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FISIOTERAPIA CARDIOPULMONAR
 NO ADULTO
Faculdade Anhanguera - Fisioterapia 
Prof. Esp. Gabriel Lobato - 2026
DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS
Pontos distribuídos em sala: 2.500 1º bimestre 1.000
 2º bimestre 1.500
Pontos de provas 1º bimestre 2.000
 2º bimestre 4.000
 Avaliação parcial 1 01/09/2026 - Estudo dirigido – 700 Pontos
Aulas práticas: em definição
Avaliação oficial - 1º bimestre 29/09/2026 Valor: 2.000
Conteúdo da P1: Conceitos e fisiologia do ciclo respiratório, conceitos e fisiologia do ciclo cardíaco, influência do sistema nervoso autônomo sobre o sistema respiratório e cardíaco, testes para avaliação cardiopulmonar. 
DÚVIDAS DO EXERCÍCIO:
Como funciona o controle dos gases O2/CO2 nos centros superiores bulbo/tronco encefálico: 
Os quimiorreceptores periféricos, localizados nas artérias carótidas e aórticas, enviam informação ao bulbo a respeito dos níveis de O2, CO2 e PH do sangue.
DÚVIDAS DO EXERCÍCIO:
2. Como funciona a relação ventilação perfusão V/Q nos pulmões;
Troca gasosa entre o ar no alvéolo e o sangue nos capilares.
DÚVIDAS DO EXERCÍCIO:
Explicar a diferença entre condições das alterações cardíacas, sistêmicas e do SNA.
O SNS induz a liberação de adrenalina – induz a vasoconstrição – induz o aumento da pressão dentro do sistema circulatório – induz maior pós carga – induz aumento da PA.
DÚVIDAS DO EXERCÍCIO:
4. Arritimias / Fibrilação / Taquicardia 
Arritimias são batimentos cardíacos desordenados que podem ser classificados em bradiarritimias ou taquiarritimias.
A fibrilação atrial é um tipo de arritimia, desencadeada por mais de um centro de estímulo elétrico e de forma desordenada. Os átrios passam a contrair rapidamente e de forma assincrônica aos ventrículos. Esse evento altera completamente a mecânica cardíaca e predispõe os indivíduos a formação de coágulos.
Taquicardia é o batimento FISIOLÓGICO acelerado do coração estimulado por situações de esforço ou estresse. Existem taquicardias que são patológicas como: Taquicardia sinusal Nó SA, taquicardia supraventricular – deficiência dos circuitos e feixes despolarizantes do miocárdio.
Melhorar escrita de termos técnicos, vocês são alunos de graduação e logo, profissionais de saúde. Melhorar as explicações dos mecanismos fisiológicos.
DÚVIDAS DO EXERCÍCIO:
Débito cardíaco é o volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo em 1min.
Como exemplo, uma pessoa tem 5-7L/min de sangue total no corpo, se o volume sistólico de sangue ejetado pelo coração for 80ml/batimento, logo:
DC = 80x80 = 6.400ml/min ejetado de sangue a cada minuto.
VS = quanto de sangue existe no ventrículo antes da contração VDF – quanto de sangue resta no ventrículo depois da contração VSF.
Logo: Volume sistólico = 80ml. Suponhamos VDF = 130 e VSF = 50 o volume sistólico será 80ml.
O débito cardíaco é influenciado pela FC e volume sistólico em ml/batimentos. 
Em condições normais o maior débito cardíaco pode induzir o aumento da pressão arterial. 
+ FC + VS + DC
TESTES DA FUNÇÃO CARDIOPULMONAR
Testes de exercício cardiopulmonar - Resposta integrada dos sistemas cardiovascular, respiratório e metabólico ao exercício: TECP/CPET, teste ergométrico, cicloergometria.
Testes funcionais - Capacidade de realizar atividades físicas/funcionais: TC6, TD6, TSL-1.
Avaliação sintomática - Sintomas percebidos durante o repouso ou esforço: Dispneia, fadiga, dor, angina.
Percepção do estado de saúde - Impacto da condição de saúde na percepção e qualidade de vida: SF-36, EQ-5D, CAT, SGRQ.
TESTE DE EXERCÍCIO CARDIOPULMONAR TECP/CPET
Durante o exercício a intensidade vai aumentando gradualmente enquanto o equipamento analisa os gases respiratórios.
O QUE SE MEDE?
VO2 – Consumo de oxigênio;
VCO2 – Produção de dióxido de carbono;
VE – Ventilação minuto;
VE/VO2 e VE/VCO2 – eficiência ventilatória;
RER – Razão de troca respiratória VCO2/VO2 – ajuda a entender a intensidade do exercício e de possíveis substratos energéticos.
0,70 – indica maior utilização de gordura;
0,85 – mistura de gordura e carboidrato;
1,0 – maior contribuição dos carboidratos;
> 1,10 – geralmente indica esforço muito intenso/máximo quando interpretado com outros critérios.
TESTES DA FUNÇÃO CARDIOPULMONAR
Ergoespirometria
POR QUE AVALIAR A FUNÇÃO CARDIOPULMONAR?
Avaliação → identificação da limitação → prescrição → acompanhamento → reavaliação.
Objetivos: identificar intolerância ao esforço, quantificar capacidade funcional, verificar resposta ao exercício e acompanhar evolução após intervenção.
O QUE VOU TRATAR?
QUAIS RESPOSTAS CARDIOPULMONARES SÃO ESPERADAS AO EXERCÍCIO?
FC? 
PA? 
SpO₂? 
 FR? 
