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Bioquímica humana
Prof. Tyago Eufrásio de Souza
Aminoácidos e Proteínas
Prof. Tyago Eufrásio de Souza
Introdução
As proteínas são as macromoléculas biologicamente mais versáteis do
organismo humano, atuando como ferramentas executoras da informação
genética.
Dos catalisadores enzimáticos à sustentação tecidual e defesa
imunológica, a diversidade funcional das proteínas decorre da combinação
sequencial de 20 aminoácidos padrão (proteinogênicos) codificados
pelo código genético.
Características químicas
Estrutura geral dos α-aminoácidos
Todos os 20 aminoácidos proteinogênicos (com exceção da prolina, que é
um iminoácido) compartilham um carbono central (carbono α ligado
covalentemente a quatro grupos:
1. Um grupo carboxila (COOH).
2. Um grupo amina (NH2).
3. Um átomo de hidrogênio (H).
4. Uma cadeia lateral variável (grupo R), que determina a identidade
química, carga, polaridade e reatividade de cada aminoácido.
Com exceção da glicina (cujo grupo R é um átomo de hidrogênio, tornando
o Cα simétrico), todos os aminoácidos possuem um carbono quiral e
apresentam estereoisomeria. No organismo humano, as proteínas são
constituídas exclusivamente por L-aminoácidos.
Características químicas
Estrutura geral dos α-aminoácidos
Características químicas
Propriedades ácido-básicas e comportamento anfótero
Os aminoácidos são anfóteros (podem atuar como ácidos ou bases de
Brønsted-Lowry).
Em pH fisiológico (~7,4):O grupo carboxila encontra-se desprotonado (-
COO-; pKa~2,0).
O grupo amina encontra-se protonado (NH3
+ pKa~ 9,0 - 10,5).
Essa espécie eletricamente neutra, mas que carrega dipolos opostos na
mesma molécula, é denominada zwitterion (íon dipolar).
O valor de pH no qual a carga líquida total do aminoácido (ou proteína) é
igual a zero é chamado de Ponto Isoelétrico (pI).
Características químicas
Propriedades ácido-básicas e comportamento anfótero
Características químicas
A ligação peptídica
Os aminoácidos unem-se por meio de
ligações amida covalentes chamadas
ligações peptídicas, formadas pela
reação de condensação entre o grupo
carboxila de um aminoácido e o grupo
amina do aminoácido seguinte, com
liberação de água.
Características químicas
A ligação peptídica
Caráter de dupla ligação parcial: A ressonância de elétrons entre o
oxigênio da carbonila e o nitrogênio da amida confere rigidez e planaridade
à ligação peptídica (C-N), impedindo a rotação livre ao redor desse eixo.
Conformação: A rotação livre ocorre apenas nas ligações do esqueleto em
torno do Cα (ângulos phi e psi), permitindo o enovelamento proteico
(folding).
Características químicas
A ligação peptídica
Características químicas
Níveis de organização estrutural das proteínas
1. Estrutura primária: a sequência linear covalente de aminoácidos
unidos por ligações peptídicas.
É ditada diretamente pelo DNA e determina o enovelamento
tridimensional final.
2. Estrutura secundária: arranjos espaciais locais do esqueleto
polipeptídico, estabilizados por pontes de hidrogênio entre o oxigênio
carbonílico (C=O) e o hidrogênio amídico (N-H) do próprio esqueleto:
• α-Hélice: Estrutura espiralada helicoidal levógira/dextrógiro (Ex.:
queratina).
• Folha β-pregueada: Cadeias estendidas paralelas ou antiparalelas
dispostas lado a lado (Ex.: fibroína da seda).
Características químicas
Níveis de organização estrutural das proteínas
Características químicas
Níveis de organização estrutural das proteínas
3. Estrutura terciária: a conformação tridimensional completa e nativa da
cadeia polipeptídica simples.
É mantida por interações entre as cadeias laterais (Grupos R): efeito
hidrofóbico (força motriz principal no interior proteico), pontes dissulfeto
(covalentes, entre resíduos de cisteína), ligações iônicas (pontes salinas) e
forças de Van der Waals.
