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Questões resolvidas

A Assembleia Legislativa do Estado Alfa, castigado por chuvas torrenciais que causaram graves enchentes, aprovou lei complementar estadual de iniciativa parlamentar que instituiu empréstimo compulsório sobre a aquisição de veículos automotores no território estadual, vinculando os recursos obtidos ao combate dos efeitos das enchentes.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A A iniciativa da lei que instituiu o empréstimo compulsório é privativa do chefe do Poder Executivo.
B O empréstimo compulsório necessita de lei complementar estadual para sua instituição.
C O Estado não pode instituir empréstimos compulsórios.
D A vinculação da receita de empréstimos compulsórios é inconstitucional.

O Chefe do Executivo do Município X editou o Decreto 123, em que corrige o valor venal dos imóveis para efeito de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de acordo com os índices inflacionários anuais de correção monetária.
No caso narrado, a medida
A fere o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo somente pode ser realizada por meio de lei em sentido formal.
B está de acordo com o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo do IPTU dispensa a edição de lei em sentido formal.
C está de acordo com o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU pode ser realizada por meio de decreto.
D fere o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU não dispensa a edição de lei em sentido formal.

Existem dois gêneros (grupos) de imunidades: específicas e genéricas. As específicas podem ser de qualquer espécie tributária e estão espalhadas por toda a Constituição Federal. As genéricas são somente de impostos e estão previstas no artigo 150, VI, da Constituição Federal.
Um grupo de empresários da área têxtil decidiu criar um sindicato dos empregadores daquele setor, para fins de representação e defesa dos interesses da categoria econômica. Na assembleia geral ordinária constitutiva da instituição e para elaboração do estatuto social, surgiu a dúvida a respeito da possibilidade de obtenção da imunidade tributária sobre o patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais. Presente uma equipe de advogados, estes são incitados a se manifestarem a respeito. Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta:
A) Não há previsão constitucional para imunidade tributária de impostos de sindicato de empregadores.
B) O setor têxtil se trata de categoria econômica que não permite o enquadramento na imunidade tributária de impostos dos sindicatos.
C) Tal sindicato faz jus à imunidade tributária de impostos, desde que exerça suas atividades sem finalidade lucrativa e atenda ao requisito de não distribuição de qualquer parcela do seu patrimônio ou renda.
D) Desde que os recursos provenientes das contribuições associativas sejam aplicados exclusivamente na sua área de atuação e vinculados a suas finalidades essenciais, tal sindicato poderá gozar da imunidade tributária de impostos.

A sociedade empresária ABC Ltda. teve um auto de infração lavrado contra si pelo Fisco federal, em junho de 2021, lançando de ofício valores de tributo federal não declarados, nem pagos, referentes a fatos geradores ocorridos em junho de 2017. A sociedade empresária impugnou o auto dentro do prazo, apontando a existência de vício formal, o que foi reconhecido pelo Fisco federal, que anulou tal lançamento em junho de 2022. Diante desse cenário e à luz do texto expresso do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
9) FGV – 2024 – OAB – 42º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Diante desse cenário e à luz do texto expresso do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
B) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos a partir de 1º/1/2023, primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o novo lançamento poderia ter sido efetuado.
C) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em 1º/1/2023, 5 anos após o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento original poderia ter sido efetuado.
D) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em junho de 2022, 5 anos após a ocorrência dos fatos geradores objetos do lançamento original que foi anulado.

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Questões resolvidas

A Assembleia Legislativa do Estado Alfa, castigado por chuvas torrenciais que causaram graves enchentes, aprovou lei complementar estadual de iniciativa parlamentar que instituiu empréstimo compulsório sobre a aquisição de veículos automotores no território estadual, vinculando os recursos obtidos ao combate dos efeitos das enchentes.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A A iniciativa da lei que instituiu o empréstimo compulsório é privativa do chefe do Poder Executivo.
B O empréstimo compulsório necessita de lei complementar estadual para sua instituição.
C O Estado não pode instituir empréstimos compulsórios.
D A vinculação da receita de empréstimos compulsórios é inconstitucional.

O Chefe do Executivo do Município X editou o Decreto 123, em que corrige o valor venal dos imóveis para efeito de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de acordo com os índices inflacionários anuais de correção monetária.
No caso narrado, a medida
A fere o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo somente pode ser realizada por meio de lei em sentido formal.
B está de acordo com o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo do IPTU dispensa a edição de lei em sentido formal.
C está de acordo com o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU pode ser realizada por meio de decreto.
D fere o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU não dispensa a edição de lei em sentido formal.

Existem dois gêneros (grupos) de imunidades: específicas e genéricas. As específicas podem ser de qualquer espécie tributária e estão espalhadas por toda a Constituição Federal. As genéricas são somente de impostos e estão previstas no artigo 150, VI, da Constituição Federal.
Um grupo de empresários da área têxtil decidiu criar um sindicato dos empregadores daquele setor, para fins de representação e defesa dos interesses da categoria econômica. Na assembleia geral ordinária constitutiva da instituição e para elaboração do estatuto social, surgiu a dúvida a respeito da possibilidade de obtenção da imunidade tributária sobre o patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais. Presente uma equipe de advogados, estes são incitados a se manifestarem a respeito. Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta:
A) Não há previsão constitucional para imunidade tributária de impostos de sindicato de empregadores.
B) O setor têxtil se trata de categoria econômica que não permite o enquadramento na imunidade tributária de impostos dos sindicatos.
C) Tal sindicato faz jus à imunidade tributária de impostos, desde que exerça suas atividades sem finalidade lucrativa e atenda ao requisito de não distribuição de qualquer parcela do seu patrimônio ou renda.
D) Desde que os recursos provenientes das contribuições associativas sejam aplicados exclusivamente na sua área de atuação e vinculados a suas finalidades essenciais, tal sindicato poderá gozar da imunidade tributária de impostos.

A sociedade empresária ABC Ltda. teve um auto de infração lavrado contra si pelo Fisco federal, em junho de 2021, lançando de ofício valores de tributo federal não declarados, nem pagos, referentes a fatos geradores ocorridos em junho de 2017. A sociedade empresária impugnou o auto dentro do prazo, apontando a existência de vício formal, o que foi reconhecido pelo Fisco federal, que anulou tal lançamento em junho de 2022. Diante desse cenário e à luz do texto expresso do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
9) FGV – 2024 – OAB – 42º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Diante desse cenário e à luz do texto expresso do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
B) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos a partir de 1º/1/2023, primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o novo lançamento poderia ter sido efetuado.
C) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em 1º/1/2023, 5 anos após o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento original poderia ter sido efetuado.
D) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em junho de 2022, 5 anos após a ocorrência dos fatos geradores objetos do lançamento original que foi anulado.

