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Aula 05 Sujeitos de Direito Internacional Público Hoje estudaremos as Organizações Internacionais de Direito Público e, também, as comunidades regiões com ênfase na União Europeia e o Mercosul. Desejo um excelente estudo e um ótimo aproveitamento dos conteúdos ministrados. 3. Organizações Internacionais de Direito Público As Organizações internacionais podem ser de Direito Público ou de Direito Privado, também conhecidas como organizações náo governamentais. As Organizações de Direito Público são sujeitos do Direito Internacional Público podendo, inclusive, ser partes em tratados internacionais. Já as de Direito Privado não podem ser partes em tratados internacionais e os seus atos referem-se a contratos internacionais. 3.1 Histórico Desde a antiguidade existiram organismos supranacionais, a exemplo, na antiguidade clássica, da Liga do Peloponeso – aliança entre as várias cidades-estados gregas visando proteção frente invasões de outros povos. Mas foi no século XX, notadamente após o término da Segunda Grande Guerra Mundial que o mundo viu florescer várias e várias organizações internacionais, principalmente as com víeis de regionalismos ou comunitárias. Dentre os objetivos dessas organizações está a manutenção da paz, mas também as questões comerciais e de desenvolvimento. 3.2 Organização das Nações Unidas 3.2.1 Histórico Ao final da Primeira Grande Guerra Mundial, visando estabelecer uma certa estabilidade e segurança mundial, foi criada a Lida das Nações, organização internacional que reunia as potencias vencedoras da guerra. Contudo, o Congresso dos Estados Unidos não ratificou o Tratado de Versalhes – que criava a Liga das Nações. Com deste modo a Liga se viu esvaziada e enfraquecida. No ano de 1939, Hitler desencadeia a Segunda Grande Guerra Mundial. Esses dois fatos – não ratificação do tratado de Versalhes pelo Congresso dos Estados Unidos e o desencadeamento da Segunda Guerra Mundial – foram os pregos do caixão da Liga das Nações. Com o término da Segunda Grande Guerra Mundial foi colocado em prática um plano que já vinha sendo desenhado pelas potencias mundiais: as Nações Unidas. De abril a julho de 1945 foi elaborada a Conferência das Nações e em 24 de outubro desse ano entrou em vigar a Carta de São Francisco (Carta das Nações Unidas), cuja arquitetura estrutural foi feita pelo presidente Franklin Delano Roosevelt possuindo sede em Manhattan, com extraterritorialidade (sua sede é considerado um território mundial). 3.2.2 Estrutura A O.N.U. possui seis órgãos principais, a saber: a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança; o Secretariado; o Tribunal Internacional de Justiça, o Conselho Econômico e Social; o Conselho de Direitos Humanos. Além desses órgãos existem várias agências destinadas a cuidar de uma temática específica. Para o objetivo da presente aula, apenas cuidaremos da Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, a Corte Internacional de Justiça e o Secretariado. 3.2.2.1 Assembleia Geral A Assembleia Geral das Nações Unidas é o principal órgão e é responsável pela tomada de decisões importantes, excluídas as competências exclusivas do Conselho de Segurança. Cada Estado integrante da O.N.U. terá uma representação, com até cinco membros, perante a Assembleia Geral, com direito a um voto. Importante destacar que cada país terá direito a um voto, de igual valor para todos. A Assembleia poderá discutir quaisquer questões relativas à manutenção da paz e da segurança internacionais, que a ela forem submetidas por qualquer Membro das Nações Unidas, ou pelo Conselho de Segurança, ou por um Estado que não seja Membro das Nações Unidas, desde que a controvérsia não esteja sendo objeto de discussão no Conselho de Segurança. Como regra geral, as decisões da Assembleia Geral são tomadas por maioria dos membros presentes e que votem (as abstenções não são computadas). Contudo, existem questões de maior relevância e que merecem um quórum qualificado de 2/3 dos membros presente e votantes, quais sejam: a) recomendações relativas à manutenção da paz e da segurança