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E-Book - Apostila Esse arquivo é uma versão estática. Para melhor experiência, acesse esse conteúdo pela mídia interativa. Unidade 3 - OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO E PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS E-Book - Apostila E-Book - Apostila 2 - 40 Introdução da unidade Neste material, veremos os métodos de operação e manutenção nos sistemas de distribuição de energia elétrica. O planejamento de um sistema de distribuição elétrica é uma das questões importantes enfrentadas pela empresa de distribuição. Um bom planejamento requer resolver um problema difícil com várias soluções, daí os mais de quarenta anos de história de contínuos esforços e contribuições para melhorar as soluções. Veremos os diferentes aspectos das proteções em sistemas elétricos; começando por suas características, seus fundamentos e seus dispositivos. Dessa forma, informações relevantes são expostas para o desenvolvimento deste estudo e um repositório de conceitos é usado ao longo desta unidade. Também veremos, de maneira detalhada, a coordenação dos dispositivos de proteção que irão compor o esquema de proteção da rede de distribuição. Abordaremos diversos temas de proteção utilizados em redes de distribuição, além dos seus fundamentos ou suas filosofias, suportando o motivo de cada configuração, aplicadas às subestações. Nos próximos tópicos, aprofundaremos todas essas temáticas citadas. Acompanhe! Sistema elétrico de distribuição O planejamento de um sistema de distribuição elétrica é uma das questões importantes enfrentadas pelas empresas de distribuição. Um bom planejamento requer resolver um problema difícil com várias soluções, daí os mais de quarenta anos de história de contínuos esforços e contribuições para melhorar as soluções. E-Book - Apostila 3 - 40 FIGURA 1 - Distribuição de energia elétrica Fonte: EVENING_TAO / FREEPIK. Um sistema de distribuição de energia elétrica é o conjunto de equipamentos que permite que um determinado número de cargas seja energizado com segurança e confiabilidade, em diferentes níveis de tensão, geralmente localizados em lugares diferentes. E-Book - Apostila 4 - 40 Dependendo das características das cargas, os volumes de energia envolvidos e as condições de confiabilidade e segurança com que devem operar, os sistemas de distribuição são classificados conforme apresentado a seguir. (Clique no (+) das sanfonas para visualizar o conteúdo.) Industrial Os sistemas de distribuição industrial incluem grandes consumidores de energia elétrica, que geralmente recebem alimentação elétrica de alta tensão. É comum a indústria gerar parte de sua demanda por energia elétrica por processos de vapor, gás ou diesel. Comercial Com exceção da Geração Distribuída (GD) para o futuro, nos dias atuais a eletricidade em geral é gerada remotamente, longe dos centros de carga, e é transportada por linhas de transmissão em alta, extra-alta e mesmo ultra-alta tensões. A eletricidade das redes de transmissão é distribuída à rede de subtransmissão em tensões de 230 kV e, em seguida, diminuída a 35 kV. Algumas concessionárias consideram essa rede de subtransmissão parte integrante do sistema de distribuição, enquanto outras concessionárias consideram somente as redes abaixo de 35 kV parte do sistema de distribuição (MOHAN, 2016, p. 118). E-Book - Apostila 5 - 40 Sistemas de distribuição comercial são um termo coletivo para sistemas de distribuição, sistemas de energia dentro de grandes complexos comerciais e municipais. Esse tipo de sistema tem características próprias como consequência da requisitos especiais em matéria de segurança de pessoas e bens, pelo que, geralmente, requerem importantes fontes de apoio em casos de emergência. Urbano Os sistemas de distribuição urbana alimentam a distribuição de energia elétrica para vilas e centros urbanos com grande consumo, mas com densidade de carga pequena. São sistemas em que são necessários a seleção adequada do equipamento e o seu correto dimensionamento. Rural Os sistemas de distribuição rural são responsáveis pelo fornecimento de eletricidade a áreas de menor densidade de carga, o que requer soluções especiais com relação aos equipamentos e aos tipos de rede. Devido a longas distâncias e a pequenas cargas, é alto o custo por KWh consumido. Em alguns casos é até justificado, pois, do ponto de vista econômico, para geração local em uma fase inicial, e apenas em um estágio posterior, pode ser econômico e prático interconectar para formar uma grande rede. Agora que você já sabe como se classificam os sistemas de distribuição de energia elétrica, vamos nos aprofundar um pouco mais no estudo a respeito desse tema. Rede de distribuição de energia elétrica A rede de distribuição de energia elétrica faz parte do sistema de abastecimento, que é responsabilidade das empresas que distribuem energia elétrica. E-Book - Apostila 6 - 40 A distribuição de energia elétrica das subestações de transformação da rede de transporte é realizada em duas etapas. (Clique na imagem para visualizar o conteúdo.) A geração de energia elétrica ocorre normalmente afastada dos centros consumidores, constituídos por indústrias, comércios, residências, entre outros. Para que a eletricidade gerada por qualquer um dos meios vistos no item anterior alcance os centros consumidores, faz-se necessário um complexo sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica. Dessa forma é possível afirmar que a transmissão se inicia logo após a geração e finaliza nas subestações responsáveis pela distribuição. (GEDRA; BARROS; BORELLI, 2014, p. 19). E-Book - Apostila 7 - 40 Fonte: EDEDCHECHINE / FREEPIK. As linhas que compõem a rede de distribuição são operadas radialmente, sem que formem grades, ao contrário das redes de transporte e entrega. Quando existe uma falha, esta é detectada por um dispositivo de proteção localizado no início de cada rede e abre o interruptor que alimenta a rede. Classificação das redes por sua configuração No tocante à sua configuração, as redes podem ser classificadas conforme descrito a seguir. (Clique no (+) das sanfonas para visualizar conteúdo.) Rede radial Utiliza uma única linha de alimentação, de