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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ADAIANA LOPES SOARES - UL23300214 
 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM HANSENÍASE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
ADAIANA LOPES SOARES 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM HANSENÍASE 
 
 
Trabalho avaliativo referente ao 
ESTAGIO CURRICULAR II, 
contendo roteiros referente aos 
temas propostos dentro da 
disciplina no portal academico, 
utilizado para obtenção de 
notas da mesma, orientado pela 
enfermeira docente do curso, 
Joelma Santos de Oliveira 
Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
3.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada principalmente 
pelo Mycobacterium leprae, também denominado bacilo de Hansen, que 
apresenta tropismo principalmente pela pele e pelos nervos periféricos. A 
doença pode comprometer a pele, os nervos periféricos, as mucosas das vias 
respiratórias superiores e os olhos e, quando não diagnosticada e tratada 
oportunamente, pode provocar danos neurais progressivos e incapacidades 
físicas permanentes. Dessa forma, o diagnóstico precoce, o início oportuno do 
tratamento e o acompanhamento sistemático são medidas fundamentais para 
prevenir incapacidades e reduzir a transmissão da doença (BRASIL, 2022; 
WHO, 2026). 
A hanseníase permanece como importante problema de saúde pública 
em diferentes regiões do mundo, incluindo o Brasil. Embora seja uma doença 
curável por meio da poliquimioterapia, o diagnóstico tardio continua sendo um 
desafio, principalmente devido à evolução muitas vezes lenta das 
manifestações clínicas e ao estigma social historicamente associado à doença. 
A Organização Mundial da Saúde destaca que a identificação precoce e o 
tratamento adequado são fundamentais para prevenir incapacidades e reduzir 
os impactos físicos e psicossociais da hanseníase (WHO, 2018; WHO, 2026). 
A consulta ao paciente com hanseníase deve ser realizada de maneira 
integral, sistematizada e humanizada. Além da investigação das lesões 
cutâneas, é necessário avaliar a função dos nervos periféricos, a sensibilidade, 
a força muscular, a presença de dor ou neurite, possíveis alterações oculares, 
episódios reacionais e a existência de incapacidades físicas. A avaliação da 
função neural possui papel fundamental porque o comprometimento dos nervos 
periféricos está diretamente relacionado ao desenvolvimento de deformidades, 
perda funcional e incapacidades (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
O Ministério da Saúde estabeleceu o Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas da Hanseníase (PCDT) como instrumento para orientar o 
diagnóstico, tratamento, acompanhamento e organização da assistência às 
pessoas acometidas pela doença no Sistema Único de Saúde. O protocolo 
5 
também estabelece estratégias para detecção precoce, tratamento, avaliação 
dos contatos, prevenção de incapacidades e acompanhamento psicossocial, 
fortalecendo a assistência integral à pessoa com hanseníase (BRASIL, 2022). 
Nesse contexto, a consulta ao paciente com hanseníase constitui uma 
importante estratégia de cuidado na Atenção Primária à Saúde, permitindo 
identificar precocemente manifestações clínicas, alterações neurológicas, 
reações hansênicas e fatores relacionados ao risco de incapacidades. A 
assistência deve integrar diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades, 
educação em saúde, investigação dos contatos, autocuidado e 
acompanhamento multiprofissional (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
2. OBJETIVO GERAL 
Analisar os principais aspectos relacionados à consulta e ao 
acompanhamento do paciente com hanseníase, enfatizando a avaliação clínica 
e neurológica, o diagnóstico, a classificação operacional, o tratamento, a 
prevenção de incapacidades, a investigação de contatos, a educação em 
saúde e a atuação da equipe de enfermagem na Atenção Primária à Saúde 
(BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Descrever os principais conceitos, características clínicas e 
epidemiológicas da hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2026); 
 Identificar os principais sinais e sintomas que devem ser investigados 
durante a consulta ao paciente com suspeita ou diagnóstico de 
hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2018); 
 Abordar a importância do exame dermatológico e da avaliação da 
sensibilidade para o diagnóstico da doença (BRASIL, 2022; WHO, 
2018); 
 Descrever a importância da avaliação dos nervos periféricos e da força 
muscular para identificação precoce de comprometimentos neurológicos 
(BRASIL, 2022; WHO, 2020); 
6 
 Apresentar os critérios utilizados para classificação operacional e 
diagnóstico da hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2018); 
 Abordar os princípios do tratamento da hanseníase e a importância da 
adesão terapêutica (BRASIL, 2022; WHO, 2018); 
 Descrever as principais medidas de prevenção de incapacidades e 
autocuidado (BRASIL, 2022; WHO, 2020); 
 Abordar a importância da investigação e acompanhamento dos contatos 
(BRASIL, 2022; BRASIL, 2024); 
 Destacar a importância da educação em saúde e do combate ao 
estigma relacionado à hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2026); 
 Analisar a atuação da enfermagem no acompanhamento da pessoa com 
hanseníase na Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2022). 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Conceito e características da hanseníase 
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada principalmente 
pelo Mycobacterium leprae. O agente apresenta tropismo pelos tecidos 
cutâneos e pelos nervos periféricos, podendo provocar alterações sensitivas, 
motoras e autonômicas. A doença também pode comprometer estruturas como 
os olhos e as mucosas das vias respiratórias superiores, especialmente nos 
casos não tratados ou diagnosticados tardiamente (BRASIL, 2022; WHO, 
2026). 
