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KLÉSIA PAES LEAL 
 
 
 
 
 
 
 
ENGENHARIA DIAGNÓSTICA 
INSPEÇÃO PREDIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santo André 
2022 
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KLÉSIA PAES LEAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENGENHARIA DIAGNÓSTICA 
INSPEÇÃO PREDIAL 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade 
Anhanguera de São Paulo como requisito parcial para a 
obtenção do título de graduado em Engenharia Civil 
Orientador: Anibelli Joseppe Tirapelli 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santo André 
2022 
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KLÉSIA PAES LEAL 
 
 
 
ENGENHARIA DIAGNÓSTICA 
INSPEÇÃO PREDIAL 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Universidade Anhanguera de São Paulo como 
requisito parcial para a obtenção do título de 
graduado em Engenharia Civil 
Orientador: Anibelli Joseppe Tirapelli 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Santo André, 06 de junho de 2022 
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Dedico este trabalho à minha família, 
aos meus professores em especial 
Anibelli e Celso, à tutora Isabela 
Scchieri e a minha Coordenadora 
Rosa Bosquê que me ajudaram muito 
neste desafio, me graduar e me 
tornar Engenheira, meu muito 
obrigado. 
 
5 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Meus agradecimentos a todo o Corpo Docente e Discente que 
contribuíram para a minha formação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEAL, Klesia Paes. Engenharia Diagnóstica: Inspeção Predial. 2022. Número 
total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia 
Civil) – Universidade Anhanguera de São Paulo, Santo André, 2022. 
 
RESUMO 
 
No Brasil, a inspeção predial começou a ser estudada a partir de trabalhos 
representados pelo Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia em 
1999. Este assunto é recente e muito importante, já que é um avanço técnico e 
científico na área da Engenharia e Arquitetura. Com isso, a Engenharia 
Diagnóstica seria uma investigação técnica que segue progressivamente para 
avanços intelectuais e tornou-se uma das atividades mais crescentes no 
mercado para engenheiros diagnósticos devido ao crescimento do mercado de 
edifícios verticais nas grandes cidades. Devido a necessidade do 
aperfeiçoamento da qualidade dos edifícios verticais durante a construção houve 
um processo que favoreceu a Engenharia Diagnóstica com os conceitos e 
classificações técnicas e diagnósticas dentre elas a inspeção predial que requer 
o diagnóstico do seu sistema para que se faça os reparos e manutenções 
necessárias. Na Engenharia Civil a Engenharia Diagnóstica visa as adequações 
às técnicas de necessidade de mercado. 
 
Palavras-chave: Engenharia Diagnóstica. Inspeção Predial. Perícias de 
Engenharia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEAL, Klesia Paes. Engenharia Diagnóstica: Inspeção Predial. 2022. Número 
total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia 
Civil) – Universidade Anhanguera de São Paulo, Santo André, 2022. 
 
ABSTRACT 
In Brazil, building inspection began to be studied from works represented by the 
Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia in 1999. This subject 
is recent and very important, since it is a technical and scientific advance in the 
Engineering and Architecture area. With this, Diagnostic Engineering would be a 
technical investigation that progressively moves towards intellectual advances 
and has become one of the most growing activities in the market for diagnostic 
engineers due to the growth of the vertical buildings market in large cities. Due to 
the need to improve the quality of vertical buildings during construction, there was 
a process that favored Diagnostic Engineering with the technical and diagnostic 
concepts and classifications, among them the building inspection that requires 
the diagnosis of your system to make the necessary repairs and maintenance. In 
Civil Engineering, Diagnostic Engineering aims to adapt to the techniques 
required by the market. 
 