internacionais; b) à eleição dos Membros não permanentes do Conselho de Segurança; c) à eleição dos Membros do Conselho Econômico e Social; d) à eleição dos Membros dos Conselho de Tutela, de acordo como parágrafo 1 (c) do Artigo 86; e) à admissão de novos Membros das Nações Unidas; f) à suspensão dos direitos e privilégios de Membros; g) à expulsão dos Membros; questões referentes o funcionamento do sistema de tutela e questões orçamentárias. A Assembleia Geral se reunirá, ordinariamente, uma vez por ano e, extraordinariamente sempre que for convocada pelo Secretário Gerla, a pedido do Conselho de Segurança ou da maioria dos Membros das Nações Unidas. Merece destaque o fato de que para cada reunião será eleito o seu presidente, de modo que a O.N.U. não possui presidente permanente, mas apenas para a sua Assembleia Geral. 3.2.2.2 Conselho de Segurança O Conselho de Segurança das Nações Unidas é o órgão dentro da estrutura da O.N.U. destinado à manutenção da paz e da segurança internacionais. É composto por 15 (quinze) membros, sendo 05 (cinco) permanentes e 10 (dez) membros não-permanente ou rotativos. São membros permanentes do Conselho de Segurança: China; Rússia; França, Reino Unido; e Estados Unidos da América. Os membros não permanentes serão eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de 02 (dois) anos, sendo vedada a reeleição para um período imediatamente ao término do mandato. Todos os membros – permanentes ou não – terão direito a um voto, e as decisões, nas questões processuais, serão tomadas por 09 (nove) votos. Nas demais materiais, também será necessário o quórum de 09 (nove) votos, mas todos os membros permanentes deverão assentir com a decisão. É o chamado poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Ao contrário da Assembleia Geral, o Conselho de Segurança da está estruturado de forma a funcionar de forma continua, devendo ter representante de todos os países que o integre. O Conselho de Segurança é o único órgão que, independentemente da manifestação da Assembleia Geral, poderá executar suas próprias decisões, que deverão ser cumpridas pelos países partes da O.N.U. e mesmo pelos países que não integrem as Nações Unidas. 3.2.2.3 Corte Internacional de Justiça A Corte Internacional de Justiça, também chamado de Tribunal, é formada por 15 (quinze) juízes, de distintas nacionalidades (não pode ter juízes da mesma nacionalidade). Serão eleitos pela Assembleia Geral da O.N.U. e também pelo Conselho de Segurança para exercerem um mandato de 09 (nove) anos, podendo ser reeleitos. Interessante notar que os Estados-Membros das Nações Unidas não são, automaticamente, signatários da Corte Internacional de Justiça. A Corte funcionará permanentemente, exceto durante as férias judiciárias, cuja data e duração serão por ela fixadas. Terá a Corte competência para resolver as questões levadas à sua jurisdição pelos Estados-Membros, em especial as matérias previstas no artigo 36, de seu estatuto, veja-se: Artigo 36. 1. A competência da Corte abrange todas as questões que as partes lhe submetam, bem como todos os assuntos especialmente previstos na Carta das Nações Unidas ou em tratados e convenções em vigor. 2. Os Estados partes no presente Estatuto poderão, em qualquer momento, declarar que reconhecem como obrigatória, ipso facto e sem acordo especial, em relação a qualquer outro Estado que aceite a mesma obrigação, a jurisdição da Corte em todas as controvérsias de ordem jurídica que tenham por objeto: a) a interpretação de um tratado; b) qualquer ponto de direito internacional; c) a existência de qualquer fato que, se verificado, constituiriaa violação de um compromisso internacional; d) a natureza ou a extensão da reparação devida pela ruptura de um compromisso internacional. 3. As declarações acima mencionadas poderão ser feitas pura e simplesmente ou sob condição de reciprocidade da parte de vários ou de certos Estados, ou por -prazo determinado. 4. Tais declarações serão depositadas junto ao Secretário Geral das Nações Unidas, que as transmitirá, por cópia, às partes contratantes do presente Estatuto e ao Escrivão da Corte. 