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1 KLÉSIA PAES LEAL ENGENHARIA DIAGNÓSTICA INSPEÇÃO PREDIAL Santo André 2022 2 KLÉSIA PAES LEAL ENGENHARIA DIAGNÓSTICA INSPEÇÃO PREDIAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhanguera de São Paulo como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Engenharia Civil Orientador: Anibelli Joseppe Tirapelli Santo André 2022 3 KLÉSIA PAES LEAL ENGENHARIA DIAGNÓSTICA INSPEÇÃO PREDIAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhanguera de São Paulo como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Engenharia Civil Orientador: Anibelli Joseppe Tirapelli BANCA EXAMINADORA Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Santo André, 06 de junho de 2022 4 Dedico este trabalho à minha família, aos meus professores em especial Anibelli e Celso, à tutora Isabela Scchieri e a minha Coordenadora Rosa Bosquê que me ajudaram muito neste desafio, me graduar e me tornar Engenheira, meu muito obrigado. 5 AGRADECIMENTOS Meus agradecimentos a todo o Corpo Docente e Discente que contribuíram para a minha formação. 6 LEAL, Klesia Paes. Engenharia Diagnóstica: Inspeção Predial. 2022. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Anhanguera de São Paulo, Santo André, 2022. RESUMO No Brasil, a inspeção predial começou a ser estudada a partir de trabalhos representados pelo Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia em 1999. Este assunto é recente e muito importante, já que é um avanço técnico e científico na área da Engenharia e Arquitetura. Com isso, a Engenharia Diagnóstica seria uma investigação técnica que segue progressivamente para avanços intelectuais e tornou-se uma das atividades mais crescentes no mercado para engenheiros diagnósticos devido ao crescimento do mercado de edifícios verticais nas grandes cidades. Devido a necessidade do aperfeiçoamento da qualidade dos edifícios verticais durante a construção houve um processo que favoreceu a Engenharia Diagnóstica com os conceitos e classificações técnicas e diagnósticas dentre elas a inspeção predial que requer o diagnóstico do seu sistema para que se faça os reparos e manutenções necessárias. Na Engenharia Civil a Engenharia Diagnóstica visa as adequações às técnicas de necessidade de mercado. Palavras-chave: Engenharia Diagnóstica. Inspeção Predial. Perícias de Engenharia. 7 LEAL, Klesia Paes. Engenharia Diagnóstica: Inspeção Predial. 2022. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Anhanguera de São Paulo, Santo André, 2022. ABSTRACT In Brazil, building inspection began to be studied from works represented by the Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia in 1999. This subject is recent and very important, since it is a technical and scientific advance in the Engineering and Architecture area. With this, Diagnostic Engineering would be a technical investigation that progressively moves towards intellectual advances and has become one of the most growing activities in the market for diagnostic engineers due to the growth of the vertical buildings market in large cities. Due to the need to improve the quality of vertical buildings during construction, there was a process that favored Diagnostic Engineering with the technical and diagnostic concepts and classifications, among them the building inspection that requires the diagnosis of your system to make the necessary repairs and maintenance. In Civil Engineering, Diagnostic Engineering aims to adapt to the techniques required by the market. Keywords: Diagnostic Engineering. Building Inspection. Engineering Expertise. 8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 09 2. INSPEÇÃO PREDIAL NA ENGENHARIA DIAGNÓSTICA ...................... 11 3. DESEMPENHO PREDIAL E QUALIDADE .............................................. 15 4. MANUTENÇÃO PREDIAL ........................................................................ 