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Me. Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura
ELETROTERMOFOTOTERAPIA 
E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
ACESSE AQUI O SEU LIVRO 
NA VERSÃO DIGITAL!
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FICHA CATALOGRÁFICA
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. KASHIWAKURA, Priscilla Hellen 
Martinez Blanco.
Eletrotermofototerapia e Inovação Tecnológica. 
Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura.
Maringá - PR: Unicesumar, 2020. 
128 p.
“Graduação - EaD”. 
1. Eletrotermofototerapia 2. Inovação EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 701 
CIP - NBR 12899 - AACR/2
ISBN: 978-65-5615-013-0 
Impresso por:
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB- 9-1679 Fotos: Shutterstock
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar
Diretoria de Design Educacional
Equipe Produção de Materiais
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 Jd. Aclimação - Cep 87050-900 | Maringá - Paraná
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
DIREÇÃO UNICESUMAR
Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos 
Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis 
Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
EXPEDIENTE
BOAS-VINDAS
Reitor 
Wilson de Matos Silva
Neste mundo globalizado e dinâmico, 
nós trabalhamos com princípios éticos 
e profissionalismo, não somente para 
oferecer educação de qualidade, mas 
também, acima de tudo, gerar a conversão 
integral das pessoas ao conhecimento. 
Baseamo-nos em quatro pilares: 
intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Assim, iniciamos a Unicesumar em 1990, 
com dois cursos de graduação e 180 
alunos. Hoje, temos mais de 100 mil 
estudantes espalhados em todo o Brasil, 
nos quatro campi presenciais (Maringá, 
Londrina, Curitiba e Ponta Grossa) e em 
mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil 
e, também, no exterior, com dezenas de 
cursos de graduação e pós-graduação. Por 
ano, produzimos e revisamos 500 livros e 
distribuímos mais de 500 mil exemplares. 
Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 por 
sete anos consecutivos e estamos entre os 
10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos 
educadores soluções inteligentes para as 
necessidades de todos. Para continuar 
relevante, a instituição de educação 
precisa ter, pelo menos, três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a 
qualidade.Por isso, desenvolvemos para 
os cursos híbridos, metodologias ativas, 
as quais visam reunir o melhor do ensino 
presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão,
que é promover a educação de qualidade
nas diferentes áreas do conhecimento,
formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento
de uma sociedade justa e solidária.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
Olá, pessoal, eu atuo como professora dos cursos da 
área da saúde da Unicesumar há doze anos, e essa 
atividade profissional sempre foi um plano meu, 
mas um plano futuro, sabe? Aquele que a gente acha 
que vai acontecer depois de ter a família formada, 
carro, casa e cachorro. Entretanto, nem tudo que 
planejamos ocorre da forma ou no momento em 
que esperamos, por isso, vou contar um pouco da 
minha história para você. Além de ser professora, 
sou fisioterapeuta de formação. Quando saí da fa-
culdade, tinha a certeza de que iria trabalhar com 
ortopedia, mas não foi bem isso que aconteceu: fui 
trabalhar com fisioterapia cardiorrespiratória e 
com a área da estética. Nessa altura me apaixonei 
pela área da estética e pelos equipamentos, e sou 
muito grata a essa área, porque dela me vieram 
as melhores oportunidades profissionais. Depois 
de formada, descobri um problema grave cardía-
co e fiz uma cirurgia, que me resultou em quase 
dois anos fora do mercado de trabalho, no auge 
da minha carreira. Nesse momento tive muito 
medo de não conseguir trabalhar com a área da 
fisioterapia e com a dermato-funcional, por conta 
do esforço físico e resolvi me aventurar na acu-
puntura. Confesso que o começo foi muito difícil, 
pois se tratava de outro tipo de medicina, mas 
hoje sou acupunturista e atuo na área, e posso 
afirmar que essa formação abriu meu campo de 
visão profissional sobre os clientes que passam 
sob meus cuidados; costumo dizer que sou uma 
fisioterapeuta muito melhor depois da acupun-
tura. Além da acupuntura, tenho a especialidade 
de osteopatia, alguns amigos(as) e clientes dizem 
que tenho “olhos nas mãos”, e essa capacidade 
de ver o organismo como um todo e a facilida-
de em fazer a leitura biológica do tecido veio da 
osteopatia: uma técnica manipulativa e manual. 
Nas horas vagas, amo fazer atividade física ao ar 
livre, na verdade eu queria muito ser corredora 
amadora de rua, mas confesso que depois que 
me aventurei na maternidade ainda não consegui 
colocar em prática, prefiro consumir meu tempo 
livre com minha pequena e minha Família. Isso 
mesmo que você está lendo, sou professora, sou 
profissional, sou esposa, sou mãe, sou filha, irmã, 
cunhada, tia, dona de casa e amo ser masterchef 
nas horas que me sobram, pois isso é uma coisa 
que relaxa minha família: ter comida boa, um bom 
vinho, uma boa companhia. Costumo dizer que 
sou uma mulher agraciada por Deus!! Digo pois 
em minha vida não falta nada.... tenho muitos 
perrengues e lutas, mas o sopro de vida de Deus 
e as esperanças se renovam a cada manhã em 
minha vida pessoal, profissional e familiar. Por 
isso agradeço a Deus pela oportunidade de poder 
me apresentar a você por meio deste livro e agra-
deço pela oportunidade de poder compartilhar 
com você meus conhecimentos sobre Eletrote-
rapia, Equipamentos, Tecnologia, Protocolos de 
tratamentos etc.
Sempre que encontrar esse ícone, esteja conectado à internet e inicie o aplicativo 
Unicesumar Experience. Aproxime seu dispositivo móvel da página indicada e 
veja os recursos em Realidade Aumentada. Explore as ferramentas do App para 
saber das possibilidades de interação de cada objeto.
PODCAST: professores especialistas e convidados, ampliando as discussões sobre 
os temas.
PÍLULA DE APRENDIZAGEM: uma dose extra de conhecimento é sempre bem-
vinda. Posicionando seu leitor de QRCode sobre o código, você terá acesso aos 
vídeos que complementam o assunto discutido.
PENSANDO JUNTOS: ao longo do livro, você será convidado(a) a refletir, questionar e 
transformar. Aproveite este momento!
EXPLORANDO IDEIAS: com este elemento, você terá a oportunidade de explorar 
termos e palavras-chave do assunto discutido, de forma mais objetiva.
EU INDICO: enquanto estuda, você pode acessar conteúdos online que ampliaram 
a discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tecnologia a seu favor.
Quando identificar o ícone de QR-CODE, utilize o aplicativo Unicesumar 
Experience para ter acesso aos conteúdos online. O download do 
aplicativo está disponível nas plataformas: Google Play App Store
IMERSÃO
RECURSOS DE 
ELETROTERMOFOTOTERAPIA E 
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
9
69
31
105
7
Eletroterapia
Ondulatórios
Correntes 
Elétricas
Recursos 
Recursos 
Térmicos
1
3
2
4
PROVOCAÇÕES INICIAIS
INICIAIS
PROVOCAÇÕES
Imagine que você, profissional da área da saúde, depare-se em sua prática clínica, com pessoas muito 
diferentes umas das outras e com vários tipos de problemas que se apresentarão de maneira desigual, 
devido à peculiaridade de cada indivíduo. Vamos supor que chegue até sua clínica uma mulher, 36 anos, 
mãe de três filhos, profissão bancária e cuja queixa feita durante a anamnese é de acúmulo de gordura 
e “celulite” (fibro edema geloide) nodular em coxas e glúteos, além de ansiedade e queixa de unha en-
cravada. Como você, profissional da saúde, poderia auxiliar esta cliente? Quais técnicas e equipamentos 
poderiam ser executados em seu protocolo para que interrompa a dor dessaacordo com o produto e 
com a forma de desincruste – profundo ou superficial, 
colocar o tempo, start, aumentar a intensidade de 
acordo com a paciente, passar em círculos pela pele/ 
couro cabeludo.
Para realizar o procedimento de eletrolifting facial ou 
corporal: ligar, conectar a caneta porta agulha, pola-
ridade negativa, tempo, start, intensidade.
Fonte: adaptada de Shopfisio ([2020], on-line)3, Shopfisio ([2020], on-line)4 e HBfisio ([2020], on-line)5.
No entanto, mesmo diante de todas estas formas de aplicação da corrente galvânica e de todos os seus 
efeitos fisiológicos e polares, este equipamento é contraindicado em casos de: infecções locais; perda da 
sensibilidade cutânea; pele desidratada e sensível; alterações circulatórias; lesões cutâneas ou feridas e sob 
superfícies ósseas. Dentre os maiores riscos da corrente galvânica, encontram-se o choque e a queimadura 
da pele (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
40
UNICESUMAR
Nesta obra, você terá conteúdo a respeito dos equipamentos que emi-
tem corrente elétrica utilizados em suas áreas profissionais, além de ser 
uma nova oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito da 
eletroterapia.
Por sua vez, a corrente farádica, TENS, corrente russa e corrente aussie são correntes elétricas consi-
deradas como excito motoras, pois promovem ação na junção neuromuscular responsável pela con-
tração e relaxamento das fibras musculares, ou seja, trafegam somente pelos músculos (PAOLILLO, 
A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; REED; LOW, 2001).
Os equipamentos com corrente farádica (Figura 4) são equipamentos que emitem uma corrente 
polarizada ou despolarizada que foi desenvolvida em 1831 por Michael Faraday. Esta corrente pos-
sibilita a estimulação de nervos e músculos, é uma corrente elétrica de baixa frequência, pulsada ou 
alternada e apresenta como efeitos terapêuticos: a hipertonia muscular; promove estimulação do 
ponto motor; realiza recrutamento de fibras musculares; promove melhora da drenagem venosa 
tecidual; aumenta a oxigenação tecidual e circulação sanguínea por vasodilatação (GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Portanto, sua indicação clínica envolve protocolos em que você tenha interesse em promover forta-
lecimento muscular facial, tonificação muscular facial, hipertonia, protocolos de tratamento do enve-
lhecimento, linhas de expressão, lifting facial, reabilitação de paralisia facial e harmonização muscular 
facial (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Dentre os ativos cosméticos ou medicamentosos que podem ser ionizáveis com a corrente 
galvânica, podemos encontrar: a hialuronidase (positiva e tem ação antiedematosa); ceto-
profeno (negativo e anti-inflamatório); lidocaína e aconitina (positivo e analgésicos locais); 
sulfato de atropina (positivo, é usado para hiperidrose) sulfato de cobre (positivo e fungicida); 
diclofenaco (negativo e anti-inflamatório); dexametasona (negativo, é usado para tendinites); 
thiomucase (negativo, é indicado para edemas e fibro edema geloide) (AGNE, 2007; ROBERT-
SON et al., 2006).
41
UNIDADE 2
Figura 4 - Estimulação elétrica muscular facial com a corrente farádica
A sua aplicação pode ser 
realizada de forma Bipolar, 
utilizando dois eletrodos, posi-
tivo e negativo (+ e -), respecti-
vamente na origem e inserção 
muscular, e a aplicação Unipo-
lar, em que utilizamos somen-
te um eletrodo sobre o ponto 
motor. Entretanto, para que 
você consiga realizar a aplica-
ção prática deste equipamen-
to, como o equipamento da 
corrente galvânica, eu sugiro 
que você siga o procedimento 
As contraindicações deste 
equipamento já envolvem qua-
dros febris, extrema idade, pa-
ralisia espástica, degeneração de 
axônio, perda de sensibilidade, 
região precordial, paralisia flá-
cida com reação de degeneração 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; 
AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
O equipamento de TENS 
(estimulação elétrica nervosa 
transcutânea) (Figura 5) é um 
recurso elétrico não farmacoló-
gico para modulação de dores 
agudas e crônicas. O TENS en-
volve a transmissão de energia 
Figura 5 - Aplicação do equipamento de TENS com eletrodos autoadesivos em 
região torácica alta
operacional padrão (POP): ligar, conectar o eletrodo positivo no início do ventre muscular e o 
negativo embaixo; colocar o tempo de 15 a 30 minutos; start e intensidade de acordo com o limiar 
do paciente, mas até que seja realizado um esboço de movimento muscular na região da aplicação 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
elétrica de um estimulador externo para o sistema nervoso periférico, por meio de eletrodos de 
superfície conectados na pele. É uma técnica simples e eficiente, muito utilizada para o alívio da dor 
(PAOLILLO, A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; REED; LOW, 2001).
42
UNICESUMAR
A TENS pode ser classificada em quatro mo-
dalidades: convencional, acupuntura, em rajadas 
(burst) e breve-intensa. A convencional tem baixa 
intensidade e alta frequência (10 a 200 Hz) e é 
comumente utilizada em dores agudas; a acupun-
tura tem alta intensidade e baixa frequência (2 a 4 
Hz) e é mais usada em dores crônicas e pode ser 
associada à acupuntura sistêmica com agulhas. 
A produção de analgesia ocorre por diferentes 
mecanismos. Na modalidade convencional, es-
timulam-se preferencialmente as fibras de maior 
diâmetro (A-beta), fazendo com que a maior par-
te da modulação da dor ocorra em nível medular; 
na modalidade acupuntura, estimulam-se fibras 
de menor diâmetro (A-delta), em que se acredi-
ta que ocorra analgesia principalmente no nível 
supra espinhal por liberação de neuromediado-
res endógenos e opioides. A eficácia da TENS 
pode variar de acordo com o tempo de duração 
de pulso, frequência, polaridade e forma de onda 
(PAOLILLO, A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; 
REED; LOW, 2001).
Para que você consiga atingir os efeitos anal-
gésicos produzidos pelos equipamentos de TENS, 
é importante seguir o procedimento operacional 
Nesta obra, você terá a oportunidade de ler um pouco mais sobre as 
correntes elétricas de estimulação muscular e as correntes analgésicas 
por meio de exemplos práticos e casos clínicos reais.
padrão (POP) do equipamento: ligar, conectar o 
eletrodo de forma bipolar ou radicular; colocar 
o tempo de 15 a 30 minutos; frequência e pulso 
de acordo com o tempo de dor do paciente, ou 
seja, quadros agudos utilizar frequência alta e 
tempo baixo, enquanto nos quadros crônicos de 
dor, utilizar frequência baixa e tempo de corrente 
alto; a intensidade de acordo com o limiar do 
paciente (AGNE, 2007; COSNERIS; SALGADO, 
2006; KOROTKOV et al., 2010).
A TENS, em geral, é usada no tratamento da 
dor aguda e crônica, como nos casos de dor pós-
-operatória, obstétrica, dismenorreia, dor mus-
culoesquelética, fratura óssea e em procedimen-
tos dentários, lombalgia, artrite, dor fantasma, 
neuralgias, lesão de nervos periféricos (como 
em pacientes diabéticos com comprometimento 
neural), dor de fasceite plantar, dor facial, dor 
óssea metastática e angina pectoris. E as contrain-
dicações incluem dor de origem desconhecida, 
marcapassos ou doenças cardíacas, epilepsia, 
no primeiro trimestre de gestação, sobre o seio 
carotídeo, pele danificada ou com alteração da 
sensibilidade ou internamente na boca (AGNE, 
2007; KITCHEN, 2003).
Por outro lado, os equipamentos que trabalham com a microcorrente, também chamada de MENS 
(Microcurrent Electrical Neuromuscular Stimulation), são um tipo de eletroestimulação que utiliza 
correntes com parâmetros de intensidade na faixa de microampères, sendo de baixa frequência, po-
dendo apresentar correntes contínuas ou alternadas. É um equipamento que consegue estimular fibras 
nervosas sensoriais subcutâneas. Como resultado, os pacientes não têm nenhuma percepção da sensação 
de formigamento tão comumente associada com procedimentos eletroterapêuticos (BORGES, 2010; 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
43
UNIDADE 2
Esse tipode equipamento se assemelha à corrente biológica dos tecidos e células e pode acarretar um 
aumento da geração de ATP na ordem de 500%, aceleração do transporte através da membrana celular 
e intracelular, aumentando a síntese proteica, como colágeno, melhorando a oxigenação e aumentando 
o número de trocas iônicas e analgesia. Portanto, este recurso poderia ser utilizado na área da Estética 
e Cosmética em protocolos de tratamento facial, corporal e em pós-operatório. Na área da Podologia, 
poderíamos utilizar este recurso para cicatrização e analgesia. Na Área das Terapias Integrativas e com-
plementares, poderíamos utilizar em procedimentos de analgesia e relaxamento e na promoção da saúde 
de idosos com pele sensível, pacientes diabéticos com lesões nos pés e na cicatrização da musculatura 
pós-competição em um atleta (ROBERTSON et al., 2006; BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 
2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Nas Figuras 6 e 7, teremos a ilustração da aplicação dessa corrente em região facial e corporal. 
Figura 6 - Microcorrente aplicado em região facial
Fonte: Cenci (2016, on-line)6.
Figura 7 - Microcorrente aplicado em região corporal
Fonte: DGM Eletrônica ([2020], on-line)7.
Os equipamentos de microcorrentes são indicados para protocolos de rejuvenescimento, controle 
de envelhecimento, pós-operatórios para cicatrização, gordura localizada, cicatrização de feridas 
na pele, corpo ou pés e no tratamento de queimaduras, pós-peeling, pós-microagulhamento, 
tratamento de acne, estrias, flacidez, eletroacupuntura e analgesia (ROBERTSON et al., 2006; 
BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
O conhecimento da bioeletricidade é fundamental para a compreensão de diversos fenôme-
nos que envolvem a eletroterapia. Sabe-se que existe um sistema de comunicação celular 
denominado “sinalização”.
44
UNICESUMAR
Para que você consiga aplicar o equipamento 
de microcorrente, é importante seguir o pro-
cedimento operacional padrão (POP) (ligar, 
conectar o eletrodo de forma bipolar fixo ou 
móvel, selecionar a polaridade ou utilizar de 
forma bipolar, colocar o tempo de 15 a 50 minu-
tos, start e intensidade de acordo com o limiar 
do paciente). 
Para procedimentos em que o objetivo seja 
cicatrização e renovação tecidual, deve-se utili-
zar a microcorrente alternada com intensidade 
entre 0 a 500 microampères, por 15 minutos 
na forma fixa com a lesão ou cicatriz entre os 
eletrodos. Contudo, para procedimentos fa-
ciais estéticos, flacidez e paralisia facial, deve 
ser utilizado o equipamento de forma alternada 
e, neste caso, é obrigatório realizar três etapas 
de aplicação com um tempo de 10 minutos de 
duração cada etapa, utilizando eletrodos mó-
veis (ROBERTSON et al., 2006; BORGES, 2010; 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; 
KITCHEN, 2003).
A primeira etapa inclui a normalização do 
tecido: usa-se um eletrodo parado e o outro ao 
lado se movimentando com intensidade 0 a 100 
microampères; na segunda etapa, ocorre a ati-
vação muscular, nela usa-se movimento de pin-
çamento no ventre muscular com intensidade 
entre 100 a 300 microampères; na terceira etapa, 
porém, ocorre a Ionização, usa-se o eletrodo 
movimentando do centro para os lados ou em S 
com intensidade de até 500 microampères. Por 
outro lado, para a utilização deste equipamento 
para casos de edema, usa-se luvas de vinil, com 
um tempo de duração de até 50 minutos com 
intensidade de até 500 microampères, realizan-
do de forma associada a técnica manual de dre-
nagem linfática manual (ROBERTSON et al., 
2006; BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
As contraindicações deste equipamento são 
febres infecciosas, hemorragias, descalcificações 
graves (osteoporose severa), flebite, trombose, 
fraturas (antes de solidificadas), câncer, feridas 
abertas, queimaduras recentes marca-passo, grá-
vidas (ROBERTSON et al., 2006; BORGES, 2010; 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; 
KITCHEN, 2003).
Por sua vez, o equipamento de eletrolipofo-
rese se utiliza de estimulação elétrica, destina-
da ao tratamento das adiposidades localizadas 
(Figura 8). Essa aplicação ocorre por meio de 
vários pares de agulhas de acupuntura posi-
cionadas no tecido subcutâneo ou através de 
eletrodos posicionados sobre a pele, ligados à 
corrente de baixa intensidade e frequência. Tal 
estimulação elétrica provoca diversas modifica-
ções fisiológicas no adipócito, dentre elas, o in-
cremento do fluxo sanguíneo local, aumentando 
o metabolismo celular e facilitando a queima 
de calorias. Neste equipamento, aplica-se uma 
microcorrente específica de baixa frequência 
(por volta de 20 Hz), que atua diretamente nos 
adipócitos (GRAFF; ISAAC, 2004; BORGES, 
2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
A prática da eletrolipólise por meio de agu-
lhas requer cuidados de assepsia. O campo 
elétrico gerado na massa tissular compreen-
dida entre as agulhas altera a permeabilida-
de da membrana do adipócito aumentando a 
eliminação dos triglicerídeos intra-adipocitá-
rios, para o interstício. Essa prática é indolor 
e, quando surge dor na aplicação, normalmen-
te é por mau posicionamento das agulhas que 
devem permanecer implantadas no tecido sub-
cutâneo dentro do tecido graxo, paralelas entre 
si. A prática com eletrodos superficiais, porém, 
geralmente não provoca irritação ou queima-
dura na pele (GRAFF; ISAAC, 2004; BORGES, 
2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
45
UNIDADE 2
O aparelho de eletrolipólise 
possibilita o tratamento com 
várias formas de ondas. Uti-
liza-se a onda A (corrente re-
tangular aguda) para diminuir 
a resistência intrínseca da pele, 
bem como a sensibilidade do-
lorosa. A onda B (corrente 
retangular ampla) é destinada 
para uma ação preferencial na 
derme, com objetivo de esti-
mular as células, principal-
mente os fibroblastos, na me-
lhora da tonicidade da pele. A 
onda C (corrente trapezoidal 
Figura 8 - Aplicação de Eletrolipólise com equipamento de eletrolipoforese em 
região abdominal
Fonte: Bioestetas ([2020], on-line)8.
aguda) tem como objetivo atuar diretamente nos adipócitos pela estimulação elétrica das termi-
nações do Sistema Nervoso Autônomo Simpático. A ação desta forma de onda se dá diretamente 
sobre os receptores b-adrenérgicos que irá desencadear a liberação do AMP ciclo intra-adipocitário, 
liberando, assim, os ácidos graxos e glicerol. E, por último, as ondas D e E (corrente trapezoidal 
ampla) que têm ação direta no adipócito e no tecido muscular. A frequência preconizada é de 30 
Hz, que promove a eliminação de produtos oriundos da lipólise (GRAFF; ISAAC, 2004; BORGES, 
2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
A principal indicação da eletrolipólise está no tratamento da obesidade localizada, celulite e 
lipodistrofias localizadas. E para que os resultados sejam alcançados com a utilização deste recur-
so, você, profissional, deve respeitar os seguintes passos: escolher a intensidade de acordo com a 
paciente; programar o tempo da primeira onda ou programa em 10 minutos; da segunda onda ou 
programa também 10 minutos; no da terceira onda ou programa, o tempo deverá ser superior a 10 
até 20 minutos; e a quarta onda de 5 a 10 minutos; depois do tempo, selecionar a onda; apertar start 
e colocar a intensidade (GRAFF; ISAAC, 2004; BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Este equipamento é contraindicado para pessoas com transtornos cardíacos, pois podem apresentar 
reações adversas, e portadores de marcapasso, já que a corrente pode prejudicar seu funcionamento. 
Além disso, insuficiência renal, patologias circulatórias, como flebites, embolias, varizes, processos 
infecciosos e inflamatórios, e neoplasias são contraindicados sob o risco de piora do quadro clínico 
(GRAFF; ISAAC, 2004; BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Na eletroacupuntura, os impulsos elétricos atuam sobre os nervos sensoriais, provocando 
estímulos aferentes que poderão desencadear desde analgesia reflexa por produção de endorfinas 
até regulação autônomareflexa, que promove ajuste da fisiologia corporal e equilíbrio energético 
dos meridianos (AHN; MARTINSEN, 2007; AUTEROCHE; NAVAITH, 1992) (Figura 9).
46
UNICESUMAR
Para a realização de eletroa-
cupuntura, o profissional pode 
encontrar, no mercado, uma 
gama de tipos de correntes elé-
tricas empregadas para este fim: 
a retangular, a trapezoide, a trian-
gular e a despolarizada. Os pa-
râmetros mais importantes para 
serem levados em consideração é 
a duração dos pulsos, que devem 
ser entre 100, 200 e 300 milisse-
gundos e a frequência entre 5 a 
Figura 9 - Equipamento de Eletroacupuntura
Fonte: Save Money ([2020], on-line)9.
60 hz (baixa frequência), e que o intervalo entre os pulsos não deve ser menor do que os impulsos. Caso 
o equipamento respeite estas características elétricas e estes parâmetros, ele pode ser utilizado na prática 
clínica da eletroacupuntura (AHN; MARTINSEN, 2007; AUTEROCHE; NAVAITH, 1992).
A eletroacupuntura é indicada para pacientes com distúrbios biológicos, emocionais, psicológicos, 
dores agudas e crônicas e para buscar um equilíbrio energético mais rápido e eficaz, além das outras 
técnicas da medicina tradicional chinesa (AHN; MARTINSEN, 2007; AUTEROCHE; NAVAITH, 1992).
Na prática clínica, utilizaremos a eletroacupuntura de forma bipolar (utilizando a corrente polarizada 
ou despolarizada), o eletrodo catodo precede o anodo respeitando o fluxo energético do meridiano; dar 
preferência ao mesmo canal energético (meridiano), durante o procedimento; respeitar o fluxo energético 
dos canais (ascendente ou descendente); se os pontos energéticos escolhidos forem na mesma altura e 
mesma característica, eleger o mais sensível à palpação e coloca-se o catodo; deve-se respeitar a colocação 
de, no máximo, 12 estímulos por sessão e, na associação de procedimentos da eletroacupuntura com a 
técnica de auriculoterapia, realizar a colocação do eletrodo catodo do lado dominante (AHN; MARTIN-
SEN, 2007; AUTEROCHE; NAVAITH, 1992).
Alguns protocolos para a prática de eletroacupuntura: dores generalizadas em que o paciente não iden-
tifica, utilizar pontos energéticos B60, R6, IG4, TA10, VB 38; dores, como espasmos musculares VB34, F2, 
F3; dores que migram de uma região para outra, como na fibromialgia IG4, VB38, VB40, VB43; dores que 
aparecem e agravam com mudança climática TA15; dores na boca, gengiva ou dentária: IG1, IG2; dores 
nos MMSS IG4, IG10, IG11, IG15, TA5 e dores nos MMII: B60, VB34, E36, B31 (AHN; MARTINSEN, 
2007; AUTEROCHE; NAVAITH, 1992).
Nesta obra, você poderá ler um pouco mais sobre os efeitos da ele-
troterapia para analgesia e eletroestimulação e poderá apreender um 
pouco mais sobre a técnica elétrica de eletroacupuntura.
47
UNIDADE 2
A seguir um quadro comparativo entre a eletroacupuntura e a acupuntura sistêmica:
Quadro 1 - Comparação entre o procedimento de Eletroacupuntura e a Acupuntura sistêmica clássica
ELETROACUPUNTURA ACUPUNTURA SISTÊMICA
Menor número de agulhas Maior número de agulhas
Pontos por sessão +/- 12 Pontos por sessão +/- 50
Utiliza-se pontos sintomáticos e homeostáticos Utiliza-se pontos de tonificação, sedação, coman-
do, fonte etc.
Pontos locais Pontos locais e sistêmicos
Maior raio de ação cutânea Menor raio de ação cutânea
Agulhas mais longas e grossas Agulhas mais curtas e finas
Menos dor Estimulação manual oferece incômodo
Efeito analgésico potente Efeito analgésico menos potente
Atua no sintoma e harmonia energética Harmonia energética e biológica
Fonte: a autora.
Outro equipamento muito utilizado nas nossas áreas profissionais é a corrente russa. Desenvol-
vido desde a década de 70, utiliza-se de uma corrente alternada de média frequência (2500 a 5000 
Hz) para promover ganho de força muscular e hipertrofia e, com uma nova estruturação física 
para a construção de aparelhos de corrente russa, o uso clínico pode incluir o controle da dor. Na 
estimulação elétrica neuromuscular (EENM) de média frequência (2.500Hz), a corrente russa é 
a mais utilizada para fortalecimento muscular e deve ser sempre associada à prática de atividade 
física ou associada a exercícios ativos e resistidos (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 
2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003) (Figura 10).
Figura 10 - Ilustração da apli-
cação de Eletroestimulação 
por equipamentos de Corrente 
russa e corrente Aussie
48
UNICESUMAR
As modulações mais comuns nos diversos aparelhos de Corrente Russa giram em torno dos ajustes de 
intensidade de corrente (amplitude), rampas de subida (rise) e descida (decay), duração (largura) de 
pulso, frequência portadora é modulada, ciclo (duty cicle), sustentação e repouso (tempo ON e tempo 
OFF) e forma de onda. A colocação pode ser realizada de forma bipolar mioenergética ou de forma 
móvel, no caso de protocolos faciais. A intensidade ofertada também depende do limiar de sensibili-
dade do paciente, mas é imprescindível que seja visualizada uma contração muscular (BORGES, 2010; 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Neste tipo de equipamento, podemos escolher a forma de trabalho com a corrente russa, pois 
podemos escolher o modo de emissão desta corrente (contínuo, sincronizado, recíproco e sequencial). 
