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Prof. Me. Tamara Juliana Pereira Andrade CONCEITOS E PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL OBJETIVO DA AULA Compreender o contexto histórico de surgimento da Educação Integral e suas principais bases teóricas, bem como identificar e analisar os conceitos e princípios que sustentam essa concepção educativa. "Educar é crescer com o outro em todas as dimensões." A EDUCAÇÃO INTEGRAL COMO CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA, NÃO MODALIDADE • A Educação Integral é uma concepção educacional que vê o ser humano como protagonista de forma integral, buscando contemplar todas suas dimensões: físicas, culturais, sociais e emocionais; • Educação se relaciona com a vida, pois aprendemos o tempo todo; • Prepara para seu desempenho na sociedade, mas também o ético e solidário; • Projetos educativos pertinentes e coerentes com o que os estudantes buscam, atendendo suas necessidade e apoiando a construção do seu projeto de vida. A EDUCAÇÃO INTEGRAL COMO CONCEPÇÃO • O senso comum entende como a ampliação do tempo para aprender. Isso é uma vantagem, mas é necessário um preparo da escola e do currículo; • Ampliação do repertório por meio da interação com diferentes linguagens, ou seja, um currículo integrado em que o professor atua como mediador, garantindo a intencionalidade; • O currículo promove experiencias que contemplam o conhecimento, mas também a consciência do corpo, das emoções e relações; • Contextualizar a realidade e o território dos estudantes, transformando a cidade em sala de aula. • Promove o diálogo e a participação de todos os envolvidos, engajando múltiplos setores e articulando políticas públicas; • Aprendemos o tempo todo e em todos os lugares; • Reconhecer a riqueza de saberes do território no qual a escola se insere, trazendo uma educação com vínculo e significado; • Considerar a história, a cultura e a ligação dos estudantes com o espaço. Como aproveitar todas essas oportunidades? PRINCÍPIOS FUNDANTES • Equidade • Democracia • Participação • Contextualização • Integralidade • Articulação MARCOS LEGAIS E HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL O desenvolvimento pleno dos sujeitos é um direito previsto na Constituição brasileira. O objetivo da educação integral é garantir que todos tenham condições para seguir aprendendo, tornando-se cidadãos autônomos responsáveis por seus projetos de vida. MARCOS LEGAIS E HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL Desde as primeiras décadas do século XX, diversos movimentos sociais, intelectuais e experiências locais já apontavam a necessidade de uma formação educacional orientada por princípios humanistas e emancipatórios, valorizando a articulação entre escola e território. Com o tempo, essa concepção foi sendo incorporada ao ordenamento jurídico e às diretrizes educacionais brasileiras, que passaram a reconhecer a educação como um direito que visa o desenvolvimento pleno dos sujeitos. A ampliação progressiva da jornada escolar também passou a ser considerada um elemento importante nesse processo. Apesar disso, a Educação Integral como política pública nacional estruturada é ainda um campo relativamente novo e em processo de consolidação no Brasil. MARCOS LEGAIS E HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL • A necessidade de uma formação educacional orientada por princípios humanistas e emancipatórios, valorizando a articulação entre escola e território; • A incorporação as diretrizes educacionais brasileiras, que passaram a reconhecer a educação como um direito; • A ampliação da jornada escolar também passou a ser considerada um elemento importante nesse processo. Fonte: https://educacaointegral.org.br/na-pratica/wp-content/uploads/2017/08/formacao-inicial-formacao_modulo-basico_geral_completo.pdf MARCOS LEGAIS E HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL • DCN (2013) • Constituição Federal (1988) • Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996) • Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) Compreendem que é função da educação promover o pleno desenvolvimento, ou desenvolvimento integral, dos sujeitos. Isto significa que é direito de cada e todas as pessoas se desenvolverem integralmente, em uma construção dialógica entre seus desejos individuais e as necessidades de convivência coletiva, além do respeito e valorização das subjetividades de cada pessoa. • Plano Nacional de Educação (2014-2014) – Ampliação da Jornada como uma meta a ser atingida. Buscando a articulação da escola com os diferentes territórios e espaços Educativos. SUPERANDO AS DESIGUALDADES E QUALIFICANDO A EDUCAÇÃO INTEGRAL Há inúmeros exemplos bem-sucedidos de experiências em Educação Integral no Brasil e no mundo. Em sua maioria, esses casos destacam-se por uma gestão escolar que coloca o estudante no centro do processo educativo, reconhecendo e valorizando sua multidimensionalidade e, com isso, criando condições concretas para o desenvolvimento integral de todos e todas. A concepção de uma escola pública orientada pelo princípio do desenvolvimento pleno dos sujeitos é, não apenas uma diretriz constitucional, mas também um pilar fundamental da democracia. No entanto, persistem inúmeros desafios na estrutura e na lógica organizacional da escola tradicional, que muitas vezes não oferece os instrumentos e estratégias necessárias para promover aprendizagens significativas, capazes de preparar os estudantes para os complexos desafios da sociedade contemporânea. PRINCIPAIS CONCEITOS E PRINCÍPIOS Fonte: https://educacaointegral.org.br/na-pratica/wp-content/uploads/2017/08/formacao-inicial-formacao_modulo-basico_geral_completo.pdf REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 1 maio 2025. BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Brasília, DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 1 maio 2025. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional – LDB. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 1 maio 2025. BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 1 maio 2025. BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010. Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 14 jul. 2010. Disponível em: https://normativasconselhos.mec.gov.br. Acesso em: 1 maio 2025. CENTRO DE REFERÊNCIAS EM EDUCAÇÃO INTEGRAL. Formação Inicial – Módulo Geral: Fundamentos da Educação Integral – Conceitos e Princípios. São Paulo: CENPEC, s.d. Disponível em: http://educacaointegral.org.br. Acesso em: 1 maio 2025. http://educacaointegral.org.br/ Número do slide 1 Número do slide 2 Número do slide 3 Número do slide 4 Número do slide 5 Número do slide 6 Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Número do slide 12 Número do slide 13