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1 CONHECENDO A HISTÓRIA DA NUTRIÇÃO 1 – ALIMENTAÇÃO NA HISTÓRIA DO HOMEM Pré-história Os métodos de conservação usados ao longo da história permitiram e ajudaram no desenvolvimento do homem. Foi devido ao desenvolvimento da preservação dos alimentos ao longo da história que o homem atingiu o nível tecnológico de hoje, avalia o Publisher da Revista Indústria da Alimentação, Antônio Carlos De Faria. "A humanidade chegou até aqui devido ao processamento de alimentos. A primeira necessidade do homem foi a de se alimentar e por isso procurou meios de prolongar a vida útil dos alimentos", analisa. "Hoje, a indústria de alimentos recorre a todos os meios tecnológicos para facilitar a vida do homem", conclui. A história demonstra: mesmo antes de adquirir o controle da agricultura e da criação de animais para consumo, o homem esteve preocupado em manter reservas de carne de caça e de vegetais coletados para sua sobrevivência. A natureza – como o ciclo anual da mudança de estações e as oscilações que definem períodos de escassez e fartura – e hábitos culturais – como o nomadismo – são alguns dos fatores que definiram a necessidade de se preservar alimentos pelo maior tempo possível. A partir de experiências no dia-a-dia, o homem pré-histórico foi descobrindo os meios para conservar seu sustento e garantir a sobrevivência. O calor do sol, fogo e gelo, elementos encontrados na natureza, foram aos recursos primitivos dos quais lançou mão. Esses elementos é que ofereceram as pistas para o futuro da preservação. Na era moderna, a ultrapasteurização e a liofilização, métodos tecnologicamente avançados e supereficientes para a conservação de alimentos, são baseados nos mesmos princípios do uso do calor e do frio para a conservação. As principais tecnologias utilizadas pelo homem pré-histórico foram: O Domínio do Fogo Uso de Sal e Sol Gelo O Domínio do Fogo: Um dos momentos cruciais na evolução do conhecimento do homem foi o controle do fogo durante o período Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada. Essa era, iniciada há cerca de 2,5 milhões de anos e terminada há 10 mil anos, viu o surgimento do Homo sapiens, origem do homem moderno. Não se sabe exatamente quando os precursores do Homo sapiens deixaram de consumir apenas alimentos frescos que caçava e coletava. Descobertas arqueológicas em cavernas da China fazem supor que o homem de Pequim, entre 250 mil e 500 mil anos atrás, já utilizava o fogo para se aquecer e 2 cozinhar carnes e vegetais crus. Esses são os primeiros sinais de que o homem procurava modificar os alimentos que consumia. No entanto, em grande parte do mundo pré-histórico, supõe-se que só a partir do período Neolítico ou Idade da Pedra Polida, o homem começou a usar regularmente o fogo para o cozer de alimentos. Ao perceber que, cozidos, carnes e vegetais duravam mais tempo, passou a usar o processo também para conservá-los. Uso de Sal e Sol: A história mostra que o hábito do sal para preservar alimentos vem quase sempre combinado com a exposição ao sol. É uma das formas mais antigas utilizadas pelo homem. Pinturas rupestres do período Neolítico revelam que esse método de conservação já era conhecido na pré-história. A carne-seca, carne-de-sol e charque são exemplos de produtos preparados a partir da salga e que são consumidos até hoje. Gelo: A utilização de baixas temperaturas para a conservação de alimentos também se perde na história. Assim como no caso do uso do fogo, foi no período Neolítico que o homem descobriu suas propriedades, a carne de caça e os vegetais guardados em locais frios conservavam-se por mais tempo. Por isso, o homem pré-histórico depositava seus alimentos nas partes mais escuras e frescas das cavernas. Século XV - A alimentação dos índios Os indígenas tinham como base alimentar a mandioca, complementada com produtos da caça, da pesca e da coleta. Através de sua lente de português do século XV, assim descrevia Caminha o sistema alimentar dos índios:”Eles não lavram, nem criam. Não há aqui boi, nem vaca, nem qualquer alimária (animal) que costumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame (mandioca), que aqui há muito, e dessa semente e frutos, que a terra e as árvores de si lançam”. Mas a surpresa maior, aos olhos de Caminha, era que esse sistema alimentar resultava em maior vigor físico do que o dos