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Introdução à Fisioterapia Dermatofuncional
Breve histórico
A Fisioterapia Dermatofuncional é uma especialidade em crescimento, com interesse na estética por mais de 50 anos.
Atuação na estética começou nos anos 70, com profissionais observando resultados terapêuticos estéticos.
Em 1997, a ABF estabeleceu a Comissão de Estudos em Fisioterapia Estética, marco importante na área.
A especialidade expandiu para tratamento de disfunções tissulares, não se limitando apenas à estética, incluindo casos de queimaduras, dermatoses e cirurgias.
O foco no tratamento estava na recuperação da função, não sendo exclusivo à estética e à beleza.
Breve histórico
A Comissão de Estudos em Fisioterapia Estética propôs a mudança de "estética" para "dermatofuncional" para alinhar com outras especialidades reconhecidas pelo COFFITO.
Em 2012, com apoio do COFFITO e CREFITO, ocorreu o I Congresso Brasileiro de Fisioterapia Dermatofuncional.
Registro da mesa de abertura do I Congresso Brasileiro de Fisioterapia Dermatofuncional.
Breve histórico
O reconhecimento da especialidade
 De acordo com o art. 7º dessa resolução, a atuação desse profissional tem como característica o:
“
Exercício profissional em todos os níveis de atenção à saúde, em todas as fases do desenvolvimento ontogênico, com ações de prevenção, promoção, proteção, educação, intervenção, recuperação e reabilitação do cliente/paciente/usuário, nos seguintes ambientes, entre outros: hospitalar, ambulatorial, domiciliar, home care, públicos, filantrópicos, militares, privados, terceiro setor.
(RESOLUÇÃO COFFITO Nº 394/2011)
Breve histórico
O reconhecimento da especialidade
Crescente interesse de profissionais e estudantes na área de Fisioterapia Dermatofuncional nos últimos anos motivado pela busca da população pelo "corpo perfeito" e pelo desejo dos profissionais de avançar cientificamente na especialidade.
Médicos e cirurgiões reconhecem a importância da colaboração com fisioterapeutas dermatofuncionais em equipes interdisciplinares.
Instituições de ensino superior oferecem cursos de pós-graduação lato sensu em Fisioterapia Dermatofuncional, com duração mínima de 360 horas, conforme normas do Ministério da Educação.
Breve histórico
Conceitos gerais
A Fisioterapia Dermatofuncional aborda o sistema tegumentar e suas disfunções decorrentes de diversos distúrbios.
Atua preventiva e corretivamente em questões estéticas e funcionais, como úlceras, queimaduras, dermatoses, entre outras.
Inclui intervenções pré e pós-operatórias em cirurgias plásticas, bariátricas, mastectomias e vasculares.
Profissionais atuam em diferentes ambientes, desde domicílios até hospitais de alta complexidade.
Breve histórico
Especialização acadêmica x Título de especialidade
A concessão do Título de Especialista Profissional em Fisioterapia Dermatofuncional, assim como nas demais áreas da Fisioterapia, possui alguns dos seguintes requisitos (RESOLUÇÃO COFFITO Nº 394/2011):
O profissional deverá ter experiência comprovada e estar inscrito no CREFITO da sua região por, no mínimo, 2 anos.
Deverá ser aprovado no Exame Nacional para Concessão do Título de Especialista Profissional, emitido pelo COFFITO e pelas associações conveniadas (ABRAFIDEF).
Após a aprovação, há a Prova de Títulos.
ANTES
DEPOIS
OU SERIA...
ANTES
DEPOIS
Introdução sobre o sistema tegumentar
Pele
Segundo Moore & Dalley, a pele é considerada “um dos melhores indicadores da saúde geral” e, por meio dela, com uma observação cautelosa ao exame físico, é possível estabelecer diagnósticos clínicos diferenciais em diversos distúrbios e na maioria das doenças.
Introdução sobre o sistema tegumentar
Pele
A pele apresenta diversas funções importantíssimas para a manutenção da saúde e da vida, sendo responsável pela:
Proteção corporal mediante diversas ameaças do meio no qual vivemos, como escoriações, contato com substâncias prejudiciais, perda de líquido, microrganismos invasores e radiação ultravioleta (UV).
Termorregulação corporal, ou seja, regulação do calor pela dilatação ou constrição dos capilares sanguíneos ou por intermédio da evaporação do suor.
Contenção das diversas estruturas corporais (funcionando como um grande revestimento externo) e de substâncias vitais, prevenindo a desidratação.
Síntese de vitamina D, por intermédio do contato da radiação solar com a pele.
Introdução sobre o sistema tegumentar
Pele
As três camadas da pele.
Introdução sobre o sistema tegumentar
Epiderme
É a camada mais superficial da pele. 
É caracterizada por ser um epitélio queratinizado dividida em 5 camadas:
Camada basal;
Camada espinhosa;
Camada granulosa;
Camada lúcida;
Camada córnea.
Introdução sobre o sistema tegumentar
Epiderme
Camada lúcida
Epiderme
Camada Córnea: Células cubóides (queratinócitos “proteína da pele”). São responsáveis pela constante renovação do epitélio, com intensa atividade mitótica.
Camada Lúcida: Camada de células achatadas, eosinófilas (Age como uma barreira contra bactérias e fungos), cujos núcleos e organelas foram digeridos por enzimas lisossômicas e desapareceram. Está presente em regiões da pele mais espessa, como as palmas das mãos e as plantas dos pés. É a última camada da epiderme em que é possível encontrar células vivas.
Camada Granulosa: auxiliam na impermeabilização da epiderme através da formação de uma barreira.
Camada Espinhosa: Os queratinócitos, presentes na camada espinhosa, produzem queratina, ou seja, as fibras de proteína . As células de Langerhans, presentes na camada espinhosa, ajudam na defesa imunológica, identificando possíveis invasores, como bactérias, fungos e vírus. Também conhecida como estrato germinativo. Aumenta a produção de melanina quando a pele é exposta aos raios UV.
As células da camada basal estão em constante divisão mitótica, onde se movem para a camada seguinte. Esse processo termina quando a célula se torna uma célula queratinizada madura, sendo finalmente descamada na superfície da pele. 
