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BACHARELADO EM TERAPIA OCUPACIONAL 
 Janete Pereira 
 O USO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NA PROMOÇÃO DO BRINCAR DE 
 CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: A PERSPECTIVA DE TERAPEUTAS 
 OCUPACIONAIS 
 São Paulo 
 2026 
 1 
 O USO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NA PROMOÇÃO DO BRINCAR DE 
 CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: A PERSPECTIVA DE TERAPEUTAS 
 OCUPACIONAIS 
 Trabalho de Conclusão de Curso 
 Faculdade Unifatecie, como pré-requisito 
 para obtenção do grau de Bacharel em 
 Terapia Ocupacional. Orientadora: 
 São Paulo 
 2026 
 2 
 SUMÁRIO 
 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 04 
 2. REFERENCIAL TEORICO ………………................................................................ 04 
 3. OBJETIVOS ……………………………………............................................................ 06 
 4. METODOLOGIA ..................................................................................................... 06 
 5. RESULTADOS ……………....................................................................................... 06 
 6. DISCUSSÃO ……...................................................................................................... 07 
 7.CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 08 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ……......................................................................11 
 São Paulo 
 2026 
 3 
 1. INTRODUÇÃO 
 O espaço escolar é fundamental para o desenvolvimento infantil, pois, além de 
 possibilitar a socialização contribui para a aprendizagem e construção da autonomia, o 
 que é essencial para a formação da identidade da criança. Nesse cenário é importante 
 que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de integração nas atividades 
 escolares e de interação com seus pares. Porém, para crianças com paralisia cerebral 
 (PC), essa participação pode ter algumas dificuldades ou barreiras, comopor exemplo: 
 as relacionadas ao ambiente físico, às práticas pedagógicas e às atitudes das pessoas 
 ao seu redor. 
 A paralisia cerebral abrange um grupo de condições permanentes que afetam o 
 movimento e a postura, podendo repercutir diretamente na realização das atividades e 
 na participação da criança em diferentes contextos. Diante dessas condições, a terapia 
 Ocupacional tem um papel fundamental em não considerar apenas limitações 
 apresentadas pela criança, mas também suas habilidades, interesses e 
 potencialidades. Nessas condições, a Tecnologia Assistiva (TA) constitui um importante 
 recurso para favorecer a autonomia e a participação do aluno, por meio de 
 equipamentos ou recursos, estratégias e serviços que tendem facilitar seu acesso às 
 atividades escolares propostas e à interação com os demais. 
 A Tecnologia Assistiva é muito importante para participação e a inclusão de crianças 
 com paralisia cerebral no ambiente escolar, porém ainda tem algumas lacunas que 
 foram observadas na literatura sobre a atuação dos terapeutas ocupacionais e os 
 métodos utilizados no ensino regular. Diante disso, este estudo busca compreender: de 
 que maneira a Tecnologia Assistiva é utilizada por terapeutas ocupacionais para 
 favorecer a inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral? 
 4 
 2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 Para que este estudo seja fundamentado, o referencial teórico está organizado em três 
 pontos principais: a criança com paralisia cerebral e suas necessidades, o espaço 
 escolar com ambiente de inclusão e direitos, e a atuação da Terapia Ocupacional junto 
 à Tecnologia Assistiva (TA). 
 A paralisia cerebral envolve dificuldades nos movimentos e na postura decorrentes de 
 lesões no cérebro em desenvolvimento. Entretanto, as experiências da criança não 
 estão associadas apenas às suas condições motoras, mas também das limitações 
 presentes no ambiente. Desse modo, a escola pode representar desafios, mas também 
 importantes oportunidades de desenvolvimento e participação. 
 A inclusão escolar vai além de apenas estar presente na sala de aula. É importante que 
 a escola ofereça recursos para que a criança participe das atividades, aprenda e tenha 
 interações com seus colegas. É nesse cenário que a Terapia Ocupacional e a 
 Tecnologia Assistiva podem contribuir. 
 A TA pode facilitar a realização das atividades e diminuir barreiras presentes na rotina 
 escolar, por meio de recursos como adaptações de materiais, suportes e sistemas de 
 comunicação. O terapeuta ocupacional, em parceria com a escola e os familiares e com 
 a criança, tem como objetivo identificar essas necessidades e desenvolver estratégias 
 que favoreçam sua autonomia e participação no cotidiano escolar. 
