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Questões resolvidas

“Através dos princípios de um direito natural preexistente ao Estado, de um Estado baseado no consenso, de subordinação do poder executivo ao poder legislativo, de um poder limitado, de direito de resistência, Locke expôs as diretrizes fundamentais do Estado liberal.” Bobbio.
4. Considerando o texto citado e o pensamento político de Locke, seguem as afirmativas abaixo:
I. A passagem do estado de natureza para a sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada mediante um contrato social, através do qual os indivíduos singulares, livres e iguais dão seu consentimento para ingressar no estado civil.
II. O livre consentimento dos indivíduos para formar a sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo governo, a subordinação dos poderes, a limitação do poder e o direito à resistência são princípios fundamentais do liberalismo político de Locke.
III. A violação deliberada e sistemática dos direitos naturais e o uso contínuo da força sem amparo legal, segundo Locke, não são suficientes para conferir legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, em consequência, o retorno ao estado de natureza.
IV. Os indivíduos consentem livremente, segundo Locke, em constituir a sociedade política com a finalidade de preservar e proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade.
V. Da dissolução do poder legislativo, que é o poder no qual “se unem os membros de uma comunidade para formar um corpo vivo e coerente”, decorre, como consequência, a dissolução do estado de natureza.
a) somente a afirmação I está correta.
b) as afirmacoes I e III estão corretas.
c) as afirmações III e IV estão corretas.
d) as afirmação II e III estão corretas.
e) as afirmações III e V estão incorretas.

“Com isto se torna manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. [...] E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos”. Hobbes.
8. Considerando o texto citado e o pensamento político de Hobbes, seguem as afirmativas abaixo:
I. A situação dos homens, sem um poder comum que os mantenha em respeito, é de anarquia, geradora de insegurança, angústia e medo, pois os interesses egoísticos são predominantes, e o homem é lobo para o homem.
II. As consequências desse estado de guerra generalizada são as de que, no estado de natureza, não há lugar para a indústria, para a agricultura nem navegação, e há prejuízo para a ciência e para o conforto dos homens.
III. O medo da morte violenta e o desejo de paz com segurança levam os indivíduos a estabelecerem entre si um pacto de submissão para a instituição do estado civil, abdicando de seus direitos naturais em favor do soberano, cujo poder é limitado e revogável por causa do direito à resistência que tem vigência no estado civil assim instituído.
IV. Apesar das leis da natureza, por não haver um poder comum que mantenha a todos em respeito, garantindo a paz e a segurança, o estado de natureza é um estado de permanente temor e perigo da morte violenta, e “a vida do homem é solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta”.
V. O poder soberano instituído mediante o pacto de submissão é um poder limitado, restrito e revogável, pois no estado civil permanecem em vigor os direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade, bem como o direito à resistência ao poder soberano.
a) somente a afirmação I está correta.
b) as afirmações I e III estão corretas.
c) as afirmações II e IV estão incorretas.
d) as afirmação III e V estão incorretas.
e) as afirmações II, III e IV estão corretas.

Em filosofia política, o contratualismo visa à construção de uma “teoria racional sobre a origem e o fundamento do Estado e da sociedade política”. O modelo contratualista é “... construído com base na grande dicotomia ‘estado (ou sociedade) de natureza / estado (ou sociedade) civil’” (cf. BOBBIO), sendo que a passagem do estado de natureza para o estado civil ocorre mediante o contrato social.
Considerando o texto acima e as diferentes teorias contratualistas, é INCORRETO afirmar que
a) o ponto de partida, no pensamento contratualista, para a análise da origem e fundamento do Estado, é o estado político historicamente existente, cujo princípio de legitimação de sua efetividade histórica é o consenso.
b) os elementos constitutivos do estado de natureza são indivíduos singulares, livres e iguais uns em relação aos outros, sendo o estado de natureza um estado no qual reinam a igualdade e a liberdade.
c) para o contratualismo, a sociedade política, em contraposição a qualquer forma de sociedade natural, encontra seu princípio de fundamentação e legitimação no consenso dos indivíduos participantes do contrato social.
d) diferentemente de Locke, que concebe o estado de natureza como um “estado de relativa paz, concórdia e harmonia”, para Hobbes, o estado de natureza é um estado de guerra generalizada, de todos contra todos, de insegurança e violência.
e) a passagem do estado de natureza para o estado civil ocorre mediante uma ou mais convenções, ou seja, mediante “um ou mais atos voluntários e deliberados dos indivíduos interessados em sair do estado de natureza”, e ingressar no estado civil.

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Questões resolvidas

“Através dos princípios de um direito natural preexistente ao Estado, de um Estado baseado no consenso, de subordinação do poder executivo ao poder legislativo, de um poder limitado, de direito de resistência, Locke expôs as diretrizes fundamentais do Estado liberal.” Bobbio.
4. Considerando o texto citado e o pensamento político de Locke, seguem as afirmativas abaixo:
I. A passagem do estado de natureza para a sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada mediante um contrato social, através do qual os indivíduos singulares, livres e iguais dão seu consentimento para ingressar no estado civil.
II. O livre consentimento dos indivíduos para formar a sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo governo, a subordinação dos poderes, a limitação do poder e o direito à resistência são princípios fundamentais do liberalismo político de Locke.
III. A violação deliberada e sistemática dos direitos naturais e o uso contínuo da força sem amparo legal, segundo Locke, não são suficientes para conferir legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, em consequência, o retorno ao estado de natureza.
IV. Os indivíduos consentem livremente, segundo Locke, em constituir a sociedade política com a finalidade de preservar e proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade.
V. Da dissolução do poder legislativo, que é o poder no qual “se unem os membros de uma comunidade para formar um corpo vivo e coerente”, decorre, como consequência, a dissolução do estado de natureza.
a) somente a afirmação I está correta.
b) as afirmacoes I e III estão corretas.
c) as afirmações III e IV estão corretas.
d) as afirmação II e III estão corretas.
e) as afirmações III e V estão incorretas.

“Com isto se torna manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. [...] E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos”. Hobbes.
8. Considerando o texto citado e o pensamento político de Hobbes, seguem as afirmativas abaixo:
I. A situação dos homens, sem um poder comum que os mantenha em respeito, é de anarquia, geradora de insegurança, angústia e medo, pois os interesses egoísticos são predominantes, e o homem é lobo para o homem.
II. As consequências desse estado de guerra generalizada são as de que, no estado de natureza, não há lugar para a indústria, para a agricultura nem navegação, e há prejuízo para a ciência e para o conforto dos homens.
III. O medo da morte violenta e o desejo de paz com segurança levam os indivíduos a estabelecerem entre si um pacto de submissão para a instituição do estado civil, abdicando de seus direitos naturais em favor do soberano, cujo poder é limitado e revogável por causa do direito à resistência que tem vigência no estado civil assim instituído.
IV. Apesar das leis da natureza, por não haver um poder comum que mantenha a todos em respeito, garantindo a paz e a segurança, o estado de natureza é um estado de permanente temor e perigo da morte violenta, e “a vida do homem é solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta”.
V. O poder soberano instituído mediante o pacto de submissão é um poder limitado, restrito e revogável, pois no estado civil permanecem em vigor os direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade, bem como o direito à resistência ao poder soberano.
a) somente a afirmação I está correta.
b) as afirmações I e III estão corretas.
c) as afirmações II e IV estão incorretas.
d) as afirmação III e V estão incorretas.
e) as afirmações II, III e IV estão corretas.

Em filosofia política, o contratualismo visa à construção de uma “teoria racional sobre a origem e o fundamento do Estado e da sociedade política”. O modelo contratualista é “... construído com base na grande dicotomia ‘estado (ou sociedade) de natureza / estado (ou sociedade) civil’” (cf. BOBBIO), sendo que a passagem do estado de natureza para o estado civil ocorre mediante o contrato social.
Considerando o texto acima e as diferentes teorias contratualistas, é INCORRETO afirmar que
a) o ponto de partida, no pensamento contratualista, para a análise da origem e fundamento do Estado, é o estado político historicamente existente, cujo princípio de legitimação de sua efetividade histórica é o consenso.
b) os elementos constitutivos do estado de natureza são indivíduos singulares, livres e iguais uns em relação aos outros, sendo o estado de natureza um estado no qual reinam a igualdade e a liberdade.
c) para o contratualismo, a sociedade política, em contraposição a qualquer forma de sociedade natural, encontra seu princípio de fundamentação e legitimação no consenso dos indivíduos participantes do contrato social.
d) diferentemente de Locke, que concebe o estado de natureza como um “estado de relativa paz, concórdia e harmonia”, para Hobbes, o estado de natureza é um estado de guerra generalizada, de todos contra todos, de insegurança e violência.
e) a passagem do estado de natureza para o estado civil ocorre mediante uma ou mais convenções, ou seja, mediante “um ou mais atos voluntários e deliberados dos indivíduos interessados em sair do estado de natureza”, e ingressar no estado civil.

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História Geral – Prof. Glauco Santos 
Questões Contratualistas 2014 (Hobbes, 
Locke e Rousseau) 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
“O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se 
a ferros. O que se crê senhor dos demais não deixa de 
ser mais escravo do que eles. (...) A ordem social, 
porém, é um direito sagrado que serve de base a 
todos os outros. (...) Haverá sempre uma grande 
diferença entre subjugar uma multidão e reger uma 
sociedade. Sejam homens isolados, quantos possam 
ser submetidos sucessivamente a um só, e não verei 
nisso senão um senhor e escravos, de modo algum 
considerando-os um povo e seu chefe. Trata-se, caso 
se queira, de uma agregação, mas não de uma 
associação; nela não existe bem público, nem corpo 
político.” 
 
(Jean-Jacques Rousseau, Do Contrato Social. [1762]. 
São Paulo: Ed. Abril, 1973, p. 28,36.) 
 
