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Microbiota intestinal
e intervenções 
nutricionais:
interface e impacto 
na saúde infantil.
2023
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
NÃO CONTÊM GLÚTEN
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
Nutrição na saúde infantil
Estabelecimento da microbiota intestinal
e a sua importância na saúde infantil
Papel da microbiota intestinal nos distúrbios
do eixo intestino-cérebro
Modulação da microbiota intestinal pelos probióticos
e prebióticos
Probióticos
 Bifidobacterium
 Bifidobacterium animalis subsp. lactis
Prebióticos
 Galactoologossacarídeos (GOS) e constipação
Vitamina D
 Deficiência de vitamina D
 Papel da suplementação de vitamina D
 Correlação entre a vitamina D e a imunidade
 Vitamina D e crescimento
 Vitamina D, microbiota e o eixo intestino-osso
Nova linha de suplementos alimentares para lactentes e crianças
Referências bibliográficas
 
 ................................................................................ 3
 
 ............................................................ 5
 
 ................................................................................. 7
 
 ........................................................................................................ 7 
 ........................................................................................................... 8
 ............................................................................................... 9
 ......................................................... 9
 
........................................................................................................ 12
 
..................................... 12
 
........................................................................................................ 14
 
......................................................................... 14
 
16
 
.................................................
17
 
......................................
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SUMÁRIO
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
NUTRIÇÃO NA
SAÚDE INFANTIL
03
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
A nutrição adequada na pré-concepção, gravidez, 
lactação e na infância é essencial, pois pode induzir 
efeitos a longo prazo na saúde da criança, incluindo 
redução do risco de doenças crônicas não 
transmissíveis, como obesidade, diabetes e doenças 
cardiovasculares1.
Pesquisas sugerem que a nutrição e crescimento 
inadequados no início da vida estão associados a um 
pior desempenho em testes de desenvolvimento 
motor e funcionamento cognitivo, bem como déficits 
em habilidades sociais, atenção, aprendizagem e 
realização educacional2,3. A nutrição também possui 
um papel importante no estabelecimento da 
microbiota intestinal, que ocorre no início da vida e 
influencia a maturação do sistema imunológico, 
absorção de nutrientes, metabolismo e previne a 
colonização por patógenos4.
O aleitamento materno é a fonte ideal 
de nutrição para todos os lactentes e a 
Organização Mundial da Saúde (OMS) 
recomenda o aleitamento materno 
exclusivo durante os primeiros seis 
meses de vida. Após o sexto mês, 
deve-se iniciar a introdução alimentar e 
manter o aleitamento materno até os 2 
anos ou mais5.
Os micronutrientes (vitaminas e minerais) são 
elementos-traço essenciais e possuem um papel em 
várias funções básicas do organismo. As vitaminas 
são responsáveis por desempenhar uma série de 
funções relacionadas ao nosso sistema nervoso, 
circulatório e imune, além de auxiliar no bom 
funcionamento de células e tecidos e na produção 
de hormônios. Têm também ação antioxidante e 
cicatrizante, agem no bom funcionamento da 
visão e na estrutura da pele, dos ossos e dos 
dentes. Na infância, o consumo inadequado de 
vitaminas é de grande preocupação, pois pode 
prejudicar o crescimento e o desenvolvimento das 
crianças e aumenta as taxas de morbidade e 
mortalidade infantil3.
As crianças são um grupo suscetível para 
deficiências de vitaminas, pois possuem 
maiores necessidades de nutrientes por peso 
corporal devido às suas necessidades de 
desenvolvimento e sua imaturidade 
imunológica e fisiológica.
Nas últimas décadas, tanto o papel 
da vitamina D como o da 
microbiota intestinal para a saúde 
humana têm recebido grande 
destaque na literatura8.
A deficiência de vitamina D é um problema de 
saúde pública e pode impulsionar o 
desenvolvimento de doenças secundárias, que 
merecem atenção. São exemplos delas o 
raquitismo e a osteoporose9.
A microbiota intestinal tem sido alvo de diversos 
estudos por seu possível papel no 
desenvolvimento de determinadas patologias. A 
microbiota intestinal saudável e equilibrada resulta 
em um desempenho normal das funções fisiológicas, 
o que irá contribuir para a qualidade de vida. Dentre 
suas principais funções, destacam-se a 
imunomodulação, contribuição nutricional e 
resistência à colonização por bactérias patogênicas8.
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MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
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PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
ESTABELECIMENTO DA 
MICROBIOTA INTESTINAL
E A SUA IMPORTÂNCIA
NA SAÚDE INFANTIL
O termo microbiota refere-se à soma de todas as 
comunidades microbianas que vivem no corpo 
humano. O intestino humano, principalmente o 
intestino grosso, abriga a maior microbiota do corpo e 
contém 1014 bactérias, o que representa 10 vezes o 
número total de células humanas9.
Anteriormente acreditava-se que o útero era um 
ambiente estéril e que o feto adquiria suas primeiras 
bactérias através da passagem pelo canal do parto. 
Aagaard (2014) demonstrou a presença de DNA 
bacteriano no cordão umbilical, líquido amniótico, 
placenta e no mecônio do recém-nascido, sugerindo 
uma colonização intestinal antes do nascimento10. A 
translocação bacteriana ocorre a partir do intestino 
materno: a barreira epitelial intestinal impede a 
entrada de bactérias do lúmen intestinal no sistema 
circulatório, entretanto, as células dendríticas 
intestinais capturam ativamente as bactérias do 
lúmen e as transportam via sanguínea para as 
glândulas mamárias e placenta11.
