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AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO - 
RISCOS FÍSICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Adalberto dos Santos 
 
 
2 
TEMA 1 – GERENCIAMENTO DE RISCOS 
A necessidade de gerenciar riscos decorre sobretudo da constatação de 
que a quantidade e a diversidade dos riscos de projeto excedem o montante de 
recursos alocados para neutralizar todos esses riscos durante a execução do 
projeto. Essa situação demanda que os riscos sejam priorizados ou gerenciados 
adequadamente. Segundo Hillson (2005), com a intenção de obter todos os 
benefícios da implantação do processo de risco para a organização em geral, é 
importante que o gerenciamento de riscos se torne completamente integrado ao 
nível estratégico e ao operacional da empresa. 
O gerenciamento de riscos, também, pode ser definido como um 
processo formal em que as incertezas presentes são sistematicamente 
identificadas, analisadas, estimadas, categorizadas e tratadas. Dessa 
forma, visa equilibrar os resultados de oportunidades de ganhos com a 
minimização de perdas, permitindo o aprimoramento contínuo do 
processo de decisão e a melhoria crescente do desempenho da 
organização. (Ruppenthal, 2013) 
Os processos envolvidos no gerenciamento de riscos são: metodologia; 
funções e responsabilidades; orçamentos; tempos; categorias de risco; definições 
de probabilidade e impactos de riscos; matriz de probabilidade e impacto; revisão 
das tolerâncias das partes interessadas; formatos de relatório e 
acompanhamento. 
Algumas definições importantes relacionadas ao gerenciamento dos riscos 
consistem em: 
• Risco (hazard) – uma ou mais condições de uma variável com o potencial 
necessário para causar danos. 
• Dano – causado a pessoas, em equipamentos e instalações, ao meio 
ambiente, a materiais etc. 
• Perigo (danger) – expressa uma exposição relativa a um risco que favorece 
a sua materialização em danos. 
• Perda – prejuízo sofrido por uma organização, sem garantia de 
ressarcimento por seguros ou por outros meios. 
• Sinistro – prejuízo sofrido por uma organização, com garantia de 
ressarcimento por seguros ou por outros meios. 
• Incidente – qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar 
danos. É também chamado quase acidente quando não causa danos 
concretos. 
 
 
3 
Figura 1 – Processo de gestão dos riscos: etapas 
 
Fonte: Ruppenthal, 2013. 
O processo envolve a definição do contexto no qual a organização atua, 
ou seja, a identificação dos objetivos, estratégias, valores e cultura, 
estabelecendo-se, assim, a estrutura sobre a qual as decisões se 
apoiam. Então, passa-se à identificação dos perigos e análise dos riscos, 
estimando-se a expectativa de ocorrência dos eventos e os impactos que 
estes causam à organização. Concluída a análise, procede-se a 
avaliação e categorização dos riscos para que sejam direcionados ao 
tratamento adequado. A etapa de análise dos riscos pode ser realizada 
de forma quantitativa ou qualitativa. Em muitas situações, quantificar os 
riscos é uma tarefa árdua e incerta, até mesmo para especialistas. 
Nesses casos, a solução adotada é o emprego de métodos qualitativos. 
Após a categorização dos riscos, deve-se decidir pelo tratamento e 
recursos a alocar. Conceitualmente, quatro opções estão disponíveis: • 
Modificação do sistema, visando a eliminação do risco. • Atuação sobre 
os fatores que influenciam a expectativa de ocorrência ou as 
consequências, visando reduzir o risco. • Transferir o risco, por meio de 
seguros, cooperação ou outro ato. • Quando as opções anteriores forem 
impossíveis ou economicamente inviáveis, reter o risco. As três primeiras 
opções são medidas preventivas, enquanto a última é de caráter 
contingencial ou mitigatória a gerência de riscos como uma metodologia 
que visa aumentar a confiança na capacidade de uma organização em 
prever, priorizar e superar obstáculos para, como resultado final, obter a 
realização de suas metas. Ao mesmo tempo em que atua na proteção 
dos recursos humanos, materiais e financeiros da empresa, preocupa-
se, também, nas consequências de eventos aleatórios que possam 
reduzir sua rentabilidade, sob forma de danos físicos, financeiros ou 
responsabilidades para com terceiros. (Ruppenthal, 2013) 
TEMA 2 – IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE RISCOS 
O risco possui três componentes: um evento, a probabilidade de ocorrência 
do evento e o impacto decorrente do evento. Para Abdelhamid e Howell (2003), 
risco é uma expectativa de perda expressada como a probabilidade de que uma 
ameaça em particular possa explorar uma vulnerabilidade causando um possível 
 
