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UNIPLAN
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
ANDREINA MACHADO RODRIGUES - UL23120326
PARAMENTAÇÃO
BIOSSEGURANÇA, PRECAUÇÕES E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
ALTAMIRA - PA
2026
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
PARAMENTAÇÃO
BIOSSEGURANÇA, PRECAUÇÕES E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Trabalho acadêmico apresentado ao curso
de Bacharelado em Enfermagem do Centro
Universitário Planalto do Distrito Federal
como requisito parcial de avaliação, sob
orientação da enfermeira docente Joelma
Santos de Oliveira Souza.
ALTAMIRA - PA
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................1
2 OBJETIVOS......................................................................................................................2
2.1 Objetivo geral............................................................................................................2
2.2 Objetivos específicos...............................................................................................2
3 DESENVOLVIMENTO.................................................................................................... 3
3.1 Conceito de paramentação e biossegurança......................................................3
3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles.......................................................3
3.3 Bases legais e responsabilidades.........................................................................3
3.4 Precauções padrão e higiene das mãos..............................................................4
3.5 Precauções de contato........................................................................................... 4
3.6 Precauções para gotículas.....................................................................................5
3.7 Precauções para aerossóis....................................................................................5
3.8 Seleção e características dos equipamentos......................................................6
3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis..............................................................6
3.10 Aventais, capotes e proteção corporal...............................................................6
3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores....................................................................7
3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados...........................................................7
3.13 Sequência de paramentação...............................................................................7
3.14 Sequência de desparamentação.........................................................................8
3.15 Preparo cirúrgico das mãos................................................................................. 8
3.16 Paramentação cirúrgica estéril............................................................................8
3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapia intensiva..........................9
3.18 Limpeza, descarte e processamento..................................................................9
3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente...............................................9
3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento................................................ 10
3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança............................................ 10
4 METODOLOGIA............................................................................................................ 12
5 CONCLUSÃO.................................................................................................................13
6 REFERÊNCIAS..............................................................................................................14
1
1 INTRODUÇÃO
A paramentação corresponde ao uso planejado de equipamentos de proteção
individual e de barreiras capazes de reduzir a exposição ocupacional durante a
assistência. Na enfermagem, sua indicação deve estar vinculada ao risco da tarefa, à
possibilidade de contato com sangue, secreções, mucosas e superfícies contaminadas
e às características do ambiente de cuidado. O uso de EPI integra as precauções
padrão e precisa ser acompanhado de comportamento seguro e disponibilidade
adequada dos equipamentos (DUTRA et al., 2023) (BREVIDELLI et al., 2021).
A proteção do profissional não depende apenas de vestir maior quantidade de
equipamentos. A adesão às precauções padrão é influenciada por fatores individuais,
organizacionais, disponibilidade de materiais, condições de trabalho e educação
permanente. Por isso, protocolos institucionais, treinamento e supervisão são
componentes essenciais da biossegurança (PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI
et al., 2021).
A higienização das mãos permanece uma das medidas centrais para interromper
a transmissão de microrganismos nos serviços de saúde. Estudos brasileiros
demonstram que ainda existem oportunidades perdidas de higienização e que
processos formativos podem favorecer maior adesão, especialmente quando
associados à observação da prática e à reorganização do trabalho (PRIMO et al., 2014)
(GRAVETO et al., 2018).
Outro ponto relevante é a desparamentação, etapa em que o contato inadvertido
com superfícies externas potencialmente contaminadas pode favorecer a
autocontaminação. Pesquisas voltadas ao treinamento de profissionais mostram a
importância de sequências padronizadas, prática deliberada e feedback durante a
colocação e a retirada dos equipamentos (OLIVEIRA et al., 2024) (LIMA et al., 2022).
Este trabalho aborda conceitos de biossegurança, precauções padrão, seleção e
uso de EPI, paramentação e desparamentação, higiene das mãos, prevenção de
acidentes com material biológico e atuação da enfermagem. A discussão foi revisada
para utilizar fundamentação científica localizada exclusivamente na biblioteca SciELO,
mantendo o foco na segurança do profissional e do paciente (BREVIDELLI et al., 2021)
(VALIM; MARZIALE, 2011).
