Prévia do material em texto
GENÉTICA Humana Resumo Genética Humana (Universidade Paulista) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university GENÉTICA Humana Resumo Genética Humana (Universidade Paulista) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/genetica-humana/genetica-humana-resumo/95077314?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/genetica-humana/6484429?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/genetica-humana/genetica-humana-resumo/95077314?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/genetica-humana/6484429?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo GENÉTICA HUMANA NOÇÕES DE BIOLOGIA MOLECULAR Os ácidos nucleicos: DNA e RNA As diversas expressões dos genes são estudadas pela genética. Embora nossos genes tenham sido herdados de nossos genitores, eles podem sofrer mudanças ao longo de nossa vida. Logo, pode-se concluir que tudo o que é hereditário é genético, mas nem sempre o que é genético é hereditário. Estrutura geral do DNA (descoberta da estrutura em 1954) Estrutura geral do RNA DNA – ácido desoxirribonucleico RNA – ácido ribonucleico Molécula composta por 2 filamentos (ou fitas) emparelhados por ligações de pontes de hidrogênio entre bases nitrogenadas (adenina, timina, citosina, guanina) Molécula composta por apenas 1 filamento RNA é produzido pelo DNA, e este processo é denominado transcrição, em que um dos filamentos do DNA serve de molde a partir do qual será transcrito o RNA Ligações: Adenina com Timina (A=T) Citosina com Guanina (C≡G) Ligações: Adenina com Uracila (A=U) Tiamina com Adenina (T=A) Citosina com Guanina (C≡G) sequência ATTCGTCAT = a outra fita emparelhada TAAGCAGTA sequência ATTCGTCAT = RNA transcrito UAAGCAGUA A síntese de proteínas Há três tipos diferentes de RNA: RNA-mensageiro (RNA-m), RNA-ribossômico (RNA-r) e RNA- transportador (RNA-t). Estas moléculas de RNA trabalham em conjunto para a fabricação de uma proteína específica, fenômeno conhecido como tradução. Durante a tradução, os aminoácidos transportados pelo RNA-t serão interligados no interior do ribossomo, uma organela celular. A interligação em cadeia de várias moléculas de aminoácidos resultará na proteína final. Há vinte tipos diferentes de aminoácidos que entram na composição de proteínas. As proteínas diferem entre si pela quantidade, tipos e sequência de aminoácidos. O que define essas características proteicas é a composição de bases nitrogenadas do RNA-m. Código genético: equivalência entre a composição de bases nitrogenadas do RNA-m e os aminoácidos que irão formar a proteína final. todas as combinações de códons do mRNA que especificam aminoácidos individuais. Códons: grupo de 3 bases do RNA, cada um especificando um aminoácido/proteína (tradução). A tabela fornecida abaixo ilustra algumas destas correlações existentes no código genético: Sequência de bases no RNA-m Aminoácido incorporado na proteína UUU Fenilalanina (sigla = FEN) AUG Metionina (sigla = MET) AAG Lisina (sigla = LIS) Portanto, se a sequência de bases nitrogenadas do RNA-m for AUGAUGUUU, a sequência equivalente de aminoácidos na proteína produzida será MET-MET-FEN. Existem milhares de proteínas diferentes no corpo humano: os anticorpos (proteínas de defesa), a hemoglobina (proteína que transporta oxigênio no sangue) e a pepsina (enzima digestória estomacal). Genoma: conjunto de informações contidas na molécula de DNA necessárias para a produção de todas as proteínas que constituem o organismo. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo Os aminoácidos são moléculas que compõem apenas as proteínas. Na estrutura do RNA e do DNA não existem aminoácidos, e sim bases nitrogenadas. CONCEITOS BÁSICOS EM GENÉTICA DNA: é um ácido nucleico encontrado no núcleo das células, cuja estrutura foi definida por Watson e Crick como uma dupla hélice. Essa molécula é estruturada por componentes denominados nucleotídeos (subunidade do DNA) que, por sua vez, são compostos por um açúcar, ligado a um fosfato e a uma base nitrogenada. Gene: segmento de DNA que transcreve um RNA específico/que comanda a síntese proteica. Cada gene tem seu lugar específico dentro de um determinado cromossomo. Cromatina/cromossomo: combinação de proteínas e DNA que contém os genes. O DNA fica armazenado no núcleo do cromossomo. Há apenas um DNA por cromossomo. Nas células humanas existem, ao todo, 46 cromossomos, com exceção dos óvulos e espermatozoides, que possuem apenas 