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2 AUDITORIA: CONCEITO E DEFINIÇÃO De acordo com Attie (2011, p. 5), a auditoria é uma especialização contábil voltada para testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com 0 objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado. A auditoria das demonstrações contábeis visa às informações contidas nessas afirmações; logo, é evidente que todos itens, formas e métodos que as influenciam também sejam examinados. 0 exame da auditoria engloba a verificação documental, os livros e registros com características controladoras, a obtenção de evidências de dados de caráter interno ou externo que se relacionam com 0 controle do patrimônio e a exatidão dos registros e as demonstrações deles decorrentes. A ênfase que se dá a cada situação depende de uma série de decorrências dos diferentes segmentos que compõem a organização. Os exames de auditoria obedecem às normas de auditoria e incluem procedimentos de comprovações dos dados em estudo caracterizado por uma reflexão competente e independente. De acordo com Crepaldi (2007, p. 3), a auditoria consiste em controlar as áreas-chave nas empresas a fim de evitar situações que propiciem fraudes, desfalques e subornos, por meio de testes reguladores nos controles internos específicos de cada organização. Crepaldi (2007) acrescenta auditoria como sendo levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações contábeis ou financeiras de uma entidade. Recentemente, 0 Brasil passou por significativas alterações nas estruturas dos aspectos normativos pertinentes à auditoria independente: a partir de 1° de janeiro de 2010 passaram a ser adotadas as Normas Internacionais de Auditoria, em conformidade com as mesmas normas emitidas pelo International 11 Unidade I Federation of Accoutants IFAC e International Auditing and Assurance Standards Board IAASB. Nesse sentido, durante anos de 2009, 2010 e 2011, mais de 40 novas resoluções, plenamente alinhadas e harmonizadas às Normas Internacionais de Auditoria NIAs, foram emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade CFC. Contudo, transitoriamente, apenas em casos específicos, algumas empresas de auditoria e auditores independentes (pessoa física) ainda puderam, excepcionalmente nos anos de 2010 e 2011, aplicar as antigas normas a estrutura e ramificações da NBC-T11. 0 Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da Resolução 953/2003 NBC-T11, define auditoria da seguinte maneira: Auditoria das demonstrações contábeis constitui conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre sua adequação, consoante aos princípios fundamentais de contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, à legislação específica. Vemos, dessa forma, que as novas normas do Conselho Federal de Contabilidade trazem claras definições sobre que são serviços de auditoria independente e vários outros tipos de trabalhos correlatos, que, em muitas situações, apesar de denominados pelo contratante e mesmo por alguns auditores como "auditoria", não podem ser assim definidos em razão dessa nova normatização. Pelas atuais Normas Brasileiras de Contabilidade, campo da auditoria, no padrão internacional, tem agora nomenclaturas quanto à sua estrutura, como veremos a seguir.

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