4. Estrutura quaternária: a associação não covalente (ou por pontes
dissulfeto) de duas ou mais cadeias polipeptídicas individuais
(subunidades) para formar um complexo funcional (Ex.: hemoglobina,
que é um tetrâmero α2β2).
Características químicas
Níveis de organização estrutural das proteínas
Características químicas
Níveis de organização estrutural das proteínas
Classificação dos aminoácidos
Classificação dos aminoácidos pela polaridade do grupo R
• Apolares/alifáticos (hidrofóbicos): Glicina, Alanina, Valina, Leucina,
Isoleucina, Prolina e Metionina.
• Aromáticos: Fenilalanina (apolar), Tirosina (polar neutro) e Triptofano
(relativamente apolar).
• Polares não-carregados (neutros): Serina, Treonina, Cisteína,
Asparagina e Glutamina.
• Carregados positivamente (básicos em pH 7.0): Lisina, Arginina e
Histidina.
• Carregados negativamente (ácidos em pH 7.0): Aspartato (Ácido
Aspártico) e Glutamato (Ácido Glutâmico).
Classificação dos aminoácidos
Classificação dos aminoácidos pela polaridade do grupo R
Classificação dos aminoácidos
Classificação nutricional dos aminoácidos
• Essenciais: O organismo humano não sintetiza em quantidades
adequadas; consumo dietético obrigatório (Histidina, Isoleucina,
Leucina, Lisina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano, Valina).
• Não-essenciais: sintetizados endogenamente a partir de intermediários
do metabolismo energético (Ex.: Alanina a partir do piruvato; Glutamato
a partir do α-cetoglutarato).
• Condicionalmente essenciais: requeridos na dieta sob condições
fisiopatológicas específicas de estresse ou imaturidade enzimática (Ex.:
Tirosina na Fenilcetonúria; Arginina em prematuros).
Classificação geral das proteínas
Critério Categoria Características e exemplos
Forma
tridimensional
Fibrosas
Cadeias dispostas em longos filamentos; insolúveis
em água; função estrutural. Ex.: Colágeno,
Queratina, Elastina.
Globulares
Cadeias dobradas de forma compacta e esférica;
solúveis em meio aquoso; função dinâmica. Ex.:
Albumina, Hemoglobina, Enzimas.
Composição
química
Simples
Produzem apenas aminoácidos após hidrólise
completa. Ex.: Albumina.
Conjugadas
Contêm uma fração não proteica ligada rigidamente
(Grupo prostético). Ex.: Glicoproteínas,
Lipoproteínas, Hemoproteínas (com grupo heme).
Classificação geral das proteínas
Classificação geral das proteínas
Ocorrência e distribuição
Plasma sanguíneo: concentração proteica total entre 6,0 e 8,3g/dL. A
albumina representa cerca de 60% desse total, sintetizada exclusivamente
pelo fígado. As globulinas (α1, α2, β e γ) e o fibrinogênio completam o perfil
plasmático.
Matriz extracelular e tecido conjuntivo: o colágeno é a proteína mais
abundante do corpo humano (~25-30% da massa proteica total), presente
em ossos, tendões, derme e cartilagens.
Tecido muscular: actina e miosina constituem o aparelho contrátil de
miócitos esqueléticos e cardíacos; a mioglobina atua como reservatório
monomérico de O2 sarcoplasmático.
Células da epiderme e anexos: a α-queratina confere impermeabilidade e
resistência mecânica à pele, cabelos e unhas.
1. Catálise enzimática: praticamente todas as reações metabólicas
dependem de enzimas (biocatalisadores proteicos) que aumentam a
velocidade das reações ao diminuir a energia de ativação.
2. Sustentação estrutural e elasticidade: proteínas filamentosas
garantem integridade mecânica a tecidos e arquitetura ao
citoesqueleto celular.
3. Transporte e armazenamento: a hemoglobina transporta O2 no
sangue; a transferrina transporta ferro; a albumina transporta ácidos
graxos livres, bilirrubina não conjugada e fármacos hidrofóbicos.
4. Movimento e contração: o deslizamento dos filamentos de miosina
sobre a actina gera força mecânica na contração muscular e no
transporte vesicular intracelular.
Principais funções biológicas
5. Defesa imunológica: os anticorpos (imunoglobulinas - IgG, IgM, IgA,
etc.) reconhecem e neutralizam antígenos específicos.
