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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 
6
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
10
CAPÍTULO II - DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
15
CAPÍTULO III - DA VEDAÇÃO AO ACESSO DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES A 
CONTEÚDOS E SERVIÇOS IMPRÓPRIOS, INADEQUADOS OU PROIBIDOS POR LEI 
22
CAPÍTULO IV - DOS MECANISMOS DE AFERIÇÃO DE IDADE 
23
CAPÍTULO V - DA SUPERVISÃO PARENTAL 
25
CAPÍTULO VI - DOS PRODUTOS DE MONITORAMENTO INFANTIL 
29
CAPÍTULO VII - DOS JOGOS ELETRÔNICOS 
29
CAPÍTULO VIII - DA PUBLICIDADE EM MEIO DIGITAL 
30
CAPÍTULO IX - DAS REDES SOCIAIS 
31
CAPÍTULO X - DA PREVENÇÃO E COMBATE A VIOLAÇÕES GRAVES CONTRA CRIANÇAS E 
ADOLESCENTES NO AMBIENTE DIGITAL 
33
CAPÍTULO XI - DO REPORTE DE VIOLAÇÕES AOS DIREITOS DE CRIANÇAS E DE 
ADOLESCENTES 
35
CAPÍTULO XII - DA TRANSPARÊNCIA E DA PRESTAÇÃO DE CONTAS 
37
CAPÍTULO XIII - DO USO ABUSIVO DOS INSTRUMENTOS DE DENÚNCIA 
38
CAPÍTULO XIV - DA GOVERNANÇA 
40
CAPÍTULO XV - DAS SANÇÕES 
40
CAPÍTULO XVI - DISPOSIÇÕES FINAIS 
42
CONCLUSÃO 
44
RESUMO 
45
QUESTÕES COMENTADAS 
46
LISTA DE QUESTÕES 
58
GABARITO 
58
https://docs.google.com/forms/d/1ahdtecEtKeCkEPfobxMlgsoaqHpwX8xPX4gc7m1KGJk/viewform?edit_requested=true
E-BOOK
4Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Profa. Géssica Ehle
@profgessicaehle
INTRODUÇÃO
A Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025, representa o amadurecimento do ordenamento jurídico 
brasileiro diante dos desafios impostos pela hiperconectividade. A norma não surge para substituir o 
Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), mas para expandir suas garantias ao ambiente 
virtual, inclusive recebendo o nome de ECA Digital.
Estrutura Normativa
A lei é composta por quarenta e um artigos e está organizada a partir dos seguintes capítulos:
 o Capítulo I: Das Disposições Preliminares;
 o Capítulo II: Dos Produtos e Serviços de Tecnologia da Informação;
 o Capítulo III: Da Vedação ao Acesso de Crianças e de Adolescentes a Conteúdos e Serviços 
Impróprios, Inadequados ou Proibidos por Lei;
 o Capítulo IV: Dos Mecanismos de Aferição de Idade;
 o Capítulo V: Da Supervisão Parental;
 o Capítulo VI: Dos Produtos de Monitoramento Infantil; 
 o Capítulo VII: Dos Jogos Eletrônicos;
 o Capítulo VIII: Da Publicidade em Meio Digital;
 o Capítulo IX: Das Redes Sociais;
 o Capítulo X: Da Prevenção e Combate a Violações Graves Contra Crianças e Adolescentes no 
Ambiente Digital;
 o Capítulo XI: Do Reporte de Violações aos Direitos de Crianças e de Adolescentes;
E-BOOK
5Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
 o Capítulo XII: Da Transparência e da Prestação de Contas;
 o Capítulo XIII: Do Uso Abusivo dos Instrumentos de Denúncia;
 o Capítulo XIV: Da Governança;
 o Capítulo XV: Das Sanções;
 o Capítulo XVI: Disposições Finais.
Por meio deste e-book e do estudo de cada um desses capítulos, veremos que a lei propõe, sobretudo, 
o caminho correto para que qualquer produto ou serviço de tecnologia da informação direcionado a 
crianças e a adolescentes no País ou de acesso provável por eles, possa adentrar ao ambiente digital 
sem violar a doutrina da proteção integral.
Princípios Norteadores
O ECA Digital adota o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente e da sua proteção 
integral, especial e prioritária como seus princípios fundamentais. Ainda, inúmeros de seus 
dispositivos relacionam sua aplicação aos princípios previstos no art. 6º da Lei nº 13.709, de 14 de 
agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
O princípio do melhor interesse impõe que, diante de qualquer conflito de direitos ou interpretação 
normativa, a solução escolhida deve ser aquela que proporcione o maior benefício e a máxima 
proteção à criança e ao adolescente. No âmbito da Lei nº 15.211/2025, esse conceito passa a alcançar 
o design e a governança das plataformas digitais, o que importa em dizer que o lucro das big techs ou 
a liberdade de expressão dos adultos não podem se sobrepor à segurança física, psíquica e moral de 
crianças e adolescentes.
Nos termos do próprio art. 5º, §2º, da Lei:
“[...] considera-se como expressão do melhor interesse da criança e do adolescente 
a proteção de sua privacidade, segurança, saúde mental e física, acesso à informação, 
liberdade de participação na sociedade, acesso significativo às tecnologias digitais e 
bem-estar.”.
E-BOOK
6Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Para atender aos desafios enfrentados pela norma, o parágrafo demonstra como se deve implementar 
a doutrina do melhor interesse da criança e do adolescente também junto ao ambiente digital.
O ECA Digital também utiliza como aporte os princípios da proteção integral, especial e prioritária, 
baseados no art. 227 da Constituição Federal de 1988 e nos artigos 1º, 4º e 6º do ECA. De acordo com 
o Estatuto da Criança e do Adolescente:
• Proteção Integral: Crianças e adolescentes passam a ser considerados sujeitos de direitos, 
devendo ser protegidos de quaisquer ameaças ou violações aos seus direitos fundamentais.
• Prioridade Absoluta: Considera como dever da família, da comunidade, da sociedade em geral 
e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à 
vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, 
à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Essa prioridade 
garante que crianças e adolescentes tenham primazia para receber proteção e socorro, 
precedência no atendimento em serviços, formulação de políticas públicas e destinação de 
recursos. 
• Condição especial de “pessoa em desenvolvimento”: Crianças e adolescentes passam a ser 
considerados pessoas em fase especial de desenvolvimento, não mais “adultos em miniatura”, 
como previa a doutrina menorista. 
No contexto da Lei nº 15.211/2025, esse conceito se expande para o ecossistema digital, exigindo que 
o Estado, a família e a sociedade atuem proativamente para garantir que o ambiente virtual seja um 
espaço de emancipação e acesso à informação, não um cenário de violações de direitos. De acordo 
com o art. 29 do ECA Digital:
Art. 29. Para atender ao princípio da proteção integral, é dever dos fornecedores 
de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a 
adolescentes ou de acesso provável por eles proceder à retirada de conteúdo que 
viola direitos de crianças e de adolescentes assim que forem comunicados do 
caráter ofensivo da publicação pela vítima, por seus representantes, pelo Ministério 
Público ou por entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e de 
adolescentes, independentemente de ordem judicial.
E-BOOK
7Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
O supracitado art. 29, mostra o compromisso do legislador em efetivar a proteção integral, obrigando 
aos fornecedores a retirada dos conteúdos publicados, independentemente de ordem expedida pela 
autoridade judiciária, garantindo celeridade ao procedimento.
Ainda, de acordo com o art. 12, I, do ECA Digital, os princípios da finalidade, adequação, necessidade, 
livre acesso, qualidade dos dados, transparência, segurança, prevenção, não discriminação, 
responsabilização e prestação de contas, presentes no previstos no art. 6º da Lei nº 13.709, de 14 de 
agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais)1, também servirão à aplicação da norma, 
especialmente no procedimento de aferição da idade. 
Dica da Professora: Lembre-se de que a Lei nº 15.211/2025 dialoga diretamente 
com o art. 227 da CF/88. Em questões de prova, qualquer interpretação que 
minimize a vulnerabilidade da criança e do adolescente no ambiente digital em 
favor da autonomia dos fornecedores de produtos e serviços estará incorreta à luz 
desses princípios.
1 Art. 6º As atividadese-book sirva como um guia seguro, objetivo e direto ao ponto na sua jornada de 
preparação. O Direito da Criança e do Adolescente ganha mais uma norma absolutamente relevante, 
que consagra os princípios do melhor interesse e da proteção integral de crianças e adolescentes, 
estendendo-os para o meio digital.
Continue firme no propósito, mantenha a constância nos estudos e lembre-se de que cada artigo 
compreendido o aproxima não apenas da tão sonhada aprovação, mas do dever que todos temos de 
prezar pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes.
Bons estudos e conte sempre comigo!
Profa. Géssica Ehle
@profgessicaehle
E-BOOK
43Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
RESUMO
O ECA Digital extingue a simples autodeclaração de idade, exigindo mecanismos de verificação 
mais rigorosos e a vinculação de contas de crianças aos seus responsáveis legais. Entre as principais 
mudanças, destacam-se: 
• Proibição de publicidade direcionada a esse público;
• O veto a funcionalidades que estimulam o vício digital, como a rolagem infinita;
• O banimento de "loot boxes" em jogos (caixas de recompensa). 
Ademais, de forma esquematizada, veja outras importantes contribuições trazidas por seu texto:
E-BOOK
44Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
QUESTÕES COMENTADAS
1. (INÉDITA/2026) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, sobre sua aplicabilidade a produtos e serviços de 
tecnologia da informação, assinale a alternativa correta:
A) A lei aplica-se exclusivamente a empresas de tecnologia que possuam sede física ou centros de 
desenvolvimento localizados em território brasileiro. 
B) A proteção abrange apenas produtos criados especificamente para o público infantil, excluindo serviços de 
uso geral, como redes sociais e motores de busca.
C) A lei aplica-se a serviços direcionados a menores ou de acesso provável por eles, independentemente da 
localização da empresa ou do local de fabricação do produto.
D) Os serviços de tecnologia desenvolvidos no exterior estão isentos do cumprimento desta lei, desde que sua 
comercialização seja feita apenas por meios digitais.
Comentários: 
A questão aborda o art. 1º da referida lei, que diz: “Esta Lei dispõe sobre a proteção de crianças e de 
adolescentes em ambientes digitais e aplica-se a todo produto ou serviço de tecnologia da informação 
direcionado a crianças e a adolescentes no País ou de acesso provável por eles, independentemente 
de sua localização, desenvolvimento, fabricação, oferta, comercialização e operação”.
Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
2. (INÉDITA/2026) Assinale a alternativa que apresenta o parâmetro principal para o oferecimento de 
produtos ou serviços de tecnologia direcionados a crianças e adolescentes:
E-BOOK
45Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
A) O melhor interesse da criança e do adolescente. 
B) O cumprimento exclusivo dos termos de uso da plataforma. 
C) A liberdade de expressão e acesso irrestrito à informação.
D) A maximização da experiência do usuário e engajamento.
Comentários: 
A questão aborda o art. 3º do ECA Digital: “Os produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles devem garantir a proteção 
prioritária desses usuários, ter como parâmetro o seu melhor interesse e contar com medidas 
adequadas e proporcionais para assegurar um nível elevado de privacidade, de proteção de dados e 
de segurança, nos termos definidos nas Leis nºs 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e 
do Adolescente), e 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais)”.
