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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ADAIANA LOPES SOARES - UL23300214 
 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM TUBERCULOSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
ADAIANA LOPES SOARES 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM TUBERCULOSE 
 
 
Trabalho avaliativo referente ao 
ESTAGIO CURRICULAR II, 
contendo roteiros referente aos 
temas propostos dentro da 
disciplina no portal academico, 
utilizado para obtenção de 
notas da mesma, orientado pela 
enfermeira docente do curso, 
Joelma Santos de Oliveira 
Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
3.1 Aspectos gerais da tuberculose ..................................................................6 
3.2 Acolhimento e consulta do paciente com tuberculose ................................6 
3.3 Avaliação dos sinais e sintomas .................................................................7 
3.4 Investigação epidemiologica .......................................................................8 
3.5 Diagnostico da tuberculose .........................................................................9 
3.6 Avaliação dos exames laboratoriais ...........................................................10 
3.7 Tratamento da tuberculose .........................................................................10 
3.8 Acompanhamento da adesão terapêutica...................................................11 
3.9 Identificação de efeitos adversos ................................................................12 
3.10 Investigação de contatos ..........................................................................12 
3.11 Prevenção da transmissao .......................................................................13 
3.12 Educação em saúde .................................................................................14 
3.13 Papel da enfermagem na consulta ...........................................................14 
3.14 Aspectos psicossociais .............................................................................15 
3.15 Tuberculose e comorbidades ....................................................................16 
3.16 Registro e vigilancia epidemiologica .........................................................16 
4. Conclusão ................................................................................17 
5. Referencias bibliograficas ......................................................18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1. Introdução 
A tuberculose (TB) constitui uma doença infecciosa e transmissível 
causada principalmente pelo Mycobacterium tuberculosis, também denominado 
bacilo de Koch. Embora seja uma doença prevenível e curável, permanece 
como importante problema de saúde pública, exigindo ações articuladas de 
diagnóstico precoce, tratamento adequado, acompanhamento clínico, vigilância 
epidemiológica e prevenção da transmissão. A forma pulmonar apresenta 
especial importância epidemiológica por estar diretamente relacionada à 
transmissão do agente infeccioso e à manutenção da cadeia de transmissão da 
doença (BRASIL, 2019; BRASIL, 2026). 
A transmissão da tuberculose ocorre principalmente pela via respiratória, 
por meio da inalação de aerossóis produzidos por pessoas com tuberculose 
pulmonar ou laríngea ativa, especialmente durante atividades como tossir, falar 
ou espirrar. Dessa maneira, a identificação precoce de pessoas com sintomas 
respiratórios, a investigação diagnóstica e o início oportuno do tratamento 
constituem medidas fundamentais para reduzir a transmissão da doença 
(BRASIL, 2019; BRASIL, 2026). 
Nesse contexto, a consulta ao paciente com tuberculose representa uma 
importante estratégia de cuidado integral, pois possibilita avaliar as condições 
clínicas, epidemiológicas e sociais relacionadas à doença. Durante o 
atendimento, devem ser investigados sinais e sintomas, fatores de risco, 
resultados de exames, presença de comorbidades, utilização dos 
medicamentos, possíveis eventos adversos e dificuldades relacionadas à 
adesão terapêutica. A assistência deve considerar o indivíduo de maneira 
integral, incluindo aspectos familiares, sociais, econômicos e psicológicos que 
possam interferir na continuidade do cuidado (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma abordagem 
abrangente para o tratamento e cuidado das pessoas com tuberculose, 
contemplando não apenas o controle microbiológico da doença, mas também 
5 
intervenções de apoio, acompanhamento clínico, promoção da adesão e 
atenção às necessidades individuais e sociais das pessoas acometidas. Dessa 
forma, o cuidado centrado na pessoa constitui elemento importante para 
alcançar melhores resultados terapêuticos (WHO, 2025). 