23 cromossomos. Durante a fecundação, ocorre a junção dos 23 cromossomos do óvulo com os 23 do espermatozoide, originando o zigoto, que é a primeira célula de um novo indivíduo. O zigoto, portanto, terá 23 pares de cromossomos, e, durante o desenvolvimento, irá originar todas as células que constituem o organismo (células somáticas). Loco gênico: posição cromossômica exata em que se situa cada um dos 35 mil genes distribuídos nos cromossomos humanos. Sendo assim, cada loco gênico é caracterizado por uma sequência de bases nitrogenadas. Alelo: a sequência de bases nitrogenadas de certo loco pode conter pequenas variações em sua composição (ligeiramente diferentes umas das outras), originadas por mutação gênica. Genes alelos: genes que ocupam o mesmo locus em cromossomos homólogos Mutação gênica: qualquer alteração permanente do DNA. Os geneticistas costumam identificar essas variações gênicas por letras. Por exemplo, se identificarmos o alelo não mutante pela letra maiúscula A, podemos identificar o alelo mutante pela letra minúscula a. Principais tipos: substituição de nucleotídeo(s), deleções e inserções. Mutações podem ser espontâneas (maquinaria celular erra) ou induzidas, provocadas por radiações ionizantes ou agentes químicos. Genótipo: constituição genética / combinação de alelos (Aa, AA, aa) Uma pessoa pode herdar um cromossomo paterno contendo o alelo A e um cromossomo materno contendo o alelo a. Homozigoto: O genótipo composto por dois alelos idênticos Heterozigoto: genótipo composto por alelos diferentes entre si O curso clínico da doença de Tay-Sachs é particularmente trágico. Os lactentes afetados parecem normais até 3 a 6 Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 meses de idade, e aí sofrem deterioração neurológica progressiva até a morte aos 2 a 4 anos. A mutação que origina a doença já foi identificada, e está esquematizada a seguir: Alelo normal CGT ATA TCC TAT GCC CCT GAC Alelo de Tay- Sachs CGT ATA TC T A TC CTA TGC CCC TGA Sobre o alelo de Tay-Sachs: I. A proteína fabricada por este alelo será diferente daquela produzida pelo alelo normal. II. O RNA produzido por este alelo será diferente daquele produzido pelo alelo normal. III. Este alelo contém 4 bases nitrogenadas a mais que o alelo normal IV. O alelo mutante apresenta uma sequência de bases nitrogenadasdiferente do alelo normal. V. Este alelo foi originado por um processo de mutação ocorrido no alelo normal. É importante ressaltar que a ocorrência de mutações gênicas, como essa ilustrada na questão, é o que explica a origem de diversas doenças genéticas. Fenótipo: características observáveis de um indivíduo produzidas pela interação entre genes e ambiente. Ou ainda, formas diferentes de expressão de uma mesma característica (carácter morfológico, fisiológico, bioquímico ou mesmo molecular). Cor da pele, altura, textura do cabelo tipo sanguíneo. Um bom exemplo de como um loco e seus alelos determinam a expressão de uma característica humana é o Rh sanguíneo. Essa característica é definida pela presença ou ausência de uma proteína nos glóbulos vermelhos, o fator Rh ou antígeno D. A presença dessa proteína determina o Rh positivo, e a ausência, o Rh negativo. A definição dessa característica está a cargo dos alelos D e d, do loco D. O alelo D (Dominante) determina a produção desta proteína, enquanto o alelo d (Recessivo) está associado à ausência dessa proteína. Dominância: quando o fenótipo determinado por um alelo se manifesta, gene dominante representado por letra maiúscula, geralmente A. Recessividade: quando o alelo precisar estar em “dose dupla” para se manifestar, gene recessivo representado por letra minúscula, geralmente a. ERITROBLASTOSE FETAL Mulheres Rh-, que já tenham um filho Rh+, devem receber “vacina”, que nada mais é que anticorpo anti-Rh+, após o nascimento do seu filho, pois em uma gravidez posterior, se o(a) filho(a) for Rh+, a mãe começará a fabricar muitos anticorpos antiRh, que atacarão o feto, comprometendo a saúde dele. Quando se toma a “vacina”, a mãe não Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo fabricará o anti-Rh+, protegendo o futuro feto Rh+. No caso de já ter nascido uma primeira criança Rh+ e a mãe não tenha tomado a “vacina”, proceder a troca total de sangue da criança Rh+ por um sangue Rh-, quando a criança nascer. Eritroblastose fetal - Possíveis sintomas: Anemia grave, Icterícia, Elevação da frequência cardíaca, Hepatoesplenomegalia, Deficiência