2
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Analisar a paramentação e a desparamentação nos serviços de saúde,
destacando biossegurança, seleção de equipamentos, precauções, técnica e atuação
da enfermagem na prevenção de exposições ocupacionais e de infecções relacionadas
à assistência (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023).
2.2 Objetivos específicos
• Compreender a relação entre paramentação, biossegurança e precauções padrão.
(BREVIDELLI et al., 2021)
• Descrever a importância da avaliação de risco antes da escolha do EPI.
(BREVIDELLI et al., 2021)
• Relacionar a higiene das mãos ao uso seguro de luvas e demais equipamentos.
(BREVIDELLI et al., 2021)
• Diferenciar cuidados relacionados a contato, gotículas e aerossóis. (BREVIDELLI et
al., 2021)
• Descrever princípios de colocação e retirada dos equipamentos de proteção.
(BREVIDELLI et al., 2021)
• Discutir prevenção e conduta diante de exposição ocupacional a material biológico.
(BREVIDELLI et al., 2021)
• Analisar a importância da educação permanente, adesão e monitoramento das
práticas de segurança. (BREVIDELLI et al., 2021)
3
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Conceito de paramentação e biossegurança
A biossegurança nos serviços de saúde reúne medidas destinadas a reduzir
riscos para trabalhadores e pacientes. Nesse contexto, a paramentação funciona como
uma barreira de proteção diante de exposições previsíveis, enquanto a segurança
efetiva depende também da higiene das mãos, da organização do processo de trabalho
e da adesão às precauções padrão (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE,
2016).
Os equipamentos de proteção individual incluem, conforme a atividade, luvas,
aventais ou capotes, máscaras, respiradores e proteção ocular ou facial. A escolha
deve ser coerente com a tarefa e não apenas com o diagnóstico do paciente, pois o
risco ocupacional é produzido pela combinação entre procedimento, material biológico,
ambiente e comportamento profissional (DUTRA et al., 2023) (VALIM;MARZIALE,
2011).
3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles
A avaliação de risco deve ocorrer antes do cuidado, considerando possibilidade
de respingos, perfurações, contato com mucosas, proximidade do paciente e exposição
respiratória. A literatura sobre acidentes ocupacionais mostra que exposições
percutâneas e contato com sangue continuam relevantes entre profissionais de
enfermagem, reforçando a necessidade de prevenção baseada na atividade realizada
(VALIM; MARZIALE, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019).
O EPI é uma barreira importante, porém não resolve isoladamente falhas
estruturais. Condições inadequadas de trabalho, falta de materiais e educação
permanente insuficiente aparecem entre os fatores relacionados à baixa adesão às
precauções padrão, indicando que a instituição deve atuar sobre o sistema e não
somente cobrar comportamento individual (PORTO; MARZIALE, 2016).
3.3 Bases legais e responsabilidades
A responsabilidade pela biossegurança é compartilhada entre trabalhadores e
instituições. Embora normas legais brasileiras estabeleçam deveres específicos, a
4
literatura científica evidencia que a prevenção depende de provisão de recursos,
treinamento, organização do ambiente e incorporação das precauções padrão à rotina
assistencial (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016).
A liderança de enfermagem tem papel relevante na supervisão das práticas, na
identificação de barreiras e na educação permanente. Estratégias educativas precisam
ultrapassar a transmissão de informações e incluir demonstração, prática e avaliação da
execução, pois conhecimento isolado não garante adesão constante (SILVA et al., 2026)
(OLIVEIRA et al., 2024).
3.4 Precauções padrão e higiene das mãos
As precauções padrão devem orientar a assistência independentemente do
conhecimento prévio do diagnóstico infeccioso. Elas abrangem medidas como higiene
das mãos, uso de EPI conforme o risco, cuidado com perfurocortantes e prevenção de
contato desnecessário com material biológico (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO;
MARZIALE, 2016).
A higienização das mãos é essencial antes e após o contato com o paciente e
em momentos relacionados aos procedimentos. Estudo observacional em ambiente
hospitalar identificou adesão aquém do desejável, mostrando que infraestrutura,
conhecimento e comportamento precisam ser acompanhados continuamente (PRIMO
et al., 2014).
