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Avaliação 1 Terapia Nutricional

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A nutrição parenteral (NP) é frequentemente indicada para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer (BPN) quando a nutrição enteral não é suficiente ou não é possível. Ela garante que o bebê receba todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento. No entanto, a NP é uma terapia complexa que requer monitoramento rigoroso e manejo cuidadoso. Ela é administrada diretamente na corrente sanguínea, o que exige a inserção de um cateter venoso central. Embora vital para a sobrevivência e o crescimento desses bebês vulneráveis, a NP não é isenta de riscos.
Fonte: ZAMBERLAN, P. Recém-nascido pré-termo/baixo peso. In: SILVA, A. P. A.; NASCIMENTO, A. G.; ZAMBERLAN, P. Manual de Dietas e Condutas Nutricionais. São Paulo: Editora Atheneu, 2014.
Considerando o texto apresentado e as situações específicas que a NP é indicada, analise as afirmativas a seguir:
I. A NP é indicada na falta de acesso gastrointestinal, seja por obstruções ou malformações.
II. Em casos de enterocolite necrosante ou íleo paralítico, o recém-nascido possui indicação de NP.
III. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer é diagnosticado com cardiopatia congênita ou insuficiência respiratória, a NP deve ser indicada.
IV. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer, que está estável hemodinamicamente e com trato gastrointestinal funcionante, deve preferir a NP ao invés da nutrição enteral, para garantir melhor ganho ponderal.
É correto o que se afirma em:
I. A NP é indicada na falta de acesso gastrointestinal, seja por obstruções ou malformações.
II. Em casos de enterocolite necrosante ou íleo paralítico, o recém-nascido possui indicação de NP.
III. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer é diagnosticado com cardiopatia congênita ou insuficiência respiratória, a NP deve ser indicada.
IV. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer, que está estável hemodinamicamente e com trato gastrointestinal funcionante, deve preferir a NP ao invés da nutrição enteral, para garantir melhor ganho ponderal.
A III e IV, apenas.
B I, II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D II e III, apenas.
E I e IV, apenas.

“Durante a gravidez, a demanda de ferro aumenta devido ao crescimento do feto e à expansão do volume sanguíneo da mãe. A deficiência de ferro pode levar à anemia, que pode causar fadiga, fraqueza e complicações no parto e a sua prevenção e/ou tratamento, durante a gestação, são fundamentais para minimizar essas situações”. Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A suplementação de ferro é recomendada globalmente durante a gestação para corrigir ou prevenir a deficiência de ferro.
PORQUE
II. O consumo desse mineral, proveniente apenas da alimentação, não é o suficiente para atingir recomendação de 27mg diária para gestantes.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. A suplementação de ferro é recomendada globalmente durante a gestação para corrigir ou prevenir a deficiência de ferro.
II. O consumo desse mineral, proveniente apenas da alimentação, não é o suficiente para atingir recomendação de 27mg diária para gestantes.
A As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
B As asserções I e II são falsas.
C A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
D A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
E As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A obesidade é uma condição na qual existe um acúmulo anormal ou excessivo de gordura no tecido adiposo, levando ao comprometimento da saúde. Cerca de 21% da população pré-natal é obesa, tornando-se um dos fatores de risco mais comuns na realidade obstétrica. Durante a gestação, sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações fisiológicas e alterações na composição corporal.
Fonte: DENISON, F. C. et al. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Care of Women with Obesity in Pregnancy. BJOG, v. 126, n. 3, p. 62-106, 2018.
CARVALHO, K. M. B.; DUTRA, E. S.; ARAÚJO, M. M. Obesidade. In: CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto. 4. ed. Barueri: Manole, 2019. p. 169-204.
Considerando o texto apresentado e associando com a obesidade materna, analise as afirmativas a seguir:
I. A obesidade materna é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida inadequado e alterações hormonais.
II. O monitoramento da evolução materno-fetal é importante para avaliar e observar o estado nutricional da gestante, inclusive para gestantes obesas.
III. O desenvolvimento de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, prematuridade e morte fetal intrauterina são complicações associadas à obesidade e/ou ganho excessivo de peso durante a gestação.
IV. No primeiro trimestre, nenhum ganho de peso é esperado para mulheres com sobrepeso ou obesidade, mas pode ocorrer discreta perda de peso devido à inapetência, náuseas e vômitos.
É correto o que se afirma em:
I. A obesidade materna é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida inadequado e alterações hormonais.
II. O monitoramento da evolução materno-fetal é importante para avaliar e observar o estado nutricional da gestante, inclusive para gestantes obesas.
III. O desenvolvimento de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, prematuridade e morte fetal intrauterina são complicações associadas à obesidade e/ou ganho excessivo de peso durante a gestação.
IV. No primeiro trimestre, nenhum ganho de peso é esperado para mulheres com sobrepeso ou obesidade, mas pode ocorrer discreta perda de peso devido à inapetência, náuseas e vômitos.
A I, II, III e IV.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D I, II e III, apenas.
E III e IV, apenas.