Keywords: Diagnostic Engineering. Building Inspection. Engineering Expertise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 09 
2. INSPEÇÃO PREDIAL NA ENGENHARIA DIAGNÓSTICA ...................... 11 
3. DESEMPENHO PREDIAL E QUALIDADE .............................................. 15 
4. MANUTENÇÃO PREDIAL ........................................................................ 18 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 21 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/Klesia/Downloads/Modelo_TCC_2_2%20(2).docx%23_Toc531940675
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1. INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho de conclusão de curso tem por objetivo apresentar 
como se dá a crescente implantação da Inspeção Predial e a atenção ao 
Desempenho das Edificações que é uma das principais características do setor 
imobiliário. A inspeção predial deverá ser realizada conforme a ABNT NBR 
15.575/2013 – Avaliação Prática do Desempenho da Edificação com um 
profissional qualificado, no caso, o engenheiro, o arquiteto, ou empresa que 
presta serviços na área de conservação que estejam cadastrados nos órgãos 
responsáveis como CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) e CREA 
(Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). 
Em 2005, aconteceu o primeiro Seminário de Inspeção Predial em São 
Paulo, onde começava-se a perceber que haveria diversas finalidades e 
utilidades referentes às ferramentas diagnósticas que eram representadas pelas 
inspeções, consultorias e vistorias. No Brasil, houve uma necessidade de 
desenvolvimento da Engenharia que dá um diagnóstico mais claro e que ficou 
em grande evidencia nos trabalhos preventivos de inspeções e vistorias, onde 
houve crescimento em demandas do Judiciário na busca da qualidade na 
Construção Civil, ou seja, em seu mercado em franca expansão. 
Através de metodologias, a Engenharia Diagnóstica visa uma investigação 
científica das patologias das edificações dando-se um laudo onde é apresentado 
essas patologias. Então, a escolha deste tema se deu devido à necessidade de 
um maior desenvolvimento das inspeções prediais através da Engenharia 
Diagnóstico demonstrado através dos trabalhos de prevenção nas vistorias. 
 A inspeção predial mostra as condições construtivas, de manutenção, 
análise de risco estabelece orientações e prioridades, pois apresenta diversas 
ferramentas onde se agrega a consultoria técnica, onde é comprovado através 
das leis de inspeções prediais vigentes em 2018. 
 Com a implantação da norma NBR 15.575/2013 de Avaliação Técnica do 
desempenho em Edificação que é uma conquista técnica e jurídica muito ampla 
para o direito do consumidor ao adquirir um imóvel com nível de qualidade já 
estabelecido. 
10 
 
 
 
Com a crescente implantação da Inspeção Predial nas edificações, assim 
como, a atenção técnica com o Desempenho das Edificações são os principais 
focos do mercado imobiliário. 
Com o aprimoramento das Normas da ABNT (Associação Brasileira de 
Normas Técnicas) e normas técnicas de manutenção, algumas demandas se 
apresentaram na área de diagnósticos, como o planejamento e programa de 
manutenção, proteção contra incêndio favorecendo as inspeções prediais e a 
Engenharia Diagnóstica. Então, como as inspeções prediais podem contribuir 
para a Engenharia Diagnóstica atual? 
Apresentar as diversas formas da Engenharia Diagnóstica, principalmente, 
através de inspeções prediais, planejamento de manutenção, sustentabilidade,diagnósticos da degradação natural, auditoria e perícia. Conceituar as 
investigações técnicas. Determinar as investigações técnicas corretas para que 
se tenha uma contribuição para o desenvolvimento das normas técnicas atuais. 
Registrar os conteúdos técnicos visando às aplicações práticas aos serviços 
de inspeções prediais, auditorias e vistorias. Produzir prova técnica para que se 
tenha um aprimoramento da qualidade total gerando oportunidades no mercado 
de trabalho da construção civil. 
O tipo de pesquisa a ser realizado neste trabalho, será uma Revisão da 
Literatura no qual será realizada uma consulta a livros, dissertações e por artigos 
científicos selecionados através de busca nos seguintes: 
 