 
1. (Unicamp 2012) No trecho apresentado, o autor 
a) argumenta que um corpo político existe quando os 
homens encontram-se associados em estado de 
igualdade política. 
b) reconhece os direitos sagrados como base para os 
direitos políticos e sociais. 
c) defende a necessidade de os homens se unirem em 
agregações, em busca de seus direitos políticos. 
d) denuncia a prática da escravidão nas Américas, que 
obrigava multidões de homens a se submeterem a um 
único senhor. 
 
2. (Enem PPL 2012) O homem natural é tudo para si 
mesmo; é a unidade numérica, o inteiro absoluto, que 
só se relaciona consigo mesmo ou com seu 
semelhante. O homem civil é apenas uma unidade 
fracionária que se liga ao denominador, e cujo valor 
está em sua relação com o todo, que é o corpo social. 
As boas instituições sociais são as que melhor sabem 
desnaturar o homem, retirar-lhe sua existência 
absoluta para dar-lhe uma relativa, e transferir o eu 
para a unidade comum, de sorte que cada particular 
não se julgue mais como tal, e sim como uma parte da 
unidade, e só seja percebido no todo. 
 
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da Educação. São Paulo: 
Martins Fontes, 1999. 
 
 
 
A visão de Rousseau em relação à natureza humana, 
conforme expressa o texto, diz que 
a) o homem civil é formado a partir do desvio de sua 
própria natureza. 
b) as instituições sociais formam o homem de acordo 
com a sua essência natural. 
c) o homem civil é um todo no corpo social, pois as 
instituições sociais dependem dele. 
d) o homem é forçado a sair da natureza para se 
tornar absoluto. 
e) as instituições sociais expressam a natureza 
humana, pois o homem é um ser político. 
 
3. (Unesp 2014) A China é a segunda maior 
economia do mundo. Quer garantir a hegemonia no 
seu quintal, como fizeram os Estados Unidos no 
Caribe depois da guerra civil. As Filipinas temem por 
um atol de rochas desabitado que disputam com a 
China. O Japão está de plantão por umas ilhotas de 
pedra e vento, que a China diz que lhe pertencem. 
Mesmo o Vietnã desconfia mais da China do que dos 
Estados Unidos. As autoridades de Hanói gostam de 
lembrar que o gigante americano invadiu o México 
uma vez. O gigante chinês invadiu o Vietnã dezessete. 
 
(André Petry. O Século do Pacífico. Veja, 24.04.2013. 
Adaptado.) 
 
 
A persistência histórica dos conflitos geopolíticos 
descritos na reportagem pode ser filosoficamente 
compreendida pela teoria 
a) iluminista, que preconiza a possibilidade de um 
estado de emancipação racional da humanidade. 
b) maquiavélica, que postula o encontro da virtude 
com a fortuna como princípios básicos da 
geopolítica. 
c) política de Rousseau, para quem a submissão à 
vontade geral é condição para experiências de 
liberdade. 
d) teológica de Santo Agostinho, que considera que o 
processo de iluminação divina afasta os homens do 
pecado. 
e) política de Hobbes, que conceitua a competição e a 
desconfiança como condições básicas da natureza 
humana. 
 
4. (Unioeste 2013) “Através dos princípios de um 
direito natural preexistente ao Estado, de um Estado 
baseado no consenso, de subordinação do poder 
executivo ao poder legislativo, de um poder limitado, 
de direito de resistência, Locke expôs as diretrizes 
fundamentais do Estado liberal.” 
 
Bobbio. 
 
 Considerando o texto citado e o pensamento político 
de Locke, seguem as afirmativas abaixo: 
 
I. A passagem do estado de natureza para a 
sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada 
mediante um contrato social, através do qual os 
indivíduos singulares, livres e iguais dão seu 
consentimento para ingressar no estado civil. 
II. O livre consentimento dos indivíduos para formar a 
sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo 
governo, a subordinação dos poderes, a limitação do 
poder e o direito à resistência são princípios 
fundamentais do liberalismo político de Locke. 
III. A violação deliberada e sistemática dos direitos 
naturais e o uso contínuo da força sem amparo legal, 
segundo Locke, não são suficientes para conferir 
legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício 
de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, 
em consequência, o retorno ao estado de natureza. 
IV. Os indivíduos consentem livremente, segundo 
Locke, em constituir a sociedade política com a 
finalidade de preservar e proteger, com o amparo da 
lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político 
unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à 
liberdade e à propriedade. 
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
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Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
História Geral – Prof. Glauco Santos 
V. Da dissolução do poder legislativo, que é o poder 
no qual “se unem os membros de uma comunidade 
para formar um corpo vivo e coerente”, decorre, como 
consequência, a dissolução do estado de natureza. 
 
Das afirmativas feitas acima 
a) somente a afirmação I está correta. 
b) as afirmações I e III estão corretas. 
c) as afirmações III e IV estão corretas. 
d) as afirmação II e III estão corretas. 
e) as afirmações III e V estão incorretas. 
 
5. (Ufsm 2013) Sem leis e sem Estado, você poderia 
fazer o que quisesse. Os outros também poderiam 
fazer com você o que quisessem. Esse é o “estado de 
natureza” descrito por Thomas Hobbes, que, vivendo 
durante as guerras civis britânicas (1640-60), 
aprendeu em primeira mão como esse cenário poderia 
ser assustador. Sem uma autoridade soberana não 
pode haver nenhuma segurança, nenhuma paz. 
 
Fonte: LAW, Stephen. Guia Ilustrado Zahar: 
Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. 
 
Considere as afirmações: 
 
I. A argumentação hobbesiana em favor de uma 
autoridade soberana, instituída por um pacto, 
representa inequivocamente a defesa de um regime 
político monarquista. 
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de 
natureza”, Hobbes e Rousseau, partilham a convicção 
de que o afeto predominante nesse “estado” é o medo. 
III. Um traço comum da filosofia política moderna é a 
idealização de um pacto que estabeleceria a 
passagem do estado de natureza para o estado de 
sociedade. 
 
Está(ão) correta(s) 
a) apenas I. 
b) apenas II. 
c) apenas III. 
d) apenas I e II. 
e) apenas II e III. 
 
6. (Ufsj 2013) “A soberania é a alma do Estado, e 
uma vez separada do corpo os membros deixam de 
receber dela seu movimento”. 
 
Esse fragmento representa o pensamento de 
a) Hume em sua memorável defesa dos valores do 
Estado e da sua ligação direta com a sua “alma”, 
tomada aqui por intransferível soberania. 
b) Hume e a descrição da soberania na perspectiva do 
sujeito em termos de impressões e ideias, que a partir 
daí cria um Estado humanizado que dá movimento às 
criações dos que nele estão inseridos. 
c) Nietzsche, em sua mais sublimecomo forma 
de manter a coesão natural e respeitosa entre as 
pessoas. 
e) Constitui-se de uma relativa paz, que inclui a boa 
vontade, a preservação e a assistência mútua. 
 
50. (Uel 2006) Tendo por base a concepção de 
contrato social em Locke, considere as afirmativas a 
seguir. 
 
I. Os homens firmam entre si um pacto de submissão, 
por meio do qual transferem a um terceiro o poder de 
coerção, trocando a condição de desigualdade do 
Estado de Natureza pela segurança e liberdade do 
Estado social. 
II. Os homens firmam um pacto de consentimento, no 
qual concordam livremente em formar a sociedade 
para preservar e consolidar os direitos que possuíam 
originalmente no Estado de natureza. 
III. O exercício legítimo da autoridade, no Estado 
social, baseia-se na teoria do direito divino, em que os 
monarcas, herdeiros dos patriarcas, são 
representantes diretos que garantem o contrato social. 
IV. O que leva os homens a se unirem e 
estabelecerem livremente entre si o contrato social é a 
falta de lei estabelecida, de juiz imparcial e de uma 
força coercitiva para impor a execução das sentenças. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
 
GABARITO 
 
1 - a 
2 - a 
3 - e 
4 - e 
5 -c 
6 - d 
7 - a 
8 - d 
9 - b 
10 - d 
11 - a 
12 - aberta 
13 - e 
14 - c 
15 - b 
16 - 25 
17 - 30 
18 - d 
19 - aberta 
20 - aberta 
 
21 - d 
22 - c 
23 - 06 
24 - c 
25 - e 
26 - b 
27 - c 
28 - d 
29 - c 
30 - d 
31 - e 
32 - c 
33 - d 
34 - d 
35 - b 
36 - a 
37 - d 
38 - e 
39 - b 
40 - a 
 
41 - a 
42 - a 
43 - d 
44 - d 
45 - e 
46 - a 
47 - e 
48 - c 
49 - e 
50 - c 
 
 
Fernanda alice Barbosa Santosinterpretação do 
agón grego. Ao centro daquilo que ele propôs como 
sendo a alma do Estado e onde a indagação sobre o 
lugar da soberania, no permanente desafio da 
necessária orquestração das paixões, se faz 
urgente. 
d) Hobbes e o seu conceito clássico de soberania, 
entendido como o princípio que dá vida e movimento 
ao corpo inteiro do Estado, por sua vez criado pelo 
artifício humano para a sua proteção e segurança. 
 
7. (Ufsj 2013) Thomas Hobbes afirma que “Lei Civil”, 
para todo súdito, é 
a) “construída por aquelas regras que o Estado lhe 
impõe, oralmente ou por escrito, ou por outro sinal 
suficiente de sua vontade, para usar como critério de 
distinção entre o bem e o mal”. 
b) “a lei que o deixa livre para caminhar para qualquer 
direção, pois há um conjunto de leis naturais que 
estabelece os limites para uma vida em sociedade”. 
c) “reguladora e protetora dos direitos humanos, e faz 
intervenção na ordem social para legitimar as relações 
externas da vida do homem em sociedade”. 
d) “calcada na arbitrariedade individual, em que as 
pessoas buscam entrar num Estado Civil, em 
consonância com o direito natural, no qual ele – o 
súdito – tem direito sobre a sua vida, a sua liberdade e 
os seus bens”. 
 