forma que os consumidores têm apenas uma rota possível de alimentação. Esse tipo de rede é usado, principalmente, em áreas rurais, pelo custo de abastecimento quando se trata de grandes áreas geográficas com cargas dispersas e densidade baixa. I. A primeira etapa é composta pelo que antes era conhecido como rede de distribuição, que, a partir das subestações de transformação, distribui a energia, normalmente por meio de anéis que circundam os grandes centros de consumo, até atingir estações transformadoras de distribuição. As tensões usadas são entre 25 kV e 132 kV. Intercaladas nesses anéis estão as estações transformadoras de distribuição, responsáveis pela redução da tensão de nível de distribuição para a distribuição de média tensão. II. A segunda etapa é constituída pela própria rede de distribuição, comumente chamada de rede de média tensão, com tensões de operação de 3 KV a 30 kV e em malha. A superfície de grandes centros de consumo é coberta por essa rede, ligando os postos transformadores de distribuição com centros de transformação, que são a última etapa da alimentação de média tensão, pois a tensão na saída desses centros é baixa (230 V/400 V). E-Book - Apostila 8 - 40 Malha aberta Apresenta dois caminhos de alimentação possíveis, de forma que consumidores podem ser alimentados por qualquer um deles, mas apenas um desses caminhos de alimentação é ativado na operação normal. A outra rota é usada em caso de falha e, geralmente, está aberta. Aseguir, veremos sobre as subestações de subtransmissão e distribuição. Vamos lá? Subestações de subtransmissão e distribuição As subestações de subtransmissão são muito relacionadas com a distribuição, e considera-se adequado tratá-las em conjunto. Subestação compreende as instalações elétricas e as edificações destinadas a abrigar os equipamentos de medição, proteção e transformação de energia, objetivando alterar os valores de tensão e corrente do fornecimento para valores de uso. A subestação deve atender às necessidades de fornecimento de energia elétrica das instalações por ela alimentadas, permitindo sempre a flexibilidade de manobras, a acessibilidade para manutenções, a confiabilidade quanto à proteção e à operação, e a segurança para o sistema, os equipamentos e os profissionais envolvidos em suas tarefas (GEDRA; BARROS; BORELLI, 2014, p. 40). E-Book - Apostila 9 - 40 Arranjos de circuitos de subtransmissão e subestações de distribuição podem afetar muito a continuidade do serviço, pois alimentam grandes cargas. Os circuitos de subtransmissão podem ter quatro arranjos básicos: radial, radial com recurso, anel e reticulado. Veja, no Saiba Mais a seguir, mais detalhes sobre redes de distribuição de energia em centros urbanos e alguns de seus impactos. SAIBA MAIS Para aprofundar os seus conhecimentos, convidamos você a ler o artigo “Análise comparativa dos custos de diferentes redes de distribuição de energia elétrica no contexto da arborização urbana”, que tratará dos três principais tipos de redes de distribuição de energia elétrica, juntamente com a análise de novas técnicas que podem ser utilizadas para a redução do número de podas de árvores. Saiba mais em: https://www.scielo.br/j/rarv/a/zvFw3HnfyjLhbJZhLcQLJTc/abstract/?lang=pt Confira clicando no PDF a seguir. A rede de distribuição, portanto, é constituída pelo conjunto de equipamentos subterrâneos ou aéreos e pelos centros de transformação que permitem que a energia chegue ao cliente final. Quando um equipamento elétrico é instalado e colocado em operação, o processo de deterioração começa. Se a deterioração não for revista de forma sistemática, pode causar falhas e mau funcionamento. Em resumo, mudanças de carga ou distúrbios em circuitos, geralmente, ocorrem sem serem planejados, o que pode resultar na instalação inadequada de dispositivos de proteção nos circuitos. https://www.scielo.br/j/rarv/a/zvFw3HnfyjLhbJZhLcQLJTc/abstract/?lang=pt E-Book - Apostila 10 - 40 Também um programa de manutenção preventiva e testes deve minimizar o perigo para a vida útil do equipamento, que pode resultar de uma falha quando não há manutenção adequada. A manutenção adequada do equipamento reduz ou minimiza falhas catastróficas. Este programa consiste em fazer inspeções de rotina, testes, reparos em equipamentos como transformadores, cabos, interruptores e periféricos – dentre eles, circuitos de controle, relés e instrumentos de sinalização e medição. Vejamos mais detalhes a seguir. Visão geral de manutenção Com base nos resultados obtidos nos testes realizados no equipamento elétrico, o pessoal responsável pela manutenção tem argumentos suficiente para tomar a decisão de manter energizado ou retirar de serviço equipamentos em funcionamento que necessitem de manutenção. Para a manutenção do equipamento, é conveniente considerar os aspectos seguindo as orientações apresentadas a seguir. Para ver todas elas, clique nas setas laterais. (Clique nas setas para avançar ou voltar o conteúdo.) a) Buscar arquivo histórico e fazer análise dos resultados obtidos nas inspeções e na evidência. Também é necessário considerar as condições de operação dos equipamentos, bem como as recomendações dos fabricantes. b) Estabelecer as necessidades de manutenção de cada equipamento. c) Formular as atividades dos programas de manutenção. Esses programas devem abranger um período de, aproximadamente, um ano. d) Determinar as atividades de manutenção prioritárias para cada equipamento em particular. E-Book - Apostila 11 - 40 e) Ter pessoal especializado e competente disponível para realizar as atividades de manutenção de equipamentos e estabelecer métodos para o seu controle. Melhorando as técnicas de manutenção, obtém-se maior produtividade e seus custos são reduzidos. Existem vários tipos de manutenção que podem se aplicar aos equipamentos em operação, que serão mencionados posteriormente. Iniciando a manutenção O principal objetivo na manutenção de equipamentos elétricos é manter a disponibilidade dos equipamentos, por isso é prioritário reduzir o número de falhas repentinas no sistema. Tudo isso deve ser alcançado com um nível ótimo tanto de qualidade quanto de custo. Com o avanço da tecnologia, deve, necessariamente, haver um