Base 1 – Engenharia Legal 5 
Base 2 - Perícias e Avaliações de Engenharia 
Base 3 – Diretrizes Técnicas de Engenharia Diagnóstica em Edificações 
Base 4 – Engenharia Diagnóstica 
Base 5 – Inspeção Predial Total 
 
 O período dos artigos pesquisados serão os trabalhos publicados nos 
últimos 8 anos. 
 Os descritores são: Engenharia Diagnóstica, Inspeção Predial e 
Manutenção Preventiva. 
11 
 
 
 
2. INSPEÇÃO PREDIAL NA ENGENHARIA DIAGNÓSTICA 
 
A Engenharia Diagnóstica foi de extrema necessidade para os trabalhos 
preventivos de vistorias. O conceito foi fundamental, pois visou o objetivo final 
da norma, incentivou e balizou o desenvolvimento técnico e avaliou a eficiência 
técnica e econômica, podemos então, permitir uma mensuração mais clara para 
que se dê o entendimento correto para a introdução da norma. 
 Não foi apresentada uma metodologia de avaliação de desempenho na 
norma, portanto, se diz que, o desempenho final da edificação foi o resultado da 
soma de medidas técnicas de qualidade do desenvolvimento do 
empreendimento em suas várias etapas construtivas e principalmente, na fase 
de uso, onde se conheceu as diversas avaliações das medidas técnicas para 
fazer uma avaliação geral e esta avaliação foi necessária para o direito do 
consumidor para responder aos questionamentos futuros na justiça. 
 Essas etapas construtivas foram representadas pelo PPEEU 
(Planejamento, projeto, Execução, Entrega e Uso) usadas na Engenharia 
Diagnóstica onde analisou-se e avaliou-se os aspectos que influenciaram na 
durabilidade e desempenho de cada uma delas. Através da Engenharia 
Diagnóstica foram oferecidas estas ferramentas para tais avaliações onde se dá 
a qualidade predial. A Engenharia Diagnóstica no mercado da construção civil 
no primeiro mundo é tradicional, pois lá, os diretores, proprietários das empresas 
deste meio, pensaram em prevenir, evitar ou minimizar indenizações devido 
problemas construtivos. 
 No Brasil, renomadas entidades estudaram estes diagnósticos na Divisão 
de Patologias das Construções do Instituto de Engenharia. Lembrando que foi 
uma doença técnica da edificação, a patologia. Essa doença veio de problemas 
durante a construção que se deram devido aos erros de projetos, problemas de 
planejamento e execução de manutenções, materiais com pouca qualidade. 
 Pode-se substituir o temo inspeção predial pelo de auditoria de manutenção 
e uso, conforme a norma da ABNT e para uma melhor compreensão de como 
funciona a Engenharia Diagnóstica segue os seguintes conceitos (VISTORIA, 
INSPEÇÃO, AUDITORIA, PERÍCIA E CONSULTORIA): 
12 
 
 
 
- VISTORIA: constatação técnica de uma condição ou fato mediante uma 
verificação do local. 
- INSPEÇÃO: análise técnica da condição ou fato. 
- AUDITORIA: atestamento técnico de conformidade ou não de uma condição ou 
fato. 
- PERÍCIA: determinação da origem causa e mecanismo de ação de uma 
condição ou fato. 
- CONSULTORIA: prescrição técnica a respeito de uma condição ou fato. 
 A prática da inspeção predial está muito clara, principalmente para o 
planejamento e programação de manutenção, pois foi necessária a separação 
das análises das investigações técnicas com as de manutenção. No caso em 
que existam edifícios em garantias, a construtora reparou os problemas 
construtivos com sua assistência técnica, porém, a manutenção foi de total 
responsabilidade do condomínio. 
 A inspeção predial tem duas vertentes, sendo elas, a inspeção intrínseca 
(da construção predial) e a inspeção extrínseca (da manutenção predial). A 
inspeção intrínseca avalia-se todo o sistema construtivo visando à qualidade e 
desempenho e logo que se finaliza a obra, ela foi executada. 
 A inspeção extrínseca ou rotineira se faz após a obra até o final da vida útil 
da edificação, visa à preservação da vida útil e se preserva o bem ainda em 
garantia. Através dessas suas inspeções surgem os diagnósticos técnicos da 
qualidade para que assim, possamos desempenhar bons cuidados para uma 
vida útil prolongada. 
 A avaliação do desempenho da edificação recomendados pela NBR 
15575/13 da ABNT necessita de um sistema e alguns procedimentos, para 
assim, serem avaliadas. Nas diversas etapas construtivas foi fundamental 
compreender os reais problemas e buscar as diversas formas de correção. Foi 
importante conceituar o termo inspeção, como uma ferramenta de avaliação 
técnica ao invés do conceito de auditoria. A inspeção predial não estava no perfil 
das auditorias porque visou à avaliação técnica geral, então fica muito claro que, 
com atendimento ou não da norma não se encaixa nas conformidades. O 
13 
 
