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Avaliação e Monitoramento na APS

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Pesquisa, Avaliação e 
Qualidade na APS 
 
MÓDULO VI
AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO NA APS
Disciplina 13
Brasília (DF) 
2026
Disciplina 13
Pesquisa, Avaliação e 
Qualidade na APS 
2026 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C. Camargo Cancer Center.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total 
desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional da Oferta de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde 
pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br
Tiragem: 1ª edição – 2026 – versão 
eletrônica
Elaboração, distribuição e 
informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde - SAPS
Esplanada dos Ministérios Bloco G, 
Edifício Sede
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
CONSELHO NACIONAL DE 
SECRETARIAS
MUNICIPAIS DE SAÚDE - 
CONASEMS
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, 
Anexo B, Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
A.C CAMARGO CANCER CENTER
R. Prof. Antônio Prudente, 211 – 
Liberdade
CEP: 01509-010 - São Paulo/SP - 
Brasil
Colaboração:
Wesley de Sousa Moura - SAPS/MS
Designer educacional:
Alexandra da Silva Gusmão - CONASEMS
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone - CONASEMS
Diagramação e projeto gráfico:
Luciana Monteiro Campello - CONASEMS
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems
Imagens:
Freepik
Revisão:
Renata Pires - CONASEMS
Coordenação-geral:
Ana Cláudia Cardozo Chaves - SAPS/MS
Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas - 
SAPS/MS
Ana Paula Neves Marques de Pinho - A.C. 
Camargo
Cristiane Martins Pantaleão - CONASEMS
Hisham Mohamad Hamida - CONASEMS
Mauro Junqueira - CONASEMS
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Verônica Savatin Wottrich - CONASEMS
Organização:
Núcleo Pedagógico do CONASEMS
Coordenação técnica e pedagógica:
Beatriz Zocal da Silva - SAPS/MS
Danylo Santos Silva Vilaça - SAPS/MS
Jacirene Gonçalves Lima Franco - SAPS/MS
Kelly Cristina Santana - CONASEMS
Maria da Penha Marques Sapata - 
CONASEMS
Marta de Sousa Lima - CONASEMS 
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Soane Cristina Almeida dos Santos - 
CONASEMS
Thais Coutinho de Oliveira - SAPS/MS
Elaboração de conteúdo:
Brígida Gimenez Carvalho
João Felipe Marques da Silva
Revisão técnica de conteúdo:
Beatriz Zocal da Silva - SAPS/MS
Jacirene Gonçalves Lima Franco - SAPS/MS
Maria da Penha Marques Sapata - 
CONASEMS
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Soane Cristina Almeida dos Santos - 
CONASEMS
Thais Coutinho de Oliveira - SAPS/MS
COMO NAVEGAR NESTE 
E-BOOK
Antes de iniciar a leitura do material, veja, 
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Iniciamos o Módulo VI – Avaliação e Monitoramento na APS – 
com a disciplina 13: Pesquisa, Avaliação e Qualidade na Atenção 
Primária à Saúde.
Conforme abordado na disciplina 1, a APS ocupa um papel 
estratégico no Sistema Único de Saúde (SUS), atuando como 
coordenadora do cuidado e ordenadora da Rede de Atenção à 
Saúde. Esse papel é fundamental para assegurar a oferta de uma 
assistência universal, integral e equânime em todo o país.
Nesta disciplina, nosso foco central será compreender a relevância 
da pesquisa e da produção de conhecimento como ferramentas 
indispensáveis ao fortalecimento da APS e, consequentemente, de 
todo o SUS. 
BEM-VINDO!
Abordaremos, também, a importância da qualidade na APS, com 
foco nos indicadores voltados para o desenvolvimento de planos 
de cuidado no território, além das ferramentas de monitoramento e 
avaliação do cuidado. 
Esses três temas possibilitarão produzir importantes reflexões 
sobre o acesso e a qualidade do cuidado, bem como sobre a 
mensuração do impacto dos serviços prestados. Esse conjunto de 
conhecimentos fundamenta tomadas de decisão qualificadas, 
oferecendo suporte a gestores e profissionais de saúde na 
implementação de políticas, programas e práticas assistenciais 
alinhadas à realidade local, com o objetivo de elevar efetivamente 
o padrão do cuidado prestado aos usuários. 
49
 