Exercício → ↑ demanda metabólica → ↑ FC | ↑ PAS | PAD ↔/ pequena alteração | ↑ FR | ↑ ventilação | ↑ VO₂ | ↑ débito cardíaco → redistribuição do fluxo sanguíneo → ↑ perfusão muscular
E quando essa resposta deixa de ser fisiológica?
 Cardiovascular
 Resposta pressórica exagerada; 
Queda indequada da PA durante o esforço; 
 Arritmias; 
 Dor torácica; 
 Baixo débito e/ou incapacidade de aumentar adequadamente o débito cardíaco.
Respiratória
 Queda da SpO₂ durante o exercício; 
 Dispneia desproporcional; 
 Limitação ventilatória; 
 Alteração importante V/Q; 
 Comprometimento da troca gasosa. 
Periférica/muscular
 Fadiga precoce de MMII; 
 Baixa capacidade de extração/utilização do O₂; 
 Descondicionamento.
TESTES FUNCIONAIS
Teste do degrau de 6 minutos TD6;
Teste de caminhada de 6 minutos; 
Teste de sentar e levantar de 1 minuto TSL-1.
TESTE FUNCIONAL
Teste do degrau de 6 minutos - TD6 
Degrau de 20cm de altura, cronômetro e ficha de registro dos resultados;
O Fisioterapeuta fica ao lado do participante contando o número de subidas durante o período de 6 minutos; 
O participante pode alternar as pernas; 
O ciclo de subida só é considerado completo ao subir e retornar ao chão; 
O terapeuta pode estimular o participante a aumentar o ritmo;
Não é permitido apoiar os braços na parede durante a subida no degrau;
Se precisar descansar, pode parar, mas o cronômetro continua.
TESTES FUNCIONAIS
Teste de caminhada de 6 minutos - TC6M 
Além de avaliar a capacidade funcional, pode fornecer dados da distância que o participante consegue caminhar em 6 minutos. 
Corredor reto, demarcado por cones nas extremidades de 30 metros;
Cronômetro;
Cadeira próxima ao percurso – pode ser na metade e na extremidade; 
O terapeuta pode estimular o participante a aumentar o ritmo;
Se precisar descansar, pode parar, mas o cronômetro continua;
Ao final, registre o número de voltas completas e calcule a distância.
Observação: pode ser realizado na esteira como uma adaptação.
TESTES FUNCIONAIS
Teste de sentar e levantar de 1 minuto - TSL1 
Além de avaliar a capacidade funcional e a resistência muscular dos membros inferiores.
Cadeira firme, 46 a 48cm de altura, sem apoios laterais;
Cronômetro;
Inicio sentado, pés apoiados no chão e braços cruzados no peito; 
O terapeuta pode estimular o participante a aumentar o ritmo;
Conta-se cada vez que o paciente fica completamente em pé e retorna à posição sentada;
Se precisar descansar, pode parar, mas o cronômetro continua;
Ao final, registre o número de repetições.
ANTES DO TESTE → DURANTE → IMEDIATAMENTE APÓS → RECUPERAÇÃO
Aguarde o repouso do paciente por 5 a 10min;
Avalie PA / FC / SpO₂;
Dispneia pela Borg / fadiga de membros inferiores pela escala de esforço de Borg;
Percepção subjetiva de esforço PSE.
Pode reavaliar os sinais vitais após 1 min de recuperação.
OBSERVAÇÃO
Avaliar escalas específicas de percepção de esforço, dispnéia e fadiga de MMII pode auxiliar o avaliador a identificar condições gerais de execução do teste, e se a limitação do desempenho foi pelacapacidade respiratória ou muscular. 
Pode-se utilizar a mesma escala para as 3 variáveis:
Percepção geral do esforço PSE 
“De 0 a 10, quão cansado você está no geral?”
Avaliação do sistema respiratório Dispnéia – falta de ar: 
“ De 0 a 10, qual é a intensidade da sua falta de ar agora?”
Avaliação do sistema muscular – Fadiga de MMII: 
“ De 0 a 10, quão cansada estão as suas pernas” 
TECP: avaliação mais abrangente da resposta integrada ao exercício, podendo determinar capacidade máxima. 
TC6M/TD6/TSL: refletem mais a capacidade funcional/submáxima e se aproximam das demandas cotidianas.
CAPACIDADE MÁXIMA VS CAPACIDADE FUNCIONAL/SUBMÁXIMA 
→ dispneia?
→ fadiga de MMII?
→ dor torácica?
→ dessaturação?
→ resposta cardiovascular inadequada?
CRITÉRIOS DE INTERRUPÇÃO 
Esse paciente pode fazer esse teste hoje?
INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES
 Condição cardiovascular aguda ou instável; 
 Angina instável; 
 Infarto agudo do miocárdio recente, conforme protocolo utilizado; 
 Arritmia sintomática ou não controlada; 
 Hipertensão arterial grave/não controlada; 
 Quadro respiratório agudo ou descompensado; 
 Sintomas importantes já em repouso, como dispneia intensa, tontura ou dor torácica; 
 Condição musculoesquelética ou neurológica que impossibilite a realização segura do teste. 
 Avaliar a capacidade funcional e a tolerância ao exercício; 
 Identificar limitação ao esforço e sintomas desencadeados pelo exercício; 
 Avaliar dispneia e fadiga durante o esforço; 
 Identificar dessaturação ao exercício; 
 Avaliar a resposta de FC, PA e SpO₂ ao esforço; 
 Acompanhar a evolução clínica do paciente; 
 Avaliar a resposta a uma intervenção ou programa de reabilitação; 
 Auxiliar na prescrição e progressão do exercício; 
 Comparar o desempenho antes e após tratamento/reabilitação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
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