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UNIPLAN CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL BACHARELADO EM ENFERMAGEM ANDREINA MACHADO RODRIGUES - UL23120326 DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO AVALIAÇÃO CLÍNICA, PREVENÇÃO E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ALTAMIRA - PA 2026 ANDREINA MACHADO RODRIGUES DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO AVALIAÇÃO CLÍNICA, PREVENÇÃO E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal como requisito parcial de avaliação da disciplina, sob orientação da enfermeira docente Joelma Santos de Oliveira Souza. ALTAMIRA - PA 2026 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................................. 2 OBJETIVOS.................................................................................................................. 2.1 Objetivo geral..................................................................................................... 2.2 Objetivos específicos........................................................................................ 3 DESENVOLVIMENTO................................................................................................ 3.1 Sistema respiratório e mecanismos de defesa............................................. 3.2 Avaliação clínica e sinais de gravidade......................................................... 3.3 Infecções das vias aéreas superiores............................................................ 3.4 Asma.................................................................................................................... 3.5 Doença pulmonar obstrutiva crônica.............................................................. 3.6 Pneumonia.......................................................................................................... 3.7 Tuberculose pulmonar...................................................................................... 3.8 Influenza, Covid-19 e vírus respiratórios....................................................... 3.9 Bronquite, bronquiolite e bronquiectasias..................................................... 3.10 Doenças pleurais e pneumotórax................................................................. 3.11 Câncer de pulmão e doenças ocupacionais............................................... 3.12 Insuficiência respiratória................................................................................ 3.13 Diagnóstico, tratamento e terapias respiratórias........................................ 3.14 Processo de Enfermagem, prevenção e fluxo assistencial...................... 4 METODOLOGIA.......................................................................................................... 5 CONCLUSÃO............................................................................................................... 6 REFERÊNCIAS............................................................................................................ 4 5 5 5 6 6 6 6 7 7 7 8 8 8 8 9 9 9 10 11 12 13 1 INTRODUÇÃO O sistema respiratório promove a entrada de oxigênio, a eliminação de dióxido de carbono e participa da manutenção do equilíbrio ácido-base. Alterações nas vias aéreas, no parênquima pulmonar, na pleura ou no controle ventilatório podem comprometer a troca gasosa e produzir manifestações que exigem avaliação clínica sistemática. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). As doenças respiratórias abrangem condições agudas e crônicas, infecciosas e não infecciosas. Asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, tuberculose, bronquiectasias, doenças pleurais e insuficiência respiratória apresentam mecanismos distintos, porém frequentemente compartilham sintomas como tosse, dispneia, expectoração, dor torácica e redução da oxigenação. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Na assistência de enfermagem, a avaliação respiratória deve considerar frequência e padrão respiratório, saturação periférica de oxigênio, esforço ventilatório, ausculta, características das secreções, nível de consciência e fatores de risco. A sistematização desses dados favorece a tomada de decisão e a priorização das intervenções. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Este trabalho aborda as principais doenças do sistema respiratório e organiza a assistência segundo avaliação, prevenção, diagnóstico, tratamento e Processo de Enfermagem, preservando o enfoque clínico e educativo do material-base. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 4 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Analisar as principais doenças do sistema respiratório, destacando manifestações clínicas, fatores de risco, diagnóstico, prevenção, tratamento e assistência de enfermagem. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 2.2 Objetivos específicos Revisar a organização do sistema respiratório; descrever avaliação clínica e sinais de gravidade; abordar asma, DPOC, pneumonia, tuberculose, infecções virais, bronquite, bronquiolite, bronquiectasias, doenças pleurais, câncer de pulmão e insuficiência respiratória; relacionar terapias respiratórias à segurança do paciente; e organizar o Processo de Enfermagem e o fluxo assistencial. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 5 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Sistema respiratório e mecanismos de defesa As vias aéreas superiores e inferiores conduzem o ar até os alvéolos, onde ocorre a troca gasosa. A permeabilidade das vias, a mecânica ventilatória e a relação entre ventilação e perfusão são determinantes para uma oxigenação adequada. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Mecanismos como tosse, transporte mucociliar e resposta imune ajudam a proteger os pulmões. Tabagismo, poluição, exposições ocupacionais, imobilidade e alterações neurológicas podem comprometer essas defesas e aumentar o risco de agravos respiratórios. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.2 Avaliação clínica e sinais de gravidade A anamnese respiratória investiga início e evolução da dispneia, tosse, expectoração, chiado, febre, dor torácica, hemoptise, perda de peso, exposição ao tabaco, ocupação, contatos e antecedentes. O exame físico inclui frequência respiratória, padrão ventilatório, expansão torácica, ausculta, saturação e estado geral. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Esforço respiratório intenso, alteração do nível de consciência, hipoxemia, cianose, hipotensão, exaustão e incapacidade de manter ventilação adequada constituem sinais que exigem resposta rápida e priorização do cuidado. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.3 Infecções das vias aéreas superiores Resfriados, faringites, sinusites e laringites são frequentes e muitas vezes apresentam etiologia viral. A avaliação deve diferenciar quadros autolimitados de situações com sinais de complicação ou comprometimento respiratório. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A enfermagem atua na orientação sobre hidratação, higiene das mãos, etiqueta respiratória, uso seguro de medicamentos e reconhecimento de sinais de alarme, evitando automedicação e uso indiscriminado de antimicrobianos. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 6 3.4 Asma A asma é uma doença inflamatória das vias aéreas com sintomas variáveis e limitação do fluxo expiratório. Chiado, dispneia, aperto torácico e tosse podem variar ao longo do tempo e ser desencadeados por infecções, alérgenos, fumaça, exercício e outros estímulos. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A assistência inclui avaliação do controle, identificação de fatores de risco, observação da técnica inalatória e reconhecimento de exacerbações. Fala entrecortada, esforço respiratório acentuado, alteração de consciência e redução da saturação indicam necessidade de avaliação imediata. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.5 Doença pulmonar obstrutiva crônica A DPOC caracteriza-se por sintomas respiratórios persistentes e limitação crônica do fluxo aéreo, frequentemente associada ao tabagismoe a exposições ambientais ou ocupacionais. Tosse crônica, expectoração e dispneia progressiva são manifestações comuns. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). O cuidado de enfermagem inclui apoio à cessação do tabagismo, educação para uso correto dos inaladores, incentivo à atividade e reabilitação conforme tolerância, vacinação e reconhecimento precoce de exacerbações. Quando há hipoxemia crônica, a indicação de oxigenoterapia prolongada depende de critérios clínicos específicos. (CASTELLANO et al., 2022). 3.6 Pneumonia A pneumonia corresponde à infecção do parênquima pulmonar e pode apresentar febre, tosse, expectoração, dispneia, dor pleurítica e taquipneia. Idosos e pessoas vulneráveis podem manifestar alterações funcionais ou de consciência sem quadro febril exuberante. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A enfermagem monitora sinais vitais, oxigenação, padrão respiratório, consciência, hidratação e resposta ao tratamento. A identificação de hipoxemia, hipotensão, confusão e aumento progressivo do trabalho respiratório é importante para reconhecer gravidade e necessidade de escalonamento do cuidado. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 7 3.7 Tuberculose pulmonar A tuberculose pulmonar é transmitida principalmente por aerossóis e costuma apresentar tosse persistente, febre, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço. A investigação deve ser sistemática em pessoas sintomáticas respiratórias e considerar fatores de vulnerabilidade e contatos. (CONDE et al., 2009). O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames bacteriológicos e moleculares, além de imagem quando indicada. A coleta adequada de escarro, a investigação de contatos, a adesão ao tratamento e as medidas de controle de transmissão são componentes essenciais do cuidado. (CONDE et al., 2009). 3.8 Influenza, Covid-19 e vírus respiratórios Infecções virais respiratórias podem variar de quadros leves de vias aéreas superiores a pneumonia e insuficiência respiratória, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A avaliação deve integrar sintomas, frequência respiratória, esforço ventilatório, saturação e estado geral. Medidas preventivas incluem higiene das mãos, ventilação de ambientes, etiqueta respiratória e vacinação conforme recomendações vigentes. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.9 Bronquite, bronquiolite e bronquiectasias A bronquite aguda costuma cursar com tosse e frequentemente tem etiologia viral. A bronquiolite ocorre sobretudo em lactentes e pode provocar taquipneia, chiado e dificuldade alimentar, enquanto as bronquiectasias se associam a dilatação brônquica, secreção recorrente e infecções de repetição. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). O cuidado deve priorizar avaliação da oxigenação, hidratação, permeabilidade das vias aéreas e identificação de sinais de gravidade. Em doenças com retenção de secreções, medidas de mobilização e higiene brônquica podem integrar o plano assistencial conforme indicação. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.10 Doenças pleurais e pneumotórax 8 Derrames pleurais e pneumotórax podem causar dispneia, dor pleurítica e alterações da ausculta. No pneumotórax hipertensivo, a deterioração respiratória e hemodinâmica é uma emergência que exige intervenção imediata. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Em pacientes com dreno torácico, a enfermagem observa conexões, sistema de drenagem, aspecto e volume do conteúdo, dor, saturação e condição respiratória, além de reconhecer desconexões ou piora súbita que demandem avaliação imediata. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.11 Câncer de pulmão e doenças ocupacionais O câncer de pulmão relaciona-se fortemente ao tabagismo, embora possa ocorrer em não fumantes. Tosse persistente ou modificada, hemoptise, dor torácica, perda de peso e infecções recorrentes devem motivar investigação clínica. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Exposições a sílica, asbesto, poeiras, fumaças e outros agentes ocupacionais podem contribuir para doenças respiratórias. A prevenção envolve controle da fonte de exposição, medidas coletivas, proteção adequada e vigilância da saúde do trabalhador. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.12 Insuficiência respiratória A insuficiência respiratória ocorre quando o sistema respiratório não mantém oxigenação e/ou ventilação adequadas. Pode estar associada a pneumonia, DPOC, asma grave, edema pulmonar, doenças neuromusculares e outras condições, manifestando-se por taquipneia, esforço, alteração de consciência e hipoxemia. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). As intervenções de enfermagem incluem manutenção da permeabilidade das vias aéreas, mobilização de secreções, posicionamento, monitorização, oxigenoterapia quando indicada e preparação para suporte ventilatório conforme evolução clínica. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.13 Diagnóstico, tratamento e terapias respiratórias 9 A investigação pode incluir radiografia, tomografia, espirometria, gasometria, exames microbiológicos, testes moleculares e outros procedimentos. A enfermagem participa do preparo, coleta, monitoramento e identificação de resultados críticos. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A oxigenoterapia deve ter indicação, dispositivo, fluxo ou meta e reavaliação definidos. Em doenças respiratórias crônicas com hipoxemia, recomendações específicas orientam a seleção e o acompanhamento da oxigenoterapia domiciliar prolongada. (CASTELLANO et al., 2022). Inaladores, nebulização, aspiração e técnicas de higiene brônquica exigem indicação, técnica correta e monitoramento. Protocolos de cuidado podem apoiar o raciocínio clínico do enfermeiro e tornar as intervenções mais uniformes e seguras. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 3.14 Processo de Enfermagem, prevenção e fluxo assistencial O Processo de Enfermagem organiza avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução. Em pessoas com doenças respiratórias, dados como frequência respiratória, saturação, ausculta, tosse, secreções, dor, tolerância ao esforço, exposições e compreensão do tratamento subsidiam o plano de cuidados. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). A terminologia padronizada de enfermagem aplicada às doenças respiratórias favorece a qualidade da assistência e dos registros, permitindo estruturar diagnósticos, resultados e intervenções de maneira mais consistente. (OLIVEIRA et al., 2024). A prevenção inclui vacinação, redução do tabagismo e de exposições, higiene das mãos, ventilação dos ambientes e acompanhamento de doenças crônicas. A rede assistencial deve garantir acesso oportuno, referência para sinais de gravidade e continuidade do cuidado. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 10 4 METODOLOGIA Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre doenças do sistema respiratório e assistência de enfermagem. Para esta versão, a fundamentação foi revisada com publicações localizadas exclusivamente na base SciELO, priorizando artigos e diretrizes relacionados a doenças respiratórias, insuficiência respiratória, tuberculose, oxigenoterapia e cuidados de enfermagem. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Foram utilizados como eixos de busca os termos doenças respiratórias, asma, DPOC, pneumonia, tuberculose, insuficiência respiratória, oxigenoterapia e enfermagem. O conteúdo foi organizado de acordo com a estrutura do documento original, mantendo seus capítulos e a abordagem voltada à avaliação, prevenção, tratamento e Processo de Enfermagem. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). As citações foram apresentadas no sistema autor-data, e as referências reunidas ao final correspondem apenas às fontes da SciELO empregadas na fundamentação desta versão. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 11 5 CONCLUSÃO As doenças do sistema respiratórioapresentam grande diversidade clínica e podem comprometer vias aéreas, parênquima pulmonar, pleura e ventilação. A avaliação deve considerar sintomas, gravidade, exposições, comorbidades e sinais objetivos de comprometimento respiratório. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Asma e DPOC exigem acompanhamento contínuo e educação para o autocuidado; pneumonia e outras infecções requerem identificação oportuna de gravidade; e a tuberculose demanda investigação, adesão terapêutica e medidas de controle da transmissão. (PAES et al., 2014; CONDE et al., 2009). A enfermagem atua na avaliação, monitoramento, administração de terapias, educação, prevenção e reabilitação. Protocolos e terminologias padronizadas contribuem para organizar o raciocínio clínico, os registros e a tomada de decisão. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). Conclui-se que prevenção, cuidado clínico e organização da rede são inseparáveis. O Processo de Enfermagem permite individualizar necessidades, acompanhar resultados e oferecer assistência respiratória mais segura e sistematizada. (PAES et al., 2014; OLIVEIRA et al., 2024). 12 6 REFERÊNCIAS CASTELLANO, Maria Vera Cruz de Oliveira et al. Recomendações para oxigenoterapia domiciliar prolongada da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2022). Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 48, n. 5, 2022. DOI: 10.36416/1806- 3756/e20220179. CONDE, Marcus Barreto et al. III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 35, n. 10, 2009. OLIVEIRA, Jacira dos Santos et al. Terminologia de enfermagem para o cuidado à pessoa com doenças respiratórias e Covid-19. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 58, 2024. DOI: 10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0124pt. PAES, Graciele Oroski et al. Protocolo de cuidados ao cliente com distúrbio respiratório: ferramenta para tomada de decisão aplicada à enfermagem. Escola Anna Nery, v. 18, n. 2, p. 303-310, 2014. DOI: 10.5935/1414-8145.20140044. 13