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UNIPLAN CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL BACHARELADO EM ENFERMAGEM ANDREINA MACHADO RODRIGUES - UL23120326 PARAMENTAÇÃO BIOSSEGURANÇA, PRECAUÇÕES E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ALTAMIRA - PA 2026 ANDREINA MACHADO RODRIGUES PARAMENTAÇÃO BIOSSEGURANÇA, PRECAUÇÕES E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal como requisito parcial de avaliação, sob orientação da enfermeira docente Joelma Santos de Oliveira Souza. ALTAMIRA - PA 2026 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................1 2 OBJETIVOS......................................................................................................................2 2.1 Objetivo geral............................................................................................................2 2.2 Objetivos específicos...............................................................................................2 3 DESENVOLVIMENTO.................................................................................................... 3 3.1 Conceito de paramentação e biossegurança......................................................3 3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles.......................................................3 3.3 Bases legais e responsabilidades.........................................................................3 3.4 Precauções padrão e higiene das mãos..............................................................4 3.5 Precauções de contato........................................................................................... 4 3.6 Precauções para gotículas.....................................................................................5 3.7 Precauções para aerossóis....................................................................................5 3.8 Seleção e características dos equipamentos......................................................6 3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis..............................................................6 3.10 Aventais, capotes e proteção corporal...............................................................6 3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores....................................................................7 3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados...........................................................7 3.13 Sequência de paramentação...............................................................................7 3.14 Sequência de desparamentação.........................................................................8 3.15 Preparo cirúrgico das mãos................................................................................. 8 3.16 Paramentação cirúrgica estéril............................................................................8 3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapia intensiva..........................9 3.18 Limpeza, descarte e processamento..................................................................9 3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente...............................................9 3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento................................................ 10 3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança............................................ 10 4 METODOLOGIA............................................................................................................ 12 5 CONCLUSÃO.................................................................................................................13 6 REFERÊNCIAS..............................................................................................................14 1 1 INTRODUÇÃO A paramentação corresponde ao uso planejado de equipamentos de proteção individual e de barreiras capazes de reduzir a exposição ocupacional durante a assistência. Na enfermagem, sua indicação deve estar vinculada ao risco da tarefa, à possibilidade de contato com sangue, secreções, mucosas e superfícies contaminadas e às características do ambiente de cuidado. O uso de EPI integra as precauções padrão e precisa ser acompanhado de comportamento seguro e disponibilidade adequada dos equipamentos (DUTRA et al., 2023) (BREVIDELLI et al., 2021). A