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UNIPLAN
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
SINAIS VITAIS
AVALIAÇÃO CLÍNICA TÉCNICA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
ALTAMIRA - PA
2026
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
SINAIS VITAIS
AVALIAÇÃO CLÍNICA TÉCNICA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Trabalho acadêmico apresentado ao curso de
Bacharelado em Enfermagem do Centro
Universitário Planalto do Distrito Federal como
requisito parcial de avaliação, sob orientação
da enfermeira docente Joelma Santos de
Oliveira Souza.
ALTAMIRA - PA
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................................................1
2 OBJETIVOS................................................................................................................................................. 2
2.1 Objetivo geral.................................................................................................................................... 2
2.2 Objetivos específicos....................................................................................................................... 2
3 DESENVOLVIMENTO................................................................................................................................3
3.1 Conceito e importância dos sinais vitais.......................................................................................3
3.2 Princípios para mensuração segura..............................................................................................3
3.3 Preparação do paciente e dos equipamentos.............................................................................3
3.4 Temperatura corporal.......................................................................................................................4
3.5 Pulso e frequência cardíaca........................................................................................................... 4
3.6 Frequência respiratória....................................................................................................................5
3.7 Pressão arterial.................................................................................................................................6
3.8 Saturação periférica de oxigênio................................................................................................... 6
3.9 Dor e nível de consciência..............................................................................................................7
3.10 Sinais vitais em populações especiais....................................................................................... 7
3.11 Fatores que alteram os sinais vitais............................................................................................8
3.12 Registro comunicação e reavaliação..........................................................................................9
3.13 Deterioração clínica e segurança do paciente..........................................................................9
3.14 Processo de Enfermagem e fluxo assistencial.......................................................................10
4 METODOLOGIA........................................................................................................................................11
5 CONCLUSÃO............................................................................................................................................12
6 REFERÊNCIAS......................................................................................................................................... 13
1
1 INTRODUÇÃO
Os sinais vitais são medidas objetivas que representam funções essenciais do
organismo e auxiliam na avaliação do estado clínico. Temperatura corporal, pulso ou
frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e saturação periférica
de oxigênio compõem o conjunto verificado com maior frequência. Dor e nível de
consciência também podem ser incorporados à avaliação, conforme o contexto
assistencial.
A mensuração isolada fornece apenas uma fotografia do momento. Seu valor
clínico aumenta quando a técnica é padronizada, os equipamentos são adequados,
as condições do paciente são registradas e os resultados são comparados com
medidas anteriores. Uma alteração pode refletir doença, resposta ao tratamento,
esforço, ansiedade, dor, ambiente ou erro de aferição.
A equipe de enfermagem verifica sinais vitais em consultas, triagem,
internação, urgência, procedimentos, administração de medicamentos e
acompanhamento domiciliar. Essa atividade exige conhecimento da fisiologia,
domínio da técnica, reconhecimento de limitações dos dispositivos e capacidade de
comunicar rapidamente sinais de deterioração.
Este trabalho apresenta fundamentos e procedimentos para avaliação de
sinais vitais, com enfoque na assistência de enfermagem. São discutidos preparo,
temperatura, pulso, respiração, pressão arterial, oximetria, dor, populações especiais,
fatores de variação, registros, segurança do paciente e Processo de Enfermagem.
2
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Analisar a verificação dos sinais vitais, destacando fundamentos fisiológicos,
técnicas de mensuração, interpretação clínica, registro e atuação da enfermagem na
segurança do paciente.
2.2 Objetivos específicos
 Conceituar os sinais vitais e explicar sua importância clínica.
 Apresentar cuidados gerais para mensuração segura e padronizada.
 Descrever a técnica de avaliação da temperatura corporal.
 Explicar a mensuração do pulso e da frequência cardíaca.
 Detalhar a observação e a contagem da frequência respiratória.
 Apresentar a técnica adequada de aferição da pressão arterial.
 Discutir o uso e as limitações da oximetria de pulso.
 Relacionar dor e nível de consciência à avaliação clínica.
 Reconhecer fatores de variação e sinais de deterioração.
 Descrever registro, comunicação e Processo de Enfermagem.
3
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Conceito e importância dos sinais vitais
Sinais vitais traduzem a interação dos sistemas cardiovascular, respiratório,
neurológico e termorregulador. Mudanças persistentes ou abruptas podem indicar
infecção, hipovolemia, choque, alteração respiratória, resposta medicamentosa ou
outras condições. Nenhum valor deve ser interpretado sem idade, sintomas,
diagnóstico, ambiente e padrão habitual da pessoa.
