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COMUNICAÇÃO ASSERTIVA @MIRELLAMENTORA Você já se deu conta que, em certas situações, comunicar de forma autêntica e genuína te leva ainda mais longe? Atingir objetivos de forma assertiva, emotiva e franca é o que você vai aprender neste ebook. Vamos, explorar os princípios de uma comunicação eficaz baseada na consistência, assertividade, estratégia e disciplina. Introdução Quem comunica com atitude e autenticidade comunica melhor Você já deve ter lido ou escutado muitas vezes que atitude é tudo. É verdade. A nossa postura diante da vida e das situações que ela nos apresenta e impõe determina se seremos mais ou menos resilientes, mais ou menos bem sucedidos, ainda que o conceito de sucesso seja elástico e muito pessoal. Com a comunicação não é diferente. O verbo comunicar deriva do latim "communicare", ou tornar comum, partilhar, conferenciar. Em teoria soa simples, mas nós sabemos que, na prática, a comunicação é um tema amplo, complexo, especialmente no mundo corporativo. A boa notícia é que essa competência é absolutamente treinável. Comunicar com atitude, autenticidade, assertividade e consistência, como você vai aprender nesse ebook, vai te dar as ferramentas para evoluir na carreira, nos negócios e na vida também. Afinal, somos os mesmos da hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir. A comunicação é um processo dinâmico que evolui o tempo todo. Por essa razão, ainda que os seus tipos mudem um pouco, comunicação verbal ou falada, não verbal, escrita e visual, por exemplo devemos ficar atentos às nuances que se apresentam. Por que comunicar com atitude é tão importante? Nos últimos anos, aprendemos a navegar pelos canais digitais, como as redes sociais, os grupos de mensagem, além do já tradicional E-mail. Comunicar com atitude no dia a dia é fundamental para conquistar um melhor entendimento de si e do outro. Ao darmos o melhor de nós e embasar os nossos argumentos com dados, transparência, ética e verdade, impactamos positiva e diretamente os nossos relacionamentos. Quando, ao comunicar, a nossa atitude é positiva, nos concentramos em resolver conflitos, trabalhamos mais felizes, de maneira colaborativa e buscamos o crescimento de todos, não apenas o nosso. Aquele que ostenta um estado de espírito positivo busca soluções, está sempre pronto para assumir riscos necessários e aceitar as mudanças da vida. Atitude positiva leva a uma comunicação aberta. Nos sentimos livres e leves para compartilhar os nossos pensamentos e sentimentos com quem é positivo. Já uma atitude negativa na comunicação leva a resultados quase sempre infrutíferos. Em casa, estimula a tensão e mina os relacionamentos. No trabalho, cria um ambiente hostil com os colegas, atrapalha o serviço e impacta os resultados. Por que comunicar com atitude é tão importante? A conta é simples, as pessoas se associam a nós quando comunicamos positivamente e se dissociam de nós quando o fazemos de forma negativa. Você ainda pode adotar uma atitude neutra ou um caminho do meio evitando se posicionar. Essa via, porém, rotula o comunicador como alguém imprevisível ou indigno de credibilidade. Voltemos à atitude positiva. No âmbito profissional, comunicar de forma amigável, respeitosa, adaptando o tom da nossa mensagem ao público-alvo demonstra que estamos lendo corretamente os outros e que nós os consideramos. Para isso, é bom lembrar: O contexto em que a comunicação acontece faz diferença. Conversar com o líder às vezes requer mais formalidade do que se usaria com colegas. O mesmo vale quando comunicamos com pessoas que não conhecemos bem, com os mais velhos e com autoridades. Quem comunica com intencionalidade torna sua experiência mais fácil, mais agradável, independentemente de como o seu interlocutor está se comunicando ou até mesmo se ele recusa a se comunicar. A atitude correta evita que nos ofendamos com facilidade. Por que comunicar com atitude é tão importante? É comunicando com atitude que chegamos à conclusão que podemos ser muitos protagonistas a dividir o mesmo palco e que certo é comunicar com harmonia, empatia, respeito, autorresponsabilidade. Em um levantamento global publicado pelo LinkedIn em 2020, a comunicação apareceu em primeiro lugar entre as soft skills mais valorizadas pelos empregadores, a frente de gestão de negócios, resolução de problemas, ciência de dados e liderança. Comunicar com atitude nos dá poder, autoridade, moral e reconhecimento. Quando comunicamos, não só abrimos portas, nós as construímos também. Por que comunicar com atitude é tão importante? Você conhece as seis habilidades do super comunicador? Neste ebook vamos falar de três delas: Preparação, atenção e empatia. Como em qualquer atividade humana que se preze, comunicar demanda empenho, estudo, intenção e estratégia. Nós não nascemos comunicando, nós aprendemos a fazê-lo ao longo da vida e aqueles que se destacam, sendo reconhecidos por seus pares, amigos ou pelo mercado como super comunicadores têm em comum seis habilidades bem definidas: Preparação, atenção, empatia, consistência, recorrência e humildade. A primeira habilidade do super comunicador é a preparação, para comunicar de forma eficaz, fazendo com que a mensagem seja bem compreendida do outro lado e não gere dúvidas, se preparar é fundamental. Quando o receptor percebe que o emissor não se preparou ou sabe pouco sobre o tema proposto, ele perde rapidamente a atenção. É dever de quem comunica conhecer o perfil da sua audiência, quais as expectativas dela em relação à apresentação. Estar munido de dados e conceitos que sustentem a argumentação é outro recurso vital para não ficar só no achismo. 1- Como comunicar com Atitude e Autenticidade As habilidades do supercomunicador: preparação, atenção e empatia Você pode fazer isso sugerindo ideias, novos prismas para um mesmo problema. Provas que fundamentem aquilo que está sendo dito ou teorias clássicas e modernas que validem a sua tese. Outra sugestão é estruturar os pensamentos antes de comunicar, isso vale para uma reunião importante, para a apresentação de um projeto e até para uma palestra. Uma sequência utilizada frequentemente no mundo da gestão é aquela que constrói o argumento a partir de situação, ação, lições e aprendizado. Este caminho permite descrever o problema rapidamente, apresentar cenários e propor soluções. E, por fim, e não menos importante, entram as histórias e os exemplos que descrevem a mensagem que você deseja passar à audiência. A segunda habilidade do super comunicador é a atenção. Ótimos comunicadores conhecem a fundo o significado de estar presente. Se expressar com a intenção e, sobretudo, com atenção, demonstra respeito para com o tempo daqueles que pararam para o ouvir. 1- Como comunicar com Atitude e Autenticidade As habilidades do supercomunicador: preparação, atenção e empatia Quando nos concentramos na mensagem que desejamos passar, as chances de dispersão da audiência são mínimas, pelo contrário, o público se torna parceiro, fazendo com que a mensagem fique ainda mais necessária e impactante. Minha dica: Apaixone-se pela história e transmita-a com energia, tom de voz, entusiasmo que ela pede. Se o momento pedir uma reflexão sobre um tema sensível ou doloroso, não é hora de sorrir ou fazer uma brincadeira para, entre aspas, "aliviar o clima". O mesmo vale para um relato de um episódio divertido ou que mereça entusiasmo. Não é hora de falar com energia lá embaixo, parecendo um automóvel com pane seca ou problemas de motor. A terceira competência do super comunicador é a empatia. Eu tenho certeza que a empatia é uma palavra que deve aparecer muito na sua jornada pessoal e profissional. Ser empático é partilhar a compreensão dos estados emocionais do outro ou, de forma simples, ter a intenção de se colocar ao seu lado, tentar se colocar no seu lugar,ainda que isso seja impossível racionalmente. 