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O NACIONALISMO NA MÚSICA
O nacionalismo na música é um movimento artístico que surgiu na primeira metade do século XIX, consolidando-se no final desse século e início do XX, caracterizado pelo uso de elementos culturais locais — como canções e danças folclóricas, ritmos regionais, lendas e temas históricos — para afirmar a identidade de um país ou região.
Principais Características
• Valorização do folclore: Uso de escalas, melodias e ritmos tradicionais do povo e do campo nas composições de concerto.
• Reação hegemônica: Na Europa, nasceu como uma resistência à forte dominação dos estilos musicais de tradição alemã, francesa e italiana.
• Temas épicos e patrióticos: Óperas, poemas sinfônicos e aberturas inspiradas em heróis nacionais, paisagens geográficas e acontecimentos históricos.
• Ferramenta política e social: Em muitos países, a música foi usada por governos ou intelectuais para unificar e legitimar projetos de Estado (como na Era Vargas no Brasil).
O Nacionalismo na Europa
• Contexto: Desenvolveu-se com mais força nas "bordas" do continente europeu e em nações que lutavam pela autonomia política.
• Frédéric Chopin (Polônia): Utilizou ritmos de danças polonesas (como polonesas e mazurcas) para expressar o lamento e a resistência de sua pátria sob o domínio russo.
• Outros grandes nomes:
	• Rússia: O "Grupo dos Cinco" (Mussorgsky, Rimsky-Korsakov, entre outros).
	• Hungria: Béla Bartók e Zoltán Kodály (que pesquisaram a música camponesa autêntica).
	• Noruega: Edvard Grieg.
	• Finlândia: Jean Sibelius.

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