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DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU Os métodos do “cilindro de cravação” e “frasco de areia” são ensaios de canteiro de obra e visam realizar o controle dos padrões de massa específica aparente de solos em obras de terraplenagem como aterros e estradas, ou em outras ocasiões, onde se faça necessário o conhecimento da massa específica do solo. O método do frasco de areia é aplicável em solos de qualquer granulação que possam ser escavados com ferramentas de mão e cujos vazios sejam suficientemente pequenos. Não sendo aplicável quando o terreno apresenta percolação de água para o interior da cavidade escavada. Já o método do cilindro de cravação somente é aplicável a solos de granulação fina, coesivos e não muito duros, úmidos e isentos de pedregulhos. Para controle do teor de umidade do solo em campo é geralmente utilizado o Speedy que é um equipamento portátil de determinação instantânea do teor de umidade. Método do Frasco de Areia O ensaio de determinação da massa especifica aparente “in situ” utilizando o frasco de areia é normatizado pela ABNT (1986). O procedimento do ensaio é descrito a seguir: 1. Determinação da massa da areia que preenche o funil e o orifício no rebaixo da bandeja Inicialmente monta-se o conjunto: frasco + areia + funil (M1). O frasco deve estar cheio de areia. Instala-se o conjunto, de modo que o funil fique apoiado no rebaixo da bandeja e coloca-se esta sobre uma superfície plana. Em seguida, abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até que cesse o seu movimento no interior do frasco. Fecha-se o registro, retira-se o conjunto e pesa-se o conjunto: frasco + funil + areia restante (M2). A massa da areia (M3) que encheu o funil e o orifício no rebaixo da bandeja será dada pela relação 1: 213 MMM (1) De acordo com ABNT (1986), deve-se repetir o procedimento acima pelo menos 2 vezes. A massa de areia a ser usada nos cálculos deve ser a média aritmética de três determinações, não sendo aceitos resultados individuais que difiram mais de 1 % do valor da média. 2. Determinação da massa específica aparente da areia Monta-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco cheio de areia, determinar sua massa com resolução de 1 g e anotar como (M4). Em seguida, instala-se o conjunto frasco + funil, de modo que o funil fique apoiado no rebaixo da bandeja, e coloca-se esta sobre a borda de um cilindro metálico de volume conhecido (V). Abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até cessar o seu movimento no interior do frasco. Fecha-se o registro, retira-se o conjunto (frasco + funil + areia restante) e determina-se sua massa com resolução de 1 g (M5). A massa de areia que preenche o cilindro de volume conhecido é determinada pela relação 2: 3546 MMMM (2) Em que M3 é a massa de areia que preencheu o funil e o orifício no rebaixo da bandeja, obtida no item 1. Segundo ABNT (1986), repete-se o procedimento acima pelo menos duas vezes. A massa de areia que enche o cilindro, a ser usada nos cálculos, deve ser a média de três determinações. Para esta média não são aceitos resultados individuais que se diferenciem em mais de 1 % do valor da média. A massa específica da areia é então determinada utilizando-se a expressão 3: V M areia areia (3) Em que: areia = massa específica aparente da areia (g/cm3); Mareia = massa da areia que preenche o cilindro (g) e V = volume do cilindro (cm3) 3. Determinação da massa específica do solo “in situ” Limpa-se a superfície do terreno tornando-a plana e horizontal. Coloca-se a bandeja nessa superfície, faz-se uma cavidade cilíndrica no solo limitada pelo orifício central da bandeja e com profundidade de cerca de 15 cm, utilizando uma talhadeira, um martelo e uma concha de mão. Recolhe-se na bandeja todo o solo extraído da cavidade e determina-se amassa do material (Mh). Determina-se o teor de umidade (h) do solo extraído da cavidade indicando o método de determinação (Ex.: Speedy). Monta-se o conjunto frasco + funil + areia e pesa-se (M7). O frasco deve estar cheio de areia. Instala-se o conjunto, abre-se o registro e deixa-se escoar a areia para a cavidade até cessar. Fecha-se o registro, retira-se o frasco + areia restante + funil e pesa-se (M8). (a) Escavação de solo (b) Montagem de conjunto frasco de areia Figura 1: Etapas do Ensaio de Determinação da Massa específica aparente de solos utilizando o frasco de areia A massa da areia deslocada que preencheu o funil, o orifício no rebaixo da bandeja e a cavidade no terreno é determinada pela relação 4: 879 MMM (4) A massa da areia deslocada, que preencheu a cavidade no terreno, é então determinada pela relação 5: 3910 MMM (5) Em que M3 é a massa da areia que preencheu o funil e o orifício no rebaixo da bandeja determinada no item 1. A massa específica aparente do solo úmido é determinada pela relação 6: 10M M h areiah (6) Por sua vez, a massa específica aparente do solo seco, é então, determinada pela relação 7: )100( 100 10 hM M h areias (7) Em que: s = massa específica aparente seca, do solo “in situ” (g/cm3) areia = massa específica aparente da areia, (g/cm3) Mh = massa do solo extraído da cavidade no terreno (g) M10 = massa da areia que preencheu a cavidade no terreno (g) h = teor de umidade do solo (%) Método do Cilindro de Cravação O método do cilindro de cravação é realizado segundo ABNT (1987), e conforme de se descreve a seguir: Inicialmente determina-se a massa do cilindro de cravação (MC) e calcula-se o seu volume interno (VC) a partir da determinação da altura e do diâmetro interno. Assenta-se o cilindro de cravação (o interior deve estar levemente lubrificado com óleo), na superfície do terreno devidamente nivelada. Monta-se o restante do equipamento e inicia-se a cravação do cilindro, por intermédio da queda livre do soquete de cravação, tomando o cuidado de manter a haste na posição vertical. A cravação deve ser contínua até que o cilindro fique com sua borda superior 1,0 cm abaixo da superfície do terreno. Em seguida, desmonta-se o conjunto de cravação e com auxílio de pá e picareta escava-se o terreno circunvizinho ao cilindro. Corta-se o solo por baixo do cilindro, a uma profundidade de no mínimo 5 cm abaixo da sua borda inferior. Remove-se o excesso de solo e rasam-se ambas as faces do corpo-de-prova, com auxílio de uma régua biselada. Determina-se o teor de umidade (h) do solo indicando o método de determinação (Speedy, estufa, etc). Calcula-se a massa específica aparente do solo “in situ”, utilizando a expressão 8: )100( 100 hV M c am s (8) Em que: Mam = massa da amostra úmida = Ma+c – Mc, (g) Ma + c = massa da amostra + cilindro, (g) MC = massa do cilindro, (g) VC = volume do cilindro, (cm3) h = teor de umidade do solo (%) s = massa específica do solo seco “in situ”; Figura 2: Determinação da Massa específica aparente de solos utilizando o cilindro biselado REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT (1986) NBR 7185 - Solo – Determinação da massa específica aparente in situ, com o emprego do frasco de areia. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro. ABNT (1987) NBR 9813 - Solo - Determinação da massa específica aparente "in situ", com emprego de cilindro de cravação. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro.