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Livro Digital - Planejamento Tributario

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PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 
LUANA TREVISAN 
 
 
 
Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235
LUANA TREVISAN 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
No mundo empresarial dinâmico e competitivo de hoje, o planejamento tributário emerge como uma 
ferramenta indispensável para a sustentabilidade e o crescimento dos negócios. Mais do que uma mera 
obrigação legal, a gestão inteligente dos tributos pode ser o diferencial que permite às empresas não apenas 
sobreviver, mas prosperar em seus respectivos mercados. 
Este e-book foi cuidadosamente desenvolvido para você que buscam não apenas entender, mas dominar os 
princípios e as práticas do planejamento tributário. Aqui, vamos desvendar as estratégias e os mecanismos 
que permitem às empresas otimizar suas obrigações fiscais, alinhando as exigências legais à eficiência 
operacional e financeira. 
Vamos explorar os conceitos fundamentais do planejamento tributário, abordando desde a legislação 
tributária brasileira até as técnicas mais avançadas de economia fiscal. Nossa jornada passará pela análise de 
casos reais, demonstrando como empresas de diferentes portes e segmentos conseguiram reduzir 
legalmente sua carga tributária, reinvestindo os recursos economizados em áreas estratégicas para seu 
crescimento e fortalecimento no mercado. 
Além disso, este material oferece um guia passo a passo para a implementação de um planejamento 
tributário eficaz, incluindo a identificação de oportunidades de economia fiscal, a gestão de riscos tributários 
e a elaboração de um planejamento estratégico alinhado aos objetivos de longo prazo da empresa. 
Com o conhecimento e as estratégias compartilhadas neste e-book, você estará equipado para tomar 
decisões mais informadas e estratégicas, transformando os tributos de um obstáculo em uma oportunidade 
para o crescimento sustentável de qualquer negócio. 
 
2. ASPECTOS INTRODUTÓRIOS 
Existem alguns tipos de planejamento tributário, o ideal é que todos sejam aplicados concomitantemente, 
para eficácia total na redução da carga tributária. 
2.1 Localização Geográfica 
O planejamento tributário sob a ótica da localização geográfica da empresa é um aspecto crucial que pode 
influenciar significativamente a carga tributária e, consequentemente, a rentabilidade do negócio. A escolha 
da localização não se limita apenas a fatores logísticos ou de mercado; ela engloba também as variáveis 
tributárias, que podem variar de um município para outro, de um estado a outro e, inclusive, entre países. 
Nesta seção, exploraremos como a localização geográfica impacta o planejamento tributário e as estratégias 
que as empresas podem adotar para otimizar seus encargos fiscais. 
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Variações Tributárias Regionais 
Em âmbito nacional, cada município e estado possui autonomia para definir alíquotas e benefícios fiscais 
específicos. Isso significa que impostos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), ISS 
(Imposto Sobre Serviços) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) podem ter valores distintos conforme 
a localização. Além disso, muitas regiões oferecem incentivos fiscais para atrair investimentos que 
fomentem o desenvolvimento econômico local, como redução de alíquotas, isenções fiscais e outros 
benefícios para determinados setores ou atividades. 
 
Estratégias de Localização para Otimização Tributária 
1. Análise de Incentivos Fiscais: Antes de decidir a localização da empresa, é fundamental realizar um 
mapeamento dos incentivos fiscais oferecidos por diferentes regiões. Esses incentivos podem ser decisivos 
para reduzir a carga tributária e aumentar a competitividade do negócio. 
2. Planejamento Logístico e Tributário Integrado: A localização deve levar em conta tanto os aspectos 
logísticos quanto os tributários. Uma região com benefícios fiscais atrativos, mas com custos logísticos 
elevados, pode não ser a melhor escolha. O ideal é encontrar um equilíbrio entre esses fatores. 
 
Portanto, a localização geográfica é um fator determinante na estratégia tributária das empresas. Ao 
considerar as variáveis tributárias no momento da escolha da localização, as empresas podem não apenas 
reduzir seus custos fiscais, mas também aproveitar oportunidades únicas para a otimização tributária. O 
sucesso nesta área exige uma abordagem cuidadosa, que integre conhecimento específico das legislações 
locais, planejamento estratégico e uso eficiente da tecnologia. 
 
2.2 Regime Tributário 
A avaliação do regime tributário é uma das etapas fundamentais no processo de planejamento tributário de 
uma empresa, sendo diretamente influenciada pela localização geográfica do negócio. Essa decisão pode 
afetar profundamente os impostos a serem pagos, a burocracia envolvida na gestão fiscal e, por fim, a 
rentabilidade da empresa. Ao escolher o regime tributário mais adequado, a empresa pode otimizar sua 
carga tributária, aproveitando as particularidades e benefícios oferecidos pela legislação de cada localidade. 
Vamos explorar com mais detalhes os aspectos cruciais nessa decisão: 
 
 
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Compreensão dos Regimes Tributários 
Simples Nacional: Destinado às micro e pequenas empresas, o Simples Nacional é um regime tributário 
simplificado que unifica a arrecadação de diversos tributos em uma única guia. As alíquotas são progressivas 
e variam conforme a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses. Este regime é conhecido pela 
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, mas possui limitações de faturamento e não é 
aplicável a todos os tipos de atividades. 
 
Lucro Presumido: É uma opção para empresas que não se enquadram ou optam por não aderir ao Simples 
Nacional. O Lucro Presumido calcula o imposto de renda e a contribuição social sobre um lucro estimado, a 
partir de percentuais fixos sobre a receita. Favorece empresas com margens de lucro acima das presumidas 
pela legislação, oferecendo uma gestão tributária simplificada em comparação ao Lucro Real. 
 
Lucro Real: Indicado para empresas com faturamento elevado ou que possuem margens de lucro baixas, o 
Lucro Real baseia o cálculo dos tributos sobre o lucro líquido real da empresa. Apesar de ser mais complexo 
e demandar uma contabilidade mais rigorosa, permite maior flexibilidade no planejamento tributário, como 
a dedução de todos os custos e despesas operacionais. 
 
A escolha do regime tributário deve considerar uma análise detalhada dos custos e benefícios associados a 
cada opção, incluindo as alíquotas aplicáveis, deduções permitidas, obrigações acessórias e o impacto 
administrativo da gestão tributária. 
A escolha do regime tributário adequado é um componente chave do planejamento tributário eficaz. Requer 
uma análise cuidadosa das características da empresa, seus objetivos de negócio e a legislação tributária 
aplicável, tanto a nível federal quanto estadual e municipal. A decisão correta pode resultar em economias 
significativas e contribuir para a competitividade e sustentabilidade financeira da empresa no longo prazo. 
 
2.3 Produto/Mercadoria 
O planejamento tributário sob a ótica do produto produzido ou da mercadoria comercializada é essencial 
para entender como a natureza do bem ou serviço oferecido pela empresa impacta sua carga tributária e 
quais estratégias podem ser adotadas para otimizar os impostos devidos. Esta abordagem considera a 
classificação fiscal dos produtos, alíquotas aplicáveis, incentivos fiscais específicos por tipo de produto e a 
complexidade tributária decorrente da cadeia de produção e distribuição. Vamos detalhar esses aspectos: 
 
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Classificação Fiscal e Alíquotas Aplicáveis 
Cada produto ou serviço possui umao ajuste anual até o mês anterior ao da 
compensação e de 1% relativamente ao mês da compensação que estiver sendo efetuada; 
b.2) o valor pago, no vencimento estipulado em legislação específica, com base na receita bruta e 
acréscimos ou em balanço ou balancete de suspensão ou redução relativo ao mês de dezembro, que exceder 
ao valor devido anualmente, deve ser acrescido dos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial 
de Liquidação e Custódia (Selic) para Títulos Federais, acumulada mensalmente, a partir 1º de fevereiro até o 
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mês anterior ao da compensação e de 1% relativamente ao mês em que a compensação estiver sendo 
efetuada. 
 
4.5.2.1 Saldo Negativo e Prejuízo Fiscal 
Recolhimento a maior com Lucro Fiscal no encerramento do período: o valor de IRPJ e CSLL recolhido a 
maior se transforma em saldo negativo. 
 
Recolhimento a maior com Prejuízo Fiscal no encerramento do período: o valor de IRPJ e CSLL recolhido a 
maior se transforma em saldo negativo E o Prejuízo Fiscal pode ser compensado com o Lucro Fiscal (limitado 
a 30%) nos períodos de apuração seguintes. 
 
OBS: O saldo negativo somente poderá ser restituído ou compensado após a transmissão da ECF 
(Escrituração Contábil Fiscal) (no real trimestral essa regra se aplica somente após o encerramento do ano). 
 
Prejuízo fiscal (Lucro Real Anual): compensado com o Lucro Fiscal apurado a partir do ano seguinte (inclusive 
do IRPJ e CSLL apurados por balancete), limitado a 30% do Lucro Fiscal. 
 
Prejuízo fiscal (Lucro Real Trimestral): compensado com o Lucro Fiscal apurado no trimestre seguinte, 
limitado a 30% do Lucro Fiscal. 
 
4.6 Pis e Cofins não cumulativos 
No Lucro Real, o Pis e a Cofins seguem a sistemática não cumulativa, onde as alíquotas são maiores (1,65% 
Pis e 7,60% Cofins), todavia é permitido apropriar créditos sobre algumas aquisições, custos e despesas. 
A base de cálculo consiste no faturamento e todas as outras receitas auferidas pela empresa, 
diferentemente do regime cumulativo. 
Algumas atividades e/ou receitas sujeitam-se ao regime cumulativo e estão previstas no art. 10 da Lei 
10.833/2003, que por sua vez é a legislação base da Cofins não cumulativa. 
Então quando estiver analisando uma empresa tributada pelo Lucro Real, verifique se ela não entra em 
alguma das exceções do art. 10 da Lei 10.833/2003, pois nesse caso seguirá a sistemática cumulativa, onde 
não é permitida a apuração de créditos. 
 
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4.6.1 Créditos admitidos 
No Regime Não Cumulativo de Pis e Cofins, é permitida a apropriação de créditos em relação a algumas 
aquisições, custos e despesas, todos previstos no art. 3º da Lei 10.833/2003, que serão listados a seguir: 
Dentre os créditos básicos temos: 
a) Aquisição de mercadorias para revenda (exceto monofásicos ou ST); 
b) Aquisição de insumos para aplicação no processo industrial ou prestação de serviços (verificar os 
conceitos de essencialidade e relevância); PERGUNTA: COMO DETERMINAR A ESSENCIALIDADE E 
RELEVÂNCIA NO PROCESSO PRODUTIVO. 
STJ - JULGAMENTO RE 1.221.170 – PR (EMPRESA DO RAMO ALIMENTÍCIO) 
Diante deste cenário caótico, o STJ, ao julgar o RE acima citado: 
- Declarou a ilegalidade das IN´s 247 e 404, tendo em vista a evidente restrição imposta. 
- O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou relevância, vale dizer, 
considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de determinado item – bem ou serviço – para o 
desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 
- O insumo direto (consumido ou aplicado ou empregado no processo de industrialização ou prestação de 
serviços) e o insumo indireto (aquele que não é consumido no processo industrial mas que é necessário para 
a produção ou prestação de serviço), desde que tributados na etapa anterior, geram direito ao crédito. 
Sendo assim, para a análise se um referido insumo gera crédito, o STJ firmou: 
- Análise casuística (estudo de produto a produto, serviço a serviço); 
- Essencialidade (Imprescindibilidade) do bem ou serviço para a produção do produto ou prestação de 
serviço: o produto ou serviço deve depender intrínseca e fundamentalmente deste insumo, constituindo 
elemento estrutural e inseparável, ou, quando da sua falta, o produto ou o serviço perca qualidade, 
quantidade ou suficiência; 
- Relevância (Importância) do bem ou serviço para a produção do produto ou prestação de serviço: embora 
não sendo um elemento estrutural e inseparável, é necessário seja pela singularidade da cadeia produtiva ou 
por imposição legal. 
- IMPORTANTE: nem todo custo de produção ou prestação de serviços é insumo e nem toda despesa não é 
insumo, há de se analisar os 2 itens anteriores. 
 Sendo assim, para a análise se um referido insumo gera crédito, o STJ firmou: 
- Análise casuística (estudo de produto a produto, serviço a serviço); 
- Essencialidade (Imprescindibilidade) do bem ou serviço para a produção do produto ou prestação de 
serviço: o produto ou serviço deve depender intrínseca e fundamentalmente deste insumo, constituindo 
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elemento estrutural e inseparável, ou, quando da sua falta, o produto ou o serviço perca qualidade, 
quantidade ou suficiência; 
- Relevância (Importância) do bem ou serviço para a produção do produto ou prestação de serviço: embora 
não sendo um elemento estrutural e inseparável, é necessário seja pela singularidade da cadeia produtiva ou 
por imposição legal. 
 
Diante dessa decisão do STJ, a RFB publicou o Parecer Normativo nº 5/2018 e posteriormente a IN 
2.121/2022, atualizando as possibilidades de crédito: 
- Utilizados no processo produtivo; 
- Combustíveis e lubrificantes; 
- Essenciais ou relevantes; 
- Embalagens de apresentação; 
- Peças de reposição em ativos (vida útil até 1 ano, caso contrário deve ser imobilizado); 
- Equipamentos de proteção individual; 
- Transporte de insumos e produtos em elaboração; 
- Materiais de limpeza, desinfecção e dedetização; 
- Subcontratação de mão de obra; 
- Frete e seguro na aquisição e importação; 
- Testes de qualidade; 
- Vale transporte e fretado para funcionários. 
 
PASSO A PASSO 
- O insumo deve estar atrelado à atividade INDUSTRIAL ou PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: não há como alargar o 
dispositivo legal (II, art. 3º da Lei 10.833/2003); 
- Verificar a atividade (estudar o processo produtivo ou o serviço prestado) – Análise casuística; 
- Analisar a essencialidade (imprescindibilidade) do bem ou serviço no processo produtivo ou prestação de 
serviço; 
- Analisar a relevância (importância) do bem ou serviço no processo produtivo ou prestação de serviço; Isso 
inclui gastos após o processo produtivo ou prestação de serviços, caso exigido em função da singularidade da 
atividade ou por imposição legal; 
- Categorizar os créditos por risco (para isso uma análise dos entendimentos da Cosit, Carf, e demais 
tribunais são necessárias); 
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- Em caso de dúvida é prudente efetuar um processo de consulta nos termos da IN 2.058/2021; 
- Caso negado pelo fisco, requerer o direito ao crédito judicialmente; 
- Reunir provas da essencialidade e relevância, caso a empresa seja fiscalizada ou tenha que provar a 
utilização. 
c) Energia elétrica consumida; PERGUNTA: COMO CALCULAR E SE É ADM. 
d) Aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da 
empresa; 
e) Valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de 
optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das 
Empresas de PequenoPorte - SIMPLES; 
f) Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para 
locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços; 
O crédito sobre o ativo imobilizado pode ser apropriado de duas maneiras, nunca concomitantemente: 
- Pelos encargos de depreciação (Lei 10.833/2003, art. 3º, VI, §1º, III); 
- Pelo custo de aquisição (válido somente para máquinas e equipamentos) em uma única vez (Lei 
11.774/2008, art. 1º). 
g) Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; 
h) Devoluções (desde que a venda tenha sido tributada); 
i) Armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda; 
j) Vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados 
por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e 
manutenção; 
k) Bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na produção de bens destinados a venda 
ou na prestação de serviços; 
l) Crédito sobre Pis e Cofins Importação. 
 
IMPORTANTE 
1) O pagamento deve ser realizado à PJ; 
2) A PJ não poderá apropriar crédito sobre a aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da 
contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em 
produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. 
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REGIME MISTO 
Quando a PJ tributada pelo Lucro Real possui receitas tributadas pelo regime cumulativo e não cumulativo 
simultaneamente, deverá adotar um método de apropriação de crédito de Pis e Cofins em relação aos 
créditos comuns aos dois tipos de receita (Lei 10.833/2003, art. 3º, §§7º e 8º). 
O método deve ser adotado para todo ano calendário, sendo permitida a alteração da sistemática somente 
no ano seguinte. 
I - apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos 
integrada e coordenada com a escrituração; ou 
II - rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente 
entre a receita bruta sujeita à incidência não-cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. 
 
HIPÓTESES DE RESSARCIMENTO 
Ao final de cada trimestre, o saldo credor de Pis e Cofins poderá ser ressarcido, desde que vinculado (IN 
2.055/2021): 
- às receitas resultantes das operações de exportação de mercadorias para o exterior, da prestação de 
serviços a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior cujo pagamento represente ingresso 
de divisas, e das vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação; 
- às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência. 
 
O pedido de ressarcimento e a declaração de compensação, no caso de créditos da Contribuição para o 
PIS/Pasep e da Cofins, poderão ser entregues somente depois de transmitida a EFD-Contribuições, na qual 
esteja demonstrado o direito creditório, de acordo com o período de apuração. 
 
5. LUCRO PRESUMIDO 
O regime tributário Lucro Presumido é um dos regimes vigentes no Brasil. Consiste na presunção de um 
Lucro para efeito de tributação do IRPJ e CSLL (RIR/2018, art. 587). 
Poderão optar pelo Lucro Presumido as pessoas jurídicas (Lei nº 9.718/1998, art. 13): 
a) cuja receita total no ano-calendário anterior tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito 
milhões de reais) ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de 
meses em atividade no ano calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses. (Até 31.12.2013 o limite 
era de R$48.000.000,00 ou proporcional) 
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b) que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real em função da atividade exercida ou da sua 
constituição societária ou natureza jurídica. 
 
Qual receita deve ser levada em consideração para compor o limite de 78MI? 
-Receitas da própria atividade (venda de bens e serviços); 
-Operações em conta alheia (comissões pela intermediação de negócios); 
-Ganhos de capital; 
-Rendimentos e Ganhos líquidos em operações financeiras (renda fixa e variável) e participações societárias 
(Ajuste MEP e Dividendo); 
-JCP (Juros sobre o Capital Próprio); 
-Custos e despesas recuperados que representem ingresso de novas receitas; 
-Multas e vantagens em virtude de rescisão de contrato. 
 
Se a PJ ultrapassa 78MI no curso do ano calendário precisará tributar imediatamente pelo Lucro Real? 
Não, tendo em vista que o limite para opção pelo lucro presumido é verificado em relação à receita bruta 
total do ano-calendário anterior. 
Contudo, automaticamente, estará obrigada à apuração do lucro real no ano-calendário subsequente, 
independentemente do valor da receita bruta que for auferida naquele ano. 
Em quais hipóteses a PJ precisará tributar imediatamente pelo Lucro Real no decorrer do AC de opção? 
-Se estava obrigada a opção pelo Lucro Real nas hipóteses previstas no art. 14 da Lei nº 9.718/1998. 
-Ter auferido Lucros, Rendimentos ou Ganhos de Capital auferidos no exterior. 
(ADI no 5, de 31-10-01) 
 
O que significa “lucros, Rendimentos ou Ganhos de Capital” no exterior? 
Lucros – Para que a PJ domiciliada no Brasil aufira Lucros, deverá possuir participação societária em empresa 
estrangeira. 
Rendimentos – Remuneração a determinado tipo de investimento em que não se dá através de lucros, tais 
como: rendimento de aplicação financeira (fixa ou variável), mercados mobiliários, JCP ou semelhante no 
exterior. 
Ganhos de Capital – Decorrente da alienação de investimento no exterior. 
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(Instrução Normativa SRF nº 213/2002) 
 
PORTANTO: 
A obrigatoriedade de tributação pelo Lucro Real não se aplica à pessoa jurídica que auferir receita da 
exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior. 
Não se considera prestação direta de serviços a realizada no exterior por intermédio de filiais, sucursais, 
agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que 
lhes sejam assemelhadas. 
(ADI no 5, de 31-10-01) 
 
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 24 de 03 de Fevereiro de 2009 
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ 
EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. SUCURSAL NO EXTERIOR. OPÇÃO. Desde que atendidos todos os 
pressupostos legais, a pessoa jurídica que possui sucursal no exterior pode optar pelo lucro presumido. No 
entanto, se, após ter exercido a opção, incorrer na situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real 
por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o Imposto 
sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ sob o regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir, inclusive, 
do trimestre da ocorrência do fato. 
 
5.1 Opção 
A opção é manifestada com o pagamento da primeira quota ou quota única do imposto devido 
correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano calendário, sendo considerada definitiva para 
todo o ano-calendário, mesmo quando o recolhimento do imposto de renda for efetuado em atraso, salvo 
quando iniciado qualquer procedimento de ofício. 
Não existe hipótese de alteração de regime por opção e elaboração de REDARF. 
(Lei nº 9.718, de 1998, art. 13, §1º) 
 
5.1.1 Código de Receita 
A opção é manifestada com o primeiro recolhimento de IRPJ do ano com o código da receita de Lucro 
Presumido: 2089. 
 
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5.2 Período de Apuração 
O imposto de renda com baseno lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais, 
encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. 
Nos casos de extinção, incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será 
efetuada na data do evento. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 1º) 
 
5.3 Base de Cálculo 
Para a determinação da base de cálculo a ser tributada, deve-se observar primeiramente o conceito de 
receita bruta, atualmente estabelecido no art. 12 do Decreto Lei nº 1.598/1977: 
“Art. 12. A receita bruta compreende: 
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II - o preço da prestação de serviços em geral; 
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e 
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III.” 
Exemplo item IV: reembolso de despesas, coeficientes de contrato, juros de venda a prazo, dentre outros 
inerentes a receita bruta. 
 
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 
A receita líquida será a receita bruta diminuída de (art. 12, §1º do Decreto Lei nº 1.598/1977): 
I - devoluções e vendas canceladas; 
II - descontos concedidos incondicionalmente; 
III - tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos 
bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. 
 
AJUSTE A VALOR PRESENTE 
As receitas de venda à prazo, quando houver efeito relevante no reconhecimento, devem ser reconhecidas 
na contabilidade pelo valor presente, isto é, sem levar em consideração os efeitos do juros no tempo, 
contabilizando este efeito como redução da receita a receber. 
D – Clientes (AC) – Pelo valor total cobrado 
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D – Clientes (ANC) 
C – AVP – Juros Ativos (AC) – Pelos juros “embutido” na venda 
C – AVP – Juros Ativos (ANC) 
Para efeitos tributários, a receita deve ser tributada pelo valor TOTAL, não sendo permitido deduzir o juros 
“embutido” na venda. 
(art. 12, §5º do Decreto Lei nº 1.598/1977) 
 
DETERMINAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO 
A base de cálculo do imposto e adicional no regime do lucro presumido será o montante determinado pela 
soma das seguintes parcelas: 
((Receita bruta (-) deduções) x percentual de presunção relativo a atividade) 
+ 
Demais receitas 
(RIR/2018, art. 595) 
 
DEMAIS RECEITAS 
As demais receitas a serem adicionadas à base de cálculo obtida estão previstas no RIR/2018, art. 595 e na 
Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 215, §3º: 
- Ganhos de capital, demais receitas e resultados positivos decorrentes da atividade (Alienação de ativo ou 
investimento, aluguel, descontos); 
- Rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e renda variável (quando 
alienada, resgatada ou cedida); 
- Juros sobre o capital próprio auferidos; 
- Recuperação de custos e despesas que representem ingresso de novas receitas; 
- Excedente da parcela reconhecida como receita nos preços de transferência (mercadorias, serviços ou 
juros); 
- Multas ou qualquer outra vantagem paga à titulo de rescisão de contrato, mesmo que de caráter 
indenizatório; 
- Juros (Selic) sobre créditos tributários passíveis de restituição, ressarcimento ou compensação. 
 