desenvolvimento de novas ferramentas e métodos para manutenção e teste dos equipamentos, que permitem ao sistema sobreviver em melhores condições e por mais tempo elétrico. Como consequência de todo esse desenvolvimento estão os requisitos de qualidade, que têm permitido uma importante evolução na manutenção de equipamentos elétricos. (Clique na imagem para visualizar o conteúdo.) E-Book - Apostila 12 - 40 Fonte: JCOMP / FREEPIK. Para manter o equipamento elétrico em boas condições e levar uma boa gestão da sua manutenção, uma série de testes deve ser realizada de forma regular e adequada. Os testes de campo são atividades dentro dos trabalhos de manutenção e comissionamento, que devem ser realizados periodicamente, a fim de manter aceitáveis os índices de confiabilidade e continuidade. Manutenção corretiva Inicialmente, surgiu uma técnica denominada manutenção corretiva, que consiste na revisão e no reparo do equipamento somente quando há uma falha ou avaria no sistema, ou quando as condições são alteradas do seu funcionamento normal. Essa é, portanto, a ideia mais antiga de manutenção, que hoje é utilizada apenas em equipamentos de baixíssimo custo. As principais desvantagens dessa prática era o gasto para substituir o equipamento danificado e, consequentemente, a falta de um bom planejamento para o investimento. O equipamento pode sofrer falhas devido à deterioração causada pelo seu envelhecimento ou como consequência de causas externas a ele. Deve-se mencionar que essas últimas são os mais difíceis de prever. Por esse motivo, é extremamente importante conhecer a situação ou o estado do equipamento para que possa ser feita a manutenção mais adequada. E-Book - Apostila 13 - 40 Outra desvantagem é a baixa qualidade dos reparos, devido à rapidez na intervenção e à prioridade de reabilitar a operação antes de se consertar definitivamente, o que pode produzir o hábito de trabalhar com defeito, e esses tipos de intervenções, muitas vezes, geram outras após o tempo, por causa da má reparação. REFLITA A manutenção corretiva visa corrigir os problemas que podem prejudicar o desempenho das máquinas, depois de uma inconsistência ou de uma falha total. Pensando nisso, há alguma argúcia em realizar essa manutenção em vez de outras? Este tipo de manutenção requer pouco planejamento e controle, mas suas desvantagens a tornam inaceitável em grandes instalações, pois a obra é realizada em caráter de emergência, o que resulta em um atendimento ineficiente de mão de obra, causando interrupções do serviço. E-Book - Apostila 14 - 40 Manutenção preventiva Posteriormente, a manutenção preventiva surge como uma necessidade de reduzir o número de reparos e custos. Isso é feito por meio de uma rotina de inspeções periódicas nos equipamentos, independentemente do seu estado,e de renovação de itens danificados. As atividades de manutenção preventiva visam prevenir ou evitar que o equipamento falhe durante o período de sua vida útil, e a técnica de sua aplicação é suportada por experiências operacionais que determinam que o equipamento, depois de passar o período de comissionamento, reduz as suas chances de falha. Essa técnica não é mais amplamente utilizada hoje, embora ainda seja usada em alguns casos particulares e dependendo da unidade em questão. Para que esse tipo de manutenção seja feito corretamente, o conhecimento do equipamento vai ajudar muito no controle do sistema, além de reduzir os custos de produção, a disponibilidade e a vida da equipe, que, agora, permite um planejamento adequado. Por outro lado, a técnica da manutenção preventiva representa um forte investimento inicial em infraestrutura e mão de obra. Da mesma forma, se falta uma análise correta da manutenção preventiva, o custo de manutenção pode ser sobrecarregado sem melhorias substanciais na disponibilidade e no bom funcionamento dos equipamentos. Além disso, previamente, o desconhecimento de algumas irregularidades de unidades significa que as taxas de falha não poderiam ser reduzidas de maneira significativa, devido a problemas inerentes ao equipamento. Para aprofundar os conhecimentos desenvolvidos até aqui, assista ao vídeo “Manutenção preditiva”, a seguir, a fim de compreender mais uma importante forma de manter o equipamento elétrico em bom estado. Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo Considerando os estudos realizados até aqui, o vídeo “Manutenção preditiva” auxiliou ainda mais em seu aprendizado, não é mesmo? Para Mamede Filho e Mamede (2020, p. 22), “cada componente de um sistema elétrico é especificado em função das condições operativas desse sistema no qual irá funcionar, de forma que suas características técnicas não sejam superadas”. Veja mais detalhes sobre esse assunto na Dica a seguir. E-Book - Apostila 15 - 40 DICA Leia da página 22 à 26 do livro “Proteção de sistemas elétricos de potência” (2020), de João Mamede Filho e Daniel Ribeiro Mamede. Nessas páginas, você verá os principais tipos de proteção para os eventos que mais ocorrem. Acesse o l i n k a seguir e confira o material: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/bo oks/9788521637219/epubcfi/6/24[%3Bvnd.vst.idref %3Dchapter01]!/4/618/1:178[nto%2C%20os Ter dispositivos de proteção funcionando corretamente garante que a função principal da rede pode ser realizada, confiando que as condições de falha serão isoladas de maneira correta em um momento. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521637219/epubcfi/6/24[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01]!