A tendência é frequentemente mais útil do que uma medida única. Pequenas
mudanças sucessivas podem anteceder deterioração evidente. Por isso, a equipe
deve comparar os dados, correlacioná-los com estado geral e reavaliar valores
incompatíveis com o quadro, sem simplesmente copiá-los para o prontuário.
3.2 Princípios para mensuração segura
A técnica inclui higienização das mãos, identificação do paciente, explicação,
privacidade, repouso quando necessário e escolha do equipamento correto.
Dispositivos devem estar limpos, íntegros, calibrados e usados conforme fabricante
e protocolo institucional. Manguito inadequado, sensor mal posicionado ou local
impróprio produz resultados enganosos.
Alteração importante deve ser confirmada quando a condição permitir, mas a
repetição não pode atrasar assistência diante de sinais de gravidade. O profissional
registra valores numéricos, horário, posição, local e circunstâncias relevantes e
comunica resultados críticos com clareza.
3.3 Preparação do paciente e dos equipamentos
Antes da verificação, o profissional confirma identidade por pelo menos dois
identificadores, explica o procedimento e observa nível de consciência, coloração,
esforço respiratório, fala, postura e desconforto. Em pessoas instáveis, a avaliação
visual começa antes do contato e orienta a prioridade das medidas.
Etapa Cuidados essenciais
Ambiente Privacidade, iluminação, temperatura confortável e
redução de ruído
Paciente Repouso, posição adequada, membro acessível e
explicação da técnica
Equipamentos Integridade, limpeza,calibração, bateria e tamanho
correto
Prevenção de infecção Higienização das mãos e desinfecção entre usos
Registro Horário, valores, local, posição, oxigênio e
intercorrências
4
Termômetros, esfigmomanômetros, estetoscópios, oxímetros e monitores
automáticos possuem limitações específicas. A equipe deve conferir se o dispositivo
é destinado à população atendida e se está dentro do programa de manutenção.
Leituras automáticas inesperadas devem ser confrontadas com avaliação clínica e
técnica alternativa quando disponível.
A sequência pode ser adaptada à situação. A frequência respiratória é
preferencialmente observada sem chamar atenção, pois o padrão pode mudar
voluntariamente. Em urgências aplica-se abordagem sistemática, priorizando via
aérea, respiração e circulação, enquanto a mensuração completa ocorre em paralelo
ao atendimento.
3.4 Temperatura corporal
A temperatura resulta do equilíbrio entre produção e perda de calor, regulado
principalmente pelo hipotálamo. Varia com horário, idade, atividade, ambiente, ciclo
hormonal, ingestão de líquidos, medicamentos e local de medida. O resultado deve
sempre ser associado à via utilizada, pois valores axilares, orais, timpânicos,
temporais e centrais não são diretamente equivalentes.
Via Vantagens Cuidados
Axilar Simples e não invasiva Pele seca, posicionamento correto
e contato completo
Oral Boa acessibilidade Evitar após bebidas, alimentos,
fumo ou oxigênio por máscara
Timpânica Rápida Técnica e alinhamento do canal
influenciam a leitura
Temporal Confortável Suor e ambiente podem interferir
Central Maior proximidade da temperatura
interna
Uso restrito a indicações e
técnicas específicas
Febre é elevação regulada da temperatura e pode acompanhar infecção ou
inflamação. Hipertermia decorre de falha na dissipação ou produção excessiva e
pode constituir emergência. Hipotermia também exige atenção, especialmente em
extremos de idade, exposição ambiental, sepse, trauma e período perioperatório.
A enfermagem verifica sintomas associados, hidratação, pele, calafrios,
sudorese, consciência e resposta às intervenções. Temperatura muito elevada ou
baixa, alteração neurológica, rigidez, dificuldade respiratória, convulsão ou
instabilidade circulatória demanda comunicação e avaliação imediata.
3.5 Pulso e frequência cardíaca
O pulso corresponde à onda produzida pela ejeção ventricular e percebida
nas artérias. A avaliação inclui frequência, ritmo, amplitude e simetria. O pulso radial
é comum em adultos estáveis; o apical é útil em crianças, ritmos irregulares, uso de
5
determinados medicamentos e quando há diferença entre atividade cardíaca e pulso
periférico.
