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Ano
 
VINICIUS MARTINS ARAÚJO JORGE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DO PROCESSO DE AUTOMAÇÃO APLICADO NO 
SETOR INDUSTRIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Poços de Caldas 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DO PROCESSO DE AUTOMAÇÃO APLICADO NO 
SETOR INDUSTRIAL 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Pitágoras, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Engenharia de Controle e Automação. 
Orientador: Bruno Souza 
 
 
 
VINICIUS MARTINS ARAÚJO JORGE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VINICIUS MARTINS ARAÚJO JORGE 
 
 
 
 
ANÁLISE DO PROCESSO DE AUTOMAÇÃO APLICADO NO 
SETOR INDUSTRIAL 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Pitágoras, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Engenharia de Controle e Automação. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Poços de Caldas, 11 de novembro de 2021. 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, por guiar meus passos e estar 
ao meu lado em mais esta etapa da minha vida, aos meus familiares e aos amigos 
que estiveram dispostos a me ajudar e apoiar de alguma maneira para a realização 
deste sonho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JORGE, Vinicius Martins Araújo. Análise do processo de automação aplicado ao 
setor industrial. 2021. 33. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em 
Engenharia de Controle e Automação) – Faculdade Pitágoras, Poços de Caldas, 2021. 
 
RESUMO 
 
A automação é uma das maiores responsáveis pela otimização dos processos 
industriais, pois permite que as empresas produzam em larga escala, fazendo com 
que mais pessoas possam adquirir os produtos e consequentemente, movimentar 
positivamente a economia. O nascimento da automação ocorreu no período da 
Revolução Industrial, sendo uma das áreas de maior avanço tecnológico contínuo. 
Por conseguinte, as empresas têm a necessidade de atualizar cada vez mais os 
processos industriais por meio da automação, aprimorando as tecnologias já utilizadas 
e implementando novos recursos. O presente trabalho tem como objetivo 
compreender como é realizado o processo de automação industrial. Esta é uma 
pesquisa de caráter bibliográfico e através dela entrará em pauta a aplicação da 
automação dentro das organizações, as tecnologias e os softwares mais utilizados e 
as vantagens da utilização desta tecnologia. Conclui-se, ao final deste estudo, que 
mesmo o avanço tecnológico sendo evidente, ainda há a necessidade de capacitar a 
força de trabalho humana para que assim saiba gerenciar corretamente a automação 
industrial. 
 
Palavras-chave: Automação. Industrial. Ferramentas. Benefícios. Riscos. 
 
 
JORGE, Vinicius Martins Araújo. Analysis of the automation process applied in the 
industrial sector. 2021. 33. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em 
Engenharia de Controle e Automação) – Faculdade Pitágoras, Poços de Caldas, 2021. 
 
 
ABSTRACT 
Automation is one of the most responsible for the optimization of industrial processes, 
because allows companies to produce on a large scale, allowing more people to 
purchase products and, consequently, positively move the economy. The automation 
was born in the Industrial Revolution and it is one of the areas of greatest continuous 
technological advance. Therefore, companies have the need to increasingly update 
industrial processes through automation, improving the technologies already used and 
implementing new features. This work aims to understand how the industrial 
automation’ s process is carried out. This is a bibliographic research and through it, 
the application of automation in the organizations, the most used technologies and 
software and the advantages of using this technology. It is concluded, at the end of 
this study, that even with technological advances being evident, there is still a need to 
train the human workforce so that they know how to correctly manage industrial 
automation. 
 
Keywords: Automation. Industrial. Tools. Benefits. Scratchs.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
 
Figura 1 – Tipos de automação relativos ao volume de produção e variedade do 
produto.......................................................................................................................18
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
Tabela 1 – Evolução dos níveis de automação ......................................................... 14 
Tabela 2 – Facilitadores e Inibidores da integração entre TI e TA............................23 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
 
CLP Controlador Lógico Programável 
TI Tecnologia da Informação 
TA Tecnologia da Automação 
SCADA Supervisory Control and Data Acquisition 
CAP Controlador de Automação Programável 
SDCD Sistema Digital de Controle Distribuído 
IHM Interface Homem-Máquina 
CIM Computer Integrated Manufacturing 
MES Manufacturing Enterprise System 
ISA-95 International Society of Automation 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 10 
2. A APLICAÇÃO DA AUTOMAÇÃO DENTRO DAS INDÚSTRIAS ........................ 12 
2.1 INÍCIO E ASCENSÃO............................................................................................. 12 
2.2 NÍVEIS DE AUTOMAÇÃO ...................................................................................... 14 
2.3 AUTOMAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO ..................................................................... 15 
2.4 ÁREAS DA AUTOMAÇÃO ..................................................................................... 16 
3. TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL................................................... 19 
3.1 HARDWARE E SOFTWARE .................................................................................. 19 
3.2 SISTEMA SCADA ................................................................................................... 20 
3.3 CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS (CLP, CAP E SDCD).............................. 20 
3.4 INTERFACES HOMEM-MÁQUINA ........................................................................ 21 
3.5 SISTEMAS SUPERVISÓRIOS .............................................................................. 22 
3.6 REDES DE AUTOMAÇÃO ..................................................................................... 22 
3.7 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO ............. 23 
4. BENEFÍCIOS E RISCOS DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL .................................. 25 
4.1 COMPETITIVIDADE ............................................................................................... 25 
4.1 CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS ................................................................ 26 
4.2 CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS .................................................................... 28 
4.3 ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO .......................................................................... 29 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................... 30 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 32 
 
 
 