/4/618/1:178[nto%2C%20os] E-Book - Apostila 16 - 40 Dessa forma, veremos uma introdução aos diferentes conceitos utilizados no projeto de esquemas de proteção, passando por uma definição de características, fundamentos e dispositivos de proteção, até o projeto detalhado da coordenação de uma rede. Além disso, pretende-se que seja um repositório de conceitos que serão utilizados na coordenação do esquema de proteção e na posterior modificação do referido esquema. Como primeiro passo, as características dos sistemas de proteção são abordadas como uma estrutura de referência para definir o que se busca em qualquer esquema de proteção. Sistemas de proteção Todos os elementos de um sistema de energia devem ser corretamente protegidos, de forma que os relés só operem na ocorrência de faltas. Alguns relés operam apenas para faltas que ocorrem dentro de sua zona de proteção; isso é chamado de “proteção do tipo de unidade”. Por outro lado, outros relés são capazes de detectar faltas dentro de uma determinada zona e fora dela, geralmente em zonas adjacentes, e pode ser usado como backup para proteção primária como uma segunda linha de defesa É essencial que qualquer falha seja isolada, mesmo que a proteção primária associada não opere. Portanto, sempre que possível, cada elemento do sistema de potência deve ser protegido pelos relés primários e pela cópia de segurança. (Clique no (+) das sanfonas para visualizar o conteúdo.) Proteção primária Um sistema de proteção primária deve operar toda vez que um de seus elementos detecta uma falha. Ela cobre uma zona de proteção composta por um ou mais elementos do sistema de energia como máquinas elétricas, linhas e barras. É possível que para um elemento do sistema de potência existam vários dispositivos de proteção primária. No entanto, isso não significa que eles não funcionarão todos para a mesma falha. Deve-se observar que a proteção primária de um componente ou de um equipamento do sistema pode não ser, necessariamente, instalada no mesmo ponto de localização do equipamento do sistema; em alguns casos, pode ser localizada em uma subestação adjacente. Proteção de backup E-Book - Apostila 17 - 40 A proteção de backup é instalada para operar quando, por qualquer motivo, a proteção primária não opera. Para conseguir isso, o relé de proteção de backup possui um elemento sensor que pode ser ou não semelhante ao utilizado pelo sistema de proteção primário, mas também incluindo um circuito de tempo, o que retarda a operação do relé e permite o tempo necessário para a proteção primária operar primeiro. Um relé pode fornecer proteção de backup, de maneira simultânea, para diferentes componentes do equipamento do sistema, e, igualmente, um mesmo equipamento pode ter diferentes relés de proteção de backup. De fato, é muito comum que um relé atue como proteção primária para um equipamento e como backup para outro. Vejamos, agora, todas as características procuradas em um sistema de proteção, sendo a principal delas a confiabilidade (combinação de confiabilidade e segurança). Um esboço de uma proteção eficiente deve reunir todas as características para ser eficaz contra eventos de falha, mas sem ser complexo ou muito caro para implementar. As subestações estão sujeitas a anomalias ou, eventualmente, perturbações que intervêm em seu funcionamento normal, podendo trazer avarias aos equipamentos da subestação e/ou ao sistema elétrico, necessitando, portanto, de um sistema de proteção. O objetivo básico do sistema de proteção na subestação consiste em detectar a ocorrência de algum defeito ou anomalia e isolar a zona defeituosa o mais rápido possível. As características fundamentais em um sistema de proteção são: seletividade, confiabilidade, rapidez, sensibilidade, exatidão (GEDRA; BARROS; BORELLI, 2014, p. 51). E-Book - Apostila 18 - 40 Embora a qualidade do fornecimento de eletricidade em países como o Brasil seja bastante boa, não são raras as anomalias elétricas que podem afetar, negativamente, os equipamentos, tanto industriais quanto domésticos. No vídeo a seguir, veja cada característica que se espera em um sistema de proteção. Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo Conforme mencionado no vídeo anterior, as características esperadas em um sistema de proteção são: confiabilidade, velocidade, seletividade, sensibilidade, simplicidade e economia, sendo que as três primeiras já foram descritas. Vejamos, agora, o restante delas. (Clique no (+) das sanfonas para visualizar o conteúdo.) Sensibilidade Sensibilidade é a capacidade de um sistema de proteção para detectar HIF (High Impedance Faults ou Defeitos de Alta Impedância) dentro sua zona de proteção. Essa capacidade é reduzida no caso de pequenas correntes de falha, por quais o sistema deve ser capaz de diferenciá-losdos fluxos de corrente normais da grade. É importante garantir a detecção de correntes de falha devido a HIF ou contribuições reduzidas de DER (Distributed Energy Resources ou Recursos Energéticos Distribuídos) para falha. Simplicidade E-Book - Apostila 19 - 40 Um sistema de proteção também deve ser mantido o mais simples e direto possível, enquanto atingir os objetivos pretendidos. Cada unidade ou componente adicionado que oferece uma melhoria, mas não é indispensável para os requisitos de proteção, deve ser, cuidadosamente, considerado. Cada adição fornece uma fonte potencial de problemas e manutenção. Conforme enfatizado, uma operação incorreta ou uma indisponibilidade de proteção pode causar problemas catastróficos em um sistema de energia. Economia Por fim, é essencial obter a máxima proteção pelo mínimo custo, mantendo a economia, já que o custo sempre é um fator crucial. O sistema de proteção mais barato pode não ser o mais confiável; além do mais, isso pode levar a grandes dificuldades na instalação e na operação, como altos custos de manutenção. Os custos de proteção são considerados altos quando considerados apenas em primeira instância, mas a percepção pode mudar à luz dos custos do equipamento protegidos e do custo que uma ação incorreta acarretaria. Após compreender melhor o que se espera em um sistema de proteção, podemos perceber que o atendimento a esses requisitos pode ser fundamental para evitar que falhas aconteçam. No infográfico a seguir, são apresentados os dispositivos de proteção comumente usados em sistemas elétricos. Estes respondem aos princípios discutidos na seção anterior, tendo diferentes particularidades na aplicação desses princípios. (Clique nos (○) do infográfico para visualizar o conteúdo.) Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo E-Book - Apostila 20 - 40 Diante dos esclarecimentos apresentados no infográfico anterior, abordaremos, agora, os fundamentos da proteção e os princípios com os quais trabalham os dispositivos de proteção. Fundamentos de proteção Um sistema de proteção bem projetado e devidamente coordenado é vital para garantir que o sistema de energia elétrica opere dentro dos requisitos e dos parâmetros esperados. Ao fornecer segurança de rede e equipamento caro, você também está protegendo um grande investimento de capital, e as pessoas também estão protegidas. A operação automática permite isolar as falhas o mais rápido possível para minimizar os danos. Os custos econômicos e os benefícios de um sistema de proteção devem ser levados em conta, a fim de obter um equilíbrio adequado entre os requisitos do sistema e os recursos financeiros disponíveis. Na ocorrência de uma falha ou de uma condição anormal, a proteção deve ser capaz de detectar o problema imediatamente e isolar a seção afetada, permitindo, assim, que o resto do sistema de energia permaneça em serviço e limite a possibilidade de danos a outros equipamentos. A proteção deve ser sensível o suficiente para operar com velocidade mesmo sob falhas incipientes. FIGURA 1 - Sistema de proteção Fonte: EVENING_TAO / FREEPIK. E-Book - Apostila 21 - 40 Começamos com os princípios mais simples – o diferencial e a sobrecorrente – para chegar às proteções que usam medições de tensão como referência para o seu funcionamento, como as direcionais e as de distância. Proteção diferencial Uma das técnicas mais confiáveis em redes de transmissão e em algumas redes de distribuição é a proteção diferencial. Isso pode ser aplicado a todas as partes do sistema: geradores, motores, barramentos, transformadores, linhas, capacitores etc. Em qualquer projeto de esquema de proteção, invariavelmente, a proteção diferencial é a primeira consideração, e, muitas vezes, é a escolha de proteção primária. Princípio diferencial O princípio diferencial é baseado na medição das quantidades de corrente na entrada e na saída da zona de proteção. Se a diferença entre as medições for zero, assume-se que não existem falhas ou outros problemas. No entanto, se o valor líquido não for igual a zero, um problema interno existe, e a diferença de corrente faz com que o dispositivo de proteção associado opere. A soma das correntes que circulam pelos Transformadores de Corrente (TCs) é, essencialmente, igual à soma das correntes que circulam no circuito durante a operação normal. Assim, para faltas internas, a corrente de operação da proteção é, basicamente, a soma das correntes de inrush que alimentam a falta. Exceto por falhas leves muito internas, há boa discriminação para detectar problemas (falhas) dentro da zona diferencial. Mesmo com todas as vantagens desse princípio, para equipamentos como geradores, barramentos, transformadores, motores etc., os TCs, geralmente, ficam no mesmo lugar, então não é muito difícil fazer a interface de seus secundários com as proteções. Em vez disso, nas linhas, os terminais são separados por distâncias consideráveis, de modo que praticamente não é possível usar proteções diferenciais. Proteção contra sobrecorrente, proteção de terra e proteção direcional (Clique nas setas para avançar ou voltar o conteúdo.) E-Book - Apostila 22 - 40 Proteção contra sobrecorrente Quando não é possível de implementar o princípio diferencial ou não é viável usá-lo devido a custos altos, as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. Além disso, como as falhas produzem um aumento na corrente de fase ou sequência para terra, esse tipo de proteção é amplamente aplicado em todos os níveis de tensão, tanto nos sistemas de transmissão quanto nos sistemas de distribuição. Dispositivos que respondem ao princípio de sobrecorrente podem ter configurações de operação instantânea, com retardo fixo ou com retardo dependente de uma curva com característica de Tempo Contracorrente (TCC). A operação de sobrecorrente na borda da zona de proteção não é tão precisa quanto a de proteção diferencial. Portanto eles podem não detectar falhas perto do limite ou operar em faltas próximas a ele, mas não dentro da zona. Sendo assim, essa situação torna-se um problema de sensibilidade. Acrescenta-se a essa situação o problema da ter dois dispositivos muito próximos querendo apenas o mais próximo da falha para atuar. Existem duas soluções possíveis, use uma solução de temporização ou uma solução de comunicação. E-Book - Apostila 23 - 40 Proteção de terra A função das proteções da terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ocorrer devido a um defeito de isolamento em função do envelhecimento, da degradação, dos contatos fortuitos etc., ou à quebra de um dos condutores de uma fase ativa, o que causará um curto-circuito para a terra. O princípio de operação é idêntico ao da proteção de sobrecorrente, exceto que deve levar em conta mais um fator. Esse fator é o sistema de detecção usado em função da magnitude da corrente para a terra, que pode ser produzida dependendo do regime de instalação neutra. Assim, a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, que, no caso de instalações com neutro aterrado, será representada, diretamente, como um valor com magnitude suficiente para ser detectado por qualquer um dos dispositivos usados como proteções de sobrecorrente. No entanto, quando a rede possui um neutro isolado, a corrente não chega a ser tão alta se detectada com uma medição como a comentada. Neste caso, é relizado através de um toroidal homopolar nos cabos, que é capaz de detectar a correnteresidual produzida na instalação de 500 mA. E-Book - Apostila 24 - 40 Proteção direcional As proteções direcionais são capazes de distinguir a direção da corrente e reconhecer diferenças no ângulo de fase entre a corrente e a tensão. Seguem o mesmo princípio das proteções de sobrecorrente, mas com a diferença de que apenas agem em uma direção da corrente. A proteção direcional de sobrecorrente é usada quando é necessário proteger o sistema contra correntes de falha que podem fluir em ambas as direções de um elemento do sistema e quando a proteção de sobrecorrente bidirecional pode causar um desarme desnecessário. Fonte: MACROVECTOR, VECTORJUICE, PCH.VECTOR / FREEPIK. Proteção de distância E-Book - Apostila 25 - 40 Fundamentalmente, as proteções de distância comparam a tensão e a corrente do sistema. Essa comparação pode ser expressa em função da impedância, que viria para representar uma medida elétrica da distância de uma linha, o