A epiderme possui quatro tipos de células com funções diferentes:
Queratinócitos;
Melanócitos - transferem a melanina recém sintetizada. O escurecimento da pele por exposição à luz do sol ocorre inicialmente devido ao escurecimento da melanina pré-existente e à aceleração da transferência de melanina para os queratinócitos.
OBS: O albinismo resulta da incapacidade hereditária dos melanócitos produzirem a melanina. Geralmente o albinismo é causado pela ausência de atividade da tirosinase ou incapacidade das células de transportarem tirosina para o seu interior. Pela falta de melanina, a pele não tem proteção contra a radiação solar, e os tumores de pele são mais frequentes do que nas pessoas normais. 
células de Langerhans - sistema imunitário, podendo processar e acumular na sua superfície os antígenos cutâneos, apresentando-os aos linfócitos T. 
células de Merkel - células neuroendócrinas da pele que ajudam a sentir o toque leve.
Derme
É o tecido conjuntivo que sustenta a epiderme e é composta por fibras elásticas, colágenas e ácido hialurônico.
Contém fibroblastos, células responsáveis pela produção de componentes da matriz extracelular, como colágeno, elastina e glicoproteínas.
A estrutura e as células da epiderme.
Derme
É constituída por duas camadas:
Camada papilar;
Camada reticular.
Ambas contem muitas fibras e elásticas, responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele. Além dos vasos sanguíneos e linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme as seguintes estruturas: pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas. 
As camadas da derme.
Hipoderme
É composta por tecido conjuntivo frouxo que suporta a pele e facilita seu movimento sobre outras estruturas.
Contém tecido adiposo, responsável pela reserva de energia, modelagem do corpo e isolamento térmico.
Além de células de gordura (adipócitos), há vasos sanguíneos, linfáticos, nervos e fibras de colágeno na hipoderme.Tecido adiposo.
Receptores sensoriais
Esses receptores sensoriais são:
Os corpúsculos de Ruffini - (receptores de pressão e estiramento da pele e das articulações).
Valter-Pacini - é um mecanorreceptor de baixo limiar responsivo à vibração ou pressão, encontrado na pele e outros órgãos internos.
Meissner - Detectam rapidamente mudanças na sensação tátil, incluindo discriminação de dois pontos.
Krause - responsáveis pela sensação de dor e temperatura.
Os receptores sensoriais da pele.
Unhas
São placas de células duras queratinizadas dispostas na superfície dorsal das extremidades dos dedos. 
Na parte proximal da unha, denominada de raiz da unha, ocorre a sua formação.
Anatomia da unha.
Unhas
Assim como o pêlo, a unha é formada por uma invaginação da epiderme para a derme. Desta forma, tem origem ectodérmica – uma origem “nobre”, pois o SNC também origina-se de uma invaginação da ectoderme. 
Velocidade de crescimento:  
Em média, as unhas crescem por volta de 0,1mm ao dia, sendo o crescimento mais rápido no verão que no inverno, mais rápido nas unhas da mão do que no pé e mais rápido na mão dominante. As unhas individuais diferem ligeiramente nas velocidades de crescimento. Dessa forma, em circunstâncias normais, as unhas dos dedos das mãos levam cerca de 5 meses pra crescer inteiramente, enquanto as dos pés demoram de 12 a 18 meses.  
Introdução sobre o sistema tegumentar
Pelos
São estruturas finas e queratinizadas originadas dos folículos pilosos, invaginações da epiderme.
Compreendem o bulbo piloso, a cutícula, o córtex e a medula.
Desenho de um folículo piloso.
Pelos
São estruturas finas e queratinizadas originadas dos folículos pilosos, invaginações da epiderme.
Compreendem o bulbo piloso, a cutícula, o córtex e a medula.
Os folículos pilosos estão presentes em todas as partes da pele, exceto nos lábios, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Os pelos e cabelos novos são formados no bulbo piloso que se encontra na base do folículo piloso. As células vivas do bulbo multiplicam-se e estendem-se para cima.
Desenho de um folículo piloso.
Glândulas sudoríparas
São divididas em:
Merócrinas - é uma glândula exócrina que libera secreção para fora do corpo ou para dentro de um ducto, sem perder material celular. 
Apócrinas - As glândulas apócrinas secretam substâncias oleosas, lipídios e aminoácidos. Quando essas secreções sem odor interagem com a flora bacteriana de nossa pele, um mau odor característico é produzido.
Glândulas sebáceas
Originam-se na derme e a maioria delas desemboca nos folículos pilosos, exceto em certas áreas.
Elas estão distribuídas em todo o corpo, exceto nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Sua secreção é uma mistura complexa de lipídeos, incluindo ácidos graxos, triglicerídeos e colesterol.
São responsáveis por produzir sebo, uma substância lipídica que evita o ressecamento da pele e a perda excessiva de água.
Recursos e técnicas da Fisioterapia Dermatofuncional
Recursos eletrotermofototerapêuticos que são mais utilizados na especialidade:
Laser
Radiofrequência
Ultrasssom
Correntes terapêuticas
Recursos e técnicas da Fisioterapia Dermatofuncional
Outros recursos eletrotermofototerapêuticos que são utilizados em tratamentos:
Criofrequência;
Criolipólise;
Endermoterapia (ou vacuoterapia);
Terapia vibro-oscilatória;
Laserterapia;
LED (com diferentes cores para fins terapêuticos);
Ondas de choque;
Carboxiterapia.
Recursos e técnicas da Fisioterapia Dermatofuncional
Sobre os recursos manuais, o fisioterapeuta dermatofuncional utiliza as seguintes técnicas:
 Terapia manual;
Drenagem linfática manual;
Massagem modeladora;
Massagem relaxante;
Mecanoterapia;
Cinesioterapia motora e respiratória.
Áreas de atuação da especialidade
O fisioterapeuta dessa área age de forma corretiva e preventiva tanto no âmbito estético quanto na recuperação funcional e no reparo tecidual em diversas afecções de pele (queimaduras, úlceras, dermatoses, hanseníase, psoríase, dentre outras).
Áreas de atuação da especialidade
Estética e cosmetologia
O profissional avalia e cria planos de tratamento para diversas disfunções inestéticas, como flacidez, estrias, gordura localizada e rugas.