Diante disso, a consulta de enfermagem assume relevância no 
acompanhamento das pessoas com tuberculose, principalmente no âmbito da 
Atenção Primária à Saúde, uma vez que possibilita a identificação de casos 
suspeitos, avaliação clínica, acompanhamento do tratamento, educação em 
saúde, investigação de contatos, identificação de eventos adversos e 
articulação com os demais profissionais e serviços da rede de atenção à saúde 
(BRASIL, 2022). 
2. Objetivo geral 
Analisar os principais aspectos relacionados à consulta e ao 
acompanhamento do paciente com tuberculose, enfatizando a avaliação 
clínica, o diagnóstico, o tratamento, a adesão terapêutica, a prevenção da 
transmissão, a educação em saúde e a atuação da equipe de enfermagem na 
Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Descrever os principais aspectos clínicos e epidemiológicos 
relacionados à tuberculose (BRASIL, 2019; BRASIL, 2026); 
 Identificar os principais sinais e sintomas que devem ser investigados 
durante a consulta ao paciente com suspeita ou diagnóstico de 
tuberculose (BRASIL, 2026); 
 Apresentar os principais métodos utilizados para o diagnóstico da 
tuberculose e para a identificação da resistência aos medicamentos 
(BRASIL, 2026; WHO, 2025); 
 Descrever os aspectos relacionados ao tratamento e à adesão 
terapêutica da pessoa com tuberculose (BRASIL, 2019; WHO, 2025); 
 Abordar a importância da investigação dos contatos e das medidas de 
prevenção da transmissão (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022); 
6 
 Destacar a importância da educação em saúde e do cuidado centrado 
na pessoa (BRASIL, 2022; WHO, 2025); 
 Analisar a atuação da enfermagem no acompanhamento da pessoa com 
tuberculose na Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2022); 
 Identificar a importância da avaliação das comorbidades e dos fatores 
sociais que podem interferir no tratamento e na evolução clínica da 
tuberculose (WHO, 2025). 
3. Desenvolvimento 
3.1 Aspectos gerais da tuberculose 
A tuberculose é uma doença infecciosa causada principalmente pelo 
Mycobacterium tuberculosis, bactéria que apresenta capacidade de acometer 
diferentes órgãos e sistemas, embora os pulmões constituam a principal 
localização da doença. A forma pulmonar possui grande importância 
epidemiológica devido à possibilidade de transmissão por meio de partículas 
respiratórias eliminadas por pessoas com doença pulmonar ou laríngea ativa 
(BRASIL, 2019; BRASIL, 2026). 
A tuberculose pulmonar apresenta como principal manifestação a tosse, 
que pode ser seca ou produtiva. Outros sinais e sintomas frequentemente 
associados incluem febre, especialmenteno período da tarde, sudorese 
noturna, emagrecimento e perda de apetite. O reconhecimento desses sinais 
durante o acolhimento e a consulta é fundamental para que a pessoa seja 
encaminhada para investigação diagnóstica adequada (BRASIL, 2026). 
A identificação de pessoas com sintomas respiratórios constitui uma 
importante estratégia de controle da doença. O Ministério da Saúde recomenda 
que pessoas com tosse por três semanas ou mais sejam avaliadas para 
tuberculose, ressaltando que determinados grupos, especialmente aqueles 
com comprometimento da imunidade, podem apresentar manifestações 
clínicas diferentes ou evolução mais rápida (BRASIL, 2026). 
3.2. Acolhimento e consulta do paciente com tuberculose 
7 
A consulta deve ser iniciada com acolhimento adequado, estabelecendo 
uma relação profissional baseada no respeito, sigilo, escuta qualificada e 
ausência de julgamento. A abordagem humanizada favorece a construção do 
vínculo entre profissional e paciente e pode contribuir para a identificação de 
dificuldades que interferem na procura pelos serviços e na continuidade do 
tratamento (BRASIL, 2022). 