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PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO 
Os percentuais de presunção a serem aplicados sobre a receita bruta – deduções estão previstos na Lei nº 
9.249/1995, art. 15 e 20 e na Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, arts. 33 e 34. 
ATIVIDADE IRPJ CSLL 
% 120mil % 
Venda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo e 
álcool, GLP e gás natural veicular 
1,6 - 12,0 
Venda de Lubrificantes 8,0 - 12,0 
Venda de Mercadorias 8,0 - 12,0 
Venda de produtos industrializados 8,0 - 12,0 
Industrialização por Encomenda 8,0 - 12,0 
Atividade Rural 8,0 - 12,0 
Sobre a receita bruta dos serviços hospitalares e de auxílio 
diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia 
patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e 
patologias clínicas. 
8,0 - 12,0 
Serviços de Fisioterapia (art. 29, Lei 11.727/2008) 8,0 - 12,0 
Construção por administração ou por empreitada unicamente 
de mão de obra ou aplicação parcial de materiais 
32,0 16,0 32,0 
Construção civil, na modalidade total, fornecendo o 
empreiteiro todos os materiais indispensáveis à sua execução 
8,0 - 12,0 
Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda de 
imóveis construídos ou adquiridos para revenda 
8,0 - 12,0 
Serviços de transporte de cargas 8,0 - 12,0 
Serviços de transporte de passageiros 16,0 - 12,0 
Intermediação de negócios, inclusive corretagem (seguros, 
imóveis, dentre outros) e as de representação comercial 
32,0 16,0 32,0 
Administração, locação ou cessão de bens imóveis, e móveis. 32,0 16,0 32,0 
Prestadoras de serviços relativos ao exercício de profissões 
legalmente regulamentada 
É profissão legalmente regulamentada aquela cujo exercício 
tenha sido reconhecido e regulamentado por lei ou decreto 
federal. 
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/regulamentacao.jsf 
32,0 - 32,0 
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http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/08/lei_11727.php
LUANA TREVISAN 
 
 
(Parecer Normativo CST nº 15 de 21/09/1983, item 4.1; Solução 
de Consulta COSIT nº 200/2015) 
 
5.4 Pis e Cofins cumulativo 
No regime cumulativo as alíquotas para o Pis e a Cofins são respectivamente 0,65% e 3%, todavia não é 
permitida a apropriação de créditos. 
A base de cálculo é o faturamento, ou receita bruta, entendido como: 
- o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
- o preço da prestação de serviços em geral; 
- o resultado auferido nas operações de conta alheia; e 
- as demais receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica. 
(Decreto Lei nº 1.598/77, art. 12; Lei nº 9.718/1998, art. 2º e 3º). 
 
São objeto de exclusão da RB os valores referentes: 
- vendas canceladas; 
- devoluções de vendas; 
- descontos incondicionais concedidos; 
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados); 
- ao ICMS, somente quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos 
serviços na condição de substituto tributário. 
(Decreto Lei nº 1.598/77, art. 12, §1º e 4º) 
 
Não integram a BC os valores referentes: 
- receitas imunes, isentas e não alcançadas pela incidência das contribuições, ou sujeitas à alíquota 0 (zero); 
- reversões de provisões, que não representem ingresso de novas receitas; 
- recuperações de créditos baixados como perdas, que não representem ingresso de novas receitas; 
- resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido; 
- lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido 
computados como receita; 
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- venda de bens classificados no ativo não circulante; 
- receitas auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a 
contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; 
- receita decorrente da transferência onerosa a outros contribuintes do ICMS de créditos de ICMS originados 
de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1º do art. 25 da Lei Complementar nº 87, 
de 13 de setembro de 1996; 
- receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja 
contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de 
concessão de serviços públicos; 
- ganhos decorrentes de avaliação do ativo e passivo com base no valor justo; 
- subvenções para investimento, inclusive medianteisenção ou redução de impostos, concedidas como 
estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e de doações feitas pelo poder 
público; 
- prêmio na emissão de debêntures. 
 
Alíquotas 
PIS/Pasep - 0,65% (8109) 
COFINS - 3% (2172) 
OBS: O DARF deve ser recolhido pelo estabelecimento Matriz da Pessoa Jurídica. 
O recolhimento deverá ser efetuado até o 25° (vigésimo quinto) dia do mês subsequente ao mês de 
ocorrência dos fatos geradores, pelas demais pessoas jurídicas. Dia não útil antecipar. 
(Instrução Normativa SRF 247/2002, art. 52; Lei nº 9.779/99, art. 15, III; MP 2.158-35/01, art. 18, II) 
 
6. SIMPLES NACIONAL 
O Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável 
às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei Complementar nº 123, de 2006 (Estatuto 
Nacional da ME e EPP). 
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A Constituição Federal foi alterada em 2003 para receber a Emenda Constitucional nº 042/2003 para dispor 
sobre a possibilidade da instituição de um regime diferenciado para micro e pequenas empresas que 
posteriormente veio a ser conhecido como SIMPLES NACIONAL ou SUPER SIMPLES. 
“Art. 146. Cabe à lei complementar: 
(...) 
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno 
porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II (ICMS), das 
contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13 (Contribuições Previdenciárias), e da contribuição a que se 
refere o art. 239 (Pis/Pasep e Cofins).” 
Em 15/12/2006 foi publicada a Lei Complementar 123/2006, onde sua aplicação se daria a partir de 
Julho/2007. 
Esta Lei trouxe vários benefícios as micro e pequenas empresas, tais como: 
• Redução da carga tributária; 
• Pagamento de um único tributo relativo à receita auferida; 
• Redução e facilitação no cumprimento de obrigações acessórias; 
• Acesso à mercados; 
• Linhas de créditos diferenciadas; 
• Tratamento diferenciado em abertura e encerramento de ME´s ou EPP´s. 
As principais características do Regime são: 
• Ser facultativo; 
• Ser irretratável para todo o ano-calendário; 
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• Abrange os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, COFINS, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a 
Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP) (CPP exceto Anexo IV); 
• Recolhimento dos tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação - DAS; 
• Disponibilização às ME/EPP de sistema eletrônico para a realização do cálculo do valor mensal 
devido, geração do DAS e, a partir de Janeiro de 2012, para constituição do crédito tributário (PGDAS-D); 
• Apresentação de declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais (DEFIS, a 
partir de Janeiro de 2012, ex 2013); 
• Prazo para recolhimento do DAS até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido 
auferida a receita. Dia não útil postergar. 
 
6.1 Opção 
Consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples, 
a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário, desde que: 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 
(trezentos e sessenta mil reais); e 
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 
360.000,00 e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00. 
- ATÉ DEZ/2011 o limite da receita bruta anual era de 240 mil para ME e até 2.400.000,00 para EPP. 
- DE JAN/12 A DEZ/2017 o limite da receita bruta anual era de 360 mil para ME e até 3.600.000,00 para EPP. 
- A PARTIR DE JAN/2018 o limite da receita bruta anual é de 360 mil para ME e 4.800.000,00 para EPP. 
OBS: Não existe um limite mensal, existe limite anual ou proporcional (quando a empresa está em início das 
atividades). 
No caso de início de atividades, o limite será de R$ 400.000,00 (trezentos mil reais) multiplicados pelo 
número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário, 
consideradas as frações de meses como um mês inteiro. 
Exemplo: 
Início das atividades em 03/2018 – Limite proporcional de 400.000,00 x 10meses = 4.000.000,00. 
A opção pelo Simples Nacional dar-se-á por meio do Portal do Simples Nacional na internet, sendo 
irretratável para todo o ano-calendário. 
Prazo: último dia útil de janeiro produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção. 
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Agendamento da opção: estará disponível, no Portal do Simples Nacional, entre o primeiro dia útil de 
Novembro e o penúltimo dia útil de Dezembro do ano anterior ao da opção. As empresas que exercem 
novas atividades permitidas somente poderão realizar a opção do dia 01 à 31/01/2019. 
(LC 123/2006, art. 16, §§ 2º e 3º) 
OBS: Enquanto não vencidos os prazos acima o contribuinte pode realizar a regularização de pendências. 
Resultado meados de Fev/XXXX. 
Início de atividade: a ME ou EPP, após efetuar a inscrição no CNPJ, bem como obter a sua inscrição municipal 
e, caso exigível, a estadual, terá o prazo de até 30 dias, contados do último deferimento de inscrição, para 
efetuar a opção pelo Simples Nacional (Observado o prazo de 180 dias de inscrição do CNPJ). 
(CGSN 140/2018, art. 6º, §5º) 
 
6.1.1 Impedimentos 
O art. 15 da Resolução CGSN nº 140/2018 dispõe que: 
Não poderá optar pelo Simples Nacional, a pessoa jurídica: 
I - De cujo capital participe outra pessoa jurídica ou SCP; 
II - Que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede no exterior; 
III - De cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja sócia de outra empresa 
que receba tratamento jurídico diferenciado, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite R$ 
4.800.000,00; 
IV - Cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa não 
beneficiada por esta Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 
4.800.000,00; 
V - Cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde 
que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 4.800.000,00; 
VI - Constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo; 
VII - Que participe do capital de outra pessoa jurídica ou SCP; 
VIII - Resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa jurídica 
que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-calendário anteriores; 
IX - Constituída sob a forma de sociedade por ações; 
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X – Cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante do serviço relação de 
pessoalidade, subordinação e habitualidade; (Incluído pela LC 147/2014 vigência imediata 08.08.2014 – 
aplicável também ao MEI) 
XI - que tenha sócio domiciliado no exterior; 
XII - de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou 
municipal; 
XIII - em débito perante o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou perante as Fazendas Públicas 
Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; 
XIV - que realize cessão ou locação de mão de obra; 
XV - que não tenha feito inscrição em cadastro fiscal federal, municipal ou estadual, quando exigível, ou cujo 
cadastro esteja em situação irregular, observadas as disposições específicas relativas ao MEI; 
XVI - constituída sob a forma de sociedade em conta de participação. 
 
6.1.1.1 Atividades 
As atividades impedidas estão previstasno Anexo VI da Resolução CGSN 140/2018 e constituem 
basicamente em: 
• Banco comercial, de investimentos e de desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de 
crédito, financiamento e investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de títulos, 
valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros privados e de 
capitalização ou de previdência complementar; 
• Prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e 
riscos, administração de contas a pagar e a receber, gerenciamento de ativos (asset management), compras 
de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring); 
• Serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, exceto: (Lei Complementar n° 
123, de 2006, art. 17, inciso VI) 
a) na modalidade fluvial; ou 
b) nas demais modalidades, quando: 
1. o serviço caracterizar transporte urbano ou metropolitano; ou 
I - for realizado entre Municípios limítrofes, ainda que de diferentes Estados, ou obedeça a trajetos que 
compreendam regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por 
agrupamentos de Municípios, instituídas por legislação estadual, podendo, no caso de transporte 
metropolitano, ser intercalado por áreas rurais; e 
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II - caracterizar serviço público de transporte coletivo de passageiros entre Municípios, assim considerado 
aquele realizado por veículo com especificações apropriadas, acessível a toda a população mediante 
pagamento individualizado, com itinerários e horários previamente estabelecidos, viagens intermitentes e 
preços fixados pelo Poder Público. 
2. o serviço realizar-se na modalidade de fretamento contínuo em área metropolitana para o transporte de 
estudantes ou trabalhadores; 
I - for realizado sob a forma de fretamento contínuo, assim considerado aquele prestado a pessoa física ou 
jurídica, mediante contrato escrito e emissão de documento fiscal, para a realização de um número 
determinado de viagens, com destino único e usuários definidos; e 
II - obedecer a trajetos que compreendam regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, 
constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes, instituídas por legislação estadual. 
• Geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica; 
• Importação ou fabricação de automóveis e motocicletas; 
• Importação de combustíveis; 
• Loteamento e incorporação de imóveis; 
• Locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a prestação de serviços tributados pelo ISS 
(Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands, quadras esportivas, 
estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres, para 
realização de eventos ou negócios de qualquer natureza); 
• Produção ou venda no atacado de: 
a) cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e 
detonantes; 
b) cervejas sem álcool; e 
c) bebidas alcoólicas, exceto aquelas produzidas ou vendidas no atacado por ME ou por EPP registrada no 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e que obedeça à regulamentação da Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária e da RFB quanto à produção e à comercialização de bebidas alcoólicas, nas seguintes 
atividades: 
1. micro e pequenas cervejarias; 
2. micro e pequenas vinícolas; 
3. produtores de licores; e 
4. micro e pequenas destilarias; 
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6.1.1.2 Aspectos Societários 
Quando 1 ou mais sócios participem de outras empresas (SN ou não), é necessário observar as seguintes 
situações: 
SITUAÇÃO 1: sócio que participa de outra ME ou EPP que receba tratamento jurídico diferenciado da LC 
123/2006. 
 
 
SITUAÇÃO 2: sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada pela LC 
123/2006. 
 
 
SITUAÇÃO 3: sócio ou titular exerça cargo de administrador ou equivalente em outra pessoa jurídica com 
fins lucrativos. 
 
 
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6.2 Anexos de tributação 
As receitas auferidas devem ser tributadas, mas nem todas as atividades são tributadas igualmente. Fato é 
que no Simples Nacional existem 5 (cinco) anexos de tributação: 
I – Comércio; 
II – Indústria; 
III – Serviços gerais; 
IV – Serviços específicos de mão de obra; 
V – Serviços intelectuais, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua 
profissão regulamentada ou não. 
(LC nº 123/2006, art. 18) 
 
 
ANEXO I
 
 
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ANEXO II
 
ANEXO III 
 
 
ANEXO IV 
 
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ANEXO V 
 
6.3 Critério de reconhecimento das receitas 
A opção pelo regime de caixa ou competência se dá (não é possível alterar a opção): 
I - novembro de cada ano-calendário, com efeitos para o ano-calendário subsequente, na hipótese de ME ou 
EPP já optante pelo Simples Nacional; 
II - dezembro, com efeitos para o ano-calendário subsequente, na hipótese de ME ou EPP em início de 
atividade, com efeitos da opção pelo Simples Nacional no mês de dezembro; 
III - início dos efeitos da opção pelo Simples Nacional, nas demais hipóteses, com efeitos para o próprio ano-
calendário. 
 
6.3.1 Regime de competência 
Todas as receitas auferidas serão tributadas independentemente do recebimento. 
Exemplo: Venda de mercadorias na competência 01/2018 com recebimento previsto para 02 e 03/2018. A 
receita será oferecida à tributação na competência de 01/2018. 
OBS: Esse regime é aconselhado para empresas que possuem baixo índice de inadimplência. 
 
6.3.2 Regime de caixa 
A receita somente será oferecida à tributação no momento do recebimento. 
Exemplo: Venda de mercadorias na competência 01/2018 com recebimento previsto para 02 e 03/2018. A 
receita será oferecida à tributação nas competências de 02 e 03/2018, proporcionalmente ao valor recebido. 
OBS: Esse regime é aconselhado para empresas que possuem alto índice de inadimplência. 
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A opção pelo Regime de Caixa servirá exclusivamente para a apuração da base de cálculo mensal, aplicando-
se o Regime de Competência para as demais finalidades, especialmente, para determinação dos limites e 
sublimites, bem como da alíquota a ser aplicada sobre a receita bruta recebida no mês. 
Ou seja, para efeito da determinação da receita bruta dos últimos 12 meses considera-se a receita auferida 
na competência e não a efetivamente recebida. 
(CGSN nº 140/2018, art. 19, parágrafo único) 
 
Parcelas não vencidas até o último mês do ano-calendário subsequente 
Nas prestações de serviços ou operações com mercadorias com valores a receber a prazo, a parcela não 
vencida deverá obrigatoriamente integrar a base de cálculo dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional 
até o último mês do ano-calendário subsequente àquele em que tenha ocorrido a respectiva prestação de 
serviço ou operação com mercadorias. 
(CGSN nº 140/2018, art. 20, I) 
 
Receita auferida e ainda não recebida 
A receita auferida e ainda não recebida deverá integrar a base de cálculo dos tributos abrangidos pelo 
Simples Nacional, na hipótese de: 
a) encerramento de atividade, no mês em que ocorrer o evento; 
b) retorno ao Regime de Competência, no último mês de vigência do Regime de Caixa; 
c) exclusão do Simples Nacional, no mês anterior ao dos efeitos da exclusão; 
(CGSN nº 140/2018, art. 20, II) 
 
Controle dos valores a receberA empresa optante pelo regime de caixa deverá manter um registro dos valores a receber (Anexo IX CGSN 
140/2018), contendo no mínimo as seguintes informações: 
I - número e data de emissão de cada documento fiscal; 
II - valor da operação ou prestação; 
III - quantidade e valor de cada parcela, bem como a data dos respectivos vencimentos; 
IV - a data de recebimento e o valor recebido; 
V - saldo a receber; 
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VI - créditos considerados não mais cobráveis. 
Fica dispensado o registro dos valores a receber em relação às prestações e operações realizadas por meio 
de administradoras de cartões, inclusive de crédito, desde que a ME ou EPP anexe ao respectivo registro os 
extratos emitidos pelas administradoras relativos às vendas e aos créditos respectivos. 
A adoção do Regime de Caixa pela ME ou EPP não a desobriga de manter em boa ordem e guarda os 
documentos e livros previstos na Resolução CGSN 140/2018, inclusive com a discriminação completa de toda 
a sua movimentação financeira e bancária, constante do Livro Caixa, exceto quando a empresa manter 
escrituração contábil. 
A ME ou a EPP deverá apresentar à administração tributária, quando solicitados, os documentos que 
comprovem a efetiva cobrança dos créditos considerados não mais cobráveis. São considerados meios de 
cobrança: 
I - notificação extrajudicial; 
II - protesto; 
III - cobrança judicial; 
IV - registro do débito em cadastro de proteção ao crédito. 
(CGSN nº 140/2018, art. 77) 
 
Desenquadramento 
Caso a ME ou EPP optante pelo regime de caixa descumpra qualquer requisito para a permanência, será 
obrigada a recalcular os tributos devidos pelo regime de competência em relação aos anos em que for 
desconfigurada a condição de optante pelo regime de caixa. 
O recálculo será acrescido de multa e juros, de acordo com a receita auferida no regime de competência. 
(CGSN nº 140/2018, art. 78) 
 
6.4 Análise do PGDAS-D 
O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D) é um 
sistema eletrônico para a realização do cálculo do Simples Nacional para os períodos de apuração (PA) a 
partir de janeiro de 2018, conforme determinam a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (e 
alterações) e Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018. 
 
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As informações do PGDAS-D têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e 
suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos, e deverão ser 
fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos 
devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior. 
 
O PGDAS-D está disponível no portal do Simples Nacional na internet, não necessitando ser instalado ou 
atualizado no computador do usuário. 
 
 
6.4.1 Multa pelo atraso na entrega 
A ME ou EPP que deixar de prestar mensalmente à RFB as informações no PGDAS-D, no prazo previsto na 
legislação, ou que as prestar com incorreções ou omissões, estará sujeita às seguintes multas, para cada mês 
de referência: 
- 2% ao mês-calendário ou fração, a partir do primeiro dia do quarto mês do ano seguinte à ocorrência dos 
fatos geradores, incidentes sobre o montante dos impostos e contribuições decorrentes das informações 
prestadas no PGDAS-D, ainda que integralmente pago, no caso de ausência de prestação de informações ou 
sua efetuação após o prazo, limitada a 20%, observada a multa mínima de R$ 50,00 para cada mês de 
referência; 
- R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. 
As multas serão reduzidas (observada a aplicação da multa mínima): 
- à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de 
ofício; 
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- a 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. 
 
6.4.2 ICMS ST 
COMO FUNCIONA O ICMS? 
O ICMS é plurifásico, ou seja, incide sobre cada etapa da cadeia comercial. 
 
OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e podem existir UF´s que concedem isenção para ME´s 
(faturamento até 360mil) ou reduções para EPP´s (faturam acima de 360 até 4.8mi). 
Na Substituição Tributária o esquema se inverte, pois a indústria ou importador recolhe pelo restante da 
cadeia, cobrando esse ICMS no valor total da NF. 
 
 
E QUANDO NÃO SE APLICA O ICMS-ST? 
- Transferências entre estabelecimentos da mesma empresa: inclusive interestadual, desde que não seja 
varejista; 
- Venda para industrialização: adquirente vai utilizar em seu processo produtivo; 
- O destinatário possui regime para recolher o ICMS ST na entrada; 
- Venda interestadual para substituto da mesma mercadoria. 
 
 
 
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ONDE ENCONTRAR OS PRODUTOS SUJEITOS AO ICMS ST 
Existe um Convênio geral, que determina quais são as mercadorias que os Estados podem tratar como 
Substituição Tributária. 
Qualquer mercadoria fora desse Convênio, não deve estar na lista de ST do Estado. 
Estamos falando do Convênio ICMS 142/2018. Esse Convênio traz os segmentos que podem estar sujeitos ao 
ICMS ST, cabendo ao Estado adotar ou não. 
 
ANEXO I 
SEGMENTOS DE MERCADORIAS 
 
 
6.4.3 Pis e Cofins Mono 
COMO FUNCIONA O PIS E A COFINS? 
Assim como o ICMS, são contribuições plurifásicas, ou seja, incide sobre cada etapa da cadeia comercial. 
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OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e diferentemente do ICMS não existe isenção ou redução 
concedida pela LC 123/2006. 
 
COMO FUNCIONA O PIS E A COFINS NA SISTEMÁTICA MONOFÁSICA OU "MONOFASIA"? 
Na monofasia o esquema se inverte, pois a indústria ou importador recolhem pelo restante da cadeia. 
 