No modo contínuo, teremos a eletroestimulação ligada o tempo todo do equipamento, e os parâmetros 
de rise, decay, on e off serão desativados; no modo sincronizado, todos os eletrodos emitem a energia 
elétrica ao mesmo tempo, promovendo sincronia na contração muscular; no modo recíproco, seria 
uma eletroestimulação alternada entre membros ou grupos musculares e a modalidade sequencial, 
seria a estimulação de pares de eletrodos de forma sequencial, para drenagem linfática mecânica 
(BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Sabendo disso, devemos respeitar os seguintes procedimentos operacionais padrões da 
corrente russa (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004):
Neste caso, o equipamento passa a operar em 
média frequência de 2.500 Hz modulado por 
baixa frequência na faixa (escolhida pelo tera-
peuta) de 1 Hz a 120 Hz. A sensação de estimu-
lação é contínua, constante.
MODO CONTÍNUO
Neste caso, o equipamento passa a operar em média frequência de 2.500 Hz modulado por baixa frequência 
na faixa (escolhida pelo terapeuta) de 1 Hz a 120 Hz. A sensação de estimulação segue os tempos escolhi-
dos nas rampas On, Off, Rise e Decay. No parâmetro rise (rampa de subida do pulso), o tempo pode variar 
de 1 a 20 segundos. Regula a velocidade da contração, ou seja, o tempo desde o começo até a máxima 
contração muscular. Este parâmetro deve ser o mesmo que o Decay (rampa de descida do pulso). O tempo 
On regula a contração muscular, variável de 1 a 60 segundos. O tempo Off controla o tempo de repouso 
da contração muscular, variável de 1 a 60 segundos. Nos casos de pacientes ativos fisicamente, podemos 
utilizar um tempo On maior ou igual o Off, enquanto para os pacientes sedentários ou em reabilitação, o 
tempo On deve ser menor ou igual Off.
MODO SINCRONIZADO 
E RECÍPROCO
Neste caso, o equipamento passa a operar em 
média frequência de 2.500 Hz modulado por 
baixa frequência na faixa (escolhida pelo tera-
peuta) de 1 Hz a 120 Hz. A sensação de estimu-
lação segue o tempo escolhido na rampa Rise 
que pode ser de 1 a 20 segundos.
MODO SEQUENCIALIZADO 
E RECÍPROCO
49
UNIDADE 2
Os equipamentos de corrente russa são contraindicados em pacientes com 
miopatias; neuropatias; lesões musculares agudas; fraturas não consoli-
dadas; distrofias musculares; alterações cognitivas e cardiopatas.
Os equipamentos de Corrente Aussie (também chamada corrente 
AUSTRALIANA) (Figura 10) trabalham com a emissão de corrente 
senoidal com frequência portadora de 1.000 Hz ou 4.000 Hz com du-
ração de burst de 4 ms ou 2 ms, modulada em trens de pulso (bursts) 
de frequência variável de 1 a 120 Hz. Esta forma de estimulação é 
a melhor para o controle da dor por meio da estimulação da via 
“teoria das comportas”, realizando liberação de opioides endógenos. 
Neste caso, a necessidade não é a produção de torque muscular e 
sima ativação das fibras nervosas para redução de dor (BORGES, 
2010; BORGES, 2015).
A forma de calibragem e aplicação da corrente aussie obedece 
aos mesmos padrões operacionais da corrente russa jpa descritos 
e possui as mesmas contraindicações clínicas de sua utilização 
(BORGES, 2010; BORGES, 2015).
A corrente estereodinâmica é uma corrente alternada ou in-
terrompida (polarizada e despolarizada), comumente utilizada 
em equipamentos de terapia combinada, que são modalidades 
terapêuticas que as-
sociam a emissão 
de ondas mecâ-
nicas sonoras 
(ultrassom) 
com a emissão 
de corrente 
elétrica ao mes-
mo tempo – falare-
mos sobre este tipo de 
modalidade na Unidade 
3 deste livro (Figura 11) 
– e promove drenagem 
linfática, facilitando a 
eliminação de líquidos 
e toxinas. As correntes estereo-
dinâmicas promovem analgesia, 
possui ação eletrolítica no teci-
do biológico quando utilizada 
de forma polarizada (BORGES, 
2015).
50
UNICESUMAR
Na prática clínica, este tipo de corrente é indicado para gordura localizada, celulite, hidrolipoclasia, 
pré-operatório, pós-operatório, drenagem linfática, reabsorção de edemas, reabsorção de hematomas, 
prevenção e tratamento de complicações pós-cirúrgicas, fortalecimento muscular facial e corporal, 
rejuvenescimento ou melhora do tônus cutâneo, fonoforese e Iontoforese (BORGES, 2015).
Por outro lado, as contraindicações são: gestantes; doenças malignas – câncer, doenças autoimunes, 
cardíacas, renais e hepáticas, vasculares, infecções; alterações de sensibilidade tecidual, incluindo caso 
em que o paciente apresenta alterações de sensibilidade como pé diabético, distúrbios vasculares, 
genitália e sobre a pele não íntegra (BORGES, 2015).
Neste livro, você terá contato com conteúdo de vários equipamentos 
elétricos. O autor trabalha o conceito do aparelho, seus efeitos, indica-
ções, contraindicações e o padrão operacional de aplicação prática com 
um adendo especial aos profissionais da área da estética.
A corrente interferencial (CI) é 
um instrumento muito utilizado 
na reabilitação, pois apresenta 
poucos efeitos adversos associa-
dos. Sua principal finalidade é 
a analgesia. Este equipamento 
trabalha com uma frequência 
média (2, 4 ou 8 kHz) modulá-
vel por duas correntes senoidais 
levemente diferentes, o que gera 
uma corrente com frequência de 
batimento modulada pela am-
plitude (AMF) (Figura 12). Seu 
efeito é similar ao observado nas 
correntes de baixa frequência, 
como a estimulação neural elé-
trica transcutânea (TENS), po-
rém causa menor desconforto 
e penetra mais profundamente 
nos tecidos (PAOLILLO, A.; 
PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; 
REED; LOW, 2001).
Figura 12 - Aplicação 
de eletroestimulação 
com interferencial em 
região de braço direito
51
UNIDADE 2
Sua indicação terapêutica envolve 
afecções ortopédicas e reu-
matológicas; sobre pontos 
gatilhos (trigger points), 
dor temporomandibular, 
osteoartrose de joelho, 
subluxação de ombro, 
necrose avascular da 
cabeça femoral, osteoar-
trose de quadril, pós-recons-
trução de ligamento cruzado 
anterior (LCA), meniscectomia, 
condroplastia e fibromialgia. Estudos 
mais recentes apresentam outras utilida-
des e usos para as correntes de média frequência citan-
do a incontinência urinária; constipação intestinal; a 
dismenorreia, dispepsia, psoríase palmar ou plantar, artrose psoriática, linfedema e facilitação do uso 
de mão protética (PAOLILLO, A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; REED; LOW, 2001).
Para que seus efeitos sejam alcançados, os profissionais devem respeitar sua colocação e seus parâmetros 
práticos dentro do procedimento operacional padrão utilizando frequência de 4000 Hz; AMF; Delta AMF; 
Slope; durante tempo de vinte minutos. A aplicação dos eletrodos pode ser realizada de forma bipolar e 
tetrapolar na região de dor ou sintoma (PAOLILLO, A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; REED; LOW, 2001).
A prática do uso da corrente interferencial é contraindicada nos portadores de marcapasso; Área Cardíaca; 
Dores não diagnosticadas; Gravidez (primeiros 3 meses e áreas abdominais); Tromboflebite e Irritação locais 
na pele (PAOLILLO, A.; PAOLLILO, F.; CLIQUET, 2004; REED; LOW, 2001).
Um novo dispositivo atualmente vem sendo bastante utilizado na área da estética: é o Eletrocautério, 
que se utiliza de uma corrente de baixa frequência, com características contínuas e poder de cauterização 
local (LACRIMANTI, GORETI, 2014a; LACRIMANTI; GORETI, 2014b) (Figura 14).
A tecnologia do equipamento consiste em uma descarga de energia elétrica baixa e controlada para 
remoção superficial de pigmentos endógenos melânicos (melanina), que dão cor à pele, bem como 
também a remoção de pigmentos exógenos presentes em micropigmentação. Além disso, pode ser 
empregado na área estética em remoção da pele hiperqueratinizada nos casos de curetagem, rejuvenes-
cimento facial (tratamento de rugas e linhas), tratamento de estrias e indução do processo cicatricial 
da pele, e na podologia, para retirada de verrugas plantares (LACRIMANTI, GORETI, 2014a; LACRI-
MANTI; GORETI, 2014b).
O equipamento é confeccionado em material plástico com as pontas em titânio, que podem ser au-
toclavadas ou substituídas a cada paciente. Suas contraindicações clínicas envolvem pacientes em uso 
medicamentoso de substâncias fotossensibilizadora; lesões cancerígenas; manchas altas, enrugadas ou 
escuras; verrugas anogenitais ou condilomas e melasmas; áreas com sangramento ou feridas abertas; 
gravidez; cardiopatas, que possuem marcapassos; não utilizar em conjunto com aparelho de neuroesti-
mulação; lesões de herpes labial (LACRIMANTI, GORETI, 2014a; LACRIMANTI; GORETI, 2014b).
52
UNICESUMAR
Como este equipamento 
trabalha com a cauterização te-
cidual, alguns efeitos adversos 
podem ocorrer e o profissional 
deve estar ciente para melhor 
atender e orientar seu paciente; 
entre estes efeitos pode citar a 
dor e inflamação local; é neces-
sário realizar um teste prévio 
para verificar a resposta bioló-
gica frente ao estímulo (LACRI-
MANTI, GORETI, 2014a; LA-
CRIMANTI; GORETI, 2014b).
Para a aplicação prática, 
devemos escolher a ponteira 
do equipamento e rosquear na 
caneta; ligar a chave geral liga/
desliga; selecionar o ajuste de 
intensidade e iniciar sempre 
a aplicação com o ajuste de 
intensidade no menor nível 
e aumentar conforme a ne-
cessidade e a resposta do pa-
ciente; a intensidade utilizada 
na aplicação irá depender da 
espessura, textura e sensi-
bilidade da pele aplicada. O 
profissional saberá que a in-
tensidade está correta quando 
encostar a ponta na pele do 
indivíduo e ocorrer à caute-
rização epitelial; não é neces-
sário introduzir a ponta do 
aparelho na pele, apenas en-
coste levemente sobre a área, 
não é necessário aplicar força; 
e retirar do cliente: anéis, brincos grandes, pulseiras e correntes 
durante o procedimento (LACRIMANTI, GORETI, 2014a; 
LACRIMANTI; GORETI, 2014b).
Após aplicação do recurso de Eletrocautério, é interessante 
utilizar a aplicação de creme hidratante rico em ativos cosméticos, 
como fatores de crescimento, manteigas, óleos vegetais e ativos 
antimanchas sem a presença de corantes e fragrâncias; sugerem-se 
novas aplicações em intervalos de 15 a 21 dias dependendo da 
evolução do processo cicatricial individual de cada paciente (LA-
CRIMANTI, GORETI, 2014a; LACRIMANTI; GORETI, 2014b).
Outro dispositivo utilizado para análise energética dos pacien-
tes é o Microamperímetro de Ryodoraku, utilizado na medicina 
tradicional chinesa e na prática de eletroacupuntura (Figura 14). 
A Terapia Ryodoraku do Sistema Nervoso Periférico Autônomo 
(SNPA) é uma metodologia terapêutica de eletrodiagnóstico que, 
por meio de um aparelho chamado neurômetro, neurometer ou 
energy meter, avalia pontos específicos do corpo para identificar 
o nível de bioenergia da pessoa e, a partir do resultado, propõe 
um tratamento por meio da Acupuntura (HYODO, 1986; LOW; 
REED, 2001; WANG, 2001).
Figura 14 - Equipamento de Ryodoraku
Fonte: Americanas ([2020], on-line)12. 
53
UNIDADE2
Ryodoraku é uma palavra japonesa em que 
Ryo significa “bom”, do corresponde a “eletro-
condutor” e raku “linha” ou “canal”. Portanto, 
podemos dizer que Ryodoraku é um “bom canal 
de eletrocondutividade de energia”. Essa técnica 
foi desenvolvida no Japão, pelo médico Yoshio 
Nakatani, e está baseada na identificação de 
pontos eletropermeáveis na pele que sinalizam 
o estado energético do corpo. Então, ao medir 
o fluxo de corrente elétrica de um determina-
do ponto do Ryodoraku, ou seja, do meridia-
no energético, é possível encontrar a reação de 
excitabilidade daquele Ryodoraku. Se houver 
um forte desequilíbrio, significa que há uma 
manifestação de sintomas clínicos e específicos 
do meridiano energético (HYODO, 1986; LOW; 
REED, 2001; WANG, 2001; YOSHIHARA, 2018 
apud CENTRO REICHIANO, 2018, on-line)13.
O resultado das medidas realizadas pelo 
dispositivo de Ryodoraku gera um gráfico que 
mostra ao profissional da saúde, por meio de 
um mapa, o estado energético do organismo 
do paciente. De acordo com a bibliografia, o 
método de medição do Ryodoraku avalia a 
amplitude da corrente elétrica de 24 pontos 
representativos de 12 Meridianos segundo a 
Medicina Tradicional Chinesa, no intuito de 
mensurar a fadiga, a excitação, o relaxamento 
ou a perturbação dos órgãos internos. 
 “
Se a amplitude da corrente medida pelo 
Ryodoraku for muito alta ou muito baixa, 
isso indica que a energia do corpo huma-
no foi distribuída de maneira não uni-
forme, ou seja, a fisiologia humana está 
em condições anormais (YOSHIHARA, 
2018 apud CENTRO REICHIANO, 2018, 
on-line)13.
Atualmente, podemos encontrar, mundo afo-
ra, diversos modelos de aparelho Ryodoraku, 
tanto analógicos quanto digitais. As medidas 
são tomadas pelas mãos e pelos pés nos canais 
Ryodoraku que, conforme já mencionado, são 
semelhantes aos Meridianos da Acupuntura 
clássica chinesa. Os resultados das medidas são 
transferidos pelo software para o computador 
em que o aparelho estiver conectado, criando 
imediatamente, a cada leitura, um dado para o 
gráfico. A partir da leitura de todos os 24 pontos, 
o software gera um mapa mostrando o estado 
energético do corpo, por meio de uma linha mé-
dia, chamada de Faixa de Intervalo Fisiológico. 
A partir da leitura do mapa, é possível diagnos-
ticar e tratar os distúrbios energéticos que estão 
ocorrendo no corpo, a fim de harmonizar os Me-
ridianos desequilibrados (HYODO, 1986; LOW; 
REED, 2001; WANG, 2001; YOSHIHARA, 2018 
apud CENTRO REICHIANO, 2018, on-line)13.
Outro dispositivo de eletrodiagnóstico ener-
gético é o Sistema quântico Bioelétrico (Figura 
15), que utiliza os conceitos da medicina quânti-
ca para manipular a energia espiritual do corpo 
e tratar e prevenir doenças. A saúde quântica é 
a base de toda a ciência. A ideia de consciência, 
e não a matéria, é o ‘chão’ para todos os seres. 
Quando compreendemos esse fato, consegui-
mos formular uma medicina integrada, que une 
métodos tradicionais aos alternativos (GER-
BER, 2002; MALMIVUO; PLONSEY, 1995).
54
UNICESUMAR
Figura 15 - Equipamento de sistema quântico bioelétrico
Fonte: Americanas ([2020], on-line)14.
O sistema Quântico Bioelétrico envolve proje-
tos de inovações de alta tecnologia nas áreas da 
medicina, bioinformática, engenharia elétrica, 
entre outras ciências, aplicado a um equipamen-
to eletrônico de alta tecnologia, capaz de captar 
o fraco campo magnético emitido pelas células 
do corpo humano. A análise Quântica observa 
e identifica, então, o estado de saúde das células 
corporais e a possível ocorrência de doenças que 
possam existir no organismo da pessoa testada, 
apresentando, por fim, o resultado da análise e a 
recomendação básica para prevenção desta en-
fermidade, como diabetes, dislipidemias, altera-
ções neurológicas, infecções respiratórias, câncer 
e tumores, e alterações emocionais (GERBER, 
2002; MALMIVUO; PLONSEY, 1995).
O sistema Quântico Bioelétrico é um guia 
individualizado de consulta para a manuten-
ção da saúde corporal e para uma avançada 
ciência da saúde. Este sistema possui as van-
tagens de ser íntegro, não invasivo, prático, 
simples, rápido, econômico e de fácil popu-
larização. Com uma profunda e desenvolvi-
da investigação científica, este aparelho irá 
contribuir em muito para a manutenção da 
saúde humana, com amplo desenvolvimento 
e perspectiva de aplicação (GERBER, 2002; 
MALMIVUO; PLONSEY, 1995).
Com testador de ouvido / mão 
e chinelos massageadores
55
UNIDADE 2
Também conhecido como Biorressonância, é uma técnica para monitorar eletronicamente as 
mudanças na energia do corpo em pontos da Acupuntura, transmitindo importantes informações 
a respeito dos órgãos do corpo. Este recurso é capaz de identificar a frequência eletromagnética do 
corpo ou de um órgão em particular e identificar se ele se encontra em equilíbrio (homeostase) ou 
em desequilíbrio osmótico. A Biofísica demonstra que toda a matéria tem a sua própria frequên-
cia vibracional, que pode ser mutável e influenciada na presença de diversos fatores, internos ou 
externos, tais como as emoções, pensamentos, parasitas indesejáveis, metais pesados, radiação, 
sons, nutrientes celulares e cores que, juntos ou isoladamente, contribuem para o desequilíbrio 
orgânico e o aparecimento de doenças (GERBER, 2002; MALMIVUO; PLONSEY, 1995).
Nesta obra, você terá a oportunidade de aprofundar sobre a energia 
quântica e como podemos medir ou analisar a propagação dessa ener-
gia biológica. Essa leitura irá incrementar os estudos a respeito dos 
equipamentos de Ryodoraku; analisador quântico bioelétrico.
56
UNICESUMAR
Continuando ainda dentro da linha de recursos elétricos de diagnóstico, podemos listar a 
Bioimpedância elétrica (Figura 16), recurso utilizado para avaliação da composição corporal. O 
método fundamenta-se no princípio de que os tecidos corporais oferecem diferentes oposições à 
passagem da corrente elétrica. Em sistemas biológicos, a corrente elétrica é transmitida pelos íons 
diluídos nos fluidos corporais, especificamente íons de sódio e potássio. Os tecidos magros são 
altamente condutores de corrente elétrica devido à grande quantidade de água e eletrólitos, ou seja, 
apresentam baixa resistência à passagem da corrente elétrica. Por outro lado, a gordura, o osso e 
a pele constituem um meio de baixa condutividade, apresentando, portanto, elevada resistência. 
Dessa forma, a condução da corrente elétrica pelo corpo se dá, geralmente, por quatro sensores 
metálicos (modelo tetrapolar) que, em contato com as mãos e/ou pés, registram a impedância dos 
segmentos corporais entre os membros superiores de uma corrente elétrica de baixa amplitude (800 
µA) e alta frequência (50 kHz) (KOROTKOV et al., 2010; NELSON; HAYES; CURRIER, 2003).
Figura 16 - Equipamento de Bioimpedância elétrica
Fonte: Oliveira (2016, on-line)15.
Diante de todas estas opções apresentadas, fica claro que podemos optar por um ou outro equipamento 
em nossos protocolos de atendimentos, não ficando restritos a um tipo só de tecnologia, agregando 
nossa prática clínica. Conseguimos também visualizar as duas vertentes dos equipamentos elétricos, 
os equipamentos utilizados somente para terapia ou tratamento e os equipamentos utilizados para 
diagnóstico, bem como suas indicações e contraindicações (KOROTKOV et al., 2010; NELSON; 
HAYES; CURRIER, 2003).
57
UNIDADE 2
Portanto, agora, com todo este conhecimento sobre os equipa-
mentos elétricos, você conseguiria determinar quais equipamentos 
utilizaria para a nossa paciente, lá do início desta unidade? Suas 
queixas incluem gordura localizada em abdômen e flancos, ansie-
dade, sono irregular, dor em região lombar e onicomicose. Levando 
em consideração as queixas da paciente, fica claro que teremos que 
utilizar equipamento que promove lipólise; relaxamento muscular; 
analgesia e poderemos analisar o seu aspecto energético também 
(KOROTKOV et al., 2010; NELSON; HAYES; CURRIER, 2003).
Neste momento, gostaria que você, meu(minha) aluno(a), se imaginasse como umprofissional bem-
-sucedido de sua cidade, com recurso financeiro para investir em equipamentos. Você entra em contato 
com diversas marcas de equipamentos e recebe para uma conversa vários representantes, para ouvir 
as opções, preços e oportunidades comerciais.
Ao final, você fica com uma lista enorme de opções: corrente galvânica; corrente farádica; micro-
correntes; TENS; interferencial; eletrocautério; FES; corrente russa; corrente aussie; eletrolipoforese; 
eletroacupuntura; corrente estereodinâmica; microamperímetro de ryodoraku; sistema quântico 
bioelétrico; biorressonância; e a bioimpedância elétrica, por exemplo. Neste caso, listamos somente 
os equipamentos elétricos que emitem algum tipo de corrente elétrica.
Em relação aos efeitos terapêuticos e a cada um destes equipamentos citados, descreva, neste 
momento, utilizando a tabela a seguir, em qual efeito se enquadra cada um dos equipamentos 
anteriores:
EFEITOS 
TERAPÊUTICOS
EQUIPAMENTO/ 
CORRENTE 
Exemplo 1
EQUIPAMENTO/ 
CORRENTE 
Exemplo 2
EQUIPAMENTO/ 
CORRENTE 
Exemplo 3
Analgesia
Diagnóstico
Equilíbrio energético
Redução de gordura 
do adipócito
E l e t r o e s t i m u l a ç ã o 
muscular
Rejuvenescimento
Renovação tecidual 
ou cicatrização
Ionização
Controle de oleosidade
Com a tabela preenchida e com todo o conteúdo disponível nesta unidade para você, vamos voltar em 
nosso caso clínico inicial desta unidade:
58
UNICESUMAR
Mulher, 47 anos, com queixa estética de gordura localizada em abdômen e flancos, ansiosa e com queixas 
em relação ao sono não restaurador, além disso, relata dor na região lombar até a região do hálux onde 
relata onicomicoses de repetições. Já fez uso de várias medicações para auxiliar no sono e se submeteu 
a diversos tratamentos conservadores, sem resposta significativa. Buscou atendimento em sua clínica 
para obter melhora da dor, emagrecer e melhorar sua qualidade de vida. Na avaliação, foi analisado 
Gordura localizada do tipo compacta em abdômen e flancos, tensão muscular generalizada e alterações 
emocionais. Em relação à queixa de onicomicose, observou-se a unha dos dois hálux comprometidos.
Agora você consegue listar quais equipamentos elétricos são indicados e poderiam ser usados neste 
caso? Pense e liste pelo menos cinco opções terapêuticas:
1
2
3
4
5
59
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Agora que você finalizou o estudo da unidade dois, que tal testar a apreensão dos con-
teúdos esquematizando os conceitos em um mapa mental? A seguir, deixo as palavras 
que sintetizam a unidade para que você possa preencher com as palavras-chave e 
desenhar ícones que representem os conceitos.
POLARIZADAS
DESPOLARIZADAS
CORRENTES 
ELÉTRICAS
A
G
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1. Referente ao recrutamento muscular ocasionado pela eletroestimulação, é correto afirmar que o 
estímulo elétrico recruta primeiro:
a) As fibras nervosas mais próximas do eletrodo e cujo limiar é mais alto. Sendo assim, as fibras mus-
culares do tipo I são estimuladas primeiro e as fibras do tipo II só entram em atividade por meio de 
uma estimulação maior.
b) As fibras nervosas distantes do eletrodo e cujo limiar é mais alto. Sendo assim, as fibras musculares 
do tipo II são estimuladas primeiro e as fibras do tipo I só entram em atividade por meio de uma 
estimulação maior.
c) As fibras nervosas mais distantes do eletrodo e cujo limiar é mais baixo. Sendo assim, as fibras mus-
culares do tipo I são estimuladas primeiro e as fibras do tipo II só entram em atividade por meio de 
uma estimulação maior.
d) As fibras nervosas que estão entre os eletrodos e cujo limiar é mais baixo. Sendo assim, as fibras 
musculares do tipo II são estimuladas primeiro, enquanto as fibras do tipo I só entram em atividade 
por meio de uma estimulação média.
e) As fibras nervosas mais próximas do eletrodo e cujo limiar é mais baixo. Sendo assim, as fibras mus-
culares do tipo II são estimuladas primeiro e as fibras do tipo I só entram em atividade por meio de 
uma estimulação maior.
2. São efeitos fisiológicos da Microcorrente, exceto:
a) Diminuição da produção de ATP.
b) Melhora do transporte de aminoácidos.
c) Aumento na produção de colágeno.
d) Melhora nos processos de cicatrização em geral.
e) Drenagem de líquidos intersticiais.
3. Um medicamento, após ser ingerido, atinge a corrente sanguínea e se espalha pelo organismo, mas, 
como suas moléculas “não sabem” onde é que está o problema, podem atuar em locais diferentes 
do local “alvo” e desencadear efeitos além daqueles desejados. Não seria perfeito se as moléculas 
dos medicamentos soubessem exatamente onde está o problema e fossem apenas até aquele local 
exercer sua ação? A técnica conhecida como iontoforese, indolor e não invasiva, promete isso. Esta 
técnica se baseia na aplicação de uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade sobre a pele 
do paciente, permitindo que fármacos permeiem membranas biológicas e alcancem a corrente san-
guínea, sem passar pelo estômago. Muitos pacientes relatam apenas um formigamento no local de 
aplicação. O objetivo da corrente elétrica é formar poros que permitam a passagem do fármaco de 
interesse. A corrente elétrica é constituída por eletrodos, positivo e negativo, por meio de uma solu-
ção aplicada sobre a pele. Se a molécula do medicamento tiver carga elétrica positiva ou negativa, ao 
entrar em contato com o eletrodo de carga de mesmo sinal, ela será repelida e forçada a entrar na 
pele (eletrorrepulsão). Se for neutra, a molécula será forçada a entrar na pele juntamente com o fluxo 
de solvente fisiológico que se forma entre os eletrodos (eletrosmose). De acordo com as informações 
sobre o uso da iontoforese, assinale a alternativa correta.
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a) Provoca ferimento na pele do paciente ao serem introduzidos os eletrodos, rompendo o epitélio.
b) Aumenta o risco de estresse nos pacientes, causado pela aplicação da corrente elétrica.
c) Inibe o mecanismo de ação dos medicamentos no tecido-alvo, pois estes passam a entrar por meio 
da pele.
d) Diminui o efeito colateral dos medicamentos, se comparados com aqueles em que a ingestão se faz 
por via oral.
e) Deve ser eficaz para medicamentos constituídos de moléculas polares e ineficaz, se estas forem 
apolares.
4. Justifique a importância da Eletroterapia no equilíbrio energético de um paciente.
5. De acordo com as estruturas nervosas que compõe o sistema de condução de informação no sistema 
nervoso, descreva a teoria das comportas, utilizada nas correntes analgésicas.
6. A “Teoria das Comportas” vem sendo utilizada ao longo dos anos para explicar a ação do TENS no 
controle da dor. A esse respeito, analise as afirmações a seguir.
A “Teoria das Comportas”, sozinha, não consegue esclarecer os mecanismos de analgesia da Estimu-
lação Elétrica Transcutânea Nervosa (TENS).
PORQUE
Tem sido observado que frequências altas na programação do TENS causam analgesia por mecanismo 
diferente, como, por exemplo, a produção de opiáceos endógenos.
Analisando as afirmações, conclui-se que:
a) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
b) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
c) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
d) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
e) As duas afirmações são falsas.
7. Sobre a bioimpedância elétrica, assinale a alternativa correta.
a) A bioimpedância elétrica consiste na passagem de corrente elétrica de alto estímulo.
b) Gordura e osso são altamente condutores de corrente elétrica pela grande quantidade de água e 
eletrólitos que apresentam.
c) Os tecidos magros são pobres condutores de corrente elétrica.
d) A composição corporal é estimada por meio da resistência oferecida pelo organismo à passagem da 
corrente elétrica.
e) Fatores que alteram a água corporal total e a distribuição hídrica não influenciam na qualidade e 
precisão da bioimpedância.
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1. E. Naafirmativa se encontra descrito que o estímulo elétrico estimula as fibras nervosas mais próximas do 
eletrodo e cujo limiar é mais baixo, isto é correto, pois as fibras próximas aos eletrodos são mais superfi-
ciais. As fibras musculares do tipo II são estimuladas primeiro, pois são mais rápidas do que as do tipo I, 
só entram em atividade por meio de uma estimulação maior.
2. A. A afirmativa aponta que ocorre uma diminuição da produção de ATP na microcorrente e na verdade 
ocorre um aumento de 500% de ATP celular com a utilização deste recurso.
3. D. No enunciado há a informação de que o medicamento atinge a corrente sanguínea sem passar pelo 
estômago, e que alguns pacientes relatam apenas um formigamento no local da aplicação. Além disso, no 
enunciado há a informação de que a técnica é indolor e não invasiva. Dessa forma, tal técnica diminui o 
efeito colateral do medicamento se comparada à ingestão por via oral.
4. Por meio da eletroterapia, podemos realizar a leitura energética dos meridianos; podemos realizar a lei-
tura de sinais biológicos celulares; alcançamos informações do campo energético do indivíduo; podemos 
trabalhar eletroanalgesia com mais potência do que técnicas convencionais e alcançamos resultados mais 
rápidos quando associadas à acupuntura.
5. Na eletroterapia, o estímulo da energia emitida pelos recursos eletrotermofototerapêuticos estimulará 
fibras do tipo A, ou seja, esta energia, após ser absorvida pela pele, será conduzida ao sistema nervoso 
central por uma via periférica rápida, o que provocará a liberação de neurotransmissores e a produção 
dos resultados terapêuticos como analgesia.