A microbiota intestinal infantil é dominada por 
Bifidobacterium, mas há grande variabilidade entre os 
indivíduos. A microbiota intestinal infantil apresenta 
inicialmente baixa diversidade e, em seguida, 
aumenta com o desenvolvimento12.
A composição da microbiota intestinal do 
recém-nascido é influenciada por uma complexa 
variedade de fatores fisiológicos, culturais e 
ambientais, incluindo: 
 Tipo de parto: O padrão de colonização da 
 microbiota intestinal de lactentes nascidos 
 por cesariana difere daqueles que nasceram 
por parto vaginal. Estudos relataram atraso ou 
ausência de bacteroides no primeiro ano de vida 
em lactentes nascidos por cesárea13.
 Idade gestacional: A microbiota da gestante 
 sofre alterações à medida que a gravidez 
 progride. A composição da microbiota intestinal 
no primeiro trimestre da gestação é similar à 
observada em mulheres não gravidas. No terceiro 
trimestre o crescimento fetal promove uma 
pressão nos vasos mesentéricos e translocação 
bacteriana através do líquido amniótico, dessa 
forma,a idade gestacional impacta na composição 
da microbiota do feto14.
 Ambientais: É significativo estudar a relação 
 entre fatores ambientais e a colonização da 
 microbiota no início da vida. Apesar da falta 
de pesquisas aprofundadas, o ambiente familiar 
pode impactar na colonização da microbiota 
intestinal infantil14.
 Dieta materna: A dieta materna pode afetar 
 a microbiota do bebê através do leite materno. 
 O leite humano é um fluido corporal, e a 
dieta materna afeta diretamente a composição 
microbiana e a diversidade do leite materno14.
 Nível do estresse materno: O microbioma 
 intestinal está ligado ao sistema nervoso 
 central (SNC) através do eixo 
intestino-cérebro, um eixo de comunicação 
bidirecional. O SNC também interage com os eixos 
neuroendrócrino e neuroimune que respondem ao 
estresse15. O estresse materno durante a gravidez, 
dosado pelos níveis de cortisol, esteve associado à 
composição alterada do microbioma intestinal em 
lactentes15.
 Uso de antibióticos durante a gravidez: 
 Exposição a antibióticos no período pré-natal 
 tem sido associada a perturbações na 
colonização e na maturação do microbioma 
infantil. O segundo trimestre de gravidez, quando o 
feto e o intestino fetal estão se desenvolvendo 
rapidamente, pode ser uma janela particularmente 
suscetível para a programação imunometabólica 
pelo microbioma materno16.
05
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
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 Uso de antibióticos durante o período 
 neonatal: Estudos demonstram que lactentes 
 expostos a antibióticos após 3 meses de 
vida apresentaram contagem de bactérias totais 
significativamente menor, bem como menores 
contagens de Bifidobacterium e Staphylococcus aos 
6 meses, sugerindo novamente que os primeiros 
meses de vida são de fato uma janela crítica para 
influenciar o microbioma intestinal17.
 Dieta do recém-nascido: As vantagens do 
 aleitamento materno são bem estabelecidas 
 por todos os órgãos de saúde. Quanto mais 
a composição do leite humano é conhecida, mais 
benefícios são descobertos para a criança e para a 
mãe. O leite materno possui carboidratos não 
digeríveis do leite humano (chamados 
oligossacarídeos de leite humano - HMOs) e são o 
terceiro componente sólido do leite humano17.
Os HMOs não apresentam valor nutricional direto 
para o lactente, porque são resistentes à acidez 
estomacal e à hidrólise enzimática. No entanto, cerca 
de 1 a 5% dos HMOs ingeridos são absorvidos na 
sua forma intacta, atingem a circulação sistêmica e 
são excretados na urina do lactente18. Os HMOs 
possuem diversos benefícios para a saúde, dentre 
eles:
Efeito prebiótico seletivo: No intestino do 
lactente, bactérias probióticas como 
Bifidobacterium longum subsp. infantis 
metabolizam os HMOs em ácidos graxos de 
cadeia curta, reduzindo o pH do lúmen e 
promovendo um ambiente favorável ao 
desenvolvimento de espécies comensais em 
detrimento do desenvolvimento de potenciais 
patógenos, que são incapazes de metabolizar 
HMOs18.
HMOs atuam como “isca” para patógenos: 
Além de providenciarem vantagem 
competitiva, reduzindo a proliferação de 
bactérias patogênicas no lúmen intestinal, os 
HMOs atuam como moléculas antiadesivas, 
inibindo infecções microbianas e diarreia18.
HMOs fortalecem a função de barreira 
intestinal: A superfície das células epiteliais 
intestinais, como a de qualquer célula viva, é 
coberta de glicanos. HMOs podem interagir 
diretamente com células epiteliais intestinais 
e modular a expressão de glicanos na sua 
superfície. A modulação dos glicanos da 
célula hospedeira pode ser um mecanismo 
alternativo para prevenir a ligação de 
patógenos à célula, aumentando a resistência 
à infecção18.
