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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
MARTA SOUZA DA SILVA
AS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E A INCLUSÃO ESCOLAR
RODRIGUES ALVES/AC
2026
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
MARTA SOUZA DA SILVA
AS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E A INCLUSÃO ESCOLAR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Educação Especial.
Orientadora: Prof. Dr. Osvaldo Daniel dos Santos Pinheiro
 
RODRIGUES ALVES/AC
2026
AS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E A INCLUSÃO ESCOLAR
MARTA SOUZA
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais.
RESUMO- O presente trabalho se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica, com o objetivo geral discutir as dimensões: legal, política e pedagógica da educação especial, focalizando o processo de inclusão como garantia de acesso e permanência das pessoas com necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino. Como objetivos específicos: identificar o caminho percorrido pela educação especial ao longo na história; pesquisar sobre a legislação referente a educação e especial; verificar quais as diferenças entre necessidades educativas especiais e deficiência; identificar quais os conceitos de inclusão e integração; analisar o papel do professor frente ao processo de inclusão. Justifica-se o presente estudo por entender que a educação especial assume, a cada ano, importância maior, dentro da perspectiva de atender às crescentes exigências de uma sociedade em processo de renovação e de busca incessante da democracia, que só será alcançada quando todas as pessoas, indiscriminadamente, tiverem acesso a informação, ao conhecimento e aos meios necessários para a formação de sua plena cidadania. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar exige não apenas respaldo legal, mas mudanças nas práticas pedagógicas e nas atitudes sociais.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Inclusiva; Educação Especial, Necessidades Educacionais Especiais; Inclusão Escolar; Prática Pedagógica
ABSTRACT
This work is characterized as a bibliographic research, with the general objective of discussing the legal, political, and pedagogical dimensions of special education, focusing on the inclusion process as a guarantee of access and permanence of people with special educational needs in the regular education system. Specific objectives include: identifying the path taken by special education throughout history; researching legislation related to special education; verifying the differences between special educational needs and disability; identifying the concepts of inclusion and integration; and analyzing the role of the teacher in the inclusion process. This study is justified by the understanding that special education assumes greater importance each year, within the perspective of meeting the growing demands of a society in the process of renewal and the incessant pursuit of democracy, which will only be achieved when all people, indiscriminately, have access to information, knowledge, and the means necessary for the formation of their full citizenship. It concludes that the effective implementation of school inclusion requires not only legal support but also changes in pedagogical practices and social attitudes.
KEYWORDS: Inclusive Education; Special Education; Special Educational Needs; School Inclusion; Pedagogical Practice
1	INTRODUÇÃO
O presente estudo tem por objetivo discorrer sobre a inclusão escolar e as pessoas com deficiência, apresentando a definição de inclusão seus principais avanços, as políticas de inclusão escolar no Brasil e os desafios e perspectivas da educação inclusiva na escola básica.
Tem como objetivos específicos: identificar o caminho percorrido pela educação especial ao longo da história; pesquisar sobre a legislação referente a educação especial; verificar quais as diferenças entre necessidades educativas especiais e deficiência; identificar quais os conceitos de inclusão e integração; analisar o papel do professor frente ao processo de inclusão.
Justifica-se o presente estudo por entender que a educação especial assume, a cada ano, importância maior, dentro da perspectiva de atender às crescentes exigências de uma sociedade em processo de renovação e da busca incessante da democracia, que só será alcançada quando todas as pessoas, indiscriminadamente, tiverem acesso a informação, ao conhecimento e aos meios necessários para a formação de sua plena cidadania.
O artigo busca analisar e discorrer sobre a necessidade de que os alunos
com deficiência sejam incluídos no ensino regular, não sendo justa e nem benéfica a
esses alunos a criação e inserção em um tipo de ensino “apartado” apenas para os alunos deficientes, o que distância muito a inclusão e contribui para a exclusão desses alunos. O tema, que é objeto deste estudo será abordado trazendo a opinião de importantes autores, a fim de esclarecer de forma prática e didática o assunto
exposto.
 Assim, será feita a exposição do conceito de inclusão escolar e sua diferenciação do termo integração, e com a mesma importância será feita a descrição de alguns pontos importantes, como por exemplo, a evolução histórica e regulamentação da inclusão escolar no Brasil. Apresenta-se ainda, e uma analise do tema sob a luz do principio da “dignidade da pessoa humana”, com o entendimento do que é tal principio.
O artigo se baseia no levantamento bibliográfico, foi dividido em dois capítulos, que abordam tópicos importantes a fim de apresentar-se o contexto histórico, as características, o conceito, os avanços e as dificuldades e peculiaridades da efetivação da inclusão no Brasil, enfatizando a questão do preconceito a ser superado e da injusta criação de escolas “segregadas” que separam e excluem os alunos com deficiência. Espera-se que o tema seja desenvolvido de forma clara e objetiva.