Bons estudos!
Recomenda-se estudar este material com atenção. Consulte-o 
sempre que necessário! 
Assista à teleaula, realize a leitura da aula interativa e explore os 
materiais complementares disponibilizados. Realize as atividades 
propostas para consolidar e validar o conhecimento adquirido.
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
ABRASCO | Associação Brasileira de Saúde Coletiva
AMQ | Avaliação para Melhoria da Qualidade 
APS | Atenção Primária à Saúde
AVA| Ambiente Virtual de Aprendizagem
CGM | Coeficiente Geral de Mortalidade 
CMI | Coeficiente de Mortalidade Infantil 
CNES | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CONASEMS | Conselho Nacional de Secretarias Municipais de 
Saúde
DATASUS | Departamento de Informação e Informática do SUS
eAP | Equipe de Atenção Primária
eAPP | Equipe de Atenção Primária Prisional
eCR | Equipe de Consultório na Rua 
eMulti | Equipes Multiprofissionais
eSF | Equipe de Saúde da Família
ESF | Estratégia Saúde da Família 
HPV | Papilomavírus Humano
IBGE | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IC | Intervalo de Confiança
IVIS | Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde
OR | Odds Ratio ( Razão de Chances)
PMAQ-AB | Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da 
Atenção Básica
PPSUS | Programa de Pesquisa para o SUS
PROESF | Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da 
Família
REDE APS | Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde
RMM | Razão de Mortalidade Materna
SCNES | Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de 
Saúde
SIA | Sistema de Informação Ambulatorial
SIAB | Sistema de Informações da Atenção Básica
SIAPS | Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde
SIH | Sistema de Informação Hospitalar
SIOPS | Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em 
Saúde
SISPACTO | Pacto dos Indicadores da Atenção Básica 
SUS | Sistema Único de Saúde
TMI | Taxa de Mortalidade Infantil 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 01
Pirâmide da evidência
59
FIGURA 02
Dados, indicadores, informação e conhecimento
70
FIGURA 03
Dinâmica do ciclo para gerar informações e ações 
em saúde
71
FIGURA 04
Componentes de qualidade da APS
88
FIGURA 05
Opções de acesso ao sistema Tabnet
115
FIGURA 06
Opção Assistência à saúde selecionada no sistema 
Tabnet
116
FIGURA 07
Opção Produção Hospitalar (SIH/SUS) no sistema Tabnet
116
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 08
Opções linha, coluna, conteúdo, períodos e seleções 
disponíveis no sistema Tabnet
FIGURA 09
Opções ordenar os dados pelo valor da coluna, exibir 
linhas zeradas, formatos, mostrar tabulação e limpar 
tabulação disponíveis no sistema Tabnet
FIGURA 10
Painel de bordo – IVIS
FIGURA 11
Painel e-SUS APS
FIGURA 12
Sala de situação do município de Fortaleza 
FIGURA 13
Painel CONASEMS 
117
119
125
126
127
128
LISTA DE QUADROS E TABELAS
QUADRO 01
Classificação dos métodos de pesquisa segundo a 
natureza da pesquisa
33
QUADRO 02
Classificação dos tipos de pesquisa segundo os objetivos 
pretendidos
38
QUADRO 03
Técnicas para obtenção de dados em pesquisas 
qualitativas e quantitativas
49
QUADRO 04
Diferença entre o monitoramento e a avaliação
98
QUADRO 05
Sugestão de questões orientadoras para a discussão com 
aampliado e sua lógica, alterada, passando a focar na qualidade 
do cuidado, e não mais na quantidade de procedimentos. São 15 
os indicadores monitorados no Componente de Qualidade, 
sendo sete vinculados à Estratégia Saúde da Família, seis às 
equipes de Saúde Bucal na APS e dois às equipes 
Multiprofissionais na APS, como já ilustrado anteriormente.
100
Criação do Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da 
Família (Proesf), que oportunizou a investigação de questões 
relacionadas à qualidade da atenção em grandes centros 
urbanos.
Alteração na denominação da Avaliação para Melhoria da 
Qualidade (AMQ) para Programa de Melhoria do Acesso e da 
Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), com o objetivo de 
induzir a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade da AB, 
por meio de processos de monitoramento e avaliação internos e 
externos e de repasses financeiros a municípios, de acordo com o 
desempenho das equipes.
Por que monitorar e 
avaliar o cuidado na APS?
Identificar fragilidades e dificuldades. 
Identificar o impacto das ações no cuidado e na 
qualidade de vida das pessoas atendidas na APS.
Retroalimentar o planejamento. 
Tomar decisões oportunas.
Melhorar a qualidade do cuidado na APS.
No caso do componente Qualidade na APS, os dados referentes 
aos atendimentos realizados pelos profissionais da APS e 
inseridos no sistema e-SUS vão produzir os indicadores. 
101
17102
Mensalmente
Quadrimestre
O MS disponibilizará no Sistema de Informação para 
a Atenção Primária à Saúde (Siaps) os resultados 
dos indicadores, para fins de monitoramento do 
gestor e das equipes/profissionais, podendo ser 
utilizados no planejamento e no acompanhamento da 
execução das boas práticas de cuidado em saúde.
Ao final do quadrimestre, esses indicadores serão 
avaliados e pontuados, calculados pela média dos 
meses, para fins de avaliação e cofinanciamento 
federal. Na avaliação quadrimestral dos indicadores, 
será divulgado o detalhamento do resultado e a 
classificação (ótimo, bom, suficiente e regular) da 
equipe.
Se você tiver interesse em conhecer a fórmula de 
cálculo dos indicadores, consulte a Nota Técnica nº 
6/2025-DEAPS/SAPS/MS.
Se você tiver interesse em conhecer a fórmula de cálculo dos 
indicadores, consulte a Nota Técnica nº 
6/2025-DEAPS/SAPS/MS. Para isso, clique aqui ou 
escaneie o QR Code.
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NT_06-2025_cvat-6a5e06dd9db348ec560999f7839da273.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NT_06-2025_cvat-6a5e06dd9db348ec560999f7839da273.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NT_06-2025_cvat-6a5e06dd9db348ec560999f7839da273.pdf
Para além dos indicadores já definidos pelo MS, gestores e 
equipes da APS podem e devem, ao analisar a realidade, revisitar 
o Plano Municipal de Saúde e os problemas priorizados nesse 
instrumento, bem como outros instrumentos de planejamento que 
a equipe tiver elaborado. 
A partir daí, é possível definir as condições, as doenças e os 
agravos mais prevalentes no território sob sua responsabilidade 
que devem ser monitorados.
AGORA É
COM VOCÊ!
103
Como essa definição deve passar por uma análise 
coletiva, que tal discutir essas questões em uma 
reunião da equipe e, posteriormente, apresentá-las 
ao Conselho de Saúde?
117
1 Quais problemas de saúde (condições, doenças e agravos) 
devem ser priorizados e monitorados? 
2. Existem metas a serem alcançadas?
3. Quais indicadores existem para monitorar os problemas 
priorizados? 
4. Quais os padrões ou parâmetros a serem utilizados? 
5. Quais os possíveis usos para esse monitoramento e 
avaliação?
Quadro 05 ─ Sugestão de questões orientadoras para a discussão 
com a equipe
Fonte: Adaptado de Souza et al, 2022, p. 49.
Depois de discutidas as condições, doenças e agravos a serem 
monitorados, se a equipe tiver dificuldade na identificação dos 
indicadores mais adequados a serem utilizados no acompanhamento, o 
quadro 06 apresenta questões e exemplos que podem auxiliar nesse 
processo.
104
105
Quadro 06 ─ Questões-chave orientadoras para a definição dos 
indicadores a serem utilizados no monitoramento e na avaliação do 
cuidado
- O desempenho dos 
serviços de saúde quanto a 
acesso, efetividade, 
eficiência, respeito ao direito 
das pessoas, aceitabilidade, 
continuidade, adequação e 
segurança.
- As condições de saúde da 
população quanto à 
morbidade, ao estado 
funcional, ao bem-estar e à 
mortalidade.
Exemplos:
• Identificar os territórios com maior 
número de idosos ou populações em 
situação de vulnerabilidade.
• Comparar a oferta de consultas 
médicas entre as diferentes equipes 
do mesmo município.
• Levantar a incidência de sífilis 
congênita em diferentes 
bairros/distritos.
2) Será medido em que universo espacial?
Nesse ponto, deve-se 
identificar a abrangência 
geográfica da unidade de 
análise do indicador.
Exemplos:
• Microáreas dos agentes 
comunitários de saúde.
• Territórios das equipes de Saúde 
da Família.
• Todo o município.
• Município em comparação aos 
demais da região de saúde ou 
estado.
(continua)
1) O que será medido/monitorado?
106
3) Qual o público-alvo? 
A ação ou o agravo que eu 
quero monitorar é para toda 
a população ou é 
direcionada ou encontrada 
em algum grupo 
populacional específico?
Exemplos:
• Mulheres de 25 a 64 anos para o 
rastreamento de lesões precursoras 
no colo do útero.
• Gestantes.
• Crianças e adolescentes de 9 a 14 
anos.
4) Quais dados estão disponíveis?
Nesse ponto, deve-se 
identificar quais dados já se 
possui, onde encontrá-los e 
se há outros que precisam 
ser levantados.
Exemplos:
• Relatórios do e-SUS.
• Relatórios consolidados do 
SISAB/SIAPS.
• Fichas, prontuários e diários das 
equipes.
• Dados sobre nascidos vivos ou 
sobre mortalidade.
(continua)
107
5) Qual a cobertura e a qualidade dos dados?
A alimentação regular e 
completa dos sistemas de 
informação nacionais é 
imprescindível para que os 
dados estejam disponíveis 
para análise. Isso envolve 
também os sistemas 
voltados à gestão, como o 
do Cadastro Nacional de 
Estabelecimentos de Saúde 
(SCNES) e de Orçamentos 
Públicos (SIOPS). Os 
sistemas nacionais de 
informação são a principal 
fonte de dados para 
avaliações estaduais e 
federais, bem como para 
estudos científicos. Essas 
informações permitem 
comparar o desempenho ou 
a frequência de um agravo 
entre os municípios.
Exemplos:
• Todas as equipes possuem os 
mesmos dados sobre sua produção, 
cadastros e situação de saúde de 
seu território (cobertura)?
• Comparar a oferta de consultas 
médicas entre as diferentes equipes 
do mesmo município.
• Todas as equipes seguem um 
padrão no registro dos dados de 
forma oportuna e qualificada?
(continua)
6) Quais tipos de medida podem ser adotados? 
Os dados levantados devem 
ser relacionados para 
compor um indicador. A 
escolha da forma como um 
indicador será composto se 
relaciona com o que se quer 
medir. Números absolutos 
podem ser utilizados em 
eventos de baixa frequência, 
como os óbitos maternos em 
um território. No entanto, 
apresentam limitações no 
estabelecimento de 
comparações. Por esse 
motivo, recorre-se a 
proporções, razões ou taxas.
Exemplos:
• Proporção de gestantes com 
realização de exames para sífilis e 
HIV.
• Razão de exames citopatológicos 
do colo do útero em mulheres de 25 
a 64 anos na população residente 
em determinado local e a população 
da mesma faixa etária.
• Coeficiente de mortalidade infantil.
• Cobertura vacinal de adolescentes 
contra HPV.
7) Quais são os limites dos dados/indicadores?
Compreender os limites que os indicadores apresentam é um 
aspecto fundamental para evitar análises precipitadas.
Recomenda-se a elaboração de uma lista que apresente os limites 
dos indicadores, bem como suas potencialidades.
Para essa identificação, é necessário revisitar os passos anteriores, 
a fim de apontar os aspectos que apresentam maiorfragilidade.
108
Fonte: Carvalho et al, 2023, p. 50.
(conclusão)
E como ter acesso aos dados e processá-los de maneira que 
contribuam com o monitoramento e a avaliação pelos 
gestores/equipes e trabalhadores da APS?
109
Apresentaremos, a seguir, duas estratégias:
01 Tabnet
Levantamento de dados
02 Painéis de Bordo ou Sala 
de Situação
Monitoramento
O Tabnet é uma ferramenta on-line 
que possibilita aos profissionais da 
saúde pública o acesso a informações 
epidemiológicas, sanitárias e de 
morbimortalidade, com a tabulação 
de dados e a construção de séries 
históricas para a tomada de decisão 
baseada em evidência.
Essa ferramenta é disponibilizada pelo Departamento de 
Informação e Informática do SUS (DATASUS), por meio de 
informações que podem servir para subsidiar análises objetivas de 
determinada situação sanitária.
O que é o 
sistema Tabnet?
O Tabnet permite a tabulação e a 
análise rápida de grandes volumes de 
dados públicos de saúde, organizando 
esses dados em tabelas, gráficos e 
mapas para apoiar o planejamento e a 
gestão. 
110
Ele possibilita cruzar diversas variáveis (como dados 
epidemiológicos, de assistência, financeiros e socioeconômicos) e 
exportar os resultados para outras planilhas, sendo um recurso 
fundamental para gestores, pesquisadores e profissionais de 
saúde (Brasil, 2012). 
Você já acessou o 
Tabnet?
V
O
C
Ê 
SA
B
IA
?
A mensuração do estado de saúde da população 
é uma tradição em saúde pública. 
Teve seu início com o registro sistemático de dados 
de mortalidade e de sobrevivência (estatísticas 
vitais – mortalidade e nascidos vivos). 
Com os avanços no controle das doenças 
infecciosas (informações epidemiológicas e 
morbidade) e com a melhor compreensão do 
conceito de saúde e de seus determinantes 
populacionais, a análise da situação sanitária 
passou a incorporar outras dimensões do estado 
de saúde.
Dados de morbidade, incapacidade, acesso a 
serviços, qualidade da atenção, condições de vida e 
fatores ambientais passaram a ser métricas 
utilizadas na construção de indicadores de saúde, 
que se traduzem em informação relevante para a 
quantificação e a avaliação das informações em 
saúde.
111
V
O
C
Ê 
SA
B
IA
?
No Tabnet (Brasil, 2020), os profissionais 
encontram informações sobre:
assistência à saúde da população; 
produção da rede assistencial 
(hospitalares e ambulatoriais); 
cadastro dos estabelecimentos de saúde;
recursos financeiros e informações 
demográficas e socioeconômicas.
Além disso, na seção de saúde suplementar, são 
apresentados links para as páginas de informações 
da Agência Nacional de Saúde Suplementar 
(ANS).
Fonte: Adaptado de Brasil, 2020.
112
As principais características e funções do Tabnet são: 
38
Acesso on-line: permite consultas de qualquer lugar 
sem a necessidade de baixar o sistema TabWin e as 
demais bases de dados no computador. 
Tabulação de dados: organiza dados de sistemas como 
SIH/SUS (Sistema de Informação Hospitalar) e SIA/SUS 
(Sistema de Informação Ambulatorial) em tabelas.
Visualização: permite gerar tabelas, gráficos e mapas 
para facilitar a interpretação dos dados. 
Também possui uma interface de formulário HTML 
(FORM) para seleção de variáveis e períodos e 
exportação de dados para formatos csv ou TabWin, 
para análises mais aprofundadas.
113
Ana, enfermeira da eSF, desejava coletar dados relacionados ao 
número e ao valor total das internações hospitalares do seu 
estado de residência na última competência disponível no sistema. 
VAMOS APRESENTAR 
UM EXEMPLO PRÁTICO
27
Para acesso ao Tabnet, Ana digitou: 
https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude
-tabnet/, 
114
https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
Após o acesso, a profissional encontrou as seguintes opções:
► Indicadores de saúde e pactuações
► Assistência à saúde 
► Epidemiológicas e de morbidade
► Rede assistencial
► Estatísticas vitais
► Demográficas e socioeconômicas
► Inquéritos e pesquisas
► Saúde Suplementar (ANS)
► Informações financeiras
► Estatísticas de acesso ao TABNET
Figura 05 ─ Opções de acesso ao sistema Tabnet
Fonte: Brasil, 2020.
Na página inicial do sistema, Ana deve agora 
selecionar o campo que contém, de forma mais 
específica, a informação que deseja buscar, seguida 
de sua unidade da federação.
115
► Indicadores de saúde e pactuações
Figura 06 ─ Opção Assistência à saúde selecionada no sistema 
Tabnet
Fonte: Brasil, 2020.
120
Nesse caso, a opção selecionada é a seção 
“Assistência à Saúde / Produção Hospitalar 
(SIH/SUS) / Dados Consolidados AIH” / 
“Unidade Federativa – Paraná”.
Figura 07 ─ Opção Produção Hospitalar (SIH/SUS) no sistema 
Tabnet
Fonte: Brasil, 2020.
116
Figura 08 ─ Opções linha, coluna, conteúdo, períodos e seleções 
disponíveis no sistema Tabnet
Fonte: Brasil, 2020.
120
Em seguida, a partir dos campos disponíveis no 
layout do programa (linha, coluna, conteúdo, 
períodos e seleções disponíveis), Ana deve 
montar a tabela com as informações que deseja 
analisar. 
117
118
Vamos entender melhor?
• O campo Linha exibe uma lista de opções referentes à 
informação que será descrita nas linhas da tabela.
• O campo Coluna (opcional) permite selecionar a opção “Não 
ativa”, para escolha de múltiplos conteúdos ou períodos, e a 
opção “Status Dados”, para seleção de um único conteúdo.
• No campo Conteúdo é permitida a escolha de múltiplos 
conteúdos da tabela, desde que não sejam selecionados 
múltiplos anos. Para selecionar diferentes variáveis, 
mantenha a tecla Shift + Seta para baixo.
• No campo Períodos Disponíveis será exibida uma caixa de 
listagem para escolha (única ou múltipla) do(s) período(s) 
desejado(s), obtido a partir da geração da lista de arquivos, de 
acordo com o conteúdo dos registros.
• Seleções Disponíveis especifica os critérios da seleção, 
restringindo a abrangência da tabulação (opcional) ou 
selecionando os comandos no teclado, para escolhas múltiplas 
seguidas ou aleatórias, respectivamente, selecionando o 
comando no teclado (Shift + Seta para baixo) ou (Ctrl + Clique 
no mouse) (Brasil, 2012).
Para entender melhor o sistema Tabnet, consulte o 
tutorial. Para isso, clique aqui ou escaneie o QR Code.
https://datasus.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tutorial-TABNET-2020.pdf
https://datasus.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tutorial-TABNET-2020.pdf
https://datasus.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tutorial-TABNET-2020.pdf
Figura 09 ─ Opções ordenar os dados pelo valor da coluna, exibir 
linhas zeradas, formatos, mostrar tabulação e limpar tabulação 
disponíveis no sistema Tabnet
Fonte: Brasil, 2020.
120
Na parte inferior do painel de tabulação, estão as 
opções: ordenar os dados pelo valor da coluna, 
exibir linhas zeradas, formatos, mostrar 
tabulação e limpar tabulação. 
Como Ana já escolheu suas variáveis, selecionou o item “mostrar”. 
Pronto! Tabulação concluída!
119
Por isso, é importante que o profissional de saúde realize o 
refinamento da pesquisa e compreenda as variáveis que deseja 
buscar. Um bom caminho para se adaptar à ferramenta é realizar 
buscas aleatórias de informações. O Ministério da Saúde também 
disponibiliza diversos manuais, com trilhas e passo a passo, a fim 
de auxiliar no levantamento e na consulta de determinados dados. 
É possível fazer múltiplas tabulações 
pelo Tabnet. 
51120
A
G
O
R
A
 É
 S
U
A
 V
EZ
129
Que tal praticar? 
Na reunião da equipe, durante a discussão sobre 
os problemas de saúde (condições, doenças e 
agravos) que deveriam ser priorizados e 
monitorados, as mortes de crianças menores de 
um ano despertaram a mobilização dos 
participantes. Assim, eles decidiram levantar o 
número de óbitos infantis que ocorreram no 
município nos últimos cinco anos, discriminando-os 
em dois períodos: o período neonatal (Óbito 
Neonatal– óbito ocorrido em crianças menores de 
28 dias); e o período pós-neonatal (Óbito Infantil 
Tardio ou Pós-Neonatal – óbito ocorrido em 
crianças com mais de 28 dias e com menos de 1 
ano de idade). O objetivo desse levantamento foi 
subsidiar a discussão sobre as ações que deveriam 
ser implementadas para reduzir as mortes infantis.
Ajude a equipe de Ana a identificar o caminho que 
deve ser percorrido para acessar essas 
informações utilizando o Tabnet.
121
Depois de definidas as condições e os agravos a serem 
monitorados pela equipe e de identificados os indicadores e a 
forma de obtê-los pelo Tabnet, que tal usar uma ferramenta 
para que essas informações/indicadores possam ser 
acompanhadas visualmente por toda a equipe?
Essa ferramenta possibilita o 
acompanhamento detalhado de 
informações e indicadores e facilita 
a implementação de ações 
estratégicas pela equipe. 
Segundo o Ministério da Saúde (2026):
São espaços de inteligência em saúde, dotados de visão 
integral e intersetorial, que partindo da análise e da 
avaliação permanente da situação de saúde, atuam como 
instância integradora da informação que gera a vigilância 
em saúde pública nas diferentes áreas e níveis, [...] capaz 
de aportar informação oportuna e relevante para apoiar, 
com uma base técnico-científica, o processo de tomada 
de decisões. Na mesma, a informação é apresentada e 
divulgada em diversos formatos como tabelas, gráficos, 
mapas, documentos técnicos ou relatórios estratégicos.
O que é Painel de 
Bordo?
Isso é possível com a instituição do Painel de Bordo, também 
conhecido como sala de situação, painel de controle ou dashboard 
(painel em inglês). 
122
Já vimos que o indicador é a unidade que permite monitorar e 
avaliar o alcance do objetivo, sendo expresso por meio de 
percentual, taxas ou coeficientes. A meta é o objetivo traduzido de 
forma qualitativa ou quantitativa, em determinado lugar e tempo. 
Trata-se do indicador (o que se quer medir) com valores definidos 
(quanto) em um determinado tempo (quando) e em um 
determinado local (onde). 
Essa ferramenta possibilita a transformação de dados dispersos 
em conhecimento estratégico, contribuindo para acompanhar 
indicadores de saúde, identificar a ocorrência de surtos e 
agilizar a resposta requerida, além de democratizar informações 
para toda a equipe e, se desejável, para toda a comunidade. 
Também possibilita monitorar o desempenho das equipes, a partir 
das metas definidas, com capacidade de programar ações de 
prevenção ou correção, permitindo a construção de relatórios para 
tomada de decisão (PlanificaSUS, 2021, p. 12).
123
Reduzir o coeficiente de mortalidade infantil (o que), no município 
de Perobal (onde), de 16/1.000 nascidos vivos para 12/1.000 
nascidos vivos (quanto), até dezembro de 2026 (quando) 
(Cavalcante et al., 2019).
Exemplo
Para facilitar a visualização rápida e a 
compreensão do diagnóstico situacional, a 
exibição é geralmente feita por métodos gráficos 
(tabelas, figuras) e cores.
Por exemplo, vermelho (pode indicar que o resultado alcançado 
está inferior à meta pactuada) e verde (pode indicar que o 
resultado alcançado é igual ou superior à meta pactuada), 
permitindo a gestores e profissionais de saúde uma avaliação 
rápida para identificação de melhorias e sustentação de processos 
exitosos (Cavalcante et al., 2019).
124
Que tal conhecer alguns painéis 
de bordo/sala de situação:
Plataforma IVIS
Consulte a Plataforma IVIS. Para isso, clique aqui 
ou escaneie o QR Code. 
Figura 10 ─ Painel de bordo – IVIS
Fonte: Brasil, 2026a.
125
http://plataforma.saude.gov.br/
http://plataforma.saude.gov.br/
Painel e-SUS APS
A plataforma Painel e-SUS APS 
disponibiliza relatórios detalhados de 
indicadores de desempenho pactuados 
com os municípios/equipes. Para 
consultá-la, clique aqui ou escaneie o QR 
Code. 
Figura 11 ─ Painel e-SUS APS
Fonte: Brasil, 2026b.
126
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/painelesusaps/
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/painelesusaps/
Sala de situação 
A sala de situação do município de Fortaleza 
monitora a ocorrência das arboviroses, além de 
outros agravos de notificação. Para consultá-la, 
clique aqui.
Figura 12 ─ Sala de situação do município de Fortaleza 
Fonte: Brasil, 2026b.
127
https://salasituacao.sms.fortaleza.ce.gov.br/salasituacao/sala-situacao
Painel CONASEMS 
O CONASEMS também possui um portal de 
painéis disponível aos trabalhadores do SUS. 
O Painel CONASEMS é uma ferramenta de 
apoio à gestão que oferece uma visão 
integrada do município e da região de saúde, 
com dados organizados e relevantes para os 
tomadores de decisão, auxiliando o gestor 
municipal e suas equipes técnicas na 
elaboração e na execução do planejamento 
local e regional. Para acessá-lo, clique aqui 
ou escaneie o QR Code. 
Figura 13 ─ Painel CONASEMS 
Fonte: Brasil, 2026b.
128
https://paineis.conasems.org.br/
https://paineis.conasems.org.br/
É importante ressaltar que a ausência de estruturas mais 
tecnológicas em uma unidade de saúde não impede formas 
criativas de construção de um painel de bordo, muito menos o 
monitoramento e a avaliação de indicadores. Ou seja, é possível a 
criação de uma sala de situação a partir de materiais mais simples, 
como cartazes, maquetes, mapas ou, até mesmo, cadernos. 
FIQUE
ATENTO!
Quais indicadores você incluiria? 
Quais metas você pactuaria? 
AGORA, QUE TAL PRODUZIR O 
PAINEL DE BORDO DOS SEUS 
SONHOS? 
Quem da equipe estaria envolvido?
Quais recursos visuais você utilizaria (tabelas, 
gráficos, figuras etc.)?
129
05
A tradução do 
conhecimento como 
ferramenta de 
enfrentamento à 
desinformação em 
saúde 
 