 
4 
prejuízo. Além disso, trata-se de uma medida da incerteza associada aos retornos 
esperados dos investimentos. 
O processo de gerenciamento de riscos, como todo procedimento de 
tomada de decisões, começa com a identificação e a análise de um 
problema. No caso do gerenciamento de riscos, o problema consiste, 
primeiramente, em se conhecer e analisar os riscos de perdas acidentais 
que ameaçam a organização. A identificação de riscos e perigos consiste 
em uma importante responsabilidade do gerente de riscos. É o processo 
por meio do qual as situações de risco de acidentes são analisadas de 
forma contínua e sistemática. A análise que determina a introdução de 
técnicas mais sofisticadas para o gerenciamento de riscos e o controle 
de perdas, pode ser realizada por meio de fatores tecnológicos, 
econômicos e sociais. Os fatores tecnológicos estão relacionados ao 
desenvolvimento de processos mais complexos, como o uso de novos 
materiais e substâncias e de condições operacionais, como pressão e 
temperatura, consideravelmente mais severas. Os fatores econômicos 
relacionam-se com o aumento da escala das plantas industriais, o 
aumento da produtividade e a permanente redução dos custos do 
processo. A competitividade induz uma constante preocupação com a 
redução de custos dos processos, que pode ser possibilitada através de 
técnicas de gerenciamento de riscos. A relevância dos fatores sociais 
está relacionada à proximidade de concentrações demográficas, assim 
como com uma organização comunitária fortemente preocupada com 
questões ambientais e de segurança. (Ruppenthal, 2013) 
Segundo Abdelhamid e Howell (2003, tradução nossa), a análise de riscos 
ambientais “[...] corresponde a uma estimativa prévia da probabilidade de 
ocorrência de um acidente e a avaliação das suas consequências sociais, 
econômicas e ambientais”. Para Abdelhamid e Howell (2003), é um processo que 
identifica sistematicamente os recursos valiosos de sistema, as ameaças àqueles 
recursos, quantifica as exposições de perda e recomenda como alocar recursos 
às contramedidas tomadas para minimizar a exposição total. 
Como consequência da aplicação de técnicas modernas de 
gerenciamento de riscos e o controle de perdas, pode-se citar: 
• Reformulação das práticas de gerenciamento de segurança industrial. 
• Revisão de práticas tradicionais e de códigos, padrões e 
regulamentações obsoletas. 
• Desenvolvimento de técnicas para identificação e quantificação de 
perigos. 
• Formulação de critérios de aceitabilidade de riscos. 
• Elaboração e implantação de sistemas de resposta para emergências. 
[...] 
Uma análise deve ser realizada quando os riscos de uma atividade 
industrial são desconhecidos ou quando podem ser antecipados 
problemas potenciais que podem resultar em severas consequências em 
uma operação. Quando, repetitivamente são detectados problemas 
envolvendo acidentes com vítimas, com lesões graves ou não, com 
danos às instalações, ou danos ao meio ambiente. Ou quando regras de 
segurança devem ser estabelecidas antes do início de uma atividade. 
Ou, ainda, quando informações sobre os riscos devam ser obtidos 
acuradamente. Também podem ser citados fatores determinantes do 
tipo de análise, tais como: 
• Qualidade e profundidade de informação desejada. 
• Disponibilidade de informações atualizadas. 
 