A manifestação clínica da hanseníase varia de acordo com a resposta 
imunológica do indivíduo frente ao M. leprae. Por esse motivo, a doença pode 
apresentar diferentes manifestações clínicas e diferentes graus de 
comprometimento cutâneo e neurológico, sendo necessária avaliação 
individualizada para estabelecer o diagnóstico e o acompanhamento adequado 
(WHO, 2018; BRASIL, 2022). 
A OMS estabelece como sinais cardinais da hanseníase a presença de 
lesão ou lesões de pele com alteração definida da sensibilidade, o 
comprometimento de nervo periférico associado à alteração da sensibilidade 
7 
e/ou fraqueza muscular, ou a demonstração do bacilo em exame específico. O 
reconhecimento desses sinais é fundamental para o diagnóstico e deve integrar 
a avaliação clínica da pessoa com suspeita da doença (WHO, 2018). 
3.2 Importância da consulta ao paciente com hanseníase 
A consulta constitui uma das principais estratégias para identificação 
precoce da hanseníase, acompanhamento da evolução clínica e prevenção das 
incapacidades relacionadas ao comprometimento dos nervos periféricos. O 
atendimento sistematizado permite identificar alterações dermatológicas e 
neurológicas e estabelecer medidas de cuidado antes que ocorram danos 
permanentes (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
O atendimento deve considerar não apenas a presença de manchas ou 
lesões na pele, mas também alterações sensitivas, motoras e neurais, que 
podem ser discretas nas fases iniciais. A avaliação adequada da função neural 
é particularmente importante porque a neurite e o danodos nervos constituem 
importantes mecanismos relacionados às incapacidades físicas na hanseníase 
(WHO, 2020). 
Durante a consulta, devem ser realizadas anamnese, exame 
dermatológico, avaliação da sensibilidade, palpação dos nervos periféricos, 
avaliação da força muscular, investigação de incapacidades, avaliação ocular, 
investigação de episódios reacionais, investigação dos contatos, avaliação 
psicossocial e orientações relacionadas ao tratamento e ao autocuidado 
(BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
O PCDT brasileiro estabelece que a assistência à pessoa com 
hanseníase deve incluir não apenas o tratamento da infecção, mas também 
ações de prevenção de incapacidades, reabilitação, atenção psicossocial, 
educação em saúde, assistência farmacêutica e acompanhamento dos 
contatos, promovendo uma abordagem integral e centrada na pessoa (BRASIL, 
2022). 
 
8 
3.3 Acolhimento e anamnese 
O primeiro contato com o paciente deve ocorrer de maneira acolhedora, 
respeitosa, humanizada e livre de preconceitos. O estigma relacionado à 
hanseníase pode contribuir para medo, vergonha, isolamento social, sofrimento 
psicológico e atraso na procura por assistência, tornando a qualidade da 
comunicação entre profissional e paciente um elemento importante do cuidado 
(BRASIL, 2022; WHO, 2026). 
Na anamnese, devem ser investigados dados de identificação, motivo da 
consulta, início dos sinais e sintomas, surgimento e evolução das manchas, 
alterações da sensibilidade, dormência, formigamento, sensação de 
queimação, dor, fraqueza muscular, dificuldades para movimentar mãos ou 
pés, alterações oculares, dificuldade para fechar os olhos, ressecamento 
ocular, feridas, episódios anteriores semelhantes, histórico familiar, contato 
com pessoas diagnosticadas, tratamentos anteriores, presença de outras 
doenças, uso de medicamentos e repercussões emocionais e sociais 
relacionadas ao diagnóstico (BRASIL, 2022). 