 
10 
1. INTRODUÇÃO 
 
O contínuo avanço tecnológico é fundamental para manter e aumentar a 
competitividade entre as empresas. Entre os principais avanços tecnológicos 
ocorridos no setor industrial, a automação dos equipamentos possui destaque. A 
introdução de recursos que possibilitam o funcionamento programado das máquinas, 
viabilizou a velocidade de processamento, produzindo em larga escala. 
Como resultado,as indústrias de grande porte são altamente dependentes da 
automação industrial. Um sistema de automação, é aquele em que a máquina executa 
quase todas as operações em determinado procedimento. No entanto, o homem ainda 
possui a função de supervisionar a ação dos sistemas. Por conseguinte, é necessário 
validar a tecnologia de forma a compreender o funcionamento de cada máquina. 
A automação industrial é extremamente necessária para que as indústrias 
obtenham eficiência em todos os processos envolvidos na produção. O contínuo 
avanço tecnológico permite que as indústrias obtenham vantagem em seu fluxo 
produtivo, garantindo sempre o mesmo padrão no produto final gerado. As indústrias 
possuem significativa participação na porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) 
brasileiro, sendo um dos setores que mais enriquece o país e são as grandes 
responsáveis pelo desenvolvimento do mesmo, pois além de gerar inúmeros postos 
de trabalho, possibilitam o avanço tecnológico. 
Grande parte dos processos industriais são automatizados, pois possuem um 
conjunto de tecnologias como softwares e equipamentos que possibilitam garantir a 
rapidez na produção. Vale ressaltar que um processo automatizado garante que não 
haja falhas na produção, possibilitando a redução dos custos com mão-de-obra e 
consequentemente, reduzindo o custo final do produto. De que forma é possível 
melhorar os processos industriais por meio da automação? 
Novas tecnologias surgem a cada ano, enquanto outras são aprimoradas, 
aumentando as possibilidades de implementação de recursos. É válido enfatizar que 
a automação também está presente em processos residenciais e comerciais, porém, 
o objetivo do presente trabalho foi compreender como é feito o processo de 
automação industrial. Para uma maior delimitação do assunto, o objetivo geral foi 
subdividido em três objetivos específicos. O primeiro, foi estudar a aplicação da 
automação dentro das indústrias; o segundo, indicar as tecnologias mais utilizados no 
 
 
11 
sistema de automatização; e o terceiro, apontar os benefícios e riscos da automação 
para o setor industrial. 
Neste trabalho foi adotado um estudo bibliográfico de pesquisa qualitativa e 
explicativa objetivando a revisão do tema especificado. A revisão bibliográfica é 
composta por publicações científicas, tais como monografias, livros e artigos. Os 
locais de busca foram o google acadêmico e a biblioteca física da Instituição Pitágoras. 
Houve um periódico de pesquisa sobre o tema de 2001 até 2018. Com base na 
bibliografia mencionada, foi feito o levantamento bibliográfico em relação à aplicação 
da automação nas indústrias. Para a busca foram utilizadas as seguintes palavras-
chave: automação, industrial, ferramentas, benefícios e riscos. 
 
 
 
12 
2. A APLICAÇÃO DA AUTOMAÇÃO DENTRO DAS INDÚSTRIAS 
 
 
Ao longo dos anos as indústrias passaram por diversas transformações à fim 
de tornarem-se mais competitivas. No que tange a essas transformações, a 
automação tornou-se uma das mais significativas. Será abordado a seguir, o avanço 
da aplicação da automação no setor industrial. O seu nascimento, deu-se no período 
da Revolução Industrial e possui contínua evolução. 
2.1 INÍCIO E ASCENSÃO 
A automação industrial começou a conquistar destaque na sociedade no século 
XVIII, com o início da Revolução Industrial, originada na Inglaterra. (ROGGIA; 
FUENTES, 2016). A Revolução Industrial foi um grande marco na história da 
humanidade, pois a partir dela ocorreu o crescimento da tecnologia, com o intuito de 
inovar e trazer eficiência nos processos. 
Neste período, de acordo com Roggia e Fuentes (2016), surgiram diversas 
inovações tecnológicas, como máquinas com capacidade de produzir com precisão e 
rapidez e novas fontes energéticas, como o vapor, aplicado em máquinas para 
substituir a energia hidráulica e/ou muscular. Em razão disso, houve a substituição da 
produção manual pela utilização de máquinas, gerando o fenômeno denominado 
industrialização. 
A industrialização gerou o aprofundamento da divisão de trabalho e 
especialização, além de colaborar para o desenvolvimento dos mais diversos setores 
de serviços. O que antes era operado por dezenas de pessoas, passou a ser 
gradualmente substituído pelo maquinário 
Para Silveira e Lima (2003), embora o conceito de indústria já estivesse 
bastante estabelecido, no início do século XX, os ambientes das fábricas desfrutavam 
ainda de processos de automação ainda muito rudimentares. Foi em 1909 que Henry 
Ford, fundador da Ford Motor Company, idealizou a chamada Linha de Montagem, 
dando o real gatilho para o desenvolvimento industrial e o que pode ser considerado 
o início pré-existencial da automação industrial. 
Nesta época, a indústria foi revolucionada com a aplicação da ideia de Henry 
Ford, surgindo novos conceitos, como por exemplo o da produção em massa, os 
 
 
13 
pontos de montagem e estoques intermediários. Ribeiro (2011), afirma que Ford criou 
o método para a especialização dos operários em poucas funções, fazendo com que 
um automóvel inteiro ficasse pronto em poucas horas. 
Tal sistema de produção industrial ficou conhecido como Fordismo e é 
essencial para compreender a evolução dos processos produtivos. Vale ressaltar que 
Ford apropriou-se dos princípios do Taylorismo, criado por Frederick Taylor no século 
XIX. 
Conforme Camargo (2014), a automação industrial surgiu como o primeiro 
elemento a facilitar a produção em grande escala, fazendo com que os produtos 
tivessem a mesma característica, indepentemente do tempo de produção e da 
quantidade. Tal controle manifestou-se por meio da união entre o homem e as 
máquinas. 
À partir do conceito de produção em grande escala, diversos bens de consumo 
que antes eram restritos a uma pequenina parcela da população, tornaram-se mais 
baratos e consequentemente, mais acessíveis. Sendo assim, economia fortaleceu-se, 
influenciando outras indústricas a seguirem pelo mesmo caminho. 
Ribeiro (2001), alega que em meados do século XX, a General Motors já 
produzia automóveis em larga escala, e nos anos que seguiram a morte de Henry 
Ford, já possuía máquinas automatizadas por relés. Silveira e Lima (2013), afirmam 
que a programação das máquinas era de grande complexidade, com a instalação de 
painéis e cabines de controle com centenas destes dispositivos mecânicos, o que 
exigia grande interconectividade e muita energia, além de outros problemas 
estruturais como cabeamento e vida útil dos relés. 
De acordo com Camargo (2014), no ano de 1968 surgiu o primeiro Controlador 
Lógico Programável (CLP) para substituir os relés, tornando assim o sistema muito 
mais eficiente, econômico e flexível. Conforme Silveira e Lima (2013), o CLP é definido 
como uma miniatura de computadores industriais que contém um hardware e um 
software que são utilizados para realizar as funções de controles. O CLP foi 
rapidamente difundido, tornando-se essencial nas linhas de produção. 
Rosário (2012), afirma que nos dias atuais não sobrevivem indústrias de grande 
porte sem o uso da Automação Industrial. Ao alcançar um desempenho superior ao 
manual, houve o entendimento de que o uso da tecnologia possui infinitas vantagens, 
sendo o principal deles, o financeiro. 
 
