspecionar instalações médicas e industriais, gerir recursos financeiros, avaliar denúncias de irregularidades e promover aperfeiçoamento profissional para os trabalhadores. A estrutura sólida que o CONTER tem hoje foi construída ao longo de seus 33 anos de existência. Estrutura da atual sede do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia, no Distrito Federal Comentário Obviamente, seria impossível gerenciar os profissionais do Brasil inteiro se a estrutura não fosse descentralizada. Nos mesmos moldes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a atuação do CONTER é regionalizada, subdividida em unidades regionais para melhor fiscalizar e atender às demandas específicas de cada região. Aos Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia (CRTRs), cabe fazer a inscrição profissional no sistema do CONTER, realizar o controle administrativo desses profissionais, gerir os recursos obtidos por meio do pagamento das anuidades, fiscalizar o trabalho dos profissionais e as condições de trabalho oferecidas pelas organizações de pessoa jurídica em sua jurisdição. Em resumo: todas as ações do CONTER visam à supervisão direta das ações dos CRTRs. Atribuições do CONTER Como o objetivo é cumprir o disposto na legislação de regulamentação profissional, o CONTER tem atribuições específicas, regulamentadas em um Regimento Interno, que foi elaborado, revisado e aprovado por seus próprios membros. Para garantir os direitos da classe trabalhadora e a qualidade do serviço prestado pelos profissionais, cabe ao CONTER também elaborar e revisar o Código de Ética Profissional, com base no qual o exercício profissional é avaliado e fiscalizado, em âmbito nacional e regional, visando ao bem-estar da sociedade, ao interesse público e à valorização da profissão. Para as questões mais específicas, existem documentos normativos, nos quais o Conselho trata de determinado assunto e resolve os pontos nele abordados: as resoluções. Para cada questão, são emitidas Resoluções CONTER, que ficam organizadas por ano de publicação e por ordem de expedição. Como exemplo, é por meio da Resolução CONTER nº. 02/2012 que são instituídas e normatizadas atribuições, competências e funções do tecnólogo em Radiologia. No entanto, ainda fica uma pergunta: quem são as pessoas que integram o CONTER? Como são chamados aqueles que deliberam todas essas questões? Para que tudo isso funcione, o CONTER é composto de um Corpo de Conselheiros, que precisa ser composto por profissionais inscritos no Sistema CONTER/CRTRs e eleitos democraticamente, em pleitos que ocorrem a cada quatro anos. Corpo de Conselheiros O Corpo de Conselheiros é formado por nove conselheiros efetivos e suplentes, em igual número. Aqui, nós temos a estrutura orgânica, pois são os conselheiros as figuras que dão forma ao CONTER e se organizam administrativamente para dirigir as ações da autarquia, como as votações das pautas, a emissão de resoluções ou auditoria fiscal, por exemplo. Todas as demais estruturas serão compostas por um (ou mais) desses conselheiros, podendo ter a participação de especialistas e convidados, que não têm as mesmas atribuições durante as ações, como em votações, por exemplo. O Corpo de Conselheiros compõe uma diretoria executiva, comissões, coordenações e câmaras técnicas para assuntos específicos de interesse comum para a classe. Todas as ações são resolvidasem sessões de votação, conhecidas como Plenário, geralmente decididas por maioria simples. Diretoria Os conselheiros eleitos para diretor-presidente, diretor-secretário e diretor-tesoureiro compõem a Diretoria Executiva. Eles têm atribuições diferentes. O diretor-presidente é o chefe da casa e tem autonomia sobre todas as estruturas do CONTER. Sua função é administrar e representar o Conselho Nacional, expedindo e despachando instruções necessárias ao bom andamento dos serviços, cumprindo e fazendo cumprir a legislação vigente, dando execução às deliberações do Plenário. Dentre outras atribuições, podemos citar relacionamento com os estados, municípios e a União, para cumprir atos fiscalizatórios, supervisionar todos os serviços do órgão, assinar todos os documentos expedidos pelo CONTER e dar efeito a todas as ações realizadas pelo órgão. O diretor-secretário é a figura de assessoria direta do presidente, sendo responsável por todas as tarefas administrativas referentes à Secretaria. Pode ainda assumir interinamente a Presidência ou a Tesouraria em quaisquer tipos de ausência do Presidente: impedimento, licenças, morte ou por renúncia. Nestes dois últimos casos, o diretor-secretário pode assumir definitivamente a função vaga. São atribuições inerentes ao secretário elaborar os documentos administrativos (atas, instruções, termos, resoluções, relatórios, certidões etc.), supervisionar a tramitação administrativa de processos, autuações e licitações, por exemplo. Cabe ao secretário ainda a supervisão de toda a estrutura administrativa, mantendo organizado o quadro de profissionais, a agenda do presidente e do CONTER, a organização das sessões do Plenário e assinatura dos documentos, com a assinatura do presidente, preparando todos os documentos e papéis para o devido despacho. Por fim, o diretor-tesoureiro é responsável pela estrutura contábil do