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DIREITO TRIBUTÁRIO
Professora Doutora Cristina Barbosa Rodrigues
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
 1- Fontes Materiais (ou reais)
 2- Fontes Formais
 A) primárias ou principais;
 B) secundárias ou normas complementares.
 
FONTE: 
 é aquilo que origina, que produz.
- origem, causa.
 Conceito jurídico: origem do Direito na sociedade
 O Direito Tributário possui fontes materiais(reais) e 
formais.
Fontes Materiais ( Reais)
 fatos, situações utilizados como hipótese de incidência 
do tributo.
 Fatos ou situações tributáveis.
 Fatos econômicos utilizados como veículos de 
tributação.
 São as situações descritas de forma abstrata e 
genérica na norma jurídica (hipótese de 
incidência/fato gerador – Art. 114 CTN) que, uma vez 
ocorridas no caso concreto, darão ensejo à obrigação 
tributária (obrigação de pagar o tributo), ocorrendo o 
fenômeno da subsunção (da adequação) do fato à 
hipótese legal prevista.
 Exemplos de fontes materiais do Direito Tributário:
- propriedade de um imóvel;
- propriedade de um veículo;
- alienação de um imóvel;
- circulação de mercadorias;
- prestação de serviços;
- produção industrial;
- operações financeiras;
- importação de mercadorias;
- fiscalização ambiental, etc.
FONTES FORMAIS 
 São as formas de expressão do direito, 
atos normativos pelos quais o direito cria 
corpo e nasce para o mundo jurídico.
(Ruy Barbosa Nogueira – Curso de Direito Tributário, Ed. 
Saraiva)
◼ São as normas jurídicas em sentido amplo.
 As fontes formais constituem o Direito 
Tributário e estão previstas nos arts. 96 e 100 
CTN.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
TÍTULO I
Legislação Tributária
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
SEÇÃO I
Disposição Preliminar
Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as 
leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e 
as normas complementares que versem, no todo ou em 
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.
Art. 97 CTN. Somente a lei pode estabelecer:
 I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;
 II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos 
artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, 
ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito 
passivo;
 IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, 
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias 
a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades.
.
 
SEÇÃO III
Normas Complementares
Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções 
internacionais e dos decretos:
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;
II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a 
que a lei atribua eficácia normativa;
III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios.
CTN – expressões Lei e Legislação
 Lei Tributária – Lei em sentido estrito. 
- Ato normativo aprovado pelo Poder Legislativo.
 Legislação Tributária 
– Conceito mais amplo, engloba leis em sentido 
estrito e os demais atos normativos em matéria 
tributária, como portarias, regulamentos, etc.
Fontes Formais Primárias ou 
Principais
 São fontes que inovam no ordenamento jurídico ( 
regra geral) 
 -Previstas no art. 59 da CF:
I - Emendas à Constituição
II - Leis complementares;
III - Leis ordinárias;
IV - Leis delegadas;
V - Medidas provisórias;
VI - Decretos legislativos;
VII - Resoluções.
Fontes Formais Primárias/Principais 
Do Direito Tributário
Fontes Formais do Sistema Tributário Nacional são as seguintes:
 Constituição Federal
 Emendas à Constituição
 Leis Complementares
 Leis Ordinárias
 Leis Delegadas
 Medidas Provisórias
 Tratados e Convenções Internacionais
 Decretos Legislativos
 Resoluções (do senado)
 Decretos
Constituição Federal
Constituição Federal
A Constituição contém os princípios de todo o ordenamento jurídico 
pátrio, constituindo a principal fonte do Direito. 