portugueses, nas suas próprias palavras: “E com isso (essa dieta) andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos” (Caminha, 1500). Capaz de produzir em solos muito pobres, em climas com período de pelo menos seis meses de calor e umidade e com muito pouco trabalho, a mandioca é considerada um precioso tesouro vegetal. Mas não era a mandioca apenas boa para produzir, era também muito boa para comer. Em 1553, em carta endereçada da Bahia ao padre Inácio de Loyola, informava o padre Luiz Grã, “Pão de trigo não o tem (os habitantes da Bahia) senão de Portugal, ainda que em São Vicente se semeia e colhe muito formoso, mas nem ali nem nas outras capitanias se trabalhou por semear, porque esse mantimento da terra…. a que chamam mandioca … é suficientemente bom” (Aguiar, 1982). Gabriel Soares de Sousa, rico e culto senhor de engenho na Bahia, nascido em Portugal, escrevia em 1587 “… e ainda digo que a mandioca é mais sadia e proveitosa que o bom trigo, por ser de melhor digestão. E por se averiguar por tal, os governadores Tomé de Sousa, D. Duarte e Mem de Sá não comiam no Brasil pão de trigo”. Mas o encantamento com a nova terra ia muito além da mandioca. Nas palavras de Gabriel Soares de Sousa, incluía o milho (Zea mays) mole, “do qual fazem os portugueses muito bom pão e bolos com ovos e açúcar …. muito bom para cozer com … carne, pescado … e galinha, … mais saboroso que o arroz”. Aí estavam favas (Phaseolus lunatus), “que os índios chamam comendá,… que fazem muita 3 vantagem de sabor às de Portugal”. Eram os amendoins: “comem-se assados e cozidos… e são muito saborosos, e torrados fora da casca são melhores”. E o caju, “fruto formosíssimo… para se comerem cozidos com açúcar e canela não tem preço”, com sua castanha, “a qual é muito saborosa, e quer arremedar no sabor aos pinhões, mas é de muita vantagem”. Essa lista completa seria demasiado longa para o objetivo desse texto, mas para lhe dar o lugar que os portugueses lhe concediam, cumpre mencionar os ananases: “fruto do tamanho de uma cidra… olho à feição das alcachofras… muito doce e tão suave que nenhuma fruta da Espanha lhe chega na formosura, no sabor e no cheiro … ” Cheiro esse, que se impregnou no seu nome hoje mais comum de “abacaxi” – “yva hy’ãkaãasy” - fruta cheirosa em guarani atual. Além dos frutos da terra, havia a caça e o pescado abundante. E além da caça e do pescado havia o desempenho muito favorável da maior parte das culturas e criações trazidas da Europa e de outras regiões tropicais do império português: as bananas, os citros (“frutas de espinho”), o coco, o gengibre, as videiras e figueiras, as couves, pepinos, cebolas, alfaces e outras tantas plantas hortícolas. Nas palavras de Pero de Magalhães, publicadas em 1576: “há nesta terra muita cópia de leite de vacas, muito arroz, favas, feijões, muitos inhames e batatas, e outros legumes que fartão muito a terra. Há muita abundância de marisco e peixes por toda esta costa; com estes mantimentos se sustentam os moradores do Brasil sem fazerem gastos nem diminuírem nada em suas fazendas… Huma das cousas que sustenta muito, e abasta. he a muita caça que há nestes matos de muitos gêneros e de diversas maneiras…” Para os portugueses dos 1500, o deslumbramento não podia ser maior. A abundância generosa e despreocupada daquela nova terra era por demais desconcertante para eles, crescidos numa terra desgastada já havia séculos pela densa presença humana, com aagricultura baseada num elenco comparativamente limitado de plantas cultivadas, sob um clima de frialdade dolorida no inverno e calores fortíssimos no verão, com comida contada, pouca fruta e pouca água. Assim, no primeiro século de contato, a atitude diante do Brasil foi, sobretudo de deslumbramento, talvez poucas vezes cristalizado em palavras como numa carta de 1560, em que o padre Ruy Pereira, escrevia da Bahia a Portugal, que “se houvesse paraíso na Terra, eu diria agora que o havia no Brasil” (Aguiar, 1982). Século XVIII Com a Revolução Industrial, ocorreu um enorme aumento da produtividade, em função da utilização dos equipamentos mecânicos, da energia a vapor e, posteriormente, da eletricidade, que passaram a substituir a força animal. Ao lado da Revolução Industrial, ocorreu também uma Revolução Agrícola. A utilização de novos métodos agrícolas, rotação de safras, sementes selecionadas e o surgimento de novos equipamentos agrícolas, produziram