6. C. A teoria da comporta da dor fundamenta uma base fisiológica para os efeitos eletroanalgésicos, mas 
com a utilização de correntes de baixa frequência, também conseguimos liberar endorfinas que atuam no 
mecanismo analgésico.
7. D. A bioimpedância é um método relativamente preciso, que consiste na passagem pelo corpo de uma 
corrente elétrica de baixa amplitude e alta frequência. Isso permite mensurar a resistência tecidual ofere-
cida frente à corrente elétrica.
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OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Recursos Ondulatórios
Me. Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura
Olá, aluno(a)! Nesta unidade, trabalharemos com os equipamentos que 
emitem ondas terapêuticas ao tecido biológico; trabalharemos seu conceito 
teórico; efeitos fisiológicos e terapêuticos; indicações e suas contraindica-
ções clínicas; iremos trabalhar os procedimentos operacionais padrões 
(POP) prático de cada equipamento ondulatório; desenvolveremos conteú-
do e conhecimento a respeito dos equipamentos ondulatórios mecânicos; 
equipamentos ondulatórios sonoros; equipamentos ondulatórios eletro-
magnéticos e sobre os equipamentos ondulatórios luminosos.
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UNICESUMAR
Encontramos nas áreas da Estética, Terapias integrativas e Complementares e na Podologia uma gama 
de equipamentos que podem ser utilizados na prática clínica nos protocolos de atendimentos especia-
lizadose individualizados de cada área. Na Unidade 2, aprendemos sobre os equipamentos elétricos 
que emitem algum tipo de estímulo elétrico para o tecido biológico, a fim de produzir algum efeito 
fisiológico e terapêutico. Também pudemos observar que a variedade é muito grande, pensando só 
em tipos de correntes, imagina se fossemos discutir marcas de aparelhos, a variedade seria imensa.
Agora, vamos desenvolver e aprofundar um pouco mais seu conhecimento a respeito da eletroterapia 
e prepará-lo para a utilização de recursos que emitem ondas ao tecido biológico com o mesmo objetivo 
dos equipamentos elétricos, porém com uma diferença: os equipamentos ondulatórios possuem maior 
potência de energia, consequentemente mais profundo e mais estímulos eles ocasionam no tecido para 
que os resultados possam ser alcançados.
Os profissionais que deixam essa escolha bem definida em seus protocolos acabam utilizando mais 
equipamentos ondulatórios em seus procedimentos clínicos. Meu objetivo aqui é deixar claro, para 
você, todas as suas possibilidades terapêuticas e te dar um leque de opções de recursos que podem ser 
usados para os mesmos objetivos terapêuticos.
Quer ver como isso é possível? Vamos retomar o mesmo caso clínico da Unidade 2? Veja só:
Você já conseguiu listar quais os equipamentos elétricos mais indicados para este caso e ainda 
conseguiu diferenciar os equipamentos por seus efeitos fisiológicos e terapêuticos. Pois bem, e 
se agora eu dissesse para você que existem equipamentos ondulatórios que emitem luz, calor, 
onda eletromagnética que podem ser utilizados neste mesmo caso, você acreditaria em mim? 
Talvez sim pelo fato de eu ser a professora, mas você conseguiria listar quais são os equipamen-
tos ondulatórios mais indicados para o caso descrito acima?
Onda é uma perturbação da matéria, que é transmitida através do vácuo, do ar, do líquido ou de 
uma matéria sólida. Sabe-se que existe uma variedade muito grande de ondas, por exemplo, as ondas 
do mar, as ondas em uma corda, em uma mola, as ondas sonoras e as ondas eletromagnéticas etc. 
(AGNE, 2001; AGNE, 2004; KITCHEN; BAZIN, 2003).
Mulher, 47 anos, com queixa estética de gordura localizada em abdômen 
e flancos, ansiosa e com queixas em relação ao sono não restaurador, 
além disso, relata dor na região lombar até a região do hálux aonde re-
lata onicomicoses de repetições. Já fez uso de várias medicações para 
auxiliar no sono e se submeteu a diversos tratamentos conservadores, 
sem resposta significativa. Buscou atendimento em sua clínica para 
obter melhora da dor, emagrecer e melhorar sua qualidade de vida. Na 
avaliação, foi analisado gordura localizada do tipo compacta em abdô-
men e flancos, tensão muscular generalizada e alterações emocionais. 
Em relação à queixa de onicomicose, observou-se a unha dos dois hálux 
comprometidos.
71
UNIDADE 3
Dentro da eletroterapia utilizada na área da estética facial e corporal, da Terapia complementar e 
bem-estar e da Podologia existem diversos recursos que emitem energia ondulatória, por exemplo, 
equipamentos que emitem onda sonora (Ultrassom; rádio); equipamentos que emitem onda mecâ-
nica (Endermologia; Plataforma vibratória); equipamentos que emitem onda eletromagnética (Alta 
frequência; Radiofrequência) e equipamentos que emitem onda luminosa (Led; Laser). Todas estas 
ondas podem diferir em muitos aspectos, como sua direção, seu comprimento, sua propagação, mas 
todas podem transmitir energia de um ponto ao outro, ou seja, conseguimos transmitir energia de 
alta frequência de um equipamento em contato com a pele para o tecido biológico alvo e assim gerar 
as modificações fisiológicas necessárias para que os resultados almejados aconteçam (AGNE, 2004; 
BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
Agora chegou a sua vez de experimentar as características de uma energia ondulatória. Vou fazer 
um convite para que você experimente essa energia, para isso, preciso que você:
1. Pegue uma gelatina pronta (já resfriada e com a consistência firme) e a coloque dentro de um 
recipiente plástico, de preferência transparente para que você veja a mudança na matéria.
2. Depois de feito isso, você deve agitar o pote com a gelatina e, à medida que você estiver agitando 
o pote, diminua ou aumente sua velocidade da agitação; você verá que, quando agitada mais 
lentamente, a gelatina demora mais para alterar sua consistência, quando agitada com maior 
velocidade, a gelatina se torna líquida mais rápida.
3. Descreva suas observações.
Este fenômeno é observado nas energias ondulatórias mecânicas, sonoras e vibracionais, ou seja, 
encontraremos esse tipo de comportamento ondulatório em vários modelos de equipamentos na sua 
prática profissional. Toda esta mudança produzida pelo estímulo vibratório que você empregou no 
recipiente proporcionou à matéria (gelatina no caso) vibração, agitação e calor. Contudo, isso poderia 
acontecer em um tecido gorduroso, em uma contratura muscular, em uma aderência tecidual etc. 
(AGNE, 2004; BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
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Após assistir ao vídeo, utilize o espaço do Diário de Bordo para descrever quais mudanças que você 
observou no primeiro recipiente do vídeo e quais mudanças você observou no segundo recipiente do 
vídeo; pontue em qual recipiente houve mais vibração e em qual houve maior formação de bolhas. 
Tente relacionar estas observações com a experimentação da gelatina que acabamos de fazer.
Imagino que você ainda esteja pensando em como a gelatina mudou 
sua consistência somente com uma vibração. Isto acontece, pois ocorre 
uma quebra entre as ligações químicas da matéria, favorecendo sua 
maleabilidade.
Portanto, convido você, neste momento, a assistir ao vídeo a seguir:
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/2753
73
UNIDADE 3
A utilização de recursos Eletrotermofototerapêuticos que emitem energia ondulatória na área da Es-
tética facial e corporal, Terapias complementares e Podologia vem para agregar melhores resultados 
e em um número menor de sessões, já que estamos falando de uma energia com maior facilidade de 
propagação, com maior potência, com capacidade de gerar vibração molecular e tecidual e de modificar 
a consistência da matéria pela qual se propagada. Por isso, proponho a você, neste momento, a aprofun-
dar seus conhecimentos a respeito da física ondulatória e em relação aos equipamentos que trabalham 
com este tipo de energia (AGNE, 2004; BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
A energia ondulatória envolve a propagação de um estímulo de um ponto a outro, sem que haja a 
necessidade de transporte direto de matéria entre esses dois pontos. Pensando em nossa abordagem 
terapêutica profissional, iremos emitir uma onda do equipamento para o tecido biológico sem que eu 
faça movimentos nesse tecido. No caso de equipamentos que emitem ondas mecânicas, a passagem da 
onda produz oscilações no meio pela qual ela se propaga, resultando em agitação e produção de calor 
no local. A onda sonora precisa produzir pequenas oscilações nas moléculas do ar para se propagar e, 
quando entra em contato com o tecido biológico, também possui capacidade vibratória, como a onda 
mecânica. Por outro lado, os equipamentos que trabalham com a emissão de energia ondulatória 
eletromagnética não necessitam de um meio para a propagação dessa energia (AGNE, 2001; AGNE, 
2004; KITCHEN; BAZIN, 2003).
Todas estas ondas podem diferir em muitos aspectos, como sua direção, seu comprimento e 
sua propagação, mas todas podem transmitir energia de um ponto ao outro, ou seja, conseguimos 
transmitir energia de alta frequência de um equipamento em contato com a pele para o tecido bio-
lógico alvo e, assim, gerar as modificações fisiológicas necessárias para que os resultados almejados 
aconteçam (AGNE, 2001; AGNE, 2004; KITCHEN; BAZIN, 2003).
Em geral, as ondas produzidas pelos equipamentos da área da saúde podem ser caracterizadas: 
por seu comprimento (representa a distância quesepara dois pontos consecutivos que se encontram 
na mesma posição de vibração); pela frequência (número de oscilações executadas pela fonte que 
produz a onda por segundo, ou seja, é o número de vezes em que a onda se repete); por sua amplitude 
(altura da onda); e por sua velocidade de propagação (que é a velocidade com que a onda se propaga 
em determinada matéria) (AGNE, 2001; AGNE, 2004; KITCHEN; BAZIN, 2003).
Além disso, os equipamentos ondulatórios possuem a capacidade de produzirem tixotropismo, 
sonoforese e cavitação no tecido biológico. São exatamente estes fenômenos que fazem a diferença 
entre os resultados finais obtidos por estes recursos em relação a recursos elétricos de baixa ou média 
frequência (AGNE, 2004; BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
74
UNICESUMAR
Podemos dividir os equipamentos ondulatórios da área da Estética facial e corporal, Terapias com-
plementares e Podologia por tipo da energia ondulatória que será emitida, desta forma, temos equi-
pamentos que emitem onda mecânica, sonora, luminosa e eletromagnética (GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2002; BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
Agora, abordaremos cada tipo de onda e seus respectivos equipamentos disponíveis no mercado 
para sua utilização profissional em seus protocolos de atendimentos clínicos.
Vamos iniciar falando sobre os equipamentos que emitem onda mecânica, que são perturbações que 
transportam energia cinética e potencial através de um meio material, que, no nosso caso, será o tecido 
biológico. Nesta gama de equipamentos, encontramos a Vacuoterapia, Endermologia, Massageadores, 
Plataforma vibratória, ultrassom, lipocavitação e ondas de choque (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; 
BORGES, 2006; BORGES, 2010; ALVES; CAMPOS, 2008).
A vacuoterapia se trata de equipamentos que utilizam a pressão negativa associada às ventosas de 
diversos tamanhos para promover a mobilização do tecido biológico e subcutâneo (Figura 1). Com esta 
mobilização, é capaz de gerar estímulos oscilatórios e vibratórios que produzem efeitos fisiológicos e 
terapêuticos, melhorando a circulação sanguínea e linfática no local, deixando a pele mais homogênea 
e uniforme e a musculatura mais tonificada, remodelando o corpo como um todo. Hoje, ela é utilizada 
na área da estética para rejuvenescimento facial, estria, sequela de acne, rugas, marcas de expressão e 
massageamento tecidual. Na área da Terapia complementar, ela pode ser utilizada na ventosaterapia, 
mobilização tecidual, desbloqueio energético pontual ou nos meridianos energéticos, relaxamento 
muscular e analgesia. Na podologia, poderia ser utilizada para relaxamento de tecido fascial podal, 
fascite plantar e limpeza local de pontos infectados (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; 
MEYER; RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
Tixotropismo é capacidade que a onda sonora e mecânica possui em amolecer estruturas 
de maior consistência, de “liquefazer”, de transformar substâncias que estão em estado 
mais gelatinoso, viscoso em um estado mais fluido, ou substâncias sólidas para o estado gel 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; KITCHEN; BAZIN, 2003).
Sonoforese é o aumento da permeabilidade da membrana celular e o aumento da permea-
bilidade tecidual, ocasionada pela propagação da onda e a produção de seus estímulos os-
cilatórios que facilita a penetração de ativos através da pele (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; 
KITCHEN; BAZIN, 2003).
Por sua vez, a cavitação é um efeito não térmico da onda sonora e mecânica que provoca 
formação de bolhas ou cavidades micrométricas nos líquidos. Essas bolhas produzidas, em 
geral, dependerão da frequência do aparelho e do modo de aplicação do transdutor, para se 
tornar instáveis ou estáveis (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; KITCHEN; BAZIN, 2003).
75
UNIDADE 3
Figura 1 - Equipamento de Endermosucção utilizada para procedimento de vacuoterapia e endermologia
Fonte: Americanas ([2020], on-line)1.
É um método não invasivo terapêutico de uso externo, com massageamento por endermosucção, 
que mobiliza os líquidos do tecido subcutâneo que provoca uma intensa hiperemia em pouco tempo, 
isso porque ocorre a ativação das circulações sanguínea e linfática (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; 
BORGES, 2006; MEYER; RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
A sua utilização no tecido biológico produz efeitos cumulativos que aumentam a produção de colá-
geno e elastina, melhorando a textura e o tônus muscular; melhora a circulação sanguínea, responsável 
pela condução e remoção de várias substâncias pelo organismo, dando um aspecto saudável à pele; 
ativa o Sistema linfático, efeito reflexo da estimulação, o que contribui com a proteção do organismo 
contra vírus e bactérias, e proporciona relaxamento e bem-estar, pois se trata de um tipo de massagem 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; MEYER; RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
Sua utilização é contraindicada em casos de câncer ou tumores, fragilidade capilar tecidual, infecções 
cutâneas, doenças reumáticas e gestantes (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; MEYER; 
RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
76
UNICESUMAR
Para que você consiga realizar a aplicação prática deste equipamento, eu sugiro que siga o procedi-
mento operacional padrão (POP) da vacuoterapia: ligar o equipamento; preparar a pele do paciente; 
escolher o tipo de ventosa que você irá utilizar; programar a pressão negativa que pode ser entre 100 
a 400 mmHg dependendo do tecido, caso e paciente; apertar o start e realizar a aplicação na região até 
ocasionar hiperemia local (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; MEYER; RODRIGUES; 
MEDEIROS, 2017).
Por outro lado, a endermologia é um equipamento com uma tecnologia mais avançada quanto à 
sucção tecidual e ao massageamento e mobilização que o recurso oferece. Podemos utilizar o mesmo 
equipamento ilustrado na Figura 1 na descrição da vacuoterapia, o que difere as duas técnicas é a 
presença de rolos ou ventosas no cabeçote. A técnica também é conhecida como palper roler (palpar - 
rolar), produz uma mobilização profunda da pele e da tela subcutânea, permitindo um incremento na 
circulação sanguínea superficial. Desta forma, sintetiza-se que a endermoterapia atua com aparelhos 
que geram pressão negativa, modulada em unidades de mmHg de até 600 mmHg por meio de uma 
bomba de sucção que pode ser contínua ou pulsátil (AZULAY, D.; AZULAY, R., 2006; GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; RAUNCH, 2009; MEYER; RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
A endermologia possui as mesmas indicações e contraindicações clínicas da vacuoterapia, incluindo 
os pós-operatórios de tratamentos estéticos, pois a endermoterapia promove uma drenagem linfática 
por meio dos seus movimentos, já que há uma estimulação contínua e/ou pulsada das pressões na pele, 
tanto interna como externa, provocando uma oxigenação da área e, portanto, a liberação de toxinas 
via estimulação do metabolismo celular (RAUNCH, 2009). 
Outro aspecto importante de ser comentado aqui, sobre os procedimentos de endermologia, é que 
as manobras ou movimentos realizados sobre a pele pelos cabeçotes devem ser executadas no sen-
tido das fibras musculares e a favor das linhas de tensão da pele, visando impedir a flacidez tecidual 
(AZULAY, D.; AZULAY, R., 2006; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; RAUNCH, 2009; 
MEYER; RODRIGUES; MEDEIROS, 2017).
Para que consiga realizar a aplicação prática deste equipamento, você deve seguir o passo a passo de 
seu procedimento operacional padrão (POP): ligar o equipamento; preparar a pele do paciente; utilizar 
um acessório para hidratação e deslocamento do cabeçote, por exemplo, uso de óleo corporal neutro; 
escolher o tipo de cabeçote que irá utilizar; programar a pressão negativa que pode ser entre 100 a 600 
mmHg dependendo do tecido, do caso e do limiar de sensibilidade da paciente; apertar o start e realizar 
a aplicação na região até ocasionar hiperemia local (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006).
As manobras que podem ser realizadas na endermologia são: deslizamento superficiale profundo; 
oito; circular; zig-zag; vibração; percussão; e aplicação estática ou fixa (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; 
BORGES, 2006). 
Os protocolos de tratamento que podemos utilizar a aplicação da vacuoterapia ou endermologia 
são a limpeza de pele (kit de limpeza por sucção ou caneta extratora), limpeza de pontos infectados da 
podologia (kit de limpeza por sucção ou caneta extratora), Peeling mecânico (Kit de caneta diamantada), 
endermologia facial (ventosas ou cabeçotes pequenos de endermologia); endermologia corporal (ca-
beçotes maiores e até mesmo eletrônicos), Pump-Up (ventosas para glúteo e seios) e GuaSha (ventosas 
pequenas ou cabeçotes corporais na forma contínua para estimulação energética local) (GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006).
77
UNIDADE 3
Alguns equipamentos massageadores também 
trabalham com a emissão de energia mecânica 
oscilatória. É o caso do recurso conhecido como 
Vibrocell (Figura 2): um aparelho de massa-
gem muito utilizado em terapia vibro-oscilató-
ria, desenvolvido para auxiliar o profissional na 
realização de massagem/percussão, reduzindo a 
fadiga do profissional e facilitando o tratamento 
(RAUNCH, 2009). 
Neste equipamento, contamos com um jogo de 
diversas ponteiras. Esta grande variedade permite 
ao profissional a escolha daquela que melhor se 
adapta à região a ser tratada com a massagem 
mecânica e por percussão (RAUNCH, 2009).
O ato de massagear por meio de estímulos 
mecânicos e vibratórios consiste na prática de 
aplicar força ou vibração sobre os tecidos moles 
do corpo, principalmente músculos e tendões 
(RAUNCH, 2009).
Figura 2 - Ilustração de um equipamento de massagem 
mecânica oscilatória (vibrocell)
Fonte: Americanas ([2020], on-line)2. 
Para a aplicação prática deste equipamento, você deve seguir o passo a passo de seu procedimento 
operacional padrão (POP): ligar o equipamento; preparar a pele do paciente; utilizar um acessório 
para hidratação e deslocamento do cabeçote, por exemplo, uso de óleo corporal neutro; escolher o tipo 
de cabeçote que você irá utilizar; programar a frequência de 1-20 hertz para esfoliação e massagem 
relaxante; de 21-40 hertz indicado para melhora do fluxo sanguíneo muscular e subcutâneo e para 
reflexologia; e de 41-60 hertz para auxiliar na drenagem linfática superficial e tratamento tópicos da 
pele; intensidade de acordo com a paciente e o tempo de vinte minutos (RAUNCH, 2009).
Um outro recurso ondulatório que ganhou visibilidade e vem ganhando popularidade é a plata-
forma vibratória ou whole-body vibration (WBV) (Figura 3): ela emite vibração para o corpo inteiro 
por meio do contato podal ou de outra região corporal na plataforma do equipamento. Seus benefícios 
vêm sendo investigados em pesquisas de alta qualidade em diferentes populações saudáveis ou com 
doenças, ganhando notoriedade nas áreas de fitness, desporto e reabilitação (AMARAL; PÉCORA, 
2012; CARNILALE; WAKELING, 2005).
78
UNICESUMAR
O treinamento com a utiliza-
ção da plataforma vibratória é 
caracterizado por uma estimu-
lação externa que induz uma 
vibração de oscilação a um 
sujeito que está em uma plata-
forma de vibração, ou seja, uma 
oscilação mecânica em torno 
de uma posição ou ponto de 
referência. A Plataforma Vibra-
tória gera vibrações mecânicas 
que são transmitidas ao tecido 
biológico e se propagam pelo 
corpo em forma ascendente, 
provocando vibrações e adap-
tações nos tecidos (AMARAL; 
PÉCORA, 2012; CARNILALE; 
WAKELING, 2005).
Atualmente, o treinamento 
com vibrações mecânicas vem 
sendo utilizado na melhora do 
desempenho físico, nos trata-
mentos estéticos, protocolos de 
emagrecimento, treinamento 
esportivo, funcional e na área 
da reabilitação (AMARAL; 
PÉCORA, 2012; CARNILALE; 
WAKELING, 2005).
Figura 3 - Ilustração de um equipamento de plataforma vibratória
Fonte: Power Plate ([2020], on-line)3. 
A vibração provocada no corpo humano pela exposição à vibração da plataforma se constitui 
como o agente estressor e, portanto, é responsável pelas respostas neurais e morfológicas que ocorrem 
no organismo, pois provoca a sincronização das unidades motoras por meio dos motoneurônios, a 
potencialização do reflexo de estiramento, o sinergismo da atividade muscular e alteração do sistema 
de inervação recíproca, inibindo a musculatura antagonista, acarretando adaptações morfológicas e 
funcionais (AMARAL; PÉCORA, 2012; CARNILALE; WAKELING, 2005).
As indicações clínicas para a utilização da Plataforma Vibratória dependem do público-alvo, do 
objetivo e do resultado que se deseja atingir e inclui: a melhora na densidade de musculatura e densi-
dade óssea em mulheres na pós-menopausa; melhora da força muscular da perna em idosos; melhora 
do equilíbrio em indivíduos idosos; melhora do equilíbrio, da marcha e da propriocepção; analgesia; 
melhora na capacidade de exercício funcional e na qualidade de vida; melhora da circulação sanguínea 
nas extremidades inferiores em mulheres Perimenopáusicas; aumento na produção de hormônio de 
crescimento em homens (AMARAL; PÉCORA, 2012; CARNILALE; WAKELING, 2005).
79
UNIDADE 3
Não podemos utilizar a plataforma vibratória em pacientes com: osteoporose, espondiloses; val-
vulopatias cardíacas; enxertos metálicos; osteossíntese; marcapasso cardíaco e analgésico; feridas não 
cicatrizadas; arritmias cardíacas; risco de trombose; intervenções cirúrgicas recentes; processos infla-
matórios; gravidez; epilepsia e tumores (AMARAL; PÉCORA, 2012; CARNILALE; WAKELING, 2005).
Para que você consiga realizar a aplicação prática deste equipamento, você deve seguir o passo a 
passo de seu procedimento operacional padrão (POP): ligar o equipamento; programar a intensidade 
e a amplitude de vibração; apertar o start e realizar os exercícios musculares em cima da plataforma 
(AMARAL; PÉCORA, 2012; CARNILALE; WAKELING, 2005).
Neste site Power Plate, você terá acesso a conteúdo teórico sobre pla-
taforma vibratória; exemplos de exercícios; artigos científicos com a uti-
lização da plataforma vibratória e vários vídeos de treinamento prático 
sobre este recurso.
Agora deixa eu demonstrar para 
você uma atualidade na área dos 
recursos ondulatórios que são 
os equipamentos de ondas de 
choque (Figura 4), que é um re-
curso não invasivo que promo-
ve estímulo mecânico no tecido 
por meio de ondas ou impulsos 
acústicos de alta intensidade de 
energia por meio de cabeçotes 
que produzem onda por mo-
vimento de pistão (GUIRRO; 
CANCELIERI; SANTANA, 
2011; BORGES, 2010).
Figura 4 - Equipamento de ondas de choque
Fonte: Shoptime ([2020], on-line)4. 
Este recurso pode ser apli-
cado na área médica, estética, 
fisioterapêutica e para relaxa-
mento muscular, sendo utili-
zado em: protocolos de trata-
mento de celulite; reabilitação; 
pontos gatilhos miofasciais; 
desordens das inserções tendí-
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/2754
80
UNICESUMAR
neas; tratamento osteoarticular e de tecido conjuntivo; acupuntura; melhora da qualidade/tônus da 
pele; melhora da circulação sanguínea local; relaxamento muscular e fascial; eliminação de toxinas; 
lipólise (GUIRRO; CANCELIERI; SANTANA, 2011; BORGES, 2010).
Para sua aplicação prática, é necessário seguir o passo a passo de seu procedimento operacional padrão 
(POP): ligar o equipamento; preparar a área de tratamento; utilizar um gel de contato neutro; posicionar 
o aplicador de acordo com a região e o tratamento; programar a intensidade da vibração; apertar o start; 
e realizar a aplicação estática ou dinâmica (GUIRRO; CANCELIERI; SANTANA, 2011; BORGES, 2010).
Dentre os equipamentos de ondas de choque, encontramos alguns dispositivos manuais e portáteis que 
facilitam a abordagem terapêutica dos pacientes. Um desses modelos é o Hivolt, uma pistola de massagem 
vibratória portátil que estimula o aumento da circulação, ajudando na liberação de músculos tensos e na 
redução de dores após treinos intensos (Figura 5). Com até 3 horas de utilização por carga, leve e fácil de 
usar, possui três configurações de velocidade que fornecemcliente? 
A terminologia “Eletrotermoterapia” abrange a utilização de todos os recursos elétricos que emitem cor-
rente elétrica ou ondas eletromagnéticas (eletro) e essa prática pode ser usada no caso descrito. Para 
aprender a fazê-la funcionar, é importante, primeiro, que você saiba a patologia que está abordando e 
tenha o conhecimento teórico-prático dos equipamentos. A cliente citada apresenta Fibro Edema Gelóide, 
provavelmente de grau III, do tipo mista, pois apresenta gordura em excesso, alteração vascular e circula-
tória devido à sua atividade laboral. Também apresenta um quadro de alteração emocional e energética 
decorrentes de uma síndrome de bipolaridade e a onicocriotose, provavelmente ambas decorrentes de 
sua atividade laboral e do aumento do impacto em região podal e dedos do pé.
Agora, imagino que você esteja pensando: “tudo bem, professora, consigo ver a importância da eletrotera-
pia e dos recursos eletrotermofototerapêuticos na minha vida profissional, mas será que os equipamentos 
realmente funcionam?” Quer ver? 
Então, vamos lá. Pegue o controle remoto de sua TV e aperte o botão power para ligá-lo. Mesmo que 
você não esteja vendo a corrente elétrica, a televisão será ligada, não é mesmo? Apesar da passagem de 
energia pelo dispositivo ser invisível aos seus olhos, um impulso elétrico/ eletromagnético se direcionou 
do controle remoto ao televisor.
ELETROTERMOFOTOTERAPIA 
E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
INICIAIS
PROVOCAÇÕES
Em sentido parecido, às vezes, em sua prática clínica, não verá a energia e a cliente não relatará nenhuma 
sensação. No entanto, mesmo estando invisível aos seus olhos, se a energia for aplicada de forma correta, 
no caso clínico, será absorvida pelo corpo ocasionando mudanças. Assim, os resultados das intervenções 
terapêuticas da eletrotermofototerapia dependem de como estes equipamentos vão ser manuseados 
por você de acordo com o quadro clínico diagnosticado de sua cliente. 
Portanto, a aplicação de uma corrente elétrica extracorpórea ou recursos Eletrotermofototerapêuticos 
são capazes de melhorar, realçar, estimular e suplementar a energia biológica do corpo. Há uma gama de 
equipamentos que garantem protocolos diferenciados que não geram acomodação sensorial e diversos 
efeitos fisiológicos. Com a produção destes efeitos, certamente poderíamos esperar uma melhora de 
problemas, como onicomicoses, de Fibro Edema Geloide, de Dermatofitose na pele, nas unhas ou pelos, 
do quadro psicoemocional, de analgesias, de cicatrização de onicocriptoses e de outras patologias.
Esse rápido passeio tem como objetivo mostrar o que te espera nesta disciplina, com vistas a mostrar 
como a eletroterapia e os recursos eletrotermofototerapêuticos podem fazer parte de seu dia a dia en-
quanto profissional. Inclusive, comece a treinar o seu olhar desde já. Quando você tomar banho, deixe 
a água mais morna do que de costume e preste atenção nos efeitos que esta temperatura tem no seu 
corpo, nos seus estados emocional e psicológico. Caso tenha dor, perceba o efeito desse banho sobre 
ela. Alguns poderão sentir sono, relaxamento, melhora do quadro de ansiedade, melhora de dores mus-
culares etc. Isto ocorre devido aos efeitos gerados pela temperatura no tecido biológico, e estes efeitos 
similares podem ocorrer com a utilização de equipamentos que emitem calor.
Preparado(a) para estudar os efeitos fisiológicos proporcionados pelos recursos eletrotermofototera-
pêuticos?