O uso de luvas não elimina a necessidade de higiene das mãos. A segurança
depende da troca adequada entre tarefas e pacientes, retirada sem contaminar a pele e
higienização imediatamente após a remoção, práticas inseridas no conjunto das
precauções padrão (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023).
3.5 Precauções de contato
Nas situações em que há risco de transmissão por contato direto ou indireto,
luvas, avental e manejo cuidadoso de equipamentos e superfícies devem ser utilizados
de acordo com a avaliação da tarefa. A literatura sobre precauções padrão reforça que
o uso adequado dos EPI precisa estar associado à higiene das mãos e ao descarte
correto (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016).
5
O isolamento não deve reduzir a qualidade da assistência. Organização do fluxo,
disponibilidade de materiais e comunicação com paciente e família contribuem para que
as medidas de prevenção sejam executadas sem abandono do cuidado, aspecto
coerente com revisões sobre assistência de enfermagem na prevenção de infecções
(FERREIRA et al., 2019).
3.6 Precauções para gotículas
Em atendimentos com possibilidade de exposição a secreções respiratórias, a
proteção facial deve ser selecionada conforme a proximidade e o risco de respingos.
Estudos sobre uso de EPI entre enfermeiros demonstram ampla utilização de máscaras,
proteção facial e aventais em contextos de risco respiratório, reforçando a necessidade
de escolha combinada e orientada pela exposição (SANTOS et al., 2025).
A máscara deve ser utilizada de forma correta e manipulada pelas partes
destinadas à fixação, evitando contato frequente com sua superfície. Treinamentos
estruturados sobre paramentação e desparamentação são úteis para consolidar
sequências seguras e reduzir falhas durante o uso dos equipamentos (OLIVEIRA et al.,
2024) (LIMA et al., 2022).
3.7 Precauções para aerossóis
Situações com risco de partículas suspensas exigem proteção respiratória
compatível, associada a outras barreiras conforme a atividade. A experiência recente
dos serviços de saúde ampliou a produção científica sobre respiradores, aventais,
proteção ocular e treinamento de profissionais, destacando a importância do ajuste e da
técnica correta (SANTOS et al., 2025) (OLIVEIRA et al., 2024).
A utilização de respiradores deve estar inserida em uma prática institucional
organizada. O profissional precisa conhecer colocação, retirada e limitações do
equipamento, enquanto o serviço deve oferecer treinamento e modelos adequados,
pois desconforto, indisponibilidade e inadequação dos EPI podem reduzir adesão
(PORTO; MARZIALE, 2016) (DUTRA et al., 2023).
6
3.8 Seleção e características dos equipamentos
A seleção do EPI deve corresponder ao risco identificado. O uso excessivo não
substitui avaliação clínica e pode dificultar movimentos e retirada segura, enquanto
proteção insuficiente aumenta a vulnerabilidade ocupacional. Instrumentos de avaliação
de adesão consideram diferentes domínios, incluindo luvas, máscaras, respiradores,
aventais, proteção ocular e higiene das mãos (DUTRA et al., 2023).
Tamanho, integridade e compatibilidade entre os equipamentos influenciam a
proteção. A literatura sobre adesão mostra que fatores relacionados ao próprio
equipamento e à disponibilidade institucional interferem no comportamento dos
trabalhadores, devendo ser considerados no planejamento da assistência (PORTO;
MARZIALE, 2016).
3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis
As luvas são indicadas diante da possibilidade de contato com sangue,
secreções, mucosas, pele não íntegra e materiais contaminados. Seu uso deve ser
orientado pela tarefa e acompanhado de higiene das mãos, evitando a falsa percepção
de proteção absoluta (BREVIDELLI et al., 2021) (PRIMO et al., 2014).
Acidentes envolvendo material biológico continuam ocorrendo entre profissionais
de enfermagem, principalmente em exposições percutâneas. Isso reforça que luvas são
apenas uma das barreiras e não substituem descarte seguro de perfurocortantes,
planejamento do procedimento e organização do ambiente (VALIM; MARZIALE, 2011)
(VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019).