1- Como comunicar com Atitude e Autenticidade As habilidades do supercomunicador: preparação, atenção e empatia Uma forma efetiva de praticar a empatia é por meio da comunicação. Nós temos a intenção de ouvir sem a intenção de compreender, de criticar sem acolher, e pior, de sugerir soluções sem escutar direito o problema. Ser um comunicador empático é estar aberto a ouvir o outro para compreendê-lo da forma mais plena e profunda possível, nos níveis intelectual e emocional. E compreender, é importante deixar claro, não é concordar, e sim ser receptivo, se esforçar para ver a situação de um ângulo diferente sem julgar ou fazer suposições. 1- Como comunicar com Atitude e Autenticidade As habilidades do supercomunicador: preparação, atenção e empatia Quando falamos em habilidades do super comunicador, eu destaco seis delas. Já lemos sobre três: Preparação, atenção e empatia. Agora, vamos completar com mais três: Consistência, recorrência e humildade. Quarta competência do super comunicador: A consistência. Quando falamos em consistência, falamos em firmeza, em resistência. Aquela ou aquele que é consistente, é reputado por ter uma personalidade marcante, com voz e estilo próprios. Sustenta e embasa os seus argumentos de forma madura, de forma continuada, alinha discurso e prática e, por fim, agrega valor à conversa. Também influencia os públicos-alvo, porque traz novos pontos de vista e reflexões que merecem ser compartilhados. A quinta capacidade do super comunicador chama-se recorrência. Pode não parecer, mas a repetição na comunicação é uma ferramenta absolutamente necessária. Eu não falo aqui de clonar frases ou repeti-las aleatoriamente, de maneira redundante, irritante até, eu falo sobre utilizar a repetição intencional, entendendo o seu poder de fixação. Super comunicadores repetem uma, duas, dez, vinte vezes a mensagem se preciso for para que esta seja absorvida, internalizada pela audiência. Alguns publicitários chamam isso de frequência efetiva, termo criado para definir o número de vezes em que uma pessoa precisa ouvir uma mensagem publicitária para ser impactada por ela. As habilidades do supercomunicador: consistência, recorrência e humildade Na prática, repetir uma história significa torná-la familiar e tornando a familiar, as chances de aderência são bem maiores. Vou te dar um exemplo: Digamos que ocorra uma mudança de cultura na sua empresa e que isso pregue a inclusão de pessoas com deficiência. Quanto mais esse ponto for reforçado no discurso da liderança, nas reuniões das equipes, nos materiais institucionais e nos encontros com outros profissionais do mercado, mais forte o conceito irá se enraizar na comunicação do grupo. A sexta e última habilidade do super comunicador não poderia ser outra: Humildade. Comunicadores excepcionais estão dispostos todos os dias a voltar à estaca zero se preciso for, dispostos a aprender uns com os outros e mais do que isso, aprender com tudo e com todos são mais abertos a ouvir do que falar. Eles sabem que um silêncio amoroso tem mais poder de conectar do que palavras bem intencionadas. Super comunicadores buscam aperfeiçoar a sua capacidade de comunicar diariamente por meio da teoria, da prática, do aprendizado contínuo, com tudo e com todos. Eles acreditam que os contextos comunicacionais, as linguagens, o vocabulário e os públicos mudam o tempo todo, por isso, se atualizam o tempo todo, aprendem fazendo perguntas e não afirmando as suas conquistas. As habilidades do supercomunicador: consistência, recorrência e humildade Comunicar com atitude transmite confiança, clareza, consistência e cria laços fortes, às vezes indestrutíveis, com a sua audiência. Na minha jornada na comunicação, sempre trabalhei para que a audiência soubesse responder a duas perguntas. Primeira: Para que esse conteúdo me serve? E segunda: Em que esse conteúdo agrega em minha vida? Não se esqueça: O comunicador de sucesso é aquele que faz o complexo parecer simples, e não o contrário. As habilidades do supercomunicador: consistência, recorrência e humildade O que você responde quando te perguntam: "Você é autêntico?" Existem muitas definições de autenticidade por aí, uma das que mais gosto é da escritora best-seller Brené Brown. Segundo ela, para sermos autênticos, devemos cultivar a coragem de sermos imperfeitos, vulneráveis. Precisamos acreditar que somos fundamentalmente dignos de amor e aceitação, assim como somos. Diz Brené em seu Talk: "Eu aprendi que não há melhor maneira de ter mais graça, gratidão e alegria em nossas vidas do que praticando conscientemente a autenticidade. Ser autêntico, portanto, é ter presença e viver cada momento com convicção, autoconfiança. Manter se coerente e verdadeiro consigo mesmo de forma íntegra e original. Sermos autênticos torna nossa experiência de vida mais leve e flexível, pois deixa todos à nossa volta à vontade, sem quaisquer dúvidas ou questionamentos sobre a nossa honestidade ou personalidade. Muitos de nós desejam ser autênticos e defendem a autenticidade a todo custo, mesmo sem compreender exatamente o que ela significa. Para uns, ser autêntico quer dizer não ser falso. para outros, é ser genuíno, real, fiel a si mesmo. Para viver uma vida autêntica, consequentemente, é fundamental ser verdadeiro consigo, alinhar discurso e atitudes que comprovem aquilo que se fala, encontrar o nosso verdadeiro eu é no momento em que nos expressamos genuinamente com consciência, aceitação e atenção plena, mandamos a sociedade um recado poderoso: Seja autêntico! Que não estamos dispostos a reproduzir automaticamente o discurso daqueles que insistem em dizer o que devemos fazer, como devemos fazer e até quem devemos ser. Ao esconder ou anular quem somos, acabamos nos sentindo desconectados da maioria, desvalorizados, somos posicionados em vez de nos posicionarmos". Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, fundador da psicologia analítica, dizia que só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar e para alcançar esse estado a receita é uma só: Comunicar, comunicar e comunicar. comunicadores autênticos são percebidos como reais pois transmitem confiança, veracidade, geram engajamento e, ainda que não concordemos com seus pontos de vista, nós os respeitamos e admiramos. A autenticidade e sinceridade caminham juntas. Termos uma abordagem centrada na veracidade significa estarmos genuinamente interessados na transformação que desejamos gerar no outro. Quando aquele que comunica se coloca a serviço do público, ele se pergunta o tempo todo: "O que a minha audiência precisa entender, sentir?". Comunicadores autênticos assumem a responsabilidade não apenas pelo que dizem, mas para garantir que foram compreendidos. Neste ponto, ser claro faz toda diferença para não ser mal interpretado. Ouvir mais do que falar é outra qualidade do comunicador autêntico. Ele é preciso, raramente generaliza ou faz declarações abrangentes como: "Todo mundo gostou dessa solução", ou ainda, "Ninguém ficou contente com o novo diretor". Seja autêntico! Agora que você já sabe de tudo isso, deve estar se perguntando: "Por onde eu começo para comunicar de forma direta, honesta, respeitosa?". Minha primeira sugestão é: Fale com simplicidade. A comunicação verdadeira parte da premissa que a mensagem precisa chegar como você desejou que ela chegasse. Depois, se certifique que seu tom de voz corresponde ao que você realmente quer comunicar. Cuidado para não soar debochado