Logo, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
3. A utilização de produtos ou serviços de tecnologia da informação por crianças e adolescentes tem 
como fundamentos, considerando o previsto na Lei nº 15.211/2025:
I – a garantia de sua proteção integral;
II – a prevalência absoluta de seus interesses;
III – a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento biopsicossocial;
IV – a segurança contra intimidação, exploração, abuso, ameaça e outras formas de violência;
V – o respeito à autonomia e ao desenvolvimento progressivo do indivíduo;
VI – a proteção contra a exploração comercial.
Está correto o que se apresenta em: 
A) I, III e IV.
E-BOOK
46Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
B) II, III e V.
C) I e IV.
D) todos os itens.
Comentários:
A questão aborda o art. 4º da referida lei, observe-o: “A utilização de produtos ou serviços de 
tecnologia da informação por crianças e adolescentes tem como fundamentos: I – a garantia de 
sua proteção integral; II – a prevalência absoluta de seus interesses; III – a condição peculiar de 
pessoa em desenvolvimento biopsicossocial; IV – a segurança contra intimidação, exploração, abuso, 
ameaça e outras formas de violência; V – o respeito à autonomia e ao desenvolvimento progressivo 
do indivíduo; VI – a proteção contra a exploração comercial; VII – a observância dos princípios 
estabelecidos na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência); VIII – a 
promoção da educação digital, com foco no desenvolvimento da cidadania e do senso crítico para o 
uso seguro e responsável da tecnologia; e IX – a transparência e a responsabilidade no tratamento de 
dados pessoais de crianças e de adolescentes”.
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
4. (INÉDITA/2026) A Lei nº 15.211/2025 institui o popularmente conhecido ECA Digital, ela estabelece 
que as medidas de prevenção e mitigação de riscos devem ser tomadas pelos fornecedores:
A) Somente após a aplicação ser notificada por órgãos de proteção. 
B) Apenas quando o serviço atingir mais de 1 milhão de usuários ativos. 
C) Desde a concepção e ao longo de toda a operação das aplicações. 
D) Exclusivamente durante a fase de testes, antes do lançamento comercial.
Comentários:
E-BOOK
47Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
A questão aborda o caput do art. 6º: “Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da 
informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão tomar 
medidas razoáveis desde a concepção e ao longo da operação de suas aplicações, com o objetivo 
de prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com os 
seguintes conteúdos, produtos ou práticas (...)” .
Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
5. De acordo com a Lei nº 15.211/2025, os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da 
informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável devem mitigar riscos de 
conteúdos que induzam ou auxiliem práticas que levem a danos à saúde, EXCETO:
A) Automutilação e suicídio. 
B) Autodiagnóstico e automedicação. 
C) Uso de substâncias que causem dependência química. 
D) Práticas publicitárias em geral destinadas a crianças e a adolescentes.
Comentários: 
A questão aborda o art. 6º da referida Lei: “Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da 
informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão tomar 
medidas razoáveis desde a concepção e ao longo da operação de suas aplicações, com o objetivo 
de prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com 
os seguintes conteúdos, produtos ou práticas: I – exploração e abuso sexual; II – violência física, 
intimidação sistemática virtual e assédio; III – indução, incitação, instigação ou auxílio, por meio de 
instruções ou orientações, a práticas ou comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental 
de crianças e de adolescentes, tais como violência física ou assédio psicológico a outrascrianças e 
adolescentes, uso de substâncias que causem dependência química ou psicológica, autodiagnóstico 
e automedicação, automutilação e suicídio; IV – promoção e comercialização de jogos de azar, 
apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de 
E-BOOK
48Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
comercialização proibida a crianças e a adolescentes; V – práticas publicitárias predatórias, injustas 
ou enganosas ou outras práticas conhecidas por acarretarem danos financeiros a crianças e a 
adolescentes; e VI – conteúdo pornográfico”.
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
6. (INÉDITA/2026) O ECA Digital determina que os serviços de tecnologia para crianças e adolescentes 
devem garantir, por padrão, a configuração no modelo mais protetivo de privacidade. Segundo a lei, 
essa obrigação deve ser observada:
A) Apenas após a primeira atualização do software após o lançamento. 
B) Somente se o responsável legal solicitar isso formalmente à plataforma. 
C) Desde a concepção dos produtos e serviços de tecnologia. 
D) Apenas para usuários que declararem ter menos de 12 anos de idade.
Comentários: 
A lei estabelece o princípio do Privacy by Design, exigindo que a proteção máxima de dados seja 
planejada e implementada desde o nascimento do projeto tecnológico. Assim, de acordo com o art. 
7º temos que: “Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados 
a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão, desde a concepção de seus 
produtos e serviços, garantir, por padrão, a configuração no modelo mais protetivo disponível em 
relação à privacidade e à proteção de dados pessoais, considerados a autonomia e o desenvolvimento 
progressivo do indivíduo e justificado o melhor interesse da criança e do adolescente”.
Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
7. Sobre os mecanismos de verificação de idade em plataformas estabelecidos pelo ECA Digital, assinale 
a alternativa que apresenta uma prática expressamente VEDADA pela lei:
A) A utilização de biometria facial para a estimativa de idade. 
E-BOOK
49Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
B) A integração com bancos de dados governamentais de identificação. 
C) A simples autodeclaração de idade por parte do usuário. 
D) A exigência de um documento de identidade oficial com foto.
Comentários: 
A questão aborda o art. 9º da Lei 15.211/2025: “Os fornecedores de produtos ou serviços de 
tecnologia da informação que disponibilizarem conteúdo, produto ou serviço cuja oferta ou acesso 
seja impróprio, inadequado ou proibido para menores de 18 (dezoito) anos de idade deverão adotar 
medidas eficazes para impedir o seu acesso por crianças e adolescentes no âmbito de seus serviços 
e produtos. § 1º Para dar efetividade ao disposto no caput, deverão ser adotados mecanismos 
confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo, produto ou serviço de que 
trata o caput deste artigo, vedada a autodeclaração”.
Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
8. (INÉDITA/2025) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, lojas de aplicativos e sistemas operacionais 
deverão:
A) Bloquear automaticamente todo e qualquer acesso à internet após as 20h. 
B) Fornecer um relatório semanal impresso com todos os sites visitados pelo menor. 
C) Permitir a configuração de mecanismos de supervisão parental voluntários e ativos. 
D) Assumir a responsabilidade integral por todas as compras feitas por menores.
 Comentários: 
De acordo com o art. 12 da referida lei, temos que: “Os provedores de lojas de aplicações de internet 
e de sistemas operacionais de terminais deverão: I – tomar medidas proporcionais, auditáveis e 
tecnicamente seguras para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários, observados os princípios 
E-BOOK
50Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
previstos no art. 6º da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados 
Pessoais); II – permitir que os pais ou responsáveis legais configurem mecanismos de supervisão 
parental voluntários e supervisionem, de forma ativa, o acesso de crianças e de adolescentes a 
aplicativos e conteúdos; e III – possibilitar, por meio de Interface de Programação de Aplicações 
(Application Programming Interface – API) segura e pautada pela proteção da privacidade desde o 
padrão, o fornecimento de sinal de idade aos provedores de aplicações de internet, exclusivamente 
para o cumprimento das finalidades desta Lei e com salvaguardas técnicas adequadas.”.
 Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
9. (INÉDITA/2025) A Lei nº 15.211/2025 limita recursos projetados para estender artificialmente o tempo 
de uso do produto ou serviço pela criança ou pelo adolescente no meio digital. Assinale a alternativa 
que apresenta um recurso para essa limitação: 
A) Ferramentas de busca por termos educativos e científicos. 
B) Reprodução automática de mídia (autoplay) e recompensas pelo tempo de uso. 
C) Filtros de luz azul para proteção da visão durante a noite. 
D) Botões de salvamento de arquivos para estudo offline.
Comentários:
Conforme o art. 17, § 4º, da referida Lei, temos que: “As configurações-padrão das ferramentas 
de supervisão parental deverão adotar o mais alto nível de proteção disponível, assegurados, no 
mínimo: I – restrição à comunicação com crianças e adolescentes por usuários não autorizados; II 
– limitação de recursos para aumentar, sustentar ou estender artificialmente o uso do produto ou 
serviço pela criança ou pelo adolescente, como reprodução automática de mídia, recompensas 
pelo tempo de uso, notificações e outros recursos que possam resultar em uso excessivo do 
produto ou serviço por criança ou adolescente (...) “.
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
E-BOOK
51Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
10. (INÉDITA/2026) Considerando-se a Lei nº 15.211/2025, as ferramentas de supervisão parental deverão 
permitir aos pais e responsáveis legais:
I – restringir compras e transações financeiras;
II – visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade da criança ou do adolescente
III – acessar métricas consolidadas do tempo total de uso do produto ou serviço; 
IV – identificar os perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente se comunica;
V – ativar ou desativar salvaguardas por meio de controles acessíveis e adequados.
Está correto o que se afirma em: 
A) I, II e IV.
B) II, III e V. 
C) I, III e V.
D) todos os itens.
Comentários: 
A questão aborda o art. 18 da referida lei: “As ferramentas de supervisão parental deverão permitir 
aos pais e responsáveis legais: I – visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade 
da criança ou do adolescente; II – restringir compras e transações financeiras; III – identificar os 
perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente se comunica; IV – acessar métricas 
consolidadas do tempo total de uso do produto ou serviço; V – ativar ou desativar salvaguardas 
por meio de controles acessíveis e adequados; VI – dispor de informações e de opções de controle 
em língua portuguesa”.
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.
11. (INÉDITA/2026) O conhecido ECA Digital, instituído pela Lei 15.211/2025, estabelece uma proibição 
direta sobre um mecanismo comum em jogos eletrônicos direcionados a menores. Assinale a 
E-BOOK
52Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
alternativa que apresenta tal proibição
A) O uso de chats de voz entre jogadores da mesma equipe. 
B) A oferta de caixas de recompensa (loot boxes) com conteúdo aleatório. 
C) A criaçãode avatares personalizados com roupas de super-heróis. 
D) A participação em torneios de e-sports com premiação em troféus.
Comentários: 
A questão aborda o art. 20 da referida Lei: “São vedadas as caixas de recompensa (loot boxes) 
oferecidas em jogos eletrônicos direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável 
por eles, nos termos da respectiva classificação indicativa”.
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
12. (INÉDITA/2026) De acordo com o Art. 24 do ECA Digital, a obrigatoriedade de vincular a conta do 
menor à conta de um responsável legal aplica-se a usuários de que faixa etária?
A) Apenas a crianças de até 10 anos de idade. 
B) A todos os menores de 18 anos, sem exceção. 
C) A crianças e adolescentes de até 16 anos de idade. 
D) Somente a adolescentes entre 14 e 18 anos.
Comentários: 
A questão aborda o art. 24: “No âmbito de seus serviços, os provedores de produtos ou serviços 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão garantir que 
usuários ou contas de crianças e de adolescentes de até 16 (dezesseis) anos de idade estejam 
E-BOOK
53Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
vinculados ao usuário ou à conta de um de seus responsáveis legais”.
Logo, alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
13. (INÉDITA/2026) Considerando o previsto na Lei nº 15.211/2025, assinale a alternativa INCORRETA.
A) É vedada a criação de perfis comportamentais de usuários crianças e adolescentes a partir da coleta e do 
tratamento de seus dados pessoais, inclusive daqueles obtidos nos processos de verificação de idade, bem 
como de dados grupais e coletivos, para fins de direcionamento de publicidade comercial.