que explica o seu nome. Como operam sob aumento de corrente e diminuição de tensão, são usadas, comumente, em níveis de alta tensão, mas também podem ser usadas em outros níveis. A proteção de distância tem a capacidade de distinguir entre faltas que ocorrem em diferentes partes de um sistema, dependendo da impedância medida, tornando-se uma extensão de proteção direcional. Essencialmente, procura determinar a impedância na linha, que muda na presença de uma falha. A principal vantagem dessa proteção é que a sua zona depende da impedância da linha protegida, que é praticamente constante, independentemente das magnitudes de tensão e corrente. Por essa razão, a proteção de distância tem um alcance fixo, em contraste com dispositivos de sobrecorrente em que o escopo varia dependendo das condições do sistema. As proteções de distância são classificadas de acordo com as suas características no plano X-R (reatância vs. resistência) e os métodos usados para comparar esses sinais. Comumente, a magnitude ou a fase de dois sinais de entrada é comparada para obter as características operacionais, que são linhas retas ou circulares quando desenhadas no plano X-R. (Clique no (+) das sanfonas para visualizar o conteúdo.) 1. Proteção de distância de impedância Este tipo de proteção não leva em consideração o ângulo de fase entre a tensão e a corrente. Por essa razão, sua característica de operação no plano X- R é um círculo com centro na origem das coordenadas, realizando uma operação para todos os valores de impedância menores que o raio do círculo (a impedância correspondente). A principal desvantagem desse tipo de proteção é que ela não é direcional. Então você pode ser ativado por falhas à frente ou atrás de sua localização. Também pode ser afetado pela resistência do arco elétrico, além de ser altamente sensível a oscilações do sistema elétrico, devido à sua característica circular. 2. Proteção de distância direcional E-Book - Apostila 26 - 40 São dispositivos de distância que produzem disparo quando a impedância média está localizada no meio do plano X-R. Com posições que possuem comportamento direcional, são comumente usados simultaneamente com dispositivos baseados em impedância para limitar a área de operação a um semicírculo. 3. Proteção de distância por reatância A proteção de distância por reatância é projetada para medir apenas o componente reativo da impedância da linha. Consequentemente, seu ajuste é obtido usando um valor determinado pela reatância. A menos que a corrente na blindagem esteja exatamente em fase com a corrente no falhar, a queda de tensão no resistor resultará em um componente de 90° fora de fase em relação à corrente de proteção, tornando a impedância equivalente dentro da zona de operação. 4. Proteção de distância com recurso Mho O recurso Mho combina as propriedades das proteções direcional e baseada em impedância. Desse jeito, atua para faltas localizadas em frente ao local da proteção, além de possuir a vantagem de seu alcance variar com o ângulo da falha. A característica de proteção de distância com característica Mho, desenhada no plano X-R, é um círculo que passa pela origem das coordenadas. Para valores de impedância localizada dentro da circunferência, θ é menor que 90º, e isso resultará na operação da proteção. 5. Proteção de distância com característica Mho totalmente polarizada Uma das desvantagens do recurso Mho é que, quando usado em uma linha e em um escopo, não cobre a seção ao longo do eixo R, é incapaz de detectar falhas com grande arco ou resistência de arco. A solução para esse problema é usar uma característica Mho totalmente viesada, em que o recurso circular é estendido ao longo do eixo R para todas as falhas desequilibradas. E-Book - Apostila 27 - 40 6. Proteção de distância com característica poligonal Esse tipo de proteção fornece alcance estendido para cobrir a resistência de falha para linhas curtas, pois pode ser definido para a característica de disparo na forma de um polígono. A característica de disparo poligonal é obtida a partir de três elementos de medição independentes: reatância, resistência e direcional. A proteção opera somente quando os três elementos operaram; dessa forma, o recurso poligonal é obtido. A principal função de um sistema de proteção é, portanto, fundamentalmente, provocar a pronta remoção do serviço quando algum elemento do sistema de potência sofre um dano, ou quando opera de maneira anormal. Existe, ainda, uma função secundária, que consiste em dar indicação da localização e do tipo de falha. Considerações finais Neste material, você teve a oportunidade de: compreender os métodos de operação e manutenção nos sistemas de distribuição de energia elétrica; entender as estratégias de operação e manutenção de sistemas de distribuição; identificar as filosofias de proteção aplicadas em redes de distribuição. E-Book - Apostila 28 - 40 Iniciamos o nosso material falando sobre os sistemas de distribuição de energia, que são um conjunto de equipamentos que permite que um determinado número de cargas seja energizado com segurança e confiabilidade, em vários níveis de tensão, geralmente localizados em lugares diferentes, e dependendo das características das cargas, dos volumes de energia envolvidos e das condições de confiabilidade e segurança com que devem operar. Os sistemas de distribuição são classificados em: industrial, comercial, urbano e rural. Vimos que o principal objetivo na manutenção de equipamentos elétricos é manter a disponibilidade dos equipamentos, por isso é prioritário reduzir o número de falhas repentinas no sistema. Assim, analisamos os três tipos de manutenção que podem ser realizados. Examinamos as características fundamentais em um sistema de proteção, uma vez que as proteções desempenham um papel fundamental no projeto de sistemas elétricos, sendo o backup de uma rede em caso de algum incidente inesperado. Por fim, vimos as características procuradas em um sistema de proteção, sendo a principal delas a confiabilidade (combinação de confiabilidade e segurança), tendo em mente que um esboço de uma proteção eficiente deve reunir todas as características para ser eficaz contra eventos de falha, mas sem ser complexo ou muito