3.10 Aventais, capotes e proteção corporal
Aventais e capotes protegem pele e vestimentas quando há risco de contato com
material biológico. A indicação deve considerar extensão da exposição e possibilidade
de respingos, e sua retirada precisa evitar que a face externa toque roupas ou pele
(DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024).
A adesão ao uso de EPI pode ser afetada por conforto, disponibilidade, tamanho
e condições de trabalho. Por isso, a instituição deve garantir opções adequadas e
treinamento para que a barreira de proteção seja utilizada de maneira consistente
(PORTO; MARZIALE, 2016).
7
3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores
Máscaras cirúrgicas e respiradores possuem finalidades distintas e não devem
ser tratados como equipamentos equivalentes. A seleção depende da natureza da
exposição respiratória e do procedimento realizado, sendo necessário treinamento para
colocação e retirada sem contato desnecessário com superfícies potencialmente
contaminadas (SANTOS et al., 2025) (OLIVEIRA et al., 2024).
Pesquisas com enfermeiros mostram que máscaras N95, aventais, luvas, gorros
e proteção facial foram amplamente empregados em cenários de maior risco
respiratório. Os resultados reforçam a importância de estratégias educativas para
manutenção do uso adequado conforme a indicação (SANTOS et al., 2025).
3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados
A proteção ocular ou facial é importante quandohá possibilidade de respingos
em mucosas. O equipamento deve ser compatível com os demais EPI e retirado de
modo a evitar contato com a região frontal, seguindo treinamento previamente
estabelecido (DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024).
Gorro e outros itens complementares devem ser utilizados quando a situação
assistencial justificar. A literatura sobre EPI destaca que a adesão precisa ser analisada
por tipo de equipamento e comportamento de segurança, evitando uso automático sem
relação com o risco (DUTRA et al., 2023).
3.13 Sequência de paramentação
A paramentação deve seguir sequência institucional padronizada, iniciando pela
preparação do profissional e higiene das mãos e avançando para os equipamentos
necessários à tarefa. Estudos de treinamento demonstram que a prática repetida,
dividida em etapas e acompanhada de feedback favorece a execução correta
(OLIVEIRA et al., 2024).
Em cenários complexos, o uso de materiais educativos e tecnologias de
orientação pode auxiliar profissionais a recordar a ordem e os cuidados durante a
colocação dos EPI. Aplicativos e guias digitais já foram avaliados como recursos de
apoio para paramentação e desparamentação (LIMA et al., 2022) (SILVA et al., 2026).
8
3.14 Sequência de desparamentação
A desparamentação exige atenção especial porque as superfícies externas dos
equipamentos podem estar contaminadas. A retirada deve ser lenta, organizada e
acompanhada de higiene das mãos nos momentos necessários, evitando tocar a face e
outras superfícies (OLIVEIRA et al., 2024) (LIMA et al., 2022).
Treinamentos com prática deliberada mostram que dividir a retirada em ciclos,
observar a execução e fornecer feedback imediato pode melhorar o desempenho. Esse
tipo de estratégia é especialmente relevante quando diferentes equipamentos são
usados simultaneamente (OLIVEIRA et al., 2024).
3.15 Preparo cirúrgico das mãos
O preparo das mãos integra a prevenção de infecções e deve ser executado
conforme técnica e produto apropriados. A literatura de enfermagem reconhece a
higiene das mãos como medida fundamental do cuidado e da segurança do paciente,
embora a adesão permaneça um desafio nos serviços de saúde (PRIMO et al., 2014)
(GRAVETO et al., 2018).
A efetividade do preparo depende de cobertura adequada das superfícies, tempo
recomendado e manutenção da integridade da pele. Processos educativos e
monitoramento contribuem para reforçar a responsabilidade profissional e a
incorporação da técnica à rotina (GRAVETO et al., 2018).
3.16 Paramentação cirúrgica estéril
A paramentação cirúrgica combina preparo das mãos, avental e luvas estéreis
para preservar barreiras durante procedimentos. Embora os estudos SciELO utilizados
neste trabalho tenham maior ênfase em precauções padrão e EPI, eles sustentam a
necessidade de técnica padronizada, treinamento e prevenção de contato com
superfícies contaminadas (DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024).