proteção do profissional não depende apenas de vestir maior quantidade de equipamentos. A adesão às precauções padrão é influenciada por fatores individuais, organizacionais, disponibilidade de materiais, condições de trabalho e educação permanente. Por isso, protocolos institucionais, treinamento e supervisão são componentes essenciais da biossegurança (PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI et al., 2021). A higienização das mãos permanece uma das medidas centrais para interromper a transmissão de microrganismos nos serviços de saúde. Estudos brasileiros demonstram que ainda existem oportunidades perdidas de higienização e que processos formativos podem favorecer maior adesão, especialmente quando associados à observação da prática e à reorganização do trabalho (PRIMO et al., 2014) (GRAVETO et al., 2018). Outro ponto relevante é a desparamentação, etapa em que o contato inadvertido com superfícies externas potencialmente contaminadas pode favorecer a autocontaminação. Pesquisas voltadas ao treinamento de profissionais mostram a importância de sequências padronizadas, prática deliberada e feedback durante a colocação e a retirada dos equipamentos (OLIVEIRA et al., 2024) (LIMA et al., 2022). Este trabalho aborda conceitos de biossegurança, precauções padrão, seleção e uso de EPI, paramentação e desparamentação, higiene das mãos, prevenção de acidentes com material biológico e atuação da enfermagem. A discussão foi revisada para utilizar fundamentação científica localizada exclusivamente na biblioteca SciELO, mantendo o foco na segurança do profissional e do paciente (BREVIDELLI et al., 2021) (VALIM; MARZIALE, 2011). 2 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Analisar a paramentação e a desparamentação nos serviços de saúde, destacando biossegurança, seleção de equipamentos, precauções, técnica e atuação da enfermagem na prevenção de exposições ocupacionais e de infecções relacionadas à assistência (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023). 2.2 Objetivos específicos • Compreender a relação entre paramentação, biossegurança e precauções padrão. (BREVIDELLI et al., 2021) • Descrever a importância da avaliação de risco antes da escolha do EPI. (BREVIDELLI et al., 2021) • Relacionar a higiene das mãos ao uso seguro de luvas e demais equipamentos. (BREVIDELLI et al., 2021) • Diferenciar cuidados relacionados a contato, gotículas e aerossóis. (BREVIDELLI et al., 2021) • Descrever princípios de colocação e retirada dos equipamentos de proteção. (BREVIDELLI et al., 2021) • Discutir prevenção e conduta diante de exposição ocupacional a material biológico. (BREVIDELLI et al., 2021) • Analisar a importância da educação permanente, adesão e monitoramento das práticas de segurança. (BREVIDELLI et al., 2021) 3 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceito de paramentação e biossegurança A biossegurança nos serviços de saúde reúne medidas destinadas a reduzir riscos para trabalhadores e pacientes. Nesse contexto, a paramentação funciona como uma barreira de proteção diante de exposições previsíveis, enquanto a segurança efetiva depende também da higiene das mãos, da organização do processo de trabalho e da adesão às precauções padrão (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016). Os equipamentos de proteção individual incluem, conforme a atividade, luvas, aventais ou capotes, máscaras, respiradores e proteção ocular ou facial. A escolha deve ser coerente com a tarefa e não apenas com o diagnóstico do paciente, pois o risco ocupacional é produzido pela combinação entre procedimento, material biológico, ambiente e comportamento profissional (DUTRA et al., 2023) (VALIM;MARZIALE, 2011). 3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles A avaliação de risco deve ocorrer antes do cuidado, considerando possibilidade de respingos, perfurações, contato com mucosas, proximidade do paciente e exposição respiratória. A literatura sobre acidentes ocupacionais mostra que exposições percutâneas e contato com sangue continuam relevantes entre profissionais de enfermagem, reforçando a necessidade de prevenção baseada na atividade realizada (VALIM; MARZIALE, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019). O EPI é uma barreira importante, porém não resolve isoladamente falhas estruturais. Condições inadequadas de trabalho, falta de materiais e educação permanente insuficiente aparecem entre os fatores relacionados à baixa adesão às precauções padrão, indicando que a instituição deve atuar sobre o sistema e não somente cobrar comportamento individual (PORTO; MARZIALE, 2016). 