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Avaliação parcial - AP3 1 (vale 40 da nota final)_ Revisão da tentativa

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Questões resolvidas

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 2

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. Ele participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista.
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas comunidades carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala perdida em favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico.
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar [o problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só aumenta."
Com base na leitura, podemos afirmar que:
I) Como é um texto em sua maior parte argumentativo, é muito fácil encontrar sua tese.
II) A tese por deontologia (quando diz o que é preciso fazer) é passível de ser formulada com base em informações presentes no texto, como, por exemplo, na ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do traficante.
III) Por culpabilidade (quando se aponta o culpado pela situação), a tese do texto acima é formulada a partir da fala do ministro Barroso: "Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não esteja entre os maiores riscos".
Assinale a alternativa correta:
A. As asserções I, II e III são proposições verdadeiras.
B. Somente a preposição III é verdadeira.
C. Somente a preposição I é verdadeira.
D. As asserções II e IV são proposições verdadeiras.
E. As asserções I e III são proposições falsas.

Leia o texto abaixo e responda ao enunciado: "Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento'. Hoje não foi diferente. Mal tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola".
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está ambígua e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo a frase, assinalando a alternativa correta.
A. “Hoje não foi diferente”.
B. “Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”.
C. “Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”.
D. “levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento’”.
E. “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”.

Leia o texto abaixo.

Estamos na sociedade da informação. Somos autênticos informívoros, necessitamos de informação para sobreviver, como necessitamos de alimento, calor ou contato social. Nas ciências da comunicação, considera-se que informação é tudo aquilo que reduz a incerteza de um sistema. Nesse sentido, todos nós nos alimentamos de informação que nos permite NÃO APENAS prever COMO TAMBÉM controlar os acontecimentos de nosso meio.
Previsão e controle são duas das funções fundamentais da aprendizagem, inclusive nos organismos mais simples. Na vida social, a informação é ainda mais essencial PORQUE os fenômenos que nos rodeiam são complexos e cambiantes e, PORTANTO, ainda mais incertos do que os que afetam os outros seres vivos. A incerteza é ainda maior na sociedade atual, como consequência da descentração do conhecimento e dos vertiginosos ritmos de mudança em todos os setores da vida. Um traço característico de nossa cultura da aprendizagem é que, EM VEZ DE ter de buscar ativamente a informação com que alimentar nossa ânsia de previsão e controle, estamos sendo abarrotados, superalimentados de informação, na maioria das vezes em formato fast food.

Sofremos uma certa obesidade informativa, consequência de uma dieta pouco equilibrada.
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I) A falta de informação sobre os fenômenos que nos cercam pode gerar insegurança
PORQUE
II) não nos permite controlar a realidade que nos cerca.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
I) A falta de informação sobre os fenômenos que nos cercam pode gerar insegurança
II) não nos permite controlar a realidade que nos cerca.
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E. As asserções I e II são proposições falsas.

Segundo Rocha e Silva (2017), é por intermédio dos textos que os sujeitos se comunicam, nesse sentido, os fenômenos devem ser contextualizados no interior da linguagem. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017.
Leia o texto a seguir:

(BACCHINI, Luca. Se Chico Buarque numa noite de inverno... Apologia do plágio em Budapeste. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 63, abr. 2016).

Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que resume fielmente as ideias do texto.
A. Conquanto toda a literatura parece fundar-se desde sempre na intertextualidade, temos de concordar que todas as canções de Chico Buarque mostram um plágio patente.
B. Por fim, a literatura em toda sua inteireza e em seus vários tipos está sempre se valendo, de alguma forma, na intertextualidade, uma vez que não há um único livro que não fale de outros livros.
C. Toda a literatura de Chico Buarque revela um pendor para o plágio. Essa é uma afirmação comprovada pelo crítico Wilson Martins, que não encontrou ninguém que pudesse discordar de sua concepção.
D. Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.
E. Nenhum escritor, muito menos Chico Buarque, se importa de ser acusado de plágio, porque a intertextualidade permite.

Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-37, 2014.
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase:

A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.

(Texto adaptado. Disponível em: )
A. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
B. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.
C. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
D. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
E. “a mais comum era a excomunhão”.