um extraordinário aumento na produção de alimentos. Isso tornou o preço da alimentação mais barato e ajudou enormemente a sobrevivência dos trabalhadores. Muitas frutas foram trazidas pelos portugueses como a jaca, a manga e o jambo no século XVIII e algumas frutas brasileiras levadas para outras colônias. As frutas acompanham os pratos salgados, como a feijoada e as carnes, e preparados, isso foi uma influência indígena e africana na alimentação. Algumas frutas reservavam-se para a infância e muitas superstições envolviam o consumo de outras. Como o alimento não podia ser conservado por muito tempo ao ar livre, os colonos desenvolveram doces em compota e carnes secas e salgadas. 4 Século XX A partir do químico Lavoisier, no final do século XVIII, a alimentação foi considerada um processo de combustão de calorias, de onde nasceu toda a ciência nutricional moderna quantitativa. Depois, foram fixadas normas que colocam todos os indivíduos em um mesmo molde e lhes impõe tantos gramas disso, tantos gramas daquilo. Os produtos industriais receberam a benção dos laboratórios químicos. Entretanto, constata-se que esse conceito materialista da alimentação não trouxe saúde para todos. Ao contrário, ela preparou a cama para as doenças da civilização, porque apresentou aos consumidores alimentos corretos no plano quantitativo, mas catastróficos no plano qualitativo. Dessa forma, a metade sul do mundo morre de fome por falta de alimentos, enquanto a metade norte morre, não por falta quantitativa de alimentos, mas por nutrientes empobrecidos em substâncias vitais - mesmo se as pessoas estão obesas, suas células "morrem" literalmente de fome. É como se houvesse, de um lado, os famintos magros e, de outro, os famintos gordos - todos vítimas de uma mesma alimentação quantitativa materialista, que não se baseia nas leis da vida, mas nas cogitações intelectuais de cientistas. Esses esqueceram que o valor de uma alimentação não é somente questão de quantidade física ou química, mas também de energias mais sutis. No conceito holístico, a nutrição não é somente uma questão de calorias, de proteínas e de carboidratos. A alimentação ocidental moderna representa todos os erros que não devem ser cometidos para conservar uma boa saúde. Entre outros, desnaturamos os alimentos pelo cozimento, acrescentamos neles produtos químicos e os submetemos a todo tipo de manipulações industriais. Damos amplo lugar aos alimentos de origem animal, privilegiamos o consumo elevado de excitantes, como o café, o fumo e o álcool, ou de produtos refinados, como o açúcar. Misturamos entre si alimentos que não permitem uma boa digestão, destruímos as enzimas e as vitaminas por meio da pasteurização e de outros processos de conservação. Às custas de muita publicidade, incita-se o consumidor a comer aquilo que lhe é proposto... para lhe vender, a seguir, medicamentos destinados a aliviar os males criados por aquilo que acabou de ingerir! Felizmente, a loucura materialista do século XX está despertando as consciências. Estamos redescobrindo uma alimentação holística, que procura nutrir o ser humano levando em conta as grandes leis da vida. Se fosse necessário manter apenas três grandes princípios da alimentação sadia, seria a regra que respeita os três "V": V para vegetal, isto é, dar o lugar preponderante em nossa alimentação aos alimentos de origem vegetal, consumindo apenas pequenas quantidades dos alimentos de origem animal. V para variado, isto é, evitar qualquer monotonia e hábitos repetidos. V para vivo, ou seja, comer principalmente alimentos não desnaturados, como os grãos germinados, as frutas e os legumes crus, suprindo o organismo das enzimas, das vitaminas e das substâncias biológicas que ele necessita. 