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Direito Previdenciário - Benefícios em Espécie Faculdade Anhanguera Aposentadoria da Pessoa com Deficiência, Especial, Rural e Professores Prof. Natália Donato 14.11.2025 Base Legal CF, artigo 194 - Seguridade Social= saúde, previdência social e assistência social EC 103/2019 – Reforma da Previdência Lei 8.213/1991 – Planos de Benefícios Decreto 3.048/99 (alterado pelo 10.410/2020) LC 142/2013 – Aposentadoria da Pessoa com Deficiência IN 128/2022 – Procedimentos Internos do INSS Direito Previdenciário Prof. Natália DonatoFaculdade Anhanguera Classificação dos benefícios do INSS - art. 18 Lei 8.213/91 Direito Previdenciário Prof. Natália DonatoFaculdade Anhanguera Benefícios do Segurado a) aposentadoria por invalidez; b) aposentadoria por idade**; c) aposentadoria por tempo de contribuição**; d) aposentadoria especial*; e) auxílio-doença; f) salário-família; g) salário-maternidade; h) auxílio-acidente; Benefícios dos dependentes a) pensão por morte; b) auxílio-reclusão; Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. (Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - Nova York) Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: LC 142/13 Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: LC 142/13 Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Aposentadoria por idade Aposentadoria por Tempo de Contribuição Tempo reduzido por grau da deficiência: LEVE: 28 anos MULHER 33 anos HOMEM MODERADA: 24 anos MULHER 29 anos HOMEM GRAVE: 20 anos MULHER 25 anos HOMEM Redução na Idade mínima: 55 anos MULHER 60 anos HOMEM 15 anos (180 meses de carência) na condição PCD - qualquer grau OBS: Não se confunde com o Benefício de Prestação Continuado a PCD da LOAS Não teve alteração com a Reforma da Previdência - EC 103/19 Critério de Cálculo: artigo artigo 8º da LC142/13 (média 80%) Obs: INSS aplica média de 100% - possível revisão!!!! O grau da deficiência é definido por meio de perícia médica e social (BIOPSICOSSIAL), com aplicação do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de Aposentadoria – IFBrA e do método linguístico Fuzzy: Deficiência grave: quando a pontuação é menor ou igual a 5.739; Deficiência moderada: quando a pontuação é entre 5.740 e 6.354; Deficiência Leve: quando a pontuação é entre 6.355 e 7.584. Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: LC 142/13 Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Sem idade mínima 15, 20 ou 25 anos de exposição a agentes nocivos. A regra de transição disposta na Reforma da Previdência, além dos tempos mínimos de contribuição com exposição a agentes nocivos, exige o cumprimento de pontuação (idade + tempo de contribuição) da seguinte forma: 66 pontos para a atividade especial de 15 anos; 76 pontos para a atividade especial de 20 anos; 86 pontos para a atividade especial de 25 anos Aposentadoria Especial - arts 57 e 58 da Lei 8.213/91 Direito Previdenciário Prof. Natália Donato 55 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 15 anos de contribuição; 58 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 20 anos de contribuição 60 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 25 anos de contribuição Antes da Reforma: até 13.11.2019 Após a reforma - Permanente Após a reforma - Regra de transição (art. 21 da EC 103/2019) Antes EC 103/19 Depois EC 103/19 Idade mínima ❌ Não existia ✔ 60 anos Tempo especial 25 anos 25 anos + idade mínima Cálculo 100% da média dos 80% maiores salários 60% + 2% por ano excedente Média usada 80% maiores salários 100% das contribuições Valor no exemplo R$7.000,00 R$5.600,00 Exemplo Prático - Aposentadoria Especial de Médica Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Situação Hipotética: Mulher Ocupação: Médica (exposição habitual a agentes biológicos – regra de 25 anos) Início da atividade: 30 anos de idade Tempo total trabalhado na atividade especial: 25 anos Média dos salários de contribuição: R$ 7.000,00 (apenas para