Durante a avaliação, é importante considerar hábitos de vida, histórico de saúde e fatores que possam estar relacionados às queixas do paciente, como dieta e exposição solar.
Fisioterapeuta dermatofuncional aplicando laser de CO2
 fracionado em estrias.
Áreas de atuação da especialidade
Dermatologia
Fisioterapeutas dermatofuncionais na Dermatologia tratam diversas condições da pele, como dermatoses, psoríase, cicatrizes, acnes e discromias.
Colaboram com dermatologistas para proporcionar atendimento interdisciplinar de alta qualidade, utilizando técnicas manuais e eletroterapêuticas.
Fisioterapeuta utilizando um dermatoscópio para avaliar a pele de uma paciente.
Áreas de atuação da especialidade
Endocrinologia
O objetivo terapêutico gira em torno do fortalecimento muscular dos membros superiores, inferiores, tronco e abdômen, pois o paciente obeso apresenta redução da massa muscular gerando fadiga e dores, além da reeducação postural, promovendo o realinhamento da postura.
Áreas de atuação da especialidade
Hanseníase
Pacientes com hanseníase apresentam sintomas dermatológicos e neurológicos, como manchas, caroços e alterações na sensibilidade.
O diagnóstico precoce é crucial para um prognóstico favorável e redução de sequelas.
O fisioterapeuta dermatofuncional na hanseníase previne deformidades, recupera força muscular e trata sequelas tardias, como dor e úlceras.
Paciente em estágio avançado de hanseníase.
Áreas de atuação da especialidade
Pré e pós-operatório de cirurgias plásticas
Fisioterapeutas dermatofuncionais são fundamentais no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas.
Utilizam diversas técnicas para otimizar a recuperação.
Conhecimento preciso do reparo tecidual é crucial.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica endossa sua participação no pós-operatório.
Foto de um pós-operatório imediato de abdominoplastia.
Áreas de atuação da especialidade
Pré e pós-operatório de cirurgia bariátrica
A obesidade pode causar complicações durante e após cirurgias, como problemas respiratórios e trombose.
O fisioterapeuta especializado em cirurgia bariátrica busca reduzir a internação e melhorar a qualidade de vida pós-operatória.
No pré-operatório, foca em fortalecimento respiratório, muscular geral, reeducação postural e músculos pélvicos, além de oferecer orientações.
Fisioterapeuta realizando avaliação postural em um paciente obeso.
Áreas de atuação da especialidade
Pré e pós-operatório de cirurgia bariátrica
No pós-operatório imediato, trabalha na prevenção de complicações respiratórias e circulatórias.
Posteriormente, prepara o paciente para retomar atividades diárias, incluindo tratamento estético para disfunções causadas pela obesidade.
Atuação fisioterapêutica no pós-operatório de cirurgia bariátrica.
Áreas de atuação da especialidade
Angiologia e linfologia
Previnem e tratam complicações pós-cirurgia vascular, assim como doenças do sistema linfático, abrangendo o linfedema. A intervenção ocorre em todas as fases:
Pré-operatório
Intra-operatório
Pós-operatório imediato
Áreas de atuação da especialidade
Queimados
Fisioterapeutas dermatofuncionais são essenciais na recuperação de pacientes com queimaduras, desde a internação até o tratamento ambulatorial.
Utilizam técnicas como malhas compressivas, laser e LED para promover a recuperação funcional dos tecidos lesados e prevenir complicações.
Atuam no pré e pós-operatório de cirurgias reparadoras, orientando pacientes e familiares sobre adaptações necessárias e promovendo a recuperação funcional das estruturas afetadas.
Áreas de atuação da especialidade
Queimados
Existem três tipos principais: térmicas, químicas e elétricas, classificadas em três graus:
1º grau
Superficial,sem bolhas, afeta epiderme.
2º grau
Afeta derme, bolhas, danos nervosos.
3º grau
Profunda, atinge camadas tissulares, danos severos.
Anatomofisiologia aplicada à Fisioterapia Dermatofuncional
Sistema circulatório
Visão geral do sistema circulatório
Compreende os sistemas: 
vascular sanguíneo (composto por vasos e coração);
 
vascular linfático (ajuda a manter o equilíbrio do corpo). 
É responsável pelo transporte de nutrientes, gases e resíduos pelo corpo. 
As artérias levam sangue do coração, enquanto as veias trazem de volta. 
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Coração
Circulação do sangue através do coração.
As paredes do coração são constituídas por três túnicas:
Endocárdio, ou túnica interna;
Miocárdio, ou média;
Pericárdio, ou túnica externa.
O coração tem duas metades: direita e esquerda, divididas por um septo. 
Cada metade tem um átrio (recebe sangue) e um ventrículo (envia sangue). 
Coração
Ilustração da anatomia do coração.
Veias cavas trazem sangue pobre em oxigênio de volta para o coração direito.
Sangue vai do átrio direito para o ventrículo direito, passando pela valva tricúspide.
Impulsionado para os pulmões pelo tronco pulmonar, onde ocorrem trocas gasosas.
Sangue oxigenado retorna ao coração pelo átrio esquerdo, indo para o ventrículo esquerdo e sendo distribuído pelo corpo pela aorta.
Coração
Ilustração demonstrando um infarto agudo do miocárdio.
Circulação pulmonar e sistêmica são os tipos de circulação do sangue.
Valvas previnem refluxo, assegurando fluxo unidirecional.
Infarto resulta de obstrução em artérias coronárias, levando à isquemia.
Angina pode ser sinal inicial de redução do fluxo cardíaco.
Placas de ateroma e trombos comuns causam infarto.
Vasos sanguíneos
Os tubos condutores
Endotélio
Funciona como uma barreira semipermeável entre o plasma sanguíneo e o líquido intersticial. É nesse local que ocorre a transferência de substâncias do sangue para os tecidos.
Músculo liso
Está presente em quase todos os vasos sanguíneos, exceto nos capilares. Essa musculatura está organizada em camadas circulares ou espirais.
Tecido conjuntivo
Presente nos vasos sanguíneos, contém uma quantidade variável de fibras colágenas e elásticas.
A parede dos vasos sanguíneos é formada por:
Vasos sanguíneos
Os tubos condutores
Os vasos sanguíneos, por sua vez, são compostos por:
Células endoteliais achatadas e lâmina elástica interna.