A anamnese deve ainda investigar sinais compatíveis com neurite e 
reações hansênicas, incluindo dor ou espessamento de nervos, alterações 
recentes da sensibilidade, perda de força, edema e surgimento ou piora de 
lesões cutâneas. A identificação precoce dessas manifestações é importante 
porque as reações podem causar dano neural e contribuir para o 
desenvolvimento de incapacidades permanentes (WHO, 2020; BRASIL, 2022). 
3.4 Exame dermatológico 
O exame dermatológico constitui uma etapa essencial da consulta, 
devendo ser realizado de forma sistemática e considerando a distribuição e as 
características das alterações encontradas na pele. A avaliação dermatológica 
deve estar associada à investigação da sensibilidade, uma vez que a alteração 
da sensibilidade em lesões cutâneas constitui um dos principais sinais 
cardinais da hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2018). 
9 
Durante o exame, o profissional deve observar toda a superfície 
corporal, procurando identificar manchas hipocrômicas, eritematosas, placas, 
infiltrações, nódulos, lesões com alteração da sensibilidade, alterações de 
pelos, redução ou ausência de sudorese e modificações da textura ou 
coloração da pele (BRASIL, 2022). 
A presença de lesão ou lesões de pele com alteração definida da 
sensibilidade constitui um dos sinais cardinais utilizados no diagnóstico da 
hanseníase. Por esse motivo, a identificação de uma alteração dermatológica 
deve ser acompanhada por avaliação adequada da sensibilidade da região 
comprometida (WHO, 2018). 
A avaliação dermatológica deve considerar também a comparação entre 
áreas corporais simétricas e a utilização de métodos adequados para investigar 
sensibilidade térmica, dolorosa e tátil, conforme as orientações estabelecidas 
pelos protocolos de assistência à pessoa com hanseníase (BRASIL, 2022). 
3.5 Avaliação da sensibilidade 
A avaliação da sensibilidade possui importância central na consulta da 
pessoa com hanseníase, uma vez que o comprometimento neural pode 
produzir perda ou redução da percepção de estímulos térmicos, dolorosos e 
táteis. Essas alterações podem estar presentes nas lesões de pele e nos 
territórios correspondentes aos nervos periféricos acometidos (BRASIL, 2022; 
WHO, 2018). 
As alterações sensitivas podem envolver a sensibilidade térmica, 
dolorosa e tátil. A avaliação desses componentes contribui para identificar o 
comprometimento neurológico, acompanhar sua evolução e estabelecer 
medidas preventivas individualizadas (BRASIL, 2022). 
A perda da sensibilidade aumenta o risco de traumatismos, queimaduras 
e ferimentos, pois a pessoa pode não perceber adequadamente estímulos 
potencialmente lesivos. Dessa maneira, a identificação precoce das alterações 
sensitivas permite orientar medidas de autocuidado e prevenção de 
incapacidades (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
10 
Os resultados da avaliação da sensibilidade devem ser registrados no 
prontuário e comparados ao longo do acompanhamento. A avaliação seriada 
permite identificar novas alterações ou agravamento de déficits existentes, 
especialmente durante episódios reacionais (WHO, 2020). 
3.6 Avaliação dos nervos periféricos 
A hanseníase apresenta importante tropismo pelos nervos periféricos, 
podendo causar alterações sensitivas, motoras e autonômicas. Por esse 
motivo, a avaliação da função neural constitui componente essencial da 
consulta e do acompanhamento da pessoa diagnosticada (BRASIL, 2022; 
WHO, 2020). 
Durante a avaliação dos nervos periféricos devem ser observados sinais 
como espessamento neural, dor à palpação, alteração da sensibilidade no 
território correspondente, redução da força muscular e alterações motoras. A 
identificação desses achados pode indicar comprometimento neural e 
necessidade de acompanhamento específico (BRASIL, 2022). 
Entre os nervos avaliados na assistência à pessoa com hanseníase 
encontram-se, conforme a avaliação clínica, os nervos ulnar, mediano, radial, 
fibular comum, tibial e auricular. A avaliação deve ser realizada de acordo com 
a metodologia estabelecida pelos protocolos e considerando os territórios 
anatômicos e as funções relacionadas a cada nervo (BRASIL, 2022). 