ao falar sério, nem desanimado ou introspectivo se você ambiciona transmitir uma notícia bombástica, a sua voz precisa combinar com aquilo que você vai compartilhar. A terceira estratégia para comunicar com autenticidade é estar ciente da sua postura. Fazer contato visual com o público aumenta a conexão. Use as mãos, faça gestos,balance a cabeça, sorria e levante as sobrancelhas para demonstrar como está se sentindo. Comunicar com autenticidade passa ainda pela escolha da hora e do local certo para se expressar. E, por fim, acolha os sentimentos, as necessidades, as expectativas do seu público. Busque escutá-lo sem interromper, observando mais e julgando menos. Quando comunicamos com os nossos sentimentos, pensamentos e experiências, nós demonstramos respeito ao próximo e, consequentemente, a nós mesmos. Seja autêntico! Como anda a sua assertividade? Dividi esse ebook em duas partes para facilitar a sua compreensão. Nesta primeira, vou falar sobre postura assertiva; Na segunda, vou te dar estratégias para comunicar assertivamente. As pessoas não nascem assertivas, elas se tornam assertivas, e as que melhor desenvolvem esse processo, o fazem criando hábitos, aprimorando habilidades. Elas treinam a sua assertividade. Quando falamos em pessoas assertivas é possível identificar, na maioria delas, certas características em comum, a primeira característica é a capacidade de se relacionar com os outros de forma sincera, com autoridade, leveza, criando pontes de confiança. Eu costumo dizer que, em maior ou menor grau, todos nós temos algum coeficiente de assertividade. Alguns são mais cordiais, comunicativos, só que têm dificuldades em dizer "não"; Outros têm problemas em lidar com críticas; Outros ainda sofrem por não conseguir expressar aquilo que pensam ou sentem; Existem aqueles que quando percebem já falaram demais, mais do que deviam, e se perderam na agressividade; e há os que se sentem constrangidos ao contrariar alguém, mesmo sabendo que estão certos. Postura assertiva Talvez você tenha se identificado com alguns desses perfis. Vicente Caballo, Doutor em psicologia pela Universidade Autônoma de Madri, catedrático de psicopatologia na Universidade de Granada na Espanha e um dos grandes nomes da psicologia para o Estudo das habilidades sociais define o comportamento assertivo como um conjunto de condutas emitidas por um indivíduo num contexto interpessoal que expressa sentimentos, atitudes, desejos opiniões, ou direitos, de um modo adequado à situação, respeitando os comportamentos. O sujeito assertivo geralmente resolve os problemas de maneira imediata, enquanto torna mínima a probabilidade de haver futuras dificuldades. Repare que ao falar sobre o comportamento assertivo, o professor Caballo cita tanto o respeito próprio, de mim para mim mesmo, como o respeito para com o outro. Quando agimos dessa forma, buscamos algo fundamental no jogo da assertividade o "ganha-ganha". Nós classificamos os comportamentos sociais em quatro estilos principais: passivo, agressivo, passivo-agressivo, e assertivo. Passivo é quando a pessoa em questão negligencia os seus próprios sentimentos, frustra suas opiniões e desejos, autocancelando os seus direitos em detrimento do outro, se apaga. O comportamento agressivo é a briga para se ter razão em vez de ser feliz é quando se busca o tempo todo revogar os direitos do próximo para fazer valer os seus. Passivo-agressivo é a chamada "agressividade disfarçada" com alfinetadas, ironia, deboche e até silêncio. Postura assertiva E por fim, o comportamento assertivo, aquele que deve ser buscado, quando nos tornamos os adultos da relação, consideramos nossos próprios sentimentos, opiniões, desejos e os dos outros igualmente. Ouça esse exemplo: Luciana é gestora de uma agência de viagens, e uma de suas lideradas mais antigas chama-se Ivete. Ivete tem o que muitos consideram uma grande virtude, ela não gosta de errar, contudo, num belo dia, Ivete comete um enorme erro. Ela, então, é chamada por Luciana, a líder, para um feedback, e ouve que a atitude dela colocou em risco a reputação da agência, expôs o trabalho da gestão, e poderia ter acabado mal, muito mal. Ivete teria 4 formas de responder: de maneira passiva, agressiva, passiva agressiva, e assertiva. Como agiria Ivete se optasse pela forma assertiva? Primeiro, assumiria o erro, questionaria em que poderia fazer diferente, e entenderia onde poderia melhorar, agindo dessa forma, possivelmente, o mesmo erro não iria se repetir, e todos sairiam ganhando, ela, a gestão, a empresa, o cliente e o mercado. Utilizei um exemplo prático, que acontece todos os dias em casa e no trabalho, para demonstrar que é nas pequenas interações que os relacionamentos são construídos, ou destruídos. No longo prazo, uma postura não assertiva gera um acúmulo de emoções pesadas como estresse, baixa autoestima, culpa, agressividade, falta de perspectiva. Pouco a pouco nós tendemos a nos afastar das pessoas não assertivas e quando somos nós os não assertivos criamos muros invisíveis porque o problema é sempre do outro, jamais o nosso. Postura assertiva O elemento central da assertividade é o respeito, respeito a si mesmo e ao outro. Dito isso, podemos definir o comportamento assertivo como a prática do respeito. A palavra assertividade está ligada à asserção ou afirmar algo de maneira firme, baseado na verdade. Agora que você conheceu as vantagens de ter uma postura assertiva, veja as técnicas para comunicar com autoridade e consistência. Postura assertiva Pronto, agora que você entendeu o que é uma postura assertiva, quero te contar que a nossa capacidade social de se expressar livremente com responsabilidade, autoconfiança e respeito, sem constrangimento e sem ferir o outro, recebe o nome de comunicação assertiva. Comunicadores assertivos são respeitosos, tratam o seu interlocutor com consideração e sinceridade, eles sabem que não se pode construir relacionamentos baseados em mentiras e hipocrisia. Tem também autoconfiança, não autoconfiança derivada da prepotência ou do sentimento de superioridade, comunicadores assertivos apresentam estabilidade emocional, suas emoções e atitudes são predominantemente calmas e controladas, expandem as ideias, abrem para o contraditório, e fazem com que a conversa atinja sucessivamente um melhor resultado. Aqui vão seis estratégias infalíveis para você sair do curso comunicando assertivamente. 1) busque olhar nos olhos do seu interlocutor, mantenha uma feição agradável com expressão atenta, voz calma e suave; 2) concentre-se no problema que está sendo apresentado, busque não julgar, nem interpretar, e sim observar e ouvir; 3) Infira sobre fatos, jamais sobre pessoas; 4) expresse os seus sentimentos, pensamentos, e opiniões com propriedade, faça solicitações claras e diretas; Postura assertiva é comunicação também 5) estruture as suas ideias para comunicar com clareza e objetividade; E 6) sinta-se à vontade para discordar do outro, faça-o com respeito, justificando seus porquês. A comunicação assertiva é um processo contínuo de amadurecimento, um pilar fundamental do mundo do trabalho, que eleva a autoestima, melhora a tomada de decisão, permite a criação de um ambiente propício para a representação de ideias e opiniões. Acima de tudo, faz com que todos se sintam ouvidos e respeitados. Postura assertiva é comunicação também Vamos falar sobre os quatro Cs da comunicação assertiva? Iniciamos este ebook por clareza e consistência. Você já aprendeu que as pessoas não nascem assertivas, elas se tornam, e as que melhor se desenvolvem o fazem criando hábitos, aprimorando as suas habilidades, porque a assertividade é treinável. Você ficou sabendo que quem comunica de forma assertiva tem menos dificuldades de dizer não, ou de lidar com críticas, sim, comunicadores assertivos expressam melhor aquilo que pensam, e comunicam com apenas um objetivo, o "ganha-ganha". E para que isso aconteça de forma legítima, aquele que transmite uma mensagem precisa buscar incessantemente os quatro Cs da comunicação assertiva, clareza, consistência, coerência e confiança. Comecemos pelo começo, a clareza. Uma comunicação clara é aquela que transmite a informaçãoque precisa ser transmitida sem rodeios, de forma significativa, de modo conciso, com confiança, esteja você numa reunião online, num pitch de vendas, dando uma palestra ou transmitindo um feedback a um liderado, ser claro faz com que a sua mensagem seja compreendida por quem está do outro lado, e dependendo da forma e do conteúdo, que fique marcada por muitos anos, quem sabe por uma vida inteira. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Clareza e Consistência Quando não estamos sendo claros somos confrontados por um dos vilões da comunicação, a interpretação de texto, e a depender do viés dessa interpretação, a nossa experiência pode ser catastrófica. Quantas vezes você já escutou a frase: "Comunicação não é o que eu falo, é o que o outro entende."? Se você respondeu "muitas", fique atento. Nós temos total responsabilidade pelas mensagens que emitimos. Pense você nas vezes em que interpretou o e-mail de forma errada, lendo algo que nunca foi dito por quem o redigiu. Pois é, assim funciona a comunicação que não é limpa, Você entendeu o que significa ser claro e agora deve estar se perguntando: "Por qual caminho devo seguir?", quando o assunto é clareza, a minha primeira estratégia é: considere que o seu interlocutor é protagonista da conversa. Se o seu propósito está em fazê-lo absorver o que você emitiu, é você quem precisa se certificar que ele entendeu o que foi passado. Segundo ponto, comunicação clara começa com uma intenção, questione-se qual é o resultado que você almeja ao passar essa mensagem, adote uma linguagem que a sua audiência compreenda, seja ela qual for, e abandone os jargões e a tagarelice técnica. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Clareza e Consistência Não negligencie o contexto, nem o canal onde ocorre essa troca, pois eles têm um imenso impacto no quê e como o receptor captura aquilo que se diz. Lembre-se que quando falamos em comunicação clara menos é sempre mais. O segundo C da comunicação assertiva e a consistência. Na comunicação consistência dá firmeza, densidade aos argumentos. Consistência é um pilar vital para alguns elementos essenciais das nossas relações de valor no mundo, autoridade, credibilidade, legitimidade. Com a expansão brutal das mídias sociais, e dos canais digitais, tem cabido a cada um de nós produzir enormes quantidades de conteúdo com rapidez, precisão, solidez e confiabilidade, e é neste ponto que a consistência se sobressai, porque ela nos torna uma fonte confiável de consulta, estabelecendo uma ponte sólida entre nós e os nossos públicos. Mas como ser consistente? Primeiro, nos mantendo atualizados e abertos ao aprendizado, aquele que está sempre disposto a criar e absorver novos conhecimentos ganha em repertório, e passa a desenvolver novas abordagens sobre temas distintos. O comunicador consistente pesquisa sobre aquilo que vai dizer e escrever, busca absorver múltiplas visões sobre o mesmo tema antes de dar a sua perspectiva. E por fim, e não menos importante, consistência é recorrência. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Clareza e Consistência De nada adianta ser consistente na segunda-feira e voltar a ser apenas no sábado. A consistência não é um acontecimento e sim um processo. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Clareza e Consistência Já vimos sobre clareza e consistência, dois Cs da comunicação assertiva. Agora, saberemos mais sobre coerência e confiança. Então, vamos ao terceiro C da comunicação assertiva, a coerência. Coerência e consistência andam juntas na construção da marca que você pretende deixar no mundo. O comunicador coerente é aquele que mantém um fluxo suave de ideias, e as organiza de modo que exista lógica ao compreendê- las. Ele conecta conceitos de forma clara e eficaz, e mais do que isso, a sua linha de pensamento faz sentido do início ao fim. Existem várias maneiras de ordenar as ideias a depender do que se está compartilhando. Por exemplo, se você está descrevendo uma situação para uma pessoa, ou um grupo, fica incoerente pular cenas de forma aleatória, pois aquele que está do outro lado espera por um começo, meio, e fim. O diálogo coerente faz a conexão lógica entre um pensamento e o próximo. Uma forma efetiva de seguir esta fórmula é usar palavras de transição ou expressões que guiem a audiência de uma ideia para outra, como "no entanto", "entretanto", "mas", "primeiro", e "e depois". Se a sua ideia é concluir um raciocínio de forma lógica, você também pode usar termos como "o resultado disso" ou "finalmente". Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Coerência e Confiança A expressão "na verdade" enfatiza o que você está dizendo, agora, por outro lado, demonstra uma mudança completa de ponto de vista, não é? Observação importante, você não precisa usar uma palavra de transição a cada frase ou parágrafo, utilize-as apenas quando quiser tornar mais clara a relação entre as ideias, porém, não sobrecarregue a sua audiência, ser prolixo demais torna sua comunicação pesada, de difícil digestão. Eu deixei para o final o quarto C da comunicação assertiva, a confiança, porque talvez seja o mais difícil de ser conquistado. A confiança é uma escolha que fazemos ao nos colocarmos em cada situação. Está presente em uma entrevista de emprego, quando falamos em público, ao embasar um argumento de vendas, e até na mesa de negociação. Confiança é um fator decisivo para que tudo corra bem. Aquele que comunica com confiança prospera nas relações, porque se sente à vontade para encarar os desafios com consistência, porque se torna um exemplo a ser seguido, porque inspira criando um ambiente de coragem, de mentalidade vencedora e ao alcance de todos. Como um educador da comunicação que treinou centenas de líderes e referências em seus segmentos, eu posso te afirmar sem hesitar, que uma característica em comum a todos os profissionais autoconfiantes, que eu conheci, é a preparação. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Coerência e Confiança Não que essas mesmas pessoas não tivessem medo, ou que não temessem aquilo que tinham a dizer, que não parecia ser importante, ou ainda, que não receassem que a audiência não estivesse interessada, tudo isso aconteceu. Elas somente tinham consciência de que ao se preparar para compromissos importantes, e não importantes também, elas se acalmavam, limpavam a mente, se preparavam para as falhas, e isso muda o jogo. Ceder a pensamentos negativos é uma fraqueza que a maioria de nós tem, mas não precisa ser assim. No momento em que um pensamento negativo vier à sua mente, reforce com bons sentimentos, concentre-se no lado bom e você verá a sua autoconfiança crescer. Por onde iniciar? Primeiro, acolha a ansiedade, depois, desafie o pensamento negativo. Se você está prestes a fazer uma apresentação em público e começa a pensar: "Poxa, eu não tenho qualificação para isso!", faça imediatamente um contraponto, pergunte a si mesmo: "Será que me chamariam se eu não estivesse qualificação?", eliminar de imediato os pensamentos negativos os enfraquece e permite que você faça aquilo que precisa ser feito. E não se esqueça: comunicando com clareza, consistência, coerência e