caro para implementar. Agora que finalizamos este conteúdo, vamos testar seus conhecimentos com o quiz a seguir. QUIZ E-Book - Apostila 29 - 40 O principal objetivo na manutenção de equipamentos elétricos é manter a disponibilidade dos equipamentos, por isso é prioritário reduzir o número de falhas repentinas no sistema. A respeito das manutenções, analise as afirmativas a seguir. I. A manutenção corretiva é aplicada quando ocorre a falhaou a quebra, e seu objetivo é colocar a sua operação contínua, afetando o mínimo possível a produtividade. II. A manutenção preventiva é baseada em uma série de atividades planejadas que são executadas em prazos definidos, projetadas com o objetivo de garantir que o patrimônio das empresas cumpra as funções exigidas. III. A manutenção preditiva não é programada, mas acionada quando a falha aparece no equipamento ou na máquina, gerando a respectiva parada, para que seja retirado o item defeituoso. IV. A manutenção preditiva visa antecipar as falhas dos elementos, dos componentes, das máquinas ou dos equipamentos, como também se refere a diferentes ações como mudanças ou substituições, adaptações, restaurações etc. É correto o que se afirma em: E-Book - Apostila 30 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I está correta, pois é na manutenção corretiva que há troca de um item que quebrou ou parou. A afirmativa II está correta, pois a manutenção preventiva é uma ação prévia realizada para evitar a realização de outros tipos de manutenção. A afirmativa III está incorreta, pois é a manutenção corretiva que não é programada, já que ela será realizada quando um item para de funcionar ou quebra. A afirmativa IV está incorreta, pois é na manutenção preventiva que se antecipa as possíveis falhas nos sistemas. Resposta Correta: Resposta correta! A afirmativa I está correta, pois é na manutenção corretiva que há troca de um item que quebrou ou parou. A afirmativa II está correta, pois a manutenção preventiva é uma ação prévia realizada para evitar a realização de outros tipos de manutenção. A afirmativa III está incorreta, pois é a manutenção corretiva que não é programada, já que ela será realizada quando um item para de funcionar ou quebra. A afirmativa IV está incorreta, pois é na manutenção preventiva que se antecipa as possíveis falhas nos sistemas. I, II e III, apenas.a I e II, apenas.b II, III e IV, apenas.c E-Book - Apostila 31 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I está correta, pois é na manutenção corretiva que há troca de um item que quebrou ou parou. A afirmativa II está correta, pois a manutenção preventiva é uma ação prévia realizada para evitar a realização de outros tipos de manutenção. A afirmativa III está incorreta, pois é a manutenção corretiva que não é programada, já que ela será realizada quando um item para de funcionar ou quebra. A afirmativa IV está incorreta, pois é na manutenção preventiva que se antecipa as possíveis falhas nos sistemas. Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I está correta, pois é na manutenção corretiva que há troca de um item que quebrou ou parou. A afirmativa II está correta, pois a manutenção preventiva é uma ação prévia realizada para evitar a realização de outros tipos de manutenção. A afirmativa III está incorreta, pois é a manutenção corretiva que não é programada, já que ela será realizada quando um item para de funcionar ou quebra. A afirmativa IV está incorreta, pois é na manutenção preventiva que se antecipa as possíveis falhas nos sistemas. I e IV, apenas.d I, III e IV, apenas.e E-Book - Apostila 32 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I está correta, pois é na manutenção corretiva que há troca de um item que quebrou ou parou. A afirmativa II está correta, pois a manutenção preventiva é uma ação prévia realizada para evitar a realização de outros tipos de manutenção. A afirmativa III está incorreta, pois é a manutenção corretiva que não é programada, já que ela será realizada quando um item para de funcionar ou quebra. A afirmativa IV está incorreta, pois é na manutenção preventiva que se antecipa as possíveis falhas nos sistemas. O objetivo do sistema de proteção consiste em detectar a ocorrência de algum defeito ou anomalia de um sistema de geração e distribuição de energia elétrica e isolar a zona defeituosa o mais rápido possível, para, assim, minimizar os danos materiais e físicos. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica qual é a característica do sistema de proteção que tem por objetivo certificar a máxima constância do serviço com incongruências diminutas do sistema. E-Book - Apostila 33 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A velocidade, no sistema de proteção, se refere à proteção de isolamento da área afetada o mais rápido possível, a fim de evitar danos ao equipamento. Já a confiabilidade, no sistema de proteção, se refere ao grau de certeza de que um sistema não funcionará incorretamente. Por sua vez, a sensibilidade, no sistema de proteção, se refere à capacidade de detectar HIFs dentro da sua zona de proteção. Por fim, a simplicidade, no sistema de proteção, se refere à proteção mais simples e direta possível, enquanto atingir os objetivos pretendidos. Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A velocidade, no sistema de proteção, se refere à proteção de isolamento da área afetada o mais rápido possível, a fim de evitar danos ao equipamento. Já a confiabilidade, no sistema de proteção, se refere ao grau de certeza de que um sistema não funcionará incorretamente. Por sua vez, a sensibilidade, no sistema de proteção, se refere à capacidade de detectar HIFs dentro da sua zona de proteção. Por fim, a simplicidade, no sistema de proteção, se refere à proteção mais simples e direta possível, enquanto atingir os objetivos pretendidos. Velocidade.a Confiabilidade.b Sensibilidade.c E-Book - Apostila 34 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A velocidade, no sistema de proteção, se refere à proteção de isolamento da área afetada o mais rápido possível, a fim de evitar danos ao equipamento. Já a confiabilidade, no sistema de proteção, se refere ao grau de certeza de que um sistema não funcionará incorretamente. Por