mental, Surdez, Paralisia cerebral, Edema generalizado Os fenótipos positivo e negativo constituem-se em exemplo de variação normal de uma característica humana, que é o Rh sanguíneo. No entanto, a genética humana muitas vezes se ocupa em compreender os mecanismos de herança associados a doenças hereditárias. Nesse caso, os fenótipos analisados são “normal” e “afetado”. Heredogramas ou genealogias: diagramas de hereditariedade para definir o mecanismo hereditário que melhor explica a transmissão de um distúrbio genético ao longo das gerações de uma família. Probando, é a pessoa que iniciou o processo de pesquisa naquela família. Gerações Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 HERANÇA MONOGÊNICA – manifestação de doenças decorrentes de alteração ocorrida em apenas um gene O estudo do genoma humano permitiu estimar em 35 mil o número total de genes de nossa espécie. Mutações que eventualmente ocorrem nesse conjunto gênico podem ocasionar o surgimento de doenças hereditárias. Estas doenças monogênicas podem apresentar padrões de herança reconhecíveis: Herança Autossômica (gene mutante no cromossomo autossomo) cromossomo autossomo = indistinguíveis entre homens e mulheres (44 cromossomos - 22 pares) Padrão Herança Autossômica Dominante Herança Autossômica Recessiva alelo mutante é dominante é recessivo genótipo normal recessivo (aa) dominante (AA ou Aa) genótipo afetado dominante (AA ou Aa) recessivo (aa) Características - Os afetados são de ambos os sexos, sem predominância numérica de um deles. - Uma pessoa afetada tem pelo menos um dos genitores também afetado. - O fenótipo não salta geração. - A prole de um casal normal também é normal - Os afetados são de ambos os sexos, sem predominância numérica de um deles. - Uma pessoa afetada pode nascer de um casal normal. - O fenótipo afetado pode saltar geração, gene defeituoso pode ser passado silenciosamente - Há um maior risco de nascer prole afetada se o casal é consanguíneo. Doenças/ Distúrbios - Acondroplasia: os afetados apresentam falha no crescimento dos ossos longos e, por isso, apresentam baixa estatura (nanismo acondroplásico) - Tipo mais comum de nanismo. - Apresenta nanismo de membros curtos com faces típicas e características radiológicas da coluna vertebral. - Gene mapeado em 4p16.3. - Albinismo – é um distúrbio caracterizado pela total ausência do pigmento melanina na pele, nos pelos e nos olhos - No albinismo oculocutâneo, existe a deficiência da enzima tirosinase que transforma Tirosina em Dopa e também transforma Dopa em Dopaquinona que por outros processos irá se converter em melanina. E como é um erro na reação química (metabolismo), chamamos de Erros Inatos do Metabolismo. - Pele é extremamente branca. - Pele desenvolve eritemas quando exposta ao sol. Pode levar a câncer. - Cabelos são amarelados ou brancos. - Olhos são claros e também não possuem pigmento, provocando fotofobia e problemas de visão. - O gene está localizado em 11q14-q21 - Neurofibromatose – durante a puberdade crescem inúmeros tumores benignos sobre os nervos dos afetados por este distúrbio - manchas café com leite - 50% resulta de mutação nova, de seus pais aa. - Locus 17q11.2 (posição) - Fenil cetonúria (PKU) – é um distúrbio metabólico em que o afetado não produz a enzima hepática hidroxilase de fenilalanina (PAH), e, por conta disso, não converte o aminoácido fenilalanina em tirosina. - O acúmulo de fenilalanina em crianças fenilcetonúricas leva ao desenvolvimento de um quadro severo de retardo mental - A fenilalanina acumulada no sangue e no líquido cefalorradiquiano, provoca diminuição de serotonina, formação deficiente da mielina, que levaria a lesões do sistema nervoso central. - É erro inato do metabolismo. - O gene está localizado em 12q24.1. - Detecção – teste do pezinho (triagem neonatal). Simples e fácil. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo - Tratamento – dieta pobre em fenilalanina. - Não tratamento precoce leva ao acúmulo, resultando em retardo mental. - Doença de Huntington – Doença neurodegenerativa fatal caracterizada por movimentos involuntários e demência progressiva, desenvolvem problemas cognitivos, emocionais, evoluindo para problemas neurológicos mais graves que levam o paciente ao óbito - No começo pode ser confundida com o Mal de Parkinson e de Alzheimer. - O aparecimento da doença se dá entre os 30-50 anos de idade, sendo 38 a idade média de aparecimento. - Gene mapeado em 4p16 - Galactose mia – também é um distúrbio metabólico, uma vez que os afetados são incapazes de produzir a enzima GALT, que converte a galactose em glicose. O acúmulo da galactose no organismo da criança, ainda em fase de amamentação, promove uma série de transtornos, dentre eles a catarata e o retardo metal. HERANÇA RECESSIVA LIGADA AO X Existem genes exclusivos dos cromossomos X e do cromossomo Y. Daremos ênfase às mutações recessivas presentes apenas em locos situados no cromossomo X (representadas aqui, genericamente, por Xh). Herança ligada ao cromossomo X recessivo Caso especial de herança ligada ao X cromossomos sexuais = combinação diferente entre homens (XY) e mulheres (XX) Padrão Herança Recessiva ligada ao X Síndrome do cromossomo X-Frágil ou Síndrome de Martin-Bell alelo mutante é recessivo nem recessivo nem dominante genótipo normal Mulheres: XHXH, XHXh (Portadora) Homens:XHY Codominância: o alelo normal e o mutante, quando presentes em um mesmo genótipo, se manifestam igualmente genótipo afetado Mulheres: XhXh Homens: XhY Características - Há um predomínio numérico de homens afetados em relação às mulheres, pois a mulher afetada tem que ser filha de uma mãe portadora ou afetada, e pai afetado. - Um homem afetado não herda o distúrbio de seu pai, e sim de sua mãe normal heterozigota (também chamada de “normal portadora”, representada no heredograma pelo círculo com um ponto no centro). - O fenótipo salta geração. - Retardo mental grave em homens, mas muito variado em uma mesma irmandade - Retardo mental leve ou limítrofe em mulheres - Hiperatividade. - Aumento do volume testicular (macrorquidia) na fase adulta. - Face típica: alongada, frontal alto e proeminente, orelhas grandes e em abano. - Essa síndrome foi correlacionada com uma “fragilidade” no cromossomo X (uma constrição). Gene descoberto em 1991. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 Doenças/ Distúrbios - Hemofilia – trata-se de um distúrbio de coagulação sanguínea. Pequenos ferimentos evoluem para grandes hemorragias com muita facilidade - Problemas nas articulações principalmente, joelhos e cotovelos afetados pelo sangramento, provocando dor, perda de função e artrite degenerativa - Hemorragia muscular pode provocar necrose, contraturas e neuropatias - Hemofilia A: - Problemas de coagulação do sangue. - Deficiência do Fator VIII. - Tratamento é a infusão de fator VIII. - Locus Xq28. - Hemofilia B: - Problemas de coagulação do sangue. - Deficiência do Fator IX. - Tratamento é a infusão de fator IX. - Locus Xq27.1 - Daltonismo – é a incapacidade de a pessoa identificar com precisão as cores vermelha e verde, que são ambas vistas como uma mesma tonalidade de cor (amarelada) - Incapacidade de enxergar algumas cores, 8% dos europeus ocidentais daltônicos. 75% verde, 25% vermelho. Ambos genes no Locus Xq28. - Monocromatismo (visão em preto e branco) 1 em 100.000 Locus em Xq28 - Distrofia Muscular: - É caracterizado como degeneração progressiva dos músculos esqueléticos. - Um gene que codifica a proteína Distrofina localizada na região Xp21, quando mutado pode provocar duas síndromes. - Distrofia muscular tipo Duchenne: - Afeta 1 em 3.500 no masculino, início 3 aos 5 anos pelos membros inferiores e quadris, e, mais tarde, atinge os membros superiores, geralmente para de andar até os 16 anos. Morte precoce. 1/3 mutação nova. Distrofia muscular tipo Becker: - Afeta 1 em 30.000 no masculino. Sintomas mais leves que o tipo Duchenne. Geralmente, para de andar com uma idade mais avançada. Retardo mental ligado ao X (XRML) - Presença de 25% mais homens com retardo mental em instituições. - Maioria se refere a genes localizados no X. - Foram descritos cerca de 150 genes associados a XRML com uma frequência total de 2,6 em 1.000. - Mais frequente X frágil (FRAXA) Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo HERANÇA MULTIFATORIAL - fenótipo está sujeito à influência de um conjunto grande de fatores, genéticos e ambientais HERANÇA POLIGÊNICA: Muitas características humanas construídas pela ação conjunta de vários genes. O fenótipo final dessas características é influenciado, em maior ou menor grau, pelo ambiente (pré-natal e/ou pós- natal). Algumas características normalmente variáveis na espécie humana são consideradas multifatoriais: estatura, peso, inteligência etc. Há também distúrbios humanos que são tipicamente multifatoriais: - Lábio leporino – distúrbio caracterizado pela presença de fissuras