HMOs auxiliam a educar o sistema 
imunológico em desenvolvimento: Uma 
pequena porcentagem dos HMOs é 
absorvida no intestino delgado ou no cólon e 
atinge a circulação sistêmica. O sistema 
imunológico do recém-nascido é 
caracterizado por uma baixa atividade de 
célula T helper (Th) 1, mas uma atividade 
excessiva de células Th2, favorecendo as 
reações alérgicas. Os HMOs têm um papel na 
orientação da maturação pós-natal do 
sistema imunológico, potencialmente 
levando a uma resposta Th1/Th2 mais 
equilibrada18.
Quando o equilíbrio da microbiota intestinal é 
interrompido, alterações podem levar à 
desregulação imunológica e ao desenvolvimento 
de doenças19.
1.
4.
2.
3.
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MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
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PAPEL DA MICROBIOTA 
INTESTINAL NOS DISTÚRBIOS 
DO EIXO INTESTINO-CÉREBRO
MODULAÇÃO DA MICROBIOTA 
INTESTINAL PELOS 
PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS 
Os transtornos gastrointestinais funcionais, recentemente 
chamados de distúrbios da interação intestino-cérebro 
(FGIDs), são cada vez mais prevalentes. Em todo o mundo, 
a prevalência dos FGIDs é superior a 40%20.
Os FGIDs ocorrem como resultado de interações 
complexas entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. 
Especificamente, essas interações incluem disbiose 
microbiana no intestino, alterações da função imune da 
mucosa, sinalização intestinal alterada e desregulação do 
sistema nervoso central na sinalização intestinal e 
função motora20.
Os FGIDs são diagnosticados por meio de critérios 
baseados em sintomas típicos que ocorrem em uma 
determinada frequência, sem a necessidade de um 
biomarcador para estabelecer um diagnóstico positivo. A 
cólica do lactente e a constipação intestinal, por 
exemplo, são FGIDs muito prevalentes na população 
pediátrica20.
A modulação da microbiota intestinal por meio da 
dieta emerge como uma possibilidade terapêutica 
para melhorar a saúde. Em alguns casos, a 
intervenção dietética com suplementos prebióticos 
e probióticos podem ser importantes para manter a 
microbiota saudável, restaurar o equilíbrio intestinal 
em crianças recebendo antibioticoterapia, lactentes 
com cólica infantil, situações em que auxílio na 
imunidade seja necessário ou alterações na função 
intestinal e quadros de constipação19.
Antes disso, é importante definir o que são probióticos, 
prebióticos e metabólitos:
 Os probióticos são definidos pela FAO/OMS 
 como "microrganismos vivos que, quando 
 administrados em quantidades adequadas, 
 concedem um benefício à saúde do 
 hospedeiro"21.
 Os prebióticos são definidos como "um 
 substrato que é seletivamente utilizado 
 por microrganismos hospedeiros que 
concedem um benefício à saúde". Os prebióticos, 
como galactooligossacarideos e outras substâncias 
não digestíveis, são seletivamente metabolizadas 
pelas bactérias benéficas e têm se mostrado efetivos 
para fomentar a colonização do microbioma 
intestinal21.
 Metabólitos: Os ácidos graxos de cadeia 
 curta (AGCC) são os principais metabólitos 
 produzidos pela fermentação bacteriana 
de fibras dietéticas no trato gastrointestinal. Os 
AGCCs desempenham um papel central na 
comunicação entre microorganismos e seu 
hospedeiro22.
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PROBIÓTICOS
Cada probiótico deve ter sua taxonomia definida, 
conter microorganismos vivos, possuir estudos que 
comprovem efeitos benéficos em humanos, não ser 
patogênico e possuir dose adequada e viável durante o 
período de armazenagem e uso21.
Acredita-se que os probióticos possam reduzir os 
riscos de doenças através da competição com 
patógenos. Baseando-se na literatura científica, é 
grandiosa a importância da utilização de probióticos 
no controle e na reestruturação da microbiota intestinal 
objetivando-se a promoção de saúde24, 26, 27.
Dentre as principais funções dos probióticos estão a 
produção de substâncias que inibem o crescimento das 
bactérias nocivas (ou mesmo matam essas 
bactérias), mantémos patógenos fora de contato 
com a mucosa intestinal e estimulam o desenvolvimento 
do sistema imune24, 26, 27.
Os probióticos são indicados para os casos de 
diarreia aguda infecciosa, prevenção de diarreia por 
antibióticos, constipação, cólicas do lactente, 
síndrome do intestino irritável, síndrome 
metabólica e muitas outras condições clínicas24,26,27.
A suplementação com probióticos promove a 
alteração da composição da microbiota intestinal 
do hospedeiro e, portanto, remodela o microbioma 
intestinal, promovendo a homeostase fisiológica19.
Na Figura 1 é ilustrado o papel dos prebióticos, 
probióticos e metabólitos (AGCC) no lúmen 
intestinal. Os probióticos são os microrganismos 
vivos presentes na microbiota, os prebióticos são 
substrato para os probióticos e os metabólitos são 
oriundos da metabolização dos prebióticos pelos 
probióticos21,22. 
A microbiota intestinal desempenha um papel 
importante na regulação da imunidade intestinal. 
Isto pode afetar as respostas imunológicas 
sistêmicas por meio da modulação na expansão 
extra-intestinal dos linfócitos T levando ao 
desenvolvimento de tolerância oral e controle da 
inflamação. Segundo Samuelson et al. (2015), a 
microbiota intestinal é necessária para a expansão de 
células T CD4+, células T reguladoras, respostas Th1 
ou Th2 e células T Th1726.