Cerca de 85 a 90% das mulheres podem apresentar náuseas e vômitos na gestação, e, na maioria das vezes, ela incide nas primeiras semanas com melhora progressiva, sendo apenas ocasional depois da 20ª semana gestacional. Os quadros mais graves de vômitos nas gestantes, chamados de hiperêmese gravídica, podem interferir na alimentação e nutrição da gestante, sendo fundamental seu reconhecimento para evitar a elevada morbidade associada ao atraso do tratamento.
Fonte: DUARTE, G. et al. Êmese da gravidez. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2018.
Sobre a definição de hiperêmese gravídica e suas complicações, assinale a alternativa correta:
A É uma condição associada a náuseas e vômitos que ocorre apenas no primeiro trimestre.
B É uma condição em que toda gestante precisa de suplementação nutricional por pelo menos três meses, para garantir o melhor aporte nutricional.
C É definida pela necessidade de alimentação por via enteral, já que a alimentação por via oral está totalmente contraindicada, devido aos episódios de náuseas e êmese grave.
D Além das náuseas e vômitos, a redução dos níveis de gonadotrofina coriônica humana nas primeiras semanas da gestação desencadeia a hiperêmese gravídica.
E É definida quando os sintomas de náuseas e vômitos persistem, levam à perda de peso corporal (>5% do peso pré-gestacional) e ocorre deficiência nutricional, desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico.

O diagnóstico correto e rápido da anemia ferropriva durante a gestação é fundamental pela saúde materna, prevenindo complicações, melhorando a sua qualidade de vida, pelo desenvolvimento fetal, garantindo oxigenação adequada para o feto e diminuindo o risco de parto prematuro, além de evitar implicações nutricionais, tanto para a mãe como para o bebê. Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104. VITOLO, M. R. Estratégias de intervenção nutricional. In: VITOLO, M. R. (Org.). Nutrição da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Rubio, 2015a. p. 114–128.
O diagnóstico pode ser confirmado por exames laboratoriais, pois os sintomas da anemia ferropriva podem ser inespecíficos. Pensando nesse contexto, assinale a alternativa correta:
A Para o diagnóstico da anemia ferropriva, não é necessário realizar exames laboratoriais, apenas precisando do histórico alimentar da gestante.
B Os níveis de ferritina sérica, abaixo de 20 mcg/L, são compatíveis com anemia ferropriva.
C Os níveis de ferro sérico precisam estar abaixo de 40 mg/dL para serem compatíveis com o diagnóstico de anemia ferropriva.
D Os valores da saturação de transferrina devem ser menores que 10%.
E Os valores laboratoriais de hemoglobina (Hb), no primeiro e terceiro trimestre estão abaixo de 11 g/dL e no segundo trimestre, abaixo de 10,5 g/dL.

O cuidado nutricional de recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer representa um dos maiores desafios na neonatologia. Esses bebês, por sua imaturidade fisiológica, estão especialmente vulneráveis a complicações metabólicas, infecciosas e ao atraso no crescimento e desenvolvimento. Nesse contexto, a nutrição enteral emerge como uma estratégia essencial e segura ao cuidado para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer, proporcionando os nutrientes necessários para um crescimento saudável e desenvolvimento adequado, na maturação do sistema gastrointestinal e redução de complicações.
Fonte: adaptado de: ANDERSON, D. M. Dietoterapia para Lactentes com Baixo Peso ao Nascer. In: MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogang, 2020. p. 868-889.
Considerando o texto apresentado e a nutrição enteral para prematuros e com baixo peso ao nascer, analise as afirmativas a seguir:
I. A sonda de alimentação por via enteral na posição pós-pilórica não é recomendada.
II. Nas diversas opções de terapia nutricional, a nutrição enteral é considerada a mais fisiológica.
III. Os recém-nascidos pré-termo devem ser alimentados por uma sonda, seja ela orogástrica ou nasogástrica.
IV. Ao iniciar a nutrição enteral é preciso ser cauteloso e deve-se iniciar a infusão da dieta de forma lenta e gradativa, com 10 ml/kg/dia para os prematuros menores e de 20 a 30ml/kg/dia para aqueles bebês maiores.
É correto o que se afirma em:
I. A sonda de alimentação por via enteral na posição pós-pilórica não é recomendada.
II. Nas diversas opções de terapia nutricional, a nutrição enteral é considerada a mais fisiológica.
III. Os recém-nascidos pré-termo devem ser alimentados por uma sonda, seja ela orogástrica ou nasogástrica.
IV. Ao iniciar a nutrição enteral é preciso ser cauteloso e deve-se iniciar a infusão da dieta de forma lenta e gradativa, com 10 ml/kg/dia para os prematuros menores e de 20 a 30ml/kg/dia para aqueles bebês maiores.
A I, II e III, apenas.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
E I, II, III e IV.

“As doenças hipertensivas gestacionais (DHG) estão relacionadas a uma série de fatores fisiológicos e patológicos e o aumento do volume sanguíneo durante a gestação, que normalmente ocorre para suprir as necessidades do feto, pode levar a alterações na pressão arterial. As DHG se apresentam de diversas formas na gestação, as quais englobam condições específicas”. Conforme as definições e classificações propostas pelo Comitê do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, dentre as diferentes classificações de hipertensão, podemos citar hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. Fonte: BARROSO, W. K. S.; RODRIGUES, C. I. S.; BORTOLOTTO, L. A.; MOTA-GOMES, M. A. et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial – 2020. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 116, n. 3, p. 516–658, 2021.
Assinale a alternativa correta que define a Síndrome HELLP:
A É uma complicação moderada da hipertensão gestacional, com comprometimento hepático, associada à proteinúria, plaquetopenia e edema agudo de pulmão.
B É uma complicação grave da hipertensão crônica na gestação, com alterações das enzimas hepáticas e elevada contagem de plaquetas.
C É uma complicação moderada da eclâmpsia, com comprometimento das funções hepáticas e renais, e alterações cardiovasculares.
D É uma complicação grave da eclâmpsia, com comprometimento hepático, caracterizado por hemólise, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas.
E É uma complicação grave da eclâmpsia, sem comprometimento hepático, porém, com presença de proteinúria.