18 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 21 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 22 file:///C:/Users/Klesia/Downloads/Modelo_TCC_2_2%20(2).docx%23_Toc531940675 9 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho de conclusão de curso tem por objetivo apresentar como se dá a crescente implantação da Inspeção Predial e a atenção ao Desempenho das Edificações que é uma das principais características do setor imobiliário. A inspeção predial deverá ser realizada conforme a ABNT NBR 15.575/2013 – Avaliação Prática do Desempenho da Edificação com um profissional qualificado, no caso, o engenheiro, o arquiteto, ou empresa que presta serviços na área de conservação que estejam cadastrados nos órgãos responsáveis como CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) e CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). Em 2005, aconteceu o primeiro Seminário de Inspeção Predial em São Paulo, onde começava-se a perceber que haveria diversas finalidades e utilidades referentes às ferramentas diagnósticas que eram representadas pelas inspeções, consultorias e vistorias. No Brasil, houve uma necessidade de desenvolvimento da Engenharia que dá um diagnóstico mais claro e que ficou em grande evidencia nos trabalhos preventivos de inspeções e vistorias, onde houve crescimento em demandas do Judiciário na busca da qualidade na Construção Civil, ou seja, em seu mercado em franca expansão. Através de metodologias, a Engenharia Diagnóstica visa uma investigação científica das patologias das edificações dando-se um laudo onde é apresentado essas patologias. Então, a escolha deste tema se deu devido à necessidade de um maior desenvolvimento das inspeções prediais através da Engenharia Diagnóstico demonstrado através dos trabalhos de prevenção nas vistorias. A inspeção predial mostra as condições construtivas, de manutenção, análise de risco estabelece orientações e prioridades, pois apresenta diversas ferramentas onde se agrega a consultoria técnica, onde é comprovado através das leis de inspeções prediais vigentes em 2018. Com a implantação da norma NBR 15.575/2013 de Avaliação Técnica do desempenho em Edificação que é uma conquista técnica e jurídica muito ampla para o direito do consumidor ao adquirir um imóvel com nível de qualidade já estabelecido. 10 Com a crescente implantação da Inspeção Predial nas edificações, assim como, a atenção técnica com o Desempenho das Edificações são os principais focos do mercado imobiliário. Com o aprimoramento das Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e normas técnicas de manutenção, algumas demandas se apresentaram na área de diagnósticos, como o planejamento e programa de manutenção, proteção contra incêndio favorecendo as inspeções prediais e a Engenharia Diagnóstica. Então, como as inspeções prediais podem contribuir para a Engenharia Diagnóstica atual? Apresentar as diversas formas da Engenharia Diagnóstica, principalmente, através de inspeções prediais, planejamento de manutenção, sustentabilidade,diagnósticos da degradação natural, auditoria e perícia. Conceituar as investigações técnicas. Determinar as investigações técnicas corretas para que se tenha uma contribuição para o desenvolvimento das normas técnicas atuais. Registrar os conteúdos técnicos visando às aplicações práticas aos serviços de inspeções prediais, auditorias e vistorias. Produzir prova técnica para que se tenha um aprimoramento da qualidade total gerando oportunidades no mercado de trabalho da construção civil. O tipo de pesquisa a ser realizado neste trabalho, será uma Revisão da Literatura no qual será realizada uma consulta a livros, dissertações e por artigos científicos selecionados através de busca nos seguintes: Base 1 – Engenharia Legal 5 Base 2 - Perícias e Avaliações de Engenharia Base 3 – Diretrizes Técnicas de Engenharia Diagnóstica em Edificações Base 4 – Engenharia Diagnóstica Base 5 – Inspeção Predial Total O período dos artigos pesquisados serão os trabalhos publicados nos últimos 8 anos. Os descritores são: Engenharia Diagnóstica, Inspeção Predial e Manutenção Preventiva. 