Túnica íntima
Células musculares lisas, camada espessa.
Túnica média
Fibras colágenas e elásticas, oferecem resistência ao estiramento.
Túnica adventícia
Vasos sanguíneos
Os tubos condutores
A imagem a seguir demonstra a disposição dessas três camadas.
Camadas dos vasos sanguíneos.
Vasos sanguíneos
Artérias
As artérias são os vasos sanguíneos que levam o sangue do coração para os capilares. Existem três tipos de artérias:
Artérias elásticas ou de grande calibre
São assim chamadas devido à grande quantidade de tecido elástico presente em suas paredes.
Artérias musculares ou de médio calibre
São compostas predominantemente de células musculares lisas, cuja contração controla o fluxo sanguíneo para os órgãos.
Arteríolas
São pequenos vasos que controlam o fluxo sanguíneo para os capilares por meio de vasoconstrição ou vasodilatação, com a contração da musculatura lisa.
Vasos sanguíneos
Capilares
Os capilares são formados por uma camada de células endoteliais enroladas, permitindo trocas entre sangue e tecidos. 
Também contêm pericitos, que auxiliam na regulação do fluxo sanguíneo com sua capacidade contrátil.
Os capilares podem ser classificados, de acordo com sua localização e estrutura em:
Capilares contínuos
Capilares fenestrados
Capilares sinusoides
Vasos sanguíneos
Vênulas e Veias
As vênulas menores possuem estrutura semelhante aos capilares, formadas por uma única camada de células endoteliais e envolvas por pericitos.
Veias têm diâmetro maior que artérias e paredes mais finas. Possuem menos desenvolvimento muscular e elástico que artérias.
Veias possuem válvulas que auxiliam no retorno do sangue para o coração contra a gravidade e a baixa pressão.
Vasos sanguíneos
Vênulas e Veias
As principais diferenças entre veias e artérias:
Artéria
Veia
Vasos sanguíneos
Vênulas e Veias
Hiperemia aumenta o fluxo sanguíneo em tecidos devido à permeabilidade capilar.
Varizes são causadas por perda de tônus muscular ou degeneração das veias, podendo levar a complicações como ulcerações e inflamações.
Veia normal.
Veia com varizes.
Sistema vascular linfático
O sistema linfático recolhe líquido excedente da troca entre capilares arteriais e venosos.
A hipótese de Starling explica o equilíbrio entre filtração e reabsorção nos capilares.
Existem duas pressões responsáveis por esses mecanismos:
Pressão hidrostática
Empurra o líquido para fora dos poros dos capilares.
Pressão coloidosmótica
Está ligada à presença de proteínas no plasma.
Sistema vascular linfático
O sistema linfático recolhe o líquido excedente, resultando em aproximadamente três litros por dia.
A circulação linfática começa nos linfáticos iniciais, coletando a linfa, um líquido semelhante ao plasma sanguíneo, com menor concentração de proteínas, incolor e viscoso.
O sistema linfático é responsável por retornar esse líquido excedente para a circulação sistêmica.
Capilares sanguíneo e linfático.
Sistema vascular linfático
Os linfáticos iniciais possuem células achatadas unidas por filamentos ao tecido conjuntivo. Essa estrutura é essencial na drenagem linfática manual, facilitando a entrada de substâncias no sistema linfático.
Linfáticos iniciais e seus filamentos de ancoragem.
Sistema vascular linfático
Processo de filtragem da linfa:
Linfa é coletada por vasos linfáticos após linfáticos iniciais. Válvulas garantem fluxo unidirecional, evitando refluxos.
Linfonodos filtram linfa, onde células como macrófagos e linfócitos ativam resposta imunológica.
Linfa passa pelos vasos linfáticos até os ductos linfáticos direito e torácico, desembocando nas veias subclávia e jugular, retornando ao sangue.
Sistema endócrino
Sistema endócrino controla funções corpóreas via hormônios.
Hormônios são produzidos por glândulas endócrinas sem ductos.
Secreção glandular vai diretamente para a corrente sanguínea.
Principais glândulas do sistema endócrino.
Sistema endócrino
Hormônios atuam em órgãos-alvo com receptores específicos.
A ligação é como chave e fechadura, garantindo alvo certo.
Células reconhecem hormônios mesmo em baixa concentração.
Principais ações desencadeadas pelos hormônios produzidos na glândula tireoide.
Sistema endócrino
Os hormônios são classificados em três grandes classes, de acordo com sua estrutura química em:
Hormônios peptídicos ou proteicos
Compostos por aminoácidos, hidrossolúveis, curta meia vida.
Hormônios esteroides
Derivados do colesterol, lipossolúveis, ligação a proteína transportadora, meia vida prolongada.
Hormônios derivados de aminoácidos ou amínicos
Originados de modificações em aminoácidos, alguns hidrossolúveis (catecolaminas), outros lipossolúveis (hormônios da tireoide), melatonina é solúvel em ambos meios.
Hormônios peptídicos ou proteicos
Hormônio do crescimento (GH)
Hormônio tireotrofina (TSH)
Corticotrofina (ACTH)
Insulina e glucagon
Vasopressina (ADH)
Hormônio folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH)
Calcitonina
Hormônio da paratireoide (PTH)
Leptina
Hormônios esteroides
Aldosterona
Cortisol
Andrógenos
Estrógeno e progesterona
Calcitriol ou vitamina D3
Hormônios derivados de aminoácidos
Catecolaminas
Tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4)
Melatonina
Patologias
Diabetes mellitus
Diabetes causa hiperglicemia devido à falta de transporte de glicose para células.
Pacientes diabéticos podem ter dificuldade na cicatrização de lesões.
No diabetes, hipóxia leva a baixa irrigação, estresse oxidativo e inflamação crônica, atrasando cicatrização.
Fisioterapeuta dermatofuncional pode acelerar cicatrizaçãocom laser, microcorrentes, entre outros recursos.
Patologias
Síndrome de Cushing
Alta produção de cortisol ou uso excessivo de glicocorticoides.
Cortisol diminui síntese de colágeno e elastina, afetando firmeza e elasticidade da pele.