8. (Unioeste 2013) “Com isto se torna manifesto que, 
durante o tempo em que os homens vivem sem um 
poder comum capaz de os manter a todos em 
respeito, eles se encontram naquela condição que se 
chama guerra; e uma guerra que é de todos os 
homens contra todos os homens. [...] E os pactos sem 
a espada não passam de palavras, sem força para dar 
segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da 
natureza (que cada um respeita quando tem vontade 
de respeitá-las e quando pode fazê-lo com 
segurança), se não for instituído um poder 
suficientemente grande para nossa segurança, cada 
um confiará, e poderá legitimamente confiar apenas 
em sua própria força e capacidade, como proteção 
contra todos”. 
 
Hobbes. 
 
Considerando o texto citado e o pensamento político 
de Hobbes, seguem as afirmativas abaixo: 
 
I. A situação dos homens, sem um poder comum que 
os mantenha em respeito, é de anarquia, geradora de 
insegurança, angústia e medo, pois os interesses 
egoísticos são predominantes, e o homem é lobo para 
o homem. 
II. As consequências desse estado de guerra 
generalizada são as de que, no estado de natureza, 
não há lugar para a indústria, para a agricultura nem 
navegação, e há prejuízo para a ciência e para o 
conforto dos homens. 
III. O medo da morte violenta e o desejo de paz com 
segurança levam os indivíduos a estabelecerem entre 
si um pacto de submissão para a instituição do estado 
civil, abdicando de seus direitos naturais em favor do 
soberano, cujo poder é limitado e revogável por causa 
do direito à resistência que tem vigência no estado 
civil assim instituído. 
IV. Apesar das leis da natureza, por não haver um 
poder comum que mantenha a todos em respeito, 
garantindo a paz e a segurança, o estado de natureza 
é um estado de permanente temor e perigo da morte 
violenta, e “a vida do homem é solitária, pobre, 
sórdida, embrutecida e curta”. 
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
Fernanda alice Barbosa Santos
História Geral – Prof. Glauco Santos 
V. O poder soberano instituído mediante o pacto de 
submissão é um poder limitado, restrito e revogável, 
pois no estado civil permanecem em vigor os direitos 
naturais à vida, à liberdade e à propriedade, bem 
como o direito à resistência ao poder soberano. 
 
Das afirmativas feitas acima 
a) somente a afirmação I está correta. 
b) as afirmações I e III estão corretas. 
c) as afirmações II e IV estão incorretas. 
d) as afirmação III e V estão incorretas. 
e) as afirmações II, III e IV estão corretas. 
 
9. (Ufu 2013) Porque as leis de natureza (como a 
justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, ou, em 
resumo, fazer aos outros o que queremos que nos 
façam) por si mesmas, na ausência do temor de algum 
poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são 
contrárias a nossas paixões naturais, as quais nos 
fazem tender para a parcialidade, o orgulho, a 
vingança e coisas semelhantes. 
 
HOBBES, Thomas. Leviatã. Cap. XVII. Tradução de 
João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. 
São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 103. 
 
Em relação ao papel do Estado, Hobbes considera 
que: 
a) O seu poder deve ser parcial. O soberano que 
nasce com o advento do contrato social deve assiná-
lo, para submeter-se aos compromissos ali 
firmados. 
b) A condição natural do homem é de guerra de todos 
contra todos. Resolver tal condição é possível apenas 
com um poder estatal pleno. 
c) Os homens são, por natureza, desiguais. Por isso, a 
criação do Estado deve servir como instrumento de 
realização da isonomia entre tais homens. 
d) A guerra de todos contra todos surge com o Estado 
repressor. O homem não deve se submeter de bom 
grado à violência estatal. 
 
10. (Enem 2013) O edifício é circular. Os 
apartamentos dos prisioneiros ocupam a 
circunferência. Você pode chamá-los, se quiser, 
de celas. O apartamento do inspetor ocupa o centro; 
você pode chamá-lo, se quiser, de alojamento do 
inspetor. A moral reformada; a saúde preservada; a 
indústria revigorada; a instrução difundida; os 
encargos públicos aliviados; a economia assentada, 
como deve ser, sobre uma rocha; o nó górdio da Lei 
sobre os Pobres não cortado, mas desfeito — tudo por 
uma simples ideia de arquitetura! 
 
BENTHAM, J. O panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 
2008. 
 
Essa é a proposta de um sistema conhecido como 
panóptico, um modelo que mostra o poder da 
disciplina nas sociedades contemporâneas, exercido 
preferencialmente por mecanismos 
a) religiosos, que se constituem como um olho divino 
controlador que tudo vê. 
b) ideológicos, que estabelecem limites pela 
alienação, impedindo a visão da dominação sofrida. 
c) repressivos, que perpetuam as relações de 
dominação entre os homens por meio da tortura 
física. 
d) sutis, que adestram os corpos no espaço-tempo por 
meio do olhar como instrumento de controle. 
e) consensuais, que pactuam acordos com base na 
compreensão dos benefícios gerais de se ter as 
próprias ações controladas. 
 
11. (Unioeste 2013) Em filosofia política, o 
contratualismo visa à construção de uma “teoria 
racional sobre a origem e o fundamento do Estado e 
da sociedade política”. O modelo contratualista é “... 
construído com base na grande dicotomia ‘estado (ou 
sociedade) de natureza / estado (ou sociedade) civil’” 
(cf. BOBBIO), sendo que a passagem do estado de 
natureza para o estado civil ocorre mediante o 
contrato social. 
 
Considerando o texto acima e as diferentes teorias 
contratualistas, é INCORRETO afirmar que 
a) o ponto de partida, no pensamento contratualista, 
para a análise da origem e fundamento do Estado, é o 
estado político historicamente existente, cujo princípio 
de legitimação de sua efetividade histórica é o 
consenso. 
b) os elementos constitutivos do estado de natureza 
são indivíduos singulares, livres e iguais uns em 
relação aos outros, sendo o estado de natureza um 
estado no qual reinam a igualdade e a liberdade. 
c) para o contratualismo, a sociedade política, em 
contraposição a qualquer forma de sociedade natural, 
encontra seu princípio de fundamentação e 
legitimação no consenso dos indivíduos participantes 
do contrato social. 
d) diferentemente de Locke, que concebe o estado de 
natureza como um “estado de relativa paz, concórdia e 
harmonia”, para Hobbes, o estado de natureza é um 
estado de guerra generalizada, de todos contra todos, 
de insegurança e violência. 
e) a passagemdo estado de natureza para o estado 
civil ocorre mediante uma ou mais convenções, ou 
seja, mediante “um ou mais atos voluntários e 
deliberados dos indivíduos interessados em sair do 
estado de natureza”, e ingressar no estado civil. 
 
12. (Uel 2012) Leia os textos a seguir. 
 
A única maneira de instituir um tal poder comum é 
conferir toda sua força e poder a um homem ou a uma 
assembleia de homens. É como se cada homem 
dissesse a cada homem: Cedo e transfiro meu direito 
de governar-me a mim mesmo a este homem, ou a 
esta assembleia de homens, com a condição de 
transferires a ele teu direito, autorizando de maneira 
semelhante todas as suas ações. Feito isso, à 
multidão assim unida numa só pessoa se chama 
Estado. 
 
(Adaptado de: HOBBES, T. Leviatã. Trad. de João 
Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São 
Paulo: Abril Cultural, 1974. p.109. Coleção Os 
Pensadores.) 
 
O ponto de partida e a verdadeira constituição de 
qualquer sociedade política não é nada mais que o 
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História Geral – Prof. Glauco Santos 
consentimento de um número qualquer de homens 
livres, cuja maioria é capaz de se unir e se incorporar 
em uma tal sociedade. Esta é a única origem possível 
de todos os governos legais do mundo. 
 
(Adaptado de: LOCKE, J. Segundo tratado do governo 
civil: ensaio sobre a origem, os limites e os fins 
verdadeiros do governo civil. Trad. de Magda Lopes e 
Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. p.141. 
Coleção Os Pensadores.) 
 
A partir da análise dos textos e dos conhecimentos 
sobre o jusnaturalismo e contratualismo no que se 
refere à instituição do Estado, explique as diferenças 
entre o contrato proposto por Hobbes e o proposto por 
Locke. 
 
13. (Unioeste 2012) “Se o homem no estado de 
natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor 
absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao 
maior e a ninguém sujeito, porque abrirá ele mão 
dessa liberdade, porque abandonará o seu império e 
sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro 
poder? Ao que é óbvio responder que, embora no 
estado de natureza tenha tal direito, a fruição do 
mesmo é muito incerta e está constantemente exposta 
à invasão de terceiros porque, sendo todos reis tanto 
quanto ele, todo homem igual a ele, e na maior parte 
pouco observadores da equidade e da justiça, a 
fruição da propriedade que possui nesse estado é 
muito insegura, muito arriscada. Estas circunstâncias 
obrigam-no a abandonar uma condição que, embora 
livre, está cheia de temores e perigos constantes; e 
não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se 
em sociedade com outros que estão já unidos, ou 
pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, 
da propriedade e dos bens a que chamo de 
'propriedade'”. 
 
Locke 
 
Sobre o pensamento político de Locke e o texto acima, 
seguem as seguintes afirmativas: 
 
I. No estado de natureza, os homens usufruem 
plenamente, e com absoluta segurança, os direitos 
naturais. 
II. O objetivo principal da união dos homens em 
comunidade, colocando-se sob governo, é a 
preservação da “propriedade”. 
III. No estado de natureza, falta uma lei estabelecida, 
firmada, conhecida, recebida e aceita mediante 
consentimento, como padrão do justo e injusto e 
medida comum para resolver quaisquer controvérsias 
entre os homens. 
IV. Os homens entram em sociedade, abandonando a 
igualdade, a liberdade e o poder executivo que tinham 
no estado de natureza, apenas com a intenção de 
melhor preservar a propriedade. 
V. No estado de natureza, há um juiz conhecido e 
imparcial para resolver quaisquer controvérsias entre 
os homens, de acordo com a lei estabelecida. 
 
Das afirmativas feitas acima 
a) somente a afirmação I está correta. 
b) as afirmações I e III estão corretas. 
c) as afirmações II e V estão corretas. 
d) as afirmações IV e V estão corretas. 
e) as afirmações II, III e IV estão corretas. 
 