B) Os provedores de redes sociais deverão prever regras específicas para o tratamento de dados de crianças e 
de adolescentes, definidas de forma concreta e documentada e com base no seu melhor interesse.
C) Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território nacional 
deverão apenas remover conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento 
detectados em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente.
D) Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes 
ou de acesso provável por eles deverão disponibilizar aos usuários mecanismos de notificações acerca de 
violações aos direitos de crianças e de adolescentes.
Comentários:
A alternativa A está correta. De acordo com o art. 26 da referida Lei, temos que: “É vedada a criação 
de perfis comportamentais de usuários crianças e adolescentes a partir da coleta e do tratamento de 
seus dados pessoais, inclusive daqueles obtidos nos processos de verificação de idade, bem como de 
dados grupais e coletivos, para fins de direcionamento de publicidade comercial”.
A alternativa B está correta. Conforme o previsto no art. 25, temos que: “Os provedores de redes 
sociais deverão prever regras específicas para o tratamento de dados de crianças e de adolescentes, 
definidas de forma concreta e documentada e com base no seu melhor interesse”.
 A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 27 da referida Lei, temos 
que: “Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território 
E-BOOK
54Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
nacional deverão remover e comunicar os conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de 
sequestro e de aliciamento detectados em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente, às 
autoridades nacionais e internacionais competentes, na forma de regulamento”.
A alternativa D está correta. Conforme o art. 28 do ECA Digital: “Os fornecedores de produtos ou 
serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável 
por eles deverão disponibilizar aos usuários mecanismos de notificações acerca de violações aos 
direitos de crianças e de adolescentes”.
14. (INÉDITA/2026) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, assinale a alternativa que apresenta o critério 
de escala de usuários para que os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e 
a adolescentes ou de acesso provável sejam obrigados a elaborar os relatórios de transparência 
previstos na lei:
A) Possuir qualquer número de usuários menores de idade, independentemente da faixa etária. 
B) Possuir mais de 1.000.000 (um milhão) de usuários na faixa etária de crianças e adolescentes registrados no 
Brasil.
C) Ter sua sede principal obrigatoriamente localizada em território nacional. 
D) Alcançar faturamento anual superior a 100 milhões de reais com publicidade infantil.
Comentários: 
A questão aborda o art. 31 da referida Lei: “Os provedores de aplicações de internet direcionadas 
a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles que possuírem mais de 1.000.000 (um 
milhão) de usuários nessa faixa etária registrados, com conexão de internet no território nacional, 
deverão elaborar relatórios semestrais, em língua portuguesa, a serem publicados no sítio eletrônico 
do provedor, que contenha (...)”.
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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55Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
15. (INÉDITA/2026) Os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e a adolescentes ou 
de acesso provável por eles deverão disponibilizar aos usuários informações claras e acessíveis sobre 
as hipóteses de uso indevido dos instrumentos de denúncia, bem como sobre as sanções cabíveis, 
observado o devido processo interno. A Lei nº 15.211/2025 lista medidas sancionatórias que as 
plataformas podem aplicar. Entre elas, está:
A) Aplicação de multas em dinheiro diretamente na fatura do celular do usuário. 
B) Divulgação do endereço residencial do infrator para outros usuários. 
C) Suspensão temporária da conta do usuário infrator. 
D) Proibição do usuário de acessar qualquer outro site da internet brasileira.
Comentários: 
A questão aborda o art. 33, § 1º, da referida Lei: “(...) Constituem medidas sancionatórias, entre outras 
que se mostrarem adequadas, proporcionais e necessárias à gravidade da conduta: I – a suspensão 
temporária da conta do usuário infrator; II – o cancelamento da conta em casos de reincidência ou de 
abuso grave; e III – a comunicação às autoridades competentes, quando houver indícios de infração 
penal ou de violação de direitos”.
Logo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
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56Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
LISTA DE QUESTÕES
1. (INÉDITA/2026) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, sobre sua aplicabilidade a produtos e serviços de 
tecnologia da informação, assinale a alternativa correta:
E) A lei aplica-se exclusivamente a empresas de tecnologia que possuam sede física ou centros de 
desenvolvimento localizados em território brasileiro. 
F) A proteção abrange apenas produtos criados especificamente para o público infantil, excluindo serviços de 
uso geral, como redes sociais e motores de busca.
G) A lei aplica-se a serviços direcionados a menores ou de acesso provável por eles, independentemente da 
localização da empresa ou do local de fabricação do produto.
H) Os serviços de tecnologia desenvolvidos no exterior estão isentos do cumprimento desta lei, desde que sua 
comercialização seja feita apenas por meios digitais.
2. (INÉDITA/2026) Assinale a alternativa que apresenta o parâmetro principal para o oferecimento de 
produtos ou serviços de tecnologia direcionados a crianças e adolescentes:
A) O melhor interesse da criança e do adolescente. 
B) O cumprimento exclusivo dos termos de uso da plataforma. 
C) A liberdade de expressão e acesso irrestrito à informação.
D) Amaximização da experiência do usuário e engajamento.
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57Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
3. A utilização de produtos ou serviços de tecnologia da informação por crianças e adolescentes tem 
como fundamentos, considerando o previsto na Lei nº 15.211/2025:
I – a garantia de sua proteção integral;
II – a prevalência absoluta de seus interesses;
III – a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento biopsicossocial;
IV – a segurança contra intimidação, exploração, abuso, ameaça e outras formas de violência;
V – o respeito à autonomia e ao desenvolvimento progressivo do indivíduo;
VI – a proteção contra a exploração comercial;
Está correto o que se apresenta em: 
A) I, III e IV.
B) II, III e V.
C) I e IV.
D) todos os itens.
4. (INÉDITA/2026) A Lei nº 15.211/2025 institui o popularmente conhecido ECA Digital, ela estabelece 
que as medidas de prevenção e mitigação de riscos devem ser tomadas pelos fornecedores
A) Somente após a aplicação ser notificada por órgãos de proteção. 
B) Apenas quando o serviço atingir mais de 1 milhão de usuários ativos. 
C) Desde a concepção e ao longo de toda a operação das aplicações. 
D) Exclusivamente durante a fase de testes antes do lançamento comercial
5. De acordo com a Lei nº 15.255/2025, os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da 
informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável devem mitigar riscos de 
conteúdos que induzam ou auxiliem práticas que levem a danos à saúde, EXCETO:
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58Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
A) Automutilação e suicídio. 
B) Autodiagnóstico e automedicação. 
C) Uso de substâncias que causem dependência química. 
D) Práticas publicitárias em geral destinadas a crianças e a adolescentes.
6. (INÉDITA/2026) O ECA Digital determina que os serviços de tecnologia para crianças e adolescentes 
devem garantir, por padrão, a configuração no modelo mais protetivo de privacidade. Segundo a lei, 
essa obrigação deve ser observada:
A) Apenas após a primeira atualização do software após o lançamento. 
B) Somente se o responsável legal solicitar isso formalmente à plataforma. 
C) Desde a concepção dos produtos e serviços de tecnologia. 
D) Apenas para usuários que declararem ter menos de 12 anos de idade.
7. Sobre os mecanismos de verificação de idade em plataformas estabelecidos pelo ECA Digital, assinale 
a alternativa que apresenta uma prática expressamente VEDADA pela lei:
A) A utilização de biometria facial para estimativa de idade. 
B) A integração com bancos de dados governamentais de identificação. 
C) A simples autodeclaração de idade por parte do usuário. 
D) A exigência de um documento de identidade oficial com foto.
8. (INÉDITA/2025) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, lojas de aplicativos e sistemas operacionais 
deverão:
A) Bloquear automaticamente todo e qualquer acesso à internet após as 20h. 
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59Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
B) Fornecer um relatório semanal impresso com todos os sites visitados pelo menor. 
C) Permitir a configuração de mecanismos de supervisão parental voluntários e ativos. 
D) Assumir a responsabilidade integral por todas as compras feitas por menores
9. (INÉDITA/2025) A Lei nº 15.211/2025 limita recursos projetados para estender artificialmente o tempo 
de uso do produto ou serviço pela criança ou pelo adolescente no meio digital. Assinale a alternativa 
que apresenta um recurso para essa limitação: 
A) Ferramentas de busca por termos educativos e científicos. 
B) Reprodução automática de mídia (autoplay) e recompensas pelo tempo de uso. 
C) Filtros de luz azul para proteção da visão durante a noite. 
D) Botões de salvamento de arquivos para estudo offline.
10. (INÉDITA/2026) Considerando-se a Lei nº 15.211/2025, as ferramentas de supervisão parental deverão 
permitir aos pais e responsáveis legais:
I – restringir compras e transações financeiras;
II – visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade da criança ou do adolescente
III – acessar métricas consolidadas do tempo total de uso do produto ou serviço; 
IV – identificar os perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente se comunica;
V – ativar ou desativar salvaguardas por meio de controles acessíveis e adequados.
Está correto o que se afirma em: 
A) I, II e IV.
B) II, III e V. 
C) I, III e V.
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60Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
D) todos os itens.
11. (INÉDITA/2026) O conhecido ECA Digital, instituído pela Lei 15.211/2025, estabelece uma proibição 
direta sobre um mecanismo comum em jogos eletrônicos direcionados a menores. Assinale a 
alternativa que a 
A) O uso de chats de voz entre jogadores da mesma equipe. 
B) A oferta de caixas de recompensa (loot boxes) com conteúdo aleatório. 
C) A criação de avatares personalizados com roupas de super-heróis. 
D) A participação em torneios de e-sports com premiação em troféus.
12. (INÉDITA/2026) De acordo com o Art. 24 do ECA Digital, a obrigatoriedade de vincular a conta do 
menor à conta de um responsável legal aplica-se a usuários de que faixa etária?
A) Apenas a crianças de até 10 anos de idade. 
B) A todos os menores de 18 anos, sem exceção. 
C) A crianças e adolescentes de até 16 anos de idade. 
D) Somente a adolescentes entre 14 e 18 anos.
13. (INÉDITA/2026) Considerando o previsto na Lei nº 15.211/2025, assinale a alternativa INCORRETA.
A) É vedada a criação de perfis comportamentais de usuários crianças e adolescentes a partir da coleta e do 
tratamento de seus dados pessoais, inclusive daqueles obtidos nos processos de verificação de idade, bem 
como de dados grupais e coletivos, para fins de direcionamento de publicidade comercial.
B) Os provedores de redes sociais deverão prever regras específicas para o tratamento de dados de crianças e 
de adolescentes, definidas de forma concreta e documentada e com base no seu melhor interesse.
C) Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território nacional 
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61Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
deverão apenas remover conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento 
detectados em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente.
D) Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes 
ou de acesso provável por eles deverão disponibilizar aos usuários mecanismos de notificações acerca de 
violações aos direitos de crianças e de adolescentes.
14. (INÉDITA/2026) De acordo com a Lei nº 15.211/2025, assinale a alternativa que apresenta o critério 
de escala de usuários para que os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e 
a adolescentes ou de acesso provável sejam obrigados a elaborar os relatórios de transparência 
previstos na lei:
A) Possuir qualquer número de usuários menores de idade, independentemente da faixa etária. 
B) Possuir mais de 1.000.000 (um milhão) de usuários na faixa etária de crianças e adolescentes registrados no 
Brasil.
C) Ter sua sede principal obrigatoriamente localizada em território nacional. 
D) Alcançar faturamento anual superior a 100 milhões de reais com publicidade infantil.