A avaliação da função neural é particularmente importante para 
identificar neurites e alterações que possam evoluir para incapacidades. As 
recomendações da OMS destacam a importância do acompanhamento da 
função dos nervos periféricos, especialmente porque a neurite constitui 
importante causa de dano neural e incapacidade na hanseníase (WHO, 2020). 
3.7 Avaliação da força muscular 
A avaliação da força muscular complementa o exame neurológico e 
possibilita identificar alterações motoras relacionadas ao comprometimento dos 
nervos periféricos. A avaliação deve ser realizada de maneira padronizada e 
11 
registrada para possibilitar comparação entre diferentes momentos do 
acompanhamento (BRASIL, 2022). 
Podem ser avaliados movimentos relacionados aos nervos periféricos 
acometidos, incluindo abdução do quinto dedo, oposição do polegar, extensão 
do punho, dorsiflexão do pé, flexão plantar, fechamento das mãos e 
movimentos da musculatura facial, conforme a avaliação neurológica 
padronizada para a hanseníase (BRASIL, 2022). 
A redução da força muscular pode representar comprometimento neural 
e deve ser registrada para permitir comparação nas consultas subsequentes. A 
documentação sistemática desses achados contribui para identificar 
precocemente alterações funcionais (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
A avaliação periódica da força muscular é especialmente importante 
durante episódios reacionais, pois a inflamação dos nervos pode resultar em 
perda funcional e dano neural permanente quando não identificada e tratada 
oportunamente (WHO, 2020). 
3.8 Avaliação ocular 
A avaliação ocular é fundamental no acompanhamento da pessoa com 
hanseníase porque o comprometimento neural pode interferir na sensibilidade 
da córnea e na capacidade de fechamento adequado das pálpebras. Essas 
alterações podemaumentar o risco de lesões oculares e perda visual (BRASIL, 
2022; WHO, 2020). 
Durante a consulta, devem ser investigados dificuldade para fechar os olhos, 
redução da sensibilidade corneana, ressecamento ocular, dor, vermelhidão, 
alterações da visão e outras manifestações que possam indicar 
comprometimento ocular (BRASIL, 2022). 
A perda da sensibilidade da córnea e a incapacidade de fechamento adequado 
das pálpebras podem aumentar o risco de lesões corneanas. Por isso, 
alterações oculares devem ser identificadas precocemente e, quando 
12 
necessário, o paciente deve ser encaminhado para avaliação especializada 
(WHO, 2020). 
3.9 Classificação operacional 
A classificação operacional possui importância para a definição do 
tratamento e do acompanhamento da pessoa com hanseníase. A classificação 
utilizada pela OMS diferencia os casos em paucibacilares (PB) e multibacilares 
(MB), considerando critérios relacionados à extensão da doença e aos achados 
bacteriológicos (WHO, 2018; BRASIL, 2022). 
De forma geral, os casos paucibacilares são caracterizados por menor 
número de lesões e ausência de demonstração de bacilos em exame 
apropriado, enquanto os casos multibacilares apresentam maior número de 
lesões ou evidência de bacilos, de acordo com os critérios estabelecidos pelas 
diretrizes nacionais (BRASIL, 2022; WHO, 2018). 
A classificação operacional correta é importante para definir o esquema 
terapêutico adequado e organizar o acompanhamento clínico. Entretanto, a 
avaliação não deve se limitar ao número de lesões, devendo considerar 
também o comprometimento neural e os demais critérios clínicos e laboratoriais 
previstos no protocolo vigente (BRASIL, 2022). 
3.10 Diagnóstico da hanseníase 
O diagnóstico da hanseníase é predominantemente clínico e deve ser 
estabelecido a partir da avaliação dos sinais e sintomas característicos da 
doença. A identificação de pelo menos um dos sinais cardinais pode permitir o 
diagnóstico clínico, conforme as recomendações da OMS e do Ministério da 
Saúde (WHO, 2018; BRASIL, 2022). 
Os principais sinais cardinais são a presença de lesão ou lesões de pele 
com alteração definida da sensibilidade; o comprometimento de nervo 
periférico associado à perda de sensibilidade e/ou fraqueza muscular; e a 
demonstração de bacilos em exame específico (WHO, 2018; BRASIL, 2022). 