Direito Tributário: a C.F estabelece as normas que limitam o poder 
de tributar, além de outras garantias asseguradas ao contribuinte, bem 
como estabelece a discriminação de rendas, separando as 
competências dos entes federativos. ( Direito Constitucional Tributário)
Ex.: arts 145 a 162 da C.F – Sistema Tributário Brasileiro 
 art. 150 C.F – Princípios Tributários e Imunidades Genéricas
 art. 145, §3º C F – Princípios do Sistema Tributário ( Reforma) - 
simplicidade, da transparência, da justiça tributária, da cooperação 
e da defesa do meio ambiente
Emendas à Constituição
 A C.F poderá ser emendada mediante proposta de um terço, no mínimo, 
dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal e, ainda, 
mediante proposta do Presidente da República ou de mais da metade 
das Assembleias Legislativas da unidade da Federação, manifestando-
se, cada uma delas, pela maioria de seus membros. 
 A proposta de EC será discutida e votada em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em 
ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
 Será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal.
 Tem limitações: Emenda à Constituição não poderá abolir a forma 
federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a 
separação dos Poderes, nem os direitos e garantias individuais. ( art. 
60§4º)
Emendas à Constituição
 As Emendas à Constituição podem alterar 
disposições relativas à matéria tributária, constituem 
uma importante fonte do Direito Tributário. 
 Ex. EC 132/2023– Alterou o Sistema Tributário 
Nacional - REFORMA TRIBUTÁRIA:
- Novos impostos : IS – imposto seletivo; IBS – emposto 
sobre bens e serviços - (surgiu da junção do ICMS + 
ISS)
- Nova contribuição : CBS – contribuição sobre bens e 
serviços (surgiu da junção do PIS +CONFINS)
Leis Complementares 
 Art. 69 C.F – Leis complementares são leis que complementam o 
próprio texto da Constituição.
 Exigem um quórum de aprovação mais rígido, ou seja, precisam 
de uma quantidade de votos maior para serem aprovadas do 
que uma lei ordinária.
 São aprovadas por maioria absoluta (art. 69 da CF): voto da 
metade mais 1 dos membros da Casa Legislativa.
 Tratam de matérias específicas, expressamente determinadas na 
Constituição Federal, dentre as quais matérias de Direito 
Tributário.
 OBS: O Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), 
formalmente uma lei ordinária, foi recepcionado pela CF 
como lei complementar, pois a matéria nele tratada 
agora exige essa espécie normativa – art. 146, III, “a” e 
“b” CF
Exemplos de temas que exigem lei complementar: 
 Art. 146, III “b” CF – Tratamento Diferenciado e Favorecido 
ME/EPP- LC 123/2006;
 Art.148 CF – Empréstimo Compulsório;
 Art. 154, I CF – Imposto da Competência Residual;
 Art. 156, III CF - Lei Complementar, lista serviços e fixa as 
alíquotas mínima e máxima do ISS (LC 116/2003).
Reforma tributária: LC 214 de 2025 ( IBS, CBS e IS)
Leis Complementares
Leis Ordinárias
 Leis ordinárias são as leis propriamente ditas (sem adjetivos), “aquelas 
que o Poder Legislativo elabora no exercício normal de sua 
atividade”. 
 São elaboradas pelo Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e 
Câmaras Municipais. 
 Quórum de aprovação: maioria simples ( art. 47 da CF): voto de 
metade mais 1 dos membros presentes na sessão de votação.
 A matéria que a Constituição não reservou para a Lei Complementar 
será tratada em lei ordinária.
 Representam a principal fonte do Direito Tributário, posto que a 
maioria dos tributos são criados mediantelei ordinária.
Leis Delegadas
 Art. 68 CF.
 As Leis Delegadas são leis elaboradas pelo Presidente da República, 
que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. 
 Devem restringir-se à matéria que foi objeto da delegação, que, em 
suma, corresponde a uma transferência de competência legislativa. 
 Não serão objeto de delegação: os atos de competência exclusiva do 
Congresso Nacional, os de competência privativa da Câmara dos 
Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei 
complementar, nem à legislação sobre organização do Poder Judiciário 
e do ministério Público, nacionalidade, cidadania, direitos individuais, 
políticos e eleitorais, e sobre planos plurianuais, diretrizes orçamentárias 
e orçamentos.