15. (INÉDITA/2026) Os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e a adolescentes ou 
de acesso provável por eles deverão disponibilizar aos usuários informações claras e acessíveis sobre 
as hipóteses de uso indevido dos instrumentos de denúncia, bem como sobre as sanções cabíveis, 
observado o devido processo interno. A Lei nº 15.211/2025 lista medidas sancionatórias que as 
plataformas podem aplicar. Entre elas, está:
A) Aplicação de multas em dinheiro diretamente na fatura do celular do usuário. 
B) Divulgaçãodo endereço residencial do infrator para outros usuários. 
C) Suspensão temporária da conta do usuário infrator. 
D) Proibição do usuário de acessar qualquer outro site da internet brasileira.
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62Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
GABARITO
1 C
2 A
3 D
4 C
5 D
6 C
7 C
8 C
9 B
10 D
11 B
12 C
13 C
14 B
15 C
https://www.estrategiaconcursos.com.br/promocoes/assinaturas/
https://docs.google.com/forms/d/1ahdtecEtKeCkEPfobxMlgsoaqHpwX8xPX4gc7m1KGJk/viewform?edit_requested=true
https://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorConcurso/sistema-de-questoes/#/
	INTRODUÇÃO
	CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
	CAPÍTULO II - DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
	CAPÍTULO III - DA VEDAÇÃO AO ACESSO DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES A CONTEÚDOS E SERVIÇOS IMPRÓPRIOS, INADEQUADOS OU PROIBIDOS POR LEI
	CAPÍTULO IV - DOS MECANISMOS DE AFERIÇÃO DE IDADE
	CAPÍTULO V - DA SUPERVISÃO PARENTAL
	CAPÍTULO VI - DOS PRODUTOS DE MONITORAMENTO INFANTIL
	CAPÍTULO VII - DOS JOGOS ELETRÔNICOS
	CAPÍTULO VIII - DA PUBLICIDADE EM MEIO DIGITAL
	CAPÍTULO IX - DAS REDES SOCIAIS
	CAPÍTULO X - DA PREVENÇÃO E COMBATE A VIOLAÇÕES GRAVES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO AMBIENTE DIGITAL
	CAPÍTULO XI - DO REPORTE DE VIOLAÇÕES AOS DIREITOS DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES
	CAPÍTULO XII - DA TRANSPARÊNCIA E DA PRESTAÇÃO DE CONTAS
	Capítulo XIII - DO USO ABUSIVO DOS INSTRUMENTOS DE DENÚNCIA
	CAPÍTULO XIV - DA GOVERNANÇA
	CAPÍTULO XV - DAS SANÇÕES
	CAPÍTULO XVI - DISPOSIÇÕES FINAIS
	CONCLUSÃO
	RESUMO
	QUESTÕES COMENTADAS
	Lista De Questões
	Gabaritode tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios:
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem pos-
sibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do 
tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência 
dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados;
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem 
como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a 
necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do 
tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial;
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autor-
izados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de 
comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas 
medidas.
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8Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Amparo Constitucional
A Lei 15.211/2025 encontra seu fundamento de validade no art. 227 da Constituição Federal, que 
impõe como dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao 
jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, 
violência, crueldade e opressão. 
Outro dispositivo de destaque do texto constitucional é o art. 5º, LXXIX, da CF, que elevou a proteção 
de dados pessoais à categoria de direito fundamental, garantindo sua proteção, proteção dos 
dados pessoais, inclusive nos meios digitais.
Diante do exposto, observada a estrutura normativa, os princípios norteadores e o amparo 
constitucional para a redação e aprovação do ECA Digital, passemos ao seu estudo esquematizado.
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção de crianças e de adolescentes em ambientes 
digitais e aplica-se a todo produto ou serviço de tecnologia da informação 
direcionado a crianças e a adolescentes no País ou de acesso provável por eles, 
independentemente de sua localização, desenvolvimento, fabricação, oferta, 
comercialização e operação.
O primeiro artigo do ECA Digital apresenta a norma como sendo a Lei que protegerá crianças e 
adolescentes em ambientes digitais, livrando-as de todo produto ou serviço da tecnologia da 
informação que lhes possa ser prejudicial. De acordo com a Lei, considera-se acesso provável por 
crianças e adolescentes as seguintes situações:
• Suficiente probabilidade de uso e atratividade do produto ou serviço de tecnologia da 
informação por crianças e adolescentes;
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9Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
• Considerável facilidade ao acesso e utilização do produto ou serviço de tecnologia da 
informação por crianças e adolescentes; e
• Significativo grau de risco à privacidade, à segurança ou ao desenvolvimento biopsicossocial 
de crianças e de adolescentes, especialmente no caso de produtos ou serviços que tenham 
por finalidade permitir a interação social e o compartilhamento de informações em larga 
escala entre usuários em ambiente digital.
O presente dispositivo estabelece a extraterritorialidade da norma. O ponto chave é o "acesso 
provável": a lei não protege apenas quem usa produtos infantis, mas quem usa qualquer tecnologia 
que seja atrativa ou de fácil acesso ao menor. 
O artigo 2º, importantíssimo para fins de prova, trata dos conceitos fundamentais do ECA Digital. 
Veja:
Produto ou serviço de tecnologia da informação: produto ou serviço fornecido 
a distância, por meio eletrônico e provido em virtude de requisição individual, 
tais como aplicações de internet, programas de computador, softwares, sistemas 
operacionais de terminais, lojas de aplicações de internet e jogos eletrônicos ou 
similares conectados à internet ou a outra rede de comunicações;
Produto ou serviço de monitoramento infantil: produto ou serviço de tecnologia 
da informação destinado ao acompanhamento, por pais ou responsáveis legais, das 
ações executadas por crianças e adolescentes em ambientes digitais, a partir do 
registro ou da transmissão de imagens, de sons, de informações de localização, de 
atividade ou de outros dados;
Rede Social: aplicação de internet que tem como principal finalidade o 
compartilhamento e a disseminação, pelos usuários, de opiniões e informações 
veiculadas por textos ou arquivos de imagens, sonoros ou audiovisuais, em uma 
única plataforma, por meio de contas conectadas ou acessíveis de forma articulada, 
permitida a conexão entre usuários;
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10Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Caixa de recompensa: funcionalidade disponível em certos jogos eletrônicos 
que permite a aquisição, mediante pagamento, pelo jogador, de itens virtuais 
consumíveis ou de vantagens aleatórias, resgatáveis pelo jogador ou usuário, sem 
conhecimento prévio de seu conteúdo ou garantia de sua efetiva utilidade;
Perfilamento: qualquer forma de tratamento de dados pessoais, automatizada ou 
não, para avaliar certos aspectos de uma pessoa natural, com o objetivo de classificá-
la em grupo ou perfil de modo a fazer inferências sobre seu comportamento, 
situação econômica, saúde, preferências pessoais, interesses, desejos de consumo, 
localização geográfica, deslocamentos, posições políticas ou outras características 
assemelhadas;
Loja de aplicações de internet: aplicação de internet que distribui e facilita 
o download, para usuários de terminais, de aplicações de internet disponibilizadas 
ou tornadas acessíveis por meio de sua plataforma;
Sistema operacional: software de sistema que controla as funções básicas de 
um hardware ou software e permite que aplicações de internet, programas de 
computador, aplicativos ou outros softwares sejam executados por meio dele;
Mecanismo de supervisão parental: conjunto de configurações, de ferramentas e 
de salvaguardas tecnológicas integradas a produtos ou serviços de tecnologia da 
informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles 
que possibilitem aos pais ou responsáveis legais supervisionar, limitar e gerenciar o 
uso do serviço, o conteúdo acessado e o tratamento de dados pessoais realizado;
Serviço com controle editorial: aplicação de internet que tem como finalidade 
principal a disponibilização de conteúdos previamente selecionados, sem o uso de 
meios automatizados de seleção, por agente econômico responsável;
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11Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de 
adolescentes no ambiente digital: entidade da administraçãopública criada por 
lei, responsável por zelar pela aplicação desta Lei e fiscalizar o seu cumprimento 
em todo o território nacional e por editar regulamentos e procedimentos para 
sua execução, a qual deve observar no processo decisório as normas previstas 
no Capítulo I da Lei nº 13.848, de 25 de junho de 2019;
Monetização: remuneração direta ou indireta de usuário de aplicação de 
internet pela publicação, pela postagem, pela exibição, pela disponibilização, pela 
transmissão, pela divulgação ou pela distribuição de conteúdo, incluída receita por 
visualizações, assinaturas, doações, patrocínios, publicidade ou venda de produtos 
e serviços vinculados; e
Impulsionamento: ampliação artificial do alcance, da visibilidade ou da priorização 
de conteúdo mediante pagamento pecuniário ou valor estimável em dinheiro.
Como vemos, o art. 2º é o "glossário" da lei. Dê atenção especial aos incisos IV (caixa de recompensa) 
e V (perfilamento), termos técnicos que ganham definição jurídica estrita, o que facilita sua 
implementação e fiscalização.
Ainda sobre conceituações, para o ECA Digital, considera-se:
Criança: pessoa até doze anos de idade incompletos. Adolescente: pessoa entre 
doze e dezoito anos de idade. 
Internet: diz respeito ao sistema constituído do conjunto de protocolos lógicos, 
estruturado em escala mundial para uso público e irrestrito, com a finalidade de 
possibilitar a comunicação de dados entre terminais por meio de diferentes redes 
(art. 5º, I, da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, Marco Civil da Internet);
Terminal: o computador ou qualquer dispositivo que se conecte à internet (art. 5º, 
II, da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, Marco Civil da Internet);
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12Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Aplicações de internet: o conjunto de funcionalidades que podem ser acessadas 
por meio de um terminal conectado à internet (art. 5º, VII da Lei nº 12.965, de 23 
de abril de 2014, Marco Civil da Internet).
Além disso, para o ECA Digital, não são consideradas como produtos ou serviços de tecnologia da 
informação as funcionalidades essenciais para o funcionamento da internet, como os protocolos e 
os padrões técnicos abertos e comuns que permitem a interconexão entre as redes de computadores 
que compõem a internet.
Art. 3º Os produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a 
crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles devem garantir a 
proteção prioritária desses usuários, ter como parâmetro o seu melhor interesse e 
contar com medidas adequadas e proporcionais para assegurar um nível elevado 
de privacidade, de proteção de dados e de segurança, nos termos definidos nas 
Leis nºs 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), 
e 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
Nos termos do parágrafo único, a criança e o adolescente têm o direito de ser educados, orientados 
e acompanhados por seus pais ou responsáveis legais quanto ao uso da internet e à sua experiência 
digital. A estes incumbe o exercício do cuidado ativo e contínuo, por meio da utilização de 
ferramentas de supervisão parental adequadas à idade e ao estágio de desenvolvimento da criança 
e do adolescente.
A lei é cuidadosa ao mencionar "ferramentas adequadas à idade e ao estágio de desenvolvimento", 
assim:
• Para crianças menores: o controle é mais restritivo, com a presença de filtros de conteúdo e 
bloqueio de horários.
• Para adolescentes: a supervisão deve evoluir para o diálogo e mediação, respeitando o estágio 
de desenvolvimento.
O texto reforça que a tecnologia, a exemplo de softwares de controle parental, serve como auxílio na 
defesa e promoção de direitos de crianças e adolescentes, mas não substitui a orientação humana.