6. Sinalização hormonal e receptores: hormônios proteicos e peptídicos
(Ex.: Insulina, Glucagon,GH) ligam-se a receptores de membrana
proteicos para induzir cascatas de sinalização.
7. Regulação da pressão coloidosmótica (oncótica): a albumina exerce
retenção hídrica no compartimento intravascular, impedindo o
extravasamento de plasma para o espaço intersticial.
Principais funções biológicas
Erros inatos do metabolismo de aminoácidos (aminoacidopatias)
• Fenilcetonúria (PKU): Deficiência da enzima Fenilalanina Hidroxilase (PAH)
ou do cofator Tetrahidrobiopterina (BH4). Impede a conversão de Fenilalanina
em Tirosina, acentuando o acúmulo de fenilalanina e metabólitos neurotóxicos
(ácido fenilpirúvico). Causa deficiência intelectual grave se não diagnosticada
no Teste do Pezinho e tratada com restrição dietética.
• Doença do Xarope de Bordo (MSUD): Deficiência do complexo
desidrogenase de α-cetoácidos de cadeia ramificada. Leva ao acúmulo de
Leucina, Isoleucina e Valina, provocando encefalopatia neonatal e odor
característico na urina.
• Alcaptonúria: Deficiência da enzima Homogentisato 1,2-carboxidilase,
levando ao acúmulo de ácido homogentísico. Manifesta-se por urina que
escurece ao contato com o ar, ocronose (pigmentação de tecidos conjuntivos)
e artrite destrutiva.
Distúrbios metabólicos
Doenças conformacionais e de erro de dobramento proteico
• Anemia falciforme: mutação de ponto no gene da β-globina (substituição do ácido
glutâmico, polar, por valina, apolar, na posição 6: Glu6Val). Sob baixa tensão de
O2, a HbS polimeriza-se formando fibras insolúveis que deformam as hemácias em
formato de foice, desencadeando vaso-oclusão, dor e hemólise.
• Amiloidoses e Alzheimer: ocorre por dobramento incorreto e agregação de
peptídeos solúveis em fibrilas insolúveis em folha-β estendida (depósitos amiloides).
Na Doença de Alzheimer, há acúmulo extracelular de peptídeo β-amiloide e
emaranhados neurofibrilares intracelulares de proteína Tau hiperfosforilada.
• Encefalopatias espongiformes (Doenças priônicas): Provocadas por príons
(PrPSc), formas anômalas da proteína priônica celular (PrPC) ricamente estruturadas
em folhas-β, que atuam como moldes infecciosos para desdobrar e agregar
proteínas normais no SNC.
Distúrbios metabólicos
Deficiências nutricionais proteicas
• Kwashiorkor: Desnutrição proteico-calórica decorrente de dieta com
ingestão adequada de calorias (carboidratos), mas severamente
deficiente em proteínas. Caracteriza-se por hipoalbuminemia marcante,
levando a edema generalizado (anarca), ascite ("barriga d'água" por
alteração da pressão oncótica), hepatomegalia gordurosa e dermatoses.
• Marasmo: Desnutrição global e severa de energia e nutrientes
(proteínas e carboidratos). Apresenta perda acentuada de massa
muscular e gordura subcutânea ("aspecto envelhecido"), sem edema
evidente.
Distúrbios metabólicos
Alterações das proteínas plasmáticas (hipoalbuminemia)
Condição em que os níveis plasmáticos de albumina caem abaixo de
3,5\g/dL.
Pode ser provocada por:
• Diminuição da síntese: Insuficiência hepática grave (Ex.: cirrose).
• Aumento da perda: Síndrome nefrótica (perda glomerular de
proteoglicanos resultando em proteinúria maciça) ou queimaduras
extensas.
✓ Consequência clínica: Redução da pressão coloidosmótica do plasma,
resultando em extravasamento de fluido para o meio extravascular e
formação de edema periférico e cavitário.
Distúrbios metabólicos
Durante um experimento de titulação em laboratório de bioquímica, os alunos
analisaram as propriedades ácido-básicas do aminoácido alanina. Eles
observaram que, em pH fisiológico (~7,4), a alanina comporta-se como um
zwitterion (íon dipolar). Essa característica química do aminoácido em solução
fisiológica ocorre porque:
A) o grupo carboxila e o grupo amina encontram-se totalmente protonados, conferindo
carga líquida fortemente positiva (+2).
