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A ARMADURA DE DEUS 
Texto: Efésios 6.13-20 
Introdução: 
Percebemos pelo texto que há uma guerra espiritual, 
pois nossa ―luta não é contra carne e sangue‖, 
aqui, o apóstolo usa a metáfora da armadura para 
mostrar a realidade dessa guerra. 
Metáfora é uma figura de linguagem que consiste em 
comparar dois ou mais elementos de forma 
implícita. É uma figura de palavra, ou seja, uma 
comparação que se faz através de uma palavra ou 
expressão com sentido figurado. 
Assim, veremos que o apóstolo usou os instrumentos 
bélicos como metáfora de uma realidade que todos 
vivemos. 
Há uma batalha espiritual e, para enfrentá-la, 
precisamos estar bem preparados com as armas 
espirituais. 
Devemos estar prontos, e armados, a fim de 
lutarmos e vencermos essa guerra. Boa aula! 
I - A GUERRA 
-A guerra em si mesma é incompatível com o espírito 
cristão, mas aqui o apóstolo a usa como metáfora a 
fim de mostrar a realidade da batalha espiritual. 
- A armadura do soldado romano representa a 
armadura de DEUS. 
- Os calçados, o escudo da fé, o capacete da 
salvação e a espada do ESPÍRITO são armas 
usadas como ilustração. 
-Ao longo dos séculos A Bíblia registra vinte batalhas 
principais 
Desde a batalha dos israelitas contra Aí (1400 a.C. 
(Js 8.21-26) até Massada em 73 d.C. 
-A Palavra Profética anuncia guerras até o fim dos 
tempos (Dn 9.26) 
-Os antigos encaravam a guerra como algo sagrado. 
Faziam Sacrifícios antes de ir à guerra. Invocavam 
proteção das divindades (Jr 51.27). 
Essa prática era realizada, também, em Israel (1Sm 
13.10-12; Sf 1.7). 
Deus, às vezes, permitia e ordenava a guerra no 
Antigo Testamento (1Sm 23.2-4). 
No Sentido metafórico O tema sobre a guerra não 
aparece no Novo Testamento. 
A guerra é incompatível com o cristão (Mt 5.9). 
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles 
serão chamados filhos de Deus; 
A guerra aparece, também, num sentido figurado: 
-Ilustra a luta contra a morte (Ec 8.8). 
-Ilustra a maldade dos ímpios (Sl 55.21). 
-Ilustra a nossa luta espiritual (2Co 10.3; 1Tm 1.18). 
II - A ARMADURA E O SENTIDO METAFÓRICO 
-ARMADURA:(Strong Português) πανοπλια panóplia; 
“armadura inteira e completa”, inclue escudo, 
espada, lança, capacete, grevas, e peitoral. 
-Paulo era um bom conhecedor da armadura de um 
soldado. Teve tempo em que Paulo era vigiado pela 
guarda pretoriana (At 28.16,30,31). 
Algumas cartas foram escritas quando Paulo estava 
na prisão(Ef 3.1; 4.1; Fp 1.13; Cl 4.3; Fm 9.10,13,23) 
-A ARMADURA DE DEUS. 
O cristão está engajado num conflito espiritual com o 
mal. 
Esse conflito é descrito como o combate da fé (2 Co 
10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), 
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição 
das fortalezas; 
Apegue-se à fé e mantenha a consciência limpa, pois alguns rejeitaram deliberadamente a 
consciência e, como resultado, a fé que tinham naufragou. 
que continua até o crente galgar a vida do porvir (2 
Tm 4.7,8; ver Gl 5.17 nota). 
(1) A vitória do crente foi obtida pelo próprio 
CRISTO, mediante a sua morte na cruz. JESUS 
travou uma batalha triunfante contra Satanás, 
desarmou as potências e potestades malignas (Cl 
2.15; cf. Mt 12.28,29; Lc 10.18; Jo 12.31), levou os 
cativos com Ele (4.8) e redimiu o crente do domínio 
do maligno (1.7; At 26.18; Rm 3.24; Cl 1.13,14). 
(2) No presente, o cristão está empenhado numa 
guerra espiritual que ele trava, mediante o poder do 
ESPÍRITO SANTO (Rm 8.13): 
(a) contra os desejos corruptos dentro de si mesmo 
(1 Pe 2.11; ver Gl 5.17 nota), 
(b) contra os prazeres ímpios do mundo e todos os 
tipos de tentações (Mt 13.22; Gl 1.4; Tg 1.14,15; 1 Jo 
2.16), e (c) contra Satanás e suas forças (ver 6.12 
nota). 
O crente é conclamado a se separar do presente 
sistema mundano, repudiando os seus males (cf. Hb 
1.9; 
Amas a justiça e odeias o mal; por isso, Deus, o teu 
Deus, te ungiu. Derramou sobre ti o óleo da alegria, 
mais que sobre qualquer outro”. 
 vencendo suas tentações e morrendo para elas (Gl 
6.14; 1 Jo 5.4). 
Quanto a mim, que eu jamais me glorie em qualquer 
coisa, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus 
Cristo. Por causa dessa cruz meu interesse neste 
mundo foi crucificado, e o interesse do mundo em 
mim também morreu. 
Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; 
e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 
Devemos tomar todas as armaduras de Deus, para 
depois, ficarmos firmes. 
Devemos usar a verdade como cinturão (v. 14a Is 
11.5). 
A couraça da justiça (v.14). É uma armadura 
defensiva (1Sm 17.5). 
Sua função é proteger o pescoço, o peito, os 
ombros, o abdome e as costas. 
Paulo ilustra a defesa espiritual como „couraça da 
justiça‟ (v. 14). 
III - ARMAS QUE ILUSTRAM O PREPARO DO 
CRISTÃO: 
 3.1 O cinto da verdade. Satanás é um mentiroso 
e pai da mentira (Jo 8.44), mas o cristão cuja vida é 
controlada pela verdade o derrotará: 
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos 
com a verdade [...]” (Ef 6.14-a). 
O termo “cingidos” do grego “perizonnumi” também 
usado pelo apóstolo traz a ideia de prender as vestes 
com um cinturão, cobrir-se. 
Já as palavras “lombos” vem da expressão “osphus” 
que fala do quadril lugar onde os hebreus achavam 
que o poder generativo residia por causa do sêmen 
(partes geradoras de vida), e “verdade” “aletheia” 
fala algo verdadeiro, sinceridade de mente. 
A verdade e a mentira são opostas (1Jo 2.21). A 
verdade, como as outras peças da armadura, é na 
realidade um aspecto da natureza do próprio Deus. 
Portanto, cingir-se com o cinturão da verdade é 
cingir-se de Cristo, pois Cristo é a “verdade” (Jo 
14.6) (HANEGRAAFF, 2005, p, 53). 
3.2 A couraça da justiça. Couraça é uma armadura 
defensiva que cobre o peito e as costas onde ficam 
os órgãos vitais como o coração e o pulmão. Uma 
couraça protegia um guerreiro contra um golpe fatal 
contra estes órgãos importantes:“[...] e vestida a 
couraça da justiça” (Ef 6.14-b). O peitoral, que 
consistia de duas partes, chamadas “asas”. A 
primeira cobria a região inteira do peito, a parte 
frontal do tórax e a outra cobria a parte das costas. A 
palavra “couraça” vem do grego “thorax”. Era 
colocada sobre peito e abdômen para proteger o 
coração e outros órgãos vitais do soldado. Um dos 
“órgãos” que o inimigo mais ataca é o nosso 
coração. 
 Por isso, precisamos guardá-lo, porque dele 
procedem as fontes da vida (Mt 6.21; Mc 12.30). 
 