 
6.4.4 Segregação das receitas 
A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e 
Resolução CGSN 140/2018: 
LC 128/2008 
"Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de pequeno 
porte optante pelo Simples Nacional será determinado mediante aplicação das 
alíquotas efetivas, calculadas a partir das alíquotas nominais constantes das 
tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a base de cálculo de que 
trata o §3º deste artigo, observado o disposto no §1 5º do art. 3º. 
(...) 
§4º O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento, as 
receitas decorrentes da: 
IV – as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição 
tributária e tributação concentrada em uma única etapa (monofásica), bem como, 
em relação ao ICMS, antecipação tributária com encerramento de tributação;" 
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Resolução CGSN 140/2018 
“Art. 25. O valor devido mensalmente pela ME ou EPP optante pelo Simples Nacional 
será determinado mediante aplicação das alíquotas efetivas calculadas na forma 
prevista nos arts. 21, 22 e 24 sobre a base de cálculo de que tratam os arts. 16 a 19. 
(Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 3°, § 15, art. 18) 
(...) 
§ 6° A ME ou EPP que proceda à importação, à industrialização ou à comercialização 
de produto sujeito à tributação concentrada ou à substituição tributária para efeitos 
de incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins deve segregar a receita 
decorrente de sua venda e indicar a existência de tributação concentrada ou 
substituição tributária para as referidas contribuições, de forma que serão 
desconsiderados, no cálculodo valor devido no âmbito do Simples Nacional, os 
percentuais a elas correspondentes. (Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 2°, 
inciso I e § 6°; art. 18, § 4°-A, inciso I, § 12) 
(...) 
§ 8º Em relação ao ICMS: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º; 
art. 13, § 6º, inciso I; art. 18, § 4º-A, inciso I) 
I - o substituído tributário, assim entendido o contribuinte que teve o imposto retido, 
e o contribuinte obrigado à antecipação com encerramento de tributação deverão 
segregar a receita correspondente como “sujeita à substituição tributária ou ao 
recolhimento antecipado do ICMS”, quando então será desconsiderado, no cálculo do 
valor devido no âmbito do Simples Nacional, o percentual do ICMS;” 
 
6.5 Cálculo 
Para efeito de determinação da alíquota efetiva, será necessário utilizar a seguinte fórmula: 
Onde: 
RBT12: receita bruta total acumulada auferida nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração; 
Aliq: alíquota nominal dos anexos I a V, cfme faixa; 
PD: parcela a deduzir dos anexos I a V, cfme faixa. 
(LC 123/2006, art. 18, §1º-A) 
 
 
 
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Primeiro mês de atividade 
No primeiro mês o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses (RBT12) é 
proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula: 
Receita do 1º mês x 12 
Primeiro mês – Data da constituição do CNPJ até o final do mês de referência. 
(Resolução CGSN nº 140/2018, art. 22, §2º) 
 
Do 2º ao 12º mês 
Nos 11 meses seguintes o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses 
(RBT12) é proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula: 
(Soma das receitas anteriores ao PA/ nº de meses anteriores ao PA) x 12 
PA – PERÍODO DE APURAÇÃO 
(Resolução CGSN nº 140/2018, art. 22, §3º) 
 
Exemplo alíquota efetiva 
a) Exemplo (Comércio – Anexo I): período de apuração Jan/2018 
Receita bruta dos últimos 12 meses (Jan/17 a Dez/17): R$900.000,00 
 
RBT12: R$900.000,00 
Alíquota Nominal: 10,70% 
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Parcela a Deduzir: R$22.500,00 
((RBT12 x Aliq)-PD)/RBT12 
((900.000,00 x 10,70%)-22.500,00)/900.000,00 
(96.300,00-22.500,00)/900.000,00 
73.800,00/900.000,00 
8,20% 
 
b) Exemplo (Comércio – Anexo I): período de apuração Jan/2018 
Início das atividades: Jan/2018 
Receita bruta de Jan/2018: R$9.000,00 
RBT12 proporcional: (R$9.000,00 x 12) = R$108.000,00 
 
RBT12: R$108.000,00 
Alíquota Nominal: 4% 
Parcela a Deduzir: R$0,00 
((RBT12 x Aliq)-PD)/RBT12 
((108.000,00 x 4%)-0)/108.000,00 
(4.320,00-0,00)/108.000,00 
4.320,00/108.000,00 
4% 
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OBS: Quando o enquadramento ocorre na primeira faixa, a alíquota efetiva será = a alíquota nominal. 
 
c) Exemplo (Comércio – Anexo I): período de apuração Jan/2018 
Início das atividades: Abr/2018 
Receita bruta de Jan/2018: R$12.000,00 
Receita bruta de Fev/2018: R$15.000,00 
Receita bruta de Mar/2018: R$20.000,00 
RBT12 proporcional: ((R$47.000,00/3) x 12) = R$188.000,00 
 
RBT12: R$188.000,00 
Alíquota Nominal: 7,30% 
Parcela a Deduzir: R$5.940,00 
((RBT12 x Aliq)-PD)/RBT12 
((188.000,00 x 7,30%)-5.940,00)/188.000,00 
(13.724,00-5.940,00)/188.000,00 
7.784,00/188.000,00 
4,14% 
 
 
 
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Mercado interno x externo 
A partir de 2016 para fins de cálculo do Simples Nacional, para aplicação da base de cálculo e alíquotas 
constantes dos Anexos, a pessoa jurídica considerará separadamente as receitas brutas auferidas no 
mercado interno e exportação. 
Ex. empresa industrial que vende no mercado interno e exporta: 
 
(LC 123/2006, art. 3º, §15) 
 
Segregação das receitas 
Quando a empresa possui diversas receitas tributas por Anexos diferentes, as mesmas devem ser segregadas 
para serem tributadas de acordo com cada Anexo de tributação. 
Inclusive quando há devolução a mesma deve ser segregada, de acordo com a natureza da venda. 
(LC 123/2006, art. 18, §§ 4º e 4º-A) 
 
6.5.1 Exemplos de Cálculo 
6.5.1.1 Anexo I 
Venda de mercadorias sem ST: R$ 54.000,00 
Venda de mercadorias com ST: R$ 32.000,00 
Total receita da competência: R$ 86.000,00 
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 1.780.000,00 
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Alíquota nominal: 10,70% 
Alíquota efetiva: 9,44% 
 
 
Venda de mercadorias sem ST: R$ 54.000,00 X 9,43596% 
Venda de mercadorias com ST: R$ 32.000,00 X 6,27491% (9,43596% - 3,16104%) 
Venda de mercadorias sem ST: R$ 5.095,42 
Venda de mercadorias com ST: R$ 2.007,97 
Total devido: R$ 7.103,39 
 
6.5.1.2 Anexo II 
Venda de produtos sem ST: R$ 748.000,00 
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 3.200.000,00 
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Alíquota nominal: 14,70% 
Alíquota efetiva: 12,03% 
 
 
Venda de produtos sem ST: R$ 748.000,00 X 12,02813% 
Total devido: R$ 89.970,38 
 
6.5.1.3 Anexo III 
Prestação de Serviços: R$ 295.000,00 
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 2.400.000,00 
Folha de pagamento dos últimos 12 meses: R$ 720.000,00 
Razão entre a folha x receita: 30% (= ou > a 28%) 
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Alíquota nominal: 21% 
Alíquota efetiva: 15,77% 
 
No cálculo inicial, o ISS obtido foi superior a 5%. Como o ISS não pode ser superior à 5%, o cálculo da 
repartição será realizado da seguinte forma: 
(Alíquota inicial do ISS – 5%) x por: 
 
Resultado final após redistribuição: 
 
Prestação de Serviços: R$ 295.000,00 X 15,76500% 
Total devido: R$ 46.506,75 
 
6.5.1.4 Anexo IV 
Prestação de Serviços: R$ 450.000,00 
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 3.400.000,00 
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OBS: No Anexo IV não é necessário calcular o fator r. 
 
Alíquota nominal: 22% 
Alíquota efetiva: 16,59% 
 
No cálculo inicial, o ISS obtido foi superior a 5%. Como o ISS não pode ser superior à 5%, o cálculo 
da repartição será realizado da seguinte forma: 
(Alíquota inicial do ISS – 5%) x por: 
 
Resultado final após redistribuição: 
 
Prestação de Serviços: R$ 450.000,00 X 16,59471% 
Total devido: R$ 74.676,18 
 
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6.5.1.5 Anexo V 
Prestação de Serviços: R$ 56.450,00 
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 670.590,00 
Razão entre a folha x receita: 15% (empresas 
optantes pelo SIMPLES NACIONAL, exceto para vendas com incidência monofásica. 
(art. 18, §20-B da LC 123/2006) 
 
6.7 Produtos monofásicos 
A venda de produtos monofásicos por pessoa jurídica optante do Simples Nacional na condição de indústria/ 
importador sujeita a empresa ao recolhimento das contribuições sociais conforme às alíquotas próprias 
desses regimes de tributação, aplicáveis às demais empresas. 
OBS (01.01.2009): Na condição de comércio as vendas ficam reduzidas a alíquota zero de PIS e COFINS 
(devem ser segregadas as receitas para a exclusão desses percentuais no cálculo do Simples Nacional) 
(Solução de Consulta Cosit nº 4, de 18/06/2013 e Solução de Divergência Cosit, nº 4, de 28/04/2014) 
 
6.8 Exportações 
A redução no montante a ser recolhido no Simples Nacional relativo aos valores das receitas decorrentes da 
exportação corresponderá tão somente aos percentuais relativos à Cofins, à Contribuição para o PIS/Pasep, 
ao IPI, ao ICMS e ao ISS, constantes dos Anexos I a VI desta Lei Complementar (até 31/12/2017) ou Anexos I 
a V (a partir de 01/01/2018). 
(art. 18, §14 da LC 123/2006) 
 
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6.9 Cancelamento e devoluções 
O cancelamento ocorre antes da saída do produto ou mercadoria do estabelecimento. 
A devolução ocorre após a saída do produto ou mercadoria do estabelecimento. 
A devolução é realizada pelo adquirente. 
 
Cancelamento 
Na hipótese de CANCELAMENTO de documento fiscal, nas situações autorizadas pelo respectivo ente 
federado, o valor do documento cancelado deverá ser deduzido no período de apuração no qual tenha 
havido a tributação originária, quando o cancelamento se der em período posterior. 
1. Para a optante pelo Simples Nacional tributada com base no critério de apuração de receitas pelo Regime 
de Caixa, o valor a ser deduzido limita-se ao valor efetivamente devolvido ao adquirente ou tomador. 
2. Na hipótese de nova emissão de documento fiscal em substituição ao cancelado, o valor correspondente 
deve ser oferecido à tributação no período de apuração relativo ao da operação ou prestação originária. 
(CGSN 140/2018, art. 18) 
 
Devoluções 
Na hipótese de DEVOLUÇÃO de mercadoria vendida por ME ou EPP optante pelo Simples Nacional, em 
período de apuração posterior ao da venda, deverá ser observado o seguinte: 
I - o valor da mercadoria devolvida deve ser deduzido da receita bruta total, no período de apuração do mês 
da devolução, segregada pelas regras vigentes no Simples Nacional nesse mês; 
II - caso o valor da mercadoria devolvida seja superior ao da receita bruta total ou das receitas segregadas 
relativas ao mês da devolução, o saldo remanescente deverá ser deduzido nos meses subsequentes, até ser 
integralmente deduzido. 
(CGSN 140/2018, art. 17) 
 
7. MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) 
O MEI (Micro Empreendedor Individual) surgiu em 2009, através da publicação da Lei Complementar 
128/2008, possuindo aplicabilidade em relação ao MEI a partir de 1° de julho de 2009. 
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Para os efeitos da Lei Complementar 123/2006, considera-se MEI o empresário individual a que se 
refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), que tenha auferido 
receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (sessenta mil reais). 
No caso de início de atividades, o limite acima será de R$ 6.750,00 (cinco mil reais) multiplicados 
pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-
calendário, consideradas as frações de meses como um mês inteiro. 
(LC 123/2006, art. 18-A, §§ 1º e 2º) 
 
7.1 Opção 
Poderão optar pelo MEI: 
I - exerça, de forma independente, apenas as ocupações constantes do Anexo XI desta Resolução; 
II - possua um único estabelecimento; 
III - não participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador; e 
IV - não contrate mais de um empregado, observado o disposto no art. 105 (empregado afastado). 
Entende-se como independente a ocupação exercida pelo titular do empreendimento, desde que este não 
guarde, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação de pessoalidade, subordinação e 
habitualidade. 
-Pessoalidade: Somente a pessoa é requisitada para o serviço; 
-Subordinação: Estar sob as ordens de uma pessoa específica; 
-Habitualidade: Vínculo contínuo com o contratante. 
(LC 123/2006, art. 18-A, §4º e §24) 
 
Cessão de Mão de Obra 
O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão de obra, sob pena de exclusão do Simples 
Nacional. 
Considera-se cessão ou locação de mão de obra a colocação à disposição da empresa contratante, 
em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores, inclusive o MEI, para realização de 
serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, independentemente da natureza e 
da forma de contratação. 
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As dependências de terceiros são as indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas 
próprias e que não pertençam ao MEI prestador dos serviços. 
Os serviços contínuos são os que constituem necessidade permanente da contratante, que se 
repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução 
seja realizada de forma intermitente ou por trabalhadores contratados sob diferentes vínculos. 
Considera-se colocação de trabalhadores, inclusive o MEI, à disposição da empresa contratante a 
cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato. 
Não se considera cessão de mão de obra a prestação de serviços de hidráulica, eletricidade, 
pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos. 
(Resolução CGSN nº 140/2018, arts. 112 e 113) 
 
Efeitos da opção 
A opção será: 
I - será irretratável para todo o ano-calendário; 
II - deverá ser realizada no início do ano-calendário, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do 
ano-calendário da opção, ressalvado o disposto no inciso III; 
III - produzirá efeitos a partir da data do início de atividade. 
OBS: Aplicam-se subsidiariamente ao MEI as demais regras previstas para o Simples Nacional, pois o 
MEI é modalidade de ME. 
(LC 123/2006, art. 18-A, §5º e art. 18-E) 
 
7.2 Benefícios previdenciários 
O INSS pago na forma anteriormente descrita garante os seguintes direitos ao MEI: 
a) Auxílio Doença; 
b) Salário Maternidade; 
c) Aposentadoria por invalidez; 
d) Aposentadoria por idade; 
e) Pensão por morte; 
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f) Auxílio reclusão; 
OBS: O não pagamento do INSS incluso no DAS implica em perda dos direitos acima. 
Se o contribuinte usufruiu de benefício previdenciário (salário-maternidade, auxílio-doença ou auxílio 
reclusão), na condição de contribuinte individual, em algum dos períodos de apuração selecionados para 
geração do DAS, no momento da geração do DAS MEI deverá marcar “Benefício INSS” para os meses 
correspondentes. 
O contribuinte só deve marcar “Benefício INSS” se o período do benefício abranger o mês inteiro (do 
primeiro ao último dia), pois esta indicação descontará o INSS do valor devido no DAS MEI. 
 
7.3 Contratação de empregado 
O MEI pode contratar até 1 empregado, que possui todos os direitos de um empregado normal, com 1 
salário mínimo ou o piso da categoria. (Não se incluem os valores recebidos a título de horas extras e 
adicionais de insalubridade, periculosidade e por trabalho noturno, bem como os relacionados aos demais 
direitos constitucionais do trabalhador) 
Nos casos de afastamento legal do único empregado do MEI, será permitida a contratação de outro 
empregado, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na formaestabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 
O MEI deverá recolher a Contribuição Previdenciária Patronal, onde ao invés de 20% sobre o salário, a 
contribuição passa a ser de 3%. 
Com isso deverá preencher a RAIS (Relação Anual e Informações Sociais) e a GFIP (Guia de Recolhimento do 
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social). 
O MEI que não contratar empregado fica dispensado de: 
I - prestar a informação prevista no inciso IV do art. 32 da Lei n° 8.212/1991, no que se refere à remuneração 
paga ou creditada decorrente do seu trabalho, salvo se presentes outras hipóteses de obrigatoriedade de 
prestação de informações, na forma estabelecida pela RFB; 
II - apresentar a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS; 
III - declarar ausência de fato gerador para a Caixa Econômica Federal para emissão da Certidão de 
Regularidade Fiscal junto ao FGTS. 
(Resolução CGSN nº 140/2018, art. 105) 
 
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7.4 Obrigações acessórias 
O MEI precisa cumprir com as seguintes obrigações acessórias (CGSN 140/2018, arts. 106 e 109): 
I - Comprovação da receita bruta mediante apresentação do Relatório Mensal de Receitas Brutas (Anexo X) 
da Resolução CGSN 140/2018, que deverá ser preenchido até o dia 20 (vinte) do mês subsequente àquele 
em que houver sido auferida a receita bruta; 
OBS: Deverão ser anexados ao Relatório Mensal de Receitas Brutas os documentos fiscais comprobatórios 
das entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos fiscais 
relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidos. 
II – Emissão de NF nas prestações de serviços para tomador inscrito no CNPJ e nas operações com 
mercadorias para destinatário inscrito no CNPJ, quando o destinatário não emitir nota fiscal de entrada. 
III – Declaração Anual do MEI (DASN-Simei); 
OBS: O MEI fica dispensado da escrituração dos livros fiscais e contábeis, da Declaração Eletrônica de 
Serviços e da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), ressalvada a possibilidade de emissão facultativa 
disponibilizada pelo ente federado. 
Na hipótese de o empresário individual ser optante pelo SIMEI no ano-calendário anterior, deverá 
apresentar, até o último dia de maio de cada ano, à RFB, a Declaração Anual Simplificada para o 
Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) que conterá tão somente: 
I - a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior; 
II - a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas ao ICMS; 
III - informação referente à contratação de empregado, quando houver. 
A multa para não apresentação da DASN-SIMEI é de: 
I - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos 
decorrentes das informações prestadas na DASN-SIMEI, ainda que integralmente pago, no caso de falta de 
entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 
3° deste artigo; 
II - de R$ 100,00 (cem reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. 
OBS: A multa mínima a ser aplicada será de R$ 50,00 (cinquenta reais). 
(CGSN 140/2018, art. 118) 
 
 
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7.5 Desenquadramento 
O desenquadramento do MEI será efetuado nas seguintes hipóteses: 
I - por opção, que deverá ser efetuada no início do ano-calendário, produzindo efeitos a partir de 1º de 
janeiro do ano-calendário da comunicação; 
II - obrigatoriamente, quando o MEI incorrer em alguma das situações impeditivas, devendo a comunicação 
ser efetuada até o último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrida a situação de vedação, 
produzindo efeitos a partir do mês subsequente ao da ocorrência da situação impeditiva; 
III - obrigatoriamente, quando o MEI exceder, no ano-calendário, o limite de receita bruta de R$81.000,00, 
devendo a comunicação ser efetuada até o último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrido o 
excesso, produzindo efeitos: 
a) a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente ao da ocorrência do excesso, na hipótese de não 
ter ultrapassado o referido limite em mais de 20% (vinte por cento); 
b) retroativamente a 1º de janeiro do ano-calendário da ocorrência do excesso, na hipótese de ter 
ultrapassado o referido limite em mais de 20% (vinte por cento); 
IV - obrigatoriamente, quando o MEI exceder o limite de receita bruta no início das atividades (R$6.750,00 
mês), devendo a comunicação ser efetuada até o último dia útil do mês subsequente àquele em que 
ocorrido o excesso, produzindo efeitos: 
a) a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente ao da ocorrência do excesso, na hipótese de não 
ter ultrapassado o referido limite em mais de 20% (vinte por cento); 
b) retroativamente ao início de atividade, na hipótese de ter ultrapassado o referido limite em mais de 20% 
(vinte por cento). 
1) Quando o efeito da exclusão se der a partir de 1º de Janeiro do ano calendário seguinte, o MEI deverá 
recolher a diferença, sem acréscimos, em parcela única, juntamente com a da apuração do mês de janeiro 
do ano-calendário subsequente ao do excesso. 
2) Quando o efeito da exclusão for retroativo, o MEI desenquadrado da sistemática de recolhimento, passará 
a recolher os tributos devidos pela regra geral do Simples Nacional a partir da data de início dos efeitos do 
desenquadramento, com acréscimos legais. 
(LC 123/2006, art. 18-A, §§ 9º e 10) 
 
8. LUCRO ARBITRADO 
O regime tributário Lucro Arbitrado é um dos regimes vigentes no Brasil. Consiste em uma forma de 
apuração da base de cálculo do imposto de renda utilizada pela autoridade tributária ou pelo contribuinte. 
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(RIR/2018, art. 602) 
 
8.1 Formas de arbitramento 
ARBITRAMENTO PELA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA 
É aplicável pela autoridade tributária quando a pessoa jurídica deixar de cumprir as obrigações acessórias 
relativas à determinação do lucro real ou presumido, conforme o caso. 
 
ARBITRAMENTO PELO CONTRIBUINTE 
Quando conhecida a receita bruta, e, desde que ocorrida qualquer das hipóteses de arbitramento previstas 
na legislação fiscal, o contribuinte poderá efetuar o pagamento do imposto de renda correspondente com 
base nas regras do lucro arbitrado. 
 
8.1.1 Hipóteses de arbitramento 
As hipóteses de arbitramento do lucro estão elencadas no art. 47 da Lei nº 8.981/1995: 
I - o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das leis 
comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal; 
II - a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraude ou contiver 
vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para: 
a) identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária; 
ou 
b) determinar o lucro real. 
III - o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração 
comercial e fiscal, ou o livro Caixa, na hipótese de que trata o art. 45, parágrafo único (Lucro Presumido); 
IV - o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido; 
V - o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de cumprir o disposto no § 1° do art. 
76 da Lei n° 3.470, de 28 de novembro de 1958 (manter escrituração contábil); 
VI - o contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, livro Razão 
ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. 
 
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VII - o contribuintenão escriturar ou deixar de apresentar à autoridade tributária os livros ou registros 
auxiliares para determinação do resultado tributável em virtude das diferenças entre a norma contábil e 
tributária. 
 
8.2 Opção 
Quando a opção se der pelo contribuinte, deverá ser manifestada mediante o pagamento da primeira quota 
ou da quota única do imposto devido, correspondente ao período de apuração trimestral em que o 
contribuinte, pelas razões determinantes na legislação, se encontrar em condições de proceder ao 
arbitramento do seu lucro, sob o código da receita 5625. 
 
OBS: Se em determinado trimestre não incorrer em alguma hipótese de arbitramento e não estiver obrigada 
a tributação pelo Lucro Real, poderá optar pelo Lucro Presumido. 
 
8.3 Período de apuração 
O imposto de renda com base no lucro arbitrado é determinado por períodos de apuração trimestrais 
encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. 
(Lei nº 9.430/96, art. 1º) 
 
8.4 Determinação da base de cálculo 
O lucro arbitrado será apurado mediante a aplicação de percentuais: 
a) sobre a receita bruta (art. 12 do Decreto Lei nº 1.598/1977) quando conhecida, segundo a natureza da 
atividade econômica explorada 
+ demais receitas; ou 
b) quando desconhecida a receita bruta, sobre valores (bases) expressamente fixados pela legislação fiscal. 
 
8.5 Regime de reconhecimento das receitas 
O Lucro Arbitrado deverá ser determinado pelo regime de competência. 
Exceção aos rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa e os ganhos líquidos auferidos em aplicações 
de renda variável e para a atividade imobiliária. 
 