DESENVOLVIMENTO 
Assim ter necessidades educativas especiais, não significa ter uma deficiência física ou intelectual, então qualquer pessoa em um certo momento da vida ela pode precisar de apoio para superar determinadas barreiras durante seu processo de aprendizagem.
Ao distinguir as causas das necessidades educativas especiais, precisa-se observar a qual a natureza da necessidade, isto é, se esta é esporádica ou se é permanente, ou ainda se são ligeiras, médias ou profundas. Quando nasce uma criança deficiente, as pessoas tendem a mudar os seus comportamentos, tornando a entrada na escola uma das situações difíceis para estas crianças. 
A inclusão escolar deve ter início na Educação Infantil, onde se desenvolvem as necessárias para a construção do conhecimento. O lúdico, tem o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança diagnóstico e não enquanto indivíduo. 
Os termos da Inclusão tem sido bastante utilizado, evidenciando na mídia, os projetos sócios educacionais. A inclusão estivermos falando, ela não depende de certa leis, mas das atitudes onde realmente se deseja incluir algo. O aluno com qualquer necessidade especial, quando inclui a rede regular , passam por adaptações emocionais, que muitas vezes não são perebidas. 
O mesmo começando a fazer parte de um mundo antes desconhecido, com pessoas diferentes e que muitas vezeso olham com certa estranheza, talvez não voluntariamente demonstrando assim atitudes discriminatórias, mas por simples falta de conhecimento sobre como agir com uma pessoa deficiente. 
A inclusão escolar tem como objetivo inserir, sem distinção, todas as crianças e adolescentes com variados graus de comprometimento social e cognitivo em ambientes escolares tradicionais, com intuito de diminuir o preconceito e estimular a socialização das pessoas com desenvolvimento atípico para que desfrutem dos espaços e ambientes comunitários. Ao se deparar com as crianças e com o cenário que ela compõe, a hipótese de que os professores possam não estar aptos para suprir as necessidades expressas pelo aluno, suas próprias dificuldades a fim de supri-las frente a este desafio. 
O papel da escola é fazer o reconhecido no nível da educação, na elaboração de estratégias para que estes alunos com autismo consigam desenvolver capacidades para se integrar e interagir com as outras crianças sem deficiência. Já a família tem também um papel importante, pois é a responsável por dar atenção, os cuidados, amor e deverá zelar por toda uma vida. É necessário dispensar algumas horas para que as crianças possam se sentir queridas e mostrar o que aprenderam.
Na escola o professor deve sempre investir no aluno, e para isso é necessário conhecê-lo. Também é de essencial importância mobilizar esforços para habilitar todas as escolas para o atendimento dos alunos em qualquer comunidade, especialmente aqueles que têm sido excluídos das oportunidades educacionais. Não basta que todas as crianças especiais sejam matriculadas, é necessário criar condições para que estas possam manter-se na escola. 
Diante do exposto, conclui-se que para o processo que vise a inclusão escolar, é necessário que haja uma transformação no sistema que venha a beneficiar toda e qualquer pessoa, levando em conta as potencialidades do sujeito e não mais as suas deficiências e limitações. O papel da escola é receber, ensinar e compartilhar junto aos professores os saberes, enquanto o aluno constitui-se como pessoa autônoma e preparam-se para o futuro com relações entre colegas, professores, funcionários, família e comunidade. Lanuti (2015, p. 30)
Outra definição interessante de inclusão é aquela que se diferencia do vocábulo “integração”, pois apesar de terem significados semelhantes são empregados em situações distintas. O termo integração está mais relacionado com
a colocação pessoas com deficiência nas escolas comuns, e também em escolas especiais próprias para pessoas com deficiência, porém esse pode não ser o termo mais adequado já que a integração é um tipo “parcial” de inserir o aluno com deficiência, pois um aluno que vai para uma escola de educação especial não costuma retornar para as escolas de ensino regular (MANTOAN, 2015, p.27)
Percebe-se desta forma que a interação família-escola faz-se necessária, para que ambas percebam suas realidades e suas limitações, e busquem caminhos que permitam e facilitem o entrosamento entre si, para o sucesso educacional do filho-aluno. Nesse sentido, é importante que família e escola saibam aproveitar os benefícios desse estreitamento de relações, pois isto irá resultar em princípios facilitadores da aprendizagem e formação social da criança.
Ao se tratar da escola enquanto espaço de acolhimento, destaca-se que a instituição deve ser vista como lócus significativo para que a cidadania seja construída. Isso significa construir uma identidade a partir de condutas nas quais os alunos se reconheçam enquanto cidadãos e isso precisa ser direcionado a todos.
Nesse sentido, Marques e Silva (2020) destacam que a escola inclusiva precisa ser comprometida com os direitos humanos e os que deles derivam. Ademais, compreende-se que o ambiente escolar precisa ser composto por profissionais capacitados, comprometidos com a causa que a inclusão representa. Ressalta-se, então, que a escola deve estar organizada e estruturada para o acolhimento dos alunos respeitando, principalmente, sua diversidade, sua especificidade e potencialidades.