5. Nas relações entre as partes contratantes do presente Estatuto, as declarações feitas de acordo com o artigo 36 do Estatuto da Corte Permanente de Justiça Internacional e que ainda estejam em vigor serão consideradas como importando na aceitação da jurisdição obrigatória da Corte Internacional de Justiça pelo período em que ainda devem vigorar e de conformidade com os seus termos. 6. Qualquer controvérsia sobre a jurisdição da Corte será resolvida por decisão da própria Corte. Nos termos do artigo 38 de seu estatuto, a Corte Internacional de Justiça deverá decidir de acordo com regras de Direito Internacional, aplicando: a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes; b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito; c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas; d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito. As decisões da Corte Internacional de Justiça deverão ser cumpridas pelas partes do processo. Além da função jurisdicional, nos termos do artigo 65 de seu estatuto, a Corte Internacional de Justiça terá função consultiva. 3.2.2.4 Secretariado O Secretariado das Nações Unidas é composto por um Secretário- Geral, que será eleito pela Assembleia Geral mediante recomendação do Conselho de Segurança, para um mandato de 05 (cinco) anos, admitida, por tradição, uma única reeleição. Caberá ao Secretário-Geral formar o restante de seu secretariado, observando a representatividade geográfica possível. Além dessa função, o Secretário- Geral das Nações Unidas funcionará como o braço executivo, podendo participar de reuniões do Conselho de Segurança e mesmo submeter alguma matéria à sua deliberação. Todos os Estados-Membros das Nações Unidas se comprometem, sempre que necessário, despender esforços para ajuda-los a desenvolver seus objetivos. Ainda, a Carta das Nações Unidas, no desempenho de seus deveres, o Secretário-Geral e o pessoal do Secretariado não solicitarão nem receberão instruções de qualquer governo ou de qualquer autoridade estranha à organização. Abster-se-ão de qualquer ação que seja incompatível com a sua posição de funcionários internacionais responsáveis somente perante a Organização. 3.3 União Europeia 3.3.1 Histórico Com o término da Segunda Grande Guerra Mundial, a Europa se via em verdadeira ruína. Visando a reconstrução os Estados da Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Itália e Alemanha criam, em 1950, a Comunidade Europeia de Carvão e Aço (CECA). De se observar que essa comunidade era formada por países devastados pela guerra e outros com pequenos territórios. Logo na sua criação, a CECA teve estruturas supranacionais de caráter federativo, acima de Estados Soberanos. Ainda na década de 1950, mais precisamente em 1957, foram assinados, na cidade de Roma, 2 tratados que criaram a Comunidade Econômica Europeia – união aduaneira entre os Estados Membros – e a Comunidade Europeia de Energia Atômica, visando a integração energética. Em 1972, ocorreu a primeira entrada de novos membros: Reino Unido, Irlanda e Dinamarca. Em 1979, A Grécia ingressa. Em 1985, foi a vez de Portugal e em !986 a Espanha. No ano de 1993, foi criada a União Europeia, com a integração das três comunidades anteriores (Comunidade Europeia do Carvão e Aço; Comunidade Econômica Europeia; e Comunidade Europeia de Energia Atômica). Foi o Tratado de Maastricht o responsável pela sua criação. No ano de 1995 ingressaram na União Europeia a Áustria, a Finlândia e a Suécia. Também entraram os países do Leste Europeu. Em 2004 ingressaram a Polônia, Lituânia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Estônia, Eslovênia, Malta e Chipre. No ano de 2007, foi a vez da Romênia e a Bulgária. Também no ano de 2007, foi assinado o Tratado de Lisboa de modo que a União Europeia sucedeu, definitivamente, as comunidades europeias. Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou uma Constituição para a União Europeia, contudo, o projeto não foi aprovado por plebiscito nos Estados- Europeus. Atualmente, encontra-se em processo de retirada da União Europeia o Reino Unido, após decisão tomada em plebiscito pelos súditos de Sua Majestade. 