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Universidade Santo Amaro Resumo do Artigo: Doença de Chagas no Brasil. Bruna dos Santos Vitorino - 4986172 Gabrielle Alves Nigre - 4990625 Karen Silva Tavares- 5027845 Sarah Gabrielly Martins Caetano - 4970616 Tamires Balçante Crivellaro – 4979397 São Paulo, 2 de Outubro de 2023. Introdução O presente resumo tende a destacar as principais informações sobre o agente etiológico, sintomas e consequências da Doença de Chagas, além do histórico de políticas públicas para combate e prevenção no Brasil. De forma ampla e reflexiva, o resumo a seguir traz a importância de boas condutas político-administrativas para a saúde de uma sociedade. A Doença de Chagas A Doença de Chagas é uma infecção parasitária, seu agente etiológico é o protozoário Trypanosoma cruzi , e seus vetores são os triatomíneos (popularmente conhecidos no Brasil como bichos-barbeiros). A infecção pode ocorrer por contato com as fezes dos triatomíneos, por transfusão de sangue, congênita e acidental. A doença tem seu estágio agudo e crônico, onde o estágio agudo pode evoluir para um estágio crônico. Ela é reconhecida por mais de um século e atinge em sua maior parte, populações negligenciadas de países subdesenvolvidos. Para VINHAES e DIAS (2000), a Doença de Chagas é resultante das alterações que o ser humano fez com o meio ambiente, juntamente com as distorções econômicas e determinações sociais. Os riscos da doença vão de febre e mal-estar, até aumento das estruturas digestivas (megacólon e megaesôfago) e comprometimento do músculo cardíaco (insuficiência cardíaca), o que mais causa morte pela doença. Histórico e controle da doença no Brasil A política para o controle da transmissão por triatomíneos foi oficializada em 1950, porém apenas em 1975 foi implementada como programa nacional. Apesar disso, os métodos de controle da transmissão da doença foram os mesmos utilizados para o controle da Málaria, sem considerar os dados epidemiológicos e de soroprevalência da Doença de Chagas. Pode-se observar que a Doença de Chagas foi uma endemia rural e tornou-se também uma endemia urbana de populações negligenciadas, devido às migrações dessas populações. É de importância destacar que uma vez infectado pela doença durante aquela época e sobrevivente à fase aguda, a pessoa permanecia infectada (pela inexistência de tratamento) e muitas vezes apresentaria quadros de insuficiência cardíaca, levando à morte. Nas áreas em que o inseticida foi utilizado, houve uma redução considerável de vetores (triatomíneos), implicando na redução considerável de novos casos. A permanência da endemia nos anos seguintes, se deu pela inconsistência e irregularidade na administração do programa de combate à Doença de Chagas. Somente em 1983, o Ministério da Saúde o e o FINSOCIAL (Fundo de Investimento Social), utilizaram da desintetização domiciliar e de áreas consideradas endêmicas para o controle do vetor principal responsável, o Triatoma infestans. Entretanto, a infecção congênita e transfusional também é uma preocupação do Estado e políticas públicas também foram adotadas para o controle dessa transmissão; Com a diminuição da transmissão vetorial, consequentemente há diminuição de transmissão congênita e transfusional. É indiscutível que durante esses anos, a queda de casos de Doença de Chagas se deu pela eliminação do vetor principal e apesar de ainda existirem mortes por ela, são de pacientes portadores da fase crônica de muitos anos. Além disso, salienta-se a importância do acompanhamento epidemiológico contínuo da evolução e soroprevalência, bem como políticas públicas capazes de manter a baixa incidência da doença. Conclusão Contudo, é possível compreender que a Doença de Chagas na atualidade não possui uma grande incidência em alguns estados, porém, em populações distantes do centro comercial do Brasil, ainda existe a sua transmissão. Se faz necessária a reflexão de que o Brasil necessita de boas condutas administrativas de endemias na saúde, fazendo menção também à COVID-19, onde ambas as patologias tiveram iniciativas tardias e após muitos casos de óbito, necessitando de acompanhamento da transmissão, óbitos e soroprevalência. Esse resumo teve como objetivo salientar que a aplicação das políticas públicas de saúde deve ser discutida e atualizada com constância, para o bem dos cidadãos brasileiros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: VINHAES, Márcio C.; DIAS, João Carlos Pinto. Doença de Chagas no Brasil, 2000.