Todos os estímulos direcionados a crianças de 0 a 3 anos de idade serão muito mais intensos, pois o desenvolvimento cerebral nesse período é consideravelmente mais acelerado do que em comparação aos anos posteriores. Mas cabe destacar que não apenas os estímulos positivos, mas também os negativos são propensos a gerar resultados na fase adulta. Nesse contexto Mendes ressalta que “o desenvolvimento do cérebro é muito mais vulnerável nessa etapa e pode ser afetado por fatores nutricionais, pela qualidade da interação, do cuidado e da estimulação proporcionada à criança” (MENDES, 2010, p.47-48).
Essa inserção ao ambiente escolar é de fundamental importância para as crianças pequenas portadores de deficiência. Para Carneiro (2012) a interação entre as crianças contribui para formar uma geração mais consciente, sem preconceitos com o diferente. Mas para que isso aconteça, a escola deve promover uma prática pedagógica em que as crianças da Educação Infantil possam cultivar o respeito, o companheirismo, a concepção de cuidado consigo e com o outro, dentre outros tantos valores, visando a formação de cidadãos justos e éticos.
O processo de inclusão na construção de escolas para todas as crianças com ou sem deficiência necessita de uma série de ressignificações da percepção do outro, bem como um conjunto de providências que envolve, desde o espaço físico, dos recursos, das formações, do trabalho pedagógico, que devem ser pesquisados, discutidos no âmbito de todos os envolvidos no processo educativo. (BROSTOLIN; SOUZA, 2023, p. 57)
Em sua obra Brostolin e Souza (2023, p. 55) destacam a importância de trazer a convivência, “Quando o professor afirma que é importante a convivência da criança com deficiência, com a criança normal, pode-se ter o entendimento do conceito de integração”. Trazer a integração é a chave para a inclusão escolar, pois quando é unida a práticas gera um ambiente de bem-estar fazendo com que o indivíduo se sinta parte da turma e estimulado a aprender mais. Dentro da sala de aula é o espaço em que a pessoa com deficiência passa mais tempo no ambiente escolar e sua aprendizagem possui um próprio ritmo. Assim, cabe ao professor estimular situações que gerem comunicação e participação em grupo, para ter a construção de aprendizagem e proporcionar uma boa convivência entre os alunos.
Essa aprendizagem é destacada na obra de Soares (2021, p. 128), “Nesses espaços e tempos destinados ao brincar, afirmamos a necessidade de momentos formativos que tematizem a brincadeira, suscitando diálogos sobre o brincar nas práticas com as crianças.”. Dessa forma, as brincadeiras devem ser estimuladas e tematizadas, sendo crucial para o processo formativo da criança. 
Então, entende-se que a formação continuada, a participação das famílias, adaptação de recursos e o diálogo são fundamentais. A comunicação deve ocorrer por parte de todos, a direção deve abrir espaço para os funcionários da escola, pois essa atitude é um diferencial nos diversos momentos em que forem dialogar com as crianças com deficiência. Essa abordagem está sendo feita porque muitas vezes pode não haver compreensão das necessidades e especificidades da criança, o que acarreta em algumas situações desagradáveis para elas.
 Também é preciso que haja planejamento, a fim de organizar a rotina das crianças com deficiência que precisam da atenção como as crianças sem deficiência, e têm direito de acessar atividades internas e externas elaboradas anteriormente no próprio planejamento escolar realizado pela professora ou professor regentes, sendo que para elas é necessária devida adaptação.
É através dos desafios que possibilitam perceber os problemas e pensar nas soluções. Nessa organização da escola uma das mais importantes é na estrutura física da instituição de ensino, pois traz acessibilidade. Essa possibilidade de locomoção não é apenas para crianças com deficiência, mais também, para aquelas sem. É uma mudança estrutural que traz benefíciospara todos. Por exemplo, encontra-se dificuldade na locomoção de uma pessoa com deficiência motora ao passar na rua com sua cadeira de rodas e se deparar com calçadas altas, imagina na própria escola que deveria ser um local que proporcione acolhimento e incentivo. Silva (2019, p, 171) na sua obra destacou essa necessidade, “Os alunos cadeirantes são os que mais sofrem com a falta de estrutura física adequada..
CONCLUSÃO
Diante dos teóricos analisados verificou-se que a inclusão é um grande desafio para a escola e seus educadores. Promover esse processo é promover a interação do aluno com necessidades educativas especiais com a escola e, com os outros alunos no processo de aprendizagem, onde o fundamental é estar se promovendo mudanças no cotidiano escolar. Essas mudanças devem vir de encontro com as necessidades desse aluno.
A inclusão escolar é o mais novo paradigma educacional e defende a matrícula de todos os alunos na escola regular, preferencialmente na classe comum, inclusive para os provindos da Educação Especial. 
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