 
 
conceito de inspeção foi adotado como uma avaliação técnica onde não são 
necessárias análises, e então, a Engenharia Diagnóstica classifica as 
ferramentas de investigação e facilita todos os demais procedimentos. 
 A indústria da construção civil não foi de alta precisão (tal qual a 
automobilística ou aeronáutica, por exemplo) é quase uma certeza, que as 
avaliações técnicas do desempenho em edificações apresentem resultados com 
desvios e não conformidades técnicas. E isso precisou ser tratado com elevado 
bom senso, razoabilidade e proporcionalidade, pois, s.m.j., foi perfeitamente 
compreensível e aceitável determinada margem de desvios no desempenho, 
devido à abrangente variação dos fatores extrínsecos (solo, clima, formas de 
utilização, manutenção, ataques de insetos e animais peçonhentos, etc.) e 
intrínsecos (projetos, materiais, mão de obra, etc.), além da degradação natural, 
que incidem numa edificação ao longo do tempo. 
 Nesse sentido, destaca-se que a norma não considerou as perdas de 
desempenho por essa degradação natural ao longo do tempo. Portanto, somente 
com um bom acompanhamento técnico de todas as fases de construção de um 
empreendimento edilício é que se poderá avaliar os fatores que influenciam o 
desempenho, tais como o planejamento, o projeto, a execução, a entrega e a 
manutenção. Ocorre que a norma, embora seja de observância obrigatória 
segundo o Código de Defesa do Consumidor (art. 39, inciso VIII) e o Código Civil 
(art. 615), não possui um critério técnico-científico objetivo para realizar a 
avaliação do desempenho da edificação concluída, limitando-se às análises de 
projetos e ensaios de protótipos. 
 No tocante à avaliação de desempenho, atente-se que o item 6.1.2 da 
norma, assevera que “na avaliação do desempenho é realizada uma 
investigação sistemática baseada em métodos consistentes, capazes de 
produzir uma interpretação objetiva sobre o comportamento esperado do 
sistema nas condições de uso definidas”. 
 Procura-se suprir a lacuna da norma, como melhor forma de avaliar o 
desempenho, sugere-se a aplicação da Diretriz Técnica de Avaliação 
do Desempenho, através do método dos cinco passos, elaborada pelo Instituto 
de Engenharia, que é uma excelente técnica para que o desempenho possa ser 
14 
 