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(IN RFB 1.700/17, art. 215, §9º) 
 
8.6 Percentuais de presunção 
8.6.1 Quando conhecida a receita bruta 
Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta, quando conhecida, são os mesmos aplicáveis para o 
cálculo da estimativa mensal e do lucro presumido, acrescidos de 20%, exceto quanto ao fixado para as 
instituições financeiras (45%), conforme tabela a seguir: 
OBS: Os percentuais da CSLL não mudam. 
(Lei nº 9.249/95, art. 16) 
ATIVIDADE IRPJ CSLL 
% 120mil % 
Sobre a receita bruta dos serviços hospitalares e de auxílio 
diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, 
anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e 
análises e patologias clínicas. 
9,60 - 12,0 
Serviços de Fisioterapia (art. 29, Lei 11.727/2008) 9,60 - 12,0 
Construção por administração ou por empreitada unicamente 
de mão de obra ou aplicação parcial de materiais 
38,40 19,20 32,0 
Construção civil, na modalidade total, fornecendo o 
empreiteiro todos os materiais indispensáveis à sua execução 
9,60 - 12,0 
Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda de 
imóveis construídos ou adquiridos para revenda 
9,60 - 12,0 
Serviços de transporte de cargas 9,60 - 12,0 
Serviços de transporte de passageiros 19,20 - 12,0 
Intermediação de negócios, inclusive corretagem (seguros, 
imóveis, dentre outros) e as de representação comercial 
38,40 19,20 32,0 
Administração, locação ou cessão de bens imóveis, e móveis. 38,40 19,20 32,0 
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http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/08/lei_11727.php
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Prestadoras de serviços relativos ao exercício de profissões 
legalmente regulamentada 
 
É profissão legalmente regulamentada aquela cujo exercício 
tenha sido reconhecido e regulamentado por lei ou decreto 
federal. 
 
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/regulamentacao.jsf 
 
(Parecer Normativo CST nº 15 de 21/09/1983, item 4.1; 
Solução de Consulta COSIT nº 200/2015) 
38,40 - 32,0 
 
No caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas deverá ser aplicado especificamente, 
para cada uma delas, o respectivo percentual previsto na legislação, devendo as receitas serem 
apuradas separadamente. 
 
8.6.2 Quando não conhecida a receita bruta 
Quando não conhecida a receita bruta, será determinado por meio de procedimento de ofício, mediante a 
utilização de uma das seguintes alternativas de cálculo: 
(RIR/2018, art. 608) 
 
 
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9. ANÁLISE DE CADA REGIME 
Cada regime tributário possui características próprias, destinadas a diferentes perfis de empresas, 
considerando fatores como faturamento, atividade exercida, e estrutura operacional. A escolha adequada do 
regime tributário permite que a empresa opere de forma mais alinhada com suas características e 
necessidades, otimizando sua carga tributária 
9.1 Lucro Real 
A opção pelo regime de tributação do Lucro Real pode ser mais vantajosa em diversas situações, 
especialmente para empresas que se enquadram em certos critérios operacionais, financeiros ou 
de planejamento tributário. Vejamos os principais casos: 
 
1. Margens de Lucro Baixas ou Prejuízos: Empresas que operam com margens de lucro baixas, ou 
que estão enfrentando períodos de prejuízo, podem se beneficiar do Lucro Real, pois a tributação 
incide sobre o lucro efetivamente realizado. Assim, se não há lucro, ou se este é baixo, a carga 
tributária pode ser menor em comparação com regimes que tributam o faturamento bruto. 
2. Despesas Operacionais e Administrativas Elevadas: O regime do Lucro Real permite a dedução de 
uma série de despesas operacionais e administrativas para a apuração da base de cálculo do IRPJ 
(Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Empresas 
com altos custos operacionais podem se beneficiar dessa característica. 
3. Créditos Fiscais: Algumas empresas têm acesso a créditos fiscais, como créditos de PIS/PASEP e 
COFINS e ICMS não cumulativos. Empresas que fazem grandes aquisições de insumos, materiais e 
maquinários, por exemplo, podem recuperar parte dos tributos pagos sobre essas compras. 
4. Variações Significativas no Fluxo de Caixa: Empresas com grandes variações sazonais ou ciclos de 
vendas irregulares podem se beneficiar da tributação sobre o lucro real, uma vez que a carga 
tributária se ajusta ao desempenho econômico da empresa. 
5. Grandes Empresas: Empresas com receita bruta anual superior ao limite estabelecido pela 
legislação para o Lucro Presumido são obrigadas a optar pelo Lucro Real. A legislação pode mudar, 
mas tradicionalmente, esse limite é definido para enquadrar as maiores empresas. 
6. Planejamento Tributário Avançado: Empresas que têm capacidade de realizar um planejamento 
tributário mais sofisticado podem se beneficiar do regime do Lucro Real. A complexidade da 
apuração e a necessidade de uma contabilidade mais precisa e detalhada podem ser compensadas 
pela possibilidade de redução da carga tributária. 
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9.1.1 Incentivos Fiscais na dedução do IRPJ devido 
As pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real, além de deduzir as retenções sofridas ou o imposto pago 
sobre receitas que integraram a base de cálculo, poderão deduzir do IRPJ devido os chamados incentivos 
fiscais: (art. 43 da Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017): 
“Art. 43. Do imposto apurado conforme o art. 42 a pessoa jurídica poderá, observados os limites e prazos 
previstos na legislação de regência, deduzir os valores dos benefícios fiscais de dedução do imposto, excluído 
o adicional, relativos: 
I - às despesas de custeio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT); 
II - às doações aos fundos dos direitos da criança e do adolescente; 
III - às doações aos fundos nacional, estaduais ou municipais do idoso; 
IV - às doações e patrocínios a título de apoio a ações de prevenção e de combate ao câncer no âmbito do 
Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon); 
V - às doações e patrocínios a título de apoioclassificação fiscal específica, determinada por sistemas como o NCM 
(Nomenclatura Comum do Mercosul) para produtos e a lista de serviços anexa à legislação do ISS (Imposto 
Sobre Serviços). Essa classificação é fundamental para definir as alíquotas dos impostos aplicáveis, como o 
ICMS (para produtos) e o ISS (para serviços), e identificar possíveis benefícios fiscais ou regimes especiais de 
tributação. 
 
Incentivos Fiscais por Tipo de Produto 
Alguns produtos gozam de incentivos fiscais específicos, que podem variar de acordo com políticas 
governamentais voltadas para o fomento de determinados setores econômicos, como tecnologia, 
alimentação, medicamentos e energia renovável. Estes incentivos podem se manifestar na forma de redução 
de alíquotas, créditos tributários, isenções ou regimes especiais de apuração. 
 
Complexidade Tributária na Cadeia de Produção e Distribuição 
A cadeia de produção e distribuição de um produto pode envolver diversas etapas tributáveis, desde a 
aquisição de matérias-primas até a entrega ao consumidor final. O entendimento dessa cadeia é crucial para 
identificar oportunidades de economia tributária, como a recuperação de créditos na compra de insumos ou 
a escolha de regimes tributários que permitam a dedução de determinados custos. 
 
Estratégias de Otimização Tributária 
1. Planejamento da Cadeia de Suprimentos: Otimizar a cadeia de suprimentos, considerando aspectos 
logísticos e tributários, pode resultar em significativas economias de impostos. Isso inclui a escolha de 
fornecedores com base na carga tributária dos insumos e a localização estratégica de centros de distribuição 
para aproveitar alíquotas de ICMS mais favoráveis entre os estados. 
2. Revisão da Classificação Fiscal: Uma revisão periódica da classificação fiscal dos produtos pode identificar 
oportunidades para aplicar alíquotas menores ou aproveitar benefícios fiscais previstos na legislação, 
reduzindo legalmente a carga tributária. 
3. Aproveitamento de Créditos Tributários: Empresas que atuam no regime de não-cumulatividade do ICMS 
e do PIS/COFINS podem recuperar créditos desses impostos pagos nas etapas anteriores da cadeia de 
produção. A gestão eficaz desses créditos é essencial para minimizar o custo tributário. 
 
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4. Análise de Benefícios Fiscais Regionais: Avaliar os benefícios fiscais oferecidos por diferentes localidades 
para a produção ou comercialização de certos produtos. Algumas regiões podem oferecer condições mais 
vantajosas para a instalação de unidades produtivas ou centros de distribuição. 
 
O planejamento tributário, considerando o produto produzido ou a mercadoria comercializada, exige uma 
abordagem detalhada e cuidadosa. As empresas devem se manter atualizadas quanto às constantes 
mudanças na legislação tributária e aproveitar todas as oportunidades legais para reduzir a carga tributária. 
Isso envolve não apenas a compreensão dos aspectos fiscais relacionados aos produtos, mas também a 
implementação de estratégias integradas que considerem a cadeia de produção e distribuição como um 
todo. A consulta a profissionais especializados em tributação é recomendada para maximizar as economias 
fiscais e garantir a conformidade com as obrigações tributárias. 
 
2.4 Indicativos de que a empresa precisa de planejamento tributário 
Identificar a necessidade de um planejamento tributário eficaz é crucial para qualquer empresa que deseje 
otimizar sua carga tributária, garantir conformidade fiscal e melhorar sua competitividade no mercado. 
Existem diversos indicativos que sinalizam a necessidade de implementar ou revisar o planejamento 
tributário. Aqui estão alguns dos mais significativos: 
 
1. Alta Carga Tributária 
Quando a empresa percebe que sua carga tributária está impactando significativamente a margem de lucro 
e a competitividade no mercado, é um forte indicativo de que estratégias de planejamento tributário devem 
ser avaliadas e implementadas para buscar a otimização fiscal. 
O objetivo do planejamento tributário não é apenas a redução da carga tributária, mas também o 
cumprimento da legislação de maneira eficiente, garantindo que a empresa esteja em conformidade com 
todas as obrigações fiscais. 
Por isso, uma compreensão aprofundada da legislação tributária é fundamental. Isso inclui leis federais, 
estaduais e municipais que podem afetar a empresa. O planejamento tributário eficaz utiliza esse 
conhecimento para identificar oportunidades legais de redução de impostos. 
 
2. Pagamento indevido de tributos 
O pagamento indevido pode ocorrer por diversos motivos, incluindo a falta de conhecimento sobre a 
legislação tributária, interpretações errôneas das normas fiscais, ou até mesmo erros no preenchimento e 
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entrega de obrigações acessórias. O planejamento tributário surge como uma estratégia crucial para evitar 
essas situações, garantindo que a empresa cumpra suas obrigações fiscais de maneira otimizada e legal. 
 
A legislação tributária é complexa e sofre constantes atualizações, o que pode levar ao pagamento indevido 
de tributos por desconhecimento das normas mais recentes ou interpretação incorreta das leis. O 
planejamento tributário permite que as empresas mantenham-se atualizadas e interpretam corretamente a 
legislação, aplicando as alíquotas corretas e seguindo os procedimentos adequados para cada tributo. 
O planejamento tributário não se limita à prevenção de futuros pagamentos indevidos; ele também abrange 
a revisão de períodos anteriores para identificar possíveis pagamentos a maior. Nesse contexto, as empresas 
podem se valer de procedimentos legais para recuperar valores pagos indevidamente, seja por compensação 
de débitos tributários futuros ou por restituição em dinheiro. 
A relação entre o planejamento tributário e a prevenção do pagamento indevido de tributos é direta e 
essencial. Um planejamento tributário eficiente permite às empresas não apenas economizar recursos 
financeiros, mas também evitar problemas com a fiscalização tributária, contribuindo para a 
sustentabilidade e o crescimento do negócio no longo prazo. O investimento em consultoria especializada e 
na capacitação contínua da equipe responsável pela área fiscal é fundamental para maximizar esses 
benefícios. 
 
3. Regime de Tributação Inadequado 
A escolha do regime tributário mais vantajoso é outra faceta importante do planejamento tributário. Muitas 
empresas pagam mais impostos do que o necessário por estarem enquadradas em um regime tributário 
inadequado para sua realidade econômica. Uma análise criteriosa, considerando os aspectos fiscais, 
econômicos e operacionais da empresa, pode revelar oportunidades para a redução legal da carga tributária. 
Estar em um regime tributário inadequado pode ter consequências significativas para uma empresa, 
impactando diretamente sua saúde financeira e sua capacidade de competir no mercado. 
Uma das consequências mais diretas de estar em um regime tributário inadequado é o pagamento excessivo 
de impostos. Se o regime escolhido não for o mais vantajoso para o tipo e tamanho da operação da 
empresa, ela pode acabar pagando mais impostos do que o necessário, afetando sua rentabilidade. 
A escolha do regime tributário deve estar em conformidade com a lei e com as características da empresa. 
Se a Receita Federal entender que a empresa está em um regime inadequado de forma proposital para 
pagar menos impostos, isso pode ser visto como evasão fiscal, sujeitando a empresa a penalidades, multas e 
juros. 
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Por isso, é recomendável que as empresas realizem análises periódicas de sua situação fiscal com o auxílio 
de profissionais qualificados paraa ações e serviços de reabilitação da pessoa com deficiência 
promovidas no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência 
(Pronas/PCD); 
VI - às doações e patrocínios realizados a título de apoio a atividades culturais ou artísticas; 
VII - ao valor despendido na aquisição de vale-cultura distribuído no âmbito do Programa de Cultura do 
Trabalhador; 
VIII - aos investimentos, aos patrocínios e à aquisição de quotas de Fundos de Financiamento da Indústria 
Cinematográfica Nacional (Funcines), realizados a título de apoio a atividades audiovisuais; 
IX - às doações e patrocínios realizados a título de apoio a atividades desportivas e paradesportivas; e 
X - à remuneração da empregada paga no período de prorrogação da licença-maternidade. 
Parágrafo único. A parcela excedente, em cada mês, dos incentivos a que se refere o caput, poderá ser 
utilizada nos meses subsequentes do mesmo ano-calendário, observados os limites legais específicos.” 
A prática de atos que configurem crimes contra a ordem tributária (Lei nº 8.137/1990), e a falta de emissão 
de notas fiscais, nos termos da Lei nº 8.846/1994, acarretam à pessoa jurídica infratora a perda, no ano-
calendário correspondente, dos incentivos e benefícios de redução ou isenção previstos na legislação 
tributária. 
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Para os fins de cálculo dos incentivos de dedução do imposto referidos neste subitem, deve ser excluída, do 
imposto de renda devido, a parcela do imposto correspondente a lucros, rendimentos ou ganhos de capital 
auferidos no exterior (Lei nº 9.323, de 1996, arts. 1º e 3º; Lei nº 9.430, de 1996, art. 16, § 4º). 
Na determinação dos limites dos incentivos, não é permitido qualquer dedução, a título de incentivo fiscal, 
do adicional do imposto de renda (§ 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 1995). 
(Lei nº 8.981/1995, art. 37, §3º, “a”) 
 
TABELA INCENTIVOS FISCAIS NA DEDUÇÃO DO IRPJ 
 
 
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9.1.1.1 PAT (Programa de alimentação ao trabalhador) 
O Programa foi instituído pela Lei n° 6.321/1976 e regulamentado pelo Decreto n° 5/1991 e artigos 6411 a 
643 do RIR/2018. 
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é um programa governamental de adesão voluntária, que 
tem como principal objetivo estimular o empregador a fornecer alimentação nutricionalmente adequada aos 
trabalhadores, com reflexos positivos para a qualidade de vida, redução de acidentes de trabalho e aumento 
de produtividade, estendendo-se aos trabalhadores avulsos a seu serviço, bem como os contratados por 
intermédio de empresa de trabalho temporário, cessionária de mão de obra ou subempreteira. Da mesma 
forma, estendem-se os benefícios do PAT ao estagiário ou bolsista, previstos na Lei nº 11.788/2008. 
Para que o programa possa ser aplicado pela empresa inscrita, esta poderá distribuir cestas básicas ou 
alimentos já preparados, mantendo o serviço próprio de refeições ou firmar convênio com alguma das 
entidades fornecedoras ou prestadoras de serviços de alimentação credenciadas pelo PAT, sendo permitida 
a adoção de mais de uma modalidade pelo mesmo empregador, devendo ser proporcionado condições de 
avaliação do teor nutritivo da alimentação. 
Para inscrever-se no PAT e usufruir dos benefícios fiscais, a pessoa jurídica, matriz e/ou filiais, poderá efetuar 
a inscrição da empresa beneficiária exclusivamente com a utilização de formulários eletrônicos disponíveis 
para acesso público. 
A inscrição é feita na página eletrônica do Ministério do Ministério do trabalho e Emprego no endereço 
www.mte.gov.br > Serviços > Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), mediante a prestação das 
seguintes informações: 
a) identificação da empresa beneficiária; 
b) número de refeições maiores e menores; 
c) modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio, fornecedor, convênio e 
cesta de alimentos); 
d) número de trabalhadores beneficiados por Unidade da Federação; 
e) número de trabalhadores beneficiados por faixas salariais; 
f) termo de responsabilidade e assinatura do responsável pela empresa. 
A adesão ao PAT terá validade imediata após o preenchimento do formulário e por prazo indeterminado 
conforme prevê o art. 3° da Portaria Interministerial n° 5/1999. 
Quando a empresa não mais desejar continuar no PAT, poderá cancelar a sua inscrição. O cancelamento da 
adesão ao programa pode ainda ser feito por decisão do Ministério do Trabalho e Emprego, caso se constate 
descumprimento da legislação reguladora do Programa. 
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As despesas de custeio admitidas na base de cálculo do incentivo são aquelas que vierem a constituir o custo 
direto e exclusivo do serviço de alimentação, podendo ser considerados, além da matéria-prima, mão-de-
obra, encargos decorrentes de salários, asseio e os gastos de energia diretamente relacionados ao preparo e 
à distribuição das refeições. 
Qualquer desconto efetuado do empregado deverá ser diminuído da base de cálculo do incentivo. 
O montante do benefício fiscal corresponde ao valor resultante da aplicação do percentual de 15% sobre as 
despesas de custeio do PAT, líquidas da participação do trabalhador. 
Não se aplica mais o cálculo de R$1,99 multiplicado pelo número de refeições fornecidas, tendo em vista que 
este limite foi instituído por norma infralegal (Instrução Normativa SRF nº 267/2002). 
Através do Ato Declaratório PGFN n° 13/2008, a Receita Federal do Brasil não constituirá os créditos 
tributários relativos à controvérsia da fixação de valores máximos para refeições oferecidas no âmbito do 
Programa de Alimentação do Trabalhador. 
A dedução a este título não pode exceder, isoladamente, a 4% do imposto de renda devido, antes do 
adicional, com base: 
a) no lucro real trimestral; 
b) no lucro real apurado no ajuste anual. 
A dedução também se aplica ao imposto determinado com base no lucro estimado, calculado com base na 
receita bruta e acréscimos. Porém, o valor deduzido do IRPJ com base no lucro estimado: 
1) não será considerado imposto pago por estimativa; e 
2) deve compor o valor a ser deduzido do imposto devido no ajuste anual. 
Eventuais excessos podem ser transferidos para dedução nos dois anos-calendário subsequentes 
(RIR/2018, art. 642) 
 
9.1.1.2 Doações aos fundos do direito da criança e do adolescente 
A pessoa jurídica pode deduzir, do imposto de renda devido em cada período de apuração, o total das 
doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente nacional, estaduais ou municipais, 
devidamente comprovados. 
O limite máximo de dedução permitida a título de doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do 
Adolescente nacional, estaduais ou municipais, é de 1% do imposto devido, antes do adicional, com base: 
a) no lucro real trimestral; 
b) no lucro real apurado no ajuste anual. 
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A dedução também se aplica ao imposto determinado com base no lucro estimado, calculado com base na 
receita bruta e acréscimos. Porém, o valor deduzido do imposto com base no lucro estimado: 
a) não será considerado imposto pago por estimativa; e 
b) deve compor o valor a ser deduzido do imposto devido no ajuste anual. 
O limite de dedução no percentual de 1% (um por cento) do IRPJ devido será considerado isoladamente, ou 
seja, não precisa atender o limite de 4%, porém, independentemente do Fundo doado, as doações efetuadas 
não podem ultrapassar o valor de 1% do IRPJ devido antes do adicional. 
Eventuais excessos ao limite de 1% de dedução não podem ser utilizados em período de apuração posterior. 
Atenção: O valor correspondente às doações efetuadas não é dedutível como despesaoperacional na 
determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, ou seja, 
constituirá uma adição no LALUR e depois será possível deduzir 1% do IRPJ devido, antes do adicional, 
respeitado logicamente o valor da doação. 
Exemplo: 
Valor do IRPJ devido, antes do adicional: R$14.500,00 
Valor da doação efetuada: R$5.000,00 
Limite de 1% do IRPJ devido: R$145,00 
Neste caso, apesar da doação ter sido efetuada no valor de R$5.000,00, somente o valor de R$145,00 será 
deduzido do imposto devido. 
Sendo assim, este cenário não foi benéfico na esfera tributária, pois além de ter que adicionar no Lalur e Lacs 
o valor de R$5.000,00, poderá deduzir somente R$145,00. 
(Lei nº 9.249/1995, art. 13, inciso VI; Instrução Normativa SRF nº 267/2002, art. 11) 
Os Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, controladores dos 
fundos beneficiados pelas doações, deverão emitir comprovante em favor do doador que especifique o 
nome, o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do doador, a data e o valor 
efetivamente recebido. 
O comprovante deverá: 
I - conter o número de ordem, o nome, o número de inscrição no CNPJ e o endereço do emitente; 
II - ser firmado por pessoa competente para dar a quitação da operação. 
No caso de doação em bens, o comprovante deverá conter a identificação desses bens, mediante sua 
descrição em campo próprio ou em relação anexa, informando também se houve avaliação e o número de 
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no CNPJ dos responsáveis por essa avaliação. 
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Nesta hipótese, o doador pessoa jurídica deverá: 
I - comprovar a propriedade dos bens, mediante documentação hábil; 
II - considerar como valor dos bens doados o valor contábil ou o valor de mercado, que será determinado 
mediante prévia avaliação por meio de laudo idôneo de perito ou empresa especializada de reconhecida 
capacidade técnica para aferição do seu valor. Se considerar o valor de mercado deverá apurar ganho de 
capital; 
III - proceder à baixa dos bens doados na escrituração comercial. 
Os Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente deverão informar à 
Secretaria da Receita Federal (SRF), até o último dia útil do mês de março do ano subsequente, o valor das 
doações recebidas. 
A prestação da informação será efetuada em meio digital, através da DBF (Declaração de benefícios fiscais) 
nas condições a serem definidas pela Coordenação-Geral de Fiscalização (Cofis) da SRF. O acesso pode ser 
feito no link abaixo: 
http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/dbf-declaracao-
beneficios-fiscais 
A não apresentação da DBF no prazo estabelecido ou a sua apresentação com incorreções ou omissões 
acarretará a aplicação das seguintes penalidades, definidas no art. 57 da Medida Provisória nº 2.158-
35/2001. 
(Instrução Normativa SRF nº 267/2002, art. 12) 
 