3.3 Bases legais e responsabilidades A responsabilidade pela biossegurança é compartilhada entre trabalhadores e instituições. Embora normas legais brasileiras estabeleçam deveres específicos, a 4 literatura científica evidencia que a prevenção depende de provisão de recursos, treinamento, organização do ambiente e incorporação das precauções padrão à rotina assistencial (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016). A liderança de enfermagem tem papel relevante na supervisão das práticas, na identificação de barreiras e na educação permanente. Estratégias educativas precisam ultrapassar a transmissão de informações e incluir demonstração, prática e avaliação da execução, pois conhecimento isolado não garante adesão constante (SILVA et al., 2026) (OLIVEIRA et al., 2024). 3.4 Precauções padrão e higiene das mãos As precauções padrão devem orientar a assistência independentemente do conhecimento prévio do diagnóstico infeccioso. Elas abrangem medidas como higiene das mãos, uso de EPI conforme o risco, cuidado com perfurocortantes e prevenção de contato desnecessário com material biológico (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016). A higienização das mãos é essencial antes e após o contato com o paciente e em momentos relacionados aos procedimentos. Estudo observacional em ambiente hospitalar identificou adesão aquém do desejável, mostrando que infraestrutura, conhecimento e comportamento precisam ser acompanhados continuamente (PRIMO et al., 2014). O uso de luvas não elimina a necessidade de higiene das mãos. A segurança depende da troca adequada entre tarefas e pacientes, retirada sem contaminar a pele e higienização imediatamente após a remoção, práticas inseridas no conjunto das precauções padrão (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023). 3.5 Precauções de contato Nas situações em que há risco de transmissão por contato direto ou indireto, luvas, avental e manejo cuidadoso de equipamentos e superfícies devem ser utilizados de acordo com a avaliação da tarefa. A literatura sobre precauções padrão reforça que o uso adequado dos EPI precisa estar associado à higiene das mãos e ao descarte correto (BREVIDELLI et al., 2021) (PORTO; MARZIALE, 2016). 5 O isolamento não deve reduzir a qualidade da assistência. Organização do fluxo, disponibilidade de materiais e comunicação com paciente e família contribuem para que as medidas de prevenção sejam executadas sem abandono do cuidado, aspecto coerente com revisões sobre assistência de enfermagem na prevenção de infecções (FERREIRA et al., 2019). 3.6 Precauções para gotículas Em atendimentos com possibilidade de exposição a secreções respiratórias, a proteção facial deve ser selecionada conforme a proximidade e o risco de respingos. Estudos sobre uso de EPI entre enfermeiros demonstram ampla utilização de máscaras, proteção facial e aventais em contextos de risco respiratório, reforçando a necessidade de escolha combinada e orientada pela exposição (SANTOS et al., 2025). A máscara deve ser utilizada de forma correta e manipulada pelas partes destinadas à fixação, evitando contato frequente com sua superfície. Treinamentos estruturados sobre paramentação e desparamentação são úteis para consolidar sequências seguras e reduzir falhas durante o uso dos equipamentos (OLIVEIRA et al., 2024) (LIMA et al., 2022). 3.7 Precauções para aerossóis Situações com risco de partículas suspensas exigem proteção respiratória compatível, associada a outras barreiras conforme a atividade. A experiência recente dos serviços de saúde ampliou a produção científica sobre respiradores, aventais, proteção ocular e treinamento de profissionais, destacando a importância do ajuste e da técnica correta (SANTOS et al., 2025) (OLIVEIRA et al., 2024). A utilização de respiradores deve estar inserida em uma prática institucional organizada. O profissional precisa conhecer colocação, retirada e limitações do equipamento, enquanto o serviço deve oferecer treinamento e modelos adequados, pois desconforto, indisponibilidade e inadequação dos EPI podem reduzir adesão (PORTO; MARZIALE, 2016) (DUTRA et al., 2023). 