 
 
avaliado em todas as fases construtivas e de uso da edificação, conforme 
ilustração a seguir: Considera-se que os edifícios cujos alvarás de aprovação, 
“habite-se”, foram expedidos após19 de julho de 2013 (data do início da vigência 
da Norma 15.575/13 da ABNT) devem atender à norma, fica evidente que, em 
breve, a considerar as diversas lacunas da norma, haverá muita discussão 
técnica e jurídica. 
 Não basta que os intervenientes do mercado imobiliário conheçam 
profundamente o teor na nova norma. A considerar diversos pontos controversos 
é recomendável que as associações de classe promovam seminários para os 
competentes estudos e aprendizados necessários, sugerindo-se, ainda, a 
criação de um foro de discussões permanentes pelo Instituto de Engenharia, 
pois, a norma possui omissões e equívocos, além de necessitar aprimoramentos 
relevantes, como na sustentabilidade, por exemplo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
3. DESEMPENHO PREDIAL E QUALIDADE 
 A qualidade dos produtos evoluiu devido uma sanção da Lei federal n. 
807, de 11 de setembro de 1990 conhecida como Código de defesa do 
Consumidor. Há o artigo 4, item IId, desse código que estabelece a “garantia dos 
produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, 
durabilidade e desempenho” foi importante o atendimento da questão qualidade 
para o cumprimento dessa lei. 
 Despertou-se uma conscientização perante as incorporadoras e 
construtoras no entrave da busca pela qualidade predial já que os consumidores 
estão buscando seus direitos. Com isso, o contrato de empreitada ou 
administração tem-se uma obrigação, pois o objetivo aqui é o término da obra, 
já que o construtor responde pela obra, tem-se uma responsabilidade perante a 
lei. Caso o defeito possa surgir após o prazo de garanta da obra, pode-se ainda 
responsabilizar o construtor dependendo do espaço de tempo. 
 Sabe-se, ainda, que a obtenção de Qualidade Total implica na 
necessidade do aprimoramento contínuo dos projetos, processos, produtos e 
pessoas, que se inicia na identificação de um problema e sua causa primária, 
consoante a filosofia japonesa Kaizen. Partindo da trilogia Juran (planejamento, 
controle e aprimoramento) e do ciclo W. Deming (pesquisa, projeto, produção e 
vendas) quanto às etapas básicas para o aprimoramento contínuo, os japoneses 
criaram o ciclo PDCA (Plan-Planejamento, Do-Execução, Check-verificação e 
Act-ação corretiva) para tal dinâmica de trabalho, resultando no sucesso 
mundialmente conhecido. 
Princípios da Qualidade Total são: 
1) Propósitos permanentes para a melhoria do produto ou serviço, visando à 
competitividade e criação de empregos; 
2) Implantação de nova filosofia para a conscientização geral de 
responsabilidades e liderança no processo de transformação; 
3) Substituição de procedimentos paliativos por atividades que visem à 
qualidade desde o primeiro estágio produtivo; 
4) Substituição de práticas baseadas exclusivamente em preços por políticas 
16 
 
 
 
de redução de custos; 
5) Melhoramentos de práticas produtivas visando o aprimoramento da 
qualidade, produtividade e redução de custos; 
6) Implantação permanente de treinamentos no local de trabalho; 
7) Instituição do espírito de liderança junto às chefias; 
8) Eliminação do medo visando atitude proativa dos trabalhadores; 
9) Eliminação de barreiras entre departamentos visando o objetivo comum da 
qualidade; 
10) Substituição de metas “nível zero” à mão de obra por níveis plausíveis de 
produtividade; 
11) Criação de programas de educação e auto aprimoramento aos 
trabalhadores; 
12) Inclusão de todos no processo de transformação visando à qualidade. 
 Com a implantação de um programa de Qualidade Total implica-se no 
conhecimento e aplicação desses conceitos, procedimentos e princípios, e 
requer o atendimento de exigências específicas do produto em questão. Quanto 
à qualidade da edificação no Brasil, o Programa Brasileiro da Qualidade e 
Produtividade no Habitat (PBQP-H) é referência de orientação ao produto 
imobiliário que, juntamente com a norma de desempenho da ABNT, recomenda-
se: 
EXIGÊNCIAS DOS USUÁRIOS 
 