11 2. INSPEÇÃO PREDIAL NA ENGENHARIA DIAGNÓSTICA A Engenharia Diagnóstica foi de extrema necessidade para os trabalhos preventivos de vistorias. O conceito foi fundamental, pois visou o objetivo final da norma, incentivou e balizou o desenvolvimento técnico e avaliou a eficiência técnica e econômica, podemos então, permitir uma mensuração mais clara para que se dê o entendimento correto para a introdução da norma. Não foi apresentada uma metodologia de avaliação de desempenho na norma, portanto, se diz que, o desempenho final da edificação foi o resultado da soma de medidas técnicas de qualidade do desenvolvimento do empreendimento em suas várias etapas construtivas e principalmente, na fase de uso, onde se conheceu as diversas avaliações das medidas técnicas para fazer uma avaliação geral e esta avaliação foi necessária para o direito do consumidor para responder aos questionamentos futuros na justiça. Essas etapas construtivas foram representadas pelo PPEEU (Planejamento, projeto, Execução, Entrega e Uso) usadas na Engenharia Diagnóstica onde analisou-se e avaliou-se os aspectos que influenciaram na durabilidade e desempenho de cada uma delas. Através da Engenharia Diagnóstica foram oferecidas estas ferramentas para tais avaliações onde se dá a qualidade predial. A Engenharia Diagnóstica no mercado da construção civil no primeiro mundo é tradicional, pois lá, os diretores, proprietários das empresas deste meio, pensaram em prevenir, evitar ou minimizar indenizações devido problemas construtivos. No Brasil, renomadas entidades estudaram estes diagnósticos na Divisão de Patologias das Construções do Instituto de Engenharia. Lembrando que foi uma doença técnica da edificação, a patologia. Essa doença veio de problemas durante a construção que se deram devido aos erros de projetos, problemas de planejamento e execução de manutenções, materiais com pouca qualidade. Pode-se substituir o temo inspeção predial pelo de auditoria de manutenção e uso, conforme a norma da ABNT e para uma melhor compreensão de como funciona a Engenharia Diagnóstica segue os seguintes conceitos (VISTORIA, INSPEÇÃO, AUDITORIA, PERÍCIA E CONSULTORIA): 12 - VISTORIA: constatação técnica de uma condição ou fato mediante uma verificação do local. - INSPEÇÃO: análise técnica da condição ou fato. - AUDITORIA: atestamento técnico de conformidade ou não de uma condição ou fato. - PERÍCIA: determinação da origem causa e mecanismo de ação de uma condição ou fato. - CONSULTORIA: prescrição técnica a respeito de uma condição ou fato. A prática da inspeção predial está muito clara, principalmente para o planejamento e programação de manutenção, pois foi necessária a separação das análises das investigações técnicas com as de manutenção. No caso em que existam edifícios em garantias, a construtora reparou os problemas construtivos com sua assistência técnica, porém, a manutenção foi de total responsabilidade do condomínio. A inspeção predial tem duas vertentes, sendo elas, a inspeção intrínseca (da construção predial) e a inspeção extrínseca (da manutenção predial). A inspeção intrínseca avalia-se todo o sistema construtivo visando à qualidade e desempenho e logo que se finaliza a obra, ela foi executada. A inspeção extrínseca ou rotineira se faz após a obra até o final da vida útil da edificação, visa à preservação da vida útil e se preserva o bem ainda em garantia. Através dessas suas inspeções surgem os diagnósticos técnicos da qualidade para que assim, possamos desempenhar bons cuidados para uma vida útil prolongada. A avaliação do desempenho da edificação recomendados pela NBR 15575/13 da ABNT necessita de um sistema e alguns procedimentos, para assim, serem avaliadas. Nas diversas etapas construtivas foi fundamental compreender os reais problemas e buscar as diversas formas de correção. Foi importante conceituar o termo inspeção, como uma ferramenta de avaliação técnica ao invés do conceito de auditoria. A inspeção predial não estava no perfil das auditorias porque visou à avaliação técnica geral, então fica muito claro que, com atendimento ou não da norma não se encaixa nas conformidades. O 13 conceito de inspeção foi adotado como uma avaliação técnica onde não são necessárias análises, e então, a Engenharia Diagnóstica classifica as ferramentas de investigação e facilita todos os demais procedimentos. A indústria da construção civil não foi de alta precisão (tal qual a automobilística ou aeronáutica, por exemplo) é quase uma certeza, que as avaliações técnicas do desempenho em edificações apresentem resultados com desvios e não conformidades técnicas. E isso precisou ser tratado com elevado bom senso, razoabilidade e proporcionalidade, pois, s.m.j., foi perfeitamente compreensível e aceitável determinada margem de desvios no desempenho, devido