2 – A ALIMENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA A atividade tem como objetivo estabelecer uma relação entre a alimentação contemporânea e seus aspectos gerais, por exemplo, como as pessoas alimentam-se atualmente, porque preferem utilizar o fast- food ,por que é natural as crianças estarem interligadas a computadores,deixando de lado brincadeiras 5 como pular corda,tornando-se sedentários. Procurou-se apresentar como a tecnologia juntamente com a correria do dia-a-dia estão influenciando nas necessidades de cada um, e finalmente as conseqüências que estes novos hábitos estão acarretando na vida das pessoas. Introdução geral : Durante as últimas décadas, a desnutrição apresentada pela população brasileira teve uma acentuada queda, enquanto que o sobrepeso e a obesidade tiveram sua prevalência aumentada. O aumento no consumo de açúcar, refrigerantes, carnes e embutidos e a redução no consumo de frutas, verduras, legumes e cereais integrais, modificou drasticamente o padrão alimentar dos brasileiros. Fast-food X Saúde : Os hábitos das famílias brasileiras devem-se ao crescimento da indústria de alimentos, fortes campanhas publicitárias, aliados ao trabalho das mulheres fora de casa, o que provocou o aumento no consumo de alimentos industrializados, congelados, enlatados e refrigerantes. Com a correria dos dias de hoje, as pessoas estão sempre com pressa, com pouco tempo para realizar as atividades diárias e isso inclui também o tempo de fazer as refeições. São poucos os que procuram separar um tempo destinado à alimentação. Justamente por essa falta de tempo é que as pessoas procuram cada vez mais os serviços de fast food. É comida rápida a custo baixo e que agrada o paladar de muitas pessoas. A princípio parece perfeito, não é mesmo? Mas não é bem assim, o consumo deste tipo de alimento pode acarretar vários problemas à saúde. Diminuição da Prática de Exercícios Físicos: Outras situações da vida contemporânea trouxeram redução dos níveis de atividade física. Atividade física aquela que fazia parte do cotidiano das pessoas como, por exemplo, lavar roupa no tanque, caminhar para pegar transporte, ir para o trabalho de bicicleta, crianças brincando de pular corda, subindo em árvores… A vida moderna nos trouxe automóveis, metrôs, computadores, controle remoto, elevadores, escadas rolantes, máquinas de todos os tipos para atividades domésticas. A modernidade trouxe também facilidades na comunicação. Diariamente somos bombardeados com receitas, soluções milagrosas para controlar o peso, melhorar o diabetes, a pressão alta e colesterol. Alimentos funcionais são recomendados, sucos, chás, pílulas, dietas de todos os tipos: com proteína, sem carboidratos, do mediterrâneo. Consequências : Atualmente, com a vida agitada que todos levam, muitos não se preocupam com a alimentação. Apenas lembram do assunto quando surge algum tipo de doença e a pessoa se vê obrigada a se alimentar de uma forma mais saudável. 6 Pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras, consumir alimentos industrializados em excesso e outras atitudes deste tipo diminuem a disponibilidadede nutrientes, que são necessários ao bom funcionamento do organismo, o que resulta no processo de doença. Obesidade A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associado a problemas de saúde. Podemos citar como causas da obesidade, fatores genéticos, ambientais e psicológicos. Entre os fatores ambientais está o consumo excessivo de calorias e a diminuição no gasto energético, que devem ser modificados para o controle da doença. Diabetes É uma doença caracterizada pela falta de produção ou produção insuficiente de insulina ou também pela ação insuficiente da insulina, que faz com que haja o aumento na taxa de glicose no sangue. A diabetes tipo II pode estar relacionada com o excesso de peso e a obesidade. Pessoas com diabetes devem ter um acompanhamento com um profissional capacitado para elaborar um cardápio conforme a realidade da pessoa, controlar o consumo de carboidratos e incentivar uma reeducação alimentar, além da prática de exercícios físicos regularmente. Hipertensão A hipertensão ocorre quando os níveis de pressão arterial encontram-se acima dos valores de referência para a população em geral. Podemos citar como causas da hipertensão a obesidade, consumo excessivo de álcool, sal em excesso, tabagismo, sedentarismo e fator hereditário. Esta doença é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Assim como as demais doenças citadas acima, para controlar a pressão arterial é fundamental ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios e diminuir o consumo de sódio, ou seja, o sal de cozinha e alimentos ricos em sódio 3 - SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. (CONSEA, 2011) Detectando causas de insegurança alimentar Fome; Doenças causadas por alimentos; 7 Doenças associadas a hábitos alimentares inadequados. Alimentação adequada: Direito Inerente à dignidade da pessoa humana; Consagrado na Constituição Federal; Políticas e ações para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população. Deve-se levar em conta dimensões ambientais, culturais, econômicas e sociais; Soberania alimentar. Quem garante a Segurança Alimentar? Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Fome Zero Sistema Nacional de Segurança Alimentar (SISAN) Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) Legislação Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006 Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. Decreto 6.273, de 23 de novembro de 2007 Cria, no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - SISAN, a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional. Decreto 6.272, de 23 de novembro de 2007 Dispõe sobre as competências, a composição e o funcionamento do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA. Programas de governo Bolsa família; PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar); SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional); Distribuição de vitamina A (Vitamina A+); 8 Distribuição de ferro (Saúde de Ferro); Alimentação e nutrição de povos indígenas; PAT (Programa de alimentação do trabalhador) 4 – A NUTRIÇÃO NA ESTRATÉGIA GLOBAL DA SAÚDE A estratégia mundial tem quatro objetivos principais, a saber: 1) reduzir os fatores de risco de doenças não transmissíveis associadas a uma alimentação pouco saudável e a falta de atividade física mediante uma ação de saúde pública essencial e medidas de promoção da saúde e prevenção da morbidade. 2) promover a consciência e o conhecimento geral acerca da influência da alimentação saudável e da atividade física em saúde, assim como dopotencial positivo das intervenções de prevenção; 3) fomentar o estabelecimento, o fortalecimento e a aplicação de políticas e planos de ação mundial, regionais, nacionais e comunitários direcionados a melhorar a alimentação e aumentar a atividade física; respaldar as investigações sobre uma ampla variedade de esferas pertinentes, incluída a evolução das intervenções; e fortalecer os recursos humanos que necessitam nesta área para melhorar a saúde. O que a pessoa pode fazer para melhorar sua alimentação Com respeito a alimentação, deve-se incluir as seguintes recomendações, dirigidas tanto as populações quanto para as pessoas: Obter um equilíbrio e um peso normal; Limitar a ingesta energética procedente das gorduras, substituir as gorduras saturadas por gorduras insaturadas e tratar de eliminar os ácidos transgordurosos; Aumentar o consumo de frutas e hortaliças, assim como de legumes, cereais integrais e frutas secas; Limitar a ingesta de açúcares livres; Limitar a ingesta de sal (sódio) de toda procedência e consumir sal iodado As políticas e os programas escolares devem apoiar a alimentação saudável e a atividade física. Em todos os países a escola influi na vida da maior parte das crianças. Para proteger sua saúde deve fornecer informações sanitárias, melhorar a educação básica em matéria de saúde e promover uma alimentação saudável, assim como a atividade física e outros comportamentos saudáveis. Reforça-se que as escolas promovam educação física todos os dias, para o qual devem ter as instalações e a equipe adequada. Aos governos reforça-se que adotem políticas que favoreçam uma alimentação saudável nas escolas e limitem a disponibilidade de produtos com alto teor de sal, açúcar e gordura. Junto com os pais e outras autoridades responsáveis, asescolas devem estudar a possibilidade de firmar contratos com produtores locais para os almoços escolares a fim de criar um mercado local de alimentos saudáveis. 9 A OMS prestará apoio para a aplicação do programa, quando os Estados Membros o solicitarem e centrará sua atenção nas seguintes esferas ampliadas e interrrelacionadas: Facilitar a formulação, o fortalecimento e a atualização das políticas regionais e nacionais sobre alimentação e atividade física para uma prevenção integrada das doenças não transmissíveis; Facilitar a redação, a atualização e a aplicação de diretrizes nacionais sobre alimentação asaudável e atividade física, em colaboração com organismos nacionais e sobre a base de conhecimento e experiências mundiais; Facilitar orientação dos Estados Membros sobre a formulação de diretrizes,normas e outras medidas relacionadas com políticas que estejam emconsonância com os objetivos da estratégia mundial; Identificar e difundir informações sobre intervenções