Característica O que observar
Frequência Batimentos por minuto e tendência em relação ao
basal
Ritmo Regularidade dos intervalos e presença de pausas
Amplitude Força percebida e comparação entre lados quando
indicada
Perfusão Cor, temperatura, enchimento capilar e estado mental
Contexto Dor, febre, exercício, ansiedade, medicamentos e
volume circulante
Em ritmo regular, a contagem pode seguir o período estabelecido pelo
protocolo; diante de irregularidade, deve ser realizada por um minuto completo e
associada à ausculta apical ou monitorização. Palpação carotídea é reservada a
situações específicas e nunca deve ser bilateral, devido ao risco de reduzir fluxo
cerebral.
Taquicardia e bradicardia são descrições de frequência e não diagnósticos
isolados. Devem ser correlacionadas com sintomas como dor torácica, síncope,
dispneia, hipotensão e alteração de consciência. Pulso muito fraco, irregular ou
acompanhado de má perfusão exige avaliação rápida.
3.6 Frequência respiratória
A frequência respiratória é um marcador sensível de alteração clínica e deve
ser contada com atenção. O profissional observa movimentos torácicos ou
abdominais, preferencialmente sem avisar que está contando. Além do número de
incursões, registra ritmo, profundidade, esforço, simetria, sons audíveis, fala e uso
de musculatura acessória.
Achado Possível significado clínico
Taquipneia Febre, dor, hipóxia, acidose, ansiedade ou doença
pulmonar
Bradipneia Depressão neurológica, opioides, fadiga ou alteração
metabólica
Apneia Ausência de respiração e necessidade de resposta
imediata
Respiração irregular Alteração neurológica, sono, fadiga ou instabilidade
Esforço respiratório Obstrução, comprometimento pulmonar ou
insuficiência respiratória
Em adulto estável e com padrão regular, pode-se usar intervalo validado
institucionalmente; se houver irregularidade, a contagem deve abranger um minuto.
Em lactentes observa-se o abdome, e a irregularidade fisiológica requer período
completo. A frequência deve ser aferida, não estimada nem reproduzida
automaticamente como valor padrão.
Dispneia intensa, cianose, silêncio respiratório, incapacidade de falar frases,
rebaixamento de consciência, saturação baixa ou exaustão são sinais de alarme. A
6
equipe prioriza posicionamento, via aérea, oxigênio conforme protocolo e avaliação
imediata, sem aguardar o preenchimento completo do registro.
3.7 Pressão arterial
A pressão arterial representa a força exercida pelo sangue sobre a parede
arterial. A sistólica relaciona-se à ejeção ventricular, e a diastólica ao período de
relaxamento. A medida varia com postura, atividade, dor, estresse, temperatura,
volume circulante, medicamentos e técnica. Diagnósticos de hipertensão não devem
basear-se em uma leitura isolada fora de situação de emergência.
Etapa Técnica recomendada
Preparo Repouso, bexiga vazia quando possível e ausência
de conversa
Posição Costas apoiadas, pés no chão, pernas descruzadas e
braço ao nível do coração
Manguito Bolsa adequada à circunferência do braço e
posicionada sobre pele
Medida Braço imóvel, aparelho validado e repetição quando
indicada
Registro Valores exatos, braço, posição, horário e tamanho do
manguito se relevante
Na técnica auscultatória, estima-se previamente a pressão sistólica por
palpação para reduzir erro causado por hiato auscultatório. O manguito é insuflado
acima desse ponto e desinsuflado de forma controlada, identificando os sons de
Korotkoff. Equipamentos automáticos precisam de validação, tamanho adequado e
manutenção.
Valores muito elevados ou baixos devem ser repetidos com técnica conferida
e avaliados com sintomas. Dor torácica, falta de ar, alteração neurológica, desmaio,
sinais de choque ou deterioração exigem resposta urgente. Diferenças persistentes
entre braços, hipotensão ortostática ou leituras incompatíveis merecem investigação.
3.8 Saturação periférica de oxigênio
A oximetria de pulso estima de forma não invasiva a porcentagem de
hemoglobina arterial ligada ao oxigênio. É útil para detectar e acompanhar
hipoxemia, mas não substitui a avaliação respiratória nem fornece informação direta
sobre ventilação ou dióxido de carbono. O valor deve ser interpretado com
frequência respiratória, esforço, consciência e condição de base.