Quebras de técnica devem ser reconhecidas e corrigidas imediatamente. A
cultura de segurança depende de comunicação entre os membros da equipe e de
condições institucionais que favoreçam práticas seguras, e não apenas da
responsabilização individual (PORTO; MARZIALE, 2016).
9
3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapia intensiva
Em unidades de terapia intensiva, a elevada complexidade assistencial e a
frequência de procedimentos aumentam oportunidades de exposição. Estudos com
profissionais de enfermagem em UTI apontam que carga de trabalho, urgência e fatores
organizacionais podem interferir na adesão às precauções padrão (PEREIRA et al.,
2013).
Nos cenários de urgência, o material de proteção deve estar prontamente
disponível para evitar que a pressa leve à execução insegura. A literatura relaciona
baixa adesão a condições de trabalho, disponibilidade inadequada de equipamentos e
práticas insuficientes de educação permanente (PORTO; MARZIALE, 2016).
3.18 Limpeza, descarte e processamento
O descarte e o processamento de materiais precisam reduzir o risco para quem
presta assistência e para os trabalhadores responsáveis pela limpeza. Dados nacionais
mostram ocorrência relevante de acidentes com material biológico durante a limpeza de
produtos para saúde, especialmente em exposições percutâneas e quando há sangue
envolvido (VALIM; MARZIALE, 2011) (SILVA et al., 2025).
Perfurocortantes devem ser manejados de modo a evitar manipulações
desnecessárias e descarte inadequado. Estudos brasileiros identificam agulhas e
sangue entre os elementos frequentemente envolvidos em acidentes ocupacionais, o
que reforça a necessidade de recipientes adequados e organização do ponto de uso
(MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT,
2019).
3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente
A exposição ocupacional pode ocorrer por via percutânea, contato de mucosas
ou pele não íntegra com material biológico. Pesquisas com profissionais de
enfermagem mostram predomínio de acidentes percutâneos e participação frequente
do sangue, evidenciando a importância de protocolos de atendimento pós-exposição
(VALIM; MARZIALE, 2011) (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011).
Após um acidente, o trabalhador precisa comunicar o evento e procurar
avaliação especializada conforme o protocolo institucional. Além do cuidado clínico, o
10
registro e a investigação do contexto ajudam a identificar fatores relacionados ao
processo de trabalho e a prevenir recorrências (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011)
(VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019).
3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento
Falhas de adesão às precauções padrão não podem ser explicadas apenas por
falta de conhecimento. Revisões identificam influência de educação permanente
insuficiente, comportamento de risco, provisão inadequada de equipamentos e
condições de trabalho desfavoráveis (PORTO; MARZIALE, 2016).
A capacitação prática, com demonstração e feedback, tende a ser mais coerente
com a complexidade da paramentação do que ações exclusivamente expositivas.
Estudos de treinamento e tecnologias educacionais reforçam a utilidade de estratégias
ativas para desenvolver conhecimento e prática segura (OLIVEIRA et al., 2024) (SILVA
et al., 2026).
O monitoramento deve observar disponibilidade de equipamentos, higiene das
mãos, descarte, acidentes e execução das técnicas. A avaliação contínua permite
transformar achados em intervenções de melhoria e fortalece a cultura institucional de
segurança (BREVIDELLI et al., 2021) (PRIMO et al., 2014).
3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança
A enfermagem participa diretamente da identificação de riscos, planejamento de
precauções, orientação do paciente, execução de procedimentos e avaliação de
resultados. Revisões sobre prevenção de infecções destacam higiene das mãos, uso
de protocolos, comunicação e treinamentos periódicos entre os cuidados relevantes da
equipe (FERREIRA et al., 2019).
A liderança de enfermagem também contribui para prever consumo de EPI,
identificar barreiras de adesão e organizar educação permanente. A segurança melhora
quando responsabilidades individuais e institucionais são tratadas de forma integrada
(PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI et al., 2021).
Assim, a paramentação segura deve ser compreendida como parte de um
sistema de cuidado. Equipamentos, conhecimento, ambiente, comunicação e
supervisão precisam funcionar de maneira articulada para reduzir exposição
11
ocupacional e transmissão de microrganismos (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al.,
2023).