COMO ENFRENTAR A 
DESINFORMAÇÃO EM SAÚDE?
A desinformação em saúde prospera onde há distância entre o 
que a ciência produz e o que a população consegue entender. 
Preencher essa lacuna é, portanto, uma responsabilidade ética e 
técnica dos profissionais e das instituições de saúde.
A tradução do conhecimento, processo de converter informações 
científicas em linguagem acessível ao público, não é apenas uma 
estratégia de comunicação, mas um ato de cuidado e de defesa da 
saúde coletiva. 
131
132
A convergência entre esses três 
eixos tem papel decisivo no combate 
à desinformação. Essa integração 
não apenas possibilita corrigir 
informações falsas, mas também 
contribui para educar a população a 
interpretar criticamente conteúdos 
em saúde, promovendo o 
letramento em saúde. 
Informação, educação e comunicação em saúde 
De acordo com a Organização 
Mundial da Saúde (2013), o 
letramento em saúde corresponde ao 
conhecimento, à motivação e às 
competências necessárias para 
acessar, compreender, avaliar e 
aplicar informações em saúde. 
O que é letramento 
em saúde?
Essas habilidades permitem realizar julgamentos e tomar decisões 
no cotidiano relacionadas ao autocuidado, à prevenção de doenças 
e à promoção da saúde, com o objetivo de manter ou melhorar a 
qualidade de vida. 
06
Finalizando
Ao transformar experiências, 
práticas e dados do cotidiano em 
evidências científicas, a pesquisa 
subsidia o planejamento, a 
avaliação das ações e a tomada de 
decisão, contribuindo para a 
qualificação do acesso, da 
resolutividade e da integralidade 
do cuidado.
134
Dessa forma, a produção de conhecimentos não apenas fortalece 
a base técnica e científica da APS, mas também orienta 
estratégias inovadoras e sustentáveis para a melhoria contínua da 
qualidade dos serviços.
QUAIS OS PRINCIPAIS DESTAQUES 
DA DISCIPLINA?
Você viu nesta disciplina que a realização de pesquisa e a 
produção de conhecimentos podem se constituir em um eixo 
estruturante para o aprimoramento da qualidade na APS, na 
medida em que permitem compreender, de forma sistemática e 
contextualizada, as necessidades de saúde da população no 
território, os processos de trabalho das equipes e os resultados 
dasintervenções realizadas. 
A qualidade na APS pode ser 
expressa por meio de indicadores 
que traduzem aspectos de acesso 
e cobertura, mas também a 
efetividade das ações/serviços e a 
adequação das respostas às 
necessidades do território. 
Esses indicadores, quando apropriados pelos gestores e pelos 
trabalhadores, podem se tornar instrumentos estratégicos 
para a qualificação dos planos de cuidado na APS, permitindo 
acompanhar o desempenho das equipes, identificar 
iniquidades e reorientar intervenções. 
Ferramentas como o Tabnet – que permite o acesso a informações 
epidemiológicas, sanitárias e de morbimortalidade, com a 
tabulação de dados e a construção de séries históricas – e o Painel 
de bordo, que possibilita a transformação dos dados dispersos em 
conhecimento estratégico, fortalecem a gestão do cuidado. 
Ambas as ferramentas são caminhos que a equipe pode utilizar 
para a tomada de decisão baseada em evidência.
135
17
Assim, a integração entre pesquisa, indicadores de qualidade e 
ferramentas avaliativas:
49
favorece a aprendizagem no trabalho; 
propicia a qualificação do cuidado; 
contribui para que a APS seja mais efetiva e alinhada às 
necessidades reais da população.
136
Lembre-se!
Você deve, sempre, buscar informações 
sobre esta temática para recordar, refletir e 
ampliar seus conhecimentos.
Enriqueça sua aprendizagem!
137
Assista à teleaula: formato televisivo que oferece 
enriquecimento no desenvolvimento de seu processo 
educacional.
Leia os materiais complementares: textos, artigos 
científicos, links, vídeos, dentre outros disponibilizados no 
AVA, que aprofundam o conteúdo em relação às temáticas 
trabalhadas.
Faça as atividades autoinstrucionais propostas.
Até a próxima disciplina!
07
Bibliografia
ANDRADE, S. M. et al. Dados e informação em saúde: para que 
servem? In: ANDRADE, S. M. et al. (org.) Bases da Saúde 
Coletiva. Londrina: EDUEL, 2. ed. revista e ampliada, 2017. p. 
345-366.
ARAÚJO, I. S.; CARDOSO, J. M. Comunicação e saúde. Rio de 
Janeiro: Editora Fiocruz, 2007. 
 
BARBOUR, R. Grupos Focais. Porto Alegre: Artmed, 2009. 
 
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 
2011. 229 p.
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual sobre o uso da Ferramenta 
de Tabulação TABNET. Brasília: SIOPS, 2012. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entre
ga-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf. Acesso 
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BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. 
O que é Monitoramento e Avaliação? Brasília: Ministério da 
Integração e do Desenvolvimento Regional, 20 jan. 2025. 
Disponível em: 
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/desenvolvimento-regional
//. Acesso em: 17 jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. DataSUS. Tutorial Tabnet, Brasília: 
DataSUS, 2020. Disponível em: 
https://datasus.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tutoria
l-TABNET-2020.pdf. Acesso em: 17 jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Plataforma IVIS. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2026a. Disponível em: http://plataforma.saude.gov.br/. 
Acesso em: 17 jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. O que é o e-SUS APS? Brasília: 
Ministério da Saúde, 2026b. Disponível em: 
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/. Acesso em: 17 jul. 
2026.
139
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/desenvolvimento-regional//
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/desenvolvimento-regional//
https://datasus.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tutorial-TABNET-2020.pdf
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https://pt.scribd.com/document/669303037/Metodos-de-Pesquisa
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MINAYO, M. C.S.; SANCHES, O. Quantitativo-Qualitativo: 
Oposição ou Complementaridade? Cad. Saúde Públ., Rio de 
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MINAYO, M. C. S. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 
28. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. 
MINAYO, M. C. S. Hermenêutica-dialética como caminho do 
pensamento Social. In: MINAYO, M. C. S; DESLANDES, S. F. 
(Orgs.). Caminhos do Pensamento: epistemologia e método. Rio 
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facts. Copenhague: OMS, 2013. 
 
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Indicadores de 
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2018. Disponível em: 
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ORLANDI, E. P. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 
13. ed. Campinas, SP: Pontes, 2020.
 
PESQUISA. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. 
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Curitiba: Positivo, 
2024.
PLANIFICASUS. Hospital Israelita Albert Einstein. Diretoria de 
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=biblioteca
141
https://www.scielo.br/j/csp/a/Bgpmz7T7cNv8K9Hg4J9fJDb/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csp/a/Bgpmz7T7cNv8K9Hg4J9fJDb/?format=pdf&lang=pt
https://www.paho.org/pt/documentos/indicadores-saude-elementos-conceituais-e-praticoshttps://www.paho.org/pt/documentos/indicadores-saude-elementos-conceituais-e-praticos
https://planificasus.com.br/arquivo-download.php?hash=bf49a67e250c2ef9c2771918377543313e0c4954&t=1638476139&type=biblioteca
https://planificasus.com.br/arquivo-download.php?hash=bf49a67e250c2ef9c2771918377543313e0c4954&t=1638476139&type=biblioteca
https://planificasus.com.br/arquivo-download.php?hash=bf49a67e250c2ef9c2771918377543313e0c4954&t=1638476139&type=biblioteca
PLANIFICASUS. Hospital Israelita Albert Einstein. Diretoria de 
Atenção Primária e Redes Assistenciais. Indicadores para 
monitoramento e avaliação do cuidado em saúde. São Paulo: 
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iblioteca
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SOUZA, M. K. B.; FERREIRA, E. D. C.; MATOS, V. C. S. Oficinas 
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estratégia para o fortalecimento do SUS. In: PINTO, I. C. M. et al. 
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Salvador: EDUFBA, 2022. 151 p. Disponível em: 
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acoes/livro_avaliacao_em_saude_repositorio.pdf/. Acesso em: 17 
jul. 2026.
 