B) o grupo carboxila encontra-se desprotonado (-COO-) e o grupo amina encontra-se
protonado (-NH3
+), resultando em carga líquida neutra na molécula.
C) a cadeia lateral (grupo R) reage covalentemente com a água para neutralizar as
cargas dos grupos funcionais.
D) o carbono α perde sua quiralidade e se converte em um grupo aldeído livre.
E) a molécula adquire carga líquida negativa devido à protonação exclusiva do grupo
amina.
Exercícios
A ligação peptídica é a ligação covalente encarregada de unir os
aminoácidos para a formação da estrutura primária das proteínas. Do
ponto de vista físico-químico, a planaridade e a rigidez da ligação
peptídica são explicadas pelo fato de ela apresentar:
A) caráter de dupla ligação parcial decorrente da ressonância de elétrons
entre o oxigênio carbonílico e o nitrogênio amídico.
B) facilidade de rotação livre ao redor do eixo C-N, controlada unicamente
pelos ângulos phi e psi.
C) formação espontânea de pontes dissulfeto entre resíduos de metionina
vizinhos.
D) natureza iônica pura que impede a aproximação de moléculas de água.
E) presença de ligações metálicas entre o carbono α e o grupo carboxila
terminal.
Exercícios
As proteínas apresentam quatro níveis hierárquicos de organização
estrutural. A estrutura secundária, observada em motivos como a
alpha-hélice e a folha beta-pregueada, é mantida e estabilizada
predominantemente por:
A) interações hidrofóbicas entre as cadeias laterais (grupos R) apolares
dos aminoácidos.
B) ligações covalentes do tipo ponte dissulfeto formadas entre resíduos de
cisteína.
C) pontes de hidrogênio estabelecidas entre o oxigênio carbonílico e o
hidrogênio amídico do próprio esqueleto polipeptídico.
D) pontes salinas e atração eletrostática entre aminoácidos carregados
positivamente e negativamente.
E) forças de Van der Waals exclusivas das cadeias laterais dos
aminoácidos aromáticos.
Exercícios
Um recém-nascido submetido ao “teste do pezinho" (triagem neonatal)
apresentou níveis elevados de fenilalanina e metabólitos derivados no
sangue. O diagnóstico inicial confirmou Fenilcetonúria (PKU), um erro inato
do metabolismo de aminoácidos. A alteração enzimática e a complicação
clínica associadas à ausência de tratamento precoce são, respectivamente:
A) deficiência de homogentisato 1,2-carboxidilase; levando à urina escura e
pigmentação ocular.
B) deficiência de fenilalanina hidroxilase; resultando no acúmulo de metabólitos
neurotóxicos e deficiência intelectual grave.
C) deficiência de aldolase B; gerando hipoglicemia severa e dano renal induzido
por frutose.
D) deficiência do complexo desidrogenase de alfa-cetoácidos de cadeia
ramificada; gerando odor de xarope de bordo na urina.
E) deficiência de beta-glicocerebrosidase; levando a dores ósseas e
hepatoesplenomegalia.
Exercícios
A Anemia Falciforme é considerada um clássico exemplo de doença de erro
de dobramento proteico decorrente de uma mutação pontual no DNA. A
substituição de um único aminoácido na posição 6 da cadeia da beta-
globina e a consequência molecular dessa alteração sob baixa tensão de O2
correspondem a:
A) substituição do ácido glutâmico (polar) por valina (apolar), promovendo a
polimerização da HbS em fibras insolúveis que deformam as hemácias.
B) substituição da glicina (apolar) por lisina (básica), resultando na degradação
imediata de todas as moléculas de hemoglobina pelo lisossomo.
C) troca da valina por prolina, impedindo a síntese da cadeia $\alpha$-globina no
retículo endoplasmático.
D) substituição da cisteína por alanina, eliminando a capacidade da hemoglobina
de se ligar ao ferro do grupo heme.
E) troca da tirosina por fenilalanina, bloqueando o transporte de gás carbônico
nos tecidos periféricos.
