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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI FRANCISCA ELIANA MATOS DA COSTA A IMPORTâNCIA DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL RODRIGUES ALVES/AC 2026 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI FRANCISCA ELIANA MATOS DA COSTA A IMPORTâNCIA DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título pedagogia. Orientador:Profa. Dra. Juliana dos Santos Rocha RODRIGUES ALVES/AC 2026 A IMPORTâNCIA DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL FRANCISCA ELIANA MATOS DA COSTA Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais. RESUMO- A escolha do meu tema como trabalho de conclusão do curso “A importância de brincar na educação infantil ” surgiu devido à importância do lúdico nas escolas de Educação Infantil, para que as crianças possam aprender e se desenvolver com saúde. Esse projeto vem esclarecer a importância do brincar para o desenvolvimento da criança durante a infância, estimulando a escola a resgatar brincadeiras que possam desenvolver a coordenação motora, o raciocínio, a criatividade e imaginação dos alunos. Durante a minha infância era muito comum ver crianças brincando nas ruas, na maior alegria, pulando, correndo, gritando, aprendendo umas com as outras através da interação nas brincadeiras. E hoje é muito difícil ver isso acontecer, pois os pais têm medo de deixar os filhos soltos na rua, por causa da criminalidade que vem assustando e fazendo vítimas inocentes. Por conta disso, as crianças ficam sem se exercitar, tornando-se sedentárias dentro de casa, em frente à televisão, o computador e games, perdendo assim, a liberdade de se expressar, usar a imaginação e aprender interagindo com as demais crianças. PALAVRAS-CHAVE: Educação; crianças; infância, lúdico ABSTRACT- My choice of the topic for my final course project, "The Importance of Play in Early Childhood Education," arose from the importance of play in early childhood education schools, so that children can learn and develop healthily. This project aims to clarify the importance of play for child development during childhood, encouraging schools to rediscover games that can develop motor coordination, reasoning, creativity, and imagination in students. During my childhood, it was very common to see children playing in the streets, in great joy, jumping, running, shouting, learning from each other through interaction in play. And today it is very difficult to see this happening, because parents are afraid to let their children roam freely in the streets due to the crime that is frightening and claiming innocent victims. Because of this, children do not exercise, becoming sedentary at home, in front of the television, computer, and games, thus losing the freedom to express themselves, use their imagination, and learn by interacting with other children. KEYWORDS: Education; children; childhood; play 1 INTRODUÇÃO Primeiramente vamos conhecer a historia da infância que nos mostram que a criança vê o mundo através dos brinquedos e brincadeiras. O jeito de lidar, organizar, propor, respeitar e valorizar as brincadeiras das crianças demonstra, através da história da infância, o entendimento que se tem das crianças. O que se observa ao longo dessa narrativa é que sempre existiu formas, jeitos e instrumentos para se brincar, como por exemplo; a bola, cantigas de roda, jogar pedrinhas, brinquedos e uma forma de brincar muito antiga. Como vimos anteriormente, sempre que se fala em crianças pensa-se em brinquedos, brincadeiras e jogos. As brincadeiras é algo de pertence á criança, a infância. Através do brincar a criança experimenta, organiza-se, regula, constrói normas para si e para o outro. Ela cria e recria a cada nova brincadeira, o mundo que a cerca, o brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consegue, com o outro, com o mundo. O presente projeto mostra uma breve discussão sobre a importância da Brincadeira na educação infantil, como desenvolvimento na aprendizagem tanto cognitiva como intelectual das crianças. O ato de brincar se destaca com fundamental importância no processo de aprendizagem da criança enquanto ser humano, pois não se trata só de um momento de diversão, mas ao mesmo tempo, acontece a formação da assimilação de conhecimentos da criança, que será levada para sua vida futura. Este artigo tem como objetivo, mostrar a importância do brincar da criança na educação infantil, enfocando o brincar durante o processo de desenvolvimento