 
5 
• Custosda análise. 
• Disponibilidade de tempo anterior às decisões e as ações que devam 
ser tomadas. 
• Disponibilidade de pessoal devidamente qualificado para assistir o 
processo. Não existe um método ótimo para se identificar riscos. 
Visando-se a evitar ameaças por perdas decorrentes de acidentes, 
sugere-se obter uma grande quantidade de informações sobre riscos, 
por meio da combinação de várias técnicas e métodos existentes. 
processo envolve a definição do contexto no qual a organização atua, ou 
seja, a identificação dos objetivos, estratégias, valores e cultura, 
estabelecendo-se, assim, a estrutura sobre a qual as decisões se 
apoiam. Então, passa-se à identificação dos perigos e análise dos riscos, 
estimando-se a expectativa de ocorrência dos eventos e os impactos que 
estes causam à organização. Concluída a análise, procede-se a 
avaliação e categorização dos riscos para que sejam direcionados ao 
tratamento adequado. A etapa de análise dos riscos pode ser realizada 
de forma quantitativa ou qualitativa. (Ruppenthal, 2013) 
Analisar um ambiente é fundamental para um gerenciamento eficaz. 
Barbosa e Barsano (2018) afirmam que “o acidente manda recado e o recado é o 
quase acidente”, devendo-se aprender a escutar esses recados. 
TEMA 3 – O PROCESSO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS 
Para Abdelhamid e Howell (2003), o gerenciamento de riscos pode ser visto 
como um processo que é dado pela priorização dos riscos. Tendo isso em vista, 
não se pode esquecer da etapa mais complexa desse sistema ou programa: o 
envolvimento das pessoas no sentido de contribuírem para a identificação de 
situações-problemas, pois, se isso não for realizado, o programa será 
comprometido e poderá se tornar impossível, em muitos casos, os profissionais 
prevencionistas terem conhecimento total dos riscos existentes no ambiente de 
trabalho. 
Define-se a gerência de riscos como uma metodologia que visa 
aumentar a confiança na capacidade de uma organização em prever, 
priorizar e superar obstáculos para, como resultado final, obter a 
realização de suas metas. Ao mesmo tempo em que atua na proteção 
dos recursos humanos, materiais e financeiros da empresa, preocupa-
se, também, nas consequências de eventos aleatórios que possam 
reduzir sua rentabilidade, sob forma de danos físicos, financeiros ou 
responsabilidades para com terceiros. Compreende-se, dessa forma, 
que os esforços na tentativa de eliminar, reduzir, controlar ou ainda 
financiar os riscos, caso seja economicamente viável, são de suma 
importância para o desenvolvimento salutar de uma empresa. O 
gerenciamento de riscos, também, pode ser definido como um processo 
formal em que as incertezas presentes são sistematicamente 
identificadas, analisadas, estimadas, categorizadas e tratadas. Dessa 
forma, visa equilibrar os resultados de oportunidades de ganhos com a 
minimização de perdas, permitindo o aprimoramento contínuo do 
processo de decisão e a melhoria crescente do desempenho da 
organização. O processo envolve a criação de infraestrutura e cultura 
adequadas, com aplicação de método sistemático, a fim de permitir que 
as decisões sejam tomadas mediante o conhecimento dos riscos 
 
 
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associados às atividades da organização. O gerenciamento de risco é, 
ainda, definido como a área de atuação que busca administrar as 
possibilidades de falhas, buscando evitar que essas aconteçam. 
(Ruppenthal, 2013) 
Muitas empresas, a fim de evitar problemas, criam um programa de 
gerenciamento de riscos (PGR), utilizando ferramentas conforme o seguinte 
modelo de estrutura (Abdelhamid; Howell, 2003): 
a. Organização 
b. Identificação, avaliação, eliminação e controle de riscos 
c. Normas e procedimentos 
d. Treinamento 
e. Manutenção de equipamentos críticos 
f. Dados de segurança de produtos 
g. Investigação de acidentes/incidentes 
h. Controle de modificações de processo/equipamento 
i. Gerenciamento de emergências 
j. Comunicação 
k. Seguro 
l. Auditoria 
3.1 Mapa de riscos 
O Diário Oficial da União de 20 de agosto de 1992 publicou uma portaria 
do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (DNSST) que 
implantou a obrigatoriedade da elaboração de mapa de riscos por parte das 
Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), nas empresas. A 
intenção do mapa é que os funcionários de uma seção façam a seleção dos riscos 
apontando aos integrantes da Cipa os principais problemas da respectiva unidade. 
Para Barbosa e Barsano (2018), o objetivo do mapa de riscos é reunir as 
informações necessárias para se estabelecer o diagnóstico da situação de 
segurança. 
3.1.1 Simbologia das cores 
No mapa de riscos, os riscos são representados e indicados por círculos 
coloridos de três tamanhos diferentes, conforme a Figura 2. 
 