9.1.1.3 Doações aos fundos do direito do idoso 
A partir de 1º de janeiro de 2011, a pessoa jurídica poderá deduzir do IRPJ devido, em cada período de 
apuração, o total das doações feitas ao Fundo Nacional do Idoso devidamente comprovadas, em dinheiro ou 
bens, vedada a dedução como despesa operacional. (Lei nº 12.213, de 2010, art. 3º) 
Somente será dedutível a doação efetivamente realizada no período de apuração do IRPJ. 
A dedução não poderá exceder em cada período de apuração a 1% (um por cento) do IRPJ devido com base: 
a) no lucro real trimestral; ou, 
b) no lucro real apurado no ajuste anual. 
O valor das doações excedente ao limite de dedução de 1% (um por cento) não poderá ser deduzido do IRPJ 
devido em períodos de apuração posteriores. 
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A dedução também se aplica ao IRPJ determinado com base no lucro estimado, calculado com base na 
receita bruta e acréscimos ou com base no resultado apurado em balanço ou balancete de redução. 
O valor deduzido do IRPJ com base no lucro estimado: 
a) não será considerado IRPJ pago por estimativa; e 
b) deve compor o valor a ser deduzido do IRPJ devido no ajuste anual. 
O valor total das quantias doadas não poderá ser deduzido do lucro líquido como despesas operacionais, ou 
seja, constituirá uma adição no Lalur e Lacs e depois será possível deduzir 1% do IRPJ devido, antes do 
adicional, respeitado logicamente o valor da doação. 
(Lei nº 12.213/2010, art. 2º) 
 
9.1.1.4 Doações a OSCIP 
Poderão ser deduzidas do IRPJ devido, as doações, até o limite de 2% do lucro operacional da pessoa 
jurídica, antes de computada a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, 
sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora, 
e respectivos dependentes, ou em benefício da comunidade onde atuem. 
OBS: Salienta-se que a dedutibilidade atinge somente a despesa, não sendo possível deduzir do IRPJ devido. 
Deve-se observar as seguintes regras: 
a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente 
em nome da entidade beneficiária; 
b) a pessoa jurídica doadora manterá em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração, segundo modelo 
aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se 
compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com 
identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou 
vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto; 
c) a entidade beneficiária deverá ser organização da sociedade civil, conforme a Lei n° 13.019, de 31 de julho 
de 2014, desde que cumpridos os requisitos previstos nos arts. 3° e 16 da Lei n° 9.790/1999, 
independentemente de certificação. 
Conforme § 1° do artigo 1° da Lei n° 9.790/1999, define sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito 
privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou 
doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou 
parcelas do seu patrimônio, no exercício de suas atividades, e aplicando integralmente no respectivo objeto 
social. 
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A qualificação como OSCIP observará o princípio da universalização dos serviços, no respectivo âmbito de 
atuação das Organizações, conferido às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, com pelo 
menos uma das seguintes finalidades (Lei 9.790/1999, art. 3°): 
a) promoção da assistência social; 
b) promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; 
c) promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações 
de que trata esta Lei; 
d) promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de 
que trata esta Lei; 
e) promoção da segurança alimentar e nutricional; 
f) defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; 
g) promoção do voluntariado; 
h) promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza; 
i) experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de 
produção, comércio, emprego e crédito; 
j) promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de 
interesse suplementar; 
k) promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores 
universais; 
l) estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produçãoe divulgação de informações 
e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas; 
m) estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a implementação de tecnologias 
voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio de transporte. 
Será exigido também para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que 
as pessoas jurídicas interessadas observem o estatutos e normas específicas previstas na legislação, 
conforme prevê a Lei 9.790/1999, art. 4°. 
(Lei nº 9.249/1995, art. 13, §2º, III) 
 
9.1.1.5 PRONON E PRONAS/PCD 
 
PRONON 
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A partir do ano-calendário de 2013 até o ano-calendário de 2025, a União facultará às pessoas físicas na 
qualidade de incentivadoras a opção de deduzirem do imposto os valores correspondentes às doações e aos 
patrocínios diretamente efetuados em prol de ações e serviços desenvolvidos no âmbito do PRONON e 
desenvolvidos por instituições: 
a) certificadas como entidades beneficentes de assistência social, na forma da Lei nº 12.101, de 27 de 
novembro de 2009; ou 
b) qualificadas como organizações sociais, na forma da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998; ou 
c) qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, na forma da Lei nº 9.790, 
de 23 de março de 1999. 
As doações poderão assumir as seguintes espécies de atos gratuitos: 
a) transferência de quantias em dinheiro; 
b) transferência de bens móveis ou imóveis; 
c) comodato ou cessão de uso de bens imóveis ou equipamentos; 
d) realização de despesas em conservação, manutenção ou reparos nos bens móveis, imóveis e 
equipamentos; e 
e) fornecimento de material de consumo, hospitalar ou clínico, de medicamentos ou de produtos de 
alimentação. 
Considera-se patrocínio a prestação do incentivo com finalidade promocional. 
A pessoa jurídica incentivadora tributada com base no lucro real poderá deduzir do imposto sobre a renda 
devido, em cada período de apuração, trimestral ou anual, o valor total das doações e dos patrocínios, 
vedada a dedução como despesa operacional. 
As deduções, relativamente às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real: 
a) deverão corresponder às doações e aos patrocínios efetuados dentro do período de apuração trimestral 
ou anual do imposto; e 
b) ficam limitadas a 1% do imposto sobre a renda devido em cada período de apuração trimestral ou anual 
com relação ao PRONON, observado o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 
1995. 
Na hipótese da doação em bens, o doador deverá considerar como valor dos bens doados, para as pessoas 
jurídicas, o valor contábil dos bens. Em qualquer hipótese o valor da dedução não poderá ultrapassar o valor 
de mercado. 
A instituição beneficiária titular da ação ou serviço deve emitir recibo em favor do doador ou patrocinador, 
na forma e condições estabelecidas em ato da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
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As ações e serviços deverão ser aprovados previamente pelo Ministério da Saúde. 
(Lei nº 12.715/2012, arts. 1º, 2º e 4º) 
 
PRONAS/PCD 
A partir do ano-calendário de 2013 até o ano-calendário de 2025, a União facultará às pessoas físicas na 
qualidade de incentivadoras a opção de deduzirem do imposto os valores correspondentes às doações e aos 
patrocínios diretamente efetuados em prol de ações e serviços desenvolvidos no âmbito do PRONAS/PCD e 
desenvolvidos por instituições: 
a) certificadas como entidades beneficentes de assistência social, na forma da Lei nº 12.101, de 27 de 
novembro de 2009; ou 
b) qualificadas como organizações sociais, na forma da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998; ou 
c) qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, na forma da Lei nº 9.790, 
de 23 de março de 1999. 
As doações poderão assumir as seguintes espécies de atos gratuitos: 
a) transferência de quantias em dinheiro; 
b) transferência de bens móveis ou imóveis; 
c) comodato ou cessão de uso de bens imóveis ou equipamentos; 
d) realização de despesas em conservação, manutenção ou reparos nos bens móveis, imóveis e 
equipamentos; e 
e) fornecimento de material de consumo, hospitalar ou clínico, de medicamentos ou de produtos de 
alimentação. 
Considera-se patrocínio a prestação do incentivo com finalidade promocional. 
A pessoa jurídica incentivadora tributada com base no lucro real poderá deduzir do imposto sobre a renda 
devido, em cada período de apuração, trimestral ou anual, o valor total das doações e dos patrocínios, 
vedada a dedução como despesa operacional. 
As deduções, relativamente às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real: 
a) deverão corresponder às doações e aos patrocínios efetuados dentro do período de apuração trimestral 
ou anual do imposto; e 
b) ficam limitadas a um por cento do imposto sobre a renda devido em cada período de apuração trimestral 
ou anual com relação ao PRONAS/PCD, observado o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de 
dezembro de 1995. 
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Na hipótese da doação em bens, o doador deverá considerar como valor dos bens doados, para as pessoas 
jurídicas, o valor contábil dos bens. Em qualquer hipótese o valor da dedução não poderá ultrapassar o valor 
de mercado. 
A instituição beneficiária titular da ação ou serviço deve emitir recibo em favor do doador ou patrocinador, 
na forma e condições estabelecidas em ato da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
As ações e serviços deverão ser aprovados previamente pelo Ministério da Saúde. 
(Lei nº 12.715/2012, arts. 3º e 4º) 
 
COMPROVAÇÃO 
A instituição destinatária, deve emitir recibo em favor do doador ou patrocinador (Lei n° 12.715/2012, art. 6° 
e Decreto n° 7.988/2013, art. 18). 
Os incentivadores e instituições destinatárias deverão, na forma de instruções expedidas pelo Ministério da 
Saúde, comunicar-lhe os incentivos realizados e recebidos, cabendo aos destinatários a comprovação de sua 
aplicação. 
Os recursos referentes a doação ou patrocínio, deverão ser depositados e movimentados em conta bancária 
específica em nome do destinatário. 
É vedado a aplicação dos recursos através de intermediação, cabe ressaltar que, não será configurado 
intermediação a contratação de serviços de elaboração de projetos de ações ou serviços para a obtenção de 
doação ou patrocínio e a captação de recursos (Decreto n° 7.988/2013, art. 21). 
De acordo com o art. 13 da Lei n° 12.715/2012, as infrações ao disposto na Lei, sem prejuízo das sanções 
penais cabíveis, sujeitarão o doador ou patrocinador ao pagamento do valor atualizado do imposto sobre a 
renda devido em relação a cada exercício financeiro e das penalidades e demais acréscimos previstos na 
legislação vigente. 
Em casos de dolo, fraude ou simulação, inclusive no caso de desvio de finalidade, será aplicada ao doador e 
ao beneficiário multa correspondente a 2 (duas) vezes o valor da vantagem auferida indevidamente (Lei n° 
12.715/2012, art. 13, parágrafo único). 
 
9.1.1.6 Atividades de caráter desportivo 
A partir do ano-calendário de 2007, e até o ano-calendário de 2027, inclusive, poderão ser deduzidos do 
imposto devido pela pessoa jurídica tributada com base no lucro real os valores despendidos a título de 
patrocínio ou doação, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo 
Ministério do Esporte (Decreto nº 6.180/2007, art. 1º). 
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As deduções relativas às atividades de caráter desportivo ficam limitadas a 1% (um por cento) do imposto 
devido antes do adicional, com base (Decreto nº 6.180, de 2007, art. 1º§ 1º) 
a) no lucro real trimestral; 
b) no lucro real apurado no ajuste anual. 
A dedução também se aplica ao imposto determinado com base no lucro estimado, calculado com base na 
receita bruta e acréscimos. Porém, o valor deduzido do imposto com base no lucro estimado: 
a) não será considerado imposto pago por estimativa; e 
b) deve compor o valor a ser deduzido do imposto devido no ajuste anual. 
O limite de dedução no percentual de 1% (um por cento) do IRPJ devido, será considerado isoladamente, 
não se submetendo a limite conjunto com outras deduções do IRPJ a título de incentivo. 
Eventuais excessos ao limite de 1% de dedução não podem ser utilizados em período de apuração posterior. 
O valor das doações e patrocínios não poderá ser deduzido como despesa para fins de determinação do 
lucro real e da base de cálculo da CSLL. 
A dedução corresponderá somente ao valor dos investimentos efetuados dentro do respectivo período de 
apuração. 
Não são dedutíveis os valores destinados a patrocínio ou doação em favor de projetos que beneficiem, 
direta ou indiretamente, pessoa física ou jurídica vinculada a doador ou patrocinador (Decreto nº 6.180, de 
2007, art. 1º § 4º). 
Na hipótese de o projeto desportivo ou paradesportivo versar sobre a dedução do imposto a título de 
doação mediante a distribuição gratuita de ingresso para eventos de caráter desportivo e paradesportivo a 
empregados da pessoa jurídica e seus dependentes legais ou a integrantes de comunidades de 
vulnerabilidade social, dele deverá constar, necessariamente (Decreto nº 6.180, de 2007, art. 10): 
a) a quantidade prevista de ingressos que serão distribuídos; 
b) o valor unitário do ingresso que será igual ou inferior ao definido pela entidade promotora do evento 
desportivo, que deverá guardar compatibilidade com outros eventos da mesma natureza; e 
c) a comunidade de vulnerabilidade social beneficiária da distribuição gratuita dos ingressos individuais, se 
for o caso. 
Os projetos desportivos e paradesportivos, em cujo favor serão captados e direcionados os recursos 
oriundos dos incentivos previstos deverão atender a pelo menos uma das seguintes manifestações (Decreto 
nº 6.180, de 2007, art. 4º): 
a) desporto educacional, cujo público beneficiário deverá ser de alunos regularmente matriculados em 
instituição de ensino de qualquer sistema, nos termos dos arts. 16 a 20 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 
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de 1996, evitando-se a seletividade e a hipercompetitividade de seus praticantes, com a finalidade de 
alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação para o exercício da cidadania e a prática 
do lazer; 
b) desporto de participação, caracterizado pela prática voluntária, compreendendo as modalidades 
desportivas com finalidade de contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na 
promoção da saúde e educação e na preservação do meio ambiente; e 
c) desporto de rendimento, praticado segundo regras nacionais e internacionais, com a finalidade de obter 
resultados, integrar pessoas e comunidades do País e estas com as de outras nações. 
(Lei nº 11.438/2006, art. 1º) 
 
9.1.1.7 Remuneração na prorrogação da licença-maternidade 
A partir de 1º de janeiro de 2010, observadas as normas complementares a serem editadas pela Secretaria 
da Receita Federal do Brasil, a pessoa jurídica tributada com base no lucro real, que aderir ao Programa 
Empresa Cidadã, poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da remuneração 
da empregada pago no período de prorrogação de sua licença-maternidade, vedada a dedução como 
despesa operacional. (Lei nº 11.770/2008, art. 5º e Decreto nº 7.052/2009) 
As pessoas jurídicas poderão aderir ao Programa Empresa Cidadã, mediante requerimento dirigido à 
Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
A dedução de que trata o caput fica limitada, vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de 
apuração posterior, ao valor do IRPJ devido com base: 
a) no lucro real trimestral; ou, 
b) no lucro real apurado no ajuste anual. 
A dedução também se aplica ao imposto determinado com base no lucro estimado, calculado com base na 
receita bruta e acréscimos ou com base no resultado apurado em balanço ou balancete de redução. 
O valor deduzido do IRPJ com base no lucro estimado: 
a) não será considerado IRPJ pago por estimativa; e 
b) deve compor o valor a ser deduzido do IRPJ devido no ajuste anual. 
O valor total das despesas decorrentes da remuneração da empregada pago no período de prorrogação de 
sua licença-maternidade registrado na escrituração comercial deverá ser adicionado ao lucro líquido para 
fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. 
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Será beneficiada pelo Programa Empresa Cidadã a empregada da pessoa jurídica que aderir ao Programa, 
desde que a empregada requeira a prorrogação do salário-maternidade até o final do primeiro mês após o 
parto. 
A prorrogação iniciar-se-á no dia subsequente ao término da vigência do benefício de que tratam os arts. 71 
e 71-A da Lei nº 8.213/1991. 
A prorrogação beneficia, inclusive, no caso de parto antecipado, e também a empregada de pessoa jurídica 
que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, pelos seguintes períodos: 
a) por sessenta dias, quando se tratar de criança de até um ano de idade; 
b) por trinta dias, quando se tratar de criança a partir de um ano até quatro anos de idade completos; e 
c) por quinze dias, quando se tratar de criança a partir de quatro anos até completar oito anos de idade. 
As pessoas jurídicas poderão aderir ao Programa Empresa Cidadã, mediante requerimento dirigido à 
Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
(Lei nº 11.770/2008, art. 5º) 
 
9.1.2 Juros sobre o capital próprio 
O Juros sobre o capital próprio pode ser conceituado como uma espécie de remuneração aos sócios que 
difere do pró-labore e dos lucros, tendo em vista que o seu cálculo ocorre sobre algumas contas do 
patrimônio líquido da empresa. 
Além de remunerar os sócios, essa despesa é dedutível na apuração do Lucro Real, por isso é uma 
oportunidade que você não pode deixar de analisar em uma empresa que possui esse regime tributário. 
A RFB não aceita que se calcule o JCP de forma retroativa, portanto, se você é conservador, não aconselho 
retroagir os últimos 5 anos. 
A previsão legal para a dedutibilidade do JCP está prevista no art. 9º da Lei 9.249/1995: 
“Art. 9º A pessoa jurídica poderá deduzir, para efeitos da apuração do lucro real, os 
juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a 
título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio 
líquido e limitados à variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP. 
§ 1º O efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de 
lucros, computados antes da dedução dos juros, ou de lucros acumulados e reservas 
de lucros, em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem 
pagos ou creditados. 
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§ 2º Os juros ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de 
quinze por cento, na data do pagamento ou crédito ao beneficiário. 
§ 3º O imposto retido na fonte será considerado: 
I - antecipação do devido na declaração de rendimentos, no caso de beneficiário 
pessoa jurídica tributada com base no lucro real; 
II - tributação definitiva, no caso de beneficiário pessoa física ou pessoa jurídica não 
tributada com base no lucro real, inclusive isenta, ressalvado o disposto no § 4º; 
§ 5º No caso de beneficiário sociedade civil de prestação de serviços, submetida ao 
regime de tributação de quetrata o art. 1º do Decreto-Lei nº 2.397, de 21 de 
dezembro de 1987, o imposto poderá ser compensado com o retido por ocasião do 
pagamento dos rendimentos aos sócios beneficiários. 
§ 6º No caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, o 
imposto de que trata o § 2º poderá ainda ser compensado com o retido por ocasião 
do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu 
titular, sócios ou acionistas. 
§ 7º O valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica, a título de 
remuneração do capital próprio, poderá ser imputado ao valor dos dividendos de que 
trata o art. 202 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sem prejuízo do disposto 
no § 2º. 
§ 8º Para fins de cálculo da remuneração prevista neste artigo, serão consideradas 
exclusivamente as seguintes contas do patrimônio líquido: 
I - capital social integralizado; 
II - reservas de capital de que tratam o § 2º do art. 13 e o parágrafo único do art. 14 
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976; 
III - reservas de lucros, exceto a reserva de incentivo fiscal de que trata o art. 195-A 
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976; 
IV - ações em tesouraria; e 
V - lucros ou prejuízos acumulados. 
§ 8º-A. Para fins de apuração da base de cálculo dos juros sobre capital próprio: 
I - não serão consideradas as variações positivas no patrimônio líquido decorrentes 
de atos societários entre partes dependentes que não envolvam efetivo ingresso de 
ativos à pessoa jurídica, com aumento patrimonial em caráter definitivo, 
independentemente do disposto nas normas contábeis; e 
II - deverão ser considerados, salvo os casos em que for aplicado o disposto no inciso I 
deste parágrafo: 
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a) eventuais lançamentos contábeis redutores efetuados em rubricas de patrimônio 
líquido que não estiverem previstas no § 8º deste artigo, quando decorrerem dos 
mesmos fatos que deram origem a lançamentos contábeis positivos efetuados em 
rubricas previstas no referido parágrafo; e 
b) valores negativos registrados em conta de ajuste de avaliação patrimonial 
decorrentes de atos societários entre partes dependentes. 
§ 8º-B. Para fins do disposto no § 8º-A deste artigo, aplicar-se-á a definição de parte 
dependente prevista nos incisos I e II do caput do art. 25 da Lei nº 12.973, de 13 de 
maio de 2014. 
§ 8º-C. O disposto nos §§ 8º, 8º-A e 8º-B deste artigo aplicar-se-á ao cômputo da 
base de cálculo dos juros sobre capital próprio a partir de 1º de janeiro de 2024. 
§ 11. O disposto neste artigo aplica-se à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. 
§ 12. Para fins de cálculo da remuneração prevista neste artigo, a conta capital 
social, prevista no inciso I do § 8o deste artigo, inclui todas as espécies de ações 
previstas no art. 15 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, ainda que 
classificadas em contas de passivo na escrituração comercial.” 
 
PASSO A PASSO PARA O CÁLCULO DO JCP 
1- Identifique as contas do Patrimônio Líquido que podem compor a base de cálculo do JCP; 
2- Identifique a TJLP do período no site: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-
tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/taxa-de-juros-de-longo-prazo-tjlp 
3- Aplique a alíquota sobre a base de cálculo; 
4- Verifique se o valor do lucro do período ou dos lucros acumulados é igual ou superior ao valor do JCP 
calculado; 
5- Calcule os limites do JCP (poderá ser utilizado dos dois o maior): 
- 50% do lucro líquido do exercício antes da dedução dos juros, caso estes sejam contabilizados como 
despesa; 
- 50% do somatório dos lucros acumulados e reservas de lucros. 
6- Efetue a retenção de 15% na data do pagamento ou crédito ao beneficiário; 
7- Calcule o IR/CS com a dedução do JCP contabilizado como despesa; 
8- Informe o JCP na ECF (Escrituração Contábil Fiscal). 
Na aula gravada você terá acesso ao cálculo do JCP bem como a uma planilha de cálculo. 
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https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/taxa-de-juros-de-longo-prazo-tjlp
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LUANA TREVISAN 
 
 
 
9.1.3 Ágio na aquisição de participações societárias 
Na aquisição de uma empresa (ou parte dela) por outra, pode haver uma diferença entre o valor contábil dos 
ativos da empresa e o valor de mercado da mesma. A investidora contabiliza o chamado Goodwill (ágio), que 
é a diferença entre o valor real pago (–) o valor contábil pago (-) o valor da mais ou menos valia. 
 
Vlr justo do PL da investida: R$180.000,00 
Vlr contábil do PL da investida: R$150.000,00 
% da participação: 70% 
Vlr pago: R$200.000,00 
 
Pela aquisição: 
D – Investimento em controlada (ANC) – R$105.000,00 
D – Mais valia (ANC) – R$21.000,00 
D – Goodwill – ágio (ANC) – R$74.000,00 
C – Banco (AC) – R$200.000,00 
 
9.1.4 Créditos na incorporação societária 
O evento denominado “incorporação”, quando uma empresa adquire outra de forma total e a incorporada 
deixa de existir, a incorporadora assume todos os ativos e passivos da incorporada, inclusive os créditos 
fiscais acumulados. 
Pis e Cofins: a Lei 10.833/2003 e normas complementares não impedem a utilização dos créditos da 
incorporada pela incorporadora. 
ICMS e IPI: a Lei Kandir (LC 87/1996) e o Decreto do IPI não impedem a utilização dos créditos da 
incorporada pela incorporadora. 
Prejuízos fiscais: a incorporadora não pode utilizar prejuízos fiscais da incorporada, mas se nesse caso a 
incorporadora tivesse prejuízo, não há impedimento para a compensação do mesmo com os lucros da 
incorporada. 
 