 
14 
2.2 NÍVEIS DE AUTOMAÇÃO 
De acordo com Ribeiro (2001), a história da humanidade é composta por 
processos de redução do esforço físico humano para realizar trabalhos. Sendo assim, 
a automação passou por um processo evolutivo, no qual ocorreu transformações 
denominadas como níveis de automação e que estão expostas na tabela 1, a seguir. 
 
Tabela 1: Evolução dos níveis de automação 
Níveis de automação Evolução 
Ferramentas manuais Utilização pelos homens das cavernas de ferramentas manuais para 
substituir suas mãos. 
Ferramentas 
acionadas 
Processo de energizar as ferramentas manuais, ocorrido na Revolução 
Industrial. 
Quantificaçãoda 
energia 
Quantificação de energia para “controlar” a tarefa realizada. A medição 
torna-se parte do processo, embora ainda seja fornecida para o operador 
tomar a decisão. 
Controle programado 
com realimentação 
A máquina segue um programa predeterminado e um sistema que usa a 
medição para corrigi-la. O operador deve observar a máquina para ver se 
tudo funciona bem. 
Controle da máquina 
com cálculo 
Em vez de realimentar uma medição simples, este grau de automação 
utiliza um cálculo da medição para fornecer um sinal de controle. 
Controle lógico das 
máquinas 
Um sistema controla a lógica de funcionamento conjunta do processo. 
Controlador lógico 
programável (CLP) 
O controlador lógico programável é um equipamento eletrônico, digital, 
microprocessado, que pode controlar um processo ou uma máquina e ser 
programado ou reprogramado rapidamente. 
Sistema supervisório Conjunto de hardware e software que permite ao operador ter acesso a 
informações de um processo. Este dispositivo coleta dados dos vários 
dispositivos de campo, e os apresenta em formato padronizado e amigável, 
permitindo uma eficiente interação com o processo. 
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Ribeiro (2001, p. 16) 
 
 
Por meio da tabela 1, é possível analisar toda a evolução que ocorreu com a 
automação e afirmar que esta evolução é um processo contínuo, onde o homem 
sempre busca a melhoria dos processos industriais. O início de tudo ocorreu nos 
tempos mais remotos, quando o homem da caverna passou a utilizar ferramentas que 
 
 
15 
pudessem substituir as mãos, como por exemplo, uma simples faca. Em seguida, 
surgiram outras máquinas simples, como a alavanca e a roda. 
Tal processo evolutivo teve crescimento exponencial e o estopim dessa 
evolução, deu-se no período da Revolução Industrial, surgindo constamente sistemas 
mais complexos e eficientes, os quais apesar de serem criados pelos homens, 
substituem cada vez mais postos de trabalho. 
De acordo com Rosário (2012), as primeiras formas de automação ocorreram 
nas indústrias de processo por meio de equipamentos de controle e de medição 
elétrica e pneumática. Porém, o conceito de automação ganhou relevância no ano de 
1949, quando surgiu a máquina de controle numérico. Tal máquina ocasionou 
mudanças profundas na produção industrial, pois possuia a capacidade de de realizar 
operações pré-programadas sem a intervenção direta de um operador. Sendo assim, 
a automação evoluiu com o passar dos anos e se ajustou conforme as necessidades 
de cada indústria. 
2.3 AUTOMAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO 
O conceito de automação por diversas vezes é confundido com o conceito de 
automatização, portanto é válido diferenciá-los. Conforme Rosário (2012), a 
automatização é sinônimo de mecanização, pois está relacionada à realização de 
movimentos automáticos, repetitivos e mecânicos. Já a automação, possui sistemas 
capazes de atuar com eficiência de acordo com as informações recebidas, 
comportando-se como um operador humano, pois pensa e executa a ação mais 
apropriada. 
De acordo com Vilela e Vidal (2003), automação é o controle de processos 
automáticos e automático significa ter um mecanismo de desempenho próprio, que 
faça uma ação solicitada em tempo pré-estabelecido ou em resposta a certas 
condições. 
Sendo assim, na automatização a inteligência do sistema depende da 
interferência do homem para realizar correções, enquanto na automação a inteligência 
é centrada na própria máquina. Na indústria, o CLP é um exemplo clássico de 
ferramenta que automatiza os sistemas de produção pois necessitam de critérios 
definidos por um programador. 
 
 
16 
Costa, Lisboa e Santos (2003), alegam que a automação industrial trata-se de 
um assunto mais amplo e com características multidisciplinares, pois em um simples 
projeto pode abranger eletricidade, informática, eletrônica, química, física e 
matemática. A Engenharia de Controle e Automação e a Engenharia de Produção 
possuem amplo destaque no setor industrial, pois a primeira desenvolve e projeta 
tecnologias para as máquinas, enquanto a segunda se responsabiliza por controlar a 
produção. 
Conforme afirma Rosário (2012), a automação industrial funciona da seguinte 
maneira: um computador recebe sinais oriundos de diversos instrumentos de medidas 
da indústria. Em seguida, compara tais medidas com os valores ideais e realiza 
operações matemáticas com o intuito de gerar sinais corretivos. Tais sinais instruirão 
os dispositivos de controle fazendo a alteração mais apropriada a cada instante, com 
o objetivo de conduzir uma produção ótima sob um determinado ponto de vista, seja 
ele qualitativo ou quantitativo. A comunicação estabelecida entre as máquinas gera 
um sistema de produção de alta qualidade, propiciando maior produtividade por conta 
da redução de tempo e gerando melhoria da qualidade. 
 