à abrangente variação dos fatores extrínsecos (solo, clima, formas de utilização, manutenção, ataques de insetos e animais peçonhentos, etc.) e intrínsecos (projetos, materiais, mão de obra, etc.), além da degradação natural, que incidem numa edificação ao longo do tempo. Nesse sentido, destaca-se que a norma não considerou as perdas de desempenho por essa degradação natural ao longo do tempo. Portanto, somente com um bom acompanhamento técnico de todas as fases de construção de um empreendimento edilício é que se poderá avaliar os fatores que influenciam o desempenho, tais como o planejamento, o projeto, a execução, a entrega e a manutenção. Ocorre que a norma, embora seja de observância obrigatória segundo o Código de Defesa do Consumidor (art. 39, inciso VIII) e o Código Civil (art. 615), não possui um critério técnico-científico objetivo para realizar a avaliação do desempenho da edificação concluída, limitando-se às análises de projetos e ensaios de protótipos. No tocante à avaliação de desempenho, atente-se que o item 6.1.2 da norma, assevera que “na avaliação do desempenho é realizada uma investigação sistemática baseada em métodos consistentes, capazes de produzir uma interpretação objetiva sobre o comportamento esperado do sistema nas condições de uso definidas”. Procura-se suprir a lacuna da norma, como melhor forma de avaliar o desempenho, sugere-se a aplicação da Diretriz Técnica de Avaliação do Desempenho, através do método dos cinco passos, elaborada pelo Instituto de Engenharia, que é uma excelente técnica para que o desempenho possa ser 14 avaliado em todas as fases construtivas e de uso da edificação, conforme ilustração a seguir: Considera-se que os edifícios cujos alvarás de aprovação, “habite-se”, foram expedidos após19 de julho de 2013 (data do início da vigência da Norma 15.575/13 da ABNT) devem atender à norma, fica evidente que, em breve, a considerar as diversas lacunas da norma, haverá muita discussão técnica e jurídica. Não basta que os intervenientes do mercado imobiliário conheçam profundamente o teor na nova norma. A considerar diversos pontos controversos é recomendável que as associações de classe promovam seminários para os competentes estudos e aprendizados necessários, sugerindo-se, ainda, a criação de um foro de discussões permanentes pelo Instituto de Engenharia, pois, a norma possui omissões e equívocos, além de necessitar aprimoramentos relevantes, como na sustentabilidade, por exemplo. 15 3. DESEMPENHO PREDIAL E QUALIDADE A qualidade dos produtos evoluiu devido uma sanção da Lei federal n. 807, de 11 de setembro de 1990 conhecida como Código de defesa do Consumidor. Há o artigo 4, item IId, desse código que estabelece a “garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho” foi importante o atendimento da questão qualidade para o cumprimento dessa lei. Despertou-se uma conscientização perante as incorporadoras e construtoras no entrave da busca pela qualidade predial já que os consumidores estão buscando seus direitos. Com isso, o contrato de empreitada ou administração tem-se uma obrigação, pois o objetivo aqui é o término da obra, já que o construtor responde pela obra, tem-se uma responsabilidade perante a lei. Caso o defeito possa surgir após o prazo de garanta da obra, pode-se ainda responsabilizar o construtor dependendo do espaço de tempo. Sabe-se, ainda, que a obtenção de Qualidade Total implica na necessidade do aprimoramento contínuo dos projetos, processos, produtos e pessoas, que se inicia na identificação de um problema e sua causa primária, consoante a filosofia japonesa Kaizen. Partindo da trilogia Juran (planejamento, controle e aprimoramento) e do ciclo W. Deming (pesquisa, projeto, produção e vendas) quanto às etapas básicas para o aprimoramento contínuo, os japoneses criaram o ciclo PDCA (Plan-Planejamento, Do-Execução, Check-verificação e Act-ação corretiva) para tal dinâmica de trabalho, resultando no sucesso mundialmente conhecido. Princípios da Qualidade Total são: 1) Propósitos permanentes para a melhoria do produto ou serviço, visando à competitividade e criação de empregos; 2) Implantação de nova filosofia para a conscientização geral de responsabilidades e liderança no processo de transformação; 3) Substituição de