Fonte de erro Medida corretiva
Má perfusão ou extremidade fria Aquecer, reposicionar e avaliar outro local
Movimento Estabilizar o membro e aguardar sinal consistente
Esmalte ou unha artificial Remover ou usar local alternativo conforme
dispositivo
Sensor inadequado Selecionar tamanho e local compatíveis
Dis-hemoglobinas ou pigmentação Reconhecer limitação e correlacionar clinicamente
7
O sensor deve estar alinhado, limpo e conectado a equipamento funcional. O
profissional aguarda leitura estável e confere pulso exibido com o pulso real. A
presença de oxigênio suplementar e o fluxo utilizado são registrados. Mudança em
relação ao basal pode ser mais importante do que um número isolado.
A Organização Mundial da Saúde descreve a oximetria como método não
invasivo essencial para detectar hipoxemia. Saturação reduzida, queda progressiva,
esforço respiratório ou alteração de consciência requerem avaliação imediata. Metas
podem ser individualizadas em algumas doenças, conforme prescrição e protocolo.
3.9 Dor e nível de consciênciaA dor é uma experiência subjetiva e pode ser considerada um sinal adicional
por influenciar frequência cardíaca, respiração e pressão arterial. Sua avaliação
inclui localização, início, intensidade, qualidade, duração, fatores de melhora ou
piora e impacto funcional. Escalas numéricas, visuais, de faces ou comportamentais
são escolhidas conforme idade e comunicação.
Avaliação Elementos
Intensidade Escala apropriada e relato da própria pessoa sempre
que possível
Características Local, irradiação, qualidade, duração e fatores
associados
Repercussão Sono, mobilidade, alimentação, respiração e
atividade
Intervenção Medidas farmacológicas e não farmacológicas
prescritas
Reavaliação Resposta, eventos adversos e necessidade de nova
conduta
O nível de consciência integra a impressão clínica e pode ser descrito por
resposta espontânea, orientação e reação a estímulos, utilizando escalas quando
indicadas. Alteração aguda pode acompanhar hipóxia, hipoglicemia, infecção,
intoxicação, trauma, acidente vascular cerebral ou choque e deve ser tratada como
sinal de alerta.
Dor não deve ser inferida apenas pelas alterações fisiológicas, pois pessoas
podem ter dor intensa com sinais vitais normais. Da mesma forma, ausência de
relato não exclui dor em quem não consegue comunicar. A equipe registra o
instrumento usado, intervenção, horário e resposta.
3.10 Sinais vitais em populações especiais
Valores esperados e técnicas variam conforme idade, gestação, condição
clínica e ambiente. Recém-nascidos e crianças apresentam frequências cardíaca e
respiratória maiores que adultos e exigem equipamentos de tamanho apropriado. A
8
observação deve ocorrer com a criança calma sempre que possível, sem atrasar o
cuidado em situação grave.
População Cuidados específicos
Crianças Parâmetros por idade, manguito pediátrico e
contagem respiratória completa
Idosos Basal individual, hipotensão ortostática e resposta
térmica menos intensa
Gestantes Posição, sintomas hipertensivos e equipamentos
adequados
Pessoas obesas Manguito compatível e local validado para a medida
Atletas Bradicardia pode ser habitual, mas sintomas exigem
avaliação
Em idosos, infecção grave pode ocorrer sem febre expressiva, e mudanças
de consciência ou respiração podem ser os primeiros sinais. Na gestação, pressão
elevada associada a cefaleia, alteração visual, dor epigástrica ou edema súbito
demanda avaliação rápida. No puerpério, risco hipertensivo permanece.
Pessoas com doenças pulmonares, cardiopatias, lesão neurológica ou uso
crônico de oxigênio podem ter metas individualizadas. A comparação com o padrão
basal não autoriza ignorar sintomas. A equipe aplica referência adequada à faixa
etária e segue protocolo do serviço.
3.11 Fatores que alteram os sinais vitais
Os sinais vitais respondem a fatores fisiológicos, ambientais, emocionais e
terapêuticos. Exercício aumenta frequência cardíaca e respiratória; ansiedade e dor
podem elevar pressão e pulso; sono reduz algumas medidas; febre acelera
metabolismo; desidratação pode provocar taquicardia e hipotensão. Medicamentos
podem modificar um ou vários parâmetros.