AS VIAGENS

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado )
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
é
possível dizer que:
A. Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede de aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.
B. Quintana mostra como o homem, em função do desejo, é capaz de enlouquecer.
C. Quintana destaca a importância de prendermos nossa caça.
D. Drummond enaltece a capacidade transformadora do homem de explorar e anexar outros planetas.
E. Em ambos os poemas, o homem assume um papel desolador devido a seus desejos.

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. TEXTO 1 Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio. Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente submetidos.
O eixo argumentativo predominante no texto acima pode ser enquadrado em qual dos tipos abaixo?
A. Apenas faz indagações sem respondê-las.
B. Usa dados demonstrativos.
C. Aponta vários culpados pelo problema.
D. Parte de estratégias indutivas de argumentação.
E. Usa somente comparações.

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Questões resolvidas

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 2

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. Ele participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista.
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas comunidades carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala perdida em favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico.
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar [o problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só aumenta."
Com base na leitura, podemos afirmar que:
I) Como é um texto em sua maior parte argumentativo, é muito fácil encontrar sua tese.
II) A tese por deontologia (quando diz o que é preciso fazer) é passível de ser formulada com base em informações presentes no texto, como, por exemplo, na ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do traficante.
III) Por culpabilidade (quando se aponta o culpado pela situação), a tese do texto acima é formulada a partir da fala do ministro Barroso: "Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não esteja entre os maiores riscos".
Assinale a alternativa correta:
A. As asserções I, II e III são proposições verdadeiras.
B. Somente a preposição III é verdadeira.
C. Somente a preposição I é verdadeira.
D. As asserções II e IV são proposições verdadeiras.
E. As asserções I e III são proposições falsas.

Leia o texto abaixo e responda ao enunciado: "Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento'. Hoje não foi diferente. Mal tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola".
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está ambígua e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo a frase, assinalando a alternativa correta.
A. “Hoje não foi diferente”.
B. “Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”.
C. “Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”.
D. “levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento’”.
E. “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”.

Leia o texto abaixo.

Estamos na sociedade da informação. Somos autênticos informívoros, necessitamos de informação para sobreviver, como necessitamos de alimento, calor ou contato social. Nas ciências da comunicação, considera-se que informação é tudo aquilo que reduz a incerteza de um sistema. Nesse sentido, todos nós nos alimentamos de informação que nos permite NÃO APENAS prever COMO TAMBÉM controlar os acontecimentos de nosso meio.
Previsão e controle são duas das funções fundamentais da aprendizagem, inclusive nos organismos mais simples. Na vida social, a informação é ainda mais essencial PORQUE os fenômenos que nos rodeiam são complexos e cambiantes e, PORTANTO, ainda mais incertos do que os que afetam os outros seres vivos. A incerteza é ainda maior na sociedade atual, como consequência da descentração do conhecimento e dos vertiginosos ritmos de mudança em todos os setores da vida. Um traço característico de nossa cultura da aprendizagem é que, EM VEZ DE ter de buscar ativamente a informação com que alimentar nossa ânsia de previsão e controle, estamos sendo abarrotados, superalimentados de informação, na maioria das vezes em formato fast food.

Sofremos uma certa obesidade informativa, consequência de uma dieta pouco equilibrada.
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I) A falta de informação sobre os fenômenos que nos cercam pode gerar insegurança
PORQUE
II) não nos permite controlar a realidade que nos cerca.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
I) A falta de informação sobre os fenômenos que nos cercam pode gerar insegurança
II) não nos permite controlar a realidade que nos cerca.
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E. As asserções I e II são proposições falsas.

Segundo Rocha e Silva (2017), é por intermédio dos textos que os sujeitos se comunicam, nesse sentido, os fenômenos devem ser contextualizados no interior da linguagem. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017.
Leia o texto a seguir:

(BACCHINI, Luca. Se Chico Buarque numa noite de inverno... Apologia do plágio em Budapeste. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 63, abr. 2016).

Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que resume fielmente as ideias do texto.
A. Conquanto toda a literatura parece fundar-se desde sempre na intertextualidade, temos de concordar que todas as canções de Chico Buarque mostram um plágio patente.
B. Por fim, a literatura em toda sua inteireza e em seus vários tipos está sempre se valendo, de alguma forma, na intertextualidade, uma vez que não há um único livro que não fale de outros livros.
C. Toda a literatura de Chico Buarque revela um pendor para o plágio. Essa é uma afirmação comprovada pelo crítico Wilson Martins, que não encontrou ninguém que pudesse discordar de sua concepção.
D. Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.
E. Nenhum escritor, muito menos Chico Buarque, se importa de ser acusado de plágio, porque a intertextualidade permite.

Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-37, 2014.
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase:

A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.

(Texto adaptado. Disponível em: )
A. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
B. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.
C. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
D. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
E. “a mais comum era a excomunhão”.

AS VIAGENS

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado )
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
é
possível dizer que:
A. Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede de aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.
B. Quintana mostra como o homem, em função do desejo, é capaz de enlouquecer.
C. Quintana destaca a importância de prendermos nossa caça.
D. Drummond enaltece a capacidade transformadora do homem de explorar e anexar outros planetas.
E. Em ambos os poemas, o homem assume um papel desolador devido a seus desejos.

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. TEXTO 1 Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio. Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente submetidos.
O eixo argumentativo predominante no texto acima pode ser enquadrado em qual dos tipos abaixo?
A. Apenas faz indagações sem respondê-las.
B. Usa dados demonstrativos.
C. Aponta vários culpados pelo problema.
D. Parte de estratégias indutivas de argumentação.
E. Usa somente comparações.

Prévia do material em texto

Iniciado em domingo, 19 mai. 2024, 17:35
Estado Finalizada
Concluída em domingo, 19 mai. 2024, 18:11
Tempo
empregado
35 minutos 32 segundos
Notas 18,00/20,00
Avaliar 9,00 de um máximo de 10,00(90%)
Comentários Parabéns, você atingiu a média da parcial. Continue com foco nos estudos, e interesse pelo conhecimento. O mundo espera
suas realizações!
Caro estudante, é necessário ressaltar que não deixe de realizar as seguintes avaliações, pois elas também fazem parte da
composição da sua nota final:
AP3.2 - Autoavaliação da atividade discursiva
AP3.3 - Autoavaliação de participação no fórum entre estudantes
https://virtual.uninta.edu.br/mod/assign/view.php?id=530511
https://virtual.uninta.edu.br/mod/forum/view.php?id=1055775
Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo:
(Adaptado de: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/conheca-deboismo-nova-filosofia-de-boas-da-internet-
17392121 . Acesso em: 2 abr. 2018).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta:
Escolha uma opção:
A. O deboísmo é o mesmo que ficar com preguiça de fazer as coisas.
B. Existe uma contradição irreconciliável em dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10).
C. O deboísta não pode discordar de ninguém.
D. Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10), o criador do Deboísmo quis defender uma postura coletiva, sem querer
associar isso a questões partidárias.