2.4 ÁREAS DA AUTOMAÇÃO 
A constante evolução tecnológica, permite a implementação de novos tipos de 
automação industrial para que possam acompanhar as necessidades das linhas de 
produção. Camargo (2014), afirma que os sistemas de automação industrial podem 
ser classificados de acordo com a flexibilidade e o nível de integração entre as 
operações do processo de fabricação. 
Pode-se categorizar os tipos de automação, são elas: automação fixa (rígida), 
automação programável e automação flexível. É necessário que a indústria conheça 
a fundo as características de cada tipo, para que possam ser aplicadas 
adequadamente. Conforme Roggia e Fuentes (2016), tais sistemas serão definidos a 
seguir: 
a) Automação fixa (rígida): caracteriza-se pela rigidez da configuração do 
equipamento, pois é baseada em uma linha de produção projetada para a 
fabricação de um produto específico. Não é possível alterar as 
 
 
17 
configurações de controle sem realizar um novo projeto. Proporciona 
elevadas taxas de produção e o equipamento é inflexível quanto à variedade 
de produção. Ou seja, nesse sistema não existe a possibilidade de 
customização de produtos, pois produz peças idênticas e em ampla escala. 
Apesar da relativa inflexibilidade, reduz os custos por unidade produzida; 
b) Automação programável: quando o volume de produção de cada item é 
baixo, utiliza-se esse tipo de automação. O equipamento de produção 
possui a aptidão de alterar a sequência de operações para acomodar 
diferentes configurações de produtos, facilitando a produção de uma 
variedade de produtos. Podem ser utilizados programas distintos para 
fabricar novos produtos, entretanto o tempo de programação pode ser 
significativo; 
c) Automação flexível: une características da automação rígida e da 
automação programável. O equipamento é programado para produzir uma 
multiplicidade de produtos com algumas características ou configurações 
distintas, porém a variedade dessas características é mais limitada do que 
a que é permitida pela automação programável. 
Toda indústria busca por alta produtividade, mas ao mesmo tempo por bom 
retorno financeiro. Nem sempre esses dois fatores caminham juntos. Portanto, diante 
da diversidade de tais sistemas, é importante que cada empresa saiba qual é a opção 
mais adequada para implementar. 
De acordo com Costa, Lisboa e Santos (2013), a automação é um caminho 
sem volta, uma vez que, verificada a melhoria no processo, e o aumento da 
competitividade daquela empresa no mercado, não haverá mais a necessidade, e nem 
a vontade de regredir a uma estrutura mais antiga, fazendo com que a tendência seja 
sempre a melhoria. 
Rosário (2012), explica que na automação existe uma autoadaptação a 
diferentes condições, de modo que as ações conduzam aos melhores resultados. A 
posição relativa dos sistemas de automação para volumes e variedades de produtos 
distintos, pode ser observado na figura 1, a seguir. 
 
 
 
 
 
18 
Figura 1: Tipos de automação relativos ao volume de produção e variedade doproduto 
 
Fonte: Roggia e Fuentes (2016, p. 19) 
 
Por meio da figura 1, verifica-se que o volume de produção é inversamente 
proporcional à variedade de produtos, pois quanto maior a variedade de produtos, 
menor será o volume de produção e quanto menor a variedade, maior será o nível de 
produção. 
Conforme afirma Camargo (2014), a automação completa que é a união de 
todos os processos funcionando sob controle de um sistema de informação, pode ser 
definida como Automação Integrada. Ou seja, simboliza todos os processos e a gestão 
de operações com tecnologias de comunicação e informação. 
Ribeiro (2001) ressalta que apesar da automação reduzir a mão de obra 
empregada, ela ainda requer operadores. Portanto, pode-se afirmar que mesmo que 
a automação se comporte como um operador humano, ela não é totalmente 
independente, o que exige com que as indústrias a aplique corretamente. 
 
 
 
 
19 
3. TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL 
 
De acordo com Costa, Lisboa e Santos (2013), a utilização dos computadores 
na indústria se iniciou há aproximadamente 66 anos e continuou a ser atualizado nas 
últimas décadas. Quando um usuário possui um sistema operacional à sua 
disposição, é capaz de manipular qualquer máquina de forma rápida e eficiente. 
Lamb (2015), explica que os sistemas automatizados utilizam diversos produtos 
mecânicos e elétricos de uma imensa variedade de fabricantes. É necessário ter o 
conhecimento sobre o funcionamento e a aplicação de diversos dispositivos em um 
sistema e os catálogos dos fabricantes são fontes de informações sobre as técnicas 
gerais de automação e controle. 
Para complementar o quadro a ser exposto, é necessário compreender o 
significado de sistema. O termo é muito abrangente, mas no ramo da indústria, trata-
se de um conjunto de componentes que interagem para desempenhar determinada 
função. De modo que haja melhor compreensão da tecnologia da automação, também 
entrará em pauta a interligação da Tecnologia da Informação (TI) com a Tecnologia 
da Automação (TA). 
3.1 HARDWARE E SOFTWARE 
Conforme Natale (2018), o computador não pode ser considerado apenas como 
uma estrutura física (circuitos, interconexões, componentes, periféricos), mas como 
um conjunto de duas partes que dependem uma da outra: hardware e software, pois 
um software não serve para nada sem que haja um hardware para executá-lo. 
Camargo (2014), define software como sendo um conjunto de componentes 
lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados. De forma mais 
clara, trata-se de uma junção de comandos escritos em uma linguagem de 
programação. Já o hardware, é a parte física dos computadores, ou seja, 
equipamentos e peças que permitem o funcionamento do determinado dispositivo. 
Zuge (2014), afirma que os hardwares e softwares mais comuns no ramo da 
automação industrial são: Sistema SCADA (Supervisory Control and Data 
Acquisition), Controladores programáveis (CLP, PAC e SDCD), Interfaces Homem-
Máquina (IHMs), Sistemas Supervisórios e Redes de Automação. 
 
