Prévia do material em texto
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE: UM DESAFIO À SAÚDE COLETIVA E AMBIENTAL INTRODUÇÃO OBJETIVO REFERÊNCIAS Bruna Michelle de Souza Bitencourt, Lucas Martins Milhomem, Nicole Sophie Soares Gaia. METODOLOGIA CONCLUSÃO RESULTADOS E DISCUSSÃO O crescimento da atividade hospitalar, aliado ao avanço das práticas médico-veterinárias e humanas, tem contribuído significativamente para o aumento da geração de resíduos provenientes dos serviços de saúde. Conhecidos como resíduos de serviços de saúde (RSS), esses materiais abrangem desde restos biológicos até produtos químicos, perfurocortantes e medicamentos vencidos ou contaminados (BRASIL, 2004; ANVISA, 2018). Quando manejados de forma inadequada, representam um grave risco à saúde pública e ao meio ambiente, uma vez que podem conter agentes patogênicos capazes de causar doenças infecciosas, intoxicações e surtos epidemiológicos (LIMA et al., 2020). O presente trabalho tem como objetivo analisar os impactos do descarte inadequado de resíduos hospitalares na saúde pública, saúde animal e no meio ambiente, destacando os principais riscos sanitários e ecológicos associados a essa prática. Além disso, busca-se refletir sobre a importância do gerenciamento correto desses resíduos, à luz do conceito de Saúde Única (One Health), e sobre a aplicação efetiva das normas regulatórias vigentes, propondo estratégias que contribuam para a mitigação dos danos à coletividade. Este trabalho é baseado em revisões bibliográficas de caráter qualitativo, realizada por meio da análise de artigos científicos, dissertações, relatórios técnicos e legislações publicadas entre os anos de 2015 e 2024. As fontes foram levantadas nas bases de dados SciELO, Google Scholar, PubMed e em repositórios institucionais. Os critérios de seleção incluíram publicações que abordam o descarte de resíduos de serviços de saúde e seus efeitos sobre a saúde humana, animal e ambiental. Os dados foram organizados de modo a evidenciar as práticas de manejo inadequado, suas repercussões intersetoriais e os desafios enfrentados na implementação de estratégias seguras e sustentáveis. O descarte inadequado de resíduos hospitalares configura-se como uma ameaça significativa à saúde pública, ao meio ambiente e à saúde animal, refletindo a urgência de ações efetivas e integradas para seu controle. A persistência dessa prática, mesmo diante de legislações específicas e diretrizes normativas bem estabelecidas, evidencia lacunas na fiscalização, na capacitação dos profissionais e na aplicação do conceito de Saúde Única (One Health). A análise bibliográfica demonstrou que a negligência na gestão desses resíduos amplia os riscos de disseminação de doenças, contaminação ambiental e exposição de animais a agentes patogênicos. Diante disso, torna-se essencial o fortalecimento das políticas públicas, o investimento em educação ambiental e o engajamento intersetorial para a construção de um sistema de gerenciamento de resíduos eficiente, seguro e sustentável, que considere a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental. A análise bibliográfica evidenciou que o descarte inadequado de resíduos de serviços de saúde (RSS) permanece uma prática recorrente em diversas regiões do Brasil, especialmente em áreas com infraestrutura precária e fiscalização insuficiente. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2020, cerca de 290 mil toneladas de RSS foram coletadas nos municípios brasileiros. No entanto, dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) indicam que apenas 14% das prefeituras tratam adequadamente esses resíduos, enquanto 74% dos municípios depositam "lixo hospitalar" a céu aberto. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Brasília: MS, 2004. DESTEFANI, C. A. et al. A importância da abordagem One Health na gestão dos resíduos hospitalares. Revista Brasileira de Ciências Ambientais, v. 59, n. 1, p. 34–45, 2022. 1 image1.png image2.png