13 
Exames laboratoriais podem ser utilizados em situações específicas, 
principalmente quando existem dúvidas diagnósticas ou necessidade de 
confirmação complementar. O exame baciloscópico pode auxiliar na 
classificação e na avaliação de determinados casos, enquanto outros métodos 
podem ser utilizados de acordo com a disponibilidade e a indicação clínica 
(BRASIL, 2022). 
O diagnóstico diferencial também é importante, pois diversas doenças 
dermatológicas e neurológicas podem apresentar manifestações semelhantes. 
Dessa forma, a avaliação deve ser realizada por profissional capacitado e 
considerar os achados clínicos, neurológicos, epidemiológicos e laboratoriais 
quando indicados (BRASIL, 2022). 
3.11 Tratamento 
A hanseníase é uma doença curável e seu tratamento é realizado por 
meio de poliquimioterapia. As recomendações da OMS estabelecem a terapia 
multidroga composta por rifampicina, dapsona e clofazimina, com duração e 
organização do tratamento de acordo com a classificação operacional e os 
protocolos vigentes (WHO, 2018; BRASIL, 2022). 
No Brasil, o tratamento deve seguir o Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas da Hanseníase estabelecido pelo Ministério da Saúde, que 
apresenta critérios para diagnóstico, classificação, tratamento, 
acompanhamento, prevenção de incapacidades e demais ações relacionadas 
ao cuidado (BRASIL, 2022). 
A adesão ao tratamento é fundamental para alcançar a cura e contribuir 
para a interrupção da transmissão. O paciente deve receber orientações claras 
sobre os medicamentos, a duração do tratamento, a importância do 
comparecimento às consultas e a necessidade de comunicar à equipe de 
saúde possíveis eventos adversos ou alterações clínicas (BRASIL, 2022; WHO, 
2018). 
O acompanhamento durante o tratamento também deve incluir avaliação 
periódica da função neural, identificação de reações hansênicas, prevenção de 
14 
incapacidades e orientação para o autocuidado. Dessa maneira, o tratamento 
deve ser compreendido como um processo contínuo de cuidado e não apenas 
como administração dos medicamentos (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
3.12 Reações hansênicas 
As reações hansênicas são episódios inflamatórios associados à 
resposta imunológica do organismo e constituem importante causa de 
comprometimento neural. Podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento, 
sendo necessário acompanhamento clínico mesmo após o término da 
poliquimioterapia (WHO, 2020). 
Durante a consulta, devem ser investigados sinais como surgimento ou 
piora de dor nos nervos, aumento da sensibilidade neural, perda de força, 
novas alterações sensitivas, aparecimento ou agravamento de lesões, edema, 
inflamação e sintomas oculares (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
As reações precisam ser reconhecidas e manejadas rapidamente porque 
podem provocar dano neural permanente. A OMS destaca que as reações 
hansênicas e a neurite estão entre os principais mecanismos relacionados ao 
dano nervoso e às incapacidades na hanseníase, tornando essencial a 
avaliação periódica da função neural (WHO, 2020). 
3.13 Prevenção de incapacidades 
A prevenção de incapacidades constitui uma das principais metas do 
acompanhamento da pessoa com hanseníase. As incapacidades estão 
frequentemente relacionadas ao comprometimento dos nervos periféricos, à 
perda de sensibilidade, à fraqueza muscular e às alterações decorrentes de 
episódios reacionais (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
Entre as medidas de prevenção estão a avaliação neurológica periódica, 
proteção das áreas com perda de sensibilidade, cuidados com mãos e pés, 
prevenção de queimaduras, hidratação da pele, inspeção diária dos pés, 
utilização adequada de calçados, cuidados com ferimentos, exercícios 
15 
orientados e encaminhamento para fisioterapia, terapia ocupacional, 
oftalmologia ou outros profissionais quando indicado (BRASIL, 2022). 
O PCDT brasileiro inclui a prevenção de incapacidades e a reabilitação 
como componentes fundamentais da assistência à pessoa com hanseníase. A 
abordagem deve começar desde o diagnóstico e permanecer durante todo o 
acompanhamento, especialmente nos pacientes com alterações neurológicas 
(BRASIL, 2022). 
3.14 Autocuidado 
A pessoa com hanseníase deve ser orientada a realizar inspeção diária 
das mãos, pés e olhos, principalmente quando houver perda de sensibilidade. 