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Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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Direito Tributário 
Revisão Turbo | 43° Exame da OAB 
 
Sumário 
 
Aula 18/04/2025 – turno noite ...................................................................................................... 4 
Aula 22/04/2025 – turno manhã ................................................................................................. 25 
 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
4 
Aula 18/04/2025 – turno noite 
1. Conceito de tributo 
 
Art. 3º, do CTN. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor 
nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
 
 
1.1. Não constitua sanção por ato ilícito 
Tributo não é pena, não poderá ser exigido como forma de punição (sanção política). 
Igualmente não se poderá tributar atividade ilícita, entretanto sobre os frutos decorrentes 
da atividade ilícita, poderá ocorrer a incidência tributária. Trata-se do princípio da pecunia non 
olet. 
 
1.2. Prevista em lei 
O tributo sempre deverá ser criado por meio de lei. Via de regra, será criado por lei 
ordinária, através do Poder Legislativo. Excepcionalmente, apenas 7 (sete) tributos deverão ser 
criados por meio de lei complementar. 
 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
5 
Exceções: 
 
Contribuição 
de 
Seguridade 
Social 
Residual 
 
 
 
Imposto 
Residual 
 
 
Empréstimos 
Compulsórios 
Imposto 
sobre 
Grandes 
Fortunas 
 
 
Imposto 
Seletivo 
Imposto 
sobre Bens 
e Serviços 
(IBS) 
Contribuição 
sobre Bens e 
Serviços 
(CBS) 
 
Lembre-se que a medida provisória não pode atuar em matéria reservada à lei 
complementar, logo não poderá criar estes 7 tributos e muito menos editar normas gerais de 
direito tributário, como por exemplo: regrais gerais sobre prescrição e decadência (art. 146, III, b 
da CF). 
 
 Resolva a questão a seguir: 
1) FGV – 2013 – OAB – 12º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em procedimento de fiscalização, a Secretaria da Receita Federal do Brasil identificou lucro não declarado por três 
sociedades empresárias, que o obtiveram em conluio, fruto do tráfico de entorpecentes. 
Sobre a hipótese sugerida, assinale a afirmativa correta. 
A) O imposto sobre a renda é devido face ao princípio da interpretação objetiva do fato gerador, também conhecido 
como o princípio do pecunia non olet. 
B) Não caberá tributação e, sim, confisco da respectiva renda. 
C) Não caberá tributo, uma vez que tributo não é sanção de ato ilícito. 
D) Caberá aplicação de multa fiscal pela não declaração de lucro, ficando afastada a incidência do tributo, sem 
prejuízo da punição na esfera penal. 
 
2. Competência tributária 
A Constituição Federal não cria tributos, mas outorga poderes aos entes (União, Distrito 
Federal, Estados e Municípios) para que estes criem. 
Poderão ser criadas as seguintes espécies tributárias: 
 
Assim, observando o disposto na Constituição Federal, são os seguintes tributos que a 
União poderá instituir: 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
6 
 
 
Importante: será sempre e somente da União a competência para a criação de novos 
tipos de impostos (os chamados residuais), bem como das novas contribuições de seguridade 
social residuais. E tudo isso somente mediante lei complementar. 
Assim, na forma do art. 154, inciso I, da CF/1988, somente a União poderá instituir, 
mediante lei complementar, impostos não previstos no art. 153 da Carta Magna, desde que 
respeitado o princípio da não cumulatividade e que não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados no texto constitucional. 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
7 
Igualmente, na forma do art. 195 da CF/1988: 
 
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e 
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão 
da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. 
 
Logo, caso lhe seja perguntado em sua prova se o Estado poderá criar um novo tipo de 
imposto, bem como se o Município poderá instituir nova fonte de custeio para seguridade social, 
afirme que não, visto que tal competência residual será apenas da União. 
Por fim, se tal exigência depende de lei complementar, será correto você afirmar 
igualmente que medida provisória não poderá criar novo tipo de imposto e/ ou nova fonte de 
custeio para seguridade social, visto que, na forma do art. 62, § 1º, III, da CF/1988, a medida 
provisória não poderá legislar em matéria reservada à lei complementar. 
Após análise da competência da União, observando o disposto na Constituição Federal, 
são os seguintes tributos que o Distrito Federal poderá instituir: 
 
 
 
 
Vale dizer que, na forma dos arts. 147 e 155 da CF/1988, o Distrito Federal terá 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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competência cumulativa para instituir os impostos de competência dos Estados e Municípios, 
visto que o Distrito Federal não é dividido em Municípios. 
Já os Estados, observado o disposto na CF/1988, poderão instituir os seguintes tributos: 
 
 
 
 
Por fim, os Municípios, uma vez observado o disposto na CF/1988, poderão instituir os 
seguintes tributos: 
 
 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
9 
2.1. Arrecadação de tributos 
A competência tributária será indelegável na forma do artigo 7º. Entretanto, a capacidade 
ativa tributária poderá ser delegada do ente competente para outra pessoa jurídica de direito 
público. 
Assim, lembre-se que poderá ser delegada a capacidade ativa tributária para outra pessoa 
jurídica de direito público. Tal delegação consiste na delegação das funções administrativas de: 
• Arrecadação; 
• Fiscalização; 
• Execução das leis. 
 
A competência para criar, majorar, excluir e/ou reduzir, esta será indelegável. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
2) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A Assembleia Legislativa do Estado Alfa, castigado por chuvas torrenciais que causaram graves enchentes, aprovou 
lei complementar estadual de iniciativa parlamentar que instituiu empréstimo compulsório sobre a aquisição de 
veículos automotores no território estadual, vinculando os recursos obtidos ao combate dos efeitos das enchentes. 
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta. 
 
A) A iniciativa da lei que instituiu o empréstimo compulsório é privativa do chefe do Poder Executivo. 
B) O empréstimo compulsório necessita de lei complementar estadual para sua instituição. 
C) O Estado não pode instituir empréstimos compulsórios. 
D) A vinculação da receita de empréstimos compulsórios é inconstitucional. 
 