órgão. Podemos citar como atribuições a organização de propostas orçamentárias, produção de relatórios de despesas, providência de licitações para aquisição de bens de consumo, emissão de prestações de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), disponibilização dos balanços financeiros ao portal de transparência e administração de toda a estrutura financeira e contábil do Conselho, de modo geral. Da mesma forma que o secretário, o tesoureiro pode acumular as funções de secretaria, sendo autorizado a assumir interinamente a Presidência ou a Secretaria em quaisquer motivos de ausência. Em caso de morte ou renúncia, o diretor-tesoureiro pode assumir definitivamente a função. Comissões À medida que os temas e assuntos ficam mais específicos, são criadas estruturas menores para dar conta das particularidades. Na estrutura do CONTER, temos as comissões, as coordenações e as câmaras técnicas, classificadas do maior para o menor grau de abrangência. As comissões tratam das questões mais administrativas, levantadas pelo Corpo de Conselheiros para serem levadas à Diretoria Executiva. Existem as comissões permanentes, cujos temas são intrínsecos ao próprio funcionamento do órgão, e as comissões transitórias, que podem ser criadas para tratar de assuntos pontuais, com prazo de conclusão. É importante lembrar que as comissões têm um caráter de discussão de temas; portanto, os assuntos são discutidos nas comissões, são votados para entrar em pauta no Plenário para nova votação e deliberação pela Diretoria Executiva. Assim sendo, no Plenário, os temas já estão bem mais amadurecidos, pois já foram discutidos previamente nas comissões. De acordo com o primeiro parágrafo do art. 17 do Regimento Interno, o CONTER tem cinco comissões permanentes: Comissão de Tomada de Contas; Comissão de Licitações; Comissão de Patrimônio; Comissão de Ética, Decoro e Responsabilidade por Atos de Gestão; Comissão de Transparência. Para ilustrar o funcionamento de uma comissão, vamos analisar esta situação hipotética: o CONTER recebe uma notificação de um CRTR sobre um caso de assédio moral entre um técnico e sua chefia direta, não previsto no Código de Ética vigente. Para resolver a questão, a Comissão de Ética, Decoro e Responsabilidade por Atos de Gestão se reúne para discutir a notificação recebida. Ao final da discussão, a comissão redige um relatório com os pontos discutidos, levantando possíveis soluções a serem votadas em Plenário. Com data agendada, o Plenário expõe a pauta, e as questões são colocadas para votação por maioria simples. A proposta mais votada é deliberada pelo diretor- presidente, e a resposta é encaminhada por meio de algum documento oficial (circular, relatório ou resolução, por exemplo) ao CRTR para execução. • • • • • Coordenações As coordenações têm um caráter mais analítico e consultivo. Quando necessário, um levantamento de informações ou uma tomada de decisão mais articulada sobre um tema, as coordenações realizam ações para uniformizar procedimentos entre as regionais. Existe apenas uma coordenação permanente: a Coordenação Nacional de Fiscalização (CONAFI), cuja função é buscar a padronização e a uniformização dos procedimentos de fiscalização do Sistema CONTER/CRTRs. Embora não seja permanente, a Coordenação Nacional de Educação (CONAE) tem ganhado posição estratégica no sistema CONTER/CRTRs. Por meio desta coordenação, o CONTER faz articulação com as Secretarias e os Conselhos de Educação, com o objetivo de padronizar processos formativos, produzir material educativo com o intuito de aprimorar a formação profissional dos inscritos. Outro campo que tem sido objeto de discussão nas pautas do CONAE é o estágio profissional. No entanto, vale lembrar que a legislação educacional brasileira - lei nº. 7.394/96 (o Ministério da Educação (MEC), por meio da legislação educacional, demonstra que o estágio é ato educativo escolar supervisionado e desenvolvido no ambiente de trabalho, visando à preparação para o trabalho de educandos devidamente matriculados (nas instituições de Ensino Superior, em nosso caso). Portanto, quem responde pelo estágio é a universidade. O local de estágio contribui com instalações favoráveis e acompanhamento dos profissionais e gestores para o estagiário aproveitar ao máximo os momentos de aprendizado na prática. É muito comum, não apenas no campo da Radiologia, os conselhos profissionais criarem coordenações dedicadas a acompanhar o aspecto educacional) tem diretrizes próprias, pelas quais o processo de formação acadêmica e profissional é avaliado. Importante: A esfera de atuação do CONTER está exclusivamente relacionada ao exercício profissional no campo da Radiologia, de trabalhadores já formados e atuantes na área. Quanto ao processo formativo deste profissional, seja no ensino regular ou estágio supervisionado, compete à instituição de ensino a regulação e acompanhamento dos estudantes. Câmaras Técnicas Por fim, as câmaras técnicas contam com a participação de especialistas para discutir determinado assunto mais específico e que precisa ser deliberado pelo CONTER. Por exemplo, em 2016, foi instituída a Câmara Técnica de Radiologia Industrial, por meio da qual foram discutidas estratégias para o desenvolvimento do setor e regularização