O autocuidado constitui estratégia importante para reduzir o risco de 
ferimentos, queimaduras e outras lesões decorrentes da perda de sensibilidade 
(BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
Entre as orientações de autocuidado estão observar diariamente a pele, 
procurar feridas ou bolhas, evitar contato direto com fontes de calor, evitar 
andar descalço quando houver alteração de sensibilidade nos pés, utilizar 
calçados adequados, hidratar áreas ressecadas e proteger as mãos durante 
atividades que possam provocar traumatismos (BRASIL, 2022). 
O paciente deve procurar a unidade de saúde diante do surgimento de 
novas lesões, perda de força, alterações da sensibilidade, dor neural ou outras 
manifestações sugestivas de reação ou comprometimento neurológico. A 
identificação precoce dessas alterações pode reduzir o risco de dano 
permanente (WHO, 2020; BRASIL, 2022). 
3.15 Avaliação do grau de incapacidade física 
O grau de incapacidade física deve ser avaliado e registrado durante o 
acompanhamento da pessoa com hanseníase. Essa avaliação permite 
identificar o impacto da doença sobre olhos, mãos e pés e estabelecer uma 
referência para acompanhamento da evolução clínica (BRASIL, 2022). 
16 
A avaliação do grau de incapacidadefísica possibilita identificar 
alterações funcionais relacionadas ao comprometimento neural e orientar 
medidas de prevenção e reabilitação. A comparação dos resultados ao longo 
do tempo permite reconhecer alterações que podem ocorrer durante a 
evolução da doença ou em episódios reacionais (BRASIL, 2022; WHO, 2020). 
A identificação precoce de incapacidades ou alterações funcionais 
possibilita a adoção de intervenções preventivas e o encaminhamento para 
serviços de reabilitação quando necessário. A abordagem multiprofissional é 
importante nos casos que apresentam limitações funcionais ou necessidades 
específicas de reabilitação (BRASIL, 2022). 
3.16 Investigação dos contatos 
A consulta ao paciente com hanseníase deve incluir a investigação das 
pessoas que convivem ou conviveram com ele. Os contatos devem ser 
avaliados para identificação de sinais e sintomas suspeitos e, conforme as 
recomendações vigentes, receber as medidas preventivas indicadas (BRASIL, 
2022; BRASIL, 2024). 
A vigilância da hanseníase inclui a busca e avaliação de contatos como 
estratégia para identificar precocemente novos casos e ampliar as ações 
de prevenção e controle. A investigação dos contatos contribui para 
reduzir atrasos diagnósticos e possibilitar o tratamento oportuno de 
pessoas que eventualmente desenvolvam a doença (BRASIL, 2024). 
A OMS também recomenda estratégias de rastreamento e acompanhamento 
de contatos como parte das ações de prevenção e controle da hanseníase, de 
acordo com as políticas nacionais e os contextos epidemiológicos de cada país 
(WHO, 2018). 
3.17 Educação em saúde 
A educação em saúde deve estar presente durante todo o 
acompanhamento do paciente. As orientações devem abordar o que é a 
hanseníase, suas manifestações, a importância do diagnóstico e tratamento, os 
17 
possíveis sinais de reação, a necessidade de acompanhamento, as medidas 
de autocuidado e a avaliação dos contatos (BRASIL, 2022). 
O paciente deve compreender que a hanseníase possui tratamento e 
cura e que o acompanhamento adequado contribui para prevenir 
incapacidades. A utilização correta dos medicamentos e a comunicação 
imediata de alterações clínicas à equipe de saúde são componentes 
importantes da educação em saúde (BRASIL, 2022; WHO, 2026). 
Também é necessário esclarecer informações relacionadas à 
transmissão. A hanseníase está associada principalmente ao contato próximo e 
frequente com pessoas não tratadas, por meio de gotículas eliminadas pelas 
vias respiratórias; após o início do tratamento adequado, a capacidade de 
transmissão é reduzida significativamente (WHO, 2026). 
A educação em saúde possui ainda importante função no combate ao 
preconceito. Esclarecer que a hanseníase é curável e que o tratamento reduz a 
transmissão pode contribuir para diminuir o medo, a discriminação e o 
isolamento social das pessoas acometidas (WHO, 2026). 
3.18. Aspectos psicológicos e sociais 
A hanseníase pode provocar importantes repercussões psicológicas e 
sociais. O medo da rejeição, a vergonha das lesões, o receio de desenvolver 
deformidades e o estigma associado historicamente à doença podem afetar a 
autoestima, as relações sociais e a qualidade de vida das pessoas 
diagnosticadas (BRASIL, 2022; WHO, 2026). 