 
 
20 
3.2 SISTEMA SCADA 
 Conforme Lamb (2015), o termo SCADA é usado para se referir a sistemas de 
monitoração e controle da planta industrial (está relacionada com o produto em que 
determinada unidade industrial fabrica). Os sistemas SCADA são compostos por um 
ou mais controladores, comunicação, pelo menos uma estação mestre e o IHM 
(Interface Homem – Máquina). 
Este tipo de sistema permite que as organizações controlem ativos de diversos 
tamanhos, pois há uma facilidade de se obter informações a respeito das operações, 
bem como tomar decisões com base nos dados recebidos. Em alguns casos, pode 
ser controlado automaticamente. Os dados coletados permitem analisar as máquinas 
em tempo real, possibilitando a identificação de tendências para que possa ser 
aprimorada. 
 De acordo com Natale (2018), estações mestras de SCADAs modernos 
possuem hardware e software em arquitetura distribuída. O poder de processamento 
se distribui entre vários computadores e servidores que se comunicam por meio de 
uma rede local. Os sistemas distribuídos possuem mais vantagens em relação aos 
centralizados, como por exemplo, os servidores necessitam de menor poder de 
processamento, o custo dos computadores é reduzido, há uma maior facilidade de 
atualização ou adição de servidores e a falha de um servidor não afeta todo o sistema. 
 
3.3 CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS (CLP, CAP E SDCD) 
 Yamaguchi (2009), explica que os controladores programáveis são 
responsáveis por monitorar e controlar diretamente o processo por meio de aplicativos 
armazenados no controlador, onde possui toda a lógica de execução. Pode ser 
considerado o principal equipamento de um sistema de automação. 
Os controladores programáveis são classificados em CLP (Controlador Lógico 
Programável), CAP (Controlador de Automação Programável) e SDCD (Sistema 
Digital de Controle Distribuído). Conforme Zuge (2014), tais sistemas serão definidos 
a seguir: 
a) CLP: são dispositivos que permitem o controle de máquinas e processos 
da planta industrial. O controlador armazena rotinas para este controle 
 
 
21 
na memória interna do dispositivo. A capacidade dos CLPs pode variar 
de 64 a 500 pontos de entrada e saída. A aceitação do CLP no mercado 
foi rápida, pois se baseia na lógica de relés e símbolos já conhecidos por 
engenheiros e técnicos nas fábricas. 
b) CAP: combina características de tecnologias de automação mais atuais, 
como CLPs, SDCDs e computadores pessoais. Opera utilizando uma 
plataforma única em domínios múltiplos, incluindo lógica, drives e 
controle de processo. Possui uma base de dados única e opera 
permitindo a troca de dados com vários fornecedores de equipamentos. 
c) SDCD: são equipamentos de elevada confiabilidade cujas funções de 
controle e processo já vêm pré-programadas. Normalmente, eles são 
equipamentos fornecidos por um único fabricante e possuem uma 
arquitetura altamente integrada. 
 
3.4 INTERFACES HOMEM-MÁQUINA 
De acordo com Camargo (2014), a IHM é um hardware utilizado em processos 
automatizados que possui um conjunto de teclas para navegação ou inserção de 
dados. Consiste em um dispositivo que facilita a interação entre o operador e os 
sistemas. 
A IHM fornece dados e informações detalhados em tempo real e funciona como 
um computador de uso comum. Possui uma linguagem simples, de modo que facilita 
a comunicação entre o trabalhador e a máquina. A complexidade deste hardware varia 
de acordo com sistema e o modo em que será utilizado. 
A função da IHM é acessar o CLP e unir as atividades que deverão ser feitas, 
para que assim o operador possa tomar as decisões necessárias. As interações entre 
a IHM e o CLP tornam os processos industriais mais eficientes. Para Moraes e 
Castrucci (2007), os principais benefícios das IHMs são: operação amigável, aumento 
da capacidade de comando e controle, flexibilidade para alterações e facilidade de 
programação e manutenção. 
 
 
22 
3.5 SISTEMAS SUPERVISÓRIOS 
Conforme Zeilmann (2012), os sistemas supervisórios são softwares que têm 
como objetivo possibilitar atuação e o controle da planta industrial automatizada 
remotamente. Eles são baseados em tags que correspondem aos nomes que 
associam um endereço ou registrador de um dispositivo ao sistema de supervisão e 
controle, como unidade básica de dados. 
De forma mais objetiva, um sistema supervisório destina-se a armazenar em 
um banco de dados, as informações sobre um processo de produção. Estas 
informações podem ser obtidas por meio de sensores capazes de capturar as 
variáveis de processos. 
Zuge (2014), explica que a programação desses sistemas é feita em 
computadores pessoais e é possível que os operadores monitorem variáveis, enviem 
comandos, configurem parâmetros, visualizem a planta industrial e monitorem 
alarmes. Devido à utilização de um computador pessoal comum, o desenvolvimentode aplicativos é facilitado, diminuindo os custos com hardware. 
 
3.6 REDES DE AUTOMAÇÃO 
De acordo com Zuge (2014), as redes de automação são utilizadas para 
conectar dispositivos utilizados na automação industrial, como sensores, atuadores, 
controladores lógicos programáveis, racks remotos e sistemas supervisórios. A 
utilização das redes de automação industrial, possibilitam muitas vantagens, tais como 
menor quantidade de cabos, instalação mais rápida, facilidade de manutenção e 
flexibilidade. 
Por outro lado, também apresenta desvantagens, como a necessidade de mão 
de obra especializada para manutenção, necessidade de um aplicativo específico 
para manutenção e instalação, implantação de redes diferentes, dependendo do tipo 
de dispositivo e devido a pequena quantidade de cabos, caso um cabo apresente 
problemas, todos os dispositivos daquele segmento podem perder a comunicação. 
 