Sintomas: estrias largas arroxeadas, fragilidade capilar e equimoses, especialmente no abdômen.
Diferença entre um indivíduo normal e outro com síndrome de Cushing.
Patologias
Hiper ou hipotireoidismo
Hipertireoidismo
Aumento na produção e secreção de T3 e T4. Há aumento do metabolismo, perda de peso, agitação, perda de massa muscular, ou seja, metabolismo fica acelerado.
Hipotireoidismo
Baixa nessa produção desses hormônios, que pode ser devido a uma deficiência no consumo de iodo, remoção da tireoide ou por deficiência na ativação do estímulo TSH – tireoide. O metabolismo da pessoa fica mais lento do que o normal.
Patologias
Baixos níveis de estrógeno e osteoporose
Menopausa pode levar a baixos níveis de estrógeno em mulheres.
Estrógeno controla a atividade do paratormônio (PTH) e cálcio no sangue. Baixos níveis de estrógeno diminuem atividade dos osteoblastos, levando a osteopenia e osteoporose.
Níveis de estrógeno na mulher por idade.
Patologias
Acne
Hormônios sexuais e gônadotróficos agem na puberdade.
Testosterona aumenta atividade das glândulas sebáceas.
Sebo e células mortas nutrem bactéria, gerando lesões inflamatórias.
Pele
Pele é o maior órgão, composta por epiderme, derme e anexos cutâneos.
Hipoderme é tecido subcutâneo, atua como isolante térmico.
Funções da pele incluem proteção, regulação térmica e síntese de vitamina D3.
Desenho esquemático da pele: camadas e anexos.
Pele
A pele também possui funções sensorial e excretora:
Função sensorial
Traduz para o sistema nervoso as informações que recebe do ambiente.
Função excretora
Expulsa o suor das glândulas sudoríparas, por exemplo.
Epiderme
A epiderme é a camada mais externa do corpo, formada por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. Essa camada é avascular.
A epiderme é formada basicamente de quatro tipos celulares: os queratinócitos, os melanócitos, as células de Merkel e de Langerhans.
Tipos celulares da epiderme.
Derme
Derme: composta por colágeno (firmeza), fibroblastos (produção de matriz) e elastina (elasticidade).
Vasos sanguíneos e linfáticos fornecem nutrientes e oxigênio à epiderme.
Receptores sensitivos para captar estímulos do ambiente são encontrados na derme.
Composição da derme.
Anexos cutâneos
Folículos pilosos
Fases de crescimento do pelo.
Conceitos básicos sobre reparo tecidual
Perda da integridade da pele
Lesões na pele interrompem sua continuidade e afetam sua integridade e funções. Classificamos as lesões na pele em agudas ou crônicas:
Lesão aguda
Lesão crônica
Perda da integridade da pele
Regeneração mantém estrutura e função do tecido após lesões.
Lesões atingindo matriz celular na derme levam à cicatrização que podem ser:
Cicatrização por primeira intenção: bordas são aproximadas com suturas ou colas cirúrgicas.
Cicatrização por segunda intenção: ocorre em lesões com grande perda de tecido, como queimaduras graves. Tecido cicatricial cresce a partir das bordas, seguido de contração e reepitelização.
Cicatriz por segunda intenção.
Lesões cirúrgicas ou corte
Uma lesão cirúrgica consiste em um corte, geralmente, realizado por um objeto perfurocortante, como o bisturi ou cânula de lipoaspiração. A maioria das lesões cirúrgicas se cicatriza por primeira intenção.
Algumas técnicas em que ocorre esse processo de cicatrização são:
Lipoaspiração;
Abdominoplastia;
Mamoplastia;
Ritidoplastia;
Rinoplastia;
Blefaroplastia. 
Queimaduras: cicatriz e a reabilitação física do paciente
Queimadura de primeiro grau (superficial)
Atinge apenas a epiderme, resultando em eritema e edema, e o paciente apresenta dor.
Queimadura de segundo grau (espessura parcial)
Atinge a epiderme e a derme, ocorrendo a formação de bolhas, e a dor do paciente é acentuada.
Queimadura de terceiro grau (espessura total)
Atinge epiderme, derme e tecidos profundos. Lesiona terminações nervosas, podendo não causar dor.
Queimaduras: cicatriz e a reabilitação física do paciente
O Fisioterapeuta dermatofuncional atua na reabilitação de pacientes queimados. É seu papel:
Promover redução de edema, dor e melhora da mobilidade.
Prevenir ou diminuir contraturas cicatriciais e complicações cardiorrespiratórias.
Promover independência nas atividades diárias e orienta sobre tratamentos complementares.
Lesão por pressão: definição, prevenção e cicatrização
Segundo Edsberg (2016), as lesões por pressão são classificadas em quatro estágios de acordo com a extensão do dano ao tecido:
Pele intacta com uma área de localização de eritema não branqueável.
Estágio 1
Perda parcial da pele com exposição da derme.
Estágio 2
Perda total da pele com exposição do tecido subcutâneo.
Estágio 3
Perda total da pele com exposição da fáscia, músculo, tendão, ligamentos ou osso.
Estágio 4
Lesão por pressão: definição, prevenção e cicatrização
Lesões por pressão afetam pacientes imobilizados, causando dor e impactando qualidade de vida.
O Fisioterapeuta dermatofuncional previne essas lesões com mudanças frequentes de decúbito.
Ciclos de isquemia e reperfusão são cruciais na formação das lesões por pressão.
Processo de reparo da pele após lesão envolve fases de inflamação, proliferação e remodelamento, resultando em cicatriz semelhante, mas não idêntica à pele normal.
Resposta vascular da inflamação
A resposta inflamatória se inicia imediatamente após o trauma e dura cerca de 4 a 6 dias. Pode ser subdividida em:
Resposta vascular
Contração de vasos, coagulação formando barreira protetora.
Resposta celular
Migração de células de defesa, limpeza, liberação de mediadores e estímulo à proliferação de fibroblastos.
Resposta vascular da inflamação
Fase inflamatória: Calor, vermelhidão, inchaço, dor e perda de função.
Vasodilatação e aumento do fluxo causam calor e vermelhidão.
Edema devido ao aumento da permeabilidade vascular; dor por compressão de terminações nervosas.