nos lábios superiores, que podem ou não estar associadas a fendas palatinas. Este é um distúrbio que pode prejudicar a dentição, a alimentação e a fonação. Pode ser corrigido cirurgicamente. Risco de recorrência baixo. Tratamento preventivo com ácido fólico. - Distúrbios de fechamento de tubo neural – o tubo neural é o nome dado à estrutura embrionária que irá originar o encéfalo e a medula espinal. Quando esse tubo não se fecha na região da cabeça no tempo correto, ocorre a perda de células nervosas do cérebro, e desenvolve-se uma condição conhecida com anencefalia. Sobrevida bem curta. Um dos poucos motivos para aborto legal. Tratamento preventivo com ácido fólico. Se a falha no fechamento se dá na parte posterior do tubo neural, na coluna vertebral, as células nervosas não ficam dentro da coluna e não foram para a parte inferior do corpo, causando a paralisia dessa parte, o distúrbio é denominado espinha bífida. Risco de recorrência baixo. Tratamento preventivo com ácido fólico. Os distúrbios descritos acima dependem de um limiar multifatorial para se manifestarem. Este limiar corresponde, resumidamente, a uma quantidade mínima de mutações presentes no genótipo poligênico a partir da qual o indivíduo se torna predisposto a manifestar o distúrbio. - Genética do comportamento: Todo comportamento possui herança multifatorial, sendo o comportamento normal ou não. Para saber a influência ambiental e genética, alguns métodos são utilizados: - Comparações entre adotados e seus pais biológicos (ex: alcoolismo) - Comparação entre gêmeos monozigóticos ou idênticos que se originaram de um único óvulo fecundado por um espermatozoide e que foram separados no nascimento. - Comparação entre pares de gêmeos dizigóticos ou não idênticos que são originários de dois óvulos, cada um fecundado por um espermatozoide, e gêmeos monozigóticos. Os dados obtidos de estudos comportamentais realizados em pares de gêmeos monozigóticos e dizigóticos, mesmo que criados juntos, são usados para o cálculo de um índice conhecido como herdabilidade (h2). Valores de herdabilidade próximos a zero indicam baixa influência genética no traço comportamental comparado; valores próximos a 100% indicam forte influência genética. A partir desses estudos ficou comprovada a grande influência genética em doenças comportamentais como alcoolismo, esquizofrenia, distúrbio bipolar. Também vemos influências genéticas significativas no comportamento normal como sociabilidade, bem-estar, autoridade, desempenho, reações a tensões, alienação, agressividade, autocontrole, prevenção ao dano, tradicionalismo, sexualidade, preferência sexual. CITOGENÉTICA - ESTUDO DO CROMOSSOMO ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS O DNA se encontra armazenado em nossas células sob a forma de cromossomo. Em cada célula humana há 46 cromossomos, dos quais 23 são de origem paterna e outros 23 de origem materna. Esses pequenos novelos de DNA apresentam diferenças entre si quanto ao formato e ao tamanho, e recebem cada um deles uma identificação: os autossomos são numerados de 1 a 22, e os sexuais são o X e o Y. A figura abaixo corresponde a um exame de visualização cromossômica, denominado cariótipo. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 A falta ou excesso de material cromossômico nas células humanas resulta em uma série de distúrbios genéticos, que são denominados genericamente de alterações ou aberrações cromossômicas. Essas alterações cromossômicas podem ser de dois tipos: numéricas e estruturais. 1) Alterações cromossômicas numéricas - Excesso ou falta de cromossomos inteiros. - A principal causa dessa alteração é um erro chamado não disjunção cromossômica, geralmente ocorrido durante a meiose materna ou paterna. - Mulheres acima de 35 anos são mais sujeitas à ocorrência desse erro, uma vez que a meiose feminina se inicia precocemente (vida fetal) e se mantém suspensa por vários anos. Durante o desenvolvimento embrionário, essa quantidade de material genético a mais ou a menos irá interferir de modo negativo, resultando em malformações fetais que estarão presentes na criança já ao nascimento. DOENÇAS: Síndrome de Down: - 1866 – Descrição por Langdon Down / 1959 – 1ª aberração cromossômica descrita na espécie humana. - É provocada pela trissomia do cromossomo 21 (21-47, XX+21 ou 47, XY+21). O afetado apresenta três cromossomos 21, ao invés de um par, como é o normal. Sendo assim, o afetado possui ao todo 47 