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará 
também o vosso coração. 
 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/MAT.6.21
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https://www.bible.com/pt/bible/compare/MRK.12.30-31
Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu 
coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu 
entendimento, e de todas as tuas forças; este é o 
primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a 
este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não 
há outro mandamento maior do que estes. 
 
Não guardar o coração pode gerar marcas e 
sequelas: 
“Escondi a tua Palavra no meu coração, para não 
pecar contra ti” (Sl 119.11). 
3.3 Os calçados do evangelho da paz. As 
chamadas “grevas”, eram os calçados como botas 
que protegiam os soldados do joelho para baixo. Os 
pés são a base do corpo; dão sustento e levam o 
corpo ao seu destino. Os soldados romanos usavam 
sandálias com cravos na sola para dar mais apoio 
aos pés durante a batalha, a fim de “resistir” e de 
“permanecer inabaláveis”. 
Calçar os pés com a preparação do evangelho da 
paz representa dizer que devemos ir preparados e 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/MRK.12.30-31
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treinados andando em santidade de vida (Mt 28.18-
20; Gl 1.6-7,11). 
E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me 
dado todo o poder no céu e na 
terra. 19Portanto, ide, ensinai todas as nações, 
batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do 
Espírito Santo; 20ensinando-as a guardar todas 
as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu 
estou convosco todos os dias, até à consumação dos 
séculos. Amém! 
Maravilho-me de que tão depressa passásseis 
daquele que vos chamou à graça de Cristo para 
outro evangelho, 7o qual não é outro, mas há alguns 
que vos inquietam e querem transtornar o evangelho 
de Cristo. 
Paulo fala da preparação dos pés para o conflito 
espiritual (Ef 6.15). 
Às vezes o inimigo na antiguidade colocava 
obstáculos perigosos no caminho dos soldados que 
estavam avançando. 
Por isso, Paulo usa a expressão “hupodeo” que 
significa: “calçar, amarrar, colocar calçado”. Os 
nossos pés são muito importantes para Cristo, pois é 
através deles que vamos pisar no território do 
inimigo. 
Se calçarmos as sandálias do evangelho, teremos os 
“pés formosos” (Is 52.7; Rm 10.15). 
Como é bonito ver um mensageiro correndo pelas 
montanhas, trazendo notícias de paz, boas notícias 
de salvação! Ele diz a Sião: “O seu Deus é Rei!” 
 