procedimentos paliativos por atividades que visem à qualidade desde o primeiro estágio produtivo; 4) Substituição de práticas baseadas exclusivamente em preços por políticas 16 de redução de custos; 5) Melhoramentos de práticas produtivas visando o aprimoramento da qualidade, produtividade e redução de custos; 6) Implantação permanente de treinamentos no local de trabalho; 7) Instituição do espírito de liderança junto às chefias; 8) Eliminação do medo visando atitude proativa dos trabalhadores; 9) Eliminação de barreiras entre departamentos visando o objetivo comum da qualidade; 10) Substituição de metas “nível zero” à mão de obra por níveis plausíveis de produtividade; 11) Criação de programas de educação e auto aprimoramento aos trabalhadores; 12) Inclusão de todos no processo de transformação visando à qualidade. Com a implantação de um programa de Qualidade Total implica-se no conhecimento e aplicação desses conceitos, procedimentos e princípios, e requer o atendimento de exigências específicas do produto em questão. Quanto à qualidade da edificação no Brasil, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H) é referência de orientação ao produto imobiliário que, juntamente com a norma de desempenho da ABNT, recomenda- se: EXIGÊNCIAS DOS USUÁRIOS 1) SEGURANÇA estrutural contra incêndio no uso e operação 2) HABITABILIDADE estanqueidade conforto térmico conforto acústico conforto lumínico 17 conforto tátil e antropodinâmico saúde, higiene e qualidade do ar funcionalidade e acessibilidade 3) SUSTENTABILIDADE durabilidade e manutenibilidade adequação ambiental EXIGÊNCIAS DA SOCIEDADE E AMBIENTAIS 1) RESPEITO AO MEIO AMBIENTE coleta e disposição de resíduos (esgoto e lixo) adequado direcionamento de águas pluviais e fluviais respeito à flora e fauna nativos 2) HARMONIA COM O ENTORNO compatibilidade do projeto com as condições locais, de forma a valorizar o contexto urbano 3) HARMONIA INTERNA adequado dimensionamento de vias de circulação e áreas verdes tratamento de fachadas e muros paisagismo de praças e jardins espaço para lazer 18 4. MANUTENÇÃO PREDIAL A NBR 5674 (ABNT, 2012) trata-se da manutenção predial que é uma atividade que tem por objetivo manter a vida útil de uma edificação, onde na prática observa-se que, muitas edificações ainda não trabalham na conformidade dessa norma. Há outros termos ao desenvolvimento do sistema de manutenção das edificações que são de muita utilidade. Ela é a norma técnica da ABNT que estabelece os procedimentos de orientação para organizar um sistema de manutenção de edificações, considerando que a gestão inclui: • preservação das características originais do prédio; • prevenção da perda de desempenho gerada pelo desgaste dos sistemas, elementos ou componentes. O documento aponta ainda outras NBR s fundamentais para compreensão e execução da NBR 5674, como a NBR 14037 que trata do manual de uso, operações e manutenção da edificação (que deve ser entregue ao proprietário do imóvel pelo construtor/incorporador). Desde a sua primeira versão em 1977, a norma já foi revisada algumas vezes para se adequar às inovações na área. Sua última atualização foi feita em 2012. Entre suas orientações, a NBR 5674 aponta como organizar um sistema de manutenção predial e indica os requisitos fundamentais para o planejamento anual das atividades, controle do processo de manutenção e de documentação. É nela, por exemplo, que estão as recomendações e orientações sobre a elaboração do plano de manutenção predial. Em seu texto, ele é definido como “uma previsão detalhada dos métodos de trabalho, ferramentas e equipamentos necessários, condições especiais de acesso, cronograma de realização e duração dos serviços de manutenção”. A própria NBR 5674 ressalta que a manutenção predial é um serviço técnico facilmente programável que, além de trazer segurança, investe na preservação do valor patrimonial. 