ELETROTERMOFOTOTERAPIA 
E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
1
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Eletroterapia
Me. Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura
Para o ponta pé inicial da nossa disciplina, começamos compreendendo 
como a energia é emitida pelos recursos eletrotermofototerapêuticos. Para 
desenvolver o conhecimento teórico a respeito da eletroterapia aplicada à 
saúde, precisamos entender quais são os efeitos biológicos da eletrotera-
pia e seus efeitos nos clientes. Portanto, desenvolvemos, nesta unidade, o 
conceito de eletroterapia, seus efeitos biológicos, bem como seu mecanismo 
de ação no organismo, seus componentes elétricos e como procedemos 
com sua aplicação prática, efetiva e responsável. A partir daí, você terá 
subsídios para incorporar os conhecimentos específicos a respeito das 
máquinas e tecnologias disponíveis atualmente em sua profissão. Como 
consequência, também estará preparado(a) para as discussões a respeito 
dos benefícios que podemos alcançar em nossos tratamentos por meio da 
utilização das correntes elétricas em equipamentos voltados para a saúde, 
bem como quais são as indicações, os efeitos, as contraindicações e a forma 
de aplicação profissional.
10
Unicesumar
Imagine que você já é um(a) profissional concei-
tuado(a) em sua cidade e um cliente entra em sua 
clínica pedindo ajuda profissional em relação à 
queixa clínica dele:
Homem, 59 anos, com dor crônica e persis-
tente em região de membro inferior direito até a 
região do hálux e em região lombo sacra. Ele se 
encontra com sobrepeso corporal e gordura loca-
lizada em região abdominal, com circunferência 
abdominal de 104 cm, e possui doenças cardio-
vasculares associadas. Já realizou uma artrodese 
com fixação lombar. O cliente relata que, depois 
de alguns meses sem o alívio da dor, ele entrou 
em depressão, perdendo o seu emprego. Já fez uso 
de várias medicações e se submeteu a diversos 
tratamentos conservadores, sem resposta signi-
ficativa. Apresenta características de ansiedade, 
com síndrome de bipolaridade, e buscou atendi-
mento em sua clínica para obter melhora da dor, 
emagrecer e melhorar sua qualidade de vida. Em 
sua avaliação, você confirma um quadro clínico 
doloroso crônico com alterações biomecânicas e 
algumas alterações musculoesqueléticas impor-
tantes, hálux valgo (joanete grave em hálux), gor-
dura localizada do tipo compacta em abdômen e, 
além disso, observou um desequilíbrio energético 
em meridianos de fígado, baço, pâncreas e cora-
ção, e analisou traços de alterações emocionais.
Como você pode auxiliar este cliente com o 
uso da eletroterapia?
Conhecendo sobre a eletroterapia e seus efei-
tos, você poderá escolher qual é o melhor recur-
so para seu cliente. Por isso, o primeiro passo é 
compreender que a Eletroterapia é a utilização de 
equipamentos que emitem energia para a pele do 
cliente e, quando absorvida, gera efeitos terapêu-
ticos importantes para os protocolos terapêuticos 
atualizados e tecnológicos. Ter o conhecimento 
dos parâmetros do equipamento e da forma de 
ligar o aparelho não é a parte mais difícil, e sim 
a mais fácil! O que impulsionará sua carreira é o 
conhecimento do funcionamento da energia e do 
aparelho e o conhecimento sobre as mudanças 
que esta energia é capaz de fazer em seu cliente. 
Você será capaz de escolher o melhor recurso, o 
melhor equipamento, quando utilizá-lo e qual é 
a melhor forma de aplicá-lo. 
Assim, escolhemos um equipamento para ser 
utilizado em nosso protocolo, mas algumas vezes 
o resultado não é tão bom quanto você esperava, 
ou o cliente não relata muitas sensações e você 
pode achar que a tecnologia não é boa o suficiente. 
Contudo, nem sempre podemos medir a sensação 
sensorial do cliente em relação ao equipamento 
e determinar o resultado final por essa sensação. 
Quer ver uma situação bem clássica? Coloque 
uma fruta em cima ou ao lado de seu micro-ondas 
e a deixe lá por uns três dias; o constante uso do 
equipamento doméstico irá cozinhar a fruta ou 
fazê-la mudar a coloração. Isso ocorre porque, em 
alguns equipamentos, além de produzir uma ener-
gia que é emitida para um objetivo ou em uma 
direção, a energia pode transpor o equipamento 
e atingir estruturas adjacentes ou que estão ao 
redor, e você não viu e nem sentiu a energia que 
transpôs o equipamento e deixou a fruta alterada.
E o que a situação apresentada tem a ver com 
Eletrotermofototerapia ou sua aplicação prática? 
A mesma vivência pode ocorrer em alguns equi-
pamentos utilizados por nós em nossas profissões 
e devemos ter conhecimento desta propagaçãoaté 3200 percussões por minuto. Dentre suas 
funções, a que se destaca é seu efeito analgésico e relaxante (GUIRRO; CANCELIERI; SANTANA, 2011).
Figura 5 - Equipamento portátil de ondas de choque
Fonte: Shopfisio ([2020], on-line)5.
Dentre os recursos ondulatórios mais comuns, encontramos o ultrassom terapêutico (Figura 6) 
que produz a energia ondulatória por um transdutor que transforma a energia inicial elétrica em 
energia mecânica e sonora inaudível. Esta capacidade de transformação de energia se dá pelo efeito 
piezoeléctrico do cristal que se encontra dentro do cabeçote do equipamento (ALMEIDA et al., 2005; 
DRAPER, PRENTICE, 2002).
81
UNIDADE 3
Antes que o ultrassom possa 
ser aplicado, o contato entre o 
transdutor e a pele deve ser ade-
quado para que não haja perda 
de ondas, já que o ar é um pés-
simo condutor de onda (GUIR-
RO, E.; GUIRRO, R., 2002; BOR-
GES, 2006; BORGES, 2010).
Figura 6 – Equipamento de ultrassom terapêutico 
Fonte: Americanas ([2020], on-line)6. 
O ultrassom consiste de vi-
brações mecânicas que são as 
mesmas das ondas sonoras, mas 
com uma frequência mais alta, 
acima de 20 KHz, por isso as 
ondas do ultrassom não são au-
díveis e são chamadas também 
de ultrassonoras. A frequência 
deste dispositivo varia entre 1 
ou 3 MHz, sendo disponível, 
atualmente, também em 5 MHz. 
A intensidade varia entre 0,1 e 
3,0 W/cm². A frequência de 5 MHz é indicada exclusivamente para área de dermatologia por apresen-
tar uma pequena capacidade de penetração nos tecidos biológicos (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002; 
BORGES, 2006; BORGES, 2010).
Além disso, o profissional pode escolher de que forma a onda será emitida para o tecido biológico, 
e isto impactará os efeitos produzidos no tecido e os resultados esperados com a aplicação. Podemos 
utilizar o Ultrassom na forma contínua e pulsado. Estas formas de emissão produzirão efeitos térmi-
cos e não térmicos no tecido alvo, e a elevação de temperatura está relacionada com o aumento do 
tempo de aplicação ou da intensidade utilizada, podendo trazer respostas benéficas ou deletérias ao 
organismo. O ultrassom no modo contínuo apresenta efeito térmico dominante, e o ultrassom no 
modo pulsado apresenta efeito mecânico dominante. O modo contínuo é quando a corrente elétrica é 
aplicada ininterruptamente ao cristal, produzindo ondas contínuas. Por outro lado, no modo pulsado, 
o equipamento interrompe momentaneamente a chegada de eletricidade no cristal, interrompendo 
parcialmente a emissão das ondas, liberando as ondas em pacotes ou pulsos (GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2002; BORGES, 2006; BORGES, 2010).
Atualmente, o ultrassom é um recurso terapêutico amplamente utilizado para diversas finalidades. 
Quando a onda ultrassônica penetra os tecidos biológicos, é capaz de estimular processos de cicatriza-
ção, auxiliando no reparo de lesões, aliviar processos dolorosos, reduzir a rigidez articular, aumentar 
o fluxo sanguíneo, aumentar a permeabilidade celular, auxiliar o retorno venoso e linfático, ajudar 
na reabsorção de edemas e incrementar a maleabilidade de tecidos ricos em colágeno (GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; BORGES, 2010).
82
UNICESUMAR
Contudo, são contraindicados em gestantes, neoplasias, tumor, área dos olhos, área com isquemia, 
sobre epífises ósseas em crescimento, radioterapia, gônadas e implantes metálicos na região (GUIRRO, 
E.; GUIRRO, R., 2002; BORGES, 2006; BORGES, 2010).
Para sua aplicação prática, devemos obedecer ao passo a passo de seu POP: realizando a determi-
nação da frequência do ultrassom (3 Mhz); forma de emissão da onda (contínuo e pulsado); tempo 
de dois minutos por ERA; e intensidade de acordo com a densidade tecidual (GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2002; BORGES, 2006; BORGES, 2010).
Como um avanço tecnológico do equipamento de ultrassom terapêutico, encontramos a Terapia 
combinada, que é um equipamento que trabalha com a emissão de onda sonora mecânica associada a 
uma corrente elétrica de forma simultânea no mesmo local (Figura 7). Este dispositivo possui as mesmas 
indicações e contraindicações do ultrassom terapêutico, porém sua aplicação prática dependerá do 
modelo do equipamento. Os parâmetros que com certeza você deverá programar serão a programação 
do ultrassom e a programação da corrente elétrica (BORGES, 2010).
Figura 7 - Equipamento de terapia combinada da marca Hibridi
Fonte: Negócio Estética (2015, on-line)7. 
83
UNIDADE 3
Outro avanço tecnológico do equi-
pamento de ultrassom terapêutico é 
o recurso de lipocavitação, ultra-
cavitação, lipo sem corte e cavi-
tação instável, várias formas de de-
nominação para o mesmo recurso 
elétrico que possui como principal 
objetivo a diminuição do tecido adi-
poso subcutâneo (BORGES, 2010; 
BISSCHOP, G.; BISSCHOP, E.; 
COMMANDRE, 2001) (Figura 8).
Figura 8 - Aplicação do equipamento de 
lipocavitação no abdômen e a ilustração 
da agitação produzida pela onda no tecido 
subcutâneo
Fonte: Tatiana Pizani ([2020], on-line)8.
Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas
Neste livro, vocês terão acesso a conteúdo sobre os recursos ondulatórios 
mecânicos
Terapêutica em estética: conceitos e técnicas
Neste livro, você terá acesso a conteúdo sobre os recursos ondulatórios 
eletromagnéticos e luminosos.
84
UNICESUMAR
O ultrassom de alta potência é considerado uma lipoaspiração não invasiva para o contorno corporal. O 
tratamento é realizado em duas fases na mesma sessão, e o número de sessões depende das necessidades 
específicas de cada paciente e da avaliação do profissional. Na primeira fase, ocorre a quebra das células 
de gordura. Na segunda fase, os resíduos gerados pela destruição das células de gordura são rapidamente 
drenados para o sistema linfático, permitindo assim, sua eliminação e processamento pelo sistema 
metabólico natural do corpo (BORGES, 2010; BISSCHOP, G.; BISSCHOP, E.; COMMANDRE, 2001).
Podemos descrever dois mecanismos que auxiliam na redução do tecido adiposo. O primeiro é o 
aumento da temperatura local que acarreta na necrose coagulativa dos adipócitos, resultando em uma 
resposta de cicatrização em que os macrófagos irão migrar para a região e fagocitar os lipídios e restos 
celulares, ocasionando em uma redução do tecido adiposo e do volume local. O segundo, por sua vez, 
é a cavitação, gerada por energia mecânica e que causa uma oscilação, crescimento e colapso de bolhas 
que levam ao colapso tecidual, por isso, é fundamental a ingestão de bastante água antes e durante o 
tratamento. O líquido ingerido aumenta o potencial de implosão do tecido adiposo durante a aplica-
ção do ultrassom, eliminando toxinas que são liberadas pelo organismo por meio das vias normais de 
excreção (BORGES, 2010; BISSCHOP, G.; BISSCHOP, E.; COMMANDRE, 2001).
Agora, vamos falar sobre ondas sonoras audíveis e sobre seus benefícios fisiológicos para a saúde, 
que possuem objetivos curativos e preventivos. Vamos falar sobre musicoterapia, uma intervenção 
que utiliza a música e seus elementos para promoção de aprendizagem, aquisição de novas habilida-
des, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida (Figura 9). A musicoterapia pode ser aplicada 
como um procedimento preventivo, de reabilitação ou tratamento (FEDERAÇÃO MUNDIAL DE 
MUSICOTERAPIA, 1996).
Seus procedimentos e métodos de aplicação variam conforme a linha, abordagem, objetivos de 
terapia e necessidades do indivíduo. As experiências musicais utilizadas variam entre audição, re-
criação, improvisação e composição, que podem ser aplicadas em grupo ou individuais. Além disso, 
a abordagem pode ocorrer de forma direta ou indireta. Na forma direta, o terapeuta definirá as ati-
vidades da sessão e os momentos dessas atividades. Na forma indireta, o musicoterapeuta aguarda a 
iniciativa do paciente para, então, definir suas ações e intervenções (FEDERAÇÃO MUNDIAL DE 
MUSICOTERAPIA, 1996).
Musicoterapia e promoção da saúde
Boa leitura em relação à musicoterapia e seus benefícios na qualidade de 
vida.
85
UNIDADE 3
As atividades mais utilizadas emmusicoterapia incluem cantar, tocar instrumentos musicais, compor, 
improvisar com a voz ou com os instrumentos, ouvir música e realizar jogos musicais (FEDERAÇÃO 
MUNDIAL DE MUSICOTERAPIA, 1996).
Figura 9 - Musicoterapia
Saindo dos recursos eletro-
termofototerapêuticos que 
emitem onda sonora mecâni-
ca, passamos para os recursos 
que emitem ondas luminosas, 
e neste grupo encontramos os 
equipamentos de Laser, Luz 
intensa pulsada e LEDs (KA-
MINSKY, 2009).
O Laser ou “light amplifi-
cation by stimulated emission 
of radiation” (amplificação de 
luz por emissão estimulada de 
radiação) trabalha com emis-
são de radiação eletromagnética 
não ionizante e pode ser visível 
ou invisível (PATRIOTA, 2007; 
OGAWA, 2017; OSÓRIO; TO-
REZAN, 2002) (Figura 10).
Figura 10 - Aplicação do equipamento de Laser em região de Perna
86
UNICESUMAR
O equipamento de Laser produz luz Monocromática, com coerência espacial e temporal, Colimação 
e de Alta intensidade. Essa energia emitida pelo laser possui propriedades físicas que, empregada a 
um comprimento de onda específica, interfere nos processos celulares, auxiliando nas ações biofísicas 
e bioquímicas das células, ou seja, os tipos de lasers são denominados de acordo com a localização 
da cavidade óptica que se encontra à volta do meio, que irá produzir o feixe de luz, determinando o 
comprimento de onda (PATRIOTA, 2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
A terapia a laser ganhou muita popularidade no tratamento de lesões pigmentadas da pele e ta-
tuagens, em que ele trabalha com o princípio da fototermólise seletiva, gerando pulsos ultracurtos de 
alta energia e potência, com um efeito fotoacústico adicional. Na dermatologia, pode-se classificar os 
lasers, de acordo com as suas funções e aplicações clínicas, em: lasers de corte e de vaporização; lasers 
vasculares; lasers pigmentares; lasers depilatórios e lasers de rejuvenescimento não ablativo (PATRIO-
TA, 2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
Além disso, atualmente na estética, é utilizado o laser de baixa potência, pois o laser de alta potência 
é responsável por causar alterações permanentes ou destruição dos tecidos. Estes procedimentos com 
laser de baixa potência utilizam aparelhos conhecidos como lasers de diodo, que são portáteis, pequenos 
e de baixa intensidade. Assim, temos um efeito analgésico entre 2 a 4 Joules/cm2, efeito regenerativo 
entre 3 a 6 Joules/cm2, efeito circulatório e anti-inflamatório entre 1 a 3 Joules/cm2. O laser de baixa 
potência não produz efeito térmico; caso ocorra o aumento da temperatura local, isso será consequência 
do aumento do metabolismo celular e da vasodilatação provocada na região. A fototerapia com lasers 
de baixa potência produz efeitos não térmicos como efeitos fotoquímicos, fotofísicos e fotobiológicos 
(PATRIOTA, 2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
Na estética, temos a atuação do laser infravermelho, de 808 nm, o qual é responsável por aumentar 
a circulação, estimular o sistema imunológico, com ação analgésica e anti-inflamatória, aumentar a 
permeabilidade da membrana celular, promover a reparação de tecidos ósseos e nervosos e possui ação 
fibrinolítica, sendo, portanto, utilizado nos tratamentos estéticos pós-cirúrgicos devido à necessidade 
de estimular o sistema imunológico, fazendo o aumento da drenagem linfática, causando diminuição 
da dor e da inflamação, regeneração do tecido e diminuição de fibroses; nas cadeias ganglionares, age 
promovendo o esvaziamento dos linfonodos; por sua capacidade de aumentar a permeabilidade da 
membrana, é utilizado quando se deseja aumentar a penetração de ativos; por sua característica anti-
-inflamatória, é utilizado nos tratamentos de acne e nos quadros de celulite para diminuir fibroses e 
edemas (PATRIOTA, 2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
Neste artigo, você terá a oportunidade de ler e se aprofundar na ação do 
laser em cicatrização cutânea.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/2755
87
UNIDADE 3
O laser vermelho, com comprimento de onda de 660 nm, tam-
bém pode ser utilizado nos tratamentos estéticos pós-cirúrgicos e 
acne, além de ser indicado nos tratamentos de revitalização cutânea, 
melhora na divisão celular; melhora da flacidez tissular, em rugas e 
estrias; e prevenção de alopecia (PATRIOTA, 2007; OGAWA, 2017; 
OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
O laser fracionado de 1550 nm estimula a regeneração do colágeno 
por meio da fototermólise fracionada pelo comprimento de onda, 
enquanto nos lasers de depilação, o mecanismo de ação é a fototer-
mólise seletiva pela melanina. Esta é encontrada somente no bulbo 
piloso, na fase anágena, e a depilação com o laser será eficaz quando 
o laser atingir o bulbo a um determinado parâmetro de potência e se 
encontrar em uma temperatura média de 60 °C, o que proporciona 
a fototermólise seletiva, tendo a destruição completa do pelo. É ne-
cessário que o paciente apresente pele clara e pelos escuros, pois na 
fototermólise seletiva há uma grande produção de calor, que pode des-
truir a melanina da epiderme e alterar outras células, causando efeitos 
contrários, como alteração na pigmentação, queimaduras e cicatrizes 
(PATRIOTA, 2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; TOREZAN, 2002).
As suas contraindicações incluem: neoplasias, tratamento direto 
sobre o olho, tratamento sobre o útero gravídico, tratamento sobre in-
fecções, tratamento sobre as gônadas (ovários e testículos), tratamento 
sobre áreas fotossensíveis ou fotossensibilizadas da pele, tratamento 
sobre áreas hemorrágicas, áreas com aplicação de toxina botulínica; 
e pele fototipo IV e V. Como uma 
das ações do laser é estimular a 
proliferação celular, deve-se to-
mar muito cuidado com neopla-
sias e lesões pré-cancerígenas, a 
fim de se evitar o estímulo a pro-
gressão do tumor (PATRIOTA, 
2007; OGAWA, 2017; OSÓRIO; 
TOREZAN, 2002).
Por outro lado, a Luz Inten-
sa Pulsada (Figura 11) funcio-
na de maneira diferente dos la-
sers por ter seus raios liberados 
de maneira difusa ou não coli-
madas. É um equipamento que 
emite luzes de cores variadas 
(policromática), incorporando 
o efeito do calor produzido por 
flashes. A Luz Intensa Pulsada 
permite selecionar vários com-
primentos de onda e pulsos 
simples, duplos ou triplos de 
duração variável (RIBEIRO; 
ZEZELL, 2004).
Figura 11 - Ilustração dos filtros de comprimento de ondas luminosas emitidas pela Luz Intensa Pulsada e sua atuação na pele
Fonte: Layserskin ([2020], on-line)9.
88
UNICESUMAR
Como cada filtro de corte trabalha com uma cor de luz e um comprimento de onda, o equipamento 
de Luz Intensa Pulsada propicia ao profissional a oportunidade de realizar diversos tratamentos com 
a mesma máquina, ou seja, a luz pulsada realiza a fotodepilação e as fototerapias de acne, mancha e 
rejuvenescimento (ALVES; CAMPOS, 2008).
Para cada procedimento deste, temos um procedimento operacional padrão diferente de como 
proceder durante o atendimento do paciente e isto depende da marca e modelo do equipamento, 
portanto, sempre sigam as orientações dos fabricantes (RIBEIRO; ZEZELL, 2004).
Outro equipamento que emite onda luminosa são os LEDs (Figura 12), ou light emitting diode, que 
em português significa diodo emissor de luz. Esse tipo de emissão é diferente dos lasers, pois emitem 
energia não coerente. O uso da fototerapia com LED cresceu nas áreas da Estética facial e corporal, 
Terapia complementar e na Podologia (RIBEIRO; ZEZELL, 2004).
Figura 12 - Aplicação do equipamento de LED em região facial
Parece provável que os efeitos benéficos do LED 
são similares àqueles do laser, pois o mecanismo 
envolvido é similar, com a absorção da luz pelas 
estruturas cromóforas.
Cromóforos são estruturas biológicas que 
possuem a capacidade de absorver Luz. 
São cromóforos a melanina, a água, a bile 
e a hemoglobina 
Fonte: adaptado de Kaminsky (2009)
Os LEDs são dispositivos semicondutores que, quando polarizados adequadamente, emitem luz na 
faixa visível ou invisível. Embora tanto os lasers quanto os LEDs produzam luzes monocromáticas,os LEDs apresentam menor colimação e coerência, resultando, geralmente, em bandas de emissão 
mais largas, o que pode ser uma vantagem quando a complementaridade por um fotossensibilizador 
é desejada (KAMINSKY, 2009).
Os lasers de baixa potência, por sua vez, têm como finalidade restabelecer o equilíbrio biológico celular 
melhorando as condições de vitalidade tecidual, sendo reconhecidos por sua ação analgésica, biomodu-
ladora e anti-inflamatória sobre tecidos duros e moles (OGAWA, 2017; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002).
89
UNIDADE 3
Esses efeitos são gerados por efeitos fotoquímicos e fotoelétricos em vez de efeitos térmicos, não 
apresentando, dessa forma, efeito antimicrobiano quando utilizados isoladamente. No caso específico 
da terapia fotodinâmica, o efeito antimicrobiano pode ser atingido quando uma droga fotossensibi-
lizadora é ativada por uma luz de baixa intensidade (laser ou LED), gerando substâncias que podem 
danificar e, em último caso, matar a célula-alvo (ALVES; CAMPOS, 2008).
Em geral, podemos diferenciar seis tipos de LEDs (OGAWA, 2017; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002):
• O LED com luz visível azul (400 – 470 nm) 
possui ação bactericida, oxigenante e ci-
catrizante; diminui a produção excessiva 
de oleosidade e secreção sebácea; auxilia 
na oxigenação e na regeneração do tecido; 
melhora a hidratação tecidual; tem efeito 
clareador, promovendo o clareamento de 
manchas faciais, olheiras, axilas e virilha.
• O LED com luz visível verde (470 – 550 nm) 
inibe o estímulo dos melanócitos que provo-
cam a hiperpigmentação (manchas); estimula 
a microcirculação, desobstrui vasos linfáticos 
e elimina edemas; é rejuvenescedor atuan-
do na síntese de fibroblastos, aumentando a 
deposição de colágeno tipo I e reduzindo a 
atividade da colagenase nas papilas dérmicas.
• O LED com luz visível vermelha (630 – 
700 nm) apresenta efeito rejuvenescedor 
e inflamatório, devido a atuar na derme 
como ativadora de fibroblastos e células de 
reorganização e firmeza da pele, apresenta 
ação bioestimulante e regeneradora, pro-
movendo o rejuvenescimento das células; 
produção de colágeno e elastina; aumenta 
a permeabilidade e tonificação cutânea; 
combate linhas de expressão, rugas, cica-
trizes e manchas.
• O LED com luz visível âmbar ou amarela 
(570 – 590 nm), aumenta o movimento 
do sistema linfático; melhora a textura da 
pele; aumenta a síntese de colágeno e elas-
tina, que confere ao rosto uma expressão 
saudável; estimula o metabolismo celular; 
melhora quadro de celulite, gordura locali-
zada e estrias; promove hidratação tecidual 
e iluminação Facial.
• O LED de Luz violeta (380 – 450 nm) es-
timula a regeneração celular e o aumento 
do metabolismo local; melhora da viscoe-
lasticidade; acelera a renovação da pele; 
reduz linhas de expressão e rugas; aumenta 
o nível de hidratação celular e tecidual; e 
estimula a lipólise.
• O LED de Luz infravermelha (700 – 
1200 nm) possui ação anti-inflamatória; 
ação analgésica; ativação de fibroblastos, 
produzindo colágeno e elastina e aumento 
da permeação de ativos.
Na prática clínica, podemos aplicar os LEDs utilizando os recursos elétricos que são os equipamentos, 
máscaras faciais e manta térmica. Desta forma, finalizamos os equipamentos de onda luminosa, e ago-
ra iremos discutir sobre os recursos eletrotermofototerapêuticos que emitem onda eletromagnética. 
Entre estes recursos, encontramos a Radiofrequência e o Alta frequência (OGAWA, 2017; GUIRRO, 
E.; GUIRRO, R., 2002).
90
UNICESUMAR
O equipamento de radiofre-
quência (Figura 13) é método 
não ablativo e não invasivo de 
rejuvenescimento tecidual. A 
corrente elétrica (produzida 
pela Radiofrequência) conse-
gue alcançar os tecidos mais 
profundos, gerando energia e 
aquecimento (BORGES, 2010; 
SILVA; ANDRADE; FACCHI-
NETTI, 2018).
Milady laser e luz
Leitura sobre conteúdo de recursos ondulatórios luminosos (Laser, Luz 
Intensa Pulsada e LEDs).
Figura 13 - Aplicação do equipamento de radiofrequência em região abdominal
Enquanto ocorre o aquecimento volumétrico das camadas mais internas da pele, a superfície se man-
tém resfriada e protegida. Aquecidas, as fibras colágenas desnaturam e se contraem, levando à retração 
do tecido. Ocorre, portanto, a contração imediata das fibras colágenas, que se retraem, bem como 
estímulo à formação de novas fibras (neocolagênese tardia), tornando-as mais eficientes na sustenta-
ção da pele e em protocolos de tratamento de flacidez tissular (BORGES, 2010; SILVA; ANDRADE; 
FACCHINETTI, 2018).
De todas as técnicas de aquecimento de tecido biológico, a radiofrequência parecer ser a mais 
estabelecida e comprovada clinicamente, com a vantagem de chegar até camadas mais profundas da 
pele, visto que até a hipoderme poderá ser afetada. Essa fonte de energia e calor é considerada uma 
radiação no espectro eletromagnético compreendida entre 30 KHz e 300 MHz (BORGES, 2010; SILVA; 
ANDRADE; FACCHINETTI, 2018).
91
UNIDADE 3
Figura 14 - Alta frequência também pode ser aplicada nos pés
Nos tratamentos estéticos, a radiofrequência tem ação por meio de sua corrente de alta frequência, que 
gera calor por conversão, atingindo profundamente as camadas tissulares e promovendo oxigenação, 
nutrição e vasodilatação dos tecidos; age desnaturando a fibra do colágeno, tendo como consequência 
seu encurtamento, levando à contração do tecido conjuntivo redundante (BORGES, 2010; SILVA; 
ANDRADE; FACCHINETTI, 2018).
A aplicação da radiofrequência pode ser realizada com a utilização de aplicadores monopolar, bi-
polar, tripolar, hexapolar, pentapolar ou hectapolar. Ela é indicada para tratamentos da pele em casos 
de flacidez e remodelação corporal. Também nos tratamentos pós-lipoaspiração, rugas, cicatrizes, 
alopecia (queda excessiva de cabelo), olheiras, adiposidades, estrias, manchas e fibroses. É contraindi-
cado o uso da radiofrequência em indivíduos com transtorno de sensibilidade, marcapasso, grávidas, 
sobre glândulas que provoquem o aumento de hormônio, em focos infecciosos, pacientes que estejam 
ingerindo vasodilatadores ou anticoagulante, hemofílicos e em estado febril (BORGES, 2010).
Para a aplicação prática, em seu procedimento operacional padrão (POP), precisamos respeitar a tem-
peratura que será utilizada e que dependerá do caso clínico (temperaturas baixas como 36 ºC a 38 ºC são 
utilizadas para amolecimento de tecido, queloide e fibrose, enquanto as temperaturas altas como 39 ºC a 
41 ºC são utilizadas para contrair o tecido, para FEG grau I e II, cicatriz, flacidez, rugas, estrias e gordura 
localizada, podendo chegar, em alguns modelos de equipamentos, a uma temperatura de 42 ºC). O tempo 
de permanência do aquecimento será determinado pela região e pelo tamanho do quadrante que será 
trabalhado, mas podemos utilizar um tempo de permanecia de aquecimento em facial de três minutos e 
em corporal de três a sete minutos por quadrante. Casos em que nosso objetivo seja a lipólise, poderemos 
sustentar este aquecimento durante dez ou quinze minutos, sempre controlando esta temperatura pelo 
termômetro e respeitando o limar de sensibilidade da cliente (BORGES, 2015).
92
UNICESUMAR
Dentre os tipos de radiofrequência que encontramos no mercado, atualmente temos a radiofre-
quência fraccionada que emite corrente alternada de alta frequência, gerando um campo magnético 
que é liberado na ponta do eletrodo acoplado ao aparelho, o que explica efeito muito semelhante ao 
laser de CO2. Trata-se, portanto, de um processo de corte e/ou coagulação, por meio da energia térmica 
da radiofrequência (SILVA; ANDRADE; FACCHINETTI, 2018) (Figura 15).
Figura 15 - Demonstração de uma aplicação de Radiofrequência fracionada em região facial
Fonte: Spazio Perfetto ([2020], on-line)10.