 A delegação ao Presidente da República é feita por meio de Resolução 
do Congresso Nacional, a qual deverá especificar a matéria e as 
condições da delegação.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 
 Art. 62 CF.
 Tais medidas são atos provisórios que podem ser editados pelo 
Presidente da República, em caso de relevância e urgência, e 
que têm força de lei. 
 Não podem versar sobre matéria reservada à lei 
Complementar.
 As MP’s devem ser submetidas de imediato ao Congresso 
Nacional.
 As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se 
não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável, 
uma vez por igual período.
 Art. 60§2ºCF – criação ou aumento de tributo - conversão em lei.
Decretos Legislativos do Congresso Nacional 
 Os decretos legislativos são deliberações do Poder 
Legislativo, que independem de sanção do Poder Executivo.
 Refletem a autonomia administrativa conferida ao Poder 
Legislativo e servem para disciplinar suas próprias 
atividades, sua organização, seu quadro de funcionários, 
burocracia interna, etc. 
 Conforme art. 49, I, da CF, os decretos legislativos são 
utilizados para a ratificação dos tratados e convenções 
internacionais celebrados com outros países.
 
Resoluções
São deliberações tomadas por uma das casas do Congresso 
Nacional ( Senado/ Câmara dos Deputados) ou, em certos casos, pelo 
próprio Congresso. 
Em Direito Tributário, assumem importância as Resoluções do Senado 
Federal, uma vez que a Constituição lhes atribui função específica em 
alguns casos:
É o que ocorre na fixação das alíquotas aplicáveis às operações e 
prestações, interestaduais e de exportação do ICMS (art. 155, § 2º, 
IV, CF)
Também dependem de Resolução do Senado:
• alíquota mínima do IPVA. ( Resolução 15 de 2022)
• alíquota máxima do ITCMD. ( Resolução 09 de 1992)
Tratados e Convenções Internacionais
Tratados são acordos internacionais firmados entre o Brasil, 
representado pelo Presidente da República, e outros países. 
 Os Tratados e Convenções Internacionais são celebrados ad 
referendum do Congresso Nacional, a quem cabe ratificá-los 
por meio de “Decretos Legislativos”.
 Conforme art. 98 do CTN, estes tratados revogam ou 
modificam a legislação tributária interna, e serão 
observados pela que lhes sobrevenha.
 Exemplos: MERCOSUL - Mercado Comum do Sul (Brasil, 
Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia), etc.
Decretos
 Os decretos são normas jurídicas editadas pelo do Chefe do Poder 
Executivo. 
 Podem ser chamados ainda de Decretos Regulamentares ou 
Regulamentos. 
 O art. 99 do CTN “o conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se 
aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados com 
observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei”. 
 O Poder Executivo não pode ir além da matéria delimitada pela Lei, 
em obediência ao princípio da hierarquia das normas.
 Decreto, contudo, pode tratar de pormenores e detalhes necessários 
à aplicação da Lei em função da qual é editado.
 Ex: Decreto nº 9.580/2018 – RIR- Regulamento do Imposto de Renda
Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
Normas Complementares
 são normas inferiores, de caráter acessório ou 
complementar em relação às leis, tratados e convenções 
internacionais e decretos. 
 As normas complementares compõem a categoria das 
chamadas fontes formais secundárias e servem para 
“completar” o texto das normas que integram o grupo das 
fontes formais principais. 
 As normas complementares devem observar as regras e 
preceitos emitidos nos Decretos. 
 são expedidas por autoridades hierarquicamente 
subordinadas ao Chefe do Poder Executivo.