14. (Ufu 2012) Para bem compreender o poder 
político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar 
em que estado todos os homens se acham 
naturalmente, sendo este um estado de perfeita 
liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as 
posses e as pessoas conforme acharem conveniente, 
dentro dos limites da lei de natureza, sem pedir 
permissão ou depender da vontade de qualquer outro 
homem. 
 
LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo. 
São Paulo: Abril Cultural, 1978. 
 
A partir da leitura do texto acima e de acordo com o 
pensamento político do autor, assinale a alternativa 
correta. 
a) Segundo Locke, o estado de natureza se confunde 
com o estado de servidão. 
b) Para Locke, o direito dos homens a todas as coisas 
independe da conveniência de cada um. 
c) Segundo Locke, a origem do poder político depende 
do estado de natureza. 
d) Segundo Locke, a existência de permissão para 
agir é compatível com o estado de natureza. 
 
15. (Espm 2012) Os textos abaixo referem-se a 
pensadores cujas obras e ideias exerceram forte 
influência em importantes eventos ocorridos nos 
séculos XVII e XVIII. Leia-os e aponte a alternativa 
que os relaciona corretamente a seus autores: 
 
I. “O filósofo desenvolveu em seus Dois Tratados 
Sobre Governo a ideia de um Estado de base 
contratual. Esse contrato imaginário entre o Estado e 
os seus cidadãos teria por objeto garantir os direitos 
naturais do homem, ou seja, liberdade, felicidade e 
prosperidade. A maioria tem o direito de fazer valer 
seu ponto de vista e, quando o Estado não cumpre 
seus objetivos e não assegura aos cidadãos a 
possibilidade de defender seus direitos naturais, os 
cidadãos podem e devem pegar em armas contra 
seusoberano para assegurar um contrato justo e a 
defesa da propriedade privada”. 
II. “O filósofo propôs um sistema equilibrado de 
governo em que haveria a divisão de poderes 
(legislativo, executivo e judiciário). Em sua obra O 
Espírito das Leis alegava que tudo estaria perdido se o 
mesmo homem ou a mesma corporação exercesse 
esses três poderes: o de fazer leis, o de executar e o 
de julgar os crimes ou as desavenças dos particulares. 
Afirmava que só se impede o abuso do poder quando 
pela disposição das coisas só o poder detém o poder”. 
a) I – John Locke; II – Voltaire; 
b) I – John Locke; II – Montesquieu; 
c) I – Rousseau; II – John Locke; 
d) I – Rousseau; II – Diderot; 
e) I – Montesquieu; II – Rousseau. 
 
16. (Uem 2012) O filósofo inglês John Locke (1632-
1704) construiu uma teoria político-social da 
propriedade que é, até hoje, uma das referências 
principais sobre o tema. Afirma ele: 
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“A natureza fixou bem a medida da propriedade pela 
extensão do trabalho do homem e conveniências da 
vida. Nenhum trabalho do homem podia tudo dominar 
ou de tudo apropriar-se. [...] Assim o trabalho, no 
começo (das sociedades humanas), proporcionou o 
direito à propriedade sempre que qualquer pessoa 
achou conveniente empregá-lo sobre o que era 
comum.” 
 
(LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo 
civil. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 48; 45; 52) 
 
Em consonância com essa concepção de propriedade 
do filósofo, é correto afirmar que 
01) o direito à propriedade é, prioritariamente, fruto do 
trabalho. 
02) o direito à propriedade é fundado naquele que 
primeiro se apossou do bem (terra, animais etc.). 
04) o fato de osrecursos naturais serem comuns a 
todos os homens gera um impedimento à propriedade 
individual. 
08) o trabalho individualiza o que era propriedade 
comum, pois agrega algo particular ao bem. 
16) o trabalho antecede a propriedade do bem e não o 
contrário. 
 
17. (Uem 2012) “Hobbes não viu que a mesma causa 
que impede os selvagens de usarem sua razão, como 
o pretendem os nossos jurisconsultos, impede-os 
também de abusar das suas faculdades, como ele 
próprio o pretende; de sorte que se poderia dizer que 
os selvagens não são maus precisamente porque não 
sabem o que é ser bom” 
 
(ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem 
e os fundamentos das desigualdades entre os 
homens. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: 
SEED-PR, 2009, p.590). 
 
A partir disso, assinale o que for correto. 
01) Jean-Jacques Rousseau aplica à política o 
princípio ontológico aristotélico, segundo o qual o 
homem é uma criatura criada por Deus. 
02) As concepções diferentes que Thomas Hobbes e 
Jean-Jacques Rousseau têm sobre a natureza 
humana os levam a divergir sobre a forma de 
organização que deve fundamentar a sociedade 
civil. 
04) De acordo com Rousseau, são dois os motivos de 
o homem não ser mau no estado de natureza: em 
primeiro lugar, sendo isolado e não tendo as paixões 
do homem civil, o homem natural não ataca, não se 
vinga, não mata. Além disso, há no homem natural, o 
sentimento de piedade. 
08) Para Rousseau, o homem torna-se o lobo do 
homem, quando, ao afastar-se do estado de natureza, 
ele se perverte. 
16) Segundo Hobbes, os homens tendem sempre para 
a guerra, pois, se dois homens desejam a mesma 
coisa ao mesmo tempo, e esta é impossível de ser 
obtida por ambos, eles se tornam inimigos. 
 
18. (Unioeste 2011) “A passagem do estado de 
natureza para o estado civil determina no homem uma 
mudança muito 
notável, substituindo na sua conduta o instinto pela 
justiça dando às suas ações a moralidade que antes 
lhes faltava. É só então que, tomando a voz do dever 
o lugar do impulso físico, e o direito o lugar do apetite, 
o homem, até aí levando em consideração apenas sua 
pessoa, vê-se forçado a agir baseado em outros 
princípios e a consultar e ouvir a razão antes de ouvir 
suas inclinações. Embora nesse estado se prive de 
muitas vantagens que frui da natureza, ganha outras 
de igual monta: suas faculdades se exercem e se 
desenvolvem, suas ideias se alargam, seus 
sentimentos se enobrecem, toda sua alma se eleva a 
tal ponto que (...) deveria sem cessar bendizer o 
instante feliz que dela o arrancou para sempre e fez, 
de um animal estúpido e limitado, um ser inteligente e 
um homem”. 
 
Rousseau. 
 
Com base no texto, seguem as seguintes afirmativas: 
 
I. A mudança significativa que ocorre para o homem, 
na passagem do estado natural para o estado civil, é a 
de que o homem passa a conduzir-se pelos instintos, 
como um “animal estúpido e limitado”. 
II. A conduta do homem, no estado natural, é baseada 
na justiça e na moralidade e em conformidade com 
princípios fundados na razão. 
III. Ao ingressar no estado civil, na sua conduta, o 
homem substitui a justiça pelo instinto e apetite, 
orientando-se, apenas, pelas suas inclinações e não 
pela “voz do dever” e sem “ouvir a razão”. 
IV. Com a passagem do estado de natureza para o 
estado civil, o homem passa a agir baseado em 
princípios da justiça e da moralidade, orientando-se 
antes pela razão do que pelas inclinações. 
V. Com a passagem do estado de natureza para o 
estado civil, o homem obtém vantagens que o faz um 
“ser inteligente e um homem”, obtendo, assim a 
“liberdade civil”, submetendo-se, apenas, “à lei que 
prescrevemos a nós mesmos”. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Apenas I e II estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas I e V estão corretas. 
d) Apenas IV e V estão corretas. 
e) Apenas II e V estão corretas. 
 
19. (Unesp 2011) Enquanto os homens se 
contentaram com suas cabanas rústicas, enquanto se 
limitaram a costurar com espinhos ou com cerdas suas 
roupas de peles, a enfeitarem-se com plumas e 
conchas, a pintar o corpo com várias cores, a 
aperfeiçoar ou embelezar seus arcos e flechas, a 
cortar com pedras agudas algumas canoas de 
pescador ou alguns instrumentos grosseiros de 
música – em uma palavra: enquanto só se dedicavam 
a obras que um único homem podia criar e a artes que 
não solicitavam o concurso de várias mãos, viveram 
tão livres, sadios, bons e felizes quanto o poderiam ser 
por sua natureza. 
O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro 
que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 
isto é meu e encontrou pessoas suficientemente 
simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, 
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assassínios, misérias e horrores não teria poupado ao 
gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou 
enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 
“Defendei-vos de acreditar nesse impostor; estareis 
perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e 
que a terra não pertence a ninguém”. 
 
(Jean-Jacques Rousseau. Discurso sobre a origem da 
desigualdade entre os homens. Adaptado.) 
 
Cite a principal diferença estabelecida por Rousseau 
entre a vida em estado de natureza e a vida na 
sociedade civil, e explique o significado dessa 
diferença no âmbito da filosofia política. 
 
20. (Ufpr 2011) Com base na citação abaixo e em 
outras informações presentes na mesma obra, 
explique de que modo, para Rousseau, o estado de 
natureza ajuda a compreender a origem da 
desigualdade entre os homens. 
 
 “(...) não constitui empreendimento trivial 
separar o que há de original e de artificial na natureza 
atual do homem, e conhecer com exatidão um estado 
que não mais existe, que talvez nunca tenha existido, 
que provavelmente jamais existirá, e sobre o qual se 
tem, contudo, a necessidade de alcançar noções 
exatas para bem julgar de nosso estado presente.” 
 “Estendi-me desse modo sobre a suposição 
dessa condição primitiva porque, devendo destruir 
antigos erros e preconceitos inveterados, achei que 
devia pulverizá-los até a raiz e mostrar, no quadro do 
verdadeiro estado de natureza, como a desigualdade, 
mesmo natural, está longe de ter nesse estado tanta 
realidade e influência quanto pretendem nossos 
escritores. 
 
(ROUSSEAU, J-J. “Discurso sobre a origem e os 
fundamentos da desigualdade entre os homens”. Trad. 
Lourdes Santos Machado. Col. Os Pensadores. São 
Paulo: Nova Cultural, 1999.) 
 
21. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. 
 
 Justiça e Estado apresentam-se como 
elementos indissociáveis na filosofia política 
hobbesiana. Ao romper com a concepção de justiça 
defendida pela tradição aristotélico-escolástica. 
Hobbes propõe uma nova moralidade relacionada ao 
poder político e sua constituição jurídica. O Estado 
surge pelo pacto para possibilitar a justiça e, na 
conformidade com a lei, se sustenta por meio dela. No 
Leviatã (caps. XIV-XV), a justiça hobbesiana 
fundamenta-se, em última instância, na lei natural 
concernente à autoconservação, da qual deriva a 
segunda lei que impõe a cada um a renúncia de seu 
direito a todas as coisas, para garantir a paz e a 
defesa de si mesmo. Desta, por sua vez, implica a 
terceira lei natural: que os homens cumpramos pactos 
que celebrarem. Segundo Hobbes, “onde não há 
poder comum não há lei, e onde não há lei não há 
injustiça. Na guerra, a força e a fraude são as duas 
virtudes cardeais”. 
 
(HOBBES, T. Leviatã. Trad. J. Monteiro e M. B. N. da 
Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1997. Coleção Os 
Pensadores, cap. XIII.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
pensamento de Hobbes, é correto afirmar: 
a) A humanidade é capaz, sem que haja um poder 
coercitivo que a mantenha submissa, de consentir na 
observância da justiça e das outras leis de natureza a 
partir do pacto constitutivo do Estado. 
b) A justiça tem sua origem na celebração de pactos 
de confiança mútua, pelos quais os cidadãos, ao 
renunciarem sua liberdade em prol de todos, removem 
o medo de quando se encontravam na condição 
natural de guerra. 
c) A justiça é definida como observância das leis 
naturais e, portanto, a injustiça consiste na submissão 
ao poder coercitivo que obriga igualmente os homens 
ao cumprimento dos seus pactos. 
d) As noções de justiça e de injustiça, como as de bem 
e de mal, têm lugar a partir do momento em que os 
homens vivem sob um poder soberano capaz de evitar 
uma condição de guerra generalizada de todos. 
e) A justiça torna-se vital para a manutenção do 
Estado na medida em que as leis que a efetivam 
sejam criadas, por direito natural, pelos súditos com o 
objetivo de assegurar solidariamente a paz e a 
segurança de todos. 
 
22. (Ufpa 2011) “A soberania não pode ser 
representada pela mesma razão por que não pode ser 
alienada, consiste essencialmente na vontade geral e 
a vontade absolutamente não se representa. (...). Os 
deputados do povo não são nem podem ser seus 
representantes; não passam de comissários seus, 
nada podendo concluir definitivamente. É nula toda lei 
que o povo diretamente não ratificar; em absoluto, não 
é lei.” 
 
(ROSSEAU, J.J. Do Contrato social, São Paulo, Abril 
Cultural, 1973, livro III, cap. XV, p. 108-109) 
 
Rousseau, ao negar que a soberania possa ser 
representada preconiza como regime político: 
a) um sistema misto de democracia semidireta, no 
qual atuariam mecanismos corretivos das distorções 
da representação política tradicional. 
b) a constituição de uma República, na qual os 
deputados teriam uma participação política limitada. 
c) a democracia direta ou participativa, mantida por 
meio de assembleias frequentes de todos os 
cidadãos. 
d) a democracia indireta, pois as leis seriam 
elaboradas pelos deputados distritais e aprovadas 
pelo povo. 
e) um regime comunista no qual o poder seria extinto, 
assim como as diferenças entre cidadão e súdito. 
 
23. (Uem 2011) Com a secularização do pensamento 
político, filósofos do século XVIII procuram justificar 
racionalmente o poder do Estado sem a utilização de 
argumentos religiosos. Recorrem, para isso, à ideia de 
contrato social como passagem do estado de natureza 
à sociedade civil. 
 
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Sobre o contratualismo clássico, assinale o que for 
correto. 
01) Jean-Jacques Rousseau e Thomas Hobbes estão 
de acordo quanto à forma de vida do homem pré-
social ou natural, pois o recurso ao estado de natureza 
é unânime e invariável entre os contratualistas 
clássicos. 
02) Thomas Hobbes ilustra sua teoria política com um 
monstro bíblico retirado do livro de Jó, o Leviatã, que é 
um ser artificial e idealizado pelos homens para 
representar o Estado. 
04) A partir do conceito de vontade geral, Jean-
Jacques Rousseau fundamenta sua teoria, para a qual 
o bem do Estado atinge todos os indivíduos. 
08) O contratualismo clássico confunde, ao recorrer à 
hipótese do estado de natureza, “origem” (termo 
lógico) e “início” (termo histórico). Devido a isso, é uma 
teoria política controversa, na contemporaneidade. 
16) À ideia de pacto social ou contrato, está associado 
o “problema dos universais”, que vem da Idade 
Média. 
 
24. (Uff 2011) Desde a Idade Moderna, quase todas 
as sociedades enfrentaram o dilema de optar entre 
duas concepções distintas e opostas sobre o poder. 
Dois filósofos ingleses Thomas Hobbes e John Locke 
foram responsáveis por sintetizarem essas 
concepções. Segundo Thomas Hobbes, o ser 
humano em seu estado natural é selvagem e cada um 
é inimigo do outro; mas, quando o ser humano abre 
mão de sua própria liberdade e a autoridade plena do 
Estado é estabelecida, passam a predominar a ordem, 
a paz e a prosperidade. Para John Locke, o ser 
humano já é dotado em seu estado natural dos direitos 
de vida, liberdade e felicidade e, assim, a autoridade 
do Estado só é legítima quando reconhece e respeita 
esses direitos e, para que isso se concretize, é 
necessário limitar os poderes do Estado. 
 
Assinale a alternativa que apresenta as duas 
concepções políticas associadas, respectivamente, a 
esses filósofos. 
a) Mercantilismo e Fisiocracia. 
b) Classicismo e Barroco. 
c) Absolutismo e Liberalismo. 
d) Subjetivismo e Objetivismo. 
e) Nacionalismo e Internacionalismo. 
 
25. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. 
 
 Locke divide o poder do governo em três 
poderes, cada um dos quais origina um ramo de 
governo: o poder legislativo (que é o fundamental), o 
executivo (no qual é incluído o judiciário) e o federativo 
(que é o poder de declarar a guerra, concertar a paz e 
estabelecer alianças com outras comunidades). 
Enquanto o governo continuar sendo expressão da 
vontade livre dos membros da sociedade, a rebelião 
não é permitida: é injusta a rebelião contra um 
governo legal. Mas a rebelião é aceita por Locke em 
caso de dissolução da sociedade e quando o governo 
deixa de cumprir sua função e se transforma em uma 
tirania. 
 
(LOCKE, John. In: MORA, J. F. Dicionário de Filosofia. 
São Paulo: Loyola, 2001. V. III. p. 1770.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre John 
Locke, é correto afirmar: 
I. O direito de rebelião é um direito natural e legítimo 
de todo cidadão sob a vigência da legalidade. 
II. O Estado deve cuidar do bem-estar material dos 
cidadãos sem tomar partido em questões de matéria 
religiosa. 
III. O poder legislativo ocupa papel preponderante. 
IV. Na estrutura de poder, dentro de certos limites, o 
Estado tem o poder de fazer as leis e obrigar que 
sejam cumpridas. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e III são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Os filósofos contratualistas elaboraram suas teorias 
sobre os fundamentos ou origens do poder do Estado 
a partir de alguns conceitos fundamentais tais como, a 
soberania, o estado de natureza, o estado civil, o 
estado de guerra, o pacto social etc. 
 
 
26. (Ufu 2011) Com base em seus conhecimentos e 
no texto abaixo, assinale a alternativa correta, 
segundo Hobbes. 
 
 [...] a condição dos homens fora da sociedade 
civil (condição esta que podemos adequadamente 
chamar de estado de natureza) nada mais é do que 
uma simples guerra de todos contra todos na qual 
todos os homens têm igual direito a todas as coisas; 
[...] e que todos os homens, tão cedo chegam a 
compreender essa odiosa condição, desejam [...] 
libertar-se de tal miséria. 
 
HOBBES, Thomas, Do Cidadão, Ed. Martins Fontes, 
1992. 
a) O estado de natureza não se confunde com o 
estado de guerra, pois este é apenas circunstancial ao 
passo que o estado de natureza é uma condição da 
existênciahumana. 
b) A condição de miséria a que se refere o texto é o 
estado de natureza ou, tal como se pode 
compreender, o estado de guerra. 
c) O direito dos homens a todas as coisas não tem 
como consequência necessária a guerra de todos 
contra todos. 
d) A origem do poder nada tem a ver com as noções 
de estado de guerra e estado de natureza. 
 
27. (Ufu 2011) [...] O estado de guerra é um estado de 
inimizade e destruição [...] nisto temos a clara 
diferença entre o estado de natureza e o estado de 
guerra, muito embora certas pessoas os tenham 
confundido, eles estão tão distantes um do outro [...]. 
 
LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo. 
São Paulo: Ed. Abril Cultural, 1978. 
 
Leia o texto acima e assinale a alternativa correta. 
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História Geral – Prof. Glauco Santos 
a) Para Locke, o estado de natureza é um estado de 
destruição, inimizade, enfim uma guerra “de todos os 
homens contra todos os homens”. 
b) Segundo Locke, o estado de natureza se confunde 
com o estado de guerra. 
c) Segundo Locke, para compreendermos o poder 
político, é necessário distinguir o estado de guerra do 
estado de natureza. 
d) Uma das semelhanças entre Locke e Hobbes está 
no fato de ambos utilizarem o conceito de estado de 
natureza exatamente com o mesmo significado. 
 