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13Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Assim, no artigo 3º, vê-se o reafirmar da proteção prioritária e o diálogo de fontes entre o ECA e a 
LGPD. O parágrafo único introduz o conceito de "cuidado ativo e contínuo" dos pais, equilibrando a 
responsabilidade do Estado com a da família.
CAPÍTULO II - DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Art. 4º A utilização de produtos ou serviços de tecnologia da informação por 
crianças e adolescentes tem como fundamentos:
I – a garantia de sua proteção integral;
II – a prevalência absoluta de seus interesses;
III – a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento biopsicossocial;
IV – a segurança contra intimidação, exploração, abuso, ameaça e outras formas de 
violência;
V – o respeito à autonomia e ao desenvolvimento progressivo do indivíduo;
VI – a proteção contra a exploração comercial;
VII – a observância dos princípios estabelecidos na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 
2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência);
VIII – a promoção da educação digital, com foco no desenvolvimento da cidadania e 
do senso crítico para o uso seguro e responsável da tecnologia; e
IX – a transparência e a responsabilidade no tratamento de dados pessoais de 
crianças e de adolescentes.
Conforme observamos em nossa introdução, o princípio da proteção integral, já previsto no ECA de 
1990, é estendido ao universo digital. Do mesmo modo, a norma também mantém a prevalência 
absoluta de seus interesses e o respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento 
biopsicossocial.
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14Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
As plataformas, agora, devem reconhecer que crianças e adolescentes são 
vulneráveis a mecanismos projetados para prender a atenção, o que fica 
evidente no reconhecimento do “status” de pessoas em desenvolvimento, 
que precisam ser protegidas de práticas de violência. Diante disso, o ECA 
Digital:
Proíbe o "infinite scroll" (rolagem infinita) e o "autoplay" para perfis de 
menores, visando evitar o uso compulsivo e a dependência de telas.
Estabelece o "modo noturno compulsório", suspendendo notificações 
entre as 22h e 06h para usuários menores de 18 anos.
Destaca-se o inciso V, por ser inovador ao citar o "desenvolvimento progressivo", reconhecendo que 
a proteção deve ser adaptada conforme a criança e o adolescente crescem e ganham discernimento. 
A proteção contra a exploração comercial de crianças e adolescentes, será mais bem estudada junto 
ao capítulo da publicidade em meio digital, quando observaremos que a publicidade direcionada a 
crianças baseada em perfilamento comportamental é vedada pela Lei. 
O documento também menciona a necessidade de observância dos princípios estabelecidos na Lei 
nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). O Estatuto da PcD garante 
prioridade absoluta, reconhece o direito à acessibilidade, à igualdade de oportunidades e à capacidade 
civil plena, de modo que deverão ser assegurados igualmente junto ao meio digital.
O ECA Digital também promove a educação digital para o desenvolvimento do senso crítico e uso 
responsável da tecnologia. As escolas passam a ter um papel mais ativo na orientação dos alunos 
quanto à privacidade, à cidadania e ao respeito no ambiente virtual.
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15Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
O último dos incisos trata sobre a transparência e a responsabilidade no tratamento de dados pessoais 
de crianças e de adolescentes. Ele é responsável pela incorporação de inúmeros dispositivos. Assim:
• Segurança por Design (Safety by Design): os serviços devem nascer com as configurações 
mais protetivas de privacidade ativadas por padrão.
• Relatórios de Transparência: provedores com mais de um milhão de usuários menores de 
idade devem publicar relatórios semestrais detalhando denúncias recebidas e medidas de 
proteção adotadas.
• Fim da Autodeclaração: as plataformas não podem mais aceitar apenas o "clique" do usuário 
afirmando ter a idade permitida;devem implementar mecanismos confiáveis de verificação 
de idade (como biometria ou IA).
Art. 5º Os produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças 
e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão observar os deveres de 
prevenção, de proteção, de informação e de segurança previstos neste Capítulo e 
nas Leis nºs 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), 
e 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), em 
conformidade com o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente e 
da sua proteção integral, especial e prioritária.
O dispositivo relaciona o ECA Digital ao Código Consumerista e ao próprio ECA para tratar sobre 
como prevenir o acesso e uso inadequado de produtos e serviços por crianças e adolescentes. Nesse 
sentido, o parágrafo primeiro dispõe que os fornecedores dos produtos ou serviços de tecnologia 
da informação deverão adotar as medidas técnicas adequadas, inclusive mecanismos de segurança 
amplamente reconhecidos, que possibilitem à família e aos responsáveis legais prevenirem o acesso 
e o uso inadequado por crianças e adolescentes.
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16Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Conforme mencionado durante a introdução, o ECA Digital considera como 
expressão do melhor interesse da criança e do adolescente a proteção de sua 
privacidade, segurança, saúde mental e física, acesso à informação, liberdade 
de participação na sociedade, acesso significativo às tecnologias digitais e 
bem-estar.
De acordo com o ECA Digital, a autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de 
crianças e de adolescentes no ambiente digital poderá emitir recomendações e orientações acerca 
das práticas relevantes para a consecução das obrigações, considerados as assimetrias regulatórias, 
as funcionalidades e o nível de risco de cada produto ou serviço, bem como a evolução tecnológica e 
os padrões técnicos aplicáveis.
Art. 6º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão tomar 
medidas razoáveis desde a concepção e ao longo da operação de suas aplicações, 
com o objetivo de prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou 
facilitação de contato com os seguintes conteúdos, produtos ou práticas:
I. Exploração e abuso sexual;
II. Violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;
III. Indução, incitação, instigação ou auxílio, por meio de instruções ou orientações, 
a práticas ou comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de 
crianças e de adolescentes, tais como violência física ou assédio psicológico a 
outras crianças e adolescentes, uso de substâncias que causem dependência 
química ou psicológica, autodiagnóstico e automedicação, automutilação e 
suicídio;
IV. Promoção e comercialização de jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, 
produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização 
proibida a crianças e a adolescentes;
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17Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
V. Práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas ou outras práticas 
conhecidas por acarretarem danos financeiros a crianças e a adolescentes; e
VI. Conteúdo pornográfico.
De forma esquematizada, temos:
Tais práticas de prevenção destinadas aos fornecedores de produtos ou serviços não eximem os pais e 
responsáveis legais, as pessoas que se beneficiam financeiramente da produção ou distribuição pública 
de qualquer representação visual de criança ou de adolescente e as autoridades administrativas, 
judiciárias e policiais de atuarem para impedir sua exposição às situações violadoras.
Entre as medidas de prevenção previstas, incluem-se políticas claras, eficazes e adequadas à legislação 
brasileira de prevenção à intimidação sistemática virtual e a outras formas de assédio na internet, 
com mecanismos de apoio adequado às vítimas, bem como o desenvolvimento e a disponibilização 
de programas educativos de conscientização direcionados a crianças, adolescentes, pais, educadores, 
funcionários e equipes de suporte sobre os riscos e as formas de prevenção e de enfrentamento 
dessas práticas.
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18Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Art. 7º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão, 
desde a concepção de seus produtos e serviços, garantir, por padrão, a configuração 
no modelo mais protetivo disponível em relação à privacidade e à proteção de 
dados pessoais, considerados a autonomia e o desenvolvimento progressivo do 
indivíduo e justificado o melhor interesse da criança e do adolescente.
Tal dispositivo institui a proteção por padrão (privacy by default). As configurações de privacidade 
devem vir no nível máximo "de fábrica", retirando da criança e do adolescente o ônus de ter que se 
proteger manualmente.
Nesse sentido, o parágrafo primeiro determina que o produto ou serviço deverá, por padrão, operar 
com o grau mais elevado de proteção da privacidade e dos dados pessoais, e observa que será 
obrigatória a disponibilização de informações claras, acessíveis e adequadas para que a criança ou 
o adolescente e seus responsáveis possam exercer escolhas informadas quanto à eventual adoção 
de configurações menos protetivas.
Os fornecedores deverão abster-se de realizar o tratamento dos dados pessoais de crianças e de 
adolescentes de forma que cause, facilite ou contribua para a violação de sua privacidade ou de 
quaisquer outros direitos a eles assegurados em lei.
Além do citado dever de abstenção, o art. 8º estabelece que tais fornecedores deverão:
• Realizar gerenciamento de riscos de seus recursos, funcionalidades e sistemas e de seus 
impactos direcionados à segurança e à saúde de crianças e de adolescentes;
• Realizar avaliação do conteúdo disponibilizado para crianças e adolescentes de acordo com a 
faixa etária, para que seja compatível com a respectiva classificação indicativa;
• Oferecer sistemas e processos projetados para impedir que crianças e adolescentes 
encontrem, por meio do produto ou serviço, conteúdos ilegais e pornográficos, bem como 
outros conteúdos manifestamente inadequados à sua faixa etária, conforme as normas de 
classificação indicativa e a legislação aplicável;
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19Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
• Desenvolver desde a concepção e adotar por padrão configurações que evitem o uso 
compulsivo de produtos ou serviços por crianças e adolescentes; e
• Informar extensivamente a todos os usuários sobre a faixa etária indicada para o produto ou 
serviço no momento do acesso, conforme estabelecido pela política de classificação indicativa.
Observamos que o dispositivo obriga o gerenciamento de riscos e a classificação indicativa. O inciso 
IV proíbe o "uso compulsivo", atacando diretamente as mecânicas de vício digital. 
De forma esquematizada, temos:
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20Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
CAPÍTULO III - DA VEDAÇÃO AO ACESSO DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES A 
CONTEÚDOS E SERVIÇOS IMPRÓPRIOS, INADEQUADOS OU PROIBIDOS POR LEI
Art. 9º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação que 
disponibilizarem conteúdo, produto ou serviço cuja oferta ou acesso seja impróprio, 
inadequado ou proibido para menores de 18 (dezoito) anos de idade deverão adotar 
medidas eficazes para impedir o seu acesso por crianças e adolescentes no âmbito 
de seus serviços e produtos.
Em termos didáticos, tal artigo é o chamado “o artigo de tolerância zero" para conteúdos 18+. Seu 
parágrafo primeiro determina que, para dar efetividade a suas medidas, deverão ser adotados 
mecanismosconfiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo, produto ou 
serviço, vedada a autodeclaração.
Atenção: O mencionado §1º é fundamental para provas de concursos, pois proíbe a 
autodeclaração de idade, exigindo mecanismos confiáveis e efetivos de verificação.
Ainda, consideram-se impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes os produtos, serviços 
ou conteúdos de tecnologia da informação que contenham material pornográfico, ou quaisquer 
outros vedados pela legislação vigente. Tal dispositivo também se encontra relacionado ao tema da 
prevenção dentro do ECA.
Na sequência, o ECA Digital menciona outro dever atribuído aos provedores de aplicações de internet 
que disponibilizarem conteúdo pornográfico:
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21Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Os provedores de aplicações de internet que disponibilizarem conteúdo pornográfico deverão 
impedir a criação de contas ou de perfis por crianças e adolescentes no âmbito de seus serviços.
Vemos, no decorrer desse capítulo, que a responsabilidade pela adoção de medidas eficazes para 
impedir o acesso de crianças e adolescentes a produtos ou serviços cuja oferta ou acesso seja 
impróprio, inadequado ou proibido para menores de 18 (dezoito) anos de idade é atribuída aos 
fornecedores. Tal dispositivo evidencia a transformação imediata proposta pela norma.
CAPÍTULO IV - DOS MECANISMOS DE AFERIÇÃO DE IDADE
Art. 10. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão 
adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade, nos termos 
deste Capítulo, respeitadas a autonomia progressiva e a diversidade de contextos 
socioeconômicos brasileiros.