TOZONI-REIS, M. F. C. A Pesquisa e a Produção de 
Conhecimentos. Texto produzido para a disciplina de Introdução à 
Pesquisa Científica do Curso de Pedagogia da Universidade 
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. UNESP Botucatu, 2026. 
67p. Disponível em: 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Curso de 
Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem. Módulo 
4 - Metodologia do Trabalho Científico. Disponível em: 
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6946/mod_resource
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WARDLE, C.; DERAKHSHAN, 
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https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/demas/publicacoes/livro_avaliacao_em_saude_repositorio.pdf/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/demas/publicacoes/livro_avaliacao_em_saude_repositorio.pdf/
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/195/3/01d10a03.pdf
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/195/3/01d10a03.pdf
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6946/mod_resource/content/2/unidade3/index.html
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6946/mod_resource/content/2/unidade3/index.html
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6946/mod_resource/content/2/unidade3/index.htmlequipe
104
QUADRO 06
Questões-chave orientadoras para a definição dos 
indicadores a serem utilizados no monitoramento e na 
avaliação do cuidado
105
01 Introdução
02
03
Qualidade na APS e seus Indicadores 
voltados para os Planos de Cuidado no 
Território
04 Ferramentas de Monitoramento e 
Avaliação do Cuidado
SU
M
Á
R
IO
14
64
97
Pesquisa e Produção de 
Conhecimento na APS
16
05
A Tradução do Conhecimento como 
Ferramenta de Enfrentamento à 
desinformação em Saúde 
06 Finalizando
SU
M
Á
R
IO
130
133
07 Bibliografia 138
126
01
Introdução
POR QUE A PESQUISA, A 
AVALIAÇÃO E A QUALIDADE SÃO 
FUNDAMENTAIS NA APS?
Porque:
fortalecem o SUS: ao fornecer dados para monitoramento, 
avaliação e melhoria contínua da APS, a porta de entrada do 
sistema;
propiciam a base para a tomada de decisões qualificadas: ao 
gerar evidências para apoiar gestores na tomada de decisões sobre 
políticas e programas de saúde;
aprimoram o cuidado: ao propiciar um conhecimento mais 
aprofundado da realidade, fornecendo aos trabalhadores 
fundamentos para a melhoria do cuidado aos usuários e a 
utilização das melhores tecnologias disponíveis;
estabelecem integração entre o saber e o fazer: ao desmistificar 
as atividades de monitoramento e avaliação, bem como a produção 
de pesquisas e de conhecimentos na APS, para trabalhadores e 
gestores, conectando a produção científica à realidade dos 
serviços.
3815
02
Pesquisa e Produção 
de Conhecimento na 
APS
17
Essas definições nos ajudam a compreender a pesquisa como 
uma ação de conhecimento da realidade, um processo de 
investigação minucioso e sistemático voltado ao entendimento 
da realidade – natural ou social – ou de alguns aspectos dessa 
realidade ainda desconhecidos (Tozoni-Reis, 2026).
Além disso, uma pesquisa também implica uma investigação e um 
estudo realizados de forma sistemática, com o objetivo de 
descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo 
qualquer do conhecimento. 
Para começar, vamos revisitar o conceito de 
pesquisa. 
A palavra pesquisa significa buscar com diligência, 
inquirir, investigar ou procurar mais informações 
sobre algo, com o objetivo de descobrir novos 
conhecimentos ou aprofundar o saber, envolvendo 
um processo metódico de investigação e estudo. 
A origem do termo “pesquisa” deriva do latim perquirere, formado 
pela junção de per – (intensivo) e quaerere (indagar, buscar), 
significando "buscar com afinco" ou "procurar por toda parte" 
(Pesquisa, 2024).
“É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo 
que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve” 
(Clark; Castro, 2003, p. 67).
A pesquisa tem como objetivo descobrir 
algo novo, podendo confirmar ou 
refutar saberes já parcialmente 
conhecidos.
No entanto, o principal objetivo da pesquisa é a busca por novos 
conhecimentos, constituindo-se como um meio pelo qual a 
produção de saber auxilia na compreensão de uma dada 
realidade. 
15
A motivação básica que leva o indivíduo a realizar uma pesquisa 
científica é o aprendizado, seja do método científico e das 
técnicas empregadas, seja do assunto em foco. Há também 
outras finalidades para a realização de uma pesquisa, como a 
obtenção de uma titulação acadêmica ou a ascensão profissional 
(Clark; Castro, 2003). 
E por que fazer 
pesquisa?
18
17
Para a pesquisadora Cecília Minayo (2009, p. 16), “nada pode ser 
intelectualmente um problema (de pesquisa) se não tiver sido, 
em primeiro lugar, um problema da vida prática”. 
Ou seja, a pesquisa é a maneira de produzir ou sistematizar 
conhecimentos que possam nos auxiliar na interpretação da 
realidade vivida. Portanto, ela associa teoria e prática, 
vinculando pensamento e ação. Assim, o interesse em 
pesquisar e investigar determinado tema ou assunto sempre 
deve partir de um problema ou algo presente na realidade que 
nos incomoda.
O que pode ser 
considerado um 
problema de saúde 
para os profissionais 
da saúde?
Um problema de saúde pode ser 
definido, para profissionais da 
saúde, como algo considerado fora 
dos padrões de normalidade para 
quem atua em uma determinada 
situação, no que se refere aos 
riscos à saúde, às formas de 
adoecimento e morte da 
população (problemas do estado 
de saúde da população) ou à 
organização e funcionamento do 
sistema de saúde (problemas do 
Sistema e dos Serviços de Saúde).
19
N
A
 P
R
Á
TI
CA
Vejamos uma situação comum no cotidiano dos 
profissionais de saúde que pode ser caracterizada como 
um problema:
A inquietação de Ana sobre a baixa cobertura 
vacinal contra o HPV entre adolescentes
Ana é enfermeira da eSF da Unidade de Saúde do município de 
Perobal, em um território que conhece profundamente. Conhece 
muitas famílias pelo nome de seus integrantes, acompanha o 
crescimento das crianças e percebe, com sensibilidade, as 
mudanças que atravessam a comunidade. Nos últimos meses, 
uma questão tem a deixado inquieta: a baixa cobertura vacinal 
contra o HPV entre adolescentes.
20
N
A
 P
R
Á
TI
CA
A cada reunião de equipe, Ana observa que a lista 
de adolescentes com esquema vacinal incompleto 
aumenta. 
As visitas domiciliares revelam justificativas diversas. 
Há pais que dizem ter medo de efeitos colaterais, 
outros que acreditam que a vacina incentiva a 
sexualidade precoce e muitos que simplesmente “não 
veem necessidade” de que seus filhos sejam 
vacinados.
Ana sente que há algo mais profundo ali, algo que ela ainda não 
compreende totalmente. E essa sensação de não entender o 
fenômeno a incomoda. Ela quer ir além do discurso superficial, 
quer descobrir o que realmente está por trás da hesitação vacinal. 
Surge, então, a vontade de fazer uma pesquisa.
21
N
A
 P
R
Á
TI
CA
Apesar do desejo, Ana se sente travada. Desde a 
graduação, ouviu repetidamente que “pesquisa é coisa 
que se faz na universidade”, que “no serviço não há 
tempo” e que “a academia não olha para o território”. 
Essas frases ecoam em sua mente e criam uma barreira. 
Ela imagina que fazer pesquisa exige o conhecimento 
aprofundado de métodos complexos, estatísticas 
avançadas, equipamentos sofisticados.
No entanto, há algo sobre o qual Ana ainda não refletiu: 
ela e sua equipe já produzem dados todos os dias, como 
as informações registradas no prontuário eletrônico, as 
planilhas de acompanhamento, os relatórios, entre 
outros.
22
N
A
 P
R
Á
TI
CA
Esses dados, muitas vezes, ficam dispersos e 
fragmentados e não se transformam em informação 
estruturada. A equipe formula hipóteses e busca 
respostas aos problemas o tempo todo, algumas já 
alicerçadas na literatura, outras baseadas apenas em 
impressões pessoais. Mas nada disso é sistematizado. 
Ana ainda não se deu conta de que a pesquisa que ela 
imagina tão distante já está, de certa forma, 
acontecendo em seu cotidiano. Falta apenas organizar, 
refletir e transformar o que é vivido em conhecimento.
A inquietação de Ana não diminuiu. Pelo contrário, 
cresceu. Ela percebe que, se não compreender as 
razões da hesitação vacinal, continuará repetindo 
estratégias que não funcionam. E isso a frustra, 
porque ela sabe a importância da vacina no 
enfrentamento ao HPV.
Ana começa a perceber que a pesquisa não precisa ser 
um “monstro”. Ela pode ser um processo gradual, 
nascido da prática, alimentado pela curiosidade e 
guiado por perguntas reais do território.
23
E por onde Ana deve 
começar a pesquisa?
24
Como já abordamos anteriormente, a pesquisa sempre se inicia 
a partir da curiosidade na observação do mundo, de uma 
situação que nos incomoda, ou seja, de um problema existente.
 
Essa observação curiosa desperta dúvidas a respeito de algo que 
não conhecemos profundamente, sobre o qual questionamos ou 
para o qual ainda não temos resposta. A dúvida se expressa 
verbalmente por uma pergunta, e é a busca sistematizada pela 
resposta a essa questão que poderá originaruma pesquisa 
científica, caso não seja encontrada, na literatura, uma resposta 
adequada ou suficientemente convincente.
A formulação de um problema deve ser clara e precisa, 
estruturada na forma de uma pergunta. Além disso, deve ser 
empírica, ou seja, partir da experiência, assim como ser passível 
de solução e viável de investigação.
01 Formulação de um problema
25
Fatores comportamentais (tabagismo, 
inatividade)
Qual a taxa de consumo de cigarros eletrônicos (vapes) 
entre adolescentes de 14 a 17 anos no município de 
Perobal? 
Doenças crônicas e hereditárias (diabetes, 
hipertensão)
Que desafios o envelhecimento da população traz para o 
cuidado às pessoas com doenças crônicas não 
transmissíveis? 
Doenças transmissíveis (difteria, tétano, 
coqueluche, infecções causadas por 
Haemophilus Influenzae B e Hepatite B)
Quais as causas da queda da cobertura da vacina 
Pentavalente em crianças menores de 12 meses? 
No caso do problema percebido por Ana, a 
pergunta a ser formulada seria:
Por que a cobertura vacinal contra o HPV entre 
adolescentes está baixa no município de Perobal?
Acompanhe outros exemplos de perguntas de pesquisa, 
relacionadas a fatores de risco na área da saúde, que permeiam 
o cotidiano do trabalho na APS: 
26
Exposições ocupacionais (agrotóxicos, agentes 
biológicos)
Qual a prevalência de intoxicação por agrotóxicos entre os 
agricultores familiares da região x?
Riscos psicossociais (estresse no trabalho)
Quais os principais riscos psicossociais (estresse, burnout) 
entre os profissionais de enfermagem e como afetam a 
segurança do paciente? 
Como visto no caso de Ana e nos exemplos anteriores, o problema 
de pesquisa eleito deve ser relevante para o contexto em que se 
insere, ou seja, deve haver uma justificativa plausível para que a 
pesquisa seja realizada.
A justificativa de uma pesquisa expõe as razões 
que motivaram sua realização, buscando destacar 
sua relevância para um determinado contexto.
Devemos, na justificativa, explicar as razões pelas quais o tema 
escolhido para a investigação é relevante, respondendo a duas 
questões: Por quê? e Para que serve?
27
Por que a cobertura vacinal contra o HPV entre 
adolescentes está baixa no município de Perobal?
Vamos voltar à pergunta formulada para o 
problema percebido por Ana:
Por quê?
Refere-se à necessidade e à relevância da pesquisa, a partir 
do problema escolhido.
Justificativa: A realização desta pesquisa contribuirá para a 
identificação das razões pelas quais pais e responsáveis deixam 
de levar seus filhos para a vacinação, impactando o alcance dos 
índices adequados de cobertura vacinal entre os adolescentes. 
Essa condição representa uma ameaça concreta à saúde de 
milhões de jovens brasileiros e pode se desdobrar no aumento 
dos casos de infecções sexualmente transmissíveis 
(Papilomavírus Humano – HPV) e cânceres evitáveis, 
representando um grave problema de saúde pública. 
Vejamos a 
primeira 
questão
28
Para que serve?
Refere-se a resultados ou contribuições da pesquisa para 
um campo determinado ou à possibilidade de resolução do 
problema identificado. 
Justificativa: A identificação das causas da queda da cobertura 
vacinal entre os adolescentes possibilitará a elaboração de 
estratégias de comunicação voltadas a pais e adolescentes, 
esclarecendo a importância dessa vacina, tanto para proteção 
individual quanto coletiva. Essas ações poderão enfatizar o 
risco da baixa cobertura vacinal para a propagação da infecção 
pelo HPV, principal responsável pela ocorrência de câncer de 
colo de útero, vulva e vagina, pênis, ânus, orofaringe e 
verrugas genitais. Além disso, poderão contribuir para a 
reorganização dos serviços de saúde, incluindo mudanças na 
forma de agendamento de vacinas e/ou no processo de 
trabalho, realização de campanhas de vacinação, abordagem 
dos adolescentes, entre outras.
Vejamos a 
segunda 
questão
Depois de formular a pergunta, verificar se a literatura não oferece 
uma resposta adequada para o problema e justificar a relevância 
do objeto de estudo, podemos avançar para o próximo passo.
29
02 Definição dos objetivos da pesquisa
Ainda para essa questão:
Por que a cobertura vacinal contra o HPV entre 
adolescentes está baixa no município de Perobal?
Para entender melhor, devemos pensar em um:
Compreender as razões da baixa cobertura vacinal contra o HPV 
entre os adolescentes do município de Perobal.
Objetivo geral
30
Objetivos específicos
E em:
Identificar o nível de conhecimento e informação de pais e 
responsáveis sobre a vacina HPV e seus efeitos para seus 
filhos e para a comunidade.
Identificar possíveis barreiras de acesso à sala de 
vacinação da Unidade Básica de Saúde – UBS (horário de 
funcionamento da sala de vacina, forma de agendamento 
e atendimento da população para vacinação).
Analisar como a unidade de saúde está organizada para 
implementar o programa de imunização (treinamento do 
pessoal da enfermagem em administração de vacina e em 
calendário vacinal, orientações dadas a pais e 
adolescentes, registro de doses aplicadas no sistema de 
informação, monitoramento e avaliação da cobertura 
vacinal).
31
Mas e agora:
Definidos os objetivos, avancemos para o próximo passo.
03 Planejar a execução da pesquisa
Como fazer? 
Por onde começar a desenvolver uma pesquisa 
para gerar produção de conhecimento na APS? 
Essas preocupações referem-se à metodologia da 
pesquisa. 
O que fazer? 
O que é metodologia de pesquisa?
Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do latim 
methodus, cujo significado é “caminho ou via para a realização de 
algo”.
Método é o processo para se atingir um determinado fim ou para 
se chegar ao conhecimento. 
Metodologia é o campo em que se estudam os melhores 
métodos praticados em determinada área para a produção do 
conhecimento. Ou seja, a metodologia de pesquisa é um caminho 
a ser trilhado pelo pesquisador no processo de produção de 
conhecimentos sobre a realidade estudada. Trata-se de um 
conjunto de procedimentos que não se resume à utilização das 
técnicas e dos instrumentos de pesquisa, mas os inclui. 
Vamos 
entender 
melhor?
32
Quadro 01 ─ Classificação dos métodos de pesquisa segundo a 
natureza da pesquisa
33
Os métodos de pesquisa podem ser classificados de acordo com 
a natureza da pesquisa (Quadro 01) e de acordo com os 
objetivos da pesquisa (Quadro 02).
Quantitativa
Baseia-se em números, 
medições precisas e 
cálculos matemáticos para 
identificar padrões, 
relações ou tendências em 
uma escala mais ampla. 
Busca a descrição e a 
explicação de fenômenos 
que produzem 
regularidades. Utiliza-se 
da amostragem 
populacional para produzir 
generalização dos 
resultados e de 
instrumentos como 
questionários estruturados 
e análise estatística. 
• Qual a taxa de consumo 
de cigarros eletrônicos 
(vapes) entre adolescentes 
de 14 a 17 anos no Brasil? 
• Qual a cobertura da vacina 
HPV entre os adolescentes 
do município de Perobal?
• Qual a prevalência de 
intoxicação por 
agrotóxicos entre os 
agricultores familiares da 
região norte do Paraná?
 