baseadas em provas científicas e sobre políticas e estruturas eficazes para promover alimentação saudável e otimizar o grau de atividade física nos países e nas comunidades; prestar apoio técnico apropriado para desenvolvimento de diversos países com capacidade de planejar e aplicar uma estratégia nacional e adaptá-la as circunstâncias locais; facilitar modelos e métodos para que as intervenções relacionadas com a alimentação saudável e a atividade física sejam um componente integral de atenção a saúde; promover e apoiar a capacitação dos profissionais da saúde em matéria de alimentação saudável e vida ativa como componente chave de seus planos de estúdio, e seu marco de programas existentes ou em oficinas especiais; assessorar e apoiar os Estados Membros utilizando métodos de vigilância normatizadose instrumentos de avaliação rápida (como o método progressivo de vigilância dos fatores de risco relacionados com as doenças não transmissíveis preconizado pela OMS) para quantificar as mudanças na distribuição de risco – incluídas as modalidades de alimentação, nutrição e atividade física – e avaliar a situação atual, as tendências e as repercussões das intervenções. A OMS, em colaboração com a FAO, prestará apoio aos Estados Membros para que estabeleçam sistemas nacionais de vigilância nutricional de acordo com dados sobre a composição dos alimentos; assessorar os Estados Membros sobre maneiras de colaborar construtivamente com as indústrias apropriadas. Os governos devem porporcionar informações corretas e equilibradas. Os governos devem adotar medidas que assegurem tanto o fornecimento de informações equilibradasaos consumidores para facilitar a adoção de decisões saudáveis como a disponibilidadede programas apropriados de promoção da saúde educação sanitária. Em particular, ainformação destinada aos consumidores deve adequar-se aos níveis de alfabetização, asdificuldades de comunicação e a cultura local, devendo ser compreendida por todos os setores da população. Em alguns países, os programas de promoção da saúde, que setem desenhado considerando o respectivo enfoque, devem difundir informações sobre alimentação e atividade física. Alguns governos já têm a obrigação legal de fornecer aos consumidores uma informação objetiva que lhes permita adotar decisões plenamente fundamentadas em assuntos que podem afetar a sua saúde. Em outros casos, esta questão pode aproximar-se mediante disposições específicas das políticas públicas. Os governos devem selecionar as melhores medidas, de acordo com suas capacidades e com o perfil epidemiológico nacional que pode varia de um país para o outro. 10 Educação, comunicação e conscientização do público. Uma boa base paraadoção de medidas de difusão e compreensão de conhecimentos adequadossobre a relação entre a alimentação saudável, a atividade física e a saúde, é oaporte e o gasto energético, assim como sobre decisões saudáveis em matériade produtos alimentícios. Os experts governamentais, as organizações nãogovernamentais e comunitárias e as indústrias apropriadas devem formular etransmitir mensagens coerentes, sensíveis e claras. Essas mensagens têm quecomunicar por diversos canais e de uma forma que responda as característicasda cultura local, assim como a idade e o sexo das pessoas. É possível influirconcretamente nos comportamentos desde as escolas, trabalho e instituiçõesdocentes e religiosas, assim como por via das organizações nãogovernamentais, os líderes comunitários e os meios de difusão. EstadosMembros devem formar alianças para dar ampla difusão às mensagensapropriadas e eficazes sobre a dieta alimentar e a atividade física. A educaçãoem matéria de alimentação e atividade física, assim como a adequação deconhecimentos básicos sobre os meios de comunicação desde a escola primária, são importantes para promover alimentações mais saudáveis e resistiras modas alimentares e a informação enganosa sobre estas questões. Tambémtem que se prestar apoio na adoção de medidas encaminhadas a melhorar osconhecimentos básicos em matéria de saúde, tendo em conta as circunstânciasculturais e socioeconômicas locais. É preciso avaliar periodicamente ascampanhas de comunicação. 