E como pregarão, se não forem enviados? Como 
está escrito: Quão formosos os pés dos que 
anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! 
Somos embaixadores da paz (2Co 5.18-21) e, como 
tais, levamos o evangelho para ganharmos almas. 
3.4 O escudo da fé. O escudo mencionado nessa 
passagem é um escudo grande que protegia a maior 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ISA.52.7
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https://www.bible.com/pt/bible/compare/ISA.52.7
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ISA.52.7
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.10.15
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https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.10.15
parte do corpo do soldado e tinha beiradas com um 
formato que permitia a uma linha inteira de soldados 
encaixar um escudo no outro e marchar sobre o 
inimigo como uma parede sólida (WIERSBE, 2007, 
vol. 2, p. 76). 
Vale lembrar que, numa batalha em campo aberto, 
os soldados ficam mais protegidos dos dardos 
lançados pelo inimigo, quando se juntam fazendo 
seus vários escudos parecerem um só. 
O apóstolo nos diz: “Tomando sobretudo o escudo 
da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos 
inflamados do maligno” (Ef 6.16). A expressão 
“dardo” vem do grego “bélos” e significa: “míssil, 
flecha, lança”. 
O dardo era atirado contra o inimigo ainda à 
distância. 
Na batalha espiritual, os dardos inflamados podem 
ser uma cilada, uma armadilha; uma astúcia, 
esperteza e engano. Já o termo “inflamados” vem 
do grego “puroo” que é: “repleto de fogo, 
incendiado, carregados com substâncias 
inflamáveis”. O escudo cobre todas as brechas que 
o maligno usa para plantar dúvidas em nós sobre a 
Palavra de Deus. 
Mas, pelo escudo da fé, podemos vencê-lo (1Jo 5.4-
5). 
 
Porque todo o que é nascido de Deus vence o 
mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a 
nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele 
que crê que Jesus é o Filho de Deus? 
 
3.5 O capacete da salvação. Satanás deseja atacar 
nossa mente, e foi assim que derrotou Eva (Gn 3; 2 
Co 11.1-3). O capacete da salvação refere-se à 
mente controlada por Deus: “Tomai também o 
capacete da salvação [...]” (Ef 6.17-a). 
Quando Deus controla a mente, Satanás não 
consegue fazer o cristão se desviar (WIERSBE, 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/1JN.5.4-5
https://www.bible.com/pt/bible/compare/1JN.5.4-5
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2007, vol. 2, p. 76). O capacete, que protegia a 
cabeça, era feito de várias formas e de vários metais. 
O capacete da salvação protege nossa mente: 
- das mentiras do diabo e 
- das influências do mundo (Rm 12.2). 
 
Não imitem o comportamento e os costumes deste 
mundo, mas deixem que Deus os transforme por 
meio de uma mudança em seu modo de pensar, a 
fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita 
vontade de Deus para vocês. 
A cabeça é o membro que comanda o nosso corpo, 
e se esta apresentar fraqueza, tudo estará perdido. 
O capacete guardará nossa mente de ser atingida 
pelo inimigo (Ef 4.14). 
3.6 A espada do Espírito. Enquanto o resto da 
armadura é em sua natureza armas de defesa, aqui 
se encontra a única arma de ataque na armadura de 
Deus. A espada, que tinha várias formas e 
dimensões, eram feitas de vários tipos de metais. 
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.12.2
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.12.2
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https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.12.2
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.12.2
https://www.bible.com/pt/bible/compare/ROM.12.2
Esse é o símbolo usado por Paulo para indicar a 
Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada: 
“[...] e a espada do Espírito, que é a palavra de 
Deus”. Quando foi tentando por Satanás no 
deserto, Cristo usou a espada do Espírito e 
derrotou o inimigo (Lc 4.1-13). 
CONCLUSÃO: 
Paulo conclui dizendo que O cristão, ORANDO... NO 
ESPÍRITO(6:18), vencerá. A guerra do cristão contra 
as forças espirituais de Satanás exige dedicação a 
oração, i.e., orando "no ESPÍRITO", "em todo 
tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os 
santos", "com toda perseverança". 
A oração não deve ser considerada apenas mais 
uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, 
onde a vitória é alcançada, mediante a cooperação 
com o próprio DEUS. Deixar de orar diligentemente, 
sob todas as formas de oração, em todas as 
situações, é render-se ao inimigo e deixar de lutar 
(Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).

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