As respostas imunológicas desencadeadas pela 
microbiota parecem contribuir para reforçar a 
barreira intestinal24.
Adaptado de Cerdó et al., 201923.
08
Figura 1: Papel dos prebióticos, probióticos e AGCC no lúmen intestinal
Produção de ácidos graxos de
Cadeia Curta (AGCC)
Probióticos utilizam
os prebióticos
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Bifidobacterium
Bifidobacterium animalis
 lactis 
Bifidobacterium é um gênero de bactérias 
anaeróbicas que atuam como probióticos benéficos 
para a saúde humana. As Bifidobactérias são uns dos 
maiores grupos de bactérias que compõe a 
microbiota intestinal, representando 95% da 
população intestinal em recém nascidos e 
promovem benefícios para a saúde de seus 
hospedeiros28.
As Bifidobactérias são os maiores componentes da 
microbiota dos lactentes amamentados exclusivamente 
com leite materno e estão presentes nas fezes de 
crianças saudáveis. São consideradas seguras também 
para uso como probióticos, apresentando várias 
qualidades que trazem benefícios para o hospedeiro29,30: 
 Bifidobactérias estão associadas a uma 
 menor incidência de alergias30.
 
 A colonização efetiva com espécies de 
 Bifidobactérias na infância contribui para o 
 desenvolvimento do sistema imune inato e 
adaptativo. Um dos mecanismos é através do 
estímulo de células T reguladoras e T efetoras pelo 
intestino, demonstrando o imprinting da 
colonização de um sistema imune saudável. 
 A disbiose intestinal do lactente está 
 associada com diminuição das Bifidobactérias, 
 e também associada com comprometimento 
do desenvolvimento do sistema imune e 
inflamação. Isso leva a um aumento da incidência 
de várias doenças na infância e na vida adulta 
(doenças crônicas não-transmissíveis do adulto3)0).
Bifidobacterium animalis subsp. lactis é uma bactéria 
probiótica muito importante na infância16. A 
taxonomia, origem e características de 
Bifidobacterium lactis atendem aos requisitos para 
uso de probióticos em alimentos para consumo 
humano. Bifidobacterium lactis possui patente 
depositada sob DSM-20215 e designado como B. 
bifidum de origem humana. Várias revisões de 
nomenclatura ocorreram devido a disponibilidade de 
novas técnicas. Hoje, a nomenclatura da cepa é B. 
animalis subsp. lactis (Bifidobacterium lactis) e está 
armazenada na Nestlé Culture Collection no Nestlé 
Research Center (Lausanne, Suíça) sob o código NCC 
2818 e depositado na Coleção Pasteur sob a 
referência CNCM I-344616.
Bifidobacterium lactis é umas das bifidobactérias 
mais estudadas como probiótico e com mais de 
300 publicações17,18. Apresenta características 
muito importantes para um probiótico, como 
resistência ao ácido gástrico e tolerância à bile e 
tem propriedades de forte aderência ao 
muco16,17,18. Além disso, compete com patógenos, 
fortalece a função de barreira intestinal e 
apresenta mecanismos de ação imunológica, após 
sobreviver em todo o trato gastrointestinal16,17,18. Já 
foi estudada e apresenta efeitos positivos na 
diminuição da diarreia aguda em crianças e 
adolescentes, na prevenção da diarreia associada 
aos antibióticos, reduzindo seus efeitos deletérios, 
na melhora dos movimentos intestinais e no 
combate e resistência a infecções 
respiratórias16,17,18.
09
subsp.
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Essa cepa aumenta a resistência da mucosa a 
infecções, porque é capaz de estimular a produção 
local de IgA, além de estar relacionada com a 
prevenção de eventos alérgicos e diarreias em 
crianças12,29.
Bifidobacterium lactis tem sido utilizado em fórmulas 
infantis, suplementos dietéticos e produtos de leites 
fermentados no mundo inteiro16,17,18. Estudos com 
esta cepa demonstraram que ela promove um 
aumento nas bifidobactérias, inibindo bactérias 
patogênicas na microbiota intestinal16,17,18. 
Publicações mostram que estudos in vitro e in vivo e 
estudos clínicos têm demonstrado os efeitos 
benéficos do Bifidobacterium lactis, para a saúde do 
hospedeiro, principalmente na saúde 
gastrointestinal e na função imune. A modulação da 
microbiota dos pacientes, através do uso de 
probióticos, poderia influenciar de maneira 
significante em vários transtornos, como os 
gastrointestinais funcionais, no qual a cólica do 
lactente está incluída16,17,18. Vários estudos têm 
demonstrado uma microbiota diferente nos bebês 
com e sem cólicas, evidenciando uma menor 
diversidade e também microrganismos 
distintos16,17,18.
 A cólica do lactente tem sido descrita como 
 uma síndrome comportamental em lactentes 
 de 1 a 5 meses de idade envolvendo longos 
períodos inconsoláveis de choro, que ocorrem sem 
causa óbvia e frequentemente no final da tarde ou 
início da noite. De modo geral, o lactente apresenta 
expressões faciais aparentando dor, distensão 
abdominal, aumento de gases, rubor e pernas 
curvadas sob o abdome, além do choro prolongado e 
inconsolável31.