Exercícios
Uma criança de 3 anos é levada ao posto de saúde apresentando inchaço
generalizado (edema), ascite ("barriga d'água"), lesões de pele e apatia. A mãe
relata que a alimentação da criança é baseada quase exclusivamente em
farináceos e mandioca, com raríssimo consumo de carnes, ovos ou leite. A
criança foi diagnosticada com Kwashiorkor.A explicação fisiopatológica para a
formação do edema nessa forma de desnutrição é:
A) extravasamento de fluido para o meio extravascular devido à queda da pressão
coloidosmótica (oncótica) do plasma por hipoalbuminemia.
B) bloqueio na degradação do glicogênio muscular com acúmulo de água no
sarcoplasma.
C) obstrução mecânica dos vasos sanguíneos periféricos por agregação de cadeias de
colágeno no endotélio.
D) destruição autoimune das paredes glomerulares com retenção maciça de sais e
água nos ossos.
E) produção excessiva de imunoglobulinas plasmáticas que atraem água para o interior
das hemácias.
Exercícios
A albumina é a proteína plasmática mais abundante, produzida
exclusivamente pelo fígado. Pacientes com cirrose hepática avançada
frequentemente desenvolvem quadros de hipoalbuminemia. Além da
redução da pressão coloidosmótica, outra consequência funcional direta da
queda dos níveis de albumina plasmática é a:
A) redução na capacidade de transporte sanguíneo de substâncias hidrofóbicas
e metabólitos, como ácidos graxos livres e bilirrubina não conjugada.
B) incapacidade de síntese de anticorpos do tipo IgG pelos linfócitos B.
C) interrupção imediata da condução do impulso nervoso saltatório nos axônios
mielinizados.
D) falha na agregação plaquetária primária devido à ausência de fator de von
Willebrand.
E) incapacidade de oxigenação dos tecidos pela ausência de mioglobina no
sangue.
Exercícios
As doenças priônicas (como a Encefalopatia espongiforme bovina e a
Doença de Creutzfeldt-Jakob) e a Doença de Alzheimer são
classificadas como proteinopatias conformacionais. O evento
molecular central que caracteriza a patogênese dessas doenças é:
A) A substituição de todas as ligações peptídicas covalentes por ligações
iônicas reversíveis.
B) O dobramento incorreto de proteínas solúveis normais e sua conversão
em agregados insolúveis ricos em estruturas de folha beta-pregueada.
C) A destruição maciça da estrutura primária das proteínas pela ação
descontrolada de proteases lisossômicas.
D) O aumento desproporcional da síntese de alfa-hélices funcionais nas
membranas plasmáticas das células gliais.
E) A conversão de todos os L-aminoácidos em D-aminoácidos na cadeia
polipeptídica nativa.
Exercícios
O colágeno é a proteína mais abundante no organismo humano,
desempenhando papel estrutural fundamental na matriz extracelular
da pele, ossos, tendões e cartilagens. Estruturalmente, o colágeno
classifica-se como uma proteína:
A) globular e simples, caracterizada por alta solubilidade em água e
atividade biocatalítica.
B) fibrosa, formada por cadeias polipeptídicas dispostas em longos
filamentos insolúveis de elevada resistência mecânica.
C) conjugada do tipo lipoproteína, responsável pelo transporte reverso do
colesterol no sangue.
D) monomérica de baixo peso molecular, responsável pela reserva de
oxigênio no músculo.
E) enzimática, encarregada de acelerar a degradação de polissacarídeos
na digestão.
Exercícios
A Doença do Xarope de Bordo (MSUD) é uma aminoacidopatia rara
caracterizada por encefalopatia grave no período neonatal e urina com
odor adocicado característico. Esse erro inato do metabolismo
decorre da falha no processamento catabólico de qual grupo
específico de aminoácidos?
A) Aminoácidos aromáticos (Fenilalanina, Tirosina e Triptofano).
B) Aminoácidos carregados negativamente (Aspartato e Glutamato).
C) Aminoácidos essenciais de cadeia ramificada (Leucina, Isoleucina e
Valina).
D) Aminoácidos contendo enxofre (Cisteína e Metionina).
E) Aminoácidos iminoácidos e sem carbono quiral (Prolina e Glicina).
Exercícios
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