E. O deboísta, sendo aquele “que escolhe o lutar em vez de brigar” (linha 08), precisa ser lutador.
Sua resposta está correta.
Com base em Cantalice e Oliveira (2009), a leitura “ envolve a capacidade sensorial, percepção, aprendizagem, motivação, pensamento, memória, dentre
outros.”Com isso o leitor necessita fazer deduções lógicas a partir das ideias do texto. Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE,
Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13,
n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
A resposta correta é: Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10), o criador do Deboísmo quis defender uma postura coletiva,
sem querer associar isso a questões partidárias.
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Atualmente nos estudos da linguagem, a leitura é vista como:
Escolha uma opção:
A. Uma captação das ideias do autor, sem levar em conta as experiências e os conhecimentos do leitor.
B. Um processo de tradução de uma língua para a outra.
C. Uma atividade interativa em que autor-texto-leitor interagem na produção de sentidos. 
D. Uma atividade que exige tão somente a participação do leitor.
E. Centrada na tríade autor-texto-leitor, em que o texto deve ser decodificado, pois “tudo está dito no dito”.
Sua resposta está correta.
Com base nas ideias de Koch( 2014), entende-se que no texto há dinâmica daquilo que se escreve e daquilo que é entendido na leitura do texto. Podemos
encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-37, 2014.
A resposta correta é: Uma atividade interativa em que autor-texto-leitor interagem na produção de sentidos.
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Observe o quadrinho.
Nos quadrinhos acima, encontramos as conversas entre os dois meninos que refletem sobre sua condição no mundo. A partir da leitura, é possível inferir
que:
Escolha uma opção:
A. A palavra “lixão” está em sentido figurado no primeiro quadrinho.
B. A pergunta do segundo quadrinho pode ser compreendida sem o recurso do desenho distanciado dos personagens.
C. A resposta à pergunta do primeiro quadrinho é de que o próprio mundo, em algum sentido, é um “lixão”. 
D. Pode-se perceber pelas perguntas e pelo desenho que ambos os personagens são moradores de um lixão.
E. A palavra “lixão” está em sentido literal no segundo quadrinho.
Sua resposta está correta.
Santos (2016) pontua que a intertextualidade é observada, primeiramente, a partir do gênero textual que se molda a sua comunicação. Podemos encontrar
em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016.
A resposta correta é: A resposta à pergunta do primeiro quadrinho é de que o próprio mundo, em algum sentido, é um “lixão”.
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto e responda ao que se pede.
TEXTO 2
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a
legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. Ele
participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, promovido pela
Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista.
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas comunidades
carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala perdida em
favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico.
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e
mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar [o
problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só aumenta."
Barroso concorda com a ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do traficante.
Para Barroso, o consumo recreativo, em ambiente privado, não deve ser proibido.
"Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não esteja entre os
maiores riscos", disse o ministro.
Ele disse que comportamentos que não causam danos a terceiros poderiam ser
liberados e que réus primários, com bons antecedentes, flagrados com drogas não deveriam
ser presos preventivamente e, sim, receber outros tipos de punição, como prestação de serviço
à comunidade. Em agosto de 2015, Barroso votou no STF pela inconstitucionalidade de uma
norma da Lei das Drogas (Lei 11.343) que criminaliza o porte para uso de drogas.
O STF julgará o Recurso Extraordinário 635.659, ajuizado por um ex-preso de
Diadema (SP), condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de
maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. Relatado pelo ministro Gilmar Mendes,
o recurso deveria ter sido julgado em 2015, mas foi adiado. Se a maioria dos ministros da
Corte julgar o artigo da lei inconstitucional, o STF, na prática, estará descriminalizando o
porte de droga para consumo pessoal.
O ministro disse que seu objetivo é defender, no STF, a descriminalização apenas da
maconha como um primeiro passo, fazendo com que a decisão possa ser estendida para outras
drogas.
Com base na leitura, podemos afirmar que:
I) Como é um texto em sua maior parte argumentativo, é muito fácil encontrar sua tese.
II) A tese por deontologia (quando diz o que é preciso fazer) é passível de ser formulada com
base em informações presentes no texto, como, por exemplo, na ideia de que a ilegalidade só
assegura o monopólio do traficante.
III) Por culpabilidade (quando se aponta o culpado pela situação), a tese do texto acima é
formulada a partir da fala do ministro Barroso: "Cada um faz as suas escolhas de vida, e
talvez este [consumo de drogas] não esteja entre os maiores riscos".
Assinale a alternativa correta:
Escolha uma opção:
A. As asserções I, II e III são proposições verdadeiras.
B. Somente a preposição III é verdadeira.
C. Somente a preposição I é verdadeira. 
D. As asserções II e IV são proposições verdadeiras.
E. As asserções I e III são proposições falsas.
Sua resposta está correta.
De acordo com Ribeiro e Souza (2018), a argumentação é um conjunto de fatores diferentes com finalidade persuasiva. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.;
SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em
Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: Somente a preposição I é verdadeira.
Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir.Considerando seu conhecimento linguístico, assinale a alternativa que contém o sinônimo errado para cada um dos trechos abaixo.
Escolha uma opção:
A. “O paladino mais aguerrido da cruzada a favor da justiça literária” (linhas 07 a 09) - militante.
B. “tal característica pode ser estigmatizada como desdenhável propensão ao plágio” (linhas 22 e 23) - depreciativa.
C. “ou, pelo contrário, enaltecida como admirável vocação à intertextualidade” (linhas 24 e 25) - elogiada.
D. “foi possível ouvir poucas vozes dissonantes” (linha 05) - concordantes. 
E. “acusação mais infamante que um escritor pode receber” (linhas 02 e 03) - indecorosa.
Sua resposta está correta.
De acordo com Rocha e Silva (2017), é necessário entender o que foi escrito para que os interlocutores se relacionem na comunicação. Podemos encontrar
em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista
A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: “foi possível ouvir poucas vozes dissonantes” (linha 05) - concordantes.
Questão 6
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo e responda ao enunciado:
"Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava
quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas
brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa
de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento". Hoje não foi diferente. Mal
tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da
escola".
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está ambígua
e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo a
frase, assinalando a alternativa correta.
Escolha uma opção:
A. “levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento’”.
B. “Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”.
C. “Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”.
D. “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”. 
E. “Hoje não foi diferente”.
Sua resposta está correta.
De acordo com Rocha e Silva (2017), os processos de argumentação são conduzidos na intencionalidade. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA,
Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p.
26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”.
Questão 7
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00
Leia o texto abaixo.
Estamos na sociedade da informação. Somos autênticos informívoros, necessitamos de
informação para sobreviver, como necessitamos de alimento, calor ou contato social. Nas
ciências da comunicação, considera-se que informação é tudo aquilo que reduz a incerteza de
um sistema. Nesse sentido, todos nós nos alimentamos de informação que nos permite NÃO
APENAS prever COMO TAMBÉM controlar os acontecimentos de nosso meio.
Previsão e controle são duas das funções fundamentais da aprendizagem, inclusive nos
organismos mais simples. Na vida social, a informação é ainda mais essencial PORQUE os
fenômenos que nos rodeiam são complexos e cambiantes e, PORTANTO, ainda mais
incertos do que os que afetam os outros seres vivos. A incerteza é ainda maior na sociedade
atual, como consequência da descentração do conhecimento e dos vertiginosos ritmos de
mudança em todos os setores da vida. Um traço característico de nossa cultura da
aprendizagem é que, EM VEZ DE ter de buscar ativamente a informação com que alimentar
nossa ânsia de previsão e controle, estamos sendo abarrotados, superalimentados de
informação, na maioria das vezes em formato fast food.
Sofremos uma certa obesidade informativa, consequência de uma dieta pouco
equilibrada.
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I) A falta de informação sobre os fenômenos que nos cercam pode gerar insegurança
PORQUE
II) não nos permite controlar a realidade que nos cerca.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma opção:
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E. As asserções I e II são proposições falsas.
Sua resposta está incorreta.
Com base em Ribeiro e Souza (2018), é necessário saber o motivo do que se escreve e em que lugar a temática quer chegar. Podemos encontrar em
RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos
Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Questão 8
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Observe os termos em destaque nos recortes abaixo e assinale que tipo de coesão
estabelecem.
"Comemora-se este ano o sesquicentenário de Machado de Assis. As comemorações devem
ser discretas para que dignas de NOSSO MAIOR ESCRITOR. Seria ofensa à memória do
MESTRE qualquer comemoração que destoasse da sobriedade e do recato que ele imprimiu a
sua vida, já que o BRUXO DE COSME VELHO continua vivo entre nós".
Folha de São Paulo, 4 fev. 1989.
Escolha uma opção:
A. Trata-se na verdade de coerência.
B. Coesão por conjunção.
C. Trata-se de uma coesão do tipo substituição lexical, com caráter referenciador, em que um termo se refere ao outro procedendo a um
processo de referenciação e construção de sentidos.