De acordo com a Fundação Roma, os critérios 
diagnósticos para a cólica do lactente são:
 
Idade menor de 5 meses quando os sintomas 
iniciam e terminam;
Apresentando períodos de choro/irritabilidade 
recorrentes e prolongados, sem causa aparente 
e que não conseguem ser evitados ou 
resolvidos pelos cuidadores;
Sem evidência clínica de febre, doenças ou 
dificuldade de ganho pôndero-estatural.
Lactentes com cólica têm uma diminuição da 
diversidade e estabilidade bacteriana e menos 
bactérias benéficas como Lactobacilus e 
Bifidobactérias16,17,18.
Por conta da disbiose apresentada por lactentes 
com cólica, o uso de probióticos pode ser uma 
importante intervenção. Estudos controlados e 
randomizados demonstraram diminuição do tempo 
de choro relacionado à cólica, aumento da 
imunidade inata e adquirida e melhora no estresse 
familiar com o uso do probiótico Bifidobacterium 
lactis16, 17, 18.
Chen e colaboradores (2021) realizaram um estudo 
randomizado, duplo-cego e controlado por placebo 
em 192 lactentes a termo com menos de 3 meses. 
A oferta de B. lactis em uma dose diária de 1×109 
UFC por 21 dias foi associada a uma maior taxa de 
sucesso do tratamento (definido como a proporção 
de lactentes a alcançar uma redução no tempo 
de choro e agitação de ≥50%), redução da duração 
do choro associado à cólica e melhora no sono, 
quando comparado ao placebo12. 
1 a 5
meses
10
1 -
2 -
3 -
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PROIBIDAA DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.
Em linha com esses resultados, está o estudo de 
Nocerino e colaboradores (2020), que realizaram um 
estudo duplo cego, randomizado e controlado, em 
que foram estudados lactentes saudáveis 
exclusivamente amamentados e com diagnóstico de 
cólica, aleatoriamente alocados para receber B. lactis 
(1 × 109 CFU/dia) ou placebo por 28 dias. A 
suplementação com B. lactis se mostrou eficaz na 
melhora da cólica do lactente, sendo associada a 
uma maior taxa de sucesso do tratamento (definido 
como o percentual de lactentes que obtiveram 
redução no tempo médio diário de choro ≥50%). 
Além disso, houve uma redução média de 2 horas 
de choro associado à cólica por dia no grupo 
intervenção (Gráfico 1) e um aumento na 
abundância de bifidobactérias, com correlação 
signitiva com a redução do tempo de choro32. 
Além do uso de B. lactis nos casos de cólica do 
lactente, é importante citar o seu potencial 
benefício em lactentes nascidos por cesariana. A 
literatura relata que o nascimento de crianças por 
cesariana é um dos fatores disruptivos mais fortes 
do processo de colonização da microbiota 
infantil33.
A população microbiana de recém-nascidos 
nascidos de parto vaginal (PV) se assemelha à da 
vagina materna, enquanto os recém-nascidos de 
parto cesárea (PC) adquirem predominantemente 
bactérias derivadas da pele materna e do ambiente 
circundante34.
Apesar do PC salvar vidas quando adequadamente 
indicado, esse procedimento pode levar a efeitos 
de curto e longo prazo para a saúde de crianças 
com a ausência de transmissão da microbiota 
materna para a criança. Há evidências crescentes 
de que o PC é um fator de risco para o surgimento 
de várias doenças clínicas mais tarde na vida, 
incluindo asma, alergias e obesidade43. A oferta do 
probiótico Bifidobacterium lactis apoia o 
desenvolvimento da microbiota intestinal mais 
saudável em crianças nascidas de PC35,36.
11
200
Antes da
suplementação
Última semana de
suplementação
100
0
D
ur
aç
ão
 m
éd
ia
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e 
ch
or
o 
po
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)
Gráfico 1: Duração média de choro por dia
antes e após a suplementação com B. lactis.
Adaptado de: Nocerino R, et al32
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PREBIÓTICOS
Os prebióticos são “ingredientes seletivamente 
fermentados que permitem mudanças específicas, 
tanto na composição e/ou atividade da microbiota 
gastrointestinal, e que conferem benefícios sobre o 
bem-estar e a saúde do hospedeiro”. Nem todos os 
carboidratos dietéticos são prebióticos, e critérios 
claros precisam ser estabelecidos para classificar um 
ingrediente alimentar como um prebiótico21, 25. 
Esses critérios são:
resistência à acidez gástrica, à hidrólise por 
enzimas e à absorção gastrointestinal37; 
fermentação por bactérias intestinais37. 
Entre os prebióticos, destacam-se os galacto-oligossacarídeos 
(GOS), os quais são produzidos a partir de soluções com 
altas concentrações de lactose por atividade de 
transgalactosilação, pela β galactosidase38. 
A ação fisiológica do GOS ocorre da seguinte 
maneira: assim como as demais fibras da dieta, são 
resistentes à digestão na parte superior do trato 
intestinal, sendo subsequentemente fermentados 
pelas bactérias no cólon. Promovem, então, 
aumento do número de bactérias da microbiota e 
seus substratos, o que culmina no aumento na 
frequência de evacuações39.
