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0MECANISMOS DE DEFESA E AGRESSÃO II GABARITO DA AIM 1 COORDENADOR DO MÓDULO: Ítalo Leite MÚLTIPLA ESCOLHA 01 – Imunidade tumoral DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Compreender o mecanismo de escape tumoral via pontos de verificação imunológica (checkpoints). CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Paciente de 58 anos, tabagista, apresenta massa pulmonar periférica. A biópsia revela adenocarcinoma. A análise do microambiente tumoral demonstra infiltrado linfocitário denso, porém com fenótipo de exaustão celular (expressão de PD-1). O mecanismo molecular que explica a inibição da resposta imune efetiva nesse cenário é a: A) Expressão de PD-L1 por células neoplásicas promove a inibição da citotoxicidade de linfócitos T CD8+ específicos. B) Secreção de interleucina-2 induz a proliferação desordenada de células de suporte no microambiente tumoral denso. C) Produção de anticorpos bloqueadores contra antígenos de superfície impede a ativação de células natural killer. D) Redução na atividade de células T reguladoras permite o escape das células malignas através de edição genômica. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A alternativa A descreve corretamente a interação PD-1/PD-L1. Células tumorais superexpressam o ligante PD-L1, que ao se ligar ao receptor PD-1 nos linfócitos T citotóxicos, induz um estado de anergia ou exaustão, impedindo a morte da célula neoplásica. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B está incorreta pois a IL-2 geralmente estimula a resposta imune. C está incorreta porque anticorpos antígenos de superfície costumam mediar a citotoxicidade dependente de anticorpos (ADCC). D está incorreta porque o aumento (e não a redução) de células T reguladoras (Tregs) favorece o escape tumoral. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: 1 MÚLTIPLA ESCOLHA 02 – Imunidade tumoral DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Diferenciar as classes de antígenos tumorais com base em sua origem genética e mecanismos de expressão. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante um painel multidisciplinar sobre oncologia molecular, discute-se o potencial de imunogenicidade de um tumor sólido. O patologista destaca que o sistema imune pode reconhecer diferentes classes de moléculas na superfície neoplásica. De acordo com a classificação biológica dos antígenos tumorais, é correto afirmar que: A) Neoantígenos derivam de mutações genéticas, proteínas virais provêm de oncovírus e autoantígenos normais surgem por superexpressão celular aberrante. B) Proteínas de choque térmico induzem mutações, antígenos de diferenciação são exclusivos de vírus e os neoantígenos surgem via transcrição reversa. C) Antígenos oncofetais causam a deleção clonal, anticorpos citotóxicos eliminam vírus oncogênicos e as proteínas normais evitam o reconhecimento imune. D) Determinantes antigênicos nativos estimulam a apoptose, receptores de membrana filtram oncovírus e a carga mutacional reduz a expressão de autoantígenos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A alternativa A define com precisão as três principais categorias solicitadas: 1) Neoantígenos (produtos de genes mutados); 2) Antígenos de oncovírus (proteínas exógenas como E6/E7 do HPV); e 3) Antígenos normais superexpressos (proteínas próprias que, por estarem em níveis muito altos, quebram a autotolerância). CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B apresenta conceitos errôneos sobre neoantígenos e antígenos virais. C confunde mecanismos de tolerância com classificação de antígenos. D utiliza termos sem fundamentação técnica na imunologia tumoral clássica. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 03 – Imunidade tumoral DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite 2 OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Analisar o papel pró-tumorogênico dos macrófagos M2 no microambiente inflamatório. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: A análise histopatológica de um carcinoma de mama invasivo demonstra um estroma rico em macrófagos com fenótipo M2 (CD163+). Esse achado correlaciona-se com um prognóstico reservado, pois a inflamação estabelecida por essas células atua como um sustentáculo para o crescimento neoplásico. O mecanismo que explica essa viabilidade tumoral é a: A) Macrófagos M2 estimulam a progressão tumoral através da secreção de fatores angiogênicos e citocinas que suprimem a atividade citotóxica dos linfócitos. B) Células do perfil M1 promovem a sobrevivência neoplásica ao induzirem a estabilização da matriz extracelular e bloquearem a infiltração de células de defesa. C) Monócitos ativados produzem espécies reativas de oxigênio que eliminam células tronco tumorais e impedem a formação de novos vasos no microambiente local. D) Macrófagos pró-inflamatórios desencadeiam a morte celular programada das linhagens malignas através da liberação de perforinas e granzimas no estroma denso. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: Macrófagos M2 são classicamente ativados por vias alternativas (IL-4, IL-13) e exercem funções "reparadoras" que o câncer subverte: promovem angiogênese (via VEGF), remodelamento tecidual e secretam citocinas imunossupressoras (como IL-10 e TGF-beta), protegendo o tumor do sistema imune. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B atribui erradamente funções pró-tumorais ao fenótipo M1 (que é tipicamente antitumoral). C e D descrevem atividades citotóxicas e antitumorais que não correspondem ao papel do macrófago M2 no suporte à neoplasia. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 04 – Imunodeficiências primárias DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Analisar a fisiopatologia da síndrome de Chediak-Higashi e sua relação com falhas na função dos fagócitos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Uma criança de 8 anos, atendida em uma Unidade Básica de Saúde no município de Viçosa do Ceará, apresenta infecções recorrentes por bactérias piogênicas, albinismo oculocutâneo parcial 3 e infiltração de diversos órgãos por linfócitos não neoplásicos. Ao ser encaminhada a um hospital de referência para exames mais precisos, os resultados laboratoriais revelaram neutrófilos, monócitos e linfócitos com lisossomos gigantes. Qual mecanismo está envolvido nesse quadro clínico? A) Defeito na fusão de fagossomos com lisossomos, resultante de mutações no gene regulador de tráfego lisossomal (LYST). B) Deficiência na atividade da enzima NADPH oxidase, impedindo a formação de espécies reativas de oxigênio. C) Ausência de moléculas de adesão leucocitária (integrinas) na superfície celular, dificultando o recrutamento de neutrófilos para os tecidos. D) Defeito na síntese de mieloperoxidase, levando à incapacidade de converter peróxido de hidrogênio em ácido hipocloroso no interior dos fagolisossomos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Defeito no gene LYST compromete a fusão fagossomo-lisossomo, formando lisossomos gigantes (Síndrome de Chediak-Higashi). B) Incorreta. Refere-se à Doença Granulomatosa Crônica, sem formação de lisossomos gigantes. C) Incorreta. Caracteriza deficiência de adesão leucocitária, com falha na migração celular, não em lisossomos. D) Incorreta. Deficiência de mieloperoxidase afeta a produção de HOCl, mas não gera lisossomos gigantes. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologiacelular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 05 – Imunodeficiências primárias DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Relacionar as alterações do desenvolvimento tímico na síndrome de DiGeorge com a deficiência na resposta imune adaptativa. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: 4 Uma criança de 6 anos apresenta histórico de sucessivas consultas em uma Unidade Básica de Saúde em Ubajara devido a infecções virais e fúngicas recorrentes. Após encaminhamento para avaliação imunológica em um hospital de referência, seus exames laboratoriais mostraram redução acentuada de linfócitos T circulantes compatível com a Síndrome de DiGeorge, enquanto os níveis de anticorpos mantiveram-se dentro do esperado. Qual mecanismo melhor explica esse perfil? A) Defeito no desenvolvimento tímico, reduzindo linfócitos T e mantendo função relativa de células B. B) Alteração na ativação periférica de linfócitos T, com impacto direto na diferenciação funcional de células B. C) Comprometimento na interação entre linfócitos T e B, levando à redução simultânea das duas populações celulares. D) Deficiência na proliferação de linfócitos T e B, resultando em diminuição proporcional das respostas adaptativas. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Defeito tímico reduz linfócitos T, enquanto linfócitos B podem manter produção basal de anticorpos. B) Incorreta. Alteração na ativação de T impactaria mais diretamente a função de B, reduzindo anticorpos. C) Incorreta. Haveria redução de T e B, o que não condiz com anticorpos preservados. D) Incorreta. Levaria à diminuição global de T e B, diferente do quadro descrito. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 06 – Imunodeficiências primárias DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Explicar os mecanismos imunológicos alterados nas principais imunodeficiências congênitas que afetam a imunidade inata CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: 5 Pais residentes em um município da Serra da Ibiapaba buscaram atendimento em hospital de referência após o filho apresentar infecções recorrentes desde os primeiros meses de vida. Após investigação, foi diagnosticada uma imunodeficiência primária de origem genética, associada à presença de mutações herdadas de ambos os genitores, sem manifestações clínicas evidentes nos pais. Qual padrão de herança melhor explica o caso descrito? A) Herança autossômica recessiva, com necessidade de dois alelos mutados herdados de cada genitor. B) Herança autossômica dominante, com manifestação clínica variável mesmo em indivíduos heterozigotos. C) Herança mitocondrial, com transmissão predominante por linhagem materna e expressão heterogênea. D) Herança ligada ao X, com possibilidade de manifestação clínica discreta em portadores heterozigotos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Herança autossômica recessiva exige dois alelos mutados, com pais portadores assintomáticos. B) Incorreta. Forma dominante geralmente apresenta manifestação em pelo menos um dos pais. C) Incorreta. Herança mitocondrial é exclusivamente materna, não envolvendo ambos os genitores. D) Incorreta. Ligada ao X afetaria principalmente homens, e não explicaria pais assintomáticos de forma típica. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 07 – Distúrbios de hipersensibilidade DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Classificar as reações de hipersensibilidade nos tipos I, II, III e IV, destacando seus mecanismos imunológicos e exemplos clínicos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: 6 Um agricultor de 35 anos, residente no município de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, procurou atendimento médico devido ao surgimento de uma lesão cutânea pruriginosa e endurecida no antebraço. O paciente relatou que a reação apareceu aproximadamente 48 horas após o manuseio de um novo produto químico utilizado na lavoura. A análise histopatológica da área afetada revelou um infiltrado inflamatório denso, composto predominantemente por linfócitos e macrófagos. Diante desse quadro de hipersensibilidade, qual mecanismo está relacionado a essa resposta? A) Resposta mediada por células T, com liberação de citocinas inflamatórias e recrutamento de macrófagos para o local. B) Formação de imunocomplexos circulantes, seguida de deposição em tecidos distantes e ativação do sistema complemento. C) Ativação de mastócitos via imunoglobulina E (IgE), resultando em degranulação e resposta cutânea imediata. D) Produção de autoanticorpos específicos (IgG/IgM), promovendo a opsonização e a citotoxicidade de células epiteliais locais. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta Hipersensibilidade do tipo IV (tardia), mediada por linfócitos T, com liberação de citocinas e recrutamento de macrófagos após 48h. B) Incorreta. Refere-se à hipersensibilidade tipo III, com imunocomplexos, geralmente sistêmica e não localizada. C) Incorreta. Caracteriza hipersensibilidade tipo I, imediata (minutos), mediada por IgE e mastócitos. D) Incorreta. Corresponde à hipersensibilidade tipo II, com autoanticorpos contra células, não ao padrão tardio descrito. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 08 – Distúrbios de hipersensibilidade DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: 7 Classificar as reações de hipersensibilidade nos tipos I, II, III e IV, destacando seus mecanismos imunológicos e exemplos clínicos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Uma paciente de 28 anos, residente no município de São Benedito, na Serra da Ibiapaba, procurou assistência médica relatando fraqueza muscular progressiva e fadiga acentuada, com piora ao final do dia e melhora após o repouso. Testes laboratoriais confirmaram a Miastenia Gravis caracterizada pela presença de autoanticorpos que interferem na transmissão neuromuscular, sem evidências de destruição tecidual ou processo inflamatório local. Qual mecanismo imunopatológico melhor descreve essa condição? A) Autoanticorpos ligam-se a receptores de acetilcolina na junção neuromuscular, bloqueando competitivamente a ligação do neurotransmissor e alterando a função celular sem induzir resposta inflamatória direta. B) Autoanticorpos fixam-se a antígenos da membrana celular e ativam a cascata do complemento até a formação do complexo de ataque à membrana (MAC), resultando em lise celular direta e sem induzir resposta inflamatória direta. C) Autoanticorpos atuam como opsoninas, ligando-se a antígenos de superfície e facilitando o reconhecimento e a subsequente fagocitose das células afetadas por macrófagos e neutrófilos. D) Autoanticorpos ligam-se a receptores de superfície celular imitando a ação de seus ligantes naturais (hormônios ou neurotransmissores), resultando na hiperestimulação funcional da célula-alvo. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Autoanticorpos bloqueiam receptores de acetilcolina, prejudicando a transmissão neuromuscular sem inflamação significativa (disfunção funcional). B) Incorreta. Descreve citotoxicidade mediada por complemento (tipo II), com lise celular, o que não é o principal mecanismona miastenia. C) Incorreta. Refere-se à opsonização e fagocitose, mecanismo que envolve destruição celular, não predominante nesse caso. D) Incorreta. Descreve ativação/estimulação de receptores, como na Doença de Graves, e não bloqueio funcional como na miastenia. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. 8 PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 09 – Distúrbios de hipersensibilidade DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Classificar as reações de hipersensibilidade nos tipos I, II, III e IV, destacando seus mecanismos imunológicos e exemplos clínicos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante um estágio em uma Unidade Básica de Saúde no município de Croatá, na Serra da Ibiapaba, um paciente de 19 anos relata episódios recorrentes de espirros em salva, prurido nasal intenso e lacrimejamento ocular imediato ao realizar a limpeza de sua residência. O exame físico revela mucosa nasal pálida e hipertrofia de cornetos. A equipe de saúde suspeita de uma resposta imunológica exacerbada a antígenos ambientais (ácaros da poeira). Qual mecanismo imunológico está mais associado ao quadro descrito? A) Produção de anticorpos da classe IgE, que se ligam a receptores de alta afinidade em mastócitos, provocando a liberação de mediadores pré-formados como a histamina. B) Formação de imunocomplexos solúveis circulantes que se depositam no endotélio vascular, desencadeando a ativação da via clássica do sistema complemento. C) Ativação de linfócitos T citotóxicos (CD8+) que reconhecem antígenos via MHC de classe I, promovendo a destruição direta de células epiteliais da mucosa. D) Produção de autoanticorpos da classe IgG direcionados contra antígenos de superfície celular, induzindo a fagocitose mediada por receptores Fc de macrófagos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Hipersensibilidade do tipo I, com IgE ligada a mastócitos e liberação imediata de histamina após contato com alérgeno. B) Incorreta. Refere-se à hipersensibilidade tipo III, com imunocomplexos e deposição tecidual, geralmente não imediata. C) Incorreta. Descreve resposta citotóxica mediada por linfócitos T (tipo IV), não relacionada a alergia imediata. 9 D) Incorreta. Corresponde à hipersensibilidade tipo II, com autoanticorpos IgG e destruição celular, não típica de rinite alérgica. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 10 – Imunologia dos transplantes DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Definir termos relacionados aos transplantes e alorreconhecimento e analisar os mecanismos imunopatogênicos da rejeição CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Um paciente residente no município de Viçosa do Ceará foi submetido a um transplante renal em um hospital de alta complexidade. Durante o procedimento, o órgão passou por um período necessário de isquemia fria (entre a captação e a anastomose vascular no receptor). Sabe-se que a interrupção temporária do fluxo sanguíneo e a subsequente reperfusão geram estresse celular e sofrimento tecidual no enxerto. Qual consequência imunológica inicial esse evento desencadeia no microambiente do órgão transplantado? A) Resulta na expressão de padrões moleculares associados ao dano (DAMPs) no enxerto, estimulando respostas inatas mediadas tanto por células inatas do hospedeiro no interior do enxerto quanto pelo sistema imune inato do doador. B) Resulta na produção imediata de autoantígenos específicos pelo parênquima do enxerto, promovendo a ativação de mecanismos de tolerância imunológica central no receptor e promovendo a rejeição crônica do órgão. C) Resulta na expressão aumentada de aloantígenos do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), o que induz a anergia de linfócitos T e favorece a aceitação do órgão. D) Resulta na ativação imediata de anticorpos naturais pré-existentes (IgM) contra antígenos de carboidratos nas células endoteliais do órgão transplantado, culminando na rejeição hiperaguda mediada pela ativação do sistema complemento do receptor. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Isquemia-reperfusão leva à liberação de DAMPs, ativando a imunidade inata e iniciando inflamação no enxerto. 10 B) Incorreta. Não há indução de tolerância central nem produção de “autoantígenos” com esse efeito imediato. C) Incorreta. Aumento de MHC favorece ativação, não anergia de linfócitos T. D) Incorreta. Descreve rejeição hiperaguda por anticorpos pré-formados, não sendo consequência direta da isquemia-reperfusão. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 11 – Imunologia dos transplantes DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Definir termos relacionados ao alorreconhecimento e explicar mecanismos de alorreconhecimento CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante um Workshop de Imunologia para acadêmicos de saúde realizado no município de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, discutiu-se o "paradoxo da alorreatividade": como o sistema imune de um receptor consegue reconhecer e atacar um órgão transplantado (MHC alogênico) se ele nunca foi exposto a esses antígenos anteriormente? A resposta reside nos processos de seleção positiva e negativa ocorridos no timo durante a maturação dos linfócitos T. Como esse processo contribui para o reconhecimento de MHC alogênico em transplantes? A) A seleção positiva promove a sobrevivência de células T com fraca reatividade ao MHC próprio, e entre essas células T, pode haver muitas com forte reatividade às moléculas de MHC alogênicas. B) A seleção negativa preserva deliberadamente linfócitos T com alta afinidade por antígenos próprios, garantindo que essas células reconheçam prontamente qualquer MHC estranho implantado no organismo. C) A seleção positiva elimina seletivamente todos os linfócitos T que demonstram capacidade de reconhecer variantes de MHC, limitando a resposta imune apenas a patógenos intracelulares específicos. D) A seleção negativa promove a sobrevivência de linfócitos T específicos para autoantígenos teciduais, permitindo que estas células identifiquem o enxerto como "não-próprio" e iniciem a rejeição celular. 