Durante a anamnese, devem ser coletadas informações referentes à 
identificação e aos dados sociodemográficos, queixa principal, início e duração 
dos sintomas, presença e características da tosse e expectoração, hemoptise, 
febre, sudorese noturna, perda de peso, perda de apetite, cansaço, fraqueza, 
dor torácica e dispneia. Também devem ser investigados histórico de contato 
com pessoas com tuberculose, tratamentos anteriores, abandono terapêutico, 
doenças associadas, medicamentos utilizados, consumo de álcool e tabaco, 
condições de moradia e situação socioeconômica (BRASIL, 2019; BRASIL, 
2022). 
A investigação deve ainda considerar a existência de familiares e 
contatos próximos, especialmente aqueles que convivem ou conviveram de 
forma prolongada com a pessoa diagnosticada. Essas informações são 
importantes para orientar a investigação de contatos e identificar pessoas que 
possam apresentar infecção ou doença ativa (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil 
estabelece orientações nacionais relacionadas à busca de casos, diagnóstico, 
tratamento, vigilância epidemiológica, biossegurança e organização dos 
serviços, constituindo importante referência para a assistência à pessoa com 
tuberculose no país (BRASIL, 2019). 
3.3. Avaliação dos sinais e sintomas 
A avaliação dos sinais e sintomas constitui uma etapa fundamental da 
consulta, especialmente porque a identificação precoce dos casos contribui 
para o diagnóstico oportuno e para a redução da transmissão. Tosse 
persistente, febre, sudorese noturna, emagrecimento e outros sintomas 
8 
respiratórios devem ser valorizados durante o atendimento, particularmente 
quando associados a fatores epidemiológicos de risco (BRASIL, 2019; BRASIL, 
2026). 
O Ministério da Saúde recomenda a investigação de tuberculose em 
pessoas que apresentam sintomas respiratórios, destacando a tosse por três 
semanas ou mais como importante sinal de alerta. Entretanto, em grupos 
específicos, como pessoas imunossuprimidas, a duração e a intensidade dos 
sintomas podem ser diferentes, sendo necessária avaliação individualizada 
(BRASIL, 2026). 
Durante o exame físico, devem ser avaliados temperatura corporal, 
frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial, saturação 
periférica de oxigênio, peso corporal, estado geral, estado nutricional, padrão 
respiratório, presença de dispneia, alterações na ausculta pulmonar e sinais de 
gravidade, conforme as condições clínicas apresentadas pelo paciente 
(BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
O acompanhamento do peso possui importância adicional porque a 
tuberculose pode estar associada ao comprometimento do estado nutricional. 
Além disso, o peso corporal constitui parâmetro relevante para o 
acompanhamento clínico e terapêutico, devendo ser monitorado conforme as 
necessidades do paciente e as recomendações do serviço de saúde (BRASIL, 
2019; WHO, 2025). 
3.4. Investigação epidemiológica 
Durante a consulta, deve ser investigada a possibilidade de exposição à 
tuberculose, principalmente por meio de perguntas relacionadas à convivência 
com pessoas diagnosticadas com a doença. A investigação deve contemplar 
contatos domiciliares e outras situações de exposição prolongada, uma vez 
que a identificação dos contatos constitui importante medida para interromper a 
cadeia de transmissão (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
Também devem ser avaliadas condições que aumentam o risco de 
adoecimento por tuberculose, incluindo infecção pelo HIV, diabetes mellitus, 
9 
desnutrição, imunossupressão, uso de medicamentos imunossupressores e 
outras situações de vulnerabilidade clínica e social (WHO, 2025). 
A OMS destaca que o manejo das comorbidades e dos fatores de risco 
constitui componente importante da estratégia de controle da tuberculose, uma 
vez que determinadas condições podem aumentar o risco de progressão para 
doença ativa, dificultar o tratamento e influenciar os resultados clínicos (WHO, 
2025). 