6 3.8 Seleção e características dos equipamentos A seleção do EPI deve corresponder ao risco identificado. O uso excessivo não substitui avaliação clínica e pode dificultar movimentos e retirada segura, enquanto proteção insuficiente aumenta a vulnerabilidade ocupacional. Instrumentos de avaliação de adesão consideram diferentes domínios, incluindo luvas, máscaras, respiradores, aventais, proteção ocular e higiene das mãos (DUTRA et al., 2023). Tamanho, integridade e compatibilidade entre os equipamentos influenciam a proteção. A literatura sobre adesão mostra que fatores relacionados ao próprio equipamento e à disponibilidade institucional interferem no comportamento dos trabalhadores, devendo ser considerados no planejamento da assistência (PORTO; MARZIALE, 2016). 3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis As luvas são indicadas diante da possibilidade de contato com sangue, secreções, mucosas, pele não íntegra e materiais contaminados. Seu uso deve ser orientado pela tarefa e acompanhado de higiene das mãos, evitando a falsa percepção de proteção absoluta (BREVIDELLI et al., 2021) (PRIMO et al., 2014). Acidentes envolvendo material biológico continuam ocorrendo entre profissionais de enfermagem, principalmente em exposições percutâneas. Isso reforça que luvas são apenas uma das barreiras e não substituem descarte seguro de perfurocortantes, planejamento do procedimento e organização do ambiente (VALIM; MARZIALE, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019). 3.10 Aventais, capotes e proteção corporal Aventais e capotes protegem pele e vestimentas quando há risco de contato com material biológico. A indicação deve considerar extensão da exposição e possibilidade de respingos, e sua retirada precisa evitar que a face externa toque roupas ou pele (DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024). A adesão ao uso de EPI pode ser afetada por conforto, disponibilidade, tamanho e condições de trabalho. Por isso, a instituição deve garantir opções adequadas e treinamento para que a barreira de proteção seja utilizada de maneira consistente (PORTO; MARZIALE, 2016). 7 3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores Máscaras cirúrgicas e respiradores possuem finalidades distintas e não devem ser tratados como equipamentos equivalentes. A seleção depende da natureza da exposição respiratória e do procedimento realizado, sendo necessário treinamento para colocação e retirada sem contato desnecessário com superfícies potencialmente contaminadas (SANTOS et al., 2025) (OLIVEIRA et al., 2024). Pesquisas com enfermeiros mostram que máscaras N95, aventais, luvas, gorros e proteção facial foram amplamente empregados em cenários de maior risco respiratório. Os resultados reforçam a importância de estratégias educativas para manutenção do uso adequado conforme a indicação (SANTOS et al., 2025). 3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados A proteção ocular ou facial é importante quandohá possibilidade de respingos em mucosas. O equipamento deve ser compatível com os demais EPI e retirado de modo a evitar contato com a região frontal, seguindo treinamento previamente estabelecido (DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024). Gorro e outros itens complementares devem ser utilizados quando a situação assistencial justificar. A literatura sobre EPI destaca que a adesão precisa ser analisada por tipo de equipamento e comportamento de segurança, evitando uso automático sem relação com o risco (DUTRA et al., 2023). 3.13 Sequência de paramentação A paramentação deve seguir sequência institucional padronizada, iniciando pela preparação do profissional e higiene das mãos e avançando para os equipamentos necessários à tarefa. Estudos de treinamento demonstram que a prática repetida, dividida em etapas e acompanhada de feedback favorece a execução correta (OLIVEIRA et al., 2024). Em cenários complexos, o uso de materiais educativos e tecnologias de orientação pode auxiliar profissionais a recordar a ordem e os cuidados durante a colocação dos EPI. Aplicativos e guias digitais já foram avaliados como recursos de apoio para paramentação e desparamentação (LIMA et al., 2022) (SILVA et al., 2026). 