Hemostasia ocorre para conter sangramento e equilibrar funções vasculares.
Resposta vascular da inflamação
Principais etapas da formação do coágulo:
Adesão plaquetária
As plaquetas realizam a adesão ao colágeno exposto das células endoteliais.
Agregação plaquetária
Com a chegada de mais plaquetas ao local, elas se agrupam umas às outras.
Cascata de coagulação
Essas plaquetas liberam mediadores que facilitam a coagulação.
Resposta vascular da inflamação
Formação do coágulo sanguíneo.
Resposta celular: processo de reparo
Ilustração 3D dos neutrófilos na circulação sanguínea.
Substâncias como histamina e bradicinina causam dilatação dos vasos sanguíneos.
Plaquetas liberam fatores de crescimento, recrutando células de defesa (leucócitos).
Neutrófilos chegam rapidamente e fazem limpeza, destruindo bactérias e removendo componentes danificados.
Neutrófilos são substituídos por macrófagos, que continuam fagocitose e produzem fatores de crescimento.
Macrófagos são essenciais na transição entre inflamação e fase proliferativa.
Resposta celular: processo de reparo
Fase inflamatória do processo de reparo.
Fase proliferativa ou granulação
Fase Proliferativa
Inicia cerca de 4 dias após o trauma e inflamação.
Proliferação e diferenciação celular para formação do tecido de granulação.
Fase de Remodelamento
Começa aproximadamente no 8º dia pós-lesão.
Equilíbrio na produção e deposição de colágeno.
Pode durar até 1 ano ou mais.
Fase proliferativa ou granulação
Reepitelização
Inicia algumas horas após a lesão.
Envolve proliferação e migração de queratinócitos da borda para o centro da lesão.
Folículos pilosos atuam como reservatório de queratinócitos.
Queratinócitos modificam estrutura e desfazem conexões laterais para facilitar movimentação.
Processo de reepitelização.Fase proliferativa ou granulação
Angiogênese
É a formação de novos vasos sanguíneos.
Garante nutrição e irrigação sanguínea ao tecido.
Equilibra a maior demanda metabólica causada pelo aumento de células.
Células endoteliais proliferam para formar novos vasos a partir dos vasos pré-existentes.
Ilustração simplificada do processo de angiogênese.
Fase proliferativa ou granulação
Fibroplasia
É o processo de migração e proliferação de fibroblastos.
É estimulada por fatores de crescimento liberados por plaquetas e macrófagos.
Fase proliferativa: fibroblastos viram miofibroblastos, depositando colágeno tipo III.
Novo tecido fecha a lesão, menos resistente. Fisioterapeutas estimulam colágeno e remodelamento com terapia manual.
Exemplos de terapia manual.
Fase de remodelamento ou maturação
Fase final do processo cicatricial: redução na síntese e modificação da matriz extracelular durante o remodelamento.
Redução da celularidade do tecido de granulação devido à apoptose das células endoteliais, macrófagos e miofibroblastos.
Maturação do colágeno: substituição do tipo III pelo tipo I, com fibras mais espessas, aumentando a resistência da cicatriz.
Cicatriz na fase de remodelamento.
Fase de remodelamento ou maturação
Metaloproteinases (MMPs) são enzimas que degradam componentes da matriz, incluindo colagenase (que quebra colágeno) e elastase (que degrada elastina).
Atividade das MMPs é regulada pelos inibidores teciduais das metaloproteinases (TIMPs), sendo essencial para um reparo tecidual normal manter equilíbrio entre essas atividades.
Cicatriz, fisiologicamente, se assemelha em características e funcionalidades à pele normal, mas não é idêntica a um tecido não lesado.
Fase de remodelamento ou maturação
Sangramento (fase inicial)
Fase de remodelamento ou maturação
Fase inflamatória
Fase de remodelamento ou maturação
Fase proliferativa
Fase de remodelamento ou maturação
Fase de remodelamento
Cicatrização
O processo cicatricial
Cicatrização gera uma cicatriz esteticamente satisfatória, similar ao tecido não lesado em cor, textura e elasticidade.
A cicatriz é quase imperceptível, com tecido adequado, garantindo o fechamento preciso da lesão e a restauração das funções da pele.
Em casos insatisfatórios, podem surgir alterações cicatriciais como cicatrizes hipertróficas, atróficas, queloides, fibrose e deiscências.
Cicatrização
Fibrose
Resulta da produção desordenada de colágeno, levando a ondulações e depressões na pele, causando desconforto, especialmente após cirurgias de lipoaspiração.
Cicatrização
Queloide e cicatriz hipertrófica
Ocorrem devido à excessiva deposição de colágeno, resultando de desequilíbrios em diferentes estágios do processo de cicatrização.
Cicatriz hipertrófica.
Cicatriz queloideana.
Cicatrização
Queloide e cicatriz hipertrófica
Existem outras características que diferenciam as cicatrizes hipertróficas e queloides:
Raça
Predisposição genética
Contratura
Incidência
Locais de predileção
Cicatrização
Queloide e cicatriz hipertrófica
Imagem e fotomicrografia de cicatriz normal. 
Cicatrização
Queloide e cicatriz hipertrófica
Imagem e fotomicrografia de cicatriz hipertrófica.
Cicatrização
Queloide e cicatriz hipertrófica
Imagem e fotomicrografia de cicatriz queloideana.
Cicatrização
Cicatriz atrófica
Depressões na pele, comum em sequelas de acne, acidentes, cirurgias ou desordens genéticas.
Resulta da perda de fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação da pele, devido a inflamação intensa ou desequilíbrio na atividade da colagenase.
Tratamento envolve fisioterapia com recursos terapêuticos que estimulam a proliferação tecidual.
Ilustração de cicatriz atrófica.
Lesões crônicas
Fatores locais
Infecção e inflamação prolongada
Vascularização prejudicada
Síntese de colágeno
Lesões crônicas
Fatores sistêmicos
Idade
Estado nutricional
Baixa ingestão de proteínas e vitaminas
Doenças metabólicas
Uso de medicamentos
Fisioterapia no pré e pós-operatório em cirurgias plásticas
Conceitos gerais
Retalho cutâneo
Retalho cutâneo é comum em cirurgias plásticas, consistindo em uma porção de pele e tecido transferida com conexão vascular.