As curvas de crescimento são ferramentas essenciais para avaliar o crescimento e desenvolvimento de recém-nascidos prematuros (RNPT) e de baixo peso ao nascer (BPN). Elas permitem acompanhar o ganho de peso, comprimento e perímetro cefálico dos bebês ao longo do tempo, além de avaliar a eficácia de intervenções nutricionais e médicas conforme necessário.
Fonte: SBP. Monitoramento do crescimento de RN pré-termos. Porto Alegre: SBP, 2017.
Considerando o texto apresentado e que para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer existem curvas de crescimento específicas, analise as afirmativas a seguir:
I. A curva de Lubchenco é uma curva utilizada para avaliar o crescimento intrauterino do recém-nascido pré-termo.
II. A curva Intergrowth-21 avalia o peso, comprimento e o perímetro cefálico e relacionam-se com a sua idade cronológica em semanas.
III. As curvas da Intergrowth devem ser utilizadas até 64 semanas pós-concepcionais. Após esse período, as curvas da OMS devem ser aplicadas.
IV. A curva de Fenton avalia desde o crescimento intrauterino ao crescimento pós-fetal, ou seja, das 24 semanas de gestação até as 50 semanas pós-natais de idade gestacional corrigida.
É correto o que se afirma em:
I. A curva de Lubchenco é uma curva utilizada para avaliar o crescimento intrauterino do recém-nascido pré-termo.
II. A curva Intergrowth-21 avalia o peso, comprimento e o perímetro cefálico e relacionam-se com a sua idade cronológica em semanas.
III. As curvas da Intergrowth devem ser utilizadas até 64 semanas pós-concepcionais. Após esse período, as curvas da OMS devem ser aplicadas.
IV. A curva de Fenton avalia desde o crescimento intrauterino ao crescimento pós-fetal, ou seja, das 24 semanas de gestação até as 50 semanas pós-natais de idade gestacional corrigida.
A I, apenas.
B II e IV, apenas.
C I, II, III e IV.
D III e IV, apenas.
E I, II e III, apenas.

Desnutrição é uma condição que ocorre quando o corpo não recebe os nutrientes necessários em quantidade adequada para manter a saúde e o funcionamento normal. Isso pode resultar de uma ingestão insuficiente de alimentos, má absorção de nutrientes ou aumento das necessidades nutricionais. Além disso, pode ocasionar alterações na composição corporal do indivíduo e em suas funcionalidades. Durante a gestação, sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações fisiológicas e, consequentemente, alterações na composição corporal também.
Fonte: CEDERHOLM, T. et al. ESPEN guidelines on definitions and terminology of clinical nutrition. Clin. Nutr., [s. l.], v. 36, n. 1, p. 49-64, 2017.

MATSUBA, C. S. T. et al. Diretriz BRASPEN de Enfermagem em Terapia Nutricional Oral, Enteral e Parenteral. BRASPEN, [s. l.], v. 36, n. 3, p. 2-62, 2021.
Considerando o texto apresentado e a desnutrição materna e baixo peso pré-gestacional, analise as afirmativas a seguir:
I. O baixo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional é marcado por baixa reserva nutricional materna.

II. A observação e o monitoramento do estado nutricional da gestante são fundamentais para acompanhar a evolução materno-fetal.

III. Há um pequeno aumento no volume plasmático, associado ao menor débito cardíaco, diminuição do fluxo placentário e redução do transporte de nutrientes para o feto.

IV. A gestante desnutrida ou com baixo peso pré-gestacional possui carência nutricional, risco aumentado para infecções, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
É correto o que se afirma em:
I. O baixo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional é marcado por baixa reserva nutricional materna.
II. A observação e o monitoramento do estado nutricional da gestante são fundamentais para acompanhar a evolução materno-fetal.
III. Há um pequeno aumento no volume plasmático, associado ao menor débito cardíaco, diminuição do fluxo placentário e redução do transporte de nutrientes para o feto.
IV. A gestante desnutrida ou com baixo peso pré-gestacional possui carência nutricional, risco aumentado para infecções, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A III e IV, apenas.
B I, apenas.
C I, II, III e IV.
D I, II e III, apenas.
E II e IV, apenas.

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Questões resolvidas

A nutrição parenteral (NP) é frequentemente indicada para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer (BPN) quando a nutrição enteral não é suficiente ou não é possível. Ela garante que o bebê receba todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento. No entanto, a NP é uma terapia complexa que requer monitoramento rigoroso e manejo cuidadoso. Ela é administrada diretamente na corrente sanguínea, o que exige a inserção de um cateter venoso central. Embora vital para a sobrevivência e o crescimento desses bebês vulneráveis, a NP não é isenta de riscos.
Fonte: ZAMBERLAN, P. Recém-nascido pré-termo/baixo peso. In: SILVA, A. P. A.; NASCIMENTO, A. G.; ZAMBERLAN, P. Manual de Dietas e Condutas Nutricionais. São Paulo: Editora Atheneu, 2014.
Considerando o texto apresentado e as situações específicas que a NP é indicada, analise as afirmativas a seguir:
I. A NP é indicada na falta de acesso gastrointestinal, seja por obstruções ou malformações.
II. Em casos de enterocolite necrosante ou íleo paralítico, o recém-nascido possui indicação de NP.
III. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer é diagnosticado com cardiopatia congênita ou insuficiência respiratória, a NP deve ser indicada.
IV. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer, que está estável hemodinamicamente e com trato gastrointestinal funcionante, deve preferir a NP ao invés da nutrição enteral, para garantir melhor ganho ponderal.
É correto o que se afirma em:
I. A NP é indicada na falta de acesso gastrointestinal, seja por obstruções ou malformações.
II. Em casos de enterocolite necrosante ou íleo paralítico, o recém-nascido possui indicação de NP.
III. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer é diagnosticado com cardiopatia congênita ou insuficiência respiratória, a NP deve ser indicada.
IV. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer, que está estável hemodinamicamente e com trato gastrointestinal funcionante, deve preferir a NP ao invés da nutrição enteral, para garantir melhor ganho ponderal.
A III e IV, apenas.
B I, II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D II e III, apenas.
E I e IV, apenas.