3.5. Diagnóstico da tuberculose 
O diagnóstico da tuberculose deve considerar informações clínicas, 
epidemiológicas, laboratoriais e radiológicas. No Brasil, a investigação pode 
envolver diferentes métodos, selecionados de acordo com a apresentação 
clínica, localização da doença, idade, condições de saúde e características 
individuais do paciente (BRASIL, 2019; BRASIL, 2026). 
Entre os principais métodos diagnósticos utilizados estão o Teste Rápido 
Molecular para Tuberculose (TRM-TB), a baciloscopia, a cultura para 
micobactérias, o teste de sensibilidade aos medicamentos, a radiografia de 
tórax e, quando indicados, exames histopatológicos e outros exames 
complementares (BRASIL, 2026). 
O Ministério da Saúde destaca que o diagnóstico da tuberculose pode 
envolver métodos clínicos, bacteriológicos, histopatológicos, radiológicos e 
outros testes diagnósticos. O diagnóstico laboratorial possui importância tanto 
para a identificação dos casos quanto para o acompanhamento da evolução 
terapêutica e registro dos desfechos do tratamento (BRASIL, 2026). 
As recomendações da OMS publicadas em 2025 ampliaram e 
atualizaram as orientações relacionadas ao diagnóstico da tuberculose, 
incluindo a detecção da infecção, da doença e da resistência aos 
medicamentos. As recomendações incorporam tecnologias diagnósticas 
destinadas a acelerar a identificação da tuberculose e da resistência à 
rifampicina, contribuindo para o início mais rápido de condutas adequadas 
(WHO, 2025). 
10 
3.6. Avaliação dos exames laboratoriais 
Durante a consulta, é necessário verificar os resultados dos exames 
realizados, identificando se existe confirmação bacteriológica da doença, 
presença de resistência aos medicamentos ou necessidade de investigação 
complementar. A análise adequada dos resultados contribui para a definição da 
conduta terapêutica e para o acompanhamento da evolução clínica (BRASIL, 
2019; BRASIL, 2026). 
A avaliação dos resultados laboratoriais permite verificar a presença do 
Mycobacterium tuberculosis, investigar possível resistência aos medicamentos, 
acompanhar a evolução do paciente, identificar necessidade de exames 
complementares e avaliar eventual necessidade de encaminhamento para 
serviços especializados (BRASIL, 2019; WHO, 2025). 
O acompanhamento laboratorial apresenta importância ainda maior nos 
casos de tuberculose resistente aos medicamentos, nos quais são necessários 
esquemas terapêuticos específicos, avaliação da resistência e 
acompanhamento clínico especializado, conforme as recomendações nacionais 
e internacionais vigentes (WHO, 2025). 
3.7. Tratamento da tuberculose 
O tratamento da tuberculose deve seguir os protocolos nacionais e 
considerar a forma clínica da doença, características individuais do paciente,peso corporal, histórico de tratamentos anteriores e perfil de resistência aos 
medicamentos. A adesão adequada ao tratamento é fundamental para alcançar 
a cura, reduzir a transmissão e evitar o desenvolvimento ou seleção de 
resistência medicamentosa (BRASIL, 2019; WHO, 2025). 
A interrupção inadequada do tratamento pode comprometer o controle 
da doença, favorecer a persistência da infecção, aumentar o risco de 
transmissão e contribuir para o desenvolvimento de resistência aos 
medicamentos. Por esse motivo, o acompanhamento profissional deve ocorrer 
durante todo o período terapêutico, com identificação precoce das dificuldades 
que possam levar à interrupção do tratamento (BRASIL, 2019; WHO, 2025). 
11 
A OMS recomenda estratégias de cuidado e suporte centradas na 
pessoa, buscando facilitar a adesão, reduzir barreiras ao tratamento e 
aumentar a possibilidade de conclusão do esquema terapêutico. Dessa 
maneira, a assistência não deve limitar-se à administração ou dispensação dos 
medicamentos, mas envolver acompanhamento clínico e apoio individualizado 
(WHO, 2025). 
