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LEGISLAÇÃO E PRÁTICALEGISLAÇÃO E PRÁTICA PROFISSIONALPROFISSIONAL QUAIS SÃO AS FORMAS DE ATUAÇÃOQUAIS SÃO AS FORMAS DE ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ARQUITETURA EDO PROFISSIONAL DE ARQUITETURA E URBANISMO?URBANISMO? Au to r ( a ) : M a . T h a i s K a w a m o to Am a rã e s R ev i s o r : P r i s c i l a D a n i e l e S o r p i l l i M a t v i j o u Tempo de leitura do conteúdo estimado em 1 hora e 7 minutos. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 1/24 Introdução Caro(a) estudante, sabe quais são as áreas de atuação que aguardam você assim que finalizar seu curso de graduação? Já parou para pensar qual área pretende seguir ou como exercerá sua profissão? Pensar sobre o futuro pode nos deixar um pouco inseguros, já que existem diversos fatores que não podemos controlar. Apesar disso, é importante que, ainda durante a graduação, você trace metas e planos para sua vida de egresso. Diante disso, em nossos estudos, conheceremos um pouco mais sobre o papel do arquiteto e urbanista e a responsabilidade social e ética desse profissional. Desse modo, você poderá compreender qual o papel social do arquiteto e urbanista. Posteriormente, discutiremos sobre o mercado de trabalho e as áreas de atuação, para que você conheça as possibilidades que o esperam. Bons estudos! Caro(a) estudante, arquitetura e urbanismo é uma profissão regulamentada , então, para que alguém exerça essa função, é necessário diploma de curso superior na área, assim como registro junto ao conselho de classe. Você sabe quais as origens dessa prática profissional como a conhecemos atualmente? Durante a Idade Média (séculos 5 a 15), não existia uma classificação clara entre artes liberais e artes mecânicas. Assim, não havia distinção entre os artistas, como os arquitetos pintores e arquitetos escultores. Foi apenas a partir do Renascimento (século 16) que, por meio da tensão entre arte, técnica e mercado, surgiu a concepção moderna do profissional arquiteto (SEGNINI JUNIOR, 2010). Segundo Segnini Junior (2010), no século 19, na França, nasceu um movimento voltado para a discussão sobre a necessidade de se criar um diploma para evitar os eventuais problemas gerados O papel do arquiteto e urbanista 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 2/24 em decorrência da liberdade indiscriminada no exercício profissional. Em 1881, foi criada a primeira associação de arquitetos diplomados, a Sociètè de Architectes Diplomés par le Gouvernement (SADG). No Brasil, segundo Huyer (2018), o início da profissão remonta ao final do século 18. Em 1792, no Rio de Janeiro, surgiu o primeiro curso de ensino superior no ramo da construção civil. Em 1889, um desmembramento da Academia Real Militar, criada em 1810, deu origem à chamada Escola Nacional de Belas Artes, que, em 1945, se transformou na Faculdade Nacional de Arquitetura do Brasil. Analisando essa cronologia, é possível observar que o ensino profissional de arquitetura e urbanismo no país é relativamente recente , quando o comparamos com outras áreas, como o direito e a medicina. Desde sua origem, o ensino de arquitetura e urbanismo esteve associado ao ensino das engenharias, e até hoje as faculdades de arquitetura e urbanismo e de engenharia estão relacionadas, uma vez que são áreas correlatas. Nesse sentido, ainda cabe destacar que, até dezembro de 2010, a profissão do arquiteto e urbanista esteve sob a regulamentação do sistema CONFEA/CREA, responsável por diferentes títulos profissionais, como diversas engenharias e a agronomia, regidos todos pelo mesmo código de ética e fiscalizados por um único órgão. Caro(a) estudante, como você pode imaginar, esse cenário gerava certa resistência por parte dos profissionais de arquitetura e urbanismo, já que a profissão apresenta particularidades que não são observadas nas engenharias, tampouco na agronomia. Segundo Perez (2012, p. 156), “existia uma grande dificuldade no alcance de uma identidade estreita do arquiteto e urbanista e também um prejuízo na formação de uma unidade no comportamento da categoria profissional”. Em 1966, foi sancionada a Lei nº 5.194, que passou a regular o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo, entre outras providências. No entanto, foi apenas a partir da Lei nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010 (BRASIL, 2010), que foi criado o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), órgão que zela, orienta, disciplina e fiscaliza a prática profissional do arquiteto e urbanista no cenário atual. Embora, atualmente, a profissão tenha encontrado essa unidade no comportamento profissional por meio do Conselho, que rege única e exclusivamente a prática de arquitetura e urbanismo, no sistema de ensino existem algumas disparidades. O Ministério da Educação determina as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos cursos de graduação em arquitetura e urbanismo. Assim, todos os cursos devem contemplar os mesmos conteúdos básicos. Ainda que existam tais DCNs, é possível observar