enquanto ser humano, e a sua contribuição para o desenvolvimento no ensino e a aprendizagem na educação infantil, enfatizando, o prazer de descobrir o mundo em que esta inserida, através da brincadeira, na construção do seu caráter, sua formação moral e social, de acordo com o ambiente no qual se encontra. As brincadeiras são enfocadas como instrumento pedagógico de suma importância no desenvolvimento, na aprendizagem da criança. Estas atividades ajudam a construir conhecimento e ainda proporcionam momentos lúdicos e prazerosos para o desenvolvimento da criança. Analisando como a criança descobre o mundo no espaço escolar através das brincadeiras, exercitando a imaginação, desenvolvendo sua personalidade e suas habilidades, expressando sua autonomia diante dos objetos, trabalhando seu emocional e ampliando seus horizontes através da participação nas atividades lúdicas. Percebemos desse modo que brincando a criança aprende com muito mais prazer, destacando que o brinquedo, é o caminho pelo qual as crianças compreendem o mundo em que vivem e são chamadas a mudar. É a oportunidade de desenvolvimento, pois brincando a criança experimenta, descobre, inventa, exercita, vivendo assim uma experiência que enriquece sua sociabilidade e a capacidade de se tornar um ser humano criativo. O brincar na educação infantil linha docência na educação infantil, esse tema falar da importância do brincar da criança, que estejam inseridas em creches. Para realização deste projeto de ensino utilizei vários livros da faculdade Unopar virtual como, por exemplo: Ensino da educação física escolar que fala da motricidade que é o primeiro movimento do homem e a primeira forma de linguagem, ensino da linguagem oral e escrita fala da teoria de Piaget sobre os estágios de desenvolvimento das crianças, ensino da natureza e sociedade levam as crianças conhecer a natureza e o meio ambiente, onde estão inseridos. Educação da criança de 0 a 5 anos nos fala do cuidar e educar presente na pratica pedagógica mediadora da educação infantil, ensino da matemática na educação infantil contribuiu para que pudesse elaborar o projeto compreendi que a matemática está presente nas musica infantil. O curso de pedagogia abriu um leque de conhecimentos para min. que já trabalho em uma creche municipal. Os formados adquirem seu saber profissional em campo na ação, assim como que tais competências se nos constroem diversos espaços de aprendizagem que configuram a trajetória da vida cotidiana. Acredito que a formação profissional é um processo de construção contínua e que se baseiam nas ações, os professores formadores têm sobre si a exigência da produção, construção e socialização de conhecimentos, habilidades e competências que permitam o desenvolvimento desses saberes. DESENVOLVIMENTO Este projeto de ensino tem como eixo principal a linha da educação infantil, qual a importânciado brincar, principalmente para crianças que estão inseridas nas creches de três á quatro anos de idade que é a linha de pesquisa. Essa criança se constitui em um processo de socialização, sendo o adulto o seu parceiro privilegiado. Além disso, estabelece vínculos com seus pares, sendo capaz de internalizar significados socialmente partilhados. A relação adulta-criança defendida no contexto infantil baseia na de horizontalidade e respeito ás diferenças, sendo necessário o exercício de se considerar o ponto de vista do outro. Justifica-se esse projeto porque se observa que entre educadores falar sobre a importância das brincadeiras e jogos no processo ensino aprendizagem ainda é um pouco complexo. Um dos motivos da realização desse estudo é comprovar que/com a utilização de jogos e brincadeiras em sala de aula, haverá uma contribuição à formação de atitudes sociais como, respeito mútuo, cooperação, relação social e interação, auxiliando na construção do conhecimento. Esse estudo é muito importante tanto para alunos, professores e acadêmicos, pois com a troca de experiências, teorias e práticas, todos terão crescimento. Educação Infantil trilha a procura de estratégias capazes de garantir o cuidar e o educar da infância, tendo em vista atender as necessidades do corpo e mediar o desenvolvimento sociocultural das crianças desde o nascimento, assegurando-lhes o tripé de direitos que se esboça para esta etapa da educação, o direito a brincar, criar e aprender. Neste tocante, faz-se necessário a intervenção da ação lúdica, ou seja, o brincar é uma forma de linguagem a partir da qual a criança atua, desenvolve-se e cria seu próprio conhecimento. Ainda que em postura de adversário, a parceria é um estabelecimento de relação. Esta relação expõe as potencialidades dos participantes, afeta as emoções e põe à prova as aptidões testando limites. Brincando, jogando ou dançando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. A brincadeira na vida da criança é muito importante, pois é um processo de mediação entre a criança e a realidade. Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual, por isso, o lúdico deve estar presente na vida das crianças como uma atividade diária. As crianças hoje estão entrando mais cedo nas escolas, devido ao mercado de trabalho para as mulheres que cresceu muito, e por conta disso, as mães precisam deixar seus filhos, cada vez mais cedo, nas escolas de Educação Infantil. Por conta disso, os pequeninos que ingressam antes do tempo nas escolas, perdem uma característica da infância muito importante que é “o brincar”, pois não sobra tempo, pois precisam se acostumar com a nova fase, acordar cedo e ficarem horas longe de casa. As escolas de educação Infantil precisam disponibilizar um tempo para essas crianças, resgatar o lúdico como um dos conteúdos, pois é na escola que elas têm o espaço livre e adequado para correr e pular, brinquedos diferenciados disponíveis para utilizar, e desenvolverem sem perder esse momento importante da infância. LANA, Adriana Venturim. 2004 Ao brincar, a criança se expressa voluntariamente, faz uso da sua imaginação e criatividade, atividades lúdicas que futuramente permitirá ela assumir e desenvolver sua personalidade e autonomia. Segundo a Secretaria da Educação (2006, pág. 45). “Brincar é uma atividade essencialmente humana, principal modo de expressão da infância”. Atualmente a sociedade está modernizada com o avanço da tecnologia, e isso, tem distanciado ás crianças da rua, onde elas têm a oportunidade de interagir e se socializar através das brincadeiras, pois é na rua que a criança tem oportunidade de correr livremente, criar de forma espontânea suas ideias e se socializar umas com as outras. Nas palavras da autora: Brincar na rua é um aprendizado e uma oportunidade para a criança interagir com outros parceiros e desenvolver jogos nos quais a atividade física predomina. (FRIEDMANN 1996, pág. 15). As crianças ao brincarem usam a imitação para recriarem personagens que já viram, transformando o real para o seu mundo, através da imaginação, pois expõem suas ideias e liberam a criatividade. Quanto à imitação transformada, o PCNEI afirma que: Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das ideias, de uma realidade anteriormente vivenciada. Isso significa que uma criança que, por exemplo, bate ritmicamente com os pés no chão e imagina-se cavalgando um cavalo, está orientando sua ação pelo significado da situação e por uma atitude mental e não somente pela percepção imediata dos objetos e situações. (PCNEI 1998, V1, pág. 28). Seja qual for à brincadeira por mais simples que pareça ajudará a criança no seu desenvolvimento, visando sempre o processo de aprendizagem de cada um, dando oportunidade para que isso ocorra de forma simples e espontânea, pois a brincadeira para a criança tem um sentido próprio e por isso, deve ser um momento de divertimento e prazer. Winnicott (1975) nos relata que a criança para crescer com saúde e ter um bom relacionamento grupal e social é necessário que brinque: “O brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde; o brincar conduz aos relacionamentos grupais. ” (WINNICOTT 1975, pág. 70). Se as crianças não tiverem a liberdade para se expressar e usarem a criatividade, dificilmente poderão desenvolver sua autonomia e personalidade própria, pois estarão presas às regras e exceções, que limitarão sua capacidade de criar e o espaço para se desenvolverem. Para a autora Kishimoto (1999, pág. 11) “portadora de uma especificidade que se expressa pelo ato lúdico, à infância carrega consigo as brincadeiras que se perpetuam e se renovam a cada geração”. Portanto, a forma como a criança se expressa brincando é única e varia de acordo com cada ambiente, espaço e cultura, mas permanece a importância que ela tem, para o crescimento saudável e uma forma de aprendizado através da espontaneidade e criatividade de cada criança ao brincar. Geralmente, em cada uma dessas três categorias existe o que pode se chamar de três categorias existe o que poderia se chamar “uma família de jogos” cujos distintos membros representam um grau variado de complexidade crescente, que permite elaborar uma hierarquia e, também, estabelecer uma correspondência tanto com jogos de uma mesma família quanto de famílias diferentes, de tal forma que um jogo mais simples pode preparar para outro mais complexo, facilitando a construção de esquemas requeridos por este último. FORTUNA, Tânia Ramos. 