Fator Possíveis efeitos
Exercício Aumento transitório de pulso, respiração, pressão e
temperatura
Dor e ansiedade Elevação de pulso, respiração e pressão arterial
Medicamentos Betabloqueadores reduzem pulso; opioides podem
deprimir respiração
Ambiente Calor, frio e altitude alteram temperatura, circulação e
oxigenação
Doença Infecção, hemorragia, arritmia e distúrbios
metabólicos mudam padrões
Erros pré-analíticos incluem falar durante a medida, pernas cruzadas, braço
sem apoio, manguito pequeno, contagem respiratória estimada, termômetro mal
posicionado e oxímetro em extremidade fria. Uma leitura aparentemente precisa
pode estar errada se a técnica for inadequada.
Quando o resultado diverge do estado clínico, o profissional verifica
identidade, equipamento, local, posição e interferentes, repete a medida e avalia
9
manualmente quando possível. A investigação do erro deve ocorrer junto da
avaliação do paciente, sem atribuir automaticamente a alteração ao aparelho.
3.12 Registro comunicação e reavaliação
Os registros de enfermagem devem apresentar os valores exatos aferidos, e
não apenas expressões como “normotenso”, “afebril” ou “saturando bem”. Devem
incluir data, horário, unidade de medida, local ou via, posição, uso de oxigênio e
circunstâncias relevantes. A documentação precisa ser legível, cronológica e
identificada pelo profissional.
Mudanças significativas são comunicadas ao enfermeiro e à equipe
responsável, conforme gravidade. A comunicação estruturada informa identificação,
situação atual, histórico essencial, avaliação e recomendação. O registro da
comunicação inclui horário, profissional contatado, orientações recebidas e resposta
do paciente.
Situação Conduta
Valor inesperado sem sintomas Conferir técnica, equipamento e repetir a medida
Alteração persistente Avaliar conjunto clínico e comunicar conforme
protocolo
Sinais de alarme Acionar resposta imediata e iniciar medidas
autorizadas
Após intervenção Reavaliar no tempo adequado e registrar resposta
Transferência de cuidado Informar tendência, oxigênio, medicamentos e
pendências
O intervalo de reavaliação depende do risco, da intervenção e do ambiente.
Após antitérmico, analgésico, anti-hipertensivo, expansão volêmica, oxigênio ou
procedimento, a equipe observa eficácia e eventos adversos. Resultados devem
apoiar decisões, não apenas preencher rotinas.
3.13 Deterioração clínica e segurança do paciente
A deterioração clínica pode ser antecedida por aumento da frequência
respiratória, queda de saturação, alteração de pressão, taquicardia, redução do nível
de consciência ou diminuição do débito urinário. A combinação e a tendência dos
sinais merecem atenção, mesmo quando cada valor isolado ainda não parece
extremo.
Escores de alerta precoce podem padronizar o reconhecimento de risco por
meio de pontos atribuídos a respiração, oxigenação, temperatura, pressão, pulso e
consciência. Eles complementam, mas não substituem, o julgamento clínico.
Preocupação do profissional, do paciente ou da família pode justificar
escalonamento mesmo com escore baixo.
Alerta Resposta prioritária
10
Via aérea ameaçada Acionar ajuda e manter via aérea conforme
treinamento
Respiração insuficiente Posicionar, monitorar e oferecer suporte conforme
protocolo
Choque ou hipotensão Avaliar perfusão, acesso e resposta emergencial
Alteração neurológica aguda Verificar glicemia quando indicada e acionar
avaliação
Piora progressiva Aumentar frequência de monitoramento e escalar o
cuidado
Segurança inclui alarmes configurados para a condição, identificação correta
de cabos e sensores, prevenção de lesões por pressão e checagem direta do
paciente diante de alarmes. Silenciar equipamentos sem avaliação pode atrasar o
reconhecimento de eventos graves.
3.14 Processo de Enfermagem e fluxo assistencial
O Processo de Enfermagem utiliza sinais vitais como dados da avaliação e
como indicadores de resultados. O enfermeiro interpreta tendências, identifica
necessidades, planeja frequência de monitoramento, prescreve cuidados,
implementa intervenções e avalia a resposta. Valores anormais devem ser ligados
aos sintomas e à condição, não tratados como diagnósticos isolados.
Etapa Aplicação
Avaliação Estado geral, sinais vitais, sintomas, basal,
medicamentos e risco
Diagnóstico Necessidades relacionadas a perfusão, ventilação,
temperatura e dor
Planejamento Metas, técnica, frequência, limites de alerta e
responsáveis
Implementação Mensuração, intervenção, comunicação e educação
do paciente
Evolução Tendência, resposta terapêutica, eventos e
necessidade de ajuste
O fluxo assistencial inclui identificar, medir, validar, interpretar, intervir,
comunicar, registrar e reavaliar. Em triagem, os sinais apoiam prioridade, mas não
substituem queixa e avaliação clínica. Na internação, orientam monitoramento; no
domicílio, exigem educaçãosobre técnica, limites e quando procurar ajuda.