D. Coesão por elipse.
E. Coesão por substituição gramatical, em que um termo é substituído por outro de categoria gramatical equivalente.
Sua resposta está correta.
Rocha e Silva (2017), a reiteração de itens no texto são necessários para a clareza do texto. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria
Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-
44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: Trata-se de uma coesão do tipo substituição lexical, com caráter referenciador, em que um termo se refere ao outro procedendo a um
processo de referenciação e construção de sentidos.
Questão 9
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia a seguir:
Com base na leitura do texto 2, é correto afirmar que:
Escolha uma opção:
A. As canções de Chico Buarque toda vez foram acusadas de plágio.
B. A intertextualidade nas obras de Chico Buarque jamais foi comprovada.
C. O autor do texto entende o uso de outras obras na literatura de Chico Buarque como uma prática autoral de intertextualidade. 
D. O autor do texto acima defende o posicionamento de Wilson Martins frente à obra de Chico.
E. Chico Buarque se cala porque aceita a crítica.
Sua resposta está correta.
Segundo Santos (2018), o uso de outras vozes no texto é uma maneira de construir texto, pois sempre o texto será composto de outras vozes. Podemos
encontrar em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016. 
A resposta correta é: O autor do texto entende o uso de outras obras na literatura de Chico Buarque como uma prática autoral de intertextualidade.
Questão 10
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo:
Analise as afirmativas sobre partes do texto 2.
I___ "Merecidamente" (linha 04), "sem dúvida" (linha 09) e "obviamente" (linha 21) mostram que oautor do texto defende a posição do crítico Wilson
Martins.
II___ No trecho "repetidos ataques com tons cada vez mais irreverentes" (linha 11), há a comprovação de que o autor do texto é partidário da ideia de que
Chico Buarque plagiou obras em seu livro.
III___ O trecho "uma prática do plágio já consolidada na obra musical e teatral de Chico Buarque" (linhas 13 e 14) é uma menção a um fato consolidado e já
aceito por todos em relação à obra de Chico Buarque.
Assinale a alternativa correta.
Escolha uma opção:
A. Apenas a afirmativa I está correta.
B. As afirmativas I, II e III são falsas. 
C. As afirmativas I e III estão corretas.
D. A afirmativa II está correta.
E. A afirmativa III é falsa.
Sua resposta está correta.
Segundo Rocha e Silva (2017), é por intermédio dos textos que os sujeitos se comunicam, nesse sentido, os fenômenos devem ser contextualizados no
interior da linguagem. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo
sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: As afirmativas I, II e III são falsas.
Questão 11
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir:
(BACCHINI, Luca. Se Chico Buarque numa noite de inverno... Apologia do plágio em Budapeste. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 63, abr.
2016).
Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que resume fielmente as ideias do texto.
Escolha uma opção:
A. Conquanto toda a literatura parece fundar-se desde sempre na intertextualidade, temos de concordar que todas as canções de Chico Buarque
mostram um plágio patente.
B. Por fim, a literatura em toda sua inteireza e em seus vários tipos está sempre se valendo, de alguma forma, na intertextualidade, uma vez que não
há um único livro que não fale de outros livros.
C. Toda a literatura de Chico Buarque revela um pendor para o plágio. Essa é uma afirmação comprovada pelo crítico Wilson Martins, que não
encontrou ninguém que pudesse discordar de sua concepção.
D. Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua
capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.