12
4 METODOLOGIA
Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre paramentação,
desparamentação, precauções padrão e biossegurança na assistência de enfermagem.
Para esta versão, as fontes bibliográficas foram restritas a artigos científicos localizados
na biblioteca eletrônica SciELO, conforme solicitado. (BREVIDELLI et al., 2021)
A busca considerou combinações dos termos “paramentação”,
“desparamentação”, “equipamento de proteção individual”,“precauções padrão”,
“higiene das mãos”, “exposição ocupacional”, “material biológico” e “enfermagem”.
Foram priorizados artigos relacionados ao uso de EPI, adesão às precauções,
prevenção de acidentes, treinamento e segurança do cuidado. (BREVIDELLI et al.,
2021)
Foram excluídas da fundamentação final referências institucionais que não
correspondiam a artigos indexados na SciELO. As informações foram organizadas por
eixos temáticos e inseridas no texto pelo sistema autor-data, buscando manter citação
em todos os parágrafos de conteúdo acadêmico. (BREVIDELLI et al., 2021)
Por se tratar de revisão de literatura sem coleta de dados com participantes, o
trabalho não envolve intervenção direta com seres humanos. As conclusões
apresentadas resultam da síntese dos estudos selecionados na SciELO e devem ser
interpretadas de acordo com os contextos e períodos investigados em cada publicação.
(BREVIDELLI et al., 2021)
13
5 CONCLUSÃO
A paramentação e a desparamentação são componentes essenciais das
precauções utilizadas na assistência de enfermagem. Sua efetividade depende de
seleção coerente dos equipamentos, higiene das mãos, técnica de colocação e retirada,
descarte seguro e disponibilidade institucional de materiais (BREVIDELLI et al., 2021)
(DUTRA et al., 2023).
A literatura analisada mostra que a adesão não depende exclusivamente da
decisão individual do profissional. Condições de trabalho, acesso a equipamentos,
educação permanente, cultura organizacional e supervisão influenciam a execução das
práticas de segurança (PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI et al., 2021).
Os acidentes com material biológico permanecem relevantes entre profissionais
de enfermagem, especialmente por via percutânea, o que reforça a necessidade de
prevenção, manejo adequado de perfurocortantes, notificação e acompanhamento pós-
exposição (VALIM; MARZIALE, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT,
2019).
Conclui-se que a enfermagem ocupa posição central na implementação e no
monitoramento das medidas de biossegurança. Estratégias educativas práticas,
protocolos claros e avaliação contínua podem favorecer maior adesão e contribuir para
proteção simultânea de trabalhadores e pacientes (OLIVEIRA et al., 2024) (FERREIRA
et al., 2019).
14
6 REFERÊNCIAS
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15
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VALIM, M. D.; MARZIALE, M. H. P. Avaliação da exposição ocupacional a material
biológico em serviços de saúde. Texto & Contexto - Enfermagem, 2011. Disponível na
SciELO.
VIEIRA, K. M. R.; VIEIRA JUNIOR, F. U.; BITTENCOURT, Z. Z. L. C. Acidentes de
trabalho com material biológico em um hospital escola. Revista Brasileira de
Enfermagem, v. 72, n. 3, 2019. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/0034-7167-2018-
0630.
	1 INTRODUÇÃO
	2 OBJETIVOS
	2.1 Objetivo geral
	2.2 Objetivos específicos
	3 DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito de paramentação e biossegurança
	3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles
	3.3 Bases legais e responsabilidades
	3.4 Precauções padrão e higiene das mãos
	3.5 Precauções de contato
	3.6 Precauções para gotículas
	3.7 Precauções para aerossóis
	3.8 Seleção e características dos equipamentos
	3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis
	3.10 Aventais, capotes e proteção corporal
	3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores
	3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados
	3.13 Sequência de paramentação
	3.14 Sequência de desparamentação
	3.15 Preparo cirúrgico das mãos
	3.16 Paramentação cirúrgica estéril
	3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapi
	3.18 Limpeza, descarte e processamento
	3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente
	3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento
	3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança
	4 METODOLOGIA
	5 CONCLUSÃO
	6 REFERÊNCIAS

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