11 GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Seleção positiva mantém linfócitos T que reconhecem MHC próprio fracamente, alguns dos quais reagem fortemente a MHC alogênico. B) Incorreta. Seleção negativa elimina linfócitos autorreativos, não os preserva. C) Incorreta. Seleção positiva não elimina células que reconhecem MHC, mas seleciona aquelas capazes de reconhecê-lo. D) Incorreta. Seleção negativa remove células autorreativas, não promove sua sobrevivência. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 12 – Imunologia dos transplantes DISCIPLINA: Imunologia PROFESSOR ELABORADOR: Diêgo Passos Aragão OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Explicar os mecanismos de apresentação de antígenos e alorreconhecimento e definir termos relacionados aos transplantes. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante um Workshop de saúde realizado no município de São Benedito, na Serra da Ibiapaba, debateu-se o desafio imunológico da rejeição de enxertos. O palestrante enfatizou que a base da rejeição celularreside na capacidade dos linfócitos T do receptor de identificar moléculas do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) estranhas. Sobre os mecanismos de reconhecimento de aloantígenos, assinale a alternativa correta: A) Moléculas alogênicas do MHC são reconhecidas por vias direta e indireta envolvendo MHC intacto ou peptídeos apresentados por MHC próprio. B) Moléculas do MHC do doador são sempre processadas antes do reconhecimento pelas células T do receptor em qualquer situação. C) Moléculas do MHC alogênico são reconhecidas por apresentação indireta mediada por APCs do receptor durante resposta imune. D) Moléculas do MHC do doador apresentam apenas antígenos microbianos reconhecidos por células T do receptor em todos casos. 12 GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. O alorreconhecimento ocorre por via direta (MHC intacto do doador) e indireta (peptídeos apresentados por MHC do receptor). B) Incorreta. Na via direta, o MHC do doador é reconhecido intacto, sem processamento prévio. C) Incorreta. Descreve apenas a via indireta, não abrangendo todo o mecanismo de alorreconhecimento. D) Incorreta. MHC alogênico não apresenta apenas antígenos microbianos, mas também peptídeos próprios. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 13 – Neoplasias DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Aplicar a nomenclatura correta de neoplasias mesenquimais malignas. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Uma paciente de 52 anos apresenta sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal revela massa miometrial de 10 cm com áreas de necrose e bordas infiltrativas. O exame histopatológico confirma neoplasia maligna derivada de células musculares lisas. O diagnóstico correto dessa lesão é: A) Leiomiossarcoma representa a denominação técnica da neoplasia maligna originada de tecido muscular liso. B) Adenocarcinoma caracteriza o tumor maligno glandular com diferenciação para células de revestimento. C) Rabdomiossarcoma constitui a lesão maligna derivada de células progenitoras do tecido muscular estriado. D) Mioma maligno define o processo proliferativo de linhagem mesenquimal com comportamento local agressivo. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: 13 Neoplasias malignas de origem mesenquimal recebem o sufixo "sarcoma". No caso de músculo liso (leio-), o termo correto é leiomiossarcoma. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B refere-se a tumores epiteliais. C refere-se a músculo estriado. D é uma nomenclatura tecnicamente inexistente (o correto seria leiomioma para benigno). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 14 – Neoplasias DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Identificar características morfológicas de anaplasia celular. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante a análise de uma biópsia de linfonodo cervical de um paciente com suspeita de carcinoma, o patologista observa células com acentuada variação de tamanho e forma, núcleos hipercromáticos e relação núcleo-citoplasma de 1:1. Essas alterações morfológicas definem o conceito de: A) Anaplasia consiste na falta de diferenciação celular e arquitetural em uma linhagem de tecido neoplásico. B) Metaplasia representa a substituição reversível de um tipo de célula adulta por outro tipo diferenciado. C) Displasia caracteriza a proliferação desordenada com perda parcial da uniformidade das células epiteliais. D) Hiperplasia define o aumento do número de células em um órgão ou tecido em resposta a estímulo externo. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A anaplasia é a marca da malignidade, caracterizada por células que não se assemelham ao tecido de origem (desdiferenciação), apresentando pleomorfismo, hipercromasia e mitoses atípicas. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B é uma adaptação celular. C é uma alteração pré-neoplásica que mantém alguma diferenciação. D é apenas aumento numérico celular. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 14 KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 15 – Neoplasias DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Diferenciar tumores benignos de malignos com base no comportamento biológico. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Homem de 35 anos apresenta nódulo indolor na glândula tireoide. A análise histopatológica da peça cirúrgica revela uma massa encapsulada, com células foliculares sem atipias e ausência de invasão da cápsula ou de vasos sanguíneos. Com base nesses achados, a lesão é classificada como: A) Adenoma folicular pois é uma neoplasia benigna que exibe crescimento expansivo sem infiltrar a cápsula. B) Carcinoma papilar devido à presença de proliferação folicular organizada em arranjos de aspecto sólido. C) Teratoma cístico maduro visto que apresenta elementos derivados de múltiplos folhetos embrionários D) Hamartoma tireoidiano dado que consiste em tecidos maduros desorganizados nativos do próprio órgão. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: O adenoma é uma neoplasia epitelial benigna. Na tireoide, a ausência de invasão capsular ou vascular é o critério que o diferencia do carcinoma folicular. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B é um tumor maligno. C envolve tecidos de vários folhetos. D é uma malformação pseudo-tumoral, não uma neoplasia verdadeira. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 16 – Bases moleculares do câncer DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: 15 Identificar a natureza de tumores de glândulas salivares (neoplasias mistas). CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Paciente do sexo feminino, 48 anos, apresenta aumento volumétrico de crescimento lento em região parotídea direita. A biópsia revela uma mistura de elementos epiteliais glandulares imersos em um estroma mixoide e condroide. O diagnóstico histopatológico correto para essa neoplasia mista é: A) Adenoma pleomórfico caracteriza-se pela divergência de diferenciação a partir de um único clone celular. B) Carcinoma adenoide cístico consiste em uma lesão maligna com padrão de crescimento em forma de crivo. C) Tumor de Warthin representa uma lesão benigna cística com estroma linfoide e epitélio oncocítico duplo. D) Sialolitíase define a formação de cálculos nos ductos salivares provocando inflamação e fibrose local. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: O adenoma pleomórfico (tumor misto benigno) origina-se de uma única célula precursora que se diferencia tanto em linhagem epitelial quanto mesenquimal (estroma condroide/mixoide). CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B é maligno. C tem morfologia distinta (papilar/linfoide). D não é neoplasia. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins: Patologia Estrutural e Funcional. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 17 – Bases moleculares do câncer DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Compreender a função do gene TP53 como guardião do genoma. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Pesquisadores analisam linhagens celulares de carcinoma colorretal e identificam mutações homozigóticas inativadoras no gene TP53. A perda da função daproteína p53 contribui diretamente para a progressão maligna nessas células através da: A) Incapacidade de induzir a parada do ciclo celular ou apoptose em resposta a danos irreparáveis no DNA 16 B) Ativação constitutiva da via de sinalização RAS-MAPK promovendo a proliferação celular independente. C) Inibição da atividade da enzima telomerase resultando no encurtamento progressivo dos telômeros D) Estabilização de junções intercelulares de oclusão impedindo a migração para tecidos adjacentes. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A proteína p53 monitora o estresse genômico. Se o dano não é reparado, ela induz a transcrição de p21 (parada em G1) ou genes pró-apoptóticos (BAX). Sem p53, células com mutações continuam a se dividir. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B refere-se a oncogenes. C seria um mecanismo antitumoral (senescência). D seria um mecanismo supressor de metástase. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 18 – Bases moleculares do câncer DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Identificar o efeito Warburg na reprogramação metabólica tumoral. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Células cancerosas frequentemente alteram seu metabolismo para favorecer o crescimento rápido. Elas utilizam a glicólise aeróbica mesmo na presença de oxigênio suficiente, fenômeno conhecido como Efeito Warburg. Essa reprogramação metabólica é vantajosa pois: A) Fornece intermediários metabólicos essenciais para a síntese de macromoléculas na divisão celular. B) Aumenta a eficiência da produção de ATP por molécula de glicose através da fosforilação oxidativa. C) Reduz a produção de lactato no microambiente tumoral evitando a acidificação do estroma adjacente. D) Inibe a captação de glicose mediada por transportadores GLUT1 para conservar recursos energéticos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: 17 O efeito Warburg permite que a célula use o carbono da glicose para sintetizar lipídios, proteínas e ácidos nucleicos, necessários para gerar novas células, em vez de oxidar tudo a CO2 para energia. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B está incorreta (glicólise é menos eficiente em ATP). C está incorreta (Warburg gera muito lactato). D está incorreta (células tumorais aumentam GLUT1). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 19 – Agentes carcinogênicos DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Analisar o marcador molecular HER2 no câncer de mama. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Uma paciente de 45 anos com carcinoma ductal infiltrante de mama apresenta amplificação do gene ERBB2 (HER2/neu) detectada por hibridização in situ por fluorescência (FISH). A importância clínica desse marcador molecular reside no fato de que ele: A) Codifica um receptor de tirosina-quinase que estimula vias de sobrevivência e proliferação celular. B) Atua como um fator de transcrição que inibe a expressão de ciclinas responsáveis pela fase S do ciclo. C) Identifica tumores com alta instabilidade de microssatélites que respondem bem à imunoterapia isolada. D) Demonstra a origem hereditária da neoplasia através de mutações germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: O HER2 é um membro da família de receptores do fator de crescimento epidérmico. Sua amplificação leva à superexpressão da proteína, gerando sinais mitogênicos contínuos. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B descreve um supressor de tumor. C refere-se a falhas no reparo de DNA (MMR). D refere-se a outros genes de suscetibilidade hereditária. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: DEVITA, V. T.; HELLMAN, S.; ROSENBERG, S. A. Cancer: Principles & Practice of Oncology. 11. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2018. 18 PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 20 – Agentes carcinogênicos DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Compreender a ação carcinogênica dos componentes do tabaco. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: O tabagismo é o principal fator de risco para o carcinoma de pulmão. Entre os diversos agentes presentes na fumaça do cigarro, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos são considerados potentes carcinógenos iniciadores porque promovem a: A) Formação de adutos de DNA que induzem mutações específicas em genes críticos como o supressor TP53. B) Irritação crônica do epitélio brônquico gerando metaplasia escamosa sem alteração do material genético. C) Inibição da atividade mitocôndrial forçando a célula a realizar respiração anaeróbica constitutiva. D) Deposição de partículas insolúveis que bloqueiam fisicamente a replicação do genoma em pneumócitos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: Hidrocarbonetos aromáticos (como o benzopireno) são metabolizados em epóxidos reativos que se ligam covalentemente ao DNA (adutos). Se não reparados, causam mutações permanentes na iniciação tumoral. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B é um evento promotor/adaptativo, não a causa da mutação iniciadora. C e D não descrevem o mecanismo genotóxico clássico desses agentes. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 21 - Agentes carcinogênicos DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Identificar o risco carcinogênico associado a nitrofuranos e seus metabólitos. 