A constipação intestinal é uma ocorrência clínica 
comum em crianças. A constipação intestinal pode 
ser definida como a ocorrência de evacuações 
dolorosas e eliminadas com esforço, comumente 
acompanhadas por choro, ou quando a criança 
apresenta retenção fecal, com ou sem escape, 
ainda que o número de evacuações seja maior ou 
igual a três vezes por semana31. A prevalência de 
constipação varia dependendo dos critérios 
utilizados para seu diagnóstico, mas já é 
considerada um problema de saúde pública e uma 
das queixas mais comuns na população pediátrica, 
sendo relatadas por até 29,6% da população 
pediátrica em 10-25% das consultas aos 
gastropediatras40.
1) 
2) 
GALACTO-OLIGOSSACARÍDEOS
(GOS) E CONSTIPAÇÃO
Estudos indicam que a constipação pode ser 
consequência da disbiose intestinal. Alterações de 
microbiota intestinal em pacientes com constipação 
podem ser caracterizadas por uma diminuição 
relativa das bactérias benéficas (por exemplo, 
Lactobacillus, Bifidobacterium e Bacteroides spp.) e um 
aumento paralelo de microrganismos potencialmente 
patogênicos (por exemplo, Pseudomonas aeruginosa e 
Campylobacter jejuni)41.
A diminuição das bactérias Lactobacillus, 
Bifidobacterium e Bacteroides spp reduzem a produção 
de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que podem 
influenciar a motilidade intestinal e as funções 
secretoras, pois esses poderiam estimular diretamente 
a contração muscular lisa do íleo e do colón42.
12
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Uma alternativa para o gerenciamento da 
constipação crônica é o uso de prebióticos.
Estudos clínicos têm mostrado que o uso de GOS 
pode aliviar os sintomas de constipação em adultos e 
crianças44-48. 
Beleli e colaboradores avaliaram 20 crianças de 4-16 
anos com quadro de constipação que eram 
atendidas em uma unidade básica de saúde. O 
estudo foi um ensaio clínico duplo cego, 
placebo-controlado e de delineamento crossover. 
Onze pacientes receberam galacto-oligossacarídeos 
(1,7 g) por 30 dias, seguidos por 15 dias de washout, 
e, após, placebo (maltodextrina) por 30 dias; nove 
pacientes receberam placebo por 30 dias, seguidos 
de 15 dias de washout e 30 dias de 
galacto-oligossacarídeos (1,7 g). A ingestão de GOS 
proporcionou maior frequência de evacuações 
(pcélulas epidérmicas, células pancreáticas, 
miócitos e neurônios50.
São poucos os alimentos que naturalmente 
possuem quantidades relevantes de vitamina D3 
ou vitamina D2, destacando-se os peixes 
gordurosos (salmão, cavala, sardinha, óleo de 
fígado de bacalhau) e alguns tipos de cogumelos 
(shiitake, especialmente se desidratado). Essas duas 
vitaminas (D2 e D3) ainda são inativas, por isso 
precisam ser ativadas no fígado e no rim mediante 
a adição de grupos hidroxila, resultando na forma 
hormonal ativa hidroxivitamina D [25(OH)D]50.
 Por mais que a vitamina D possa ser obtida 
 através de alimentação, a síntese cutânea 
 é a principal fonte de vitamina D3, sendo 
 responsável por aproximadamente 90% da 
oferta de vitamina D diária. Atualmente, o tempo 
de exposição solar é reduzido e fatores como 
pigmento de pele, uso de protetor solar e hora da 
exposição solar afetam drasticamente a síntese de 
Vitamina D, dificultando sua obtenção52.
90%
A deficiência de vitamina D é um grande problema de saúde pública em todo o mundo. Diversas revisões têm 
encontrado alta prevalência de deficiência, conforme observado na Figura 249. Aproximadamente 1 bilhão de 
pessoas têm baixos níveis de vitamina D e isso é encontrado em todas as etnias e faixas etárias.
Alasca
11% 31%
Estados Unidos
Negros
Brancos
46% 47%
10% 56%
Argentina
3% 24% 64%
Alemanha
69%
Turquia
51% 90% 98%
Irã
86% 93%
Paquistão
33% 71% 88%
China
0,4% 5% 34%
Índia
61% 99%
Austrália
11% 40%
Kuwait
66% 96%Tanzânia
9% 56%
Adaptado de: Palacios C, Gonzalez L, 201454
Nível sérico de vitamina D
20
12-20
100
Adaptado de: Munns CF et al, 201653.
Quadro 1: Definição de suficiência de vitamina D 
em crianças e adolescentes pelo Global 
Consensus on Prevention and Management of 
Nutritional Rickets53.
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PAPEL DA SUPLEMENTAÇÃO DE 
VITAMINA D
Para contribuir com o aporte adequado de vitamina 
D e evitar a sua deficiência, a Sociedade Brasileira de 
Pediatria (SBP) recomenda a suplementação nos 
primeiros dois anos de vida, independente do tipo de 
alimentação, nas quantidades ao lado: 
a partir da primeira semana de vida até 
completar um ano de idade. 
de um ano até completar dois anos de idade 
(exceto nos grupos de risco listados no 
Quadro 2, em que a suplementação deve ser 
continuada)63.