 
 
 
 
23 
3.7 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO 
Zuge (2014) aponta que diversos projetos de automação estão interligados com 
tecnologia da informação. Esta integração fornece dados desde o chão de fábrica até 
o nível gerencial das empresas. Trata-se de uma conexão de extrema importância 
para que a informação necessária alcance a todos. 
Silva (2013), apresenta uma metodologia que define facilitadores para a 
integração entre a Tecnologia da Informação (TI) e a Tecnologia da Automação (TA). 
Contudo, quando esta integração é mais difícil, é porque também existem inibidores. 
A tabela 2 a seguir, apresenta os fatores que facilitam e inibem esta integração: 
 
Tabela 2: Facilitadores e Inibidores da integração entre TI e TA 
Elementos Facilitadores Inibidores 
Recursos 
Humanos 
Integração de 
departamentos de TI e 
TA. 
Falta de profissionais qualificados, baixa 
cooperação entre os departamentos de TI e 
TA. 
Hardware Desenvolvimento de alta 
tecnologia e 
equipamentos 
confiáveis. 
Hardware desatualizado e problemas de 
funcionalidade devido à interrupção do 
fluxo de serviço. 
Software Desenvolvimento de 
aplicativos de TI. 
Comprometimento da segurança nos 
sistemas automatizados, impactos na troca 
de sistemas operacionais. 
Negócio Alinhamento da 
estratégia de negócios e 
tecnologia, esforços de 
desenvolvimento e 
padronização. 
Falta de alinhamento na estratégia de 
negócios e tecnologia. 
 Fonte: Elaborada pelo autor com base em Zuge (2014, p. 52) 
 
A fim de organizar os facilitadores e inibidores (tabela 2), eles foram agrupados 
em quatro, sendo eles Recursos Humanos, Hardware, Software e Negócio. É 
necessário que as empresas estejam atentas a estes fatores, de modo que suas ações 
sejam facilitadores da integração entre TI e TA. 
 
 
 
24 
 A união entre TI e TA traz diversos benefícios, como por exemplo, torna os 
sistemas mais eficientes e padronizados, além de monitorá-lo de forma mais eficiente 
e oferecer transparência de informações. Este alinhamento é essencial 
estrategicamente e também para o desenvolvimento tecnológico da empresa. 
 Zuge (2014), afirma que os principais modelos de integração entre TI e TA, são: 
Computer Integrated Manufacturing ou Manufatura Integrada por Computador (CIM), 
Manufacturing Enterprise System ou Sistema de Execução de Manufatura (MES) e 
International Society of Automation ou Sociedade Internacional de Automação (ISA-
95). 
 No que tange ao CIM, Silva (2013), afirma que seu objetivo foi a integração de 
várias ilhas de automação. Baseado em Camargo (2014), trata-se da integração da 
área de produção com as demais áreas da fábrica. É uma necessidade das indústrias, 
pois estão menos sujeitas a erros quando possuem mais informações. 
 Em relação ao MES, Camargo (2014), explica que tem como finalidade 
gerenciar diversas fontes de informações de produção e centralizá-las a um único 
sistema. Estas informações são valiosas para que os gestores do sistema possam dar 
direcionamento e tomar decisões. O MES é um dos softwares disponíveis em um 
sistema SCADA. 
 Por fim, Zuge (2014), afirma que o ISA-95 é um padrão internacional para 
integração de sistemas de controle desenvolvido por fabricantes globais. Pode ser 
utilizado com vários objetivos, como por exemplo, um guia para definição das 
necessidades do usuário, seleção de fornecedores do MES e base para 
desenvolvimento de sistemas e base de dados MES. 
 De acordo com Camargo (2014), devido à complexidade dos projetos de 
automação e integração com TI, é necessário que as indústrias possuam um Plano 
Diretor da Automação Industrial (PDAI). Segundo Zuge (2014), com o PDAI pode-se 
alcançar a melhor troca de informações entre os níveis hierárquicos da empresa, 
consolidação das tecnologias atuais e futuras, além da previsão de investimentos em 
hardware, software e serviços. A implantação do PDAI pode ser feita tanto por uma 
equipe interna quanto pela contratação de uma empresa terceirizada especializada. 
 
 
 
25 
4. BENEFÍCIOS E RISCOS DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL 
 
 
De acordo com Camargo (2014), os principais objetivos de quando uma 
indústria opta por um processo de fabricação automatizado são: aumentar a eficiência 
e maximizar o volume produzido, reduzir o consumo de energia e de matéria-prima, 
emitir menor quantidade de gases poluentes para a atmosfera, aumentar a segurança 
dos processos ou das pessoas envolvidas e diminuir a dependência da intervenção 
humana nos processos e máquinas. 
A demanda pelos sistemas de automação industrial está aumentando cada vez 
mais, visto que os benefícios são muito atraentes. A modernização das indústrias 
surgiu com o intuito de se adaptar às exigências do mercado tecnológico. Contudo, a 
automação também pode apresentar riscos caso sejam realizadas práticas 
inadequadas na inserção destes sistemas. 
É necessário ressaltar que toda tecnologia possui seus benefícios e riscos. No 
decorrer deste capítulo será possível verificar que mesmo as vantagens da aplicação 
da automação industrial, carregam consigo uma desvantagem. Portanto, cabe às 
organizações balancearem de forma que os benefícios se sobressaiam diante dos 
riscos. 
4.1 COMPETITIVIDADE 
 A automação é sinônimo de eficiência e de competitividade, e a competitividade 
é um fator extremamente estimulante no mercado industrial, pois gera valor aos 
produtos e negócios. A competitividade também está interligada com a capacidade de 
inovação. 
Conforme afirma Rosário (2009), a competição entre as empresas não está 
mais no presente, mas sim no futuro. Como todo organismo vivo, as empresas 
também possuem o seu ciclo de nascimento, juventude, maturidade, declínio e 
eventualmente, no pior caso, de morte. 
De acordo com Camargo (2014), para evitar o declínio das indústrias, é 
imprescindível que elas possuam um ciclo de desenvolvimento. Para isso, um dos 
caminhos é a atualização tecnológica que se encontra presente na automação 
industrial. 
 