 
3. Limitações ao poder de tributar 
3.1. Princípio da legalidade 
A criação, majoração, redução ou extinção de tributo deverá ser feita através de lei. 
Mitigações/ exceções: 
https://ead.ceisc.com.br/direitotributrioGui
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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STF: alterar prazo de pagamento também poderá ser feito por ato do poder executivo. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
3) FGV – 2019 – OAB – 29º Examede Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Chefe do Executivo do Município X editou o Decreto 123, em que corrige o valor venal dos imóveis para efeito de 
cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de acordo com os índices inflacionários anuais de correção 
monetária. No caso narrado, a medida 
 
A) Fere o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo somente pode ser realizada por meio de lei 
em sentido formal. 
B) Está de acordo com o princípio da legalidade, pois a majoração da base de cálculo do IPTU dispensa a edição 
de lei em sentido formal. 
C) Está de acordo com o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU pode ser 
realizada por meio de decreto. 
D) Fere o princípio da legalidade, pois a atualização monetária da base de cálculo do IPTU não dispensa a edição 
de lei em sentido formal. 
 
3.2. Princípio da anterioridade 
Tal princípio irá limitar a possibilidade e atividade dos entes competentes de cobrarem os 
tributos por eles respectivamente criados ou majorados. Logo, este princípio servirá para 
“programar” o contribuinte quando ele deverá e poderá ser exigido dos respectivos tributos, uma 
vez realizados os fatos geradores dispostos na norma tributária. 
Mas, desde já, lembre-se: como se trata de limitação ao exercício da competência 
tributária, ele será observado apenas quando da criação ou majoração de tributo, visto que, 
quando se tratar de medida desonerativa (mais favorável) ao contribuinte, tal norma terá 
aplicação imediata. 
O princípio da anterioridade, com razão precípua da necessidade de evitar a surpresa aos 
contribuintes, é compreendido, conforme o texto constitucional, pela anterioridade do exercício e 
pela anterioridade nonagesimal. 
Reza o art. 150, III, b, da CF/1988 que será vedado aos entes exigir tributo criado ou 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
11 
majorado no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. 
Já o art. 150, III, c, da CF/1988 estabeleceu que será vedado aos entes exigir tributo criado 
ou majorado antes de decorridos 90 (noventa) dias da data em que tenha sido publicada a lei 
que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b. 
Diante disso, na forma do art. 150, III, b, da CF/1988, todo tributo criado ou majorado 
somente poderá ser exigido no primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, uma vez publicado, 
por exemplo, no ano de 2017, somente poderá ser exigido no primeiro dia do ano de 2018. 
E com a finalidade de evitar a surpresa, houve uma alteração no texto constitucional, que 
criou o princípio da anterioridade nonagesimal. Assim, na forma do art. 150, III, c, da CF/1988, 
todo tributo criado ou majorado, somente poderá ser exigido após 90 (noventa) dias da 
publicação. 
Assim, em geral, todos os tributos criados ou majorados deverão aguardar as duas 
anterioridades (requisitos cumulativos), ou seja, somente poderão ser exigidos no exercício 
seguinte ao de sua publicação, somado a 90 (noventa) dias, igualmente, da publicação. 
Por favor, preste atenção: os 90 (noventa) dias não têm o seu cômputo inicial do dia 
primeiro de janeiro do ano seguinte da publicação, mas, sim, terá seu início exatamente na data 
da publicação. 
Entretanto, compreendeu por bem o constituinte reservar a alguns tributos uma 
possibilidade de exigência mitigada, justamente para enfrentar o mercado econômico (política 
econômica e social) ou a necessidade premente/urgente da exigência do tributo. Assim, na forma 
do art. 150, § 1º, da CF/1988, existirão determinados tributos que não precisarão aguardar as 
anterioridades, mesmo que criados ou majorados. Assim, a vedação do inciso III, b, não se aplica 
aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV, V, e 154, II, da CF/1988 e a vedação do inciso 
III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III, V, e 154, II, da CF/1988, 
nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I, da CF/1988. 
Logo, conforme positivado no parágrafo supraindicado, assim compreendeu o 
constituinte: 
• Terão exigência imediata, ou seja, mesmo que majorados ou criados, poderão ser 
exigidos tão logo publicados: Imposto de Importação, Imposto de Exportação, 
Imposto sobre Operações Financeiras, Empréstimo Compulsório de Guerra 
Externa ou sua Iminência, Empréstimo Compulsório de Calamidade e Imposto 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
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Extraordinário de Guerra; 
• Outrossim, terão exigência, respeitando apenas a anterioridade nonagesimal, ou 
seja, 90 (noventa) dias após a sua publicação, sendo, portanto, possível a sua 
exigência no mesmo ano de sua publicação: Imposto sobre Produtos 
Industrializados, Contribuições Sociais e restabelecimento de CIDE/ICMS 
Combustível; 
• E terão exigência, respeitando apenas a anterioridade do exercício, ou seja, 
podendo ser majorados em 28 de dezembro, publicados em 29 e já exigidos no dia 
1º de janeiro: Imposto de Renda (alíquotas, base de cálculo) e base de cálculo 
(apenas) de IPVA e IPTU. 
 
Por fim, outra questão de grande valia sobre o princípio da anterioridade é a de que a 
modificação de prazo para pagamento, mesmo que venha a antecipar a 
arrecadação/pagamento, não estará sujeita à anterioridade, na forma da Súmula Vinculante nº 
50 do STF. Logo, a norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não 
se sujeita ao princípio da anterioridade. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
4) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Em 10/11/2020, foi publicada lei ordinária federal que majorava a alíquota de contribuição previdenciária a ser 
cobrada do empregador, incidente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, 
a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Diante desse cenário, a 
nova alíquota poderá ser aplicada: 
 
A) A partir da data da publicação da lei. 
B) Noventa dias a contar da data da publicação da lei. 
C) A partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte. 
D) A partir de noventa dias contados do primeiro dia do exercício financeiro seguinte. 
 
4. Imunidades 
Existem dois gêneros (grupos) de imunidades: 
 
 Revisão Turbo | 43º Exame de Ordem 
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4.1. Específicas 
Podem ser de qualquer espécie tributária (caso concreto/caso certo). Estão espalhadas 
por toda a Constituição Federal. 
Exemplo: as entidades de assistência social sem fins lucrativos (por exemplo, Sistema S) 
não irão pagar contribuição de seguridade social (Contribuição Patronal, PIS/COFINS). 
 
4.2. Genéricas 
Somente de impostos. Estão apenas no artigo abaixo citado e estarão de forma genérica 
em nossa Constituição. 
São espécies de imunidade genéricas: 
 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - Instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
b) entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações 
assistenciais e beneficentes 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das 
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência 
social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão; 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais 
ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas 
brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo 
na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. 
 
