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Prof. Me. Tamara Juliana Pereira Andrade 
CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO 
INTEGRAL
OBJETIVO DA AULA 
Compreender o currículo como expressão cultural e construção 
coletiva, analisando seus fundamentos na perspectiva da 
Educação Integral, e refletir sobre estratégias que assegurem a 
centralidade do estudante, a articulação entre saberes 
acadêmicos e comunitários e a integração curricular por meio 
do Projeto Político-Pedagógico.
CENTRALIDADE DO ESTUDANTE NO 
PLANEJAMENTO CURRICULAR
Na Educação Integral, o estudante é colocado no centro do processo 
educativo. 
Reconhecer que suas múltiplas dimensões devem ser consideradas como 
parte indissociável do planejamento pedagógico. As práticas educativas 
devem dialogar com essas dimensões.
O desenvolvimento humano acontece nas interações entre o sujeito, o 
outro, o meio e o conhecimento. A aprendizagem, portanto, é fruto dessas 
relações interdependentes e contextuais.
O currículo deve refletir o projeto de ser humano e de sociedade que se 
deseja construir.
CURRÍCULO COMO CONSTRUÇÃO COLETIVA E 
CULTURAL
Historicamente, o currículo tem sido atravessado por debates sobre o que ensinar e qual 
tipo de sujeito formar. Antônio Flávio Moreira e Tomaz Tadeu da Silva, em Currículo, 
cultura e sociedade, alertam para a importância de não se restringir às questões do "como 
ensinar", mas de compreender os "porquês" que fundamentam as formas de organização 
do conhecimento na escola.
O currículo deve ser entendido como uma construção cultural, resultado de disputas 
simbólicas e sociais, e não como um campo neutro ou técnico. 
Ele expressa valores, visões de mundo e formas de viver, e, por isso, precisa ser construído 
coletivamente, respeitando a diversidade de sujeitos, territórios e culturas presentes na 
escola.
ARTICULAÇÃO ENTRE CONHECIMENTO 
ACADÊMICO E SABERES LOCAIS
A Educação Integral propõe a 
valorização dos saberes locais e das 
identidades culturais dos territórios 
em que a escola está inserida. 
O currículo, nesse sentido, deve 
promover o diálogo entre o 
conhecimento acadêmico e os 
saberes comunitários, reconhecendo 
que ambos têm valor formativo.
Os 
conhecimentos 
ensinados e 
produzidos na 
escola 
pertencem à 
comunidade.
Os conhecimentos 
produzidos pelos 
diversos agentes 
sociais também 
são valorizados, 
sempre em 
diálogo respeitoso 
e reflexivo com o 
conhecimento 
científico e 
filosófico.
ARTICULAÇÃO ENTRE CONHECIMENTO 
ACADÊMICO E SABERES LOCAIS
Mais do que uma divisão entre “turno” e 
“contraturno”, a Educação Integral articula os 
diferentes tempos e espaços de vida dos 
estudantes, integrando aprendizagens 
escolares com experiências sociais, 
familiares, culturais e comunitárias.
 Isso fortalece o vínculo entre escola e 
território, tornando o processo educativo 
mais significativo e contextualizado.
“A educação básica poderá organizar-se 
em séries anuais, períodos semestrais, 
ciclos, alternância regular de períodos 
de estudos, grupos não-seriados, com 
base na idade, na competência e em 
outros critérios, ou por forma diversa de 
organização, sempre que o interesse do 
processo de aprendizagem assim o 
recomendar.”
Artigo 23 da LDB
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP) COMO 
INSTRUMENTO DE INTEGRAÇÃO E IDENTIDADE
É por meio do PPP, sustentado pela LDB, que 
a autonomia da escola se concretiza. É ele, ao 
se desdobrar nos Planos Anuais e nos Planos 
de Trabalho dos professores e educadores 
parceiros, que materializa o currículo.
PROJETO POLÍTICO-
PEDAGÓGICO 
E A AUTONOMIA
Para que o currículo expresse os princípios da Educação Integral, é 
necessário que ele esteja integrado ao Projeto Político-Pedagógico da 
escola. 
O PPP deve orientar a construção de uma matriz curricular que seja 
dinâmica, flexível e multidimensional, capaz de dialogar com os 
diferentes campos do conhecimento e de despertar o interesse, os 
desejos e as potencialidades dos estudantes.
 
Essa matriz deve ser pautada pelos fundamentos da Educação Integral, assegurando:
• Transversalidade dos conteúdos e saberes;
• Inserção e valorização do território como espaço educativo;
• Efetiva participação de estudantes, educadores e comunidade;
• Personalização das trajetórias de aprendizagem;
• Experimentação como estratégia de construção ativa do conhecimento.
Assim, o PPP torna-se um instrumento potente de identidade institucional, coerência 
pedagógica e construção coletiva de sentidos na escola.
COMO A MATRIZ CURRICULAR PODE SER 
CONSTRUÍDA?
REFERÊNCIAS 
CENTRO DE REFERÊNCIAS EM EDUCAÇÃO INTEGRAL. Formação Inicial – Módulo Geral: Fundamentos da 
Educação Integral – Conceitos e Princípios. São Paulo: CENPEC, s.d. Disponível em: 
http://educacaointegral.org.br. Acesso em: 1 maio 2025.
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