(continua)
Quanto à 
natureza da 
pesquisa
Exemplos de questões Conceito
Fonte: Adaptado de Minayo; Sanches, 1993, 
p. 239-262.
34
Qualitativa
Foca no caráter subjetivo, 
aprofundando-se no 
mundo de significados, 
relações, crenças, 
percepções e opiniões dos 
participantes da pesquisa. 
Aplica-se ao estudo de 
como os humanos vivem, 
constroem seus artefatos, 
sentem e pensam. Utiliza 
métodos como entrevistas, 
observação participante e 
análise de documentos, 
com população de estudo 
mais restrita, que prioriza a 
profundidade em vez da 
quantidade. Procura 
responder às perguntas: 
Como e por quê?
• Que desafios o 
envelhecimento da 
população traz para o 
cuidado de usuários com 
doenças crônicas não 
transmissíveis? 
• Por que a cobertura 
vacinal contra o HPV entreadolescentes está baixa no 
município de Perobal?
• Como o burnout entre os 
profissionais da 
enfermagem afeta a 
segurança dos pacientes?
 
Quanto à 
natureza da 
pesquisa
Exemplos de questões Conceito
(Conclusão)
Apesar de se constituírem em métodos distintos e de possuírem 
naturezas diferenciadas, a pesquisa qualitativa e a quantitativa 
não são opostas, e sim complementares na compreensão da 
realidade social (Minayo; Sanches, 1993, p. 239).
35
Dessa forma, apresentam-se, como exemplo, algumas 
perguntas: 
● Qual a cobertura vacinal contra o HPV entre os adolescentes 
do município de Perobal?
● Por que a cobertura vacinal contra o HPV entre adolescentes 
está baixa no município de Perobal?
Nenhuma das duas, porém, é boa, no sentido de ser 
suficiente para a compreensão completa dessa realidade. 
Um bom método será sempre aquele que, permitindo uma 
construção correta dos dados, ajuda a refletir sobre a 
dinâmica da teoria. Portanto, além de ser apropriado ao 
objeto da investigação e de oferecer elementos teóricos 
para a análise, o método tem de ser operacionalmente 
exequível (Minayo; Sanches, 1993, p. 239). 
36
Recomenda-se, nesses casos, a realização de 
pesquisas mistas, ou seja, aquelas que empregam os 
dois tipos de método: quantitativo e qualitativo. 
Veja o exemplo da pergunta anterior:
Para responder à primeira parte da questão:
É recomendada a realização de uma pesquisa quantitativa, porque 
se deseja conhecer, do total de crianças e adolescentes residentes 
no município, quantos receberam a vacina, ou seja, qual o 
percentual de imunizados.
Para responder à segunda parte:
É recomendada uma pesquisa qualitativa, sempre que se deseja 
conhecer “o como” e o “porquê” de algum fenômeno. Nesse caso, 
deseja-se compreender as causas, ou seja, o porquê da baixa 
cobertura da vacina contra HPV.
Qual a cobertura vacinal contra o HPV entre 
crianças e adolescentes do município de Perobal? 
01
Por que a cobertura vacinal contra o HPV entre 
adolescentes está baixa no município de Perobal? 02
As pesquisas também podem ser classificadas, a partir dos 
objetivos pretendidos, em pelo menos três categorias principais:
Para saber mais sobre os métodos qualitativos e 
quantitativos, clique aqui ou escaneie o QR Code 
e consulte o artigo Quantitativo-Qualitativo: 
Oposição ou Complementaridade? (Minayo; 
Sanches, 1993)
A seguir, vejamos a diferença entre elas no Quadro 02. Observe 
que uma pesquisa pode ser classificada em mais de uma categoria, 
a depender de seus objetivos de estudo.
Pesquisa Exploratória
Pesquisa Descritiva 
Pesquisa Explicativa
37
https://www.scielo.br/j/csp/a/Bgpmz7T7cNv8K9Hg4J9fJDb/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csp/a/Bgpmz7T7cNv8K9Hg4J9fJDb/?format=pdf&lang=pt
Conceito
Visa explorar um 
problema de 
pesquisa ainda 
pouco investigado 
ou uma realidade 
pouco conhecida. 
Objetiva 
proporcionar maior 
familiaridade com o 
problema, com vistas 
a torná-lo explícito. 
Visa descrever 
as 
características 
de determinada 
população ou 
fenômeno ou 
estabelecer 
relações entre 
variáveis. Para o 
levantamento de 
dados, recorre-se 
a técnicas 
padronizadas de 
coleta, como o 
questionário ou a 
observação 
sistemática.
Visa explicar os 
fatores que 
ocasionam os 
fenômenos e 
aprofundar o 
conhecimento da 
realidade ao 
explicar o 
“porquê” das 
coisas. Objetiva 
identificar os 
fatores que 
determinam ou 
contribuem para a 
ocorrência dos 
fenômenos. 
Quadro 02 ─ Classificação dos tipos de pesquisa segundo os 
objetivos pretendidos
(continua)
Tipo de pesquisa 
quanto aos 
objetivos 
pretendidos
ExplicativaExploratória Descritiva
38
(continua)
Exemplos de 
objetivos
Analisar as 
percepções e as 
experiências de 
pacientes idosos em 
relação ao uso de 
aplicativos de 
telemedicina para 
monitoramento de 
doenças crônicas e 
identificar barreiras e 
facilitadores para sua 
adoção.
Descrever as 
características 
demográficas e 
clínicas dos 
pacientes 
diagnosticados 
com hipertensão 
arterial 
residentes na 
região norte do 
Paraná.
Analisar os fatores 
determinantes da 
baixa cobertura da 
vacina contra HPV 
entre 
adolescentes no 
município de 
Perobal, buscando 
compreender as 
causas 
subjacentes (efeito 
de notícias falsas 
ou fake news, 
movimento 
antivacina ou 
dificuldades de 
acesso ao serviço).
(conclusão)
39
Fonte: Adaptado de Giordani, 2026.
39
A) LOCAL DO ESTUDO
Refere-se ao espaço geográfico no qual o estudo foi realizado. 
Deve-se delimitar, de forma específica, a área geográfica, a 
instituição ou o ambiente em que se encontra a população (ou a 
amostra populacional) que será estudada, como uma unidade de 
saúde (quando a população de estudo for composta de 
trabalhadores), uma escola, uma comunidade, uma região da 
cidade, um município, estado ou mesmo um país. 
40
17
Também devemos deixar claro por que aquele local é relevante 
para o alcance dos objetivos, incluindo suas características 
econômicas, geográficas e sociais. 
Você também pode pesquisar 
em páginas oficiais do Estado 
ou de municípios pesquisados.
41
DICAS 
IMPORTANTES
É relevante inserir uma imagem que identifique 
a localização do estudo (mapa geográfico).
As informações sobre esse local podem ser encontradas no: 
Site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE). Para consultar, clique aqui ou escaneie o QR Code.
Site do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 
(CNES). Para consultar, clique aqui ou escaneie o QR 
Code.
https://www.ibge.gov.br/
https://cnes.datasus.gov.br/pages/consultas.jsp
https://cnes.datasus.gov.br/pages/consultas.jsp
https://www.ibge.gov.br/
Em síntese, o que incluir na descrição sobre o local do 
estudo?
Identificação precisa 
36
Nome da cidade, do estado, do país, da comunidade, da UBS 
etc. (desde que a identificação do local e dos participantes do 
estudo não seja antiética, isto é, não identifique os participantes).
Detalhes sobre a localização (urbana, rural, capital, interior), a 
população total abrangida e o tipo de instituição pesquisada 
(pública ou privada).
Contexto geográfico/institucional
Descrição da infraestrutura, do tipo de ambiente e de outras 
características: geográficas, econômicas e sociais. Deixar claro 
como o local se relaciona com sua população de estudo e por que 
ele é relevante para o alcance de seus objetivos.
Características do local
42
B) POPULAÇÃO DO 
ESTUDO OU 
PARTICIPANTES DO 
ESTUDO 
O termo população pode se referir tanto a pessoas quanto a 
características que elas compartilham (definidas por localização, 
idade, gênero ou alguma condição específica, como pessoas 
diagnosticadas com alguma doença, usuários de um serviço, etc.), 
constituindo-se de pelo menos uma característica comum que se 
pretende conhecer. 
Assim, a população de estudo é entendida como um conjunto de 
todos os elementos sob investigação. Normalmente, não se estuda 
toda a população, podendo ser utilizadas duas formas de seleção:
43
amostra probabilística (definida a partir de critérios 
amostrais estatísticos);
seleção não probabilística (podendo ser intencional 
e/ou por conveniência).
A amostragem probabilística é indicada 
principalmente para estudos quantitativos, cujo 
objetivo é tirar conclusões sobre uma população 
ampla, quando não há viabilidade (de tempo ou 
de recurso pessoal e material) para investigação 
de toda a população. 
44
A amostra é dita probabilística quando cada 
indivíduo da população sob estudo tem uma 
probabilidade conhecida – maior do que zero e 
menor ou igual a 1 – de ser selecionado, ou seja, 
cada pessoa tem pelo menos uma chance (ainda 
que pequena) de ser escolhida. Se a probabilidade 
fosse exatamente 1, o indivíduo seria sempre 
selecionado; se fosse 0, não haveria qualquer 
possibilidade de seleção. A seleção da amostra 
deve ser aleatória, paragarantir que reflita com 
precisão a diversidade da população. 
A aleatoriedade minimiza o viés da seleção e permite que a equipe 
de pesquisa faça inferências (deduções) estatísticas e generalize os 
resultados para toda a população. 
45
Uma amostragem probabilística deve cumprir três requisitos: 
01
02
03
Todas as pessoas da base de amostragem devem ter a 
mesma probabilidade de participação na pesquisa.
É preciso saber qual é a chance de cada pessoa ser 
selecionada. Por exemplo, você pode determinar que, 
em uma população de 100 pessoas, a chance de cada 
uma delas receber a pesquisa é de 1 em 100.
A amostragem deve ser aleatória (não intencional), 
para garantir que a amostra seja representativa da 
população como um todo.
QUE TAL UM EXEMPLO?
Em uma pesquisa sobre manejo de condições crônicas, quando 
temos o objetivo de analisar os fatores sociodemográficos de 
usuários com hipertensão arterial associados à adesão ao 
tratamento, podemos, a partir da listagem de usuários hipertensos 
cadastrados, sortear alguns nomes para responder a um 
questionário.
Clique aqui ou escaneie o QR Code e assista ao 
vídeo “População e Amostra: Cálculo Amostral e 
Técnicas de Amostragem”, para saber mais sobre 
amostragem populacional.
01
https://www.youtube.com/watch?v=GJxll8pLCMc
https://www.youtube.com/watch?v=GJxll8pLCMc
46
Leia também um artigo sobre amostragem 
populacional, para ampliar seus conhecimentos. 
Para isso, clique aqui ou escaneie o QR Code.
A seleção intencional e a seleção por 
conveniência de participantes são modalidades 
utilizadas em pesquisas qualitativas, quando se 
tem a intenção de selecionar participantes com 
características predefinidas ou com determinado 
perfil, a partir do julgamento do pesquisador, 
com base no problema de pesquisa e no 
alinhamento aos objetivos do estudo. São 
indicadas quando se buscam informações 
aprofundadas e específicas de um grupo com 
características ou experiências particulares, não 
para generalizar, mas para entender um 
fenômeno em profundidade. 
A ênfase muda de "quantos?" participantes 
para "quem?" e "por quê?", priorizando a 
profundidade da compreensão em 
detrimento da abrangência.
https://doi.org/10.1590/S2237-96222023000300014.pt
https://doi.org/10.1590/S2237-96222023000300014.pt
47
Enquanto a seleção 
intencional usa o julgamento 
do pesquisador para a escolha 
dos participantes, a seleção 
por conveniência usa a 
facilidade de acesso aos 
participantes como principal 
critério. 
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A 
SELEÇÃO INTENCIONAL E A 
SELEÇÃO POR CONVENIÊNCIA? 
Vamos a um exemplo: em uma 
pesquisa sobre o manejo de 
condições crônicas, cujo objetivo 
é compreender as experiências 
de pacientes com diabetes tipo 2 
no autocuidado, especificamente 
aqueles que apresentam bons 
resultados de controle glicêmico, 
selecionam-se, de maneira 
intencional, usuários com adesão 
ao tratamento e bom controle 
para serem entrevistados.
48
O que são técnicas 
para obtenção dos 
dados?
São métodos e procedimentos 
utilizados para obter informações 
relevantes, confiáveis e precisas sobre 
a população de estudo, que permitam 
responder às perguntas de pesquisa e 
alcançar os objetivos do estudo.
Os dados a serem obtidos para a pesquisa podem ser:
primários (aqueles obtidos diretamente da fonte 
original , sem terem recebido qualquer tratamento e/ou 
análise – como dados de prontuários ou entrevistas com 
usuários dos serviços);
secundários (aqueles que já foram processados e já 
receberam algum tipo de sistematização, como artigos, 
relatórios e bancos de dados).
Os dados primários e secundários podem ser 
utilizados tanto em pesquisas quantitativas como 
qualitativas, e são obtidos de diferentes formas, 
conforme apresentado no quadro 03.
Quadro 03 ─ Técnicas para obtenção de dados em pesquisas 
qualitativas e quantitativas
(continua)
Os métodos visam obter 
informações numéricas e 
mensuráveis sobre uma 
determinada variável ou 
conjunto de variáveis, que 
possam ser analisadas 
estatisticamente.
Os métodos visam obter 
informações detalhadas, ricas em 
contexto e subjetivas sobre 
fenômenos, experiências e 
opiniões.
Questionários estruturados – 
são formulários com perguntas 
de múltipla escolha, escalas de 
classificação ou perguntas 
fechadas.
 