confiança, ficará muito mais fácil você se conectar com qualquer público, em qualquer tempo, e em qualquer contexto. Os 4 C’s da Comunicação Assertiva: Coerência e Confiança Ao buscar referências bibliográficas sobre o conceito de "posicionamento", nós encontramos diversas definições para o termo, a mais simples e mais apreciada pelos especialistas e professores de marketing é aquela apresentada pelos escritores Al Ries e Jack Trout na obra clássica da propaganda "Posicionamento - a batalha pela sua mente", dos anos 1980. Segundo eles, posicionamento de marca ou de pessoas expressa como você deseja ser percebido pelo público ou, no caso de uma marca, como ela pretende ser notada por seus consumidores. Resumindo, posicionamento é como você seposiciona na mente do outro. Preste atenção, não é como o outro enxerga você e sim a forma com que você quer que ele o enxergue, é você, portanto, quem define esse paradigma de forma proposital, proativa. Vamos pegar o exemplo de um executivo da tecnologia da informação que deseja ser percebido como um dos maiores especialistas do segmento. O objetivo aqui está claro, ser percebido pelo público como um dos mais profundos conhecedores da área, a partir de agora, vamos discutir como ele pode fazer isso. Se tiver um perfil campeão no LinkedIn, por exemplo, esse mesmo executivo tem à sua disposição inúmeras possibilidades: ele pode escrever artigos com a sua visão a respeito de temas relevantes, pode ainda criar uma recorrência de postagens, interagir com outros especialistas, gravar vídeos, apresentar "cases" da sua área e até fazer enquetes. A importância do posicionamento Fora da rede social, este profissional pode se destacar de inúmeras formas, escrevendo artigos para jornais e portais, sendo entrevistado pela grande mídia e a imprensa especializada, fazendo palestras, conferências para grupos menores, sendo professor na sua área, apresentando um podcast e, por que não, escrevendo um livro? Quem busca uma estratégia de posicionamento adequada precisa passar as suas mensagens com clareza a ponto de elas serem reconhecidas imediatamente e, para isso, a primeira atitude é mapear o público que se ambiciona alcançar, ou a sua audiência. Você sabe dizer, hoje, quem é o seu público alvo? Se você pretende ser reconhecido como um ás do direito digital ou a rainha da fotografia da gastronomia, o que você tem feito para isso? Quais conteúdos seus têm trazido o assunto ao público? Quais as suas visões sobre os tantos acontecimentos na sua área? Que autores você tem lido, podcasts tem escutado? É sobre isso que estamos falando, para criar um posicionamento e lapidá-lo até chegar ao estado ideal, conhecer a sua audiência e preencher as expectativas dela é fundamental. Você pode segmentar os seus públicos por país, por estado, a cidade onde essas pessoas vivem, por idade, sexo, classe social, profissão, grau de instrução, religião ou até etnia, por estilo de vida, personalidade, valores e até por comportamento, pelas experiências também, pelas atitudes e posturas desse mesmo público diante de temas relevantes. A importância do posicionamento Uma vez identificada a sua audiência é hora de criar as personas ou personagens fictícios que representam diferentes tipos de usuário dentro de um espectro demográfico, atitude ou comportamento. Personas, aliás, são excelentes ferramentas para segmentar a nossa comunicação e quanto mais soubermos quem é o nosso público, mais fácil será de batalhar pela mente dele, passamos a ter a resposta que ele procura para os problemas. Outro elemento fundamental do posicionamento é a produção de conteúdo, a geração de valor, quanto mais claro for o posicionamento, mais consistente e relevante você será. Por fim e não menos importante, eleja uma estratégia de diferenciação para, como o próprio nome já diz, fazer diferente diante da concorrência. A importância do posicionamento Agora vamos falar de reputação. No momento em que nos posicionamos na mente do outro de forma propositiva, passamos ao público um segundo bastão, este sim um tema pelo qual a audiência será grande responsável: a nossa reputação. Sim, a opinião do outro em relação a nós está nas mãos do outro e não na nossa. E ainda que não consigamos nos posicionar como gostaríamos sempre, ela é um ativo crucial para abrirmos portas, fazer alianças, sermos aceitos nos diversos círculos sociais. Antes de tudo, reputação é o vínculo de confiança que se estabelece entre duas partes, engloba aquilo que dizemos, fazemos e como agimos particular e publicamente. Uma bela reputação, sustentada por valores sólidos e bem estabelecidos, garante o nosso sucesso em qualquer área. Uma vez manchada ou desvirtuada, ela prejudica as nossas conquistas, nos impede de avançar na vida e na carreira. Construir uma reputação consistente leva tempo, demanda um trabalho árduo, ininterrupto, destruí-la pode levar minutos. Nos dias de hoje, com tantas redes sociais super ativas, milhões de usuários, no mundo tendo como pano de fundo a cultura do cancelamento, a nossa reputação está nas mãos do outro quase o tempo todo, isso faz com que tenhamos de quadruplicar a nossa responsabilidade, logo, construir e manter uma reputação de valor passa pela generosidade, pelo altruísmo, ética e também pela inteligência, pela visão de longo prazo e estratégia, por nunca ceder a situações permissivas ou indigestas. A importância da reputação Para encerrar a nossa aula quero dividir com você seis estratégias para blindar a sua reputação, ser lembrado como um profissional que as pessoas desejam ter por perto. Primeira delas: aja com integridade em qualquer tempo e qualquer situação; dois: cumpra aquilo que você disse que iria cumprir; três: ajude sempre as outras pessoas a alcançar os objetivos delas; quarta estratégia da reputação: fure bolhas, conheça e se interesse por outras realidades; cinco: seja consistente nas suas escolhas e entregas; sexta e última estratégia: tenha honestidade intelectual, busque sempre a verdade em todas as situações e não se esqueça, construir uma reputação é a metade do caminho, a outra metade passa por protegê-la e mantê-la. A importância da reputação Qual é o papel do pensamento crítico na comunicação? Vamos aprender sobre a importância dele para o desenvolvimento do nosso diálogo interno e externo. Chamamos de "pensamento crítico" a nossa habilidade de refletir de forma clara, racional e independente sobre assuntos que nos são apresentados e com isso, formar um juízo de valor próprio acerca da conexão lógica entre as ideias. Simplificando, pensar criticamente é raciocinar ativamente ao invés de aceitar de forma passiva cada mensagem. O pensamento crítico, científico e criativo é um item indispensável para a formação integral de todo e qualquer cidadão. Ter um pensamento crítico bem desenvolvido é decisivo para as nossas escolhas pessoais, profissionais, políticas até. Ele nos empodera, nos permite tirar conclusões sensatas sobre um conjunto de informações relevantes, separando aquilo que é útil daquilo que não é na hora da tomada de decisão. Pensamento crítico é essencial para tudo, até para avaliar uma notícia ou um comentário recebido na rede social. Habilidade fundamental nestes tempos em que todo mundo fala de si, do outro e dos outros, o pensamento crítico é essencial no momento em que vivemos uma explosão de "fake news". Quando desenvolvemos o pensamento crítico e analisamos uma situação sob o nosso julgamento, nos distanciamos da massa, desviamos do efeito manada. É importante lembrar que muitas vezes tendemos a acreditar que estamos analisando uma situação de forma crítica, quando na verdade estamos apenas supondo de forma mal