 Revisão Turbo| 43º Exame de Ordem 
 Direito Tributário 
 
14 
4.2.1. Templos 
Não haverá incidência de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços que estejam em 
nome do templo e que sejam revertidos ao cumprimento de sua finalidade essencial na forma do 
artigo 150, §4º da CF. 
Atenção: art. 156, §1º-A. O imposto previsto no inciso I (IPTU) do caput deste artigo não 
incide sobre templos de qualquer culto, ainda que as entidades abrangidas pela imunidade de que 
trata a alínea "b" do inciso VI do caput do art. 150 desta Constituição sejam apenas locatárias do 
bem imóvel. 
 
4.2.2. Subjetiva 
Tal imunidade contempla algumas pessoas, ou seja, observando igualmente o art. 150, 
VI, c, e o art. 150, § 4º, da Carta Magna, os partidos políticos e suas fundações, sindicato dos 
trabalhadores, instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos terão direito a 
não pagar impostos sobre seus patrimônios, rendas e serviços, desde que observado o 
cumprimento da lei e revertido patrimônio, renda e serviços para o cumprimento da finalidade 
essencial. 
Na forma do art. 150, VI, c, da CF/1988, será vedado aos entes instituir impostos sobre 
patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades 
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, atendidos os requisitos da lei. Mas, e se a prova lhe perguntar sobre os sindicatos 
patronais? Responda negativamente, visto que esta imunidade abrangerá apenas os sindicatos 
dos trabalhadores. 
Mas, diferentemente das demais espécies de imunidades genéricas, a Carta Mãe elenca 
a necessidade do cumprimento dos requisitos previstos em lei. Quais seriam a lei, o artigo e seus 
requisitos? São aqueles dispostos no art. 14 do CTN. Questões envolvendo estes requisitos são 
bastante comuns, por exemplo: entidade imune precisa cumprir as obrigações acessórias? A 
resposta é positiva. A imunidade dispensará tão somente o cumprimento do dever de pagar 
tributo. 
Vale ressaltar igualmente que, nesta imunidade, as entidades de assistência social sem 
fins lucrativos, na forma do art. 195, § 7º, da CF/1988, também terão imunidade no que tange às 
contribuições sociais, tratando-se aqui de clássico exemplo de imunidade específica. 
Por fim, no que tange a esta imunidade subjetiva, poderá surgir uma questão: caso as 
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pessoas imunes venham a locar um imóvel de sua propriedade a empresa privada e utilizem os 
valores locatícios para o cumprimento da finalidade essencial, poderão elas gozar desta 
imunidade? Sim, na forma da Súm. Vinc. nº 52 e da Súm. nº 724 do STF, continuarão a gozar 
desta imunidade genérica. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
5) FGV – 2023 – OAB – 39º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Um grupo de empresários da área têxtil decidiu criar um sindicato dos empregadores daquele setor, para fins de 
representação e defesa dos interesses da categoria econômica. Na assembleia geral ordinária constitutiva da 
instituição e para elaboração do estatuto social, surgiu a dúvida a respeito da possibilidade de obtenção da 
imunidade tributária sobre o patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais. Presente uma equipe de 
advogados, estes são incitados a se manifestarem a respeito. Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta: 
 
A) Não há previsão constitucional para imunidade tributária de impostos de sindicato de empregadores. 
B) O setor têxtil se trata de categoria econômica que não permite o enquadramento na imunidade tributária de 
impostos dos sindicatos. 
C) Tal sindicato faz jus à imunidade tributária de impostos, desde que exerça suas atividades sem finalidade lucrativa 
e atenda ao requisito de não distribuição de qualquer parcela do seu patrimônio ou renda. 
D) Desde que os recursos provenientes das contribuições associativas sejam aplicados exclusivamente na sua área 
de atuação e vinculados a suas finalidades essenciais, tal sindicato poderá gozar da imunidade tributária de 
impostos. 
 
5. Obrigação tributária 
 
 
 
As relações obrigacionais são independentes. 
Pessoas, instituições imunes e isentas apenas estarão desobrigadas ao cumprimento da 
obrigação principal, porém não estarão desobrigadas ao cumprimento das obrigações 
acessórias. 
O descumprimento de uma obrigação acessória faz nascer uma principal (multa). 
Quem irá exigir o cumprimento da obrigação? Ente competente, salvo quando houver 
delegação a outro entre. 
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5.1. Sujeito passivo 
Sujeito passivo é quem irá cumprir a obrigação. 
 
 
Na forma do artigo 123 do CTN o contrato particular relativo à responsabilidade pelo 
pagamento de tributos não poderá ser oposto contra à Fazenda Pública, bem como não poderá 
servir para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias 
correspondentes. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
6) FGV – 2017 – OAB – 24º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
João e Maria celebraram entre si contrato de locação, sendo João o locador e proprietário do imóvel. No contrato, 
eles estipularam que a responsabilidade pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial 
Urbana (IPTU) do imóvel será de Maria, locatária. 
Com base nessas informações, assinale a afirmativa correta. 
 
A) O contrato será ineficaz entre as partes, pois transferiu a obrigação de pagar o imposto para pessoa não prevista 
em lei. 
B) O contrato firmado entre particulares não poderá se opor ao fisco municipal, no que tange à alteração do sujeito 
passivo do tributo. 
C) O contrato é válido e eficaz, e, por consequência dele, a responsabilidade pelo pagamento do tributo se tornará 
solidária, podendo o fisco municipal cobrá-lo de João e/ou de Maria. 
D) No caso de o fisco municipal cobrar o tributo de João, ele não poderá ajuizar ação regressiva em face de Maria. 
 
Igualmente na forma do artigo 124 do CTN duas ou mais pessoas poderão ser 
solidariamente obrigadas ao pagamento de um único tributo? Sim, desde que haja vínculo/ 
interesse comum na situação que constitua o fato gerador (solidários). 
E se uma destas pessoas gozar de isenção tributária em razão de condição especial? Os 
demais continuarão devedores pelo saldo devedor de forma solidária, obedecendo o que 
disposto no artigo 125, II do CTN. 
 
 
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 Resolva a questão a seguir: 
7) FGV – 2017 – OAB – 22º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
João e Pedro são, por lei, contribuintes obrigados solidariamente a pagar determinado tributo. Foi publicada lei que 
isenta os ex-combatentes do pagamento de tal tributo, sendo este o caso pessoal somente de João. Tendo em vista 
essa situação, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Sendo um caso de isenção pessoal, a lei não exonera Pedro, que permanece obrigado a pagar o saldo 
remanescente, descontada a parcela isenta em favor de João. 
B) Pedro ficará totalmente exonerado do pagamento, aproveitando-se da isenção em favor de João. 
C) O imposto poderá ser cobrado de Pedro ou de João, pois a solidariedade afasta a isenção em favor deste. 
D) Pedro permanece obrigado a pagar integralmente o imposto, nada obstante a isenção em favor de João. 
 