Entrevistas em profundidade – 
envolvem questões abertas, em 
que os entrevistados se 
manifestam detalhadamente sobre 
suas vivências, percepções e 
perspectivas. As entrevistas, 
geralmente, são gravadas e 
transcritas, para uma análise 
posterior.
Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa
49
Entrevistas estruturadas – 
envolvem perguntas 
padronizadas, com respostas 
predeterminadas, permitindo a 
coleta de dados quantitativos 
de forma sistemática. 
Grupo focal – é uma entrevista 
coletiva, com participação de 
quatro a 12 pessoas que 
apresentam certa homogeneidade 
em termos de contexto de vida – 
mas não de atitudes –, o que 
garante a riqueza das discussões 
(Barbour, 2009). Possibilita 
observar o processo de interação 
entre os participantes e como as 
controvérsias se manifestam e são 
resolvidas. 
Experimentos controlados – 
envolvem a realização de 
experimentos em ambientes 
controlados, como os 
laboratórios de testes de 
medicamentos e vacinas. Os 
dados coletados nesses 
experimentos são 
frequentemente quantitativos, 
permitindo análises estatísticas 
para a identificação de relações 
e causas. 
Observação participante – o 
pesquisador se envolve no 
ambiente observado e interage 
com os participantes. O objetivo é 
obter uma compreensão 
aprofundada do contexto, dos 
comportamentos e das interações 
sociais.
(conclusão)
Fonte: Adaptado de Minayo, 2009; UFSC, 2026.
50
16
Quais são as 
técnicas utilizadas 
na análise dos 
dados?
A análise dos dados é o processo de 
organizar, analisar e/ou interpretar 
dados da pesquisa. Essa análise 
também é realizada de forma diferente, 
de acordo com os dados produzidos em 
pesquisas qualitativas e quantitativas. 
As técnicas de análise mais utilizadas são: 
análise de conteúdo temática (Bardin, 2011);
análise hermenêutica (Minayo, 2002).
análise de discurso (Orlandi, 2020);
Os dados qualitativos devem ser analisados, interpretados e 
apresentados em categorias de análise. 
51
52
As análises descritivas (como médias e frequências) são 
realizadas para facilitar a compreensão dos dados. 
Também é comum o uso de testes estatísticos (valor de 
“p” ou p-valor e o intervalo de confiança - IC), que visam 
determinar se as diferenças ou as relações observadas 
entre o fator e o desfecho são reais ou ocorreram ao acaso 
(Mesas et al., 2017). Esses recursos apoiam a inferência, a 
estimativa de precisão e a compatibilidade dos dados com 
hipóteses; isoladamente, não estabelecem relevância 
clínica, causalidade ou veracidade. 
As análises inferenciais, como medidas de associação 
(Risco relativo, Razão de Prevalência e Odds Ratio), são 
usadas para quantificar a relação entre uma exposição 
(fator de risco) e um desfecho (doença ou condição). Um 
estudo para determinar se o tabagismo (exposição) está 
associado ao desenvolvimento de câncer de pulmão 
(desfecho) é exemplo de pesquisa que utiliza medida de 
associação. 
Para os dados quantitativos, as 
análises são feitas para medir 
variáveis, testar hipóteses e 
identificar relações entre elas. 
53
Quais são os 
aspectos éticos da 
pesquisa?
No Brasil, as pesquisas que envolvem 
a participação de pessoas (seja por 
meio de entrevistas, seja por 
observações e experimentos) devem 
respeitar a Resolução nº 466, de 12 de 
dezembro de 2012, que contém 
diretrizes e normas regulamentadoras. 
Essa resolução incorpora, sob a ótica do indivíduo e das 
coletividades, referenciais da bioética, como:
Autonomia Não maleficência
Beneficência Justiça e equidade
Além destes, outros referenciais podemser citados, visando 
assegurar direitos e deveres que dizem respeito aos participantes 
da pesquisa, à comunidade científica e ao Estado (Brasil, 2012).
54
Os projetos de pesquisa que envolvem a 
participação de seres humanos, antes de 
serem iniciados, devem ser submetidos ao 
Comitê de Ética em Pesquisa da 
instituição à qual a pesquisa está 
vinculada, para análise dos aspectos 
éticos da proposta, podendo ser 
aprovados ou receber solicitações de 
adequação para que possam ser 
desenvolvidos. 
Pesquisas cujos dados são obtidos a partir de bancos de dados 
públicos, como o DataSUS, o CNES e o Painel e-SUS APS, não 
necessitam ser submetidas a um Comitê de Ética.
E como está a produção de conhecimentos na APS? 
Há organizações que se dedicam à produção e à 
divulgação de pesquisa na APS no Brasil?
Sim! Há em nosso país alguns movimentos e organizações que 
estimulam a realização de pesquisas e divulgam a produção de 
conhecimento na APS. 
Conforme dito anteriormente, o Brasil conta com movimentos e 
entidades que impulsionam investigações científicas e 
propagam a produção de conhecimentos na APS. Destacam-se:
Para saber mais sobre a Rede APS, clique aqui 
ou escaneie o QR Code.
REDE DE PESQUISA EM APS (REDE APS) 
A Rede APS é uma iniciativa da 
Associação Brasileira de Saúde 
Coletiva (ABRASCO) que conecta 
pesquisadores, gestores e 
trabalhadores do SUS para produzir, 
trocar e usar conhecimento científico. 
Tem por objetivo qualificar a APS e subsidiar políticas públicas, 
fortalecendo a Estratégia Saúde da Família (ESF) e defendendo um 
SUS integral e resolutivo. 
55
https://redeaps.org.br/
https://redeaps.org.br/
PROGRAMA DE PESQUISA PARA O SUS (PPSUS) 
Tem por objetivo promover o desenvolvimento científico e 
tecnológico, considerando as peculiaridades e as especificidades 
de cada estado, além de contribuir para a redução das 
desigualdades regionais.
Para saber mais sobre o PPSUS, clique aqui ou 
escaneie o QR Code.
56
O PPSUS é uma iniciativa de 
descentralização de financiamento à 
pesquisa em saúde nos estados da 
federação.
INICIATIVAS ACADÊMICAS 
Trabalhos de conclusão de curso em: 
graduação da saúde; cursos de 
pós-graduação lato sensu (especializações e 
residências em saúde da família); 
dissertações e teses de programas de 
pós-graduação stricto sensu (mestrados e 
doutorados) vinculados a universidades 
públicas e privadas.
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/ppsus
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/ppsus
MOSTRA DE EXPERIÊNCIAS EXITOSAS DO 
COSEMS/CONASEMS 
A ação celebra e divulga práticas inovadoras e bem-sucedidas em 
gestão e assistência do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o 
país. As inscrições são abertas anualmente para municípios, que 
compartilham suas histórias de sucesso em categorias como APS, 
Telessaúde e Prevenção, resultando em premiações e produção de 
webdocumentários para ampliar o alcance dessas ações 
transformadoras.
Para saber mais sobre a Mostra de experiências 
exitosas do COSEMS/CONASEMS , clique aqui 
ou escaneie o QR Code.
57
O Conselho Nacional de Secretarias 
Municipais de Saúde promove a iniciativa 
"Brasil, aqui tem SUS“. 
https://portal.conasems.org.br/brasil-aqui-tem-sus/noticias/107_mostra-brasil-aqui-tem-sus-possibilitando-troca-de-experiencias-continuas
https://portal.conasems.org.br/brasil-aqui-tem-sus/noticias/107_mostra-brasil-aqui-tem-sus-possibilitando-troca-de-experiencias-continuas
SA
IB
A
 M
A
IS
Nem todos os problemas do cotidiano do 
trabalho são resolvidos por meio de 
pesquisas realizadas pelos próprios 
profissionais. 
Muitas vezes, é importante que os problemas e as 
dúvidas relacionadas ao trabalho sejam sanadas por 
meio de consultas a estudos já realizados e 
publicados. Isso significa buscar evidências científicas 
na literatura sobre algo que se deseja entender 
melhor e/ou modificar no dia a dia dos serviços.
Dessa forma, profissionais de saúde podem buscar 
evidências científicas em bases de dados – gratuitas 
ou pagas – que reúnem trabalhos científicos e 
informações, como:
Portal Saúde Baseada em 
Evidência;
BVS APS;
BMJ best practice;
UpToDate;
DynaMed;
Portal de boas 
práticas da Fiocruz;
Cochrane Library.
58
SA
IB
A
 M
A
IS
Para essas consultas, é necessário que os 
profissionais, especialmente para decisões clínicas e 
de manejo de conduta, tenham como base a pirâmide 
de evidências científicas.
A pirâmide é uma ferramenta visual que hierarquiza 
os estudos de acordo com sua robustez metodológica 
e capacidade de informar decisões clínicas com o 
menor risco de viés, isto é, classifica os estudos 
científicos publicados de acordo com o método 
empregado.
Fonte: Adaptada de Suny, 2001, tradução nossa.
Figura 01 ─ Pirâmide da evidência
59
Revisões sistemáticas e 
metanálises
Ensaios clínicos 
randomizados e 
controlados
Estudos de coorte
Estudos de caso e controle
Estudos de série de caso
Relatos de caso
Editoriais, opiniões
Pesquisas em animais
Pesquisas em laboratório
SA
IB
A
 M
A
IS
No entanto, atualmente, muitos autores têm 
defendido que a qualidade metodológica individual de 
um estudo pode ser mais importante do que sua 
posição teórica na hierarquia de evidências. 
Por isso, não é só porque um trabalho foi publicado 
que ele, isoladamente, serve para a tomada de 
decisão clínica.
Vale lembrar que existem estudos com vieses 
importantes de seleção e resultados que podem 
beneficiar grupos específicos.
60
61
Organizou um roteiro de questões para entrevistar pais 
ou responsáveis por crianças e adolescentes (para 
compreender as razões do não comparecimento para 
vacinação dos filhos). 
Utilizou um roteiro de observação na unidade, 
envolvendo o acompanhamento do atendimento a pais, 
responsáveis, crianças e adolescentes na recepção, na sala 
de vacinas e no registro das vacinas aplicadas (para 
identificar falhas nos processos de trabalho). 
Apresentou a proposta para o coordenador da UBS e 
encaminhou o projeto de pesquisa ao Comitê de Ética da 
Secretaria Municipal de Saúde e a comitês instituídos 
em universidades, hospitais e Secretarias Estaduais de 
Saúde, para avaliação. 
Voltando ao caso inicial, Ana entendeu que a 
resposta à sua pergunta de pesquisa exigiria a 
realização de uma pesquisa qualitativa. 
Assim, colocou a mão na massa: 
Agora que você já compreendeu os passos 
para a realização de uma pesquisa, que tal 
exercitar?
1. Descreva uma situação-problema do seu local de trabalho 
(pode estar relacionada aos riscos à saúde, às formas de 
adoecimento e morte da população ou ainda à organização e 
ao funcionamento do serviço em que atua) e elabore uma 
pergunta sobre ela. 
62
2. A partir desse problema, justifique por que é relevante que 
ele seja estudado? 
63
4. Que método seria adequado para o desenvolvimento 
desse estudo: quantitativo ou qualitativo? E que técnica de 
coleta de dados você utilizaria?
3. Que objetivos você pretende alcançar com a realização do 
estudo? 
03
Qualidade na APS e 
seus Indicadores 
voltados para os 
Planos de Cuidado no 
Território
65
Dessa forma, a qualidade da atenção recebida pela 
população na APS depende das características 
particulares do sistema de saúde, da infraestrutura, 
de boas práticas da equipe profissional e da 
organização dos serviços. 
O termo qualidade também deve ser usado em um sentido mais 
amplo, para refletir a satisfação dos usuários com os serviços, os 
custos da atenção, a qualificação do pessoal, a segurança, a 
aparência das unidades de saúde e a adequação dos 
equipamentos utilizados na atenção. 
O que significa qualidade da atenção em saúde?
Segundo Bárbara Starfield (2002, p. 419), a 
qualidade da atenção significa o quanto as 
necessidades de saúde são atendidas pelos 
serviços de saúde, otimizando os recursos 
disponíveis. 
66
Para Facchini et al (2018), é por meio das 
políticasde saúde e das práticas profissionais que 
serviços de boa qualidade podem modificar 
desigualdades estruturais em saúde, com 
respostas mais equitativas na prestação dos 
cuidados, contribuindo efetivamente para a 
superação de desvantagens históricas nos 
indicadores de saúde de regiões e populações 
vulneráveis do país.
Que tal, agora, resgatar os conhecimentos adquiridos 
na disciplina 1 – O SUS e a Integralidade do Cuidado?
Podemos dizer que o cuidado é qualificado quando, na APS, 
estão presentes os sete atributos: 
Acesso de primeiro 
contato.
Longitudinalidade.
Integralidade.
Coordenação do 
cuidado.
Orientação familiar.
Orientação comunitária.
Competência cultural.
A qualidade da atenção na APS pode 
ser medida por meio de monitoramento 
dos indicadores de processo e de 
resultado, autoavaliação das equipes e 
instrumentos de avaliação validados, 
cujo foco são os atributos essenciais da 
APS. 
67
Voltaremos a esse assunto. Vamos entender, primeiramente:
E como medir a 
qualidade do 
cuidado na APS?
“Indicadores de Saúde são 
medidas-síntese que contêm 
informação relevante sobre 
determinados atributos e dimensões 
do estado de saúde, bem como do 
desempenho do sistema de saúde. 
Vistos em conjunto, devem refletir a 
situação sanitária de uma população e 
servir para a vigilância das condições de 
saúde” (OPAS, 2018, p. 13).
O que são 
Indicadores de 
Saúde? 
68
Os indicadores derivam de dados e são 
instrumentos para gerar informações. 
Portanto, os “dados” diferenciam-se da “informação”, que, por sua 
vez, distingue-se dos “indicadores” (Andrade et al., 2017). 
DADOS
São a 
“matéria-prima” da 
informação.
Trata-se de elemento 
numérico essencial 
para a elaboração de 
um indicador.
EXEMPLO
No exemplo que 
estamos trabalhando, 
o dado seria a relação 
de adolescentes, 
segundo a idade e o 
local de moradia, que 
foram vacinados 
contra HPV num 
determinado período 
de tempo.
69
INDICADORES
Os indicadores de 
saúde procuram 
descrever e 
monitorar a 
situação de saúde 
de uma população. 
EXEMPLO
No nosso exemplo, 
a cobertura vacinal 
de adolescentes 
contra HPV, de 
determinado local 
e ano, constitui-se 
em “indicador”.
INFORMAÇÃO
São os dados 
sobre saúde de 
indivíduos e 
populações, 
coletados, 
processados e 
analisados para 
apoiar a tomada 
de decisões. 
EXEMPLO
No nosso exemplo, 
a proporção de 
adolescentes não 
vacinados contra 
HPV, por local de 
moradia e ano, 
constitui-se em 
“informação”.
Figura 02 ─ Dados, indicadores, informação e 
conhecimento
70
Resumindo, o dado é a unidade primária (input) que, 
ao ser trabalhada, gera um indicador; este, ao ser 
analisado, produz informação, que, ao ser 
interpretada, gera conhecimento (OPAS, 2018, p. 6).
Fonte: Elaborada pelo Núcleo Pedagógico Mais 
Conasems.
71
Fonte: Adaptada de Andrade et al., 2017.
Figura 03 ─ Dinâmica do ciclo para gerar informações e ações 
em saúde
Você já tinha pensado que a matéria-prima dos 
indicadores é o conjunto de dados produzidos pelas 
equipes gestoras e pelos profissionais de saúde, 
que alimentam os sistemas nacionais de informação 
e outras estratégias locais de registro? 
Dados Indicadores Informação
(Interpretação da situação)
AÇÃO
(Maior detalhamento / 
novos dados)
(Medidas Corretivas da Situação)
72
Por isso, é fundamental ter muita 
atenção aos registros, para que os 
indicadores de saúde cumpram suas 
principais finalidades, que são: 
Assim, é necessário que os dados tenham qualidade (sendo 
preenchidos corretamente e de forma ininterrupta ao longo do 
tempo) e que os sistemas de informação tenham boa cobertura 
dos problemas ou das situações de saúde que se deseja avaliar 
(Andrade et al., 2017). 
Além disso, um bom indicador de saúde deve apresentar 
viabilidade de mensuração em diferentes níveis geográficos 
(regional, nacional ou local) e subgrupos populacionais (por 
idade, sexo, grupo socioeconômico ou origem étnica) (OPAS, 
2018).
analisar a situação atual de saúde; 
fazer comparações entre diferentes locais e períodos; 
avaliar mudanças de uma situação, doença ou agravo ao 
longo do tempo; e 
subsidiar o planejamento de intervenções.
É a coleta dos dados e a 
notificação em tempo hábil. 
Entende-se oportunidade como o 
momento em que se precisa do 
indicador para tomar uma decisão 
relativa à saúde, como as ações de 
bloqueio de uma doença 
transmissível.
Oportunidade
É a capacidade do indicador de 
mensurar aquilo que se pretende 
avaliar, dependendo, em grande 
medida, da cobertura e da 
qualidade dos sistemas de 
informação.
Validade
73
Outros atributos dos bons indicadores são:
As mensurações devem ser iguais 
quando realizadas por pessoas 
diferentes, utilizando o mesmo 
método. Para isso, é fundamental 
o uso de instrumentos 
padronizados para o registro dos 
dados.
Reprodutibilidade
É a existência de condições 
necessárias (manutenção da 
capacidade técnica e vontade 
política) para a estimativa 
contínua.
Sustentabilidade
74
É a capacidade do indicador de 
proporcionar informação 
adequada e útil.
Pertinência e 
relevância 
É a necessidade de o indicador 
ser compreendido por quem faz 
uso dele.
Compreensibilidade