fundamentada. Desenvolvendo o pensamento crítico Pensar criticamente é uma forma de julgamento reflexivo que leva em consideração clareza, profundidade, significância, credibilidade, precisão e relevância. Começa pela observação, segue com as referências, passa pelos argumentos e acaba com uma conclusão, como se fosse um prédio sendo estruturado desde a fundação até o acabamento final. Então, para resumir, o pensamento crítico é um conjunto de habilidades cognitivas relevantes, com crenças e observações bem estabelecidas, nos diferencia porque nos tira do pensamento automático, nos leva a analisar os fatos e não interpretá-los. Segundo Francis Bacon, político, filósofo, cientista inglês, pensar criticamente é ter o desejo de buscar, a paciência para duvidar, o empenho para meditar, a lentidão para afirmar, a disposição para considerar, o cuidado para ordenar e o ódio por qualquer tipo de impostura. Doispilares são fundamentais no pensamento crítico: competências cognitivas e espírito crítico. Competências cognitivas são habilidades que nos permitem formular, justificar e avaliar de forma apropriada argumentos e atitudes de maneira empática. Espírito crítico é o nosso apetite em aplicar o pensamento crítico sempre que necessário. Lembre-se que nós avaliamos o tempo todo ideias e ações, ainda que sejam contrárias às nossas crenças, sendo assim, o caminho é a observação do fato pela capacidade cognitiva e o julgamento, aplicando o espírito crítico à circunstância para, só aí, responder aos estímulos recebidos. Desenvolvendo o pensamento crítico Quando pensamos de forma crítica, firmamos um compromisso com a verdade, não aceitamos a informação fácil, imediata, avaliamos as fontes, distinguimos o que é fato do que é opinião. Quando falamos em educação, o pensamento crítico ajuda a formar indivíduos conscientes, capazes de tomar decisões mais assertivas a partir de argumentos sólidos. Quando falamos em educação, o pensamento crítico é essencial para o estímulo da curiosidade natural, além da análise e da pesquisa de histórias e teorias. Na minha casa, por exemplo, uma das formas de incentivá-lo é promover o hábito da leitura. Seja lendo um livro, um texto simples ou folheando uma revista, eu busco aguçar o questionamento trabalhando junto aos meus filhos, a argumentação, o debate e até a compreensão das jornadas ali apresentadas. O segredo está no questionamento permanente. Ao aplicar o pensamento crítico, nos tornamos autoconfiantes, criativos, inovadores, deixamos a preguiça e o comodismo de lado, nos adaptamos ao ambiente, evitamos generalizações, isso faz com que tomemos decisões mais assertivas, evitando o desperdício de energia e tempo. E por que isso é tão relevante hoje, no mundo do trabalho? Porque no ambiente organizacional, otimizar o tempo de tomada de decisão é uma habilidade essencial. Pensar criticamente exige que tenhamos algumas aptidões, você sabe quais são? Desenvolvendo o pensamento crítico Você e eu já sabemos que o pensamento crítico é formado por habilidades cognitivas, só que para pensar criticamente precisamos de algumas aptidões. A primeira delas é a observação. Observar está relacionado com a coleta de informações de modo que você possa avaliá-las não se valendo dos seus conceitos, ou seja, sem julgamentos. A segunda é o foco. Desenvolver o foco e uma ótima habilidade para dominar a nossa mente e os nossos pensamentos, com ele conseguimos nos concentrar, impedindo que estímulos externos nos distraiam. Depois vem o raciocínio lógico, construí-lo aumenta nossa capacidade de solucionar problemas, auxilia na elaboração de estratégia, nos ajuda na hora de formar uma argumentação. É uma habilidade valorizada tanto na vida profissional, como na vida pessoal. Curiosidade importa, é a partir dela que conseguimos criar alternativas para a solução de problemas, mantendo o nosso cérebro ativo. Já o discernimento ou a capacidade de compreender as situações diferenciando o certo do errado aguça o nosso bom senso e clareza. Segundo os professores Richard Paul e Linda Elder, pesquisadores da The Critical Thinking Organization, existem sete fatores que devem ser aplicados quando falamos em praticar o pensamento crítico. Aptidões para desenvolver o pensamento crítico São eles: clareza, veracidade, precisão, pertinência, profundidade, amplitude e lógica. Pensamento crítico é parte inerente da nossa jornada, com ele aprendemos a ouvir o que os outros têm a dizer, a ter conceitos divergentes, a separar fatos de opiniões, a compartilhar conhecimento e a transformar complexidade em simplicidade. Aptidões para desenvolver o pensamento crítico Saber perguntar é uma arte que enriquece o repertório de quem deseja comunicar com atitude e autenticidade. Eu dividi este tópico em duas partes, nesta primeira você vai saber o que faz de uma pergunta uma boa pergunta. O poeta brasileiro Mário Quintana, nascido em Alegrete, Rio Grande do Sul, costumava dizer que resposta certa não importa, o essencial é que as perguntas estejam corretas. Errado Mário Quintana não estava. A arte de comunicar com excelência passa essencialmente pelas boas perguntas e quando descobrimos como fazê-las, ganhamos em consistência, assertividade, conteúdo e oportunidades. O que faz então de uma pergunta uma boa pergunta, eu considero sempre oito fatores. Primeiro, uma boa pergunta termina com um ponto de interrogação. Sim, não se trata de mera opinião, de uma reflexão ou conclusão, se trata de uma questão. Uma boa pergunta tem um propósito, uma intenção legítima que precisa sustentá-la. Uma boa pergunta oferece uma visão pessoal, que pode ser transformada em atitude. Uma boa pergunta inicia uma conversa, ela é neutra e não demonstra preconceitos. Uma boa pergunta é interessante de se ouvir e importante de se responder. Uma boa pergunta é curta, sem rodeios, pode sempre ser respondida, ainda que seja difícil. Aprenda a fazer as perguntas certas No mundo do trabalho, saber fazer boas perguntas impulsiona a nossa carreira e negócios, uma vez que nos abre um baú completo de possibilidades que, sem a curiosidade da indagação, permaneceria ali, fechada. Aprender a questionar com assertividade não requer diploma universitário, nem cursos caros no exterior e sim técnica e muita prática. Perguntas encorajam a reflexão, melhoram a comunicação, entretanto, para ter acesso a esses benefícios, você precisa considerar pelo menos cinco etapas: intencionalidade, objetivo, foco, contexto e sequenciamento. Comecemos pela intencionalidade ou o propósito por trás da pergunta. Antes de questionar alguém, interrogue a a si mesmo: "o que essa resposta agrega em minha vida?" "Quero que a resposta seja útil apenas para mim ou também para os outros?" "Estou perguntando por frustração ou curiosidade?" "Eu realmente me importo com a resposta?" A segunda etapa é o objetivo da indagação: "por que estou perguntando isso?" "Desejo reunir fatos, colher opiniões?" "Preciso de um esclarecimento simples ou de uma perspectiva diferente?" "Onde, depois disso, eu vou me conectar com as respostas recebidas?" Aprenda a fazer as perguntas certas A terceira etapa é o foco, deixar claro aquilo que é essencial para você ser assertivo. Pergunte a si mesmo: "que informação eu devo extrair do meu interlocutor?" "Qual o conhecimento mais profundo eu aspiro ter?" Quarta etapa é o contexto: "estou usando termos e palavras de fácil compreensão?" "Minha pergunta é neutra ou contém preconceitos, vieses, opiniões?" "Ela é explícita em relação ao que eu desejo saber"? E por fim, o sequenciamento ou o encadeamento: "eu tenho alguma pergunta mais específica a acrescentar?" "Meu interlocutor estará disponível para