6. Domicílio tributário 
Em regra, o domicílio tributário será aquele eleito pelo sujeito passivo, conforme artigo 127 
do CTN. Se não escolher (fizer opção): 
 
 
 
 
Pode o domicílio fiscal eleito pelo sujeito passivo ser recusado pelo fisco, desde que o 
local escolhido dificulte ou impeça a arrecadação ou fiscalização. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
8) FGV – 2017 – OAB – 24º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Considere que Luís é um andarilho civilmente capaz que não elegeu nenhumlugar como seu domicílio tributário, 
não tem domicílio civil, nem residência fixa, e não desempenha habitualmente atividades em endereço certo. A partir 
da hipótese apresentada, de acordo com o Código Tributário Nacional e no silêncio de legislação específica, assinale 
a afirmativa correta. 
 
A) Luís nunca terá domicílio tributário. 
B) O domicílio tributário de Luís será o lugar da situação de seus bens ou da ocorrência do fato gerador. 
C) O domicílio tributário de Luís será, necessariamente, a sede da entidade tributante. 
D) O domicílio tributário de Luís será a residência de seus parentes mais próximos ou o lugar da situação dos bens 
de Luís. 
 
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7. Lançamento tributário: 
O artigo 142 do CTN define a constituição do crédito tributário: 
 
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário 
pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a 
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, 
calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a 
aplicação da penalidade cabível. 
 
 
 
 
 
 
 
A autoridade administrativa pode realizar o lançamento de três formas: 
1) de ofício ou direto, 
2) por declaração ou misto, e 
3) por homologação ou autolançamento. 
Sendo cada uma delas determinada pelo nível de participação do sujeito passivo. 
 
7.1. Lançamento de ofício ou direto 
Previsto no artigo 149 do CTN, esse tipo de lançamento é realizado diretamente pelo fisco, 
sem a necessidade de participação do sujeito passivo, sendo efetuado por imposição legal. 
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Isso significa que todas as etapas do que o CTN define como procedimento de lançamento 
são conduzidas exclusivamente pela administração pública, por meio da autoridade fiscal 
competente, sem a necessidade de participação do sujeito passivo. 
 
7.2. Lançamento por declaração ou misto 
Regulamentado pelo artigo 147 do CTN, o lançamento por declaração ocorre quando há 
uma participação equilibrada entre a administração pública e o sujeito passivo (ou terceiros) no 
procedimento. 
Nesse modelo, o sujeito passivo ou um terceiro apresenta uma declaração contendo 
apenas informações de fato, repassando os dados necessários à autoridade administrativa, que 
ficará responsável por calcular o tributo devido. 
 
7.3. Lançamento por homologação ou autolançamento 
Previsto no artigo 150 do CTN, o lançamento por homologação ocorre quando o sujeito 
passivo executa praticamente todos os atos necessários ao procedimento, incluindo o cálculo e 
o pagamento do tributo. 
A atuação da autoridade administrativa se limita à homologação desse pagamento, que é 
feito de forma antecipada pelo contribuinte. 
Resolva a questão a seguir: 
9) FGV – 2024 – OAB – 42º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A sociedade empresária ABC Ltda. teve um auto de infração lavrado contra si pelo Fisco federal, em junho de 2021, 
lançando de ofício valores de tributo federal não declarados, nem pagos, referentes a fatos geradores ocorridos em 
junho de 2017. A sociedade empresária impugnou o auto dentro do prazo, apontando a existência de vício formal, 
o que foi reconhecido pelo Fisco federal, que anulou tal lançamento em junho de 2022. Diante desse cenário e à 
luz do texto expresso do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta. 
A) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos da data em que se 
tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 
B) O Fisco poderá efetuar novo lançamento, contando−se o prazo decadencial de 5 anos a partir de 1º/1/2023, 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o novo lançamento poderia ter sido efetuado. 
C) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em 
1º/1/2023, 5 anos após o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento original poderia 
ter sido efetuado. 
D) O Fisco não poderá efetuar novo lançamento, pois o prazo decadencial de 5 anos se consumou em junho 
de 2022, 5 anos após a ocorrência dos fatos geradores objetos do lançamento original que foi anulado. 
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8. Contribuição de melhoria 
O fato gerador da contribuição de melhoria não é a simples realização da obra pública, 
mas sim a valorização do imóvel decorrente da obra. Ou seja, só poderá haver cobrança se o 
imóvel efetivamente aumentar de valor devido à intervenção estatal. 
CTN 
Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito 
Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para 
fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como 
limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra 
resultar para cada imóvel beneficiado. 
 
Essa atuação refere-se à contribuição de melhoria, tributo que incide sobre a valorização 
de imóveis em decorrência de obras públicas realizadas pelo Poder Público. 
No entanto, não é qualquer benefício ao proprietário que justifica a cobrança. Para que a 
contribuição de melhoria seja exigida, é imprescindível que ocorra efetiva valorização do imóvel, 
ou seja, um aumento no seu valor de mercado diretamente ligado à obra pública realizada. 
A base de cálculo da contribuição de melhoria deve corresponder à valorização efetiva do 
imóvel e jamais pode superar o custo da obra. Para evitar enriquecimento sem causa da 
Administração Pública, há duas limitações: 
• Limite Individual: O tributo não pode ser superior à valorização do imóvel. 
• Limite Global: A soma das contribuições cobradas não pode ultrapassar o custo 
total da obra. 
 
 
 
https://ead.ceisc.com.br/DireitotributrioMarina
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 Resolva a questão a seguir: 
10) FGV – 2017 – OAB – 22º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Município Alfa realizou obras nas praças públicas de determinado bairro, incluindo iluminação e arborização. Tais 
obras acarretaram a valorização imobiliária de dezenas de residências daquela região. Em decorrência disso, o 
município instituiu contribuição de melhoria. Sobre a contribuição em questão, segundo o CTN, assinale a afirmativa 
correta. 
 
A) É inválida, pois deveria ter sido instituída pelo Estado Beta, onde está localizado o Município Alfa. 
B) É válida, porque foi instituída para fazer face ao custo de obra pública da qual decorre a valorização 
imobiliária. 
C) É válida, mas poderia ter sido instituída independentemente da valorização dos imóveis dos contribuintes. 
D) É inválida, porque deveria ter, como limite individual, o valor global da despesa realizada pelo Poder 
Público na obra e não a valorização de cada imóvel. 
 