 
 
7 
Figura 2 – Representação dos riscos num mapa de riscos 
 
Essas características descrevem impressões, opiniões e pontos de vista do 
avaliador, após ele buscar informações mais detalhadas das perguntas, sob o 
ponto de vista não numérico, com respostas mais abrangentes e abertas. Durante 
essa avaliação qualitativa, deve-se observar que existem padrões que se 
repetem, mediante entrevistas, opiniões de especialistas, grupos de discussão, 
gerando características dos riscos físicos que impactam diretamente mecanismos 
relacionados aos fenômenos físicos envolvidos. O mapa de riscos deve informar 
o local específico, o número de trabalhadores expostos ao risco e a caracterização 
do risco. 
TEMA 4 – METODOLOGIA DE CONTROLE DOS RISCOS 
As boas práticas de gestão da segurança e saúde do trabalho (SST) são 
bem disseminadas e conhecidas entre as empresas líderes na área. Contudo, as 
boas práticas geralmente não são aplicadas com visão sistêmica, normalmente 
constituindo-se de ações fragmentadas (Barbosa; Barsano, 2018). Assim, são 
necessários avanços em termos de conceitos e métodos para modificar essa 
situação. As estratégias tradicionais de gestão da SST analisam as pessoas, a 
tecnologia e o contexto de trabalho em separado, por meio de enfoques 
sociológicos, tecnológicos ou organizacionais. 
 
 
8 
Toda metodologia de controle de riscos precisa primeiramente da 
identificação dos motivos para implementação da metodologia e uma 
caracterização objetiva do risco (Barbosa; Barsano, 2018). 
Em muitas situações, quantificar os riscos é uma tarefa árdua e incerta, 
até mesmo para especialistas. Nesses casos, a solução adotada é o 
emprego de métodos qualitativos. Após a categorização dos riscos, 
deve-se decidir pelo tratamento e recursos a alocar. Conceitualmente, 
quatro opções estão disponíveis: 
• Modificação do sistema, visando a eliminação do risco. 
• Atuação sobre os fatores que influenciam a expectativa de ocorrência 
ou as consequências, visando reduzir o risco. 
• Transferir o risco, por meio de seguros, cooperação ou outro ato. 
• Quando as opções anteriores forem impossíveis ou economicamente 
inviáveis, reter o risco. 
As três primeiras opções são medidas preventivas, enquanto a última é 
de caráter contingencial ou mitigatória a gerência de riscos como uma 
metodologia que visa aumentar a confiança na capacidade de uma 
organização em prever, priorizar e superar obstáculos para, como 
resultado final, obter a realização de suas metas. Ao mesmo tempo em 
que atua na proteção dos recursos humanos, materiais e financeiros da 
empresa, preocupa-se, também, nas consequências de eventos 
aleatórios que possam reduzir sua rentabilidade, sob forma de danos 
físicos, financeiros ou responsabilidades para com terceiros. 
(Ruppenthal, 2013) 
TEMA 5 – AS FERRAMENTAS APLICADAS À SEGURANÇA DO TRABALHO 
5.1 Análise de modos e efeitos de falha – FMEA 
Barbosa e Barsano (2018) citam que o objetivo de uma FMEA é detectar e 
eliminar potenciais defeitos já na fase de planejamento, o que reforça que uma 
constante aplicação da FMEA conduz à constante redução dos defeitos. 
De acordo com a área de aplicação, distinguem-se três tipos de FMEA:1. FMEA de sistemas: com ela, se investiga um sistema completo (por 
exemplo, um caminhão) ou seus componentes, por exemplo, a direção de 
um sistema completo, e ela é aplicada no desenvolvimento, após a 
conclusão da concepção do produto. 
2. FMEA de projetos: com ela, se investigam as características construtivas 
de peças individuais, após a elaboração dos documentos para sua 
fabricação. 
3. FMEA de processos: quando os planos de fabricação de peças, 
componentes e sistemas estiverem prontos, então os processos de 
fabricação são investigados quanto a possíveis fontes de defeitos, com a 
FMEA de processos (Barbosa; Barsano, 2009). 
 