2) Programas de alfabetização e educação para adultos. É o marco dosprogramas de educação para adultos e devem distribuir conhecimentos básicosem matéria de saúde. Estes programas oferecem uma oportunidade para queos profissionais de saúde e os agentes de serviços sanitários difundam os conhecimentos sobre alimentação saudável, atividade física e prevenção dedoenças não transmissíveis entre os setores marginais da população. 3) Comercialização, publicidade, patrocínio e promoção. A publicidade deprodutos alimentícios influi na eleição dos alimentos e nos hábitos alimentares.Os anúncios desses produtos e de bebidas não devem extrapolar a falta deexperiência e a credulidade das crianças. É preciso desestimular as mensagens que promovam práticas alimentares não saudáveis ou a inatividade física epromover mensagens positivas e propícias para saúde. Os governos devemcolaborar com os grupos de consumidores e do setor privado (incluindo o dapublicidade) a fim de formular critérios multisetoriais apropriados para acomercialização dos alimentos dirigida as crianças, abordando questões como opatrocínio, a promoção e a publicidade. 4) Rótulos. Os consumidores têm direito a receber uma informação exata,padronizada e compreensível sobre o conteúdo dos produtos alimentícios, quelhes permita adotar decisões saudáveis. Os governos podem exigir que faciliteminformações sobre aspectos chave nutricionais, como se propõe nas Diretrizesdo Codex sobre Rótulo Nutricional1. 5) Declaração de propriedade relacionada com a saúde. A medida que cresceo interesse dos consumidores pelas questões sanitárias e se presta maisatenção aos aspectos de saúde dos alimentos, os produtores recorrem cadavez mais a mensagens relacionadas com a saúde. Estes não devem enganar o público acerca dos benefícios nutricionais nem dos riscos 5- AS LEIS DA ALIMENTAÇÃO E A PIRÊMIDE ALIMENTAR 11 APRESENTAÇÃO O presente trabalho envolve a coleta e interpretação dos dados obtidos sobre a História da Nutrição mais especificamente sobre as leis da alimentação e pirâmide alimentar. O trabalho em questão foi desenvolvido no âmbito da disciplina obrigatória da integralização curricular do Curso de Nutrição, “Introdução a Nutrição e ao Exercício Profissional – CST3062”, ofertada pelo FACISA. Esta disciplina consiste em mostrar como deve ser feita uma alimentação saudável. LEIS ALIMENTARES E PIRÂMIDE ALIMENTAR .As Leis da Alimentação foram definidas por Pedro Escudeiro (1937) na primeira metade do século XX, e ainda hoje, são consideradas como a base de uma alimentação saudável para qualquer indivíduo. Segundo o mesmo autor, existem quatro leis da alimentação, dispostas da base para o topo por: i. Lei da quantidade; ii. Lei da qualidade; iii. Lei da harmonia; iv. Lei da adequação. A pirâmide alimentar é um guia geral para que você possa escolher uma deita saudável e adequar na sua vida da melhor forma. Essa pirâmide esta dividida em seis grupos os quais serão descritos e melhor caracterizados no subitem 2.3 deste capítulo. Foi adotado para o trabalho em questão, o esquema utilizado pela Food na Drug Administration. 2.2. LEIS DA ALIMENTAÇÃO 2.2.1. Lei da quantidade A Lei da quantidade fala que a quantidade de alimento deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e manter em equilíbrio o seu balanço. Ela fala também que o indivíduo necessita de quantidades específicas para manter suas funções orgânicas e atividades diárias, então o sujeito deve se alimentar de acordo com suas necessidades de energia gasta diariamente. 2.2.1. Lei da qualidade Na Lei da qualidade o regime alimentar deve ser completo em sua composição, para oferecer ao organismo todas as substâncias que o integram. Uma variedade de alimentos oferece todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo. Então, quanto mais colorida for sua alimentação, mais diversidades de nutrientes você estará ingerindo. 2.2.1. Lei da harmonia Na Lei da harmonia a quantidade dos diversos nutrientes que integram uma boa alimentação deve guardar uma relação de proporção entre si, pois o nosso organismo aproveita corretamente os nutrientes quando estes estão em quantidades adequadas. Assim, é importante haver um equilíbrio entre eles, uma vez que as substâncias não agem isoladamente, e sim em conjunto. 2.2.1. Lei da adequação A Lei da adequação diz que a dieta dever ser adequada à condição de cada indivíduo, pois a alimentação esta subordinadaa sua adequação ao organismo, e essa adaptação também esta submissa a alguns fatores como o estado físico da pessoa, seus hábitos alimentares, condições sócio-econômicas, 12 alterações patológicas e ao seu ciclo de vida, uma vez que estes fatores fazem com que os indivíduos tenham necessidades nutricionais diferenciadas. 