1) SEGURANÇA 
estrutural 
contra incêndio 
no uso e operação 
2) HABITABILIDADE 
estanqueidade 
conforto térmico 
conforto acústico 
conforto lumínico 
17 
 
 
 
conforto tátil e antropodinâmico 
saúde, higiene e qualidade do ar 
funcionalidade e acessibilidade 
3) SUSTENTABILIDADE 
durabilidade e manutenibilidade 
adequação ambiental 
EXIGÊNCIAS DA SOCIEDADE E AMBIENTAIS 
1) RESPEITO AO MEIO AMBIENTE 
coleta e disposição de resíduos (esgoto e lixo) 
adequado direcionamento de águas pluviais e fluviais 
respeito à flora e fauna nativos 
2) HARMONIA COM O ENTORNO 
compatibilidade do projeto com as condições locais, de forma a valorizar o 
contexto urbano 
3) HARMONIA INTERNA 
adequado dimensionamento de vias de circulação e áreas verdes 
tratamento de fachadas e muros 
paisagismo de praças e jardins 
espaço para lazer 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
4. MANUTENÇÃO PREDIAL 
 
A NBR 5674 (ABNT, 2012) trata-se da manutenção predial que é uma 
atividade que tem por objetivo manter a vida útil de uma edificação, onde na 
prática observa-se que, muitas edificações ainda não trabalham na 
conformidade dessa norma. Há outros termos ao desenvolvimento do sistema 
de manutenção das edificações que são de muita utilidade. Ela é a norma técnica 
da ABNT que estabelece os procedimentos de orientação para organizar um 
sistema de manutenção de edificações, considerando que a gestão inclui: 
• preservação das características originais do prédio; 
• prevenção da perda de desempenho gerada pelo desgaste dos sistemas, 
elementos ou componentes. 
 O documento aponta ainda outras NBR s fundamentais para 
compreensão e execução da NBR 5674, como a NBR 14037 que trata do manual 
de uso, operações e manutenção da edificação (que deve ser entregue ao 
proprietário do imóvel pelo construtor/incorporador). Desde a sua primeira 
versão em 1977, a norma já foi revisada algumas vezes para se adequar às 
inovações na área. Sua última atualização foi feita em 2012. 
 Entre suas orientações, a NBR 5674 aponta como organizar um sistema 
de manutenção predial e indica os requisitos fundamentais para o planejamento 
anual das atividades, controle do processo de manutenção e de 
documentação. É nela, por exemplo, que estão as recomendações e orientações 
sobre a elaboração do plano de manutenção predial. Em seu texto, ele é definido 
como “uma previsão detalhada dos métodos de trabalho, ferramentas e 
equipamentos necessários, condições especiais de acesso, cronograma de 
realização e duração dos serviços de manutenção”. 
 A própria NBR 5674 ressalta que a manutenção predial é um serviço 
técnico facilmente programável que, além de trazer segurança, investe na 
preservação do valor patrimonial. 
 
19 
 
 
 