 
9 
Em termos resumidos, o FMEA é um procedimento de análise 
estruturada, convencionalmente documentada para servir ainda como 
uma avaliação interna ao projeto do processo ou produto. Sua finalidade 
básica é identificar os modos de falha, seus efeitos, suas causas 
básicas, e qual o conflito desses efeitos no produto final. Uma vez 
constituída a relação entre a falha, seus efeitos e suas causas, são 
estabelecidos índices que avaliam a possibilidade de ocorrência da 
falha, a capacidade de detectar-se a falha e a gravidade de seus efeitos 
e bloqueá-la antes do seu efeito ser atingido ao cliente. (Santana et al., 
2019) 
A severidade é estimada como o resultado da decorrência potencial das 
falhas de cada elemento em um sistema. A ocorrência origina a 
frequência de a falha acontecer, considerando os comandos de 
prevenção caso existentes. A detecção causa a probabilidade de se 
detectar o método de falha, medindo a capacidade dos controles 
existentes em procurar a falha. (Saxer, 2015, citado por Santana et al., 
2019) 
De forma exemplificada, temos os critérios de severidade, ocorrência e 
detecção, conforme o Quadro 1. 
Quadro 1 – Critérios de severidade, ocorrência e detecção de falhas numa FMEA 
 
Fonte: Santana et al., 2019. 
Os critérios aqui elaborados estão de acordo com a natureza do 
mecanismo de falha a ser estudado. O exemplo considera uma área de 
construção civil analisada por Santana et al. (2019), conforme Quadro 2 e Figura 
3. 
 
 
 
10 
Quadro 2 – FMEA de área de construção civil 
 
Fonte: Santana et al., 2019. 
Figura 3 – Modelo de formulário de FMEA 
 
Fonte: Ruppenthal, 2013. 
O modelo de formulário da Figura 3 é facilmente entendível e pode ser 
implementado na análise FMEA, que nada mais é do que o resumo dos assuntos 
discutidos neste tópico. 
 
 
 
11 
5.1 Árvore de causas – what if 
Ruppenthal (2013) explica que a árvore de causas é uma técnica qualitativa 
e geral, de simples aplicação na abordagem de riscos. Seus objetivos são, 
basicamente, identificar perigos nas instalações, com o auxílio de fluxogramas, 
problemas operacionais, entre outros recursos. Ainda para Ruppenthal (2013), 
trata-se da elaboração de questionamentos mediante suposições, na base do E 
se..., em reuniões de brainstorming, com uma pré-preparação por meio de 
questionários e realização de reuniões periódicas, gerando relatórios de revisão 
de riscos, para eliminação ou controle dos riscos. 
Barbosa e Barsano (2018) relatam que alguns aspectos devem ser 
considerados para uma correta implantação do método, como treinamento e 
disponibilidade de recursos, em particular humanos, indicações de onde o método 
poderá ser utilizado e descrição dos impactos que ele terá no interior das 
empresas. 
Como exemplo de aplicação dessa técnica, apresentamos o Quadro 3. 
Quadro 3 – A árvore de causas 
 
Fonte: Ruppenthal, 2013. 
A aplicação do conceito what if, durante a atividade seleção de roupas, nos 
faria perguntar: o que aconteceria se fossem misturadas as roupas claras e 
escuras? As implicações dessa atividade devem ser analisadas como causas e 
consequências. Com base nessa análise, traçam-se medidas mitigadoras do 
impacto adverso desses problemas, com observações, recomendações e ações 
a serem implementadas. 
 
 
 
12 
5.2 Cinco porquês 
Segundo Barbosa e Barsano (2018), todo gestor pode e deve beneficiar-se 
da técnica dos cinco por quês, quando houver a necessidade de identificar a causa 
de um problema enfrentado em uma organização, pois essa técnica é simples e 
considerada como de fácil aplicação e entendimento pelos envolvidos. Quando 
usada pela primeira vez, tem-se a impressão que ela não vai ajudar em nada; 
mas, à medida que os estudos evoluem, percebem-se os excelentes resultados 
que ela proporciona. 
Figura 4 – Linha de raciocínio dos cinco por quês 
 