28. (Unioeste 2010) “Para bem compreender o poder 
político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar 
em que estado todos os homens se acham 
naturalmente, sendo este um estado de perfeita 
liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as 
suas posses e as pessoas conforme acharem 
conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, 
sem pedir permissão ou depender da vontade de 
qualquer outro homem. [...] Estado também de 
igualdade, no qual é recíproco qualquer poder e 
jurisdição, ninguém tendo mais do que qualquer outro 
[…]. Contudo, embora seja um estado de liberdade, 
não o é de licenciosidade; apesar de ter o homem 
naquele estado liberdade incontrolável de dispor da 
própria pessoa e posses, não tem a de destruir-se a si 
mesmo ou a qualquer criatura que esteja em sua 
posse, senão quando uso mais nobre do que a 
simples conservação o exija. O estado de natureza 
tem uma lei de natureza para governá-lo, que a todos 
obriga. [...] E para impedir a todos os homens que 
invadam os direitos dos outros e que mutuamente se 
molestem, e para que se observe a lei da natureza, 
que importa na paz e na preservação de toda a 
Humanidade, põe-se, naquele estado, a execução da 
lei da natureza nas mãos de todos os homens, 
mediante a qual qualquer um tem o direito de castigar 
os transgressores dessa lei em tal grau que lhe 
impeça a violação, pois a lei da natureza seria vã, 
como quaisquer outras leis que digam respeito ao 
homem neste mundo, se não houvesse alguém nesse 
estado de natureza que não tivesse poder para pôr em 
execução aquela lei e, por esse modo, preservasse o 
inocente e restringisse os ofensores.” (Locke) 
 
Considerando o texto citado, é correto afirmar, 
segundo a teoria política de Locke, que 
a) o estado de natureza é um estado de perfeita 
concórdia e absoluta paz, tendo cada indivíduo poder 
ilimitado para realizar suas ações como bem lhe 
convier, sem nenhuma restrição de qualquer lei, seja 
ela natural ou civil. 
b) concebido como um estado de perfeita liberdade e 
de igualdade, o estado de natureza é um estado de 
absoluta licenciosidade, dado que, nele, o homem tem 
a liberdade incontrolável para dispor, a seu belprazer, 
de sua própria pessoa e de suas posses. 
c) pela ausência de um juiz imparcial, no estado de 
natureza todos têm igual direito de serem executores, 
a seu modo, da lei da natureza, o que o caracteriza 
como um estado de guerra generalizada e de violência 
permanente. 
d) no estado de natureza, pela ausência de um juiz 
imparcial, todos e qualquer um, julgando em causa 
própria, têm o “direito de castigar os transgressores” 
da lei da natureza, de modo que este estado seja de 
relativa paz, concórdia e harmonia entre todos. 
e) no estado de natureza, todos os homens 
permanentemente se agridem e transgridem os 
direitos civis dos outros. 
 
29. (Ufsj 2010) Referindo-se à liberdade dos súditos, 
Thomas Hobbes diz que a Liberdade é 
a) vivenciar a Política no espaço público, respeitando 
as diversas espécies de governo por Instituição e da 
sucessão do poder soberano. 
b) fazer tudo o que nos apraz, sem considerar o 
domínio paterno e despótico. 
c) em sentido próprio, a ausência de oposição, 
entendendo por oposição os impedimentos externos 
do movimento. 
d) vivenciar as potencialidades da existência humana, 
estendendo-a para o campo da Política. 
 
30. (Ufsj 2010) Em Hobbes, é CORRETO afirmar que 
derivação dos direitos do soberano por instituição, é 
a) do poder das assembleias democráticas de caráter 
participativo popular que nasce o poder do soberano, 
dado que seus participantes são obrigados pelo pacto 
a reconhecer a legitimidade do Estado absolutista. 
b) por meio da instituição do Parlamento, que deriva 
todo o poder do soberano, bem como todas as 
funções daqueles que com ele administram o pacto, 
criado e mantido pelo consentimento. 
c) da criação de magistraturas que nascem os direitos 
e os deveres do soberano, sustentados pelo pacto 
alcançado por uma vontade geral. 
d) da instituição do Estado que derivam todos os 
direitos e faculdades daquele ou daquelas a quem o 
poder soberano é conferido mediante o consentimento 
do povo reunido. 
 
31. (Unioeste 2010) Na concepção política de 
Hobbes, o “acordo vigente” entre homens se dá 
através de um pacto, isto é, artificialmente, acordo que 
para “tornar-se constante e duradouro” exige, além do 
pacto, a instituição de “[...] um poder comum que os 
mantenha em respeito, e que dirija suas ações no 
sentido comum. [...] A única maneira de instituir um tal 
poder comum, capaz de defendê-los [...], garantindo-
lhes assim uma segurança suficiente para que, 
mediante seu próprio labor e graças aos frutos da 
terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é 
conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a 
uma assembleia de homens, que possa reduzir suas 
diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só 
vontade. O que equivale a dizer: designar um homem 
ou uma assembleia de homens como representante 
de suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se 
cada um como autor de todos os atos que aquele que 
representa sua pessoa praticar ou levar a praticar, em 
tudo o que disser respeito à paz e segurança comuns; 
todos submetendo assim suas vontades à vontade do 
representante, e suas decisões a sua decisão. Isto é 
mais do que consentimento, ou concórdia, é uma 
verdadeira unidade de todos eles, numa só e mesma 
pessoa, realizada por um pacto de cada homem com 
todos os homens, de um modo que é como se cada 
homem dissesse a cada homem: Cedo e transfiro meu 
direito de governar-me a mim mesmo a este homem, 
ou a esta assembleia de homens, com a condição de 
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transferires a ele o teu direito, autorizando de maneira 
semelhante todas as suas ações. Feitoisto, à multidão 
assim unida numa só pessoa se chama Estado […]. 
Graças a esta autoridade que lhe é dada por cada 
indivíduo no Estado, é-lhe conferido o uso de tamanho 
poder e força que o terror assim inspirado o torna 
capaz de conformar as vontades de todos eles, no 
sentido da paz no próprio país, e ajuda mútua contra 
os inimigos estrangeiros. É nele que consiste a 
essência do Estado, a qual pode ser assim 
definida: Uma pessoa de cujos atos uma multidão, 
mediante pactos recíprocos uns com os outros, foi 
instituída por cada um como autora, de modo a ela 
poder usar a força e os recursos de todos, da maneira 
que considerar conveniente, para assegurar a paz e a 
defesa comum. [...] Àquele que é portador dessa 
pessoa se chama soberano, e dele se diz que 
possui poder soberano. Todos os restantes 
são súditos.”(Hobbes) 
 
 
A partir deste texto, que trata da concepção política 
hobbesiana, seguem as seguintes proposições: 
 
I. O poder comum é originário de um pacto recíproco e 
consensual entre o Soberano a ser instituído e uma 
multidão de indivíduos que pactuam, reciprocamente, 
cada um com cada um, a Transferência de direitos 
naturais e deveres civis, com a finalidade de garantir a 
paz e segurança de todos no Estado. 
II. Na instituição do poder soberano, os pactuantes 
autorizam todos os atos e decisões tomadas pelo 
Soberano instituído, como se fossem seus próprios 
atos e suas próprias decisões, com a finalidade de, no 
Estado, viverem em paz, concórdia e segurança. 
III. A essência do Estado consiste na transferência, 
por parte de uma grande multidão, mediante pactos 
recíprocos, cada um com cada um, de direitos e 
liberdades naturais, para um Soberano, com poder 
absoluto, intransferível e ilimitado. 
IV. A instituição do poder soberano tem sua origem e 
fundamento no simples consentimento estabelecido 
entre uma multidão de indivíduos que pactuam, cada 
um com cada um, na transferência de uma parcela de 
seus direitos e liberdades civis. 
V. A saída do estado de natureza se dá através de um 
pacto, ou seja, artificialmente; para tornar-se constante 
e duradouro, é necessário a instituição de um poder 
comum que mantenha a todos em respeito e dirija as 
suas ações no sentido do benefício comum. 
 
Das afirmações feitas acima 
a) apenas a afirmativa I está correta. 
b) apenas a afirmativa II está correta. 
c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 
d) apenas as afirmativas III e IV estão corretas. 
e) apenas as afirmativas II, III e V estão corretas. 
 
32. (Uel 2010) Leia os textos de Hobbes a seguir e 
responda à questão. 
 
[...] Os homens não podem esperar uma conservação 
duradoura se continuarem no estado de natureza, ou 
seja, de guerra, e isso devido à igualdade de poder 
que entre eles há, e a outras faculdades com que 
estão dotados. A lei da natureza primeira, e 
fundamental, é que devemos procurar a paz, quando 
possa ser encontrada [...]. Uma das leis naturais 
inferidas desta primeira e fundamental é a seguinte: 
que os homens não devem conservar o direito que 
têm, todos, a todas as coisas. 
 
(HOBBES, T. Do Cidadão. São Paulo: Martins Fontes, 
1992, pp. 40 - 41; 45 - 46). 
 
[...] aquele que submete sua vontade à vontade 
outrem transfere a este último o direito sobre sua força 
e suas faculdades - de tal modo que, quando todos os 
outros tiverem feito o mesmo, aquele a quem se 
submeteram terá tanto poder que, pelo terror que este 
suscita, poderá conformar as vontades particulares à 
unidade e à concórdia. [...] A união assim feita diz-se 
uma cidade, ou uma sociedade civil. 
 
(HOBBES, T. Do Cidadão. São Paulo: Martins Fontes, 
p. 1992, p. 109). 
 
Para os jusnaturalistas o problema da legitimidade do 
poder político comporta uma questão de fato e uma 
questão de direito, isto é, o problema da instituição da 
sociedade civil e o problema do fundamento da 
autoridade política. 
 
Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o 
pensamento jusnaturalista de Hobbes, considere as 
afirmativas a seguir: 
 
I. A instituição da sociedade civil fundamenta-se na 
sociabilidade natural do ser humano, pela qual os 
indivíduos hipoteticamente livres e iguais decidem 
submeter-se à autoridade comum de um só homem ou 
de uma assembleia. 
II. Além do pacto de associação para união de todos 
em um só corpo, é preciso que ao mesmo tempo se 
estabeleça o pacto de submissão de todos a um poder 
comum para a preservação da segurança e da paz 
civil. 
III. A soberania do povo encontra sua origem e seus 
princípios fundamentais no ato do contrato social 
constituído pelas vontades particulares dos indivíduos 
a fim de edificar uma vontade geral indivisível e 
inalienável. 
IV. O estado de guerra decorre em última instância da 
necessidade fundamental dos homens, naturalmente 
iguais entre si, por sua preservação que faz com que 
cada um tenha direito a tudo. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
b) Somente as afirmativas II e III são corretas. 
c) Somente as afirmativas II e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas. 
 
33. (Ufpa 2010) Em O Contrato Social, após 
reconhecer as vantagens da instituição do estado civil, 
Rousseau afirma a necessidade de se acrescentar à 
aquisição deste estado a liberdade moral, pois só 
assim o homem torna-se senhor de si mesmo. 
Com base nessa concepção, é correto afirmar: 
a) O estado civil é o único em que o homem pode 
viver em liberdade. 
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b) No estado de natureza, todos os homens viviam em 
situação de escravidão moral. 
c) Na vida civil, os impulsos imorais do homem se 
acomodam incondicionalmente às regras do Estado de 
Direito. 
d) Não devemos situar em um mesmo plano civilidade 
e moralidade. 
e) Estado, lei e liberdade são uma só e mesma 
coisa. 
 
34. (Uel 2010) Leia o seguinte texto de Rousseau e 
responda à questão 36. 
 
[...] só a vontade geral pode dirigir as forças do Estado 
de acordo com a finalidade de sua instituição, que é o 
bem comum, porque, se a oposição dos interesses 
particulares tornou necessário o estabelecimento das 
sociedades, foi o acordo desses mesmos interesses 
que o possibilitou. O que existe de comum nesses 
vários interesses forma o liame social e, se não 
houvesse um ponto em que todos os interesses 
concordassem, nenhuma sociedade poderia existir. 
Ora, somente com base nesse interesse comum é que 
a sociedade deve ser governada. 
 
(ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. 5. edição. São 
Paulo: Nova Cultural, 1991, p.43). 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a 
relação entre contrato social e vontade geral no 
pensamento de Rousseau, é correto afirmar: 
a) A vontade geral, fundamento da ordem social e 
política, consiste na soma e, por sua vez, na 
concordância de todas as vontades individuais, as 
quais por natureza tendem para a igualdade. 
b) Pelo contrato social, a multidão promete obedecer a 
um senhor, a quem transmite a vontade coletiva e, por 
este ato de doação, torna-se povo e institui-se o corpo 
político. 
c) Pelo direito natural, a vontade geral se realiza na 
concordância manifesta pela maioria das vontades 
particulares, reunidas em assembleia, que reivindicam 
para si o poder soberano da comunidade. 
d) Por força do contrato social, a lei se torna ato da 
vontade geral e, como tal, expressão da soberania do 
povo e vontade do corpo político, que deve partir de 
todos para aplicar-se a todos. 
e) O contrato social, pelo qual o povo adquire sua 
soberania, decorre da predisposição natural de cada 
associado, permitindo-lhe manter o seu poder, de seus 
bens e da própria liberdade. 
 
35. (Ufu 2010) Segundo Thomas Hobbes, o estado de 
natureza é caracterizado pela “guerra de todos contra 
todos”, porque, não havendo nenhuma regra ou limite, 
todos têm direito a tudo o que significa que ninguém 
terá segurança de seus bens e de sua vida. A saídadesta situação é o pacto ou contrato social, “uma 
transferência mútua de direitos”. 
 
HOBBES, T. Leviatã. Coleção Os Pensadores. Trad. 
João P. Monteiro e Maria B. N. da Silva. São Paulo: 
Nova Cultural, 1988, p. 78-80. 
 
Com base nestas informações e nos seus 
conhecimentos sobre a obra de Hobbes, assinale a 
alternativa que caracteriza o pacto social. 
a) Pelo pacto social, cria-se o Estado, que continua 
sendo uma mera reunião de indivíduos somente com 
laços de sangue. 
b) Pelo pacto social, a multidão de indivíduos passa a 
constituir um corpo político, uma pessoa artificial: o 
Estado. 
c) Pelo pacto social, cria-se o Estado, mas os 
indivíduos que o compõem continuam senhores de 
sua liberdade e de suas propriedades. 
d) O pacto social pressupõe que o Estado deverá 
garantir a segurança dos cidadãos, mas em nenhum 
momento fará uso da força pública para isso. 
 
36. (Ueg 2009) Um dos aspectos mais importantes da 
filosofia política de John Locke é sua defesa do direito 
à propriedade, que ele considerava ser algo inerente à 
natureza humana, uma vez que o corpo é nossa 
primeira propriedade. De acordo com esta perspectiva, 
o Estado deve 
a) permitir aos seus cidadãos ter propriedade ou 
propriedades. 
b) garantir que todos os seus cidadãos, sem exceção, 
tenham alguma propriedade. 
c) garantir aos cidadãos a posse vitalícia de bens. 
d) fazer com que a propriedade seja comum a todos 
os cidadãos. 
 
37. (Unioeste 2009) Segundo Norberto Bobbio, a 
concepção política do contratualismo (jusnaturalismo) 
clássico baseia-se na dicotomia “estado (ou 
sociedade) de natureza/estado (sociedade) civil”, 
sendo que a passagem de um estado para o outro se 
realiza através de um contrato (pacto) dos indivíduos 
entre si para a constituição do poder soberano. 
Thomas Hobbes é um dos principais filósofos que 
elaboram esta concepção política. 
Assinale a alternativa que não corresponde ao 
pensamento político de Hobbes. 
a) O estado de natureza é pensado como um estado 
não político ou antipolítico, por nele predominar o 
direito de todos a todas as coisas. 
b) O Estado (sociedade) civil surge como antítese ao 
estado de natureza, com a finalidade de corrigir ou 
eliminar os problemas existentes neste estado. 
c) No estado de natureza, os homens são todos iguais 
tanto no que diz respeito às faculdades do corpo 
quanto às faculdades do espírito, como também na 
esperança de atingir seus próprios fins. 
d) O poder soberano, no Estado civil, não é absoluto e 
inalienável. 
e) O estado de natureza é um estado de guerra de 
todos contra todos. 
 
38. (Uel 2009) A maior parte daqueles que 
escreveram alguma coisa a propósito das repúblicas o 
supõe, ou nos pede ou requer que acreditemos que o 
homem é uma criatura que nasce apta para a 
sociedade. Os gregos chamam-no zoon politikon: e 
sobre este alicerce eles erigem a doutrina da 
sociedade civil [...] aqueles que perscrutarem com 
maior precisão as causas pelas quais os homens se 
reúnem, e se deleitam uns na companhia dos outros, 
facilmente hão de notar que isto não acontece porque 
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naturalmente não poderia suceder de outro modo, mas 
por acidente. 
[...] 
Toda associação [...] ou é para o ganho ou para a 
glória — isto é, não tanto para o amor de nossos 
próximos quanto pelo amor de nós mesmos. [...] se 
fosse removido todo o medo, a natureza humana 
tenderia com muito mais avidez à dominação do que 
construir uma sociedade. Devemos, portanto, concluir 
que a origem de todas as grandes e duradouras 
sociedades não provém da boa vontade recíproca que 
os homens tivessem uns para com os outros, mas do 
medo recíproco que uns tinham dos outros. 
 
(HOBBES, T. Do Cidadão. São Paulo: Martins Fontes, 
1992. p 28-29; 31-32.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
pensamento político hobbesiano, écorreto afirmar. 
a) Hobbes reafirma o postulado aristotélico de que os 
homens tendem naturalmente à vida em sociedade, 
mas que, obcecados pelas paixões, decaíram num 
estado generalizado de guerra de todos contra 
todos. 
b) O estado de guerra generalizada entre os homens 
emerge, segundo Hobbes, da desigualdade promovida 
pela lei civil e pelo desejo de poder de uns sobre os 
outros. 
c) A ideia de que o estado de guerra generalizada 
ocorre com o desaparecimento do estado de natureza, 
onde todos os homens vivem em harmonia, constitui o 
fundamento da teoria política de Hobbes. 
d) Segundo Hobbes, para restaurar a paz que existia 
no estado de natureza, os homens sujeitam-se, pelo 
pacto, a um único soberano para subtrair-se ao medo 
da morte e, por sua vez, garantir a autopreservação. 
e) Segundo Hobbes, à propensão natural dos homens 
a se ferirem uns aos outros se soma o direito de todos 
a tudo, resultando, pela igualdade natural, em uma 
guerra perpétua de todos contra todos. 
 
39. (Ufsj 2009) Leia. 
 
“É certo que há algumas criaturas vivas, como as 
abelhas e as formigas, que vivem socialmente umas 
com as outras, (...), sem outra direção senão seus 
juízos e apetites particulares, nem linguagem através 
da qual possam indicar umas às outras o que 
consideram adequado para o benefício comum”. 
 
(HOBBES, Thomas. Do Estado. ln: Leviatã. Segunda 
parte. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 104, 
Coleção Pensadores.) 
 
 
Analise as afirmativas apresentadas abaixo que 
justificariam a ideia de que a humanidade difere das 
abelhas e formigas. 
 
I. Os homens estão constantemente envolvidos numa 
competição pela honra e pela dignidade. Devido a 
isso, surgem entre eles a inveja e o ódio. 
II. Entre abelhas e formigas não há diferença entre o 
bem comum e o bem individual. Por natureza, elas 
tendem para o bem individual e acabam por promover 
o bem comum. 
III. O homem só encontra felicidade na comparação 
com os outros homens e só pode tirar prazer do que é 
eminente. 
IV. Abelhas e formigas, quanto mais satisfeitas se 
sentem, mais são, por natureza, impelidas a ofender 
os seus semelhantes. 
V. O acordo vigente entre os homens é natural, 
enquanto o acordo vigente entre as abelhas e 
formigas é artificial. 
 