“Durante a gravidez, a demanda de ferro aumenta devido ao crescimento do feto e à expansão do volume sanguíneo da mãe. A deficiência de ferro pode levar à anemia, que pode causar fadiga, fraqueza e complicações no parto e a sua prevenção e/ou tratamento, durante a gestação, são fundamentais para minimizar essas situações”. Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A suplementação de ferro é recomendada globalmente durante a gestação para corrigir ou prevenir a deficiência de ferro.
PORQUE
II. O consumo desse mineral, proveniente apenas da alimentação, não é o suficiente para atingir recomendação de 27mg diária para gestantes.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. A suplementação de ferro é recomendada globalmente durante a gestação para corrigir ou prevenir a deficiência de ferro.
II. O consumo desse mineral, proveniente apenas da alimentação, não é o suficiente para atingir recomendação de 27mg diária para gestantes.
A As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
B As asserções I e II são falsas.
C A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
D A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
E As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

A obesidade é uma condição na qual existe um acúmulo anormal ou excessivo de gordura no tecido adiposo, levando ao comprometimento da saúde. Cerca de 21% da população pré-natal é obesa, tornando-se um dos fatores de risco mais comuns na realidade obstétrica. Durante a gestação, sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações fisiológicas e alterações na composição corporal.
Fonte: DENISON, F. C. et al. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Care of Women with Obesity in Pregnancy. BJOG, v. 126, n. 3, p. 62-106, 2018.
CARVALHO, K. M. B.; DUTRA, E. S.; ARAÚJO, M. M. Obesidade. In: CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto. 4. ed. Barueri: Manole, 2019. p. 169-204.
Considerando o texto apresentado e associando com a obesidade materna, analise as afirmativas a seguir:
I. A obesidade materna é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida inadequado e alterações hormonais.
II. O monitoramento da evolução materno-fetal é importante para avaliar e observar o estado nutricional da gestante, inclusive para gestantes obesas.
III. O desenvolvimento de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, prematuridade e morte fetal intrauterina são complicações associadas à obesidade e/ou ganho excessivo de peso durante a gestação.
IV. No primeiro trimestre, nenhum ganho de peso é esperado para mulheres com sobrepeso ou obesidade, mas pode ocorrer discreta perda de peso devido à inapetência, náuseas e vômitos.
É correto o que se afirma em:
I. A obesidade materna é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida inadequado e alterações hormonais.
II. O monitoramento da evolução materno-fetal é importante para avaliar e observar o estado nutricional da gestante, inclusive para gestantes obesas.
III. O desenvolvimento de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, prematuridade e morte fetal intrauterina são complicações associadas à obesidade e/ou ganho excessivo de peso durante a gestação.
IV. No primeiro trimestre, nenhum ganho de peso é esperado para mulheres com sobrepeso ou obesidade, mas pode ocorrer discreta perda de peso devido à inapetência, náuseas e vômitos.
A I, II, III e IV.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D I, II e III, apenas.
E III e IV, apenas.

Cerca de 85 a 90% das mulheres podem apresentar náuseas e vômitos na gestação, e, na maioria das vezes, ela incide nas primeiras semanas com melhora progressiva, sendo apenas ocasional depois da 20ª semana gestacional. Os quadros mais graves de vômitos nas gestantes, chamados de hiperêmese gravídica, podem interferir na alimentação e nutrição da gestante, sendo fundamental seu reconhecimento para evitar a elevada morbidade associada ao atraso do tratamento.
Fonte: DUARTE, G. et al. Êmese da gravidez. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2018.
Sobre a definição de hiperêmese gravídica e suas complicações, assinale a alternativa correta:
A É uma condição associada a náuseas e vômitos que ocorre apenas no primeiro trimestre.
B É uma condição em que toda gestante precisa de suplementação nutricional por pelo menos três meses, para garantir o melhor aporte nutricional.
C É definida pela necessidade de alimentação por via enteral, já que a alimentação por via oral está totalmente contraindicada, devido aos episódios de náuseas e êmese grave.
D Além das náuseas e vômitos, a redução dos níveis de gonadotrofina coriônica humana nas primeiras semanas da gestação desencadeia a hiperêmese gravídica.
E É definida quando os sintomas de náuseas e vômitos persistem, levam à perda de peso corporal (>5% do peso pré-gestacional) e ocorre deficiência nutricional, desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico.

O diagnóstico correto e rápido da anemia ferropriva durante a gestação é fundamental pela saúde materna, prevenindo complicações, melhorando a sua qualidade de vida, pelo desenvolvimento fetal, garantindo oxigenação adequada para o feto e diminuindo o risco de parto prematuro, além de evitar implicações nutricionais, tanto para a mãe como para o bebê. Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104. VITOLO, M. R. Estratégias de intervenção nutricional. In: VITOLO, M. R. (Org.). Nutrição da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Rubio, 2015a. p. 114–128.
O diagnóstico pode ser confirmado por exames laboratoriais, pois os sintomas da anemia ferropriva podem ser inespecíficos. Pensando nesse contexto, assinale a alternativa correta:
A Para o diagnóstico da anemia ferropriva, não é necessário realizar exames laboratoriais, apenas precisando do histórico alimentar da gestante.
B Os níveis de ferritina sérica, abaixo de 20 mcg/L, são compatíveis com anemia ferropriva.
C Os níveis de ferro sérico precisam estar abaixo de 40 mg/dL para serem compatíveis com o diagnóstico de anemia ferropriva.
D Os valores da saturação de transferrina devem ser menores que 10%.
E Os valores laboratoriais de hemoglobina (Hb), no primeiro e terceiro trimestre estão abaixo de 11 g/dL e no segundo trimestre, abaixo de 10,5 g/dL.