Fonte: Barbosa; Barsano, 2018. 
O método é simples; porém, se bem utilizado, pode detectar a causa-raiz 
do problema (Barbosa; Barsano, 2018). 
5.3 Análise preliminar de riscos (APR) 
A análise preliminar de riscos (APR) não é uma técnica profunda de análise 
de riscos e geralmente precede a aplicação de outras técnicas mais detalhadas 
de análise, já que seu objetivo principal é determinar os riscos e as medidas 
preventivas antes da fase operacional. Segundo Barbosa e Barsano (2018), o 
objetivo da APR é antecipar as possíveis circunstâncias que podem gerar um 
acidente durante a realização do trabalho. A APR corresponde a uma visão geral 
das possíveis ocorrências de acidentes, e suas informações devem ser elementos 
de estudo e não um simples registro burocrático. No estágio em que é aplicada, 
pode ocorrer de existirem ainda outros detalhes finais de projeto e, nesse caso, a 
 
 
13 
falta de informações quanto aos procedimentos será ainda maior, já que ele são, 
geralmente, definidos posteriormente. 
Análise Preliminar de Riscos (APR), Análise Preliminar de Perigos (APP) 
ou Preliminary Hazard Analysis (PHA), consiste na primeira abordagem 
sobre a análise do objeto de estudo. Seu foco de atuação está na 
antecipação, durante a fase de criação ou desenvolvimento de um novo 
sistema, visando a determinação dos possíveis riscos presentes na fase 
operacional. É uma análise do tipo qualitativa de especial importância na 
investigação de sistemas inovadores e/ou pouco conhecidos, ou seja, 
quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente. 
Pode ser aplicada em unidades já em operação, permitindo, nesse caso, 
a realização de uma revisão dos aspectos de segurança existentes. A 
melhor forma de controle das medidas recomendadas pela APR é 
através de uma lista de verificação. Atua sobre os possíveis eventos 
perigosos ou indesejáveis capazes de gerar perdas na fase de execução 
do projeto. Com base em uma APR, obtêm-se uma listagem de riscos 
com medidas de controle a serem adotadas. Permite ainda estabelecer 
responsabilidades no controle de risco, indicando sua relevância na 
gestão de riscos. Visa à identificação e avaliação preliminar dos riscos 
presentes em uma instalação ou unidade. (Ruppenthal, 2013) 
Barbosa e Barsano (2018) afirmam que a metodologia da investigação 
deve ser aplicada com rigor, de forma lógica e objetiva, para que o resultado seja 
eficaz. Os princípios e metodologias da APR consistem em proceder-se a uma 
revisão geral dos aspectos de segurança de forma padronizada. Na Norma 
Regulamentadora n. 10/1978 (NR-10), que trata dos serviços no sistema elétrico 
de potência (SEP), é prevista a aplicação da APR, quando da execução desses 
serviços (Brasil, 1978). 
A seguir, apresentaremos modelos de formulários de APR. 
Quadro 4 – Modelo de planilha de APR 
 
Fonte: Ruppenthal, 2013. 
 
 
 
 
14 
Quadro 5 – Planilha de APR com categorias de severidade dos riscos 
 
Fonte: Ruppenthal, 2013. 
 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
ABDELHAMID, T.; HOWELL, G. Signal detection theory: Enabling work near the 
edge. In: ANNUAL CONFERENCE FOR LEAN CONSTRUCTION, 11., 2003, 
Virgínia. Proceedings... Virgínia: IGLC, 2003. 
BARBOSA, R. P.; BARSANO, P. R. Higiene e segurança do trabalho. 2. ed. São 
Paulo: Érica, 2018. 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR-10: Segurança em instalações e 
serviços em eletricidade. In: _____. Portaria n. 3.214, de8 de junho de 1978. 
Diário Oficial da União, Brasília, 6 jul. 1978. Disponível em: 
. 
Acesso em: 21 abr. 2023. 
RUPPENTHAL, J. E. Gerenciamento de riscos. Santa Maria: Editora da 
Universidade Federal de Santa Maria, 2013. 
SANTANA, L. L. C.et al. A aplicação do FMEA em face com a segurança do 
trabalho: um novo olhar voltado para construção civil em Amarante-MA. Brazilian 
Journal of Production Engineering, v. 5, n. 6, p. 108-122, 2019.

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