cromossomos. - Causa mais comum de Retardo Mental de Origem Genética. (1 cromossomo a mais é igual a genes mais) - Incidência conforme a idade materna: (Mulheres já nascem com todos os óvulos) - Até 34 anos – 1:650 - 35-39 anos – 1:300 - 40-44 anos – 1:90 - +45 anos – 1:50 Características: - Retardo mental - Olhos com pregas epicânticas internas - Estatura baixa - Hipotonia quando criança Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo - Prega simiesca nas mãos - Problemas cardíacos - Genitália masculina pouco desenvolvida, homens estéreis, mulheres férteis - Tendência de desenvolver o mal de Alzheimer Síndrome de Patau: - Trissomia do 13: 47, XX+13 ou 47, XY+13 - Retardo mental - Lábio leporino - Cegueira, surdez - Dedos extras - Sobrevida alguns meses Síndrome de Edwards: - Trissomia do 18: 47, XX+18 ou 47, XY+18 - Retardo mental - Baixa implantação da orelha - Micrognatia (mandíbula pequena) - Boca pequena e forma triangular - Sobrevida menos de 1 ano Síndrome de Klinefelter: - Provocada por uma trissomia sexual: os garotos apresentam o conjunto de cromossomos sexuais composto por XXY, e não XY como o normal. - Há 47 cromossomos ao todo. - Alta estatura. - Ginecomastia. - Baixo desenvolvimento testicular. - Baixas taxas de testosterona. - Aparência andrógena. Síndrome de Turner: - Provocada pela monossomia do cromossomo X. - Os afetados são todos do sexo feminino e apresentam apenas um cromossomo X, ao invés de dois. Há 45 cromossomos ao todo - Baixa estatura - Pescoço alado - Ovários em fita - Causa de vários abortos naturais - Estéril - Tratamento: hormônios femininos Outras trissomias ou monossomias dos cromossomos autossomos levam ao aborto natural. Inativação do Cromossomo X: Genes do cromossomo X têm igual quantidade de proteínas no corpo. Evolução fez com que somente um cromossomo X tenha função, o outro é inativado. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 2) Alterações cromossômicas estruturais - A estrutura de algum cromossomo é alterada, resultando em ganho ou perda de informação genética. - Provocada por quebras cromossômicas. Essas quebras podem ocorrer por ação de fatores ambientais (radiação, por exemplo) ou resultar de erros celulares não induzidos. Algumas das aberrações estruturais mais comuns: a) Deleção – corresponde à perda definitiva de pedaços cromossômicos. b) Inversão – nesse caso, não há perda nem ganho de material cromossômico, e sim o reposicionamento invertido de um segmento cromossômico. Esse tipo de erro pode levar o indivíduo a produzir gametas que apresentam falta ou excesso de material cromossômico. c) Translocação – é o nome dado à troca de pedaços entre cromossomos não homólogos. Nesse caso, há grande chance de o indivíduo produzir gametas com falta ou excesso de material genético. DOENÇAS: Síndrome do Miado de Gato: - Deleção no braço curto do cromossomo 5 - 46, XX 5p- ou 46,XY, 5p- - Peso baixo ao nascer, crescimento lento - Deficiência mental - Hipotonia - Microcefalia - Face arredondada - Hipertelorismo: malformação do crânio do bebê, e se caracteriza pelo afastamento dos olhos - Choro como o miado do gato - 85% resulta de uma nova deleção - Frequência 1:50.000 nascimentos Síndrome de Prader-Willi/ Angelmann: Willi - Retardo mental leve a moderado - Hipotonia (flacidez muscular intensa), que com o tempo regride e surge a hiperfagia (apetite incontrolável) - Obesidade - Pés e mãos pequenas - Deleção no braço longo do cromossomo 15q11q13 (pai) Angelmann - Retardo grave - Riso inapropriado - Deleção no braço longo do cromossomo 15q11q13 (mãe) GENÉTICA DO CÂNCER O ciclo de reprodução celular está sob controle de um conjunto de genes que define quando se deve iniciar uma série de mitoses e quando se deve parar. Quando esse mecanismo regulatório é falho, a célula se multiplica descontroladamente, originando um amontoado celular que recebe o nome de tumor ou neoplasia. Mitose: mecanismo de divisão celular que há o aumento do número total de células do organismo, levando ao crescimento e ao desenvolvimento. Tumor benigno: fica restrito ao local de origem e tem crescimento lento Tumor maligno: tem crescimento rápido e suas células podem se espalhar para outras partes do corpo, fundando novos aglomerados celulares tumorais. Essa migração das células tumorais malignas é denominada metástase e ocorre por meio da circulação sanguínea ou linfática Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo Os tumores resultam de mutação