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Xandão: Salve, salve, galera concurseira! Você está ouvindo Xandão e o Crime do Mês, o podcast que te ajuda a decorar Direito Penal sem querer jogar o Vade Mecum pela janela. Eu sou Xandão e hoje a missão é memorizar os artigos 312 a 337 do Código Penal, os crimes contra a Administração Pública. E para isso eu chamei a Jéssica, a advogada que já decorou tudo na raça. Jéssica, chegou a hora de arregaçar as mangas? Jéssica: Cheguei, Xandão! E já vou avisando: funcionário público que desvia dinheiro não vai pro céu do podcast, não. Vai preso e a gente vai contar como. Hoje tem peculato, concussão, corrupção, tráfico de influência e até aquele crime do celular no presídio. Então pega o café e vem com a gente. Xandão: Vamos começar pelo campeão de audiência, o artigo 312, o peculato. A lei diz: apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, Art. 337-A Sonegação de contribuição previdenciária: "Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as condutas..." Pena reclusão 2 a 5 anos e multa. Now, write dialogue. Keep it flowing. No markdown. Use only dialogue. I'll start directly. No title. Ensure speaker names. I'll make it long but continuous. Use "Xandão:" and "Jéssica:". No emojis. No stage directions. Just text. They will listen in Edge. So avoid characters that might be read weirdly. Use plain punctuation. I'll produce final answer with just dialogue. Ensure all articles 312 to 337-A are covered. I'll include macetes. Make it funny. No headings. Let's write. em proveito próprio ou alheio. Pena: reclusão de 2 a 12 anos, e multa. Jéssica: Traduzindo: o cara tem a posse do dinheiro porque trabalha lá, tipo o tesoureiro da prefeitura, e decide ficar com ele. É o peculato apropriação. Se ele desvia, é peculato desvio. O macete é: peculato é apropriação de quem tem a posse em razão do cargo. Se desviar, é peculato desvio. E a pena é de 2 a 12 anos. Xandão: E tem o parágrafo primeiro do 312, que diz que se o funcionário público não tem a posse, mas se apropria ou desvia, valendo-se da facilidade que o cargo lhe proporciona, a pena é a mesma. Já o parágrafo segundo traz o peculato culposo: se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem, a pena é detenção de 3 meses a 1 ano. Ou seja, ele não quis, mas foi descuidado. Jéssica: E olha o parágrafo terceiro: a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade. Ou seja, devolveu o dinheiro antes do juiz bater o martelo? Tá perdoado. Se devolver depois, reduz a pena pela metade. Peculato culposo é tipo ex-namorado: se devolve o presente antes do fim, tá tudo certo. Xandão: Agora o artigo 313, peculato mediante erro de outrem. A lei diz: apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem. Pena: reclusão de 1 a 4 anos, e multa. Imagina o estagiário do RH depositando 5 mil na conta do servidor por engano. O servidor vê, gosta e fica com o dinheiro. Isso é peculato mediante erro de outrem. Jéssica: Ele não desviou, ele recebeu por erro e se apropriou. O macete é: achou que era salário, mas era golpe do destino. Só que o destino é o juiz. Xandão: Artigo 313-A, inserção de dados falsos em sistema de informações. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano. Pena: reclusão de 2 a 12 anos, e multa. Jéssica: É o famoso hackear o sistema do governo, só que com login e senha de funcionário. O macete é: 313-A é o crime do dedo nervoso no teclado. Xandão: Artigo 313-B, modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização. Pena: detenção de 3 meses a 2 anos, e multa. É o TI que mexe no sistema sem chamado, só que no crime, não no chamado. Jéssica: Artigo 314, extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento. Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo, sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente. Pena: reclusão de 1 a 4 anos, se o fato não constitui crime mais grave. Macete: 314 é o crime do sumiu, rasgou, escondeu. Xandão: Artigo 315, emprego irregular de verbas ou rendas públicas. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei. Pena: detenção de 1 a 3 meses, ou multa. É o prefeito que usa o dinheiro da merenda pra pagar show de cantor sertanejo. Macete: 315, usei o dinheiro errado, mas foi baratinho, 1 a 3 meses. Jéssica: Artigo 316, concussão. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Pena: reclusão de 2 a 8 anos, e multa. Concussão é exigir. Diferente da corrupção passiva, que é solicitar ou receber. Macete: concussão é exigir, tipo chefe mandando você trabalhar no sábado. Corrupção passiva é pedir ou aceitar, tipo me dá um dinheirinho que eu resolvo. Xandão: E o parágrafo primeiro do 316 tem o excesso de exação. Se o funcionário público exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. Pena: reclusão de 3 a 8 anos, e multa. É o fiscal que cobra imposto que não existe ou humilha o contribuinte. Jéssica: Artigo 317, corrupção passiva. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. Pena: reclusão de 2 a 12 anos, e multa. Macete: 317 é o funcionário que pede ou aceita, o famoso jeitinho brasileiro que dá cadeia. Xandão: O parágrafo primeiro diz que a pena é aumentada de um terço se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. Já o parágrafo segundo traz a corrupção passiva privilegiada: se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. Jéssica: Artigo 318, facilitação de contrabando ou descaminho. Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho. Pena: reclusão de 3 a 8 anos, e multa. É o fiscal da alfândega que deixa passar mercadoria proibida. Macete: 318, deixa passar que eu finjo que não vi. Xandão: Artigo 319, prevaricação. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano, e multa. É o servidor que não te atende porque você não deu bom dia pra ele. Macete: 319, não fiz porque não quis, e porque não gostei da sua cara. Jéssica: Artigo 319-A, deixar o diretor de penitenciária e ou agente público de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano. É o famoso deixa o celular entrar que o preso é influencer. Xandão: Artigo 320, condescendência criminosa. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. Pena: detenção de 15 dias a 1 mês, ou multa. É o chefe que passa a mão na cabeça do subordinado que errou e não faz nada. Macete: 320, deixa quieto, vai. Jéssica: Artigo 321, advocacia administrativa. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. Pena:detenção de 1 a 3 meses, ou multa. Parágrafo único: se o interesse é ilegítimo, pena de detenção de 3 meses a 1 ano, além da multa. É o servidor que usa o cargo pra advogar pra amigo. Macete: 321, eu conheço um cara lá dentro, só que agora é crime. Xandão: Artigo 322, violência arbitrária. Praticar violência no exercício de função ou a pretexto de exercê-la. Pena: detenção de 6 meses a 3 anos, além da pena correspondente à violência. É o policial que dá um jeitinho na abordagem. Macete: 322, a lei sou eu, e eu sou o juiz. Jéssica: Artigo 323, abandono de função. Abandonar cargo público, em prejuízo da administração pública. Pena: detenção de 15 dias a 1 mês, ou multa. Se do abandono resulta prejuízo à administração pública, pena de detenção de 1 a 3 meses, ou multa. Se resulta prejuízo a terceiro, pena de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. Se resulta morte, pena de reclusão de 2 a 6 anos. Macete: 323, larguei o cargo e agora o problema é seu. Xandão: Artigo 324, exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber que foi demitido, ou que foi instaurado processo administrativo para sua demissão, ou que foi exonerado, ou que foi suspenso o exercício da função. Pena: detenção de 15 dias a 1 mês, ou multa. Se resulta prejuízo à administração pública, pena de detenção de 1 a 3 meses, ou multa. Se resulta prejuízo a terceiro, pena de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. Se resulta morte, pena de reclusão de 2 a 6 anos. Macete: 324, não fui exonerado, eu só continuei trabalhando. Jéssica: Artigo 325, violação de sigilo funcional. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. Pena: detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa. Se a revelação é feita com fim de obter vantagem para si ou para outrem, pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. Se o fato é de natureza grave, pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. Se o crime é praticado por agente público que exerce cargo em comissão ou função de direção ou assessoramento, pena de reclusão de 2 a 6 anos, e multa. Macete: 325, contou o segredo, agora conta com a pena. Xandão: Artigo 326, violação do sigilo de proposta de concorrência. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. Macete: 326, abriu a proposta antes da hora, agora abre a carteira. Jéssica: Artigo 327, funcionário público para efeitos penais. Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. O parágrafo primeiro diz que se equipara a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. O parágrafo segundo diz que a pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento. Macete: cargo, emprego ou função, até mesário de eleição é funcionário público pra fins penais. Xandão: Agora os crimes do particular contra a Administração. Artigo 328, usurpação de função pública. Usurpar o exercício de função pública. Pena: detenção de 3 meses a 2 anos, e multa. Parágrafo único: se do fato o agente aufere vantagem, pena de reclusão de 2 a 5 anos, e multa. Macete: 328, se passou por fiscal e não era, agora se passa mal. Jéssica: Artigo 329, resistência. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio. Pena: detenção de 2 meses a 2 anos. Se o ato, em razão da resistência, não se executa, pena de reclusão de 1 a 3 anos. Se a violência ou ameaça é praticada com arma, pena de reclusão de 1 a 3 anos. Macete: 329, resistiu à ordem legal, agora resiste à cadeia. Xandão: Artigo 330, desobediência. Desobedecer a ordem legal de funcionário público. Pena: detenção de 15 dias a 6 meses, e multa. Macete: 330, não obedeceu, agora obedece ao juiz. Jéssica: Artigo 331, desacato. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela. Pena: detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa. Macete: 331, xingou o guarda, agora xinga a pena. Xandão: Artigo 332, tráfico de influência. Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. Pena: reclusão de 2 a 5 anos, e multa. Parágrafo único: a pena é aumentada da metade se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. Macete: 332, eu conheço um cara que conhece um cara, só que agora é crime. Jéssica: Artigo 333, corrupção ativa. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. Pena: reclusão de 2 a 12 anos, e multa. Parágrafo único: a pena é aumentada de um terço se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. Macete do par: 317 é passiva, o funcionário pede. 333 é ativa, o particular oferece. Xandão: Artigo 334, descaminho. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. Pena: reclusão de 1 a 4 anos. Artigo 334-A, contrabando. Importar ou exportar mercadoria proibida. Pena: reclusão de 2 a 5 anos. Macete: contrabando é o que não pode, descaminho é o que pode mas não pagou o imposto. Jéssica: Artigo 335, inutilização de edital ou de sinal. Inutilizar, total ou parcialmente, edital afixado por ordem de funcionário público, ou sinal destinado a evitar perigo. Pena: detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa. Macete: 335, arranquei o papel da parede, tomei um processo. Xandão: Artigo 336, subtração ou inutilização de livro ou documento. Subtrair ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, processo ou documento confiado à custódia de funcionário, em razão de ofício, ou de particular em serviço público. Pena: reclusão de 2 a 6 anos, se o fato não constitui crime mais grave. Macete: 336, levou o processo pra casa, agora leva a pena também. Jéssica: Artigo 337-A, sonegação de contribuição previdenciária. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as condutas previstas na lei. Pena: reclusão de 2 a 5 anos, e multa. Macete: 337-A, descontei mas não paguei, agora vou pagar com juros e cadeia. Xandão: E aí, galera, memorizou? Porque a prova não perdoa. Peculato é 312, concussão é 316, corrupção passiva é 317, corrupção ativa é 333, tráfico de influência é 332. E lembra: funcionário público é quem exerce cargo, emprego ou função, até sem remuneração. Então mesário de eleição, jurado do tribunal do júri e até o estagiário da prefeitura entram nessa. Jéssica: Se você gostou, compartilha com aquele amigo que tá estudando pra OAB e que ainda acha que peculato é nome de peixe. Fui, e bons estudos, porque a cadeia não tem Wi-Fi, mas o conhecimento é a única coisa que ninguém pode te tirar. Xandão: Xandão e o Crime do Mês, porque Direito Penal pode ser divertido, ou pelo menos menos doloroso. Até a próxima. Esta resposta é gerada por AI, apenas para referência.