19 CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Estudos epidemiológicos e experimentais investigam a associação entre a exposição crônica a nitrofuranos e o desenvolvimento de neoplasias uroteliais. O mecanismo de carcinogenicidade proposto para esses agentes químicos envolve a: A) Redução enzimática gerando metabólitos reativos que causam danos oxidativos e alquilação do DNA alvo. B) Ligação reversível a receptores citoplasmáticos de estrogênio induzindo a proliferação do urotélio. C) Cristalização do composto na urina provocando trauma mecânico repetitivo com regeneração acelerada. D) Inibição da síntese de prostaglandinas reduzindo a proteção da mucosa vesical contra agentes externos GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: Os grupos nitro dos nitrofuranos sofrem redução por enzimas intracelulares, gerando radicais livres e intermediários eletrofílicos que atacam o DNA, caracterizando uma ação genotóxica. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B, C e D descrevem mecanismos não relacionados à natureza química e biológica da ativação dos nitrofuranos no organismo. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 22 - Mecanismos de metástases DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Descrever as etapas moleculares da invasão tumoral. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: A invasão da matriz extracelular pelas células neoplásicas é um passo crucial da cascata metastática. Para que uma célula epitelial maligna consiga se destacar do tumor primário e migrar, ocorre obrigatoriamente a: A) Redução da expressão de E-caderinas resultando na perda da coesão celular e transição mesenquimal. B) Inibição da secreção de metaloproteinases de matriz para manter a integridade das membranas basais. 20 C) Ativação de integrinas de baixa afinidade que favorecem a ancoragem firme das células ao estroma. D) Produçãoexcessiva de queratina para aumentar a resistência mecânica durante a passagem pelos vasos. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A E-caderina mantém as células epiteliais unidas. Sua perda (frequentemente por mutação ou repressão transcricional) libera as células para invadir o tecido adjacente, processo parte da Transição Epitélio-Mesenquimal (EMT). CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B está invertida (tumor aumenta MMPs). C está incorreta (tumor precisa de adesão dinâmica, não fixa). D não auxilia na migração/invasão. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins: Patologia Estrutural e Funcional. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 23 - Mecanismos de metástases DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Identificar mecanismos de sobrevivência tumoral na circulação. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante a disseminação hematogênica, as células tumorais enfrentam um ambiente hostil no sistema circulatório. Para aumentar as chances de sobrevivência e sucesso na metástase, as células malignas frequentemente: A) Formam agregados com plaquetas criando êmbolos que oferecem proteção contra o estresse de cisalhamento. B) Reduzem o consumo de glicose para entrar em estado de dormência metabólica dentro dos capilares. C) Expressam antígenos de histocompatibilidade de classe II para evitar o ataque de linfócitos T auxiliares. D) Secretam substâncias fibrinolíticas que impedem a formação de coágulos ao redor da membrana celular. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: 21 A interação com plaquetas protege a célula tumoral da destruição mecânica pelo fluxo sanguíneo e dificulta o reconhecimento por células natural killer (NK), facilitando o posterior extravasamento. CORREÇÃO DOS DISTRATORES: B está incorreta. C está incorreta (MHC-II é para APCs). D está incorreta (células tumorais são geralmente pró-coagulantes). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins: Patologia Estrutural e Funcional. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 24 - Anti-histaminicos DISCIPLINA:Farmacologia PROFESSOR ELABORADOR: Camylla Carvalho OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Explicar as características físico-químicas e os mecanismos de ação dos Fármacos anti- histamínicos. Listar os principais fármacos anti- histamínicos. Descrever as principais reações adversas relacionadas aos fármacos anti- histamínicos. Descrever as principais interações medicamentosas associadas aos fármacos anti- histamínicos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Homem de 58 anos, com rinite alérgica, inicia a prometazina 25 mg/dia. Após alguns dias, evolui com boca seca, constipação, dificuldade urinária, tontura ao ortostatismo e taquicardia leve. Qual mecanismo farmacológico explica o quadro clínico apresentado? A) Bloqueio de receptores muscarínicos e α-adrenérgicos associado ao antagonismo H1 B) Antagonismo seletivo de receptores H1 periféricos com baixa ação em outros sistemas C) Inibição da liberação de histamina por mastócitos com redução da resposta inflamatória D) Bloqueio predominante de receptores H2 com interferência na secreção gástrica GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Bloqueio muscarínico → xerostomia, retenção urinária, constipação. Bloqueio α-adrenérgico → hipotensão postural e tontura. 22 B) Incorreta. Descreve anti-histamínicos de 2ª geração, que não causam esse perfil sistêmico. C) Incorreta. Anti-histamínicos não inibem liberação de histamina, apenas bloqueiam receptores. D) Incorreta. Receptores H2 estão ligados à secreção gástrica, não ao quadro descrito. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KATZUNG, Bertram G.; VANDERAH, Todd W. Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 25 - Anti-histaminicos DISCIPLINA:Farmacologia PROFESSOR ELABORADOR: Camylla Carvalho OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Listar os principais fármacos anti- histamínicos. Descrever as principais reações adversas relacionadas aos fármacos anti- histamínicos. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Homem de 45 anos, piloto de aeronaves comerciais, com rinite alérgica persistente, utilizava difenidramina com melhora dos sintomas, porém com prejuízo importante da atenção e do tempo de reação. Em nova avaliação, o tratamento foi substituído por fexofenadina, mantendo controle clínico sem impacto no estado de alerta. Qual propriedade farmacológica da fexofenadina justifica a ausência de efeitos sobre o sistema nervoso central nesse caso? A) Baixa penetração no SNC por dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica B) Maior bloqueio de receptores H1 no cérebro com menor efeito sedativo global C) Redução da produção de histamina pelas células inflamatórias da mucosa nasal D) Estímulo de receptores colinérgicos periféricos com menor ação no sistema nervoso GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Fexofenadina quase não atravessa a BHE → não causa sedação. B) Incorreta. Bloqueio central aumenta sedação, não reduz. C) Incorreta. Anti-histamínicos não reduzem produção de histamina. D) Incorreta. Não estimulam receptores colinérgicos. 