Para saber mais sobre os atributos ou características 
dos indicadores de saúde, clique aqui ou escaneie o 
QR Code
https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/8e964b11-1adc-451e-8b0f-872ee5e11c42/content
https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/8e964b11-1adc-451e-8b0f-872ee5e11c42/content
https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/8e964b11-1adc-451e-8b0f-872ee5e11c42/content
Segundo a OPAS (2018, p. 8), os indicadores de saúde podem 
ser classificados em positivos e negativos. 
Um indicador é positivo quando 
apresenta uma relação, associação ou 
correlação direta com o estado de 
saúde. Quanto maior o valor, melhor é 
o estado de saúde da população.
Exemplos: a expectativa de vida ao 
nascer e a cobertura vacinal.
Um indicador é negativo quando 
apresenta uma relação, associação ou 
correlação inversa ao estado de 
saúde. Quanto maior o valor, pior é o 
estado de saúde da população.
Exemplos: Taxa de mortalidade 
infantil e Razão de Mortalidade 
Materna.
75
São métricas utilizadas para medir a extensão da aplicação de 
bons cuidados de saúde, ou seja, para avaliar e monitorar as 
atividades realizadas dentro dos serviços de saúde. Eles focam em 
como o cuidado é prestado e permitem a análise de eficiência, 
consistência e conformidade com diretrizes ou padrões de 
melhores práticas para intervenções específicas em saúde. Esses 
indicadores são fundamentais para monitorar e melhorar a 
qualidade dos processos de cuidado, contribuindo para melhores 
resultados para os usuários.
EXEMPLO
Percentual de gestantes que realizaram 6 ou mais 
consultas de pré-natal, sendo a primeira até a 12ª semana 
gestacional. 
119119
Os indicadores também podem ser classificados em Indicadores 
de Processo e de Resultado (PlanificaSUS, 2024, p. 6). 
INDICADORES DE PROCESSO
76
Dizem respeito à recuperação, à restauração da funcionalidade e à 
sobrevida dos pacientes, ou seja, são métricas utilizadas para 
avaliar os efeitos finais das intervenções e dos cuidados de saúde 
sobre a saúde dos usuários e da população em geral. Eles focam 
nos resultados clínicos, funcionais e de satisfação dos pacientes, 
refletindo os resultados concretos do tratamento, da prevenção e 
da gestão de condições de saúde. Dessa forma, constituem uma 
medida direta da eficácia das práticas e das políticas de saúde 
implementadas, mensurando se o processo teve impacto no 
serviço de saúde. 
EXEMPLO
Taxa de mortalidade e taxa de internação. 
119119
INDICADORES DE RESULTADO
77
É importante ressaltar que a medida dos indicadores de 
resultado nem sempre decorre diretamente da qualidade dos 
cuidados de saúde prestados, como ocorre com os indicadores 
de processo,uma vez que os resultados dependem de inúmeros 
outros fatores, para além do cuidado em saúde. 
Por exemplo: um resultado desejado de uma pessoa que sofre um 
ataque cardíaco grave pode ser a sobrevivência, mas a razão pela 
qual a pessoa sobrevive pode não estar relacionada à segurança e 
à qualidade dos cuidados de saúde recebidos (PlanificaSUS, 
2024). 
FIQUE
ATENTO!
78
Para que os trabalhadores e as 
equipes da APS possam calcular 
e acompanhar alguns 
indicadores de processo, 
voltados aos planos de cuidado 
na APS, é importante que 
disponham de informações 
precisas e contínuas:
SOBRE O TERRITÓRIO E A POPULAÇÃO 
População estimada no território de abrangência. 
População cadastrada. 
Subpopulações cadastradas (gestantes, idosos, crianças, 
usuários com doenças crônicas e usuários com condições 
de saúde mental). 
SOBRE O ACESSO AOS SERVIÇOS
Número de atendimentos realizados em relação à 
capacidade instalada do serviço.
79
Análise das agendas dos profissionais da saúde do 
serviço, verificando se a proporção de atendimentos 
individuais, coletivos e domiciliares atende às 
necessidades do território.
Número de vagas de primeira vez e retorno 
disponibilizado por categoria profissional e de acordo com 
a necessidade do território. 
Tempo médio de espera (em dias) para agendamento 
disponível para consulta programada.
SOBRE A GESTÃO DO CUIDADO
Estratificação de risco familiar. 
Estratificação de risco por subpopulações (hipertensos, 
diabéticos, gestantes, idosos e crianças).
Elaboração de planos de cuidado com foco na necessidade 
do usuário identificada.
80
IMPORTANTE
Ter esses dados disponíveis é fundamental para que 
trabalhadores/equipes possam calcular indicadores de processo 
que vão mensurar a qualidade do cuidado prestado e possibilitar 
que sejam adotadas medidas de correção, caso o resultado dos 
indicadores não seja favorável.
São exemplos de indicadores voltados ao plano de cuidados na 
APS:
81
percentual de hipertensos com planos de cuidado 
executados; 
percentual de adesão às consultas programadas; 
tempo médio de espera para consulta eletiva; 
percentual de gestantes com 6 ou mais consultas e que 
iniciaram o pré-natal antes da 12ª semana de gestação; 
adesão ao tratamento de usuários com hipertensão e 
diabetes, entre outros.
Além desses indicadores, quais outros seriam adequados para 
monitoramento em sua unidade de saúde?
E COMO SÃO CONSTRUÍDOS OS
INDICADORES DE SAÚDE?
14
Os indicadores de saúde são, em geral, construídos por 
meio de frequências relativas, como as medidas do tipo 
proporção, coeficiente ou taxa.
As medidas do tipo proporção pressupõem que o numerador 
esteja contido no denominador. São expressas em 
percentagem (%) ou por 1.000, 10.000, 100.000.
A cobertura vacinal é um exemplo de proporção.
Para calcular a cobertura de uma determinada vacina, 
deve-se dividir o número de doses aplicadas (numerador) 
pelo total de pessoas na população-alvo (denominador) e 
multiplicar por 100 para obter a porcentagem.
Cobertura vacinal (%) = (Nº de doses aplicadas / 
População-alvo) x 100. 
82
1783
No caso do exemplo sobre a cobertura vacinal de crianças e 
adolescentes contra o HPV, como a enfermeira Ana chegou à 
conclusão de que a cobertura estava baixa? Que dados utilizou?
Cobertura vacinal contra HPV entre adolescentes = 
Crianças e adolescentes do sexo feminino entre 09 e 14 anos, 
vinculadas à equipe
Crianças e adolescentes do sexo feminino entre 09 e 14 anos 
no período avaliado, com registro de pelo menos uma dose 
da vacina HPV administrada nessa faixa etária x 100
Clique aqui ou escaneie o QR Code e saiba mais sobre os 
Coortes Vacinais – Papilomavírus Humano (HPV) no site 
do Ministério da Saúde. 
Ana obteve os seguintes dados no relatório quadrimestral do 
SIAPS e aplicou a fórmula apresentada a seguir.
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_HPV/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_HPV.html
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_HPV/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_HPV.html
Outros indicadores mais conhecidos, chamados de taxas ou 
coeficientes, são construídos por meio de frequências relativas.
84
De maneira geral, são calculados da seguinte forma: numerador 
x 10n / denominador, onde: 
o numerador é representado por casos da doença, óbitos, 
nascidos vivos com baixo peso etc. (evento que estamos 
estudando); 
o denominador é geralmente representado pela 
população exposta ao risco de sofrer o evento descrito no 
numerador (população total, nascidos vivos); 
10n = dez elevado à potência “n” (ou seja, 10 elevado à 
potência 2, 3, 4, 5 etc.), que varia conforme o 
denominador, de modo que a interpretação do valor final 
seja coerente com o tamanho da população.
Indica a “carga” da doença em 
uma comunidade. Em seu 
cálculo, são considerados os 
casos presentes da doença 
(novos + antigos) em uma 
determinada comunidade, em 
um período de tempo 
especificado.
Taxa de prevalência
Estima o risco de ocorrência de 
uma doença ou outro agravo na 
população (casos novos) em 
uma determinada comunidade, 
em um período de tempo 
específico, sendo calculada a 
partir de casos novos da doença. 
Trata-se de um indicador 
bastante utilizado para doenças 
transmissíveis, cujos casos são 
notificados.
Taxa de incidência
85
Os indicadores mais usados na saúde são:
Representa o risco de óbito (por 
qualquer causa) na comunidade, 
calculado a partir do número de 
óbitos, independentemente da 
faixa etária e da causa.
Coeficiente Geral 
de Mortalidade 
(CGM)
É um indicador de gravidade da 
doença ou agravo na população. 
Representa a proporção de 
óbitos entre os casos da doença 
e estima o risco de morte (pela 
doença) entre os indivíduos 
acometidos. 
Taxa de letalidade
86
É uma estimativa do risco que as 
crianças nascidas vivas têm de 
morrer antes de completar 1 ano 
de idade. 
Taxa de 
Mortalidade Infantil 
(TMI) 
ou
Coeficiente de 
Mortalidade Infantil 
(CMI)
Representa o risco de óbitos por 
causas ligadas à gestação, ao 
parto ou ao puerpério (Andrade 
et al., 2017).
Razão de Mortalidade 
Materna (RMM) 
É um indicador de gravidade da 
doença ou agravo na população. 
Representa a proporção de 
óbitos entre os casos da doença 
e estima o risco de morte (pela 
doença) entre os indivíduos 
acometidos. 
Taxa de letalidade
87
Para saber mais sobre os indicadores de saúde, consulte 
o site Ripsa. Clique aqui ou escaneie o QR Code
Consulte também a Matriz de Indicadores Básicos e as 
formas de cálculo. Clique aqui ou escaneie o QR Code
https://www.ripsa.org.br/lista-indicadores/
https://www.ripsa.org.br/lista-indicadores/
https://www.ripsa.org.br/lista-indicadores/
https://www.ripsa.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Matriz-de-indicadores.pdf
https://www.ripsa.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Matriz-de-indicadores.pdf
https://www.ripsa.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Matriz-de-indicadores.pdf
17
Visando induzir boas práticas entre os profissionais e as equipes, 
proporcionando melhoria do acesso e da qualidade dos serviços 
ofertados na APS, um dos eixos utilizados para o financiamento 
da APS pelo Ministério da Saúde, a partir de 2026, é o 
Componente de Qualidade. Esse componente estimula o alcance 
dos indicadores pactuados, vinculados à Estratégia Saúde da 
Família, às equipes de Saúde Bucal na APS e às equipes 
Multiprofissionais na APS. 
88
Como estão organizados os eixos temáticos dos Indicadores 
relacionados ao Componente de Qualidade da APS?
Componente 
de Qualidade 
da APS  
Equipe de 
Atenção 
Primária e 
Saúde da 
Família
Equipe de 
Atenção 
Primária 
Prisional
Equipe de 
Consultório 
na Rua
Equipe de 
Saúde 
Bucal
Equipes 
Multiprofis-
sionais 
(eMulti)
Figura 04 ─ Componentes de Qualidade da APS
Veja, a seguir, como esses componentes podem ser compreendidos.
Fonte: Elaborada pelo Núcleo Pedagógico Mais Conasems.
89
EQUIPEDE ATENÇÃO PRIMÁRIA E SAÚDE DA 
FAMÍLIA
Indicadores vinculados ao cofinanciamento federal das equipes 
eSF e eAP, distribuídos entre o componente de vínculo e 
acompanhamento territorial e o componente de qualidade.
● Mais acesso
● Cuidado no desenvolvimento infantil
● Cuidado na gestação e no puerpério
● Cuidado da pessoa com diabetes
● Cuidado da pessoa com hipertensão
● Cuidado da pessoa idosa
● Cuidado da mulher na prevenção do câncer
1790
EQUIPE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA PRISIONAL
Indicadores voltados à indução de boas práticas de equidade na 
Atenção Primária à Saúde (APS), vinculados ao cofinanciamento 
federal das eAPP por meio do componente de qualidade.
● Mais acesso à Atenção Primária Prisional
● Cuidado na gestação
● Cuidado da pessoa com diabetes e/ou hipertensão
● Rastreio de infecções sexualmente transmissíveis
● Cuidado da mulher na prevenção do câncer
1791
EQUIPE DE CONSULTÓRIO NA RUA
Indicadores voltados à indução de boas práticas de equidade na 
Atenção Primária à Saúde (APS), vinculados ao cofinanciamento 
federal das eCR por meio do componente de qualidade.
● Mais acesso à eCR
● Cuidado na gestação
● Rastreio de infecções sexualmente transmissíveis
● Cuidado da pessoa com tuberculose
1792
EQUIPE DE SAÚDE BUCAL
Indicadores relacionados às ações desenvolvidas por equipes de 
Saúde Bucal na APS.
● Primeira consulta programada
● Tratamento concluído
● Taxa de exodontia
● Escovação supervisionada em faixa etária escolar (de 6 a 12 
anos)
● Procedimentos odontológicos preventivos
● Tratamento restaurador atraumático
1749
EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS (eMulti)
Indicadores que avaliam ações realizadas por equipes 
multiprofissionais ou que envolvem atuação interprofissional na 
APS.
● Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS
● Média de atendimentos por pessoa pela eMulti na APS
93
No caso do nosso exemplo, a cobertura vacinal de crianças e 
adolescentes contra o HPV é uma das boas práticas que 
compõem o indicador “Cuidado da mulher na prevenção do 
câncer na Atenção Primária à Saúde (APS)”, do Eixo Temático da 
Estratégia Saúde da Família – “Mulher na Prevenção ao Câncer”. 
Compõem esse indicador as boas práticas: 
94
Cada um dos 15 indicadores e as boas práticas 
que integram o Componente da Qualidade 
estão detalhados em Notas Metodológicas Para 
saber mais, clique aqui ou escaneie o QR Code. 
A
B
Ter pelo menos 01 (um) exame de rastreamento para 
câncer do colo do útero em mulheres e em homens 
transgênero de 25 a 64 anos de idade, coletado, 
solicitado ou avaliado nos últimos 36 meses. 
Ter pelo menos 01 (uma) dose da vacina HPV para 
crianças e adolescentes do sexo feminino de 09 a 14 
anos de idade. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas
95
C
D
Ter pelo menos 01 (um) atendimento presencial ou 
remoto, para adolescentes, mulheres e homens 
transgênero de 14 a 69 anos de idade, sobre atenção à 
saúde sexual e reprodutiva, realizado nos últimos 12 
meses. 
Ter registro de pelo menos 01 (um) exame de 
rastreamento para câncer de mama em mulheres e em 
homens transgênero de 50 a 69 anos de idade, 
solicitado ou avaliado nos últimos 24 meses.
Vale reforçar que a relação entre a qualidade na 
Atenção Primária à Saúde (APS) e as boas práticas de 
cuidado é direta e indissociável, pois as boas práticas 
de cuidado funcionam como os meios operacionais e 
técnicos que garantem a oferta de um cuidado de 
qualidade. Enquanto a qualidade é o objetivo final 
(atender às necessidades de saúde com segurança, 
eficácia e satisfação), as boas práticas são as ações do 
dia a dia – organizadas, humanizadas e baseadas em 
evidências, que concretizam a qualidade. 
Por fim, considera-se que a 
análise dos indicadores de 
saúde constitui-se em 
importante mecanismo nos 
processos de monitoramento 
e avaliação do cuidado. 
Vejamos agora como 
monitorar e avaliar o cuidado 
prestado pela APS.
Com o intuito de proporcionar a 
gestores e trabalhadores da APS 
maiores detalhes sobre os novos 
indicadores do Componente de 
Qualidade do cofinanciamento 
federal da APS, o CONASEMS 
disponibiliza uma websérie. O 
programa é composto de 18 
vídeos curtos (com duração entre 
6 e 13 minutos) que detalham 
cada um dos indicadores do 
Componente de Qualidade da 
APS (o que é e forma de cálculo). 
96
Clique aqui ou escaneie o QR 
Code. Você verá que os vídeos 
apresentam depoimentos que 
facilitam a compreensão do 
assunto. 
https://www.youtube.com/playlist?list=PLR3_tmYi7H3ymrG97RFpcGk_F63qTG2su
https://www.youtube.com/playlist?list=PLR3_tmYi7H3ymrG97RFpcGk_F63qTG2su
04
Ferramentas de 
Monitoramento e 
Avaliação do Cuidado
Quadro 04 ─ Diferença entre o monitoramento e a avaliação
Primeiramente, é importante compreender a diferença entre o 
monitoramento e a avaliação:
É o acompanhamento contínuo 
(análises longitudinais) das 
atividades e dos processos; 
busca revelar o curso ou o 
desenvolvimento relacionado à 
implementação de ações, 
serviços ou políticas públicas. 
Processo mais detalhado e 
analítico, que busca mensurar o 
funcionamento e os impactos de 
um programa ou política, com o 
intuito de subsidiar melhorias e 
informar a tomada de decisão.
Utiliza dados e indicadores (por 
meio de observações, pareceres, 
medições, tabulações e 
compilações) para acompanhar 
a operação e os resultados e 
identificar possíveis ajustes 
necessários.
Expande os conteúdos de 
mensuração e verificação do 
monitoramento, utilizando uma 
diversidade de instrumentos 
para determinar valores e 
méritos de serviços, programas 
e políticas.
Acompanha o desenvolvimento 
de ações e programas ao longo 
do tempo e formula hipóteses a 
respeito.
Aprofunda a compreensão 
sobre esse desenvolvimento, 
investigando as hipóteses 
geradas pelo monitoramento.
Verifica se o desenrolar das 
ações de uma dada estratégia 
aponta para o alcance de metas 
e objetivos.
 