 
26 
 Uma indústria se torna competitiva quando atua com diferenciais, deixando 
para trás diversos concorrentes. Ao ficarem para trás, os concorrentes também 
buscarão melhorar seus produtos e serviços. Sendo assim, o mercado torna-se cada 
vez mais valorizado. 
O aumento da competitividade requer ações, pois é preciso construir uma 
imagem que transmita credibilidade e consequentemente, haverá o alcance da 
aceitação e da preferência pelos produtos que são ofertados por determinada 
indústria. 
Conforme Rosário (2009), é necessário a modernização dos parques 
industriais, pois os produtos tornam-se competitivos por meio do aumento da 
qualidade, da redução de custos e de preços mais acessíveis. Ao se preocuparem 
com a melhoria de seus produtos, o nicho torna-se disputado e consequentemente, 
as empresas concorrentes elevam seu patamar com o objetivo de se destacarem 
mais. 
De acordo com Lamb (2015), os privilégios advindos da adoção da automação 
pelas indústrias, normalmente nãoeliminarão as concorrências, mas apresentarão 
vantagens competitivas que a indústria procurará manter. Todo o mecanismo adotado 
pelas empresas, não deve apenas buscar por competitividade, mas também impor 
barreiras à imitação. 
 
4.1 CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS 
O processo de produção passa por várias etapas executadas por diferentes 
elementos presentes no ambiente industrial. (BAYER; ECKHARDT; MACHADO, 
2011). Portanto, é possível afirmar que os benefícios de se conhecer a fundo um 
processo, facilita a aplicação da automação e diminui os riscos de possíveis perdas 
durante a produção. 
A automação é aplicável em processos repetitivos, consistentes e que 
envolvem um grande volume de produtos. De acordo com Lamb (2015), os sistemas 
de automação são capazes de inspecionar e identificar rapidamente produtos fora de 
um determinado padrão de produção, permitindo o controle estatístico do processo e 
gerando produtos mais consistentes e uniformes. 
 
 
27 
Em uma indústria, não basta apenas possuir as mais sofisticadas e modernas 
máquinas do mercado, é necessário também, gerenciar e controlar todos os 
processos que são realizados da maneira mais assertiva possível. O planejamento é 
tão importante quanto o produto final. 
Conforme afirma Camargo (2014), a direção de uma organização é um grande 
desafio, pois a quantidade de dados gerados ao longo de todo o processo produtivo é 
extremamente extensa. A tomada de decisões sem que haja o auxílio das ferramentas 
da TI, é praticamente impossível. 
Vale ressaltar que mesmo as tecnologias mais avançadas podem apresentar 
inúmeras falhas ao serem executadas, as quais podem resultar em perdas totais da 
produção ou em uma produção totalmente defeituosa, gerando grandes prejuízos para 
a empresa. 
O poder da tecnologia é evidente, contudo, há um limite tecnológico, e sendo 
assim, nem todas as tarefas podem ser automatizadas. Apesar da autonomia das 
máquinas, os homens ainda precisam fornecer orientação e controle, supervisionar a 
tecnologia, coletar e comparar dados. 
Lamb (2015), afirma que mesmo com a tecnologia, alguns produtos ainda 
requerem tarefas manuais, como aqueles em que a produção e montagem de 
produtos têm inconsistência de tamanhos, necessitando da manipulação humana. 
Além disso, algumas tarefas custam mais para serem automatizadas do que para 
serem realizadas manualmente. 
De acordo com Rosário (2009), a inovação tecnológica também requer 
criatividade, pois não basta apenas reproduzir o que as outras indústrias já fizeram 
sem acrescentar algo novo e que faça a diferença. Cada empresa, deve analisar seus 
processos e verificar quais tarefas poderão ser substituídas por máquinas em um 
futuro próximo, além de estimular tarefas que exigem criatividade e desenvolvimento 
de tecnologia. 
O rápido ritmo de mudança gera novos desafios às empresas, portanto é 
necessário que elas se mantenham sempre em movimento, estando atentas e abertas 
a mudanças. A única certeza sobre a tecnologia, é que ela continuará evoluindo ao 
longo dos séculos. Portanto, as tarefas mais intelectuais e menos operacionais, 
devem ser valorizadas. 
 
 
28 
4.2 CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS 
 Lamb (2015), argumenta que a automação serve como um catalisador para a 
melhoria da economia de empresas e da sociedade, pois países que incorporaram a 
automação mais rapidamente, como a Alemanha e o Japão, aumentaram seu produto 
nacional bruto e o padrão de vida no século XX. 
O principal objetivo de uma indústria é obter o máximo de produtividade a um 
custo reduzido, combatendo desperdícios e aproveitando os recursos da melhor 
maneira possível. Conforme destaca Lamb (2015), a automação além de aumentar a 
produtividade, aumenta também a segurança operacional. Além disso, proporciona a 
consistência dos processos, reduzindo custos e despesas diretas com mão-de-obra 
humana. 
Porém, é necessário ressaltar que o custo inicial para o desenvolvimento da 
automação é alto e o custo de manutenção também não pode ser desprezado. Toda 
tecnologia requer investimento e o investimento em automação industrial pode render 
de médio à longo prazo, mas sem dúvidas, será um investimento duradouro se for 
aplicado corretamente. Um bom investimento é aquele capaz de cobrir e remunerar o 
capital que nele foi aplicado. 
De acordo com Vilela e Vidal (2003), o custo total da implantação de um sistema 
automatizado está além da simples compra de equipamentos modernos. Este custo 
pode incluir diversas outras despesas, muitas vezes ainda maiores, como por 
exemplo, o treinamento dos funcionários e as perdas e transtornos com o tempo de 
interrupção da produção. 
Bayer, Eckhardt e Machado (2011) alegam que para uma indústria implantar 
ou modificar um processo produtivo, toda a situação financeira em que ela se encontra 
deve ser analisada. Rosário (2009), destaca que todo gestor deve conhecer os custos 
do produto para definir o melhor preço de mercado, que será aquele capaz de cobrir 
todo o gasto com a produção e o investimento em tecnologias. 
Outro fator econômico e necessário, é conhecer os preços das indústrias 
concorrentes, objetivando a competitividade e o retorno financeiro. Desta forma, todo 
projeto novo a ser implantado, deve ser estudado e considerado viável para ser 
aplicado de maneira satisfatória. 
 