3.3.2 Estrutura A União Europeia possui as seguintes estruturas organizacionais: foros executivos (Conselho Europeu e a Comissão Europeia); foros de caráter legislativo (Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu); foros de caráter judiciário (Tribunal de Primeira Instância, Tribunal da Função Pública, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça). 3.3.2.1 Foros Executivos Formado pelos chefes de Estado e de Governo dos países Membros da União Europeia e também pelo presidente da Comissão Europeia, o Conselho Europeia é o órgão responsável por decidir sobre a diretrizes que serão tomadas pela Comunidade. Já a Comissão Europeia, que representa os interesses da União Europeia como um todo, é uma instância supranacional, formada por 27 Comissionários (um de cada país membro da União Europeia, e com a saída do Reino Unido o número deverá ser reduzido para 26). Cabe ao Parlamento Europeu a escolha do presidente da Comissão Europeia. São funções da Comissão Europeia: a) Propor legislação ao Parlamento e ao Conselho; b) Gerir e aplicar as políticas da União Europeia, assegurando a execução das normas emanadas do Conselho, ou do Conselho e do Parlamento Europeu, do orçamento e dos programas adoptados pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia; c) Fazer cumprir a legislação Europeia, zelando pelo respeito do direito comunitário, juntamente com o Tribunal de Justiça; d) Representar a União internacionalmente, negociando acordos internacionais, essencialmente em matéria comercial e de cooperação. 3.3.2.2 Foros Legislativos O Conselho da União Europeia é órgão legislativo da União Europeia, formado por Ministros de cada Estado-Membro da União, agrupados nas diferentes pastas, tais como economia, saúde, agricultura, etc. A tomada de decisões é feita considerando o tipo de matéria a ser aprovada e, aqui, não existe voto igualitário entre os Estados, mas, sim, uma proporcionalidade relativa à população de cada Estado. Assim, quanto mais populoso um país, maior será o peso de seu voto. Já o Parlamento Europeu é integrado por representantes eleitos pela população de cada Estado-Membro. A representação dos Estados será feita de acordo com a população, sendo no mínimo 6 e no máximo 96 Deputados por país. O mandato é de cinco anos não havendo proibição para reeleição. Além da função legislativa, o Parlamento Europeu é responsável por exercer controle democrático e orçamentário. 3.3.2.3 Foros Judiciários Os foros judiciais da União Europeia são integrados pelo Tribunal de Primeira Instância, o Tribunal da Função Pública, o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça. Insta consignar que no Brasil, o Tribunal de Contas não detém função judicante, mas administrativa, na medida em que apenas exercer fiscalização sobre o orçamento público. Aliás, essa também é a Função doTribunal de Contas da União Europeia. O Tribunal de Primeira Instância é composto por 27 magistrados, que exercem mandato de 06 anos, sendo a representação de todos os membros da União Europeia. Tem por competência o julgamento de demandas propostas por particulares em face de instituições europeias, bem como o julgamento de recursos dos Estados em face de decisões da Comissão, além de ações de reparação de danos causados por instituições supranacionais. O Tribunal da Função Pública é vocacionado para o julgamento de causas administrativas, destinado a resolver demandas que envolvam as Comunidades Europeias e seus vários agentes administrativos. Por fim, o Tribunal de Justiça da União Europeia, principal órgão judiciário, é composto por 27 juízes, além de 8 advogados gerais. Esses advogados e são escolhidos de comum acordo por todos os membros da União Europeia exercendo função assemelhada à do Ministério Público. O mandato dos juízes e dos advogados gerais é de 06 anos. O Tribunal possui competência para dar a última palavra em relação ao direito comunitário, sendo competente, portanto, para julgar recursos em face de decisões dos demais órgãos judiciários. 