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Técnicas e Gênero Jornalisticos- Slides de Aula Unidade II

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Prof. Dr. Elvis Wanderley
UNIDADE II
Técnicas e Gêneros
Jornalísticos
Gênero informativo:
 Como o nome indica, os textos do gênero informativo têm como essência informar os leitores 
sobre os acontecimentos considerados relevantes à sua vida. 
Principais características:
 Predomínio da função referencial da linguagem;
 Efeito de objetividade;
 Ausência de uma opinião explícita do veículo e do jornalista.
 O gênero informativo é o que predomina no jornalismo atual.
Unidade II
Notícia:
 A notícia é a base do jornalismo. 
As notícias apresentam um padrão estável e previsível. Segundo Nilson Lage (1987, p. 16):
 Do ponto de vista da estrutura, a notícia se define, no jornalismo moderno, como o relato de 
uma série de fatos, a partir do fato mais importante ou interessante; e de cada fato, a partir 
do aspecto mais importante ou interessante. Essa definição pode ser considerada por uma 
série de aspectos. Em primeiro lugar, indica que não se trata, exatamente, de narrar os 
acontecimentos, mas de expô-los.
Unidade II
Fonte: 
http://www.mbmideias.com.br/capa.asp?
noticia+667 Em 03/04/2021.
Lead:
 O lead é a abertura da matéria. Nos textos noticiosos, deve incluir, em duas ou três frases, 
as informações essenciais que transmitam ao leitor um resumo completo do fato.
Unidade II
Fonte: Adaptado de: https://www.researchgattte.net/figure/Figura-1-Modelo-da-Piramide-
invertida_fig1_285597232. Acesso em: 19 mar. 2019.
Observação e descrição do fato noticioso.
O fato ocorrido. Personagens envolvidos. Momento do fato.
O local do fato. O modo como ocorreu. O que motivou o fato.
O quê?
Onde?
Quem?
Como?
Quando?
Por quê?
Lead e pirâmide invertida:
 Chama-se pirâmide invertida o modelo de texto em que o mais importante (elementos do 
lead) aparece no início. Dessa forma, caso seja necessário eliminar alguma parte do texto na 
edição, o corte pode ser feito no final, sem que uma parte essencial do fato seja suprimida.
O esquema a seguir ilustra esse modelo:
Esquema de pirâmide invertida:
Unidade II
Fonte: Adaptado de: 
https://www.researchgate.
net/figure/Figura-1-
Modelo-da-Piramide-
invertida_fig1_285597332. 
Acesso em: 09 dez. 2020.
+ importante
- importante
Lead
Dados
secundários
Final
É possível afirmar que todo acontecimento nasce como uma notícia?
a) Sim, porque o acontecimento e a notícia são sinônimos.
b) Sim, porque a notícia existe, independentemente, da imprensa.
c) Sim, porque todos os acontecimentos têm vocação para ser notícia.
d) Não, porque nem todo o acontecimento tem o entretenimento como apelo jornalístico.
e) Não, porque a notícia é uma construção realizada por um complexo sistema empresarial 
e social.
Interatividade
É possível afirmar que todo acontecimento nasce como uma notícia?
a) Sim, porque o acontecimento e a notícia são sinônimos.
b) Sim, porque a notícia existe, independentemente, da imprensa.
c) Sim, porque todos os acontecimentos têm vocação para ser notícia.
d) Não, porque nem todo o acontecimento tem o entretenimento como apelo jornalístico.
e) Não, porque a notícia é uma construção realizada por um complexo sistema empresarial 
e social.
 Comentário: nem todo acontecimento nasce como uma 
“notícia”, justamente porque é uma construção elaborada 
segundo padrões sociais e empresariais.
Resposta
 Título, subtítulo, olho, 
chapéu e legenda.
Unidade II
Fonte: Adaptado de: https://www.unicamp.br/
unicamp/index.php/ju/noticias/2019/03/28/
tragedia-nas-capas-dos-grandes-jornais. 
Acesso em: 10 dez. 2020.
Chamada
Manchete
Chapéu
Título da
manchete
Linha fina
Crédito ou
origem da
foto
Foto
Legenda
Imagem ilustrativa para apontar os elementos gráficos citados neste estudo.
Suíte:
 No jargão jornalístico, suíte corresponde ao desenvolvimento de uma notícia nos dias 
seguintes. O texto deve sempre relembrar os fatos anteriores ao leitor para que ele possa 
acompanhar as outras informações;
 Trata-se de uma sequência que permanece enquanto ainda houver novidades e interesse 
do público.