dos profissionais que atuam com equipamentos radiológicos industriais sem o devido credenciamento. Como fruto dessas discussões, foi publicada a Resolução CONTER nº. 11/2016, por meio da qual se instituíram e normatizaram atribuições, competências e funções de técnicos e tecnólogos no setor industrial. Um assunto tão específico deve ser discutido em conjunto com especialistas na questão; nesta câmara técnica, a discussão contou com representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), referência no assunto. Integrando as estruturas do CONTER e o CRTR Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Linha do tempo com alguns fatos importantes após a regulamentação profissional 1985 Lei nº. 7.394 Sancionada a lei nº. 7.394 para regulamentação profissional do técnico em Radiologia. Fonte: CONTER 1986 Decreto nº. 92.790 Decretonº. 92.790 regulamenta a nova legislação profissional da Radiologia. Fonte: CONTER 1987 Fundação do CONTER Fundação do Conselho Nacional (CONTER) e das primeiras regionais. Fonte: CONTER 1988 Primeiros conselhos regionais Os seis primeiros Conselhos Regionais (CRTR) são implementados. Fonte: CONTER 2008 Projeto de lei (PLS 26) Projeto de lei (PLS 26) propõe alterações da lei nº. 7.394/85. Fonte: CONTER 2010 CONTER/CRTRs Estrutura do sistema CONTER/CRTRs já conta com 19 regionais. Fonte: CONTER 2012 Atualização da lei nº. 7.394/85 Projeto de lei (PL 3.661) enviado à Câmara, propondo atualização da lei nº. 7.394/85: • Inclusão dos tecnólogos em Radiologia e bacharéis em Ciências Radiológicas; • Alteração de nomenclatura: Conselho Federal de Técnica e Tecnologia Radiológica; • Definição de atribuições específicas para técnicos e tecnólogos em Radiologia; • Inclusão da Imaginologia (US e RM) como atribuições profissionais da Radiologia. Fonte: CONTER 2016 Atribuições dos profissionais da Radiologia Definição das atribuições dos profissionais da Radiologia na área industrial. Fonte: CONTER 2020 Extinção do CRTR7 Extinção do CRTR7, sendo os estados do Alagoas e Sergipe alocados no CRTR8. Fonte: CONTER Os assuntos em discussão pelo CONTER nem sempre são consensuais. Por exemplo, os itens incluídos no PL nº. 3.661 (listados no quadro anterior) são exemplos disso. Em alguns trechos do documento, propõe-se que os profissionais da Radiologia passem a atuar em outras áreas da Imaginologia para diagnóstico médico. A ideia seria dar habilitação para os profissionais atuarem com ultrassonografia, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e no Canadá, com anuência de seus respectivos conselhos profissionais. Entretanto, nesse tema, entram em disputa os interesses do CONTER e do Conselho Federal de Medicina (CFM), que defende a prática de ultrassonografia como exclusividade médica, uma vez que o próprio médico realiza o exame, faz a avaliação e emite os laudos, na maioria dos casos. Verificando o aprendizado Questão 1 As atribuições do CONTER são diversas. Entre as opções abaixo, assinale a que contém uma atribuição que não seja relacionada ao Conselho: A Conferir validade de diplomas e auditar contratos de trabalho. B Avaliar denúncias de irregularidades e conferir validade de diplomas. C Promover aperfeiçoamento para os trabalhadores e regulamentar os cursos de Radiologia. D Promover aperfeiçoamento para os trabalhadores e gerir recursos financeiros. A alternativa C está correta. O CONTER não tem gerência sobre os cursos técnicos e tecnológicos de Radiologia. Assuntos educacionais são de responsabilidade do Ministério da Educação. O CONTER é um órgão profissional, que faz apenas parcerias com a unidades de educação por meio da Coordenação Nacional de Educação (CONAE). Questão 2 Sobre as Comissões, Coordenações e Câmaras Técnicas do CONTER, é incorreto afirmar que: A As comissões versam sobre questões mais administrativas, levantadas pelo Corpo de Conselheiros para serem levadas à Diretoria Executiva. B Existem duas coordenações permanentes: a Coordenação Nacional de Fiscalização (CONAFI) e a Coordenação Nacional de Educação (CONAE). C As coordenações realizam ações para uniformizar procedimentos entre as regionais. D A câmaras técnicas contam com a participação de especialistas para discutir determinado assunto. A alternativa B está correta. Pelo Regimento Interno, existe apenas uma coordenação permanente: a Coordenação Nacional de Fiscalização (CONAFI), cuja função é buscar a padronização e a uniformização dos procedimentos de fiscalização do Sistema CONTER/CRTRs. 2. Estruturação e atuação das regionais Processo de implementação das regionais do CONTER As ações do CONTER visam à supervisão direta das atividades dos CRTRs. Portanto, são as regionais que realizam os procedimentos dos profissionais (inscrição ou registro de denúncias, por exemplo), e o CONTER supervisiona essas ações por meio de ferramentas e outros instrumentos administrativos (plataformas virtuais, documentos normativos ou fiscalização direta, por exemplo). O CRTR Assista ao vídeo sobre o CRTR, suas principais funções e relevância. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A primeira divisão regional do CONTER ocorreu conforme consta no quadro a seguir: CRTR1 Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Pará (PA), Amazonas (AM), Acre (AC), Rondônia (RO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Amapá (AM) e Roraima (RR) CRTR2 Pernambuco (PE), Alagoas (AL), Sergipe (SE), Bahia (BA), Paraíba (PB), Rio Grande do Norte (RN), Ceará (CE), Piauí (PI) e Maranhão (MA) CRTR3 Minas Gerais (MG) e Espírito Santo (ES) CRTR4 Rio de Janeiro (RJ) CRTR5 São Paulo (SP) CRTR6 Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e Paraná (PR) Resoluções CONTER nº. 07, 08, 09, 10, 11, 12, emitidas em 27 de maio de 1988 (vide site do CONTER). Esta divisão inicial possivelmente se deu em razão da demanda de credenciamentos, muito maior nos estados com maiores regiões metropolitanas. Veja que os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, têm regionais próprias. Nas demais regionais, os estados se reuniam porque tinham menor demanda. No entanto, com o crescimento do campo profissional em todo o Brasil, algumas regionais começaram a ficar saturadas, provocando nova divisão. Veja, no quadro a seguir, as principais mudanças ocorridas nos últimos 20 anos: ANO ORIGEM DESTINO DOCUMENTO 1991 AL e SE (CRTR2) CRTR7 (novo) Resolução CONTER Nº 05/1991 BA (CRTR2) CRTR8 (novo) Resolução CONTER Nº 06/1991 GO e MT (CRTR1) e TO¹ CRTR9 (novo) Resolução CONTER Nº 07/1991 PR (CRTR6) CRTR10 (novo) Resolução CONTER Nº 08/1991 ES (CRTR3) CRTR4 Resolução CONTER Nº 09/1991 SC (CRTR6) CRTR11 (novo) Resolução CONTER Nº 10/1991 MS (CRTR1) CRTR5 Resolução CONTER Nº 11/1991 1993 MS (CRTR5) CRTR12 (novo) Resolução CONTER Nº 01/1993 ES (CRTR4) CRTR13 (novo) Resolução CONTER Nº 06/1993 1998 AP, AM, PA, RR e MA (CRTR1) CRTR14 (novo) Resolução CONTER Nº 12/1998 2000 PE (CRTR2) CRTR15 (novo) Resolução CONTER N° 03/2000 2008 MA e PI (CRTR2) CRTR17 (novo) Resolução CONTER Nº 02/2008 MT (CRTR9) CRTR12 Resolução CONTER N° 08/2008 2009 AC e RO (CRTR1) CRTR18 (novo) Resolução CONTER Nº 02/2009 2010 AM e RR (CRTR17) CRTR19 (novo) Resolução CONTER Nº 02/2010 2020 CRTR7 é extinto¹ CRTR8 (BA, AL, SE) Resolução CONTER Nº 01/2020 Resoluções CONTER. ¹ Tocantins (TO) foi emancipado do estado de Goiás (GO) em 1º de janeiro de 1989. Por isso, o estado não aparece na primeira divisão em nenhuma regional após a criação do CONTER, em 1987. Saiba mais Atualmente, a estrutura regional do CONTER é composta de 19 CRTRs, com abrangência de, no máximo, três estados. Além disso, conforme a complexidade e extensão territorial de cada região, as regionais ainda podem ser divididas em delegacias regionais, para tratar de casos menos complexos. Veja, por exemplo, o caso da regional no Rio de Janeiro (CRTR4). Além da sede regional (Centro/RJ), o CRTR4 conta com duas delegacias regionais: Volta Redonda (região Sul Fluminense) e Campos dos Goytacazes (região Norte Fluminense), o que facilita o acesso dos profissionais e evita longos deslocamentos para resolver questões simples. A regional de São Paulo (CRTR5) é composta de cinco delegacias: Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Santos. Já o CRTR19 (Amazonas e Roraima), embora englobe vasta extensão territorial, é composto apenas da sede, situada em Manaus/AM. A gestão regional sempre leva em consideração as peculiaridades de cada localidade. Confira a estrutura completa no site da CONTER. Campos de atuação Conforme o decreto nº. 92.790/86, em seu artigo 23, os CRTRs têm como principais ações administrativas a realização de todas as rotinas de atendimento pessoal, tais como a inscrição de novos profissionais, cancelamentos ou reativação de registro profissional, expedição do documento de identificação profissional (cédula profissional),certificação de SATR, cobrança e parcelamento de dívidas e informações gerais ao público. SATR É uma sigla para Supervisor de Aplicação das Técnicas Radiológicas. É uma certificação conferida a técnicos e tecnólogos em Radiologia, responsáveis por organizar o funcionamento do setor; zelar pelo cumprimento do Código de Ética; conferir as escalas de trabalho e plantões; conferir equipamentos, acessórios, técnicas de exposição e informar à chefia direta e ao supervisor de radioproteção sobre quaisquer irregularidades observadas na rotina do serviço de imagem. Embora seja um cargo de gestão, inerente à formação do tecnólogo, o certificado deve ser solicitado pelo empregador junto ao CRTR, para que tenha efeito legal. Conforme o art. 7º da Resolução CONTER nº. 11/2011, a não indicação de SATR carreta infração passível de multa para o estabelecimento. Uma atribuição mais específica do CRTR seria apresentar ao CONTER as providências necessárias para a regularização de estabelecimentos ou profissionais autuados ou notificados, o que efetiva a fiscalização do exercício da profissão. No âmbito educacional, cabe aos CRTRs realizar ações que visem aprimorar a formação profissional, a capacidade técnica e a ética profissional da categoria. Isso geralmente é feito por coordenações especiais, as COREDs (Coordenações Regionais de Educação), que têm a missão de promover palestras, capacitações, reciclagens, eventos e divulgar cursos que objetivem aprimorar a formação do profissional. O que ocorre, como já discutido, é o entrave quanto ao estágio profissional. Como você já sabe, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a gestão de todo e qualquer processo educativo formal, como é o caso de sua