 5 
 3 OBJETIVOS 
 3.1 OBJETIVO GERAL 
 Estudar o uso da Tecnologia Assistiva na integração escolar e na participação de 
 crianças com paralisia cerebral no ensino regular. 
 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Entender as principais barreiras e quais são desafios enfrentados por crianças com 
 paralisia cerebral no contexto escolar; 
 Investigar a eficiência dos recursos de Tecnologia Assistiva como facilitadores da 
 aprendizagem e da convivência no ensino regular. 
 4. METODOLOGIA 
 Esta parte do trabalho detalha os procedimentos metodológicos que foram utilizados 
 para a condução do estudo, organizados para a atuação do terapeuta ocupacional e o 
 uso da Tecnologia Assistiva na inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral. 
 diminuição dos padrões persistentes de conduta desafiadora. Essa oportunidade de 
 estágio reforçou para mim como a ocupação humana pode transformar vidas e garantir 
 direitos. 
 6 
 4.1 Caracterização do Estudo 
 Compreende - se um estudo de natureza exploratória-descritiva, com abordagem 
 quanti-qualitativa,conduzido em ambiente virtual. Esta abordagem permite tanto o 
 mapeamento de frequências e dados profissionais quanto a compreensão aprofundada 
 de percepções e vivências por meio de relatos práticos. 
 4.2 Critérios de Elegibilidade (Inclusão e Exclusão) 
 A minha pesquisa foi realizada com os terapeutas ocupacionais integrantes da equipe 
 da clínica de reabilitação, local onde a onde realizei meu estágio supervisionado. 
 Foram incluídos profissionais com registro ativo no conselho de classe, experiência na 
 área de neurodesenvolvimento e atuação direta com crianças com paralisia cerebral e 
 Tecnologia Assistiva no cotidiano escolar. Os profissionais que não preencheram o 
 formulário de coleta por completo foram excluídos da análise final. 
 4.3 Instrumento e Procedimento de Coleta de Dados 
 Fiz um catálogo eletronico e as pessoas foram selecionadas através deste formulario 
 feito na plataforma Google Forms, contendo questões objetivas e subjetivas. 
 O questionario foi dividido em seções para abranger: 
 Qual o perfil profissional e formação continuada; 
 Entendimento sobre os principais desafios e barreiras enfrentadas pelas crianças com 
 paralisia cerebral no ambiente escolar regular. 
 7 
 Identificar quais os melhores recursos de Tecnologia Assistiva mais utilizados para 
 favorecer a aprendizagem, a comunicação e a participação no ensino regular. 
 4.5 Aspectos Éticos 
 O estudo está em total conformidade com as diretrizes éticas nacionais que referem 
 se às pesquisas envolvendo seres humanos. A participação dos terapeutas ocorreu de 
 forma voluntária, mediante a leitura e aceitação prévia do Termo de Consentimento 
 Livre e Esclarecido (TCLE) disponibilizadode forma virtual antes do início das 
 respostas. 
 5 RESULTADOS 
 Neste capítulo, serão apresentados os dados que foram conseguidos através do 
 formulário de coleta respondido pelos terapeutas ocupacionais da clínica de 
 reabilitação onde eu realizei o meu estágio supervisionado. As informações estão 
 apresentadas de forma descritiva, contemplando o perfil profissional dos participantes 
 e os recursos de Tecnologia Assistiva voltados à inclusão escolar. 
 5.1 Perfil Profissional 
 Os dados mostram que os terapeutas ocupacionais atuantes na instituição. No que diz 
 respeito à formação continuada, os dados indicam que a maioria dos profissionais 
 possui capacitação ou alguma especialização na área de Tecnologia Assistiva e no 
 Neurodesenvolvimento Infantil, isso também é fundamental para a conduta clínica e de 
 adaptação de recursos no ensino regular. 
 8 
 5.2 Recursos de Tecnologia Assistiva na Inclusão Escolar 
 De acordo com as experiências relatadas pelos profissionais, diferentes dispositivos e 
 recursos destacam-se como indispensaveis para garantir a participação ativa e o 
 aprendizado de crianças com paralisia cerebral no ambiente escolar. 