O tipo de ponteira usada durante a aplicação da radiofrequência fracionada vai determinar a concen-
tração de energia em um ponto; então, quanto menor a área de contato (ponta do eletrodo), maior o 
poder de ablação ou evaporação (SILVA; ANDRADE; FACCHINETTI, 2018).
Osprimeiros relatos, com sucesso, do uso da radiofrequência ablativa não fracionada para rejuve-
nescimento foram para resurfacing da pálpebra inferior, porém é um procedimento que depende do 
operador e provocaram complicações por excesso de efeito termal (SILVA; ANDRADE; FACCHI-
NETTI, 2018).
A radiofrequência fracionada constitui mais uma possibilidade para o tratamento do envelhecimento 
cutâneo. É procedimento que emite ondas que alcançam as camadas mais profundas da pele, gerando 
sobre elas energia e forte calor, porém mantendo a superfície resfriada e protegida. Pudemos observar 
que o procedimento consegue atingir a profundidade de 100 micras, ou seja, atinge derme papilar, 
em que causa ablação e coagulação de proteínas ao redor pelo dano térmico residual. Isso tanto leva 
à contração das fibras colágenas existentes quanto estimula a formação de novas fibras, tornando-as 
mais eficientes na sustentação da pele (SILVA; ANDRADE; FACCHINETTI, 2018).
O equipamento de alta frequência (Figura 16) já é um gerador de alta frequência, é um recurso 
que vem sendo utilizado na área da saúde como auxílio no tratamento de lesões cutâneas. Apresenta 
efeito cicatrizante, térmico, analgésico, bactericida, germicida, fungicida e anti-inflamatório, os quais 
93
UNIDADE 3
são importantes para o tratamento de lesões da pele. Demonstra, 
também, ação bactericida e antisséptica, sendo utilizado em lesões 
dermatológicas infectadas por bactérias e fungos (BORGES, 2006; 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2002).
O gerador produz correntes alternadas que po-
dem trabalhar com frequência entre 100.000 e 
200.000 Hz e intensidade na ordem de 100 mA. 
Além disso, o aparelho possui diferentes tipos 
de eletrodos de vidro, com gás ou ar rarefeito 
em seu interior que determinam a fluorescên-
cia (Figura 16). A função do gás é conduzir o 
fluxo da corrente, enquanto a fluorescência é 
causada pela passagem da corrente que ioniza 
as moléculas do gás (BORGES, 2006; GUIR-
RO, E.; GUIRRO, R., 2002).
Em decorrência desse processo e da pas-
sagem de ondas eletromagnéticas pelo ar, há 
a formação de ozônio (O3) na superfície do 
eletrodo. O Ozônio estimula a produção de 
citocinas, ativa os linfócitos T, melhora a oxige-
Figura 16 - Equipamento de Alta Frequência portátil
Fonte: Americanas ([2020], on-line)11.
nação e o metabolismo celular por meio da vasodilatação e produz um aumento da resposta enzimática 
antioxidativa, contribuindo de forma efetiva no tratamento de lesões cutâneas causadas por diferentes 
microrganismos, por isso é indicado para profissionais da área da estética e também da podologia 
(ELVIS; ELTA, 2011; VAL et al., 2003; VALADARES, 2018).
Figura 17 - Ilustração dos tipos de eletrodos do equipamento de Alta Frequência
Fonte: De corpo e alma (2016, on-line)12. 
94
UNICESUMAR
Sabe-se que durante o uso do gerador de alta frequência existe a formação de gás ozônio na superfície 
de seu eletrodo, podendo ser utilizado em diversos tratamentos, como em disfunções da coluna, na 
prevenção de complicações pós-operatórias, no estímulo do reparo tecidual, indicada para desinfecção 
pós-extração, acne inflamada, desinfecção do couro cabeludo em caso de seborreia, pós-depilação, 
protocolos de hidratação, psoríase, permeação de ativos, onicomicoses, onicocriptose, micoses de pele 
e unha (ELVIS; ELTA, 2011; VAL et al., 2003; VALADARES, 2018).
Para sua utilização prática, podemos utilizá-lo na pele por um tempo entre cinco a quinze minu-
tos; devemos proceder a escolha do melhor eletrodo para a região e caso a ser tratado e colocar uma 
intensidade de acordo com sensibilidade da paciente (BORGES, 2006).
Aproveitando a discussão sobre o equipamento de alta frequência e a ação do gás ozônio no tecido 
biológico, vamos falar um pouquinho sobre Ozonioterapia, que começou a ser utilizada na Alema-
nha e na União Soviética na Primeira Guerra Mundial, dissipando-se pela Europa, China e América, 
porém apenas na Rússia, Cuba, Espanha e Itália a técnica é legalizada (ELVIS; ELTA, 2011; VAL et al., 
2003; VALADARES, 2018).
A ozonioterapia muitas vezes é comparada com a utilização da câmara hiperbárica de oxigênio, 
entretanto, a aplicação do gás ozônio é mais eficiente, prática, de baixo custo, do que a câmara hiperbá-
rica. A ozonioterapia é uma mistura gasosa de cerca de 95% de oxigênio e não mais que 5% de ozônio 
(ELVIS; ELTA, 2011; VAL et al., 2003; VALADARES, 2018).
Ozone: A New Medical Drug
Leitura sobre ozonioterapia, o livro esclarece que as bases biológicas da 
terapia de ozônio são totalmente em linha com a bioquímica clássica, fisio-
lógica e conhecimento farmacológico.
Esta terapia promove a cicatrização, aumento da capacidade bactericida dos neutrófilos, efeito tóxico 
sobre microrganismos, vasoconstrição arteriolar com consequente redução do edema, diminuição da 
lesão por isquemia e reperfusão, diminuição do tempo de consolidação de fraturas. Ocorre a estimu-
lação da angiogênese, bem como a formação de colágeno, melhorando o processo de reparação óssea 
(ELVIS; ELTA, 2011; VAL et al., 2003; VALADARES, 2018).
Há três possíveis mecanismos de ação que justificam a utilização da ozonioterapia. O primeiro me-
canismo está relacionado à inativação de microrganismos (nas bactérias há interrupção da integridade 
do envelope celular por meio da oxidação dos fosfolipídios e lipoproteínas; nos fungos, o ozônio inibe 
o crescimento celular; e nos vírus, o ozônio lesiona o capsídeo viral e perturba o ciclo reprodutivo ao 
interromper o contato vírus-célula). O segundo mecanismo está ligado ao estímulo do metabolismo 
do oxigênio. A terapia com ozônio provoca um aumento na taxa de glicólise dos glóbulos vermelhos, 
elevando a estimulação do 2,3-difosfoglicerato, o que leva a um aumento na quantidade de oxigênio 
95
UNIDADE 3
liberado para os tecidos. Ocorre uma estimulação da produção de enzimas que atuam como seques-
trantes de radicais livres e protetores da parede celular, e de vasodilatadores, como a prostaciclina. O 
terceiro mecanismo está ligado à ativação do sistema imunológico, em que o ozônio administrado em 
concentrações entre 30 e 55 µg/mL aumenta a produção de interferon e diminui o fator de necrose 
tumoral e de interleucina-2, diminuindo a intensidade das reações imunológicas subsequentes (ELVIS; 
ELTA, 2011; VAL et al., 2003; VALADARES, 2018).
Neste material, você terá a oportunidade de conhecer as práticas inte-
grativas e complementares, incluindo a ozonioterapia.
Na prática clínica, para ter segurança quando se trabalha com o ozônio, deve-se usar um gerador de 
ozônio preciso e equipado com um fotômetro padronizado que permite determinar a concentração 
de ozônio em tempo real e coletar um volume preciso de gás com uma concentração definida de 
ozônio, pois a dose total é calculada multiplicando a concentração de ozônio com o volume de gás 
(BORGES, 2006).
Com isso, finalizamos a gama de equipamentos elétricos ou recursos eletrotermofototerapêuticos 
que trabalham com emissão de energia ondulatória e suas indicações clínicas, bem como seus efeitos 
fisiológicos e terapêuticos (BORGES, 2006).
Espero que, desta forma, você tenha condições profissionais de escolher mais um tipo de energia 
e mais opções de equipamentos para serem utilizados em seus protocolos de tratamento e garantir 
resultados mais eficientes, individualizados e rápidos. 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/2758
96
UNICESUMAR
Diante de todo esse conteúdo apresentado e deste leque de equipamentos ondulatórios indicados para 
sua profissão, gostaria de convidar você para exercitar as indicações e efeitos dos equipamentos. Vou 
listar abaixo alguns procedimentos clínicos e gostaria que você listasse os recursos indicados para cada 
um desse procedimentos. Para que você consiga realizar esta atividade, utilize a conceitualização acima 
para te ajudar a encontrar o melhor equipamento.
Procedimento 1
Lipólise
Recursos indicados:
Procedimento 2
Rejuvenescimento
Recursos indicados:
Procedimento 3
Controle microbiológicoRecursos indicados:
Procedimento 4
Cicatrização
Recursos indicados:
Procedimento 5
Depilação
Recursos indicados:
Procedimento 6
Relaxamento muscular
Recursos indicados:
Procedimento 7
Busca por qualidade de vida
Recursos indicados:
97
UNIDADE 3
Agora volte no início desta unidade e liste os recursos ondulatórios mais indicados para nossa pa-
ciente em questão, lembrando que ela apresenta gordura localizada em abdômen e flancos, ansiedade, 
dificuldade de dormir, dor na região lombar e onicomicoses de repetições. Justifique sua escolha.
Equipamentos indicados para este caso:
98
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
LUMINOSOS
MECÂNICOS
Finalizamos o tema recursos ondulatórios, no qual trabalhamos os equipamentos ondu-
latórios: mecânicos, sonoros, eletromagnéticos e luminosos. Para assimilar o conteúdo, 
chegou o momento de você esquematiza-lo em forma de mapa mental. Preencha cada 
um dos conceitos a seguir com as respectivas explicações, em textos sintéticos, usando 
ícones para ilustrar.
ONDAS RECURSOS 
ONDULATÓRIOS
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
99
1. Sobre a definição de Plataforma Vibratória e os tipos de treinamento com vibração, assinale a 
alternativa correta.
a) O estímulo vibratório é aplicado diretamente nas mãos, sendo assim transmitido aos músculos.
b) A fonte de aplicação da vibração é diretamente usada no tendão do músculo alvo.
c) O treinamento com vibração se trata de uma estimulação interna que induz oscilações mecânicas.
d) A Plataforma Vibratória gera vibrações mecânicas que são transmitidas e propagadas no corpo 
em forma de energia.
e) A Plataforma Vibratória é contraindicada em casos de osteopenia.
2. A terapia por radiofrequência não ablativa utiliza corrente elétrica em média intensidade, cuja 
potência empregada tem a finalidade de elevar a temperatura tecidual a níveis que possam 
favorecer respostas fisiológicas perfeitamente controláveis. Sobre a base terapêutica da radio-
frequência, marque a alternativa correta.
a) A conversão da energia eletromagnética em efeito térmico deverá ser controlada conforme rea-
ções nos diferentes tecidos e, logicamente, com base nos objetivos traçados pelo profissional.
b) A diminuição da síntese proteica celular ao catabolismo periférico deve ser observada em caso 
de estresse excessivo.
c) Uma radiação ionizante não produz alteração na estrutura molecular, sendo a água a principal 
responsável pela transformação térmica da energia.
d) A indução de poros temporais em bactérias, protoplastos ou tecidos intactos mediante a apli-
cação de impulsos elétricos capazes de modificar o potencial elétrico transmembranar, permite 
que esta aumente até 400% sua permeabilidade.
e) O aquecimento superficial da derme ocorre pela polarização das ondas eletromagnéticas quando 
é absorvida pela pele.
3. O ultrassom é um recurso eletroterápico que transforma a energia mecânica, gerada pelas 
ondas sonoras, em energia térmica e no efeito chamado micromassageamento tecidual. Assi-
nale a alternativa que corresponde às características do transdutor do aparelho de ultrassom. 
Descreva o que é efeito piezoeléctrico, presente em todos recursos eletrotermofototerapêuticos 
que emitem ultrassom.
4. Sobre os efeitos terapêuticos do Laser de baixa potência, marque verdadeiro (V) ou falso (F):
 ) ( Ação sobre o sistema linfático e inibição na produção de ATP.
 ) ( Anti-inflamatório e cicatrizante.
 ) ( Sem ação sobre o sistema circulatório e cicatrizante.
 ) ( Estimula a síntese de ATP e ação sobre sistema imune.
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Assinale a alternativa CORRETA.
a) V, V, F, F.
b) V, F, F, V.
c) F, V, F, V.
d) V, V, V, V.
e) Nenhuma das alternativas é verdadeira.
5. A invenção do LED azul, que permite a geração de outras cores para compor a luz branca, permitiu 
a construção de lâmpadas energeticamente mais eficientes e mais duráveis do que as incandes-
centes e fluorescentes. Em um experimento de laboratório, pretende-se associar duas pilhas em 
série para acender um LED azul que requer 3,6 volts para o seu funcionamento. Detalhe os tipos 
de LEDs que podem ser aplicados em tratamentos clínicos.
6. O ultrassom produz 3 tipos de efeitos: térmico, químico e mecânico. O efeito térmico provoca 
aumento da vascularização do tecido e melhora da oxigenação local. O efeito químico provoca 
produção de colágeno e de fibras elásticas melhorando a firmeza da pele. O efeito mecânico 
promove micromassageamento tecidual. ANALISE as afirmativas e ASSINALE a que descreve os 
efeitos NÃO térmicos produzidos pelo ultrassom.
a) Cavitação, correntes acústicas e ondas estacionárias.
b) Cavitação, correntes acústicas e produção de vitamina D.
c) Cavitação, ondas estacionárias e queratite.
d) Correntes acústicas, ondas estacionárias e produção de vitamina D.
e) Correntes acústicas, produção de vitamina D e eritema.
7. São bons exemplos de ondas mecânicas:
a) Calor, corrente elétrica, infravermelho.
b) Ultrassom, raios X, infravermelho.
c) Som, vibrações, terremotos, ultrassom.
d) Ultrassom, laser, campo magnético.
e) Equipamento de LED; megafone; radiofrequência fraccionada.
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1. D. A vibração será transmitida para o organismo através da plataforma, o local de aplicação da vibração 
é direta e indiretamente nos tecidos alvos, além disso, a fonte de aplicação da vibração é indireta (nos 
pés), sendo, dessa forma, transmitida aos músculos. O treinamento é caracterizado por uma estimulação 
externa que induz uma vibração de oscilação a um sujeito que está em uma plataforma de vibração, ou 
seja, são oscilações mecânicas em torno de uma posição ou ponto de referência.
2. A. A radiofrequência produz energia térmica pela vibração tecidual ocasionada pela onda eletromagnética 
e este aquecimento é controlado e dependerá do caso e do tecido alvo.
3. O efeito piezoeléctrico é fundamental para o desenvolvimento das ondas ultrassônicas e consiste na 
capacidade de alguns cristais gerarem corrente elétrica por resposta a uma pressão mecânica. As ondas 
ultrassônicas são geradas por transdutores ultrassônicos que é um dispositivo que converte um tipo de 
energia em outro.
4. C. O laser de baixa frequência possui função e efeito sobre a estimulação do sistema linfático e circulatório, 
estimula a produção de ATP celular auxiliando na reparação tecidual; é anti-inflamatório e cicatrizante e 
possui ação sobre o sistema imune.
5. Temos para aplicação clínica a opção de trabalhar com o LED Azul (possui ação bactericida); o LED Âmbar 
(estimula a síntese e remodelamento de colágeno); o LED Vermelho (atua na microcirculação) e o LED 
Infravermelho (promove alteração na permeabilidade da membrana celular, aumentando a absorção de 
cosméticos e fármacos).
6. A. Os efeitos não térmicos do ultrassom seriam o efeito mecânico, micromassageamento tecidual, formação 
de cavitação e ondas estacionárias.
7. C. O calor é uma energia térmica; o infravermelho e o laser são energia luminosa, a corrente elétrica não 
é onda e sim movimento ordenado de elétrons; e o restante seria onda mecânica e sonora.
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OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Recursos Térmicos
Me. Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura
Olá, aluno(a), chegamos a nossa última unidade de Recursos Eletroter-
mofototerapêuticos aplicados às áreas de Estética e cosmética, Podologia 
e Terapias integrativas e Complementares. Aqui, vamos abordar sobre a 
termodinâmica aplicada à saúde, sobre os efeitos terapêuticos do uso do 
calor e do frio, discutiremos sobre os recursos que emitem calor e frio, 
trabalharemos seu conceito teórico, efeitos fisiológicos e terapêuticos, indi-
cações clínicas e suas contraindicações, iremos trabalhar os procedimentos 
operacionais padrões (POP) prático de cada equipamento, falaremos sobre 
termo diagnóstico com termotegrafia e ressaltamos algumas inovações 
tecnológicas na área da saúde.
106
UNICESUMAR
Atualmente, encontramos nas áreas da Estética e Cosmética, Podologia e Terapias integrativas e Comple-
mentares um leque de modelos de equipamentos térmicos que podem ser utilizados na prática clínica.
Na unidade anterior, aprendemos um pouco sobre os equipamentos elétricos que emitem ondas para 
o tecido biológico a fim de produzir algum efeito fisiológico e terapêutico. Agora, iremos aprofundar 
nosso conhecimento sobre os recursos térmicos que trabalham com emissão de calor ou frio ao tecido 
biológico, para fins terapêuticos, e você poderá observar que a variedade é imensa, tanto quanto os 
outros recursos que você já aprendeu.
Vamos analisar nossa situação clínica e decidirmos juntos quais recursos térmicos utilizar. Você 
gostaria de aprender a fazer isso? Então, leia atentamente ao caso a seguir:
Agora que você já sabe quais são as queixas e como está a saúde de sua cliente, você consegue pensar 
nos recursos disponíveis e listar os equipamentos térmicos mais utilizados em sua profissão? Você 
saberia dizer quais seriam os efeitos do calor e do frio para esse caso clínico?
No caso clínico descrito, você pode observar que a paciente buscou e necessita de ajuda, ela se 
queixou de gordura localizada, ansiedade, sintomas de tensão pré-menstrual, alterações de sono que 
acarreta cansaço, dores na lombar e dor em região do pé, ocasionadas pelas alterações de pé de atleta 
e da fasceíte plantar. Os recursos elétricos que trabalham com efeitos térmicos são um tipo de mo-
dalidade terapêutica, na qual são utilizados agentes térmicos com objetivo de prevenção e cura, pela 
diminuição ou aumento da temperatura tecidual e/ou corporal.
A termoterapia com aplicação de calor aumenta o suprimento sanguíneo, acelera o metabolismo, 
reduz a resistência dos tecidos e promove analgesia. Esta forma de terapia pode ser aplicada de forma 
superficial ou profunda. Por outro lado, a crioterapia é definida como a aplicação terapêutica de frio 
que resulta em remoção de calor corporal, reduzindo, assim, a temperatura dos tecidos, diminuindo o 
metabolismo e a circulação e promovendo analgesia (BORGES, 2010; AGNE, 2004).
Dentro da eletroterapia térmica, utilizada na área da Estética e Cosmética, da Podologia e da Tera-
pia Integrativa e complementar, existem diversos recursos, por exemplo: equipamentos que emitem 
calor (vapor de ozônio, manta térmica, máscara térmica e a eletroterapia geral que conversamos nas 
unidades anteriores); equipamentos que emitem frio (criofrequência, criolipólise, além das compressas 
frias); e temos equipamentos de termo diagnóstico (termografia) (BORGES, 2010; PEREZ; OLIVEIRA; 
SOUZA, 2014).
Mulher, 47 anos, com queixa estética de gordura localizada em abdômen 
e flancos, com ansiedade, tensão pré-menstrual intensa, sono não res-
taurador, além disso, relatador em região lombar até a região do pé, onde 
relata pé de atleta e fasceíte plantar. Já fez uso de várias medicações e 
tratamentos para melhora de seus sintomas, mas não obteve resposta 
significativa. Buscou seu atendimento, pois ouviu de uma conhecida 
que você sabe utilizar bem os recursos e que não mede esforços para 
realizar um atendimento globalizado de seus pacientes.
107
UNIDADE 4
Nesta unidade, conversaremos sobre cada um deles, para que você se sinta mais seguro na escolha 
de qual recurso utilizar e em quais situações clínicas.
Quero chamar tua atenção e te convidar, agora, para experimentar as 
características de uma energia térmica. Costumo dizer que só sabemos 
orientar nossos clientes se soubermos sobre o que estamos falando, 
e nada melhor do que poder experimentar na própria pele os efeitos 
do calor e do frio para que você tenha vivência para explicar o que sua 
cliente irá sentir quando você optar por utilizar o calor ou o frio em seus 
protocolos terapêuticos.
Para esta experiência, você irá precisar:
Preste atenção em suas sensações frente às duas bolsas térmicas, quais reações elas te proporcionam, 
quais sensações você sente frente ao calor e frente ao frio e descreva todas essas observações.
Elas serão importantes para que você entenda sobre os efeitos que as temperaturas produzem 
no tecido biológico.
Imagino que durante a experimentação você tenha vivido algumas sensações, por isso, utilize o 
espaço do Diário a Bordo para responder às seguintes perguntas:
1. Qual bolsa você sentiu primeiro?
2. Qual delas você precisou retirar primeiro?
3. Qual delas foi mais confortável e passou uma sensação gostosa de bem-estar?
Duas bolsas 
térmicas.
Uma bolsa você irá aquecer no micro-
-ondas ou em água quente, conforme 
as orientações do fabricante.
A outra você irá gelar no con-
gelador - congelada.
Você irá colocar uma bolsa em 
uma mão e a outra bolsa em sua 
outra mão e aguardar uns minutos.
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Provavelmente, você sentiu primeiro a bolsa de água 
fria, pois na pele temos mais receptores cutâneos 
térmicos para frio do que calor, então rapidamente 
reconhecemos temperaturas mais frias e abaixo de 
nossa temperatura corporal. Dessa forma, os recur-
sos frios são menos confortáveis e geram uma sensa-
ção de alerta (SALGADO, 1999; GUYTON, 1996).
Por outro lado, a bolsa de água quente é mais 
confortável e gera sensações de relaxamento, pois 
conseguimos permanecer por mais tempo com 
temperaturas mais elevadas no tecido, por ter-
mos na pele menos receptores cutâneos térmicos 
para calor. Isto também justifica o fato de termos 
muito mais recursos de calor do que frio para 
nossa utilização profissional (SALGADO, 1999; 
GUYTON, 1996).
A termoterapia tem muito o que nos oferecer 
quando conhecemos os efeitos fisiológicos e te-
rapêuticos do calor e do frio. A partir do momen-
to em que sabemos como a temperatura age em 
nosso organismo, temos condições profissionais 
de escolher a melhor opção para nosso cliente 
(PEREZ; OLIVEIRA; SOUZA, 2014).
Nesta unidade, estamos discutindo em cima 
de uma situação clínica em que a cliente em 
questão apresenta gordura localizada generali-
zada em abdômen, ansiedade, sintomas de tensão 
pré-menstrual, alterações de sono que acarreta 
cansaço, dores na lombar e dor em região do pé, 
ocasionadas pelas alterações de pé de atleta e da 
fasceíte plantar. Será que, neste caso em especí-
fico, poderíamos utilizar uma fonte de calor ou 
uma fonte de frio em seu tratamento? A resposta 
é sim! Podemos escolher recursos térmicos para 
este caso e eu tenho enorme prazer em te orientar 
nesta escolha e neste conhecimento.
109
UNIDADE 4
Primeiramente, precisamos entender o que é termodinâmica e seu papel na área da saúde. A termo-
dinâmica é uma área da física que estuda os efeitos da temperatura e estuda como um sistema troca 
energia por meio da transferência de trabalho e/ou de calor. Portanto, nesta área, estudaremos como 
o calor e o frio age no tecido biológico e como eles produzem energia quando são absorvidos pelos 
tecidos (AGNE, 2004; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Nesta obra, você terá a oportunidade de entender como funciona a 
termodinâmica, você poderá estudar sobre os efeitos térmicos do 
calor e do frio e como ocorre a transferência de temperatura para 
o organismo ou outro tipo de material.
A termoterapia consiste na aplicação de calor corporal para fins terapêuticos e a crioterapia,ao contrá-
rio da técnica anterior, é a aplicação do frio para tratamentos. Estas temperaturas podem gerar várias 
mudanças teciduais e alterações metabólicas que resultarão em efeitos locais e sistêmicos no organismo 
e isso gerará os resultados aguardados por nós (AGNE, 2004; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
O calor é capaz de gerar no tecido biológico: o aumento da temperatura local; expansão dos tecidos; 
redução da viscosidade dos fluídos; promove a extensibilidade do colágeno; aumento do metabolismo; rela-
xamento muscular; aumento da atividade das glândulas sudoríparas; desintoxicação; aumento do consumo 
de oxigênio; aumento da permeabilidade celular; alívio do quadro de dor; aumento do fluxo sanguíneo local; 
vasodilatação local – hiperemia; reparo dos tecidos; redução da rigidez articular; melhora do retorno venoso 
e linfático; e favorece a defesa e imunidade (AGNE, 2004; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Por outro lado, o frio é capaz de gerar no tecido biológico: a vasoconstrição – redução do fluxo 
sanguíneo; compressão dos tecidos e da matéria; diminuição da permeabilidade e metabolismo celular; 
prevenção ou redução de edema; redução condução nervosa (sensorial e motora); analgesia e redução 
espasmo muscular (BARREIRA; CAMARGO, 2003).
A transferência de energia térmica para o organismo humano pode acontecer por meio da condu-
ção, que é quando a energia térmica é transferida por contato direto entre superfícies com diferentes 
temperaturas, por exemplo: banho de parafina, bolsa de água quente e compressas. Pode ser transfe-
rida por convecção, em que a energia é transferida por meio da circulação de líquidos e gases, como 
exemplo a hidroterapia, banhos terapêuticos, vapor de ozônio, pela conversão, que é a transformação 
de energia mecânica ou eletromagnética em energia térmica (é o que ocorre nos equipamentos), e 
pela radiação, que é a transferência de energia por meio através da radiação eletromagnética de um 
equipamento (BORGES; SCORZA, 2017).
Além da forma de transferência de temperatura, poderemos trabalhar com aquecimento ou res-
friamento tecidual superficial ou profundo e essa diferença depende da potência do equipamento, do 
tempo de exposição à temperatura e a forma de transferência (BORGES, 2010; LOW; REED, 2001).
110
UNICESUMAR
O calor superficial é muito utilizado, por ser 
mais seguro, de fácil aplicação e com menor custo 
financeiro, porque pode ser aplicado por meio 
de bolsa de água quente, bolsa térmica elétrica, 
compressas úmidas, manta térmica, entre outros. 
Seus efeitos podem ser menores do que o calor 
profundo, porém apresenta a grande vantagem 
de poder ser indicado para realização em domi-
cílio pelo paciente (AGNE, 2004; GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2004).
O ser humano é capaz de perceber diversos 
estímulos mediante seu sistema sensorial. Os es-
tímulos externos são captados pelos receptores 
cutâneos e conduzidos ao sistema nervoso central, 
o qual informa ao córtex sensitivo as sensações 
provenientes do interior de seu corpo, como tam-
bém do exterior. Na termoterapia, basicamente os 
receptores envolvidos são os receptores de frio, 
calor e dor (AGNE 2004; GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2004).
Se estivermos trabalhando com a temperatura 
de frio local muito intenso (0 – 5 °C), apenas as 
fibras de dor serão estimuladas, ou até mesmo 
essas não serão estimuladas. À medida que a tem-
peratura aumenta (10 – 15 °C), os impulsos da 
dor cessam e os receptores de frio começam a 
ser estimulados. Acima de 30 °C, os receptores de 
calor começama ser estimulados, porém se con-
tinuarmos a elevar a temperatura, quando chegar 
em torno de 45 °C, as fibras de dor começam a ser 
estimuladas pelo calor. Esta estimulação sensorial 
das fibras de dor é um mecanismo protetor frente 
à temperatura experimentada (GUYTON, 1996).
No sistema nervoso central, o hipotálamo será 
o responsável pela regulação da temperatura cor-
poral, funcionando como o termostato fisiológico. 
Os mecanismos de feedback que regulam a tem-
peratura do corpo operam por meio dos centros 
termorreguladores localizados no diencéfalo, mais 
precisamente no hipotálamo. O corpo humano 
tem característica homeotérmica, ou seja, ele deve 
manter sua temperatura interna relativamente 
constante e dentro de certos limites fisiológicos, 
que gira em torno de 36 °C e 37 °C, tudo isso para 
garantir o perfeito funcionamento dos órgãos e 
estrutura corporal como um todo. Quando ocorre 
um aumento excessivo dessa temperatura, seja 
ele provocado ou próprio do ambiente, o orga-
nismo, por meio do sistema termostático natural, 
vai reagir desencadeando processos ativados pelo 
cérebro em busca do equilíbrio térmico, ou seja, a 
termorregulação (GUYTON, 1996).
Nesta obra, você terá oportunidade de aprofundar seu conheci-
mento sobre os recursos térmicos e equipamentos como a manta 
térmica, o vapor de ozônio, a radiofrequência e a criofrequência.
111
UNIDADE 4
Vários recursos térmicos são utilizados na área 
da Estética e Cosmética, da Podologia e da Te-
rapia Integrativa e complementar, e agora nós 
vamos conhecer um pouco mais sobre cada um 
desses recursos. Vamos começar pelos recursos 
que emitem calor para o tecido biológico (vapor 
de ozônio, manta térmica, máscara térmica e a 
eletroterapia geral que conversamos nas unida-
des anteriores), em seguida falaremos sobre os 
equipamentos que emitem frio (criofrequência, 
criolipólise, além das compressas frias) e, por final, 
conversaremos sobre o equipamento de termo 
diagnóstico (termografia). Vamos lá! (BORGES, 
2010; PEREZ; OLIVEIRA; SOUZA, 2014).