O paciente deve ser orientado de que a melhora dos sintomas não 
significa necessariamente a eliminação completa da doença. Assim, a 
utilização dos medicamentos deve seguir a prescrição e as orientações da 
equipe de saúde durante todo o período estabelecido para o tratamento 
(BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
3.8. Acompanhamento da adesão terapêutica 
Durante as consultas de acompanhamento, deve-se verificar se o 
paciente está utilizando corretamente os medicamentos prescritos e identificar 
fatores que possam dificultar a continuidade do tratamento. O 
acompanhamento deve ser realizado de maneira acolhedora, evitando 
abordagens punitivas e buscando compreender as necessidades individuais da 
pessoa (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
Entre as dificuldades que podem interferir na adesão estão 
esquecimento das doses, ocorrência de eventos adversos, dificuldade de 
comparecimento à unidade de saúde, problemas financeiros, dificuldades de 
transporte, ausência de apoio familiar, estigma relacionado à doença, consumo 
de álcool ou outras substâncias, dificuldades no trabalho e falta de 
compreensão sobre a importância do tratamento (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
A abordagem deve ser individualizada, considerando que diferentes 
pacientes podem apresentar diferentes barreiras para manter o tratamento. O 
objetivo do acompanhamento não deve ser apenas verificar se os 
medicamentos foram utilizados, mas compreender os fatores clínicos, sociais e 
comportamentais que podem facilitar ou dificultar a continuidade terapêutica 
(WHO, 2025). 
12 
O cuidado integrado e centrado na pessoa constitui importante 
componente das estratégias contemporâneas de controle da tuberculose, 
sendo necessário articular as ações clínicas com medidas de suporte social, 
educação em saúde e acompanhamento contínuo (BRASIL, 2022; WHO, 
2025). 
3.9. Identificação de efeitos adversos 
A equipe de saúde deve orientar o paciente quanto à possibilidade de 
ocorrência de eventos adversos relacionados ao tratamento e investigar 
alterações clínicas durante o acompanhamento. Na consulta, devem ser 
questionados sintomas novos ou alterações surgidas após o início dos 
medicamentos, considerando intensidade, duração e relação temporal com o 
tratamento (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
Quando houver suspeita de evento adverso importante, o paciente deve 
ser avaliado adequadamente pela equipe responsável. A conduta deve buscar 
equilibrar a segurança do paciente com a necessidade de manutenção do 
tratamento, evitando tanto a interrupção inadequada dos medicamentos quanto 
a negligência diante de manifestações potencialmente graves (BRASIL, 2019; 
WHO, 2025). 
O manejo clínico e o suporte ao paciente fazem parte das 
recomendações internacionais para o cuidado da tuberculose. Dessa maneira, 
a identificação e o acompanhamento de eventos adversos devem integrar a 
rotina assistencial durante o tratamento (WHO, 2025). 
3.10. Investigação de contatos 
A investigação de contatos constitui uma importante ação de controle da 
tuberculose, principalmente diante de casos de doença pulmonar ou laríngea 
com potencial de transmissão. Familiares e outras pessoas que tiveram contato 
próximo e prolongado com o indivíduo diagnosticado devem ser avaliados 
conforme as recomendações vigentes (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
13 
A investigação de contatos possibilita identificar pessoas com 
tuberculose ativa, pessoas infectadas pelo M. tuberculosis, indivíduos que 
podem necessitar de tratamento preventivo e grupos com maior risco de 
adoecimento, especialmente crianças e pessoas imunossuprimidas (BRASIL, 
2019; WHO, 2025). 
A identificação precoce de casos entre os contatos possibilita iniciar o 
cuidado em tempo oportuno e reduzir o risco de novas transmissões. Além 
disso, a avaliação da infecção latente pode contribuir para prevenir a evolução 
para doença ativa em pessoas selecionadas de acordo com os critérios clínicos 
e epidemiológicos estabelecidos (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
3.11. Prevenção da transmissão 
As medidas de prevenção devem ser explicadas ao paciente e aos 
familiares utilizando linguagem clara e acessível. Entre as orientações estão a 
manutenção de ambientes ventilados, favorecimento da circulação de ar, 
adoção de etiqueta respiratória, cobertura da boca e do nariz ao tossir ou 
espirrar, cumprimento adequado do tratamento e comparecimento às consultas 
de acompanhamento (BRASIL, 2019; BRASIL, 2026). 