8 3.14 Sequência de desparamentação A desparamentação exige atenção especial porque as superfícies externas dos equipamentos podem estar contaminadas. A retirada deve ser lenta, organizada e acompanhada de higiene das mãos nos momentos necessários, evitando tocar a face e outras superfícies (OLIVEIRA et al., 2024) (LIMA et al., 2022). Treinamentos com prática deliberada mostram que dividir a retirada em ciclos, observar a execução e fornecer feedback imediato pode melhorar o desempenho. Esse tipo de estratégia é especialmente relevante quando diferentes equipamentos são usados simultaneamente (OLIVEIRA et al., 2024). 3.15 Preparo cirúrgico das mãos O preparo das mãos integra a prevenção de infecções e deve ser executado conforme técnica e produto apropriados. A literatura de enfermagem reconhece a higiene das mãos como medida fundamental do cuidado e da segurança do paciente, embora a adesão permaneça um desafio nos serviços de saúde (PRIMO et al., 2014) (GRAVETO et al., 2018). A efetividade do preparo depende de cobertura adequada das superfícies, tempo recomendado e manutenção da integridade da pele. Processos educativos e monitoramento contribuem para reforçar a responsabilidade profissional e a incorporação da técnica à rotina (GRAVETO et al., 2018). 3.16 Paramentação cirúrgica estéril A paramentação cirúrgica combina preparo das mãos, avental e luvas estéreis para preservar barreiras durante procedimentos. Embora os estudos SciELO utilizados neste trabalho tenham maior ênfase em precauções padrão e EPI, eles sustentam a necessidade de técnica padronizada, treinamento e prevenção de contato com superfícies contaminadas (DUTRA et al., 2023) (OLIVEIRA et al., 2024). Quebras de técnica devem ser reconhecidas e corrigidas imediatamente. A cultura de segurança depende de comunicação entre os membros da equipe e de condições institucionais que favoreçam práticas seguras, e não apenas da responsabilização individual (PORTO; MARZIALE, 2016). 9 3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapia intensiva Em unidades de terapia intensiva, a elevada complexidade assistencial e a frequência de procedimentos aumentam oportunidades de exposição. Estudos com profissionais de enfermagem em UTI apontam que carga de trabalho, urgência e fatores organizacionais podem interferir na adesão às precauções padrão (PEREIRA et al., 2013). Nos cenários de urgência, o material de proteção deve estar prontamente disponível para evitar que a pressa leve à execução insegura. A literatura relaciona baixa adesão a condições de trabalho, disponibilidade inadequada de equipamentos e práticas insuficientes de educação permanente (PORTO; MARZIALE, 2016). 3.18 Limpeza, descarte e processamento O descarte e o processamento de materiais precisam reduzir o risco para quem presta assistência e para os trabalhadores responsáveis pela limpeza. Dados nacionais mostram ocorrência relevante de acidentes com material biológico durante a limpeza de produtos para saúde, especialmente em exposições percutâneas e quando há sangue envolvido (VALIM; MARZIALE, 2011) (SILVA et al., 2025). Perfurocortantes devem ser manejados de modo a evitar manipulações desnecessárias e descarte inadequado. Estudos brasileiros identificam agulhas e sangue entre os elementos frequentemente envolvidos em acidentes ocupacionais, o que reforça a necessidade de recipientes adequados e organização do ponto de uso (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019). 3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente A exposição ocupacional pode ocorrer por via percutânea, contato de mucosas ou pele não íntegra com material biológico. Pesquisas com profissionais de enfermagem mostram predomínio de acidentes percutâneos e participação frequente do sangue, evidenciando a importância de protocolos de atendimento pós-exposição (VALIM; MARZIALE, 2011) (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011). Após um acidente, o trabalhador precisa comunicar o evento e procurar avaliação especializada conforme o protocolo institucional. Além do cuidado clínico, o 10 registro e a investigação do contexto ajudam a identificar fatores relacionados ao processo de trabalho e a prevenir recorrências (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019). 