formação em Nível Superior. Como o estágio profissional é parte integrante de sua grade de disciplinas, o MEC o considera um processo educativo formal, dando autonomia pedagógica à universidade para organizar, avaliar e supervisionar os estagiários nas atividades teóricas e práticas nas instituições cedentes (hospitais, clínicas, laboratórios, postos etc.). Fiscalização do exercício da profissão Quanto a esta questão, os CRTRs seguem os moldes organizacionais do CONTER e contam com as COREFIs (Coordenações Regionais de Fiscalização), criadas para realizar visitas aos estabelecimentos e fazer inspeções nas instalações com o objetivo de averiguar denúncias sobre possíveis irregularidades que firam o Código de Ética e/ou outras normas, como diretrizes de proteção radiológica e de controle da qualidade em Radiologia. A inspeção é realizada por agentes fiscais do próprio COREFI, devidamente treinados, que realizam a notificação do estabelecimento apresentando os problemas junto ao CONTER, para que seja decidido pela autuação com multa ou pela notificação com prazo para regularização do problema encontrado. Atenção É importante lembrar sempre que a atuação dos COREDs é limitada ao aprimoramento da formação profissional, como consta no inciso VII, art. 23 do decreto nº. 92.790/86. Em outras palavras, o objetivo é ampliar o conhecimento e as capacidades técnicas do profissional inscrito no sistema CONTER/CRTRs. Verificando o aprendizado Questão 1 Atualmente, o CONTER é composto por 19 regionais, embora a 7ª região tenha sido extinta, por meio da Resolução CONTER nº. 01/2020. No entanto, a primeira organização das regionais era bem diferente. Marque a opção que contenha afirmações incorretas: A Da região Sudeste, apenas uma regional era composta por dois estados. B Do Centro-Oeste, Tocantins e Distrito Federal eram gerenciados pelo CRTR1. C Da região Sul, todos os estados eram gerenciados por uma regional apenas. D Da região Nordeste, todos os estados eram gerenciados pelo CRTR2. A alternativa B está correta. Na época de implementação das regionais, o território do Tocantins ainda fazia parte do estado de Goiás (GO). As resoluções do CONTER que tratam da divisão das regionais foram publicadas em 27 de maio de 1988. A emancipação de Tocantins ocorreu em 5 de outubro de 1988. Questão 2 Qual a estrutura de um CRTR responsável por realizar visitas aos estabelecimentos com o objetivo de averiguar instalações e denúncias sobre possíveis irregularidades? A CONAE. B CORED. C COREFI. D CREFITO. A alternativa C está correta. CONAE e os COREDs são estruturas criadas para avaliar a qualificação e formação profissional dos trabalhadores da Radiologia. CREFITO é a sigla para o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Portanto, a execução das ações citadas na pergunta é de competência dos agentes fiscais do COREFI (Coordenação Regional de Fiscalização). 3. Normas de regulamentação do exercício profissional Normatização da prática profissional No Brasil, atualmente, existem 79 profissões regulamentadas. As primeiras foram leiloeiro, em 1932, contador, em 1946, economista, em 1954, e médico, em 1957. Mais de 40% das profissões são fiscalizadas por conselhos de classe, semelhantes ao CONTER. Há ainda um documento sobre a realidade das profissões no mercado de trabalho, chamado de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A CBO não tem poder de regulamentar uma profissão, ela apenas registra sua existência no país. No entanto, para o trabalhador, é importante ter o reconhecimento do seu trabalho em um documento oficial do governo. O técnico e o tecnólogo em Radiologia encontram-se na CBO (código 3241) e dispõem de documentos de regulamentação próprios. É sobre esses documentos que vamos falar nesta seção. Curiosidade Na CBO, a profissão de técnico ou tecnólogo em Radiologia tem a seguinte descrição: realizam exames de diagnóstico ou de tratamento; processam imagens e/ou gráficos; planejam atendimento; organizam área de trabalho, equipamentos e acessórios; operam equipamentos; preparam paciente para exame de diagnóstico ou de tratamento; atuam na orientação de pacientes, familiares e cuidadores e trabalham com biossegurança. Na esfera da Radiologia, o documento de normatização da prática profissional é a lei nº. 7.394, de 29 de outubro de 1985. O documento é resultado de todo o esforço mencionado ao longo deste tema. Hoje, em todo o território nacional, esta lei regula o exercício da profissão. A regulamentação de uma lei é dada por um decreto, publicado em até 180 dias após a publicação da lei. Em nosso caso, o decreto nº. 92.790 foi publicado em 17 de junho de 1986. As leis trazem as principais providências a serem tomadas sobre determinado assunto. O detalhamento deste assunto, por sua vez, consta no decreto. Dica Se você pesquisar na internet, perceberá que um decreto tem mais artigos e páginas que a lei regulamentada por ele, justamente por ter uma função mais descritiva. Agora, você conhecerá os principais documentos que delineiam a profissão na área da Radiologia. Lei nº. 7.394, de 29 de outubro de 1985 O documento é composto por 19 artigos, sendo os três últimos com orientações sobre a publicação do próprio documento. O primeiro artigo trata do principal problema na