O vapor de ozônio é um equipamento desti-
nado a produzir nutrição, hidratação e limpeza da 
pele. Ele realiza a evaporação da água por meio de 
uma resistência calefatora responsável pela ebulição 
da água. Conforme vimos na Unidade 3, a ozonio-
terapia iniciou na Primeira Guerra Mundial e vem 
sendo difundida na área da saúde como um recurso 
de controle microbiológico e como estimulador 
das atividades celulares biológicas; dentro destes 
recursos, o vapor de ozônio é um dos equipamentos 
ligados a este tipo de terapia (BORGES, 2010).
O ozônio deste equipamento é liberado por 
uma “faísca elétrica” de baixa corrente que é dis-
parada no vapor gerado pela ebulição da água 
dentro do tanque, permitindo ao usuário esco-
lher vapor com ozônio (calor mais ação do gás 
de ozônio) ou somente vapor (calor) (BORGES, 
2010) (Figura 1).
O vapor se obtém quando a água contida no 
depósito (tanque) alcança o ponto de ebulição. 
Esse vapor em contato com a pele provoca uma 
sudorese que facilita a eliminação de toxinas, hi-
dratação e emoliência da capa córnea, facilitando 
a extração de comedões e a penetração de produ-
tos (BORGES, 2010).
Por sua vez, a ozonioterapia é uma metodolo-
gia que utiliza o gás ozônio para fins terapêuticos. 
Ela vem sendo difundida amplamente a várias 
áreas medicinais por sua administração de baixo 
custo de investimento e manutenção, além de seu 
fácil manuseio e aplicação. O ozônio é uma subs-
tância instável que se decompõe rapidamente em 
oxigênio molecular (O2) e em oxigênio atômico 
(O) - (O3 = O2 + O) e suas principais proprieda-
des são a ação bactericida, fungicida e germicida 
(BORGES, 2010).
Figura 1 - Aplicação do equipamento de 
vapor de ozônio em região podal
112
UNICESUMAR
As indicações do vapor de 
ozônio incluem a desintoxica-
ção e a limpeza da pele, sendo o 
ozônio o maior responsável por 
tal assepsia, bactericida e fun-
gicida, realiza a hidratação e a 
reparação tecidual. Ele melhora 
a nutrição tecidual, emoliência 
da pele, também é coadjuvante 
e eficaz para tratamentos esté-
ticos, pois estimula a circulação 
pelo aumento da oxigenação 
tissular e celular, gerando uma 
vasodilatação e hiperemia. O 
vapor de ozônio pode ser em-
pregado em qualquer região 
do corpo, face ou cabelo, basta 
direcionar a vaporização para 
o local desejado (GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2004).Figura 2 - Aplicação do equipamento de vapor de ozônio em região facial 
No entanto, ele é contraindicado para processos inflamatórios e infecciosos, feridas na pele, alergias, 
rosácea, tumores e câncer e no caso de pacientes com alterações da sensibilidade cutânea (GUIRRO, 
E.; GUIRRO, R., 2004).
Para sua utilização, basta encher o reservatório do equipamento até o nível ideal de água, ligar para 
que a água ferva e, quando estiver começando a vaporização da água, ligar a função de ozônio do 
aparelho e direcionar para a região a ser tratada, utilizando um tempo de aplicação entre dez a trinta 
minutos, respeitando uma distância entre o aparelho e a pele de, aproximadamente, 40 centímetros. 
Além disso, pode-se optar por utilizar este recurso associado à aromaterapia com algodão embebido 
com óleo essencial (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Outro recurso térmico bastante utilizado é a manta térmica corporal (Figura 3) e a máscara 
térmica facial (Figura 4). Estes recursos são responsáveis por conduzir calor ao tecido biológico por 
condução, ou seja, por meio do contato (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
113
UNIDADE 4
A reação local ao calor vai provocar aumento na liberação de substâncias produzidas pelo hipotálamo, 
pequena região do cérebro que liga o sistema nervoso ao endócrino e que tem como uma de suas funções 
a adequação dos processos metabólicos, entre eles a homeostase, que busca a regulação da temperatura 
corporal. Os primeiros e principais mecanismos de termorregulação, que são a liberação da acetilcolina e 
a sudorese, ocorrem a partir desse alerta emitido pelo hipotálamo. Além disso, tanto a produção do suor, 
secreção eliminada pelas glândulas sudoríparas que fazem parte da derme e são constituídas por cloreto 
de sódio e ureia em solução, quanto a liberação da acetilcolina são também maneiras encontradas pelo 
organismo para eliminar toxinas, consideradas substâncias de origem biológica e que 
podem provocar danos à saúde (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; GUYTON, 1996).
Entretanto, como o aquecimento externo da superfície é mantido pelo uso da 
manta térmica, o corpo será obrigado a procurar uma ou-
tra forma para restabelecer o equilíbrio térmico com 
o seu interior. Como não consegue baixar a tem-
peratura vinda de fora, a alternativa encontrada 
é elevar a temperatura internamente por meio 
da produção de calor, que virá das reservas 
orgânicas. Para cada grau Celsius (1 °C) 
de elevação de temperatura corpórea 
externa, verifica-se um aumento 
de 13% na Taxa de Metabolismo 
Basal, proporcionando o gasto de 
energia pelo processo de lipólise 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; 
GUYTON, 1996).
A manta térmica é considera-
da, atualmente, como o método 
mais eficaz não invasivo para cor-
reção da hipotermia corporal e é 
muito utilizada na área da saúde 
em geral. Ela é capaz de aumen-
tar a temperatura corporal. Deve 
ser utilizada em variável de 38º 
a 40º e, se utilizada previamente 
por 30 minutos ao procedimento, 
essa recuperação da temperatura 
pode cair para 30 minutos. Con-
tudo, o uso da manta acima de 
42 ºC pode acarretar desconforto 
e sudorese aos pacientes (GUIR-
RO, E.; GUIRRO, R., 2004). Figura 3 - Aplicação de manta térmica corporal
114
UNICESUMAR
Isto é, por meio da reação ter-
mogênica, haverá a transforma-
ção da gordura em calor, ocasio-
nando sua diminuição. Também 
será estimulada a vasodilatação 
superficial, bem como o aumen-
to das trocas metabólicas e po-
tencialização da permeabilidade 
dos sais que atuam por osmose, 
favorecendo a absorção dos ativos 
presentes nos cosméticos destina-
dos para os tratamentos delipo-
distrofia e F.E.G., além da grande 
eliminação de toxinas, processos 
relacionados diretamente à re-
dução de medidas. Este recurso 
também pode ser utilizado para 
desintoxicação corporal e em 
protocolos de relaxamento mus-
cular (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 
2004; GUYTON, 1996).
Entretanto, é contraindicada 
nos casos de processos inflama-
tórios e infecciosos, feridas na 
pele, alergias, rosácea, tumores 
e câncer, gestantes e pacientes 
com alterações da sensibilidade 
cutânea (GUIRRO, E.; GUIR-
RO, R., 2004).
O uso das mantas térmicas 
nos tratamentos deve ser realiza-
do por profissionais especializa-
dos e preparados, pois é impres-
cindível que haja conhecimento 
absoluto do procedimento para 
correto controle da temperatura 
utilizada, oferecendo segurança 
ao cliente. A indicação é que a 
temperatura da manta seja utili-
zada entre 40 °C e 45 °C, duran-
te 20 a 40 minutos de exposição, 
pois acima disso começam a ocorrer danos proteicos, com destruição 
de células e tecidos, inclusive a degeneração do colágeno, um tipo de 
proteína. Contudo, não basta apenas monitorar a alteração de tempe-
ratura, é necessário que haja o acompanhamento do cliente durante 
todo o procedimento, além de cuidados preventivos, como conhecer o 
histórico clínico desse indivíduo. Dessa forma, fica clara a desmistifica-
ção de que não é o calor, ou seja, os tratamentos à base de termoterapia, 
que causam flacidez do tecido cutâneo, mas sim o uso indiscriminado 
e excessivo do recurso para elevação da temperatura, que aí sim pode 
causar a alteração tissular (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Para garantir um atendimento seguro, o profissional deve observar 
se sua manta térmica tem a presença de termostato que permite ajuste 
e controle de temperatura e acabamento sem costura para facilitar a 
limpeza e manutenção, evitando o acúmulo de impurezas e a prolife-
ração de microrganismos. Pode-se acoplar uma espécie de fronha, de 
forma que a manta não entre em contato direto com a pele do cliente 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Por sua vez, a máscara térmica facial também produz calor e o trans-
fere para a pele por meio da condução, possuindo as mesmas indicações 
e contraindicações do calor emitido pelo equipamento de vapor de 
ozônio (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Outro recurso térmico que podemos citar aqui nesta unidade é o 
recurso terapêutico conhecido como banho de parafina (Figura 5). 
Este tratamento é uma forma de transferência de calor superficial, em 
que se usa a parafina derretida misturada com óleo mineral a uma tem-
peratura de mais ou menos 52 °C a 54 °C (BORGES; SCORZA, 2017).
Figura 5 - Aplicação de banho de parafina em região podal
115
UNIDADE 4
Para a realização deste tratamento, é necessário 
um equipamento composto por um tanque de aço 
inoxidável, cheio de água, que pode ser aquecida 
por meio de um resistor, que trabalhará como “ba-
nho-maria” para a parafina que estará em outro 
compartimento. Dentro deste tanque contendo 
água, vamos ter uma outra caixa metálica de dimen-
sões menores contendo a parafina (AGNE, 2004).
Este recurso é capaz de gerar efeitos como a 
analgesia, promove relaxamento muscular, me-
lhora a flexibilidade dos tecidos, é anti-inflama-
tório, promove vasodilatação, aumenta o fluxo 
sanguíneo, aumenta o metabolismo, aumenta a 
extensibilidade do colágeno e melhora o retorno 
venoso e linfático (AGNE, 2004).
Podemos aplicar o banho de parafina das se-
guintes formas: fazendo a imersão contínua (co-
locando a área a ser tratada diretamente na cuba 
de parafina); fazendo a imersão repetida (coloque 
o segmento a ser tratado na cuba de parafina e 
logo em seguida retire-o e aguarde de 3 a 5 se-
gundos, repetindo o processo durante 5 a 7 vezes 
até formar uma “luva de parafina”); ou por meio 
da forma de pincelamento (com a ajuda de um 
pincel, formar uma camada espessa de parafina na 
área a ser tratada. Depois cobrir com um plástico 
e colocar uma toalha felpuda, a fim de manter a 
temperatura ou a manta térmica em baixa tempe-
ratura) (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Alguns cuidados devem ser tomados pelos 
profissionais com o uso da parafina, como: sempre 
examinar a área a ser tratada; limpar bem a região 
antes e depois do procedimento; sempre testar a 
sensibilidade do paciente antes; avisar ao paciente 
sobre o desconforto do calor no início do trata-
mento; manter o segmento imóvel para que não 
haja rachaduras e a consequente perda de calor; 
e evitar que o paciente encoste na cuba metálica. 
Estes cuidados são imprescindíveis para evitar 
queimaduras durante o procedimento (GUIRRO, 
E.; GUIRRO, R., 2004).
Este procedimento é indicado em casos de ar-
trose e artrite, dores articulares, tendinites, fibro-
mialgia, queloides, fibroses, mialgias, entorses de 
tornozelos, encurtamento muscular e fasceíte plan-
tar. No entanto, este procedimento é contraindicado 
em áreas com alteração de sensibilidade, traumas e 
quadros inflamatórios agudos, estado febril, áreas 
desvitalizadas e isquêmicas, regiões com hemorra-
gia e lesões de pele, como feridas, cortes ou enxertos 
de pele recente (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004).
Dentro da termoterapia superficial, podemos 
citar as compressas quentes, bastante utilizadas 
nas técnicas integrativas e complementares e nas 
terapias de SPA. Para a realização da ação local 
das compressas, podemos utilizar bolsa de água 
quente, pedras aquecidas e toalhas quentes, a uma 
temperatura entre 45 a 50 ºC, durante 20 a 50 mi-
nutos. O objetivo é aquecer o tecido por condução 
e promover vasodilatação, aumento da circula-
ção sanguínea e linfática, promover relaxamento 
muscular, equilíbrio energético, desintoxicação e 
analgesia. As suas contraindicações são as mes-
mas da manta térmica (GUIRRO, E.; GUIRRO, 
R., 2004; GUYTON, 1996).
Para finalizar os recursos que emitem calor 
para o tecido biológico, gostaria de chamar sua 
atenção para todos os recursos descritos anterior-
mente nas outras unidades, pois a maioria dos 
recursos elétricos e ondulatórios promovem calor 
tecidual e produzem energia térmica.
Neste momento, iniciaremos a discussão a res-
peito dos equipamentos que emitem frio ao tecido 
biológico e irão acarretar os efeitos fisiológicos e 
terapêuticos das baixas temperaturas. Entre estes 
recursos encontramos a criolipólise e a criofre-
quência. O tratamento por meio do resfriamento 
dos tecidos do corpo com fins terapêuticos é bas-
tante conhecido. A hipotermoterapia também é 
conhecida como terapia pelo frio, ou terapia fria, 
ou ainda mais conhecida como crioterapia, que 
possui como principal objetivo reduzir a tempe-
116
UNICESUMAR
ratura dos tecidos, reduzindo assim o metabolismo local e da necessidade de oxigênio pelos tecidos. 
Logo que é aplicada a modalidade de crioterapia na pele, a temperatura superficial cai imediatamente 
e de forma rápida; depois de alguns minutos, a temperatura começa a elevar-se devido às respostas de 
produção de calor pelo organismo (GUYTON, 1996).
A crioterapia apresenta como efeitos gerais o aumento da viscosidade dos fluidos, a diminuição da 
atividade de produção das glândulas sudoríparas, a diminuição da permeabilidade celular e o fecha-
mento dos poros existentes nos vasos sanguíneos (BARREIRA; CAMARGO, 2003).
Ela pode ser aplicada não só na fase aguda das patologias, mas também na fase subaguda e crônica, 
e o tempo de aplicação varia entre 15 a 30 minutos, dependendo da forma que está sendo aplicada 
sobre a pele (bolsas, compressas ou spray). Pensando em recursos da eletroterapia, temos disponível, 
atualmente, a criofrequência e a criolipólise (JALIAN; AVRAM, 2013).
A criolipólise (Figura 6) vem se tornando um dos recursos mais eficazes para o tratamento de 
gordura subcutânea localizada, pois com o controle da aplicação do frio sobre a pele, pode-se lesionar 
seletivamente os adipócitos subcutâneos, evitando danos à epiderme e derme sobrejacentes, propor-
cionando uma forma eficaz de tratar o excesso de tecido adiposo subcutâneo, produzindo a mortedos 
adipócitos por apoptose sem qualquer prejuízo para a pele ou estruturas internas adjacentes (JALIAN; 
AVRAM, 2013).
Figura 6 - Aplicação da criolipólise localizada em abdômen
117
UNIDADE 4
Entendemos criolipólise como o “resfriamento” localizado do tecido adiposo subcutâneo de forma 
não invasiva, com temperaturas em torno de -5 a -15 ºC (medidas externamente), durante 30 a 45 
minutos de aplicação prática por região corporal, para conseguir causar uma paniculite fria locali-
zada, morte adipocitária por apoptose e, consequentemente, diminuição do contingente adiposo. O 
dispositivo clínico atualmente utilizado é composto de um aplicador (manopla) em forma de “copo” 
ou “placas”, que utiliza um vácuo moderado para puxar uma “prega” composta de pele e gordura para 
dentro do aplicador, posicionando-a entre duas placas de arrefecimento (JALIAN; AVRAM, 2013).
O procedimento de criolipólise é indicado para o tratamento de acúmulos de gordura localizada, 
bem definidos e com limites visíveis, em quantidade suficiente para preencher a cavidade do aplicador 
do aparelho. As áreas mais comuns de tratamento são o abdômen superior e inferior, os flancos e os 
acúmulos de gordura no dorso. Entretanto, com o passar do tempo, as regiões de aplicação têm sido 
ampliadas com o desenvolvimento de novos formatos de ponteiras, como as utilizadas na face interna 
da coxa, no culote, braços e papada (JALIAN; AVRAM, 2013).
É importante informar aos pacientes que os resultados demoram de dois a três meses para serem 
observados, tempo necessário para ocorrer a eliminação dos lipídios por fagocitose dos macrófagos, 
por isso, o procedimento deve ser realizado de forma associada a drenagem linfática manual ou me-
cânica (RODRIGUES, 1995).
A tecnologia está contraindicada em pacientes com diagnóstico de doenças relacionadas ao frio, 
como crioglobulinemia, hemoglobinúria paroxística ao frio, urticária ao frio e fenômeno de Raynaud. 
Também se deve evitar a realização da criolipólise em pacientes com hérnia na área de tratamento, 
em gestantes e se, na região-alvo, forem visualizadas cicatrizes ou infecções (JALIAN; AVRAM, 2013).
Nesta obra, você terá a oportunidade de aprofundar seu conhe-
cimento a respeito da técnica de criolipólise, seu mecanismo de 
ação, efeitos no tecido biológico, indicações e contraindicações.
O equipamento de criofrequência (Figura 7) permite aplicar -10 graus na superfície da pele por meio 
da ponteira do equipamento, enquanto o sistema multipolar da mesma manopla aumenta consideravel-
mente a temperatura interna do tecido epidérmico. Este processo gera um choque no interior da pele 
graças à combinação do frio externo e o calor interno e acarreta em um endurecimento instantâneo 
da pele. Este choque tem um efeito desintoxicante, aumenta a oxigenação dos tecidos e a dilatação 
dos vasos sanguíneos que alimentam a pele. Sua indicação é casos clínicos de lipodistrofia localizada, 
fibroedema geloide e flacidez tissular. Contudo, suas contraindicações respeitam as contraindicações 
da criolipólise e da radiofrequência (RODRIGUES, 1995; BORGES; SCORZA, 2017).
118
UNICESUMAR
Por outro lado, a termografia (Figura 8) é um dispositivo de termo 
diagnóstico utilizado na área da saúde para verificação da tempe-
ratura tecidual e a sua relação com quadros patológicos. É uma 
modalidade de captação da radiação infravermelha do corpo 
ou segmentos corporais, que mensura e mapeia indiretamente 
a distribuição da temperatura emitida pela superfície corporal, 
determinando imagens relacionadas a ela; quando as imagens es-
tão laranjas e vermelhas, é sinal de vascularização tecidual, aumento 
da temperatura tecidual e processos inflamatórios e infecciosos locais, 
mas quando a imagem apresenta cores frias (verde e azul), equivale a um 
tecido com baixa vascularização, metabolismo, oxigenação e atividade 
(NEVES et al., 2015).
Atualmente, a termografia pode ser empregada em qualquer área da 
saúde, sendo um instrumento de análise não invasiva e não radioativa, 
capaz de analisar funções fisiológicas relacionadas com o controle da 
temperatura da pele. O procedimento não é um método que mostra 
anormalidades anatômicas, porém é capaz de mostrar alterações fisio-
lógicas do organismo (NEVES et al., 2015).
119
UNIDADE 4
Para realização de uma análise termográfica, é importante que os profissionais conheçam fatores que 
influenciam o resultado do exame. Dentre eles, estão presentes os fatores ambientais (tamanho da sala 
de coleta, temperatura ambiental, umidade relativa do ar, pressão atmosférica e radiação), os fatores 
técnicos (câmera, protocolo, software e análise estatística) e os fatores individuais (sexo, idade, antro-
pometria, ritmo circadiano, emissividade da pele, uso de medicamentos e prática de exercício físico). 
No entanto, se controlados, não há prejuízo no resultado final (NEVES et al., 2015).
Você terá a oportunidade de conhecer melhor sobre a termografia e 
como é realizado o procedimento.
Existem várias aplicações da termografia no campo da saúde. Podemos utilizá-la para avaliação de 
quadros de edema com alterações de fluxo sanguíneo, para avaliação da composição corporal, pro-
cessos de inflamação, cicatrização, mialgias, dores fasciais, desordens neurológicas, reumatológicas, 
musculares, dermatológicas, doenças vasculares, patologias urológicas, ginecológicas, ortopédicas e 
na avaliação de lesões do esporte (NEVES et al., 2015).
Para todas as áreas da saúde, está estabelecida que a termografia é uma medida que proporciona 
um mapeamento visual da distribuição da temperatura da pele, mas não quantifica valores absolutos 
de temperatura. Além disso, a termografia não deve ser usada como ferramenta diagnóstica única, mas 
sim complementar (NEVES et al., 2015).
Finalizamos os equipamentos térmicos que trabalham com emissão de calor ou frio e suas indicações 
clínicas, bem como seus efeitos fisiológicos e terapêuticos. Espero que, assim, você tenha condições 
profissionais de escolher mais um tipo de recurso eletrotermofototerapêutico para seus protocolos de 
tratamento e garantir resultados mais eficientes aos seus pacientes.
Desta forma, chegamos ao final de nossa jornada de recursos 
eletrotermofototerapêuticos aplicados às áreas da Estética e Cosmé-
tica, Podologia e Terapias Integrativas e Complementares. Espero 
que você tenha aproveitado esta oportunidade de aprendizagem 
relacionada aos equipamentos e tecnologias da área da saúde, um 
instrumento que, quando associado de forma correta com ou-
tros recursos e quando bem indicados aos casos clínicos de forma 
correta, oferece melhores condições de trabalho ao profissional e 
resultados satisfatórios aos pacientes.
120
UNICESUMAR
De acordo com o conteúdo e as atividades desenvolvidas até o momento, convido você, meu(minha) 
aluno(a), a desenvolver a indicação terapêutica de recursos térmicos, vou listar alguns casos clínicos e 
gostaria que você colocasse na frente quais equipamentos térmicos você utilizaria nestes casos:
Caso clinico 1: Paciente masculino com mialgia localizada por trauma de batida: 
_____________________________________________________________________________
Caso clinico 2: Paciente feminino com mialgia generalizada por cansaço físico e estresse: 
_____________________________________________________________________________
Caso clinico 3: Paciente masculino com dor em região dos pés por fasceíte plantar: 
_____________________________________________________________________________
Caso clinico 4: Paciente feminino, ansiosa e com lipodistrofia localizada em abdômen:
_____________________________________________________________________________
Caso clinico 5: Paciente masculino com gordura localizada e flacidez abdominal pós-bariátrica:
_____________________________________________________________________________
Como você já exercitou a indicação terapêutica de recursos térmicos apresentada, vamos voltar em 
nosso caso clínico inicial desta unidade:
Agora você conseguede energia para saber se posicionar sobre quando 
utilizar ou não os recursos e até para saber como 
devemos proceder com as orientações aos nossos 
clientes. Então, mesmo tendo um leque de opções 
de recursos eletrotermofototerapêuticos, e pensan-
do na segurança e bem-estar de seu cliente, você 
não poderia utilizar vários modelos de equipa-
mentos para buscar a soma de efeitos fisiológicos 
e, desta forma, auxiliar no resultado tão esperado.
11
UNIDADE 1
Nesse sentido, a utilização de equipamentos 
elétricos em nossos protocolos terapêuticos vem 
para agregar valor e resultado. No entanto, antes 
de nos aprofundarmos em cada equipamento 
dentro da área da Estética e Cosmética, Podo-
logia e Terapias Integrativas e Complementares, 
precisamos trabalhar melhor o fundamento da 
eletroterapia em nosso cotidiano profissional.
Como já adiantado, a Eletroterapia consiste no 
uso de correntes elétricas com objetivo terapêutico, 
ou seja, para desempenhar uma ação no tecido bio-
lógico e desenvolver efeitos terapêuticos. Os equi-
pamentos de eletroterapia utilizam uma intensida-
de de corrente microamperada ou amperada que, 
quando absorvida pelo tecido biológico, promove 
uma série de efeitos. Estes efeitos acarretam na me-
lhora da qualidade da pele, na redução de medidas 
corporais, de fibro edema geloide, no equilíbrio 
energético corporal, no controle microbiológico 
etc., ou seja, encontramos aplicabilidade da ele-
troterapia em todas as áreas da saúde (KITCHEN; 
BAZIN, 2003; AGNE, 2007; BORGES, 2010).
Na área da Estética e Cosmética, Podologia e 
Terapias Integrativas e Complementares, a ele-
troterapia vem sendo empregada tanto na parte 
terapêutica como no auxílio no diagnóstico pro-
fissional. Na parte terapêutica, a eletroterapia é 
utilizada em protocolos de emagrecimento, fibro 
edema geloide; pré e pós-operatórios estéticos, 
estrias, rugas, marcas de expressão, manchas, acne, 
onicomicoses, onicocriptose, micoses ungueal, 
inflamações e infecções cutâneas e seus anexos, 
tratamentos de desordens psicoemocionais e es-
tresse. Por outro lado, no diagnóstico clínico, a 
eletroterapia pode ser empregada na avaliação da 
circulação tecidual, da qualidade da pele e seus 
anexos e na avaliação do fluxo de Qi energético 
no organismo humano (LOW; REED, 2001; BOR-
GES, 2010; HYODO, 1988, on-line)1.
Os equipamentos atuais empregam diferentes 
tipos de energias ao tecido biológico. Esta energia 
pode ser elétrica, ondulatória, mecânica ou lumi-
nosa, será emitida pelos equipamentos e deverá 
ser absorvida pela pele, em que ocorrerá várias 
alterações fisiológicas que culminam para o re-
sultado terapêutico (KITCHEN; BAZIN, 2003; 
AGNE, 2007; BORGES, 2010).
A energia emitida pelos recursos eletroter-
mofototerapêuticos é conduzida através de cabos 
condutores até os eletrodos que ficam aderidos à 
pele do cliente. Existe uma diversidade de equipa-
mentos que podem ser utilizados na eletroterapia, 
cada qual com suas indicações e contraindica-
ções de uso, porém todos possuem um objetivo 
comum: produzir algum efeito no tecido a ser 
tratado, que é obtido por meio das reações físicas, 
biológicas e fisiológicas que o tecido desenvolve 
ao ser submetido à terapia (KITCHEN; BAZIN, 
2003; BORGES, 2010; AGNE, 2007; CISNEROS; 
SALGADO, 2006; KAHN, 2001).
Além disso, para que o equipamento consiga 
distribuir energia suficiente para a produção dos 
efeitos, é necessário levar em consideração alguns 
conceitos, tais como resistência, frequência, in-
tensidade, voltagem, potência e condutividade e 
impedância tecidual (KITCHEN; BAZIN, 2003; 
BORGES, 2010; AGNE, 2007; CISNEROS; SAL-
GADO, 2006).
A frequência de um sinal elétrico é a quanti-
dade de ciclos elétricos completos em 1 s. Quan-
to menor for o período da onda, maior será a 
frequência dela. Por sua vez, a Intensidade é a 
quantidade de energia elétrica ofertada durante a 
utilização de um equipamento ao tecido biológico. 
Voltagem é a tensão elétrica (V), que também é 
medida em volt (V): ela é responsável pela forma-
ção inicial da corrente elétrica e a encontramos 
nas tomadas, pilhas e baterias. 
12
Unicesumar
A Impedância tecidual é a oposição ofereci-
da pelos tecidos biológicos frente a um estímulo 
externo, sendo denominada como impedância 
elétrica e representada pela associação da resis-
tência, presente no fluido extra e intracelular, e 
da capacitância, característica das membranas 
celulares. A resistência da pele pode ser alterada 
pela higienização prévia da região, pelo aqueci-
mento local e a utilização de um recurso elétrico 
prévio (KITCHEN; BAZIN, 2003; CISNEROS; 
SALGADO, 2006; BORGES, 2010; ROBINSON; 
SNYDER-MACKLER, 2010).
Além da importância de saber distinguir os 
parâmetros elétricos, temos que ter responsabili-
dade quanto à importância da tomada de decisão 
quanto à eletroterapia, onde o conhecimento e as 
evidências científicas têm fundamental impacto 
na hora que você decide por um recurso eletro-
termofototerapêutico, pois há uma inter-relação 
entre teoria, aprendizado, tomada de decisão e 
efeitos clínicos. É essencial que façamos nosso 
aprendizado a partir das teorias básicas (tanto 
físicas quanto fisiológicas) e das evidências das 
pesquisas científicas, assim como de reflexões 
sobre nossa experiência na prática clínica (KIT-
CHEN; BAZIN, 2003; BORGES, 2010; GUIRRO; 
GUIRRO, 2004).
Fica clara a responsabilidade profissional na 
hora de escolher utilizar os recursos da eletrotera-
pia nos protocolos terapêuticos ou no diagnóstico 
clínico dos indivíduos que procuram por nossos 
serviços. Portanto, se a escolha é do profissional, 
cabe a ele ter o domínio teórico e prático destes 
recursos e aplicar de forma segura e eficiente em 
seus clientes (KITCHEN; BAZIN, 2003; BORGES, 
2010; GUIRRO; GUIRRO, 2004).
A eletroterapia tem sido um dos recursos te-
rapêuticos mais atuais e desenvolvidos da área da 
estética, da área de Terapias complementares e na 
área da podologia. Ela apresenta uma longa histó-
ria na prática clínica desde seu princípio mais re-
moto, com o uso de calor, frio e estimulação elétri-
ca. Nos últimos anos, tem-se visto o acréscimo de 
inúmeros outros agentes de tratamento ao reper-
tório, como energias eletromagnéticas, luminosas, 
ondulatórias e vibracionais (KITCHEN; BAZIN, 
2003; BORGES, 2010; GUIRRO; GUIRRO, 2004; 
AGNE, 2007; AUTEROCHE, NAVAITH, 1992).