A equipe deve conhecer protocolos institucionais, competências profissionais
e cadeia de acionamento. Capacitação periódica, equipamentos validados, auditoria
de registros e discussão de eventos melhoram a qualidade. O objetivo não é apenas
obter números, mas reconhecer mudanças e proteger o paciente.
11
4 METODOLOGIA
Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre sinais vitais e
assistência de enfermagem. A pesquisa priorizou procedimentos operacionais de
instituições públicas de saúde, documentos do Conselho Federal de Enfermagem,
recomendações da Organização Mundial da Saúde e referências técnicas sobre
pressão arterial e monitoramento clínico.
Foram utilizados os descritores “sinais vitais”, “temperatura corporal”,
“frequência cardíaca”, “frequência respiratória”, “pressão arterial”, “oximetria de
pulso”, “registros de enfermagem” e “segurança do paciente”. Foram incluídas fontes
relacionadas à técnica, interpretação, comunicação e Processo de Enfermagem.
Excluíram-se conteúdos publicitários, materiais sem autoria identificável,
duplicações e textos sem relação direta com o objetivo. As informações foram
organizadas em princípios gerais, preparo, medidas individuais, populações
especiais, fatores de interferência, documentação, deterioração e fluxo assistencial.
A síntese utilizou citações no sistema autor-data e referências acadêmicas.
Por empregar somente documentos públicos, sem participantes, dados pessoais ou
intervenção, não houve necessidade de submissão a comitê de ética. Parâmetros e
limites devem ser aplicados conforme idade, condição e protocolo institucional.
12
5 CONCLUSÃO
A verificação dos sinais vitais é uma intervenção clínica que exige técnica,
observação e interpretação. Temperatura, pulso, respiração, pressão arterial e
saturação fornecem informações sobre funções essenciais, mas nenhum valor deve
ser analisado fora do contexto, da tendência e do estado geral do paciente.
Resultados confiáveis dependem de preparo, posição, equipamento validado,
tamanho correto dos acessórios e controle de interferentes. Quando a leitura não
corresponde ao quadro, a equipe deve confirmar a técnica e repetir a medida sem
atrasar o atendimento de sinais de gravidade.
A enfermagem desempenha papel central na mensuração, reconhecimento
de deterioração, comunicação e reavaliação. Registros devem conter valores exatos
e circunstâncias relevantes. Dor, consciência, perfusão e esforço respiratório
completam a análise e evitam que o cuidado se reduza a números.
Conclui-se que sinais vitais são instrumentos de segurança e tomada de
decisão. A prática qualificada combina padronização, raciocínio clínico, resposta
rápida e Processo de Enfermagem. A observação contínua das tendências permite
identificar riscos precocemente e avaliar a efetividade das intervenções.
13
6 REFERÊNCIAS
AMERICAN HEART ASSOCIATION. The rules for measuring blood pressure and
why they exist. Dallas, 2024. Disponível em:
https://www.heart.org/en/news/2024/06/25/the-rules-for-measuring-blood-pressure-
and-why-they-exist. Acesso em: 22 set. 2026.
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Understanding blood pressure readings. Dallas,
2025. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/high-blood-
pressure/understanding-blood-pressure-readings. Acesso em: 22 set. 2026.
BAURU. Secretaria Municipal de Saúde. Monitorização e controle de sinais vitais.
Bauru: Prefeitura Municipal, 2024.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Registros de enfermagem no exercício
da profissão. Brasília, DF: Cofen, 2024.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 736, de 17 de
janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem.
Brasília, DF, 2024.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 754, de 16 de
maio de 2024. Normatiza aspectos da atuação da equipe de enfermagem. Brasília,
DF, 2024.
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Rotina de registro de
sinais vitais e controles. Uberaba: Hospital de Clínicas da UFTM, 2024.
PIRAQUARA. Secretaria Municipal de Saúde. Procedimento operacional padrão
para aferição de sinais vitais. Piraquara: Prefeitura Municipal, 2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Oxygen. Geneva: WHO, 2024. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/questions-and-answers/item/oxygen. Acesso em: 22
set. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Oxygen therapy for children: a manual for health
workers. Geneva: WHO, 2016.

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