No presente capítulo, especialmente entre os artigos 10 e 15, vemos dispositivos que tratam 
da operacionalização técnica do ECA Digital. Em outras palavras, que mecanismos deverão ser 
incorporados para que a norma produza efeitos.
Quanto ao caput, destaca-se o princípio da autonomia progressiva, o qual reconhece que o 
estágio de desenvolvimento precisa ser considerado para garantir a extensão correta do direito à 
autodeterminação. Ademais, o respeito à diversidade de contextos socioeconômicos brasileiros 
visa garantir que tais mecanismos não promovam a exclusão digital de crianças e adolescentes em 
vulnerabilidade econômica. 
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22Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
O poder público poderá atuar como regulador, certificador e promotor 
de soluções técnicas de verificação de idade, observados os limites da legalidade, da proteção 
à privacidade e dos direitos fundamentais. Essa atuação do poder público deverá assegurar a 
participação social, por meio de consulta pública e de outros mecanismos de participação social, de 
forma a garantir transparência no processo regulatório.
Art. 12. Os provedores de lojas de aplicações de internet e de sistemas operacionais 
de terminais deverão:
I. tomar medidas proporcionais, auditáveis e tecnicamente seguras para aferir a 
idade ou a faixa etária dos usuários, observados os princípios previstos no art. 
6º da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados 
Pessoais);
II. permitir que os pais ou responsáveis legais configurem mecanismos de 
supervisão parental voluntários e supervisionem, de forma ativa, o acesso de 
crianças e de adolescentes a aplicativos e conteúdos; e
III. possibilitar, por meio de Interface de Programação de Aplicações (Application 
Programming Interface – API) segura e pautada pela proteção da privacidade 
desde o padrão, o fornecimento de sinal de idade aos provedores de aplicações 
de internet, exclusivamente para o cumprimento das finalidades desta Lei e com 
salvaguardas técnicas adequadas.
O parágrafo primeiro do art. 12 fala sobre o princípio da minimização de dados, o qual deverá regular 
o fornecimento de sinal de idade por meio de Interface de Programação de Aplicações, vedado 
qualquer compartilhamento contínuo, automatizado e irrestrito de dados pessoais de crianças e 
de adolescentes.
Já a autorização para download de aplicativos por crianças e adolescentes dependerá de 
consentimento livre e informado dos pais ou responsáveis legais, prestado nos termos da legislação 
vigente, respeitada a autonomia progressiva, vedada a presunção de autorização na hipótese de 
ausência de manifestação dos pais ou responsáveis legais.
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23Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
O art. 13 fala sobre o princípio da finalidade, afirmando que os dados coletados para a verificação de 
idade de crianças e de adolescentes poderão ser utilizados unicamente para essa finalidade, vedado 
seu tratamento para qualquer outro propósito.
Art. 15. O cumprimento das obrigações previstas neste Capítulo não exime os 
demais agentes da cadeia digital das suas responsabilidades legais, cabendo a 
todos os envolvidos garantir de forma solidária a proteção integral de crianças e de 
adolescentes.
Tal dispositivo destaca o dever de responsabilidade solidária entre os agentes da cadeia digital. Sendo 
assim, se, por exemplo, uma plataforma falha em moderar um conteúdo e uma empresa de publicidade 
se aproveita desse erro para exibir anúncios à crianças, ambas podem ser responsabilizadas.
CAPÍTULO V - DA SUPERVISÃO PARENTAL
Art. 16. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão 
disponibilizar a pais, responsáveis legais, crianças e adolescentes, com acesso 
de forma independente da aquisição do produto, informações sobre os riscos e 
as medidas de segurança adotadas para esse público, incluídas a privacidade e a 
proteção de dados, em conformidade com o disposto no art. 14 da Lei nº 13.709, de 
14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
O artigo reforça o dever de transparência. O controlador deve mapear riscos e, obrigatoriamente, 
elaborar Relatório de Impacto (RIPD) quando o tratamento de dados não for estritamente necessário 
à operação, permitindo a fiscalização pela Autoridade Autônoma.
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24Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Na hipótese de tratamento de dados de crianças e de adolescentes, sobretudo quando realizado para 
fins que não os estritamente necessários para a operação do produto ou serviço, o controlador2 
deverá:
• Mapear os riscos e envidar esforços para mitigá-los; e
• Elaborar relatório de impacto, de monitoramento e de avaliação da proteção de dados pessoais, 
a ser compartilhado sob requisição da autoridade administrativa autônoma de proteção dos 
direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital, na forma de regulamento.
O art. 17 é o chamado "Manual do Provedor". Ele refere que os fornecedores de produtos ou serviços 
de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles 
deverão:
2 BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados. “Art. 5º Para os fins desta Lei, 
considera-se: VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões 
referentes ao tratamento de dados pessoais;”.
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25Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Ademais, a autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de 
adolescentes no ambiente digital estabelecerá, por regulamento, diretrizes e padrões mínimos sobre 
mecanismos de supervisão parental a serem observados pelos fornecedores, os quais deverão ser 
orientados pelo melhor interesse da criança e do adolescente e pelo desenvolvimento progressivo de 
suas capacidades.
Tomemos cuidado com o parágrafo terceiro do art. 17, pois o mesmo afirmaque fornecedores de 
produtos ou de serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de 
acesso provável por eles poderão submeter à apreciação da autoridade administrativa autônoma 
de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital mecanismos de 
supervisão parental, mas isso não será pré-requisito para a utilização desses mecanismos ou para a 
disponibilização de produtos ou serviços ao público, nos termos de regulamento.
Por fim, as configurações-padrão das ferramentas de supervisão parental deverão adotar o mais alto 
nível de proteção disponível, assegurados, no mínimo:
• restrição à comunicação com crianças e adolescentes por usuários não autorizados;
• limitação de recursos para aumentar, sustentar ou estender artificialmente o uso do 
produto ou serviço pela criança ou pelo adolescente, como reprodução automática de mídia, 
recompensas pelo tempo de uso, notificações e outros recursos que possam resultar em uso 
excessivo do produto ou serviço por criança ou adolescente;
• oferta de ferramentas para acompanhamento do uso adequado e saudável do produto ou 
serviço;
• emprego de interfaces que permitam a imediata visualização e limitação do tempo de uso 
do produto ou serviço;
• controle sobre sistemas de recomendação personalizados, inclusive com opção de 
desativação;
• restrição ao compartilhamento da geolocalização e fornecimento de aviso prévio e claro 
sobre seu rastreamento;
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26Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
• promoção da educação digital midiática quanto ao uso seguro de produtos ou serviços de 
tecnologia da informação;
• revisão regular das ferramentas de inteligência artificial, com participação de especialistas 
e órgãos competentes, com base em critérios técnicos que assegurem sua segurança e 
adequação ao uso por crianças e adolescentes, garantida a possibilidade de desabilitar 
funcionalidades não essenciais ao funcionamento básico dos sistemas;
• disponibilização, sempre que tecnicamente viável, de recursos ou de conexões a serviços 
de suporte emocional e de bem-estar, com conteúdo adequado à faixa etária e orientações 
baseadas em evidências, especialmente nos casos de interações com riscos psicossociais 
identificados.
A seguir, temos a esquematização sobre o artigo 18 do ECA Digital, o qual garante aos pais o controle 
real (financeiro e de privacidade) e, dentre outros dispositivos, proíbe as "dark patterns" (interfaces 
manipuladoras) que visam desativar ferramentas de controle ou induzir a criança e o adolescente ao 
erro. Assim:
As ferramentas de supervisão parental deverão permitir aos pais e re-
sponsáveis legais:
• Visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade da 
criança ou do adolescente;
• Restringir compras e transações financeiras;
• Identificar os perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente 
se comunica;
• Acessar métricas consolidadas do tempo total de uso do produto ou 
serviço;
• Ativar ou desativar salvaguardas por meio de controles acessíveis e ade-
quados;
• Dispor de informações e de opções de controle em língua portuguesa.
Atenção: É vedado ao fornecedor projetar, modificar ou manipular interfaces com o 
objetivo ou efeito de comprometer a autonomia, a tomada de decisão ou a escolha 
do usuário, especialmente se resultar no enfraquecimento das ferramentas de 
supervisão parental ou das salvaguardas.
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27Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
CAPÍTULO VI - DOS PRODUTOS DE MONITORAMENTO INFANTIL
Art. 19. Os produtos ou serviços de monitoramento infantil deverão conter 
mecanismos e soluções de tecnologia da informação e comunicação vigentes para 
garantir a inviolabilidade das imagens, dos sons e das outras informações captadas, 
armazenadas e transmitidas aos pais ou responsáveis legais.
Os produtos ou serviços deverão conter linguagem apropriada e serem orientados pelo melhor 
interesse da criança e do adolescente e pelo pleno desenvolvimento de suas capacidades.
O capítulo trata de dispositivos como babás eletrônicas e smartwatches. O foco aqui é a segurança 
cibernética (inviolabilidade) e o direito à informação do próprio menor (§1º), que deve saber que está 
sendo monitorado, em linguagem adequada.
CAPÍTULO VII - DOS JOGOS ELETRÔNICOS
Art. 20. São vedadas as caixas de recompensa (loot boxes) oferecidas em jogos 
eletrônicos direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles, 
nos termos da respectiva classificação indicativa.
O art. 20 é tópico de altíssima relevância para provas de concursos públicos. Em suma, proíbe 
sumariamente as "loot boxes" (caixas de recompensa aleatórias) para crianças e adolescentes, 
equiparando sua mecânica ao risco dos jogos de azar.
Já o art. 21 integra a proteção dos jogos à Lei 14.852/2024 (Marco Legal dos Games), exigindo que 
a interação entre usuários (chats) venha, por padrão, desativada ou limitada, dependendo de 
autorização parental. Assim:
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28Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Art. 21. Os jogos eletrônicos direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso 
provável por eles que incluam funcionalidades de interação entre usuários por meio 
de mensagens de texto, áudio ou vídeo ou troca de conteúdos, de forma síncrona 
ou assíncrona, deverão observar integralmente as salvaguardas previstas no art. 16 
da Lei nº 14.852, de 3 de maio de 2024, especialmente no que se refere à moderação 
de conteúdos, à proteção contra contatos prejudiciais e à atuação parental sobre os 
mecanismos de comunicação.
Parágrafo único. Esses jogos deverão, por padrão, limitar as funcionalidades de 
interação a usuários, de modo a assegurar o consentimento dos pais ou responsáveis 
legais.
CAPÍTULO VIII - DA PUBLICIDADE EM MEIO DIGITAL
Art. 22. Para além das demais disposições desta Lei, é vedada a utilização de técnicas 
de perfilamento para direcionamento de publicidade comercial a crianças e a 
adolescentes, bem como o emprego de análise emocional, de realidade aumentada, 
de realidade estendida e de realidade virtual para esse fim.
O perfilamento é a coleta e o cruzamento de dados para criar um "perfil" de personalidade e 
comportamento. A ideia é que a criança não seja alvo de algoritmos que sabem exatamente como 
convencê-la a querer um produto.
Quanto às formas de análise, a primeira delas, a análise emocional, faz uso de tecnologias que 
detectam se a criança está feliz, triste, entediada ou entusiasmada, enquanto a realidade aumentada 
e a realidade estendida inserem elementos digitais no mundo real. E, por último, a realidade virtual 
é a criação de um mundo digital capaz de promover imersão total. Como a criança sente que "está 
dentro" daquele mundo, o poder de persuasão da publicidade é muito maior e mais difícil dela resistir.