duas principais vertentes dentro das escolas de arquitetura e urbanismo : aquelas que surgiram nas Escolas de Belas Artes, em que o perfil artístico é enfatizado, e aquelas derivadas das Escolas de Engenharias, nas quais a ênfase é dada ao perfil técnico. No entanto, cabe apontar que, independentemente da “linha” seguida na graduação, todos os profissionais arquitetos e urbanistas estarão aptos a exercer as mesmas funções. Atualmente, o papel do arquiteto e urbanista na sociedade vai além da tarefa de projetar e adequar os espaços físicos às demandas humanas. Um dos grandes desafios da profissão é conciliar conhecimentos técnicos e artísticos, legislações, técnicas construtivas e demandas dos usuários e, ainda, bem servir a sociedade. Nesse sentido, cabe destacar que o conceito de cidadania se tornou cada vez mais frequente em nosso dia a dia. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 3/24 A partir da década de 1990, a participação popular tornou-se mais ativa em diversas esferas. As mobilizações contra a corrupção e os orçamentos participativos são exemplos de atuação da população em busca de uma sociedade mais justa. É necessário apontar, ainda, que a democracia não surge subitamente , e sim se constrói a cada instante, por meio das relações sociais das quais fazemos parte. Assim, ao atender aos princípios éticos da profissão, o arquiteto e urbanista já está colaborando com a cidadania. No entanto, é preciso ir além. Seja atuando na escala da arquitetura ou, ainda, do urbanismo, o profissional opera por meio da manipulação dos espaços de convívio. Embora a arquitetura e o urbanismo não tenham um caráter determinista no comportamento humano, a manipulação dos espaços pode induzir determinados condicionamentos comportamentais. Tais ações podem refletir em espaços negativos e opressivos ou, então, em espaços positivos e convidativos para os usuários. A arquitetura e o urbanismo devem ser compreendidos como objetos capazes de reunir um significado existencial ao homem . Desse modo, é importante lembrarmos que o espaço construído atua como um mediador entre os indivíduos – no caso, os cidadãos – e o seu contexto. O arquiteto e urbanista tem como missão transformar tais locais considerando os valores que o determinam. A própria Constituição Federal, a lei mais importante do país, apresenta os direitos e deveres dos cidadãos, de forma a promover a cidadania. Dentre eles, destacamos o direito de ir e vir. Nesse sentido, o profissional de arquitetura e urbanismo, enquanto agente que atua diretamente na concepção de espaços físicos, deve estar atento às demandas de acessibilidade e design universal. A NBR 9050/2020: Acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos (ABNT,2020) é a norma brasileira que versa sobre a acessibilidade. Um equívoco comum é associar a acessibilidade apenas às pessoas em cadeira de rodas. Cabe lembrarmos que a acessibilidade deve ser assegurada independentemente das características físicas e motoras dos indivíduos, incluindo, também, pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual ou auditiva. "Segundo Gohn (2011), a década de 1990 foi"Segundo Gohn (2011), a década de 1990 foi marcada pela transição das lutas sociaismarcada pela transição das lutas sociais para as lutas cívicas. Nesse período, foipara as lutas cívicas. Nesse período, foi possível observar a ascensão das lutas, quepossível observar a ascensão das lutas, que tinham reflexo na vida de todos os cidadãos.tinham reflexo na vida de todos os cidadãos. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 4/24 O arquiteto e urbanista , desde sua formação acadêmica, está envolvido em discussões sociais. Dessa forma, o exercício da profissão deve buscar atender às demandas da sociedade. As pautas relacionadas a saneamento, educação, saúde, segurança e mobilidade também fazem parte dos debates com os quais arquitetos e urbanistas estão comprometidos. Vamos refletir sobre os temas estudados até o momento? Para isso, vamos à atividade. Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) A cidadania pode ser compreendida como a prática de direitos e deveres de um indivíduo no Estado. Nesse sentido, o arquiteto e urbanista, enquanto cidadão e enquanto profissional, deve exercer suas atividades de modo a colaborar com essa prática. Considerando o exercício da profissão de arquiteto e urbanista e suas contribuições para a cidadania, assinale a alternativa correta. a) Observar os princípios éticos e legais da profissão garantem a ampla e total colaboração com a cidadania. b) O exercício da cidadania é observado apenas na atuação na escala urbana, uma vez que a escala arquitetônica tem baixo impacto. c) O arquiteto e urbanista contribui para a criação de espaços agradáveis e convidativos, o que estimula a convivência em tais locais. d) A arquitetura é capaz de determinar o comportamento dos usuários, definindo lugares bons e ruins. e) A prática da cidadania é observada apenas na atuação em pequena escala, pois é quando as intervenções refletem no usuário final. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 5/24 O arquiteto e urbanista exerce um importante papel em nossa sociedade. Nesse sentido, cabe destacarmos seus deveres com relação à responsabilidade social, bem como os princípios de ética profissional que regem essa atividade. Desde seu surgimento, a prática de arquitetura e urbanismo carrega em sua história uma responsabilidade com os propósitos humanísticos , assim como a preservação socioambiental e a identidade cultural dos povos. Desse modo, é praticamente impossível dissociarmos essa profissão dos princípios éticos e de sua função social. Caro(a) estudante, antes de iniciarmos nossa discussão sobre essas responsabilidades do arquiteto e urbanista, convido você a responder ao seguinte questionamento: o que é ética profissional? O dicionário Michaelis On-line (2021) define o verbete “ética” como o “conjunto de princípios, valores e normas morais e de conduta de um indivíduo ou de um grupo social ou de uma sociedade”. A partir dessa definição já começamos a construir mentalmente quais seriam as implicações da ética profissional. Segundo Dias (2014), existem três principais conceitos que devem ser compreendidos: Ética, que está relacionada à ação diante do convívio com os demais, agindo acima de nossos próprios interesses; Moral, que está relacionada às leis e às condutas válidas para a sociedade; Deontologia, que está relacionada ao tratado de normas e deveres adotados por uma profissão. Observe que, embora esses três conceitos estabeleçam orientações para um agir em sociedade, a deontologia é aquele que se associa à ética e moral dentro do exercício da profissão, estando relacionada aos códigos de ética. A discussão sobre essa temática não é recente. Em sua obra Tratado de arquitetura, Vitruvius já apontava alguns princípios sobre a ética profissional. Por sua vez, a filosofia torna o arquiteto magnânimo, para que não seja arrogante, mas, sobretudo prestável, equitativo, digno de confiança e sem avareza, o que é fundamental; com efeito, nenhuma obra pode ser levada a um bom termo, verdadeiramente, sem fidelidade à palavra dada e sem integridade; também para que se não deixe levar pela cobiça nem tenha o espírito ocupado nos honorários que irá receber, antes gravemente Responsabilidade social e ética profissional 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 6/24 proteja a sua dignidade, tendo boa fama; com efeito, prescreve tudo isso a filosofia (POLLIO, 2007, p. 66 apud PEREZ, 2012, p. 7). Perceba, estudante, que, embora o texto de Vitruvius tenha sido escrito originalmente em 27 a.C. (ano de sua primeira publicação), já nesse momento existia uma preocupação com a boa postura profissional e o compromisso do arquiteto com a ética. O legado do arquiteto Vitruvius serviu de inspiração para diversos textos, tanto na arquitetura quanto em outras áreas do conhecimento. A Lei nº 12.378/2010 – que regulamenta o exercício de arquitetura e urbanismo, cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAUs) e dá outras providências – determina que: Art. 17. No exercício da profissão, o arquiteto e urbanista deve pautar sua conduta pelos parâmetros a serem definidos no Código de Ética e Disciplina do CAU/BR. Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina deverá regular também os deveres do arquiteto e urbanista para com a comunidade, a sua relação com os demais profissionais, o dever geral de urbanidade e, ainda, os respectivos procedimentos disciplinares, observado o disposto nesta Lei (BRASIL, 2010). Figura 1.1 - O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci Fonte: zlajo / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta um desenho, em preto e branco, do Homem Vitruviano. O Homem Vitruviano é formado por uma figura masculina com os braços e pernas inscritos em um círculo e um quadrado. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 7/24 O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), autarquia federal que orienta e fiscaliza o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, aprovou em 2013 o Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas (CAU, 2013). É importante frisar que o Código de Ética e Disciplina não é apenas um guia orientativo, e sim uma ferramenta essencial para as boas práticas profissionais, pautadas na ética e na responsabilidade social. O Código de Ética e Disciplina apresenta parâmetros de conduta para uma atuação íntegra do arquiteto e urbanista. Nele, são elencados diversos princípios, regras e recomendações que servirão de instrumento para a qualificação da prática profissional. Nesse sentido, o referido código estrutura suas normas em três classes: princípios , regras e recomendações . Enquanto os princípios correspondem às premissas gerais, as regras determinam, de modo específico, quais normas devem ser seguidas pelos profissionais. Já as recomendações apresentam um caráter de orientação. Apesar de o não cumprimento das recomendações não desencadear uma sanção direta, isso pode respaldar argumento agravante para a aplicação de sanções disciplinares. Em suas