A transmissão da tuberculose ocorre principalmente pela inalação de 
aerossóis produzidos por pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa. 
Objetos compartilhados, como copos, talheres, roupas e lençóis, não 
constituem a principal via de transmissão, sendo importante esclarecer essa 
informação para reduzir medos e estigmas desnecessários relacionados à 
doença (BRASIL, 2026). 
O início e a manutenção do tratamento adequado reduzem 
progressivamente a capacidade de transmissão, embora as medidas de 
controle de infecção devam ser mantidas de acordo com a avaliação clínica e 
as orientações da equipe de saúde. A combinação entre tratamento adequado, 
ventilação dos ambientes e identificação dos contatos contribui para o controle 
da transmissão (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022). 
 
14 
3.12. Educação em saúde 
A educação em saúde deve estar presente durante todo o 
acompanhamento da pessoa com tuberculose. O paciente precisa 
compreender sua doença, o motivo do tratamento, a importância da adesão, os 
possíveis eventos adversos, as formas de prevenção e a necessidade de 
comparecer às consultas de acompanhamento (BRASIL, 2022). 
As orientações devem utilizar linguagem acessível e adequada ao nível 
de compreensão do paciente. O profissional deve verificar se as informações 
foram efetivamente compreendidas, permitindo que o indivíduo esclareça 
dúvidas e participe das decisões relacionadas ao seu cuidado, dentro das 
possibilidades clínicas e dos protocolos estabelecidos (BRASIL, 2022; WHO, 
2025). 
O combate ao estigma também deve integrar as ações educativas. O 
preconceito associado à tuberculose pode contribuir para isolamento social, 
ocultação da doença, atraso na busca por atendimento e dificuldades de 
adesão ao tratamento. Por isso, a educação em saúde constitui estratégia 
importante para promoção da autonomia, redução do estigma e fortalecimento 
do vínculo com os serviços de saúde (WHO, 2025). 
3.13. Papel da enfermagem na consulta 
A enfermagem possui papel estratégico no cuidado da pessoa com 
tuberculose, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde. O 
Protocolo de Enfermagem do Ministério da Saúde apresenta orientações para a 
atuação do enfermeiro na identificação, avaliação, diagnóstico, tratamento e 
acompanhamento das pessoas com tuberculose, de acordo com os protocolos 
e atribuições profissionais vigentes(BRASIL, 2022). 
Entre as ações desenvolvidas pela enfermagem estão o acolhimento, a 
consulta de enfermagem, identificação de sintomáticos respiratórios, avaliação 
clínica, acompanhamento de exames, acompanhamento do tratamento, 
educação em saúde, avaliação da adesão, identificação de eventos adversos, 
investigação de contatos, acompanhamento de grupos vulneráveis, registros 
15 
em prontuário, vigilância epidemiológica e articulação com a equipe 
multiprofissional (BRASIL, 2022). 
A atuação do enfermeiro não deve ser limitada ao acompanhamento da 
utilização dos medicamentos. O profissional participa de diferentes etapas do 
processo de cuidado, desde a identificação de casos suspeitos e investigação 
diagnóstica até o acompanhamento da evolução clínica, adesão, investigação 
dos contatos e conclusão do tratamento, respeitando protocolos, legislação 
profissional e organização local dos serviços (BRASIL, 2022). 
A atuação sistematizada da enfermagem favorece a continuidade do 
cuidado e a integração entre assistência e vigilância em saúde. O Ministério da 
Saúde disponibiliza instrumentos específicos para auxiliar o enfermeiro no 
manejo da pessoa com tuberculose na Atenção Primária, incluindo ferramentas 
para avaliação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento (BRASIL, 2021; 
BRASIL, 2022). 