genética ocorrida nas células somáticas da pessoa. Os genes que controlam a multiplicação celular são divididos em: - Proto oncogenes – são genes que agem de modo a estimular a ocorrência de mitoses nas células. Quando mutantes, os proto oncogenes são denominados oncogenes e, nesse caso, passam a superestimular a ocorrência de divisões, levando ao descontrole celular que gera o tumor. Uma outra maneira de adquirir esse tipo de gene é através de algumas infecções virais que possuem no seu genoma oncogenes, que podem ser incorporados ao nosso genoma durante a infecção. Exemplos HPVs, Vírus da Hepatite B e C, Herpes Vírus Humano - Genes de supressão tumoral – são genes que agem de modo a inibir a ocorrência de mitoses nas células. Quando mutantes, deixam de realizar essa inibição, levando ao descontrole que gera o tumor. Ex.: Retinoblastoma - Geralmente câncer hereditário infantil para tumor ocular nos dois olhos, em que a criança nasce com um gene não funcional e outro normal que tem chance de sofrer mutação de 90%. - Genes de reparo do DNA - Esses genes atuam para consertar o DNA das mutações ocorridas. Temos um par desse tipo de gene, para o início do processo de câncer temos que ter mutação em um dos genes e depois no outro. Ex.: BRCA1 e BRCA2 - Genes relacionados com o câncer hereditário de mama em que a pessoa nasce com um gene não funcional e outro normal que tem chance de sofrer mutação de 90%. As mutações ocorridas ao longo da vida de uma pessoa são cumulativas, o que aumenta o risco de surgimento de tumores. Essas mutações podem ser provocadas por agentes ambientais, chamados genericamente de carcinógenos: fumo, pó de amianto, álcool e radiações, raios UV, churrasco. embutidos. Caso câncer imigrantes japoneses nos EUA x câncer no Japão (alimentação) As mutações descritas não são herdáveis, uma vez que promovem alterações apenas nas células somáticas. Para se tornar hereditária, a mutação cancerígena deve estar presente no material genético carregado pelos gametas. Alguns tipos de câncer de mama são hereditários. Evolução: O câncer é fundamentalmente uma doença genética. - Mutação no DNA é transmitido da célula-mãe para as células-filhas. - Alteração causada por vários fatores: químicos, físicos, biológicos e genéticos. - Alteração inicial chamada de: Estágio de Iniciação - O Estágio de Promoção: segundo estágio da carcinogênese em que as células geneticamente alteradas, ou seja, “iniciadas”, sofrem o efeito dos agentes e a célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. - O Estágio de Progressão: terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas, podendo sair do tumor inicial (Metástase). GENÉTICA E PERSPECTIVAS DE TRATAMENTO Terapia de doenças genéticas O desenvolvimento aceleradode técnicas que permitem a manipulação do DNA (engenharia genética) abre perspectivas para o desenvolvimento futuro de métodos que visem à cura genética, ou pelo menos atenuação, para algumas dessas doenças. Terapia gênica: consiste em introduzir nas células somáticas mutantes do afetado uma cópia normal do gene que se encontra defeituoso. Com isso, a célula passaria a produzir a proteína normal que até então era incapaz de fabricar por conta da mutação. útil se aplicada exatamente nas células defeituosas que provocam a doença. - Antes se usavam vírus modificados para colocar genes em qualquer lugar do genoma. - Hoje a técnica CRISPR permite que cientistas modifiquem genomas com uma precisão nunca antes atingida, além de eficiência e flexibilidade. - Incluem tratamento de doenças genéticas, infecciosas e câncer. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 Terapia celular - uso de células tronco: As células-tronco são células indiferenciadas ou pouco diferenciadas e possuem a capacidade de se transformar em outros tipos celulares. - Elas são as células-tronco embrionárias que são derivadas do embrião com capacidade teórica de se transformar em qualquer tipo celular. - Células-tronco adultas são originárias de um organismo já nascido, incluindo as células do cordão umbilical e medula óssea. Em muitos casos de câncer envolvendo células sanguíneas é um tratamento corriqueiro. - O uso dessas células no tratamento de doenças degenerativas tem sido apoiado por diversos setores da sociedade. - Tratamento experimental com células-tronco - Doenças cardíacas - Diabetes - Doença de Parkinson O transplante de células-tronco apresenta o mesmo inconveniente que o transplante