 
9. Empréstimos compulsórios 
O empréstimo compulsório é um tributo excepcional que a União pode instituir em 
situações específicas, com a obrigação de devolução futura ao contribuinte. 
Está previsto no artigo 148 da Constituição Federal e só pode ser criado por lei 
complementar. 
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: 
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência; 
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será 
vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. 
 
As hipóteses em que o empréstimo compulsório pode ser instituído são: Casos de 
calamidade públicaou guerra externa iminente. Investimentos urgentes de interesse nacional 
(desde que a União tenha um grande e inesperado aumento de despesas). 
Após arrecadar os valores, o governo tem a obrigação de devolvê-los ao contribuinte 
dentro do prazo e das condições estabelecidas na lei. 
 
 Resolva a questão a seguir: 
11) CEBRASPE – 2008 – OAB – Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Acerca do empréstimo compulsório, assinale a opção correta. 
 
A) Em casos de relevância e urgência, é lícito à União instituir empréstimos compulsórios mediante medida 
provisória. 
B) A importância arrecadada com a cobrança do empréstimo compulsório tem aplicação vinculada à despesa 
que ensejou sua instituição. 
C) Constitui hipótese de instituição de imposto extraordinário a ocorrência de calamidade pública. 
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D) São fatos geradores do empréstimo compulsório a calamidade pública, a guerra externa ou o investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
 
10. Formas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário 
Moratória: Esse benefício consiste na prorrogação do prazo para o pagamento do tributo, 
funcionando como uma forma de dilação temporal. 
• Não extingue o crédito tributário → Apenas concede um novo prazo para o 
pagamento. 
• É sempre temporária → O tributo continua devido e, após o prazo da moratória, a 
cobrança pode ser retomada. 
• Pode ser geral ou individual (art. 152 do CTN). 
a) Moratória em Caráter Geral: Trata-se da moratória concedida por meio de lei que 
estende o prazo para o pagamento do tributo a todos os contribuintes, sem exigir 
comprovação de requisitos específicos por parte dos beneficiados. O benefício é 
aplicado de forma objetiva e impessoal, abrangendo uma coletividade de sujeitos 
passivos. 
b) Moratória em Caráter Individual: Neste caso, a lei concede a moratória a um 
grupo específico de sujeitos passivos, que devem comprovar o preenchimento dos 
requisitos estabelecidos para terem direito ao benefício. A aplicação da moratória 
não é automática, exigindo um despacho administrativo que reconheça a situação 
do contribuinte antes da concessão. 
10.1. Parcelamento 
 
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: ... 
VI – o parcelamento. 
 
Ao optar pelo parcelamento do crédito tributário, o contribuinte reconhece a existência do 
débito, caracterizando uma confissão de dívida. 
Esse reconhecimento tem como efeito a interrupção do prazo prescricional, conforme 
prevê o artigo 174, parágrafo único, inciso IV, do CTN. 
Efeitos principais do parcelamento: 
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• Suspende a exigibilidade do crédito tributário (art. 151, VI, do CTN). 
• Não impede a inscrição na Dívida Ativa (STJ, Súmula 436). 
• Não extingue a dívida – se houver inadimplência, o Fisco pode cobrar todo o saldo 
restante. 
• Os juros e a multa geralmente continuam incidindo sobre o saldo parcelado. 
 
10.2. Depósito do Montante Integral 
O depósito do montante integral tem o efeito de suspender a exigibilidade do crédito 
tributário, pois o contribuinte realiza o depósito do valor cobrado pelo Fisco e, posteriormente, 
contesta o débito na esfera judicial ou administrativa. 
Se o depósito não for integral, não ocorre a suspensão da exigibilidade. 
STJ, Súmula 112: O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se 
for integral e em dinheiro. 
 
Ao término do litígio, seja na esfera judicial ou administrativa, o destino do valor 
depositado dependerá do resultado da decisão: 
• Se a pretensão do sujeito passivo for rejeitada, o montante depositado será 
convertido em renda para o Fisco, quitando a dívida tributária. 
• Se a pretensão do sujeito passivo for acolhida, o contribuinte terá direito ao 
levantamento do depósito, ou seja, à devolução integral do valor depositado. 
11. Formas de extinção do crédito tributário 
As causas de extinção do crédito tributário estão previstas no artigo 156 do Código 
Tributário Nacional (CTN) e representam as situações em que a obrigação tributária deixa de 
existir, eliminando o direito do Fisco de cobrar o tributo. Não deve ser confundido com suspensão 
da exigibilidade, pois na suspensão o crédito ainda existe, mas sua cobrança fica 
temporariamente impedida. 
 
11.1. Compensação 
A compensação é uma forma de extinção do crédito tributário que ocorre quando duas 
partes são, ao mesmo tempo, credoras e devedoras entre si. 
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No contexto tributário, isso significa que o contribuinte possui um crédito perante a 
Fazenda Pública e, simultaneamente, uma dívida tributária, podendo compensar um pelo outro. 
No entanto, devido ao princípio da indisponibilidade do patrimônio público, a compensação 
tributária não ocorre automaticamente. 
Mesmo que o crédito do contribuinte seja líquido, certo e exigível, a compensação 
depende de previsão em lei específica de cada ente federativo (União, Estados, Municípios e 
Distrito Federal). Além disso, a legislação pode autorizar a compensação de créditos ainda não 
vencidos (vincendos). 
 
11.2. Transação 
A transação é um negócio jurídico por meio do qual as partes, mediante concessões 
recíprocas, extinguem obrigações, seja para evitar um litígio ou para colocá-lo fim, conforme 
dispõe o artigo 840 do Código Civil. 
No âmbito tributário, a transação só pode ocorrer se houver previsão em lei autorizativa e 
apenas para encerrar litígios já instaurados (transação terminativa), nos termos do artigo 171 do 
CTN. 
Isso significa que não é possível realizar transação tributária para evitar a cobrança de um 
tributo antes de sua constituição, restringindo-se a sua aplicação a situações já formalizadas de 
disputa entre o Fisco e o contribuinte. 
 