3.14. Aspectos psicossociais 
A tuberculose pode produzir impactos que ultrapassam as 
manifestações físicas, podendo estar associada a medo, ansiedade, vergonha, 
estigma e preocupação com a possibilidade de transmissão para familiares. 
Esses aspectos podem influenciar a procura por atendimento e a continuidade 
do tratamento, devendo ser considerados durante a assistência (BRASIL, 2022; 
WHO, 2025). 
Fatores sociais também podem interferir diretamente na continuidade do 
tratamento. Situações como vulnerabilidade econômica, insegurança alimentar, 
dificuldades de moradia, barreiras de transporte e acesso limitado aos serviços 
de saúde podem dificultar a adesão e exigir articulação entre saúde, 
assistência social e outros setores da rede de proteção social (WHO, 2025). 
Por esse motivo, a consulta deve considerar o paciente de forma 
integral, reconhecendo que o sucesso terapêutico depende não apenas da 
prescrição e utilização dos medicamentos, mas também das condições em que 
16 
a pessoa vive e das possibilidades concretas de acesso e continuidade do 
cuidado (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
3.15. Tuberculose e comorbidades 
A avaliação das comorbidades deve fazer parte da consulta da pessoa 
com tuberculose. Entre as condições que merecem atenção estão infecção 
pelo HIV, diabetes mellitus, desnutrição, doenças respiratórias, doenças 
hepáticas, condições que comprometem a imunidade e utilização de 
medicamentos imunossupressores (BRASIL, 2019; WHO, 2025). 
A relação entre tuberculose e HIV merece atenção especial, uma vez 
que a infecção pelo HIV constitui importante fator de risco para o 
desenvolvimento da doença. Dessa maneira, a integração entre as ações de 
controle da tuberculose e do HIV é fundamental para ampliar a identificação, o 
tratamento e o acompanhamento das pessoas acometidas (WHO, 2025). 
A OMS atualizou suas recomendações relacionadas às comorbidades 
da tuberculose em 2025, ampliando a abordagem para fatores como 
desnutrição e insegurança alimentar. Essas condições podem interferir na 
saúde geral, na resposta ao tratamento e na capacidade do indivíduo de 
manter o acompanhamento adequado (WHO, 2025). 
3.16. Registro e vigilância epidemiológica 
O registro adequado das informações é fundamental para garantir a 
continuidade do cuidado. Devem ser registrados dados relacionados à 
avaliação clínica, exames, tratamento, adesão, eventos adversos, 
acompanhamento e evolução do paciente, de acordo com os instrumentos e 
sistemas estabelecidos pelos serviços de saúde (BRASIL, 2019; BRASIL, 
2022). 
A tuberculose possui grande importância para a vigilância 
epidemiológica, sendo necessário registrar e acompanhar informações 
relacionadas aos casos, diagnóstico, tratamento, abandono, cura e 
17 
mortalidade. Esses dados permitem avaliar a situação epidemiológica e 
orientar o planejamento das ações de controle da doença (BRASIL, 2019). 
O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil 
contempla procedimentos clínicos, laboratoriais, vigilância epidemiológica, 
biossegurança e organização dos serviços. Dessa maneira, o atendimento 
individual realizado pelos profissionais de saúde também contribui para a 
produção de informações fundamentais ao planejamento e à avaliação das 
políticas públicas de controle da tuberculose (BRASIL, 2019). 