Durante séculos, os antigos filósofos especula-
ram sobre a natureza do calor e do frio e sobre os 
efeitos que estas energias térmicas geram no or-
ganismo. No século XVIII, os físicos e bioquími-
cos chegaram à conclusão de que a velocidade de 
movimento das moléculas constituintes do corpo 
ou objeto dava aos nossos sentidos a impressão 
de calor ou de frio. Nessa época, o Dr. J. P. Joule, 
de Manchester, no ano de 1840, desempenhou 
com precisão uma pesquisa: um aparelho elabo-
rado para agitar a água e o calor desenvolvido ao 
realizá-lo e, com o desenvolvimento científico, 
ele enunciou a lei da conservação de energia, que 
foi a base da primeira lei da termodinâmica, uti-
lizada até hoje para explicar os efeitos da energia 
térmica (KITCHEN; BAZIN, 2003; ROBINSON, 
SNYDER-MACKLER, 2010).
A partir daí, outros mecanismos começaram 
a ser empregados em relação aos equipamen-
tos, mas todos os recursos eletrotermofotote-
rapêuticos recebem, primeiramente, a energia 
elétrica e, depois, por ação de seus transdutores, 
a modificam e transformam em energia mecâ-
nica, luminosa e eletromagnética (ROBINSON; 
SNYDER-MACKLER, 2010), ou seja, o transdutor 
é um dispositivo que converte um tipo de ener-
gia qualquer em outro tipo de energia qualquer 
(WERNECK, 1998).
Na eletrotermofototerapia, existem numero-
sas modalidades que você poderá escolher como 
profissional em seu dia a dia de atendimento, te-
mos como opções de equipamentos: a Corrente 
Galvânica; Corrente Farádica; Corrente Russa; 
Corrente Aussie; Corrente Estereodinâmica; Ra-
13
UNIDADE 1
diofrequência; Ultrassom; Laser de baixa potên-
cia; Terapia combinada;listar quais equipamentos térmicos utilizaria em seu atendimento. Pense nos 
sintomas dela e liste pelo menos cinco opções terapêuticas, justificando sua escolha relacionando às 
descrições do caso exposto.
Recurso um:__________________________________________________________________________
Recurso dois: _______________________________________________________________________
Recurso três: _________________________________________________________________________
Recurso quatro: ______________________________________________________________________
Recurso cinco:________________________________________________________________________
Mulher, 47 anos, com queixa estética de gordura localizada em abdômen e flancos, com 
queixa de ansiedade, tensão pré-menstrual intensa, sono não restaurador, relata dor em 
região lombar até a região do pé, onde relata pé de atleta e fasceíte plantar. Já fez uso de 
várias medicações e tratamentos para melhora de seus sintomas, mas não obteve resposta 
significativa. Buscou seu atendimento, pois ouviu de uma conhecida que você sabe utilizar 
bem os recursos e que não mede esforços para realizar um atendimento globalizado de seus 
pacientes.
121
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Chegamos à última unidade, na qual estudamos os equipamentos que emitem ondas 
terapêuticas, seu impacto ao tecido biológico, suas indicações e contraindicações clíni-
cas. Proponho que você feche com chave de ouro nossa disciplina, esquematizando o 
conteúdo no mapa mental. Para tanto, deixo esquematizado as palavras a seguir para 
que você possa preencher o seu mapa:
TEMPERATURAS
TERMOSTATO 
BIOLÓGICO
RECURSOS 
TÉRMICOS
TERMODINÂMICA
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
122
1. O relaxamento produzido pela hipertermia tissular nos espasmos musculares é resultado de 
vários fenômenos, exceto o que está explicado na seguinte alternativa:
a) Diminuição da sensibilidade do fuso muscular ao estiramento.
b) Aumento da ação vasodilatadora por mecanismo reflexo a nível dos receptores de temperatura 
local e central.
c) Aumento dos impulsos inibitórios a partir dos órgãos neurotendíneos de Golgi.
d) Diminuição do metabolismo tecidual à extensa elevação da temperatura por tempo prolongado.
e) Não se verifica modificação na contração muscular pelo aquecimento.
2. Termoterapia é definida como a terapia por meio da temperatura, isto é, dos efeitos do calor e 
do frio sobre os diferentes tecidos do corpo. À luz dos conceitos fisioterapêuticos pertinentes, 
assinale a opção correta.
a) O banho de parafina utiliza o princípio da convecção do calor para alterar a temperatura corporal.
b) A radiofrequência desencadeia aquecimento profundo por meio da conversão de energia ele-
tromagnética em calor.
c) O banho de parafina e a aplicação de micro-ondas são modalidades que produzem calor super-
ficial utilizadas em processos subagudos ou crônicos de afecções hematológicas.
d) A terapia por ultrassom, cujo princípio é a vibração acústica que se propaga em forma de ondas 
de compressão longitudinal, gera, exclusivamente, o efeito de aquecimento profundo de tecidos 
orgânicos.
e) Nenhuma das alternativas está correta.
3. A aplicação de crioterapia não deve ser realizada em:
a) Entorse de tornozelo.
b) Síndrome de Raynaud.
c) Contusões por trauma.
d) Traumatismos agudos.
e) Mialgias e tendinites.
4. Os processos que envolvem o movimento da energia térmica de um ponto para outro são descri-
tos como formas de transferência de calor. Na eletrotermoterapia, lidamos com a transferência 
de energia térmica entre o ambiente e a superfície do corpo. Sobre as formas de transferência 
de calor, é correto afirmar que:
a) As banheiras e ofurôs utilizados como recursos térmicos em SPA é uma forma de transferência 
por convecção.
b) Na utilização da criolipólise, a transferência ocorre por condução.
A
G
O
R
A
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 C
O
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C
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123
c) O Ultrassom aquece o tecido por convecção.
d) A parafina conduz calor por convecção e radiação.
e) Todas as afirmativas estão corretas quanto à forma de transferência do calor.
5. A Termoterapia, seja na forma de calor, seja na forma de frio, vem sendo utilizada na rotina de 
vários profissionais da saúde há anos, trazendo resultados paliativos e curativos necessários ao 
processo de reabilitação. Assim sendo, analise as questões e marque a alternativa correta:
a) A crioterapia pode ser utilizada como prevenção e/ou tratamento de condições musculoesque-
léticas, principalmente compreendendo seu efeito sobre o metabolismo local.
b) Toda forma de calor superficial servirá, somente, em casos de somatização, entendendo que, 
independente da região, o calor não tem penetração suficiente para regeneração.
c) Atualmente não evidenciamos melhores condições terapêuticas favoráveis em termoterapia, a 
não ser pelo ultrassom, que é primordial ao processo de reabilitação funcional por aquecimento 
superficial.
d) O calor profundo, em especial na forma do uso de equipamentos, não é mais utilizado atualmente, 
entendendo que se tornaram obsoletos e incoerentes aos objetivos terapêuticos pretendidos.
e) Nenhuma das respostas está correta.
6. Assinale a alternativa correta quanto à estrutura: a temperatura corporal é controlada pelo equi-
líbrio entre o calor produzido pelo organismo e o calor dissipado para o ambiente. O responsável 
pela termorregulação fisiológica no sistema nervoso é...
a) Bulbo.
b) Hipófise.
c) Hipotálamo.
d) Cerebelo.
e) Tronco cerebral.
7. Assinale a alternativa que define de forma correta o que é temperatura:
a) É a energia que se transmite de um corpo a outro em virtude de uma diferença de temperatura.
b) Uma grandeza associada ao grau de agitação das partículas que compõem um corpo, quanto 
mais agitadas as partículas de um corpo, menor será sua temperatura.
c) Energia térmica em trânsito.
d) É uma forma de calor.
e) Uma grandeza associada ao grau de agitação das partículas que compõem um corpo, quanto 
mais agitadas as partículas de um corpo, maior será sua temperatura.D. O aquecimento tecidual 
é capaz de aumentar o metabolismo tecidual e não diminuir como está descrito na alternativa.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
124
1. E. Não se verifica modificação na contração muscular pelo aquecimento.
2. B. A radiofrequência emite para o tecido biológico onda eletromagnética que será convertida em energia 
térmica.
3. B. A síndrome de Raynaud é uma contraindicação ao uso da crioterapia, o restante são indicações de seu 
uso terapêutico.
4. A. As banheiras e os ofurôs transmitem o aquecimento por meio do aquecimento das moléculas da água.
5. E. Nenhuma das afirmativas está correta, pois afirmam efeitos e indicações erradas quanto ao uso tera-
pêutico da termoterapia e da crioterapia.
6. C. Hipotálamo.
7. E. A temperatura é uma grandeza física associada ao grau de agitação das partículas que compõem um 
corpo. Quanto maior o grau de agitação dessas partículas, maior será a temperatura.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
125
AGNE, J. E. Eletrotermoterapia: teoria e prática. Porto Alegre: Pallotti, 2004.
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2Em: https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/img1/46250/9/46250983_1SZ.jpg. Acesso em: 15 maio 
2020.
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	Botão 4: 
	Button 11: 
	Button 6: 
	Button 7: 
	Button 8: 
	Button 5: 
	Botão 6: 
	Botão 7: 
	Botão 8: 
	Botão 9: 
	Button 4:Ultracavitação; Alta Fre-
quência; Vapor de Ozônio; Termografia; Corrente 
de Ryodoraku; entre outras. A eletrotermofoto-
terapia apresenta uma diversidade de aplicações, 
que visam: redução de dor e espasmos muscula-
res; retorno da atividade neuromuscular, reparo 
tecidual, incluindo lesões em pele; aumento do 
fluxo sanguíneo local; redução de edema agudo 
e crônico (GERBER, 2002; KITCHEN; BAZIN, 
2003; BORGES, 2010; GUIRRO; GUIRRO, 2004; 
LACRIMANTI; GORETI, 2014a; GOULART et 
al., 2018; PEREZ; VASCONCELOS, 2018).
Para que estes equipamentos consigam promo-
ver, no tecido biológico alvo, sua ação, é necessário 
que, primeiro, ocorra a absorção dessa energia 
pela pele da cliente e iniciando uma cascata de 
mudanças que culminaram nos resultados espe-
rados (KITCHEN; BAZIN, 2003; BORGES, 2010; 
ROBINSON, SNYDER-MACKLER, 2010).
A análise dos fenômenos bioelétricos justifica 
os fenômenos fisiológicos que ocorrem no tecido 
frente a um estímulo externo gerado na pele. O 
estudo da bioeletricidade é de singular impor-
tância para a formação dos profissionais na área 
da saúde, principalmente para você, que está se 
preparando para atender as necessidades de seus 
clientes na área da Estética e Cosmética, Terapias 
Complementares e Podologia.
Este entendimento da Bioeletricidade te au-
xiliará na tomada de decisão quanto ao melhor 
recurso elétrico a ser utilizado e te dará a certe-
za dos efeitos que poderão acontecer frente ao 
estímulo da energia do equipamento. Quando 
se coloca um equipamento sobre a pele huma-
na, temos a transmissão da energia do aparelho 
para a pele: esta energia será absorvida pelas 
terminações nervosas cutâneas, denominadas 
de receptores cutâneos, e será absorvida para 
o tecido. Dependendo do tipo de energia, au-
tomaticamente haverá alterações significativas 
nas células e no tecido alvo, além disso, esta 
energia absorvida será enviada ao sistema ner-
voso periférico e ao sistema nervoso central que 
produzirá as respostas locais e sistêmicas frente 
ao estímulo recebido pelo tecido (KITCHEN; 
BAZIN, 2003; BORGES, 2010; ROBINSON, 
SNYDER-MACKLER, 2010).
Este livro te auxiliará nessa introdução aos estudos da eletroterapia e aos 
benefícios que os recursos eletrotermofototerapêuticos podem agregar em 
sua prática clínica.
14
Unicesumar
Pode-se dizer que, quanto maior a intensidade, 
amplitude e tempo de ação do estímulo elétrico 
do equipamento sobre a pele, diferentes serão os 
efeitos fisiológicos e terapêuticos produzidos. O 
que isso quer dizer? Vou ajudá-lo(a) a compreen-
der, vamos lá. Quando um estímulo elétrico entra 
na pele, se ele tiver baixa amplitude e intensidade, 
ocorrerá uma estimulação dos receptores mais 
superficiais da pele e a resposta será mais sensorial 
referente à sensação de formigamento, aumento 
da circulação sanguínea, aumento da oxigena-
ção tecidual, melhora da drenagem de líquidos 
intersticiais etc. Conforme eu vou aumentando o 
estímulo elétrico emitido pelo equipamento, vou 
conseguindo estimular receptores mais profundos 
da pele e terei respostas mais motoras, como a 
contração muscular e talvez até a presença de dor 
(KAHN, 2001; KITCHEN; BAZIN, 2003; CISNE-
ROS; SALGADO, 2006; ROBINSON; SNYDER-
-MACKLER, 2010).
Portanto, a intensidade e os parâmetros ele-
trônicos colocados nos aparelhos antes do iní-
cio da sessão terapêutica serão primordiais para 
qual efeito fisiológico e terapêutico eu terei com a 
utilização do recurso eletrotermofototerapêutico 
(ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 2010).
Quando utilizamos um equipamento para a esti-
mulação tecidual em um protocolo terapêutico es-
tético, ou em um protocolo de equilíbrio energético, 
ou em um protocolo de podologia, a primeira coisa 
que acontecerá será o estímulo dos receptores da 
pele, e após essa estimulação, uma propagação do 
estímulo até o sistema nervoso central, onde será 
produzida a resposta frente ao estímulo recebido. 
Sabe-se que as células presentes no tecido são 
capazes de gerar corrente elétrica, resultando em 
potencial ação. A estimulação do potencial de 
ação celular desempenha mudanças na con-
centração iônica intra e extracelular, aumenta o 
transporte iônico, aumenta o transporte de água 
e nutrientes, geração de sinalização e potencial 
sináptico, percepção sensorial, contração muscu-
lar, liberação de substâncias e neurotransmissores 
(KAHN, 2001; KITCHEN; BAZIN, 2003; CISNE-
ROS; SALGADO, 2006; ROBINSON; SNYDER-
-MACKLER, 2010; GUYTON; HALL, 2017).
Nestes dois vídeos, você terá uma explicação da cor-
rente elétrica, seus tipos e seu mecanismo de ação. 
Este material auxiliará na fundamentação que esta-
mos fazendo.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
15
UNIDADE 1
A velocidade da condução do estímulo externo, oferecido pelo equipamento para o tecido biológico, 
dependerá do tipo de fibra nervosa que será estimulada. Em nosso organismo, encontramos fibras 
nervosas divididas em tipos A e C. As fibras tipo A possuem grande ou médio diâmetro, pois são 
mielinizadas (Figura 1) e, consequentemente, conduzem impulsos nervosos com maior velocidade 
por gerar um impulso saltatório. Estas fibras nervosas podem ser subdivididas em fibras alfa (aferente 
ou eferente), beta (aferente ou eferente), gama (eferente) e delta (aferente) e o que as diferenciará é a 
quantidade de bainha de mielina presente na fibra (GUYTON; HALL, 2017).
Dendritos
Núcleo
Corpo celular
(soma)
Axônio Bainha
de mielina
Sinapses
COMUNICAÇÃO NEURONAL
Figura 1 - Ilustração da comunicação neural do Sistema Nervoso Periférico
Calibre de Fibra Nervosa
Como se pode observar na Figura 1, a bainha de mielina é um reves-
timento descontínuo. Na figura, esta estrutura aparece na cor roxa 
em toda a extensão do axônio e tem função isolante. Ela é formada 
por uma membrana lipídica, rica em fosfolipídeos e colesterol e 
permite maior velocidade de condução aos potenciais de ação por 
impedir a dissipação da energia elétrica na célula. Portanto, a velo-
cidade que o potencial de ação percorre o axônio está diretamente 
relacionada ao diâmetro da fibra nervosa e à quantidade de bainha 
de mielina presente na célula, quanto maior for a quantidade de 
bainha de mielina, maior será a velocidade de condução (MENDES; 
MELO, 2011; GUYTON; HALL, 2017).
No tecido nervoso, encontraremos quatro calibres de fibras ner-
vosas, que diferem entre si pelos diâmetros da bainha de mielina, são 
as A-alfa, A-beta, A-delta e fibras do tipo C. As fibras A-alfa, A-beta e 
A-delta são recobertas com mielina. As do tipo C não tem recobrimento 
de mielina (MENDES; MELO, 2011; GUYTON; HALL, 2017).
As fibras tipo C constituem mais de 50% das fibras sensoriais dos 
nervos periféricos, são fibras neurais mais delgadas, amielínicas (pois 
não possuem ou possuem pouca bainha de mielina) e, consequente-
REALIDADE
AUMENTADA
16
Unicesumar
mente, conduzem impulsos nervosos de forma mais 
lenta. Este tipo de fibra é responsável pela condu-
ção do estímulo doloroso no organismo humano 
(MENDES; MELO, 2011; GUYTON; HALL, 2017).
Na eletroterapia, independentemente de sua área, 
sejam os equipamentos da Estética e Cosmética, 
os equipamentos utilizados na área de Podologia e 
Terapia complementar, o estímulo da energia emi-
tida pelos recursos eletrotermofototerapêuticos es-
timulará fibras do tipo A, ou seja, esta energia, após 
ser absorvida pela pele, será conduzida ao sistema 
nervoso central por uma via periférica rápida, o que 
provocará a liberação de neurotransmissores e a 
produção dos resultados terapêuticos (KAHN, 2001; 
MENDES; MELO, 2011; GUYTON; HALL, 2017).
Agora, imagine você, realizando um atendimento 
terapêutico em que opta por utilizar uma eletrote-
rapia para analgesia ou equilíbrio energético: esse 
estímulo subirá ao sistema nervoso central de sua 
cliente, liberando neurotransmissores analgésicos 
e que provocam sensação de bem-estar muito an-
tes do estímulo da dor chegar ao próprio sistema 
nervoso central, pois o estímulo elétrico de seu 
equipamento sobe por via rápidae o estímulo do-
loroso sobe por via lenta. Conclusão, com poucas 
intervenções, seu cliente melhora do quadro de dor, 
melhora seu humor e sua disposição para a vida e os 
desafios que ela propõe (KAHN, 2001; KITCHEN; 
BAZIN, 2003; CISNEROS; SALGADO, 2006; RO-
BINSON; SNYDER-MACKLER, 2010; GUYTON; 
HALL, 2017). 
O mesmo processo ocorreria em um cliente 
com queixa de Lipodistrofia localizada, em que o 
adipócito se apresenta lento e com volume aumen-
tado. Se você intervier com um equipamento, você 
rapidamente estimulará o sistema nervoso central a 
aumentar o metabolismo tecidual para a promoção 
da lipólise e seu cliente reduzirá medidas corporais 
naquela região (KAHN, 2001; KITCHEN; BAZIN, 
2003; CISNEROS; SALGADO, 2006; ROBINSON; 
SNYDER-MACKLER, 2010; GUYTON; HALL, 
2017). Por outro lado, em um caso de Onicocriptose 
com a utilização da eletroterapia, você conseguiria 
rapidamente estimular o organismo de sua cliente 
para ter uma ação anti-inflamatória, bactericida e 
analgésica e, desta forma, ela passa a ter maior qua-
lidade de vida e sem sintomas dolorosos (KAHN, 
2001; KITCHEN; BAZIN, 2003; CISNEROS; SAL-
GADO, 2006; ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 
2010; GUYTON; HALL, 2017).
Já conversamos sobre o mecanismo de ação da 
eletroterapia, a partir do momento que a energia 
é absorvida pela pele de nossos pacientes. Chamo 
você, aluno(a), a imaginar os efeitos e os benefícios 
que a prática clínica da eletroterapia pode oferecer 
para você em sua profissão. Sabe-se que o organismo 
é formado por diferentes estruturas e sistemas; toda 
vez que você utiliza um estímulo externo na pele 
ou tecido com algum recurso eletrotermofotera-
pêutico, você estará produzindo, de forma direta 
(local) ou indireta (sistêmica), modificações e efeitos 
em todos estes sistemas (KAHN, 2001; GUYTON; 
HALL, 2017).
Costumo dizer que a energia absorvida pela pele 
será capaz de gerar três efeitos básicos: o físico, o 
fisiológico e o terapêutico. Os efeitos físicos são as 
modificações celulares, os fisiológicos são as altera-
ções no tecido como um todo e os efeitos terapêuti-
cos serão seus objetivos terapêuticos. Para facilitar 
seu estudo e interpretação destes efeitos, podemos 
organizar os efeitos fisiológicos e terapêuticos em 
efeitos locais e sistêmicos (BORGES, 2010; CISNE-
ROS; SALGADO, 2006).
Dentre os efeitos locais ou físicos, incluem-se: 
as alterações de fluxo elétrico celular; a formação 
iônica nas correntes polarizadas; a formação de oxi-
gênio e hidrogênio; as modificações de ph tecidual; 
movimentação de eletrólitos; rotação de moléculas 
dipolos; deflagração do potencial de ação celular, a 
produção de calor tecidual (CISNEROS; SALGA-
DO, 2006; ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 
2010; GUYTON; HALL, 2017).
17
UNIDADE 1
Como resposta fisiológica, encontramos: as alterações no sistema circulatório e linfático; as alterações 
musculoesqueléticas; as alterações metabólicas celulares e teciduais; a estimulação das terminações nervosas 
teciduais; contração e relaxamento muscular; regeneração tecidual; mudança no equilíbrio térmico e quími-
co dos tecidos; efeitos analgésicos; equilíbrio energético e modulação das atividades fisiológicas corporais 
(CISNEROS; SALGADO, 2006; ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 2010; GUYTON; HALL, 2017).
Material didático claro e inserido na prática clínica, a leitura facilitará e au-
xiliará no aprofundamento sobre eletroterapia, principalmente em relação 
aos efeitos biológicos gerados pelos equipamentos.
Já quando pensamos em efeitos terapêuticos, pre-
cisamos pensar em quais objetivos terapêuticos 
eu e você enquanto profissionais, pretendemos 
atingir com o cliente. Por exemplo:
• Na área da Estética e Cosmética, os efeitos 
terapêuticos esperados com a utilização dos 
recursos eletrotermofototerapêuticos são: a 
melhora da qualidade da pele; o preenchi-
mento das rugas e marcas de expressão; a 
cicatrização da lesão acneica; o clareamento 
das manchas hipercrômicas; a redução do 
tecido adiposo localizado; a modelagem 
corporal; redução dos edemas; a cicatrização 
tecidual; perda de medidas etc. (GUIRRO; 
GUIRRO, 2004; BORGES, 2010; LACRI-
MANTI; GORETI, 2014b; BORGES, 2015).
• Na área da Podologia, podemos listar os efei-
tos terapêuticos como a cicatrização de lesões 
de pele e anexos da pele; analgesia; ação anti-
-inflamatória; melhora do quadro de onico-
micoses; controle microbiológico em lesões 
com presença de microrganismos; analgesia 
e cicatrização do pé diabético ou úlceras etc. 
(BORGES, 2010).
• Na área da Terapia complementar, os 
efeitos terapêuticos incluem: o equilíbrio 
energético dos meridianos energéticos; 
o alinhamento dos chakras e aura; neu-
tralizar padrões emocionais, traumas e 
desarmonias; criar proteção em todos os 
níveis; e desenvolver saúde orgânica e física 
(GERBER, 2002).
Neste site, você poderá ter acesso aos conteúdos referentes aos recursos 
eletrotermofototerapêuticos: Fototerapia, Radiofrequência, Vacuoterapia 
e Ultrassom
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
18
Unicesumar
Para que todos estes efeitos ocorram em seus atendimentos, é ne-
cessário entender que os equipamentos são recursos que possuem 
regras de aplicação: a maioria dos equipamentos já possuem uma 
calibragem de fábrica, principalmente em relação à frequência e à 
potência do aparelho. Os demais parâmetros serão selecionados 
de acordo com o caso clínico e a experiência clínica de cada profis-
sional. Os equipamentos programáveis permitem ao profissional 
selecionar, modificar e ajustar a forma de emissão da energia e isso 
é opcional, porém necessário, pois nenhum indivíduo permanece 
com os sintomas e sinais fixos e iguais a todo o momento (KAHN, 
2001; CISNEROS; SALGADO, 2006).
Por isso, chamo atenção para um detalhe que, às vezes, não é 
trabalhado e que pode impactar a utilização do recurso elétrico, 
que é o conhecimento de suas partes e componentes. Afinal de 
contas, quando se adquire um aparelho, ele vem desmontado na 
caixa e o profissional é o responsável por encaixar suas partes e 
operar sua função. Observe a Figura 2 de um aparelho da área da 
saúde e observe a demanda de partes e componentes.
Cabos conectores
1
2
3
4
5
Equipamento
Cintas elásticas
Eletrodos condutivos
Eletrodos condutivos
Garras de jacaré
AgulhasGel clínicoCabo de energia
Fusível de proteção
CD do manual
Figura 2 - Componentes e partes eletrônicas dos equipamentos utilizados na área 
da Estética e Cosmética; Podologia e Terapias Integrativas e Complementares
Fonte: adaptada de Ibramed ([2020], on-line)2.
Conforme a Figura 2, o 
elemento 1 é o aparelho local 
em que estão armazenados os 
componentes eletrônicos, re-
sistores, transdutores que pro-
duziram a energia do aparelho. 
O elemento 2 corresponde aos 
cabos condutores que, como o 
próprio nome já indica a sua 
função, conduzirão a energia 
do aparelho para o eletrodo 
que estará em contato com a 
pele. O elemento 3 são os ele-
trodos que estarão em contato 
com a pele e serão responsá-
veis por transmitir a energia 
para o tecido biológico. O ele-
mento 4, porém, é o gel con-
dutor. Vamos falar agora um 
pouco sobre cada um destes 
elementos para que te auxilie 
na identificação e montagem 
dos equipamentos.
O aparelho é a carcaça dos 
componentes eletrônicos: cada 
equipamento possui seu design, 
estrutura e tamanho. Alguns 
equipamentos são grandes e ocu-
pam espaço físico no ambiente 
da clínica, outros são pequenos e 
portáteis, garantindo um trans-
porte mais fácil, para um atendi-
mento domiciliar. Dependendo 
do aparelho e da energia produzi-
da, o tamanho da carcaça externa 
não quer dizer nada, precisa-se 
analisar seus componentes e as 
características físicas da energia 
produzida por ele (KAHN, 2001; 
CISNEROS; SALGADO, 2006).
19
UNIDADE 1
O cabo condutor se conecta ao aparelho e se 
direciona o cliente até o eletrodo. Encontramos 
cabos condutores com cores diferenciadas (ver-
melho e preto; azul e cinza) que são usados mais 
em aparelhos que emitem correntes polarizadas 
ecabos coloridos de mesma cor, que são utiliza-
dos em aparelhos que emitem correntes despola-
rizadas. Além disso, podemos classificar os cabos 
condutores conforme a forma de aplicação dos 
eletrodos (monopolar ou bipolar): o monopolar 
usamos somente um cabo condutor e o bipolar 
utilizamos dois cabos condutores para fechar 
o campo elétrico (KAHN, 2001; CISNEROS; 
SALGADO, 2006).
Os eletrodos são os elementos que trans-
mitem por contato a energia produzida pelos 
equipamentos para o tecido biológico. Para sua 
utilização, em alguns casos, é necessário a utili-
zação de um produto ou líquido para criar uma 
interface entre o aparelho e a pele. Pode-se en-
contrar eletrodo de metal (melhores condutores, 
porém os que oferecem maior risco de queima-
dura), de borracha carbonada, de silicone, de 
vidro e os autoadesivos. A escolha do tipo de 
eletrodo depende da energia que utilizaremos no 
equipamento. Na prática clínica, os de borracha 
carbonada e silicone são os eletrodos de maior 
durabilidade; são maleáveis e se adaptam aos 
contornos corporais. Quanto maior a distân-
cia entre os eletrodos, menor a intensidade da 
energia. Nas correntes polarizadas, não podemos 
utilizar os eletrodos autoadesivos e haverá efei-
tos abaixo dos eletrodos posicionados na pele 
(KAHN, 2001; CISNEROS; SALGADO, 2006).
Com base nos valores de resistência elétrica 
dos géis, pôde-se constatar que todos são efi-
cientes na transmissão da corrente elétrica, po-
dendo ser utilizado como uma interface. Por sua 
vez, pensando no cabo conector, ele é um cabo 
único e preto que conecta o aparelho à fonte 
de energia, gerando a voltagem e iniciando o 
movimento elétrico no aparelho (CISNEROS; 
SALGADO, 2006).
Na prática, a corrente sempre se move do ele-
trodo negativo para o eletrodo positivo quan-
do a corrente for polarizada e em uma direção 
bifásica quando a corrente for despolarizada. 
Contudo, não serão só as correntes elétricas as 
responsáveis pelos efeitos dos equipamentos: 
encontramos a emissão de ozônio, a emissão 
de energia eletromagnética, mecânica e sono-
ra; são estas energias que serão emitidas pelos 
equipamentos na área da saúde (BORGES, 2006; 
CISNEROS; SALGADO, 2006).
A emissão da energia ocorre pelos eletrodos 
que estarão posicionados na pele. Alguns fatores 
devem ser observados, como a distância entre os 
eletrodos (pois será entre eles que se formará o 
campo elétrico ou eletromagnético e, quanto maior 
a distância, menor será o campo e menor será a 
energia emitida para a pele), o acoplamento do ele-
trodo (que deverá ser perpendicular ao tecido ou 
à região, sem permitir espaços entre o eletrodo e a 
pele) e o uso de acessórios, como o gel condutor, gel 
de contato, glicerina líquida ou ativos cosméticos 
(que possuem a função de criar uma interface ou 
comunicação entre o aparelho e a pele) (BORGES, 
2006; CISNEROS; SALGADO, 2006).