O cuidado nutricional de recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer representa um dos maiores desafios na neonatologia. Esses bebês, por sua imaturidade fisiológica, estão especialmente vulneráveis a complicações metabólicas, infecciosas e ao atraso no crescimento e desenvolvimento. Nesse contexto, a nutrição enteral emerge como uma estratégia essencial e segura ao cuidado para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer, proporcionando os nutrientes necessários para um crescimento saudável e desenvolvimento adequado, na maturação do sistema gastrointestinal e redução de complicações.
Fonte: adaptado de: ANDERSON, D. M. Dietoterapia para Lactentes com Baixo Peso ao Nascer. In: MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogang, 2020. p. 868-889.
Considerando o texto apresentado e a nutrição enteral para prematuros e com baixo peso ao nascer, analise as afirmativas a seguir:
I. A sonda de alimentação por via enteral na posição pós-pilórica não é recomendada.
II. Nas diversas opções de terapia nutricional, a nutrição enteral é considerada a mais fisiológica.
III. Os recém-nascidos pré-termo devem ser alimentados por uma sonda, seja ela orogástrica ou nasogástrica.
IV. Ao iniciar a nutrição enteral é preciso ser cauteloso e deve-se iniciar a infusão da dieta de forma lenta e gradativa, com 10 ml/kg/dia para os prematuros menores e de 20 a 30ml/kg/dia para aqueles bebês maiores.
É correto o que se afirma em:
I. A sonda de alimentação por via enteral na posição pós-pilórica não é recomendada.
II. Nas diversas opções de terapia nutricional, a nutrição enteral é considerada a mais fisiológica.
III. Os recém-nascidos pré-termo devem ser alimentados por uma sonda, seja ela orogástrica ou nasogástrica.
IV. Ao iniciar a nutrição enteral é preciso ser cauteloso e deve-se iniciar a infusão da dieta de forma lenta e gradativa, com 10 ml/kg/dia para os prematuros menores e de 20 a 30ml/kg/dia para aqueles bebês maiores.
A I, II e III, apenas.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
E I, II, III e IV.

“As doenças hipertensivas gestacionais (DHG) estão relacionadas a uma série de fatores fisiológicos e patológicos e o aumento do volume sanguíneo durante a gestação, que normalmente ocorre para suprir as necessidades do feto, pode levar a alterações na pressão arterial. As DHG se apresentam de diversas formas na gestação, as quais englobam condições específicas”. Conforme as definições e classificações propostas pelo Comitê do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, dentre as diferentes classificações de hipertensão, podemos citar hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. Fonte: BARROSO, W. K. S.; RODRIGUES, C. I. S.; BORTOLOTTO, L. A.; MOTA-GOMES, M. A. et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial – 2020. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 116, n. 3, p. 516–658, 2021.
Assinale a alternativa correta que define a Síndrome HELLP:
A É uma complicação moderada da hipertensão gestacional, com comprometimento hepático, associada à proteinúria, plaquetopenia e edema agudo de pulmão.
B É uma complicação grave da hipertensão crônica na gestação, com alterações das enzimas hepáticas e elevada contagem de plaquetas.
C É uma complicação moderada da eclâmpsia, com comprometimento das funções hepáticas e renais, e alterações cardiovasculares.
D É uma complicação grave da eclâmpsia, com comprometimento hepático, caracterizado por hemólise, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas.
E É uma complicação grave da eclâmpsia, sem comprometimento hepático, porém, com presença de proteinúria.

As curvas de crescimento são ferramentas essenciais para avaliar o crescimento e desenvolvimento de recém-nascidos prematuros (RNPT) e de baixo peso ao nascer (BPN). Elas permitem acompanhar o ganho de peso, comprimento e perímetro cefálico dos bebês ao longo do tempo, além de avaliar a eficácia de intervenções nutricionais e médicas conforme necessário.
Fonte: SBP. Monitoramento do crescimento de RN pré-termos. Porto Alegre: SBP, 2017.
Considerando o texto apresentado e que para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer existem curvas de crescimento específicas, analise as afirmativas a seguir:
I. A curva de Lubchenco é uma curva utilizada para avaliar o crescimento intrauterino do recém-nascido pré-termo.
II. A curva Intergrowth-21 avalia o peso, comprimento e o perímetro cefálico e relacionam-se com a sua idade cronológica em semanas.
III. As curvas da Intergrowth devem ser utilizadas até 64 semanas pós-concepcionais. Após esse período, as curvas da OMS devem ser aplicadas.
IV. A curva de Fenton avalia desde o crescimento intrauterino ao crescimento pós-fetal, ou seja, das 24 semanas de gestação até as 50 semanas pós-natais de idade gestacional corrigida.
É correto o que se afirma em:
I. A curva de Lubchenco é uma curva utilizada para avaliar o crescimento intrauterino do recém-nascido pré-termo.
II. A curva Intergrowth-21 avalia o peso, comprimento e o perímetro cefálico e relacionam-se com a sua idade cronológica em semanas.
III. As curvas da Intergrowth devem ser utilizadas até 64 semanas pós-concepcionais. Após esse período, as curvas da OMS devem ser aplicadas.
IV. A curva de Fenton avalia desde o crescimento intrauterino ao crescimento pós-fetal, ou seja, das 24 semanas de gestação até as 50 semanas pós-natais de idade gestacional corrigida.
A I, apenas.
B II e IV, apenas.
C I, II, III e IV.
D III e IV, apenas.
E I, II e III, apenas.