4. Conclusão 
A consulta ao paciente com tuberculose constitui importante ferramenta 
para o diagnóstico oportuno, tratamento adequado, prevenção da transmissão 
e acompanhamento integral da pessoa acometida pela doença. A assistência 
deve ultrapassar a simples verificação da utilização dos medicamentos e 
contemplar aspectos clínicos, laboratoriais, epidemiológicos, sociais, 
psicológicos e familiares (BRASIL, 2019; BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
A avaliação sistematizada permite identificar sintomas sugestivos, 
fatores de risco, comorbidades, possíveis eventos adversos e dificuldades 
relacionadas à adesão terapêutica. Além disso, possibilita acompanhar a 
evolução clínica e estabelecer intervenções individualizadas de acordo com as 
necessidades e características de cada paciente (BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
A enfermagem apresenta papel fundamental nesse processo, 
principalmente na Atenção Primária à Saúde, participando do acolhimento, 
identificação dos casos suspeitos, consulta de enfermagem, acompanhamento 
terapêutico, educação em saúde, investigação dos contatos, prevenção da 
transmissão, registros e vigilância epidemiológica. A atuação baseada em 
protocolos e evidências contribui para a organização e continuidade da 
assistência (BRASIL, 2022). 
Outro aspecto fundamental é a abordagem centrada na pessoa. O 
paciente com tuberculose deve ser compreendido dentro de seu contexto social 
e familiar, uma vez que condições como vulnerabilidade econômica, estigma, 
18 
dificuldades de acesso aos serviços, desnutrição, insegurança alimentar e 
presença de comorbidades podem interferir significativamente na continuidade 
do tratamento e nos resultados clínicos (WHO, 2025). 
Conclui-se, portanto, que uma consulta de qualidade ao paciente com 
tuberculose deve ser integral, humanizada, sistematizada e contínua. A 
associação entre diagnóstico precoce, tratamento adequado, acompanhamento 
profissional, educação em saúde, investigação de contatos, prevenção da 
transmissão e atenção às condições sociais e clínicas constitui estratégia 
essencial para reduzir a transmissão, aumentar a possibilidade de cura e 
contribuir para o controle da tuberculose como problema de saúde pública 
(BRASIL, 2019; BRASIL, 2022; WHO, 2025). 
5. Referencias bibliográficas 
 RASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de 
recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. 2. ed. 
atual. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: Manual de 
Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. Acesso em: 
10 set. 2026. 
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168 p. ISBN 978-65-5993-170-5. Disponível em: Protocolo de 
Enfermagem — Tuberculose na Atenção Primária. Acesso em: 10 set. 
2026. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções 
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Ministério da Saúde. Acesso em: 10 set. 2026. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Diagnóstico da tuberculose. Brasília, 
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tuberculose. Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO consolidated guidelines on 
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Consolidated Guidelines on Tuberculosis: Module 3 — Diagnosis. 
Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO consolidated guidelines on 
tuberculosis: module 4: treatment and care. Geneva: World Health 
Organization, 2025. ISBN 978-92-4-010724-3. Disponível em: WHO — 
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 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO consolidated operational 
handbook on tuberculosis: module 4: treatment and care. Geneva: 
World Health Organization, 2025. ISBN 978-92-4-010814-1. Disponível 
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Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO consolidated guidelines on 
tuberculosis: module 6: tuberculosis and comorbidities. 2. ed. 
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Disponível em: WHO — Tuberculosis and Comorbidities. Acesso em: 10 
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	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de O...
	1. Introdução
	2. Objetivo geral
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. Desenvolvimento
	3.1 Aspectos gerais da tuberculose
	3.2. Acolhimento e consulta do paciente com tuberculose
	3.3. Avaliação dos sinais e sintomas
	3.4. Investigação epidemiológica
	3.5. Diagnóstico da tuberculose
	3.6. Avaliação dos exames laboratoriais
	3.7. Tratamento da tuberculose
	3.8. Acompanhamento da adesão terapêutica
	3.9. Identificação de efeitos adversos
	3.10. Investigação de contatos
	3.11. Prevenção da transmissão
	3.12. Educação em saúde
	3.13. Papel da enfermagem na consulta
	3.14. Aspectos psicossociais
	3.15. Tuberculose e comorbidades
	3.16. Registro e vigilância epidemiológica
	4. Conclusão

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