perguntas, se necessário?" "Se eu não tiver a resposta que eu preciso, qual vai ser o meu plano, hein?" "O que devo fazer se não entender a resposta?" Intencionalidade, objetivo, foco, contexto e sequenciamento são fundamentais. A arte de fazer boas perguntas, porém, não para por aí, envolve um tom de voz mais adequado, um local e um momento que façam sentido e, ao mesmo tempo, estratégias de comunicação não- verbal e assim como um programa de computador, que recebe informações erradas e responde à demanda de forma igualmente errada, o mesmo se aplica às questões. Aprenda a fazer as perguntas certas Me responda aqui, você conhece o conceito de perguntas abertas e perguntas fechadas? Por isso, é essencial que você entenda o conceito de perguntas abertas e perguntas fechadas. A estrutura de perguntas fechadas passa por extrair do receptor, isto é, da pergunta para quem você fez a pergunta, uma única palavra ou duas como resposta. Veja esse exemplo. Se eu pergunto à Maria: "Maria, você gosta de sorvete?", a resposta, invariavelmente, será sim ou não. O mesmo valepara "Maria, você tem saudade de viajar?", ou "A festa estava boa?", ou "Onde você mora?". Perguntas fechadas não dão chance ao diálogo. Já quando falamos em perguntas abertas, falamos em questionamentos que provocam respostas mais longas, reflexivas, próprias para o diálogo. Por exemplo, "Maria, quais os sabores de sorvete você mais gosta? Por quê?", "Maria, por quais razões você tem saudade de viajar hoje?". Perguntas abertas passam por o quê, por que. como, quando, exigem do interlocutor uma informação, opinião, visão, expressão de sentimentos sobre algo. Perguntas abertas podem ainda começar por um simples pedido, como "Me diga" ou "Por gentileza, pode me descrever?". Aprenda a distinguir as perguntas certas Ouça esses exemplos de perguntas que pedem respostas mais elaboradas: "Pode me contar o que aconteceu exatamente na reunião?", "Por que será que ela reagiu dessa forma com você?", "Como foi a festa da firma?", "Consegue me relatar o que aconteceu naquele meeting corporativo por videoconferência?". Perguntas abertas são ótimas para engatar um diálogo, "O que você fez nas férias de dezembro? Me conta." Ou investigar detalhes, "O que mais precisamos fazer para tornar isso um sucesso?" Ou, ainda, saber a opinião de uma pessoa, "O que você pensa dessas mudanças?". Perguntas fechadas são boas para validar uma tese, "Então, se eu conseguir essa qualificação, eu vou ter mesmo um aumento?" Ou para concluir uma discussão, "Agora que conhecemos os fatos, todos concordamos, certo?" Quem sabe ainda traçar um cenário, "Ei, você, está satisfeito com o serviço do seu banco?" Por outro lado, uma pergunta mal colocada pode interromper uma conversa e levar a silêncios constrangedores. Por isso, jamais corte a pessoa que responde à sua pergunta, porque mostra que você não valoriza o que ela diz. Depois, a interrupção obstrui uma linha de pensamento do outro, direciona a conversa à sua maneira e não necessariamente à maneira como deveria ser. E por fim e não menos importante: se valha do silêncio. Sinta-se confortável ao ouvir a resposta e depois esperar um pouco mais, conte 5, 6, 7 segundos antes de falar. Aprenda a distinguir as perguntas certas Muitas vezes a pessoa com quem estamos conversando revela mais do que pedimos simplesmente quando esperamos que ela preencha o silêncio. Perguntar é uma ferramenta excepcionalmente poderosa. Aprendendo a questionar, escutar a resposta, questionar de novo, você vai estimular a troca e a conexão legítimas com o seu interlocutor. Na comunicação, isso é crescimento puro. Aprenda a distinguir as perguntas certas Contar histórias envolventes é um instrumento poderoso na construção da nossa comunicação, porque de nada adianta guardar consigo uma história incrível e não saber transmiti-la. Vale mais, quem sabe, conhecer uma história mediana, mas narrá- la com paixão. Chamamos de storytelling ou "story", "história" em inglês, "telling", "narração". Storytelling, portanto, é a arte de expor um conto de forma encantadora, com começo, meio e fim e, de preferência, com um conflito, para deixá-lo apimentado. Transmitidas com entusiasmo, as histórias são capazes de emocionar, seduzir, educar, transformar. O idealizador, Chris Anderson, costuma dizer que uma palestra de sucesso é um pequeno milagre, as pessoas veem o mundo de maneira diferente depois. E isso pode valer sobre um palco, por escrito, em uma roda de amigos ou num pitch de vendas. Há séculos os nossos cérebros vêm sendo programados para processar e armazenar informações em formato de crônicas. Basta ouvirmos "Era uma vez..." e pronto, as nossas mentes são transportadas imediatamente para a cena imaginária, seja ela qual for. Narrativas irresistíveis aguçam a nossa imaginação e exibem filmes mentais nas nossas cabeças. Como contar uma boa história: o poder do Storytelling Desenvolver, adaptar e contar os fatos com elementos ficcionais eleva a nossa comunicação para um patamar de originalidade, persuasão, atenção. Os 4 elementos do storytelling, são: mensagem, tempo-espaço, personagem e conflito. Boas histórias despertam o interesse, geram identificação, elevam o leitor para o papel de personagem principal, acionam o nosso lado emocional, evocam lembranças. Para que isso aconteça, no entanto, o contador ou storyteller precisa saber o que dizer, por que dizer, onde dizer, quando dizer, como dizer e com quem falar. Narrativas envolventes são ferramentas indispensáveis para escritores e diretores de cinema, e igualmente para empreendedores, intraempreendedores, executivos, profissionais liberais, comunicadores, religiosos e até estudantes. Cabem em apresentações, palestras, relatórios, infográficos, documentos e e-mails. Como, então, inserir o storytelling na nossa comunicação? Minha primeira dica é: faça o seu público mergulhar na história. Um relato encantador fica na mente das pessoas por muitos e muitos anos. Lembre-se que palavra simples, quando colocadas corretamente, e slides criativos, com belas imagens e poucas palavras, têm o poder de transportar aquele que escuta, lê ou assiste para uma outra dimensão. É como se delineássemos os contos em sua mente. Como contar uma boa história: o poder do Storytelling Ao mergulhar a audiência na história, criamos aquilo que chamamos de identificação. Em seu livro, "The Seven Basic Plots", Christopher Booker cita enredos básicos e com apelo universal. O herói que derrota o monstro, a migração da pobreza para a riqueza, a caça ao tesouro, a viagem do herói que volta transformado. São vários os dispositivos que aumentam o nível de suspense de uma boa crônica. A forma com que se narra, o espaço em que ela se passa, a mensagem por trás de tudo, a conclusão com clímax, claro, a qualidade dos personagens. Poucas coisas são mais cativantes do que uma fábula em que o protagonista triunfa em meio a adversidades. Personagens estão no centro de qualquer história, suas vitórias e derrotas, sucessos e fracassos são o que fazem a plateia rir ou chorar, vibrar ou torcer e até abandonar o barco. Bons personagens precisam ser vibrantes, marcantes, emocionais, devem suscitar interesse, diversão, prazer, esperança e afeto. E quanto mais detalhes, se souber deles, melhor. Outra estratégia importante no storytelling é: não diga, mostre. Em vez de relatar um evento com distância e frieza, procure transportar a todos para a cena Ao contar uma história, construa cena por cena na mente do espectador e prefira o diálogo ao invés da narração. Não se esqueça: nós só conseguimos persuadir e influenciar a nossa audiência quando ela enxerga verdade em nós. Como contar uma boa história: o poder