De acordo com o pensamento de Hobbes, 
são CORRETAS apenas as afirmativas 
a) l, III e lV 
b) l, II e III 
c) II, IV e V 
d) I, II e V 
 
40. (Ueg 2009) Entendia o filósofo Jean-Jacques 
Rousseau que a sociedade civil é resultado das 
transformações que a espécie humana sofreu ao 
longo de sua história, sobretudo da condição de 
selvagem para a condição de homem civilizado. O que 
permitiu essa transformação, segundo este filósofo, é 
a perfectibilidade. Selecione, nos itens a seguir, 
aquele que expressa o sentido de perfectibilidade em 
Rousseau, ou seja, a capacidade que o homem tem 
de 
a) aperfeiçoar-se. 
b) encontrar soluções para seus problemas. 
c) enfrentar seus medos. 
d) escapar dos perigos. 
 
41. (Ufsm 2009) Para J. J. Rousseau, “A passagem 
do estado de natureza para o estado civil determina no 
homem uma mudança muito notável, substituindo na 
sua conduta o instinto da justiça e dando às suas 
ações a moralidade que antes lhe faltava”. 
 
(Do contrato social. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 
36. Coleção Os Pensadores). 
 
Nessa passagem do estado de natureza para o estado 
civil, ocorre que o homem 
 
I. perde a liberdade natural e o direito ilimitado, mas 
ganha a liberdade civil e a propriedade de tudo o que 
possui. 
II. mantém a liberdade natural e o direito irrestrito e 
ainda ganha uma moralidade muito particular guiada 
pelo seu puro apetite. 
III. mantém a liberdade natural e o direito ilimitado, 
mas abdica da liberdade civil em favor da liberdade 
moral. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
a) I apenas. 
b) II apenas. 
c) III apenas. 
d) I e II apenas. 
e) I e III apenas. 
 
42. (Ufu 2009) Na Filosofia Política de Jean-Jacques 
Rousseau, para que o Contrato Social se concretize, 
uma das condições necessárias é a de que cada um 
aceite ceder todosos seus direitos em favor do 
Soberano. 
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A partir da afirmação acima, marque a alternativa 
incorreta. 
a) Isso significa que o Soberano, que é 
necessariamente o Rei, terá direito a qualquer ação, 
pois não é limitado por nenhum contrato. 
b) Apesar de cederem todos os seus direitos, os 
homens não são prejudicados, pois todos devem 
ceder seus direitos igualmente. 
c) Os homens, apesar de se submeterem ao 
Soberano, são livres, pois são partícipes da autoridade 
Soberana. 
d) Os homens, ao obedecerem as leis, são livres, 
porque obedecem a si mesmos. 
 
43. (Uel 2008) Para Locke, o estado de natureza é um 
estado de liberdade e de igualdade. 
 
(LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. 
Tradução de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. 
Petrópolis: Vozes, 1994. p. 83.) 
 
Com base nos conhecimentos sobre a filosofia política 
de Locke, assinale a alternativa correta. 
a) No estado de natureza, a liberdade dos homens 
consiste num poder de tudo dispor a partir da 
força e da argúcia. 
b) Os homens são iguais, pois todos têm o mesmo 
medo de morte violenta em mãos alheias. 
c) A liberdade dos homens determina que o estado de 
natureza é um estado de guerra de todos 
contra todos. 
d) A liberdade no estado de natureza não consiste em 
permissividade, pois ela é limitada pelo direito 
natural. 
e) Nunca houve na história um estado de natureza, 
sendo este apenas uma hipótese lógica. 
 
44. (Uel 2008) Para Hobbes, 
 
 [...] o poder soberano, quer resida num 
homem, como numa monarquia, quer numa 
assembleia, como nos estados populares e 
aristocráticos, é o maior que é possível imaginar que 
os homens possam criar. E, embora seja possível 
imaginar muitas más consequências de um poder tão 
ilimitado, apesar disso as consequências da falta dele, 
isto é, a guerra perpétua de todos homens com os 
seus vizinhos, são muito piores. 
 
(HOBBES, T. Leviatã. Tradução de João Paulo 
Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: 
Nova Cultural, 1988. capítulo XX, p. 127.) 
 
Com base na citação e nos conhecimentos sobre a 
filosofia política de Hobbes, assinale a alternativa 
correta. 
a) Os Estados populares se equiparam ao estado 
natural, pois neles reinam as confusões das 
assembleias. 
b) Nos Estados aristocráticos, o poder é limitado 
devido à ausência de um monarca. 
c) O poder soberano traz más consequências, 
justificando-se assim a resistência dos súditos. 
d) As vantagens do estado civil são expressivamente 
superiores às imagináveis vantagens de um estado de 
natureza. 
e) As consequências do poder soberano são 
indesejáveis, pois é possível a sociabilidade sem 
Estado. 
 
45. (Ufma 2008) Leia com atenção a seguinte 
afirmação de Rousseau. 
 
“Enfim, cada um dando ninguém e, não existindo um 
associado sobre o qual não se adquira o mesmo 
direito que se lhe cede sobre si mesmo, ganha-se o 
equivalente de tudo que se perde, e maior força para 
conservar o que se tem. Se separar-se, pois, do pacto 
social aquilo que não pertence à sua essência, ver 
seguintes termos: ‘Cada um de nós põe em comum 
sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema 
da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada 
membro como parte indivisível do todo. 
Imediatamente, esse ato de associação produz, em 
lugar da pessoa particular de cada contratante, um 
corpo moral e coletivo, composto de tantos membros 
quantos são os votos da assembleia, e que, por esse 
mesmo ato, ganha sua unidade, seu eu comum, sua 
vida e sua vontade.” 
 
ROUSSEAU, J. – J. Do Contrato Social. Coleção Os 
Pensadores. 
 
O Pacto Social somente é possível a partir da vontade 
geral, descrita acima. Segundo Rousseau, tal conceito 
significa: 
a) vontade de todos. 
b) vontade da maioria. 
c) vontade individual. 
d) vontade de uma grande parte. 
e) vontade comum coletiva. 
 
46. (Ufu 2007) O pensamento político de John Locke 
contém uma teoria da cidadania que anuncia certos 
aspectos da filosofia do século XVIII. Pela anuência à 
vida civil e pela confiança que deposita no poder 
público, o indivíduo se faz cidadão. Incorporando-se 
livremente ao corpo político, cada um participa de sua 
gestão: alcança assim a dignidade política. 
Acerca do pensamento de Locke, considere o texto 
acima e marque a alternativa correta. 
a) Um governante que usa, à margem da lei, a força 
contra os interesses de seus súditos destrói sua 
própria autoridade. O súdito tem o direito a resistir-
lhe. 
b) O contrato tem a finalidade de instituir a vida ética 
no seio do Estado. 
c) Locke afirma que o contrato emerge da base 
material da sociedade, independentemente das 
decisões dos indivíduos. 
d) A transferência de poder torna-se irrevogável após 
o contrato, porque a soberania é ilimitada e absoluta. 
 
47. (Uel 2007) Leia o texto a seguir. 
 
 “Dado que todo súdito é por instituição autor de 
todos os atos e decisões do soberano instituído, 
segue-se que nada do que este faça pode ser 
considerado injúria para com qualquer de seus 
Fernanda alice Barbosa Santos
História Geral – Prof. Glauco Santos 
súditos, e que nenhum deles pode acusá-lo de 
injustiça”. 
 
Fonte: HOBBES, T. Leviatã, ou, Matéria, forma e 
poder de um estado eclesiástico e civil. Tradução de 
João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. 
São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 109. 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
contratualismo de Hobbes, é correto afirmar: 
a) O soberano tem deveres contratuais com os seus 
súditos. 
b) O poder político tem como objetivo principal garantir 
a liberdade dos indivíduos. 
c) Antes da instituição do poder soberano, os homens 
viviam em paz. 
d) O poder soberano não deve obediência às lei da 
natureza. 
e) Acusar o soberano de injustiça seria como acusar a 
si mesmo de injustiça. 
 
48. (Uel 2007) “A passagem do estado de natureza 
para o estado civil determina no homem uma mudança 
muito notável, substituindo na sua conduta o instinto 
pela justiça e dando às suas ações a moralidade que 
antes lhe faltava. E só então que, tomando a voz do 
dever o lugar do impulso físico, e o direito o lugar do 
apetite, o homem, até aí levando em consideração 
apenas sua pessoa, vê-se forçado a agir, baseando-se 
em outros princípios e a consultar a razão antes de 
ouvir suas inclinações”. 
 
Fonte: ROUSSEAU, J. Do contrato social. Tradução 
de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova 
Cultural, 1999, p.77. 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
contratualismo de Rousseau, assinale a alternativa 
correta: 
a) Por meio do contrato social, o homem adquire uma 
liberdade natural e um direito ilimitado. 
b) O homem no estado de natureza é verdadeiramente 
senhor de si mesmo. 
c) A obediência à lei que se estatui a si mesmo é 
liberdade. 
d) A liberdade natural é limitada pela vontade geral. 
e) Os princípios, que dirigem a conduta dos homens 
no estado civil, são os impulsos e apetites. 
 
49. (Uel 2006) “[...] é preciso que examinemos a 
condição natural dos homens, ou seja, um estado em 
que eles sejam absolutamente livres para decidir suas 
ações, dispor de seus bens e de suas pessoas como 
bem entenderem, dentro dos limites do direito natural, 
sem pedir autorização de nenhum outro homem nem 
depender de sua vontade.” 
 
(LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o governo 
civil. Trad. Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. 2. 
ed. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 83.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
estado de natureza em Locke, é correto afirmar: 
a) Os homens desconhecem a noção de justiça, pelo 
fato de inexistir um direito natural que assegure a ideia 
do “meu” e do “teu”. 
b) É constituído pela inimizade, maldade, violência e 
destruição mútua, características inerentes ao ser 
humano. 
c) Baseia-se em atos de agressão física, o que gera 
insegurança coletiva na manutenção dos direitos 
privados. 
d) Pauta-se pela tripartição dos poderes

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