São normas complementares:
 os atos normativos expedidos pelas autoridades 
administrativas;
 as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de 
jurisdição administrativa, a que a lei atribua 
eficácia normativa;
 as práticas reiteradamente observadas pelas 
autoridades administrativas;
 os convênios que entre si celebram a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
Fontes Formais Secundárias do Direito 
Tributário
 Os atos normativos das autoridades administrativas se formalizam por 
meio de Portarias, Instruções Normativas, Instruções de Serviço, 
Circulares, Ordens de Serviço, Memorandos, etc.
 As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição 
administrativa, são as decisões proferidas em processos administrativos 
tributários, inclusive de consulta, pelas autoridades investidas de 
competência para tal. Por regra, tais decisões somente vinculam as partes 
litigantes, exceto quando a lei lhes atribua eficácia normativa, quando 
passam a ter alcance geral. 
- Decreto Federal 70235/1972 – processo administrativo fiscal federal
Fontes Formais Secundárias do Direito 
Tributário
Fontes Formais Secundárias do Direito 
Tributário
 As práticas reiteradamente observadas pelas 
autoridades administrativas, correspondem aos 
usos e costumes adotados pela administração e 
reiteradamente observados na solução de casos 
semelhantes. 
 Observa-se que as práticas reiteradas somente 
podem ter lugar quando não contrariem 
disposição expressa de Lei (latu sensu).
 Os convênios que entre si celebram a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios são acordos ou protocolos 
de caráter administrativo que visam dar aplicação prática 
as atividade de fiscalizar e arrecadar tributos. 
 Ex: art. 153, VI, §4º, III da CF: ITR – Convênio entre a União 
e Municípios - Lei 11.250, de 27/12/2005, prevê a 
celebração de convênios entre a União e o Distrito Federal 
ou os Municípios que assim optarem, no intuito de delegar 
as atribuições de fiscalização, inclusive a de lançamento dos 
créditos tributários, e de cobrança do ITR.
Fontes Formais Secundárias do Direito 
Tributário
Estrutura Hierárquica das Fontes do Direito 
Tributário
1
Constituição Federal, /Emenda Constituicional
2 Leis Complementares
3 Leis Ordinárias, Leis Delegadas e Medidas Provisórias
4 Tratados e Convenções Internacionais
5 Decretos
6 Normas Complementares
O conhecimento da hierarquia das fontes do Direito Tributário é essencial para a correta
interpretação e aplicação das normas tributárias, respeitando o princípio da legalidade e
garantindo a segurança jurídica no sistema tributário brasileiro.
FIM!
Obrigada!
REFERÊNCIAS
 Harada, Kioshi. Direito Financeiro e Tributário, 
editora Altas.
 Machado, Hugo de Brito. Curso de Direito 
Tributário, editora Malheiros.
 Mazza, Alexandre. Manual de Direito Tributário, 
editora Saraiva.
 SABBAG – Manual de Direito Tributário, editora 
Saraiva
 Constituição Federal.
 Código Tributário Nacional.
	Slide 1: DIREITO TRIBUTÁRIO 
	Slide 2: FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
	Slide 3
	Slide 4: Fontes Materiais ( Reais)
	Slide 5
	Slide 6: FONTES FORMAIS 
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9: . 
	Slide 10
	Slide 11: Fontes Formais Primárias ou Principais
	Slide 12: Fontes Formais Primárias/Principais Do Direito Tributário
	Slide 13: Constituição Federal
	Slide 14: Constituição Federal
	Slide 15: Emendas à Constituição
	Slide 16: Emendas à Constituição
	Slide 17: Leis Complementares 
	Slide 18: Leis Complementares
	Slide 19: Leis Ordinárias 
	Slide20: Leis Delegadas
	Slide 21: Medidas Provisórias 
	Slide 22: Decretos Legislativos do Congresso Nacional 
	Slide 23: Resoluções
	Slide 24: Tratados e Convenções Internacionais
	Slide 25: Decretos
	Slide 26: Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
	Slide 27: Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
	Slide 28: Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
	Slide 29: Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
	Slide 30: Fontes Formais Secundárias do Direito Tributário
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33: REFERÊNCIAS

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