Desnutrição é uma condição que ocorre quando o corpo não recebe os nutrientes necessários em quantidade adequada para manter a saúde e o funcionamento normal. Isso pode resultar de uma ingestão insuficiente de alimentos, má absorção de nutrientes ou aumento das necessidades nutricionais. Além disso, pode ocasionar alterações na composição corporal do indivíduo e em suas funcionalidades. Durante a gestação, sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações fisiológicas e, consequentemente, alterações na composição corporal também.
Fonte: CEDERHOLM, T. et al. ESPEN guidelines on definitions and terminology of clinical nutrition. Clin. Nutr., [s. l.], v. 36, n. 1, p. 49-64, 2017.

MATSUBA, C. S. T. et al. Diretriz BRASPEN de Enfermagem em Terapia Nutricional Oral, Enteral e Parenteral. BRASPEN, [s. l.], v. 36, n. 3, p. 2-62, 2021.
Considerando o texto apresentado e a desnutrição materna e baixo peso pré-gestacional, analise as afirmativas a seguir:
I. O baixo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional é marcado por baixa reserva nutricional materna.

II. A observação e o monitoramento do estado nutricional da gestante são fundamentais para acompanhar a evolução materno-fetal.

III. Há um pequeno aumento no volume plasmático, associado ao menor débito cardíaco, diminuição do fluxo placentário e redução do transporte de nutrientes para o feto.

IV. A gestante desnutrida ou com baixo peso pré-gestacional possui carência nutricional, risco aumentado para infecções, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
É correto o que se afirma em:
I. O baixo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional é marcado por baixa reserva nutricional materna.
II. A observação e o monitoramento do estado nutricional da gestante são fundamentais para acompanhar a evolução materno-fetal.
III. Há um pequeno aumento no volume plasmático, associado ao menor débito cardíaco, diminuição do fluxo placentário e redução do transporte de nutrientes para o feto.
IV. A gestante desnutrida ou com baixo peso pré-gestacional possui carência nutricional, risco aumentado para infecções, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A III e IV, apenas.
B I, apenas.
C I, II, III e IV.
D I, II e III, apenas.
E II e IV, apenas.