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9.1.5 Créditos na alteração de regime 
Em alguns casos, quando há alteração de um regime tributário para outro, a legislação prevê a possibilidade 
de apropriação de alguns créditos. 
Simples Nacional para Lucro Real: 
Pis e Cofins sobre estoque (Lei 10.833/2003, art. 12) 
Pis e Cofins sobre imobilizado (Lei 10.833/2003, art. 3º, §1º, III) 
ICMS sobre estoque (Verificar sempre a legislação Estadual) 
ICMS sobre imobilizado (Verificar sempre a legislação Estadual) 
Simples Nacional para Lucro Presumido: 
ICMS sobre estoque (Verificar sempre a legislação Estadual) 
ICMS sobre imobilizado (Verificar sempre a legislação Estadual) 
Lucro Presumido para Lucro Real: 
Pis e Cofins sobre estoque (Lei 10.833/2003, art. 12) 
Pis e Cofins sobre imobilizado (Lei 10.833/2003, art. 3º, §1º, III) 
 
9.1.6 Lei do Bem 
A Lei 11.196/2005 (Lei do Bem), como ficou conhecida, traz uma série de benefícios fiscais para empresas 
que investem em desenvolvimento e inovação, quer seja em seus produtos ou processos. Em relação ao 
IRPJ/CSLL, temos os seguintes benefícios no Lucro Real: 
1- Dedução como despesa operacional dos dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de 
inovação tecnológica: 
60% regra geral; 
60% a 70% aumento de até 5% no nº de empregados pesquisadores; 
70% a 80% aumento em mais de 5% no nº de empregados pesquisadores. 
2- Redução de 50% do IPI incidente sobre máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos destinados à 
pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico; 
3- Depreciação integral dos ativos destinados à utilização em pesquisas ou desenvolvimento tecnológico; 
4- Amortização acelerada para intangíveis. 
 
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ETAPAS DA LEI DO BEM 
1- Levantar a despesa com pesquisadores e insumos; 
2- Dedução na apuração do IR/CS; 
3- Elaboração dos formulários a serem enviados ao MCTI; 
4- Informação na ECF (Escrituração Contábil Fiscal); 
5- Se gerou pagto a maior (RetificarDCTF); 
6- Aguardar a restituição ou homologação da Dcomp. 
 
10. LUCRO PRESUMIDO 
A opção pelo regime de tributação do Lucro Presumido pode ser mais vantajosa em várias situações, 
particularmente para empresas que têm características específicas que se alinham às vantagens desse 
regime. O Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada que calcula o imposto de renda e a 
contribuição social sobre o lucro a partir de uma base de cálculo presumida, não necessariamente refletindo 
o lucro real da empresa. Aqui estão algumas circunstâncias em que o Lucro Presumido pode ser a escolha 
mais acertada: 
1. Margens de Lucro Acima do Percentual Presumido: Para empresas cujas margens de lucro são 
consistentemente mais altas do que as percentagens presumidas pela legislação para o cálculo do imposto, o 
Lucro Presumido pode resultar em uma carga tributária menor, já que a base de cálculo do imposto será 
inferior ao lucro real. 
2. Simplicidade Administrativa: O regime de Lucro Presumido é geralmente menos complexo em termos de 
obrigações acessórias e de cálculo de impostos em comparação ao Lucro Real. Para pequenas e médias 
empresas que buscam simplificar a gestão tributária, essa pode ser uma opção atraente. 
3. Empresas com Poucos Créditos Fiscais: Empresas que não realizam muitas operações com direito a 
créditos fiscais, como créditos de PIS e COFINS, podem não encontrar vantagem no regime do Lucro Real, 
tornando o Lucro Presumido mais atraente. 
4. Menor Necessidade de Controle Financeiro Detalhado: Empresas que não mantêm um controle detalhado 
de custos e despesas ou que preferem não investir em sistemas de gestão financeira complexos podem se 
beneficiar da simplicidade do Lucro Presumido. 
5. Atividades com Percentuais de Presunção Favoráveis: Dependendo do tipo de atividade exercida pela 
empresa, os percentuais de presunção aplicados no Lucro Presumido podem resultar em uma base de 
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cálculo de imposto vantajosa. Por exemplo, a prestação de serviços em geral presume uma margem de lucro 
de 32%, o que pode ser inferior ao lucro real da empresa. 
6. Empresas que Não Se Enquadram no Simples Nacional: Para empresas que não se qualificam para o 
Simples Nacional, seja por ultrapassarem o limite de receita, seja por restrições de atividade, o Lucro 
Presumido pode oferecer uma alternativa de tributação mais favorável em comparação ao Lucro Real. 
7. Planejamento Tributário em Ambientes de Inflação: Em períodos de alta inflação, o regime de Lucro 
Presumido pode oferecer vantagens, já que a base de cálculo fixa não se altera com a inflação, enquanto que 
no Lucro Real, custos e despesas podem não acompanhar a elevação dos preços. 
8. Flexibilidade em Anos Alternados: Algumas empresas podem optar pelo Lucro Presumido em anos em que 
esperam ter uma margem de lucro alta e mudar para o Lucro Real em anos com expectativa de margem 
menor, aproveitando a flexibilidade de escolha permitida pela legislação. 
 
10.1 Redução do Percentual de Presunção do IRPJ 
Como regra geral, o percentual de presunção para o IRPJ é de 32% para serviços, todavia, para as empresas 
prestadoras de serviço em geral, esse percentual pode ser reduzido para 16% enquanto a empresa não 
extrapolar o faturamento de R$120mil (acumulado). 
• Prestadora de serviços em geral: 
- Intermediação de negócios; 
- Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza; 
- Construção por administração ou por empreitada unicamente de mão de obra ou com emprego parcial de 
materiais; 
- Serviços de factoring; 
- Coleta e transporte de resíduos até aterros sanitários ou local de descarte; 
- Outros serviços em geral. 
No trimestre em que ultrapassar a receita de R$120mil, recalcular todos os trimestres com o percentual de 
32% e recolher a diferença sem multa e juros até o prazo para recolhimento do IR/CS do trimestre em que 
ocorreu o excesso. 
 
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10.2 Serviços hospitalares 
Como regra geral, o percentual de presunção para o IRPJ e CSLL é de 32% para serviços, todavia, na 
prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, o percentual de IRPJ é reduzido para 8% 
e o da CSLL para 12%, desde que: 
• Sociedade empresária de fato e de direito; 
• Atender as normas da Anvisa; 
• Prestadora de serviços de: 
- Hospital; 
- Auxílio diagnóstico e terapia; 
- Fisioterapia e Terapia ocupacional; 
- Fonoaudiologia; 
- Patologia clínica; 
- Imagenologia e exames gráficos; 
- Radiologia, radioterapia, quimioterapia, oxigenoterapia hiperbárica; 
- Anatomia patológica e citopatológica; 
- Medicina nuclear; 
- Análises e patologias clínicas; 
- Endoscopia e diálise. 
 
10.3 Critério de reconhecimento das receitas – Regime de Caixa 
As empresas do Lucro Presumido podem optar por oferecer suas receitas à tributação a medida do 
recebimento. Essa alternativa é bem vista quando a empresa tem muita inadimplência, ou apenas quer 
postergar o momento do recolhimento, equalizando o fluxo de caixa. (IN 1.700/2017, art. 223) 
- Manter a escrituração do Livro Caixa: data, cliente, valor, histórico; 
- Valores recebidos antecipadamente: somente serão oferecidos à tributação quando do faturamento, 
entrega do bem ou direito ou a conclusão dos serviços, o que ocorrer primeiro; 
- Erro na determinação da receita recebida: sujeitará o contribuinte ao recolhimento com os devidos 
acréscimos legais; 
- Alteração de caixa para competência: deverá oferecer a tributação toda receita ainda não recebida no mês 
de Dezembro do ano anterior àquele em que ocorrer a alteração; 
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- Incorrer na obrigatoriedade do Lucro Real: deverá oferecer a tributação toda receita ainda não recebida no 
mês anterior àquele em que ocorrer a alteração; 
- Apresentar a ECD: quando o lucro distribuído for superior ao lucro fiscal apurado. 
 
11. SIMPLES NACIONAL 
A opção pelo Simples Nacional pode ser vantajosa para pequenas e médias empresas que se encaixam nos 
critérios de elegibilidade do regime, devido a uma série de benefícios tributários e administrativos que ele 
oferece. Aqui estão algumas situações em que optar pelo Simples Nacional pode ser particularmente 
vantajoso: 
 
1. Menor Carga Tributária: Para muitas empresas, o Simples Nacional oferece uma carga tributária menor 
quando comparado aos regimes de Lucro Real ou Lucro Presumido. Isso acontece porque o Simples Nacional 
consolida vários tributos em uma única guia de pagamento (DAS), muitas vezes resultando em alíquotas 
efetivas menores. Todavia é necessário analisar caso a caso, pois nem sempre o Simples Nacional sempre 
será o melhor regime. 
2. Simplicidade Administrativa: Um dos principais atrativos do Simples Nacional é a simplificação das 
obrigações tributárias. A consolidação dos tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia de 
recolhimento e a redução das obrigações acessórias diminuem a burocracia e reduzem o tempo e o custo 
com a gestão tributária. 
3. Empresas de Pequeno Porte e Microempresas: O Simples Nacional é destinado a empresas de pequeno 
porte e microempresas com receita bruta anual dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Para estas 
empresas, o regime oferece uma forma mais acessível e menos onerosa de cumprimento das obrigações 
tributárias. 
4. Empresas com pouco faturamento: Empresas com pouco faturamente podem se beneficiar do Simples 
Nacional, uma vez que as alíquotas são aplicadas sobre a receita bruta e não sobre o lucro, o que pode 
resultar em uma menor carga tributária em comparação com os regimes de Lucro Real ou Lucro Presumido. 
5. Atividades Comerciais e de Serviços com Custos Fixos Baixos: Empresas que têm custos fixosrelativamente baixos e não se beneficiariam tanto dos abatimentos e deduções permitidos no Lucro Real 
podem encontrar no Simples Nacional uma opção mais econômica. 
6. Empreendedores em Fase Inicial: Startups e empreendedores que estão iniciando suas atividades podem 
achar o Simples Nacional atraente devido à sua simplicidade administrativa e carga tributária 
potencialmente menor, o que é crucial para a sustentabilidade financeira no início do negócio. 
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7. Empresas que Realizam Vendas ou Prestam Serviços Diretamente ao Consumidor Final: O regime é 
frequentemente vantajoso para negócios que vendem produtos ou serviços diretamente ao consumidor 
final, pois as alíquotas do Simples Nacional já contemplam os tributos sobre vendas. 
 
É importante notar que, embora o Simples Nacional ofereça diversas vantagens, ele não é ideal para todos 
os tipos de negócios. A decisão sobre qual regime tributário adotar deve ser tomada com base em uma 
análise cuidadosa da situação financeira, das operações da empresa e de uma consulta com profissionais 
especializados em contabilidade e direito tributário, que podem oferecer orientação personalizada. 
 
É comum que os sócios participem de várias empresas do Simples Nacional. Cabe salientar que NÃO É 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO: 
- Separar as empresas que possuem a mesma finalidade em duas ou mais apenas para “distribuir” o 
faturamento entre elas, visando a permanência no regime (receita bruta de até 4.8mi); 
- Alocar todos os funcionários em uma empresa do Simples Nacional somente para reduzir o custo com a 
FOPAG; 
- Abrir empresas em nome de outras pessoas (pais, filhos, irmãos, amigos, etc...); 
- Fechar a empresa quando tiver uma dívida tributária alta e abrir outra com a mesma finalidade somente 
para não pagar os tributos; 
- Dentre outras manobras lesivas e fraudulentas. 
 
11.1 Fator “r” 
Algumas atividades são tributadas pelo Anexo V do Simples Nacional, e para que determinada receita seja 
tributada pelo Anexo III, é necessário fazer o cálculo do Fator “r” (% da folha de pagamento sobre a Receita 
Bruta). 
- A conta é simples, quanto MAIOR a folha de pagamento MELHOR, pois o Fator “r” corresponde a relação 
entre a Folha de Pagamento dos últimos 12 meses e a Receita Bruta do mesmo período; 
- A receita será tributada pelo Anexo III (menos oneroso) caso o Fator “r” seja igual ou superior a 28%; 
- Despesas com folha que compõe o Fator “r”: pró-labore, salários, pagtos a autônomos e os respectivos 
encargos (CPP do DAS) e FGTS; 
- Quando a empresa está em início de atividades (até 12 meses) o Fator “r” será calculado de forma 
proporcionalizada. 
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Para fins de determinação do fator “r”, folha de salários corresponde ao montante pago, incluídos encargos, 
nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração, a título de remunerações a pessoas físicas 
decorrentes do trabalho, incluídas retiradas de pró-labore, acrescidos do montante efetivamente recolhido a 
título de contribuição patronal previdenciária e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 
Deverão ser considerados os salários informados na GFIP. 
No caso de parcelamento da contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social (CPP), esta 
somente será considerada no cálculo do Fator "r" à medida em que as parcelas forem recolhidas. 
Consideram-se salários o valor da base de cálculo da contribuição prevista nos incisos I e III do art. 22 da Lei 
nº 8.212/1991, agregando-se o valor do décimo terceiro salário na competência da incidência da referida 
contribuição, na forma do caput e dos §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei nº 8.620/1993. Não devem ser 
considerados os valores pagos a título de aluguéis e de distribuição de lucros. 
"Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o 
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o 
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, o valor da compensação pecuniária a ser paga 
no âmbito do Programa de Proteção ao Emprego - PPE, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo 
tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de 
convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
(...) 
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do 
mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços;” 
Portanto, além do valor pago aos funcionários e retiradas de pró-labore, integra o cômputo da folha de 
salários os valores pagos a autônomos, tendo em vista o dispositivo acima exposto, bem como devem ser 
consideradas as importâncias pagas no mês, conforme prevê o §24 do art. 18 da Lei Complementar nº 
123/2006. 
(Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 18, §24) 
 
11.2 Regime de caixa 
A receita somente será oferecida à tributação no momento do recebimento. 
Exemplo: Venda de mercadorias na competência 01/2024 com recebimento previsto para 02 e 03/2024. 
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A receita será oferecida à tributação nas competências de 02 e 03/2024, proporcionalmente ao valor 
recebido. 
OBS: Esse regime é aconselhado para empresas que possuem alto índice de inadimplência. 
A opção pelo Regime de Caixa servirá exclusivamente para a apuração da base de cálculo mensal, aplicando-
se o Regime de Competência para as demais finalidades, especialmente, para determinação dos limites e 
sublimites, bem como para determinação da alíquota efetiva a ser aplicada sobre a receita bruta recebida no 
mês. 
Ou seja, para efeito da determinação da receita bruta dos últimos 12 meses considera-se a receita auferida 
na competência e não a efetivamente recebida. 
A opção pelo regime de caixa ou competência se dá (não é possível alterar a opção): 
I - novembro de cada ano-calendário, com efeitos para o ano-calendário subsequente, na hipótese de ME ou 
EPP já optante pelo Simples Nacional; 
 
II - dezembro, com efeitos para o ano-calendário subsequente, na hipótese de ME ou EPP em início de 
atividade, com efeitos da opção pelo Simples Nacional no mês de dezembro; 
III - início dos efeitos da opção pelo Simples Nacional, nas demais hipóteses, com efeitos para o próprio ano-
calendário. 
A empresa que optar por tributar as suas receitas à medida do recebimento, deverá observar que: 
- nas prestações de serviços ou operações com mercadorias com valores a receber a prazo, a parcela não 
vencida deverá obrigatoriamente integrar a base de cálculo dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional 
até o último mês do ano-calendário subsequente àquele em que tenha ocorrido a respectiva prestação de 
serviço ou operação com mercadorias; 
- a receita auferida e ainda não recebida deverá integrar a base de cálculo dos tributos abrangidos pelo 
Simples Nacional, na hipótese de: 
a) encerramento de atividade, no mês em que ocorrer o evento; 
b) retorno ao Regime de Competência, no último mês de vigência do Regime de Caixa; 
c) exclusão do Simples Nacional, no mês anterior ao dos efeitos da exclusão. 
A empresa optante pelo regime de caixa deverá manter um registro dos valores a receber (Anexo IX CGSN 
140/2018), contendo no mínimo as seguintes informações: 
I - número e data de emissão de cada documento fiscal; 
II - valor da operação ou prestação; 
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LUANA TREVISANIII - quantidade e valor de cada parcela, bem como a data dos respectivos vencimentos; 
IV - a data de recebimento e o valor recebido; 
V - saldo a receber; 
VI - créditos considerados não mais cobráveis. 
 
Fica dispensado o registro dos valores a receber em relação às prestações e operações realizadas por meio 
de administradoras de cartões, inclusive de crédito (Anexar os extratos emitidos pelas administradoras 
relativos às vendas e aos créditos respectivos). 
A adoção do Regime de Caixa pela ME ou EPP não a desobriga de manter em boa ordem e guarda os 
documentos e livros previstos na Resolução CGSN 140/2018, inclusive com a discriminação completa de toda 
a sua movimentação financeira e bancária, constante do Livro Caixa, exceto quando a empresa manter 
escrituração contábil. 
A ME ou a EPP deverá apresentar à administração tributária, quando solicitados, os documentos que 
comprovem a efetiva cobrança dos créditos considerados não mais cobráveis. São considerados meios de 
cobrança: 
- notificação extrajudicial; 
- protesto; 
- cobrança judicial; 
- registro do débito em cadastro de proteção ao crédito. 
 
Caso a ME ou EPP optante pelo regime de caixa descumpra qualquer requisito para a permanência, será 
obrigada a recalcular os tributos devidos pelo regime de competência em relação aos anos em que for 
desconfigurada a condição de optante pelo regime de caixa. 
O recálculo será acrescido de multa e juros, de acordo com a receita auferida no regime de competência. 
 
12. ENCERRAMENTO 
Chegamos ao final desse módulo, esperamos ter iluminado os caminhos por onde transitam as estratégias 
eficazes para uma gestão tributária inteligente e sustentável. A jornada tributária de cada empresa é única, 
repleta de desafios e oportunidades que exigem não apenas compreensão, mas também ação proativa e 
informada. 
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Ao longo das páginas, desdobramos os véus que cobrem os regimes tributários disponíveis no Brasil, suas 
peculiaridades, vantagens e desvantagens, destacando a importância vital de uma escolha bem 
fundamentada. Demonstramos como um planejamento tributário adequado pode não apenas evitar riscos e 
sanções legais, mas também abrir portas para economias significativas e, por consequência, contribuir para a 
saúde financeira e o crescimento do seu negócio. 
É importante lembrar que o planejamento tributário não é um exercício estático, mas um processo dinâmico 
que deve ser constantemente revisado e adaptado às mudanças nas leis, na economia e nas próprias 
operações da empresa. A legislação tributária, com sua complexidade e frequente mutabilidade, exige 
atenção contínua e uma disposição para se adaptar e aprender. 
Incentivamos a busca contínua por conhecimento e a colaboração com profissionais qualificados, sejam 
contadores, advogados tributaristas ou consultores financeiros, que possam oferecer orientação 
personalizada e atualizada, assegurando que sua empresa não apenas cumpra com suas obrigações fiscais, 
mas também otimize sua carga tributária dentro da legalidade. 
 
Que este e-book sirva como um farol, iluminando sua trajetória rumo a um planejamento tributário mais 
eficaz e estratégico. Que as estratégias aqui discutidas inspirem a busca por uma gestão fiscal que contribua 
para o fortalecimento e sucesso do seu empreendimento. 
Agradecemos sua companhia nesta jornada de descoberta e aprendizado. Que o caminho à frente seja de 
prosperidade, com decisões tributárias inteligentes pavimentando o caminho para o sucesso duradouro do 
seu negócio. 
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Patricia de Souza Timoteo - fiscal@suzantur.com.br - IP: 177.188.182.235assegurar que estão no regime mais adequado às suas operações e 
objetivos de negócio. 
 
4. Não aproveitamento de créditos fiscais 
A relação entre o planejamento tributário e o não aproveitamento de créditos fiscais destaca um aspecto 
crucial na gestão fiscal de qualquer empresa: a oportunidade perdida de economia tributária. Os créditos 
fiscais representam valores que podem ser abatidos do total de impostos a pagar, surgindo de impostos 
previamente pagos nas etapas de compra de insumos, produção ou comercialização. A falta de um 
planejamento tributário eficiente pode resultar na não identificação ou no aproveitamento inadequado 
desses créditos, impactando diretamente a carga tributária e a saúde financeira da empresa. 
 
5. Desconhecimento de benefícios fiscais 
Os benefícios fiscais são incentivos oferecidos pelo governo, que podem reduzir o montante de tributos a 
pagar ou proporcionar vantagens econômicas por meio de créditos fiscais, isenções, reduções de alíquotas, 
entre outros. Esses incentivos são criados para fomentar atividades econômicas específicas, promover o 
desenvolvimento regional, incentivar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ou apoiar setores 
estratégicos para a economia. 
O planejamento tributário eficaz envolve a identificação precisa dos benefícios fiscais aplicáveis à atividade 
da empresa. Isso requer um conhecimento aprofundado da legislação tributária e das regulamentações 
específicas de cada jurisdição onde a empresa opera. Por meio do planejamento, é possível mapear os 
incentivos disponíveis e avaliar sua aplicabilidade ao contexto específico da empresa, assegurando o 
aproveitamento de todos os benefícios fiscais relevantes. 
Os benefícios fiscais podem influenciar significativamente as decisões estratégicas e de investimento de uma 
empresa. Por exemplo, incentivos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento podem tornar viável 
financeiramente a inovação de produtos. Da mesma forma, benefícios regionais, como reduções de 
impostos para empresas que se instalam em determinadas áreas, podem afetar decisões sobre localização 
de novas unidades ou expansão das operações. 
O planejamento tributário e os benefícios fiscais estão profundamente interligados, com o planejamento 
atuando como ferramenta essencial para garantir que as empresas aproveitem integralmente os incentivos 
fiscais disponíveis, contribuindo para a redução da carga tributária global e o aumento da competitividade e 
sustentabilidade financeira. 
 
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Estes indicativos destacam a importância de um planejamento tributário proativo e contínuo como parte 
integrante da estratégia de negócios, visando maximizar a eficiência fiscal, garantir conformidade e apoiar o 
crescimento sustentável da empresa. 
 
2.5 Passo a passo para um planejamento tributário eficaz 
Realizar um planejamento tributário eficaz é crucial para otimizar a carga tributária de uma empresa, 
garantindo que ela opere de maneira legal e econômica. Aqui está um passo a passo detalhado para 
estruturar um planejamento tributário eficaz: 
 
1. Análise detalhada da atividade 
A análise detalhada da atividade empresarial permite entender profundamente todos os aspectos do 
negócio, incluindo suas operações, estrutura organizacional, fluxo de caixa, e modelo de receita. Este 
entendimento é crucial para identificar as obrigações tributárias corretas e as oportunidades de otimização 
fiscal. 
Cada tipo de atividade empresarial está sujeita a diferentes tributos, que podem variar conforme o regime 
tributário escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real, etc.), a localização da empresa e as 
particularidades das operações. A análise detalhada ajuda a identificar exatamente quais tributos são 
aplicáveis ao negócio. 
 
2. Estudo da legislação aplicável 
O estudo da legislação aplicável é um componente crítico na execução do planejamento tributário, atuando 
como um alicerce para a identificação de oportunidades de otimização fiscal e garantindo a conformidade 
com as normas vigentes. A importância deste estudo se manifesta em vários aspectos: 
 
Conformidade Legal: O primeiro passo para qualquer planejamento tributário eficaz é assegurar que a 
empresa esteja em total conformidade com a legislação tributária vigente. O conhecimento detalhado das 
leis, regulamentos, normas e procedimentos fiscais é essencial para evitar riscos legais, incluindo multas, 
penalidades e outros custos associados à não conformidade. 
 