Rede vascular é crucial para a sobrevivência do retalho e integração com o novo local.
Retalhos são compostos por pedículo, corpo e extremidade, podendo ser simples (apenas pele) ou compostos (vários tecidos).
Integração do retalho com novo leito ocorre em cerca de três semanas.
Conceitos gerais
Vascularização
Vascularização do retalho é essencial para o sucesso da cirurgia plástica.
Vascularização cutânea envolve artérias segmentares, perfurantes e miocutâneas.
Cor rósea indica boa vascularização; palidez temporária pode ocorrer durante a cirurgia.
Trações excessivas, deslizamento e hematomas prejudicam a vascularização do retalho.
Macrocirculação cutânea.
Conceitos gerais
Revascularização sanguínea e linfática
Revascularização sanguínea do retalho ocorre junto com o processo de cicatrização.
Revascularização linfática envolve a formação de novos capilares linfáticos.
A angiogênese e linfangiogênese são processos comuns na cicatrização, não exclusivos dos retalhos cutâneos.
Conhecimento desses processos é importante para a reabilitação pós-operatória de cirurgias plásticas.
Conceitos gerais
Revascularização sanguínea e linfática
Processo da angiogênese e da linfangiogênese por mm2 em dias.
Cicatrização dos tecidos
As fases da cicatrização
O reparo tecidual é dividido em três fases, as quais sofrem influências de interações celulares e são reguladas por vários sinais químicos:
Fase inflamatória 
Fase proliferativa 
Fase de remodelamento 
Cicatrização dos tecidos
As fases da cicatrização
Cicatrização dos tecidos
Os tipos de cicatrização
Primeira intenção
Cicatrização de primeira intenção: bordas unidas, sem infecções, boa evolução (4-15 dias).
Segunda intenção
Cicatrização de segunda intenção: ruptura de pontos, tecido de granulação visível, pode levar dias a meses, aparência inestética.
Terceira intenção
Cicatrização de terceira intenção: não cicatrização por falta de tecido de granulação ou infecção, necessita ressutura.
Cicatrização dos tecidos
Os tipos de cicatrização
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Equimose
As equimoses podem se apresentar de três formas:
Sugilação
Sufusão
Petéquias
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Hematoma
Hematoma é o extravasamento de sangue em tecidos, causando abaulamento, diferindo da equimose que é limitada na pele.
Hematoma palpebral.
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Seroma
O seroma é a acumulação de líquido seroso entre o retalho cutâneo e a aponeurose, geralmente após cirurgias plásticas. 
É tratado com punção, mas requer cuidado em cirurgias com implantes para evitar infecções.
Ilustração de um seroma.
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Fibroses
A fibrose é a formação excessiva de tecido cicatricial após lesões cirúrgicas.
Pode causar aderências e limitar o deslizamento dos tecidos.
É mais comum em procedimentos subcutâneos, como lipoaspirações.
A fibrose é classificada em três tipos: cordão, nodular e placa.
Fibrose pós-lipoaspiração de abdômen.
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Trombose venosa profunda e embolias
A trombose venosa profunda (TVP) é causada pela coagulação sanguínea em vasos profundos.
Pode resultar em embolia pulmonar, sendo o risco maior em cirurgias longas.
Os sintomas incluem dor, inchaço e veias dilatadas na panturrilha.
O diagnóstico é confirmado com o ecodoppler venoso de membros inferiores.
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Trombose venosa profunda e embolias
Formação da TVP.
Intercorrências e complicações maiscomuns no pós-operatório
Deiscência
Deiscência é a abertura espontânea de pontos cirúrgicos, uma complicação.
O tratamento geralmente envolve cicatrização por segunda intenção.
Deiscência de sutura de abdominoplastia em âncora.
Intercorrências e complicações mais comuns no pós-operatório
Necrose de retalho
Deiscência de sutura de abdominoplastia em âncora.
A necrose resulta da morte de tecidos devido à falta de fluxo sanguíneo.
Fatores como tabagismo, tensão excessiva, infecções e hematomas contribuem para sua ocorrência.
O tratamento envolve desbridamento e pode levar à cicatrização por segunda ou terceira intenção.
Principais cirurgias plásticas da mama
Aumento mamário
Aumento mamário: cirurgia com implantes de silicone para aumentar o volume das mamas.
Indicada para mamas pequenas e flacidez.
Implantes texturizados variam em forma e tamanho.
Vias cirúrgicas incluem inframamária, transaxilar e periareolar.
Formatos do implante mamário.
Principais cirurgias plásticas da mama
Aumento mamário
Vias de introdução da prótese mamária.
Principais cirurgias plásticas da mama
Aumento mamário
Localização do implante mamário.
Principais cirurgias plásticas da mama
Intercorrências e complicações específicas no aumento mamário
Contratura capsular
Seroma
Hematoma
Infecção
Rippling
Principais cirurgias plásticas da mama
Mastopexia e mamoplastia redutora
Mastopexia: corrige a queda das mamas e flacidez.
Mamoplastia redutora: reduz o volume e corrige a queda das mamas.
Ambas envolvem remoção de tecido mamário e pele.
Pós-operatório requer cuidados e restrições de movimentos.
Marcação pré-operatória de uma mastopexia.
Principais cirurgias plásticas da mama
Mastopexia e mamoplastia redutora
Remodelamento e revestimento do parênquima mamário.
Principais cirurgias plásticas da mama
Intercorrências e complicações específicas na mastopexia e mamoplastia redutora
Necrose 
Hematoma 
Alterações na sensibilidade 
Deiscências 
Cicatrizes inestéticas
Principais cirurgias plásticas corporais
Lipoaspiração
Lipoaspiração remove gordura subcutânea por pequenas incisões.
Não é tratamento para obesidade (IMC > 30).
Diversas técnicas disponíveis, como lipo HD e lipoaspiração a laser.
Resultado depende do controle de peso e cuidados pós-operatórios.
Ilustração da lipoaspiração.
Principais cirurgias plásticas corporais
Intercorrências e complicações específicas na lipoaspiração
Irregularidades no contorno corporal
Fibroses
Embolia gordurosa
Hiperpigmentação da pele
Principais cirurgias plásticas corporais
Abdominoplastia
Abdominoplastia: procedimento de remoção de excesso de pele abdominal e correção da diástase muscular.