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GABARITO | Avaliação I - Individual (Cod.:1628828)
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Prova 125142029
Qtd. de Questões 10
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Nota 10,00
A nutrição parenteral (NP) é frequentemente indicada para recém-nascidos prematuros e com baixo 
peso ao nascer (BPN) quando a nutrição enteral não é suficiente ou não é possível. Ela garante que o 
bebê receba todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento. No entanto, a NP é 
uma terapia complexa que requer monitoramento rigoroso e manejo cuidadoso. Ela é administrada 
diretamente na corrente sanguínea, o que exige a inserção de um cateter venoso central. Embora vital 
para a sobrevivência e o crescimento desses bebês vulneráveis, a NP não é isenta de riscos.
Fonte: ZAMBERLAN, P. Recém-nascido pré-termo/baixo peso. In: SILVA, A. P. A.; NASCIMENTO, 
A. G.; ZAMBERLAN, P. Manual de Dietas e Condutas Nutricionais. São Paulo: Editora Atheneu, 
2014.
Considerando o texto apresentado e as situações específicas que a NP é indicada, analise as 
afirmativas a seguir:
I. A NP é indicada na falta de acesso gastrointestinal, seja por obstruções ou malformações.
II. Em casos de enterocolite necrosante ou íleo paralítico, o recém-nascido possui indicação de NP.
III. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer é diagnosticado com cardiopatia 
congênita ou insuficiência respiratória, a NP deve ser indicada.
IV. O recém-nascido prematuro ou com baixo peso ao nascer, que está estável hemodinamicamente e 
com trato gastrointestinal funcionante, deve preferir a NP ao invés da nutrição enteral, para garantir 
melhor ganho ponderal.
É correto o que se afirma em:
A III e IV, apenas.
B I, II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D II e III, apenas.
E I e IV, apenas.
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Marta
Realce
“Durante a gravidez, a demanda de ferro aumenta devido ao crescimento do feto e à expansão do 
volume sanguíneo da mãe. A deficiência de ferro pode levar à anemia, que pode causar fadiga, 
fraqueza e complicações no parto e a sua prevenção e/ou tratamento, durante a gestação, são 
fundamentais para minimizar essas situações”.
Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: 
VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: 
obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A suplementação de ferro é recomendada globalmente durante a gestação para corrigir ou prevenir a 
deficiência de ferro.
PORQUE
II. O consumo desse mineral, proveniente apenas da alimentação, não é o suficiente para atingir 
recomendação de 27mg diária para gestantes.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
B As asserções I e II são falsas.
C As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
D As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
E A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
A obesidade é uma condição na qual existe um acúmulo anormal ou excessivo de gordura no tecido 
adiposo, levando ao comprometimento da saúde. Cerca de 21% da população pré-natal é obesa, 
tornando-se um dos fatores de risco mais comuns na realidade obstétrica. Durante a gestação, 
sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações fisiológicas e alterações na composição 
corporal.
Fonte: DENISON, F. C. et al. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Care of Women 
with Obesity in Pregnancy. BJOG, v. 126, n. 3, p. 62-106, 2018.
CARVALHO, K. M. B.; DUTRA, E. S.; ARAÚJO, M. M. Obesidade. In: CUPPARI, L. Nutrição 
clínica no adulto. 4. ed. Barueri: Manole, 2019. p. 169-204.
Considerando o texto apresentado e associando com a obesidade materna, analise as afirmativas a 
seguir:
I. A obesidade materna é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida inadequado e alterações 
hormonais.
II. O monitoramento da evolução materno-fetal é importante para avaliar e observar o estado 
nutricional da gestante, inclusive para gestantes obesas.
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III. O desenvolvimento de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, prematuridade e morte fetal 
intrauterina são complicações associadas à obesidade e/ou ganho excessivo de peso durante a 
gestação.
IV. No primeiro trimestre, nenhum ganho de peso é esperado para mulheres com sobrepeso ou 
obesidade, mas pode ocorrer discreta perda de peso devido à inapetência, náuseas e vômitos.
É correto o que se afirma em:
A I, II, III e IV.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D I, II e III, apenas.
E III e IV, apenas.
Cerca de 85 a 90% das mulheres podem apresentar náuseas e vômitos na gestação, e, na maioria das 
vezes, ela incide nas primeiras semanas com melhora progressiva, sendo apenas ocasional depois da 
20ª semana gestacional. Os quadros mais graves de vômitos nas gestantes, chamados de hiperêmese 
gravídica, podem interferir na alimentação e nutrição da gestante, sendo fundamental seu 
reconhecimento para evitar a elevada morbidade associada ao atraso do tratamento.
Fonte: DUARTE, G. et al. Êmese da gravidez. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de 
Ginecologia e Obstetrícia, 2018. 
Sobre a definição de hiperêmese gravídica e suas complicações, assinale a alternativa correta:
A É uma condição associada a náuseas e vômitos que ocorre apenas no primeiro trimestre.
B É uma condição em que toda gestante precisa de suplementação nutricional por pelo menos três
meses, para garantir o melhor aporte nutricional.
C É definida pela necessidade de alimentação por via enteral, já que a alimentação por via oral está
totalmente contraindicada, devido aos episódios de náuseas e êmese grave.
D Além das náuseas e vômitos, a redução dos níveis de gonadotrofina coriônica humana nas
primeiras semanas da gestação desencadeia a hiperêmese gravídica.
E
É definida quando os sintomas de náuseas e vômitos persistem, levam à perda de peso corporal
(>5% do peso pré-gestacional) e ocorre deficiência nutricional, desidratação e desequilíbrio
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hidroeletrolítico.
O diagnóstico correto e rápido da anemia ferropriva durante a gestação é fundamental pela saúde 
materna, prevenindo complicações, melhorando a sua qualidade de vida, pelo desenvolvimento fetal, 
garantindo oxigenação adequada para o feto e diminuindo o risco de parto prematuro, além de evitar 
implicações nutricionais, tanto para a mãe como para o bebê.
Fonte: RAUBER, F.; BERNARDI, J. R.; VITOLO, M. R. Repercussões das carências nutricionais. In: 
VASCONCELOS, M. J. O. B.; BARBOSA, J. M.; PINTO, I. C. S. et al. (Org.). Nutrição clínica: 
obstetrícia e pediatria. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2011. p. 79–104.
VITOLO, M. R. Estratégias de intervenção nutricional. In: VITOLO, M. R. (Org.). Nutrição da 
gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Rubio, 2015a. p. 114–128.
O diagnóstico pode ser confirmado por exames laboratoriais, pois os sintomas da anemia ferropriva 
podem ser inespecíficos. Pensando nesse contexto, assinale a alternativa correta:
A Os níveis de ferro sérico precisam estar abaixo de 40 mg/dL para serem compatíveis com o
diagnóstico de anemia ferropriva.
B Os valores da saturação de transferrina devem ser menores que 10%.
C Os níveis de ferritina sérica, abaixo de 20 mcg/L, são compatíveis com anemia ferropriva.
D Para o diagnóstico da anemia ferropriva, não é necessário realizar exames laboratoriais, apenas
precisando do histórico alimentar da gestante.
E Os valores laboratoriais de hemoglobina (Hb), no primeiro e terceiro trimestre estão abaixo de 11