E. Nenhum escritor, muito menos Chico Buarque, se importa de ser acusado de plágio, porque a intertextualidade permite.
Sua resposta está correta.
Com base em Santos (2018), a partir de observações de Kristeva (1979) que estudava a estrutura do texto, entende-se que este é como uma “colcha de
retalhos”, visto que é construído por vários outros textos. Podemos encontrar em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso
político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016.
A resposta correta é: Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e
compositor é sua capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.
Questão 12
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Um dos muitos fatores responsáveis pela construção de sentidos de um texto, a
inferência, é imprescindível para a construção e compreensão do texto e revela que este
só existe na inter-relação entre produtor (que fornece pistas ou dicas textuais para a
interpretação do receptor) e receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor
quis dizer a partir dos dados textuais presentes no texto). Com base em sua
compreensão deste conceito, veja o quadrinho abaixo e assinale a alternativa correta.
Escolha uma opção:
A. As inferências quase sempre precisam se ancorar no conhecimento prévio dos interlocutores, contudo neste caso não é preciso conhecimento
prévio algum para poder entender.
B. As inferências não necessitam ser contextuais para compreender o quadrinho, uma vez que as informações estão claramente expressas nas
palavras.
C. As inferências estão sempre presentes no texto, sendo uma operação de decodificação feita pelo leitor.
D. Trata-se de inferências sem base textual nem contextual, o que permite dizer que são inferências falseadoras.
E. É preciso fazer uma inferência de base contextual para relacionar os produtos exibidos em cada quadrinho como sendo consequência da
globalização e dos processos de industrialização, artificialização e virtualização de experiências naturais com a comida e os relacionamentos.

Sua resposta está correta.
Com base em Cantalice e Oliveira (2009) , “A estratégia cognitiva pode ser caracterizada como formas de decodificação dos símbolos acerca da linguagem
constituindo a construção de significado. Já a estratégia metacognitiva exige do leitor um planejamento, monitoramento e regulamento do seu próprio
pensamento antes, durante e após a leitura. ” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya
Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009
 
A resposta correta é: É preciso fazer uma inferência de base contextual para relacionar os produtos exibidos em cada quadrinho como sendo consequência
da globalização e dos processos de industrialização, artificialização e virtualização de experiências naturais com a comida e os relacionamentos.
Questão 13
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Os sentidos de um texto nascem de um processo complexo de interação entre autor-
texto-leitor, como efeito de uma negociação entre os sentidos propostos e os sentidos
apreendidos em situações de leitura e interpretação. Com base nisso, é possível
compreender o quadrinho abaixo relacionando com um conjunto de outras experiências
textuais. Assim, assinale a alternativa que descreve os propostos e possíveis de apreender
neste quadrinho.
Escolha uma opção:
A. A prostituição e a corrupção são equiparáveis no quadrinho, sendo a corrupção melhor do que a prostituição.
B. O quadrinho simplesmente mostra os problemas do alcoolismo.
C. O autor do quadrinho chama a atenção para uma transformação de valores relacionados à atualidade, ao destacar que, diferentemente de
antes ou dos textos, filmes, novelas de antigamente, o deputado representa uma figura moral e eticamente mais reprovável do que uma
prostituta, o que mostra que ela estaria em condições de propor uma vida mais honesta do que a que o deputado leva de corrupção.

D. O deputado estaria apaixonado pela prostituta, o que revela a intimidade com que ela propõe a ajuda.
E. Ao propor querer tirar o deputado dessa vida, a prostituta estaria se referindo ao casamento do deputado.
Sua resposta está correta.
Florêncio (2009) diz que o texto é muito mais que a simples soma das frases. FLORÊNCIO, Ana Maria Gama et al. Análise do Discurso: Fundamentos e
Prática. Maceió: Edufal, 2009.
A resposta correta é: O autor do quadrinho chama a atenção para uma transformação de valores relacionados à atualidade, ao destacar que,
diferentemente de antes ou dos textos, filmes, novelas de antigamente, o deputado representa uma figura moral e eticamente mais reprovável do que
uma prostituta, o que mostra que ela estaria em condições de propor uma vida mais honesta do que a que o deputado leva de corrupção.
Questão 14
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A prática de não fazer nada
(Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/. Acesso em: 2 abr. 2018).
Analise as afirmativas sobre o texto 2, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou
F (falso).
( ) O texto discute a prática do nadismo sem usar falas das pessoas.
( ) A prática do nadismo será incorporada pelas empresas em todo o Brasil.
( ) O texto mostra que, apesar de muitas pessoas resistirem de início à prática do nadismo,
elas acabam por perceber que isso é importante para sua própria saúde.
( ) Ter usado depoimentos deu ao texto uma demonstraçãoverídica de que o nadismo tem
benefícios.
A opção correta é:
Escolha uma opção:
A. V - V - F - F
B. F - V - V - F
C. F - F - V - V 
D. V - F - F - V
E. V - F - V - V
Sua resposta está correta.
 De acordo com Cantalice e Oliveira (2009), “A leitura é um processo cada vez mais presente no dia a dia do ser humano, possibilitando uma melhor
inserção social. ” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e
compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
 
A resposta correta é: F - F - V - V
Questão 15
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Observe o anúncio a seguir.
O anúncio publicitário acima se utiliza de um fator extralinguístico de textualidade que,
em vez de prejudicar, auxilia na construção dos sentidos do texto. Assinale abaixo a
alternativa que indica o fator extralinguístico.
Escolha uma opção:
A. Coerência.
B. Aceitabilidade.
C. Intencionalidade. 
D. Referenciação.
E. Coesão.
Sua resposta está correta.
Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma
mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo:
Contexto, p.11-37, 2014.
A resposta correta é: Intencionalidade.
Questão 16
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito
comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em
que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e
objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de
paráfrase:
A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e
puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a
medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e
Espanha, que durou do século XV ao X
IX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório
IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para
investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição.
Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas
mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo
papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força
na Espanha de 1478.
(Texto adaptado. Disponível em: )
Escolha uma opção:
A. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
B. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século
XV ao XIX”.
C. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
D. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas
normas de conduta”.