 O planejamento e construção de um prédio são feitos para que ele atenda 
seus usuários por muitos anos. Nesse período de vida útil, ele precisa oferecer 
condições seguras e de qualidade considerando que tempo, fatores ambientais 
e uso podem degradar as condições iniciais do empreendimento. Para isso, é 
importante que a manutenção predial não seja negligenciada. 
 Ela é um conjunto de atividades de avaliação, manutenção e correção nos 
sistemas, equipamentos e áreas comuns de um prédio. Seu objetivo é manter a 
vida útil prevista para a edificação. A manutenção predial deve ser feita inclusive 
em estruturas novas, recém-inauguradas. As ações checam se os serviços estão 
funcionando conforme o previsto e de forma segura, atuando em eventuais 
problemas. 
 A manutenção predial evita, por exemplo, que problemas sejam 
identificados tardiamente. Isso porque ela prevê a elaboração de um plano de 
manutenção que institui uma série de rotinas à administração do prédio, 
apontando quando cada componente da infraestrutura precisa ser revisado. O 
planejamento é elaborado com o auxílio de uma inspeção e acompanhado pelo 
síndico junto de técnicos especializados. 
Podemos classificara manutenção predial em três tipos: 
 Manutenção predial preventiva - ações realizadas periodicamente, de 
acordo com o tempo previsto no plano de manutenção predial. Exemplos: 
manutenção de elevadores, limpezas de caixa d’água, pinturas em fachadas, 
checagens nas redes elétricas, trocas de componentes que passaram da 
validade etc. A manutenção preventiva é fundamental para preservar – e até 
prolongar – a vida útil da edificação. Ela antecipa-se ao surgimento de problemas 
e minimiza o impacto estrutural e financeiro de possíveis falhas que poderiam 
dar sinais somente quando o problema estivesse muito grande. Além disso, a 
prevenção contribui para a valorização do edifício e a diminuição de risco de 
acidentes, interrupção de serviços e atividades corretivas emergenciais. 
 Manutenção predial corretiva - ações emergenciais e fora do 
planejamento causadas por desgastes não identificados previamente ou falhas 
em equipamentos e estruturas. Esse tipo de manutenção é uma reação ao 
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aparecimento a um problema como infiltrações, rachaduras, vazamentos, pane 
em sistemas de gás, elevadores, climatização etc. 
 Manutenção predial preditiva – tanto quanto a preventiva, a 
manutenção predial preditiva é programada. Porém, a diferença é que o fator a 
ser considerado é o desempenho do equipamento e não o tempo entre uma 
avaliação e outra. A partir da avaliação do desempenho é que são determinados 
eventuais ajustes ou correções. 
 A manutenção predial não envolve só contratar alguém para consertar 
problemas grandes, ou fazer pequenas reformas, quando necessário. Ela 
começa muito antes disso, e envolve todo o cuidado com a infraestrutura do 
prédio, bem como de seus equipamentos. Ela ainda não é encarada pela maioria 
dos administradores de edificações como prioridade, pelo menos quando se trata 
da opção preventiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo sobre a Engenharia 
Diagnóstica no campo da Inspeção Predial. Esta pesquisa se propôs apresentar 
questões sobre a inspeção predial para que se obtenha uma manutenção predial 
não falha com dados para que se posa fundamentar o melhor processo para 
eliminar falhas. 
Sendo assim, a inspeção predial está cada vez mais sendo utilizada, já que, 
temos uma infinidade de edificações verticais em todas as cidades. Lembrando 
que, trata-se da vida útil de um imóvel que pode ser tanto residencial quanto 
comercial. 
Com a utilização da Inspeção Predial tivemos uma melhora no sentido de se 
evitar qualquer tipo de acidente que ocasione questões fatais, pois através dos 
dados apresentados neste relatório ou laudo de inspeção podemos adequar o 
melhor procedimento para determinadas situações. 
Nosso país não tem o costume de trabalhar por exemplo, com a questão da 
manutenção preventiva, cabe a nós profissionais da área, orientar e designar 
profissional para que se obtenha um relatório ou laudo da edificação e possa lhe 
mostrar as diferenças na questão financeira entre se adotar a manutenção 
preventiva da manutenção corretiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
FIKER, José. Perícias e Avaliações de Engenharia: Fundamentos Práticos. 2º 
ed. São Paulo: LEUD, 2011. 149 p. 
 
GOMIDE, Tito Lívio Ferreira. Engenharia Legal 5: Engenharia Diagnóstica em 
Edificações. Inspeção Predial e Desempenho. Manutenção e Avaliação 
Imobiliária. São Paulo: LEUD, 2016.168 p. 
 
GOMIDE, Tito Lívio Ferreira. Diretrizes Técnicas de Engenharia Diagnóstica 
em Edificações: Vistorias, Inspeções, Auditorias, Perícias e Consultorias. São 
Paulo: LEUD, 2016.192 p.

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