2004. Os jogos lógicos põem em exercício operações cognitivas como a classificação, a seriação, a antecipação, a conservação, a compensação etc. De uma forma amena, porque unem as operações à emoção. É notório como as mesmas operações que se praticam com grau entusiasmo em um jogo, frequentemente, são rechaçadas, quando se são realizadas com mera prática de treinamento, em que a emoção está ausente ou reprimida. O brinquedo estimula a inteligência porque faz com que a criança solte a sua imaginação e desenvolva a sua criatividade. Ao mesmo tempo, possibilita o exercício da concentração, da atenção e engajamento. LANA, Adriana Venturim. 2004 Os jogos oferecem excelentes oportunidades para nutrir a linguagem da criança. O contato com diferentes objetos e situações estimula a linguagem interna e o aumento do vocabulário. É por meio da brincadeira que a criança desenvolve o seu senso de companheirismo; aprende a conviver, ganhando ou perdendo; procura entender regras e conseguir participação satisfatória. Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. Segundo a mesma autora, é possível estabelecer, frente ao desenvolvimento proposto por Piaget, as condutas, ações e, consequentemente, os tipos de brinquedos e jogos para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. O trabalho sobre o lúdico na Educação Infantil objetiva investigar como as atividadeslúdicas contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem. A atividade lúdica desenvolve na criança várias habilidades como a atenção, memorização, imaginação, enfim, todos os aspectos básicos para o processo da aprendizagem, que está em formação. Sendo a educação infantil a base da formação sócio educacional de todo cidadão, o lúdico se constitui num recurso pedagógico eficaz que envolve o aluno nas atividades, permitindo a criança se desenvolver cognitivamente. Valorizando o trabalho com jogos e brinquedos, os professores terão uma ferramenta indispensável para o trabalho cotidiano na aprendizagem de seus alunos. Todas as atividades em que as crianças necessitam de atenção e concentração ao participarem dos jogos e brincadeiras auxiliam no amadurecimento cognitivo, conseguintemente o Lúdico também pode servir de estímulo para o desenvolvimento da criança. FORTUNA, Tânia Ramos. 2004. O brincar faz parte do mundo da criança, assim elas aprendem melhor e se socializam com facilidade, apreendem o espírito de grupo, aprendem a tomar decisões e percebem melhor o mundo dos adultos. Sistematizar o brincar significa uma reorganização da prática pedagógica desempenhada pelo professor, prática essa que deve abandonar os moldes da educação bancária e absorver o lúdico através dos jogos como o instrumento principal para o desenvolvimento da criança. O jogo, e a maneira como o professor dirigem o brincar, desenvolverão psicológica, intelectual, emocional, físico-motora e socialmente as crianças, e por isso os espaços para se jogar são imprescindíveis nos dias de hoje. LANA, Adriana Venturim. 2004 Através dos jogos lúdicos, do brinquedo e da brincadeira, desenvolve-se a criatividade, a capacidade de tomar decisões e ajuda no desenvolvimento motor da criança, além destas razões, tornam as aulas mais atraentes para os alunos, são a partir de situações de descontração que o professor poderá desenvolver diversos conteúdo, gerando uma integração entre as matérias curriculares. Atualmente em nossa sociedade, extremamente capitalista, que influencia todos, inclusive as crianças, exercendo poder e controle através dos meios de comunicação, principalmente a televisão. Uma das alternativas para se burlar essa influência está no lúdico, nas brincadeiras de uma forma geral, onde as crianças trabalhariam além do corpo a interação com o outro. A criança tem a característica de entrar no mundo dos sonhos das fábulas e normalmente utiliza como ponte às brincadeiras. Quando esta brincando se expressa mostrando seu íntimo, seus sentimentos e sua afetividade. FORTUNA, Tânia Ramos. 2004. Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brincam. Por exemplo, para assumir um determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer alguma de suas características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou algo conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes, do relato de um colega ou de um adulto, de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em livros, etc. A fonte de seus conhecimentos é múltipla, mas estes encontram-se, ainda, fragmentados .É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e as relações que possuem com outros papéis, tomando consciência disso e generalizando para outras situações. LANA, Adriana Venturim. 2004 Para brincar é preciso que as crianças tenham certa independência para escolher seus companheiros e os papéis que irão assumir no interior de um determinado tema e enredo, cujos desenvolvimentos dependem unicamente da vontade de quem brinca. Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar seus pensamentos para resolução de problemas que lhe são importantes e significativos. Propiciando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no qual a s crianças podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos. O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças; a relação com objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles; a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar; os conteúdos sociais, como papéis, situações, valores e atitudes que se referem à forma como universo social se constrói; e, finalmente, os limites definidos pelas regras, constituindo-se em um recurso fundamental pra brincar. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas, quais sejam, brincar de faz-de-conta ou com papéis, considera como atividade fundamental da qual se originam todas as outras; brincar com materiais de construção e brincar de regras. As brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro), jogos tradicionais didáticos, corporais, etc., propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica. FORTUNA, Tânia Ramos. 2004. É o adulto, na figura do professor, portanto, que, na instituição infantil, ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. Consequentemente, é ele que organiza sua base estrutural, por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar. Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. A intervenção intencional baseada na observação das brincadeiras das crianças, oferecendo-lhes material adequado, assim como um espaço estruturado para brincar permite o enriquecimento das competências imaginativas, criativas e organizacionais infantis. Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, objetos e companheiros com quem brincar ou jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais. LANA, Adriana Venturim. 2004 É preciso que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa. Nessa perspectiva não se deve confundir situações nas quais se objetiva determinadas aprendizagens relativas a conceitos, procedimentos ou atitudes explicitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentados de uma maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos pelas crianças. Pode-se, entretanto, utilizar os jogos especialmente àqueles que possuem regras, como atividades didáticas. É preciso, porém, que o professor tenha consciência que as crianças não estão brincando livremente nestas situações, pois há objetivos didáticos em questão. LANA, Adriana Venturim. 2004 Como atividade controlada pelo professor, a brincadeira aparecia como um elemento de sedução oferecido à criança. Nesse tipo de atividade, as crianças não possuem a iniciativa de definirem nem o tema, nem os papéis, nem o conteúdo e nem mesmo o desenvolvimento da brincadeira. O controle pertencendo ao adulto garante apenas que o conteúdo didático seja transmitido. Utiliza-se o interesse da criança pela brincadeira para despistá-la em prol de um objetivo escolar. Para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiênciasque lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta. A escola, enquanto instituição que tem uma função social a desempenhar na organização da sociedade, participando do processo de constituição dos homens, situa-se como um ambiente de relações sociais, representando um espaço possível e privilegiado onde a brincadeira seja concretizada. No entanto, este espaço possível tem sido garantido por nossas instituições escolares? A brincadeira, enquanto fator que contribui para a formação do sujeito tem sido estudada e pesquisada como tal pelos profissionais da área? Alguns estudos mais recentes referentes à brincadeira na pré-escola indicam que há um consenso