Ilustração sobre a diátese. 
Principais cirurgias plásticas corporais
Abdominoplastia
A abdominoplastia é realizada da seguinte maneira:
Marcação da incisão
Descolamento do tecido subcutâneo e remoção do excesso de pele
Correção da diástase dos músculos retos abdominais
Reposicionamento do umbigo
Sutura suprapúbica
Principais cirurgias plásticas corporais
Abdominoplastia
Variações da abdominoplastia:
Abdominoplastia clássica 
Lipoabdominoplastia 
Miniabdominoplastia 
Abdominoplastia vertical 
Abdominoplastia em âncora 
Abdominoplastia circunferencial 
Principais cirurgias plásticas corporais
Intercorrências e complicações específicas na abdominoplastia
Seroma
Necrose
Hematoma
Dobras cutâneas no final da cicatriz suprapúbica
Estenose umbilical
Deiscência
Parestesia
Disfunção respiratória
Principais cirurgias plásticas faciais
Blefaroplastia
A blefaroplastia é uma cirurgia que corrige o excesso de pele e gordura nas pálpebras.
Existem versões superior e inferior da blefaroplastia.
Pode melhorar a visão prejudicada pelo excesso de pele nas pálpebras.
O paciente deve evitar dormir de lado após a cirurgia.
Principais cirurgias plásticas faciais
Intercorrências e complicações específicas na rinoplastia
Dor
Equimoses e edema
Hipersensibilidade na ponta nasal
Principais cirurgias plásticas faciais
Lifting facial
Lifting facial é uma cirurgia de rejuvenescimento facial.
Incisões são feitas nas regiões pré-auricular e temporal.
O excesso de pele é removido e o retalho cutâneo reposicionado.
Importante evitar movimentos laterais da cabeça após a cirurgia.
Marcação pré-cirúrgica.
Principais cirurgias plásticas faciais
Intercorrências e complicações específicas no lifting facial
Hematoma 
Serona 
Deiscência 
Fibroses
Atuação do fisioterapeuta dermatofuncional na cirurgia plástica
Fisioterapeuta dermatofuncional atua no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas.
Utiliza técnicas como terapia manual, drenagem linfática, taping e eletroterapia.
Importante ter conhecimento do processo de reparo tecidual para escolher técnicas apropriadas.
Tratamentos não causam dor, aliviam traumas cirúrgicos e aceleram a recuperação.
Atuação do fisioterapeuta dermatofuncional na cirurgia plástica
Atuação do fisioterapeuta dermatofuncional no pré-operatório
No pré-operatório, o fisioterapeuta oferece orientações gerais sobre cuidados com a pele e hidratação.
Para cirurgias específicas, como aumento mamário e lipoaspiração, são recomendados exercícios e uso de sutiã modelador.
Abdominoplastia requer fortalecimento do diafragma e alongamento da região lombar antes da cirurgia.
Cirurgias faciais, como blefaroplastia e rinoplastia, beneficiam-se de limpeza de pele profunda e tratamento prévio para discromias.
Atuação do fisioterapeuta dermatofuncional na cirurgia plástica
Atuação do fisioterapeuta dermatofuncional no pós-operatório
O pós-operatório requer orientações, avaliações e tratamentos personalizados, não sendo um procedimento padronizado.
A atuação do fisioterapeuta é essencial na recuperação, sendo necessário avaliar a área operada, sinais de complicações e drenos.
Documentação fotográfica e medidas são cruciais para acompanhar a evolução pós-operatória.
A reavaliação após 30 dias e ao final do tratamento é importante, e o fisioterapeuta utiliza diversos recursos específicos para cada cirurgia plástica.
Drenagem linfática manual (DLM)
Drenagem Linfática Manual (DLM) é uma técnica manual suave para reduzir edema e estimular o sistema linfático.
Feita após o décimo dia no pós-operatório de cirurgias plásticas, evitando as bordas da cicatriz.
DLM ajuda a abrir capilares linfáticos e facilita a absorção de edema, mas deve ser usada com cautela.
Drenagem linfática manual (DLM)
Conceitos básicos sobre o sistema linfático
Sistema linfático inicia nos capilares, formando linfa.
Vasos linfáticos com válvulas garantem fluxo unidirecional.
Linfonodos filtram linfa em locais específicos.
DLM segue trajeto dos vasos linfáticos para absorver edema.
Drenagem linfática manual (DLM)
Conceitos básicos sobre o sistema linfático
Sistema linfático.
Drenagem linfática manual (DLM)
DLM reversa
DLM reversa é usada após cirurgias que comprometem o trajeto dos vasos linfáticos, como abdominoplastia.
Manobras seguem o "novo" trajeto da linfa, indo dos quadrantes superiores para os linfonodos axilares.
Evite DLM clássica em abdominoplastias, pois aumenta edema abaixo da cicatriz.
Ilustração do direcionamento da DLM reversa numa abdominoplastia.
Outros recursos fisioterapêuticos utilizados no pós-operatório
Terapia manual em tecidos cicatriciais ou mobilização tecidual
Terapia manual ou mobilização tecidual é útil no tratamento de fibroses pós-operatórias.
Começa na fase proliferativa, após o quinto dia, para prevenir ou tratar fibroses.
Envolve mobilizações leves e estiramentos para promover o deslizamento e reduzir a densidade do tecido cicatricial.
Pode ser aplicada respeitando as linhas de clivagem da pele, conhecidas como linhas de Langerhans.
Outros recursos fisioterapêuticos utilizados no pós-operatório
TapingTaping ajuda a controlar edema, equimoses e fibroses pós-cirurgia.
Eleva a pele, facilitando a drenagem linfática.
Pode ser usado imediatamente após a cirurgia por cinco dias.
Também útil para tratar fibroses tardias e remodelar o tecido cicatricial.
Taping em pós-operatório imediato de lipoaspiração na região do abdômen.
Outros recursos fisioterapêuticos utilizados no pós-operatório
Eletroterapia
Os recursos mais utilizados em pós-operatórios de cirurgias plásticas são o LED, microcorrentes e ultrassom.
LED
Microcorrentes (MENS)
Ultrassom
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