Unidade II
Reportagem:
 A reportagem não se limita ao factual, como a notícia. Trata-se do texto que amplia o 
acontecimento para o receptor. Em outros termos, a notícia limita-se ao anúncio do fato; 
a reportagem preocupa-se com os detalhes, as origens e os desdobramentos dele.
Segundo Nilson Lage (2005, p. 139):
 A notícia expõe um fato ou uma sequência de fatos: caiu um avião na mata, é notícia; 
resgatam-se passageiros e tripulantes dias depois, outra notícia; divulgasse o relatório 
técnico sobre o desastre, uma terceira notícia, apoiada na recapitulação das duas anteriores;
 Já o relato detalhado, com base em testemunhos do 
sofrimento daqueles dias passados na selva, entre feridos, 
mortos, medo, incerteza e crises de desespero – isso daria 
uma excelente reportagem.
Unidade II
Importante:
 A reportagem e a notícia são os dois tipos principais de texto jornalístico. Trata-se da 
essência do jornalismo. Qualquer profissional da área deve ter amplo domínio na 
sua elaboração; 
 A reportagem exige maior competência redacional do jornalista, pois não há um modelo a ser 
seguido. Ele deve encontrar a melhor forma de narrar e de articular as vozes envolvidas;
 A exatidão de informações é essencial na notícia e na 
reportagem. Incorreções afetam a credibilidade do veículo;
 A intensidade da apuração está diretamente relacionada ao 
tempo disponível para a preparação da matéria. Veículos com 
periodicidade não diária tendem a desenvolver mais 
as reportagens.
Unidade II
Qual(is) característica(s) a seguir está(ão) entre a(s) principal(is) característica(s) textual(is) 
da notícia?
a) Linguagem erudita e complexa.
b) Linguagem direta e simplicidade.
c) Linguagem empolada e alta erudição.
d) Lead.
e) Olho.
Interatividade
Qual(is) característica(s) a seguir está(ão) entre a(s) principal(is) característica(s) textual(is) 
da notícia?
a) Linguagem erudita e complexa.
b) Linguagem direta e simplicidade.
c) Linguagem empolada e alta erudição.
d) Lead.
e) Olho.
Resposta
Entrevista:
 A prática da entrevista está na base de qualquer apuração jornalística. No entanto, quando 
nos referimos ao formato entrevista, estamos pensando em um tipo específico de texto, 
normalmente, estruturado com perguntas e respostas (estilo pingue-pongue). Nesses casos, 
o foco é a pessoa entrevistada, com a exposição de aspectos de sua vida ou de suas ideias;
 A entrevista faz parte do gênero informativo, pois a opinião que ela expressa é a do 
entrevistado. Ela não deve expor o ponto de vista do jornalista;
 Numa entrevista é necessário um diálogo. Mesmo sendo 
recomendado que o jornalista faça uma lista prévia de 
perguntas, a condução da entrevista será determinada pela 
conversa, pelas respostas do entrevistado, que devem 
estimular outras perguntas.
Unidade II
Entrevista:
Como fazer uma boa entrevista?
 Elaboração de um bom roteiro;
 Levante sempre o máximo de informações sobre o entrevistado e o tema de que ele vai falar;
 Reflita sobre o objetivo a que pretende chegar;
 Redija perguntas específicas;
 As genéricas resultam em entrevistas tediosas.
Importante:
 O êxito de entrevista depende, em grande parte, de uma boa 
preparação. O jornalista bem preparado sente-se à vontade 
para conduzir o diálogo, não deixa o entrevistado se perder em 
assuntos transversais e consegue, de maneira produtiva, 
esclarecer as suas dúvidas e obter as informações 
necessárias para a reportagem.
Unidade II
Quanto ao roteiro de perguntas de uma entrevista qual a resposta correta?
I. Deve conter os principais assuntos que se deseja abordar, para que se garanta que 
nenhum item importante ficará de fora;
II. Serve como um guia e não pode limitar o trabalho e a criatividade do repórter durante 
a entrevista;
III. Se um assunto mais interessante e importante surgir ao longo da entrevista, é preciso 
explorá-lo, mesmo que fujaao roteiro.
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Interatividade
Quanto ao roteiro de perguntas de uma entrevista qual a resposta correta?
I. Deve conter os principais assuntos que se deseja abordar, para que se garanta que 
nenhum item importante ficará de fora;
II. Serve como um guia e não pode limitar o trabalho e a criatividade do repórter durante 
a entrevista;
III. Se um assunto mais interessante e importante surgir ao longo da entrevista, é preciso 
explorá-lo, mesmo que fuja ao roteiro.