O profissional deve estabelecer uma relação terapêutica baseada no 
respeito, confidencialidade, escuta qualificada e acolhimento. A identificação de 
sofrimento psicológico ou dificuldades sociais deve ser considerada durante o 
acompanhamento e, quando necessário, deve ser realizado encaminhamento 
para os serviços e profissionais adequados (BRASIL, 2022). 
O PCDT brasileiro reconhece a necessidade de atenção psicossocial 
para pessoas que apresentem demandas relacionadas ao diagnóstico e às 
18 
consequências da doença. A assistência deve, portanto, considerar não 
somente os aspectos biológicos, mas também as repercussões emocionais e 
sociais da hanseníase (BRASIL, 2022). 
3.19 Atuação da enfermagem 
A enfermagem apresenta papel estratégico na assistência à pessoa com 
hanseníase, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A atuação 
do profissional envolve ações de identificação, acompanhamento, educação 
em saúde, prevenção de incapacidades, vigilância e articulação com os demais 
integrantes da equipe multiprofissional (BRASIL, 2022). 
Entre as ações de enfermagem estão o acolhimento, consulta de 
enfermagem, identificação de casos suspeitos, avaliação das lesões, avaliação 
da sensibilidade, acompanhamento da função neural, educação em saúde, 
orientação sobre autocuidado, acompanhamento da adesão ao tratamento, 
identificação de sinais de reação, investigação dos contatos, acompanhamento 
de incapacidades, encaminhamento para outros profissionais, registro das 
informações e participação nas ações de vigilância epidemiológica (BRASIL, 
2022). 
O Ministério da Saúde destaca a importância da organização da 
assistência à hanseníase na Atenção Primária à Saúde, buscando ampliar o 
acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento. A descentralização do 
cuidado favorece a proximidade entre os serviços e a população e contribui 
para uma assistência integral e contínua (BRASIL, 2022). 
A atuação da enfermagem deve estar integrada ao trabalho 
multiprofissional, especialmente quando o paciente apresenta incapacidades, 
alterações neurológicas, comprometimento ocular, necessidades de 
reabilitação ou demandas psicossociais. Essa integração favorece a 
continuidade do cuidado e a abordagem integral da pessoa (BRASIL, 2022; 
WHO, 2020). 
 
19 
3.20 Registro e acompanhamento 
Todas as informações relevantes devem ser registradas no prontuário do 
paciente, incluindo dados relacionados às lesões, alterações de sensibilidade, 
nervos acometidos, força muscular, grau de incapacidade, presença de 
reações, tratamento realizado, adesão, intercorrências e orientações fornecidas 
(BRASIL, 2022). 
O registro sistematizado permite acompanhar a evolução do paciente e 
comparar os resultados das avaliações realizadas ao longo do tratamento. 
Também contribui para a continuidade do cuidado quando diferentes 
profissionais participam da assistência (BRASIL, 2022). 
O acompanhamento periódico possibilita identificar precocemente 
alterações neurológicas, reações hansênicas, incapacidades e outras 
complicações. A vigilância clínica e epidemiológica também contribui para a 
identificação de contatos e para o planejamento das ações de controle da 
doença (BRASIL, 2022; BRASIL, 2024). 
4. CONCLUSÃO 
A consulta ao paciente com hanseníase representa uma importante 
estratégia para o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, prevenção de 
incapacidades e controle da doença. Por se tratar de uma enfermidade que 
compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, a avaliação clínica 
não deve limitar-se à observação das lesões dermatológicas, devendo incluir 
avaliação neurológica, sensitiva, motora e, quando indicada, ocular (BRASIL, 
2022; WHO, 2020). 
A investigação da sensibilidade, palpação dos nervos periféricos, 
avaliação da força muscular, avaliação dos olhos e identificação de possíveis 
reações hansênicas são etapas fundamentais para determinar o 
comprometimento do paciente e reduzir o risco de incapacidades permanentes. 
A avaliação periódica da função neural é particularmente importante durante e 
após o tratamento, pois as reações podem ocorrer em diferentes momentos da 
evolução da doença (WHO, 2020). 
