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■ PACIENTE RENAL CRÔNICO EM HEMODIÁLISE Resumo para prova — Odontologia 1. O que é a Doença Renal Crônica (DRC)? É uma perda lenta, progressiva e irreversível da função renal, com redução da capacidade dos rins de realizar suas funções. Com a progressão, ocorre acúmulo de substâncias no sangue, principalmente ureia e creatinina, podendo levar à uremia. 2. O que é a hemodiálise? É uma terapia de substituição renal na qual o sangue é filtrado por uma máquina, removendo excesso de líquidos, sais e resíduos metabólicos. 3. Por que o paciente em hemodiálise é de risco? • Sangramento: alterações plaquetárias + uso de heparina durante a diálise. • Anemia: redução da eritropoietina e outras perdas. • Infecção: maior vulnerabilidade e presença de acesso vascular. • Medicamentos: alteração da eliminação renal, exigindo ajustes. • Cardiovascular: hipertensão é frequente. 4. Principais alterações bucais Doença periodontal: gengivite, periodontite, sangramento, perda óssea, mobilidade e perda dentária. Xerostomia: boca seca, podendo favorecer cárie, candidíase, doença periodontal, ulcerações e dificuldade de mastigação/fala. Halitose e gosto metálico: aumento da ureia salivar → formação de amônia. Placa e cálculo: maior tendência à formação rápida de cálculo, especialmente na região lingual dos incisivos inferiores. Palidez: relacionada à anemia. Estomatite urêmica: mucosa avermelhada/ulcerada, dolorosa e com possível pseudomembrana, associada à uremia importante. Alterações ósseas: osteodistrofia renal, perda da lâmina dura, alterações do trabeculado, mobilidade e remodelação óssea anormal após extrações. 5. Anamnese — o que perguntar? • Causa e estágio da DRC. • Se faz hemodiálise e quais os dias/horários. • Data da última sessão. • Uso de heparina, anticoagulantes e antiagregantes. • Presença e localização da fístula/acesso vascular. • Hipertensão, diabetes, anemia e outras condições. • Medicamentos em uso. • Episódios prévios de sangramento. • Alterações recentes em exames e estado clínico. 6. Exames importantes Quando indicados pelo caso e procedimento: hemograma (hemoglobina, hematócrito e plaquetas), ureia, creatinina/TFG, eletrólitos e avaliação da hemostasia. 7. Quando atender? REGRA DE OURO: procedimentos odontológicos invasivos devem ser preferencialmente realizados no dia seguinte/24 horas após a hemodiálise. Isso reduz o risco de sangramento porque durante a hemodiálise é utilizada heparina. 8. Fístula arteriovenosa — atenção! NUNCA: • aferir pressão arterial no braço da fístula; • puncionar esse braço; • comprimir desnecessariamente o acesso. Proteger sempre o acesso vascular. 9. Controle da hemorragia Realizar boa técnica cirúrgica e hemostasia local: compressão, sutura, fechamento primário e agentes hemostáticos quando indicados. O material cita também trombina tópica, colágeno, celulose e ácido tranexâmico em situações de maior sangramento. Não suspender anticoagulantes ou antiagregantes por conta própria. 10. Anestésico local — conforme a tabela da aula Sais de escolha: articaína, lidocaína, prilocaína e bupivacaína. Evitar: mepivacaína. Vasoconstritor: a tabela apresentada não traz restrição específica para o paciente renal crônico. Limite: reduzir em aproximadamente 30% a dose máxima por consulta. 11. Medicamentos • Ajustar dose/intervalo conforme função renal quando necessário. • Evitar AINEs devido ao potencial nefrotóxico e ao risco de sangramento. • Cuidado com AAS por seu efeito antiagregante; não suspender por conta própria. • Antibióticos podem exigir ajuste; o material destaca evitar tetraciclinas. • Preferir, conforme o material, medicamentos com metabolização hepática quando apropriado. 12. Controle da pressão arterial A hipertensão é frequente na DRC. Aferir a PA quando indicado, mas nunca no braço que possui a fístula arteriovenosa. 13. Estresse e ansiedade O estresse pode elevar a pressão arterial. Priorizar consulta tranquila, controle adequado da dor e, quando indicado, medidas para controle da ansiedade. 14. Higiene e prevenção Manter acompanhamento odontológico periódico e eliminar focos de infecção. Priorizar escovação, controle do biofilme, tratamento periodontal, restaurações e outros tratamentos necessários. O material cita clorexidina 0,12% quando indicada. ■ O QUE DECORAR PARA A PROVA Pergunta Resposta rápida Principal preocupação? Sangramento + alterações sistêmicas + medicamentos. Quando fazer cirurgia? Preferencialmente 24 h/dia seguinte à hemodiálise. Por que não no dia da diálise? Uso de heparina → maior risco de sangramento. Onde medir PA? No braço sem a fístula. Pode medir no braço da fístula? NÃO. Alteração hematológica comum? Anemia. Pergunta Resposta rápida Por que pode sangrar? Disfunção plaquetária urêmica + heparina. Halitose/gosto metálico? Ureia → amônia na saliva. Anestésico segundo a tabela? Articaína, lidocaína, prilocaína e bupivacaína. Qual evitar? Mepivacaína. Vasoconstritor é proibido? Não, conforme a tabela enviada. Dose máxima? Redução de 30% por consulta, conforme a tabela. Pode usar AINE? Evitar. Suspender AAS/anticoagulante? Não por conta própria. ■ MAPA MENTAL RENAL EM HEMODIÁLISE ■ SANGRA: heparina + disfunção plaquetária → cirurgia 24 h após diálise + hemostasia. ■ FÍSTULA: proteger → não medir PA, não puncionar, não comprimir. ❤■ PA: aferir no braço contrário; hipertensão é frequente. ■ MEDICAMENTOS: ajustar pela função renal; evitar AINEs; cuidado com AAS; antibióticos com ajuste quando necessário. ■ ANESTESIA: articaína/lidocaína/prilocaína/bupivacaína; evitar mepivacaína; redução de 30% conforme tabela da aula. ■ BOCA: xerostomia, cálculo, doença periodontal, sangramento, halitose/gosto metálico, palidez, estomatite urêmica e alterações ósseas. ■ EXAMES: hemograma, plaquetas, ureia, creatinina/TFG, eletrólitos e hemostasia quando indicada. ■ ALERTAS: sangramento persistente, dispneia, dor torácica, febre, alteração da consciência e PA muito elevada. Fonte principal: material da disciplina “Manejo Nefropatas” e tabela de anestésicos fornecida na conversa. Condutas específicas devem seguir a cartilha/protocolo adotado pela professora.