g/dL e no segundo trimestre, abaixo de 10,5 g/dL.
O cuidado nutricional derecém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer representa um dos 
maiores desafios na neonatologia. Esses bebês, por sua imaturidade fisiológica, estão especialmente 
vulneráveis a complicações metabólicas, infecciosas e ao atraso no crescimento e desenvolvimento. 
Nesse contexto, a nutrição enteral emerge como uma estratégia essencial e segura ao cuidado para 
recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer, proporcionando os nutrientes necessários 
para um crescimento saudável e desenvolvimento adequado, na maturação do sistema gastrointestinal 
e redução de complicações.
Fonte: adaptado de: ANDERSON, D. M. Dietoterapia para Lactentes com Baixo Peso ao Nascer. In: 
MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e 
Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogang, 2020. p. 868-889.
Considerando o texto apresentado e a nutrição enteral para prematuros e com baixo peso ao nascer, 
analise as afirmativas a seguir:
I. A sonda de alimentação por via enteral na posição pós-pilórica não é recomendada.
II. Nas diversas opções de terapia nutricional, a nutrição enteral é considerada a mais fisiológica.
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III. Os recém-nascidos pré-termo devem ser alimentados por uma sonda, seja ela orogástrica ou 
nasogástrica.
IV. Ao iniciar a nutrição enteral é preciso ser cauteloso e deve-se iniciar a infusão da dieta de forma 
lenta e gradativa, com 10 ml/kg/dia para os prematuros menores e de 20 a 30ml/kg/dia para aqueles 
bebês maiores.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
E I, II, III e IV.
“As doenças hipertensivas gestacionais (DHG) estão relacionadas a uma série de fatores fisiológicos e 
patológicos e o aumento do volume sanguíneo durante a gestação, que normalmente ocorre para 
suprir as necessidades do feto, pode levar a alterações na pressão arterial. As DHG se apresentam de 
diversas formas na gestação, as quais englobam condições específicas”. Conforme as definições e 
classificações propostas pelo Comitê do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, dentre as 
diferentes classificações de hipertensão, podemos citar hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e 
síndrome HELLP.
Fonte: BARROSO, W. K. S.; RODRIGUES, C. I. S.; BORTOLOTTO, L. A.; MOTA-GOMES, M. A. 
et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial – 2020. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São 
Paulo, v. 116, n. 3, p. 516–658, 2021.
Assinale a alternativa correta que define a Síndrome HELLP:
A É uma complicação grave da eclâmpsia, sem comprometimento hepático, porém, com presença
de proteinúria.
B É uma complicação grave da eclâmpsia, com comprometimento hepático, caracterizado por
hemólise, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas.
C É uma complicação moderada da eclâmpsia, com comprometimento das funções hepáticas e
renais, e alterações cardiovasculares.
D É uma complicação grave da hipertensão crônica na gestação, com alterações das enzimas
hepáticas e elevada contagem de plaquetas. 
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E É uma complicação moderada da hipertensão gestacional, com comprometimento hepático,
associada à proteinúria, plaquetopenia e edema agudo de pulmão. 
As curvas de crescimento são ferramentas essenciais para avaliar o crescimento e desenvolvimento de 
recém-nascidos prematuros (RNPT) e de baixo peso ao nascer (BPN). Elas permitem acompanhar o 
ganho de peso, comprimento e perímetro cefálico dos bebês ao longo do tempo, além de avaliar a 
eficácia de intervenções nutricionais e médicas conforme necessário.
Fonte: SBP. Monitoramento do crescimento de RN pré-termos. Porto Alegre: SBP, 2017.
Considerando o texto apresentado e que para recém-nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer 
existem curvas de crescimento específicas, analise as afirmativas a seguir:
I. A curva de Lubchenco é uma curva utilizada para avaliar o crescimento intrauterino do recém-
nascido pré-termo.
II. A curva Intergrowth-21 avalia o peso, comprimento e o perímetro cefálico e relacionam-se com a 
sua idade cronológica em semanas.
III. As curvas da Intergrowth devem ser utilizadas até 64 semanas pós-concepcionais. Após esse 
período, as curvas da OMS devem ser aplicadas.
IV. A curva de Fenton avalia desde o crescimento intrauterino ao crescimento pós-fetal, ou seja, das 
24 semanas de gestação até as 50 semanas pós-natais de idade gestacional corrigida.
É correto o que se afirma em:
A I, apenas.
B II e IV, apenas.
C I, II, III e IV.
D III e IV, apenas.
E I, II e III, apenas.
Os recém-nascidos prematuros são classificados de acordo com a idade gestacional, que é o período 
de tempo, em semanas, entre a concepção e o nascimento. A classificação por idade gestacional é 
crucial para determinar o tipo e a intensidade dos cuidados necessários para apoiar o crescimento e o 
desenvolvimento saudável dos recém-nascidos prematuros.
Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Manual de avaliação nutricional. 2. 
ed. atual. São Paulo: SBP, 2021. Departamento Científico de Nutrologia.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um bebê é prematuro quando nasce antes do 
tempo previsto. Sobre isso, assinale a alternativa que corresponda à classificação de um recém-
nascido pré-termo de acordo com a idade gestacional:
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A O recém-nascido é prematuro quando nasce com menos de 38 semanas.
B O recém-nascido é prematuro quando nasce com menos de 35 semanas.
C O recém-nascido é prematuro quando nasce com menos de 39 semanas.
D O recém-nascido é prematuro quando nasce com menos de 37 semanas.
E O recém-nascido é prematuro quando nasce com menos de 36 semanas.
Desnutrição é uma condição que ocorre quando o corpo não recebe os nutrientes necessários em 
quantidade adequada para manter a saúde e o funcionamento normal. Isso pode resultar de uma 
ingestão insuficiente de alimentos, má absorção de nutrientes ou aumento das necessidades 
nutricionais. Além disso, pode ocasionar alterações na composição corporal do indivíduo e em suas 
funcionalidades. Durante a gestação, sabemos que o corpo da mulher passa por diversas adaptações 
fisiológicas e, consequentemente, alterações na composição corporal também.
Fonte: CEDERHOLM, T. et al. ESPEN guidelines on definitions and terminology of clinical 
nutrition. Clin. Nutr., [s. l.], v. 36, n. 1, p. 49-64, 2017.
MATSUBA, C. S. T. et al. Diretriz BRASPEN de Enfermagem em Terapia Nutricional Oral, Enteral e 
Parenteral. BRASPEN, [s. l.], v. 36, n. 3, p. 2-62, 2021.
Considerando o texto apresentado e a desnutrição materna e baixo peso pré-gestacional, analise as 
afirmativas a seguir:
I. O baixo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional é marcado por baixa reserva nutricional 
materna.
II. A observação e o monitoramento do estado nutricional da gestante são fundamentais para 
acompanhar a evolução materno-fetal.
III. Há um pequeno aumento no volume plasmático, associado ao menor débito cardíaco, diminuição 
do fluxo placentário e redução do transporte de nutrientes para o feto.
IV. A gestante desnutrida ou com baixo peso pré-gestacional possui carência nutricional, risco 
aumentado para infecções, parto prematuro e baixo peso ao nascer. 
É correto o que se afirma em:
A III e IV, apenas.
B I, apenas.
C I, II, III e IV.
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D I, II e III, apenas.
E II e IV, apenas.
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