20
Unicesumar
Esse artigo avalia a resistência elétrica inicial e no decorrer do tempo de 
agentes de acoplamento utilizados na interface eletrodo-pele submetidos 
à estimulação elétrica com corrente bifásica e corrente contínua.
BOLFE, V. J.; GUIRRO, R. R. J. Resistência elétrica dos géis e líquidos utiliza-
dos em eletroterapia no acoplamento eletrodo-pele. Rev Bras Fisioter., São 
Carlos, v. 13, n. 6, p. 499-505, nov./dez. 2009. 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Faça o diagnóstico de seu 
paciente/cliente.
Escolha qual equipamento utilizará.
Higienize a região que será tratada.
Utilize os acessórios necessários 
para a aplicação dos equipamentos 
que você escolheu.
Ligue o equipamento.
Coloque os parâmetros práticos de 
acordo com seu caso clínico.
Posicione o equipamento no cliente.
Aperte o Start.
Adeque a intensidade da energia.
11..
22.
3.
4.
55.
666..
777..
8.
999..
CHEC
KLIST
Figura 3 - Procedimento operacional padrão para a utilização da eletroterapia
Além da colocação correta dos eletrodos, as colocações dos parâmetros na máquina farão a diferença 
no tratamento, por isso, afirmo novamente a você, aluno(a), tenha o conhecimento teórico do equi-
pamento, tenha o conhecimento da fisiopatologia que acomete seu cliente/paciente, saiba sobre os 
parâmetros práticos necessários para a utilização dos equipamentos. Desta forma, você estará com o 
controle da tecnologia e saberá os efeitos que pode esperar com sua utilização.
Para finalizar esta unidade, deixo para você uma sequência de raciocínio para a aplicação prática 
de seu recurso tecnológico:
Desta forma, você terá um padrão de colocação segura e eficiente, de forma que o auxilie na automati-
zação do processo e na utilização dos recursos elétricos. Todos os equipamentos apresentam um POP 
(procedimento operacional padrão) de aplicação prática e clínica, este passo a passo se encontra no 
manual do equipamento e você poderá utilizar os manuais de fábrica para manusear seu equipamento.
21
UNIDADE 1
Caro(a) aluno(a), chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha entendido a importância 
do uso da eletroterapia nos protocolos terapêuticos nas áreas de Estética e Cosmética, Podologia e Terapias 
Integrativas Complementares. Não tenha medo em utilizar as tecnologias disponíveis para sua área, sejam 
elas para fins terapêuticos ou para diagnóstico, mas busque conhecimento teórico e atualização sempre, 
afinal de contas os recursos eletrofototermoterapêuticos sofrem evoluções e melhorias diariamente.
Espero ter auxiliado você em relação aos alicerces sobre a eletroterapia e sobre a utilização de recursos 
elétricos nos protocolos estéticos faciais, capilares, corporais, no bem-estar e equilíbrio energético e nos 
protocolos terapêuticos de podologia.
Nos próximas unidades, trabalharemos, de modo organizado, as formas de energias e quais são os 
recursos incluídos em cada uma delas. Portanto, destrincharemos os equipamentos elétricos, ondulatórios, 
luminosos etc. Vamos trabalhar o embasamento teórico e prático de cada equipamento e suas indicações 
para cada área (Estética e cosmética, Terapia complementares e Podologia). Não perca o foco, anime-se!
Agora, imagine você e seu cliente na sua clínica e em seu protocolo de atendimento utilizará um re-
curso da eletroterapia. Descreva, no Diário de Bordo, qual seria a postura profissional adequada durante 
a aplicação de uma eletroterapia clínica.
Vamos fechar esta unidade desenvolvendo um mapa mental sobre os recursos eletrotermofototera-
pêuticos, isto é, a Eletroterapia e sua aplicabilidade clínica.
Para dar uma mãozinha na revisão, convido que você produza o seu mapa mental para que possa 
esquematizar de uma forma que você visualize, revise e memorize o conteúdo estudado ao longo da 
unidade. 
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Para tanto, segue o mapa conceitual, do qual você extrairá os conceitos e os resumirá em palavras-chave 
e imagens criando o seu próprio mapa mental. Acompanhe:
Eletroterapia
Consiste no uso de correntes elétricas com o objetivo terapêutico, ou seja, para 
desempenhar uma ação no tecido biológico e desenvolver efeitos terapêuticos 
Diagnóstico: a eletroterapia pode ser empregada na avaliação 
da circulação tecidual, da qualidade da pele e seus anexos e na 
avaliação do fluxo de Qi energético no organismo humano 
Terapia: a eletroterapia é utilizada em protocolos de emagrecimento, 
Fibro edema gelóide, pré e pós operatório estéticos, estria, marcas de 
expressão, mancha, acne, onicomicoses, unhas encravadas, micose 
ungueal, inflamações e infecções cutâneas e seus anexos, 
tratamentos de desordens psico emocionais e estresse 
A eletroterapia pode ser utilizada tanto na terapia como no diagnóstico
Produção de energia pelo aparelho
A energia é emitida para a pele do cliente
A energia é absorvida pela pele através dos receptores cutâneos
Efeito físico ou locais
Efeitos fisiológicos e sistêmicos
Efeitos terapêuticos
Cabo conector
Aparelho ou equipamento
Cabo condutor
Eletrodos
Acessórios
Produz efeitos físicos, biológicos, fisiológicos no tecido 
que resultamno resultado terapêutico esperado
Mecanismos de ação 
da eletroterapia
Componentes físicos 
dos equipamentos
Efeitos gerados pela energia 
produzida pelos equipamentos
Procedimento Operacional padrão (POP): 
1– Faça o diagnóstico de seu paciente/cliente. 
2– Escolha qual equipamento utilizará.
3– Higienize a região que será tratada.
4– Utilize os acessórios necessários para a aplicação 
dos equipamentos que você escolheu.
5– Ligue o equipamento.
6– Coloque os parâmetros práticos de acordo com 
seu caso clínico.
7– Posicione o equipamento no cliente.
8– Aperte o Start.
9– Adeque a intensidade da energia.
23
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
CONCEITO
APLICAÇÃO COMPONENTES 
ELÉTRICOS
ELETROTERAPIA
Agora que você revisou de modo sintético a Eletroterapia, você fará a esquematização 
em forma de mapa mental. Deixo como sugestão as seguintes palavras-chave:
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
24
1. Em relação à quantidade de bainha de mielina nos axônios, leia e assinale a alternativa correta, 
quanto ao que pode ser produzido.
a) Reduz a velocidade de condução para promover transmissão mais confiável.
b) Força o impulso nervoso para saltar de nó em nó.
c) Ocorre em excesso na esclerose múltipla.
d) Leva a um aumento da capacitância efetiva da membrana.
e) Reduz a constante de comprimento para a disseminação passiva do potencial de membrana.
2. A polarização de um circuito elétrico é um efeito gerado pela corrente elétrica unidirecional ou 
contínua. Em relação aos equipamentos polarizados e ao efeito abaixo dos eletrodos, analise as 
afirmativas a seguir:
I) Quando o movimento dos elétrons ocorre em uma única direção, ocorre a formação de um 
polo positivo e um polo negativo que acarreta respectivamente na formação eletroquímica 
abaixo do eletrodo.
II) O eletrodo positivo concentra ácido clorídrico na pele.
III) O eletrodo negativo concentra ácido clorídrico na pele.
IV) Ambos os polos podem gerar efeito adverso de queimadura.
Assinale a alternativa que contemple as afirmativas corretas.
a) Apenas I, II e III.
b) Apenas II, III e IV.
c) Apenas I, II e IV.
d) Apenas III e IV.
e) Apenas II e III.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
25
3. Em relação às partes que compõe um equipamento estético, podemos afirmar que:
I) Os cabos conectores podem ser coloridos independentemente da corrente elétrica produzida 
pelo equipamento.
II) Eletrodos são os componentes que conduzem a energia para o tecido biológico.
III) O acoplamento do eletrodo interfere na absorção da energia do equipamento.
Assinale a alternativa que contemple as afirmativas corretas.
a) Somente I e II.
b) Somente II e III.
c) Somente I, II e III.
d) Somente a afirmativa I.
e) Somente a afirmativa III.
4. Justifique a importância da voltagem, pontuando onde a encontraremos nas clínicas.
5. De acordo com as estruturas nervosas que compõe o sistema de condução de informação no 
sistema nervoso, elucide como podemos gerar um estímulo de redução de dor em: um cliente 
com dor crônica, um cliente pós-operado de abdominoplastia e um cliente com pé diabético 
ulcerativo, utilizando os recursos elétricos.
6. Justifique a importância do entendimento do conceito de materiais condutores e isolantes e 
justifique o porquê que nossos equipamentos são todos condutores.
7. Descreva qual é a sensação que a cliente terá na pele quando utilizamos algum recurso elétrico 
no protocolo terapêutico e relate dois cuidados com a intensidade da corrente elétrica.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
26
1. B, está correta porque atua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso 
nervoso ao longo do axônio, promovendo um impulso saltatório.
2. C, porque a afirmativa III, para ser considerada correta, deveria estar descrita da seguinte forma “O eletro-
do negativo concentra Base – Hidróxido de sódio (NaOh)” e não como se encontra descrito na afirmativa. 
3. B, porque a afirmativa I, para ser considerada correta, deveria estar descrita da seguinte forma “Os cabos 
conectores geralmente são pretos independentemente da corrente elétrica produzida pelo equipamento” 
e não como se encontra descrito na afirmativa.
4. Voltagem é a magnitude física que, em um circuito elétrico, impulsiona os elétrons ao longo de um con-
dutor. Isto é, conduz a energia elétrica com maior ou menor potência. Podemos encontrar a voltagem nas 
tomadas, pilhas, baterias.
5. A lesão produz sinais que se transmitem por fibras finas. Estas penetram nos cornos posteriores da me-
dula e ativam as células de transmissão que, por seu turno, enviam sinais para o cérebro. A atividade das 
fibras grossas excita igualmente células da substância gelatinosa e inibe, simultaneamente, a transmissão 
dos influxos dolorosos procedentes das fibras aferentes finas. Na eletroterapia, o estímulo da energia 
emitida pelos recursos eletrotermofototerapêuticos estimulará fibras do tipo A, ou seja, esta energia após 
ser absorvida pela pele será conduzida ao sistema nervoso central por uma via periférica rápida, o que 
provocará a liberação de neurotransmissores e a produção dos resultados terapêuticos como analgesia.
6. Os materiais condutores são materiais que possibilitam a movimentação de cargas elétricas em seu interior 
com grande facilidade, enquanto os isolantes são materiais em que a corrente elétrica não consegue cir-
cular com facilidade. Os isolantes apresentam, portanto, uma resistividade muito alta quando comparada 
aos condutores. Os recursos Eletrotermofoterapêuticos utilizados na estética facial, corporal e terapia 
capilar, Terapias complementares e Podologia são condutores, porque possuem a função de emitir uma 
determinada energia para a pele do cliente.
7. Em um recurso elétrico, a cliente terá a sensação de choque ou formigamento. Como profissional, devo 
tomar cuidado com o nível da intensidade, pois deve respeitar o limiar sensorial da cliente; sempre alterar 
a intensidade para não gerar acomodação sensorial.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
27
AGNE, J. E. Eletrotermoterapia Teoria e Prática. Santa Maria, RS: Orium, 2007.
AUTEROCHE, B.; NAVAITH, P. O diagnóstico na Medicina Chinesa. São Paulo: Andrei, 1992.
BORGES, F. dos S. Dermato-Funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 3. ed. São Paulo: 
Phorte, 2010.
BORGES, F. dos S. Dermato-Funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 5. ed. São Paulo: 
Phorte, 2015.
CISNEROS, L. de L.; SALGADO, A. H. I. Guia de Eletroterapia. Princípios biofísicos, conceitos e aplicações 
clínicas. Belo Horizonte: Editora Coopmed, 2006.
GERBER, R. Medicina vibracional: uma medicina para o futuro. São Paulo: Editora Cultrix, 2002.
GOULART, C. P. et al. Efeitos adversos da eletrotermofototerapia. Fisioter Pesqui., v. 25, n. 4, p. 382-387, 2018.
GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia Dermato-Funcional: fundamentos, recursos e patologias. 3. ed. São 
Paulo: Manole, 2004.
GUYTON, A. C. HALL, J. E. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia: Prática baseada em evidências. 11. ed. São Paulo: Manole, 2003.
KAHN, J. Princípios e prática de eletroterapia. 4. ed. São Paulo: Santos, 2001.
LACRIMANTI, L. M.; GORETI, M. Curso didático de estética. 2. ed. São Caetano do Sul, SP: Ed. Yendis, 
2014 a. Volume 1.
LACRIMANTI, L. M.; GORETI, M. Curso didático de estética. 2. ed. São Caetano do Sul, SP: Ed. Yendis, 
2014 b. Volume 2.
LOW, J.; REED, A. Eletroterapia Explicada. 3. ed. São Paulo: Manole, 2001.
MENDES, P. B. MELO, S. R. Origem e Desenvolvimento da Mielina no Sistema Nervoso Central - Um Estudo 
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2. ed., Porto Alegre: Artmed editora, 2010.
WERNECK, M. M. Transdutores e Interfaces. Rio de Janeiro: Livros Técnicose Científicos, 1998.
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2Em: https://ibramed.com.br/site/equipamentos/neurodyn-compact/. Acesso em: 22 abr. 2020.
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M
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A
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M
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M
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O
2
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Correntes Elétricas
Me. Priscilla Hellen Martinez Blanco Kashiwakura
Nesta unidade, você, aluno(a), terá a oportunidade de aprofundar a pro-
blematização sobre o tema Eletroterapia aplicada à estética facial, corporal 
e tratamentos capilares, nos protocolos dentro da área de Podologia e no 
bem-estar dentro das Terapias Integrativas e Complementares. Além disso, 
trabalharemos focados nos equipamentos elétricos que emitem corrente 
elétrica, ou seja, trabalharemos com os diferentes tipos de correntes elé-
tricas terapêuticas utilizadas para o tratamento ou diagnóstico. Você terá a 
oportunidade de entender o conceito, utilização, indicação, contraindicação 
e aplicação prática de cada equipamento.
32
UNICESUMAR
Atualmente, encontramos uma gama de recursos 
elétricos e complexos quanto às suas formas de 
aplicação e seus parâmetros nas áreas da Estética 
e Cosmética, Podologia e das Terapias Integrativas 
e Complementares. Além disso, existe uma difi-
culdade na aglutinação do conhecimento teórico 
clínico, com o conhecimento teórico referente ao 
tipo de corrente elétrica utilizada, seus benefícios 
biológicos e sobre a sua correta aplicação. Tudo 
isso culmina para uma má utilização dos recursos 
eletrotermofototerapêuticos.
Frente à situação sobrescrita, imagine que você 
trabalhe em uma grande clínica, estando sob a sua 
responsabilidade a escolha e a forma de utilização 
dos recursos eletrotermofototerapêuticos dispo-
níveis na empresa. Suponha que a maior demanda 
de sua clínica seja: pessoas com queixa de gordura 
localizada; ansiosas com alterações no sono; e com 
queixa de onicomicose. Aparece, então, a seguinte 
situação clínica:
Mulher, 47 anos, com queixa estética de gor-
dura localizada em abdômen e flancos, ansiosa e 
com queixas em relação ao sono não restaurador, 
além disso, relata dor na região lombar até a região 
do hálux onde relata onicomicoses de repetições. 
Já fez uso de várias medicações para auxiliar no 
sono e se submeteu a diversos tratamentos con-
servadores, sem resposta significativa. Buscou 
atendimento em sua clínica para obter melhora da 
dor, emagrecer e melhorar sua qualidade de vida. 
Na avaliação, foi analisado Gordura localizada 
do tipo compacta em abdômen e flancos, tensão 
muscular generalizada e alterações emocionais. 
Em relação à queixa de onicomicose, observou-se 
a unha dos dois hálux comprometidos.
Quais equipamentos elétricos poderiam ser 
usados neste caso?
Existe uma diversidade de equipamentos que 
emitem correntes elétricas que podem ser utili-
zados na eletroterapia dentro da área da Estética 
e Cosmética, Podologia e da Terapia Integrativa 
e Complementar. Cada um destes equipamentos 
apresenta suas particularidades quanto às suas in-
dicações e contraindicações, mas todos eles pos-
suem um objetivo em comum: produzir efeito no 
tecido a ser tratado, que é obtido por meio das rea-
ções físicas, biológicas e fisiológicas que o tecido 
desenvolve ao ser submetido à terapia (BORGES, 
2010; BORGES, 2015; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 
2004; LACRIMANTI; GORETI, 2014a; LACRI-
MANTI; GORETI, 2014b).
No geral, os equipamentos empregam a 
corrente elétrica produzida através de cabos 
condutores e os eletrodos que ficam aderidos à 
pele do paciente. Esta corrente elétrica é consti-
tuída por um movimento de elétrons através da 
matéria do equipamento até o tecido biológico 
(KITCHEN, 2003).
Como resultado do rápido desenvolvimen-
to da instrumentação eletrônica e da ciência da 
computação, a tecnologia voltada para a saúde e 
bem-estar do ser humano vem obtendo consi-
deráveis avanços. Equipamentos utilizados para 
diagnósticos tornaram-se cada vez mais precisos 
e indispensáveis aos profissionais de saúde, favore-
cendo análise energética do paciente, auxiliando na 
leitura biológica e determinando sinais biológicos 
(MALMIVUO; PLONSEY, 1995).
No final, quanto mais conhecemos sobre o fun-
cionamento dessas correntes e a sua aplicabilidade, 
fica cada vez mais fácil raciocinar em formas de 
utilização, criando protocolos de tratamento que 
realmente reabilitem o tecido e o paciente e aju-
dem-no a ter uma qualidade de vida melhor. 
33
UNIDADE 2
D
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 D
E 
B
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O
Essa atração entre os canudos ocorre justamente 
porque temos um movimento de energia entre 
uma matéria carregada eletricamente para uma 
matéria neutra ou com menor carga elétrica. Essa 
transferência de energia é justamente a que ocor-
re entre o aparelho e a pele do paciente, no qual 
teremos a transferência da energia elétrica pelos 
polos dos eletrodos de um meio com maior car-
ga elétrica, que no caso é o equipamento, para 
um meio com menor carga elétrica, que é a pele. 
Esta mesma experimentação pode ser vivencia-
da quando levamos um choque em contato com 
o carro, porta da geladeira ou em outra pessoa 
(AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Agora que você observou e descreveu sobre 
a movimentação elétrica e a atração elétrica que 
vivenciamos sempre que estamos com um equipa-
mento ligado na pele de nosso paciente, voltemos 
ao nosso estudo de caso e às indicações de recur-
sos elétricos para nosso paciente-chave:
Vamos experimentar juntos o movimento 
elétrico entre materiais com diferente potencial 
elétrico? Para isso, você precisará dos seguintes 
materiais: dois canudos de plástico e um pedaço 
de papel higiênico. Com os materiais em mãos, 
você deverá realizar um atrito utilizando o papel 
higiênico em um dos canudos; após a fricção, jo-
gue o canudo na parede e observe. O outro canudo, 
porém, você irá jogar ou colocar na parede sem 
atritar com o papel higiênico. 
A partir de suas observações, por que será que o 
primeiro canudo ficou preso na parede e o segun-
do canudo não ficou preso nela? Utilize o Diário 
de Bordo para descrever suas observações.
34
UNICESUMAR
Os equipamentos elétricos emitem corrente elé-
trica para a pele e sabe-se que o movimento da 
corrente elétrica depende do movimento que o 
elétron realiza em um material condutor. Este 
movimento elétrico na área da saúde pode ser 
medido em ampère (A) ou microampère (mA) e 
este fluxo pode ocorrer de forma unidirecional, 
interrompida ou contínua (correntes polariza-
das) ou podem ocorrer de forma bidirecional, em 
que, este fluxo se inverte regularmente (correntes 
despolarizadas) (AGNE, 2007; KITCHEN, 2003; 
KITCHEN; BAZIN, 1998).
A questão de a intensidade ser em ampère ou 
microampère trouxe mais segurança e menor 
risco de complicações como queimadura da pele 
e reações alérgicas quanto à corrente. As corren-
tes polarizadas são os equipamentos de corrente 
galvânica e as despolarizadas são os equipamen-
tos de Farádica, Russa, Aussie, Estereodinâmicas, 
Microcorrentes, Eletrolipólise etc., ou seja, na 
área da Estética facial e corporal, na Podologia e 
na Terapia Integrativa e Complementar, teremos 
mais recursos de correntes despolarizadas para 
a utilização em clínica (BORGES, 2010; BOR-
GES, 2015; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; LA-
CRIMANTI; GORETI, 2014a; LACRIMANTI; 
GORETI, 2014b; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003; 
KITCHEN; BAZIN, 1998).
Este movimento elétrico será transmitido para a 
pele do paciente pelo eletrodo, por isso que o acopla-
mento dos eletrodos no corpo humano e a utilização 
de uma interface na aplicação (gel de contato, por 
exemplo), facilita a emissão da corrente, a absor-
ção do movimento elétrico pelo tecido biológico e, 
desta forma, as modificações fisiológicas, promo-
vendo, sucessivamente, os resultados terapêuticos 
(GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; LACRIMANTI; 
GORETI, 2014a; LACRIMANTI; GORETI, 2014b).
mulher, 47 anos, com queixa estética de gordura localizada em abdômen 
e flancos, ansiosa e com queixasem relação ao sono não restaurador, 
além disso, afirma ter dor na região lombar até a região do hálux, em que 
relata onicomicoses de repetições. Já fez uso de várias medicações para 
auxiliar no sono e se submeteu a diversos tratamentos conservadores, 
sem resposta significativa. Buscou atendimento em sua clínica para 
obter melhora da dor, emagrecer e melhorar sua qualidade de vida. Na 
avaliação, foi analisado gordura localizada do tipo compacta em abdô-
men e flancos, tensão muscular generalizada e alterações emocionais. 
Em relação à queixa de onicomicose, observou-se a unha dos dois hálux 
comprometidos.
35
UNIDADE 2
Quando estamos utilizando 
equipamentos elétricos, geral-
mente iremos trabalhar com 
eletrodos bipolares, ou seja, 
com a aplicação de dois eletro-
dos sobre a pele, um do lado do 
outro com cerca de cinco a dez 
centímetros de distância entre 
eles, eles são responsáveis por 
transferir a corrente e formar 
dois polos distintos: catodo e 
ânodo, o catodo seria o polo 
I (A)
t (S)
Figura 1 - Ilustração da corrente direta do equipamento de Corrente galvânica
Fonte: Só Física ([2020], on-line)1.
negativo do aparelho e o ânodo seria o polo positivo. Este diferencial de carga no eletrodo do apa-
relho promoverá movimentação iônica intensa unidirecional ou bidirecional no tecido biológico e 
será responsável pelo procedimento de iontoforese (BORGES, 2010; BORGES, 2015; GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2004; LACRIMANTI; GORETI, 2014a; LACRIMANTI; GORETI, 2014b; AGNE, 2007; 
KITCHEN, 2003; KITCHEN; BAZIN, 1998).
Iontoforese ou ionização é o procedimento de absorção de ativos através da pele por trans-
porte iônico sob a ação de uma corrente elétrica unidirecional (corrente galvânica); no polo 
negativo, teremos permeação de íons negativos, ligeira vasodilatação e relaxamento; no polo 
positivo, porém, teremos a permeação de íons positivos e ação analgésica, vasoconstrição 
(BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Nas correntes polarizadas, encontramos os equipamentos com a corrente galvânica, corrente farádica, 
corrente TENS, microcorrentes, Eletrolipólise e corrente de baixa frequência para analgesia. Entre estes 
recursos, a mais polarizada é a galvânica, pois ela a única corrente direta da área da saúde, e a única 
com potencial de ionização contínuo enquanto o equipamento está ligado (BORGES, 2010; GUIRRO, 
E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
O equipamento de corrente galvânica emprega o uso de uma corrente direta, constante ou 
contínua com fins terapêuticos (Figura 1). A aplicação terapêutica da corrente galvânica na nossa 
prática clínica se divide em Ionização, Desincruste e Eletrolifting (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; 
GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
A ionização ou Iontoforese é o movimento das cargas para o polo oposto, como pode ser obser-
vado na Figura 2; propriedade utilizada para introduzir radicais químicos ou realizar permeação 
de princípios ativos no tecido, o efeito deste procedimento dependerá do tipo de ativo utilizado 
na permeação, podendo ser utilizado para fins estéticos, analgésicos, cicatrizantes ou renovadores 
(BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
36
UNICESUMAR
Bateria
Eletrodo
positivo
Vaso
sanguíneo
Pele
Eletrodo
negativo
O eletrodo positivo repele fármacos de carga positiva, 
fazendo com que atravessem a pele; o mesmo ocorre no 
eletrodo negativo com moléculas de carga negativa.
ELETRORREPULSÃOA
Bateria
Eletrodo
positivo
Vaso
sanguíneo
Pele
Eletrodo
negativo
O �uxo de um solvente �siológico pela corrente elétrica 
entre os eletrodos positivo e negativo “transporta” um 
fármaco eletricamente neutro.
ELETROSMOSEB
Bateria
Eletrodo
positivo
Vaso
sanguíneo
Pele
Eletrodo
negativo
O eletrodo positivo repele fármacos de carga positiva, 
fazendo com que atravessem a pele; o mesmo ocorre no 
eletrodo negativo com moléculas de carga negativa.
ELETRORREPULSÃOA
Bateria
Eletrodo
positivo
Vaso
sanguíneo
Pele
Eletrodo
negativo
O �uxo de um solvente �siológico pela corrente elétrica 
entre os eletrodos positivo e negativo “transporta” um 
fármaco eletricamente neutro.
ELETROSMOSEB
Figura 2 - Ilustração composta 
por duas Figuras A e B
Fonte: Baltar (2010, on-line)2.
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UNIDADE 2
A ionização é um procedimento realizado com a corrente galvânica e poderia ser utilizada na área 
da estética facial e corporal em procedimentos faciais e corporais para permeação de ativos hidratantes, 
rejuvenescedores, clareadores, lipolíticos ou vasculares. Na área da Podologia, poderíamos utilizar para 
permeação de ativos anti-inflamatórios, antifúngicos, cicatrizantes e analgésicos. Na área das Terapias 
Integrativas e Complementares, poderíamos utilizar o recurso para permeação de frequenciais, ativos 
relaxantes, analgésicos e calmantes (GERBER, 2002; KAHN, 2001; BORGES, 2015).
Além do procedimento de ionização, a corrente galvânica pode realizar o procedimento de de-
sincruste tecidual, que é um procedimento que une os efeitos da corrente galvânica com os efeitos 
químicos de uma solução de limpeza (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; 
KITCHEN, 2003).
O desincruste utiliza a corrente galvânica para eliminar o excesso de secreção sebácea da pele. Ela 
promove uma ação eletroquímica que facilita a limpeza superficial e profunda da pele, e este proce-
dimento pode ser utilizado em quadros de acne, pele oleosa, couro cabeludo oleoso ou seborreico e 
no tratamento no controle de oleosidade da pele dentro da área da estética. Na podologia, poderia 
ser utilizado na limpeza de onicomicoses e onicocriptose para auxiliar na retirada de impurezas. Por 
sua vez, na área de Terapias complementares e Integrativas, utilizamos em qualquer procedimento 
que necessite da limpeza da pele antecedente do tratamento, o que seria uma opção para substituir a 
higienização com as mãos do terapeuta ou uma gomagem (GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 
2007; KITCHEN, 2003) (Figura 3).
Figura 3 - Ilustração do procedimento 
de desincruste com corrente galvânica
38
UNICESUMAR
Por outro lado, o eletrolifting ou galvanopuntura possui o objetivo de atenuar vincos, linhas de 
expressão e as temidas estrias. Esta aplicação consiste em provocar uma sutil agressão na camada 
superficial da epiderme, por meio de agulhas finas e pequenas com o intuito de estimular a produção 
de novas células e neocolagênese para que ocorra o preenchimento das lesões atróficas (BORGES, 
2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; AGNE, 2007; KITCHEN, 2003).
Para a utilização da corrente galvânica, devemos respeitar um tempo de aplicação entre 5 a 30 
minutos, escolher qual polaridade será utilizada (positiva, negativa ou alternada), e a intensidade do 
procedimento será de acordo com o limiar do paciente, porém quanto maior a intensidade, mais efeito 
da permeação, da saponificação e da inflamação (BORGES, 2010; GUIRRO, E.; GUIRRO, R., 2004; 
AGNE, 2007; KITCHEN, 2003). 
Para que você consiga realizar a aplicação prática deste equipamento, eu sugiro que siga o procedi-
mento operacional padrão (POP) dos três procedimentos realizados pela corrente galvânica e utilize 
os eletrodos corretos para a aplicação:
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39
UNIDADE 2
Tabela 1 - Detalhamento dos procedimentos realizados pela corrente galvânica e seus respectivos eletrodos
Para realizar o procedimento de ionização: ligar, co-
nectar o eletrodo passivo no cabo cinza e o ativo no 
cabo azul – bastão e rolo –, selecionar a polaridade 
de acordo com o produto – contrária –, tempo, start, 
intensidade.
Para realizar o procedimento de desincruste: ligar o 
aparelho, conectar o eletrodo passivo no cabo cinza 
e o ativo no cabo azul, envolver o eletrodo gancho em 
um algodão, sem deixar nenhum espaço, embebedar 
o algodão em uma solução de lauril sulfato de sódio, 
selecionar a polaridade de

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