obrigações gerais, o arquiteto e urbanista deve se responsabilizar pelos trabalhos que executa ou, ainda, que a equipe coordenada por ele realiza. Isso significa que a formação do arquiteto eurbanista assegura sua capacitação. Caso o profissional se depare com uma situação que extrapole os limites de suas atribuições, ele próprio deve se declarar impedido de assumir tal serviço. Assim, cada profissional atuará dentro de suas habilidades e competências , respeitando suas limitações. Com relação às definições, o Código de Ética e Disciplina (CAU, 2013) traz os seguintes pontos: Sustentabilidade: demanda básica de projeto, seja ele arquitetônico ou urbanístico. Cabe destacar que a sustentabilidade deve ser promovida não apenas na esfera ambiental, mas também sob o ponto de vista social e econômico; 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 8/24 Lisura: o profissional de arquitetura e urbanismo deve agir com honestidade e retidão nas ações, principalmente no que concerne a honorários e bonificações em troca de especificações em projeto; Transparência: as propostas técnicas devem ser elaboradas do modo mais claro e transparente possível. Assim, é possível observar que as boas práticas profissionais estão alinhadas a temas que são debatidos não apenas na esfera da arquitetura e do urbanismo, mas também na sociedade como um todo. OBRIGAÇÕES COM AS ESFERAS DA SOCIEDADE O Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas dispõe que o profissional possui compromisso com diversas esferas da sociedade. Vamos analisar qual a conduta esperada do profissional de arquitetura e urbanismo para cada um desses vínculos estabelecidos. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 9/24 #PraCegoVer : o infográfico apresenta o título “Obrigações com as esferas da sociedade” e modelo hambúrguer. Abaixo do título, há o texto: “O Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas dispõe que o profissional possui compromisso com as diversas esferas da sociedade. Vamos analisar qual a conduta esperada do profissional de arquitetura e urbanismo para cada um desses vínculos estabelecidos”. Abaixo das cinco abas para clicar, interagir e realizar a leitura do conteúdo, há a imagem de um círculo e, em uma das bordas, há uma praia, com água e areia. Da areia para trás, há uma cidade com ruas, prédios, casas, lugares comerciais, roda-gigante, quadra de futebol e muitas árvores. As abas, apresentadas acima dessa figura, trazem os conteúdos a seguir. 1ª aba: “Interesse público: a prática profissional deve respeitar as legislações pertinentes a cada situação. O arquiteto e urbanista deve, também, prever o menor impacto socioambiental possível em seus projetos. Cabe a esse profissional zelar pela preservação do patrimônio público, histórico e artístico, defender as políticas públicas e promover a inclusão social nas cidades”. 2ª aba: “Contratante: as obrigações com o cliente (contratante) são evidenciadas no contrato firmado entre as partes. O arquiteto e urbanista deve ser imparcial e sem preconceitos em sua atuação. A natureza e a extensão dos serviços contratados devem ser claras, de modo que os honorários e os prazos de entrega estejam alinhados à complexidade do serviço prestado”. 3ª aba: “Profissão: o arquiteto e urbanista tem compromisso com a divulgação da cultura de sua profissão. Ainda hoje, existem pessoas que desconhecem o papel do arquiteto e urbanista. Assim, cabe a esse profissional contribuir com a socialização desse conhecimento. O arquiteto e urbanista deve, também, denunciar quando observar fatos que transgridem a conduta ética da profissão”. 4ª aba: “Colegas de profissão: ao ser contratado para reformular os serviços de outro arquiteto e urbanista, cabe ao profissional informar previamente o colega de profissão sobre o fato. O Código de Ética e Disciplina também deixa claro que a prática de plágio e de apropriação parcial de propriedade intelectual de outrem é uma atitude antiética”. 5ª aba: “Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU): o arquiteto e urbanista deve colaborar com o CAU no processo de aperfeiçoamento da legislação que regulamenta as práticas profissionais, assim como incentivar as práticas dentro dessas regras”. É importante destacar que os termos do Código de Ética e Disciplina devem ser obedecidos por todos os arquitetos e urbanistas, independentemente do modo de contratação de seus serviços profissionais. Quanto aos aspectos legais, o referido código estabelece bases para proporcionar clareza na avaliação das infrações cometidas e na aplicação das respectivas sanções disciplinares. Conforme a gravidade da infração, o CAU pode tomar diversas sanções disciplinares, que variam de advertências à suspensão temporária do exercício da atividade de arquitetura e urbanismo ou até o cancelamento do registro, em casos mais extremos. Prezado(a) estudante, a atividade é mais uma maneira de aprender! Responda à questão a seguir e reflita sobre o conteúdo: Fonte: Maryna Bolsunova / 123RF. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 10/24 Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) Leia o excerto a seguir: “Assim como foi com o decreto de Getúlio Vargas, em 1933, a maior justificativa para existir um sistema de fiscalização profissional é a segurança da sociedade, também é com a Lei de 2010. Proteger o cidadão de pessoas não capacitadas quanto a, por exemplo, construírem prédios, é muito importante, pois por não ter conhecimento técnico suficiente, os prédios de leigos poderão, eventualmente, colapsar.” HUYER, A. Legislação brasileira/sistema CREA-CONFEA. In: HUYER, A.; LÜCKE, S. A.; CORNETET, B. C. Introdução a arquitetura e urbanismo . Porto Alegre: SAGAH, 2018. p. 109-118. p. 113. Comando da atividade : Considerando o excerto apresentado e as determinações do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), expostos no Código de Ética e Disciplina, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Ao se deparar com um serviço que extrapola os limites de sua atribuição, cabe ao profissional recusar o serviço e se declarar impedido de assumir tal função. Pois: II. O arquiteto e urbanista deve atuar dentro de suas habilidades e competências, conforme o previsto pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo. A seguir, assinale a alternativa correta. a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. b) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. c) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. e) As asserções I e II são proposições falsas. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 11/24 O profissional de arquitetura e urbanismo tem uma formação ampla e generalista. Durante a graduação, o aluno de arquitetura e urbanismo tem contato com diversas áreas especializadas. Assim, a formação desse profissional permite uma visão sistêmica e de conjunto, de modo a oferecer uma solução integral ao problema de um projeto. O exercício profissional de arquitetura e urbanismo consiste em atender pessoas e suas demandas . Nesse sentido, o profissional analisará os problemas em diversas escalas, pensando tanto no global quanto nos detalhes a serem propostos. No Brasil, a atuação do arquiteto e urbanista é descrita na Lei nº 12.378/2010 (BRASIL, 2010). A atividade mais identificada com a profissão é a elaboração de projetos de arquitetura e de arquitetura de interiores, porém essa não é a única área de atuação de arquitetos e urbanistas. No urbanismo, por exemplo, o profissional é habilitado para trabalhar com planejamento urbano e regional, requalificação de áreas urbanas e rurais, parcelamento do solo, entre outros. Possíveis áreas de atuaçãoREFLITA O arquiteto e urbanista precisa estar atento às demandas e expectativas do usuário dos espaços projetados. É importante lembrarmos que, em muitos casos, o cliente (pessoa que contrata o serviço) não é necessariamente a pessoa que irá utilizar o espaço. Um exemplo é o projeto para espaços públicos, como uma praça. Nestes casos, o profissional deve compreender a complexidade e a variedade dos perfis de usuários daquele local, de modo a atendê-los de forma adequada. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 12/24 Outra área de atuação bastante específica aos profissionais de arquitetura e urbanismo diz respeito ao patrimônio cultural. Sobre o conceito de patrimônio: A palavra patrimônio pode assumir sentidos diversos. Originalmente esteve relacionada à herança familiar, mais diretamente aos bens materiais. No século XVIII, quando, na França, o poder público começou a tomar as primeiras medidas de proteção aos monumentos de valor para a história das nações, o uso da palavra patrimônio estendeu- se para os bens protegidos por lei e pela ação de órgãos especialmente constituídos, nomeando o conjunto de bens culturais de uma nação (RODRIGUES, 2012, p. 16). Segundo a Lei nº 12.378/2010 (BRASIL, 2010), uma das áreas nas quais o arquiteto e urbanista pode atuar é aquela relacionada ao patrimônio histórico cultural e artístico, englobando arquitetura, urbanismo, paisagismo, monumentos e práticas de restauro. Observa-se, a partir do conceito de patrimônio e das determinações da referida lei, que o arquiteto e urbanista possui formação ampla que contempla tanto conhecimentos de história da arte e da arquitetura, quanto saberes tecnológicos e sociológicos. Essa instrução generalista garante as habilidades e competências necessárias para que o arquiteto e urbanista tenha destaque quando estiver atuando na preservação e no restauro de patrimônios. Vamos, então, conhecer as áreas de atuação consideradas privativas dos arquitetos e urbanistas? Figura 1.2 - Planejamento urbano e regional Fonte: Ilias Tukhtarev / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta um mapa colorido da cidade de Washington, nos Estados Unidos. No mapa, há em destaque as áreas verdes (parques) e o traçado das quadras da cidade. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 13/24 Uma particularidade observada no Brasil é que a graduação em arquitetura e urbanismo habilita o profissional para atuar em toda a sua série de atribuições. Em alguns países, o arquiteto e urbanista deve cursar uma pós-graduação para somar atribuições à sua formação inicial. Já no Brasil, basta o diploma de curso superior, bem como o registro no conselho, para exercer essa gama de funções (HUYER, 2018). Outro ponto que merece destaque está relacionado ao registro no conselho . No Brasil, algumas profissões exigem que o egresso do curso de graduação se submeta a exames, comprovando que está apto para exercer a profissão. Como exemplo, é possível citar os advogados, que precisam fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e os contadores, que devem fazer o exame de suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Para o arquiteto e urbanista, não há esse tipo de exigência, e, logo após a diplomação, o profissional pode solicitar seu registro junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Assim, cabe às instituições de ensino superior a responsabilidade de assegurar a formação plena de seus estudantes. Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) O patrimônio cultural é composto pelo conjunto de bens materiais e imateriais que formam a identidade de um povo. Uma das possíveis áreas de atuação do arquiteto e urbanista está relacionada à preservação e ao restauro dos bens materiais do patrimônio cultural. Considerando a atuação do arquiteto e urbanista na preservação e no restauro do patrimônio, assinale a alternativa correta. a) Essa área é um campo de atuação exclusivo de arquitetos e urbanistas e não pode ser exercida por outros profissionais. b) A formação generalista permite que o arquiteto e urbanista desenvolva as competências e habilidades necessárias para atuar nessa área. A Resolução nº 51 (CAU, [2020]) dispõe sobre as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 14/24 c) A atuação do arquiteto e urbanista nessa área se restringe, exclusivamente, ao restauro e à preservação de edificações. d) A atuação do arquiteto e urbanista nessa área se restringe, exclusivamente, ao restauro e à preservação de monumentos. e) Embora a formação em arquitetura e urbanismo não contemple conhecimentos da história, ainda assim o profissional pode atuar diretamente com patrimônios. Prezado(a) estudante, durante o período de graduação, você se depara com algumas oportunidades de contato com o mercado de trabalho. Por meio de palestras com profissionais da área, ou de modo mais direto, através dos estágios, você pode ter uma visão, ainda que breve, do que encontrará quando for um egresso. A inserção no mercado de trabalho costuma ser um ponto de incertezas e inseguranças para os futuros profissionais, independentemente da área na qual estão se graduando. As oscilações na economia , atreladas ao medo de não conseguir atender às expectativas do mercado, geram receio a grande parte dos egressos. Nesse sentido, o primeiro ponto que deve ser destacado é com relação ao exercício legal da profissão. Após a graduação, você deverá obter registro junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), antes de dar início às suas práticas profissionais. É importante lembrarmos, ainda, que, para aprovação de projetos arquitetônicos nas prefeituras municipais, o profissional deverá realizar o seu cadastro junto ao órgão municipal. Além disso, é necessário estar com todas as suas taxas em dia, como a anuidade do CAU e o ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) fixo da prefeitura. O mercado de trabalho, de modo geral, é bastante dinâmico e vem passando por diversas transformações ao longo das décadas . Isso se aplica, também, à profissão de arquiteto e urbanista. O desenvolvimento tecnológico, a exploração de novos materiais e técnicas construtivas, assim como as novas demandas a serem atendidas, fazem com que o trabalho do arquiteto e urbanista sofra constantes modificações. Mercado de trabalho 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 15/24 Nessa perspectiva, Huyer (2018) aponta que esse cenário acaba induzindo práticas cada vez mais especializadas. Assim, os profissionais de arquitetura e urbanismo acabam criando seus nichos próprios de atuação. Vamos, então, conhecer o mercado de projetos? O segmento de projetos é um dos interesses naturais do arquiteto e urbanista; inclusive, é a porta de entrada de muitos profissionais no mercado de trabalho. Isso porque a prática de projeto é algo mais natural ao recém-graduado, já que, durante todo o curso, ele esteve em constante contato com a criação de projetos. Apesar disso, cabe destacar que essa não é a única possibilidade para o arquiteto e urbanista no mercado. A execução de projetos também é uma das áreas em que esses profissionais podem atuar. Segundo Huyer (2018), conforme o porte e a complexidade do projeto aumentam, mais inviável é para o autor executar sua própria obra. Assim, surge uma demanda por profissionais especializados nessa área de atuação. É importante lembrarmos que a atuação do arquiteto e urbanista não se restringe à área da arquitetura. A atuação enquanto urbanista surge no mercado de trabalho por meio doplanejamento urbano . Seja