cálculo didático) PPP Comprovação do tempo especial Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera A partir de 03 de janeiro de 2022 passa a vigorar a Portaria nº 313/2021, que determina a emissão de PPP somente na via eletrônica (MEU INSS) APOSENTADORIA RURAL Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera A aposentadoria rural é um benefício previdenciário destinado, em princípio, a três categorias distintas de segurados: Empregados rurais (tem CTPS assinada) Trabalhadores avulsos; Diaristas/boias-frias (enquadrados como segurados especiais pelo Judiciário e como contribuintes individuais pelo INSS); Segurados especiais. Quem é o segurado especial? Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera A pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; 2. de seringueiro ou extrativista vegetal; b) pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 (dezesseis) anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as alíneas a e b deste inciso, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. Aposentadoria Rural Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Aposentadoria por idade rural Aposentadoria por idade hídrida Cumprimento de 180 meses de carência/15 anos de tempo de contribuição rural ou urbano; 62 anos de idade para as mulheres e 65 anos para os homens. Cumprimento de 180 meses de carência, que correspondem ao tempo mínimo de atividade rural comprovada - 15 anos; 55 anos de idade para as mulheres e 60 anos para os homens. Tema 1007 STJ Antes da Reforma Depois da Reforma Regra de idade 65 anos 65 anos Tempo exigido 15 anos 15 anos Somar rural+urbano ✔ permitido ✔ permitido Média salarial 80% maiores salários 100% dos salários Fórmula 70% + 1% por ano 60% + 2% só acima de 20 anos Valor (exemplo) R$2.250 R$1.500 Exemplo Prático - Aposentadoria Híbrida Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Situação Hipotética Sexo: Homem Idade atual: 65 anos Tempo rural comprovado: 12 anos Tempo urbano contribuído: 8 anos Total = 20 anos de tempo de contribuição (somados de forma híbrida) Média salarial (pós-EC 103/2019): R$ 2.500,00 Professora: 25 anos de contribuição em sala de aula Professor: 30 anos de contribuição em sala de aula Sem idade mínima Aposentadoria PROFESSORES Direito Previdenciário Prof. Natália DonatoFaculdade Anhanguera Mulher: 57 anos + 25 anos de contribuição Homem: 60 anos + 25 anos de contribuição Cálculo: 60% da média de 100% dos salários +2% ao ano acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher) Antes da Reforma: até 13.11.2019 Após a reforma - Permanente Pontuação idade + tempo de contribuição Professora: 25 anos Professor: 30 anos Pontuação inicial (2019): Mulher: 81 pontos Homem: 91 pontos Aumenta +1 ponto por ano até atingir: Mulher: 92 Homem: 100 Aposentadoria PROFESSORES Direito Previdenciário Prof. Natália DonatoFaculdade Anhanguera Tempo de contribuição (fixo): 25 anos para mulheres 30 anos para homens Idade mínima progressiva: Acréscimo de 6 meses por ano, até chegar na idade da regra permanente. Idadeinicial em 2019: 51 anos (mulher) 56 anos (homem) Regra de Transição: Pontos Regra de Transição: Idade Mínima Progressiva Tempo de contribuição exigido: 25 anos – professora 30 anos – professor Pedágio de 100%: cumprir o dobro do tempo que faltava em 13/11/2019. Idade mínima obrigatória (RGPS): 52 anos – professora 55 anos - professor Regra de Transição: Pedágio 100% Quem é PROFESSOR para fins previdenciários? Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera Considera-se função de magistério aquela exercida por professor em estabelecimento de ensino de educação básica em seus diversos níveis e modalidades. Educação básica: formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Equipara-se a função de professor: Direção de Unidade Escolar, Coordenação Pedagógica e Assessoramento Pedagógico Obs: Professor universitário não se enquadra. Dúvidas? Direito Previdenciário Prof. Natalia DonatoFaculdade Anhanguera