3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento Falhas de adesão às precauções padrão não podem ser explicadas apenas por falta de conhecimento. Revisões identificam influência de educação permanente insuficiente, comportamento de risco, provisão inadequada de equipamentos e condições de trabalho desfavoráveis (PORTO; MARZIALE, 2016). A capacitação prática, com demonstração e feedback, tende a ser mais coerente com a complexidade da paramentação do que ações exclusivamente expositivas. Estudos de treinamento e tecnologias educacionais reforçam a utilidade de estratégias ativas para desenvolver conhecimento e prática segura (OLIVEIRA et al., 2024) (SILVA et al., 2026). O monitoramento deve observar disponibilidade de equipamentos, higiene das mãos, descarte, acidentes e execução das técnicas. A avaliação contínua permite transformar achados em intervenções de melhoria e fortalece a cultura institucional de segurança (BREVIDELLI et al., 2021) (PRIMO et al., 2014). 3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança A enfermagem participa diretamente da identificação de riscos, planejamento de precauções, orientação do paciente, execução de procedimentos e avaliação de resultados. Revisões sobre prevenção de infecções destacam higiene das mãos, uso de protocolos, comunicação e treinamentos periódicos entre os cuidados relevantes da equipe (FERREIRA et al., 2019). A liderança de enfermagem também contribui para prever consumo de EPI, identificar barreiras de adesão e organizar educação permanente. A segurança melhora quando responsabilidades individuais e institucionais são tratadas de forma integrada (PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI et al., 2021). Assim, a paramentação segura deve ser compreendida como parte de um sistema de cuidado. Equipamentos, conhecimento, ambiente, comunicação e supervisão precisam funcionar de maneira articulada para reduzir exposição 11 ocupacional e transmissão de microrganismos (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023). 12 4 METODOLOGIA Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre paramentação, desparamentação, precauções padrão e biossegurança na assistência de enfermagem. Para esta versão, as fontes bibliográficas foram restritas a artigos científicos localizados na biblioteca eletrônica SciELO, conforme solicitado. (BREVIDELLI et al., 2021) A busca considerou combinações dos termos “paramentação”, “desparamentação”, “equipamento de proteção individual”,“precauções padrão”, “higiene das mãos”, “exposição ocupacional”, “material biológico” e “enfermagem”. Foram priorizados artigos relacionados ao uso de EPI, adesão às precauções, prevenção de acidentes, treinamento e segurança do cuidado. (BREVIDELLI et al., 2021) Foram excluídas da fundamentação final referências institucionais que não correspondiam a artigos indexados na SciELO. As informações foram organizadas por eixos temáticos e inseridas no texto pelo sistema autor-data, buscando manter citação em todos os parágrafos de conteúdo acadêmico. (BREVIDELLI et al., 2021) Por se tratar de revisão de literatura sem coleta de dados com participantes, o trabalho não envolve intervenção direta com seres humanos. As conclusões apresentadas resultam da síntese dos estudos selecionados na SciELO e devem ser interpretadas de acordo com os contextos e períodos investigados em cada publicação. (BREVIDELLI et al., 2021) 13 5 CONCLUSÃO A paramentação e a desparamentação são componentes essenciais das precauções utilizadas na assistência de enfermagem. Sua efetividade depende de seleção coerente dos equipamentos, higiene das mãos, técnica de colocação e retirada, descarte seguro e disponibilidade institucional de materiais (BREVIDELLI et al., 2021) (DUTRA et al., 2023). A literatura analisada mostra que a adesão não depende exclusivamente da decisão individual do profissional. Condições de trabalho, acesso a equipamentos, educação permanente, cultura organizacional e supervisão influenciam a execução das práticas de segurança (PORTO; MARZIALE, 2016) (BREVIDELLI et al., 2021). Os acidentes com material biológico permanecem relevantes entre profissionais de enfermagem, especialmente por via percutânea, o que reforça a necessidade de prevenção, manejo adequado de perfurocortantes, notificação e acompanhamento pós- exposição (VALIM; MARZIALE, 2011) (VIEIRA; VIEIRA JUNIOR; BITTENCOURT, 2019). Conclui-se que a enfermagem ocupa posição central na implementação e no monitoramento das medidas de biossegurança. Estratégias educativas práticas, protocolos claros e avaliação contínua podem favorecer maior adesão e contribuir para proteção simultânea de trabalhadores e pacientes (OLIVEIRA et al., 2024) (FERREIRA et al., 2019). 