Desse modo, o disposto pelo artigo proíbe o uso de tecnologias imersivas para fins publicitários, 
protegendo o público da confusão entre realidade e anúncio.
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29Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Art. 23. São vedados aos provedores de aplicações de internet a monetização e o 
impulsionamento de conteúdos que retratem crianças e adolescentes de forma 
erotizada ou sexualmente sugestiva ou em contexto próprio do universo sexual 
adulto.
O artigo supracitado é uma resposta direta ao fenômeno da "adultização" e da exploração comercial 
da imagem de crianças e adolescentes. Seu texto proíbe a erotização infantil na monetização. Ataca 
diretamente a exploração comercial de conteúdos que sugiram o universo adulto para crianças, sob 
pena de sanções severas.
Pensemos no seguinte exemplo: se um conteúdo de uma criança dançando de forma sensual gerar 
monetização através de anúncios ou puder ter um impulsionamento pago para alcançar mais 
usuários, a plataforma estálucrando com a exposição indevida do menor. A partir do ECA Digital, as 
plataformas perdem o direito de lucrar com esses conteúdos e são obrigadas a cortar o repasse de 
verbas para os criadores nesses casos específicos.
CAPÍTULO IX - DAS REDES SOCIAIS
Art. 24. No âmbito de seus serviços, os provedores de produtos ou serviços 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão 
garantir que usuários ou contas de crianças e de adolescentes de até 16 (dezesseis) 
anos de idade estejam vinculados ao usuário ou à conta de um de seus responsáveis 
legais.
O texto acima apresenta uma regra expressa e bastante objetiva, que estabelece o vínculo obrigatório 
de contas para menores de 16 anos aos seus responsáveis. Nesse sentido, a legislação define que, 
abaixo de 16 anos de idade, a criança ou o adolescente não pode ter uma conta autônoma na internet. 
Ademais, o artigo prevê que, caso seus serviços sejam impróprios ou inadequados para crianças e 
adolescentes, os provedores de redes sociais deverão adotar medidas adequadas e proporcionais 
para:
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30Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
• Informar de maneira clara, destacada e acessível a todos os usuários que seus serviços não 
são apropriados;
• Monitorar e restringir, no limite de suas capacidades técnicas, a exibição de conteúdos que 
tenham como objetivo evidente atrair crianças e adolescentes;
• Aprimorar, de maneira contínua, seus mecanismos de verificação de idade para identificar 
contas operadas por crianças e adolescentes.
O grau de efetividade e o progresso dos mecanismos de verificação de idade serão avaliados pela 
autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no 
ambiente digital e os provedores de redes sociais poderão requerer dos responsáveis por contas 
com fundados indícios de operação por crianças e adolescentes que confirmem sua identificação, 
inclusive por meio de métodos complementares de verificação, observando-se que os dados 
coletados deverão ser utilizados exclusivamente para verificação de idade.
• Diante de fundados indícios de que a conta é operada por criança ou 
adolescente em desconformidade com os requisitos de idade mínima previstos 
na legislação, os provedores de redes sociais deverão suspender o acesso do 
usuário e assegurar a instauração de procedimento célere e acessível no qual 
o responsável legal possa apresentar apelação e comprovar a idade por meio 
adequado, nos termos de regulamento.
• Na ausência de usuário ou conta dos responsáveis legais, os provedores 
deverão vedar a possibilidade de alteração das configurações de supervisão 
parental da conta para um nível menor de proteção em relação ao padrão 
estabelecido na Lei.
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31Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Art. 25. Os provedores de redes sociais deverão prever regras específicas para o 
tratamento de dados de crianças e de adolescentes, definidas de forma concreta e 
documentada e com base no seu melhor interesse. 
Art. 26. É vedada a criação de perfis comportamentais de usuários crianças e 
adolescentes a partir da coleta e do tratamento de seus dados pessoais, inclusive 
daqueles obtidos nos processos de verificação de idade, bem como de dados grupais 
e coletivos, para fins de direcionamento de publicidade comercial.
Ambos os artigos acima vedam a criação de perfis comportamentais de crianças e adolescentes para 
publicidade, mesmo que os dados venham do processo de verificação de idade. O dado coletado para 
a segurança não pode ser "desviado" para o marketing.
Por exemplo, caso determinada empresa solicite documentos ou selfies para conferência de idade, 
a Lei proíbe que esses dados sejam usados para qualquer outra função que não seja a simples 
conferência da idade. A legislação proíbe não só o perfilamento individual, mas também o coletivo.
CAPÍTULO X - DA PREVENÇÃO E COMBATE A VIOLAÇÕES GRAVES CONTRA CRIANÇAS E 
ADOLESCENTES NO AMBIENTE DIGITAL
Art. 27. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
disponíveis no território nacional deverão remover e comunicar os conteúdos de 
aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento detectados 
em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente, às autoridades nacionais e 
internacionais competentes, na forma de regulamento.
Tal dispositivo imprime procedimento específico para os casos em que os fornecedores de produtos 
ou serviços de tecnologia da informação tomarem conhecimento de conteúdos envolvendo aparente 
exploração, abuso sexual, sequestro e aliciamento, tratando como obrigatório o ato de remover e 
comunicar tais ocorrências.
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32Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Além disso, a lei dialoga com o Marco Civil da Internet (MCI) exigindo a guarda (retenção) obrigatória 
dos dados e metadados associados a esses crimes para viabilizar a investigação criminal, podendo o 
prazo ser estendido por requerimento das autoridades. Assim:
§2º. Os fornecedores deverão reter, pelo prazo de 6 (seis) meses, estabelecido 
no art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), os 
seguintes dados associados a um relatório de conteúdo de exploração e de abuso 
sexual de criança ou de adolescente:
I. Conteúdo gerado, carregado ou compartilhado por qualquer usuário mencionado 
no relatório e metadados relacionados ao referido conteúdo;
II. Dados do usuário responsável pelo conteúdo e metadados a ele relacionados.
§ 3º O prazo de que trata o § 2º deste artigo poderá ser superior ao estabelecido no 
art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), desde que 
formulado requerimento na forma do § 2º do art. 15 da referida Lei. 
Sobre tal aspecto da matéria, observemos que o Marco Civil da Internet (MCI), em seu artigo 
15, estabelece como regra geral o dever de preservação dos registros de acesso a aplicações de 
internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 6 (seis) meses. Contudo, 
o parágrafo segundo do mesmo dispositivo apresenta uma exceção ao afirmar que, mediante 
requerimento cautelar, promovido pela autoridade policial ou administrativa ou pelo Ministério 
Público, é possível que haja a guarda de tais acessos, inclusive, por prazo superior. 
Lembremos, ainda, que a disponibilização dos registros desses acessos ao requerente deverá ser 
precedida de autorização judicial.
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33Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
CAPÍTULO XI - DO REPORTE DE VIOLAÇÕES AOS DIREITOS DE CRIANÇAS E DE 
ADOLESCENTES
 Art. 28. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação 
direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão 
disponibilizar aos usuários mecanismos de notificações acerca de violações aos 
direitos de crianças e de adolescentes.
O parágrafo único do dispositivo afirma que, uma vez notificados acerca de violações dos direitos de 
crianças e de adolescentes no âmbito de seus serviços, os fornecedores deverão, quando for o caso, 
oficiar às autoridades competentes para instauração de investigação.
O artigo 29 fala sobre o atendimento do princípio da proteção integral, alegando ser dever dos 
fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a 
adolescentes ou de acesso provável por eles proceder à retirada de conteúdo que viola direitos de 
crianças e de adolescentes assim que forem comunicados do caráter ofensivo da publicação pela 
vítima, por seus representantes, pelo Ministério Público ou por entidades representativas de defesa 
dos direitos de crianças e de adolescentes, independentemente de ordem judicial. Sendo assim:
O art. 29 cria uma exceção importantíssima à regra geral do Marco Civil da Internet. 
Enquanto o MCI exigeordem judicial para a retirada de conteúdo (regra geral), o 
ECA Digital impõe a remoção mediante simples notificação (extrajudicial) quando o 
conteúdo violar direitos de crianças e adolescentes.
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34Estratégia Concursos | ECA DIGITAL - Resumo e Questões Inéditas para concursos públicos
Observemos algumas regras procedimentais importantes:
i. A notificação deverá conter, sob pena de nulidade, elementos que permitam 
a identificação técnica específica do conteúdo apontado como violador dos 
direitos de crianças e de adolescentes e do autor da notificação, vedada a 
denúncia anônima.
ii. Somado a isso, os provedores de aplicação deverão tornar público e de fácil 
acesso o mecanismo pelo qual a notificação deverá ser encaminhada pelo 
notificante.
iii. Não estarão sujeitos ao procedimento de retirada os conteúdos jornalísticos 
e os submetidos a controle editorial.
O artigo seguinte trata do procedimento de retirada de conteúdo pelos fornecedores de produtos ou 
serviços, os quais deverão observar o direito de contestação da decisão, assegurando ao usuário 
que havia publicado o conteúdo:
• a notificação sobre a retirada;
• o motivo e a fundamentação da retirada, informando se a identificação do conteúdo removido 
decorreu de análise humana ou automatizada;
• a possibilidade de recurso do usuário contra a medida;
• o fácil acesso ao mecanismo de recurso; e
• a definição de prazos procedimentais para apresentação de recurso e para resposta ao recurso.
Tal artigo consagra o devido processo legal privado, ao assegurar que o usuário que teve seu conteúdo 
removido tem o direito de ser notificado, saber o motivo (e se foi feito por humano ou IA) e interpor 
seu recurso.
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CAPÍTULO XII - DA TRANSPARÊNCIA E DA PRESTAÇÃO DE CONTAS
Art. 31. Os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e a 
adolescentes ou de acesso provável por eles que possuírem mais de 1.000.000 (um 
milhão) de usuários nessa faixa etária registrados, com conexão de internet no 
território nacional, deverão elaborar relatórios semestrais, em língua portuguesa, a 
serem publicados no sítio eletrônico do provedor, [...]. 
Cria o dever de serem elaborados "relatórios de transparência". Observemos que o relatório deve 
ser semestral e obrigatoriamente em língua portuguesa. Sobre as informações que deverão estar 
presentes nesses relatórios, o ECA Digital estabelece:
• Os canais disponíveis para recebimento de denúncias e os sistemas e processos de apuração;
• A quantidade de denúncias recebidas;
• A quantidade de moderação de conteúdo ou de contas, por tipo;
• As medidas adotadas para identificação de contas infantis em redes sociais, conforme o 
disposto no § 3º do art. 24, e de atos ilícitos, conforme o disposto no art. 27 desta lei;
• Os aprimoramentos técnicos para a proteção de dados pessoais e da privacidade das crianças 
e dos adolescentes;
• Os aprimoramentos técnicos para aferir consentimento parental conforme o disposto no § 1º 
do art. 14 da lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (lei geral de proteção de dados pessoais); 
e
• O detalhamento dos métodos utilizados e a apresentação dos resultados das avaliações de 
impacto, identificação e gerenciamento de riscos à segurança e à saúde de crianças e de 
adolescentes.