época: considerar os operadores de raios X como técnicos em Radiologia. É importante que você entenda isso, pois muitos operadores não atendiam algumas das exigências posteriores desta lei, como ter o Ensino Médio completo, por exemplo. Essa equiparação garante a manutenção dos direitos dos operadores de raios X em exercício e normatiza as atribuições para os futuros profissionais. Entenda as especificidades da lei Outra questão tratada é a abrangência da atuação desses técnicos. Os profissionais podem trabalhar com técnicas radiodiagnósticas, radioterápicas, radioisotópicas, industrial e de medicina nuclear. A lei determina que o técnico em Radiologia deve ter Ensino Médio completo e, no mínimo, habilitação profissional de nível técnico (cursos técnicos) para atuar em serviço. Como essa é uma exigência mínima, tecnólogos em Radiologia também podem atuar por terem formação em Nível Superior. Além das informações sobre escolas técnicas, a lei prevê os mesmos direitos aos auxiliares de Radiologia queatuam com câmara escura (art. 11, parágrafo 2º). Como você já viu até aqui, a criação do CONTER e dos CRTRs é determinada por meio do art. 12. A regulamentação sobre o funcionamento do sistema CONTER/CRTRs é dada pelo decreto nº. 92.790/86. Fora esses assuntos, apenas dois pontos relacionados diretamente ao trabalho são mencionados: a jornada de trabalho de 24h semanais (art. 14) e a composição dos salários mínimos dos profissionais (art. 16): dois salários mínimos profissionais da região, incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. Existem pontos defasados e outros não consensuais que, se já não foram vetados na própria lei, são objetos de discussão no PL nº. 3.661/12, que propõe a reformulação da legislação atual (veja nos quadros anteriores). Um dos pontos mais polêmicos era o direito a férias de 40 dias, divididas em dois períodos, contida no art. 14. Entretanto, esse trecho foi vetado por caracterizar privilégio, considerando os 30 dias corridos determinados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Decreto nº. 92.790, de 17 de junho de 1986 O documento é composto por 33 artigos. Nele estão detalhadas as informações dispostas na lei nº. 7.394/85. Os dois primeiros artigos tratam da abrangência de atuação do técnico, sem alterações relevantes. O art. 3º já dispõe da necessidade de o trabalhador estar inscrito no CRTR para o exercício profissional (inciso III). Entenda as especificidades do decreto Neste decreto, constam mais informações sobre os Conselhos Nacional e Regionais, não contempladas na lei nº. 7.394/85. Dentre os tópicos abordados, o documento detalha a função do órgão (art. 13), a estrutura hierárquica (art. 14), as atribuições (arts. 16 e 23) e os aspectos administrativos (do art. 14 ao art. 29) – nestes https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7394.htm últimos, figuram os integrantes do conselho, o processo eleitoral, a composição da renda, as infrações e as penalidades previstas pelo órgão. Nos arts. 30 e 31, são ratificadas as informações contidas na lei nº. 7.394/85 quanto à jornada de trabalho e à composição do salário mínimo dos trabalhadores. Perceba que a maior parte do texto deste decreto detalha as atribuições e as ações dos Conselhos Nacional e Regionais. Vale destacar que toda a descrição do sistema CONTER/CRTRs foi organizada neste material com base neste decreto e no próprio Regimento Interno do CONTER. Resoluções CONTER Embora não tenham peso de lei, as resoluções CONTER têm efeito normativo interno para os trabalhadores do campo da Radiologia. Em geral, as resoluções buscam deliberar sobre assuntos do cotidiano, seja em nível nacional (CONTER), seja regional (CRTR). Esse tipo de documento pode ser utilizado para estabelecer valor de anuidades, alterar ou revogar outros documentos internos ou para situações mais específicas, como normatizar atribuições e competências dos profissionais para determinado cargo/função. Isso ocorreu com a Radiologia industrial, em 2016, com a resolução CONTER nº. 11/2016. A questão do estágio curricular supervisionado, por exemplo, é tratada na resolução nº. 11/2010 e mencionada também em outras resoluções. Porém, vale destacar que já existe uma lei federal para o assunto: lei nº. 11.788, publicada em 2008, três anos antes da resolução do CONTER. Portanto, lembre-se de que uma resolução pode detalhar aspectos sobre um assunto já tratado, mas nunca pode contradizer o disposto em lei específica que trate da questão. Estágio profissional em radiologia Assista ao vídeo e entenda a lei de estágio. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A portaria nº. 453/98 MS SVS também foi importante para o exercício profissional do técnico/tecnólogo em Radiologia. Embora não tenha sido publicada pelo CONTER, está vinculada à Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde. Trata-se de um documento emitido com recomendações para a aplicação de determinada lei ou regulamento. Esses pontos não cobertos ou não consensuais foram corrigidos com a publicação da Resolução RDC 330, em 20 de dezembro de 2019. Embora provenham do mesmo órgão – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, as Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC) têm um aspecto mais gerencial, tendo em vista que seu objetivo é atribuir responsabilidades a empresas e profissionais a fim de garantir padrões de qualidade de produtos e serviços destinados à saúde da população. Além disso, como você já aprendeu, as resoluções têm aplicação mais prática e concreta, resolvendo pontos específicos, abordados de forma mais objetiva. Documento emitido O documento foi publicado em 1º de junho de 1998 e esteve em vigor até dezembro de 2019, quando foi revogado. A portaria é composta por sete artigos, cujos objetivos eram validar o Regulamento Técnico (anexo à portaria), que estabelecia diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico. Embora tenha sido aplicada por mais de 20 anos, este documento carecia de revisão em alguns pontos. Além disso, outros pontos que não haviam sido discutidos precisavam de resolução. Para fins de exemplo: a portaria nº. 453/98 não fazia menção à Radiologia Veterinária, que tem sido largamente empregada, em razão do crescente cuidado prestado à saúde animal por parte da sociedade, e, consequentemente, merece devida atenção documental. Fala, Mestre! Dicas para os iniciantes O vídeo aborda a importância do trabalho duro nos primeiros anos de carreira, destacando como a dedicação inicial pode fazer a diferença a longo prazo. A recomendação é concentrar-se no trabalho enquanto as responsabilidades ainda são poucas, mantendo a disciplina e a resiliência, pois não existe um atalho para o sucesso. Além disso, enfatiza a importância de formar amizades e desenvolver o networking durante a faculdade, pois esses relacionamentos podem ser valiosos na carreira futura. O orador aconselha as gerações mais jovens a experimentarem diversas áreas enquanto são jovens para encontrar sua verdadeira paixão. Ao descobrir sua paixão, a pessoa deve se dedicar completamente a ela, unindo talento com interesse, o que ele considera a fórmula do sucesso. Ele compartilha a própria experiência de encontrar sua paixão no empreendedorismo após o MBA, ressaltando que a educação amplia horizontes e oportunidades. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Fala, Mestre! Processo seletivo O vídeo destaca a importância de os candidatos estarem verdadeiramente conectados com o propósito da empresa. Além da conexão com o propósito, características como fome de aprendizado, resiliência e atributos tradicionais são essenciais. O processo de seleção não foca apenas nas principais universidades, mas na essência do candidato. Humildade é um valor essencial, especialmente em um ambiente dinâmico, e a falta dela é um critério de eliminação durante a seleção. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Fala, Mestre! Transformações no processo seletivo Este é um vídeo em que é discutida a evolução do perfil desejado para contratações de trainees ao longo dos últimos 30 anos. Inicialmente, o foco era em candidatos provenientes de cinco escolas renomadas e fluentes em inglês. O paradigma era simples: quem estudou em boas escolas é inteligente, e quem é inteligente, é um bom profissional. Com o tempo, e após estudos e reflexões, percebeu-se que essa visão não garantiasucesso. A abordagem então mudou, passando a valorizar competências socioemocionais e atitudes. Nos últimos cinco anos, a ênfase passou a ser a aderência à cultura e valores da empresa, ressaltando a importância de alinhar- se com os princípios e a visão da empresa. Além disso, a preparação e uma base educacional sólida continuam sendo fundamentais para o sucesso. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Os documentos que tratam da regulamentação profissional em Radiologia são: A Lei nº.7.394, de 29 de outubro de 1986, e decreto nº. 92.790, de 17 de junho de 1985. B Lei nº. 7.394, de 29 de outubro de 1985, e decreto nº. 92.790, de 17 de junho de 1986. C Lei nº. 92.790, de 29 de outubro de 1985, e decreto nº. 7.394, de 17 de junho de 1986. D Lei nº. 92.790, de 29 de outubro de 1986, e decreto nº. 7.394, de 17 de junho de 1985. A alternativa B está correta. A lei nº. 7.394, de 29 de outubro de 1985, regula o exercício profissional em Radiologia. O decreto nº. 92.790, publicado em 17 de junho de 1986, regulamenta a lei 7.394/85, detalhando seu conteúdo. Questão 2 Uma resolução do CONTER pode determinar alterações em conteúdos curriculares da graduação tecnológica em Radiologia? Com base no material estudado, marque a opção que responde corretamente a esta questão: A Sim, pois o CONAE é responsável pelas diretrizes curriculares da formação em Radiologia. B Não, uma resolução tem efeito normativo interno, e a universidade é subordinada ao MEC. C Sim, pois a graduação precisa atender ao perfil profissional requerido pelo CONTER. D Não, pois a universidade tem autonomia, embora a resolução CONTER tenha efeito de lei. A alternativa B está correta. Instituições de Ensino Superior estão subordinadas diretamente ao Ministério da Educação (MEC). As resoluções CONTER têm efeito restrito e interno, relacionado ao exercício profissional no campo da Radiologia, aplicáveis em situações específicas da categoria. 