400 UI
por dia
600 UI
por dia
Mecanismos Exemplos
Diminuição da transferência
materno-fetal
- Gestantes com hipovitaminose D
- Prematuridade
Diminuição da síntese cutânea
- Exposição solar inadequada
- Pele escura
- Protetor solar
- Roupas que cubram quase todo o corpo
- Poluição atmosférica
- Latitude
Ingestão insuficiente
- Ausência de suplementação de vitamina D em lactentes
em aleitamento materno exclusivo
- Lactentes que ingerem menos de 1 litro/dia de fórmula
láctea fortificada com vitamina D
- Dieta pobre em vitamina D
- Dieta vegetariana
Diminuição da absorção intestinal
- Síndromes de má absorção: doença celíaca, doença
inflamatória intestinal, fibrose cística, síndrome do
intestino curto, cirurgia bariátrica
Mecanismos variados: diminuição
da absorção e/ou aumento da
degradação
- Medicamentos: anticonvulsivantes (ex: fenobarbital, fenitoína,
carbamazepina, oxcarbazepina, primidona), corticosteroides,
antifúngicos azólicos (ex: cetoconazol), antirretrovirais,
colestiramina, orlistat, rifampicina
Diminuição da síntese
Sequestro da Vitamina D
no tecido adiposo
- Hepatopatia crônica
- Nefropatia crônica
- Obesidade
16
Quadro 2: Grupos de risco e principais causas de hipovitaminose D
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CORRELAÇÃO ENTRE A 
VITAMINA D E A IMUNIDADE
A vitamina D é um dos nutrientes em que se 
estabeleceu a estreita relação entre seu status 
orgânico e o funcionamento do sistema imune58.
A ação da vitamina D, através da diferenciação e 
regulação dos linfócitos, macrófagos e células 
natural killer, interfere na produção de citocinas. 
Também possui efeitos imunomoduladores, 
diminuindo a produção de interleucina-2, do 
interferon gama e do fator de necrose tumoral; 
inibição da expressão de interleucina-6 e inibição 
da secreção e produção de autoanticorpos pelos 
linfócitos B interleucina-6.
VITAMINA D E CRESCIMENTO
O crescimento é um processo complexo determinado 
por fatores celulares, interação genética e por fatores 
externos, como atividade física, infecções, aspectos 
psicossociais e econômicos, doenças crônicas, 
fatores metabólicos e hormonais e, finalmente, 
alimentação. Os indivíduos nascem com um 
potencial genético de crescimento, porém as 
condições ambientais podem fazer com que o seu 
máximo potencial não seja alcançado. A taxa de 
crescimento ósseo é particularmente alta na 
infância, um período crítico para a aquisição 
mineral óssea (Figura 4). O crescimento normal 
depende da interação entre vários fatores, entre 
eles as causas genéticas, endócrinas, nutricionais e 
a presença ou não de doenças59.
A vitamina D contribui para a regulação do 
metabolismo do cálcio e do fósforo. Assim sendo, 
sua principal função é manter os níveis séricos de 
cálcio e fósforo em um estado normal capaz de 
fornecer as condições para a mineralização óssea. 
Os níveis séricos normais de vitamina D promovem 
a absorção de 30% do cálcio dietético e mais de 
60-80%em períodos de crescimento, devido à alta 
demanda de cálcio. Por isso, durante a infância, a 
deficiência de vitamina D pode causar retardo de 
crescimento e anormalidades ósseas, aumentando 
o risco de fraturas na vida adulta59. 
0 10 20 30 40 50 60
M
as
sa
 Ó
ss
ea
Idade
Homens
Pico de massa óssea
Menopausa
Baixa massa óssea
Osteoporose
Abaixo do ideal
Estilo de vida
Fatores
Mulheres
17
Figura 4: Taxa de crescimento ósseo ao
longo da vida.
Adaptado de: Weaver CM et al, 2016.
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VITAMINA D, MICROBIOTA E O 
EIXO INTESTINO-OSSO
Nas últimas décadas, tanto o papel da vitamina D 
como o da microbiota intestinal para a saúde 
humana têm recebido grande destaque na literatura8.
Estudos sugerem que baixa ingestão de vitamina D 
teria impacto na microbiota intestinal e, de fato, a 
suplementação contribui favoravelmente para a 
composição da microbiota de indivíduos sadios, 
aumentando a diversidade e diminuindo a abundância 
relativa de microrganismos potencialmente 
patogênicos60.
A influência benéfica dos probióticos sobre a 
microbiota intestinal humana inclui fatores como 
efeitos antagônicos, competição e efeitos 
imunológicos, resultando em um aumento da 
resistência contra patógenos. Assim, a utilização de 
culturas bacterianas probióticas estimula a 
multiplicação de bactérias benéficas, em detrimento 
à proliferação de bactérias potencialmente 
prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de 
defesa do hospedeiro. As bifidobactérias estão 
entre os probióticos mais importantes da 
microbiota intestinal infantil54.
O Bifidobacterium lactis também tem se mostrado 
com um importante papel imunomodulatório, 
induzindo a produção de interleucina (IL)-10 e 
moderadamente IL-12 em células imunes62.
 
Um mecanismo pelo qual probióticos promovem 
influências positivas é através dos metabólitos 
produzidos no intestino pela microbiota. Entre 
esses metabólitos estão os ácidos graxos de cadeia 
curta (AGCC), derivados da fermentação 
bacteriana de carboidratos complexos não 
digeríveis. Os principais AGCC são o propionato e o 
butirato, que fornecem um meio essencial para que 
a microbiota intestinal regule órgãos 
anatomicamente distantes do intestino62.