E. “a mais comum era a excomunhão”.
Sua resposta está incorreta.
Segundo Silva e Rocha, a coesão textual une as partes ou ideias do texto. Mas é necessário escolher os conectores (operadores textuais) corretos. Podemos
encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de
textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
Questão 17
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia os textos abaixo:
TEXTO 3
O HOMEM; AS VIAGENS
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado )
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(ANDRADE, Carlos Drummond. As impurezas do branco. Posfácio Betina Bischof. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.)
TEXTO 4
DA ETERNA PROCURA
Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.
(QUINTANA, Mario. Antologia poética. Porto Alegre: L&PM, 1997).
Com base na leitura do Texto 3, O HOMEM; AS VIAGENS, de Carlos Drummond de Andrade, e do Texto 5, DA ETERNA PROCURA, de Mario Quintana, é
possível dizer que:
Escolha uma opção:
A. Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede de
aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.

B. Quintana mostra como o homem, em função do desejo, é capaz de enlouquecer.
C. Quintana destaca a importância de prendermos nossa caça.
D. Drummond enaltece a capacidade transformadora do homem de explorar e anexar outros planetas.
E. Em ambos os poemas, o homem assume um papel desolador devido a seus desejos.
Sua resposta está correta.
Com base em Koch( 2009), é necessário identificar a presença  de outros textos a partir da leitura e compreensão do sentido. Podemos encontrar em
KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Martins Fontes, v.1, p.92-146, 2009.
A resposta correta é: Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede
de aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.
Questão 18
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.
TEXTO 1
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados,
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média,
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos,que têm pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente
submetidos.
O eixo argumentativo predominante no texto acima pode ser enquadrado em qual dos
tipos abaixo
Escolha uma opção:
A. Apenas faz indagações sem respondê-las.
B. Aponta vários culpados pelo problema.
C. Usa dados demonstrativos. 
D. Parte de estratégias indutivas de argumentação.
E. Usa somente comparações.
Sua resposta está correta.
Segundo Ribeiro e Souza (2018), toda produção textual resulta em uma sistematização do gênero escolhido. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA,
D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso
e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: Usa dados demonstrativos.
Questão 19
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:
"A coerência envolve fatores lógico-semânticos e cognitivos, já que a capacidade de um texto
ser interpretado depende de fatores extralinguísticos que interferem e ajudam na
compreensão entre os interlocutores. Por isso, a coerência não é propriedade exclusiva do
texto em si, mas um trabalho do leitor sobre as possibilidades interpretativas do texto. Porém,
o texto deve permitir o acesso à coerência; caso contrário, não há possibilidade de
entendimento. A coerência está mais na mente do leitor e no ponto de vista do receptor do que
no interior do enunciado".
(Texto adaptado. Disponível em: . Acesso em: 28
fev. 2016.).
Sobre coerência e fatores de textualidade, assinale a alternativa abaixo que indicam 2
(dois) fatores extralinguísticos de textualidade.
Escolha uma opção:
A. Coerência e não contradição.
B. Coesão e progressão temática.
C. Situacionalidade e paradigmática.
D. Referenciação e sintagmática.
E. Intencionalidade e aceitabilidade. 
Sua resposta está correta.
De acordo com Rocha e Silva ( 2017),  diz que existem fatores multiculturais que modificam o texto. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA,
Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p.
26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: Intencionalidade e aceitabilidade.
Questão 20
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
O conceito de leitura como interação entre autor-texto-leitor traz o benefício de
entendermos a rede complexa de ativação de conhecimentos e de informações que
escapam do nível textual/linguístico e que fazem o texto ter sentido. Com base nisso, leia
a charge abaixo e assinale a alternativa correta:
Escolha uma opção:
A. A figura do personagem interpelado poderia ser suprimida, pois não haveria problema na interpretação e no reconhecimento dos intertextos.
B. Para compreender a charge, não é importante saber quem são os personagens envolvidos ou a que eles se referem.
C. A charge só adquire tom de humor quando se reconhecem os intertextos e as referências a outras situações textuais. 
D. O sentido da charge está estritamente ligado às palavras veiculadas na imagem.
E. O entrevistador não participa da construção de sentidos do texto.
Sua resposta está correta.
De acordo com Cantalice e Oliveira (2009), entender o texto é desenvolver várias habilidades além daquilo que está escrito no texto, pois vários são os
fatores que levam o leitor a interagir com as ideias veiculadas no texto. Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria
de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234,
jul./dez. 2009.
A resposta correta é: A charge só adquire tom de humor quando se reconhecem os intertextos e as referências a outras situações textuais.

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