do Storytelling E, para isso, são necessários respeito, compromisso, autoridade e reciprocidade. Como contar uma boa história: o poder do Storytelling Técnicas matadoras para falar em público existem muitas, selecionei 8 delas para esse ebook. Agora, divido com você as 4 primeiras. Procure no Google e você vai descobrir que, para um número significativo de pessoas, falar em público é tão ou mais assustador do que a própria morte. Parece exagero, mas o medo da exposição e, mais ainda, o medo do julgamento impedem muita gente de apresentar o seu melhor publicamente. Por isso, nesse ebook, a minha missão é ensinar a você um conjunto de técnicas que, quando combinadas e praticadas constantemente, tem o poder de transformar simples mortais em grandes oradores. Antes, eu preciso dizer que o bom orador é aquele que mantém o seu entusiasmo ao falar em público, e não se esquece do princípio básico do storytelling, ou da contação de história: não relate o que aconteceu, desenhe a história na cabeça do seu interlocutor. Quanto mais detalhes, pormenores, emoções e sensações você provocar em quem assiste, mais viva ficará sua narrativa. Claro que cuidar da voz, beber água generosamente, evitar o álcool e comerde maneira leve também fazem a diferença antes de você se apresentar. Então, sem mais delongas, aqui vão 4 técnicas matadoras para falar bem em público. A primeira técnica é: fale ao coração da sua audiência. Mirar as emoções de quem irá assistir a sua apresentação gera empatia, identificação, garante a criação imediata de laços fortes com o público, que passa a torcer por você. Técnica número 2: saiba com quem você está falando. 8 técnicas matadoras para falar bem em público Mapeie o perfil de quem irá compor a sua audiência, as idades dos espectadores, suas profissões e vontades, demonstre que você se empenha em conhecer o seu público e que as expectativas dele importam. Mas atenção: apenas conhecê-lo não resolve. Especialmente em eventos de nicho, utilizar termos, expressões e trazer exemplos específicos impressiona quem está assistindo. Não se fala com estudantes da mesma forma que se aborda advogados ou médicos, por exemplo. E o contrário também vale. "Comece e termine surpreendendo" é a minha terceira dica. Treinamentos, palestras, pitch de negócios são mais lembrados pelas histórias, enredos e a forma de contá-los do que por tabelas e gráficos. Em minhas mentorias, eu costumo trazer experiências pessoais, de preferência, leves e divertidas, e concluo com uma reflexão aberta para que o mentorado possa elaborar à sua maneira. Quarta técnica: inspire, respire, não pire. Esteja eu em uma sala de 20 metros quadrados ou falando a uma plateia de 500 pessoas, eu inicio o meu ritual de concentração sentado, com as mãos no joelho e respirando profundamente, de olhos bem fechados. Respirar por um minuto me acalma, me traz ao momento presente e diminui a minha ansiedade. Faça o teste. 8 técnicas matadoras para falar bem em público Já apresentei a você 4 das 8 técnicas matadoras para falar em público. "Fale ao coração da sua audiência", "saiba com quem você está falando", "comece e termine surpreendendo" e "inspire, respire, não pire". Agora eu divido com você mais 4 delas. Quinta dica: visualize o sucesso. Essa estratégia eu aprendi com atletas de alta performance, eles são mestres em visualizar os seus feitos, chegadas, pódios. Antes de subir ao palco, imagine-se lá, enérgico, sorridente, seguro e cativando a audiência. Mentalize o início, o durante, o fim e os aplausos. Lembre-se que a mentalização significa "mente" mais "ação". Acredite, porque funciona. Sexta estratégia: valorize a atenção que estão dando a você. Todos nós temos as mesmas 24 horas do dia. Logo, as minhas não devem valer mais que as dos outros. Antes de falar em público, pratique até se certificar que a sua fala não irá ultrapassar o tempo combinado. Primeiro porque a plateia merece respeito, depois porque você pode invadir o tempo de apresentação de um colega e isso será péssimo para a sua imagem. Sétima dica: pratique, pratique muito. Este é um ponto chave para qualquer palestra de sucesso. Não adiantam o bom conteúdo, a estética, o carisma e um tema incrível se você demonstra despreparo na apresentação e falta de congruência entre discurso e prática. 8 técnicas matadoras para falar bem em público: parte 2 O speaker que evidencia sua pouca preparação fecha portas e perde oportunidades. Escrever, reescrever, ler, reler, mentalizar, repetir. gravar em vídeo e repetir diante do espelho é o que permite ao talk ser memorável. Oitava e última estratégia: demonstre ser vulnerável. O palco que encanta também pode ser uma enorme armadilha do ego. Ser empático, humano e vulnerável te distancia desse perigo e cria vínculos com a plateia. Ao humanizar o discurso, acolhemos os presentes e deixamos a relação mais equânime. O resultado? Maior interesse e identificação. Me permita te dar uma dica bônus: apaixone-se pela mensagem que você quer transmitir e não pela reação que você espera do público. A mensagem é sempre a protagonista do evento, não o mensageiro. Esteja você diante de 5 ou de 5 mil pessoas, trabalhe para exceder expectativas, e não se esqueça: o que justificou o seu convite foi aquilo que te torna único. Portanto, ao falar em público, divirta-se. 8 técnicas matadoras para falar bem em público: parte 2 Comunicar com atitude e autenticidade. Primeiro, quero te dar os parabéns pelo esforço de ter chegado até aqui. A essa altura, você já sabe que a comunicação é uma jornada que está sempre em transformação e que nós, emissores e receptores da mensagem, seguimos em constante aprendizado. Eu sempre acreditei e continuo acreditando que a transformação pela comunicação passa pelo autoconhecimento, ou pela investigação de nós mesmos, pela autenticidade em projetarmos aquilo que nos torna únicos e, claro, pela atitude em seguir em frente, abandonando velhas crenças e acrescentando novas habilidades ao nosso portfólio de competências, a atitude para se afirmar, para escutar o outro e para apresentar os nossos pontos de vista e argumentos se quisermos que as coisas mudem. Atitude para dar o primeiro passo, atitude para ser uma nova comunicadora, um novo comunicador mais inspirado, perceptivo observador, motivado e com sede de protagonismo, atitude para ser um novo você. Comunicar com atitude catalisa as mudanças que desejamos ver no mundo, dá sentido às relações e à vida. Neste ebook, você observou que comunicar com autenticidade é essencial para gerar conexões legítimas, concluiu que a autenticidade é uma palavra difícil de definir e mais difícil ainda de fazer cumprir. Conclusão Pessoas autênticas são genuínas e sinceras, e demonstram mais confiança em quem são e naquilo que acreditam, são percebidas como verdadeiras e capazes de expressar suas ideias e sentimentos de forma simples e direta. Autenticidade na comunicação importa porque passa credibilidade e soa verossímil. Mensagens passadas com confiança, no trabalho, aumentam a credibilidade de quem as transmite, gerando oportunidades e estabelecendo pontes de confiança. Pessoas que comunicam autenticamente não confundem a sua audiência, pois esta tem certeza quanto à clareza daquilo que está sendo comunicado. Autenticidade significa também gastar menos tempo se preocupando com as percepções do público, e mais tempo se concentrando na qualidade da mensagem. E não se esqueça: quando se comunica com atitude e autenticidade, se torna fácil ser você mesmo e você para de tentar ser uma pessoa que você acha que os outros podem gostar mais. Eu desejo a você muito sucesso e uma excelente comunicação. Conclusão @mirellamentoraGratidão