4. Conclusão Considerações finais Com a leitura deste material, você conheceu um pouco mais sobre a profissão de técnico/tecnólogo em Radiologia. Agora, você sabe que o caminho percorrido até aqui não foi rápido nem simples. Até a constituição da profissão na área da Radiologia tomar forma, muitos ajustes precisaram ser feitos e embates foram travados – e ainda são – para se alcançar o mínimo de direitos e benefícios para a categoria. O trabalho com raios X passou por médicos, por outros profissionais da área hospitalar que se propuseram a desempenhar a função, assim como pelos chamados operadores de raios X. Atualmente, é uma profissão constante da CBO, com regulamentação e conselhos próprios. Conforme você viu, a prática radiológica é regulamentada desde 1985 pela lei nº. 7.394 e pelo decreto nº. 92.790/86. Para ter garantidos seus direitos e tomar conhecimentos dos seus deveres, técnicos/tecnólogos em Radiologia contam com o CONTER, conselho que também fiscaliza e garante a qualidade dos serviços prestados à população. A partir de agora, descubra o que você conseguiu depreender desse material sobre o tema resolvendo as questões do simulado. Bom trabalho! Podcast Para encerrar, ouça o áudio sobre órgãos de classe com o professor convidado Rafael de Oliveira Santos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore+ Acesse o site do Conter e encontre informações institucionais, legislação e a revista do órgão, que pode ser baixada para leitura. Referências FENELON, S.; ALMEIDA, S. S. Dr. José Carlos Ferreira Pires: pioneiro da Radiologia na América do Sul. Revista Imagem, v. 22, n. 4, 2000. FENELON, S. et al. Os pioneiros da Radiologia no Brasil. Consultado em meio eletrônico em: 15 maio 2020. FRANCISCO, F. C. et al. História da Radiologia no Brasil. Revista Imagem, v. 28, n. 1, p. 63-66, 2006. GIRARDI, S. N.; FERNANDES JUNIOR, H.; CARVALHO, C. L. A regulamentação das profissões de saúde no Brasil. Espaço para Saúde, v. 2, n. 1, 2000. KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010. MOROSINI, M. V. G. C. et al. (orgs.). Trabalhadores técnicos da saúde: aspectos da qualificação profissional no SUS. Rio de Janeiro: EPSJV, 2013. Órgãos de classe 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. História do Conselho de Radiologia e sua estrutura organizacional O que tínhamos antes do CONTER? Curiosidade Primeira aula sobre o trabalho com raios X Primeiros cursos de Radiologia Cursos de Radiologia Curso de Radiologia para médicos na Faculdade de Ciências Médicas Nicola Casal Caminha fundou cursos de residência médica e pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Em suma, até o fim da década de 1930, os médicos já dispunham de conhecimento científico suficiente para manipular raios X e já existia uma estrutura de pós-graduação para aperfeiçoamento (residência médica e especialização), a fim de aprender a produzir imagens com raios X e interpretá-las clinicamente. Atenção O surgimento dos auxiliares de radiologia Os médicos liberais Os IAPs O Radiologista A primeira regulamentação profissional da Radiologia Curiosidade O antecessor do CONTER no Brasil A formação profissional do operador de raios X A disputa no processo de regulamentação Estrutura organizacional do CONTER Comentário Atribuições do CONTER Corpo de Conselheiros Diretoria Comissões Coordenações Câmaras Técnicas Integrando as estruturas do CONTER e o CRTR Conteúdo interativo Linha do tempo com alguns fatos importantes após a regulamentação profissional Lei nº. 7.394 Decreto nº. 92.790 Fundação do CONTER Primeiros conselhos regionais Projeto de lei (PLS 26) CONTER/CRTRs Atualização da lei nº. 7.394/85 Atribuições dos profissionais da Radiologia Extinção do CRTR7 Verificando o aprendizado As atribuições do CONTER são diversas. Entre as opções abaixo, assinale a que contém uma atribuição que não seja relacionada ao Conselho: Sobre as Comissões, Coordenações e Câmaras Técnicas do CONTER, é incorreto afirmar que: 2. Estruturação e atuação das regionais Processo de implementação das regionais do CONTER O CRTR Conteúdo interativo Saiba mais Campos de atuação Atenção Verificando o aprendizado Atualmente, o CONTER é composto por 19 regionais, embora a 7ª região tenha sido extinta, por meio da Resolução CONTER nº. 01/2020. No entanto, a primeira organização das regionais era bem diferente. Marque a opção que contenha afirmações incorretas: Qual a estrutura de um CRTR responsável por realizar visitas aos estabelecimentos com o objetivo de averiguar instalações e denúncias sobre possíveis irregularidades? 3. Normas de regulamentação do exercício profissional Normatização da prática profissional Curiosidade Dica Lei nº. 7.394, de 29 de outubro de 1985 Entenda as especificidades da lei Decreto nº. 92.790, de 17 de junho de 1986 Entenda as especificidades do decreto Resoluções CONTER Estágio profissional em radiologia Conteúdo interativo Fala, Mestre! Dicas para os iniciantes Conteúdo interativo Fala, Mestre! Processo seletivo Conteúdo interativo Fala, Mestre! Transformações no processo seletivo Conteúdo interativo Verificando o aprendizado Os documentos que tratam da regulamentação profissional em Radiologia são: Uma resolução do CONTER pode determinar alterações em conteúdos curriculares da graduação tecnológica em Radiologia? Com base no material estudado, marque a opção que responde corretamente a esta questão: 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore+ Referências