Amplia a compreensão sobre o 
avaliado, por meio de 
instrumental qualitativo ou 
quantitativo, conforme a 
questão em análise.
Fonte: Adaptada de Conass, 2026; Brasil, 2025.
Monitoramento Avaliação
98
17
Portanto, pode-se afirmar que o monitoramento e a avaliação são 
faces complementares de um mesmo processo. Enquanto o 
monitoramento tem o propósito de subsidiar os tomadores de 
decisão com informações mais simples e em períodos 
estabelecidos sobre o desenvolvimento do programa, resumidas 
em painéis ou sistemas de indicadores, a avaliação do 
funcionamento e dos efeitos desse programa busca fornecer 
informações mais aprofundadas e detalhadas (Brasil, 2025).
49
1998
Criação do Sistema de Informações da Atenção Básica 
(SIAB), que instituiu mecanismos de coleta de dados 
sobre cadastramento populacional e indicadores de 
atenção a usuários nos territórios. 
1999
Regulamentação do Pacto dos indicadores da Atenção 
Básica (SISPACTO), como instrumento nacional de 
monitoramento e avaliação das ações e dos serviços de 
saúde.
2001 Implantação da saúde bucal no Programa Saúde da Família.
2004 Criação da Política Nacional de Saúde Bucal.
2006
Publicação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB 
2006)/Programa Saúde da Família (PSF) se torna Estratégia 
Saúde da Família (ESF).
O monitoramento e a avaliação são 
temas tratados com relevância na APS. 
Podemos resgatar medidas como:
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2000 
2010
Instituição, pelo MS, da Avaliação para Melhoria da Qualidade 
(AMQ).
2011
2019
Substituição do PMAQ pelo Programa Previne Brasil, que 
introduziu um rol reduzido de indicadores a serem monitorados, 
cujo alcance de metas pactuadas passou a compor parte 
importante do financiamento da APS. 
2024
Extinção do Previne Brasil, que foi substituído pelo Novo Modelo 
de Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde, instituído 
pela Portaria GM/MS nº 3.493/2024. O rol de indicadores foi

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