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Resposta
Gênero interpretativo:
 Os textos do gênero interpretativo visam a fornecer ao receptor subsídios para que ele 
compreenda as causas e as consequências dos acontecimentos;
 A interpretação difere da opinião, que consiste na valoração dos acontecimentos;
 Para promover a interpretação, é necessário que a apuração 
seja mais desenvolvida, isto é, as matérias interpretativas 
exigem maior esforço de reportagem, pesquisas mais 
aprofundadas, consulta a fontes diversificadas.
Unidade II
Gênero interpretativo:
Edvaldo Pereira Lima (2009, p. 20), aponta os seguintes ingredientes nas 
matérias interpretativas:
 Contexto do fato nuclear;
 Antecedentes do fato;
 Suporte especializado, com vozes de especialistas e testemunhas;
 Projeção dos desdobramentos do fato;
 Humanização da reportagem.
Unidade II
Fonte: 
http://www.mbmideias.com.br/
capa.asp?. Em 19/04/2021.
Gênero interpretativo:
 Consideram-se como gênero interpretativo as chamadas grandes reportagens;
 A grande reportagem difere das reportagens comuns pela extensão e pelo aprofundamento. 
Em outras palavras, ela apresenta uma cobertura mais ampla do fato na perspectiva da 
horizontalidade e um mergulho em seus significados, ou seja, na verticalidade. 
É fundamental, nela, a pluralidade de vozes.
Unidade II
Gênero interpretativo:
Nas palavras de Cremilda Medina (1988, p. 115), ela considera:
 As linhas de tempo e espaço se enriquecem: enquanto a notícia fixa o aqui, o já, o acontecer, 
a grande reportagem abre o aqui num círculo amplo, reconstitui o já, no antes e depois, deixa 
os limites do acontecer para um estar acontecendo atemporal ou menos presente. Através 
da complementação de fatos que situam ou explicam o fato nuclear, através da pesquisa 
histórica de antecedentes ou através da busca do humano permanente no acontecimento 
imediato, a reportagem leva a um quadro interpretativo.
 O jornalismo interpretativo pretende que o leitor 
compreenda melhor o seu tempo, por isso, apresenta as 
causas e os desdobramentos dos fatos.
Unidade II
 Nesta aula, abordamos o gênero informativo e os seus formatos. Apresentamos as 
características da notícia, texto-base do jornalismo, e da reportagem. Comentamos, ainda, 
sobre entrevista. 
 E, por fim, falamos do gênero interpretativo, que tem como objetivo fornecer ao leitor 
subsídios para que ele entenda as origens e os desdobramentos dos acontecimentos, e, 
dessa forma, compreenda melhor a contemporaneidade.
Unidade II
Fonte: 
http://www.mbmideias.com.br/capa.
asp?noticia+667 Em 03/04/2021.
O texto jornalístico informativo segue padrões específicos quanto à estrutura. Sobre isso, 
considere as afirmações a seguir:
I. O texto jornalístico trata das impressões e percepções de quem o escreve, portanto, revela 
grande liberdade e diversidade de abordagens;
II. O autor não aparece, diretamente, no texto. Por isso, é empregado o verbo em 
primeira pessoa;
III. O texto jornalístico é caracterizado como impessoal, pois não traz as opiniões do jornalista 
que o escreve.
É correto o que se afirma em:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Interatividade
O texto jornalístico informativo segue padrões específicos quanto à estrutura. Sobre isso, 
considere as afirmações a seguir:
I. O texto jornalístico trata das impressões e percepções de quem o escreve, portanto, revela 
grande liberdade e diversidade de abordagens;
II. O autor não aparece, diretamente, no texto. Por isso, é empregado o verbo em 
primeira pessoa;
III. O texto jornalístico é caracterizado como impessoal, pois não traz as opiniões do jornalista 
que o escreve.
É correto o que se afirma em:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a III.
d) I e II.
e) I, II e III.
Resposta
 LAGE, N. Estrutura da notícia. 2.ed. São Paulo: Ática, 1987.
 LAGE, N. Teoria e técnica do texto jornalístico. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda., 2005.
 LIMA, E. P. Páginas ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da 
literatura. São Paulo: Editora Manole, 2009. 
 MEDINA, C. Notícia, um produto à venda: jornalismo na sociedade urbana e industrial. 
São Paulo: Summus Editorial, 1988.
Referências
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