 
29 
4.3 ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO 
Os sistemas de automação, principalmente os processos contínuos, reduzem 
a frequência e a quantidade de mão-de-obra humana requerida, mas ao mesmo 
tempo, altera intensamente a qualidade desta ação. Além de diminuir a necessidade 
de retrabalho, otimiza o produto final gerado. 
Baseado em Lamb (2015), os operadores humanos que realizam tarefas de 
trabalho pesadas, monótonas ou em ambientes de risco (como temperaturas 
extremas e atmosferas tóxicas e radioativas), podem ser substituídos por máquinas 
automatizadas. 
Camargo (2014), reforça que com a evolução da tecnologia, cada vez mais 
máquinas são utilizadas em tarefas nas quais não exigem talentos típicos humanos. 
As tarefas repetitivas são muito bem executadas por máquinas, pois realizam esse 
trabalho de forma rápida e precisa, sem se cansarem ou se entediarem, garantindo a 
produtividade constante. 
De acordo com Bayer, Eckhardt e Machado (2011), apesar dos benefícios, a 
automação trouxe alguns impactos para a sociedade, como o aumento do nível do 
desemprego, principalmente em áreas que atuam profissionais com baixo nível de 
qualificação. Além disso, a experiência de um trabalhador torna-se rapidamente 
obsoleta. 
Vilela e Vidal (2003), afirmam que certamente os controles automáticos se 
instalam no lugar dos operadores, muitas vezes um robô substitui dezenas ou até 
centenas de homens em uma linha de produção. Esta mudança, faz com que os 
profissionais das indústrias necessitem cada vez mais de uma especialização, 
buscando competências para que possam realizar outras atividades, nas quais 
possam utilizar cada vez mais o cérebro e cada vez menos a força física. 
 Cabe às empresas terem como interesse a especialização de trabalhadores, 
pois assim, muitos operários podem deixar a tradicional linha de montagem para 
aprender eletrônica e programação, ou apenas acompanhar de perto as linhas de 
montagem em trechos já automatizados, com conhecimento necessário para intervir 
sempre que for necessário. Portanto, é imprescindível capacitar a força de trabalho 
humana e não apenas substituí-la por máquinas. 
 
 
 
30 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A utilização da automação industrial é um dos pilares das indústrias de grande 
porte, pois esta tecnologia possui infinitas vantagens, sendo o principal deles, o 
financeiro. O presente trabalho buscou com objetivos compreender a aplicação da 
automação industrial, indicar as tecnologias mais utilizadas neste sistema e apontar 
os benefícios e riscos da sua utilização. De forma geral é possível afirmarque todos 
os objetivos foram alcançados satisfatoriamente. 
Durante o período da Revolução Industrial, devido à substituição da mão-obra-
humana por máquinas, nasceu a automação industrial que evolui constantemente com 
o passar dos anos. A flexibilidade e o nível de integração entre as operações no 
processo de fabricação, são fatores para determinar o sistema de automação a ser 
utilizado, pois quanto maior a variedade de produtos, menor será o volume de 
produção e quanto menor a variedade, maior a produção. A produção em larga escala 
não apenas enriqueceu as indústrias, como também tornou mais acessível os bens 
de consumo à toda população. 
São diversas as tecnologias utilizadas no ramo da automação industrial, 
destacando-se principalmente o Sistema Scada, os Controladores Programáveis, as 
Interfaces Homem-Máquina, os Sistemas Supervisórios e as Redes de Automação. É 
necessário o alinhamento entre a Tecnologia da Informação e a Tecnologia da 
Automação, pois através delas, os sistemas serão mais eficientes e apresentarão 
maior transparência de informações, fornecendo dados desde o chão de fábrica até o 
nível gerencial. 
O poder da tecnologia é visível, mas apesar da autonomia das máquinas, elas 
ainda requerem a supervisão humana. Vale ressaltar que possuir as tecnologias mais 
sofisticadas não garante o correto funcionamento do processo produtivo, podendo 
ocasionar riscos caso não haja planejamento. No que tange aos benefícios da 
utilização da automação, destaca-se a competitividade de mercado, pois é um fator 
estimulante que possibilita gerar valor ao que é produzido, bem como a necessidade 
de inovação das indústrias para que obtenham maior credibilidade e alcancem a 
preferência dos produtos ofertados. 
Como propostas para futuros trabalhos recomenda-se o estudo mais 
aprofundado sobre os Sistemas SCADA, a aplicação da automação industrial no setor 
 
 
31 
automobilístico, o impacto da automação no setor empregatício e os principais 
desafios da gestão desta tecnologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
REFERÊNCIAS 
 
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LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 2007. 
 
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RIBEIRO, Marco Antônio. Automação industrial, 4º ed. Tek Treinamento & 
Consultoria Ltda. Salvador, 2001. 
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https://paulocrgomes.com.br/en/wp-content/uploads/2017/08/Automacao-Industrial-Livro.pdf
https://paulocrgomes.com.br/en/wp-content/uploads/2017/08/Automacao-Industrial-Livro.pdf
https://cotemar.com.br/wpcontent/uploads/2019/10/automacao_industrial_compressed.pdf
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ZUGE, Cláudia Tomie Yukishima. Alinhamento do planejamento estratégico com 
o plano diretor da automação industrial em pró do desenvolvimento sustentável. 
2014. 129 f. Dissertação (Doutorado em Ciências) – Escola Politécnica da 
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. 
 
 
 
	1. INTRODUÇÃO
	2. A APLICAÇÃO DA AUTOMAÇÃO DENTRO DAS INDÚSTRIAS
	2.1 INÍCIO E ASCENSÃO
	2.2 NÍVEIS DE AUTOMAÇÃO
	2.3 AUTOMAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO
	2.4 ÁREAS DA AUTOMAÇÃO
	3. TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
	3.1 HARDWARE E SOFTWARE
	3.2 SISTEMA SCADA
	3.3 CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS (CLP, CAP E SDCD)
	3.4 INTERFACES HOMEM-MÁQUINA
	3.5 SISTEMAS SUPERVISÓRIOS
	3.6 REDES DE AUTOMAÇÃO
	3.7 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DA AUTOMAÇÃO
	4. BENEFÍCIOS E RISCOS DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
	4.1 COMPETITIVIDADE
	4.1 CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS
	4.2 CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS
	4.3 ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO
	5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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