sobre a importância da brincadeira na formação social do indivíduo. De acordo com Rabioglio (1995, p. 138) “atualmente o papel fundamental do brincar na infância parece não deixar dúvidas. A criança brinca para interpretar e assimilar o mundo, os objetos, a cultura, as relações e os afetos entre as pessoas”. Macedo, ao discutir a importância da brincadeira na escola, coloca que esta pode ser considerada uma experiência fundamental ao indivíduo, pois possibilita maior intimidade com o conhecimento, construção de respostas por meio de um trabalho lúdico, simbólico e operatório integrados. “A brincadeira tem um sentido espiritual, filosófico, cognitivo, cultural, simbólico e operatório”. (MACEDO, 1995, p. 17) Ao recorrer a esse recurso, o professor está criando na sala de aula uma atmosfera de motivação que permite aos alunos participar ativamente do processo ensino-aprendizagem, assimilando experiências e informações e, sobretudo, incorporando atitudes e valores. A capacidade lúdica, como qualquer outra, desenvolve as estruturas psicológicas globais, isto é, não só cognitivas, mas também afetivas e emocionais. O aspecto de envolvimento emocional que torna a brincadeira uma atividade com forte teor emocional, capaz de gerar um estado de viração e euforia, mobiliza os esquemas mentais de forma a acionar e ativar as funções psiconeurológicas e as operações mentais, estimulando o pensamento. Integra as dimensões afetiva, motora e cognitiva da personalidade. Como atividade física e mental, que mobiliza as funções e operações, a brincadeira aciona as esferas motora e cognitiva e, à medida que gera envolvimento emocional, apela para a esfera afetiva. O ser que brinca é também o ser que age, sente, aprende, se desenvolve. Portanto, a brincadeira é um elo integrador entre os aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais LANA, Adriana Venturim. 2004 Para realização desse trabalho foi utilizado à pesquisa de cunho qualitativa, que segundo Fontes (2005, p.128).A pesquisa qualitativa em educação enfatiza o processo, aquilo que está ocorrendo, e não o produto ou os resultados finais. Outra característica interessante desse tipo de abordagem é que a pesquisa refaz-se constantemente no próprio processo de investigação. Para isso, utiliza-se um planejamento flexível, em que os focos da investigação vão sendo revistos, as técnicas de coletas, modificadas, os instrumentos, reformulados, e os fundamentos teóricos repensados. Essa abordagem metodológica compreender melhor a relação do objeto de estudo. O processo consiste em se ter um dia especifico da semana para se ensinar utilizando apenas jogos e brincadeiras, assim cabe ao professor desenvolver as atividades dentro desde contexto, mais darei exemplos de estratégias, jogos e brincadeiras para explicar como aplicarei meu projeto. O projeto foi aplicado utilizando os eixos da educação infantil: linguagem oral e escrita, matemática, ates e musica e ensino da natureza e sociedade. No começo da aula foi feita uma roda de conversa e perguntei aos alunos quais são seus jogos e brincadeiras favoritos, ao mesmo tempo eu iria escrevendo no quadro, li um livro para os alunos eles iam acompanhando a leitura e iriamos destacando as vogais que iniciam com algumas brincadeiras e depois escrever as atividades em um papel para ser sorteado, depois apresentei um dado pronto feito com os números naturais para as crianças observar, pois começar a fazer um dado gigante, onde conterá os seis números, onde vai ser as brincadeiras escolhidas através do sorteio, em cada lado será colado com os números que as crianças cortaram, com essa atividade foi trabalhado a linguagem oral e escrita, no momento que as crianças acompanharam a leitura, a arte na confecção do dado, a matemática com os números. Este projeto iremos Alencar as atividades, brincadeiras livres e dirigidas serão realizadas no pátio interno e externo da creche. A brincadeira livre levará brinquedos diversos para as crianças brincarem no pátio da creche como bonecas, carrinhos, bolas, sempre com observação das educadoras. Brincadeiras livres levam a criança usar a imaginação, o faz de contas, sociabilidade, e interação entre elas. Essas brincadeiras deverão ser organizadas pelas educadoras da sala, com crianças de três e quatro anos. O planejamento das brincadeiras livres será organizado de acordo com o cronograma de atividades da instituição. Podendo usar músicas como, por exemplo, cd da Xuxa, musicas infantil variadas etc. Nas brincadeiras