11.3. Remissão 
A remissão consiste no perdão da dívida tributária, extinguindo o crédito tributário sem a 
necessidade de pagamento pelo contribuinte. 
Por se tratar de um perdão, a remissão pressupõe que o crédito tributário já esteja 
constituído, ou seja, o tributo ou penalidade já foi devidamente lançado pelo Fisco. 
A remissão pode abranger tanto tributos devidos quanto multas tributárias, dependendo 
dos critérios estabelecidos pela legislação específica que autoriza a concessão do benefício. 
A remissão pode ser concedida de forma total ou parcial, dependendo do que for 
estabelecido na legislação que autoriza o perdão da dívida. 
• Remissão total: Extingue completamente o crédito tributário, dispensando o 
contribuinte do pagamento integral do tributo ou da penalidade. 
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• Remissão parcial: Apenas reduz o valor devido, perdoando parte do crédito 
tributário, enquanto o restante ainda precisa ser pago. 
 Resolva a questão a seguir: 
12) FGV – 2017 – OAB – 24º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é 
 
A) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte do credor, 
respaldada em lei autorizativa. 
B) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo. 
C) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas ao sujeito 
passivo, respaldada em lei autorizativa. 
D) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos entre o sujeito 
ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa. 
 
 
12. Exclusão do crédito tributário 
A exclusão do crédito tributário ocorre quando, apesar de o contribuinte realizar o fato 
gerador e a obrigação tributária nascer, a Administração Pública fica impedida de constituir o 
crédito tributário por força de hipóteses previstas em lei. 
O artigo 175do CTN estabelece duas causas de exclusão do crédito tributário: 
• Isenção – Impede o lançamento do tributo, ou seja, mesmo que o fato gerador 
ocorra, a Fazenda Pública não pode exigir o pagamento. 
• Anistia – Impede o lançamento de penalidades tributárias, ou seja, perdoa 
infrações cometidas pelo contribuinte, extinguindo as multas decorrentes dessas 
infrações. 
 
Aula 22/04/2025 – turno manhã 
Guilherme Pedrozo 
 
13) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Diante da calamidade pública decretada pela União, por força da pandemia da “Gripe-22XY”, foi editada 
a Lei Ordinária Federal nº XX/2022, de 01/05/2022, estabelecendo sua vigência e eficácia imediata, 
instituindo empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias na área sanitária para 
enfrentamento da pandemia. Diante desse cenário, a instituição e a cobrança do empréstimo compulsório 
 
A) podem ser feitas, por cumprir o requisito constitucional de ser voltada a “atender a despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública”. 
B) são válidas, por atenderem ao princípio da legalidade tributária. 
C) desrespeitam o princípio da anterioridade tributária nonagesimal. 
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D) violou a exigência de ser veiculada mediante Lei Complementar. 
 
 
14) FGV – 2019 – OAB – 29° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A União lavrou auto de infração para a cobrança de créditos de Imposto sobre a Renda, devidos pela 
pessoa jurídica PJ. A cobrança foi baseada no exame, considerado indispensável por parte da autoridade 
administrativa, de documentos, livros e registros de instituições financeiras, incluindo os referentes a 
contas de depósitos e aplicações financeiras de titularidade da pessoa jurídica PJ, após a regular 
instauração de processo administrativo. 
Não houve, neste caso, qualquer autorização do Poder Judiciário. Sobre a possibilidade do exame de 
documentos, livros e registros de instituições financeiras pelos agentes fiscais tributários, assinale a 
afirmativa correta. 
 
A) Não é possível, em vista da ausência de previsão legal. 
B) É expressamente prevista em lei, sendo indispensável a existência de processo administrativo 
instaurado. 
C) É expressamente prevista em lei, sendo, no entanto, dispensável a existência de processo 
administrativo instaurado. 
D) É prevista em lei, mas deve ser autorizada pelo Poder Judiciário, conforme exigido por lei. 
 
 
15) FGV – 2018 – OAB – 26° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
José, preocupado com o meio ambiente, faz uso de um processo caseiro de transformação do lixo 
orgânico em adubo, bem como separa o lixo inorgânico, destinando-o à reciclagem. Por isso, sempre que 
os caminhões que prestam o serviço público de coleta de lixo passam por sua casa, não encontram lixo 
a ser recolhido. José, então, se insurge contra a cobrança da taxa municipal de coleta de lixo proveniente 
de imóveis, alegando que, como não faz uso do serviço, a cobrança em relação a ele é indevida. 
Acerca desse cenário, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Por ser a taxa de um tributo contraprestacional, a não utilização do serviço pelo contribuinte retira 
seu fundamento de validade. 
B) A coleta de lixo domiciliar nessas condições não configura a prestação de um serviço público 
específico e divisível, sendo inconstitucional. 
C) Por se tratar de serviço público prestado à coletividade em geral, no interesse da saúde pública, 
seu custeio deve ocorrer por meio dos recursos genéricos auferidos com a cobrança de impostos. 
D) A cobrança é devida, pois o serviço está sendo potencialmente colocado à disposição do 
contribuinte. 
 
 
16) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
No ano de 2022, os sindicatos de enfermeiros e de médicos do Estado Alfa firmaram convenção coletiva de trabalho 
(CCT) com os hospitais daquele estado para que a remuneração paga pelo trabalho realizado nos plantões em final 
de semana passasse a ter a nomenclatura de “indenização de plantões”. Assim, não seria mais necessária a 
retenção na fonte do respectivo Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) quanto a esta parcela, aumentando, 
como consequência, o valor líquido de salário que os médicos e enfermeiros receberiam mensalmente. 
O médico João, que sempre cumpriu corretamente suas obrigações tributárias, preocupado com o decidido naquela 
CCT, procura o seu advogado para emitir um parecer sobre aquela situação. 
Diante desse cenário, à luz do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Em razão da natureza indenizatória que esta verba passou a ter, o IRPF não incide sobre tal parcela. 
B) Embora não tenha caráter indenizatório, sobre tal parcela não haverá incidência de IRPF por se tratar de 
uma decisão tomada em convenção coletiva de trabalho (CCT). 
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C) Uma vez que se trata de classificação de verbas estabelecida por convenção coletiva de trabalho (CCT), 
que tem força de lei, haverá hipótese de isenção tributária de IRPF, a qual não se confunde com a não 
incidência. 
D) Deverá ser retido na fonte o IRPF sobre as verbas com a nova denominação “indenização de plantões”, 
pois a incidência do imposto sobre a renda independe da denominação do rendimento. 
 
 
17) FGV – 2016 – OAB – 20° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Chefe do Poder Executivo da União, acreditando ser esta a melhor estratégia econômica para estimular o mercado 
interno brasileiro, decide reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre alguns produtos. 
Neste cenário, você é consultado sobre os parâmetros constitucionais dirigidos àquele imposto. 
Assim, você afirmaria que, a respeito do IPI, o Art. 153, § 3º, da CRFB/88, estabelece que 
A) não será seletivo, em função da essencialidade do produto. 
B) será cumulativo. 
C) não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. 
D) terá impacto mais gravoso quando incidente sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do 
imposto. 
 