Identificação de Oportunidades de Economia Fiscal: A legislação tributária é complexa e em constante 
mudança. Um estudo aprofundado permite às empresas identificar oportunidades legítimas de economia 
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fiscal, como incentivos fiscais, benefícios fiscais regionais, regimes tributários especiais e outras nuances 
legais que podem ser aplicadas para reduzir a carga tributária. 
 
Prevenção de Litígios Tributários: Um entendimento sólido da legislação aplicável minimiza o risco de 
disputas com as autoridades fiscais. Quando as empresas estão bem informadas sobre suas obrigações legais 
e os direitos que possuem, elas podem tomar decisões que evitam áreas cinzentas da lei que poderiam levar 
a litígios dispendiosos. 
 
Planejamento Estratégico e Tomada de Decisão: O estudo da legislação tributária influencia a tomada de 
decisões estratégicas, como a escolha do regime tributário mais vantajoso, a estruturação de operações de 
maneira fiscalmente eficiente e a realização de investimentos ou expansões de negócios. Essas decisões são 
fundamentadas na compreensão de como a legislação afeta as atividades da empresa. 
 
Adaptação a Mudanças na Legislação: As leis tributárias estão sujeitas a frequentes alterações, que podem 
ser motivadas por mudanças políticas, econômicas ou sociais. O estudo contínuo da legislação permite às 
empresas adaptar-se rapidamente a essas mudanças, aproveitando novas oportunidades de economia fiscal 
ou ajustando-se para manter a conformidade. 
 
Competitividade no Mercado: Empresas que efetivamente gerenciam sua carga tributária através de um 
planejamento tributário fundamentado no estudo aprofundado da legislação podem ganhar uma vantagem 
competitiva. A economia de custos resultante pode ser reinvestida no negócio, melhorando produtos, 
serviços ou expandindo operações. 
 
Responsabilidade Corporativa: Além de cumprir com suas obrigações legais, as empresas devem considerar 
o impacto de suas estratégias tributárias na reputação corporativa e na responsabilidade social. Um 
planejamento tributário ético e transparente, baseado em um conhecimento sólido da legislação, reforça a 
imagem positiva da empresa perante stakeholders, incluindo clientes, parceiros de negócios e a sociedade 
como um todo. 
 
Em resumo, o estudo da legislação aplicável é fundamental para qualquer estratégia de planejamento 
tributário. Ele não só garante a conformidade e a eficiência fiscal, mas também suporta a tomada de 
decisões estratégicas informadas que podem levar a uma vantagem competitiva sustentável. 
 
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3. Identificação da melhor localização geográfica 
A localização geográfica de uma empresa desempenha um papel crucial no planejamento tributário, 
influenciando diretamente a carga tributária, os incentivos fiscais disponíveis, e as estratégias de otimização 
fiscal. A importância da localização geográfica pode ser observada em vários aspectos: 
 
Regime Tributário Diferenciado: Em muitos países, incluindo o Brasil, existem regimes tributários especiais 
aplicáveis a determinadas regiões geográficas. Por exemplo, zonas de livre comércio, áreas de 
desenvolvimento econômico e regiões com incentivos para atraçãode investimentos podem oferecer 
condições fiscais mais favoráveis, como alíquotas reduzidas, isenções ou benefícios fiscais específicos. 
 
Obrigações Tributárias Estaduais e Municipais: A carga tributária e as obrigações fiscais podem variar 
significativamente entre diferentes estados e municípios. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços), ISS (Imposto Sobre Serviços) e outros tributos locais têm alíquotas e regulamentações que 
dependem da legislação estadual e municipal. A escolha da localização pode afetar diretamente a eficiência 
tributária de uma empresa. 
 
Incentivos Fiscais Regionais: Governos estaduais e municipais frequentemente oferecem incentivos fiscais 
para atrair investimentos que promovam o desenvolvimento econômico local, a criação de empregos e a 
diversificação industrial. Esses incentivos podem incluir reduções de impostos, isenções fiscais, subsídios 
diretos ou indiretos e outras vantagens econômicas. Empresas que realizam um planejamento tributário 
eficaz consideram esses incentivos ao decidir sobre a localização de novas operações, fábricas ou escritórios. 
 
Logística e Cadeia de Suprimentos: A localização geográfica também influencia a logística e a cadeia de 
suprimentos de uma empresa, o que, por sua vez, pode afetar a eficiência tributária. A proximidade com 
fornecedores, clientes e mercados, bem como a infraestrutura de transporte disponível, pode reduzir custos 
operacionais e, indiretamente, impactar as estratégias de planejamento tributário. 
 
Planejamento Internacional: Para empresas que operam em múltiplos países, a localização geográfica é um 
fator chave no planejamento tributário internacional. A escolha de estabelecer operações em países com 
regimes fiscais mais favoráveis (por vezes referidos como paraísos fiscais) pode ser uma estratégia para 
minimizar a carga tributária global. No entanto, essas estratégias devem ser cuidadosamente avaliadas para 
garantir conformidade com as leis fiscais internacionais e evitar riscos reputacionais. 
 
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Conformidade e Complexidade Regulatória: A complexidade da legislação tributária e os requisitos de 
conformidade podem variar significativamente dependendo da localização. Empresas devem estar cientes 
das exigências regulatórias locais e da capacidade de cumprir com essas obrigações para evitar penalidades e 
garantir uma gestão fiscal eficiente. 
 
Portanto, a localização geográfica é um fator determinante no planejamento tributário, afetando desde a 
escolha do local para novas operações até a estratégia fiscal global da empresa. Um planejamento 
cuidadoso, que considere os benefícios, obrigações e riscos associados a diferentes localizações geográficas, 
pode resultar em economias significativas de impostos e em uma vantagem competitiva no mercado. 
 
4. Levantamento de dados contábeis e societários 
O levantamento de dados contábeis e societários é essencial para o planejamento tributário eficaz, 
oferecendo a base necessária para a tomada de decisões estratégicas informadas e a otimização da carga 
tributária. Este processo não só garante conformidade com as normas fiscais, mas também revela 
oportunidades de economia tributária. A importância deste levantamento pode ser detalhada nos seguintes 
pontos: 
 
Base para Análise Tributária: Dados contábeis e societários fornecem uma visão clara da situação financeira, 
patrimonial e operacional da empresa. Essas informações são cruciais para identificar a incidência tributária 
correta sobre as operações, bem como para estruturar adequadamente o planejamento tributário em 
conformidade com a legislação vigente. 
 
Identificação de Oportunidades de Economia: Através do levantamento e análise detalhada desses dados, é 
possível identificar oportunidades legítimas de economia tributária, como créditos fiscais não aproveitados, 
incentivos fiscais aplicáveis e estruturas de negócio mais eficientes do ponto de vista fiscal. 
 
Conformidade Fiscal e Redução de Riscos: Dados precisos e atualizados permitem que a empresa cumpra 
suas obrigações fiscais de forma precisa, evitando erros nas declarações e pagamentos que poderiam 
resultar em multas, penalidades e juros. Isso também inclui a correta classificação de receitas, custos, 
despesas e a correta aplicação das alíquotas tributárias. 
 
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Tomada de Decisões Estratégicas: Informações contábeis e societárias são fundamentais para a tomada de 
decisões estratégicas, como fusões, aquisições, reestruturações societárias e expansão de negócios. Essas 
decisões devem considerar os impactos tributários para maximizar a eficiência fiscal. 
 
Adequação ao Regime Tributário: O levantamento de dados ajuda a determinar o regime tributário mais 
adequado para a empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real, etc.), considerando fatores como 
faturamento, atividades operacionais e estrutura de custos. A escolha do regime tributário correto pode 
levar a uma significativa economia de impostos. 
 
Preparação para Fiscalizações: Ter dados contábeis e societários bem organizados e facilmente acessíveis 
prepara a empresa para eventuais fiscalizações pelos órgãos tributários, demonstrando transparência e 
conformidade com a legislação. 
 
Planejamento Sucessório e Patrimonial: Em empresas familiares ou de propriedade compartilhada, o 
levantamento desses dados é crucial para o planejamento sucessório e patrimonial, assegurando a 
transferência eficiente de ativos e a minimização de incidência tributária sobre heranças ou doações. 
 
Internacionalização da Empresa: Para empresas que operam ou planejam operar em múltiplas jurisdições, o 
levantamento de dados contábeis e societários é fundamental para entender as implicações tributárias em 
diferentes países, permitindo um planejamento tributário internacional eficaz. 
 
Em suma, o levantamento de dados contábeis e societários é uma etapa crítica do planejamento tributário, 
fornecendo as informações necessárias para a gestão eficiente da carga tributária, a conformidade legal e a 
sustentação de decisões estratégicas que impactam diretamente a lucratividade e a viabilidade da empresa. 
 
5. Simulação dos Regimes Tributários 
A simulação dos regimes tributários é uma prática fundamental no processo de planejamento tributário, 
permitindo às empresas avaliar qual regime oferece a maior eficiência fiscal de acordo com suas operações, 
estrutura de custos e projeções de receita. No Brasil, por exemplo, as principais opções de regime tributário 
incluem o Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um desses regimes tem regras específicas, 
alíquotas e formas de tributação que podem impactar significativamente a carga tributária da empresa. A 
simulação desses regimes envolve várias etapas importantes: 
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Coleta de Dados: O primeiro passo é a coleta detalhada de dados financeiros e operacionais da empresa, 
incluindo faturamento, custos, despesas, estrutura societária e projeções de crescimento. Esses dados 
servem como base para a simulação. 
 
Análise das Características do Negócio: Entender as características específicas do negócio é crucial, pois 
diferentes regimes tributários podem ser mais vantajosos dependendo da natureza da operação, do setor de 
atuação, do tamanho da empresa e de outras variáveis estratégicas. 
 
Simulação Financeira: Utilizando os dados coletados, realiza-se uma simulação financeira para cada regime 
tributário. Isso envolve o cálculo da carga tributária sob cada regime, considerando todas as taxas aplicáveis, 
deduções permitidas, créditos fiscais e quaisquer outros fatores relevantes. 
 
Comparação de Regimes: Após a simulação, compara-seo impacto de cada regime tributário sobre a carga 
tributária total da empresa. Este passo ajuda a identificar qual regime oferece a menor carga tributária, 
maximizando a eficiência fiscal. 
 
Consideração de Fatores Não Financeiros: Além dos aspectos financeiros, é importante considerar fatores 
não financeiros, como a complexidade administrativa de cada regime, os requisitos de conformidade e a 
flexibilidade operacional. Algumas vezes, um regime com uma carga tributária ligeiramente maior pode ser 
preferível devido à simplicidade administrativa ou a benefícios estratégicos de longo prazo. 
 
Decisão Estratégica: A escolha do regime tributário é uma decisão estratégica que deve levar em conta os 
resultados da simulação, bem como os objetivos de longo prazo da empresa e as expectativas do mercado. A 
decisão deve ser revisada periodicamente, pois mudanças nas operações da empresa ou na legislação 
tributária podem tornar outro regime mais vantajoso. 
 
Planejamento Contínuo: A simulação dos regimes tributários não é um exercício único. Empresas dinâmicas 
devem realizar essas simulações regularmente ou sempre que ocorrerem mudanças significativas em suas 
operações, estrutura ou na legislação, para garantir que estejam sempre operando sob o regime mais 
vantajoso. 
 
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Em resumo, a simulação dos regimes tributários é uma ferramenta valiosa no planejamento tributário, 
permitindo às empresas otimizar sua carga tributária e, por consequência, melhorar sua competitividade e 
rentabilidade. Ao considerar todas as variáveis e realizar simulações cuidadosas, as empresas podem tomar 
decisões informadas que suportem seus objetivos de negócio de maneira eficaz. 
 
3. FINALIDADE DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 
O planejamento tributário visa otimizar a carga tributária de uma empresa ou indivíduo, assegurando o 
cumprimento de todas as obrigações fiscais de maneira eficiente e estratégica. Sua finalidade abrange vários 
aspectos cruciais para a gestão financeira e operacional, detalhados a seguir: 
 
Minimização Legal da Carga Tributária (Elisão Fiscal): A principal finalidade do planejamento tributário é 
reduzir legalmente a quantidade de impostos a serem pagos. Isso é feito através da identificação de regimes 
tributários mais favoráveis, aproveitamento de incentivos fiscais, deduções permitidas, e outras estratégias 
que estejam em conformidade com a legislação. 
 
Conformidade com a Legislação Fiscal: Uma parte essencial do planejamento tributário é garantir que a 
empresa ou indivíduo esteja em total conformidade com as leis, regulamentos e procedimentos fiscais 
vigentes. Isso minimiza o risco de enfrentar disputas legais, multas, penalidades e outras consequências do 
não cumprimento. 
 
Gestão Eficiente do Fluxo de Caixa: Ao otimizar a carga tributária, o planejamento tributário ajuda a 
melhorar o fluxo de caixa das empresas, permitindo uma alocação mais eficiente de recursos financeiros. 
Isso pode resultar em mais investimentos em áreas críticas do negócio, como expansão, desenvolvimento de 
produtos e aumento da competitividade no mercado. 
 
Tomada de Decisões Estratégicas: O planejamento tributário fornece informações valiosas que auxiliam na 
tomada de decisões estratégicas, como a escolha da estrutura societária mais adequada, a localização de 
novas operações ou a melhor forma de realizar uma expansão internacional. 
 
Redução de Riscos Legais e Financeiros: Uma estratégia tributária bem planejada reduz os riscos associados à 
gestão fiscal, incluindo o risco de litígios com autoridades fiscais e o impacto financeiro de decisões 
tributárias desfavoráveis. 
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Aproveitamento de Incentivos Fiscais: O planejamento tributário permite que empresas e indivíduos se 
beneficiem de incentivos fiscais disponíveis, que são oferecidos para estimular investimentos em certos 
setores, regiões ou atividades econômicas. 
 
Planejamento Sucessório e Patrimonial: Para indivíduos e empresas familiares, o planejamento tributário 
também envolve estratégias para a transmissão de patrimônio e sucessão empresarial de maneira eficiente 
do ponto de vista fiscal, minimizando a incidência de impostos sobre heranças e doações. 
 
Adaptação a Mudanças Legislativas: A legislação tributária está em constante mudança. O planejamento 
tributário ajuda a adaptar as estratégias fiscais às novas leis e regulamentações, garantindo que as práticas 
tributárias permaneçam otimizadas e em conformidade. 
 
Em resumo, a finalidade do planejamento tributário é garantir que todas as decisões fiscais sejam tomadas 
de forma a maximizar a eficiência econômica, minimizar a carga tributária dentro dos limites da lei e apoiar 
os objetivos estratégicos de longo prazo da empresa ou indivíduo. 
 
3.1 Elisão Fiscal 
Elisão fiscal refere-se ao conjunto de estratégias legais e planejadas que são empregadas para minimizar a 
carga tributária de uma empresa ou indivíduo. Diferentemente da evasão fiscal, que envolve práticas ilegais 
para evitar o pagamento de impostos, a elisão fiscal opera dentro dos limites da lei, aproveitando-se de 
brechas legais, incentivos fiscais, e diferentes interpretações da legislação tributária para reduzir o montante 
de tributos a ser pago. 
As técnicas de elisão fiscal podem incluir a escolha de estruturas societárias específicas, a alocação 
estratégica de ativos e receitas entre diferentes jurisdições com regimes fiscais mais favoráveis, e a utilização 
de acordos de dupla tributação para evitar a dupla incidência fiscal sobre a mesma renda em mais de um 
país. Outros exemplos comuns incluem a definição do regime tributário mais vantajoso (como Simples 
Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, no caso do Brasil), a realização de investimentos em áreas que 
gozam de incentivos fiscais e a reestruturação de operações empresariais para maximizar a eficiência fiscal. 
A elisão fiscal é uma prática comum e aceita, desde que as estratégias utilizadas não transgridam a lei. 
Contudo, é importante notar que a linha entre a elisão (legal) e a evasão (ilegal) pode ser tênue, e o uso de 
determinadas estratégias de elisão pode atrair escrutínio por parte das autoridades fiscais. Assim, empresas 
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e indivíduos devem assegurar-se de que suas práticas de planejamento tributário sejam não apenas eficazes, 
mas também transparentes e em conformidade com a legislação vigente. 
 
3.2 Diferenças entre Elisão e Evasão Fiscal 
Elisão e evasão fiscal são conceitos que frequentemente geram confusão, mas eles representam práticas 
muito distintas no contexto tributário, com implicações legais completamente diferentes. Abaixo, algumas 
diferenças práticas entre elisão e evasão fiscal ilustram claramente essas distinções: 
 
1. Legalidade: 
- Elisão Fiscal: Refere-se a estratégias legais para reduzir a carga tributária, aproveitando-se de brechas 
legais, incentivos fiscais, e diferentes regimes tributários de forma proativa e dentro da lei. 
- Evasão Fiscal: Envolve práticas ilegais para escapar do pagamento de impostos devidos, como a omissão de 
receitas, a falsificação de documentos ou a realização de transações fantasmas. 
 
2. Temporalidade: 
- Elisão Fiscal: Geralmente ocorre antes da ocorrência do fato gerador do imposto, como parte do 
planejamento tributário. 
- Evasão Fiscal: Ocorre após o fato gerador do imposto, tentando esconder ou alterar informações para 
reduzir o imposto devido. 
 
3. Transparência: 
- Elisão Fiscal: As operações são transparentes e podem ser claramente reportadas às autoridades fiscais, 
uma vez que não há intenção de ocultar atividades, receitas ou ativos. 
- Evasão Fiscal: Envolve a ocultação de informaçõesou a manipulação de dados para evitar a detecção por 
parte das autoridades fiscais. 
 
4. Instrumentos e Métodos: 
- Elisão Fiscal: Utiliza instrumentos legais, como a escolha de regimes tributários específicos, reestruturação 
societária, e investimentos em áreas com incentivos fiscais. 
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- Evasão Fiscal: Emprega métodos ilícitos, como a subfaturação de vendas, super faturamento de despesas, 
ou a manutenção de duas contabilidades. 
 
5. Consequências: 
- Elisão Fiscal: Quando feita corretamente, não acarreta penalidades legais, sendo uma prática aceita e até 
incentivada sob certas condições. 
- Evasão Fiscal: Sujeita o infrator a penalidades severas, incluindo multas, juros, processo administrativo ou 
criminal, e até prisão, dependendo da gravidade do caso. 
 
6. Percepção Pública e Ética: 
- Elisão Fiscal: Embora legal, algumas estratégias de elisão podem ser vistas como eticamente questionáveis, 
especialmente quando resultam em uma redução significativa dos impostos devidos por grandes 
corporações ou indivíduos ricos, levantando debates sobre equidade fiscal. 
- Evasão Fiscal: É universalmente considerada antiética e prejudicial ao tecido social, pois implica em não 
contribuir justamente para as receitas públicas, afetando a distribuição de recursos e serviços públicos. 
 
A compreensão dessas diferenças é crucial para empresas e indivíduos que buscam otimizar sua carga 
tributária de forma responsável, assegurando-se de operar dentro dos limites da lei e manter uma boa 
reputação perante as autoridades fiscais e a sociedade. 
 
3.3 Abuso de forma 
O abuso de forma no planejamento tributário refere-se a uma prática em que os contribuintes utilizam 
estruturas ou transações legais de maneira artificial ou fraudulenta para obter benefícios fiscais que não 
condizem com a substância econômica da operação. Em outras palavras, o contribuinte busca explorar 
brechas legais ou utilizar estratégias que, embora tecnicamente dentro da lei, vão contra os princípios de 
justiça fiscal ou a intenção original da legislação tributária. 
Por exemplo, suponha que uma empresa deseje reduzir sua carga tributária. Ela pode estruturar uma série 
de transações entre suas subsidiárias, como empréstimos intercompanhia ou transferências de propriedade 
intelectual, de modo a reduzir artificialmente seus lucros tributáveis em um determinado país. Essas 
transações podem ser legais, mas se forem realizadas apenas com o propósito de reduzir impostos, sem uma 
justificativa comercial ou econômica válida, podem ser consideradas abuso de forma. 
 
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As autoridades fiscais geralmente têm o poder de contestar essas estratégias e reclassificar as transações de 
acordo com sua substância econômica real, em vez de sua forma legal. Isso pode resultar na aplicação de 
penalidades fiscais e no pagamento de impostos adicionais. 
É importante ressaltar que nem todo planejamento tributário é considerado abusivo. Muitas empresas e 
indivíduos buscam estruturar suas operações de forma eficiente dentro dos limites da lei para minimizar sua 
carga tributária. No entanto, é crucial garantir que essas estratégias estejam em conformidade com os 
princípios fiscais e não violem a substância econômica das transações. 
 
4. LUCRO REAL 
O regime tributário Lucro Real é um dos regimes vigentes no Brasil. Consiste na apuração do efetivo Lucro 
Real (lucro tributável) para efeito de tributação do IRPJ e CSLL. 
Pode-se dizer que este regime, quando bem utilizado, serve para redução da carga tributária, contudo, exige 
maior controle pelo contribuinte. 
 
CONDIÇÕES 
Limite faturamento: obrigatório acima de 78mi; 
Porte: Todos; 
Atividades Permitidas: Todas, e algumas obrigam a tributação no LR (Lei 9.718/98, art. 14); 
Opção: primeiro recolhimento de IRPJ do ano com Darf de IRPJ Lucro Real; 
Base de cálculo: Lucro ajustado (Receitas – Custos – Despesas); 
Tributação: IRPJ, CSLL, Pis, Cofins, ISS, IPI, ICMS, CPP, RAT, Terceiros, etc; 
Recolhimento: IR/CS (mensal ou trimestral) – Pis/Cofins (mensal) 
Obrigação acessória mensal: DCTF, EFD-Contribuições, EFD ICMS/IPI, EFD-Reinf; 
Obrigação acessória anual: ECD (Escrituração Contábil Digital)/ ECF (Escrituração Contábil Fiscal). 
 
4.1 Obrigatoriedade ao Lucro Real 
Deverão optar pelo Lucro Real as pessoas jurídicas (Lei nº 9.718/1998, art. 14): 
a) cuja receita total no ano-calendário anterior tenha sido superior a R$ 78.000.000,00 ou a R$ 6.500.000,00 
multiplicado pelo número de meses em atividade no ano calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) 
meses (Até 31.12.2013 o limite era de R$48.000.000,00 ou proporcional); 
b) cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, 
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 
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sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, 
empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de 
capitalização e entidades de previdência privada aberta; 
c) que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior; 
d) que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução 
do imposto; 
e) que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na 
forma do art. 2° da Lei n° 9.430, de 1996; 
f) que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, 
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de 
direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring); 
g) que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio. 
Acrescentado pela Lei n° 12.249/2010 (DOU de 14.06.2010), efeitos a partir de 16.12.2009 
OBS: As pessoas jurídicas não obrigadas a apuração pelo Lucro Real poderão optar. (RIR/2018, art. 257, §1º) 
 
Qual receita deve ser levada em consideração para compor o limite de 78MI? 
-Receitas da própria atividade (venda de bens e serviços); 
-Operações em conta alheia (comissões pela intermediação de negócios); 
-Ganhos de capital; 
-Rendimentos e Ganhos líquidos em operações financeiras (renda fixa e variável) e participações societárias 
(Ajuste MEP e Dividendos); 
-JCP (Juros sobre o Capital Próprio); 
-Custos e despesas recuperados que representem ingresso de novas receitas; 
-Multas e vantagens em virtude de rescisão de contrato. 
 