no projeto de loteamentos e condomínios fechados, na revisão de planos diretores e, até mesmo, no planejamento urbano de setores da cidade, o arquiteto e urbanista pode atuar em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Além do planejamento urbano, o profissional de arquitetura e urbanismo também pode atuar no mercado de paisagismo. Insta destacar que o projeto paisagístico não se limita às intervenções de pequeno porte, por exemplo, o paisagismo residencial . O projeto de parques, praças e paisagismo viário é feito por equipes multidisciplinares compostas de arquitetos e urbanistas em parceria com outros profissionais. O setor público demanda grande quantidade de arquitetos e urbanistas. Muitas vezes, a contratação de projetos é feita por meio de licitações. Ainda assim, é necessário que os órgãos públicos, como prefeituras e secretarias estaduais, contem com um corpo técnico para fiscalização, recebimento e acompanhamento dos serviços contratados. O ensino de arquitetura e urbanismo também é uma das possibilidades ofertadas pelo mercado de trabalho. Huyer (2018) aponta que, atualmente, há mais de 400 cursos superiores de arquitetura e urbanismo no Brasil. Para seguir carreira na docência, o profissional deve se especializar por meio de pós-graduações stricto sensu , como mestrado e doutorado. É importante destacar que o arquiteto e urbanista deve, ainda, estar atento aos aspectos básicos da legislação trabalhista. Esse tema não é muito difundido durante a graduação do curso de arquitetura e urbanismo, no entanto o futuro profissional deve, antes mesmo de formado, acompanhar as leis trabalhistas, assim como suas atualizações. Nesse sentido, Pipek, Dutra e Magano (2017) destacam que a Lei nº 13.467, de 2017 (conhecida como Lei da Reforma Trabalhista), trouxe algumas mudanças para a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), de 1943. Os autores apontam que direitos trabalhistas – como salário mínimo, limite de jornada de oito horas diárias, repouso semanal remunerado, entre outros – não foram retirados do trabalhador. No entanto, aspectos como terceirização, contrato de trabalho, relações coletivas, 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 16/24 sociedades e ações trabalhistas sofreram algumas modificações. Por isso, estudante, ainda durante a graduação, procure se informar a respeito dessas leis! Embora o mercado de trabalho para o arquiteto e urbanista seja bastante amplo, também é bem suprido em quantidade de profissionais tecnicamente habilitados. Porém, estudante, não desanime! O próprio dinamismo do mercado e o surgimento de novas tendências sempre abrem espaço para novas oportunidades. A profissão de arquiteto e urbanista, hoje, é diferente daquela de 30 anos atrás . O desenvolvimento da sociedade traz novas demandas que pedem por profissionais cada vez mais especializados. Assim, é comum observar profissionais que atuam em nichos específicos criando novas especialidades. Por exemplo, embora a acessibilidade seja uma premissa de todo projeto arquitetônico, existem arquitetos e urbanistas que são especialistas em adequar os espaços de modo a promover acessibilidade e inclusão. Esses profissionais trabalham em parceria com o autor principal do projeto, observando pontos que, às vezes, podem passar despercebidos para aqueles que não têm essa expertise de projeto. A elaboração de projetos de prevenção e proteção a incêndio também é uma das possibilidades cada vez mais exploradas pelos arquitetos e urbanistas. Esses projetos, que têm como finalidade preservar vidas e o patrimônio físico dos locais, devem atender a uma série de restrições. É importante observar que a nomenclatura desse tipo de projeto varia conforme o estado. Figura 1.3 - Acessibilidade para instalações sanitárias Fonte: Andriy Popov / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta uma foto colorida de uma pessoa em cadeira de rodas, em um lavabo. A pessoa está lavando as mãos em um lavabo acessível. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 17/24 Esses e outros tipos de projetos, que contam com diversas especificidades, são nichos que podem ser desbravados por aqueles profissionais que querem se diferenciar no mercado. Mas lembre que, para se tornar autoridade na sua área e se firmar no mercado dentro do seu nicho, é necessário muito estudo e muita dedicação! praticar Vamos praticar Caro(a) estudante, o projeto de prevenção a incêndios é uma das possíveis áreas de atuação para o profissional de arquitetura e urbanismo. Como vimos em nossas discussões, a nomenclatura desse tipo de projeto varia de estado para estado. No Paraná, por exemplo, utiliza-se o termo “Projeto Técnico de Prevenção a Incêndio e a Desastre” para designar o projeto submetido ao Corpo de Bombeiros. Comando da atividade prática : Acesse o site institucional do Corpo de Bombeiros de seu estado e busque qual é o termo utilizado para o projeto de prevenção de incêndios e quais documentos devem ser protocolados junto a esse projeto. Aproveite a oportunidade para conhecer as Normas de Procedimentos Técnicos que devem ser atendidas no projeto! Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) O mercado de trabalho para o arquiteto e urbanista apresenta diversas possibilidades. Desse modo, é recomendado que, já na etapa final de sua graduação, o estudante inicie seu plano de carreira. Segundo Xavier (2006), um plano de carreira deve contemplar a análise das condições que o mundo oferece, assim como das características e dos recursos pessoais que atuarão em relação ao que se almeja. XAVIER, R. A. P. Sua carreira : planejamento e gestão. São Paulo: Financial Times, Prentice Hall, 2006. F E E D B A C K 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 18/24 Considerando o mercado de trabalho e o planejamento de carreira do profissional de arquitetura e urbanismo, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A elaboração de projetos é uma das áreas de grande representatividade no mercado de arquitetura, enquanto a execução de tais projetos se restringe aos profissionais de engenharia civil. Pois: II. O acompanhamento de execução de obras demanda conhecimentos técnicos e específicos. A seguir, assinale a alternativa correta. a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. b) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. c) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. d) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. e) As asserções I e II são proposições falsas. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 19/24 Material Complementar F I L M E Elefante branco Ano : 2012 Comentário : O filme indicado conta a história de dois padres que buscam ajudar pessoas menos favorecidas. A narrativa se passa em uma favela em Buenos Aires, e, nas cenas, é possível observar o contraste da desigualdade social. Embora o filme seja ambientado no país vizinho, sabemos que o Brasil também passa por problemas semelhantes. Ao assistir ao filme, convido você a refletir sobre como o arquiteto e urbanista pode atuar para tentar mitigar esse contraste, sobretudo no que diz respeito à criação de habitações de interesse social. TRA I LER 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 20/24 LIVRO Como elaborar um plano de carreira para ser um profissional bem-sucedido Editora : Atlas Autor : Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira ISBN : ISBN-10: 8597014962 Comentário: Durante a graduação, raramente o futuro profissional faz o planejamento de sua carreira. Embora seja comum os estudantes realizarem planos abstratos sobre o assunto, são poucos aqueles que realmente “colocam no papel” esse planejamento. A obra indicada traz dicas e ideias de como planejar seu caminho profissional, de modo que você seja o protagonista dessa história. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 21/24 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 22/24 Conclusão Prezado(a) estudante, a profissão de arquiteto e urbanista é ampla e oferece várias áreas de atuação ao profissional. Ao se deparar com o mercado de trabalho, é comum o recém-formado se sentir perdido diante dessas diversas possibilidades. Assim, em nossos estudos, discutimos sobre o mercado de trabalho e as possíveis áreas de atuação, para que, desde já, você possa planejar sua carreira. Em nossas análises, também exploramos o papel do arquiteto e urbanista na sociedade, assim como a responsabilidade social e ética desse profissional. Durante a graduação, o aluno de arquitetura e urbanismo está envolvido em discussões sociais. Lembre-se de que essas pautas não ficam apenas no mundo acadêmico, elas acompanharão você em sua prática profissional em busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Referências ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050 : Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. BRASIL. Lei nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010 . Regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal - CAUs; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12378.htm . Acesso em: 14 abr. 2021. CAU – CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL. Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas . 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Acesso em: 17 abr. 2021. 05/09/2026, 19:31 E-book https://fmu-content.s3.us-east-1.amazonaws.com/FMU/EAD/Conteudo/ENG_LEPRAP_21/unidade_1/ebook/index.html 23/24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12378.htm https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao51/ https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/%C3%A9tica/ GOHN, M. da G. M. História dos movimentos e lutas sociais : a construção da cidadania dos brasileiros. 6. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2011. HUYER, A. Legislação brasileira/sistema CREA-CONFEA. In: HUYER, A.; LÜCKE, S. A.; CORNETET, B. C. Introdução a arquitetura e urbanismo . Porto Alegre: SAGAH, 2018. p. 109-118. OBJETIVO 11: cidades e comunidades sustentáveis. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável , c2021. 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