de órgãos: por se tratar de células recebidas de outra pessoa (mesmo que essa pessoa seja um embrião descartado em clínica de fertilização), há o risco iminente de rejeição Clonagem terapêutica: obtenção de células-tronco e, no futuro, órgãos Para evitar rejeição, alguns cientistas apoiam a ideia de se utilizar células-tronco embrionárias modificadas geneticamente com o genoma do próprio paciente. Isso equivale a criar um clone do paciente com o intuito de utilizar células-tronco para seu tratamento sem o risco de rejeição, já que tais células são geneticamente idênticas às células somáticas do paciente. Clonagem reprodutiva: Criação de um novo indivíduo - A partir de óvulo de uma doadora. - Remover o núcleo. - Fusionar esse óvulo com uma célula da pessoa a ser clonada. - Embrião vai começar a se desenvolver. - Implantar em um útero da mãe de aluguel. - Nascimento do clone, geneticamente igual ao doador da célula. Aconselhamento genético Objetivo: fornecer aos afetados e seus familiares a possibilidade de diagnóstico preciso, de tratamentos adequados, da estimativa de riscos e da melhor compreensão e aceitação do distúrbio genético. Não é um atendimento que deva ser estendido a qualquer pessoa ou grupo de pessoas indistintamente. Principais indicações: - Casal normal com histórico de doença genética na família; - Casal normal que já teve um descendente afetado por distúrbio genético; - Casal consanguíneo; - Casal com idade avançada; - Pessoa afetada que pretende se casar Necessário que o atendimento seja prestado por uma equipe multidisciplinar que inclua médicos, biólogos, biomédicos, psicólogos, dentre outros; profissionais que, no mínimo, têm que possuir formação adequada para o procedimento. Etapas do Aconselhamento genético • Diagnóstico do distúrbio genético – o especialista em genética clínica é a pessoa mais indicada para confirmar o diagnóstico de uma afecção hereditária. A análise clínica pormenorizada pode ser suficiente para se firmar o diagnóstico. No entanto, em muitos casos é necessária a realização de exames complementares, tais como cariótipo e testes de DNA específicos que identificam mutações. • Determinação do padrão de herança e cálculo de riscos – quando o distúrbio genético é conhecido, a identificação Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=genetica-humana-resumo do modelo de herança se torna facilitada, o que facilita também o cálculo dos riscos de recorrência na família. Se o distúrbio é desconhecido, um levantamento histórico pormenorizado que permita a construção adequada de um heredograma auxilia na determinação dos riscos e exclusão de possibilidades. • Orientação de afetados e familiares sob risco – a comunicação do diagnóstico e dos riscos de ocorrência do distúrbio é um momento que deve levar em consideração a manifestação de possíveis tensões emocionais por parte dos envolvidos. Além de saber lidar da melhor forma possível com esse tipo de reação, o consultor genético deve trabalhar a conscientização das pessoas envolvidas no que se refere aos riscos e às possíveis manifestações do distúrbio genético em questão. • Acompanhamento a posteriori dos casos diagnosticados – as orientações fornecidas aos envolvidos devem ser reforçadas por meio de consultas periódicas realizadas de tempos em tempos após o aconselhamento inicial Como informar o diagnóstico? - Escolher local e hora apropriada; - De preferência exigir a presença do casal; - Apurar o que o casal ou familiares já sabem sobre a doença; - Dosar a maneira e a qualidade de informações; - Desmistificar informações errôneas; - Entender, assimilar e apoiar as reações; - Nunca ser diretivo, julgador; - Manter sempre o sigilo profissional. O que informar no aconselhamento genético? - Explicar como fez o diagnóstico; - Explicar a doença; - Explicar as diferenças para outras doenças; - Explicar as causas; - Estimar e apresentar os riscos de recorrência; - Explicar se existem testes de portadores; - Prognóstico e possíveis complicações; - Tratamentos disponíveis; - Como modificar as consequências; - Como prevenir a recorrência; - Falar sobre possibilidade de diagnóstico pré-natal em futuras gestações. E depois de informar? - Oferecer segunda opinião; - Seguimento e suporte contínuo; - Absolver pais da responsabilidade; - Testar o que o casal compreendeu; - Fazer relatório a outros profissionais de saúde. Downloaded by Maria Vitória de Souza (vitoriasjana@gmail.com) lOMoARcPSD|61173653