19 O planejamento e construção de um prédio são feitos para que ele atenda seus usuários por muitos anos. Nesse período de vida útil, ele precisa oferecer condições seguras e de qualidade considerando que tempo, fatores ambientais e uso podem degradar as condições iniciais do empreendimento. Para isso, é importante que a manutenção predial não seja negligenciada. Ela é um conjunto de atividades de avaliação, manutenção e correção nos sistemas, equipamentos e áreas comuns de um prédio. Seu objetivo é manter a vida útil prevista para a edificação. A manutenção predial deve ser feita inclusive em estruturas novas, recém-inauguradas. As ações checam se os serviços estão funcionando conforme o previsto e de forma segura, atuando em eventuais problemas. A manutenção predial evita, por exemplo, que problemas sejam identificados tardiamente. Isso porque ela prevê a elaboração de um plano de manutenção que institui uma série de rotinas à administração do prédio, apontando quando cada componente da infraestrutura precisa ser revisado. O planejamento é elaborado com o auxílio de uma inspeção e acompanhado pelo síndico junto de técnicos especializados. Podemos classificara manutenção predial em três tipos: Manutenção predial preventiva - ações realizadas periodicamente, de acordo com o tempo previsto no plano de manutenção predial. Exemplos: manutenção de elevadores, limpezas de caixa d’água, pinturas em fachadas, checagens nas redes elétricas, trocas de componentes que passaram da validade etc. A manutenção preventiva é fundamental para preservar – e até prolongar – a vida útil da edificação. Ela antecipa-se ao surgimento de problemas e minimiza o impacto estrutural e financeiro de possíveis falhas que poderiam dar sinais somente quando o problema estivesse muito grande. Além disso, a prevenção contribui para a valorização do edifício e a diminuição de risco de acidentes, interrupção de serviços e atividades corretivas emergenciais. Manutenção predial corretiva - ações emergenciais e fora do planejamento causadas por desgastes não identificados previamente ou falhas em equipamentos e estruturas. Esse tipo de manutenção é uma reação ao 20 aparecimento a um problema como infiltrações, rachaduras, vazamentos, pane em sistemas de gás, elevadores, climatização etc. Manutenção predial preditiva – tanto quanto a preventiva, a manutenção predial preditiva é programada. Porém, a diferença é que o fator a ser considerado é o desempenho do equipamento e não o tempo entre uma avaliação e outra. A partir da avaliação do desempenho é que são determinados eventuais ajustes ou correções. A manutenção predial não envolve só contratar alguém para consertar problemas grandes, ou fazer pequenas reformas, quando necessário. Ela começa muito antes disso, e envolve todo o cuidado com a infraestrutura do prédio, bem como de seus equipamentos. Ela ainda não é encarada pela maioria dos administradores de edificações como prioridade, pelo menos quando se trata da opção preventiva. 21 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo sobre a Engenharia Diagnóstica no campo da Inspeção Predial. Esta pesquisa se propôs apresentar questões sobre a inspeção predial para que se obtenha uma manutenção predial não falha com dados para que se posa fundamentar o melhor processo para eliminar falhas. Sendo assim, a inspeção predial está cada vez mais sendo utilizada, já que, temos uma infinidade de edificações verticais em todas as cidades. Lembrando que, trata-se da vida útil de um imóvel que pode ser tanto residencial quanto comercial. Com a utilização da Inspeção Predial tivemos uma melhora no sentido de se evitar qualquer tipo de acidente que ocasione questões fatais, pois através dos dados apresentados neste relatório ou laudo de inspeção podemos adequar o melhor procedimento para determinadas situações. Nosso país não tem o costume de trabalhar por exemplo, com a questão da manutenção preventiva, cabe a nós profissionais da área, orientar e designar profissional para que se obtenha um relatório ou laudo da edificação e possa lhe mostrar as diferenças na questão financeira entre se adotar a manutenção preventiva da manutenção corretiva. 22 REFERÊNCIAS FIKER, José. Perícias e Avaliações de Engenharia: Fundamentos Práticos. 2º ed. São Paulo: LEUD, 2011. 149 p. GOMIDE, Tito Lívio Ferreira. Engenharia Legal 5: Engenharia Diagnóstica em Edificações. Inspeção Predial e Desempenho. Manutenção e Avaliação Imobiliária. São Paulo: LEUD, 2016.168 p. GOMIDE, Tito Lívio Ferreira. Diretrizes Técnicas de Engenharia Diagnóstica em Edificações: Vistorias, Inspeções, Auditorias, Perícias e Consultorias. São Paulo: LEUD, 2016.192 p.