18) FGV – 2016 – OAB – 19° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A pessoa jurídica Verdes Campos Ltda. realiza transporte de cargas entre os estados “X” e “Y” por meio de sua frota 
de 30 caminhões. Sobre a referida prestação de serviço de transporte, assinale a opção correta. 
A) Incide o ISS, de competência dos Municípios. 
B) Não incide qualquer imposto. 
C) Incide o ICMS, de competência dos Estados. 
D) Incide o IPVA, de competência dos Estados. 
 
Marina Lisboa 
 
19) CESPE/CEBRASPE – 2008 – OAB – 3° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Wilson foi ao DETRAN, no dia 17/12/2007, para proceder à transferência da propriedade de seu veículo a Airton. 
Lá, foi informado de que a transferência dependia da quitação do IPVA daquele ano, e que ele deveria ir à 
Secretaria da Fazenda para providenciar o pagamento. Na Secretaria da Fazenda, relatou o fato e, após assinar o 
requerimento da segunda via do documento de arrecadação do imposto sobre a propriedade de veículos 
automotores (IPVA), recebeu a notificação para pagamento do respectivo imposto. 
A situação hipotética acima configura caso de lançamento tributário 
A) por declaração. 
B) por homologação. 
C) de ofício. 
D) por requerimento. 
20) FGV – 2022 – OAB – XXXVI Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Município Beta, após realizar uma grande obra pública de recuperação, ampliação e melhoramentos da praça 
central do bairro Gama, custeada com recursos próprios, no valor de quinhentos mil reais, e que promoveu uma 
valorização dos imóveis apenas nesse bairro, decidiu cobrar uma contribuição de melhoria. O referido tributo, 
instituído mediante lei ordinária específica, foi cobrado de todos os 5 mil proprietários de imóveis privados daquela 
cidade, em um valor fixo de 200 reais para cada um. José, advogado e morador do bairro Delta, bastante distantedo bairro Gama, se insurge contra a referida contribuição de melhoria. 
Diante desse cenário, a referida contribuição de melhoria 
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A) foi corretamente instituída, pois decorre de previsão legal específica, tendo como fato gerador a obra 
pública realizada. 
B) foi corretamente instituída, pois respeitou o princípio da igualdade tributária ao adotar o mesmo valor para 
todos os contribuintes da cidade. 
C) foi incorretamente instituída, por ter atingido imóveis que não se valorizaram por decorrência da obra 
pública e por ter cobrado valor cujo somatório é superior ao custeio da obra. 
D) foi incorretamente instituída, pois só pode ser cobrada nos casos em que a obra pública seja 
exclusivamente para abertura, alargamento, pavimentação ou iluminação de vias públicas. 
21) FGV – 2019 – OAB – XXIX Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A União, diante de grave desastre natural que atingiu todos os estados da Região Norte, e considerando ainda a 
severa crise econômica e financeira do país, edita Medida Provisória, que institui Empréstimo Compulsório, para 
que as medidas cabíveis e necessárias à reorganização das localidades atingidas sejam adotadas. 
Sobre a constitucionalidade da referida tributação, assinale a afirmativa correta. 
 
a) O Empréstimo Compulsório não pode ser instituído para atender às despesas extraordinárias decorrentes 
de calamidade pública. 
b) O Empréstimo Compulsório deve ser instituído por meio de Lei Complementar, sendo vedado pela 
CRFB/88 que Medida Provisória trate desse assunto. 
c) Nenhum tributo pode ser instituído por meio de Medida Provisória. 
d) A União pode instituir Empréstimo Compulsório para atender às despesas decorrentes de calamidade 
pública, sendo possível, diante da situação de relevância e urgência, a edição de Medida Provisória com 
esse propósito. 
 
22) FGV – 2018 – OAB – XXV Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
Devido à crise que vem atingindo o Estado Y, seu governador, após examinar as principais reclamações dos 
contribuintes, decidiu estabelecer medidas que facilitassem o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de 
Veículos Automotores (IPVA). Por meio de despacho administrativo, autorizado por lei, perdoou débitos de IPVA 
iguais ou inferiores a R$ 300,00 (trezentos reais) na época da publicação. Além disso, sancionou lei prorrogando o 
prazo para pagamento dos débitos de IPVA já vencidos. 
Com base no caso apresentado, assinale a opção que indica os institutos tributários utilizados pelo governo, 
respectivamente. 
 
A) Remissão e isenção. 
B) Moratória e anistia. 
C) Remissão e moratória. 
D) Isenção e moratória. 
 
23) FGV – 2012 – OAB – VII Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
A expiração do prazo legal para lançamento de um tributo, sem que a autoridade administrativa fiscal competente o 
tenha constituído, caracteriza hipótese de 
 
A) remissão. 
B) prescrição. 
C) decadência. 
D) transação. 
 
24) FGV – 2012 – OAB – VII Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase 
O Estado Alfa concedeu por lei ordinária, observadas as regras orçamentárias, isenção de IPVA para automóveis 
exclusivamente elétricos, fundamentando que a tributação possui uma importante função extrafiscal e objetivos 
ecológicos. 
José é proprietário de um automóvel registrado perante o DETRAN do Estado Alfa, movido a biogás, combustível 
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considerado inovador e não poluente, produzido a partir de resíduos orgânicos como lixo, cana, biomassa etc. e 
refinado em biometano para abastecer carros. 
Desejando José obter para si o mesmo benefício fiscal dos carros elétricos, ele contrata você, como advogado(a), 
para fins de requerimento administrativo da isenção. 
 
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta. 
A) É possível a concessão do benefício fiscal por analogia e interpretação extensiva aos automóveis movidos 
a combustível de biogás. 
B) É possível a concessão do benefício fiscal, tendo em vista a função extrafiscal e o objetivo ecológio do 
combustível de biogás. 
C) Não é possível a concessão do benefício fiscal aos automóveis movidos a biogás, pois deve ser 
interpretada literalmente a legislação que dispõe sobre a outorga de isenção. 
D) Não é possível a concessão do benefício fiscal aos automóveis movidos a biogás, tendo em vista ser 
necessário comprovar os benefícios ecológicos por meio de perícia técnica, procedimento vedado na 
esfera administrativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabaritos das questões: 
1 – A 2 – C 3 – C 4 – B 5 – A 
6 – B 7 – A 8 – B 9 – A 10 – B 
11 – B 12 – A 13 – D 14 – B 15 – D 
16 – D 17 – C 18 – C 19 – C 20 – C 
21 – B 22 – C 23 – C 24 – C 
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