2.3. PIRÂMIDE ALIMENTAR Neste subitem, para cada grupo sugere-se uma porção ideal para um indivíduo. Ressalta-se que o número de porções a serem consumidas depende dos fatores como idade e atividade física. Em função das porções consumidas, o número de calorias pode variar de 1.600 a 2.400 calorias. 2.3.1. Grupo 1 A base da pirâmide é composta por alimentos ricos em carboidratos. Os carboidratos, sob a forma de glicose, frutose, sacarose, maltose, lactose, amido, entre outras, são a maior fonte de energia para o organismo. A glicose é indispensável para manter a integridade funcional do tecido nervoso e, sob circunstâncias normais, é a única fonte de energia para o cérebro. A presença de carboidratos é necessária ao metabolismo normal das gorduras. É aconselhável consumir de 6 a 11 porções diariamente. Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 fatia de pão ou ½ xícara (chá) de cereais (tipo granola) ou ½ xícara (chá) de arroz ou ½ xícara (chá) de macarrão cozido. 2.3.2. Grupo 2 Este grupo é composto pelos legumes e verduras, que são ricos em vitaminas, sais minerais e fibras. Eles possuem nutrientes essenciais a diversas funções do organismo, como por exemplo, as suas reações metabólicas. É necessário consumir de 3 a 5 porções diariamente. Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 porção de vegetais: 1 xícara (chá) de folhas cruas ou ½ xícara (chá) de vegetais cozidos 2.3.3. Grupo 3 Este grupo é composto pelas frutas. Assim como os legumes, as frutas também são boas fontes de vitaminas, sais minerais e fibras, principalmente quando consumidas ao natural. Também possuem nutrientes essenciais a diversas funções do organismo, como por exemplo, as suas reações metabólicas. É aconselhável consumir de 2 a 4 porções diariamente. Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 fruta fresca ou ¾ xícara (chá) de suco (extraído da polpa). 2.3.4. Grupo 4 Este grupo é composto por carnes, ovos e leguminosas como feijão, lentilha, ervilha, grão de bico e soja, além de nozes e castanhas. São os alimentos construtores e são necessários para a construção e manutenção dos tecidos orgânicos, formação de enzimas, hormônios e vários líquidos e secreções corpóreas e preservação do sistema de defesa. São alimentos ricos em proteínas, vitamina B12 e minerais como zinco e ferro. É aconselhável consumir de 2 a 3 porções diariamente. Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 filé pequeno de carne bovina, peixe ou ave ou 1 ovo ou ½ xícara (chá) de feijão (ou substituto) ou ½ xícara de nozes ou castanhas. 2.3.5. Grupo 5 Este grupo é composto por leite e derivados. Estes alimentos são os maiores fornecedores de cálcio, mineral envolvido na formação dos ossos e dentes, contração muscular e na ação do sistema nervoso. Também são fontes de proteína de boa qualidade. É aconselhável consumir de 2 a 3 porções diariamente. 13 Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 copo de leite ou iogurte ou 2 fatias de queijo (prefira os queijos frescos) 2.3.6. Grupo 6 Composto pelos lipídeos (óleos e gorduras), que constituem fonte de energia mais concentrada que a dos carboidratos e das proteínas. Além disso, uma vez transformados em tecidos adiposos, são uma forma de armazenamento de energia. Os lipídeos são veículos de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e podem ser encontradas no creme de leite, manteiga, toucinho, óleos etc. Estão no topo da pirâmide e devem ser consumidos com moderação. Uma porção adequada para suprir essa necessidade seria: 1 colher (sopa) manteiga, margarina ou maionese. Apesar da importância da alimentação correta e saudável, é de se assumir que informações contidas neste relatório não são cotidianas na vida da população brasileira de um modo geral. O usuário destas informações terá o necessário para mudar o seu hábito alimentar de acordo com o seu meio de vida e classe social. O maior problema, como já citado anteriormente, é a falta dessas informações para a população de um modo geral. A transmissão destas informações poderiam se dá por meio de apoio das prefeituras em conciliação com as universidades. Enfim, munido destas informações, o indivíduo só terá a acrescentar na sua vida, tanto no quesito pessoal quanto no profissional.