 A Tabela 1 apresenta os recursos de Tecnologia Assistiva considerados pelas 
 participantes como os mais necessários para facilitar o cotidiano escolar do 
 público-alvo: 
 Tabela 1: Tecnologias Assistivas facilitadoras da inclusão escolar de crianças 
 com paralisia cerebral 
 Tecnologias Assistivas Frequência de Indicação 
 Cadeira de Rodas e Suportes Posturais 80% 
 Pranchas de Comunicação Alternativa 80% 
 Adaptadores de Escrita 40% 
 Planos inclinados e materiais adaptados 60% 
 9 
 6: DISCUSSÃO 
 A análise dos dados mostrou que a Tecnologia Assistiva (TA) como ferramenta central 
 para a inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral. A discussão foi dividida em 
 três eixos: formação profissional, uso da TA na escola e a atuação do terapeuta 
 ocupacional. 
 6.1 Perfil Profissional e Formação 
 Os resultados apontam que a maioria dos terapeutas possui capacitação em TA e 
 neurodesenvolvimento. Essa qualificação foi essencial para o raciocínio clínico,e me 
 permitiu transpor as habilidades motoras da criança para o ambiente escolar e 
 garantindo intervenções assertivas. 
 6.2 O Uso da TA no Ambiente Escolar 
 Um ambiente escolar acolhedor é indispensável ter cadeiras de rodas, suportes 
 posturais e pranchas de comunicação, esses foram os recursos mais mencionados e 
 mais importantes pelos indicados. Eles garantem o conforto e transcorrem a interação 
 social com os colegas. os adaptadores de escrita e planos inclinados também se 
 mostraram essenciais para a manipulação dos materiais didáticos, eliminando barreiras 
 físicas e permitindo que o aluno expresse seu real potencial de aprendizagem . 
 6.3 O Papel do Terapeuta Ocupacional 
 Incluir a criança de maneira afetiva é muito mais do que entregar os dispositivos: Exige 
 que essa escola seja orientada de forma contínua para combater barreiras atitudinais e 
 o capacitismo. O terapeuta ocupacional vai atuar como mediador entre a clínica e o 
 ambiente escolar, garantindo o direito à educação e à participação plena. 
 10 
 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Este estudo foi de extrema importância pois eu pude compreender o papel estratégico 
 da Tecnologia Assistiva (TA) na inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral, 
 apresentando como a Terapia Ocupacional atua na mediação entre a clínica e o 
 ambiente de ensino. 
 Durante a pesquisa, constatou-se que a TA não é apenas um dispositivo auxiliar, mas 
 um recurso de equidade que facilita o acesso ao currículo e a participação social. Foi 
 indetificado que a adequação postural e os recursos de comunicação são primordiais 
 para reduzir barreiras físicas e promover a autonomia do aluno em sala de aula. 
 Todavia, os resultados reforçam que a efetividade desses recursos está diretamente 
 atrelada ao suporte oferecido pelo terapeuta ocupacional à comunidade escolar, 
 combatendo atitudes capacitistas e orientando o uso adequado das adaptações. 
 Quanto maior a limitação, ressalta-se a necessidade de estudos mais amplos que 
 abrangem diferentes realidades regionais, garantido uma visão mais diversa sobre o 
 uso da TA. Pode -se concluir que investir na interface entre a Terapia Ocupacional e a 
 educação é um passo fundamental para garantir o direito pleno à aprendizagem, 
 transformando a escola em um espaço verdadeiramente acessível e acolhedor para 
 todas as crianças. 
 11 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia assistiva. Porto Alegre: CEDI, 2008. Acesso em 
 10/08/2026 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
 Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. 
 Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. Acesso em 10/08/2026 
 COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS - CAT. Ata da Reunião VII, de dezembro de 2007. 
 Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Presidência da República, 2007. 
 ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Deficiência. Portal da OPAS, 
 2024.acesso em 10/08/2026 - Acesso em 10/08/2026 
 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Síntese de evidências para políticas: 
 acesso à tecnologia assistiva. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2020. Acesso 
 em 10/08/2026 
 PFEIFER, Luzia Iara. Raciocínio clínico da Terapia Ocupacional na intervenção junto à 
 criança. In: PFEIFER, L. I.; SANT'ANA, M. M. M. Terapia Ocupacional na infância: 
 procedimentos na prática clínica. São Paulo: Memnon, 2020. p. 10-24. Acesso em 
 10/08/2026 
 SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: o paradigma do século 21. Revista Inclusão, 
 Brasília, v. 1, n. 1, p. 19-23, 2005. Acesso em 10/08/2026 
 12

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