sua vez, a sensibilidade, no sistema de proteção, se refere à capacidade de detectar HIFs dentro da sua zona de proteção. Por fim, a simplicidade, no sistema de proteção, se refere à proteção mais simples e direta possível, enquanto atingir os objetivos pretendidos. Resposta Correta: Resposta correta! A seletividade, no sistema de proteção, se refere à garantia da máxima continuidade do serviço com desconexão mínima do sistema. Seletividade.d Simplicidade.e E-Book - Apostila 35 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A velocidade, no sistema de proteção, se refere à proteção de isolamento da área afetada o mais rápido possível, a fim de evitar danos ao equipamento. Já a confiabilidade, no sistema de proteção, se refere ao grau de certeza de que um sistema não funcionará incorretamente. Por sua vez, a sensibilidade, no sistema de proteção, se refere à capacidade de detectar HIFs dentro da sua zona de proteção. Por fim, a simplicidade, no sistema de proteção, se refere à proteção mais simples e direta possível, enquanto atingir os objetivos pretendidos. A proteção dos sistemas de transferência de energia elétrica é um campo extremamente importante para a manutenção e o fornecimento de energia aos destinatários, além da segurança dos equipamentos demasiadamente caros. A respeito dos sistemas de proteção, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). I. ( ) A proteção de terra é fundamentada na medição das quantidades de corrente na entrada e na saída da zona de proteção. E-Book - Apostila 36 - 40 II. ( ) A proteção contra sobrecorrente é uma opção simples com quantidades significativas de dispositivos para fazer escolha. III. ( ) A proteção de terra tem como função a verificação de vazamento de correntes elétricas que possam existir. IV. ( ) A proteção de distância é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas em instalações com neutro aterrado. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I é falsa, pois é na proteção diferencialque a medição das quantidades de corrente é realizada na entrada e na saída da zona de proteção. A afirmativa II é verdadeira, pois as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. A afirmativa III é verdadeira, pois a função das proteções à terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ser devido a um defeito de isolamento, em função do envelhecimento, da degradação e dos contatos fortuitos. A afirmativa IV é falsa, pois a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, no caso de instalações com neutro aterrado. F, F, V, V.a E-Book - Apostila 37 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I é falsa, pois é na proteção diferencial que a medição das quantidades de corrente é realizada na entrada e na saída da zona de proteção. A afirmativa II é verdadeira, pois as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. A afirmativa III é verdadeira, pois a função das proteções à terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ser devido a um defeito de isolamento, em função do envelhecimento, da degradação e dos contatos fortuitos. A afirmativa IV é falsa, pois a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, no caso de instalações com neutro aterrado. V, V, V, F.b V, F, V, F.c E-Book - Apostila 38 - 40 Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I é falsa, pois é na proteção diferencial que a medição das quantidades de corrente é realizada na entrada e na saída da zona de proteção. A afirmativa II é verdadeira, pois as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. A afirmativa III é verdadeira, pois a função das proteções à terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ser devido a um defeito de isolamento, em função do envelhecimento, da degradação e dos contatos fortuitos. A afirmativa IV é falsa, pois a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, no caso de instalações com neutro aterrado. Resposta Incorreta: Resposta incorreta! A afirmativa I é falsa, pois é na proteção diferencial que a medição das quantidades de corrente é realizada na entrada e na saída da zona de proteção. A afirmativa II é verdadeira, pois as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. A afirmativa III é verdadeira, pois a função das proteções à terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ser devido a um defeito de isolamento, em função do envelhecimento, da degradação e dos contatos fortuitos. A afirmativa IV é falsa, pois a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, no caso de instalações com neutro aterrado. V, V, F, F.d E-Book - Apostila 39 - 40 Resposta Correta: Resposta correta! A afirmativa I é falsa, pois é na proteção diferencial que a medição das quantidades de corrente é realizada na entrada e na saída da zona de proteção. A afirmativa II é verdadeira, pois as proteções de sobrecorrente são uma opção simples com uma faixa alta de dispositivos para escolher. A afirmativa III é verdadeira, pois a função das proteções à terra consiste em detectar fugas de corrente que possam ser devido a um defeito de isolamento, em função do envelhecimento, da degradação e dos contatos fortuitos. A afirmativa IV é falsa, pois a detecção das correntes de fuga à terra é realizada por meio da soma vetorial das correntes trifásicas, no caso de instalações com neutro aterrado. Referências GEDRA, R. L.; BARROS, B. F. de; BORELLI, R. Geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica. São Paulo: Erica, 2014. Livro digital. ISBN 9788536518084. (Disponível na Minha Biblioteca). MAMEDE FILHO, J.; MAMEDE, D. R. Proteção de sistemas elétricos de potência. Rio de Janeiro: LTC, 2020. (Disponível na Minha Biblioteca). MOHAN, N. Sistemas elétricos de potência: curso introdutório. Rio de Janeiro: LTC, 2016. (Disponível na Minha Biblioteca). F, V, V, F.e E-Book - Apostila 40 - 40 VELASCO, G. del N.; LIMA, A. M. L. P.; COUTO, H. T. Z. do. Análise comparativa dos custos de diferentes redes de distribuição de energia elétrica no contexto da arborização urbana. Rev. Árvore, 30(4), ago. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rarv/a/zvFw3HnfyjLhbJZhLcQLJTc/abstract/?lang=pt. Acesso em: 16 maio 2023. https://www.scielo.br/j/rarv/a/zvFw3HnfyjLhbJZhLcQLJTc/abstract/?lang=pt