Fortes evidências sustentam a noção de que o 
butirato estimula a formação óssea através do 
aumento das células T reg, sugerindo a 
possibilidade de que o butirato e talvez outros 
AGCCs possam representar uma nova abordagem 
terapêutica para otimizar o desenvolvimento 
esquelético em crianças62.
18
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Os suplementos alimentares infantis são uma alternativa para complementar a alimentação de crianças com 
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19
NOTA IMPORTANTE: NANCARE® não substitui o leite materno ou uma dieta balanceada. Antes de usar qualquer suplemento dietético, converse com seu profissional de saúde.
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NOTA IMPORTANTE: NANCARE® não substitui o leite materno ou uma dieta balanceada. Antes de usar qualquer suplemento dietético, converse com seu profissional de saúde.
NANCARE®
FLORA IMUNE
NÃO CONTÉM GLÚTEN
NANCARE® Flora Imune é um suplemento alimentar em pó com 1 bilhão de culturas ativas (1x109 UFC) do 
probiótico Bifidobacterium lactis (NCC2818) por sachê, que contribui para12,32: 
 Desenvolvimento de uma microbiota saudável e modulação positiva do sistema imunológico;
 Redução do tempo de choro relacionado à cólica.
NANCARE® Flora Imune pode ser oferecido para lactentes e crianças, desde o nascimento até os 3 anos de 
idade.
Recomendação
de uso:
1 sachê ao dia
Modo de uso:
Apresentação:
 Adicionar todo o conteúdo do sachê em 
bebidas (mínimo 50 ml) ou alimentos. 
Não adicione em bebidas e alimentos 
quentes. 
Caixa com 30 sachês
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NOTA IMPORTANTE: NANCARE® não substitui o leite materno ou uma dieta balanceada. Antes de usar qualquer suplemento dietético, converse com seu profissional de saúde.
NANCARE®
FLORA IMUNE
COM
VITAMINA D
Recomendação
de uso:
5 gotas por dia
Modo de uso:
Apresentação:
Agite bem, por 10 segundos, antes de cada 
uso. Para utilizar, incline a embalagem para 
formar uma gota lentamente. As gotas podem 
ser utilizadas misturadas com leite materno, 
fórmula infantil ou com colher.
Frasco de 5 mL
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NANCARE® Flora Imune com Vitamina D é um suplemento alimentar em gotas com a combinação exclusiva de 
1 bilhão de culturas ativas (1x109 UFC) do probiótico Bifidobacterium lactis (NCC2818) e Vitamina D (480 UI) 
em 5 gotas do produto.
A vitamina D e o probiótico Bifidobacterium lactis contribuem para12,32, 56-59,63: 
 Desenvolvimento de uma microbiota saudável; 
 Funcionamento adequado do sistema imune;
 Formação e manutenção dos ossos e dentes; 
 Absorção de cálcio e fósforo.
NANCARE® Flora Imune com Vitamina D pode ser oferecido a partir dos 7 meses de idade até os 3 anos.
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
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NOTA IMPORTANTE: NANCARE® não substitui o leite materno ou uma dieta balanceada. Antes de usar qualquer suplemento dietético, converse com seu profissional de saúde.
NANCARE®
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VITAMINA D
1 gota- 240 UI
2 gotas- 480 UI
3 gotas- 720UI
Modo de uso:
Apresentação:
Agite bem, por 10 segundos, antes de cada uso. Para 
utilizar, incline a embalagem (ângulo de 45º) para formar 
uma gota lentamente. As gotas podem ser misturadas 
com o leite materno, fórmula infantil ou outra bebida. 
Também podem ser consumidas diretamente na colher. 
Fechar bem a tampa após a utilização.
Frasco de 5 mL
Quantidade de 
Vitamina D por gota de 
NANCARE Vitamina D:
NANCARE®
VITAMINA D
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NANCARE® Vitamina D é um suplemento alimentar em gotas, que contribui para56-59,63: 
 Funcionamento adequado do sistema imune;
 Formação e manutenção dos ossos e dentes; 
 Absorção de cálcio e fósforo.
NANCARE® Vitamina D pode ser utilizado para a suplementação diária preconizada pela Sociedade 
Brasileira de Pediatria a partir do nascimento63.
MATERIAL TÉCNICO-CIENTÍFICO DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
PROIBIDA A DISTRIBUIÇÃO A OUTROS PÚBLICOS E A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL.23
NOTA IMPORTANTE: NANCARE® não substitui o leite materno ou uma dieta balanceada. Antes de usar qualquer suplemento dietético, converse com seu profissional de saúde.
NANCARE®
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NANCARE® Fibras é um suplemento alimentar em pó fonte de fibras (galacto-oligossacarídeos - GOS), 
contendo 2,3 g de GOS por sachê, que contribuem para45-48: 
 Melhor consistência de fezes; 
 Redução da incidência de fezes duras; 
 Aumento da frequência de evacuações.
NANCARE® Fibras pode ser oferecido para crianças entre 4 e 8 anos de idade.
Recomendação
de uso:
2 sachês ao dia
Modo de uso:
Apresentação:
Abra o sachê ao longo da linha perfurada. 
Misture todo o conteúdo de um sachê em 
bebidas (mínimo 30 ml por sachê) ou 
alimentos.
Caixa com 20 sachês
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NANCARE®
FIRAS
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