dirigidas os educadores deverá organizar com cantigas de rodas, danças da cadeira, pular cordas, brincar com bambolê sempre com auxilio das educadoras nesse processo. No entanto, as pesquisas quando analisam o papel da brincadeira na escola, na prática cotidiana, revelam que esta toma outro rumo: quando se concretiza na prática é comum ser transformada apenas em atividades didáticas diretivas e destituídas de significado. O papel do professor também não está basicamente associado à ideia de prontidão, disfarce (aprender brincando) e passatempo. Wajskop (1990), preocupada em pesquisar as condições concretas na escola que favorecem o desenvolvimento das brincadeiras pelas crianças, relata que a escola prioriza a preparação da criança para o ensino fundamental, utilizando-se das brincadeiras apenas como recurso didático de sedução. A autora propõe períodos longos entre as atividades dirigidas, para que a criança tenha espaço para brincar livremente, sugere também a organização do ambiente, incorporação da brincadeira no currículo, integração do professor nas brincadeiras – às vezes como observador, outras como participante ativo. FORTUNA, Tânia Ramos. 2004. Na avaliação baseada na opinião pessoal das profissionais quanto às principais contribuições e benefícios da escola para a vida intelectual das crianças com necessidades especiais, ressalto que houve semelhança nas respostas apresentadas. As mesmas declararam que os benefícios e contribuições se dão no processo de aprendizagem progressiva, ou seja, embora participando efetivamente das aulas, o processo de aprendizagem é limitado, no entanto respeitado as particularidades de cada aluno. Outras profissionais acreditam que a maior contribuição e beneficio se dá por meio do desenvolvimento afetivo onde as crianças aprendem no convívio dos colegas/professores aumentar o lado emocional e que os benefícios e contribuição apresentam-se pela inserção harmonizando-se as diferenças. CONCLUSÃO Percebemos que parte dos muitos problemas ambientais vivenciados nos dias de hoje é devido à falta de informação desde pequeno, portanto é importante introduzir o tema sobre a poluição visual, desde as séries iniciais, pois ao crescerem com hábitos mais conscientes acreditamos que formaremos crianças críticas e a preservação do meio ambiente poderá ser mais praticada e respeitada. Este projeto de ensino norteará as ações desenvolvidas no espaço educativo da creche através das brincadeiras e o brincar. Proporcionou uma analise do desenvolvimento da criança no contexto social, e da construção de um lugar pessoal de brincar de uma criança. As crianças que estão inseridas no espaço educativo que é a creche, através das brincadeiras livres ou dirigidas, nos jogos que elas se interagem e são parceiros ativos.Fica marcado nesta análise o caráter pessoal do espaço construindo, bem como a autonomia da criança dentro dele, que precisa ser constantemente reafirmado, já que não é definitiva Neste projeto de ensino o brincar proporciona a troca de pontos de vista diferentes, ajuda a perceber como os outros o veem, auxilia a criança de interesses comuns, uma razão para que se possa interagir com o outro. Essa criança tem, em cada momento da vida criança, uma função, um significado diferente e especial para quem dela participa. Aos poucos, os jogos e brincadeiras vão possibilitando ás crianças a experiência de buscar coerência e lógica nas suas ações governando a si e ao outro. Elas passam a pensar sobre suas ações nas brincadeiras, sobre o que falam e sentem, não só para que os outros possam compreendê-las, mas também para que continuem participando das brincadeiras. Aí está o difícil e o fácil que é o brincar e o conviver com o outro. Esse processo de ensino me fez compreender que o olhar do professor de educação infantil, precisa ser curioso, atento, compreender as manifestações diversas do seu grupo REFERÊNCIAS BRASIL, MEC – SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998. CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO DE BRASÍLIA. Programa de capacitação em Educação Infantil. Brasília, 2002. FORTUNA, Tânia Ramos. O brincar na Educação Infantil. Revista Pátio – Educação Infantil. Ano 1 nº 3. Dezembro de 2003/março de 2004. ed. Artmed. P. 7-10. GIL, Antônio Carlos. Técnicas de pesquisa em economia e elaboração de monografias. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2000. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. 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