3.4. Mercosul 3.4.1 Histórico A primeira tratativa para a criação do Mercosul ocorreu, ainda durante a Segunda Grande Guerra Mundial, entre o Brasil e a Argentina. Pretendiam os dois países a criação de uma união aduaneira. Contudo, em decorrência de questões políticas envolvendo o posicionamento da Argentina durante a Guerra, tal plano não teve seguimento. No ano de 1985 os presidentes da Argentina e do Brasil, respectivamente, Raúl Alfonsin e José Sarney, assinaram o Tratado de Iguaçu, base para iniciar a integração. Em 1991, na cidade de Assunção, no Paraguai, foi assinado o Tratado de Assunção, pelos presidentes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, criando o Mercado Comum do Sul, o Mercosul. Em 2003 a Venezuela deu inicio à sua entrada no Mercosul e, como devendo ser aprovada pelo Parlamentos de todos os países Membros do Bloco. Argentina e Paraguai rapidamente aprovaram a entrada. O Brasil somente aprovou em 2009. Contudo, o Parlamento do Paraguai jamais aprovou a entrada da Venezuela. Em 2012, um fato político ocorrido no Paraguai acabou por causar a sua suspensão do Mercosul e, com isso, a Argentina, o Brasil e o Uruguai consideraram que a entrada da Venezuela estaria aprovada. O fato político foi o processo de impeachment do presidente Fernando Lugo. Os demais membros do Mercosul consideraram uma ruptura com a ordem democrática e, por isso mesmo, o suspenderam. Realizada nova eleição, o Paraguai foi integrado ao Mercosul. Assim, atualmente o Mercosul conta com apenas 5 membros plenos: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. E também 5 Estados associados: Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Além desses existem 2 Estados observadores: o México e a Nova Zelândia. 3.4.2 Estrutura O Mercosul possui os seguintes três órgãos principais, a saber: Conselho do Mercado Comum; o Grupo Mercado Comum; O Parlamento do Mercosul. A Presidência do Mercosul é rotativa, para um mandato de 06 seis meses. 3.4.2.1 Conselho do Mercado Comum O Conselho do Mercado Comum, máxima instância do Mercosul, correspondendo-lhe a condução política do mesmo e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos estabelecidos para a constituição definitiva do Mercado Comum. Conselho é integrado pelos Ministros de Relações Exteriores e pelos Ministros de Economia dos Estados-Membros e deve se reunir sempre que necessário, mas pelo menos uma vez ao ano com a presença dos Chefes de Estados dos países- parte. 3.4.2.2 Grupo Mercado Comum O Grupo Mercado Comum é órgão executivo do Mercosul sendo coordenado pelos Ministros das Relações Exteriores dos países-membros, possuindo as seguintes funções: a) velar pelo cumprimento do Tratado; b) tomar as providências necessárias ao cumprimento das decisões adotadas pelo Conselho; c) propor medidas concretas tendentes à aplicação do Programa de Liberação Comercial, à coordenação de políticas macroeconômicas e à negociação de Acordos frente a terceiros; d) fixar programas de trabalho que assegurem avanços para o estabelecimento do Mercado Comum. O Grupo de Mercado Comum terá 4 membros titulares e 4 suplentes de cada Estado-parte, representando os seguintes órgãos dos países parte: a) Ministérios das Relações Exteriores; b) Ministério da Economia ou seus equivalentes (área de indústria, comércio exterior e/ou coordenação econômica); c) Banco Central. 3.4.2.3 Parlamento do Mercosul O Parlamento do Mercosul é integrado por Deputados de cada um dos Estados-partes, seguindo-se uma proporcionalidade com a população. O Brasil e a Argentina, por serem os países mais populosos têm, cada um, 42 Deputados. Já o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela têm, cada um 18 Deputados. Uma curiosidade, o brasileiro Arlindo Chinaglia, atualmente, é o presidente do Parlasul. Ao contrário do que ocorre com o Parlamento Europeu, o Parlamento do Mercosul detém apenas competência consultiva, notadamente quanto ao cumprimento da cláusula democrática, quando do respeito aos direitos humanos. Atualmente inexiste eleição especifica para o cargo de Deputados do Mercosul. Assim, hodiernamente os Deputados do Mercosul são escolhidos dentre os membros dos Parlamentos dos países-membros do Mercosul.