23 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KATZUNG, Bertram G.; VANDERAH, Todd W. Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 26 - Biofilmes bacterianos DISCIPLINA: Microbiologia PROFESSOR ELABORADOR: Ronaldo Dias OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Relacionar a estrutura do biofilme à resistência antimicrobiana. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Um paciente hospitalizado desenvolveu infecção associada a cateter venoso central por Staphylococcus aureus. Apesar do tratamento com antibiótico ao qual a bactéria apresentou sensibilidade em teste laboratorial, a infecção persistiu até a retirada do dispositivo. Considerando a organização bacteriana em biofilmes, assinale a alternativa que melhor explica a persistência da infecção. A) No interior do biofilme, regiões com menor disponibilidade de oxigênio e nutrientes abrigam bactérias com metabolismo reduzido, o que diminui a eficácia de diversos antibióticos. B) No interior do biofilme, todas as bactérias apresentam elevada taxa de crescimento, tornando-se mais suscetíveis à ação dos antibióticos. C) No interior do biofilme, as bactérias perdem a capacidade de troca genética e tornam-se metabolicamente uniformes. D) No interior do biofilme, a organização celular aumenta a exposição das bactérias aos antibióticos presentes no meio. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A (Correta) A estrutura do biofilme cria gradientes de oxigênio, nutrientes e pH. Células localizadas em regiões mais profundas frequentemente apresentam metabolismo reduzido ou crescimento lento, tornando-se menos suscetíveis à ação de diversos antibióticos que dependem da atividade metabólica bacteriana para exercer efeito bactericida. Correção dos Distratores B) O biofilme não apresenta crescimento celular uniforme; existe heterogeneidade metabólica. C) A proximidade celular no biofilme pode favorecer a transferência genética entre bactérias. 24 D) A organização do biofilme não aumenta a exposição bacteriana aos antibióticos; ao contrário, pode dificultar sua difusão. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. Capítulo: Biofilmes microbianos. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 27 - Biofilmes bacterianos DISCIPLINA: Microbiologia PROFESSOR ELABORADOR: Ronaldo Dias OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Compreender a regulação da formação do biofilme bacteriano. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA+ ENUNCIADO: Durante o crescimento bacteriano em uma superfície, as células passam a liberar moléculas sinalizadoras no meio extracelular. À medida que a densidade celular aumenta, a concentração dessas moléculas também se eleva, desencadeando mudanças regulatórias no comportamento bacteriano associadas à formação de comunidades aderidas. Considerando esse mecanismo regulatório, assinale a alternativa correta. A) O aumento de autoindutores ativa vias regulatórias que elevam o c-di-GMP intracelular, favorecendo a adesão à superfície, produção de matriz e redução da motilidade bacteriana. B) O aumento de autoindutores ativa vias regulatórias que reduzem o c-di-GMP intracelular, favorecendo síntese de flagelo, motilidade celular e dispersão bacteriana. C) O aumento de autoindutores ativa vias regulatórias que estimulam síntese de peptidoglicano, lipopolissacarídeos e reorganização da parede celular bacteriana. D) O aumento de autoindutores ativa vias regulatórias que promovem replicação cromossômica, divisão celular e crescimento bacteriano em suspensão. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A (Correta) Durante o quorum sensing, o aumento da concentração de autoindutores indica elevada densidade celular e ativa vias regulatórias que elevam os níveis intracelulares de c-di-GMP. Essa molécula sinalizadora promove a transição para o estado aderido associado ao biofilme, estimulando produção de matriz extracelular, aumento da adesão à superfície e redução da motilidade bacteriana. Correção dos Distratores B) A redução de c-di-GMP está associada ao aumento da motilidade e ao estado planctônico. 25 C) Peptidoglicano e lipopolissacarídeos são componentes estruturais da parede celular bacteriana. D) Replicação cromossômica e divisão celular não representam o principal efeito regulado pelo c-di-GMP durante a formação do biofilme. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BROOKS, G. F. et al. Microbiologia Médica de Jawetz, Melnick e Adelberg. 26. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 28 - Biofilmes bacterianos DISCIPLINA: Microbiologia PROFESSOR ELABORADOR: Ronaldo Dias OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: Compreender o conceito de biofilme bacteriano CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Em microbiologia, bactérias podem organizar-se em comunidades aderidas a superfícies formando estruturas conhecidas como biofilmes. Considerando as características estruturais dessas comunidades microbianas, assinale a alternativa correta. A) Biofilmes correspondem a comunidades bacterianas aderidas a superfícies e envolvidas por matriz extracelular formada por polissacarídeos, proteínas e DNA extracelular. B) Biofilmes correspondem a populações bacterianas livres no meio líquido, organizadas como células planctônicas e envolvidas por matriz extracelular formada por polissacarídeos. C) Biofilmes correspondem a populações bacterianas planctônicas dispersas no meio líquido e envolvidas por matriz extracelular formada por peptidoglicano e ácidos teicoicos. D) Biofilmes correspondem a comunidades bacterianas aderidas a superfícies e envolvidas por matriz extracelular formada por fosfolipídios, lipopolissacarídeos e proteínas. GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A (Correta) Biofilmes são comunidades estruturadas de microrganismos aderidos a superfícies e envolvidos por matriz extracelular produzida pelas próprias células bacterianas. Essa matriz contém principalmente polissacarídeos extracelulares, proteínas e DNA extracelular, formando uma estrutura organizada que sustenta e protege a comunidade microbiana. Correção dos Distratores 26 B) Células livres ou planctônicas caracterizam bactérias dispersas no meio líquido, não comunidades aderidas organizadas em biofilme. C) O estado planctônico refere-se a bactérias dispersas no meio líquido; além disso, peptidoglicano e ácidos teicoicos são componentes da parede celular bacteriana. D) Fosfolipídios e lipopolissacarídeos estão associados a estruturas de membrana bacteriana e não à matriz extracelular típica do biofilme. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BROOKS, G. F. et al. Microbiologia Médica de Jawetz, Melnick e Adelberg. 26. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 29 - Infecção Hospitalar DISCIPLINA: MDA II PROFESSOR ELABORADOR: Thamy Braga OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: RECONHECER MEDIDAS BÁSICAS DE PREVENÇÃO. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Durante atendimento em pronto-socorro, médico realiza punção venosa em paciente sem diagnóstico definido. Durante o procedimento, há risco de contato com sangue e respingos. Qual conduta representa aplicação adequada das precauções padrão nesse cenário? A) Uso de luvas associado à proteção facial quando houver risco de respingos durante o procedimento realizado B) Uso de máscara cirúrgica durante a punção venosa sem necessidade de proteção adicional associada C) Realização do procedimento sem uso de equipamentos de proteção quando não houver diagnóstico infeccioso definido D) Utilização de avental apenas após contato com sangue visível durante o procedimento realizado no paciente GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: A) Correta. Precauções padrão exigem uso de EPIs conforme risco de exposição, incluindo luvas e proteção facial em situações com potencial de respingos. B) Máscara isolada não protege contra contato com sangue. C) Precauções padrão independem de diagnóstico. D) O uso de EPI é preventivo, não reativo. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 27 BRASIL. ANVISA. Medidas de prevenção de IRAS. Brasília, 2023. PARECER DO NAPe: MÚLTIPLA ESCOLHA 30 - Infecção Hospitalar DISCIPLINA: MDA II PROFESSOR ELABORADOR: Thamy Braga OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: RECONHECER MEDIDAS BÁSICAS DE PREVENÇÃO. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Paciente com COVID-19 em estado grave necessita de intubação orotraqueal em unidade hospitalar. Procedimento será realizado pela equipe médica. Qual medida é mais adequada para proteção dos profissionais durante esse procedimento? A) Uso de máscara N95 associado a proteção ocular e avental durante procedimento gerador de aerossóis B) Uso de máscara cirúrgica associado ao distanciamento físico durante o procedimento invasivo realizado C) Utilização de luvas como barreira escolhida como necessária durante manipulação de vias aéreas do paciente D) Permanência de múltiplos profissionais no ambiente sem restrição durante realização do procedimento GABARITO: A JUSTIFICATIVA DO GABARITO: Correta. Intubação gera aerossóis, exigindo proteção respiratória avançada e barreiras adicionais. B) Máscara cirúrgica é insuficiente. C) Luvas não protegem via respiratória. D) Redução de pessoal é medida de segurança. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BRASIL. ANVISA. Medidas de prevenção de IRAS. Brasília, 2023. PARECER DO NAPe: DISSERTATIVA 1 - Neoplasias DISCIPLINA: Patologia PROFESSOR ELABORADOR: Ítalo Leite OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: 28 Compreender a aplicação da imunohistoquímica no diagnóstico diferencial de neoplasias mistas e a interpretação de marcadores de linhagem e proliferação. CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Paciente, 62 anos, sexo masculino, apresenta quadro de dor abdominal persistente, alteração do hábito intestinal e perda ponderal de 10 kg em três meses. A colonoscopia revelou lesão vegetante e infiltrativa em cólon ascendente. O laudo histopatológico por coloração de Hematoxilina-Eosina (HE) sugeriu neoplasia maligna indiferenciada. Para melhor caracterização, foi solicitado painel complementar que revelou os seguintes achados: ● Sinaptofisina: Positividade citoplasmática difusa. ● Ki-67: Índice de positividade em 80% das células neoplásicas. ● Citoqueratinas de alto e baixo peso (AE1/AE3): Positividade membranar. ● Mucina(Coloração de PAS com Diastase): Presença de vacúolos intracitoplasmáticos positivos. Com base no quadro clínico e nos marcadores moleculares apresentados, responda: PADRÃO DE RESPOSTA PONTUAÇÃO a) Técnica e Princípio: A técnica utilizada é a Imunohistoquímica (IHQ). Seu princípio baseia-se na reação específica entre antígenos (proteínas presentes na amostra tumoral) e anticorpos marcados em laboratório. 0,4 ponto b) Significado dos Marcadores: ● Citoqueratinas (AE1/AE3): Confirmam a origem epitelial da neoplasia. É o marcador que define que o tumor é um Carcinoma, excluindo linhagens como sarcomas (mesenquimais) ou linfomas. (0,4) ● Sinaptofisina: É um marcador de linhagem neuroendócrina. Indica que as células possuem vesículas pré-sinápticas e maquinaria de secreção endócrina, característica de tumores derivados do sistema endócrino difuso. (0,4) ● Mucina: Indica diferenciação glandular (exócrina). Sua presença confirma um componente de adenocarcinoma, típico de células que mantêm a função de secretar substâncias para a superfície ou lúmen orgânico. (0,4) ● Ki-67: É um marcador de proliferação celular. Esta proteína é expressa em todas as fases ativas do ciclo celular (G1, S, G2 e M), mas está ausente em G0. Um índice de 80% indica um 1,6 ponto 29 tumor de alto grau (G3), extremamente agressivo e com rápida duplicação da massa tumoral. (0,4) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. PARECER DO NAPe: DISSERTATIVA 02 – Biofilmes bacterianos DISCIPLINA: Microbiologia PROFESSOR ELABORADOR: Ronaldo Dias OBJETIVO DE APRENDIZAGEM A QUE SE DIRIGE A QUESTÃO: CONTEXTO/SITUAÇÃO-PROBLEMA + ENUNCIADO: Bactérias podem organizar-se em comunidades aderidas a superfícies formando estruturas conhecidas como biofilmes. A formação dessas comunidades ocorre por meio de um processo sequencial envolvendo mudanças na adesão celular, crescimento microbiano e reorganização estrutural da comunidade bacteriana. Descreva as cinco fases de formação do biofilme bacteriano, explicando brevemente as características de cada etapa. PADRÃO DE RESPOSTA PONTUAÇÃO O estudante deve reconhecer e descrever as seguintes etapas: 1. Adesão inicial reversível Bactérias livres ou planctônicas entram em contato com a superfície e aderem de forma fraca e transitória por interações físico-químicas. (0,4) 2. Adesão irreversível As bactérias passam a aderir de forma estável à superfície, envolvendo estruturas celulares e início da produção de matriz extracelular. (0,4) 3. Formação de microcolônias Ocorre multiplicação celular e agregação bacteriana, formando pequenas comunidades celulares associadas à superfície. (0,4) 2,0 pontos 30 4. Maturação do biofilme O biofilme desenvolve uma estrutura tridimensional complexa, com produção intensa de matriz extracelular e formação de canais que permitem circulação de nutrientes e remoção de resíduos. (0,4) 5. Dispersão Células bacterianas ou agregados celulares se desprendem do biofilme e retornam ao estado planctônico, podendo colonizar novas superfícies. (0,4) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. PARECER DO NAPe: 31