Se a PJ ultrapassa 78MI no curso do ano calendário precisará tributar imediatamente pelo Lucro Real? 
Não, tendo em vista que o limite para a obrigatoriedade é verificado em relação à receita bruta total do ano-
calendário anterior. 
Contudo, automaticamente, estará obrigada à apuração do lucro real no ano-calendário subsequente, 
independentemente do valor da receita bruta que irá auferir naquele ano. 
Em quais hipóteses a PJ precisará tributar imediatamente pelo Lucro Real no decorrer do AC de opção? 
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-Se estava obrigada a opção pelo Lucro Real nas hipóteses previstas no art. 14 da Lei nº 9.718/1998; 
-Ter auferido Lucros, Rendimentos ou Ganhos de Capital auferidos no exterior. 
(ADI no 5, de 31-10-01) 
 
O que significa “lucros, Rendimentos ou Ganhos de Capital” no exterior? 
Lucros – Para que a PJ domiciliada no Brasil aufira Lucros, deverá possuir participação societária em empresa 
estrangeira. 
Rendimentos – Remuneração a determinadotipo de investimento em que não se dá através de lucros, tais 
como: rendimento de aplicação financeira (fixa ou variável), mercados mobiliários, JCP ou semelhante no 
exterior. 
Ganhos de Capital – Decorrente da alienação de investimento no exterior. 
(Instrução Normativa SRF nº 213/2002) 
 
PORTANTO: 
A obrigatoriedade de tributação pelo Lucro Real não se aplica à pessoa jurídica que auferir receita da 
exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior. 
Não se considera prestação direta de serviços a realizada no exterior por intermédio de filiais, sucursais, 
agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que 
lhes sejam assemelhadas. 
(ADI no 5, de 31-10-01) 
 
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 24 de 03 de Fevereiro de 2009 
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ 
EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. SUCURSAL NO EXTERIOR. OPÇÃO. Desde que atendidos todos os 
pressupostos legais, a pessoa jurídica que possui sucursal no exterior pode optar pelo lucro presumido. No 
entanto, se, após ter exercido a opção, incorrer na situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real 
por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o Imposto 
sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ sob o regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir, inclusive, 
do trimestre da ocorrência do fato. 
 
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4.2 Opção 
A opção é manifestada com o pagamento do primeiro DARF de IRPJ do período de apuração, com o código 
de receita pertinente ao Lucro Real, seja trimestral ou anual (por estimativa mensal). 
Não existe hipótese de alteração de regime por opção e elaboração de REDARF. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 3º) 
 
4.2.1 Códigos de Receita 
O ADE (Ato Declaratório Executivo) nº 36/2014 dispõe que os códigos de receita devem ser consultados no 
site da Receita Federal. 
http://www31.receita.fazenda.gov.br/ConsultaReceita/inicial.asp 
Estimativa mensal/ Ajuste anual 
a) Obrigadas ao Lucro Real (entidades não financeiras): 
IRPJ 
Estimativa – 2362 
Ajuste – 2430 
CSLL 
Estimativa – 2484 
Ajuste – 6773 
b) Obrigadas ao Lucro Real (entidades financeiras): 
IRPJ 
Estimativa – 2319 
Ajuste – 2390 
CSLL 
Estimativa – 2469 
Ajuste – 6758 
c) Optantes pelo Lucro Real: 
IRPJ 
Estimativa – 5993 
Ajuste – 2456 
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CSLL 
Estimativa – 2484 
Ajuste – 6773 
Trimestral 
a) Obrigadas ao Lucro Real (entidades não financeiras): 
IRPJ - 0220 
CSLL - 6012 
b) Obrigadas ao Lucro Real (entidades financeiras): 
IRPJ - 1599 
CSLL – 2030 
c) Optantes pelo Lucro Real: 
IRPJ - 3373 
CSLL – 6012 
 
4.3 Períodos de apuração 
O IRPJ e a CSLL com base no lucro real poderão ser determinados: 
- por períodos de apuração trimestrais, encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de 
dezembro de cada ano-calendário (Lucro Real). 
- anualmente, através de estimativas mensais (presunção sobre a receita bruta) ou levantamento de 
balancete de suspensão ou redução (Lucro Real). 
Nos casos de extinção, incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será 
efetuada na data do evento. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 1º e 2º) 
 
4.3.1 Apuração anual 
O regime de apuração anual por estimativas mensais com base na receita bruta ou por balancete de 
redução/suspensão tem por característica ser uma forma de antecipação mensal de IRPJ/CSLL devido no 
ano, resultando, portanto, em cálculos provisórios cujos recolhimentos serão ajustados com o IRPJ/CSLL 
apurados no encerramento do período-base, normalmente em 31 de dezembro. 
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Uma vez exercida a opção pelo pagamento mensal do imposto calculado por estimativa mensal ou por 
balancete de redução/suspensão, o contribuinte deverá apurar o Lucro Real em 31 de dezembro do 
respectivo ano-calendário. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, arts. 32 e 47) 
 
4.3.2 Apuração trimestral 
No lucro real trimestral a apuração é efetuada com base no Lucro Real ajustado no trimestre (Lucro Líquido 
do período ajustado pelas adições, exclusões e compensações). 
Os recolhimentos definitivos, ou seja, não estarão sujeitos a ajustes no encerramento do ano-calendário. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 1º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 55) 
 
4.4 Base de cálculo 
No Lucro Real, a base de cálculo do IRPJ e CSLL é determinada pelo Lucro Líquido ajustado com as exclusões 
e adições previstas na legislação, sempre quando a empresa apura o IRPJ e a CSLL trimestralmente ou 
quando levanta balancete de redução/suspensão. 
Somente no Lucro Real Anual é possível apurar o IRPJ e a CSLL com base nas estimativas mensais sobre a 
receita bruta, sendo obrigatória a apuração do Lucro Real efetivo no final do período. 
 
4.4.1 Estimativa mensal com base na receita bruta 
A determinação do IRPJ e CSLL é semelhante a tributação pelo Lucro Presumido, pois utilizar-se-á uma 
alíquota predeterminada na legislação para a apuração da base de cálculo dos tributos, conhecida como 
“percentual de presunção”. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 32) 
 
Para o cálculo efetuado pela estimativa mensal com base na receita bruta, deve-se observar primeiramente 
o conceito de receita bruta, atualmente estabelecido no art. 12 do Decreto Lei nº 1.598/1977: 
“Art. 12. A receita bruta compreende: 
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II - o preço da prestação de serviços em geral; 
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e 
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IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III.” 
Exemplo item IV: reembolso de despesas, coeficientes de contrato, juros de venda a prazo, dentre outros 
inerentes a receita bruta. 
 
A receita líquida será a receita bruta diminuída de (art. 12, §1º do Decreto Lei nº 1.598/1977): 
I - devoluções e vendas canceladas; 
II - descontos concedidos incondicionalmente; 
III - tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos 
bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. 
 
As receitas de venda a prazo, quando houver efeito relevante no reconhecimento, devem ser reconhecidas 
na contabilidade pelo valor presente, isto é, sem levar em consideração os efeitos dos juros no tempo, 
contabilizando este efeito como redução da receita a receber. 
D – Clientes (AC) – Pelo valor total cobrado 
D – Clientes (ANC) 
C – AVP – Juros Ativos (AC) – Pelos juros “embutido” na venda 
C – AVP – Juros Ativos (ANC) 
Para efeitos tributários, a receita deve ser tributada pelo valor TOTAL, não sendo permitido deduzir os juros 
“embutido” na venda. 
OBS: No mês em que os juros forem reconhecidos no resultado não devem ser computados na receita bruta. 
D - AVP – Juros Ativos (AC) 
C – Juros Ativos – Receita Financeira (CR) 
(art. 12, §5º do Decreto Lei nº 1.598/1977; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 39, §§1º e 2º) 
 
A base de cálculo do IRPJ e da CSLL por estimativa com base na receita bruta será o montante determinado 
pela soma das seguintes parcelas: 
((Receita bruta (-) deduções) x percentual de presunção relativo a atividade) 
+ 
Demais receitas 
(Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, arts. 32 a 41) 
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As demais receitas a serem adicionadas à base de cálculo obtida estão previstas na Instrução Normativa RFB 
nº 1.700/2017, art. 39: 
- os ganhos decapital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em sociedades 
coligadas e controladas e de participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o 
término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições; 
- os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsas de valores, de mercadorias e 
de futuros ou no mercado de balcão organizado; 
- a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica, deduzida dos 
encargos necessários à sua percepção; 
- os juros equivalentes à taxa referencial do Selic para títulos federais relativos a impostos e contribuições a 
serem restituídos ou compensados; 
- os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas ou entre pessoa 
jurídica e pessoa física; 
- as receitas financeiras decorrentes das variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do 
contribuinte, em função de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual; 
- os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e direitos; 
- a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a título 
de devolução de patrimônio, e o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos entregues para a formação 
do referido patrimônio. 
 
O ganho decorrente da avaliação a valor justo de ativos não integrará a base de cálculo do IRPJ e CSLL 
estimados, porém, se integrar, quando da venda do respectivo ativo, a pessoa jurídica poderá considerar o 
respectivo valor atualizado (justo) para fins de apuração do ganho de capital. 
 
Previsão no art. 41 da Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017: 
“Art. 41. O ganho decorrente de avaliação de ativo ou passivo com base no valor justo não integrará as bases 
de cálculo estimadas no período de apuração: 
I - relativo à avaliação com base no valor justo caso seja registrado diretamente em conta de receita; ou 
II - em que seja reclassificado como receita caso seja inicialmente registrado em conta de patrimônio líquido. 
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§ 1° Na apuração dos ganhos a que se refere o art. 39 o aumento ou redução no valor do ativo registrado em 
contrapartida a ganho ou perda decorrente de sua avaliação com base no valor justo não será considerado 
como parte integrante do valor contábil. 
§ 2° O disposto no § 1° não se aplica caso o ganho relativo ao aumento no valor do ativo tenha sido 
anteriormente computado na base de cálculo do tributo.” 
 
Alguns valores não integram a base de cálculo estimada do IRPJ e da CSLL, conforme previsão no art. 40 da 
Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017: 
“Art. 40. Ressalvado o disposto no inciso I do parágrafo único do art. 36 (exclusões específicas para 
instituições financeiras ou equiparadas), não integram as bases de cálculo de que tratam os arts. 33, 34 e 39: 
I - as receitas provenientes de atividade incentivada, na proporção do benefício de isenção ou redução do 
tributo a que a pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real ou resultado 
ajustado fizer jus; 
 
II - as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas; 
 
III - a reversão de saldo de provisões, exceto as mencionadas nos incisos I a IV do art. 70; 
 
NOTA: A redução ou isenção do IRPJ concedidos a atividades incentivadas (SUDAM, SUDENE, 
PROUNI, dentre outros) que por sua vez é contabilizada como espécie de subvenção, não 
integrará a base de cálculo, visto se tratar de um próprio incentivo ao imposto, sendo 
incoerente a adição na base de cálculo estimada. 
 
NOTA: Neste caso considera-se que já houve a tributação do crédito, portanto, uma vez 
recuperado não deve ser novamente tributado. 
 
NOTA: Reversões que devem integrar a base de cálculo estimada (Instrução Normativa RFB nº 
1.700/2017, art. 70, I a IV): 
I - técnicas das companhias de seguro e de capitalização, das entidades de previdência privada 
complementar e das operadoras de planos de assistência à saúde, quando constituídas por 
exigência da legislação especial a elas aplicável; 
II - para perdas de estoques de livros de que trata o art. 8° da Lei n° 10.753, de 30 de outubro 
de 2003; 
III - para o pagamento de férias de empregados; e 
IV - para o pagamento de décimo-terceiro salário de empregados. 
 
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IV - os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias não avaliadas pelo método da 
equivalência patrimonial, em empresas domiciliadas no Brasil; 
 
V - os lucros, rendimentos e ganhos de capital decorrentes de participações societárias em empresas 
domiciliadas no exterior; 
 
VI - as parcelas referentes aos ajustes de preços de transferência; 
 
VII - a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial; 
 
VIII - O ganho proveniente de compra vantajosa de que trata o § 9° do art. 178, que integrará as bases de 
cálculo estimadas no mês em que houver a alienação ou baixa do investimento; e 
IX - as receitas de subvenções para investimento de que trata o art. 198 e as receitas relativas a prêmios na 
emissão de debêntures de que trata o art. 199, desde que os registros nas respectivas reservas de lucros 
sejam efetuados até 31 de dezembro do ano em curso, salvo nos casos de apuração de prejuízo previstos no 
§ 3° do art. 198 e no § 3° do art. 199. 
§ 1° Os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda fixa e de renda variável 
não integrarão a base de cálculo estimada do IRPJ. 
 
NOTA: Lucros recebidos de empresas domiciliadas no Brasil são isentos conforme prevê o art. 
10 da Lei nº 9.249/1995. 
NOTA: A tributação ocorrerá somente no ajuste anual. 
NOTA: A tributação ocorrerá somente no ajuste anual. 
NOTA: O aumento do investimento originado pelo resultado positivo da equivalência 
patrimonial não deve afetar o resultado tributável. (Decreto Lei nº 1.598/1977, art. 23) 
NOTA: Os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda fixa ou 
variável somente integração a base estimada quando não sofrerem retenção na fonte ou não 
tenha sido recolhido imposto de renda sobre o ganho em separado. 
OBS: Neste caso os rendimentos e ganhos líquidos integram a base de cálculo da CSLL, por 
não estar sujeita a retenção e pagamento sobre o ganho. 
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§ 2° Os rendimentos e ganhos a que se refere o § 1° serão considerados na determinação da base de cálculo 
estimada do IRPJ quando não houverem sido submetidos à incidência na fonte ou ao recolhimento mensal 
previstos nas regras específicas de tributação a que estão sujeitos. 
§ 3° Os juros sobre o capital próprio auferidos não integrarão a base de cálculo estimada do IRPJ.” 
 
 
Os percentuais de presunção a serem aplicados sobre a (receita bruta – deduções) estão previstos na Lei nº 
9.249/1995, art. 15 e 20 e na Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, arts. 33 e 34. 
 
ATIVIDADE IRPJ CSLL 
% 120mil % 
Venda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo e 
álcool, GLP e gás natural veicular 
1,6 - 12,0 
Venda de Lubrificantes 8,0 - 12,0 
Venda de Mercadorias 8,0 - 12,0 
Venda de produtos industrializados 8,0 - 12,0 
Industrialização por Encomenda 8,0 - 12,0 
Atividade Rural 8,0 - 12,0 
Sobre a receita bruta dos serviços hospitalares e de auxílio 
diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia 
patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e 
patologias clínicas. 
8,0 - 12,0 
Serviços de Fisioterapia (art. 29, Lei 11.727/2008) 8,0 - 12,0 
Construção por administração ou por empreitada unicamente de 
mão de obra ou aplicação parcial de materiais 
32,0 16,0 32,0Construção civil, na modalidade total, fornecendo o empreiteiro 
todos os materiais indispensáveis à sua execução 
8,0 - 12,0 
Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda de 
imóveis construídos ou adquiridos para revenda 
8,0 - 12,0 
Serviços de transporte de cargas 8,0 - 12,0 
Serviços de transporte de passageiros 16,0 - 12,0 
Intermediação de negócios, inclusive corretagem (seguros, 
imóveis, dentre outros) e as de representação comercial 
32,0 16,0 32,0 
NOTA ECONET: Os juros sobre o capital próprio (JCP) somente integrarão a base de cálculo do 
IRPJ e CSLL quando o contribuinte levantar balancete de suspensão/ redução. 
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http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/08/lei_11727.php
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Administração, locação ou cessão de bens imóveis, e móveis. 32,0 16,0 32,0 
Prestadoras de serviços relativos ao exercício de profissões 
legalmente regulamentada 
É profissão legalmente regulamentada aquela cujo exercício 
tenha sido reconhecido e regulamentado por lei ou decreto 
federal. 
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/regulamentacao.jsf 
(Parecer Normativo CST nº 15 de 21/09/1983, item 4.1; Solução 
de Consulta COSIT nº 200/2015) 
32,0 - 32,0 
 
4.5 Lucro Real 
Lucro real é o lucro líquido do período de apuração, antes do IRPJ e da CSLL, ajustado pelas adições, 
exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal. 
Esta apuração é realizada no Lalur (Livro de Apuração do Lucro Real) e no Lacs (Livro de Apuração da 
Contribuição Social). 
Sendo assim, o lucro real pode ser representado da seguinte maneira: 
 
 
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No Lucro Real, a base de cálculo do IRPJ e CSLL é determinada pelo Lucro Líquido ajustado com as exclusões 
e adições previstas na legislação, sempre quando a empresa apura o IRPJ e a CSLL trimestralmente ou 
quando levanta balancete de redução/suspensão. 
 
4.5.1 Balancete de Redução ou Suspensão 
A apuração do IRPJ e CSLL com base em balancetes de redução/suspensão pode ocorrer durante o ano. 
Nesta forma de apuração do IRPJ e CSLL leva-se em consideração o lucro líquido do período em curso, 
apurado com observância das disposições contidas nas leis comerciais e fiscais e ajustado com as exclusões e 
adições ao Lucro Real previstas na legislação. 
Neste caso é obrigatório: 
1º apurar o Lucro Líquido do período de apuração em curso com observância das disposições da lei 
comercial; 
2º escriturar o Lalur (Livro de Apuração do Lucro Real) e o Lacs (Livro de Apuração da Contribuição Social) em 
cada mês que apurar o IRPJ e CSLL desta forma; 
3º ajustar o Lucro Real em 31/12; 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Decreto Lei nº 1.598/1977, art. 7º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 
47) 
 
Balancete de Redução 
Consiste em dizer que o IRPJ e CSLL serão recolhidos sobre o Lucro Real (Lucro Líquido Ajustado) do período 
em curso (01.01.XXXX até o último dia do mês a que se referir o balanço ou balancete). 
Neste caso o IRPJ e CSLL calculados desta forma serão inferiores àqueles apurados na estimativa com base 
na receita bruta para a competência de referência. 
A seguinte comparação deve ser realizada (exemplo competência 10/20XX): 
a) IRPJ devido no cálculo por estimativa com base na receita bruta da competência 10/20XX: R$20.000,00; 
e 
b) IRPJ apurado pelo balancete (01/20XX a 10/20XX): R$145.000,00 
(-) IRPJ pago nas estimativas anteriores (01/20XX a 09/20XX): R$130.000,00 
(=) IRPJ devido após o desconto das estimativas recolhidas anteriormente: R$15.000,00 
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Neste caso, em troca do recolhimento de R$20.000,00, o contribuinte poderá recolher o valor do IRPJ 
apurado pelo balancete diminuída as estimativas já recolhidas, neste caso R$15.000,00. 
OBS: A adoção do recolhimento pelo balancete de redução se aplica tanto para o IRPJ quanto para a CSLL. 
No próximo mês, a pessoa jurídica pode optar por recolher o tributo com base na estimativa da receita bruta 
ou apurar novo balancete, devendo efetuar todo o cálculo novamente, como se não houvesse efetuado no 
mês anterior. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 47) 
 
Balancete de Suspensão 
Neste caso o IRPJ e a CSLL recolhidos até o mês anterior a que se referir o balanço ou balancete são 
superiores àqueles apurados sobre o Lucro Real (Lucro Líquido Ajustado) do período em curso (01.01.XXXX 
até o último dia do mês a que se referir o balanço ou balancete). 
A seguinte comparação deve ser realizada (exemplo competência 10/20XX): 
IRPJ apurado pelo balancete (01/20XX a 10/20XX): R$125.000,00 
(-) IRPJ pago nas estimativas anteriores (01/20XX a 09/20XX): R$130.000,00 
(=) IRPJ devido após o desconto das estimativas recolhidas anteriormente: (R$5.000,00) 
Neste caso, o contribuinte poderá suspender o recolhimento para a referida competência, pois os valores já 
recolhidos são suficientes para cobrir o valor apurado pelo balancete. 
OBS: A adoção do recolhimento pelo balancete se aplica tanto para o IRPJ quanto para a CSLL. 
No próximo mês, a pessoa jurídica pode optar por recolher o tributo com base na estimativa da receita bruta 
ou apurar novo balancete, devendo efetuar todo o cálculo novamente, como se não houvesse efetuado no 
mês anterior. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, art. 47) 
 
Exemplo de cálculo anual com estimativas mensais sobre a receita bruta e balancete de redução: 
IR + CS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 
ESTIMATIVA 20 20 20 20 20 20 30 30 30 30 30 30 
REAL ACUM 15 40 65 80 90 85 100 140 170 200 210 250 
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OPÇÃO BL EST EST EST BL BL BL EST EST EST BL EST 
VL REC 15 20 20 20 15 - 10 30 30 30 20 30 
VL REC ACUM 15 35 55 75 90 90 100 130 160 190 210 240 
 
4.5.2 Ajuste anual 
O regime de apuração anual por estimativas mensais com base na receita bruta ou por balancete de 
redução/suspensão tem por característica ser uma forma de antecipação mensal de IRPJ/CSLL devido no 
ano, resultando, portanto, em cálculos provisórios cujos recolhimentos serão ajustados com o IRPJ/CSLL 
apurados no encerramento do período-base, normalmente em 31 de dezembro. 
Uma vez exercida a opção pelo pagamento mensal do imposto calculado por estimativa mensal ou por 
balancete de redução/suspensão, o contribuinte deverá apurar o Lucro Real em 31 de dezembro do 
respectivo ano-calendário. 
(Lei nº 9.430/1996, art. 2º; Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017, arts. 32 e 47) 
O saldo do imposto de renda apurado em 31 de dezembro do ano-calendário: 
a) será pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano subsequente. O saldo do imposto 
deve ser acrescido de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia 
(Selic), para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir de 1º de fevereiro do ano subsequente até o 
último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento; 
b) pode ser compensado com o imposto de renda devido a partir do mês de janeiro do ano-calendário 
subsequente ao do encerramento do período de apuração, assegurada a alternativa de requerer a 
restituição, observando-se o seguinte: 
b.1) os valores pagos, nos vencimentos estipulados na legislação específica, com base na receita bruta e 
acréscimos ou em balanço ou balancete de suspensão ou redução nos meses de janeiro a novembro, que 
excederem ao valor devido anualmente, devem ser atualizados pelos juros equivalentes à taxa referencial do 
Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para Títulos Federais, acumulada mensalmente, a partir de 
1º janeiro do ano-calendário subsequente àquele que se referir

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