20 
O tratamento adequado por meio da poliquimioterapia possibilita a cura da 
hanseníase, sendo indispensável a adesão do paciente ao esquema 
terapêutico e o acompanhamento pela equipe de saúde. Entretanto, o cuidado 
não termina com a administração dos medicamentos, devendo incluir 
acompanhamento da função neural, prevenção de lesões, orientação para o 
autocuidado, identificação de reações, investigação dos contatos e suporte 
psicossocial quandonecessário (BRASIL, 2022; WHO, 2018; WHO, 2020). 
A enfermagem exerce papel essencial nesse processo, principalmente 
na Atenção Primária à Saúde, participando do acolhimento, avaliação clínica, 
acompanhamento do tratamento, educação em saúde, prevenção de 
incapacidades, investigação dos contatos, registros e vigilância epidemiológica. 
A atuação sistematizada e multiprofissional contribui para ampliar o acesso ao 
diagnóstico e fortalecer a continuidade do cuidado (BRASIL, 2022). 
Dessa maneira, a consulta ao paciente com hanseníase deve ser 
compreendida como uma prática integral, humanizada, sistematizada e 
contínua. A identificação precoce dos sinais da doença, associada ao 
tratamento adequado e à prevenção das incapacidades, contribui para 
melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir as consequências 
individuais, familiares e sociais da hanseníase (BRASIL, 2022; WHO, 2026). 
Por fim, o enfrentamento da hanseníase exige não apenas medidas 
clínicas e terapêuticas, mas também ações de educação em saúde, 
investigação dos contatos, prevenção de incapacidades e combate ao estigma. 
A assistência baseada em evidências, o fortalecimento da Atenção Primária à 
Saúde e a atuação multiprofissional são fundamentais para garantir cuidado 
adequado às pessoas acometidas e contribuir para o controle da hanseníase 
como problema de saúde pública (BRASIL, 2022; BRASIL, 2024; WHO, 2026). 
 
 
 
21 
5. Referencias bibliográficas 
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Tecnologias no Sistema Único de Saúde. Protocolo Clínico e 
Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase. Brasília, DF: Ministério da 
Saúde, 2022. Disponível em: PCDT da Hanseníase — Ministério da 
Saúde/CONITEC. Acesso em: 10 set. 2026. 
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para o atendimento da Hanseníase. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 
2022. Disponível em: Ministério da Saúde — Protocolo para atendimento 
da Hanseníase. Acesso em: 10 set. 2026. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente. Guia de Vigilância em Saúde. 6. ed. rev. Brasília, DF: 
Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Guia de Vigilância em Saúde 
— Ministério da Saúde. Acesso em: 10 set. 2026. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Boletim Epidemiológico de Hanseníase: número especial. Brasília, 
DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Boletim Epidemiológico 
de Hanseníase — Ministério da Saúde. Acesso em: 10 set. 2026. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Hanseníase. Brasília, DF: Ministério da 
Saúde, 2025. Disponível em: Hanseníase — Protocolos Clínicos e 
Diretrizes Terapêuticas. Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for the diagnosis, 
treatment and prevention of leprosy. Geneva: World Health 
Organization, 2018. Disponível em: WHO — Guidelines for the 
diagnosis, treatment and prevention of leprosy. Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. Leprosy/Hansen disease: 
management of reactions and prevention of disabilities. Geneva: 
World Health Organization, 2020. Disponível em: WHO — Management 
of reactions and prevention of disabilities. Acesso em: 10 set. 2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. Leprosy. Geneva: World Health 
Organization, 2026. Disponível em: WHO — Leprosy Fact Sheet. Acesso 
em: 10 set. 2026. 
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	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de O...
	1. INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito e características da hanseníase
	3.2 Importância da consulta ao paciente com hanseníase
	3.3 Acolhimento e anamnese
	3.4 Exame dermatológico
	3.5 Avaliação da sensibilidade
	3.6 Avaliação dos nervos periféricos
	3.7 Avaliação da força muscular
	3.8 Avaliação ocular
	3.9 Classificação operacional
	3.10 Diagnóstico da hanseníase
	3.11 Tratamento
	3.12 Reações hansênicas
	3.13 Prevenção de incapacidades
	3.14 Autocuidado
	3.15 Avaliação do grau de incapacidade física
	3.16 Investigação dos contatos
	3.17 Educação em saúde
	3.18. Aspectos psicológicos e sociais
	3.19 Atuação da enfermagem
	3.20 Registro e acompanhamento
	4. CONCLUSÃO

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