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O último dispositivo sobre a transparência e prestação de contas determina que provedores 
de aplicações de internet deverão viabilizar, de forma gratuita, o acesso a dados necessários à 
realização de pesquisas sobre os impactos de seus produtos e serviços nos direitos de crianças 
e de adolescentes e no melhor interesse deles, por parte de instituições acadêmicas, científicas, 
tecnológicas, de inovação ou jornalísticas, conforme critérios e requisitos definidos em regulamento, 
vedada a utilização desses dados para quaisquer finalidades comerciais e assegurado o cumprimento 
dos princípios da finalidade, da necessidade, da segurança e da confidencialidade das informações.
CAPÍTULO XIII - DO USO ABUSIVO DOS INSTRUMENTOS DE DENÚNCIA
Art. 32. Os provedores de aplicações de internet deverão adotar mecanismos eficazes 
para a identificação de uso abusivo dos instrumentos de denúncia previstos nesta 
Lei, com o objetivo de coibir sua utilização indevida para fins de censura, perseguição 
ou outras práticas ilícitas.
Art. 33. Os provedores de aplicações de internet direcionadas a crianças e a 
adolescentes ou de acesso provável por eles deverão disponibilizar aos usuários 
informações claras e acessíveis sobre as hipóteses de uso indevido dos instrumentos 
de denúncia, bem como sobre as sanções cabíveis, observado o devido processo 
interno.
Nos textos dos arts. 32 e 33, o legislador se preocupou com o "trolling" e a censura disfarçada de 
proteção. Neles, vemos que os provedores devem punir usuários que utilizam as ferramentas de 
denúncia de forma fraudulenta (para perseguir ou calar outros). As sanções vão desde a suspensão 
temporária até o cancelamento da conta do falso denunciante. Assim:
Constituem medidas sancionatórias, entre outras que se mostrarem adequadas, 
proporcionais e necessárias à gravidade da conduta:
i. a suspensão temporária da conta do usuário infrator;
ii. o cancelamento da conta em casos de reincidência ou de abuso grave; e
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iii. a comunicação às autoridades competentes, quando houver indícios de 
infração penal ou de violação de direitos.
Ainda, os provedores de aplicações de internet deverão estabelecer e divulgar procedimentos 
objetivos e transparentes para a identificação do uso abusivo dos instrumentos de denúncia e para 
a aplicação das sanções previstas acima, os quais deverão conter, no mínimo:
• a definição de critérios técnicos e objetivos para a caracterização do abuso;
• a notificação ao usuário sobre a instauração de procedimento para apuração de abuso e, se 
for o caso, sobre a aplicação de sanções;
• a possibilidade de interposição de recurso pelo usuário sancionado; e
• a definição de prazos procedimentais para a apresentação de recurso e para a resposta 
fundamentada por parte do provedor.
Citando o objetivo de monitorar a eficácia dos mecanismos adotados e promover o contínuo 
aprimoramento dos procedimentos internos, o ECA Digital determina que os provedores de aplicações 
de internet deverão manter registros detalhados dos casos de uso abusivo identificados e das 
sanções aplicadas.
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CAPÍTULO XIV - DA GOVERNANÇA
Art. 34. A autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e 
de adolescentes no ambiente digital ficará responsável por fiscalizar o cumprimento 
desta Lei em todo o território nacional e poderá editar normas complementares 
para regulamentar os seus dispositivos.
Ainda que o ECA Digital deixe a cargo da autoridade administrativa autônoma a edição de normas 
complementares para regulamentar os seus dispositivos, essa regulamentação não poderá, em 
nenhuma hipótese, autorizar ou resultar na implantação de mecanismos de vigilância massiva, 
genérica ou indiscriminada. Ainda, o dispositivo veda práticas contra os direitos fundamentais à 
liberdade de expressão, à privacidade, à proteção integral e ao tratamento diferenciado dos dados 
pessoais de crianças e de adolescentes.
Por fim, recordemos que a autoridade competente deverá observar as assimetrias regulatórias e 
adotar abordagem responsiva, assegurando tratamento diferenciado e proporcional a serviços de 
natureza, risco e modelo de negócio distintos.
CAPÍTULO XV - DAS SANÇÕES
Art. 35. Sem prejuízo das demais sanções cíveis, criminais ou administrativas, em 
caso de descumprimento das obrigaçõesprevistas nesta Lei, assegurados o devido 
processo legal, a ampla defesa e o contraditório, os infratores estarão sujeitos às 
seguintes penalidades:
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PENALIDADES
Advertência Com prazo para adoção de medidas corretivas de até 30 
(trinta) dias
Multa simples
Até 10% (dez por cento) do faturamento do grupo 
econômico no Brasil, no seu último exercício, ou, 
ausente o faturamento, multa de R$ 10,00 (dez reais) 
até R$ 1.000,00 (hum mil reais) por usuário cadastrado 
do provedor sancionado, limitada, no total, a R$ 
50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração
Suspensão temporária das atividades
Proibição de exercer as atividades
Recordemos, ainda, que, para fixação e gradação da sanção, deverão ser observadas, além da 
proporcionalidade e da razoabilidade, as seguintes circunstâncias:
• A gravidade da infração, considerados os seus motivos e a extensão do dano nas esferas 
individual e coletiva;
• A reincidência na prática de infrações previstas nesta lei;
• A capacidade econômica do infrator, no caso de aplicação da sanção de multa;
• A finalidade social do fornecedor e o impacto sobre a coletividade no que se refere ao fluxo 
de informações no território nacional.
A seguir, alguns dispositivos procedimentais sobre a aplicação das sanções:
i. No caso de empresa estrangeira, responderão solidariamente pelo pagamento da multa 
sua filial, sucursal, escritório ou estabelecimento situado no País.
ii. As penalidades de advertência e multa simples serão aplicadas pela autoridade 
administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no 
ambiente digital, as demais serão aplicadas pelo Poder Judiciário.
iii. A suspensão temporária e a proibição de exercício das atividades, quando não 
implementadas diretamente pelo infrator, serão realizadas mediante ordem de bloqueio 
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dirigida às prestadoras de serviços de telecomunicações que proveem conexão à 
internet, às entidades gestoras de pontos de troca de tráfego de internet, aos prestadores 
de serviços de resolução de nomes de domínio e aos demais agentes que viabilizam a 
conexão entre usuários e servidores de conteúdo na internet. 
CAPÍTULO XVI - DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 37. O Poder Executivo regulamentará, no que couber, o disposto nesta Lei.
Parágrafo único. A regulamentação não poderá, em nenhuma hipótese, impor, 
autorizar ou resultar na implantação de mecanismos de vigilância massiva, genérica 
ou indiscriminada, vedadas as práticas que comprometam os direitos fundamentais 
à liberdade de expressão, à privacidade, à proteção integral e ao tratamento 
diferenciado dos dados pessoais de crianças e de adolescentes, nos termos 
da Constituição Federal e das Leis nºs 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da 
Criança e do Adolescente), e 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção 
de Dados Pessoais).
Art. 38. As embalagens dos equipamentos eletrônicos de uso pessoal comercializados 
no País que permitam acesso à internet, fabricados no Brasil ou importados, deverão 
conter adesivo, em língua portuguesa, que informe aos pais ou responsáveis legais 
a necessidade de proteger crianças e adolescentes do acesso a sítios eletrônicos 
com conteúdo impróprio ou inadequado para essa faixa etária, nos termos de 
regulamentação.
Art. 39. As obrigações previstas nos arts. 6º, 17, 18, 19, 20, 27, 28, 29, 31, 32 e 40 
desta Lei aplicar-se-ão conforme as características e as funcionalidades do produto 
ou serviço de tecnologia da informação, moduladas de acordo com o grau de 
interferência do fornecedor do produto ou serviço sobre os conteúdos veiculados 
disponibilizados, o número de usuários e o porte do fornecedor.
§ 1º Os provedores dos serviços com controle editorial e os provedores de conteúdos 
protegidos por direitos autorais previamente licenciados de agente econômico 
responsável que não se confunda com usuário final estarão dispensados do 
cumprimento das obrigações previstas nos artigos referidos no caput deste artigo, 
desde que:
I – observem as normas de classificação indicativa do Poder Executivo, quando 
existentes, ou, na sua ausência, os critérios de adequação etária e sinalização 
clara de conteúdos potencialmente nocivos a crianças e a adolescentes, conforme 
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regulamento;
II – ofereçam transparência na classificação etária dos conteúdos;
III – disponibilizem mecanismos técnicos de mediação parental de acesso facilitado 
que permitam aos pais ou responsáveis legais exercer o controle sobre a forma com 
que crianças e adolescentes usam o serviço, a fim de possibilitar a restrição de:
a) conteúdos, por faixa etária;
b) dados pessoais tratados;
c) interação com outros usuários; e
d) transações comerciais;
IV – ofereçam canais acessíveis para recebimento de denúncias, exclusivamente 
quanto a conteúdos em desconformidade com a classificação atribuída ou que violem 
direitos de crianças e de adolescentes, conforme regulamento.
§ 2º As obrigações referidas no caput deste artigo serão aplicadas de forma 
proporcional à capacidade do fornecedor de influenciar, de moderar ou de intervir na 
disponibilização, na circulação ou no alcance dos conteúdos acessíveis por crianças e 
adolescentes.
§ 3º A regulamentação definirá critérios objetivos para a aferição do grau de 
intervenção e para a aplicação proporcional das obrigações previstas neste artigo.
Art. 40. Os fornecedores dos produtos ou serviços de que trata o art. 1º desta 
Lei deverão manter representante legal no País com poderes para receber 
citações, intimações ou notificações, entre outros, em quaisquer ações judiciais e 
procedimentos administrativos, bem como responder perante órgãos e autoridades 
do Poder Executivo, do Poder Judiciário e do Ministério Público e assumir, em nome 
da empresa estrangeira, suas responsabilidades perante os órgãos e as entidades da 
administração pública.
Art. 41-A. Esta Lei entra em vigor em 17 de março de 2026. (Incluído pela Lei nº 
15.352, de 2026)
Sobre os dispositivos que compõem o capítulo das disposições finais, destaca-se o art. 38, que 
menciona uma obrigação física para o mundo digital: que as embalagens de equipamentos 
eletrônicos de uso pessoal que permitam acesso à internet (como smartphones e tablets) e sejam 
vendidos no Brasil contenham adesivo de advertência nas embalagens, alertando os pais sobre os 
riscos do acesso a conteúdos impróprios.
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Já o art. 39 consagra o princípio da proporcionalidade, inclusive afirmando que empresas menores 
poderão ter suas obrigações mitigadas. E, por fim, o art. 40 institucionaliza o que o STF já vinha 
decidindo sobre a obrigatoriedade da manutenção de representante legal no País por parte 
de fornecedores dos produtos ou serviços previstos pela norma, especialmente para que possam 
responder perante órgãos e autoridades brasileiras.
CONCLUSÃO
A promulgação da Lei nº 15.211/2025 não é apenas mais uma atualização legislativa; ela representa 
um verdadeiro marco civilizatório na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. O chamado 
"ECA Digital" transpõe a doutrina da proteção integral para o ciberespaço, impondo limites claros à 
exploração comercial, ao perfilamento algorítmico e à exposição de crianças e adolescentes. 
Para você que se prepara para os mais exigentes concursos públicos do país, o domínio desta Lei é um 
diferencial estratégico e obrigatório. As bancas examinadoras certamente explorarão as inovações 
trazidas por esse texto, buscando confundir o candidato com temas como a vedação à autodeclaração 
de idade ou a proibição absoluta das caixas de recompensa (loot boxes).
Espero que este

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