14 6 REFERÊNCIAS BREVIDELLI, M. M. et al. Cumprimento às precauções-padrão por profissionais de enfermagem e fatores associados. Escola Anna Nery, v. 25, n. 3, 2021. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/2177-9465-EAN-2020-0193. DUTRA, H. S. et al. Uso e adesão de equipamentos de proteção individual por residentes: validação de instrumento de medida. Cogitare Enfermagem, v. 28, 2023. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/ce.v28i0.89707. FERREIRA, L. L. et al. Nursing care in healthcare-associated infections: a scoping review. Revista Brasileira de Enfermagem, 2019. Disponível na SciELO. GRAVETO, J. M. G. N. et al. Higiene das mãos: adesão dos enfermeiros após processo formativo. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, n. 3, 2018. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/0034-7167-2017-0239. LIMA, A. A. et al. Aplicativo para enfrentamento da COVID-19 por profissionais de saúde na Atenção Domiciliar. Acta Paulista de Enfermagem, v. 35, 2022. Disponível na SciELO. DOI: 10.37689/acta-ape/2022AO014366. MAGAGNINI, M. A.; ROCHA, S. A.; AYRES, J. A. O significado do acidente de trabalho com material biológico para os profissionais de enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, 2011. Disponível na SciELO. OLIVEIRA, H. C. et al. Equipamento de Proteção Individual na pandemia por coronavírus: treinamento com Prática Deliberada em Ciclos Rápidos. Revista Brasileira de Enfermagem, 2024. Disponível na SciELO. PEREIRA, F. M. V. et al. Adesão às precauções-padrão por profissionais de enfermagem que atuam em terapia intensiva em um hospital universitário. Revista da Escola de Enfermagem da USP. Disponível na SciELO. PORTO, J. S.; MARZIALE, M. H. P. Motivos e consequências da baixa adesão às precauções padrão pela equipe de enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 37, n. 2, 2016. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/1983-1447.2016.02.57395. PRIMO, M. G. B. et al. Higienização das mãos em ambiente hospitalar: uso de indicadores de conformidade. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 35, n. 1, 2014. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/1983-1447.2014.01.40930. SANTOS, et al. Use of personal protective equipment among nurses in the pre- and post-COVID-19 vaccination periods. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2025. Disponível na SciELO. SILVA, et al. Acidentes com material biológico durante limpeza de produtos para saúde na Enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem, v. 38, 2025. Disponível na SciELO. DOI: 10.37689/acta-ape/2025AO0002701. 15 SILVA, et al. Tecnologia educacional sobre precauções-padrão para o conhecimento, atitude e práticas de estudantes de Enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 79, 2026. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/0034-7167-2025-0023pt. VALIM, M. D.; MARZIALE, M. H. P. Avaliação da exposição ocupacional a material biológico em serviços de saúde. Texto & Contexto - Enfermagem, 2011. Disponível na SciELO. VIEIRA, K. M. R.; VIEIRA JUNIOR, F. U.; BITTENCOURT, Z. Z. L. C. Acidentes de trabalho com material biológico em um hospital escola. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 72, n. 3, 2019. Disponível na SciELO. DOI: 10.1590/0034-7167-2018- 0630. 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral 2.2 Objetivos específicos 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceito de paramentação e biossegurança 3.2 Avaliação de risco e hierarquia de controles 3.3 Bases legais e responsabilidades 3.4 Precauções padrão e higiene das mãos 3.5 Precauções de contato 3.6 Precauções para gotículas 3.7 Precauções para aerossóis 3.8 Seleção e características dos equipamentos 3.9 Luvas de procedimento e luvas estéreis 3.10 Aventais, capotes e proteção corporal 3.11 Máscaras cirúrgicas e respiradores 3.12 Proteção ocular, facial, gorro e calçados 3.13 Sequência de paramentação 3.14 Sequência de desparamentação 3.15 Preparo cirúrgico das mãos 3.16 Paramentação cirúrgica estéril 3.17 Paramentação em isolamento, urgência e terapi 3.18 Limpeza, descarte e processamento 3.19 Exposição ocupacional e conduta pós-acidente 3.20 Erros, adesão, capacitação e monitoramento 3.21 Processo de Enfermagem, gestão e segurança 4 METODOLOGIA 5 CONCLUSÃO 6 REFERÊNCIAS